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A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM NA ERA DA REGENERAÇÃO Há duzentos anos, o notável pensador inglês, Thomas Hardy asseverou com entusiasmo que o homem do seu tempo, havia perdido o endereço de Deus.Periodicamente a humanidade traduz as suas aflições através do verbo flamívolo daqueles expoentes da cultura, da sabedoria ou da abnegação. O notável filósofo latino, Cícero asseverou que a história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade. E transcorridos 1.500 anos, Lord Bacon asseverou que uma filosofia superficial conduz a mente dos homens ao materialismo, enquanto que uma filosofia profunda condu-la à verdadeira religião. Permitimo-nos então, viajar através da história para que essa pedra de toque, apresente-nos o brilho da verdade.Recordamo-nos do grande biógrafo de Jesus Shoelem Nash, judeu, que no seu livro nazareno, relata a grandiosa vida deste homem que dividiu a história, a personagem mais notável de todos os tempos. Porque o seu berço fez uma separação nos fastos do passado em relação ao futuro. Ernesto Renan,por sua vez,o acadêmico imortal da França, asseverava que Jesus era um homem incomparável.Ademais de haver dividido a história, a sua, foi a vida mais preciosa da humanidade. Para que possamos pintar a paisagem psicológica do seu tempo. Digamos que naquela oportunidade em Israel, vivia momentos de grande amargura.Porque aqueles eram tempos semelhantes a estes tempos.Fazia quatrocentos anos que o denominado povo eleito havia perdido o contato com a divindade.A boca profética silenciara a sua voz nos penetrais do infinito e o povo que se considerava elegido padecia sobre o tacão das alpercatas das legiões romanas.Nesse momento, sob o braço forte do

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A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM NA ERA DA REGENERAÇÃO Há duzentos anos, o notável pensador inglês, Thomas Hardy asseverou com entusiasmo que o homem do seu tempo, havia perdido o endereço de Deus.Periodicamente a humanidade traduz as suas aflições através do verbo flamívolo daqueles expoentes da cultura, da sabedoria ou da abnegação. O notável filósofo latino, Cícero asseverou que a história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade. E transcorridos 1.500 anos, Lord Bacon asseverou que uma filosofia superficial conduz a mente dos homens ao materialismo, enquanto que uma filosofia profunda condu-la à verdadeira religião. Permitimo-nos então, viajar através da história para que essa pedra de toque, apresente-nos o brilho da verdade.Recordamo-nos do grande biógrafo de Jesus Shoelem Nash, judeu, que no seu livro nazareno, relata a grandiosa vida deste homem que dividiu a história, a personagem mais notável de todos os tempos. Porque o seu berço fez uma separação nos fastos do passado em relação ao futuro. Ernesto Renan,por sua vez,o acadêmico imortal da França, asseverava que Jesus era um homem incomparável.Ademais de haver dividido a história, a sua, foi a vida mais preciosa da humanidade. Para que possamos pintar a paisagem psicológica do seu tempo. Digamos que naquela oportunidade em Israel, vivia momentos de grande amargura.Porque aqueles eram tempos semelhantes a estes tempos.Fazia quatrocentos anos que o denominado povo eleito havia perdido o contato com a divindade.A boca profética silenciara a sua voz nos penetrais do infinito e o povo que se considerava elegido padecia sobre o tacão das alpercatas das legiões romanas.Nesse momento, sob o braço forte do

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imperador Tibério.Mas um país, experimentava a urdidura das paixões políticas porque era governado por um não judeu, Heródes o grande.Históricamente, Heródes o grande tem passado à posteridade como sendo uma das personagens mais perversas do seu tempo, a ponto de haver mandado assassinar a seus próprios filhos por suspeita de conspiração para derrubá-lo do trono. Posteriormente mandou matar a própria esposa sob a falsa alegação de adultério.E é ainda na sua lavra, a denominada matança dos inocentes, os varões de até dois anos para que dessa maneira pudesse impedir na terra a chegada do Messias que fora anunciada pelos viajantes orientais que ele hospedara em seu palácio em Jerusalem. Esse homem bárbaro fazia que o povo padecesse impostos rigorosos e experimentasse a crueldade de seu caráter vil para poder mandar para Tibério todo o ouro possível a fim de por sua vez, silenciar também as agruras e os tormentos incomparáveis do imperador cujos dias finais em Ana Capri caracterizaram sua psicose profunda de perseguição.De alguma forma, essa era a paisagem.Israel tinha cerca de 500.000 pessoas no seu território, dividido então, em tetrarquias, recurso político proposto por Heródes para que após a sua morte, seus quatro filhos pudessem governar as fatias de terra sem as lutas anti fraternas que eram comuns na época. Merece ainda considerar-se que ao lado de todas essas infelicidades para conquistar a simpatia do povo, Herodes mandava incrustar no templo, aperfeiçoado por Salomão e erguido por Zorobabel, uma parreira em ouro maciço para granjear a simpatia daquele povo ao qual ele odiava, e pelo povo era odiado. É nesse período que a boca profética não diz mais uma palavra, como se Israel expurgasse as dores terríveis da sua conduta distante dos postulados transcedentais que repentinamente se escuta uma voz quebrada, serem aqueles os dias terríveis do Senhor. Às

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margens do rio Jordão, em um pedaço de terra, numa Val em pé, amara a casa da passagem, um homem suto, seminu, com o corpo coberto com peles de animais, uma corda atada à cintura, o olhar selvagiado e a voz tonitroante bradava às multidões que atravessavam a região na direção do orinte médio: - Arrependei-vos, são chegados os dias terríveis do Senhor e permiti que vos lave as imperfeições porque por enquanto eu batizo com água mas aquele que vem depois de mim, batizará com fogo do espírito santo.Era Iohanaan, descendente da tribo de Judá que passara a sua juventude praticamente como um ermitão no deserto, alimentando-se de gafanhotos e de ervas para poder forjar aquele caráter poderoso que seria o caráter do arauto da era nova. Exatamente esse Iohanaan, João, quem abriu as portas de Israel para a proposta extraordinária do reino de Deus. Era Nissan, primavera em Israel.Abril, maio daquele ano 28 ou talvez do ano 30. O calendário gregoriano ainda não estabeleceu por definitivo o ano real daquele apostolado.Era sábado, a natureza primaveril estava em festa porque ali no lago de Genezaré, da região mais pobre da palestina, a Galiléia, onde viviam as pessoas modestas, os agricultores, vinhateiros, pescadores, pessoas modestas, naquele mar que em realidade é um lago, cujo volume d’água é menor que o da baía de Guanabara que é mantido pelo rio Jordão que o atravessa de norte na direção do sul desaguando nas águas tórridas do mar morto onde deixa de apresentar a mesma paisagem rutilante da dourada Galiléia. A região da Galiléia no entanto poderia ser considerada como um colar de pérolas. As cidades famosas, Cafarnaum, Magdala eram indubitavelmente representações do estilo greco-romano e as províncias mais humildes eram como que um adorno diante daquele mar espelho que periodicamente tem suas águas revolvidas pelas tempestades por causa de sua situação

