Apostila ICP - Série Apologética Volume 1

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SÉRIE APOLOGÉTICA SÉRIE APOLOGÉTICA VOLUME 1 COMO IDENTIFICAR UMA SEITA CATOLICISMO IGREJA LOCAL LEGIÃO DA BOA VONTADE TABERNÁCULO DA FÉ

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SRIE APOLOGTICA

VOLUME 1

COMO IDENTIFICAR UMA SEITA CATOLICISMO IGREJA LOCAL LEGIO DA BOA VONTADE TABERNCULO DA F

ICP Editora

Copyright 2001 by ICP - Instituto Cristo de Pesquisa Diretor executivo Antnio Fonseca Jamierson Oliveira Coordenadores Teolgicos Alberto Alves da Fonseca Natanael Rinaldi Preparao e reviso de textos Joo Guimares Edna Guimares Diagramao e fotolitos Spress Capa Valdir Guerra [2001] Todos os direitos reservados em lngua portuguesa por ICP editora Av. Ipiranga, 877 7o andar Sala 75 Centro SP Telefax (0xx11) 3337-2055 www.icp.com.br / [email protected] Proibida a reproduo por quaisquer meios, salvo em breves citaes, com indicao da fonte. Digitalizado por SusanaCap Revisado por Paulo Andr

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SEMEADORES

DA

PALAVRA e-books evanglicos

SUMRIOComo identificar uma seita.....................................................................................5 I - Introduo.........................................................................................................5 II - Pluralidade Religiosa.......................................................................................6 III - Por Que Estudar as Falsas Doutrinas.............................................................7 IV - Definio dos Termos....................................................................................8 V - A Caracterizao das Seitas...........................................................................10 VI - Outras Caractersticas...................................................................................17 VII - Como Abordar os Adeptos das Seitas.........................................................19 Catolicismo.............................................................................................................22 I - Introduo.......................................................................................................22 II - Consideraes Gerais.....................................................................................23 III - Os Livros Apcrifos.....................................................................................26 IV - O Papado......................................................................................................29 V - O Mariocentrismo Catlico Romano (Mariolatria).......................................34 VI - Os Pecados da Santa S................................................................................47 VII - Os Sacramentos...........................................................................................48 VIII - A Missa......................................................................................................54 IX - Os Santos......................................................................................................56 X- Idolatria...........................................................................................................57 XI- Indulgncias..................................................................................................66 XII- Purgatrio.....................................................................................................68 XIII - Consideraes Finais.................................................................................69 Igreja Local de Witness Lee..................................................................................71 I - Introduo.......................................................................................................71 II - Restaurao da Igreja.....................................................................................72 III - Exclusivismo Religioso................................................................................73 IV - Histria.........................................................................................................74 V - Localismo......................................................................................................76 VI - No Aceitam Crticas...................................................................................77 VII - Conceito Sobre as Denominaes...............................................................78 VIII - Proselitismo Entre as Denominaes........................................................79 IX - Ensinos, Doutrinas e Prticas Religiosas.....................................................79 X - Cntico Mntrico?.........................................................................................82 XI - O Valor das Doutrinas..................................................................................83 XII - Batismo Regeneracional.............................................................................84 XIII -Tipologia do Bode Emissrio.....................................................................85 XIV-A Trindade...................................................................................................87 XV - Jesus e Suas Naturezas Amalgamadas........................................................99 XVI - A Deificao do Homem.........................................................................100 XVII - O Corpo de Jesus Invadido por Satans.................................................103

XVIII - O Homem Habitao de Satans..........................................................105 XIX -Joo Batista - o Profeta Desviado?...........................................................108 XX - Bibliografia Recomendada.......................................................................112 Legio da Boa Vontade.......................................................................................114 I - Sua Histria...................................................................................................114 II - De Onde Procedem os Ensinos da LBV......................................................117 III - O Que Faz a LBV.......................................................................................117 IV - A LBV Veio Restaurar o Cristianismo......................................................118 V - A Religio do Novo Mandamento...............................................................119 VI -Teria Jesus Morrido por Ns?.....................................................................122 VII - Teria Jesus um Corpo Fludico?...............................................................123 VIII - Era Jesus Verdadeiro Deus?....................................................................126 Tabernculo da F...............................................................................................131 I - Histria..........................................................................................................131 II - A Exaltao do Seu Fundador.....................................................................133 III -Teste de um Profeta Verdadeiro..................................................................135 IV - Revelao Alm da Bblia..........................................................................136 V - Rejeio da Doutrina da Trindade...............................................................137 VI - Frmula Batismal Apenas no Nome de Jesus............................................144 VII - Negao do Inferno...................................................................................146

COMO IDENTIFICAR UMA SEITAI - INTRODUOAs pessoas tm o direito de professar a religio de sua escolha. A tolerncia religiosa extensiva a todos. Isso no significa, porm, que todas as religies sejam boas. Nos dias de Jesus havia vrios grupos religiosos: o? saduceus (At 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posies religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus no os poupou, chamando-os de hipcritas, filhos do inferno, serpentes, raa de vboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que no aceitava a idia de que todos os caminhos levar a Deus. Ele ensinou que h apenas dois caminhos: o estreito, que conduz vida eterna, e o largo e espaoso, que leva destruio (Mt 7.13-14). Os apstolos tiveram a mesma preocupao: no permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na Igreja. O primeiro ataque doutrinrio lanado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeuscristos estavam instigando novos convertidos prtica das leis judaicas, principalmente a circunciso. Em Antioquia, havia uma igreja constituda de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judia e ensinavam: Se no vos circuncidardes segundo o costume de Moiss, no podereis ser salvos (At 15.1). Esses ensinamentos eram uma ameaa Igreja. Foi necessrio que um concilio apreciasse essa questo e se posicionasse. Em Atos 15.1-35, temos a narrativa que demonstra a importncia de considerarmos os ensinos que contrariam a f crist. Outras fontes ameaam a Igreja- Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.

II - PLURALIDADE RELIGIOSAA pluralidade religiosa no exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religies falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, no esto. H dez grandes religies principais: Hindusmo, Jainismo, Budismo e Siquismo (na ndia); Confucionismo e Taosmo (na China); Xintosmo (no Japo), Judasmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Prsia, atual Ir) e Islamismo (na Arbia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Alm disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivises dessas religies), estando seis mil localizadas na frica, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros pases. Para efeitos didticos, o Instituto Cristo de Pesquisas classifica assim as seitas:

Secretas: Maonaria,Teosofia, Rosacrucianismo, Esoterismo

etc. Pseudocrists: Mormonismo, Testemunhas de Jeov, Adventismo do Stimo Dia, Cincia Crist, A Famlia (Meninos de Deus), Igreja Apostlica da Santa V Rosa etc. Espritas: Kardecismo, Legio da Boa Vontade, Racionalismo Cristo etc. Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candombl, Vodusmo, Cultura Racional, Santo Daime etc. Orientais: Seicho-No-I, Igreja Messinica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna, Meditao Transcendental, Igreja da Unificao (Moonismo), Perfeita Liberdade etc. Unicistas: Voz da Verdade, Igreja Local, Adeptos do Nome Yehoshua e suas Variantes (ASNYS), S Jesus, Tabernculo da F, Cristadelfanismo etc. Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhes de pessoas, os cristos permanecem indiferentes, desatentos exortao de Judas 3: batalhar pela f que uma vez foi dada aos santos.

III - POR QUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINASMuitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicao leitura da Bblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porm essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa f. Assim sendo, apresentamos as razes para o estudo das falsas doutrinas: 1 - Defesa prpria: Vrias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, procura de novos adeptos. Algumas so especializadas em trabalhar com os evanglicos, principalmente os novos convertidos. Os cristos devem se informar acerca do que os vrios grupos ensinam. S assim podero refut-los biblicamente (Tt 1.9); 2a. - Proteo do rebanho: Um rebanho bem alimentado no dar problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparao dos membros da Igreja. Escolas bblicas bem administradas ajudam o nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentaes dos sectrios e expondo-lhes a verdade, ser til para proteger os recm-convertidos dos ataques das seitas; 3a. - Evangelizao: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectrios nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas tambm precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abord-los, e demonstrar a verdade em sua prpria Bblia, poderemos ganh-los para Cristo; 4a. - Misses: Desempenhar o trabalho de misses requer muito mais do que se deslocar de uma regio para outra ou de um pas para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente esses elementos nos dar condies para alcan-

los adequadamente. Uma objeo levantada por alguns esta: No gosto de falar contra outras religies. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse no se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse tambm que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16). A objeo mais comum a seguinte: Jesus disse para no julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, tambm seremos julgados. Quem somos ns para julgar"? Ora, o contexto mostra que Jesus no estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versculo 15 Ele alerta: acautelai-vos, porm, dos falsos profetas. Como poderamos nos acautelar dos falsos profetas se no pudssemos identific-los? No teramos de emitir um juzo classificando algum como falso profeta? Conclumos, portanto, que h juzos estabelecidos em bases sinceras, mas, para isso, preciso usar um padro correto de julgamento e, no caso, esse padro a Bblia (Is 8.20). H exemplos nas Escrituras de que nem todo juzo incorreto. Certa vez Jesus disse: julgas te bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).

IV - DEFINIO DOS TERMOSAntes de apresentarmos os meios para se identificar uma seita ou religio falsa, saibamos o que significam as palavras seita e heresia. Ambas derivam da palavra grega hiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, diviso, escola etc} A palavra heresia adaptao de hiresis. Quando passada para o latim, hiresis virou seda. Foi do latim que veio a palavra seita.1 Originalmente, a palavra no tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), no foi em sentido depreciativo. Os lderes judaicos viam os cristos como mais um

grupo, uma faco dentro do Judasmo. Com o tempo, hiresis tambm assumiu conotao negativa, como em 1 Co 11.19; Gl 5.20; 2 Pe 2.1-2. Em termos teolgicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicao, podemos dizer que um cristo imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita. H outras definies sobre o que seita: 1. Um grupo de indivduos reunidos em torno de uma interpretao errnea da Bblia, feita por uma ou mais pessoas -Dr. Walter Martin.3 2a. uma perverso, uma distoro do Cristianismo bblico e/ou a rejeio dos ensinos histricos da Igreja crist Josh McDoweell e Don Stewart.4 3a. Qualquer religio tida por heterodoxa ou mesmo espria J.K. Van Baalen.5 Faamos um breve comentrio sobre o que doutrina. A palavra doutrina vem do latim doctrina, que significa ensino. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino especfico. Existem trs formas de doutrina: a) Doutrina de Deus - At 13.12; 1.42; Tt 2.10; b) Doutrina de homens - Mt 15.9; Cl 2.22; c) Doutrina de demnios - 1 Tm 4.1. A primeira boa, as duas ltimas so danosas. preciso distinguir a primeira das ltimas, seno os prejuzos podem ser fatais. O contraste entre a verdade e a mentira mais ntido que o contraste entre a verdade e a falsidade. Religies e seitas pagas podem ser analisadas facilmente. Contudo, uma religio ou seita que se apresente como crist, mas tem uma doutrina contrria s Escrituras,

merece toda nossa ateno. Para tanto, devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.

