Adao Valter Alves de Sousa

of 61/61
Adão Valter Alves de Sousa ELEMENTOS DE DIMENSIONAMENTO DE FILTRO BIOLÓGICO PARA TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO PARA COMUNIDADE DE ATÉ 4.000 HABITANTES Palmas – TO 2009
  • date post

    21-Sep-2015
  • Category

    Documents

  • view

    33
  • download

    0

Embed Size (px)

description

segue

Transcript of Adao Valter Alves de Sousa

  • Ado Valter Alves de Sousa

    ELEMENTOS DE DIMENSIONAMENTO DE FILTRO BIOLGICO PARA TRATAMENTO DE ESGOTO SANITRIO PARA

    COMUNIDADE DE AT 4.000 HABITANTES

    Palmas TO 2009

  • Ado Valter Alves de Sousa

    ELEMENTOS DE DIMENSIONAMENTO DE FILTRO BIOLGICO PARA TRATAMENTO DE ESGOTO SANITRIO PARA

    COMUNIDADE DE AT 4.000 HABITANTES Monografia apresentada como requisito parcial da disciplina de Trabalho de Concluso de Curso II - TCC II do curso de Engenharia Civil, orientado pelo Professor M. Sc. Rogrio Olavo Maron .

    Palmas To 2009

  • ADO VALTER ALVES DE SOUSA

    ELEMENTOS DE DIMENSIONAMENTO DE FILTRO BIOLGICO PARA TRATAMENTO DE ESGOTO SANITRIO PARA COMUNDADE

    DE AT 4.000 HABITANTES Monografia apresentada como requisito parcial da disciplina de Trabalho de Concluso de Curso II - TCC II do curso de Engenharia Civil, orientado pelo Professor M. Sc. Rogrio Olavo Maron.

    Aprovada em 04 de julho de 2009.

    BANCA EXAMINADORA

    ___________________________________________________

    Prof. M.Sc. Rogrio Olavo Maron Centro Universitrio Luterano de Palmas

    ___________________________________________________

    Prof. M.Sc. Carlos Spartacus da Silva Oliveira Centro Universitrio Luterano de Palmas

    ___________________________________________________

    Prof. M.Sc. Silvestre Lopes da Nobrega Centro Universitrio Luterano de Palmas

    Palmas TO 2009

  • 4

    SUMRIO

    RESUMO ................................................................................................................................... 7

    ABSTRACT ............................................................................................................................... 8

    LISTA DE ILUSTRAES ...................................................................................................... 9

    LISTA DE TABELAS ............................................................................................................. 10

    LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SMBOLOS ........................................................ 11

    1. INTRODUO .................................................................................................................... 13

    2. OBJETIVOS ......................................................................................................................... 16

    2.1.Geral ................................................................................................................................ 17

    2.1. Especificos ..................................................................................................................... 17

    3. JUSTIFICATIVAS E IMPORTNCIA DO TRABALHO ................................................. 17

    4. REFERENCIAL TERICO ................................................................................................. 18

    4.1. Legislao Ambiental ..................................................................................................... 20

    4.2. Breve Histria de Tecnologia FBP ................................................................................. 21

    4.3. Princpio de Funcionamento do Filtro Biolgico ........................................................... 23

    4.4. Filtro Biolgico de Baixa Taxa Geral ............................................................................ 26

    4.5. Filtro Biolgico de Taxa Intermediria .......................................................................... 27

    4.6. Filtro Biolgico de Alta Taxa ......................................................................................... 28

    4.7. Modelos Matemticos Aplicados ................................................................................... 29

    4.8. Frmula do NRC - National Pesarch Council ................................................................ 30

    4.9. Estrutura Fsica da Unidade ........................................................................................... 30

    4.9.1. Dispositivo de Distribuio dos Esgotos ................................................................. 31

    4.9.2. Meio Filtrante ou Camada Suporte .......................................................................... 32

    4.9.3. Sistema de Drenagem .............................................................................................. 33

  • 5

    4.10. Caracteristica Gerais do Biofilme ................................................................................ 34

    4.11. Funcionamento ............................................................................................................. 37

    4.12. Classificao e Parametros de Dimensionamento ........................................................ 38

    4.12.1. Carga Aplicada ....................................................................................................... 38

    4.12.2. Carga Hidrulica .................................................................................................... 39

    4.12.3. Carga Orgnica ...................................................................................................... 39

    4.12.4. Classificao em Funo da Carga Aplicada ......................................................... 39

    4.12.5. Tipo de Recirculao ............................................................................................. 40

    4.12.5.1. Sistema de Recirculao do Tipo "Filtro Biolgico" ....................................... 40

    4.12.5.2. Sistema de Recirculao do Tipo "Filtro Accelo" ........................................... 41

    4.12.5.3. Sistema de Recirculao do Tipo "Aerofiltro" ................................................. 41

    4.12.6. Fator que Afeta a Eficincia .................................................................................. 42

    4.12.6.1. Composio dos Esgotos ................................................................................. 42

    4.12.6.2. Variao das Caracteristicas do Afluente ........................................................ 43

    4.12.6.3. Cargas Hidrulicas ........................................................................................... 43

    4.12.6.4. Razo de Recirculao ..................................................................................... 44

    4.12.6.5. Tipo de Sistema de Recirculao ..................................................................... 44

    4.12.6.6. Leito Filtrante ................................................................................................... 45

    4.12.6.7. Ventilao ........................................................................................................ 45

    4.12.6.8. Temperatura ..................................................................................................... 46

    4.12.7. Operao ................................................................................................................ 46

    4.12.8. Controle de Laboratrio ......................................................................................... 49

    4.12.8.1. Slidos Sedimentveis ..................................................................................... 49

    4.12.8.2. Oxignio Dissolvidos ....................................................................................... 49

    4.12.8.3. Grau de Nitrificao ......................................................................................... 50

    5. METODOLOGIA ................................................................................................................. 51

    6. RESULTADOS E DISCUSSES ........................................................................................ 52

    6.1. Parametros de Projetos ................................................................................................... 53

    6.1.1. Consideraes de Projetos ....................................................................................... 53

    6.1.2. Vazes de Projetos ................................................................................................... 53

    6.1.3. Carga Orgnica de Projeto ....................................................................................... 54

    6.1.4. Parametros de Dimensionamento ............................................................................ 54

    6.1.4.1. Filtro Biolgico .................................................................................................. 54

    6.2. Dimensionamento ........................................................................................................... 55

  • 6

    6.2.1. Clculo do Filtro Biolgico ..................................................................................... 55

    6.2.1.1. Taxa de Aplicao de Carga Hidrulica............................................................. 55

    6.2.1.2. Taxa de Aplicao de Carga Orgnica ............................................................... 55

    6.2.1.3. Filtro Adotado .................................................................................................... 55

    7. CONCLUSES E SUGESTES ......................................................................................... 57

    8. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................................. 58

  • 7

    RESUMO

    O referente trabalho descreve o estudo para o dimensionamento e projeto de um filtro

    biolgico ou filtro percolador, como tecnologia de tratamento de esgotos domsticos,

    utilizando materiais naturais, com o uso de pedaos de bambu, e com fundo do filtro bloco

    cermicos, tomar na utilizao de maneira extensiva no tratamento de esgotos. Com a

    introduo de modificaes construtivas para o ps-tratamento efluentes provenientes de

    filtros biolgicos. Segundo trs diferentes tipos de cargas hidrulicas (40m3/m2.d, 65m3/m2.d

    e 80m3/m2.d) e orgnicas (0,9kgDBO/m3.d, 1,5kgDBO/m3.de 2,1kgDBO/m3.d) . A pesquisa

    foi realizada em escala real, para at 4.000 habitantes, com o esgoto gerado na maioria dos

    municpios brasileiro. Os resultados foram analisados em funo dos parmetros DQO, DBO

    e SST, segundo suas concentraes mdias finais e em relao aos padres indicados nas

    legislaes ambientais vigentes.

    Palavras-chave: Dimensionamento de Filtro Biolgico

  • 8

    ABSTRACT

    The paper describes the study relating to the sizing and design of a filter or biological

    filter leachate and technology for the treatment of domestic sewage, using natural materials,

    using pieces of bamboo, and the bottom of the ceramic block filter, consider the use so

    extensively in the treatment of sewage. With the introduction of constructive changes to the

    post-treatment effluents from biological filters. According to three different types of hydraulic

    loads (40m3/m2.d, 65m3/m2.de 80m3/m2.d) and organic (0.9 kgDBO/m3.d, 1.5

    kgDBO/m3.de 2.1 kgDBO/m3.d ). The study was conducted in scale, up to 4,000 inhabitants,

    with the sewage generated in the majority of Brazilian municipalities. The results were

    analyzed according to the parameters COD, BOD and TSS, according to their final average

    concentrations and for standards set in existing environmental laws.