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geográfica, duzentos metros abaixo do nível do mar mediterrâneo.Em Magdala, de clima ameno, a rainha Cleópatra passara alguns dos verões tórridos de Alexandria e por isso mesmo, Cafarnaum era uma cidade debruçada na praia de terra escura, com pedras arredondadas, mas aureoladas pelas latadas em flor, as rosas de Sharon, os tamarindeiros de grande porte e a doçura das rendas de espuma que as beijam incessantemente em uma ternura da natureza em festa.Exatamente nesse mês de Nissan, naquele sábado de 28 ou 30 uma notícia havia percorrido a região da Galiléia. Boca a ouvido que havia chegado o Messias. Israel esperava o messias, mas um Messias bélico, que cavalgasse o ginete para submeter Roma ao tacão do seu poder arbitrário.O Messias que lhe concedesse a coroa de louros, tornando Israel a grande esmeralda ou a pérola de ofir das tradições orientais e ele veio, manso como a primavera que faz reverdecer o campo e arranca das flores miúdas o suave perfume da natureza, as onomatopeias mais grandiosas que dão ao mundo a sinfonia eterna da vida. Era natural que ele houvesse escolhido uma residência para iniciar o ministério e elegeu a casa de Simão Barjonas, Simão, filho de Jonas. À época, não havia sobrenomes, eram ápodos, Maria de Magdala, Maria de Jerusalem,Maria de Bethânia, Maria de Nazaré.Então Simão, filho de Jonas era um pescador de quarenta anos aproximadamente.Acostumado ao movimento das redes do mar,Tostado pelo sol ardente, a cabeleira desgrenhada, barba abundante que lhe caía sobre o tórax e os olhos de lince, que podiam penetrar na vastidão do mar e encontrar nas águas piscosas o alimento do dia a dia. Segundo os melhores historiadores, aquele mar, ou lago de Genezaré era tão piscoso que ao tempo de Jesus estava adornado de aproximadamente duas mil embarcações pesqueiras. Considerando a população de quinhentas mil almas e de dois

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milhões de indivíduos na diáspora, fora de Israel pode-se perceber a riqueza daquelas águas abençoadas pela natureza e ali à margem, erguiam-se as casas, principalmente em Cafarnaum que estava praticamente deitada sobre as areias praieiras, casa de rocha vulcânica como a maioria delas, ainda hoje.Quadrangular, com escada lateral para poder dar acesso à parte superior onde havia uma claraboia imensa através da qual, adentra-se ainda hoje a brisa do entardecer, amenizando os dias tórridos. A casa de Simão Barjonas era como todas as outras, voltando todos os seus cômodos para o pátio interno que era abençoado pelos ventos brandos. E Jesus havia escolhido exatamente aquele lugar porque ele vinha pescar almas no oceano atormentado da vida. E como a notícia havia corrido de aldeia em aldeia desde a véspera, os excluídos, chamados aramaicos de maneira especial, aqueles que eram detestados pela miséria, portadores da hanseníase da tuberculose, na loucura das obsessões, a ralé, acorreram precipites à casa de Simão onde deveria acontecer algo de especial. Faria recordar o pátio dos milagres de Paris da obra “Os Miseráveis de Victor Hugo”. E ele veio. Era um dia ameno e quando o sol doirado flechava a terra com seus raios oníferos, subitamente ele apareceu na porta que dava acesso à praia.E a multidão que repletava a casa e os arredores de Simão, no buliço, na algaravia, no sofrimentos mercadejando as suas misérias, magetizada pela presença daquele homem especial, silenciou a voz das angústias.Segundo os melhores biógrafos, era um homem entre 1,75m – 1,78m, magro de semblante austéro,de zigoma saliente, a cabeleira no tom de metal sujo, ou do ouro velho, encaracolada, partida ao meio, descia-lhe sobre os ombros magros e confundia-se com a barba nazarena que lhe adornava o peito. A testa larga,os olhos eram dois pedaços de céu azul que penetravam a intimidade da criatura humana e desnudava-a par que ele

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pudesse vesti-la de ternura com os doces atavios da compaixão. Então ele aparece e as pessoas são dominadas pelo fascínio que se irradia do magnetismo que dele se exterioriza enquanto uma brisa perfumada e suave, melhora a ardência daquele apertar de corpos imundos e dilacerados pelas enfermidades cruéis. Então ele abre a sua boca e começa a sinfonia. Eis que eu vos trago as boas novas de alegria. Em grego, a palavra evangelho significa:”boas novas de alegria”.Eu vos trago as boas novas de alegria que são o pórtico de entrada do reino dos céus. Eu vos trago a minha paz que vo-la doumas não a dou como o mundo a doa. A dou como somente eu a posso doar, porque a paz do mundo é ilusória e quimérica e a paz que eu proporciono vem da consciência reta que é fruto do comportamento saudável de ações nobilitantes. Alegrai-vos e enquanto a sua voz cantava a sinfonia interna da misericórdia e os ouvidos aguçavam-se para escutar-lhe cada palavra, repentinamente escutou-se uma voz que aboiava miséria lá fora.-Rabi!apieda-te de mim.- Jesus de Nazare, tem piedade de mim.As pessoas voltaram-se para trás e contemplaram um homem sobre uma esteira imunda. O seu corpo alquebrado, vitimado pela paralisia de longo curso, dele fizeram um cadáver em cujos olhos brilhavam uma estranha luz. O corpo coberto em parte por farrapos, as veias destendidas como pequenas serpentes na testa larga e suarenta e ele gritava Jesus de Nazaré apieda-te de mim. E as pessoas, voltndo-se voluptuosamente nesse afã de cada qual beneficiar-se antes de outro, disseram: - não há lugar.Não há como passar.É impossível alguém chegar-se até ele. E então, alguém bradou: -levem-no pelo telhado. De imediato, no silêncio que se fez de espontâneo, escutaram-se os passos agitados na escada e na parte superior, em uma esteira imunda atada em cordas começou a baixar pela claraboia sob a qual estava o homem esquálido. Lentamente