V - A CARACTERIZAO DAS SEITASO mtodo mais eficiente para se identificar uma seita conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adio, subtrao, multiplicao e diviso. As seitas conhecem as operaes matemticas, contudo, nunca atingem o resultado satisfatrio. 1. ADIO: O POR EXEMPLO: Adventismo do Stimo Dia. Seus adeptos tm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Esprito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspirao, tm aplicao e autoridade especial para os adventistas do stimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspirao dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. Essa alegao altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White no se cumpriram. Isso pe em dvida a alegao de inspirao e sua fonte. As Testemunhas de Jeov crem que somente com a mediao do corpo governante (diretoria das Testemunhas de Jeov, formada por um nmero varivel entre nove e 14 pessoas, nos EUA), a Bblia ser entendida. Declaram: Meramente ter a Palavra de Deus e l-la no basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida.% A menos que estejamos em contato com este canal de comunicao usado por Deus, no avanaremos na estrada daGRUPO ADICIONA ALGO

BBLIA. SUA

FONTE DE AUTORIDADE

NO LEVA EM CONSIDERAO SOMENTE A BBLIA.

vida, no importa quanto leiamos a Bblia.9 Essa afirmao iniciou-se com o seu fundador, Charles Taze Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bblia de uma forma nica. A Bblia fica em segundo plano nos estudos das Testemunhas de Jeov. usada apenas como um livro de referncia. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmaes. O candidato ao batismo das Testemunhas de Jeov deve saber responder a aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bblica evanglica. Certamente, com a literatura das Testemunhas de Jeov, impossvel compreender a Bblia. Somente a Palavra de Deus contm ensinos que conduzem vida eterna. Adicionar-lhe algo altamente perigoso! (Ap 22.18-19). Nessa mesma linha esto os mrmons, que dizem crer na Bblia, desde que sua traduo seja correta. Ensinam: Cremos ser a Bblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua traduo; cremos tambm ser o "Livro de Mrmon" a palavra de Deus (Artigo 8o das Regras de F). Eles acham que o "Livro de Mrmon" mais perfeito do que a Bblia. Declarei aos irmos que o Livro de Mrmon era o mais correto de todos os livros da terra, e a pedra angular da nossa religio ("Ensinamentos do Profeta Joseph Smith", p. 178). Outros livros tambm so considerados inspirados: "Doutrina e Convnios" e "A Prola de Grande Valor". Usam tambm a Bblia apenas como livro de referncia. Se dissermos aos mrmons que temos a Bblia e no precisamos do "Livro de Mrmon", eles respondero com esse livro: Tu, tolo, dirs: uma Bblia e no necessitamos mais de Bblia! Portanto, porque tendes uma Bblia, no deveis supor que ela contm todas as minhas palavras; nem deveis supor que eu no fiz com que se escrevesse mais (LM-2 Nfi 29.9-10). Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bblia no seja fidedigna. Ignoram, porm, que a pesquisa bblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus. Os Meninos de Deus (A Famlia) dizem que melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bblia. E

quero dizer-vos francamente: se h uma escolha entre lerem a Bblia, quero dizer-vos que melhor lerem o que Deus diz hoje, de preferncia ao que disse 2000 ou 4000 anos atrs! Depois, quando acabarem de ler as ltimas Cartas de MO podem voltar e ler a Bblia e as Cartas velhas de MO! ("Velhas Garrafas" - MO, julho, 1973, p. 11 n. 242-SD). Prticas abominveis, segundo a moral bblica, so justificadas com a Bblia. A Igreja da Unificao, do Rev. Moon, julga ser seu princpio divino de inspirao mais elevado do que a Bblia. A Bblia... no a prpria verdade, seno um livro de texto que ensina a verdade. ...Portanto, no devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes ("O Princpio Divino", Introduo, p. 7). Outro exemplo da conseqncia de abandonar as Escrituras observado nesse movimento. Alm da Bblia, rejeitam tambm o Messias e seguem um outro senhor. Os Kardecistas no tm a Bblia como base, mas a doutrina dos espritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho conhecido como "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Dizem: Nem a Bblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bblia como probante. O Espiritismo no um ramo do Cristianismo como as demais seitas chamadas crists. No assenta os seus princpios nas Escrituras. No rodopia junto Bblia. Mas a nossa base o ensino dos espritos, da o nome - Espiritismo ("A Margem do Cristianismo", p. 214). Procuram interpretar as parbolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva esprita e reencarnacionista. A Palavra de Deus bem clara quanto s atividades espritas e suas origens. A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpreta a Bblia segundo a viso de Kipp Mckean, o seu fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretaes. Qualquer resistncia do discpulo, referindo-se instruo, desencadear uma retaliao social.

Resposta Apologtica:O apstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sbio para a salvao pela f em Jesus (2 Tm 3.15); logo, se algum ler a Bblia, somente nela achar a frmula da vida eterna: crer em Jesus. A Bblia relata a histria do homem desde a antigidade. Mostra como ele caiu no lamaal do pecado. No obstante, declara que Deus no o abandonou, mas enviou seu Filho Unignito para salv-lo. Assim, lendo a Bblia, o homem saber que sem Jesus no h salvao. Ele no procurar a salvao em Buda, Maom, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organizao religiosa; pois a Bblia absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvao do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39-46; Lc 24.27,44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10). 2. SUBTRAO: O GRUPO TIRA ALGO DA PESSOA DE JESUS. A maonaria v Jesus simplesmente como mais um fundador de religio, ao lado de personalidades mitolgicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes,Trimegisto, Krishna, (o deus do Hindusmo), Maom (profeta do Islamismo), entre outros. Se negarmos o sacrifcio de Jesus Cristo e sua vida, estaremos negando tambm a Bblia que o menciona como Messias (Is 7.14 - Mt 1.2123; Dn 7.13-14). Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelao completa e, portanto, nas implicaes salvficas que h em Jesus Cristo, ou a rejeitamos integralmente. No h meio termo. A Legio da Boa Vontade (LBV) subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fludico, alm de negar sua divindade, dizendo que ele jamais afirmou que fosse Deus.10 Jesus no poderia nem deveria, conforme as imutveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatvel com sua natureza espiritual, mas um corpo fludico ("Doutrina do Cu da LBV", p.

108). Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus, no Deus nem jamais afirmou que fosse Deus ("Doutrina do Cu da LBV", p. 112). Outros grupos tambm subtraem a divindade de Jesus: as Testemunhas de Jeov dizem que Ele o arcanjo Miguel na sua preexistncia, sendo a primeira criao de Jeov. Os adventistas ensinam que Jesus tinha uma natureza pecaminosa, cada. Dizem, Santificar o sbado ao Senhor importa em salvao eterna ("Testemunhos Seletos", vol. III, p. 22 2 edio, 1956). Os Kardecistas ensinam que Jesus foi apenas um mdium de Deus. Dizem que Segundo definio dada por um Esprito, ele era mdium de Deus ("A Gnese", p. 311).

Resposta Apologtica:A Bblia ensina que Jesus Deus (Jo 1.1; 20.28;Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim sendo, no pode ser equiparado meramente a seres humanos ou mitolgicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bblia atesta a autntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44) etc. Foi gerado pelo Esprito Santo no ventre da virgem Maria, sendo portanto, santo, inocente e imaculado (Hb 7.26). verdadeiramente Deus (Jo 5.18; 10.39-33; 1 Jo 5.20) e verdadeiramente homem (Lc 19.10). 3. MULTIPLICAO: PREGAM A AUTO-SALVAO. CRER EM JESUS IMPORTANTE, MAS NO TUDO. A SALVAO PELAS OBRAS. S VEZES, REPUDIAM PUBLICAMENTE O SANGUE DE JESUS:

A Seicho-No-I nega a eficcia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remisso de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo. Os mrmons afirmam crer no sacrifcio expiatrio de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela Igreja no haver salvao. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brigham Young, que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensao entrar no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith.12 O Homem tem de fazer o que pode pela prpria salvao ("Doutrinas de Salvao", p. 91, volume III, Joseph Fielding Smith). Por isso, eles tm grande admirao por Smith. Os adventistas, por meio de sua profetisa Ellen Gould White, ensinam que a guarda do sbado implica salvao e que os benefcios da morte de Cristo nos sero aplicados desde que estejamos vivendo em harmonia com a lei, que, no caso, guardar o sbado. Santificar o sbado ao Senhor importa em salvao eterna ("Testemunhos Seletos", vol. III, p. 22 - 2' edio, 1956). Doutrinas semelhantes so ensinadas pela Igreja da Unificao do Rev. Moon, que desdenha os cristos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer que os que assim ensinam esto enganados. Dizem: Como tem sido vasto o nmero de cristos, durante os 2000 anos de histria crist, que tinham plena confiana de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucifixo de Jesus!13 As Testemunhas de Jeov ensinam que a redeno de Cristo oferece apenas a oportunidade para algum alcanar sua prpria salvao por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante com o homem. Uma de suas obras diz: Trabalhamos

arduamente com o fim de obter nossa prpria salvao. 14 Outra declarao: Somos salvos por mais do que apenas crer na mensagem do Reino de todo o nosso corao; tambm temos de declarar publicamente esta mensagem do reino a outros, para que estes tambm possam ser salvos para o novo mundo de Deus ("Do Paraso Perdido ao Paraso Recuperado", p. 249 STV).