    Key-words: Dimensioning Biological Filter

  • 9

    LISTA DE ILUSTRAES

    Figura 1: Dispositivo de Distribuio dos Esgotos .............................................................. 31

  • 10

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1: DZ-215.R-3 ............................................................................................................... 21

    Tabela 2: Caractersticas tpicas dos diferentes tipos de filtros biolgicos percoladores ........... 26

    Tabela 3: Classificao em Funo da Carga Aplicada ............................................................ 40

    Tabela 4: Quadro do DBO do Efluente Final da ETE .............................................................. 44

  • 11

    LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SMBOLOS

    CONAMA Conselho Nacional de Meio Ambiente

    DBO Demanda Bioqumica de Oxignio (mg/l)

    DQO Demanda Qumica de Oxignio (mg/l)

    ETE Estao de Tratamento de Esgotos

    FBP Filtro Biolgico Percolador

    FBPs Filtros Biolgicos Percoladores

    K Coeficiente de remoo de DBO para o critrio de Eckenfelder

    Mn. Mnimo

    Mx. Mximo

    NRC National Research Council

    OD Oxignio Dissolvido

    pH Potencial Hidrogeninico

    PROSAB Programa de Pesquisa em Saneamento Bsico

    PVC Poli Vinil Clorado

    SISNAMA Sistema Nacional de Meio Ambiente

    SLAP Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras

    SNIS Sistema Nacional de Informaes sobre Saneamento

    SNSA Secretaria Nacional de Saneamento

    SSF Slidos Suspensos Fixos (mg/l)

  • 12

    SST Slidos Suspensos Totais (mg/l)

    SSV Slidos Suspensos Volteis (mg/l)

    TAO Taxa de Aplicao Orgnica (kg DBO/m3.d)

    TAS Taxa de Aplicao Superficial (m3/m2.d)

    UASB Up flow Anaerobic Sludge Blanket

    VFC Vertical Flow Corrugated

    VSC Vertical Semi Corrugated

  • 13

    1. INTRODUO

    Os filtros biolgicos ou filtros percoladores, tambm mais conhecidos como filtros

    biolgicos percoladores, tem sido utilizados por mais de 50 anos. Com a utilizao de pedra,

    coque, ripas de madeiras e material cermico so alguns dos materiais suportes, utilizados no

    passado. Conforme Empresas dos Servios de gua e Esgoto, os filtros biolgicos

    continuaram atraindo o interesse dos pesquisadores. Assim, os filtros biolgicos parecem ser

    uma boa alternativa a outros processos de tratamento.

    Com o crescimento dos microrganismos no meio suporte, eliminando a necessidade da

    recirculao de lodo e os distrbios resultantes bulking do lodo. Nos filtros biolgicos as

    bolhas de ar desgastam o biofilme e previnem a colmatao do meio filtrante. As turbulncias

    tambm asseguram o bom contato entre o substrato e os microorganismos.

    Segundo Diagnstico dos Servios de gua e Esgoto 2002 (SNIS/SNSA, 2002), os

    50,4% dos esgotos gerados no pas so coletados e somente 27,3% de alguma forma so

    tratada. So indicadores que demonstram a clareza da precria situao do pas em relao ao

    saneamento ambiental.

    A utilizao de tecnologia de filtro biolgico para o tratamento de esgotos sanitrios

    vem crescente no Brasil. Levando em conta, que os sistemas usualmente no so capazes de

    produzir efluentes que se amoldam aos padres ambientais de lanamento de efluentes,

  • 14

    tornando importante o desenvolvimento das pesquisas que tratem da questo do tratamento

    biolgico e do ps-tratamento de esgotos sanitrios.

    A empregabilidade dos filtros biolgicos est baseada na simplicidade operacional e

    com baixo custo e nesse sentido interessante que tambm as unidades de ps-tratamento

    apresentem as mesmas caractersticas. O sistema de filtrao biolgica percolador (FBP) em

    algumas vezes vem seguido por reator UASB podendo se tornar uma alternativa muito

    promissora e para o tratamento de esgotos sanitrios no Brasil.

    O filtro biolgico ou filtro percolador tambm uma tecnologia compacta, de fcil

    operao, de baixo consumo de energia e custo operacional. Muitos estudos e pesquisas tm

    sido realizados com o objetivo de contribuir para a avaliao do comportamento de reatores

    seguidos de filtros biolgicos percoladores (FBP) tratando esgotos sanitrios.

    A composio do sistema UASB + FBP dispensa as unidades de adensamento e

    digesto da fase slida do tratamento de esgotos e permite a estabilizao do lodo secundrio

    no prprio reator UASB. E conclui que filtros biolgicos com enchimento de bambu, atuando

    como unidades de ps-tratamento de reatores UASB, que podem ser bem operadas.

    Os filtros biolgicos de alta carga usualmente utilizam meios suportes. A indstria

    nacional atualmente oferece vrios tipos de meios suportes, cada qual com suas respectivas

    caractersticas fsicas. A literatura, no entanto, no define muito claramente as recomendaes

    relativas s taxas hidrulica e orgnica aplicveis, na maioria das vezes apresentando valores

    compreendidos entre limites de grande amplitude.

    O presente projeto de pesquisa tem como principal inteno o dimensionamento de um

    filtro biolgico para implantao em rea com capacidade de tratamento de efluente para

    populao de at 4.000 habitantes com processo de filtrao biolgica utilizando meios

    suportes, com enchimento de pedaos de bambu e com fundo de blocos cermico.

  • 15

    Para devido efeito do presente trabalho as denominaes filtro biolgico, filtro

    biolgico aerbio e filtro biolgico percolador sero utilizadas como sinnimos para

    referncia da tecnologia estudada no dimensionamento do referente projeto. A utilizao da

    ltima denominao vem sendo bastante empregada no pas, em funo de pesquisas

    conduzidas nos ltimos anos, no mbito do Programa de Pesquisa em Saneamento Bsico

    (PROSAB).

  • 16

    2. OBJETIVOS

    2.1. Geral

    Este trabalho tem como objetivo principal apresentar uma alternativa para desenvolver

    e dimensionar um projeto para o desempenho de uma unidade de filtrao biolgica

    percolador.

    2.2 Objetivos Especficos

    Dimensionar um projeto de unidade de filtro biolgico; Avaliar os diversos parmetros para o desempenho da unidade de filtragem

    biolgica;

    Avaliar o desempenho da unidade quando variados os meios suporte natural: pedaos de bambus e bloco cermicos;

    Avaliar o desempenho da unidade quanto ao sistema de drenagem, funcionamento e caractersticas do filtro no meio suporte natural: pedaos de bambus e

    bloco cermicos.

  • 17

    3. JUSTIFICATIVA E IMPORTNCIA DO TRABALHO

    De acordo com estudos, sabiamente conduzidos, surgiram os leitos de contato onde

    aqueles organismos so mantidos em equilbrio biolgico suficiente para transformar as

    substancias no decantveis, coloidais e dissolvidas, em slidos estveis e facilmente

    decantveis, onde inmeras tentativas foram realizadas com a finalidade de relacionar a

    autodepurao de cursos dgua poludos com a presena de organismos produtores de limo.

    Os fenmenos bioqumicos realizados nos Filtros Biolgicos no sofrem redues

    perceptveis no seu rendimento, quando submetidos a variaes bruscas de cargas. No

    entanto, o seu emprego depois da decantao primaria e da remoo de gordura apresenta

    maior rendimento e economicamente aconselhvel. A transformao dos slidos presentes

    nos afluentes aos Filtros Biolgicos em substancias decantveis, requer o emprego de

    decantadores secundrios de modo a remov-los permanentemente. Estes slidos so

    constitudos de microrganismos e matria orgnica relativamente estvel.

  • 18

    4. REFERENCIAL TERICO

    O processo de tratamentos de esgoto sanitrio destaca alguns fatores que influenciam

    na maneira acentuada a concepo de sistemas de tratamento de esgotos. Esses fatores se

    somam muitos outros, que tornam as tomadas de deciso ainda mais complexas.

    Vemos que, ao implantar uma estao de tratamento, esse sistema provocar certo

    impacto ambiental na rea circunvizinha, que pode ser negativo ou quase desprezvel.

    Portanto, alm de pensar na parte puramente tcnica, tambm preciso ponderar os

    aspectos ambientais e estticos (arquitetura, urbanismo e paisagismo), para que essa obra no

    venha a prejudicar os morados (PROSAB).

    Em geral, as estaes de tratamento de esgoto, so constitudas de diversas unidades,

    usualmente na forma de tanques, cada qual desempenhando isoladamente uma ou mais

    funes especficas. Entretanto, cada unidade operada de maneira integrada com as demais,

    formando um sistema de tratamento para atingir o objetivo comum que a remoo de

    determinados constituintes do esgoto, principalmente para o tratamento quanto qualidade da

    gua (FRADE).

    Uma unidade de um sistema de tratamento de esgoto geralmente projetada e

    construda com tanques abertos ou fechados, no interior dos quais ocorrem separaes fsicas,

    reaes qumicas e/ou transformaes biolgicas dos constituintes do esgoto, em grau e

    natureza distinta. medida que o esgoto passa de um tanque para outro, obtm-se a separao

  • 19

    ou converso esperada dos seus constituintes na forma de slidos ou gases existentes nos

    esgotos ou produzidos nas reaes em cada unidade. O efluente final da estao um liquido

    contendo quantidades ou concentraes menores dos constituintes, comparadas com as do

    afluente (JORDO).

    A natureza dos constituintes no esgoto (materiais orgnicos simples ou complexos,

    solveis ou particulados, diludos ou concentrados), bem como o grau de remoo desejada de

    cada um, so elementos bsicos para definir os mtodos de tratamento.

    A combinao do processo de tratamento biolgico de guas residuais e da digesto do

    lodo de descarte de unidades aerbias utilizadas para o ps-tratamento do efluente, como, por

    exemplo, atravs da combinao de filtros biolgicos, conforme maior viabilidade econmica

    ao sistema de tratamento. O uso desse sistema de tratamento tem grandes vantagens

    minimizao da produo de lodo, reduzido apenas filtro biolgico, que passa a operar,

    tambm, como digestor anaerbio do lodo de desgaste do filtro biolgicos, sendo produzido

    um lodo j estabilizado e de elevada concentrao. Segundo pesquisa realizada, as estaes

    compactas possuem baixos custos de implantao, operao e manuteno, no exigindo mo

    de obra qualificada, alm de apresentarem baixo consumo de energia e produo de lodo,

    devendo, portanto, serem consideradas, tambm, para aplicao em Estao de Tratamento de

    Esgoto de maior parte (PROSAB).

