ANTENAS DE LUZ - Eu Entendo - Antenas de Luz (Valentim... · "Como o obreiro preguiçoso, diz: Eu perdi…

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COMO EU ENTENDO

ANTENAS DE LUZ

Valentim Neto - 2015

(Reviso de expresses e apontamentos)

vale.aga@hotmail.com

FRANCISCO CNDIDO XAVIER

ESPRITO PRISCILLA PEREIRA DA SILVA BASILE

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N D I C E

PREFCIO 5 01 - COMEAR PELO PERDO 6 02 - AO SEU CORAO DE ESTRELA 8 03 - A ESPERANA 9 04 - VOC FALOU E DISSE 11 05 - SEMPRE AS MES 13 06 - A DOENA A DOENA, MAS JESUS JESUS 16 07 - RESGATES E LIES 17 08 - REGRESSO DA PRINCESINHA 18 09 VIRTUDES 19 10 - ME SINNIMO DE SACRIFCIO 20 11 - E A VIDA CONTINUA 21 12 - NO QUARTO ANO DE SAUDADES 23 13 - A VOCS, FILHOS... 24 14 - AMOR FILIAL 26 15 BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPRITO 27 16 - ANIVERSRIO FELIZ 28 17 - A ME NA FAMLIA 29 18 - UM BEIJO NO DIA DAS MES 30 19 - A AJUDA SEMPRE 31 20 - AGORA DEVO TRABALHAR EM ANTENAS ESPIRITUAIS 33 21 - AL LAURINHO, E AGORA? 35 22 - O CAMINHO PARA CRISTO 36 23 - DETALHES CURIOSOS 38 24 - QUEM SE ATRASOU ANTEONTEM, QUE DURMA DEPOIS DE A-MANH 39 25 RECADO 40 PRECE DE ACEITAO 42 IDENTIFICAES 43

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"Vigiar no desconfiar. acender a prpria luz,

ajudando os que se encontram nas sombras".

ANDR LUIZ

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PREFCIO

BEZERRA DE MENEZES Uberaba, 8 de abril de 1983.

Amigo Leitor:

O ttulo deste livro fala por si da nobre funo que lhe cabe.

"Antenas de Luz", o livro edificante que lhe ofertamos, se constitui de pginas impregnadas

de amor e paz, alegria e esperana que o nosso devotado amigo Laurinho estruturou, atravs da

irm Priscilla, que o acalentou, na Terra, nos braos maternais e que, presentemente, no apenas

continua em sua elevada misso de Me e sim, igualmente, se lhe faz a abnegada locutora de su-

as lembranas e ensinamentos no mundo.

Com essas abenoadas "Antenas de Luz" em mos, saibamos ouvir as mensagens que nos comu-

nicam e que Jesus nos abenoe.

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CAPTULO 1

COMEAR PELO PERDO

"Quando Jesus disse: Ide vos reconciliar com vosso irmo antes de apresentar vossa ofe-renda ao altar, ele ensina que o sacrifcio mais agradvel ao Senhor o do prprio ressen-timento; que antes de se apresentar a ele para ser perdoado, O preciso ter perdoado...".

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Edio IDE, cap. X, item 8).

A princpio, com o golpe inesperado, chegamos ao pranto da revolta, com tudo e com todos, esquecendo que passamos o que merecemos e pagamos dbitos de um passado que nem ao

menos nos lembramos. Onde fica o perdo que o Senhor nos solicita? E falamos em perdo, porque, na verdade, a revolta nada mais do que a nossa intransigncia em no aceitar os

desgnios do Alto. Mas, para que o humano entenda essas verdades, preciso que ele se conscientize de que a

vida eterna e que a morte nada mais do que uma porta para a verdadeira vida. Afirmamos, com provas, que a morte o renascer num mundo que desconhecemos, e temos

fartas notcias e advertncias para o conquistarmos da melhor maneira. Quando Scrates nos diz que "a vida nasce da morte e a morte nasce da vida, maravi-

lhoso parar e meditar sobre o que nos aguarda. A maioria dos seres humanos passou pelo pranto da revolta, pois precisou disso para se a-

