30ª edição da Revista Livre

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R$ 7,99 - nº 30 - julho/ 2010 Por que somos delicados ou robustos, magros ou obesos, agitados ou calmos? Que doenças nos ameaçarão e como enfrentaremos o estres- se e a pressão? As qualidades e defeitos que temos em vida começam muito antes do que se imagina. Saiba porque as propostas de Fábio Trad pode mudar a história do MS Aprenda a arte de combinar vinhos com os mais variados pratos
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30ª edição da Revista Livre

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  • R$

    7,99

    - n

    30

    - jul

    ho/ 2

    010

    Por que somos delicados ou robustos, magros ou obesos, agitados ou calmos? Que doenas nos ameaaro e como enfrentaremos o estres-se e a presso? As qualidades e defeitos que temos em vida comeam muito antes do que se imagina.

    Saiba porque as propostas de Fbio Trad pode mudar a histria do MS

    Aprenda a arte de combinar vinhos com os mais variados pratos

  • www.revistalivre.com.br

    No Acabe com o seu tempo lendo futilidades.

    Leia algo que realmente interessa.

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    Livreleitura inteligente

  • Livre JULHO, 20104

    ndice

    ndice

    05

    Editorial 06

    Enologia

    09

    Poltica

    10 Comportamento

    13

    Cultura

    18 Capa

    14 Sociedade em alerta16 Eventos23 Curiosidade24 Atualidade26 Entrevista29 Piadas30 Entre o sim e o no

  • 5Livre JULHO, 2010

    Editorial

    Vendas de AssinaturaCentral de Renovao

    Fone/Fax: 67 3042-9818Rua Tenente Aviador Pedro Correia Duncan, 175 sala 04 Jd. Amrica

    Campo Grande / MS CEP. 79.080.220

    [email protected]

    A Revista Livre uma publicao mensalTiragem: 10.000 exemplares

    Grfica e Editora RossiR. Jos Lacava, 411 - Jacy GuanandyCampo Grande/MS - CEP 79.086-050

    Fone/Fax: 67 3386-7910

    EXPEDIENTE

    Carmeliza Oshiro de OliveiraDiretora Administrativa Jornalista Responsvel - DRT 460/MS

    Aruaque Fressato BarbosaDiretor de Arte DRT 133/MS

    Eduardo de Paula de SouzaDepartamento Jurdico OAB/SP 121.317

    Colaboradores

    Gilmar Queiroz

    Michelle Rossi

    Maria Leuda

    Rodrigo Cupelli

    Tiago Braga

    www.revistalivre.com.br

    A revista Livre no interfere nas avalia-es publicadas por colaboradores. Opi-nies emitidas em artigos assinados no refletem necessariamente a opinio da revista, que pode ser contrria.

    Moderna e independenteLivreRevista

    H tempos que a cincia vm pesquisando as eta-pas da evoluo humana. A grande novidade neste tema que

    o nosso aprendizado comea muito

    antes do nascimento. O que determi-

    nar como seremos tanto fisicamente

    como a personalidade, j redesenha-

    do na gravidez. Os bebs, ao contr-

    rio do que se imaginava so capaz de

    perceber e compreender em partes, o

    mundo aqui fora e atravs disso eles

    configuram todo seu modo de viver.

    Essa descoberta de extrema im-

    portncia para aprender o que fazer

    em cada etapa da gravidez que ante-

    cede o nascimento. Muitas justifica-

    tivas para doenas e comportamento

    podem ser genticas, porm outras

    poder ser de problemas acontecidos

    ainda na gestao. Como, por exem-

    plo, estresse excessivo, m alimenta-

    o e uma srie de outros fatores que

    poder ser transmitido de me para

    filho. Isso ocorre porque uma quanti-

    dade maior do hormnio do estresse,

    cortisol, penetra o corpo do feto pelo

    cordo umbilical. Desse modo, ele se

    acostuma com um nvel mais elevado

    de cortisol e durante toda a sua vida

    produzir muito mais hormnios de

    estresse, essas crianas esto cons-

    tantemente em uma espcie de estado

    de alerta.

    O nico canal que o beb tem com

    o mundo exterior atravs da me,

    ento as percepes, emoes tudo

    com o passar dos meses transmitido

    para eles.

    A matria de capa deste ms da Li-

    vre resume um pensando muito antigo

    do filsofo e escritor frances Jean-Ja-

    cques Rousseau (1712-1778) precur-

    sor do romantismo. Naquela poca ele

    j falava algo muito parecido com o

    que os pesquisadores esto descobrin-

    do, ele s errou no tempo, porque no

    quando nasce que devemos educar e

    sim antes de nascer. A educao do

    homem comea no momento do seu

    nascimento; antes de falar, antes de

    entender, j se instrui.

    O que sou eu?

  • Livre JULHO, 20106

    Enologia

    A arte de combinarCombinar comida e vinhos no tarefa das mais simples. Qualquer detalhe da comida,

    como um tempero a mais, por exemplo, pode refletir em uma pssima combinao.

    Combinar comida e vinhos no tarefa das mais sim-ples. Qualquer detalhe da comida, como um tempero a mais,

    por exemplo, pode refletir em uma

    pssima combinao. E no s isso.

    Para os especialistas, a escolha da

    bebida est associada a fatores clim-

    ticos e ao local onde voc se encon-

    tra. Quer um exemplo? Eles dizem que

    no fica nada bem apreciar a bebida

    em uma danceteria com som no l-

    timo volume e cheiro de cigarro. Ou

    ainda experimentar o vinho no vero,

    quando ele deve ser tomado no inver-

    no. O recomendvel, segundo eles,

    um local aconchegante para que a

    apreciao seja bem feita e voc pos-

    sa saborear o gosto da bebida com

    concentrao e ambiente apropriado.

    Mas h quem no se importe com tan-

    tas regras. A paixo pelo vinho rompe

    limites e, dessa forma, no h clima

    nem local que o faa dispensar a be-

    bida. Em qual desses grupos voc en-

    caixa?

    Para cada tipo de refeio h um

    vinho que combina melhor com o seu

    paladar. Os suaves de-

    vem acompanhar pratos

    pouco temperados, j

    os fortes e encorpados

    so ideais para pratos

    mais condimentados. E,

    se numa mesma ocasio,

    voc tiver a oportunidade

    de experimentar vrios tipos

    de vinhos, o melhor deve ficar

    sempre para o final da refeio, para

    que a boca conserve o sabor. Outra

    norma universalmente aceita ser-

    vir vinhos brancos para acompanhar

    carnes brancas (aves, peixes, crus-

    tceos). Na verdade, o vinho bran-

    co pode acompanhar qualquer prato,

    at mesmo os de massas, tradicio-

    nalmente identificados pelos italia-

    nos com os vinhos tintos. O impor-

    tante que o vinho valorize o prato

    que voc escolheu.

    Entradas - Com as entradas deve

    ser servido vinho branco seco, vinho

    verde branco, vinhos generosos se-

    cos ou ainda vinhos espumosos se-

    cos.

    Sopa - Com sopa clssico molhar-

    se a boca com generosos secos. No

    entanto, os vinhos rosados e os es-

    pumosos podem servir de vinho ni-

    co ao longo de uma refeio.

    Saladas - Aos pratos avinagrados,

    como saladas muito temperadas,

    no convm nenhum tipo de vi-

    nho.

    Peixes - Com peixe serve-se o

    mesmo vinho que serviu para

    os aperitivos (vinho branco

    seco ou verde). Se forem servidos

    com molhos picantes, aconselha-se

    um vinho branco suave.

    Massas - Com massas, legumes, ar-

    roz e ovos servem-se vinhos brancos

    adamados ou tintos ligeiros.

    Carnes vermelhas - As carnes verme-

    lhas e a caa, assadas ou guisadas

    ou em pasta (tortas recheadas, em-

    padas), servem-se acompanhadas por

    vinho tinto encorpado. As carnes as-

    sadas tambm combinam com vinhos

    espumosos secos.

    Queijos - Com queijos fermentados

    (crus) servem-se vinhos tintos for-

    tes. Queijos de pastas cozidas (tipo

    gruyre) pedem vinhos tintos mais le-

    ves. Com queijos frescos servem-se

    vinhos brancos suaves.

    Doces - Com doces no alcoolizados

    servem-se vinhos doces brancos,

    espumosos doces ou ainda genero-

    sos doces e meio-doces. Com doces

    confeccionados

    com licores ou

    aguardentes, s

    devem servir-se

    as bebidas utili-

    zadas na sua

    prepara-

    o.

  • 7Livre JULHO, 2010

    Pgina

    Temperatura de consumo

    VINHOS VERDES: 7 a 9. Bebem-se sobretudo durante o Vero e so refrescantes. Servem-se bas-

    tante frios.

    BANCOS SECOS: 8 a 11. Estes vinhos tm geralmente um perfume delicado que no se desenvolve se o

    vinho est demasiado frio.

    BRANCOS DOCES: 6 a 7.Os vinhos doces bem vinificados, do tipo Sauternes, podem ser vinhos maravilho-

    sos com um bouquet acentuado e aromas de mel e accia. Devem ser servidos muito frios

    para que a sua natureza licorosa no os transforme num xarope adocicado.

    TINTOS NOVOS (1 a 3 anos da safra): 10 A 13. Vinhos do tipo Beaujolais so fruta-

    dos e tm muita frescor. Ficam melhor quando bebidos temperatura da adega.

    TINTOS DE MDIA IDADE (4 anos ou mais): 16 a 18. Pode ser consumi-

    do ao retirar a garrafa da adega.

    GRANDES VINHOS TINTOS: 17 a 20. H uma maior proximidade

    da nossa prpria temperatura sendo o contato com a boca ainda

    mais harmonioso. Assim, temos os nossos sentidos todos des-

    pertos para apreciar a complexidade destes vinhos.

    Dez dicas antes de comprar uma garrafa de Vinho 1 - O Vinho um alimento, portanto

    estraga.

    Esta dica a me de todas as dicas.

    O Vinho no pasteurizado como a

    cerveja, nem artificial como um refri-

    gerante. O Vinho uma bebida que

    est em seu estado natural, na gar-

    rafa, protegida por uma rolha porosa

    que troca oxignio com o ambiente

    e sensvel ao calor. Lembre-se : O

    Vinho dura alguns anos na garrafa,

    mas estraga como qualquer alimen-

    to, se mal conservado.