    No entanto, sabido que as maiorias dos processos biolgicos utilizados no tratamento

    de esgotos no apresentam uma eficincia de remoo de patgenos que possibilite o

    enquadramento dos corpos receptores, aps qual o recebimento dos esgotos tratados, aos

    padres estabelecidos pela legislao ambiental. Dessa forma, a desinfeco apresenta-se

    como alternativa para o ps-tratamento desses efluentes, podendo alcanar elevadas

    eficincias na inativao de microorganismos patognicos, reduzindo ou at eliminando dano

    sade pblica (BRASIL 2000).

  • 20

    4.1. Legislao Ambiental

    Conforme a Lei Federal n 6.938/81 que dispe sobre a Poltica Nacional do Meio

    Ambiente, os recursos ambientais devem ser usados racionalmente, com vistas preservao

    e melhoria da qualidade ambiental.

    No mbito do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) estabelecido o

    arcabouo institucional e so definidos os instrumentos para o cumprimento dos objetivos da

    Poltica Nacional do Meio Ambiente. Dentre os instrumentos previstos, destacam -se os

    padres de qualidade ambiental, e no caso aplicado s colees de guas, a Resoluo

    CONAMA n 357 (2005), que substitui a CONAMA 20 (1986) estabelece a qualidade

    ambiental desejada em funo dos usos preponderantes exercidos nas bacias hidrogrficas.

    Segundo VON SPERLING (1996), os padres de qualidade dos corpos dgua e os

    padres de lanamento de efluentes se relacionam no sentido de que um efluente, alm de

    satisfazer os padres de lanamento, deve proporcionar condies ao corpo receptor, de forma

    que a qualidade do mesmo se enquadre dentro dos padres que classificam os corpos dgua.

    As exigncias estabelecidas na DZ-215.R-3 so focadas principalmente nos nveis

    mnimos de remoo de carga orgnica considerando as tecnologias de tratamento existentes e

    em uso corrente no pas, independente da capacidade assimilativa dos corpos dgua

    receptores. A diretriz ainda prev a possibilidade de exigncias complementares e adicionais

    sempre que necessria a compatibilizao entre critrios e padres de lanamento de efluentes

    e de qualidade de gua, estabelecidos para o corpo Receptor, segundo seus usos benficos ou

    segundo classes que agrupam determinados usos preponderantes.

    A DZ-215.R-3 estabelece a eficincia mnima de remoo de DBO ou a concentrao

    mxima permitida de DBO e SST para o lanamento de esgotos sanitrios em corpos dgua

    receptores, em funo da carga orgnica bruta gerada, conforme apresentado na Tabela.

  • 21

    Tabela 1: DZ-215.R-3: Diretriz de Controle de Carga Orgnica Biodegradvel em Efluentes Lquidos de Origem No Industrial.

    Carga Orgnica Bruta (C) Kg.DBO/dia

    Eficiencia Minima de Remoo

    (%)

    Concentraes mnimas Permitidas

    (mg/l) DBO SST

    C 5 30 180 180 5 < C 25 60 100 100 25 < C 80 80 60 60

    C > 80 85 40 40

    Neste ltimo caso, define as concentraes mximas efluentes de 60mg/l de DBO e

    SST e de 90mg/l de DQO. Pode o valor mximo permissvel de DBO ser ultrapassado desde

    que se promova, minimamente, a reduo da carga poluidora em 60%. E permitido, para

    lanamento de efluentes em corpos dgua receptores, a concentrao mxima de 60mg/l de

    DBO, podendo ser este valor ultrapassado somente no caso de efluentes de sistemas que

    promovam minimamente a reduo da carga orgnica em 80%.

    Dentre os padres de lanamento, a DZ-215.R-3 aquela mais restritiva ao estabelecer

    a concentrao mxima efluente de 40mg/l de DBO e SST para a carga orgnica bruta

    afluente igual ou superior a 80kgDBO/d. A Deliberao Normativa tambm restritiva no

    sentido de indicar a DQO como mais um parmetro de qualidade de gua a ser atendido.

    4.2. Breve Histrico da Tecnologia de FBP

    Conforme JORDO & PESSOA, os primeiros filtros biolgicos surgiram na

    Inglaterra, no final do sculo XIX. No Brasil, somente em 1910, foi construda a primeira

    estao de tratamento de esgotos utilizando a tecnologia da filtrao biolgica aerbia ETE

    Paquet, no Rio de Janeiro.

    Inicialmente a tecnologia era denominada filtro de contato. Constituam-se em

    tanques de reteno cheios de areia ou pedregulhos, com os quais os esgotos eram mantidos

  • 22

    em contato por perodos de 6 horas. Eram alimentados com esgotos pelo topo, at o completo

    preenchimento do seu volume, iniciando-se assim, o ciclo de operao. Aps, o tanque era

    ento esvaziado, assim permanecendo em repouso, por mais 6 horas, completando um ciclo

    de operao de 12 horas (METCALF & EDDY).

    Segundo JORDO & PESSOA, a capacidade de tratamento dessas unidades era

    limitada devido operao descontnua, rpida colmatao dos espaos vazios e a

    necessidade de ciclos operacionais intermitentes.

    Com isso o sistema evoluiu a partir da verificao de que a aplicao contnua de

    esgotos sobre o meio suporte possibilitava o desenvolvimento de condies favorveis ao

    crescimento de uma fauna e flora mista de microrganismos, capazes de produzir limo,

    mantendo-se um equilbrio biolgico suficiente para decompor a matria orgnica afluente.

    O meio suporte teve, ento, sua granulomtrica aumentada, permitindo tanto a

    percolao do lquido quanto o livre escoamento de ar. A natureza dos materiais utilizados ao

    longo da histria contribuiu para a evoluo da tecnologia, dentre estes: pedra britada, escria

    de alto-forno, e de maneira mais eficiente, materiais sintticos de plstico de diferentes formas

    e tamanhos.

    Nesse sentido, trata-se de um processo de tratamento por oxidao biolgica, no qual

    no ocorre o fenmeno fsico de filtrao ou peneiramento, e, portanto impropriamente

    denominado de filtrao, apesar de assim s-lo usualmente reconhecido.

    Os filtros biolgicos no so muito utilizados quando comparados a outros sistemas de

    tratamento de esgotos, apesar da grande aplicabilidade que apresentam, principalmente devido

    sua simplicidade operacional e baixos custos de operao e instalao.

  • 23

    4.3. Princpio de Funcionamento do Filtro Biolgico

    O sistema se baseia na aplicao contnua e uniforme dos esgotos por meio de

    distribuidores hidrulicos, que percolam pelo meio suporte em direo aos drenos de fundo. O

    filtro biolgico funciona em fluxo contnuo e sem inundao da unidade. So sistemas

    aerbios, permanentemente sujeitos renovao do ar, que naturalmente circula nos espaos

    vazios do meio suporte, disponibilizando oxignio necessrio para a respirao dos

    microrganismos.

    Os filtros biolgicos so sistemas de tratamento de esgotos baseados no princpio da

    oxidao bioqumica aerbia do substrato orgnico presente nos esgotos. Por meio da

    transformao de substncias coloidais e dissolvidas, em slidos estveis, a pelcula que se

    desgarra do meio suporte sedimenta-se facilmente e removida em uma unidade de

    decantao secundria.

    A percolao dos esgotos permite o crescimento bacteriano na superfcie do material

    de enchimento (meio suporte), formando uma pelcula ativa (biofilme), constituda por

    colnias gelatinosas de microrganismos (zooglea) de espessura mxima de 2 a 3 mm

    (METCALF & EDDY).

    Conforme JORDO & PESSOA, a intensa atividade biolgica favorece o

    desenvolvimento de bactrias aerbias, facultativas e anaerbias, predominando as bactrias

    facultativas. Os fungos tambm esto presentes nos biofilmes e competem com as bactrias na

    degradao do substrato orgnico.

    Durante o processo, as placas de biofilme se desprendem do meio suporte devido ao

    grau de estabilizao, tenso de cisalhamento causada pelo gradiente de velocidade de

    escoamento do lquido entre os vazios, e indisponibilidade de oxignio para os

    microrganismos aerbios mais prximos ao meio suporte.

  • 24

    O material desprendido removido em unidade de decantao secundria, obtendo,

    um efluente final clarificado com baixas concentraes de matria orgnico e slido em

    suspenso (VON SPERLING).

    O tratamento de esgotos por filtrao biolgica convencional normalmente requer uma

    unidade de desinfeco para desativao de microrganismos causadores de doenas. O filtro

    biolgico geralmente consegue reduzir a concentrao de coliformes em apenas 1 a 2

    unidades logartmicas, o que no satisfaz as exigncias da legislao ambiental, dependendo

    do grau de diluio no corpo receptor.

    Foram e ainda so realizados estudos, de forma a viabilizar a desinfeco de efluentes

    de filtro biolgico, com unidades de radiao ultravioleta, clorao, lagoas de maturao ou

    ainda ozonizao que consistem na taxa de aplicao superficial hidrulica (TAS), tambm

    conhecida como carga hidrulica, e a taxa de aplicao orgnica volumtrica (TAO), tambm

    conhecida como carga orgnica volumtrica.

    A TAS definida a partir de uma determinada vazo, aplicada na rea da seo

    superficial do filtro, expressa em termos de m3/m2.dia. J a TAO, definida a partir da carga

    orgnica aplicada em todo o volume do meio suporte, sendo expressa em termos de

    kgDBO/m3.dia.

    Os filtros percoladores geralmente so classificados em funo da carga hidrulica e

    da carga orgnica a que so submetidos. Esta classificao era normalmente dividida em 5

    classes principais: baixa taxa, taxa intermediria, alta taxa, taxa super alta e grosseiro

    (METCALF & EDDY).

    Filtros de taxa super alta eram relacionados aos meios suporte plsticos e taxas de

    aplicao hoje em dia consideradas muito elevadas, de at 240 m/m.d (JORDO &

    PESSOA). Filtros grosseiros, nos quais tambm aplicava-se taxas super altas, antecediam o

  • 25

    tratamento secundrio dos esgotos altamente concentrados. Segundo CHERNICHARO, o

    filtro grosseiro perdeu sua aplicao com o desenvolvimento dos reatores UASB.

