Time Code Vídeo Áudio Tema Comentário Sugestão (conexões ......

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Transcript of Time Code Vídeo Áudio Tema Comentário Sugestão (conexões ......

Nmero da fita: 0017 Ttulo: Entrevista com Jos Gomes de Morais (S. Juca) Mdia: Mini DV Time Code in out

Vdeo udio Tema Comentrio imperdvel (interno ao material)

Sugesto (conexes externas)

00:14 01:24 Seu Juca sentado, plano americano

O entrevistado fala que na sua casa ningum quis ficar com o caxambu, tanto que este est na casa da sua sobrinha, Eva Lcia. Seus filhos danam e cantam, mas no pegam o caxambu pra eles.

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01:24 02:04 A cmera passa d um giro at a Zez (filha do entrevistado)

Zez (filha do entrevistado) comenta o que o pai diz falando que o caxambu tem mistrio. Guilherme diz: Ela disse que o caxambu tem muito mistrio. Zez responde dizendo que tem sim e que sabe de muitas histrias que a tia (irm do entrevistado) contava.

JO Zez conta como a tia, no caxambu, com o jongo afastava quem estava perturbando. Tambm fala de uma histria da famlia do marido.

Na entrevista feita com a D. Madalena em cassete tambm tem um depoimento imperdvel sobre o mistrio do caxambu.

02:05 02:22 Seu Juca O entrevistado diz que sofreu um derrame e que muitos pensam que foi por causa do caxambu, mas ele diz que no que quando aconteceu no estava mexendo com caxambu. Reafirma o mistrio do caxambu

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02:23 02:38 Guilherme pergunta se o entrevistado ensinou o caxambu pra algum, pro seus filhos, como o pai ensinou para ele. Seu Juca responde dizendo que no porque eles no querem.

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02:38 03:031 Guilherme pergunta se eles (os filhos do entrevistado) no aprenderem, como vai ser o futuro do caxambu ali. O entrevistado responde: no morre no. Zez interfere dizendo reafirmando que no morre, e que ele tem muitos sobrinhos que gostam. O entrevistado diz que se um no quer o outro quer e que sua filha de So Paulo apaixonada, mas que o marido dela crente e que por isso no pode saber que ela dana quando vai casa do pai.

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03:31 04:02 Guilherme pergunta se o entrevistado danava caxambu no quintal (onde a entrevista foi feita). Seu Juca responde que sim, no domingo anterior havia danado. Zez diz que o pai havia feito aniversrio na sexta e que no domingo eles fizeram caxambu no domingo. O entrevistado diz que convidou a Luana, ela se desculpa dizendo que estava chovendo muito e Zez diz que estava muito bom e ela perdeu.

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04:03 04:26 Guilherme pergunta se quando toca o caxambu hoje tambm tem pagode, como . O entrevistado responde que no caxambu quase sempre tem pagode, mas que eles fazem sem pagode tambm e que antigamente no existia caxambu sem pagode. Que se fazia uma festa, danava o baile e o caxambu e que hoje o caxambu cresceu de tal jeito que ele dana sozinho.

JO e CA Seu Juca fala que antigamente sempre que acontecia o caxambu tambm acontecia o baile, esse depoimento coincide com o da Tia Marina, D. Madalena e outros entrevistados.

04:27 04:59 Guilherme pergunta o que o entrevistado chama de pagode o Calango. Ele responde Calango, samba, mulher agarrado com homem, dizendo que o caxambu cada um por si. Dana de dois a dois, entre uma mulher sai mulher entre homem sai homem.

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05:00 08:22 Guilherme pergunta se por isso (por danar juntinho) que os jovens preferem o baile. Seu Juca diz que hoje o pessoal prefere o caxambu que est muito pedido. Tanto que mesmo estando doente as pessoas vo o procurar para saber do caxambu. Diz que por ele no queria mais por no estar em condies, por causa da idade, que est cansado, que no trabalhou muito, mas que se cansou do pouco trabalho. Diz ter tido em sempre a idia alm do que pode. Fala do Didi e da Glria Maria no Cristo Redentor, das Pirmides do Egito e se pergunta como o homem pode ir l. Fala que se tivesse posse ele iria. Quando pde que foi ao Paraguai e que o que est nesse mundo pra

JO Nesse momento da entrevista o entrevistado faz um bonito depoimento sobre a capacidade humana e o mundo.

se ver. Pergunta-se como o homem pode subir no Cristo Redentor e considera isto ser muita coisa para uma pessoa. Mas que como o homem j fez o impossvel de colocar aquela enorme esttua naquela altura, conforme fez o cabo de ao que atravessa o bondinho do Po de Acar. Quer dizer que o homem faz o impossvel, s pedir pra Deus que no tem nada impossvel. S no pode zombar de Deus.

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08:23 11:02 Guilherme pergunta se o entrevistado j escreveu muitos jongos. Seu Juca diz que tem jongos escritos, mas que no sabe onde est, que tem um caderno com mais de cem. Guilherme pergunta: mais de cem? Ele diz ter s de samba mais de cinqenta, desde o tempo de O orvalho vem caindo em 1935. Guilherme canta um trecho da msica e ele confirma. Fala no tempo de Carmen Miranda, Aracy de Almeida. Guilherme pergunta da Clementina de Jesus jongueira. E o entrevistado diz que Clementina de Jesus foi depois, pergunta se ela era do Rio ou da Bahia. Guilherme responde que de Valena. Seu Juca indaga se ela era da Serrinhade Valena. Guilherme e

JO Nesse longo trecho o entrevistado fala do passado da regio colocando Valena como uma cidade antiga e Barra do Pira como nova, fala de marqus e baro, inclusive do Baro do Rio Bonito.