    2 - Evite garrafas armazenadas de p

    Como disse o Vinho protegido por

    uma rolha porosa que troca oxignio

    com o ambiente. Esta rolha tem que

    estar sempre mida. Se a garrafa fi-

    car muito tempo de p, a rolha seca,

    e o oxignio comea a entrar muito

    rpido, e o resultado : O Vinho oxida

    e estraga. Os mercados so os cam-

    pees neste quesito, embora nos l-

    timos anos, vrios deles tem toma-

    do mais cuidado, e deixam expostas

    poucas garrafas que tem sada antes

    que a posio da garrafa se torne um

    problema.

    3 - Evite vinhos sem safra

    Os Vinhos tem safra (que o ano em

    que a uva foi colhida e est estam-

    pado no rtulo). No h motivo para

    que o produtor no ponha esta infor-

    mao no rtulo, a no ser, quando

    o produtor mistura vrias safras na

    inteno de resolver problemas de

    uma safra ou outra e melhorar um

    Vinho ruim. O resultado em geral

    um Vinho ruim. Barato, mas ruim.

    4 - Rejeite garrafas pegajosas

    Garrafas pegajosas em geral so

    pssimo sinal. Ou o comerciante ar-

    mazena to mal o Vinho que outras

    bebidas, ou sabe-se l o que, se der-

    ramaram sobre a garrafa, ou signi-

  • Livre JULHO, 20108

    Enologia

    fica que a rolha ressecada fez parte

    do vinho vazar. Resultado: Esquea

    pegue outra garrafa, ou melhor, v

    para outro estabelecimento que ar-

    mazene melhor seus produtos.

    5 - Rejeite rolhas protuberantes

    A rolha sempre est alinhada ou um

    pouco abaixo da boca da garrafa. Se

    a rolha estiver saltada pressionan-

    do a capsula (que a cobertura de

    plstico ou chumbo que recobre o

    gargalo da garrafa) s uma coisa

    certa : O Vinho j era. Isto aconte-

    ce em geral porque houve algum tipo

    de presso dentro da garrafa, por

    fermentao interna, que no devia

    acontecer, ou seja, novamente, Vi-

    nho estragado.

    6 - Rejeite garrafas com nvel abaixo

    do pescoo

    A garrafa de Vinho sempre enchida

    pelo produtor acima do pescoo (que

    o fim do gargalo e incio da garra-

    fa). Assim se o lquido est abaixo

    do pescoo, porque algo deu er-

    rado, em geral a rolha ressecou e o

    vinho, ou evaporou, ou vazou. Sem

    chance: Vinho estragado.

    7 - Rejeite tons de tijolo nos tintos, e

    tons de marrom nos brancos.

    Quando tudo d errado e o Vinho

    oxida, os tintos ficam de cor opaca

    com tons tijolo e os brancos com for-

    tes tons de marrom. So as cores da

    desgraa. O Vinho no mais Vinho,

    mas alguma

    coisa entre

    vinagre e

    nada.

    8 - S com-

    pre safras

    a n t i g a s

    (+1 ano

    b r a n c o s ,

    +3 anos

    tintos) sem

    c o n h e c e r

    as tabelas de safras da regio.

    lgico que voc j ouviu falar de

    garrafas com mais de 10 ou 20

    anos, mas isso no para qualquer

    Vinho, nem pra qualquer safra (ano

    de colheita ). s vezes um Vinho

    dura 5 anos em uma safra e 2 em

    outra, as tabelas de safras mostram

    naquele ano que Vinhos podem es-

    perar mais, que vinhos devem ser

    tomados e que vinhos j eram. Mas

    como regra, todos os vinhos mais

    comuns duram entre 1 e 3 anos sem

    grandes problemas.

    9 - S compre vinhos caros se tiver

    desenvolvido o paladar.

    Em geral as pessoas acham que em

    ocasies especiais tem que com-

    prar um super-vinho e gastar R$

    100,00 ou mais. Um grande erro. Os

    Vinhos no sobem somente de pre-

    o, eles sobem em complexidade,

    em potncia, em estrutura, e mesmo

    que voc no faa a menor idia do

    que isso significa, seu paladar sabe.

    Muitos Vinhos de maior valor pos-

    suem mais taninos, e portanto so

    mais secos ou speros como

    voc poderia definir. Assim se voc

    no tiver preparado seu paladar voc

    tem 90% de probabilidade de que o

    Vinho no lhe agrade.

    10 - Crie um hbito e use a Regra

    do Dobro

    Sempre compre vinhos com preo

    abaixo do dobro do preo de seu

    consumo habitual.

    simples, se voc est acostuma-

    do a tomar Vinhos na faixa de R$

    15,00, ento seu limite de R$

    30,00. Se seu consumo habitual

    de Vinho de R$ 25,00, ento seu

    teto de R$ 50,00.

    Mais a eu nunca vou tomar Vinhos

    mais caros? Vai. Observe a regra no-

    vamente. Voc est acostumado a

    tomar Vinhos de R$ 15,00, e uma

    vez ou outra vai comprar um de R$

    25,00. Com o tempo qual vai ser

    seu hbito? Talvez consumir Vinhos

    na faixa de R$ 20,00, o resultado

    que seu novo patamar passa a ser de

    R$ 40,00, e no mais de trinta.

    Esta regra funciona muito bem por-

    que controla, sem maiores proble-

    mas, seu hbito de consumo e di-

    rige voc na velocidade certa para

    Vinhos mais sofisticados. Esta regra

    s perde a validade quando voc

    comea e chegar nas faixas de pre-

    os de Vinhos mais sofisticados, por

    exemplo, seu limite passa a ser de

    no mximo R$ 100,00, a voc est

    liberado, e at l seu paladar j est

    treinado e entende melhor o que est

    tomando com tanto dinheiro.

  • 9Livre JULHO, 2010

    Poltica

    O programa habitacional do MS, considerado um dos maiores do pas, foi desta-que na Conveno que lanou a candi-

    datura de Andr Puccinelli a reeleio.

    Tanto o governador, como o candida-

    to ao Senado, Waldemir Moka, desta-

    caram a construo 43.600 moradias

    como uma das maiores realizaes do

    atual governo.

    Responsvel pela coordenao do

    programa habitacional, o deputado es-

    tadual Carlos Marun, ex-secretrio do

    Estado de Habitao das Cidades, ou-

    viu com satisfao os comentrios fei-

    tos no dia em que foi confirmada sua

    candidatura a reeleio, que aconteceu

    no comit do partido, com a participa-

    o de mais de 5 mil pessoas.

    Marun desenvolveu trabalho funda-

    mental para tornar Campo Grande a pri-

    meira Capital Brasileira sem favelas nas

    reas de risco. Ao assumir a Secretaria

    do Estado de Habitao, em trs anos e

    meio, foi responsvel por 43.600 novas

    moradias sendo o maior programa ha-

    bitacional da histria de MS, com inves-

    timentos na ordem de R$ 660 milhes.

    Com investimentos milionrios, os

    reflexos no poderiam ser outros; mais

    emprego e renda para os sul-mato-

    grossenses. No total, 30 mil empregos

    diretos e indiretos na construo civil;

    aquecimento da economia e desenvolvi-

    mento do Estado.

    Alm de viabilizar recursos, Marun

    firmou parcerias para a construo de

    moradias em todo o Estado. Em Corum-

    b, foram 1,2 mil casas, onde foi cons-

    trudo o maior conjunto habitacional

    com recursos 100% estaduais.

    Como membro da coordenao na-

    cional da Campanha Moradia Digna,

    auxiliou na PEC Moradia, ajudando a

    destinar recursos para o Fundo de Ha-

    bitao de Interesse Social, sendo 2%

    para a Unio, 1% para os Estados e 1%

    para os Municpios. Medida que dever

    ser adotada pelos prximos 20 anos.

    PRMIOS

    Com tanta experincia e trabalho

    a realidade no poderia ser diferente,

    alm de melhorar a qualidade de vida

    do sul-mato-grossense, Marun colocou

    o Estado em destaque nacional, pois re-

    cebeu vrios prmios durante o perodo

    em que atuou como secretrio de Habi-

    tao Municipal e Estadual.

    Entre as conquistas est o Selo de

    Mrito da Associao Brasileira de CO-

    HABs (ABC) pelo Programa MS Cidado

    Casa da Gente por meio de recursos

    provenientes do Programa de Subsdio

    Habitao de Interesse Social. Rece-

    beu o prmio com o 1 Conjunto Habi-

    tacional do Programa de Acelerao do

    Crescimento (PAC) inaugurado no Bra-

    sil; tambm ficou em 1 lugar no Brasil

    do PAC/Habitao e o Selo do Mrito

    2009 na categoria nacional, com o Pro-

    jeto Construindo Liberdade, recebido no

    57 Frum Nacional de Habitao de In-

    teresse Social em Minas Gerais.

    A Lei que instituiu a Poltica Munici-

    pal de Habitao tambm um projeto

    de Marun. Ele teve diversos programas

    reconhecidos e premiados nesta rea

    como: Casa da Gente; Fbrica da Gente;

    Meu Cantinho; Construindo legal; Aldeia

    Urbana Maral de Souza (dois prmios);

    Programa Habitacional do Servidor P-

    blico; Projeto Mudando para Melhor Bu-

    riti/Lagoa (dois prmios) e Construindo

    Liberdade.

    Trabalho desenvolvido pelo

    deputado Marun foi destaque na

    Conveno de lanamento das

    candidaturas para as eleies 2010.

    Deputado Marun

    Deputado Marun

    Mais de 43.000 casas foram feitas nesta gesto

    RECONHECIMENTO

    FOTO

    S:

    MA

    Z

    O R

    AM

    IRES

  • Livre JULHO, 201010

    Comportamento

    Tem o poder pblico direito a limitar a liberdade das pes-soas de fumar, beber, em suma, de se fazerem mal, mesmo que

    elas queiram fumar, beber, fazer-se

    mal? Essa discusso reaparece sem-

    pre que uma medida legislativa cobe

    o fumo ou a bebida. Vale a pena ten-

    tar esclarecer o que est em jogo.

    Comecemos com uma distino

    bsica. Ningum em s conscincia

    negar o direito e mesmo o dever

    do poder pblico a proibir o que faa

    mal a uma outra pessoa. A questo

    filosfica se ele pode impedir que eu

    faa mal a mim mesmo. Essa distin-

    o fundamental porque, no debate

    sobre a lei seca (federal) e a lei antifu-

    mo (paulista), os dois assuntos foram

    constantemente confundidos.