Resposta Apologtica:A Bblia declara que todo aquele que nega a existncia do pecado est mancomunado com o diabo, o pai da mentira (Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficcia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos apresentada como a mensagem central da Bblia. E a base do perdo dos pecados (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5). Com respeito salvao pelas obras, a Bblia clara ao ensinar que somos salvos pela graa, por meio da f, e isso no vem de ns, dom de Deus, no vem das obras, para que ningum se glorie (Ef 2.8-9). Praticamos boas obras no para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor. As obras so o resultado da salvao, no o seu agente. O valor das obras est em nos disciplinar para a vida crist (Hb 12.5-11; 1 Co 11.31-32). Paulo declara em Cl 2.14-17 que o sbado semanal fazia parte das ordenanas da lei que foram cravadas na cruz e que no passavam de sombras, indicando assim que o verdadeiro descanso encontramos em Jesus (Mt 11.28-30). 4. DIVISO: DIVIDEM DEUS. NOORGANIZAO OU IGREJA. A FIDELIDADE ENTRE

DEUS

E A ORGANIZAO.

DESOBEDECER ORGANIZAO OU

IGREJA

EQUIVALE A DESOBEDECER A

EXISTE SALVAO FORA DO SEU SISTEMA RELIGIOSO, DA PRPRIA

Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocrists, que se apresentam como a restaurao do Cristianismo primitivo,

que, segundo ensinam, sucumbiu apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, numa determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Da a nfase de exclusividade. Outras, quando no pregam que no integram o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religies so boas, e que a sua somente ser responsvel por unir todas as demais. Dizem que segundo o plano de Deus ela foi criada para esse fim, como o caso da f Bah e outros movimentos eclticos.

Resposta Apologtica:O ladro arrependido ao lado de Jesus na cruz entrou no Cu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador nico e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organizao religiosa possa salvar pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl 1.8). Isso implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade organizao e tira de Jesus a sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). No h salvao sem Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).

VI - OUTRAS CARACTERSTICASFalsas profecias: As Testemunhas de Jeov, os adventistas, os mrmons e outros j proclamaram o fim do mundo para datas especficas.

Resposta Apologtica:A Bblia nos adverte contra os que marcam datas para eventos como fechamento da porta da graa, a vinda de Jesus (Dt 18.20-22;

Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14). Negam a ressurreio corporal de Cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em esprito: As Testemunhas de Jeov, Cincia Crist, Igreja da Unificao, Kardecismo ensinam uma ressurreio espiritual de Jesus, afirmando que seu corpo fsico simplesmente foi escondido, ou que se evaporou; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros no acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa cruz, Islamismo etc).

Resposta Apologtica:Quanto morte e ressurreio de Jesus, a Bblia afirma que: 1. Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte: a) A agonia no Getsmani (Lc 22.44); b)Aoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1); c) Mos e ps cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24); d)Morte comprovada (Jo 19.33-34); e) Sepultamento (Jo 19.38-40). 2. Ressuscitou corporalmente: a) Ressurreio predita (Jo 2.19-22); b) O tmulo vazio comprova a ressurreio (Lc 24.1-3); c) Suas aparies (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28). 3 .Negar a ressurreio de Jesus ser falsa testemunha contra Deus, pois: a)Essa a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17); b) A expresso Filho do Homem designa a forma da sua segunda vinda e testifica que Jesus mantm seu corpo ressuscitado (At 7.55-59; Mt 24.29-31; Fp 3.20-21);

c)Jesus com corpo glorificado est no cu (1 Tm 2.5).

VII - COMO ABORDAR OS ADEPTOS DAS SEITASO pesquisador Jan Karel Van Baalen afirma: Os adeptos das seitas so as pessoas mais difceis de evangelizar. Dentre as razes apresentadas por Van Baalen, apontamos as seguintes: Os adeptos das seitas no so pessoas que devem ser despertadas para a religio. O herege deixou a f tradicional em que foi criado e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando at mesmo a hostiliz-la. Ele renunciou ao plano de Deus para salvao em troca de algum sistema de autosalvao. Assim, para ele, a firmao do profeta, todas as nossas justias so como trapo de imundcia (Is 64.6) no reflete a verdade de Deus. b) O sectrio bem informado consciente das falhas da religio protestante e evanglica. Ele no consegue entender a variedade denominacional. Alm disso, pensa que sabe tudo sobre sua f e est convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que ns mesmos. c) Muitos adeptos fizeram sacrifcios, contrariaram os seus familiares, suportaram a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que esto errados e a paz que encontraram no verdadeira?a)

CONHECENDO A NOSSA F Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entramos nessa discusso, estejamos bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas no sei explicar engana somente o estudante. Se no soubermos respondero argumento do sectrio, s porque no dominamos os fatos. E nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor. Concordamos no apenas com Van Baalen, mas tambm com

Lutero, que disse: Se no houvesse seitas,pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-amos demasiadamente preguiosos e dormiramos roncando para a morte. Afea Palavra de Deus seriam obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas so para ns como esmeril para nos polir; elas nos amolam e esto lustrando nossa f e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Tambm chegamos a conhecer Satans e seus pensamentos e seremos hbeis em combat-lo. Assim a Palavra de Deus torna-se mais conhecida. NOTAS1

Histrias das Heresias, (sculos I-VII). Roque Frangiotti. 1995. Editora Paulus, p. 6. 2 Enciclopdia de Bblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin e J. M. Bentes.Vol 3 e 6. 4. edio. Editora Candeia, 1991. 3 O Imprio das Seitas. Walter Martin, v.1. Belo Horizonte: Betnia 1992, p. 11. 4 Entendendo as Seitas, um Manual das Religies de Hoje. Josh MacDowill e Don Stwart. Editora Candeia, 1992, p. 9. 5 O Caos das Seitas um Estudo Sobre os "Ismos" Moderno. J. K. Van Baalen. 8a ed. So Paulo. Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282 6 Enciclopdia de Bblia, Teologia e Filosofia. R. N. Champlin e J. M. Bentes.Vol 2. 4 edio. Editora Candeia, 1991. 7 Revista Adventista (fevereiro/1994). Editora CPB, p. 37. 8 A Sentinela, de 1o de setembro de 1991. STV, p. 19. 9 A Sentinela, de 1o de agosto de 1982. STV, p. 27. 10 Livro de Jesus. Jos Paiva Netto. 10 . Edio, pp.108-112. 11 Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de Nectreas doutrinas. Masaharu Taniguchi. So Paulo. Igreja Seicho-No-I do Brasil, 1979 (sem numerao de pginas). 12 Journal of Discourses. Brigham Young. Vol VII EUA 1869, p. 289. 13 A Teologia da Unificao. Young Moon Kim. So Paulo. AES UCM, 1986, p. 276. 14 Nosso Ministrio do Reino (dezembro de 1984, p. 1).

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O Caos das Seitas um Estudo Sobre os "Ismos"Moderno. J. K. Van Baalen. 8 ed. So Paulo. Imprensa Batista Regular, 1986, p. 282.

CATOLICISMOI - INTRODUOA Igreja Catlica Apostlica Romana ou catolicismo romano um dos trs ramos do Cristianismo que, com os protestantes e ortodoxos, formam sem dvida nenhuma o maior grupo dentro do Cristianismo. uma religio que influenciou e influencia profundamente o mundo ocidental e a humanidade de modo geral. No nos deteremos na anlise da influncia poltico-social exercido por ela. Infelizmente, em nome de sua tradio contrria s Escrituras, o catolicismo romano sacrificou o autntico Cristianismo ao longo dos sculos. Ns, cristos, devemos amar os catlicos, mas no invalidar a verdade bblica. O apstolo Joo declarou que temos de ter amor pela verdade: 0 presbtero senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e no somente eu, mas tambm a todos os que tm conhecido a verdade. Por amor da verdade que est em ns, e para sempre estar conosco: A graa, a misericrdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, sero conosco em verdade e amor (2 Joo 1-3). O reformador Martinho Lutero concorda com o apstolo Joo ao declarar que era maldita a unio que sacrificasse a verdade. Antes de continuarmos, importante observar que as doutrinas comuns entre catlicos romanos e evanglicos so muitas, porm, com pesar, dizemos que as divergncias que h entre eles e ns, alm de tambm serem muitas, so bastante acentuadas. No entanto, reconhecemos que o catolicismo romano, embora tenha incorporado muitas doutrinas antibblicas, preservou tambm doutrinas fundamentais do Cristianismo.

II - CONSIDERAES GERAIS1. FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA: A BBLIA E A TRADIO A Igreja Catlica Romana afirma que a Bblia, por si s, no constitui todo o campo do conhecimento de Deus, e que, por isso, deve ser suplementada pelos ensinos da tradio. As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na tradio ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; p. 160, resposta pergunta 870). Respondendo pergunta de como se pode ter considerao tradio, foi dito que: A tradio deve ter-se na mesma considerao em que se tem a Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; p. 162, resposta pergunta 887). Explica a Igreja Catlica ainda o que abrange a tradio: A tradio a palavra de Deus no escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos apstolos, e que chegou sem alterao, de sculo em sculo, por meio da Igreja, at ns ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., 1a edio, agosto de 1976; resposta pergunta 885, p. 162). Continua ainda a esclarecer que os ensinamentos da tradio acham-se principalmente nos decretos dos Conclios, nos escritos dos santos padres, nos atos da Santa S, nas palavras e nos usos da Sagrada Liturgia ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; resposta pergunta 886, p. 162).