proximar de Deus, pela Dor, e todos aqui estamos, nesta escola educativa, cumprindo nosso dbito de vidas anteriores, onde toda oportunidade de melhora nos dada. Mas, ser que

sempre entendemos esses chamamentos? Uma boa maioria, sim. Outra est enraizada ma-terialmente, tentando acumular bens, usufruir prazeres e viver o dia-a-dia da violncia, es-

quecidos de que o amanh lhes pedir conta de seus atos. Procuremos nossa evoluo espiritual e veremos que vale a pena viver, mesmo com os per-

calos do caminho. Tudo se modifica e se transforma, medida que formos compreendendo os "porqus" que envolvem nossa vida na Terra. E, nessa passagem, vemos as lgrimas, a revolta e os gritos lancinantes. E onde estaria Deus? Deus est presente em toda a nossa vida e se algo nos a-

contece por nossa prpria culpa, presente ou pretrita, pois que o Pai infinitamente bom, a inteligncia suprema e a causa primria de todas as coisas.

E Jesus nos concede, sempre, renovaes de tempo e multiplicaes de bnos para a con-tinuidade de nossas tarefas. A sabedoria das Leis Divinas providencial e se revela no s

nas grandes como tambm nas pequenas coisas, o que no nos deixa dvidas de sua bonda-de e justia. Mas s chegaremos a compreender a grandeza de Deus, medida que formos

nos elevando sobre a matria. Qual a criatura humana que poderia criar o que a Natureza produz? Nenhuma. O que nos prova a existncia de uma inteligncia superior Humanidade. Ento, quem somos ns pa-ra contestar, com desespero, lgrimas de revolta, vingana, aquilo tudo que ns mesmos es-

colhemos quando tivemos o privilgio desta volta para diminuirmos nossos dbitos? Quando nosso Esprito tiver a felicidade de no se encontrar mais obscurecido e fanatizado pela prpria matria e, quanto mais atingir o grau de perfeio, mais nos aproximaremos

dos mistrios da Divindade, e compreenderemos. Por ora, o que nos resta? Temos que tentar melhorar-nos, aceitando tudo com o corao

saudoso e com a razo, sabedores que somos de que a bno da dor a nossa chance m-xima de burilamento.

Em nossa Doutrina Esprita, est bem claro que o humano deve ter o mrito de suas aes e, acima de tudo, extrema responsabilidade perante o que Deus lhe proporciona.

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Faamos do amor e da dor o motivo para amar, cada vez mais, o nosso prximo, pois que ele precisa de ns e ns precisamos, mais ainda, dele.

Vamos procurar aprender, corretamente, o sentido verdadeiro da palavra "AMOR". A Doutrina Esprita nos fornece alimento puro no conhecimento das verdades exemplifica-das no mundo, por nosso irmo maior, Jesus. Nos d foras para vencer as vicissitudes da existncia; luz para devassar os horizontes da espiritualidade e capacidade de encontrar-

mos os caminhos da regenerao, do perdo e da aceitao, iluminando-nos os passos para o trabalho honesto. Com tudo isso, ns, pobres peregrinos do orbe terrestre, abriremos os

olhos e entenderemos quo importante o aperfeioamento de nosso Esprito. E esse o amor que Deus nos legou, cuja semente se desenvolve e cresce medida que ns a cultivamos, fazendo com que se desencadeie o aperfeioamento da raa humana. Portanto,

estejamos sempre firmes no propsito: "No faamos a outrem o que no queremos que nos faam".

Amar para ser amado a mxima que o mundo tanto necessita, onde "amar", no sentido exato da palavra, ter conscincia para agir em relao ao nosso prximo e ser leal para

conosco mesmo. Jesus, em sua jornada, colocou o amor acima de todos os sentimentos, mostrando que, des-

se mesmo amor resulta a elevao dos instintos. S o amor poder eliminar as misrias da sociedade e feliz daquele que ama, porque est

sabendo purificar-se, livrando-se das angstias e compreendendo o sofrimento alheio. Deixo gravadas, neste volume, cartas de Laurinho, querendo, novamente, dar provas aos