    Assim, se a lei probe uma pessoa

    com lcool no sangue de guiar, no a

    est impedindo de fazer mal a si mes-

    ma. Est dificultando que faa mal

    a outras pessoas. Essa lei, portanto,

    no entra no caso que estamos dis-

    cutindo. Ningum perdeu o direito de

    beber at cair, como dizia a cano

    de carnaval. O que no vale guiar

    bbado porque, assim, se pode ferir

    ou matar algum.

    Tambm a proibio de fumar em

    lugares pblicos no uma proibio

    de fazer mal a si mesmo. Ela impede

    que os no fumantes sejam converti-

    dos, contra a vontade, em fumantes

    passivos. Continuo podendo escolher

    fumar, isto , ser fumante ativo. Mas

    devo respeitar o direito dos outros a

    no fumar, ativa ou passivamente.

    Como a Cincia prova que a sade

    piora j por aspirar a fumaa do cigar-

    ro alheio, isso est certo: o fumante

    pode fumar, mas no deve causar do-

    enas em outras pessoas.

    O DEBATE FILOSFICO. Onde

    est a proibio de fazer mal a si

    mesmo? Ela est numa justificativa

    que apareceu na lei proibindo a propa-

    ganda do fumo na televiso. Foi uma

    iniciativa do ento Ministro da Sade,

    Jos Serra, atacada porque impediria

    as pessoas de, livremente, escolhe-

    rem se querem fumar e, se quise-

    rem, por que no poderiam causar mal

    a si prprias? Aqui, estamos no deba-

    te filosfico.

    A questo se eu, ciente de que

    uma droga (cigarro, bebida ou qual-

    quer outra) me faz mal, posso esco-

    lher us-la e abus-la, desde que com

    isso no prejudique ningum mais?

    Essa questo exige um comentrio e

    uma pergunta.

    A liberdade de fazer mal a si mesmo

    Lei antifumo e a Filosofia: onde est e qual o limite da liberdade de fazer mal a si mesmo?

  • 11Livre JULHO, 2010

    Pgina

    O COMENTRIO: difcil distin-

    guir exatamente o que fazer mal a

    si e ao outro. Fumantes e alcolicos

    costumam ter mais doenas do que

    no fumantes e abstmios. Por isso,

    eles usam a rede pblica de sade ou

    a de seu convnio mais que os outros.

    Mas pagam o mesmo que sua faixa

    etria. Suas despesas so maiores, e

    parte delas financiada pelos outros.

    Esse um assunto delicado, que tal-

    vez leve, no futuro, a calcular segu-

    ros de sade pelo perfil do segurado

    como j sucede com os carros, dado

    que rapazes de 18 anos pagam mais

    que senhoras de 40 anos, respectiva-

    mente a faixa que causa mais aciden-

    tes e a que causa menos. Esse um

    exemplo da complexidade do assunto.

    J a pergunta filosfica sobre a

    liberdade : ser a pessoa realmente

    livre para escolher? As fbricas foram

    acusadas de incluir, no tabaco, ele-

    mentos qumicos que induzem de-

    pendncia. Nesse caso, bvio que o

    adicto no um sujeito abstratamente

    livre, pois ter sido drogado.

    No fundo, a questo da liberdade

    de fazer-se mal coloca frente a fren-

    te dois personagens: por um lado, um

    sujeito humano livre, que escolhe, a

    despeito das presses, o que prefere;

    por outro, um conjunto de presses

    econmicas, sociais e at qumicas

    que influenciam sua ao, privando-

    o parcial ou totalmente da liberdade.

    Toda a questo est no equilbrio en-

    tre um fator e outro.

    Se der peso demais liberdade

    individual, desprezarei os condiciona-

    mentos sociais. Se valorizar muito es-

    tes, a liberdade pessoal ser um mito.

    Mas esses so dois extremos. Na pr-

    tica, temos que ver caso a caso. Veja-

    mos uns exemplos.

    EXEMPLOS. O cigarro tem elemen-

    tos qumicos que induzem depen-

    dncia. Alm disso, a propaganda j

    o associou juventude, ao glamour e,

    espantosamente, at sade. Sabe-

    mos que difcil parar de fumar. Da

    que seja justo o poder pblico proibir

    a propaganda, impedir o acesso dos

    adolescentes ao fumo, questionar os

    elementos qumicos que incitem de-

    pendncia e estudar o custo adicional

    para as redes de sade. Mas, se tudo

    isso for acertado, quem quiser fumar

    e com isso no causar mal a outrem,

    que o faa.

    Vamos complicar a questo da li-

    berdade. Contarei uma histria pes-

    soal. Lecionei numa universidade nor-

    teamericana. Havia o mito de que o

    professor homem deveria evitar ficar

    sozinho numa sala com uma aluna,

    porque depois ela poderia acus-lo de

    assdio sexual. Mas, quando recebi o

    manual de procedimentos da universi-

    dade, vi que relaes romnticas en-

    tre professores, funcionrios e alunos

    no preocupavam a instituio. O ma-

  • Livre JULHO, 201012

    Comportamento

    nual dedicava maior espao a casos

    em que um rapaz saa com uma moa,

    talvez disposto a uma aproximao

    romntica, entretanto transavam de-

    pois de se embriagarem. s vezes, a

    moa se arrependia e reclamava que

    no escolheu livremente. As conse-

    quncias podem ser ruins, para ela,

    se ficar com uma m lembrana ou

    para ele, que eventualmente pode at

    ser expulso da universidade.

    O que h em comum nos dois

    exemplos? Eu apenas quis mostrar

    que o formato da questo igual.

    Posso dizer que tabagistas tanto

    quanto jovens fazendo amor escolhe-

    ram livremente seus atos ou que fo-

    ram manipulados pela propaganda, o

    meio social, a euforia do momento...

    Ora, se o modelo da questo an-

    logo, sinal de que no h resposta

    pronta para a pergunta. Depende de

    cada caso. Em certas ocasies, pre-

    ciso proteger as pessoas, que s apa-

    rentemente so livres para escolher.

    Em outras, fazer isso uma intromis-

    so absurda na liberdade de cada um.

    Como estabelecer a fronteira?

    Ou fast food. Sabe-se que faz mal.

    Deve ser proibida? Devem ser impedi-

    das suas lojas de aliciar crianas com

    brindes? Deve-se permitir a atividade,

    mas retirando o glamour adicional e

    cativante? Tolerar sua ao incon-

    trolada contra pessoas vulnerveis

    insensato. Mas proibir as pessoas de

    escolher, a pretexto de no saber o

    que fazem, pode levar a um policia-

    mento intolervel de nossas vidas.

    Em suma, o que podemos fazer aqui

    apresentar argumentos. A escolha

    entre eles sempre difcil. Mas quem

    disse que a tica coisa fcil?

    Fonte: Renato Janine Ribeiro

    Sabe-se que o fast food faz mal. Deve ser proibida? Devem ser impedidas suas lojas de aliciar crianas com brindes? At onde vai nossa liberdade de nos fazermos mal?

  • 13Livre JULHO, 2010

    Arte e Cultura

    Esta a primeira vez que o Festival, criado h dois anos em Campo Grande, aconte-cer simultaneamente em 111 cida-

    des do pas, com mostras de vdeos e

    filmes, seminrios, oficinas e exposi-

    es. A 3 Edio do Vdeo ndio Brasil

    ser realizada entre os dias de 31 de

    julho e 7 de agosto de 2010.

    As cidades selecionadas para parti-

    cipar do Vdeo ndio Brasil 2010 esto

    distribudas entre capitais dos Esta-

    dos, como Porto Velho (RO), Boa Vista

    (RR), Fortaleza (CE), Natal (RN), Joo

    Pessoa (PB), Vila Velha (ES) e Cuiab

    (MT); cidades interioranas e munic-

    pios com expressiva populao ind-

    gena como So Gabriel da Cachoeira,

    na Amaznia e Dourados, em MS.

    muito interessante termos todos os

    estados brasileiros inseridos no Vdeo

    ndio Brasil. Assim vamos conseguir o

    dilogo com diferentes regies do pas

    para a discusso da temtica indge-

    na, destaca Nilson Rodrigues, produ-

    tor cultural e diretor do evento.

    Em Campo Grande, haver a rea-

    lizao do Seminrio A Imagem dos

    Povos Indgenas no Sculo 21 para

    discutir as novas tecnologias da co-

    municao e o espao que o ndio tem

    na mdia brasileira. Tambm na capi-

    tal de Mato Grosso do Sul acontece-

    r a Oficina de Audiovisual direciona-

    da apenas a ndios. Desde a primeira

    edio do Vdeo ndio Brasil, a oficina

    vem sendo realizada para o pblico.

    Por meio do audiovisual, o Festival

    busca fortalecer e divulgar a temtica

    indgena no MS e no Brasil. O Vdeo n-

    dio Brasil se tornou um dos principais

    programas referentes difuso das

    culturas indgenas no pas. Como o

    Brasil signatrio da Conveno Mun-

    dial da Diversidade Cultural, aprovada

    pela Organizao das Naes Unidas

    (ONU), estamos dando nossa contri-

    buio. E esse programa nasceu aqui

    em Mato Grosso do Sul, o que nos

    orgulha muito, pois temos a segunda

    maior populao indgena do pas re-

    sume o idealizador, e diretor do VIB,

    o produtor cultural Nilson Rodrigues.

    Em MS, vivem atualmente 67.574

    mil ndios, distribudos em 75 aldeias

    na zona rural de 29 municpios, alm

    daqueles que vivem nas cidades. Eles

    pertencem a oito etnias: Guarani,

    Kaiow, Terena, Kadwu, Kinikinawa,

    Atikum, Ofai e Guat. Os dados so

    do ltimo relatrio da Fundao Nacio-

    nal de Sade (Funasa), de dezembro

    de 2009, entidade que atende a sa-

    de desta populao. O Amazonas o

    estado com a maior concentrao in-

    dgena no pas, com cerca de 150 mil

    aldeados de vrias etnias.

    O Vdeo ndio Brasil no tem fins

    lucrativos e o evento vai contar com

    entrada franca em todo territrio na-

    cional. Alm da mostra, a programa-

    o ainda compreender oficina de

    audiovisual dirigida aos indgenas, ex-

    posio fotogrfica, seminrios e de-

    bates com lideranas, representantes

    governamentais e no-governamen-

    tais, especialistas, artistas, acad-

    micos, comunicadores, empresrios,

    trabalhadores e a sociedade em geral.