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veio até o chão e as pessoas curiosamente olharam-no e o homem agora enxugando o suor e o pranto continuava suplicando: - Rabi, Mestre querido, tem piedade de mim. - Cura-me!apieda-te das minhas dores e cura-me.Jesus olhou a multidão, era a mesma de hoje, somente diferindo de endereço e de cultura.E a multidão balançou a cabeça como que dizia: - Cura-o para que vejamos e para que creiamos. Então o mestre voltou-se para aquele homem e na melodia dúcida da sua voz, disse-lhe: - Natanael Berlias, tu crês que eu te posso curar? Ele sempre interrogava para criar essa empatia no doente que desejava, porque ao deseja-lo havia uma interação psicofísica em que os neurônios cerebrais produziam fótons que eram absorvidos pelo sistema nervoso central, transferindo-os às glândulas endócrinas e repassados ao sistema imunológico pela força do pensamento. E então o doente redarguiu: - Senhor! Tu sabes o meu nome?é a primeira vez que te vejo e tu sabes o meu nome? Se tu sabes o meu nome, sabes quanto eu sofro, são cinco lustros de paralisia, cura-me Rabi. – Tu me conheces?Oh Natanael “Ego sum pastor bônus.” Eu sou bom pastor e as ovelhas que o Pai me confiou, nenhuma delas se perderá. Não estranhes pois eu dizer Natanael Berlias: - levanta-te! E anda! O paciente ergueu os braços magros, cravou os cotovelos no chão, deu um impulso, a multidão desejou ajudar mas ele experimentou um vâgado e tombou.Então a multidão teve uma expressão de desencanto: oh! Jesus agora estava genufletido,seus olhos mansos derramavam uma suave claridade nos olhos apagados de Natanael. O paciente despertou da síncope e contemplou o olhar transparente do Rabi então o Mestre lhe disse numa voz suave, enérgica: - Natanael, filho de Elias eu te ordeno em nome do meu pai: - levanta-te e anda!E também ele se foi erguendo e Natanael, como se tivesse uma catapulta invisível na retaguarda, pos-se de pé!e oscilou como o pêndulo de

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relógio, enxugou o suor e bradou: Aleluia! Que queres que eu faça?E agora que queres que eu faça? Que te apresentes aos doutores para que eles coloquem teu nome no livro dos vivos; porque em Israel, quando as pessoas eram portadoras de enfermidades infecto-contagiosas, consideradas incuráveis, dominadas pelas obcessões ou pela loucura, pelos transtornos psicóticos profundos, eram expulsas da comunidade e tinham o seu nome cortado do livro dos vivos.Por isso sempre Jesus mandava que retornasse aos doutores, para que os recolocassem entre as criaturas humanas dignas de respeito na comunidade. Natanael dá um grito, enrola a esteira imunda e parte e aqueles que ali estavam, estão em júbilo, todos sorriem.Há um silêncio quando uma voz grita: - Rabi, apieda-te da minha filha!É cega e uma mulher carregando uma menina no doce enlevo da maternidade acerca-se e Ele toca os olhos apagados da criança que, grita: - vejo! e chora!Quando o sol dardejante penetra-lhe, atingindo o nervo ótico e ela recupera a visão. E alguém pede: Senhor, tem piedade de mim, ajuda-me, socorre-me, lava-me a lepra, ajuda-me! E Ele atendendo a cada qual, libera-os e a medida que os curados se vão, nova leva de miseráveis chega.Simão Barjonas, mais tarde Pedro ou Pedra em homenagem a uma declaração que ele fez e Jesus redarguiu sobre esta pedra, a verdade eu edificarei a minha igreja. E as portas do mal não prevalecerão contra ela.Simão Pedro estava feliz e ali naquela porta defronte dele exultava-se e dizia de si para si mesmo: - hoje a felicidade entrou nesta casa. O Rabi é meu amigo!ele elegeu minha casa para construir o reino do céu, estava exultante. Isso é tão comum, as personalidades nobres quando visitam determinados lugares as pessoas enriquecem-se de júbilos. Mas de repente Simão notou que o dia havia escoado na ampulheta das horas, a noite acercava-se e a multidão prosseguia e o Mestre olhou-o e ele percebeu que estava

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muito pálido. Ele percebeu que Ele estava cansado e então gritou: -fora! Deixamos-lhe descansar, o Mestre necessita agora, de repouso.- Fora! E acercando-se do amigo qual se fora um cão São Bernardo,tocou-lhe as mãos amigas e levou-o suavemente à praia.É na cátedra da natureza que Jesus compõe o hino das bem aventuranças. Em contato com o altar da magia da natureza que Ele eleva o pensamento a Deus e dignifica a história da humanidade. Então ali na praia, sobre uma pedra, à sombra de um arvoredo imenso, ele senta e o mar acalma as suas ânsias. Quando no veludo azul escuro da noite, pirilampam as primeiras estrelas argênteas e selene destende seu manto de noiva prateado sobre as águas, deixando um rastro de luminosidade estranha.O mar está calmo como um espelho a brisa é amena e Simão está deslumbrado.Subitamente olha para o Mestre e pergunta-lhe: -Estás chorando? Sim Simão.Eu estou chorando. Mas Rabi!...certamente está chorando de alegria porque inauguramos a era nova com o hino da cura dos miseráveis.Não Simão, estou chorando de tristeza. Mas como? Eu conheço Natanael Berelias.Dou-lhe peixes quase diáriamente quase, para diminuir-lhe a miséria. Conheço aquele leproso que limpaste das ulceras putrefatas. Aquela mulher cega que eu atendo faz muitos anos. Eu a conheço e vi-os recuperados e tu te entristeces? Simão, filho de Jonas, eu não venho consertar as misérias do corpo, não venho colocar remendo novo em buracos e tecidos velhos para provocar rombos maiores.Nem venho trazer o vinho bom da boa nova para colocá-lo em vasilhames a fim de que se avinagre por estarem sujos. Eu venho para redimir as almas, para contruir o homem integral, a criatura espírito para que o corpo não tenha mais as suas mazelas. Mas eu te entendo. Tu dizes que eu curei Natanael, é verdade, mas agora Natanael está numa pasca, embriaga-se diante de companheiros e diz: -Agora, eu

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vou recuperar os vinte e cinco anos perdidos na paralisia, eu vou desfrutar do prazer e beber da taça da alegria até as últimas gotas. O leproso, está no leito de uma mulher equivocada e diz Jefe, eram feridas pútredas e o Rabi recuperou-me, então eu vou me entregar ao prazer, terei a oportunidade de viver a licenciosidade moral até a exaustão.E a mulher cega, agora contempla as outras e diz: - vingar-me-ei. Enquanto eu estava na escuridão da noite sem fim , na cegueira, zombavam, vexavam-me, agora eu vejo e terei a oportunidade de denunciar as misérias humanas que escutei durante os dias de treva.Simão, será para isso que eu venho?Para fazer que os indivíduos recuperem equivocadamente a saúde orgânica?Eu sei que nesse momento é necessário que assim ocorra para que se tenha ideia do poder daquele que veio em nome do pai , mas, não será sempre assim. Um dia que não está longe, nem perto, eu mandarei alguém recordar minhas lições, dizer coisas novas e programar o homem para a idade superior da regeneração da sociedade. Em um dia que não está distante eu mandarei o espírito consolador descer sobre a terra e conduzir a criatura humana aos páramos da plenitude. A noite, coroada de estrelas, murchou da boca da madrugada que raiou. Os dias sucederam-se e nós conhecemos a história desse homem singular que foi plantado numa cruz porque não havia suplício pior do que esse. A crucificação era uma penalidade dos fenícios que os romanos se utilizaram para punir os mais hediondos criminosos. Mas apesar de ele ser colocado numa cruz da vergonha deixou-nos a mensagem de que era um símbolo de duas asas. Para poder leva-lo na dimensão do infinito havendo voltado para provar a imortalidade.Esteve conosco reiteradas vezes. Na estrada de Emaús, no Cenáculo, na Galiléia, na Bethânia e todas as vezes demonstrava ser ele até o momento que as portas de Damasco, convidou o jovem