    A classificao mais moderna e atual apresenta somente 3 classes, denminadas baixa,

    intermediria e alta taxa, sendo a ltima classe ainda dividida em funo dos meios suporte

    utilizados: plstico ou pedra (METCALF & EDDY,). A Tabela 3.4 apresenta um resumo das

    principais caractersticas das 3 classes de filtros biolgicos percoladores.

    Existem duas configuraes de filtros biolgicos percoladores para a nitrificao. A

    configurao segundo um nico estgio - estgio simples, onde a oxidao do carbono e a

    nitrificao acontecem em uma mesma unidade, e a configurao segundo duplo estgio, em

    duas unidades de filtrao biolgica em srie, onde a oxidao de carbono ocorre em um

    primeiro estgio e a nitrificao ocorre somente no estgio seguinte, na 2. unidade de

    filtrao biolgica.

    Nos filtros biolgicos a remoo da DBO ocorre nas camadas superiores do reator

    biolgico, enquanto o processo de nitrificao acontece nas camadas inferiores da unidade.

    Para o caso de nitrificao, o parmetro de dimensionamento da unidade expresso em

    termos da taxa de aplicao de carga orgnica por rea superficial de contato, em kg

    DBO/m2.d, diferentemente do caso da remoo da matria orgnica carboncea. JORDO &

    PESSOA sugerem a indicao da taxa de aplicao de 2,4 gDBO/m2.d para a obteno de

    90% de remoo de NH4-N.

  • 26

    Tabela 2: Caractersticas tpicas dos diferentes tipos de filtros biolgicos percoladores.

    Condies Operacionais

    Baixa Taxa

    Taxa Intermediria

    Alta Taxa

    Meio Suporte Pedra Pedra Pedra Plstico Taxa de

    Aplicao Superficial (m/m.d)

    1,0 a 4,0 4,0 a 10,0 10,0 a 40,0 10,0 a 75,0

    Taxa de Aplicao Orgnica

    (kg.DBO/m.d)

    0,1 a 0,3 0,2 a 0,5 0,4 a 2,5 0,5 a 3,0

    Moscas Muitas Mdio Pouca Pouca Arraste de Biofilme Intermitente Varivel Contnuo Contnuo

    Profundidade (m) 1,5 a 2,5 1,5 a 2,5 1,5 a 2,5 4,0 a 12,0

    Remoo de DBO* (%) 80 a 90 80 a 85 80 a 90 80 a 90

    Nitrificao Intensa Parcial Parcial Limitada

    Segundo METCALF & EDDY, filtros com meio suporte plstico tm 1,8 vezes maior

    superfcie de contato por unidade de volume do que a pedra ou cascalho. Assim, submetidos a

    cargas orgnicas mais elevadas, podem alcanar o mesmo grau de nitrificao. Por exemplo,

    para 75 a 85% de nitrificao, so recomendadas as cargas de 0,09 a 0,16 kgDBO/m3.d e 0,19

    a 0,30 kgDBO/m3.d para, respectivamente, os meios suporte em pedra e em plstico

    (JORDO & PESSOA).

    4.4. Filtro Biolgico de Baixa Taxa

    O filtro biolgico de baixa taxa apresenta eficincia de remoo de carga orgnico

    comparvel eficincia usualmente promovida pelo sistema de lodos ativados convencional.

    Apesar de requerer rea superficial um pouco maior e de apresentar menor capacidade de

    ajuste s variaes do afluente, quando comparadas ambas as tecnologias, o filtro biolgico,

  • 27

    de forma geral, pode ser considerado mais simples, alm de no demandar consumo de

    energia eltrica.

    O filtro de baixa taxa no necessita de recirculao do efluente para diluio de carga

    orgnica, porm esta prtica pode se fazer necessria em algumas horas do dia, quando a

    vazo afluente reduzida, com o objetivo de assegurar o constante umedecimento do

    biofilme.

    Segundo METCALF & EDDY, dentre as modalidades de filtrao biolgica aerbia,

    a que alm de apresentar a melhor eficincia na remoo de DBO, possibilita a nitrificao,

    caso a populao nitrificante seja suficientemente bem estabilizada, e se as condies do

    clima e das caractersticas do afluente forem favorveis.

    Nesta modalidade, a carga orgnica afluente por unidade de volume baixa,

    resultando em menor disponibilidade de substrato, e conseqentemente elevada remoo de

    DBO, nitrificao e parcial estabilizao do lodo.

    A modalidade, quando comparada ao sistema de alta taxa, requer uma maior rea

    superficial, devido aplicao de menor carga hidrulica. A aplicao de baixa carga

    hidrulica permite o largo desenvolvimento e a intensa proliferao de moscas na superfcie

    do meio suporte. Odor tambm pode ocorrer em funo de condies spticas decorrentes da

    elevada permanncia e do no desprendimento do biofilme aderido ao meio suporte

    (CHERNICHARO).

    4.5. Filtro Biolgico de Taxa Intermediria

    Os filtros de taxa intermediria so projetados segundo carga superior aos filtros de

    baixa taxa. Considerando que o aumento da carga orgnica aplicada possa resultar em menor

    eficincia de remoo, recomendada a recirculao do efluente tratado. Isso, para manter

  • 28

    uniforme a vazo afluente, criando novas oportunidades de estabilizao, aumentando o

    tempo de contato e melhorando a eficincia do sistema. O efluente produzido nesta

    modalidade de filtrao biolgica parcialmente nitrificado. Apesar da maior carga hidrulica

    aplicada, pode esta modalidade ainda propiciar o desenvolvimento de moscas (METCALF &

    EDDY).

    4.6. Filtro Biolgico de Alta Taxa

    Nesta modalidade so aplicadas taxas muito superiores, da ordem de at 10 vezes s

    cargas aplicadas nos filtros de baixa taxa, resultando em menor requisito de rea superficial.

    No entanto, obtm-se um efluente tratado de qualidade inferior, assim como no obtm-se

    nitrificao e estabilizao do lodo.

    Nos filtros de alta taxa que so utilizados os meios suporte plsticos, em funo das

    caractersticas fsicas potenciais que o material apresenta em relao aos princpios de

    funcionamento do processo. No obstante, meios em pedra podem tambm ser utilizados,

    porm submetidos a taxas inferiores que aquelas aplicadas nos meios plsticos. Os filtros de

    alta taxa so capazes de suportar a aplicao de elevadas cargas e ainda assim propiciar

    eficincias de remoo similares s dos filtros de baixa taxa ou de taxa intermediria.

    A profundidade das unidades que utilizam meio suporte plstico varia entre 4 e 12m,

    resultando em importante economia de rea superficial ocupada.

    Neste caso, a recirculao em razes elevadas usualmente praticada. Segundo

    METCALF & EDDY, a recirculao do efluente do filtro para o prprio filtro permite

    o retorno de organismos viveis, tendo-se assim observado o aumento da eficincia do

    processo de tratamento.

  • 29

    O efluente produzido nesta modalidade de filtrao biolgica no nitrificado e em

    funo da elevada carga hidrulica, slidos ainda no estabilizados desprendem-se do meio

    suporte. A carga hidrulica elevada tambm responsvel pelo no desenvolvimento de

    moscas METCALF & EDDY.

    O presente projeto de pesquisa desenvolvido no mbito de uma unidade de filtrao

    biolgica de alta taxa, utilizando meios suporte em pedaos de bambus e blocos do tipo

    cermicos.

    4.7. Modelos Matemticos Aplicados

    So vrios os modelos matemticos existentes para o dimensionamento de filtros

    biolgicos percoladores, muitos deles de carter essencialmente emprico. Os mais utilizados

    so a Frmula do NRC (National Research Council) e o critrio de Velz, porm outros

    pesquisadores tm investigado mais profundamente os mecanismos do processo no sentido de

    determinar a interrelao das variveis que afetam o desempenho e as caractersticas do filtro

    biolgico percolador.

    Outras formulaes de dimensionamento baseadas em critrios racionais e no

    empricos tm sido atualmente mais utilizadas, principalmente para os meios plsticos

    sintticos (JORDO E PESSOA)

  • 30

    4.8. Frmula do NRC National Research Council

    Segundo WEF (2000), a frmula do NRC resultante de extensa anlise de registros

    operacionais de 34 estaes de tratamento de esgotos de instalaes militares, que utilizavam

    a tecnologia da filtrao biolgica com meio suporte de pedra.

    A anlise de dados leva concluso de que a interao entre a biomassa e a matria

    orgnica depende das dimenses do filtro e da recirculao do efluente, uma vez que do

    efetivo contato entre as partes, depende a maior eficincia do processo. Conclui tambm que a

    aplicao de maior carga orgnica resulta em menor eficincia, enfatizando como principal

    caracterstica do processo a dependncia do contato efetivo com a carga orgnica aplicada.

    O dimensionamento de um filtro nico, ou o primeiro filtro de um sistema com duplo

    estgio.

    De acordo com o meio suporte utilizado, a constante n varia entre 0,2 e 1,1, sendo o

    valor mdio de 0,5 razoavelmente aceito. J o valor de K, depende do tipo de material suporte

    e da sua superfcie especfica. Pode ser determinado em laboratrio ou em escala piloto; cada

    tipo de meio plstico industrializado apresenta especificamente seus respectivos coeficientes

    de remoo (JORDO & PESSOA).

    4.9. Estrutura Fsica da Unidade

    Os Filtros Biolgicos so unidades de tratamento constitudas de dispositivos a aplicar

    uniformemente os esgotos previamente decantados, em meios de cultura biolgica agregados

    a slidos inertes, com a finalidade de permitir um contato suficiente para dotar seus efluentes

    de caractersticas compatveis s maiores corpos dguas receptores.