    Fonte: Michelle Rossi assessora de impres-

    sa do Vdeo ndio

    Video ndio Brasil

    A 3 Edio do Vdeo ndio Bra-sil ser realizada entre os dias de 31 de julho e 7 de agosto.

  • Livre JULHO, 201014

    Sociedade em Alerta

    nacional em concentrao de terra

    O Mato Grosso ocupa o segundo lugar em con-centrao de terra entre todos os estados do pas, conforme

    cartilha sobre limite da propriedade

    rural no Brasil, lanada pelo Frum

    Nacional pela Reforma Agrria e Jus-

    tia no Campo.

    Mais de 8.428 propriedades esto

    acima dos 35 mdulos fiscais, teto

    proposto pelo Frum. Isso significa

    que 69% das reas esto concentra-

    dos em latifndios acima de 3.500

    hectares. Isto quer dizer que h quase

    50 milhes de hectares para Reforma

    Agrria em Mato Grosso.

    De acordo com o documento, o

    mdulo fiscal uma referncia, es-

    tabelecida pelo Instituto Nacional de

    Colonizao e Reforma Agrria (In-

    cra), que define a rea mnina sufi-

    ciente para prover o sustento e a vida

    digna de uma famlia de trabalhadores

    e trabalhadoras rurais.

    J o Mato Grosso do Sul ocupa

    o primeiro lugar em concentrao

    de terra, com 75% das propriedades

    rurais acima do limite compreendido

    como justo. Tais dados indicam o ta-

    manho da desigualdade agrria nos

    dois estados, que, at 1977, eram

    um s.

    Para Gilberto Portes, secretrio

    executivo do Frum e um dos ela-

    boradores da cartilha, os dois Esta-

    dos so a simbologia do latifndio no

    pas. Segundo ele, esclarecer isso

    para a sociedade mato-grossense de

    extrema importncia.

    Eu tenho a certeza de que mui-

    tas pessoas no se do conta desse

    disparate, mas agora vo saber, diz,

    referindo-se s meias verdades di-

    vulgadas nacionalmente sobre Mato

    Grosso, como eldorado para todos.

    No bem assim. O que h con-

    centrao de terras e de riquezas nas

    mos de alguns. E a explorao da

    mo de obra no campo. Se h desen-

    volvimento econmico, isso favorece

    a quem?, questiona.

    Basta verificar o ndice de de-

    senvolvimento humano, para saber

    que na verdade Mato Grosso e Mato

    Grosso do Su so estados pobres.

    Onde est o desenvolvimento social?

    Alm disso, esse latifndio ainda

    uma ameaa ao meio ambiente.

    Se por um lado a terra est con-

    centrada nas mos de poucos latifun-

    dirios, de outro lado mais de 100 mil

    famlias esperam por um lote s em

    Mato Grosso, de acordo com estima-

    tiva do Movimento dos Trabalhadores

    Rurais Sem-Terra (MST). Uma parte

    dessas famlias - homens, mulheres

    e crianas - est neste momento em

    beiras de estrada ou em propriedades

    ocupadas, vivendo de incertezas, sob

    barracas de lona preta, sem condies

    mnimas, lamenta Antnio Carneiro,

    da coordenao estadual do MST.

    Para Incio Werner, do Centro

    Burnier F e Justia (CBFJ), tal con-

    centrao de terra gera desigualda-

    de social, impossibilita outro modelo

    de agricultura familiar, no resolve o

    problema da fome e ainda favorece o

    trabalho escravo. Historicamente, o

    latifndio que mantm essa prti-

    ca, afirma Werner, que representa o

    CBFJ no Frum Estadual de Erradica-

    o do Trabalho Escravo (Foete).

    Pesquisa aponta que os dois Estados so a

    simbologia do latifndio no pas

  • 15Livre JULHO, 2010

    nacional em concentrao de terra

    Essa situao gritante e vergo-

    nhosa para o pas, denuncia Ademir

    Antnio Montovani, agente da Comis-

    so Pastoral da terra (CPT) em Mato

    Grosso. Na viso dele, um agravante

    da concentrao de terra a crimina-

    lizao dos movimentos camponeses

    e a violncia no campo.

    Indgenas e quilombolas tambm

    so atingidos por esse problema.

    Os ndios porque vivem em reservas

    cercadas pelas grandes propriedades

    rurais, que a todo tempo pressionam

    para empurrar as cercas e reduzir as

    reas garantidas para as etnias. Os

    quilombolas, porque defendem o direi-

    to de ocupar territrios onde viveram

    seus antepassados, vtimas da escra-

    vatura. Sempre que reclamam seus di-

    reitos, aparecem como problemticos.

    A cartilha foi publicada com o ob-

    jetivo de revelar a realidade agrria no

    Brasil e para fomentar o debate popu-

    lar sobre o limite da propriedade rural.

    Um plebiscito ser realizado de 1 a 7

    de setembro, por meio do qual o povo

    brasileiro ir responder quanto de ter-

    ra algum pode concentrar.

    A resposta do povo poder abrir

    caminhos para a criao de um Pro-

    jeto de Emenda Parlamentar (PEC) ao

    Artigo quinto da Constituio Federal

    que trata da propriedade, inclusive a

    rural (item XXIII).

    O plebiscito vai, assim, levar tal

    discusso sobre terra para a sema-

    na da Independncia do Brasil, que

    culmina com o Grito dos Excludos,

    caminhada na qual os movimentos

    sociais mostram que o pas ainda tem

    muito o que fazer para ser de fato li-

    vre e em favor da soberania nacional.

    Na avaliao de Gilberto Portes,

    antes de mais nada preciso cons-

    cientizar a populao para depois

    levar essa matria ao parlamento.

    Sabemos que a bancada ruralistas

    no Congresso Nacional tem cerca de

    350 deputados federais. Sem pres-

    so popular jamais conseguiremos

    aprovar uma PEC. Mas o projeto Fi-

    cha Limpa vem nos inspirar e mostrar

    que, se o clamor vem do povo, pode-

    mos sim provocar transformaes. E

    vamos trabalhar para isso. O que no

    podemos aceitar mais essa posio

    do Brasil: segundo pas em concentra-

    o de terra do mundo (perde s para

    o Uruguai).

    Alm de debates e do plebiscito,

    um abaixo-assinado j est correndo

    em todo o pas e em mais de 20 mu-

    nicpios de Mato Grosso.

    A ideia, com tudo isso, dar visi-

    bilidade realidade agrria brasileira,

    coisa que os meios de comunicao

    no tm dado conta de fazer. Na vi-

    so da jornalista Mayr Lima, do Inter-

    vozes Brasil de Comunicao, assim

    como o parlamento, a mdia burgue-

    sa tambm tem alianas econmicas

    com o agronegcio. Sabemos que

    alguns grupos de comunicao de-

    fendem os interesses de uma classe

    e acreditam inclusive que a reforma

    agrria assunto superado, como se

    isso no fosse resolver problemas so-

    ciais do campo e da cidade..

    Censo Agropecurio do IBGE,

    2006, mostra que esse domnio exis-

    te at hoje. Um pequeno nmero

    de fazendas (0,91% de todas) ocu-

    pa a maior parte do solo nacional

    (44,42%). Enquanto a maioria das

    propriedades (2.477.071) so muito

    pequenas e ficam limitadas a 2.36%

    do territrio nacional.

    Mais informaes sobre a cartilha: www.

    limitedaterra.org.br (da Assessoria de Im-

    prensa do Centro Burnier F e Justia)

  • Livre JULHO, 201016

    Evento

    A devoo popular ao Espri-to Santo resiste ao tempo, destacando-se em contex-tos urbanos e culturais bastante dife-

    renciados. Entre as belssimas mani-

    festaes religiosas, introduzidas no

    Pas pelos colonizadores portugueses,

    no perodo que vai do sculo XVI ao

    XVIII, encontra-se a Festa do Divino

    Esprito Santo que realizada em v-

    rios lugares, como Rio de Janeiro, San-

    ta Catarina, So Paulo, Gois e Mato

    Grosso do Sul.

    Instituda em Portugal, por volta de

    1271 a 1336, pela Rainha Santa Isa-

    bel, aps o casamento com o rei Dom

    Diniz, a devoo se espalhou por todo

    o Imprio.

    A festa realizada em homenagem

    terceira pessoa da Santssima Trin-

    dade - o Esprito Santo que fonte de

    amor e sabedoria. O mesmo repre-

    sentado pela pomba branca e por ln-

    guas de fogo, que pousaram sobre os

    apstolos, reunidos no cenculo em

    Pentecostes, cinqenta dias aps a

    Ressurreio de Jesus.

    A Festa do Divino Esprito Santo

    a manifestao Religiosa Cultural mais

    densa e tradicional de Coxim, regio

    Norte do Estado de MS. promovida

    h mais de cem anos pela comunidade

    coxinense.

    O evento caracteriza-se pelos as-

    pectos religiosos e festivos. Organi-

    zadas pelos festeiros, escolhidos por

    sorteio a cada ano, as festas, origi-

    nalmente, aconteciam nas residncias

    dos organizadores e, dependendo da

    dimenso, extrapolavam os recintos

    da casa e alcanavam as ruas. Essas

    festas eram abertas participao de

    todos que ali chegassem. Hoje em dia,

    a festa transformou-se, a comunidade

    cresceu, os recursos tcnicos evolu-

    ram, mas a essncia religiosa e a tra-

    dio mantiveram-se.

    Antes da festa propriamente dita,

    no incio do ms de Maio, acontece a

    sada da Bandeira, a nova comisso

    de festeiros (Festeiro Mor, Capito do

    Mastro e o Alferes da Bandeira) toma

    posse, com suas esposas e familiares,

    passando assim a conduzir os prepara-

    tivos para a Festa do Divino.

    Os Folies da Bandeira, que se

    constituem num pequeno conjunto de

    msicos: um violeiro, um sanfoneiro e

    um taroleiro passam a acompanhar o

    alferes no Giro da Bandeira, e visi-

    tam todas as residncias, estabeleci-

    mentos comerciais, fazendas, muitas

    vezes, indo alm do Municpio, em

    visita a outras comunidades. Nestas

    peregrinaes, a Bandeira leva as bn-

    os do Divino e arrecada prendas e

    esmolas (donativos) para os dias da

    Festa.

    Os trs meses passam depressa e,

    Mais de cem anos de tradio

  • 17Livre JULHO, 2010

    cada vez

    mais, a comunidade se agi-

    ta em expectativa e na organi-

    zao dos nove dias de festa que

    acontecem na segunda quinzena do

    ms de julho.