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rabino Saulo de Tarso para a revolução da boa nova, conforme aconteceu na figura Paulina. Esse homem a quem devemos o conhecimento do cristianismo porque foi ele quem se atirou nas águas do mar mediterrâneo para levar a mensagem renovadora a todas as partes. A história então nos conta que a doutrina de Jesus, a partir de Nero logo depois do incêndio de Roma, passou a ser perseguida cruelmente e durante aqueles quase duzentos e cinquenta anos, um milhão de pessoas, esse um milhão de pessoas foi perseguido, mandado para o exílio, empalado, queimado vivo. Essas pessoas foram atiradas nas arenas para o deleite do império que temia o rei solar. Mas é nesse período que a cultura, se desenvolve graças ao renascer da escola neoplatônica da Alexandria, fundada por Amônio Sacas e que nos oferece uma plêiade de pensadores, Orígines, que escreveu a doutrina dos princípios, Tertuliano que nos deu a Apologética, Agostinho de Hipona, as suas confissões e a cidade de Deus, Próclos, Jambrico e tantos outros que constitui o que a história chama “Patrística”, os pais da igreja cristã primitiva.Até o dia 13 de junho de 313, quando Constantino, após a vitória na batalha contra Maxêncio na ponte Mílvia do rio Tibre às portas de Roma conseguiu tornar-se imperador e na data referida proclama o Edito de Milão no qual Roma tolerava o Cristianismo. Nesse momento em que a perseguição cessa e passa a ser tolerada a presença de Jesus, logo depois, em 384, oficialmente se transforma na religião do estado e a beleza pulcra do evangelho corrompe-se porque a nova ordem permite que o representante de Cristo, sente-se ao lado do imperador e em breve seja mais poderoso que os imperadores.A degradação da mensagem experimenta a partir desse momento a corrupção dos costumes,os negócios do estado, a crueldade de qualquer natureza, para poder eclodir no ano 552 quando Justiniano, no segundo Concílio de

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Constantinopla,declara-se as doutrinas de origem iconhereticas e porque? O imperador Justiniano que governava o império romano do oriente, foi considerado pai da cultura,benfeitor das letras e das artes, mas apaixonou-se terrivelmente por uma cortesã.Uma mulher que vendia favores num bordel e se apaixonou de tal forma que com ela se consorciou.Teodora, Teodora, segundo a história era de uma beleza incomum, uma inteligência brilhante que conseguia interferir nos negócios do estado e nos negócios da religião. E quando estava no trono, as suas companheiras de bordel começaram a decantar que a prostituição era um ofício nobre pois que dera uma imperatriz.E quando Teodora soube, temperamental, mandou matá-las todas.552 passadas ao fio de espadas.Como a doutrina de Jesus era reencarnacionista, ele predicava a reencarnação. A escola neoplatonica de Alexandria era reencarnacionista.O povo começou a dizer que Teodora deveria reencarnar-se mais de quinhentas vezes para pagar os crimes hediondos.E ela, a mulher que governava metade do mundo conhecido, quando adoeceu no ano de 548 em que morre, pediu ao marido que, depois da sua morte tornasse a reencarnação, uma doutrina herética.E ao morrer, ele foi tomado por uma depressão bipolar, nunca mais saiu do palácio. E ao convocar o segundo concílio ecumênico de Constantinopla, que o papa não aceitou ele impôs ao papa as armas das legiões e trouxe-o praticamente obrigado para que ele assistisse esse concílio no qual as doutrinas de Orígines foram consideradas heresias.Mas quais eram as doutrinas de Orígenes? A justiça divina através da reencarnação, a multiplicidade das existências físicas,era um ardil, porque se ele desejasse tornar a reencarnação herética, não conseguiria porque os bispos de então eram reencarnacionistas. Mas através desse ardil ele conseguiu passar à história com as doutrinas de orígens

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condenadas obviamente. Os rencarnacionistas passaram a ser perseguidos.E os últimos a serem perseguidos foram os Cátaros, Os Albigenses na França e na Espanha do século XIX. Portanto equivale dizer que a perseguição durou apenas 14 séculos. Mas inegavelmente prosseguiu e a doutrina do crucificado se foi corrompendo até o período bárbaro das cruzadas. Quando a Europa, desejosa de poder, foi invadir as terras do oriente em busca do ouro, do poder, da misca que pairava a respeito daquela região. Na falsa defesa do túmulo vazio de Jesus Cristo. Um dos espetáculos mais vergonhosos da história da humanidade, cujo preço até hoje pagamos. Essa animosidade entre oriente e ocidente, começada no período da dominação das cruzadas. Mas se não bastasse, logo depois veio a santa inquisição que na França matou mais pessoas do que as guerras púnicas, isto é, as guerras entre persas e gregos que se prolongaram por vários anos.Da doutrina de Jesus foram ficando apenas traços que foram reavivados pela presença augusta de Francesco Bernardone, pela presença grandiosa de TerezaD’Avila ou mais tarde por aquele homem que na República Tchecoeslováquia então pertencente à Alemanha, dizia que era necessário pregar no idioma nacional, porque se falava um idioma que o povo não entendia, era o latim e ele desejava que o povo entendesse o evangelho. Na pequenina igreja de Belém, na cidade de Praga. Igreja que ainda está lá, ele pregava a doutrina do amor de Jesus no século XV e por isso foi condenado pelo concílio de Constança a ser queimado vivo em 1415 pelo crime hediondo de querer trazer Jesus aos camponeses a quem eram vedadas as possibilidades de instrução.Mas quando ele estava no poste queimado vivo ele contemplou os céus, grandiosos de Constança, hoje vós assais o pato, Mas virá um dia que um cisne de luz voará tão alto que as vossas labaredas não alcançarão. Morre e cem anos depois, Martinho Lutero

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proclama a liberdade do livre exame. É necessário consultar o texto que era proibido, somente os teólogos podiam ler o evangelho.E quando Martinho Lutero, monge agostiniano numa biblioteca , encontrou um exemplar do Novo Testamento e conferiu, rebelou-se e naturalmente rebelou-se contra a venda das indulgências.a imoralidade pregada pelo papa, qualquer crime, infanticídio, adultério, genocídio. Se a pessoa pagar, ganha indulgências e vai diretamente para o reino dos céus. Martinho Lutero então, coloca na porta da igreja, o seu protesto e daí nascera a palavra protestante e a doutrina que ele prega é o recrudescer da mensagem de Jesus. É a necessidade histórica de voltar-se ao evangelho. Mas as lutas são terríveis, a inquisição persegue-o e ele se apoia nos príncipes Alemães que por sua vez perseguiam os camponeses.E Lutero apoia o poder contra a miséria. Consorciando-se logo depois com uma monja e também realizando a sua inquisição.Porque a inquisição protestante matou milhares de católicos e há um grande silêncio histórico sobre esse revide.Nesse período avançamos para o século XVII e nessa oportunidade a terra está numa ebulição desde antes. Isaac Newton, detecta a lei da gravidade. Kepler, o movimento dos astros, Galileu Galilei, demonstra que a terra gira em torno do sol e não esse em torno dela. É silenciado pela inquisição. Ficou célebre, aquele homem de 82 anos, humilhado vergonhosamente que fez um telescópio doméstico e pode constatar o movimento de translação do nosso planeta em volta do astro rei.Ficou célebre quando proíbem que ele enuncie uma palavra, que a terra é fixa. E ele movendo a cabeça diz que se move. Por si mesma se movimenta.Vem esse século e é restaurado o pensamento grego.A doutrina que se opunha ao pensamento de Sócrates e Platão. A doutrina de que a vida humana era resultado de três fatores:os átomos, o vácuo e o movimento.Leucipo, Lucrécio e Demócrito, haviam