  • 31

    Os componentes principais de um filtro biolgico so constitudos em trs partes

    principais: dispositivo de distribuio dos esgotos, meio filtrante ou camada suporte e sistema

    de drenagem.

    Figura 1 Dispositivo de Distribuio dos Esgotos

    4.9.1. Dispositivo de Distribuio dos Esgotos

    O dispositivo de distribuio dos esgotos possibilita na superfcie do meio filtrante e

    realizada por meio de aspersores fixos ou moveis na aplicao uniforme da carga hidrulica

    de esgotos sobre a superfcie do reator biolgico.

    Nos distribuidores fixos os sistemas so constitudos de canalizaes com bocais

    aspersores alimentados intermitentemente por uma cmara de dosagem. Estes dispositivos no

    garantem uma distribuio totalmente uniforme e favorecem a ocorrncia de regies do filtro

    sem alimentao de esgotos.

    J nos distribuidores moveis adota-se um momento de translao ou de rotao. Os

    distribuidores com movimento de translao so com menor eficincia do que os

  • 32

    distribuidores rotativos, estes apresentam caractersticas favorveis distribuio uniforme

    semelhante a uma chuva contnua sobre toda a superfcie do meio filtrante da unidade.

    sabido que da eficincia de molhamento da rea superficial depende a performance

    da unidade; o meio suporte no contnua e uniformemente umedecido no permite um bom

    desempenho da unidade. Segundo WHEATLEY& WILLIAMS a obteno de diferentes

    performances das unidades de filtrao biolgica utilizando meios suportes em plstico, pedra

    e cascalho, deveu-se alm do tipo de meio suporte empregado, s condies de umedecimento

    da unidade.

    Os dispositivos de distribuio mais comumente utilizados so os mveis rotativos

    braos distribuidores rotativos engastados que giram em torno de uma coluna central.

    Constituem-se em condutos forados sujeitos a carga hidrulica piezomtrica;

    descrevem movimentao radial em funo da energia da descarga gerada pelos jatos de

    esgotos que passam pelos orifcios existentes ao longo e lateralmente tubulao.

    4.9.2. Meio Filtrante ou Camada Suporte

    O material para o meio filtrante ou camada suporte, mais conhecida como meios

    suporte so de fundamental importncia para o desempenho do processo de tratamento, e

    depende principalmente da disponibilidade local do material adequado e de seu custo de

    transporte. Existem diversos tipos de materiais que podem ser utilizados, tais como: pedras

    britadas, escrias de alto-forno de fundio, carvo, plstico, madeiras e derivados de maneira

    mais eficiente, como pedaos de bambu, o que ira ser utilizado em nosso projeto por ser de

    baixo custo e com mesmas qualidades encontradas nos outros materiais utilizadas.

  • 33

    O peso especfico do meio suporte refere-se principalmente questo estrutural do

    filtro biolgico. A superfcie especfica do meio suporte est relacionada com a rea de

    contato entre o lquido e o biofilme formado. O ndice de vazios influencia a circulao dos

    esgotos e do ar, por entre a camada suporte, mantendo o ambiente nas condies aerbias

    favorveis ao equilbrio da cultura biolgica.

    Dentre os materiais de meio suporte recomendados, iremos usar como meios suportes,

    pedaos de bambu que gradativamente pode ser empregados pelo baixo custo e pela sua

    facilidade de produo. Atendem s propriedades fsicas requeridas pelo processo e admitem

    com menor rea superficial, a aplicao de cargas orgnicas mais elevadas, onde o material

    secionado racionalmente arrumado nos tanques, de modo a permitir que o esgoto e o ar

    possam circular fluentemente, mantendo o ambiente nas condies aerbias favorveis ao

    equilbrio da cultura biolgica agregada em substancias viscosas e gelatinosas (zooglia),

    espontaneamente desenvolvidas no meio filtrante. J os blocos cermicos so estruturalmente

    encaixados e sobrepostos uns aos outros.

    4.9.3. Sistema de Drenagem

    O sistema de drenagem de um filtro biolgico consiste na maioria de laje perfurada, de

    blocos, de grelhas confeccionadas, de calhas pr-moldadas, de concreto, barro vidrados,

    cimento amianto ou plstico, dispostos em toda a extenso do fundo do filtro, com condies

    de escoamento necessrias para fluir continuamente o esgoto aplicado na unidade e

    conduzindo-o a um canal do efluente. A distribuio uniforme na superfcie e atravs do meio

    filtrante depende, principalmente, de um eficiente sistema de drenagem situado no fundo da

    camada filtrante com a finalidade de conduzir os esgotos para o canal efluente e destes para os

  • 34

    corpos dgua receptores ou para unidades de tratamento subseqente. O sistema possibilita a

    coleta do lquido percolado e dos slidos desprendidos do meio suporte e ainda permite o

    escoamento do ar atmosfrico e a transferncia do oxignio requerido pelo processo aerbio.

    O efluente coletado pelo sistema de drenagem, contendo os slidos desprendidos do

    meio suporte encaminhado para a unidade de decantao secundria, para a clarificao do

    efluente tratado.

    O filtro biolgico operado sob baixa taxa de carregamento orgnico propicia sobre o

    meio suporte o crescimento de um biofilme fino, bastante mineralizado, capaz de produzir um

    efluente com qualidade satisfatria para o descarte direto, sem clarificao. Esta configurao

    contribui para a reduo da rea ocupada pelo sistema e para a minimizao do gerenciamento

    do lodo secundrio.

    Alguns autores classificam os filtros biolgicos como processos facultativos devidos o

    material que constitui o meio filtrante inicialmente envolvido por microrganismos

    estritamente aerbios. No entanto, o crescimento da populao microbiana provoca a

    formao de uma camada anaerbia localizada entre a superfcie dos materiais usados como

    enchimento do filtro e a camada aerbia.

    4.10. Caractersticas Gerais do Biofilme

    Conforme a comunidade biolgica que forma o biofilme constituda

    predominantemente pelas seguintes espcies: Achromobacter, Flavobacterium, Pseudomonas,

    Alcaligenes. Na regio mais interna do filme pode-se encontrar formas filamentosas de

    Sphaerotilus Natans e Beggiotoa. As espcies identificadas de fungos tm sido: Fusazium,

    Mucor, Penicillium, Geotrichum, Sporatichum. J os protozorios predominantes so do

  • 35

    grupo de ciliados, incluindo Vorticella, Opercularia, e Epistylis, que em particular se

    alimentam do prprio filme biolgico, contribuindo assim para a formao de flocos de

    melhor sedimentabilidade e para a obteno de um efluente de melhor qualidade. (JORDO

    & PESSOA)

    O oxignio fator determinante no estabelecimento das camadas de biofilme. A

    sntese de novas clulas promove o aumento da biomassa, prejudicando a passagem de

    oxignio at as camadas internas, junto superfcie do meio suporte, onde o processo de

    oxidao passa ento a realizar-se anaerobiamente.

    Nas camadas mais externas, onde a oxidao aerbia, h gerao de gs carbnico

    (CO2) como sub produto, o qual permanece em soluo, se desprende para a atmosfera, ou

    em condies anxicas, permite a reduo de nitratos.

    J nas camadas anaerbias, tem-se a formao de cidos orgnicos, tais como cido

    ntrico (HNO3) e cido sulfrico (H2SO4). Nelas, ocorre a reduo de sulfatos, nitratos e

    carbonatos, em funo de substncias alcalinas contidas nos esgotos, capazes de neutralizar os

    cidos, transformando-os em sais solveis em gua.

    Ao apresentarmos de forma esquemtica o consumo de substrato e a gerao de

    subprodutos decorrentes das reaes bioqumicas do processo de filtrao biolgica aerbia

    De acordo com GONALVES et al. (2001), o processo metablico de converso sempre

    ocorre no interior do biofilme e o transporte do substrato orgnico se realiza por meio de

    processo de difuso, inicialmente na interface lquido/biofilme e, em seguida, no prprio

    biofilme.

    Os subprodutos provenientes das reaes de oxireduo so transportados no sentido

    inverso, da camada mais interna (anaerbia) para a camada mais externa (aerbia) do

    biofilme. Na Figura 3.5 esto representados os principais mecanismos envolvidos com o

    transporte e a degradao de substratos em biofilme.

  • 36

    Quanto maior e espessura do biofilme, maior a estabilizao da matria orgnica

    antes de alcanar as camadas mais internas. Neste caso, os microrganismos a presentes

    passam a realizar atividade endgena para crescimento e assim perdem a sua capacidade de

    adeso superfcie do meio. Os gases acumulados produzidos na camada anaerbia provocam

    a exploso de toda a massa biolgica agregada ao meio suporte, desprendendo-a e

    facilitando o fluxo de arraste pelos esgotos. (JORDO & PESSOA).

    O fenmeno de desprendimento dos flocos biolgicos funo das cargas hidrulicas

    e orgnicas aplicadas ao filtro. Cargas hidrulicas originam a velocidade de passagem do

    esgoto pelo biofilme e cargas orgnicas so responsveis diretas pela taxa do metabolismo da

    camada biolgica.

    O desprendimento da pelcula o principal fator que influencia a performance de um

    sistema de biofilme e ainda distingue o desprendimento causado por eroso e por

    cisalhamento. De acordo com (CHARACKLIS), a eroso caracterizada pela contnua

    remoo de pequenas partculas do biofilme e da interface biofilme-lquido. A eroso

    predomina quando h baixas concentraes de substrato e escoamento que gere turbulncia.

    O cisalhamento est relacionado a espordicos desprendimentos de maiores

    fragmentos de pelcula, resultante de alteraes dentro do prprio biofilme. O cisalhamento

    normalmente observado quando h grande concentrao de substrato e escoamento no

    turbulento. CHARACKLIS afirmam que o processo de cisalhamento est mais relacionado

    performance dos FBPs do que a eroso, mas ressalta que os fenmenos de eroso e

    cisalhamento no so necessariamente excludentes. Quando o biofilme espesso, as foras de

    eroso certamente atuaro com maior facilidade e o oposto tambm se verificar.