    A Festa do Divino Esprito San-

    to a mais autntica manifestao

    popular de Coxim, um patrimnio

    cultural, cuja, responsabilidade de

    preservao, de competncia com-

    partilhada dos gestores pblicos e da

    comunidade, que juntos assumem o

    compromisso de continuar

    a escrever a histria deste

    povo que tem na festa, um

    momento forte de expresso

    da cultura local, de afirma-

    o da f e de renovao

    dos dons.

    Na Festa do Divino, em

    Coxim, verifica-se que os

    Festeiros carregam para no-

    vena religiosa, todas as noites,

    um cetro, uma coroa e a Bandei-

    ra. Estes smbolos representam:

    Bandeira a bandeira de Deus e de

    seu povo, a presena da f, do Divino

    Esprito Santo, da religiosidade catli-

    ca. A bandeira vermelha para simbo-

    lizar o sangue dos mrtires de nossa

    Igreja, desde os tempos de Jesus Cris-

    to at os dias atuais. Onde a bandeira

    passa so derramadas bnos para as

    famlias. Beijar a bandeira uma forma

    de devoo e respeito ao sagrado.

    Cetro a presena feminina da Rai-

    nha, na festa representada pela fes-

    teira;

    Coroa a presena do rei, represen-

    tado pelo Festeiro Mor.

    So estes os smbolos que marcam

    presena na Festa do Divino, lembran-

    do uma tradicionalidade desde o incio

    de sua comemorao.

  • 18

    Capa

    O que caracteriza o ser humano

    Um feto no 7 ms de gestao. Sabe-se com certeza que um menino. Mas ele ser delicado ou robusto? Corajoso ou medroso? Experimentos rebuscados permitem aos cientistas provar que experincias no ventre ma-terno marcam um ser humano muito mais do que se acreditava.

    UM SER HUMANO SE DESENVOLVE EM 40 SEMANAS, SEGUINDO UM PLANO-MESTRE QUE EVOLUIU DURANTE MILNIOS

    As fases da evoluo embrionria so fundamen-tais nos mnimos detalhes. Aps a fecundao, o encontro do vulo com o espermatozoide (1), a clula-me se divide e, dois dias depois, origina uma bola

    de oito clulas (2), que contm caractersticas genticas

    idnticas. No 12 dia, o blastcito (a bola de clulas) se

    fixa na membrana da parede uterina (3) que, a partir de

    agora, o alimentar com sangue. Na quarta semana (4),

    o embrio j apresenta sinais do crebro e da coluna

    vertebral. A partir da 5 semana (5), formam-se lenta-

    mente o rosto e as mos.

    Aps 12 semanas (6), o feto, de 80 a 90mm,

    est completo do ponto de vista estrutural. No 4

    ms de gravidez (7), agora com aproximadamen-

    te 16cm de comprimento, ele j con-

    segue se movimentar bastante. No 7

    ms (8), j est to crescido que,

    aos poucos, o espao uterino fica

    muito apertado para ele

    Na Irlanda do Norte, em 1988

    o psiclogo Peter Hepper instala

    um gravador no berrio do Hos-

    pital Royal Victoria, toca a trilha

    sonora de um seriado de TV para os

    recm-nascidos e observa suas rea-

    es. Alguns bebs comeam a chorar

    e espernear. Outros no reagem. Meta-

    de dos pequeninos, porm, fica bem quie-

    ta, vira a cabea na direo do alto-falante

    e escuta.

    surpreendente: as mes das crianas aten-

    tas tinham assistido regularmente ao seriado du-

    rante a gravidez, enquanto as mes dos outros re-

    cm-nascidos nunca haviam se interessado por ele.

    Livre JULHO, 2010

  • 19Livre JULHO, 2010

    Hepper estima que o ser humano j

    seja capaz de memorizar uma melodia

    enquanto ainda est no ventre mater-

    no. Portanto, o feto em formao j

    teria uma memria antes de nascer, e

    estaria apto a aprender.

    At os anos de 1970, a criana no

    ventre materno ainda era subestima-

    da. Acreditava-se que ela era surda e

    cega; e certamente no lhe davam o

    crdito de ter uma memria, quanto

    mais uma capacidade de aprendiza-

    gem. Em razo disso, muitos mdicos

    acreditavam que os bebs prematuros

    no sentiam dor e os operavam sem

    anestesia.

    Mas os progressos tecnolgicos

    das ltimas dcadas produziram um

    retrato completamente diferente da

    vida no tero. As imagens de ultras-

    som hoje so to ntidas como foto-

    grafias. E procedimentos modernos

    permitem que os pesquisadores me-

    am com preciso as atividades car-

    dacas de fetos. Com destreza cada

    vez maior, os cientistas desvendam

    as experincias pr-natais de bebs de

    poucos dias de idade.

    As anlises revelam que eles j par-

    ticipam da vida ao seu redor enquanto

    ainda se encontram no tero. Desse

    modo, esto perfeitamente bem prepa-

    rados para as condies que os aguar-

    dam quando vm ao mundo. Para ex-

    plorar como, exatamente, isso ocorre,

    os cientistas esto examinando uma

    gama de experincias pr-natais. O

    que o feto escuta? O que cheira e sa-

    boreia? Como aprende, e o que sente?

    Seus rgos dos sentidos se de-

    senvolvem na mesma sequncia de

    todos os mamferos e aves. Primei-

    ramente, forma-se o sentido de equi-

    lbrio e movimento. Em seguida vm

    o tato, o olfato e o paladar. Por fim,

    desenvolve-se a audio; por ltimo, a

    viso. Todos os rgos sensoriais co-

    meam a funcionar entre o sexto e o

    stimo ms de gestao.

    A audio propicia um importante

    contato com o mundo externo. Pesqui-

    sadores descobriram que os fetos j

    reagem a sons fortes ou incomuns a

    partir da 27 semana: seus coraezi-

    nhos se aceleram, eles se encolhem,

    como se tivessem levado um susto,

    ou piscam com as plpebras. De in-

    cio, isso s acontece mediante est-

    mulos altos, de 100 decibis, o que

    corresponde ao barulho de um martelo

    pneumtico. Nas semanas seguintes,

    a audio fica mais sensvel.

    A psicloga francesa Carolyn Gra-

    nier-Deferre, da Universidade Paris

    Descartes, tocou uma curta melodia

    em piano para fetos entre a 34 e a

    39 semanas de vida e pediu s mes

    que usassem fones de ouvido. Desse

    modo, a pesquisadora impediu que as

    mes escutassem a msica e transmi-

    tissem suas sensaes aos fetos.

    Enquanto a melodia soava, Granier-

    Deferre mediu a frequncia cardaca

    dos bebs. Em seguida, a sequncia

    de tons foi repetida tantas vezes at

    que seus batimentos cardacos retor-

    naram frequncia normal, um sinal

    de que os fetos tinham se habituado

    melodia. Depois, ao tocar outro trecho

    de msica, os batimentos imediata-

    mente voltaram a se alterar. Granier-

    Deferre concluiu que os fetos tinham

    memorizado o primeiro estmulo e

    sabiam diferenci-lo do segundo.

    Biologicamente, o aprendizado pr

    natal faz sentido: o feto j se habitua

    a rudos que, muito provavelmente,

    tambm escutar aps o nascimento.

    Desse modo, ele no ficar com-

    pletamente estressado diante do gran-

    1

    5

    2

    6

    3

    7

    4

    8

  • Livre JULHO, 201020

    Capade nmero de novos estmulos senso-

    riais quando chegar ao mundo.

    O feto aprende a conhecer particu-

    larmente bem a pessoa que tambm

    lhe garantir a sobrevida aps o nasci-

    mento: sua me.

    Sua voz a coisa mais impressio-

    nante que escuta. Ela ecoa por todos

    os dutos sseos, principalmente pela

    coluna vertebral e a bacia, penetran-

    do diretamente no ouvido interno do

    beb. Nesse processo, os ossos da ba-

    cia funcionam como uma espcie de

    amplificador: eles comeam a vibrar

    em uma faixa entre 2.500 e 3.000Hz:

    a frequncia de vozes femininas.

    Portanto, quando a me fala, o feto

    at capaz de senti-lo por meio das vi-

    braes. Ele literalmente nada na voz

    materna, afirma Ludwig Janus, perito

    em Psicologia Pr-Natal, em Heidel-

    berg, na Alemanha.

    Anthony DeCasper, da Universida-

    de da Carolina do Norte, Estados Uni-

    dos, provou o quanto a voz da me

    se impregna no beb em seu ventre.

    O psiclogo de desenvolvimento deu a

    recm-nascidos chupetas acopladas a

    um gravador. Dependendo da intensi-

    dade com que chupavam, eles escuta-

    vam a voz da me ou de uma estranha,

    portanto, pela maneira como sugavam

    a chupeta, eles podiam decidir qual voz

    queriam ouvir. Resultado: eles sempre

    optavam pela voz materna.

    O desenvolvimento da fala precede o nascimento

    Os sons do corpo materno tambm

    ecoam nitidamente nos ouvidos do

    feto. O volume de suas batidas car-

    dacas, os murmrios de seu intestino

    e estmago, o fluxo de seu sangue e

    sua respirao chega a at 60dB (de-

    cibis) no tero, um nvel sonoro equi-

    valente ao de conversas em grupo. E

    esses sons transmitem segurana e

    abrigo ao ser humano em formao.

    Bebs recm-nascidos choram menos

    e ficam mais relaxados quando escu-

    tam gravaes do batimento cardaco

    de suas mes.

    A mensagem dos sulcos Ainda

    um enigma como o crtex cerebral

    vai se dobrando pouco a pouco antes

    do nascimento. Porm resultados ob-

    tidos por tomografias de ressonncia

    magntica (TORM), realizadas pelas

    pesquisadoras suas Jessica Dubois

    e Petra Hppi, revelaram uma novi-

    dade: um feto nico de 30 semanas

    (1) apresenta uma superfcie corti-

    cal bem melhor estruturada, ou seja,

    mais desenvolvida, que um irmo g-

    meo da mesma idade (2). Uma expli-

    cao possvel: o amadurecimento do

    segundo feto mais lento, devido aos

    nutrientes compartilhados. Exames

    posteriores mostraram que o atraso

    do gmeo compensado mais tarde.