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criado a doutrina do atomismo. O ser humano é uma aglutinação de moléculas atômicas, partículas essas, indivisíveis.que se aglutinam devido ao movimento do vácuo.Quando uma partícula dessas se desajusta, vem a morte, vem o aniquilamento.Essa doutrina atomista, opunha-se ao idealismo de sócrates, Platão, Aristóteles e ela renasce no século XVII para transformar-se no futuro materialismo.Que a partir do século XVIII irrompe ao ser publicada Enciclopedia, da palavra grandiosa de Voltaire, da revolução de 89 na França, e quando dealba o século XIX, no dia 31 de março de 1848 em Londres,o economista e filósofo tem a oportunidade de apresentar a doutrina do capital, e Marx ao apresentar a doutrina do capital, proclama que a religião é o ópio das massas e na doutrina do capital ele abre espaço para o materialismo dialético. O materialismo ganha as academias e em breve personalidades da Fisiologia, anatomopatologia como Flo Hans,teve oportunidade de dizer, dissecamos milhares de cadáveres e não encontramos a alma. Químicos alemães proclamaram que a alma é uma sudorese cerebral da mesma forma que o fígado produz a bílis, os rins produzem a urina, o cérebro produz a alma. Quando morre o corpo, a alma desagrega-se. Então o fim do século XIX, doa-nos o materialismo. Em três fascetas, O materialismo histórico o materialismo eclesicista, o materialismo dialético, opondo-se às religiões então vigentes. O protestantismo de Lutero, logo que passou à Suiça em Genebra, João Calvino encontrou algumas falhas e cria o Calvinismo e começam as divisões até chegar ao cúmulo de hoje, nos Estados Unidos, existirem duzentas denominações denominadas do primitivismo pprotestantismo de Lutero. E no Brasil, como o neopentecostalismo. As doutrinas do dízimo para o reino dos céus m detrimento da renúncia e da abnegação, são uma vergonha em nome daquele homem que nos recuperou da

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dignidade perdida oferecendo-nos o reino dos céus. Nesse ínterim, no dia 18 de abril de 1857 em Paris, num sábado, entre dez e onze horas da manhã, começa a era do espírito imortal, quando Hyppolite Léon Denizard Rivail, o emérito professor Rivail, discípulo de Pestalozzi, publica “O Livro dos Espíritos”, uma súmula dos contatos mantidos com os imortais. A imortalidade sempre esteve presente na história da humanidade. A moderna paleontologia, os fosseis, a biologia e a doutrina da genética nos demonstram que a morte é apenas um fenômeno biológico. É um passaporte para a vida.É uma transição que nos leva a uma mudança de campo vibratório.Então o professor Rivail que adotara o pseudônimo de Allan Kardec em homenagem a uma reencarnação que tivera nas velhas Gálias, vinte séculos antes, ao apresentar “O Livro dos Espíritos”enuncia, o Espiritismo é uma ciência.Porque para ideias novas, palavras novas.Já havia a palavra Espiritualismo que é a doutrina em que se crê em Deus e na imortalidade da alma e nos valores éticos.Mas o espiritismo, palavra cunhada por ele, é uma doutrina que estuda a origem, a naturez e o destino dos espíritos e as relações que existem com o mundo corporal.É uma ciência de laboratório que tem a sua própria metodologia. É uma ciência que está ao lado das outras ciências em marcha, aceitando tudo o que a ciência comprova mas não se detendo onde a ciência para.Porque a ciência estuda efeitos e o espiritismo remonta às causas. Mas no dia em que a ciência provar que estamos errados em um ponto, abandonaremos esse ponto e seguiremos a ciência. Essa doutrina notável, científica, tem um viés filosófico que explica quem é o homem, de onde vem, para onde vai, porque sofre. As quatro interrogações da filosofia universal. E utilizando-se da reencarnação, apresenta os postulados básicos. A crença em deus, a crença na imortalidade da alma.A crença na comunicabilidade dos

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espíritos, a crença na reencarnação, a crença na multiplicidade de vida, dos planos , na pluralidade dos mundos habitados. A crença no evangelho de Jesus, espírito de verdade. Na sua pulcritude, conforme pregado e vivido por Ele e os seus primeiros Apóstolos.Essa doutrina que é ético-moral de consequências religiosas apresentasse como uma tripóide, ciência, filosofia, religião e aqui repetimos o pensamento de Lord Francis Bacon, uma filosofia superficial leva ao materialismo.Uma filosofia profunda leva à verdadeira religião.Essa doutrina mostrando-nos que há uma causa cáusica e matando Deus antropomórfico, Deus dos exércitos, o Deus de um povo que detestava outros povos, acabando a figura mitológica da tradição de Adão e Eva, e antecedendo as propostas de Charles Darwin. Porque o Livro dos Espíritos foi publicado em 1857, Darwin apresenta seu tratado evolucionista em 1859. O espiritismo abre a cortina da ciência para mostrar que num mundo de energia, que matéria nada mais é do que energia condensada como definiu Albert Einstein e energia é matéria dissociada. Essa doutrina extraordinária avança e vai conquistando os painéis da humanidade e propõe: “O homem espiritual”.Nós tivemos o homem de Sócrates, o homem dual. Tivemos o homem cristão, da palavra de Jesus que foi asfixiada. Tivemos o homem de Marx, materialista. Allan Kardec propõe o homem ternitário, energia ppensante, energia sutil material e a energia densa da matéria, espírito, perispírito e matéria. Somos psiquismo em um processo de desenvolvimento porque criados simples e ignorantes, temos o dever de intelectualizar a matéria, então desenvolvendo o deus interno que dorme em nós, o deus das tradições socrateplatônicas. O Eidos, o Cristo interno das tradições esotéricas. O deus interior que Carl Gustav Jung, o pai da psicologia analítica, esse extraordinário pensador, neurologista,psiquiatra, terá ocasião de dizer que é necessário