  • 37

    4.11. Funcionamento

    O funcionamento dos Filtros Biolgicos esta condicionado capacidade dos

    microrganismos, retidos no meio Filtrante, de removerem a matria orgnica contida nos

    esgotos lanados nestas unidades.

    A remoo da matria orgnica realizada atravs do fenmeno de adsoro,

    provocada pela pelcula ativa aderente aos bambus utilizado como enchimento.

    O material que constitui o meio filtrante inicialmente envolvido por microrganismos

    estritamente aerbios. No entanto, o crescimento da populao microbiana provoca a

    formao de uma camada anaerbia localizada entre a superfcie dos bambus e a camada

    aerbia.

    A distribuio uniforme de esgoto atravs do meio filtrante forma uma partcula que

    absorve oxignio do ar em circulao no meio filtrante. Esta absoro proporcional ao

    dficit de oxignio da camada aerbia. A matria orgnica metabolizada pelas bactrias,

    cujo produto final arrastado em forma de flocos em suspenso, juntamente com o efluente

    do filtro.

    A substancia gelatinosa povoada por grande nmero de espcies de bactrias,

    fungos, algas, protozorios, vermes e outros organismos em menor quantidade. O processo

    enzimtico decorrente da ao das bactrias o fenmeno de maior importncia no

    mecanismo de depurao por meio de Filtros Biolgicos.

    Em funo de grau de estabilizao e da carga orgnica lanada em uma unidade de

    filtrao biolgica classifica-se este processo em:

    Filtro biolgico de baixa capacidade; Filtro biolgico de alta capacidade.

  • 38

    Os Filtros Biolgicos de baixa capacidade so assim chamados devido aplicao de

    cargas orgnicas menores. Esta unidade produz um lodo em estado de estabilizao bastante

    elevado, cuja caracterstica mais granular do que de flocos. A velocidade de arraste nestas

    unidades muito fraca.

    Os Filtros Biolgicos de alta capacidade tm alta velocidade de arraste, o que provoca

    a transferncia de grande parte da estabilizao da matria orgnica para as unidades

    subseqentes de disposio do lodo, normalmente digestores. Este lodo formado por flocos,

    com elevado teor de gua e se decompe com facilidade.

    4.12. Classificao e Parmetros de Dimensionamento

    Os parmetros para o dimensionamento de uma unidade de filtrao biolgica e

    baseado nas cargas aplicadas aos filtros.

    4.12.1. Carga Aplicada

    A Cargas Aplicadas consiste na disposio de esgotos em um filtro biolgico e a

    capacidade desta unidade de processar a matria orgnica so caracterizadas pela quantidade

    do lquido lanado e pelo teor de slidos orgnicos contidos neste lquido.

    Estes parmetros so a carga hidrulica e a carga orgnica.

  • 39

    4.12.2. Carga Hidrulica

    A Carga Hidrulica a relao entre a vazo total diria do lquido aplicado ao filtro

    biolgico e a rea da superfcie desta unidade. Este parmetro expresso em diversas

    unidades, no entanto, as unidades milhes de gales por acre, por dia (mgad) e metro

    cbico por metro quadrado, por dia (m/m dia) so as mais comumente empregadas.

    4.12.3. Carga Orgnica

    A Carga Orgnica consiste na relao entre o peso de BDO (5 dias, 20C) contendo no

    afluente ao filtro, durante um dia e a unidade de volume do meio filtrante deste dispositivo.

    Nos Estados Unidos as unidades libra por dia por acre-p (pafd) e libra por dia por

    jarda cbica pcyd) so as mais comumente adotadas. No Brasil adota-se quilograma por

    metro cbico por dia (kg/m dia).

    Quando o esgoto recirculado atravs do filtro, clculo da carga orgnica aplicada

    torna-se um pouco complicado. Alguns projetistas preferem omitir est contribuio, outros

    mais criteriosos tm-na includo como carga adicional.

    4.12.4. Classificao em Funo da Carga Aplicada

    As cargas Hidrulicas e Orgnicas aplicadas classificam os filtros da maneira do

    quadro a seguir

  • 40

    Tabela 3 Classificao em Funo da Carga Aplicada

    Carga Aplicada Tipo de Filtro

    Baixa Capacidade Alta Capacidade

    Hidrulica m/m.dia 0,8 at 2,2 > 8,5 at 28

    Organica Kg/m.dia > 0,2 > 0,5 at 1,8

    Quando as cargas aplicadas so superiores s citadas, costuma-se classificar os filtros

    como filtros grosseiros. Estas unidades so usualmente empregadas como unidades

    intermediarias ou como primeiro filtro de um sistema de tratamento biolgico mltiplos

    estgios.

    Em alguns casos, os filtros grosseiros so empregados para amortecer as grandes

    variaes de cargas orgnicas de efluentes sanitrios.

    4.12.5. Tipos de Recirculao

    Consiste em uma instalao de filtro biolgico com emprego de sistema de recirculao

    adota comumente um dos seguintes arranjos:

    4.12.5.1. Sistema de Recirculao do Tipo Filtro Biolgico

    Este sistema de recirculao patenteado nos Estados Unidos pela Dorr-Oliver

    Incorporated e preconiza a recirculao do efluente do filtro biolgico para o efluente ao

    decantador primrio.

  • 41

    4.12.5.2. Sistema de Recirculao do Tipo Filtro Accelo

    Foi patenteado tambm no Estados Unidos e pertence Infilco e adota recircular a

    efluente do filtro biolgico para afluente ao prprio filtro.

    4.12.5.3. Sistema de Recirculao do Tipo Aerofiltro

    Existem inmeros fabricantes nos Estados Unidos possuem variaes deste tipo de

    recirculao (Chain Belt Co., Yomans Brothers, etc.), que retorna o efluente do decantador

    secundrio para o efluente ao filtro biolgico.

    importante observar que a designao Biofiltro, Aerofiltro, ou Filtro Accelo no tem

    relao alguma com as caractersticas das unidades; representam somente o sistema de

    recirculao adotada.

    A razo recirculao expressa pela seguinte relao:

    R=Qr/Q

    Onde:

    r razo de circulao

    Qr vazo do esgoto recirculao

    Q vazo do esgoto afluente (bruto)

    A razo de recirculao varia de 0,5 a 3,0, mas valores at 10 tm sido adotados.

  • 42

    O emprego da recirculao funo de interesse econmico, o qual deve ser

    comparado com o custo inicial e operacional de outros processos de eficincia semelhante. As

    razes que tm justificado a utilizao da recirculao so as seguintes:

    A matria orgnica, recirculada, portadora de material ativo no filtro por mais de uma vez. Isto aumenta o tempo de contato e semeia o filtro completamente, ao longo de

    sua profundidade, com uma variedade de organismos favorveis oxidao biolgica;

    Se a descarga recirculada passa atravs de um decantador, amortecer as variaes de carga aplicada ao filtro.

    A recirculao atravs do decantador primrio tende a tornar o esgoto mais fresco e reduzir a formao de escuma;

    A recirculao melhora a distribuio sobre a superfcie do filtro.

    4.12.6 Fator que Afeta a Eficincia

    Entre os mais importantes fatores que afetam a eficincia das unidades de Filtros

    Biolgicos, convm citar os seguintes;

    4.12.6.1. Composio dos Esgotos

    So as caractersticas dos esgotos afluentes estao de tratamento e conseqentemente

    aos filtros, tm grande importncia com relao eficincia do processo biolgico

    desenvolvido no meio filtrante dos Filtros Biolgicos. O dimensionamento destas unidades

  • 43

    efetuado em funo da carga orgnica aplicada. A prtica tem demonstrado que qualquer

    esgoto susceptvel ao tratamento biolgico aerbio pode ser tratado nos filtros biolgicos.

    4.12.6.2. Variao das Caractersticas do Afluente

    As variaes demasiadas das caractersticas do afluente afetam o bom funcionamento

    das unidades de filtros biolgicos. Estas variaes podero ser evitadas das seguintes

    maneiras:

    a) Arranjo mltiplos de bombas com capacidades racionalmente especificadas de

    modo a acomodar as vazes mnimas, mdias e mximas;

    b) Emprego de bombas de velocidade varivel;

    c) Flexibilidade de recirculao de modo a garantir a aplicao das taxas

    estabelecidas em projetos.

    4.12.6.3. Cargas Hidrulicas

    Alm da importncia devido o dimensionamento das unidades de filtros biolgicos, a

    carga hidrulica tem grande importncia tambm devido a utilizao, na maioria das estaes,

    como impulsora dos distribuidores rotativos. A aplicao de cargas hidrulicas contnuas

    evitar a paralisao do distribuidor e, conseqentemente, haver um crescimento biolgico

    harmonioso.

  • 44

    4.12.6.4. Razo de Recirculao

    Como j visto anteriormente, a razo de recirculao tem influncia nas caractersticas

    do afluente aos filtros biolgicos. Esta influncia estimada nos Estados Unidos de acordo

    com o quadro abaixo:

    Tabela 4 Quadro do DBO do Efluente Final da ETE

    DBO do efluente final da ETE Esgoto Razo de Recirculao

    Bruto MG DBO/l

    Decantador MG DBO/l 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5

    154 100 33 25 - - - - 192 125 41 32 25 - - - 231 150 50 38 30 25 - - 270 175 58 44 35 29 25 - 308 200 67 50 40 33 28 25 346 225 75 57 45 38 32 28 385 250 83 63 50 42 35 31 424 275 - 69 55 46 39 34 462 300 - 75 60 50 43 37

    4.12.6.5. Tipo do Sistema de Recirculao

    Os arranjos de recirculao e os sistema adotado afetam o funcionamento dos filtros

    biolgicos devido principalmente a flexibilidade que pode oferecer ao equilbrio das

    caractersticas do afluente aos filtros. As recirculaes podero ser realizadas das seguintes

    maneiras:

  • 45

    a) Somente durante as vazes baixas adotada quando se deseja manter uma

    vazo mnima necessria ao funcionamento contnuo do distribuidor rotativo. No amortecem

    o peak da carga orgnica.

    b) Vazo de recirculao constante Permite um funcionamento contnuo do

    distribuidor rotativo. Amortecem as variaes bruscas das cargas orgnicas.

    c) Vazo de recirculao proporcional a vazo dos esgotos afluentes estao de

    tratamento Este procedimento permitir as mesmas flexibilidades do arranjo anterior.

    d) Vrias razes de recirculao geralmente so estabelecidas em funo dos

    resultados da eficincia da unidade.