    Por outro lado, um feto nico adoen-

    tado e subnutrido (3) tambm revela

    sulcos mais pronunciados, ao contr-

    rio de outro normal, bem alimentado

    (4), com a mesma superfcie cortical.

    O motivo, nesse caso, poderia ser que

    o crtex do feto subnutrido relativa-

    mente fino, o que acelera o processo

    de dobramento, mas isso implica em

    uma desvantagem funcional

    Contrariamente, os sons do mun-

    do exterior s chegam ao feto quan-

    do so mais fortes que os rudos do

    corpo materno. Alm disso, as on-

    das sonoras precisam primeiramente

    penetrar pela parede da barriga da

    me, tero e fluido amnitico. Nes-

    se caso, eles tm um som abafado

    no ouvido do feto, pois ele escuta,

    especialmente, frequncias baixas.

    Consequentemente, o beb discerne

    mais claramente vozes masculinas

    que femininas. Os sons agudos de um

    violino no chegam to bem criana

    como os de uma tuba, uma bateria,

    ou de um avio.

    Uma investigao conduzida nas

    proximidades do aeroporto de Osaka,

    no Japo, mostrou com que eficin-

    cia fetos so preparados para seu fu-

    turo meio ambiente. Recm-nascidos

    adormecidos, expostos durante trs

    meses aos rudos de avies quando

    ainda estavam no ventre materno,

    no eram despertados pelo barulho

    das turbinas ao contrrio de bebs

    que nunca haviam escutado esses

    sons.

    Mas no final da gravidez, a audio

    de um feto j to apurada como a

    de um recm-nascido. Agora, ele con-

    segue escutar at conversas do mun-

    do exterior. Gravaes realizadas por

    pesquisadores no tero de gestantes

    revelaram que palavras inteiras, iso-

    ladas, so perfeitamente discernveis.

    No entanto, o que os bebs escutam

    melhor so as caractersticas de sua

    futura lngua materna, como a melo-

    dia e o ritmo.

  • 21Livre JULHO, 2010

    A psicloga Robin Panneton Coo-

    per, da Virginia Tech University, nos

    Estados Unidos, tocou gravaes

    com textos americanos ou espanhis

    para bebs de dois dias. Nesse teste,

    os recm-nascidos tambm podiam

    escolher, por meio da chupeta, uma

    ou outra gravao e eles sempre pres-

    taram mais ateno aos sons de sua

    lngua materna.

    Um pouco de estresse no tero bem saudvel

    O feto tambm preparado no

    ventre para os odores e sabores de

    seu futuro ambiente de vida. O aroma

    dos alimentos maternos penetra no

    fluido amnitico e estimula os recep-

    tores de olfato e paladar da criana.

    Isso vale principalmente no final da

    gravidez, quando o feto bebe regular-

    mente lquido amnitico.

    Benoist Schaal, diretor do Centro

    Europeu para Cincias do Paladar, em

    Dijon, na Frana, comprovou o quan-

    to essa experincia pr-natal mar-

    cante. Ele pediu a um grupo de futu-

    ras mes que consumissem bolachas

    e balas de anis durante as duas lti-

    mas semanas de gravidez. Assim que

    as crianas nasceram, o pesquisador

    lhes deu para cheirar uma amostra de

    essncia de anis: todos os bebs fica-

    ram imediatamente alegres e comea-

    ram a mexer a boca como se estives-

    sem lambendo ou sugando.

    Mas os recm-nascidos, cujas

    mes no tinham consumido anis, re-

    agiram de modo bem diferente: faziam

    caretas, choravam ou simplesmente

    no manifestavam nenhuma reao.

    Substncias aromticas conhecidas

    parecem construir uma ponte olfativa

    entre a vida no tero materno e no

    mundo exterior, elaborou Schaal.

    Alm disso, um odor j conheci-

    do indica ao recm-nascido o cami-

    nho para sua fonte mais importante

    de alimento: o peito da me. Pois os

    aromas permeados no fluido amni-

    tico tambm se encontram no leite

    materno. No qualquer instinto

    que regula o comportamento de bus-

    ca pelo mamilo, explica o neurobi-

    logo Gerald Hther, de Gttingen, na

    Alemanha. Na realidade, a criana

    s segue seu nariz, seu olfato. O

    recm-nascido sabe qual o cheiro

    do lugar que promete familiaridade,

    segurana e alimento.

    Entretanto, o feto no se adapta

    apenas ao cardpio da me, ele tam-

    bm se adequa quantidade de ali-

    mentos que o aguarda aps o nasci-

    mento. Se a me come pouco durante

    a gestao, porque est passando

    fome ou fazendo um regime, o siste-

    ma digestrio do feto programado

    para um aproveitamento mximo de

    reduzidos volumes de nutrientes.

    O fgado fetal agora produz mais

    acar no sangue e, portanto, mais

    energia. E como o pncreas produz

    relativamente pouca insulina, as clu-

    las de gordura so fragmentadas por

    processos catablicos mais lentamen-

    te.

    Cientistas criaram a expresso

    programao fetal para fenmenos

    desse gnero, uma vez que eles de-

    finiro as funes orgnicas do ser

    humano para toda uma vida, irrever-

    sivelmente. Os problemas surgem

    quando, mais tarde, ao contrrio da

    programao, subitamente existe uma

    abundncia de alimentos disposi-

    Cientistas criaram a expresso programao fetal para fenmenos na gestao, uma vez que eles definiro as funes orgnicas do ser humano para toda uma vida, irreversivelmente.

  • Livre JULHO, 201022

    Capao, explica o neurologista Matthias

    Schwab, do Hospital Universitrio de

    Jena, na Alemanha. Nesse caso, a re-

    duzida produo de insulina no san-

    gue leva ao diabetes e ao acmulo de

    gordura no sangue. Uma das razes

    de termos tantas mes esbeltas com

    filhos obesos nos Estados Unidos so

    as dietas que fazem durante a gesta-

    o, completa Schwab.

    A sensibilidade ao estresse tam-

    bm repassada criana, embora j

    haja indcios de que um pouco de es-

    tresse normal, cotidiano, pode ser at

    salutar para o feto. Ao menos o que

    opina a psicloga de desenvolvimen-

    to americana Janet A. DiPietro, da

    Universidade Johns Hopkins, Estados

    Unidos. Em seu estudo, ela entrevis-

    tou 94 gestantes acerca de seus es-

    tados de estresse e sade. Dois anos

    aps o nascimento, ela submeteu as

    crianas a um estudo de controle para

    verificar o progresso de seus desen-

    volvimentos fsicos e mentais.

    Crianas cujas mes se sentiram

    ocasionalmente estressadas e preocu-

    padas durante a gravidez, apresenta-

    ram um desenvolvimento ligeiramen-

    te melhor que os filhos de mulheres

    constantemente equilibradas. Nem

    mesmo um frequente desnimo du-

    rante a gestao teve efeito negativo.

    Mas quando uma gestante fica

    prolongada e intensamente ansiosa

    e tensa, pode haver consequncias

    desvantajosas para seu filho, porque

    uma quantidade maior do hormnio

    do estresse, cortisol, penetra o corpo

    do feto pelo cordo umbilical. Desse

    modo, ele se acostuma com um n-

    vel mais elevado de cortisol e durante

    toda a sua vida produzir muito mais

    hormnios de estresse, essas crian-

    as esto constantemente em uma

    espcie de estado de alerta.

    Isso vantajoso quando, mais

    tarde, as condies de vida da crian-

    a se tornam extremamente complica-

    das, exigindo um alto grau de cuidado

    e tenso, declara Matthias Schwab.

    Mas em um ambiente como o de

    hoje, a forte tendncia na direo do

    estresse pode gerar problemas cog-

    nitivos e comportamentais, como a

    Sndrome de Dficit de Ateno/Hi-

    peratividade (TDAH), conforme expli-

    cam diferentes estudos.

    A impresso digital revela como a me se alimentou

    No decorrer do 3 ms de gesta-

    o, forma-se um dactilograma, um

    desenho de ranhuras na pele das pol-

    pas dos dedos das mos e dos ps,

    que permanecer imutvel durante

    toda a vida. Uma teoria sugere que

    a forma dessas linhas no determi-

    nada apenas pelos genes, mas tam-

    bm pelas condies nutricionais no

    ventre materno. Quando estas so

    ruins, as papilas (elevaes da pele

    que formam as ranhuras) nos dedos

    do feto so muito pronunciadas e for-

    mam um desenho circular (1). Papilas

    medianamente elevadas geram linhas

    inclinadas (2), sinalizando uma boa

    alimentao, e com isso papilas pou-

    co elevadas, produzem uma impres-

    so de linhas em arco (3)

    O feto, de fato, sente fisicamen-

    te o estado de sade e nimo de sua

    me. Se ela gosta de cantar, por

    exemplo, do ponto de vista do nen

    est acontecendo uma coisa espeta-

    cular: todos os seus rudos corporais

    entram em sincronia, e sua pare-

    de abdominal se torna muito macia.

    Consequentemente, o feto associa o

    canto a uma sensao de bem-estar e

    amplitude espacial. Aps o nascimen-

    to, esse beb provavelmente poder

    ser rapidamente acalmado com canti-

    gas de ninar e, mais tarde, se sentir

    atrado pela msica e pelo canto.

    Mas o reverso tambm verdadei-

    ro. Quando a me est descontente e

    insatisfeita, os rudos em seu corpo

    se desarmonizam, e a parede abdo-

    minal enrijece. Nesse caso, o feto

    comprimido dentro do tero.

    por isso que programas de

    aprendizagem pr-natal direcionados,

    em que o feto exposto proposital-

    mente a msicas clssicas ou lnguas

    estrangeiras, no funcionam, explica

    Hther. Uma gestante que ama rock,

    mas escuta Mozart por causa de seu

    beb, na realidade lhe proporciona

    uma experincia fsica desagradvel e

    talvez at uma futura averso m-

    sica clssica.

    O fator decisivo ento no o

    que a me faz durante a gravidez,

    mas o genuno entusiasmo que sente

    ao fazer o que gosta. isso que con-

    tagia o feto, resume Hther.

    Ento, o que j poderamos fazer

    hoje em dia? Quem se ativer quilo

    que parece naturalmente plausvel

    cuidar desde o princpio para que o

    bebe tenha um bom desenvolvimento.

    Fazer exerccio fsico, uma alimenta-

    o rica em frutas e legumes, a desis-

    tncia de ingerir bebidas alcolicas e

    a suspenso do tabagismo , minimi-

    za consequncias desagradveis.