Resposta Apologtica:Sabemos que toda instituio possui suas tradies, uso e costumes, e que em alguns casos essa tradio salutar: Ento, irmos, estai firmes e retende as tradies que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epstola nossa (2 Ts 2.15). E louvo-vos,

irmos,porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei (1 Co 11.2) e: Por cuja causa padeo tambm isto, mas no me envergonho;porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que poderoso para guardar o meu depsito at aquele dia. Conserva o modelo das ss palavras que de mim tens ouvido, na f no amor que h em Cristo Jesus. Guarda o bom depsito pelo Esprito Santo que habita em ns (2Tm 1.12-14). No entanto, quando essa tradio contradiz as Sagradas Escrituras, ela deve ser rejeitada: Sabendo que no foi com coisas corruptveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa v maneira de viver que por tradio recebestes dos vossos pais (1 Pe 1.18). A tradio pode tornar-se uma traio ao Evangelho: E assim invalidastes, pela vossa tradio, o mandamento de Deus (Mt 15.6). , sem dvida nenhuma, um outro evangelho como o apstolo Paulo escreveu: Mas, ainda que ns mesmos ou um anjo do cu vos anuncie outro evangelho alm do que j vos tenho anunciado, seja antema (Gl 1.8). A Igreja Catlica Romana no Concilio de Tolosa, em 1222, proibiu a leitura da Bblia aos leigos, passando a tradio a ter mais autoridade do que a Palavra de Deus. Essa proibio antibblica do catolicismo romano nos remete advertncia do Senhor Jesus aos judeus: Em vo, porm, me honram, ensinando doutrinas que so mandamentos dos homens; porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradio dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradio (Mc 7.7-9). dever de todo o homem ler a Bblia. E somos orientados a agir dessa forma pela prpria Palavra (Dt 6.6-7; 31.11-12; Js 1.8; Is 34.16; At 17.11; 2Tm 3.1517). Os cristos evanglicos sustentam que, em matria de f e prtica, a Bblia suficiente. Cremos, ser a Bblia a Palavra de Deus, nica regra infalvel de fe conduta para a vida e o carter cristo (Pv 30.5-6; Mt 15.1-3; At 20.27; 1 Ts 2.13; 2 Tm 1.5; 3.1517). Aceitamos a tradio que confirma, aponta, indica para a Bblia, que est de acordo com as Sagradas Escrituras, e simplesmente como mero apndice e nunca igual ou superior gloriosa Palavra revelada de Deus: Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da

profecia deste livro que, se algum lhes acrescentar alguma coisa, Deus far vir sobre ele as pragas que esto escritas neste livro; E, se algum tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirar a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que esto escritas neste livro (Ap 22.18-19). 2.A IGREJA ATRAVS DOS SCULOS No cremos na teoria de que a Igreja tenha se apostatado. Jesus garantiu: Pois tambm eu te digo que tu s Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno no prevalecero contra ela; (Mt 16.1%); A esse glria na igreja, por Jesus Cristo, em todas as geraes, para todo o sempre. Amm (Ef 3.21). Sempre houve os que rejeitavam a autoridade papal e o padro imposto pela Igreja, eles eram a Igreja de Jesus Cristo. Dentre eles mencionamos os ctaros, os albigenses, os valdenses. Deus sempre teve testemunhas na Terra (Gn 6.5-8). 3. O CULTO CATLICO No necessrio sequer estudar os dogmas da Igreja Catlica para se perceber o seu desvio do Cristianismo autntico e, para isso, basta assistir a uma missa. Todo aquele aparato e ritual caracterstica do paganismo. Ningum encontra esse modelo de culto no Novo Testamento. No culto judaico, do Antigo Testamento, havia esse aparato por causa do significado e da simbologia com a vida e obra do Messias, isso est explicado na epstola aos Hebreus. Alm disso, esses ritos judaicos eram apenas no tabernculo e depois no templo, nunca nas sinagogas. Nada h em comum entre a missa da Igreja Catlica e o culto cristo registrado no Novo Testamento. O culto cristo simples, conforme declara a Bblia: Que fareis, pois, irmos? Quando vos ajuntais, cada um de vs tem salmo, tem doutrina, tem revelao, tem lngua, tem interpretao. Faa-se tudo

para edificao (1 Co 14.26). 4. CRESCIMENTO QUE ASSUSTA No temos a inteno de atacar nenhuma religio. Devemos amar e respeitar os catlicos, e ser bons amigos deles. Muitos deles so tementes a Deus e esto preocupados com a sua salvao. a) dever de todos respeitar a religio dos outros. Evangelizar no sinnimo de desrespeitar a religio e smbolos sagrados dos outros; b) Crescendo pelo poder do Esprito Santo. A revoada dos catlicos para as igrejas evanglicas grande. Isso tem preocupado o catolicismo romano. Implantaram a Rede Vida, afirmando que a Igreja cresce por meio de estratgias de marketing. Ns crescemos e expandimos pelo poder do Esprito Santo, mesmo sob as perseguies do clero. Jesus disse que quem converte o homem o Esprito Santo (Jo 16.8-11).

III - OS LIVROS APCRIFOSOs livros apcrifos nunca fizeram parte do Cnon Sagrado dos judeus, isto , na Bblia hebraica, at hoje. Esses livros e alguns outros aparecem na Septuaginta. A Bblia hebraica, ainda hoje, est dividida em trs partes: Lei, Hagigrafos (Escritos Sagrados) e Profetas. Segundo Josefo, era essa a diviso da Bblia do primeiro sculo. Essa mesma diviso aparece em Lucas 24.44, sendo que Salmos representam os Hagigrafos. Nesse Cnon no constam os apcrifos. A palavra apcrifo vem do grego apochriphos e significava escondido, impuro, esprio (no legtimo). Em 1546, o Concilio de Trento, convocado pela Igreja Catlica, oficializou definitivamente a

incluso, na Bblia, de sete livros e quatro acrscimos aos livros cannicos, como seguem: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomo, Eclesistico, Baruque, 1 e 2 Macabeus. 1. ACRSCIMOS Ao livro de Ester (10.4;16.24); Cntico dos trs Santos Filhos ao livro de Daniel, de (3.24-90); Histria de Suzana ao livro de Daniel (captulo 13); Bel e o Drago ao livro de Daniel (captulo 14). Esses livros e acrscimos foram denominados de deuterocannicos: (segundo cnon) pelo referido Concilio, para dar-lhes a legitimidade que at ento no possuam. A primeira edio da Bblia catlico-romana com os apcrifos deu-se em 1592, com autorizao do papa Clemente VIII. 2. DIFERENAS DE NOMES DOS LIVROS A lista dos livros da Bblia Catlica comporta 46 (45, se contarmos Jeremias e Lamentaes juntos) escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo: 1. Gnesis 2. xodo 3. Levtico 4. Nmeros 5. Deuteronmio 6. Josu 7. Juzes 8. Rute 9.1 Samuel 10. 2 Samuel 11. 1 Reis 12. 2 Reis 13. 1 Crnicas 14. 2 Crnicas 15 Esdras 16. Neemias 17.Tobias 18. Judite 19 Ester 20. 1 Macabeus 21. 2 Macabeus 22.J 23. Salmos 24. Provrbios

25. Eclesiastes (ou Colet) 26. Cntico dos Cnticos 27. Sabedoria 28. Eclesistico (ou Sircida) 29. Isaas 30. Jeremias 31. Lamentaes 32. Baruc 33. Ezequiel 34. Daniel 35. Osias

36Joel 37. Amos 38.Abadias 39. Jonas 40. Miquias 41. Naum 42. Habacuc 43. Sofonias 44. Ageu 45. Zacarias 46. Malaquias

("Catecismo da Igreja Catlica" , Edio Tpica Vaticana, Editora Vozes e Edies Loiola, SP. 1999, p. 43). Portanto, a Bblia catlica tem 46 livros no Antigo Testamento (7 apcrifos) e 27 no Novo Testamento, perfazendo um total de 73 livros, diferentemente da Bblia protestante, que tem 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, somando 66 livros. Em algumas edies catlicas h diferenas de nomes dos livros: Edio Catlica 1 Reis 2 Reis 3 Reis 4 Reis 1 Paralipmenos 2 Paralipmenos 1 Esdras Edio Protestante 1 Samuel 2 Samuel 1 Reis 2 Reis 1 Crnicas 2 Crnicas Esdras

2 Esdras

Neemias

IV - O PAPADO1. INSTITUIO DO PAPADO Ningum pode negar a influncia poltico-religiosa do papa entre as naes, mas, biblicamente, esse cargo no existe. A teoria de que Pedro foi o primeiro papa no resiste anlise bblica. A tradio catlica romana diz que Pedro foi papa em Roma durante 25 anos. O catolicismo afirma que 0 Papa, a quem chamamos tambm Sumo Pontfice ou romano Pontfice, o sucessor de So Pedro na Sede de Roma, o vigrio de Jesus Cristo na terra, e o chefe visvel da Igreja ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; p. 44, resposta pergunta 191). E mais: Um cristo assim, cuja vida conduzida pelo Esprito, no por nunca em questo a obedincia de vida s diretivas da Igreja ou do sucessor de Pedro, o Cristo visvel na terra ("Sereis Batizados no Esprito", Haroldo J. Rahm, S.J. e Maria J.R. Lamego, edies Loyola, So Paulo 1992, 6a edio, p. 38). NOTA: AS seguintes expresses sobre o papa contrariam a Bblia: 1 - Sumo Pontfice: Jesus o Sumo Pastor (1 Pedro 5.4); - a Ponte ou caminho entre ns e Deus (Joo 14.6; 1Timteo 2.5); 2 - O Vigrio de Jesus o Esprito Santo e no o papa (Joo 14.16-18); 3 - O chefe invisvel da Igreja Jesus. Um Cristo visvel s pode ser um falso cristo (Mateus 24.23-24; Efsios 1.20-22).

2. PRERROGATIVAS PAPAIS Falando das prerrogativas do papa, o ensino catlico o seguinte: Pode errar o papa ao ensinar a Igreja? O papa no pode errar, quer dizer, infalvel nas definies que dizem respeito f e aos costumes ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; p. 45, resposta pergunta 196). NOTA: Todo o homem falvel (Romanos 3.3-4; Mateus 23.911) o nico infalvel Jesus, cujas palavras no passaro (Mateus 24.35). 3. SUPOSTO APOIO BBLICO Para fazer essas bombsticas declaraes, o papa se vale da pessoa de Pedro. Cita a confisso de Pedro em Mateus 16.16-19: E Simo Pedro, respondendo, disse: Tu s o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado s tu, Simo Barjonas, porque to no revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que est nos cus. Pois tambm eu te digo que tu s Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno no prevalecero contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos cus; e tudo o que ligares na terra, ser ligado nos cus, e tudo que desligares na terra ser desligado nos cus. Dessa passagem, a Igreja Catlica Romana derivou o seguinte raciocnio: Pedro a rocha sobre a qual a Igreja Catlica est edificada. A ele foi dado o poder das chaves, e, portanto, s ele pode abrir a porta do Reino dos cus. S ele pode ligar e desligar. Pedro tornouse o primeiro bispo de Roma e, com isto, distinguiu aquela cidade como o centro do governo eclesistico e espiritual, que deve reger todas as igrejas em toda parte. Finalmente, por sucesso ininterrupta, toda a autoridade dada a Pedro foi conferida, at nossos dias, extensa linhagem de bispos e papas, todos vigrios de Cristo sobre a Terra (Teoria da Sucesso Apostlica).