    4.12.6.6. Leito Filtrante

    Consistem nas caractersticas do material adotado e a profundidade do filtro so fatores

    importantssimos na eficincia do tratamento. A profundidade dos filtros biolgicos de alta

    capacidade variam geralmente de 0,90 m at 1,50 m. As profundidades at 2,40 m so

    adotadas nos filtros de baixas capacidade. Na Alemanha adota-se filtros com alturas atingindo

    at 10 m. Em experincias realizadas com filtros de 8 m de altura, com uma carga de 3,5 kg

    DBO/m dia, obteve-se durante 18 meses a reduo de 90%. A altura economicamente

    adotada na Alemanha de 4 m.

    4.12.6.7. Ventilao

    A ventilao importante para manter as condies aerbias necessrias ao processo.

    A ventilao poder ser natural ou artificial. Na maioria dos casos a ventilao natural

  • 46

    suficiente. O ar poder circular para cima ou para baixo, depende da densidade do ar interior.

    No inverno a ventilao se realiza de baixo para cima, e no vero de cima para baixo. A

    temperatura afeta sensivelmente a diferena de densidade do ar interior ao filtro e do ar

    arrastado naturalmente.

    4.12.6.8. Temperatura

    Como todo o processo de tratamento biolgico, os Filtros Biolgicos so afetados pela

    variao da temperatura. Estas variaes afetam principalmente as caractersticas dos esgotos

    afluentes e a velocidade de oxidao biolgica pelas bactrias. Nos pases onde o inverno

    rigoroso, as unidades de filtrao biolgica so normalmente congeladas e postas fora de

    funcionamento.

    4.12.7 Operao

    As unidades de filtrao biolgicas caracterizam-se pela simplicidade de operao. A

    manuteno, relativamente simples, dos parmetros adotados em projetos, garantem uma

    eficincia mdia satisfatria. As variaes bruscas no chegam a afetar por muito tempo o

    funcionamento da unidade, a qual facilmente recuperada.

    Algumas irregularidades podem acontecer durante o funcionamento de uma estao de

    tratamento dotada de filtro biolgico. As mais importantes sero citadas em seguida:

    Sintoma A: Formao de poos na superfcie do Filtro Biologico.

  • 47

    Causas: Isto ocorre quando o volume de vazios entre as pedras so totalmente tomados por crescimento da camada biolgica, cujas causas principais so:

    a) O material selecionado para o meio filtrante de dimenses demasiadamente

    pequenas ou de formas irregulares.

    b) Carga orgnica excessiva em relao carga hidrulica.

    Preveno e recuperao: a) Remover a camada biolgica do meio filtrante na rea afetada.

    b) Aplicar jatos de gua (com alta presso) na regio empoada.

    c) Paralisar o distribuidor rotativo em cima da rea afetada, de modo que a alta

    carga hidrulica aplicada promova a arraste da causa do empoamento.

    d) Clorar o afluente ao filtro biolgico (5 mg/l) durante algumas horas. A fim de

    economizar a qualidade de cloro, usa-se cloro durante os perodos de vazo mnima. O cloro

    eficiente para o controle de fungos (Leptomitas) para as dosagem de 1 mg/l.

    e) Retirar a unidade afetada de operao durante o perodo de 1 dia ou mais,

    suficiente para ressecar a camada biolgica.

    f) Substituir o meio filtrante por outro meio mais adequado. Em alguns casos esta

    soluo economicamente justificvel.

    Sintoma B: Proliferao demasiada de moscas (psychoda alternata). Causa: A presena de mosca est intimamente relacionada com a operao dos

    filtros biolgicos. Estes insetos passam atravs de telas comuns das janelas e atingem os

    olhos, bocas e ouvidos. O raio de ao pelo vo limitado, a presena de moscas distante dos

    filtros so ocasionadas pelos ventos. O ciclo de vida destes insetos varia de 22 dias (a 15C) a

    7 dias (a 29C). As mosscas desenvolvem-se melhor em ambientes alternadamente seco e

    mido.

    Preveno e cura:

  • 48

    a) Aplicao de carga hidrulica continuamente. As cargas intermitentes

    favorecem a proliferao de moscas.

    b) Remover a camada biolgica do meio filtrante.

    c) Inundar o meio filtrante durante, no mnimo, 24 horas. O intervalo entre cada

    inundao estabelecido pelas observaes da proliferao peridica de moscas.

    d) Por meio de jatos de gua lavar rigorosamente as paredes internas do filtro,

    preferidas pelas moscas.

    e) Aplicar cloro no afluente do filtro (0,5 a 1 mg/l) durante algumas horas em

    perodos estabelecidos pelo ciclo de vida das moscas.

    f) Aplicar DDT ou outro inseticida. A dosagem de 5% de DDT em querosene

    aplicada na superfcie do filtro e nas paredes, eliminam as moscas adultas. Se aplicada em

    intervalo de 4 a 6 semanas, poder obter-se um controle eficiente. O DDT no afeta o

    funcionamento do filtro..

    Sintoma C: Odor desagradvel. Causa: Decomposio anaerbia do esgoto, lodo ou da camada biolgica. Preveno e recuperao: a) Manter em condies aerbias todas as unidades da estao, principalmente o

    decantador primrio e o esgoto afluente.

    b) Reduzir a acumulao de lodo e da camada biolgica.

    c) Clorar o afluente ao filtro durante pequenos perodos.

    d) Adotar um dos processos de recirculao citados.

    e) Controlar a admisso de alguns despejos industriais (laticnios, alimentos, etc.),

    os quais promovem a acumulao de slidos no meio filtrante provocando empoamento e,

    conseqentemente, odores desagradveis.

  • 49

    4.12.8 Controle de Laboratrio

    Como os demais processos de tratamento, as unidades de Filtros Biolgicos exigem a

    determinao das principais caractersticas dos esgotos, de modo a se verificar a eficincia do

    processo. Alm das determinaes de rotinas (slidos e DBO) convm citar, separadamente,

    algumas de real importncia para o controle.

    4.12.8.1. Slidos Sedimentveis

    Tem como determinaes dos Slidos Sedimentavam permitir obter-se imediatamente o

    grau de transformao dos slidos dissolvidos contidos no afluente ao filtro em slidos

    sedimentveis, aps filtrao biolgica. Este controle, devido sua simplicidade e

    importncia poder ser realizado mais de uma vez por dia.

    4.12.8.2. Oxignio Dissolvido

    A determinao de Oxignio Dissolvido poder ser realizada periodicamente nas coletas

    realizadas aps os vertedores dos decantadores finais.

  • 50

    4.12.8.3. Grau de Nitrificao

    Para a determinao do Grau de Nitrificao necessrio determinar a quantidade de

    amnia, nitrato, nitrito e nitrognio orgnicos total no afluente e efluente do filtro e no

    efluente final da estao. Em uma instalao bem operada haver reduo de amnia e

    nitrognio orgnico total e um acrscimo de nitritos e nitratos, aps o filtro.

  • 51

    5. METODOLOGIA

    Apresentar os dimensionamentos de um filtro biolgico para atendimento a uma

    populao de at 4.000 habitantes, usando como material de enchimento tubos de bambu

    tratado e fundo do filtro biolgico com material cermico do tipo tijolo de 6 furos e sua

    comparao com custo com outros materiais convencionais.

  • 52

    6. RESULTADOS E DISCUSSES

    Segundo os parmetros apresentado na metodologia, a escolha do sistema de

    tratamento de efluentes com o processo por Filtros Biolgicos com o uso com meio filtrante,

    pedaos de bambus, e com fundo do filtro blocos cermico, para o atendimento a populao

    de at 4.000 habitantes e de acordo com a equao desenvolvida em projetos.

    muito arriscado dimensionar os filtros com base em valores mximos de taxa de

    carregamento orgnico volumtrica obtidos de Filtro Biolgicos que se encontram em

    operao tratando despejos similares, j que tais valores podem ser muito especficos para a

    configurao em questo, tipo e altura do meio suporte, por exemplo, e para as condies

    operacionais (temperatura). O dimensionamento atravs de modelos cinticos ainda

    limitado, pois, para simplificao da soluo dos modelos, alguns aspectos importantes no

    so considerados (presena de microrganismos no meio lquido,). Desta forma, embora resulte

    em tempo e custo adicional, o dimensionamento dos filtros deve ser feito a partir dos

    resultados obtidos de estudos em escala piloto. Por outro lado, os modelos cinticos podem

    ser utilizados para otimizao desses reatores.

    Os filtros devem dispor de fundo falso, pois poder promover o desenvolvimento de

    maior quantidade de grnulos, minimizar os riscos de entupimento e facilitar a drenagem de

    slidos durante a limpeza do meio suporte. A tubulao de descarte de lodo deve apresentar

    dimetro superior a 5 cm e a inclinao do fundo falso deve ser maior que 1 %.

  • 53

    As unidades de Filtros Biolgicos, devidos aos conceitos relativos, deveram serem

    construdas de acordos com especificaes em projetos e estudos.