  • 23Livre JULHO, 2010

    Curiosidades

    Georreferenciamento

    Rua 14 de Julho, 1.223 - Vila Glria - CEP 79 004-391 - Campo Grande - MSTel: 67 3321 1755 / Fax: 67 3321 1761 / e-mail: [email protected]

    Avaliaes e Percias

    Licenciamento Ambiental

    Nos EUA o exame de vista pode ser feito em hiper-mercado como, por exem-plo, no Wal Mart. Os idosos e grvi-

    das no tm preferncia em filas ao

    contraria do Brasil onde a legislao

    obriga que essas pessoas tenham pre-

    ferncias. Do lado de l os bancos no

    tm portas eletrnicas aqui todos os

    bancos a possuem e mesmo assim

    no evitam que diariamente bancos

    sejam roubados. Bancos tm sistema

    de Drive Thru, ou seja: no preci-

    so descer do carro para nenhum tipo

    de servio, inclusive saque do

    caixa eletrnico.

    Outra questo interessante

    a educao americana, l a escola

    em perodo integral (Sete horas por

    dia). Eles se dedicam muito aos estu-

    dos porque sabem que uma boa esco-

    lha de faculdade pode mudar o rumo

    da sua vida.

    Os americanos dono da placa do

    carro, voc compra e vende carros,

    mas a placa fica com voc. E as leis

    de trnsito possuem algumas singu-

    laridades diferentes da nossa como,

    por exemplo, o passageiro maior de

    idade e sem cinto ser multado e no

    o dono do veculo como feito aqui

    conosco.

    Os carros americanos no tm

    tranca na tampa do tanque de carro e

    o abastecimento auto servio voc

    passa o carto e enche o tanque, qua-

    se no existe frentista.

    O voto para eles facultativo. E

    quando h um problema na justia na

    maioria dos casos voc no precisa

    de um advogado; voc representa a si

    mesmo no tribunal;

    Os testamento pode ser feito dei-

    xando todos os bens para quem qui-

    ser, inclusive deixando todos os filhos

    sem nada.

    Na questo imobiliria quando voc

    aluga um apartamento, a cozinha j

    contm armrios, fogo, geladeira e

    geralmente mquina de lavar pratos.

    Contas como telefone, TV a cabo, luz,

    podem ser pagos com cheques envia-

    dos pelo correio.

    Os preos que esto marcados nos

    produtos nas lojas no so os mesmos

    que sero pagos no caixa, uma vez

    que o valor do imposto ser acrescen-

    tado. Esse valor varia de estado para

    estado. Exemplo: Flrida 6%, Rhode

    Island 7%, Nebraska 5,5%

    Muitas pessoas no lavam roupa

    em casa. Vo a lavanderias de auto

    servio. O pagamento feito com mo-

    edas de vinte e cinco centavos depo-

    sitadas nas mquinas.

    Fonte: Escola de ingls Glotta. Informaes por e-mail/msn; [email protected]

    A definio de cultura o conjunto de manifestaes artsti-cas, sociais, lingsticas e comportamentais de um povo ou civilizao. Elas influenciam a maneira comportamental da so-ciedade.Para ilustrar as diferenas que temos entre si vamos mostrar um pouquinho da cultura america. Como os EUA pos-suem o sistema federativo, algumas leis podem variar de Es-tado para Estado diferente daqui do Brasil onde a lei federal igual para todos os Estados.

    Diferenas culturais entre o

    Brasil e os EUA

  • Livre JULHO, 201024

    Atualidades

    A regra que acaba com os prazos hoje necessrios para que se pea o di-vrcio entrou em vigor, mas ainda

    suscita dvidas de como vai funcio-

    nar na prtica. Essa PEC (Proposta

    de Emenda Constitucional) agiliza o

    divrcio. Antes da nova regra, s era

    possvel solicitar o divrcio aps um

    ano da separao formal (judicial ou

    no cartrio) ou dois anos da sepa-

    rao de fato (quando o casal deixa

    de ter vida em comum). E tambm

    tira da Constituio o termo sepa-

    rao.

    Essa segunda mudana, apesar

    de sutil, deve provocar questiona-

    mento e dvida entre advogados e

    juzes. Uma delas se a separao

    hoje um mecanismo intermedirio no

    fim do casamento realmen-

    te acaba.

    A professo-

    ra de direito

    na FGV-SP

    R e g i n a

    Bea t r i z

    T a v a -

    r e s

    da Silva defende que a separao

    ou pelo menos seus efeitos deve ser

    mantida. Isso, diz ela, para possibi-

    litar que a discusso de quem tem

    culpa pelo fim do casamento perma-

    nea.

    A definio de quem culpado

    ocorre, hoje, apenas durante a se-

    parao no existe no divrcio. A

    culpa pode vir de situaes como

    adultrio e violncia fsica.

    A mudana tem consequncias

    na penso alimentcia (quem de-

    clarado culpado no recebe penso

    integral, apenas o mnimo para so-

    breviver) ou no sobrenome (o culpa-

    do no pode usar o nome do ex).

    Se no for assim, a mulher que

    sustenta a casa e apanha do marido

    vai ter que pagar penso, diz.

    Segundo o juiz Marco Aur-

    lio Costa, da 2 Vara de

    Famlia e Sucesses do

    Frum Central de So Paulo, pos-

    svel que os casais queiram migrar a

    discusso da culpa para o divrcio,

    pelo menos num primeiro momento.

    Para o IBDFAM (Instituto Brasilei-

    ro de Direito de Famlia), idealizador

    da PEC, o fim da separao e da

    discusso da culpa. Isso porque re-

    tirar a meno separao da Cons-

    tituio significa apag-la tambm

    das leis comuns, diz Paulo Lbo, in-

    tegrante do instituto.

    Quem hoje separado continuar

    separado, defende Lbo. Processos

    de separao ainda em curso, porm,

    devero ser convertidos em pedidos

    de divrcio. Quem vai optar pela

    separao se possvel um caminho

    mais curto?, questiona a juza Da-

    niela Ferreira, da 1 Vara da Famlia

    do Rio.

    Fonte: Folha de So Paulo

    Nova Lei do divrcio rpido entra em vigor, mas ainda provoca dvidas

    Divrcio rpido entre em vigor

  • 25Livre JULHO, 2010

    Pgina

    O aumento da obesidade en-tre mulheres entre 30 e 50 anos pode ter triplicado as taxas de Acidente Vascular Cerebral

    (AVC) nas ltimas dcadas. o que

    aponta um estudo da Universidade Sou-

    thern California, em Los Angeles.

    Em uma anlise prvia de dados

    sobre derrame nos EUA, entre 1999 e

    2004, pesquisadores descobriram que

    mulheres de 45 a 54 anos tinham duas

    vezes mais chance de sofrer um AVC

    do que homens da mesma faixa etria.

    A partir desses dados, Amytis To-

    wfighi e colegas da universidade resol-

    veram estudar se o fato representava

    uma tendncia real e, em caso positivo,

    se poderiam revelar explicaes.

    Os pesquisadores analisaram infor-

    maes de cerca de 10 mil homens e

    mulheres, a partir de exames do Natio-

    nal Health and Nutrition. As informa-

    es foram coletadas em fatias repre-

    sentativas da populao americana em

    dois momentos: de 1988 a 1994 e de

    1999 a 2004.

    Os autores do trabalho no encon-

    traram nenhuma diferena significativa

    nas taxas de acidente vascular cere-

    bral entre homens (0,9%) e mulheres

    (0,6%) no primeiro perodo. No entanto,

    Estudo revela que mulheres

    de 30 a 50 anos tm mais

    chances de sofrer um AVC

    que homens

    uma diferena surgiu na fase posterior,

    quando o nmero de mulheres que re-

    lataram ter sofrido um derrame saltou

    para 1,8%, enquanto a taxa entre os

    homens continuou igual.

    A descoberta desafia o pensamento

    tradicional de que os homens tm maio-

    res chances de sofrer um AVC que as

    mulheres, segundo disseram os pesqui-

    sadores no peridico Stroke.

    Na tentativa de decifrar o que pode

    ter contribudo para a tendncia as-

    cendente em curso entre as mulheres,

    eles viram que as do segundo perodo

    tinham mais chances de ser obesas, ter

    presso arterial alta e nveis elevados

    de gorduras nocivas ao sangue (triglic-

    rides), em comparao s mulheres da

    primeira fase analisada.

    Mais do que as mulheres no perodo

    de tempo mais tarde, foram tambm so-

    bre a presso arterial e os medicamen-

    tos hipolipemiantes, refletindo os esfor-

    os para melhorar o controle dos fatores

    de risco para AVC nos ltimos anos.

    A epidemia da obesidade provavel-

    mente contraria muitos dos avanos e

    medidas de preveno em curso, disse

    Towfighi Reuters.

    O conselho para evitar um AVC

    ter um estilo de vida saudvel: praticar

    exerccios fsicos regularmente, manter

    um peso normal, comer frutas e verdu-

    ras, no fumar e beber lcool com mo-

    derao.

    O presidente eleito da American He-

    art Association (AHA), Ralph Sacco,

    que no participou do estudo, concor-

    da. Nunca tarde para comear a co-

    mer direito e aumentar a atividade fsica

    em nossa rotina diria.

    Fonte: Estado.

    pode triplicar risco de derrame em mulheres

    de meia idade

  • Entrevista

    Fabio Trad

    O incio...

    Aps terminar a graduao em Direito, co-mecei a colocar em prtica minhas idias no exerccio da trajetria profissional. Logo de incio, o que chamou minha ateno foi a carn-

    cia de profissionais para atender pessoas que necessitavam

    de advogados, mas no tinham condies financeiras para

    ter assegurado seu pleno direito de defesa. Pouca gente se

    interessava por esses casos e a defensoria pblica tinha

    nmero limitado de profissionais. Aquilo me atraiu

    de imediato e passei a participar de jris em de-

    fesa de rus mais pobres. Essa iniciativa me

    levou a ser nomeado pelo juiz de direito

    do Tribunal do Jri de Campo Grande

    o que, pra mim, foi muito gratifican-

    te por sentir que estava sendo til

    para aquelas pessoas e socieda-

    de como um todo.