que sofrem, ensinando e mostrando de dentro de meu corao, a maneira suave de nos me-lhorar, - ao mesmo tempo em que aliviamos nossa tributao pela dor. E isto s acontecer quando todos se conscientizarem de que a verdade sobre a dor, sobre a suposta morte, so-bre a dita desgraa, est contida nos ensinamentos de Allan Kardec, o qual nos traz a res-

posta para tudo. Nesta missiva de aniversrio, de to profundo contedo, temos nosso querido Laurinho

grafando sempre a lio d amor ao prximo. Sinto que, ao se referir s "atividades do Bem", ele grifa, claramente, o pequenino trabalho que vimos tentando, desde a sua "viagem" o de fazer pulsar, com alegria e esperana, co-raes desesperados, desiludidos por descrentes de Deus e da Existncia da vida no alm-

tmulo. E isso ns conseguimos atravs do uso da razo e com f raciocinada, apegando-nos, cada vez mais, aos ensinamentos que Kardec nos deixou e tentando executar os exemplos mara-vilhosos da Doutrina contida nos mais tocantes e sublimes volumes psicografados por Chi-

co Xavier. Perdoem, queridos leitores amigos, se insisto em ressaltar a continuidade da vida; que so muitas as provas que nos chegam do Alm, mais particularmente, na correspondncia afe-tiva que mantenho com meu filho Laurinho e j divulgada em nossos volumes anteriores: "Presena de Laurinho" e "Gaveta de Esperana", ambos editados pelo Instituto de Difu-

so Esprita - Araras - SP. verdade que falo com o corao de me, mas as palavras de Laurinho, conquanto jovem, devem ser analisadas e pesadas na balana da razo para que possam se converter em ori-

entaes para ns, os caminheiros do Plano Fsico.

(Anotaes: A irm Priscilla, no presente livro, nos d o lindo exemplo do ser humano transformado pela aceitao da Lei de Deus. A dor pungente, a revolta ntima, pela perda de um ser amado vai, aos poucos, levando o humano procura de explicaes para esta e outras situaes que os informes humanos, normalmente, no conseguem equalizar, pois as comunidades religiosas, a maioria, esto profundamente ligadas ao mundo e coisas fsicas, materiais. Este trabalho demonstra que, quando entendida e aceita, a Doutrina dos Espritos uma luz de entendimento, paz e direcionamento para a caminhada humana dentro dos ensinos do mestre Jesus, o Cristo.)

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CAPTULO 2

AO SEU CORAO DE ESTRELA Laurinho

Mezinha, Deus nos proteja e nos inspire sempre. Filho cumprimentando o anjo materno de seus dias, sou eu agora quem rabisco este

bilhete - carto de parabns. Felicito-a por suas primaveras renovadas ao lado do nosso querido Pescador e de to-

dos os coraes de nossa escola de bnos. (1) Estou feliz ao v-la caminhando radiante de alegria e trabalhando para o dia de ama-

nh. Que o seu belo dia alvorea pleno de felicidade no servio do lar e nas atividades do

bem. s irms distantes, pelo clima espacial, peo abra-las por mim.

E, quando votos iluminados de carinho e flores de afeio estiverem chegando ao seu corao de estrela, recorde que ao seu lado permanece, desejando a sua sade e a sua ale-gria em preces a Deus, o corao saltitante de jbilo, por v-la reconfortada e satisfeita, de

seu filho companheiro de cada lio e de cada bno, de cada luta e de cada vitria. Grupo Esprita da Prece, 23 de fevereiro de 1980. Uberaba, MG

(1) A identificao das pessoas mencionadas nas mensagens poder ser encontrada no final do livro, no capitulo Identificaes, pela ordem de aparecimento no texto.

(Anotaes: A partir desta comunicao, inclusive, somente farei anotaes aps a ltima.)

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CAPTULO 3

A ESPERANA

"Como o obreiro preguioso, diz: Eu perdi minha jornada, ele tambm se diz: Eu perdi minha vida; mas da mesma forma que para o obreiro o sol se ergue no dia seguinte, e uma nova jornada comea, permitindo-lhe reparar o tempo perdido, para ele tambm, depois

da noite do tmulo, brilhar o sol de uma nova vida, na qual poder aproveitar a experin-cia do passado e suas boas resolues para o futuro".