    O dimensionamentos a definir todos os parmetros apresentados, segue-se ao clculos

    pela quantidade de habitantes a serem atendidas pelo sistema de tratamento, atravs da

    expresso sugerida.

    6.1. PARMETROS DE PROJETOS

    6.1.1. Consideraes de Projetos:

    - Nmero de habitantes: 4.000 Hab

    - Contribuio per capita de esgoto: 50 l/(hab.dia)

    - Concentrao de carga orgnica por litro: 250 mg/l

    - Coeficiente p/ dia de maior consumo: 1,2

    - Coeficiente p/ hora de maior consumo: 1,5

    6.1.2. Vazes de Projetos:

    Qmd = (4.000 x 0,05)

    Qmd = 200 m3/dia

    Qmx = 200 x 1,2 x 1,5 = 360 m3/dia

    OBS: Para o processo biolgico usaremos a vazo mdia.

  • 54

    6.1.3. Carga Orgnica de Projeto:

    C.O. = (200 x 0,25)

    C.O. = 50 Kg DBO/dia

    6.1.4. Parmetros de Dimensionamento:

    - DBO afluente mdia: So = 250,0 mg/l

    6.1.4.1. Filtro Biolgico:

    Onde:

    r razo de circulao;

    Qr vazo do esgoto recirculado;

    Q - vazo do esgoto afluente (bruto)

    - Razo de recirculao: r = 170 %

    - Taxa de aplicao hidrulica: Thi = 2,7 m3/(m2.hora)

    - Taxa de aplicao de carga orgnica mxima: Tco = 3,0 Kg/(m3.dia)

  • 55

    6.2. DIMENSIONAMENTO

    6.2.1. Clculo do Filtro Biolgico

    6.2.1.1. Taxa de Aplicao Carga Hidrulica:

    Qrec = 1,7 x Qmd = 1,7 x 200 = 340,0 m3/dia

    Qtot = Qmd + Qrec = 200 + 340 = 540,0 m3/dia

    Qtot = 540,0 m3/dia = 22,5 m3/hora

    rea necessria:

    Af = Qtot / Thi

    Af = 22,5 / 2,7 = 8,33 m2

    6.2.1.2. Taxa de Aplicao de Carga Orgnica:

    Admitindo a altura til (hu) de 3,00 metros, temos:

    Vf = DBO / Tco

    Vf = 3,75 / 3,00 = 1,3 m

    6.2.1.3. Filtro Adotado:

    Adotado um filtro biolgico com as seguintes dimenses:

    Modelo: 10,0 m

  • 56

    rea da base: 33,32 m

    Altura til: 3,00 m

    Altura total: 3,40 m

    Volume til: 99,95 m3

    Deste modo as taxas de aplicao hidrulica e de carga orgnica so:

    Thi = 1,7 x 2,5 = 0,7 m3/(m2.hora)

    Tco = 3,8 x 99,95 = 379,8 Kg/(m3.dia)

  • 57

    7. CONCLUSES E SUGESTES

    Foi concludo que conforme os estudos e pesquisas realizadas, que o uso de matrias

    naturais, com a aqui utilizada permitira realizar o dimensionamento de unidade de filtro

    biolgico para as condies e hipteses definidas neste trabalho.

    Constatou-se que as unidades de Filtros Biolgicos se destacam pelos baixos custos de

    implantaes e operaes. O mesmo acontece com os Filtros Biolgicos para as altas

    capacidades. Desta maneira, o intuito maior desse estudo constituir-se instrumento de

    argumentao para o sistema ideal para o ps-tratamento esgoto.

    Em virtude dos pequenos recursos adquiridos por diversos municpios brasileiros, o

    uso de unidade de Filtros Biolgicos, melhor sistema e com baixos custos para estes

    municpios, as quais tendem a se tornar mais atraentes, tanto economicamente quanto

    tecnicamente de maneira cada vez mais competitiva.

    Desta forma, conclui-se que com a variedade de meios suportes existentes no mercado,

    recomenda-se a continuao da pesquisa, com outros meios suportes, com diferentes

    caractersticas fsicas, tais como superfcie especfica, peso especfico e ndice de vazios.

    Conforme a legislao ambiental recomenda-se a investigao da qualidade do

    efluente da unidade de filtrao biolgica, especificamente, desconsiderando a unidade de

    decantao secundria, de maneira similar outras pesquisas realizadas com filtros biolgicos

    com meio suporte em diversos materiais utilizados.

  • 58

    8. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    BRASIL (2005). Resoluo CONAMA n 357, 17 de maro de 2005. Estabelece a

    Classificao das guas Doces, Salobras, e Salinas. Ministrio do Desenvolvimento

    Urbano e Meio Ambiente. Braslia/DF.

    BRASIL (2000). Resoluo CONAMA n 274, 29 de novembro de 2000.

    Estabelece parmetros para balneabilidade de corpos hdricos. Ministrio do

    Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Braslia/DF.

    CHARACKLIS, W.G. et al (1991). Physiological Ecology in Biofilm Systems. In.:

    Biofilms.

    DIRETRIZ N 215.R-3 (2002). Diretriz de Controle de Carga Orgnica

    Biodegradvel em Efluentes Lquidos de Origem No Industrial. Rio de Janeiro

    FEEMA.

    DECRETO 8.468 (1976) Decreto de Preveno e Controle da Poluio do Meio

    Ambiente. So Paulo.

  • 59

    DURY,D.D.; CARMONA, J.; DELGADILLO, A. (1986). Evaluation of High Density

    Cross Flow Media for Rehabilitating an Existing Trickling Filter. Journal WPCF.

    GONALVES, R.F. et al. (2001). In: CHERNICHARO (coordenador). Ps

    Tratamento de Efluentes de Reatores Anaerbios. PROSAB 2 Programa de

    Pesquisas emSaneamento Bsico.

    GONALVES, R.F.; PASSAMANI, F.R.F.; SALIM, F.P. et al. (2000). Associao

    de um Reator UASB e Biofiltros Aerados Submersos para o Tratamento de

    Esgoto Sanitrio. In: Ps-Tratamento de Efluentes de Reatores Anaerbios.

    Coletnea de Trabalhos Tcnicos PROSAB.

    GONALVES, R.F. et al. (2003). Influncia da Carga Orgnica na Produo de

    Biomassa em Filtro Biolgicos Percoladores Tratando Efluentes de UASB. In:

    Anais 22 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental. Joinvile-SC:

    ABES, II-324.

    JORDO, E.P & PESSA, C.A. (1995). Tratamento de Esgotos Domsticos. 3

    ed. ABES-RJ.

    JORDO, E.P & PESSA, C.A. (no prelo). Tratamento de Esgotos Domsticos.

    4 ed. ABES-RJ.

    METCALF & EDDY (1991). Wastewater Engineering: Treatment, Disposal and

    Reuse. 1rd ed.

  • 60

    NASCIMENTO, M.C.P. (2001). Filtro Biolgico Percolador de Pequena Altura de

    Meio Suporte Aplicado ao Ps-Tratamento de Efluente de Reator UASB. Tese

    de M.Sc.

    NASCIMENTO, M.C.P.; CHERNICHARO, C.A.L.; MOURA, J.C.R. et al. (2001).

    Comportamento UASB/Filtro Biolgico Aerbio Quando Exposto a Choques

    de Carga Hidrulica. In: XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitria

    e Ambiental. Porto Alegre-RS: AIDIS, I-049.

    NASCIMENTO, M.C.P.; CHERNICHARO, C.A.L.; BEJAR, D.O. (2001). Filtros

    Biolgicos Aplicados ao Ps-Tratamento de Efluentes de Reatores UASB. In:

    21 Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitria e Ambiental. Joo Pessoa-PB:

    ABES, II-194.

    NB-570 (1990). Projeto de Estaes de Tratamento de Esgoto Sanitrio.

    Associao Brasileira de de Normas Tcnicas - ABNT, 1990.

    PORTO, M.T.R.; CHERNICHARO, C.A.L.; PONTES, P.P. et al. (2000). Infuncia

    da Altura do Meio Suporte na Eficincia de um Filtro Biolgico Percolador

    Utilizado para Ps-Tratamento de Efluentes de um Reator UASB. In: Ps-

    Tratamento de Efluentes de Reatores Anaerbios. Coletnea de Trabalhos Tcnicos

    PROSAB.

  • 61

    PARKER, D.; KRUGEL, S.; MC CONNELL, H. (1994). Critical Process Design

    Issues in the Selection of the TF/SC Process for a Large Secondary Treatment

    Plant. Water Science and Technology.

    SNSA (2002). Diagnstico dos Servios de gua e Esgotos 2002/ Sistema

    Nacional de Informaes sobre Saneamento - SNIS. Ministrio das Cidades.

    SILVA, G.M.; FRASSON, R.; GONALVES, R.F. (2003). Influncia da Carga

    Orgnica na Produo de Biomassa em Filtros Biolgicos Percoladores

    Tratando Efluentes de UASB. In: Anais 22 Congresso Brasileiro de Engenharia

    Sanitria e Ambiental. Joinvile-SC: ABES, II-324.

    VANHOOREN, H,; DE PAUW, D.; VANROLLEGHEM, P.A. (2003). Induction of

    Denitrification in a Pilot-Scale Trickling Filter by Adding Nitrate at High Loading

    Rate. Water Science Technology.

    VON SPERLING, M.(1995) Princpio do Tratamento Biolgico de guas

    Residurias Introduo Qualidade das guas e ao Tratamento de Esgotos.

    Vol 1. pp. 240 Departamento de Engenharia Sanitria e Ambiental da UFMG

    Belo Horizonte.

    VON SPERLING, M.(1996) Princpio do Tratamento Biolgico de guas

    Residurias Princpios Bsicos do Tratamento de Esgotos. Departamento de

    Engenharia Sanitria e Ambiental da UFMG Belo Horizonte.