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o indivíduo avançar para atingir o estado luminoso, de lúmen, luz, porque da luz divina somos gerados e devemos crescer até encontrarmos esse estado luminoso que é nosso estado de sublimação. Para tanto, asseverava Jung é importante considerarmos que a psique não morre. A psique transfere-se e através do inconsciente coletivo herda as realizações das infelizes etapas para poder atingir o seu estado de plenitude. Chegamos então ao momento que o espiritismo proclama que tudo progride. é a resposta à questão 540.”Tudo progride, tudo se transforma. O anjo de hoje foi átomo de ontem.Assim como o átomo de hoje, será o anjo de amanhã.”Assim também progridem os mundos. O ser humano, sai do barbarismo, do estado primário, do estado do pitecantropus erectus para homus sapiens – sapiens. Mas ainda somos um ensaio, estamos avançando para um estágio superior, Nosso DNA, nosso ADN, estão sofrendo alterações típicas e podemos ver nas crianças da atualidade, algumas delas denominadas índigo ou cristais embora não se devam denominar crianças com determinadas posturas a uma geração nova de seres de outra dimensão, que vêm habitar a terra para promover o seu progresso porque os mundos também progridem. E a velha terra, planeta de provas e expiações progride no rumo de um mundo de regeneração, no qual a dor será arquivada, será peça de museu e a criatura humana encontrará sua plenitude. Mas como será este homem. Homem, como será este indivíduo, masculino e feminino, nesse período de transição planetária, é claro que o seu biótipo é o mesmo pois ele será um ser eminentemente espiritual. Nunca houve na terra tanto amor como hoje. Embora as matérias de jornal assustem-nos, mostrando somente violência, degradação, suborno.Toxicomania, sexolatria,apresentando-nos o lado perverso de nossa sobra. Essa sobra que é típica da psicologia Junguiana. A humanidade nunca teve tantas organizações não

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governamentais. Praticando o bem. Nunca houve tantas almas devotadas à renúncia, à abnegação, a ciência está com os seus laboratórios refertos de imunologistas, trabalhando para encontrar vacinas para acabar com as enfermidades infecto-contagiosas. Nesse mundo breve de regeneração que começou no último quartel do século passado, nas grandes mudanças climáticas, nos fenômenos de tsunâmes, quando as placas tectônicas do planeta se vão ajustando no degelo progressivo da Groelândia, do polo norte, para que haja verticalização do eixo da terra e um clima ameno tome conta do nosso planeta.Nas erupções vulcânicas, nos terremotos, nos maremotos, nas secas e nas enchentes e calamidades que têm sacudido a cultura terrestre. A abnegação, o amor, a caridade, estão presas no sentimento das criaturas humanas. E invariavelmente eu ouço dizerem, eu vejo um mundo muito pior, depende muito da ótica de cada um.Certo psicólogo, oportunamente pegou dois copos e colocou líquido, na mesma postura e perguntou a um grupo de pessoas: - O que vêem? E aquelas pessoas disseram: - Um copo quase cheio d’água. Eram pessoas otimistas.Apresentou a outro grupo:O que veem?E o outro grupo respondeu: - um copo quase vazio de água. Eram pessoas pessimistas. A água era a mesma, mas a visão de cada um,jamais tantos repetiram o que disse Churchill: “nunca Tantos se preocuparam com tantos outros como nos dias que nós vivemos”.Há uma sede da verdade, uma procura, porque há um vazio existencial. O materialismo deixou as suas garras fincadas em nosso comportamento e hoje nos Estados Unidos, existem 50 milhões de depressivos. Na Alemanha, 5 milhões de catalogados, depressivos crônicos. A depressão transformou-se numa pandemia, graças a três fatores sociológicos: o medo, a solidão e a ansiedade, além dos fatores endógenos e exogenos. Que contribuem para o distúrbio do pânico. A depressão bipolar, unipolar, Os

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transtornos cardíacos e psicológicos. Então o materialismo falhou, porque não deu sentido à vida.Então nós vemos um psicólogo, psiquiatra notável como Victor Frankl que esteve no campo de concentração de Auchwitz, sobreviveu ao holocausto porque elegeu esta fórmula”eu tenho que sobreviver para denunciar a farsa nazista. A minha vida tem um sentido psicológico, porque todos nós lutamos para ter felicidade. Mas o que é felicidade?o que é felicidade para uns, não é para outros.Os adonistas dizem que a felicidade é o prazer, é o ter, porque quem tem compra, quem compra goza. Mas aí é o prazer sensorial, comer dormir, fazer sexo.Mas quem come muito, tem indigestão,quem dorme muito fica aboletado, e quem faz muito sexo, fica impotente. Então será isso a felicidade? Óbvio que não! A felicidade portanto é uma emoção. Uma emoção de beleza, de estética, de harmonia. O sentido psicológico, o ideal de vida, então Victor Frankl proclama na sua doutrina da logoterapia, a terapia do sentido. Que devemos dar à nossa vida um sentido objetivo.E é o que vem dar o espiritismo, o sentido de imortalidade. Nós somos o que estamos. E estamos o que fizemos de nós. Nós Não somos o corpo. O corpo é uma veste transitória que utilizamos para o desenvolvimento intelecto moral. É necessário que sutilizemos a matéria através da ética do evangelho de Jesus. Que façamos a viagem de volta aos sublimes tons do amor. Na psicologia contemporânea diz o Dr.Volney, Teólogo e Psicólogo americano que desencarnou há três anos: “ nós temos tanto medo de ter medo que temos medo de amar”.Por uma razão lógica: Não nos amamos. As doutrinas religiosas ensinaram-nos o desprezo, a auto flagelação,como se o nosso corpo fosse responsável por nossa desdita.O espiritismo traz uma doutrina otimista: “Ame-se, ame o corpo, como dizia a a notável mística Be Biden: “o corpo é o santuário da alma”.É necessário trata-lo bem para

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que a alma desempenhe o seu papel da jornada demorada.Então a proposta de Jesus que está sintetizada em duas frases “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”, e “Não fazer a outrem o que não deseja que outrem te faça”. A psicologia moderna no espiritismo toma da primeira frase e Jesus inverte-a. Auto amor, primeiro amar-se, porque o amor ao próximo como a si mesmo. E quem não se ama, a ninguém ama. E por incrível que pareça, a depressão é fruto da ausência de auto amor. Da culpa, do conflito,da insegurança, da presunção,das prepotência. \quando uma pessoa não consegue manipular outro, faz a depressão, porque manipula inconscientemente é a tese do psiquiatra Alfredo Adler, o discípulo de Sigmund Freud. Então é necessário que nós nos amemos. Quando nós dizemos que é necessário o auto amor, as pessoas puritanas dizem: - mas como?Isso é vaidade.Nunca consultaram o dicionário. O auto amor é o respeito que nós demos ter por nós mesmos. É o cuidado do corpo que nos foi confiado por Deus, através de nossos atos pregressos. Temos a necessidade de bem alimentar-nos, de bem nutrir-nos, de preservarmos a matéria, no asseio e no cuidado, da maneira de nos apresentarmos socialmente, para poder fomentar a indústria e atender a milhares de pessoas que vivem da indústria da moda. Bem é claro que não me refiro aqui às grandes grifes. Mas me refiro ao bom tom, ao bem vestir-se. Desde que possa, porque não será o preço da indumentária, será o asseio dela.Posso estar vestido de trapos, lavados, desinfetados e coberto de pedras preciosas sem haver tomado banho, então é necessário o auto amor, que é o auto respeito. Quem se ama, intelectualiza-se, a minha mãe era analfabeta e ela me: dizia: - Meu filho, leia para mim as obras do senhor Allan Kardec, e como não dispunha de vocabulário rico eu lia-lhe apresentando palavras singelas. Melancolia, por exemplo, ela