4. EXEGESE DE MATEUS 16.16-19: TU S PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA... A expresso sobre esta pedra relaciona-se com a resposta de Pedro, Tu s o Cristo, o Filho de Deus vivo. sobre Cristo que a Igreja foi edificada, e no sobre Pedro. Jesus afirmou que Ele mesmo era a Pedra (Mt 21.42). Essa afirmao uma interpretao veraz do Salmo 118.22-24. O prprio Pedro identifica Jesus como a Pedra (At 4.11-12; 1 Pe 2.4-6). Se Pedro foi papa durante 25 anos, ento existe algo errado, j que esse apstolo foi martirizado no reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 a.D. Subtraindo desta data 25 anos, retrocederemos ao ano 42 ou 43 a.D. Nessa poca no havia ocorrido ainda o Concilio de Jerusalm (At 15), que se deu mais ou menos no ano 48 a.D., ou um pouco depois. Pedro participou do Concilio, mas foi Tiago quem o realizou e presidiu (At 15.13-19). Em 58 a.D., Paulo escreveu a epstola aos Romanos. E no captulo 16 mandou saudao para muita gente em Roma, mas Pedro sequer mencionado. Por outro lado, Paulo chegou a Roma no ano 62 a.D. e foi visitado por muitos irmos (At 28.30-31). Todavia, nesse perodo, no h nenhuma meno a Pedro ou a algum papa. O apstolo Paulo escreveu quatro cartas de Roma: Efsios, Colossenses e Filemom (62 a.D.) e Filipenses (entre 67 e 68). Pedro no mencionado em nenhuma delas. Novamente, no se tem notcia desse suposto papa. Assim, no existe fundamento bblico nem subsdio histrico para consubstanciar a figura do papa. Ainda sobre o poder concedido a Pedro, estaria Jesus outorgando autoridade para que outras pessoas a exercessem de forma singular como outra cabea da Igreja? Devemos considerar o texto em estudo e seu contexto em relao a: Pedro mencionado na segunda pessoa (tu), a expresso esta pedra est na terceira pessoa. 2. Pedro (petros) um substantivo masculino, enquanto pedra {petra) um feminino singular. Conseqentemente, essas palavras no tm a mesma referncia. Ainda que Jesus tivesse falado em aramaico, o original grego inspirado traz as distines. 3.A mesma autoridade concedida a Pedro por Jesus estende-se1. Enquanto

tambm a todos os apstolos em Mateus 18.18. 4. Pedro no era representante dos demais apstolos. Em Mateus 16.23 encontramos Pedro sendo repreendido por Cristo parte dos apstolos. Os demais apstolos, por sua vez, tambm foram exortados por Jesus na mesma ocasio. Se Pedro tivesse de fato primazia sobre seus companheiros de ministrio, Jesus no o teria repreendido longe deles (w. 22-23). 5. O impressionante que at mesmo certas autoridades catlicas esto de acordo que a referncia estudada no diz respeito a Pedro, o destaque aqui para Joo Crisstomo e Agostinho. Escreveram: Nesta pedra, ento, disse Ele, a qual tu confessaste. Eu construirei minha Igreja. Esta Pedra Cristo; e nesta fundao o prprio Pedro construiu ("Agostinho - Comentrio sobre o Evangelho de Joo"). Se considerarmos o fato de que Pedro uma pedra noangular, assim como alguns no-catlicos acreditam, chegamos concluso de que ele no era a nica pedra na fundao da Igreja. E notvel que Jesus deu a todos os apstolos o mesmo poder para ligar e desligar (Mt 18.18). Essa autoridade era comum aos rabinos, que tinham o privilgio para dar permisso e proibir. No se tratava de uma poro de poder concedido somente a Pedro, mas tambm Igreja, pela qual proclamamos o Evangelho, o perdo de Deus e seu julgamento aos impenitentes. Em Efsios 2.20 encontramos que a Igreja fora constituda sob a fundao dos apstolos e dos profetas, sendo o prprio Cristo Jesus a pedra angular. Assim, todos os apstolos, e no somente Pedro, so a fundao da Igreja. Contudo, o nico que tem preeminncia sem igual Cristo, a pedra angular. O prprio Pedro referiu-se ao Senhor Jesus como o fundamento da Igreja (1 Pe 2.7). Os demais crentes, portanto, so as pedras vivas (v. 5) nessa edificao. No h nenhuma indicao de que a Pedro fosse determinado, acima dos demais apstolos, um lugar de proeminncia na fundao da Igreja. O papel de Pedro, no Novo Testamento, est longe da reivindicao catlica romana de que ele tinha e era autoridade sobre seus companheiros. Embora o encontremos como orador principal no dia de Pentecostes, sua atuao no restante do

livro de Atos escassa, sendo ele considerado como um dos apstolos. De forma muito clara, Paulo falou o seguinte: em nada fui inferior aos mais excelentes apstolos (2 Co 12.11). Ser que uma leitura mais cuidadosa da carta aos Glatas far com que aceitemos que algum apstolo foi superior a Paulo? Creio que no. Pois Paulo reivindicou para si uma revelao independente dos demais apstolos (Gl 1.12; 2.2), reconheceu que seu chamado era semelhante ao ministrio de Pedro (Gl 2.8), a ponto de usar de sua autoridade para repreender a Pedro (Gl 2.11-14). O fato de Pedro e Joo serem enviados pelos demais apstolos a uma misso especial em Samaria demonstra que Pedro no tinha uma posio superior entre eles (At 8.4-13). Se Pedro era superior aos demais, por que dispensada ao ministrio de Paulo uma ateno maior, fato constatado nos captulos 13-28? No primeiro concilio realizado em Jerusalm (At 15) a deciso final no partiu de Pedro, mas, sim, dos apstolos e dos ancios. Alm disso, foi Tiago, e no Pedro, que presidiu o conselho (At 15.13). Em momento algum, j que era superior aos demais apstolos, Pedro reivindicou ser pastor das igrejas, antes exortou os presbteros para que cuidassem do rebanho de Deus (1 Pe 5.1-2). Embora reconhecesse ser um apstolo (1 Pe 1.1), ele no se intitulou o apstolo, ou chefe dos apstolos. Sabia que era apenas uma das colunas da Igreja, com Tiago e Joo, e no a coluna principal(Gl 2.9). Contudo, foi falvel em sua natureza. Somente a Palavra de Deus infalvel. Isto no quer dizer que ele no teve um papel significante na vida da Igreja. Segundo afirmao do catolicismo romano, os sucessores de Pedro ocupam sua cadeira. Quando, portanto, analisamos as Escrituras, encontramos critrios especficos para o apostolado (At 1.22; 1 Co 9.1; 15.5-8), de modo que n%o poderia haver sucesso apostlica no bispado de Roma ou em qualquer outra igreja. Quanto s chaves entregues simbolicamente a Pedro, elas no significam que ele tinha poder para fazer entrar no cu quem ele quisesse. Essas chaves representam a propagao do Evangelho, pela qual todos os pregadores, e no Pedro apenas, podem abrir as portas dos cus aos pecadores que desejam ser salvos. Jesus foi explcito e enftico ao ordenar a divulgao das boas-novas em Lucas 24.46-47. A mensagem de salvao produz

arrependimento. E arrependimento f na pessoa e obra de Cristo, ou seja, em sua morte e ressurreio. Pedro abriu as portas do cu para os seus ouvintes no dia de Pentecostes (At 2.37-41); na casa de Cornlio (At 10.42-43).

V - O MARIOCENTRISMO CATLICO ROMANO (MARIOLATRIA)A Igreja Catlica Apostlica romana tributa a Maria, me de Jesus, vrios ttulos e honrarias que pertencem exclusivamente a Jesus Cristo. Com isso no concordam os evanglicos e isto tem provocado uma animosidade entre catlicos e evanglicos, julgando os catlicos que os evanglicos desrespeitam Maria, me de Jesus. E uma situao que logo vem baila quando falamos com os catlicos sobre Maria. Os evanglicos se esforam para respeitar Maria dentro do que diz a Bblia sobre ela, enquanto o ensino catlico no Brasil sobre Maria to fora da Bblia que o culto que se presta a Maria pode ser visto como simplesmente Mariolatria. Essa nossa colocao vista como imprpria pelos catlicos, no entanto, a Igreja Romana, na ansiedade de defender eprovar seus ensinos sobre Maria, tornouse Mariocntrica, diferente do cristo, que Cristocntrico. A) O Que Cristocntrico? ter Jesus Cristo como centro da f, como a Bblia Sagrada nos ensina, ter a Jesus como nico e suficiente salvador, mediador, consolador; B) O Que Mariocntrico? ter Maria como centro da f, como mediadora, consoladora, intercessora, advogada; Pode Ser o Cristo Cristocntrico e Mariocntrico? No, ningum pode servir a dois senhores (Mt 6.24), h um s senhor, (1 Co 8.5-6), h um s salvador (At 4.12), h um s mediador (1 Tm 2.5). Dogma da Igreja Romana Sobre Ensino da Bblia Sobre Maria Maria

1. - Maria, Me de Deus Concilio de 1. - Maria, Me de Jesus (Mt 1.18feso, 431 25) 2.-Maria, Sempre Virgem Ela teria se mantido nessa condio por toda a vida. Dogma aceito no quarto sculo 3. - Maria, Imaculada Foi concebida e nasceu livre do pecado Original. Dogma declarado pelo papa Pio IX, em 1854 4. - Maria, Assunta ao Cu O corpo de Maria subiu ao cu. Dogma .Declarado pelo papa Pio XII, em 1950 2. - Maria, teve Outros Filhos (Mt 1.25; Mc 6.3-4; 4.31-35) 3. - Maria, Nasceu Sob Pecado (Lc 1.47; Rm 3.23; 5.12) 4. - Maria, aguarda a Ressurreio (1Ts 4.13-18)

Vejamos outros exemplos do Mariocentrismo catlico: Existe mais Igrejas Romanas em honra, louvor, adorao e homenagem a Maria, do que a Jesus Cristo; O tero romano: O Rosrio se divide em trs Teros: Mistrios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. O Tero um conjunto de Ave-Marias e Pai-Nossos. So cinqenta Ave-Marias rezadas em grupos de dez, que se chamam Mistrio. Aps cada Mistrio segue um Pai-Nosso. O Tero a tera parte do Rosrio ("Rezemos o Tero", Pe. Jos Geraldo Rodrigues. Editora Santurio - Aparecida-SP, 1996, pp. 45). Se ora mais a Maria, que ao Pai. At na idolatria, ou na construo de imagens de esculturas, se faz mais imagens de Maria, do que de Jesus Cristo. Os catlicos romanos colam mais adesivos de Maria em seus veculos do que os de Jesus. H mais aparies, sonhos, revelaes aos adeptos da Igreja Romana de Maria do que de Jesus.