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Gulilherme responde que pode ser e o entrevistado diz ter conhecido um pessoal de Valena, mas no de caxambu, de samba. Zez pergunta se Valena tem caxambu. Seu Juca diz que sim e que Valena uma das cidades mais antigas do Estado do Rio. Assim como Valena, Vassouras, a que no antiga Barra do Pira, fundada no sculo passado mile oitocentos e pouco. Valena de mile setecentos, Valena, Pira isso tudo velho. Barra do Pira novo. Diz que em Valena tem Marqus de Valena e que em Barra no tem Baro, o Baro daqui do Rio Bonito, que era de Conservatria. Diz que: Se tem marqus do tempo do ona(?)

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11:02 17:34 Carolina pergunta se o entrevistado se lembra da visita de algum importante em Barra do Pira. Luana completa, a primeira vez que Dom Pedro veio aqui. Seu Juca diz que o imperador veio para a inaugurao da Igreja de SantAna em 1884, ele desceu em frete ao Baro (Colgio Estadual Baro do Rio Bonito), onde tem o marco at hoje. Ele atravessou o rio e no quis descer do outro lado porque l era terra do capito mata gente e diz desconfiar que os Breves que tem na cidade so parentes do tal capito mata gente. Carlos pergunta porque, e ele diz que os Breves eram donos da Fazenda So Joo da Prosperidade e tambm eram donos das fazendas pro lado

MT Seu Juca fala em um capito mata gente e diz suspeitar dos Breves de hoje, serem parentes do tal capito.

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de Pira. Luana concorda dizendo que os Breves eram do lada dela do rio e do lado de c do rio era do Baro do Rio Bonito que Faro. O entrevistado concorda e complementa que do outro lado ainda tinha os Teixera Leite, Baro de Vassouras. Luana pergunta se o entrevistado sabe o porque do nome capito mata gente. Seu Juca diz que diziam que o tal capito matava gente, que tinha um alapo que entornava o pessoal de noite, despejava no rio. Carlos pergunta se com qualquer pessoa. O entrevistado diz que o capito fazia isso com o pessoal dele, que vinha fazer negcio com ele de dinheiro e ficava na casa dela, na hora de dormir que ele fazia.

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Seu Juca de pergunta se essa histria existiu mesmo e como no se localiza isso no lugar certo e se ser que esse crime vem `a tona ainda. Fala de possveis lugares e termina dizendo que no sabe. O entrevistado retoma a visita de Dom Pedro II, que veio inaugurar a pedra fundamental da igreja e no quis descer do lado de l e atravessou o Paraba direto. Diz que o rio naquela poca era navegvel. Guilherme pergunta se quando o entrevistado era novo tambm era navegvel. Seu Juca responde que no s o Paraba, mas o Pira tambm era navegvel. E conta casos dos rios.

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17:35 19:04 Guilherme pergunta o que o trem transportava. Seu Juca diz que a Central do Brasil transportava tudo, desde passageiro at qualquer espcie de mantimento. Fala que o armazm da cidade muito grande e diz que outras estaes, das antigas, tambm tinham grandes armazns. Diz que E regio era zona do caf e precisava de lugar para guard-lo, depois botar no trem e que de Barra do Pira que saa o caf para o Rio.

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19:05 19:57 Guilherme pergunta se algum parente do entrevistado trabalhava na colheita de caf. Ele responde que pelo que sabe no, diz que na Fazenda Taquara era lavoura de caf, mas que quando nasceu j encontrou lavoura de laranja. E que na dcada de trinta j no tinha muito caf. Carlos pergunta o que tinha. Seu Juca reafirma, laranja e conta que o fazendeiro os pagava para pegar bitu para no dar formigueiro. Diz que a laranja era pra exportao.

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19:58 28:59 Guilherme pergunta qual foi a importncia de Getlio Vargas para o entrevistado. Seu Juca responde que Vargas foi o melhor e o nico que valeu a pena pra ele, que foi to bom que mataram ele, acha que o presidente no de suicidou. Nunca mais nasce um homem igual a Getlio. Conta a histria do golpe com detalhes (nomes e datas) Diz que a revoluo acabou dia 24 de outubro e que no dia 30 de outubro Vargas passou por Barra do Pira e que como pertencia ao grupo dos primeiros alunos da Escola de D. Nina, era guarda da bandeira e com mais quatro alunos entrou dentro do carro para pegar no mo de Getlio. Descreve onde funcionava aescola.

O entrevistado quando perguntado sobre Getlio Vargas, conta sobre sua chegada ao poder com detalhes que valem a pena de ouvir.

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Guilherme pergunta quantos anos ele tinha. Responde que quatorze, mas depois diz que quando era garoto. Continua a histria e diz que Getlio tomou o Brasil Guilherme pergunta o que Vargas fez de bom e Seu Juca responde que tudo. Guilherme pergunta onde ele aprendeu isso tudo. El