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não sabia o que era e no capítulo melancolia do evangelho dizia; “tristeza”. Quando uma grande tristeza toma conta da gente, a gente fica murcho, aí ela entendia. Meu filho, o que é isso? Melancolia. Ela dizia, melancolia é bom para rico porque pobre não tem tempo. Ela teve treze filhos e três abortos naturais.Não tinha auxiliar, não teve empregada, hoje chamada minha secretária,eufemismo.Ela não teve nem secretária , nem patrão, ela foi secretária e patroa de si mesma.Mas então procurou iluminar-se pelo conhecimento libertador e não teve tempo para o vazio existencial porque tinha um objetivo psicológico. A prole, educar a família, e no momento em que estava desencarnando, eu estava ao seu lado e ela me olhou com dois olhos verdes que eu tenho uma inveja terrível. Não sei porque Raul Teixeira saiu com aqueles olhos e eu não. Filho de uma mãe de olhos azuis. Ela me disse: - meu filho, eu voltarei para tomar conta de você e de sua irmã. Eramos os últimos dos treze.E tomado de uma grande emoção eu disse : - mãe,não volte, a senhora sofreu tanto na terra, teve doenças dilaceradoras padeceu as agruras daquela época difícil do passado e os bons espíritos reservam-lhe bênçãos, ela sorriu e disse: - mas eu vou voltar para tomar conta de vocês.E eu disse: - mãe! Minha mãe era baixinha e não há quem convença mulher baixinha. Mulher baixinha é terrível.As altas são como trovoadas, muito trovoadas e pouca chuva.Mas as pequeninas já começam chovendo, são terríveis, e minha mãe era baixinha. Morrendo ela me olhou e disse: - você quer discutir com sua mãe na hora da morte?Eu aí calei. Daí a pouco ela teve um pré coma, e quando voltou do pré – coma, aqueles olhos luminosos disseram-me: - Meu filho,tudo o que você me disse é verdade!, se pai está aqui, seus irmãos,José, Nair,uma irmã minha que suicidou-se em 1939. Minha mãe desencarnou 33 anos depois então ela disse ofegante: -Nair está dizendo: - venha mãe!diminuir a minha

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angústia, o meu sofrimento, porque o suicídio é o maior crime que a criatura perpreta perante as leis divinas.-Eu vou, meu filho, libertar a sua irmã do sofrimento e depois eu voltarei. Então eu calei, ela silenciou e eu vi-a sair do corpo, os pés se foram erguendo, o espírito imantado ao cordão de prata que não é umbilical, é do centro coronário e logo os espíritos diluíram e ela ficou em pé na nova gravidade.então Joana de Angelis, acercouse-lhe e disse-lhe : -Ana,olha o seu corpo, agradeça ao jumentinho, porque eu lhe contava a história de São Francisco e quando ele estava muito mal, frei Leão perguntou-lhe: -Pai, eu conheço um homem que tem um jumento há 42 anos, maltrata-o. O jumentinho não tem mais forças e ele continua maltratando, o que é que devo fazer com esse homem?ele ofegante disse: - traga-me para eu repreender este severo.Quem é esse homem? – sois vós, o jumentinho é o vosso corpo ele vos sustenta e vós sois tão impiedoso com ele.Então São Francisco caindo em si passou a mão naquele corpo ulcerado e disse gentilmente: -oh meu doce jumentinho, perdoa-me. Eu contava para a minha mãe, ela chorava.então Joana de Angelis disse: - Ana,o jumentinho... minha mãe muito humilde, ajoelhou-se e olhando para o corpo que esteve vestida e disse: - eu te agradeço, doce jumentinho por me teres carregado 86 anos sem nunca reclamar. Doze dias depois eu me encontrava na cidade de Castro no Parana e falava sobre a imortalidade da alma, quando me voltei, fui voltando, ei-la a cinco metros de distância com o vestido que eu lhe havia dado com meu primeiro ordenado.E ela disse: - meu filho, voltei! Eu fiquei petrificado!Fale meu filho, diga-lhes que ninguém morre, que a vida continua, é necessário entregar a vida à vida. Porque o corpo por mais que viva, chega um momento que ele degenera, decompõem-se e morre mas o ser vive. Então voltei-me para a plateia e penso que proferi a mais comovedora palestra da minha vida.Porque esse é o homem,

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no sentido genérico, a mulher e o homem da era noa, da era da regeneração, seres espirituais, seres que estamos buscando a plenitude que nos estamos deixando dominar pela excelência do amor, que começa em nós, amando-nos preservando-nosNão tendo a coragem de fazer às ocultas o que não temos coragem de fazer às claras.Que nos respeitamos sabemos que por consequência sabemos como é difícil a transformação moral, porque nos dá tolerância para compreender o nosso próximo e amá-lo.Perceber quem é e o que conseguiu e não o que desejaria.Da mesma forma que somos o que alcançamos, mas não o que desejamos.Então nasce o amor pelo próximo e em consequência o amor a Deus como disse Jesus, se vós não amares ao que vedes, como amareis ao pai, a quem nunca vistes. Então é necessário que esse auto amor esteja em nós e que nstes dias de transição para um mundo de regeneração, cada qual de nós dê a sua colaboração.Um sorriso jovial, um aperto de mão,uma palavra gentil, um ato de tolerância, o perdão das ofensas. Todos nós temos inimigos, quem não os tem? Mas isso não é importante. Só é importante se lhe dermos valor.Importante é não ser inimigo de ninguém. Ter inimigos é natural, ser inimigo é patológico. E aquele que encontrou Jesus, ama até mesmo os que se tornaram adversários. É ncessário então que uma dúlcida alegria tome conta de nós.Porque a nova era que o espiritismo está implantando, não é para curar corpos, embora ajude-os, no prolongamento da sua existência corporal.É para curar almas,para fazer a transformação moral interna a fim de alcançarmos o que Jung denomina a “individuação”, a característica de um ser integral.É necessário que aprendamos a entender as pessoas. Que não aceitemos desaforos nem brigas. Contar-lhes-ei para terminar, uma experiência muito curiosa. Eu estou sempre viajando desde que me aposentei em 1980.Eu viajo uma média de 200 a 250