1. A VIRGEM MARIA O padre catlico Andr Carbonera em um artigo denominado de Pascoladas declara algo que vai mais alm do que uma crtica aos evanglicos em decorrncia da nossa posio bblica com relao aos ttulos e honrarias que os catlicos tributam a Maria. Muitos afirmam crer em Jesus, mas tm dio da Me do mesmo Jesus... Ah, eu adoro Jesus! Tenho Jesus no meu corao. Jesus meu tudo. Entretanto, desconhecem, negam, rejeitam e insultam a Me de Jesus... em nosso peregrinar terrqueo, quanto mais pistoles houver, melhor! Por que jogar fora, ento, aqueles que pedem e rezam por ns, bem pertinho de Deus e de Jesus, como Maria e os Santos? Sena uma intil auto-suficincia e uma enorme burrice...! Primeiramente deixamos claro que no odiamos Maria, me de Jesus. S queremos v-la no seu prprio lugar indicado na Bblia. Como poderamos odiar Maria? E uma acusao sem fundamento. Em toda a literatura evanglica sobre a identidade de Maria no pode ser encontrado algo que possa justificar essa acusao to absurda. Amamos Maria como a me de Jesus como apresentada na Bblia. Para desfazer esse equvoco, nada melhor do que apresentar o que a Bblia realmente fala de Maria e depois confrontar com a posio catlica sobre Maria. Para esse confronto vamos examinar o livro "Glrias de Maria" de S. Afonso de Ligrio, doutor da Igreja e fundador da congregao do Santssimo Redentor. O nome da editora Editora Santurio, de Aparecida, onde se situa o Santurio da Conceio Aparecida. Os editores informam que o livro uma das obras mais conhecidas do santo doutor. Um livro que, em 23 7 anos, teve 800 edies, ainda que marcado pelo tempo, no precisa de justificativas para ser reeditado. Abordando o valor do livro o tradutor assim se pronuncia: Com as Glrias de Mana ergueu Afonso um perene monumento de seu terno e vivssimo amor a Me de Deus ("Glrias de Maria". S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, p. 13).

Diz ainda o tradutor: So freqentes no presente livro as referncias a Revelaes. Que pensar sobre tais Revelaes? Tais Revelaes feitas por Deus mesmo, ou por meio de anjos e santos, so possveis, so reais, e sempre existiram na Igreja. Pertencem categoria das graas extraordinrias de Deus ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio, Aparecida - SP, p. 15). No pode ser alegado, pois, que se trata de obra no reconhecida pela Igreja Catlica Romana. Nesse confronto verificamos que os ttulos e honrarias prestados a Jesus na Bblia so transferidos a Maria, colocando-a, em diversas oportunidades, como algum que se deve recorrer, de preferncia, pessoa augusta e soberana de nosso Senhor Jesus Cristo. 1.1.- MARIA DEUSA PARA OS CATLICOS? Os catlicos manifestam seu sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que no estamos sendo honestos nessa declarao, mas os fatos falam por si mesmos.O livro "Glrias de Maria" atribui a Maria toda a honra e toda a glria que a Bblia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente e por outros atributos divinos. Sois onipotente, Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vs quereis. Os pecadores s por intercesso de Maria obtm o perdo. O, me de Deus, vossa proteo traz a imortalidade; vossa intercesso, a vida. Em vs, Senhora, tenho colocado toda a minha esperana e de vs espero minha salvao, ...Maria toda a esperana de nossa salvao, ...acolhei-nos sob a vossa proteo se salvos nos quereis ver; pois s por vosso intermdio esperamos a salvao ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio de 1989, pp. 76-77,147). Pedro recomenda: Antes crescei na graa e conhecimento de

nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glria, assim agora, como no dia da eternidade. Amm (2 Pe 3.18). Quando conhecemos melhor o Jesus da Bblia no podemos concordar com os ttulos e honrarias que se prestam a Maria, pois acreditamos que nem mesmo Maria aceitaria a transferncia para ela das honras que so exclusivas ao seu Filho - nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 2. POSIO DE MARIA NA BBLIA Maria procurou interferir na obra salvfica de Jesus por trs vezes durante o seu ministrio. A primeira vez que Maria assim o fez foi quando Jesus visitou o templo, na idade de 12 anos. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua me: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurvamos. E ele lhes disse: Por que que me procurveis? No sabeis que me convm tratar dos negcios de meu Pai? (Lc 2.48-49). Na segunda vez foi na festa de casamento, em Can da Galilia: E, faltando o vinho, a me de Jesus lhe disse: No tm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda no chegada a minha hora (Jo 2.3-4). E a terceira vez foi em Cafarnaum, quando Jesus estava pregando: Chegaram, ento, seus irmos e sua me; e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multido assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua me e teus irmos te procuram e esto l fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem minha me e meus irmos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha me e meus irmos. Portanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse meu irmo, e minha me (Mc 3.31-35). Mesmo quando Jesus foi interrompido no seu discurso por uma mulher que elogiava Maria por lhe ter amamentado e lhe dado luz, Jesus no elogiou a mulher: Disse a mulher: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11.27-28). Jesus assim falando, afirmou que existe

mais bem-aventurana em ouvir a Palavra de Deus e guard-la do que ter sido filho de Maria. Em outras ocasies mencionadas na Bblia onde Maria aparece, notamos o seguinte: 1. Maria, ao receber a notcia que seria me do Salvador, se pronunciou como necessitada de um Salvador: Disse, ento, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu esprito se alegra em Deus, meu Salvador (Lc 1.46-47). 2. Quando os magos visitaram Jesus, na sua infncia, dirigiram-se a Jesus e no a Maria. E o que lemos em Mateus 2.11: E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua me, e, prostrando-se, o adoraram. como se v, os magos no adoraram Maria, mas adoraram Jesus. 3. A ltima referncia bblica a Maria a que se v em Atos 1.14 quando ela se encontrava em orao com os demais seguidores de Jesus: Todos estes perseveravam unanimemente em orao e splicas, com as mulheres, e Maria, me de Jesus, e com seus irmos. Fora isso, nada mais se l no livro de Atos sobre Maria, assim como em todo o restante do Novo Testamento. 3. TTULOS E HONRARIAS Existem cerca de 150 ttulos dados a Jesus Cristo na Bblia e que os cristos precisam conhecer. Se no todos, pelo menos alguns deles devem ser conhecidos. Certamente isso evitar que aceitemos que os ttulos atribudos a Jesus sejam passados para Maria, sua me. 4. CONFRONTO ENTRE A POSIO ROMANA E A POSIO BBLICADE

MARIA

NA

IGREJA CATLICA

Declaraes Blasfemas: Isso motiva ento as palavras de Edmero ao afirmar que nossa salvao ser mais rpida, se chamarmos por Maria, do que

se chamarmos por Jesus ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio 1989, p. 208). NOTA: Hebreus 7.25 afirma que a nossa salvao efetuada inteiramente por Jesus. H muito tempo teria j cessado de existir o mundo, assevera Fbio Fulgncio, se no o tivesse Maria sustentado com suas preces ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio -Aparecida - SP, edio 1989, p. 209). NOTA: Lemos em Hebreus 1.3 que o mantenedor do universo Jesus. Podemos, entretanto, ir seguramente a Deus e dele esperar todos os bens, diz Amoldo de Chartres, agora que temos o Filho como nosso medianeiro, junto ao Pai, e a Me como nossa medianeira junto ao Filho. Como poderia o Pai deixar desatendido ao Filho, quando este lhe mostra as chagas recebidas por amor aos pecadores? E como poderia o Filho desatender Me, mostrandolhe esta os seios que o sustentaram? ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio -Aparecida - SP, edio 1989, p. 209). Maria livra do inferno a seus devotos. Um verdadeiro devoto de Maria no se perde ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio 1989 p. 182). impossvel salvar-se quem no devoto de Maria e no vive sob sua proteo, diz S. Anselmo, e tambm impossvel que se condene a Virgem, e por ela olhado com amor ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio 1989, p. 183). NOTA: Em relao a esse ensino, a posio evanglica a de que h um s Deus e um s Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Tm 2.5). Ouvindo a Palavra de Deus: De sorte que a f pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.17), o Esprito Santo convence o pecador do pecado da incredulidade (Jo 16.7-9) e ele recebe a Cristo como Senhor e Salvador dele e recebe o perdo de pecados e a certeza de que agora filho de Deus (Jo 1.12; 1 Jo 2.1-2,12; 3.1-3), com direito herana no cu (Jo 14.2-3). Jesus

nos livra da ira vindoura (Mt 25.34; Rm 8.1; Hb 7.25). No livro "Sereis Batizados no Esprito", Haroldo J. Rahm, S.J. e Maria J.R. Lamego, Edies Loyola, So Paulo 1992, 6~ edio, p. 38 o escritor apresenta as vantagens da renovao carismtica para os catlicos, ao dizer: Nova Apreciao da Igreja, da Liturgia, da Eucarstica, de Maria. O Padre Marcelo declara: Maria nunca foi motivo de vergonha para Deus, mas motivo de muita alegria. Em sua humildade, fidelidade e capacidade de amar, tornou-se divina. Encontrou-se a si mesma no mistrio profundo do amor do Senhor. Aqui veremos o que fazer para ter contato maior com a nossa Me que, em todos os momentos, por sua intercesso, nos guarda em seu corao e nos conduz santidade ("Aprendendo a dizer sim com Maria", Pe. Marcelo M. Rossi, Editora Vozes, 1998, p. 7). 5. ASSUNO DE MARIA O ensino catlico : Na festa da Assuno da Santssima Virgem, a Igreja celebra a morte preciosa e a gloriosa assuno da Virgem Maria ao Cu. Com a alma de Maria foi levada ao Cu tambm o seu corpo. A assuno de nossa Senhora em corpo e alma ao cu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 1o de novembro de 1950 ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976; p. 219, resposta s perguntas 173,175). NOTA: Jesus chamado as primcias dos mortos (1 Co 15.20) e a prxima ressurreio, em corpo glorificado, se dar na segunda vinda de Jesus (1 Co 15.22-23, 51-54; 1 Ts 4.16-17). 6. ME DE DEUS O catolicismo romano, contrariando o Evangelho de Joo 2.1-2 me de Jesus, considera Maria como se ela tivesse atributos da divindade, atribuindo-lhe os ttulos: co-Redentora; Advogada;

Refugio dos Pecadores; Arca de No; Medianeira etc.