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Edio IDE, Cap. V, item 5).

Com tudo isso, vamos entendendo, melhor, a existncia da Vida Futura. Com o clarear de nossas ideias, com o estudo da Doutrina Esprita e o aumento de

nossa f raciocinada, mudamos o nosso ponto de vista sobre as leis que regem a existncia humana.

Entendemos que esta vida no a nica passagem no Planeta Terra e deduzimos, lo-gicamente, a existncia da imensido e nobreza da Vida Espiritual.

E, por isso, no podemos perder a esperana de que algo, mais promissor, nos aguar-da em uma outra existncia. E por essa confiana, essa esperana na Outra Vida, que

procuramos melhorar-nos, comeando pela nossa prpria reforma interior, tendo certeza de que permanecemos aqui por um espao de tempo limitado, onde almejamos para l vol-tar num estado evolutivo melhor do que aquele em que estvamos quando para aqui vie-mos. E, j sabemos que somente nos ser possvel chegar a esse estado atravs dos bons a-tos, e, com a conscincia tranquila de termos trabalhado em prol de nossos semelhantes.

No vamos viver de uma Esperana vazia, mas sim, de certeza da existncia da verdadeira vida, cuja veracidade vem sendo provada, cada vez mais, pela cincia, pela filosofia e pela religio. Elevemos, ento, nosso pensamento acima dos horizontes da vida, onde, pairando

por alguns segundos de reflexo, entreveremos os infinitos mistrios da Divindade. As cartas de nosso amado Laurinho, nos incentivam para o trabalho e nesse trabalho eu

encontro o meu equilbrio. Tenhamos f no Criador e usemos a nossa razo no estudo das vidas sucessivas, para po-dermos entender os fatos da nossa existncia, donde tiraremos o real proveito de um dos

maiores recursos que Deus nos dotou: a Esperana. Infelizmente, existem seres humanos que se esquecem de tudo o que aprenderam em sua

caminhada, quando deveriam, diante de toda a grandeza do Criador, agradecer: obriga-do, meu Deus, porque existo!.

Quem somos? De onde viemos? Para onde iremos? Essas so as indagaes que devemos fazer, a ns mesmos, com os ps no cho e a cabea no lugar.

Mesmo com o amor cego matria, ainda agora nos tempos atuais, nos surge ntida e clara, a todo instante, a ideia do Alm. Meditando nisso, podemos afirmar que s a Doutrina das Reencarnaes nos fornece explicaes suficientes e lgicas para o equilbrio moral e fsico,

entrelaando-os numa unidade perfeita. Em todas as suas cartas, Laurinho grifa, especialmente, a esperana, que nos traz pro-fundos ensinamentos relacionados com o trabalho, o amor e a caridade. E, por to bela a-

firmativa, solicito, a todos os coraes partidos, que notem estas palavras: retirou a Espe-rana da Gaveta de nossas necessidades e ei-las convertidas em pginas de f.

Comeando pela esperana, chegaremos f que nos ilumina os passos, nos leva bem para perto de Cristo, e que nos indispensvel nas ocasies mais desesperadoras. Feliz daquele

que cr, procura, enxerga e caminha seguro com sua f inabalvel e profunda, estando sempre pronto a superar os maiores obstculos, no conhecimento de que a f remove mon-tanhas. O humano que possui a esperana baseada na f, impassvel diante das provaes

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e perigos do dia-a-dia. Eu mesma confesso que, aps ter adquirido os conhecimentos, a esperana e a f, atravs de tudo que a Doutrina Esprita me concedeu em ensinamentos, respostas e provas, sinto-me tranquila, equilibrada e forte diante dos imensos problemas e novas provas que vo

surgindo em minha vida. A minha maneira de encarar a realidade to diferente e to cla-ra, que ao ver-me rodeada de tantos cegos no conhecimento da Verdade, sinto uma von-tade voraz de gritar a todos, onde encontrar a paz, o amor, a compreenso e a felicidade

que existe dentro de ns mesmos. E, aquele que quiser revestir-se da verdadeira f, facilmente conseguir encontr-la no es-tudo da Doutrina Esprita, qu...