    Tambm me interessei pe-

    las atividades classistas da

    rea jurdica e sempre quis

    participar. Meu envolvi-

    mento pelas causas

    da advocacia e da

    sociedade me le-

    vou a integrar

    a Comisso

    dos Direitos

    Humanos da

    OAB e o

    Conse l ho

    Penitenci-

    rio de Mato

    Livre JULHO, 2010

    Em entrevista exclusiva a revista Livre, Fbio Trad conta um pouco da sua trajetria profissional e porque quer ir mais longe

    26

  • 27Livre JULHO, 2010

    Pgina

    Grosso do Sul. Depois, fui convocado a

    um teste para lecionar que resultou em

    11 anos dando aulas de Direito Penal, o

    que eu fazia com prazer. Nesse perodo,

    tive a grata oportunidade de estabelecer

    contato com outros colegas professores

    e milhares de acadmicos de direito que

    vieram se tornar colegas profisso.

    Da em diante, cada desafio me atraa

    e as conquistas coletivas eram um es-

    tmulo ainda maior para seguir adiante.

    Acabei angariando o apoio de profissio-

    nais do direito que acabaram me indican-

    do para disputar a presidncia da Seccio-

    nal da Ordem dos Advogados do Brasil.

    Eleito, assumi a importante misso em

    2007 e por trs anos de gesto, com

    apoio fundamental dos colegas e da pr-

    pria sociedade que compreendeu nossa

    misso corporativa e coletiva, conquista-

    mos inmeros avanos no fortalecimen-

    to da classe dos advogados e demais

    segmentos jurdicos, como tambm em

    defesa da sociedade civil como um todo.

    Ordem avante!

    No plano institucional, uma de nos-

    sas principais conquistas na presidn-

    cia da Ordem foi a extino em Mato

    Grosso do Sul da concesso das ricas

    penses vitalcias para polticos, que

    envolveu a OAB nacional e se espalhou

    por todo o Brasil, tema que ganhou re-

    percusso em toda a mdia brasileira.

    Essas penses garantiam a governado-

    res receber com apenas um mandato

    a mordomia de ter uma aposentadoria

    para toda a vida, algo em torno de R$

    24 mil reais por ms. Poderia at soar

    como uma piada de mau gosto, mas que

    na verdade era algo muito srio bancado

    com o dinheiro pago pelo contribuinte.

    Em 2006, a Assemblia Legislati-

    va havia criado uma brecha na lei para

    contemplar todos os governadores com

    penses bastando para isso ter sido elei-

    tos apenas uma nica vez. No fosse a

    iniciativa da OAB-MS contra esse abuso

    de poder, que levou o assunto ao Su-

    premo Tribunal Federal (STF) acabando

    assim com a mordomia, a situao po-

    deria ter at se agravado, pois senado-

    res, deputados, prefeitos e at mesmo

    vereadores teriam brechas legais para

    exigir penses vitalcias semelhantes. E

    de onde sairia todo esse dinheiro? De

    cada um de ns contribuintes e eleito-

    res, claro! Compramos a briga, fomos

    ao Supremo Tribunal Federal e ganha-

    mos a causa. O STF proibiu em todo o

    territrio nacional a concesso de pen-

    Fabio com o pai Nelson Trad (deputado federal) e a me Therezinha Mandetta Trad.

    ses vitalcias aos polticos, evitando,

    assim, de que se fosse criado um regime

    privilegiado e vergonhoso de previdn-

    cia s nossas custas.

    No plano corporativo durante nossa

    gesto na OAB conseguimos tambm

    dezenas de vitrias. Podemos citar, por

    exemplo, que, graas a uma srie de

    atuaes junto ao Poder Judicirio, con-

    seguimos reduzir de forma significativa

    a burocracia que emperrava o trabalho

    do advogado. Essas conquistas permi-

    tem que hoje eles possam exercer mais

    livremente e de forma mais gil suas ati-

    vidades e tenham ampliados o respeito

    s suas prerrogativas de exerccio pleno

    da profisso da advocacia asseguradas

    na Constituio Federal. Outra conquis-

    ta beneficiou os advogados e tambm

    toda a sociedade, quando conseguimos

    barrar um aumento de mais de 3.000%

    (trs mil por cento) das taxas judiciais

    em 2008, projeto que o Tribunal de Jus-

    tia havia encaminhado para a Assem-

    blia Legislativa. Graas nossa inter-

    veno a repercusso foi to grande na

    imprensa e a reao indignada da popu-

    lao acabou levando a Casa de Leis a

    rejeitar o tarifao judicirio. Ao fim de

    nosso mandato na OAB, em aprovao

    recorde de 88% constatada por institu-

    to de pesquisa junto aos profissionais.

    Tenho isso como resultado de um incan-

    svel e gratificante trabalho coletivo em

    que, felizmente, conquistamos muitos e

    importantes colaboradores.

    Por que pleitear um cargo pblico

    A projeo de nosso trabalho e mi-

    nha paixo pelas causas coletivas em

    defesa da sociedade levou meu nome

    a ser indicado para disputar uma vaga

    para deputado federal na tentativa de

    renovar os quadros polticos e oxigenar

    o Congresso Nacional com novas idias.

    Em fevereiro comecei a ver um grande

    fluxo de lideranas interessadas em co-

  • 28 Livre JULHO, 2010

    Entrevistanhecer meus projetos e o movimento se

    consolidou me levando a aceitar esse

    novo desafio.

    Um deputado federal tem, basica-

    mente, trs atribuies. A primeira

    independncia para fiscalizar o Poder

    Executivo federal. A segunda a libera-

    o de recursos e, nesse aspecto, vem

    a experincia que meu pai, Nelson Trad,

    que conhece como poucos o Congres-

    so, possui excelente trnsito nos minis-

    trios em Braslia e ser um excelente

    professor para que eu possa percorrer

    os caminhos que viabilizem recursos

    em prol do desenvolvimento de nosso

    estado. E a terceira e fundamental atri-

    buio a de legislar. Vamos propor

    e defender as leis boas que realmente

    melhorem a qualidade de vida de todos

    cidados e nos empenhar com o mesmo

    af no sentido de barrar projetos e re-

    vogar leis que so nocivas sociedade.

    Um projeto de lei que pretendo pro-

    por e aprovar vai garantir a estabilidade

    no emprego para o pai, assim que seja

    constatada a gravidez da sua esposa, se

    ela no tiver direito licena materni-

    dade. Em relao especfica ao nosso

    estado, vou me empenhar para melhorar

    a estrutura do servio de sade pres-

    tado nas cidades do interior. Isso vai

    descongestionar e tambm melhorar o

    atendimento nos hospitais e servios de

    sade da Capital que recebem pacientes

    de todo Estado e at de pases vizinhos

    como a Bolvia e o Paraguai. Precisamos

    melhorar as condies hospitalares no

    interior para que a sociedade seja trata-

    da com dignidade em sua prpria regio.

    Enfim meu nome est sendo coloca-

    do disposio para representar com

    respeito e dignidade o povo sul-mato-

    grossense e lutar para que o desenvol-

    vimento sustentvel e econmico venha

    no apenas a ser tema de discursos ou

    um projeto futuro, mas realidade pre-

    sente em todas as regies de Mato

    Grosso do Sul.

    Fabio com o irmo mais velho Nelson Trad filho, atual prefeito de Campo Grande.

  • 29Livre JULHO, 2010

    PiadasEsse pode dizer que comeu uma sereia Em ano de eleio preste ateno! A lei da oferta e da procura

    A sua sala no mais a mesma Situao constrangedora Ser que esse gordinho vai falar o que sabe?

    Isso sim ser prtico

    E ainda as mulheres sonham em casar...Coma um porquinho saudvel

  • Livre JULHO, 201030

    Entre o Sim e o No

    Esses tambm, muitas vezes, so

    eliminados por nosso Ego eufrico e

    furioso. Mas existe aquele outro que,

    aparentemente, diametralmente

    oposto a mim. o menino/a de rua,

    o andarilho, o bandido, aquele al de

    bon, esse a da esquina, o favelado,

    o mal vestido, o doente terminal, o

    demente metal, o pio, o bia fria,

    o cabeludo, o gay, a sapato, enfim,

    tudo aquilo que jamais eu serei.

    Aparentemente, posso ser feliz

    sem eles/as, no ? Ser? Ser que

    podemos ser plenamente felizes na

    excluso? Ser que podemos saciar

    plenamente nossa fome em um ban-

    quete enquanto sabemos que do lado

    de fora do salo h pessoas morrendo

    de fome?

    Nosso destino, sem dvida, a fe-

    licidade. S que ela no vir atravs

    de qualquer coisa que seja, ela no

    comprvel. A felicidade tem de ser

    construda por ns, tijolo por tijolo,

    dia a dia, a todo momento. Construir

    a felicidade significa, antes de tudo,

    saber se o que me faz feliz, tambm

    pode fazer o outro feliz.

    Rodrigo Cupelli mora em Foz do Igua-

    u e, apesar dos pesares, tenta ser

    feliz.

    Quem aquele al?

    humana, entre as pes-

    soas, sem a qual no

    existiramos. S

    existimos em rela-

    o, j parou para

    pensar nisso? Somos,

    invariavelmente, uma

    espcie social, meio

    pelo qual nos constitu-

    mos em pessoas.

    Sendo assim, no

    posso ser feliz por

    mim mesmo. S

    posso ser feliz atravs

    do outro, ou melhor, dos outros. A

    reside o cerne dessa questo. Acon-

    tece que em nossas sociedades ca-

    pitalistas ocidentalizadas o outro

    essencialmente aquele que temos de

    eliminar de ns mesmos. Nossa fe-

    licidade condicionada no ao ser,

    no s relaes interpessoais que

    nos constituem enquanto pessoas;

    mas, sim, ao ter, satisfao mui-

    to mais material do que espiritual

    (no no sentido religioso, mas de

    existncia).

    O outro se torna invisvel, nos

    desconforta, nos desestabiliza. E

    quando digo o outro, no estou

    apenas me referindo aos nossos ami-

    gos, famlia ou colegas de trabalho.

    No novidade que o ser humano nasce para ser feliz. Esse nosso des-tino e nossa obrigao. Mas, porque

    ser que, muitas vezes, no somos

    felizes? Ou no somos felizes ainda?

    Talvez, no mais ntimo de nosso

    ser, naquele espao que s cada um

    conhece em si mesmo, talvez a resi-

    da a resposta para tal pergunta. Mas,

    quero ariscar alguns palpites.

    No somos ainda plenamente fe-

    lizes porque a felicidade relao.

    Temos que concordar com Vincios,

    impossvel ser feliz sozinho. Mas

    aqui, vamos deixar de lado o amor

    conjugal, pelo menos por agora. A

    relao a que me refiro, a relao

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