Resposta Apologtica:Um dos motivos desse entendimento catlico se d devido interpretao incorreta do ttulo Theotkos {me de Deus) dado a Maria. No Evangelho de Joo 2.1-2, diz: me de Jesus, que na lngua grega meter ton Iesous. O ttulo Me de Deus do grego Theotkos, foi dado a Maria no Concilio de Efeso, em 431 a.C. Theotkos, Depara, era menos assustador do que o portugus Me de Deus, realava mais a divindade do Filho do que o privilgio da me. Exaltava a pessoa de Jesus, reafirmando sua divindade (basta verificar nos documentos da Igreja Os Antemas de Cirilo de Alexandria, que toda nfase dada pessoa de Jesus). O importante documento intitulado Tomo de Leo declara: o Senhor tomou da me a natureza, no a culpa. Leo, bispo de Roma (440-461), acreditava que Maria deu a Jesus a natureza humana e no cria na Imaculada Concepo de Maria, j que ele acertadamente diz que o Filho no herdou a culpa da me. Finalmente, temos de considerar ainda que o ttulo Theotkos foi aplicado como: me de Deus, segundo a humanidade. Assim disse o Concilio de Calcednia: em todas as coisas semelhante a ns, excetuando o pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos sculos pelo Pai, segundo a humanidade, por ns e para nossa salvao, gerado da Virgem Maria, me de Deus [Theotkos]. Um s e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unignito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundveis e imutveis, conseparveis e indivisveis ("Definio de Calcednia" 451). Portanto, o ttulo dado a Maria no tencionava ensinar que, de alguma maneira misteriosa, Maria dera luz a Deus; o termo fazia parte de um argumento contra a cristologia duvidosa dos nestorianos. A inteno da mensagem era: Maria no deu luz a um mero homem. Mas no havia qualquer inteno de ensinar que Maria era a origem da natureza divina de Cristo. Assim sendo, Maria no possui atributos divinos. Os ttulos Redentor; Advogado; Refgio dos Pecadores; Salvador; Mediador etc.so exclusivos do Senhor Jesus (Mt 1.21; 1 Jo 2.1; Mt 11.28-30; Jo 14.6; 1 Co 3.11; 1 Tm 2.5).

7. ORAO A MARIA Sim desde que Jesus Cristo se dignou escolher Maria por Me, estava como Filho realmente obrigado a obedecer-lhe, diz S. Ambrsio. Tem Maria o grande privilgio de ser poderosssima junto ao Filho, diz Conrado de Saxnia ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio 1989, p. 151). Maria, querida advogada nossa, na rica piedade de vosso corao no podeis ver infelizes sem que deles tenha compaixo; e na riqueza de vosso poder junto de Deus salvais a todos quantos protegeis ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio -Aparecida - SP, edio 1989, p. 153). NOTA: A Bblia aponta Jesus como nico advogado (1 Jo 2.1). Falai, minha Senhora - dir-vos-ei com S. Bernardo, falai, porque vosso divino Filho vos escuta, e tudo o que lhe pedirdes vo-lo conceder. O Mana, advogada nossa, falai ento em favor dos miserveis pecadores ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio - Aparecida - SP, edio 1989, pp. 158-159). NOTA: Nas bodas de Can Jesus no atendeu a sua me (Jo 2.15). Rogai, pois, Maria, rogai por ns; intercedei por ns e sereis atendida e ns seremos salvos com certeza ("Glrias de Maria", S. Afonso de Ligrio, Editora Santurio Aparecida SP , edio 1989, p. 159). NOTA: A orao deve ser dirigida ao Pai em nome de Jesus (Jo 14.13-14).

Resposta Apologtica:Separadamente da obra redentora efetuada na cruz (Hb 10.20), no h outro modo para quem quer que seja se aproximar de Deus (Jo 14.6). Portanto, orar a Maria: Tem piedade de ns pecadores, no somente intil, uma blasfmia. Maria no tem lugar no plano de salvao, a no ser o lugar que lhe coube como me de Jesus. Quando o anjo falou a Jos a respeito de Maria, ele disse: E dar luz um filho e chamars o seu nome Jesus; porque ele salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). Desde que Jesus disse: Todo o que o Pai me d vir a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lanarei fora (Jo 6.37; Mt 11.28), no h necessidade de que qualquer ser humano, ou mesmo anjo, lembre a Jesus a promessa que nos fez. Orar a Maria , nada mais nada menos, do que colocar em dvida a certeza das palavras: Mas Deus prova o seu prprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por ns, sendo ns ainda pecadores (Rm 5.8). Antes que a Igreja Catlica Romana existisse, j as antigas religies pagas tinham suas Mes Misericordiosas, por exemplo, a deusa Kuanyin dos budistas e a rainha dos cus dos babilnios (Jr 7.18; 44.17-23-25). A assuno de Maria se dar com a de todos os crentes por ocasio do arrebatamento na segunda vinda de Jesus (1 Co 15.51-54; 1 Ts 4.1617). Cristo as primcias dos mortos e os que so dele participaro da ressurreio na mesma ocasio (1 Co 15.20-23). 8. PERGUNTAS A SEREM FEITAS AOS CATLICOS1. Como podem os catlicos ensinar que Maria foi sempre virgem quando as Escrituras freqentemente falam dos irmos de Jesus? (Mt 12.46; Mc 3.31-35; Lc 8.19,21; Jo 7.3; At 1.14); 2. As palavras antes de se ajuntarem (Mt 1.18) e: E deu luz a seu filho primognito (Lc 2.7) no implicam que Maria teve outros filhos? 3. Por que ensinam os catlicos que Maria foi concebida sem pecado se a Bblia declara: Se dissermos que no temos pecado,

enganamo-nos a ns mesmos, e no h verdade em ns (1 Jo 1.8); 4. Pode oferecer uma prova bblica ou histrica de que Maria ascendeu ao cu em corpo glorificado? 5.O que diz sobre as palavras de Jesus em Can da Galilia: Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda no chegada a minha hora (Joo 2.4)? 6. No disse Jesus sobre Maria, em resposta s palavras de uma mulher da multido, que dizia, bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste, mas ele disse: Antes bemaventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam (Lc 11.28); 7. No disse Jesus: Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha me e meus irmos so aqueles que ouvem apalavra de Deus e a executam (Lc 8.21)? 8. No repreendeu Jesus os que usam de repeties em suas oraes, dizendo: E, orando, no useis de vs repeties, como os gentios, que pensam que por muito falarem sero ouvidos (Mt 6.7); 9. Por que orar a Maria, quando a Bblia ensina que Cristo o mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5) e o nico Advogado para com o Pai (1 Jo 2.1). 9. OUTROS ENSINOS SOBRE MARIA a) Concebida sem pecado O dogma da imaculada conceio de Maria foi promulgado em 8 de dezembro de 1854 pelo papa Pio IX, como segue: A beatssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceio, por singular graa e privilgio de Deus onipotente, em vista dos mritos de Jesus Cristo, Salvador do gnero humano, ("Catecismo da Igreja Catlica", Editora Loyola. 1999, p. 138). O destaque nosso.

Resposta Apologtica:Somente Cristo foi assim concebido sem pecado ou imaculado (Hb 7.26). Os demais seres humanos so todos pecadores como lemos no livro de Romanos 3.23: Porque todos pecaram e destitudos esto da glria de Deus. O salmista Davi tinha a conscincia do pecado e escreveu: em iniqidade fui formado, e em pecado me concebeu minha me (Sl 51.5). Quem nos purifica de todos os pecados o sangue de Jesus como disse o apstolo Joo: Mas se andarmos na luz, como ele na luz est, temos comunho uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.7). b) Maria no teve outros filhos O aprofundamento de sua f na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perptua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo no lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal de sua me. A liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeipartheno (aeiparthnos), sempre virgem ("Catecismo da Igreja Catlica", Editora Loyola. 1999, p. 138). O dogma da perptua virgindade de Maria muito salientado no culto prestado pela Igreja Catlica. Eles consideram uma ofensa a Maria ensinar que ela teve outros filhos.

Resposta Apologtica:A Bblia menciona os outros filhos de Maria. Em Mateus 1.2425 lemos: E Jos despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; e no a conheceu at que deu luz seu filho, o primognito; e ps-lhe por nome Jesus. A citao at que de Mateus limita o tempo em que se no deviam conhecer sexualmente Jos e Maria, podendo faz-lo depois do prazo imposto

pelas convenincias de ordem moral ou religiosa. Dentre os irmos de Jesus vm citados: Tiago, Jos, Simo e Judas (Mt 12.46; Mc 3.31-35; 6.3; Jo 7.3-5,10; At 1.14). Ora, dizem os prprios evangelistas em outro texto (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13) que Tiago era filho de Alfeu e Maria, parenta da me de Jesus. Dizem ento que se chamam irmos de Jesus os que, ao depois, d explicitamente como filhos de outros progenitores. Trata-se pois dizem de primos-irmos ou outros parentes. Refutando esse argumento apontamos que h um Tiago menor que est includo entre os apstolos. Pois bem, para armar o efeito, fizeram dele um irmo de Jos, Judas e Simo que se encontram em Mateus 13.55, justamente porque esse Tiago na lista apostlica aparece com o pai indicado filho de Alfeu ou Cleofas. Esse Tiago menor, porm, no o mesmo de Mateus 13.55 e de Atos 1.14. E como se prova isso? Basta ler Joo 7.3-5 confrontando com Joo 6.67: Disseramlhe, pois, seus irmos: sai daqui, e vai para a Judia, para que tambm os teus discpulos vejam as obras que fazes. Porque no h ningum que procure ser conhecido que faa coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmos criam nele (Jo 7.3-5). Ento disse Jesus aos doze: Quereis vs tambm retirar-vos? (Jo 6.67).