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dias por ano, sempre estou em fila, até nos sonhos. Nos sonhos estou no check in, perdi a pasta, estou procurando a minha pasta com documentos e há dois anos, ou melhor, vai fazer dois anos, eu estava no check in em Salvador, a cidade mais linda do mundo, depois de Maceió. Então eu estava em Salvador, na fila do check in, cinco horas da manhã, naquele doce e terrível horário de verão e estava rindo, porque a vida é tão linda. Eu sou feliz porque creio em Deus, eu tenho um objetivo, tenho um sentido psicológico.Um amigo me disse há pouco tempo:- Divaldo,com quantos anos você está? Ele é muito bem educado...Eu disse: -oitenta e quatro! Nossa!...você está conservado em formol?e eu disse: - negativo, quem está conservado em formol, é cadáver, eu estou conservado em alegria de viver.E é verdade! Então eu estava na fila sorrindo quando alguém na terceira fila, gritou de lá: -Ei!porque é que está rindo? E eu digo: - Eu não acredito! Eu não acredito, cinco da manhã, eu encontrar esse psicopata. – continuei sorrindoE ele gritou outra vez: - você está rindo para mim ou está rindo de mim? Então eu fiz um movimento, as filas pararam e olharam, como eu estou acostumado ao povo me olhando eu sorri e disse assim: -Ah ! não estou rindo de você, nem para você! E porque não? Porque eu sou cego. Ele teve um choque! Todo mundo caiu na risada.E aquele veio, passou a mão e eu ali cego! Porque era melhor ser cego do que tomar uma bofetada.Mas os seus olhos são claros...!Eu disse, é natural, quem vê olho, não vê nervo ótico.Essa voz eu conheço, porque eu tenho um tal programa de televisão na TV CEI, eu conheço essa voz, é do Divaldo Franco não é? Eu disse: - é! Você não é cego coisa nenhuma.E eu digo: - sou!eu sou cego à agressão humana.Eu sou surdo à loucura humana,e eu sou mudo aos espíritos desequilibrados que existem na terra.Então permita-me sorrir.Estou sorrindo de mim mesmo.Mas seu Edivaldo, é que eu tenho problemas.Ué,

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você dormiu mal a noite, teve uma descarga de bílis, está com raiva do mundo e quer descarregar em mim?De maneira nenhuma,mas seu Divaldo eu tenho um problema e eu disse: mas quem não os tem?Só os esquizofrênicos não têm problemas, eles são problemas para os outros.Mas seu Divaldo, eu queria fazer uma consulta, eu disse: - mas aqui na fila?e ele disse; - O senhor está indo para onde?Estou indo a São Paulo e ele disse: - eu também.Em que voo?eu disse, no voo tal e ele: - eu também eu disse: só falta ele ir no meu colo.Não deu outra, eu peguei a fila 6 C , eu sempre pego sempre o corredor para não incomodar ninguém, e ele a 6 B, então ele pôs a mão na minha perna e disse: nós vamos conversar bastante né? Eu disse: - não senhor! Avião não é lugar de conversar, só as pessoas mal educadas, porque nós alugamos uma poltrona e não temos o direito de obrigar o avião inteiro ouvir nossos conflitos, nem as nossas gargalhadas , nem os nossos deboches.o senhor está muito irritado. Vamos fazer silêncio. Mas seu Divaldo, o senhor pode me dar um passe?-posso; acalme-se, então pus a mão na perna dele e disse “acalme-se”, durma um pouquinho, durma... meu Deus, eu esqueci que sou um hipnotizador, aí o homem arreiou e dormiu. Eu fiquei morrendo de inveja porque ele dormiu e eu não. Quando chegamos a São Paulo, na hora da bagagem, ele disse: - Seu Divaldo.Eu também estou rindo, e eu disse: - graças a Deus!então a era nova começa, quando nós mudamos em nós e nos tornamos pessoas mais civilizadas, somos seres espirituais,esírita seja o nome do teu nome, sisse Emmanuel através de uma mensagem incomparável pelo venerando apóstolo Chico Xavier. Doutrina espírita. Espírita seja o nome do teu nome. Isto é, viver conforme os padrões”fora da caridade não há salvação”.Preservando o trabalho, a solidariedade e a tolerância.Eu sei que estes, são dias muito difíceis, de desafio,

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de transição, mas a tormenta que sacode, é a véspera da bonança que chega.A primavera põe sobre os muros arrebentados as flores miúdas e sobre os escombros derrama perfume.Então na nova geração, homem e a mulher da nova era estarão de mãos dadas contruindo um mundo melhor, sem queixas, sem reclamações, sem mau humor dizendo:- meu Deus, eu gostaria de dizer-te que eu amo a vida, que para mim é bela e é consentida. Muito obrigado senhor por tudo que me deste por tudo que me dá. Obrigado pelo ar, pelo pão, pela paz. Muito obrigado pela beleza que os meus olhos veem no altar da natureza, olhos que fitam o céu, a terra e o mar,que acompanha a ave fagueira que voa ligeira pelo céu de anil e se dtem na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil. Muito obrigado senhor porque eu posso ver meu amor. Mas diante da minha visão eu detecto os cegos que se bebatem na escuridão, que sofre na solidão, que se perturbam na multidão, por eles eu oro, eu te imploro comiseração, porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão. Muito obrigado pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus. Ouvidos que ouvem a musica do povo que desce do morro na praça a cantar, a melodia dos imortais ouve-se uma vez e não se esquece nunca mais.A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro e a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro. Pela minha faculdade de ouvir. Pelos surdos eu te quero pedir porque eu sei que depois que sofrer eles voltarão a escutar, obrigado pela minha voz e pela sua voz, pela voz que canta, que alfabetiza, que ilumina, que pautea uma canção, que legisla, que alfabetiza, pela voz que teu nome pronuncia com doce emoção, mas diante da minha melodia eu encontro na terra os que sofrem de afasia, eles não cantam de noite, eles não falam de dia, oro por eles porque eu sei que depois desta prova na vida nova, eles cantarão. Obrigado pelas minhas mãos, que

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aram, que semeiam, que agasalham, mãos de ternura que libertam da amargura. Mãos que apertam mãos, mãos dos adeuses, mãos que limpam feridas, enxugam lágrimas e dores das vidas, pelas mãos de sinfonias, mãos de psicografias, mãos de cirurgias,mãos de poesias, pelas mãos que atendem a velhice, a dor, o desamor, que no seio embala o corpo de um filho alheio, sem receio e pelos pés que me levam a andar sem reclamar, obrigado senhor porque eu posso caminhar diante do meu corpo perfeito eu detecto na terra, os aleijados, amputados, marcados paralisados que se não podem movimentar, eu oro por eles porque eu sei que depois desta expiação na outra reencarnação eles também bailarão.Muito obrigado senhor pelo meu lar. Não é importante que seja um duplex, um apartamento, uma mansão, uma casa na favela um gramado de dor seja o que for mas que dentro dele exista a figura do amor.amor de mãe ou de pai, de mulher ou de marido, de filho ou de irmã, a presença de um amigo, alguém que me dê a mão, pelo menos a companhia de um cão, porque é muito triste viver na solidão.Mas se eu a ninguém tiver para me amar, nem um teto para me agasalhar,nenhuma cama para repousar, nem aí reclamarei pelo contrário direi, obrigado senhor porque eu nasci, obrigado senhor porque eu creio em ti. Pelo teu amor, obrigado senhor!