VI - OS PECADOS DA SANTA SO historiador norte-americano, Gafry Wills, catlico praticante, em seu livro Papal Sin (Pecado Papal) na primeira parte do livro aborda as desonestidades histricas da Igreja, mostrando, em resumo, como a hierarquia catlica persiste no apelo mentira e, por muitos anos, camuflou o comportamento de Pio XII (1939-1958) face ao holocausto, s agora devassado por Corwell, Susan Zucotti (autoria de duas pesquisas sobre as relaes do Vaticano com o fascismo), Frank J. Coppa {Controversial Concordais: The Vaticans Relations WithNa-poleon, Mussolini, and Hitler), Mark Aarons c John Loftus (Un-holy Trinity: The Vatican, theNazis, andthe Swiss Banks]I, e

Michael Phayer (The Catholic Church andthe Holocaust, 1930-1965, a ser lanado pela Indiana University Press em setembro). Para Wills, a Santa S acumula em seu currculo um formidvel acervo de tortuosa interpretao das Sagradas Escrituras, de distorcidas vises da histria eclesistica, de lamrias hipcritas e deslavadas mentiras. 0 culto Virgem Maria, inexiste nas Escrituras e entre os catlicos, durante quatro sculos, apenas um dos muitos abusos histricos que, a seu ver, a Igreja cometeu. Exorbitncia cujo pice teria sido a idolatria Nossa Senhora de Ftima e aos mistrios a ela ligados, todos "manipulados pela Igreja"para fins polticos - alm de discutveis, medida que dois deles referiam-se a previses (supostamente feitas em 13 de julho de 1917) de fatos j ocorridos ou em andamento (uma nova guerra mundial, um novo papa) quando sua nica testemunha viva, Lcia, tornou-as pblicas, em 1941 (O Estado de S. Paulo - D-17 - Sbado, 5 de agosto de 2000). O culto aos santos s comea a partir de cem anos aproximadamente, depois da morte de Jesus, com uma tmida venerao aos mrtires. A primeira orao dirigida expressamente Me de Deus a invocao Sub tuum praesidium, formulada no fim do sculo 3 ou mais provavelmente no incio do sculo 4. No podemos dizer que a venerao dos santos e muito menos a da Me de Cristo faa parte do patrimnio original ("O Culto a Maria Hoje". Vrios autores, sob a direo de Wolfgang Beinert, Edies Paulinas, 1980, 3a. edio, p. 33).

VII - OS SACRAMENTOSPela palavra sacramento entende-se um sinal sensvel e eficaz da graa institudo por Jesus Cristo, para santificar nossas almas ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, p. 100, resposta pergunta 516). Os sacramentos so sete: Batismo, Confirmao ou Crisma, Eucaristia, Penitncia, Extrema-uno, Ordem e Matrimnio

("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, p. 101, resposta pergunta 519). Quais so os sacramentos mais necessrios para nossa salvao? Os sacramentos mais necessrios para nossa salvao so dois: o batismo e a penitncia; o batismo necessrio absolutamente para todos, e a penitncia necessria para todos aqueles que pecaram mortalmente depois do batismo. Qual o maior de todos os sacramentos"? O maior de todos os sacramentos o sacramento da Eucaristia, porque contm no s a graa, mas tambm o mesmo Jesus Cristo, autor da graa e dos sacramentos ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., 1 edio, agosto de 1976, p. 104). 1. BATISMO O batismo o sacramento pelo qual renascemos para a graa de Deus e nos tornamos cristos. O sacramento do batismo confere a primeira graa santificante, que apaga o pecado original e tambm o atual, se o h; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o carter cristo faz nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraso, e torna-nos capazes de receber os outros sacramentos. O batismo absolutamente necessrio para a salvao, porque o Senhor disse expressamente: Quem no renascer na gua e no Esprito, no poder entrar no reino dos cus ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, pp.105-106,108 resposta s perguntas 549550, 564).

Resposta Apologtica:O batismo uma ordenana de Jesus, mas no um sacramento. Batizamo-nos porque somos salvos e no nos batizamos para sermos

salvos (Mt 28.19; Mc 16.15-16). O versculo 16 declara que quem no crer ser condenado e no quem no for batizado (Lc 5.24-34, 23.43; At 16.30-31) Jesus ensinou sobre as crianas que elas no se perdem (Mt 18.1-4; 19.13-14). 2. CONFIRMAO OU CRISMA A Confirmao, ou Crisma, um sacramento que nos d o Esprito Santo, imprime na nossa alma o carter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristos ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., 1a edio, agosto de 1976, resposta pergunta 575, p. 110).

Resposta Apologtica:O Esprito Santo dado ao que aceita o Senhor Jesus como Salvador (Jo 16.7-9; 14.16-18-26; 16.13-14) e no a incrdulos. Como confirmar o batismo de algum que no foi biblicamente batizado. A f precede o batismo (At 8.36-38) e o batismo precede a f. Uma criana recm-nascida no tem condies de crer e confessar Jesus como Salvador. 3. EUCARISTIA: Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Catlica: A Eucaristia um sacramento que, pela admirvel converso de toda a substncia do po no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substncia do vinho no seu precioso sangue, contm verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espcies de po e de vinho, para ser nosso alimento espiritual. Ensina que na Eucaristia est o mesmo Jesus Cristo que est no cu. Esclarece ainda que essa mudana conhecida como transubstanciao ocorre no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras de consagrao: Isto o meu Corpo; este o meu sangue.

Deve-se adorar a Eucaristia? A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contm verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 619).

Resposta Apologtica:Esta doutrina contrria ao bom senso e ao testemunho dos sentidos - o bom senso no pode admitir que o po e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discpulos, na Ceia, fossem a sua prpria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em p diante deles vivo, em carne e osso. E manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simblica, que queria dizer: este po que parti representa meu corpo que vai ser partido por vossos pecados; o vinho neste clice representa meu sangue, que vai ser derramado para apagar os vossos pecados. No h ningum, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expresses simblicas do Salvador: Eu sou aporta, eu sou a videira, eu sou o caminho. A razo humana no pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no cu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desa aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre a terra, e se deixe prender nos altares catlicos. A Ceia uma ordenana e no Eucaristia; era usado po e no hstia; um memorial como se l em 1 Corntios 11.25-26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: Eu sou a luz do mundo(Jo 8.12); Eu sou a porta (Jo 10.9); Eu sou a videira verdadeira (Jo 15.1). Jesus chamou na ltima Ceia os elementos de po e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciao. Adorar a Eucaristia um ato de idolatria.

4. PENITNCIA: A penitncia, chamada tambm confisso, o sacramento institudo por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo. Depois defeito o sinal da Cruz, o catlico deve dizer: Eu me confesso a Deus todo-poderoso, bem-aventurada sempre Virgem Maria, a todos os Santos, e a vs, Padre, porque pequei. As obras de penitncia podem reduzir-se a trs espcies: orao, ao jejum, esmola. Os que morrem depois de ter recebido absolvio no vo logo para o cu vo para o purgatrio, para ali satisfazer a justia de Deus e se purificarem inteiramente. As almas podem ser aliviadas no Purgatrio com oraes, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgncias, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifcio da missa. ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., 1a edio, agosto de 1976, resposta pergunta 788, p. 144).

Resposta Apologtica:No h um s caso de algum que tenha confessado os seus pecados a homens ou mesmo aos apstolos. Em 1 Joo 1.7-9, Joo ensinou que devemos confessar nossos pecados a Jesus e que Ele suficiente para perdoar. Se Pedro estivesse investido do poder de perdoar pecados, por que no pediu a Simo que se ajoelhasse em confisso, para resgate do seu pecado? Exortou a Simo que recorresse a quem tinha tal poder de perdoar pecados (At 8.22). Jesus disse mulher pecadora, perdoados so os teus pecados (Lc 7.48), no ouviu Ele a confisso da mulher. Jesus ensinou a orao do Painosso ao dizer: Perdoa-nos as nossas dvidas, assim, como ns perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Na celebrao da Ceia, Paulo recomendou que cada um de ns fizesse exame introspectivo (1 Co 11.28). 5. EXTREMA-UNO:

A extrema-uno o sacramento institudo para alvio espiritual e tambm temporal dos enfermos em perigo de vida ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 805, p. 147).

Resposta Apologtica:Em Tiago 5.14-16, se recomenda chamar o presbtero para orar pelo enfermo para sua cura e no receber extrema-uno como uma recomendao do corpo sem a qual no se procede ao sepultamento cristo do corpo. 6. ORDEM: A ordem o sacramento que d o poder de exercitar os ministrios sagrados que se referem ao culto de Deus e salvao das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o carter de Deus ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 811, pp. 148149).

Resposta Apologtica:No Antigo Testamento, o sacerdcio era exercido por uma classe especial de homens que eram os descendentes de Aro. Hoje no Novo Concerto o sacerdcio exercido por todos os cristos e no por uma classe sacerdotal intermediria entre Deus e os homens. O apstolo Pedro escreveu que como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdcio santo, para oferecer sacrifcios espirituais agradveis a Deus por Jesus Cristo (1 Pe 2.5). Mas vs sois a gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9).

7. MATRIMNIO: O matrimnio um sacramento institudo por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma unio santa e indissolvel entre o homem e a mulher, e lhes d a graa de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristmente seus filhos ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 826, p. 151).

Resposta Apologtica:O casamento uma instituio divina e no um sacramento (Gn 2.18-24; Mt 19.4-6). Pedro foi considerado o primeiro papa e, entretanto, era casado (Mt 8.14-15). Paulo recomenda que o ministro seja casado (1 Tm 3.1-3).

VIII - A MISSADiz a Igreja Catlica: A santa missa o sacrifcio do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espcies de po e de vinho, em memria do sacrifcio da Cruz ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 652, p. 122). O livro "O Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", pgina 124, diz em resposta pergunta 668: E coisa boa rezar tambm pelos outros, quando se assiste santa missa; e at o tempo da santa missa o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos. 1.Diferena entre a Missa e o Sacrifcio da Cruz Explicando a diferena entre a relao que h entre o Sacrifcio da Missa e o da Cruz, responde a Igreja Catlica: Entre o Sacrifcio da Missa e o sacrifcio da Cruz h esta relao: que Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue para ns;

ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixo e Morte ("Terceiro Catecismo de Doutrina Crist", Editora Vera Cruz Ltda., Ia edio, agosto de 1976, resposta pergunta 654, p. 123). Quanto finalidade do Santo Sacrifcio da missa, dentre outros, destaca a Igreja Catlica: Oferece-se a Deus o Santo Sacrifcio da Missa para os devidos fins