Vincent cheung apologética na conversação

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APOLOGÉTICA NA CONVERSAÇÃO Vincent Cheung Copyright © 2004 de Vincent Cheung. Todos os direitos reservados. Publicado por Reformation Ministries International PO Box 15662, Boston, MA 02215, USA Tradução de Felipe Sabino de Araújo Neto Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional (NVI), © 2001, publicada pela Editora Vida, salvo indicação em contrário.

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  • APOLOGTICA NA CONVERSAO Vincent Cheung Copyright 2004 de Vincent Cheung. Todos os direitos reservados. Publicado por Reformation Ministries International PO Box 15662, Boston, MA 02215, USA Traduo de Felipe Sabino de Arajo Neto Todas as citaes bblicas foram extradas da Nova Verso Internacional (NVI), 2001, publicada pela Editora Vida, salvo indicao em contrrio.

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    SUMRIO INTRODUO ...................................................................................................................................... 3

    1. AFIRME O INEVITVEL ............................................................................................................... 6

    2. ATAQUE O INIMIGO .................................................................................................................... 12

    3. ARRANJE O CONFRONTO.......................................................................................................... 29

    4. ANUNCIE O RESULTADO ........................................................................................................... 41

    CONCLUSO ...................................................................................................................................... 46

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    INTRODUO Nosso assunto apologtica. Especificamente, eu tenho em mente a vindicao intelectual da cosmoviso bblica e a destruio de todas as cosmovises no-bblicas no contexto de debates informais, tais como em conversaes pessoais. Debates formais so regulados por regras elaboradas, limitaes de tempo, e cada um dos lados chamado a defender ou refutar proposies anunciadas previamente. Esses fatores combinam para construir um ambiente mais artificial para as confrontaes intelectuais. Para ganhar a vantagem em tal situao, a pessoa deve no somente entender os mritos intelectuais de sua posio e as falcias na posio de seu oponente, mas ele deve saber como apresentar de maneira convincente seus argumentos dentro das restries impostas pelas regras do debate formal. Ele deve pensar e agir estrategicamente. Contudo, a maioria das pessoas raramente participa de debates formais. mais provvel que elas debatam os mritos intelectuais de suas crenas em ambientes informais no lar, no trabalho, com estrangeiros no avio, ou com professores na sala de aula. Certamente, at mesmo nessas situaes, a pessoa deve pensar e agir estrategicamente alguns movimentos ainda so melhores do que outros. Uma diferena que a trajetria da confrontao intelectual no mais moldada pelas regras do debate formal. verdade tambm que at mesmo debates informais so frequentemente restringidos por limitaes de tempo, a disposio dos participantes, e assim por diante. Algumas situaes permitem que a conversao dure somente alguns minutos, em cujo caso o crente deve realizar uma demolio imediata da posio do incrdulo, resumir a cosmoviso bblica o melhor que ele puder, e em geral tentar dizer o suficiente para que seu ouvinte pondere mais tarde. Assim, talvez o debate informal no qual cada questo discutida a fundo permanece sendo uma raridade, ou at mesmo um ideal. Todavia, no incomum que uma discusso privada sobre religio dure vrias horas, e algumas vezes continuem por at mesmo semanas ou meses. Isso permite que o crente apresente e defenda completamente a cosmoviso bblica, e examine e destrua totalmente o sistema de crena inteiro do incrdulo. Embora o mtodo bblico para a apologtica possa funcionar e triunfar facilmente tanto em debates formais como informais, um ambiente informal apresenta ao apologista bblico uma oportunidade deliciosa. Um campeo de boxe pode ser capaz de nocautear seu oponente tanto num ringue de boxe como numa rua. A diferena que ningum ser salvo pelo sino numa luta de rua, dando dessa forma ao nosso campeo a oportunidade de massacrar completamente seu oponente. Da mesma forma, embora o mtodo bblico para a apologtica possa devastar nossos oponentes no-cristos tanto em debates formais como informais, as restries dos debates formais fornecem algumas medidas de proteo contra os nossos ataques implacveis. Certamente, em debates informais, nossos oponentes ainda podem abortar

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    a confrontao escapando fisicamente de nossa presena, mas o orgulho deles frequentemente os mantm cativos, dando-nos assim a oportunidade de fazer nossa vitria bvia e completa. No que se segue, apresentarei vrios princpios importantes na apologtica bblica 1 que aumentam a performance e a eficcia da pessoa quando defendendo a f em ambientes informais. Esses princpios frequentemente negligenciados parecem simples, mas eles so as armas divinas que Deus nos deu para assegurar nossa vitria em confrontaes espirituais e intelectuais contra incrdulos e blasfemos. Visto que o entendimento e o uso apropriado desses princpios so possveis somente quando a pessoa tem como seu fundamento intelectual um sistema bblico de teologia e filosofia, bem como um mtodo bblico para a apologtica, estou me dirigindo principalmente queles que j esto familiarizados com algumas das minhas obras anteriores, especialmente minha Teologia Sistemtica, Questes ltimas, e Confrontaes Pressuposicionalistas, e que esto em concordncia essencial com o que eu tenho escrito. Isso de grande importncia, pois um mtodo bblico para a apologtica, quando dado um tempo suficiente para agir, tal como numa discusso informal durante vrias horas, destruir completamente qualquer idia, teoria ou argumento anti-bblico. Assim, se o prprio cristo sustenta uma viso anti-bblica de, digamos, epistemologia, ele descobrir que seu ataque contra a epistemologia do incrdulo, usando nossos argumentos bblicos pressuposicionalistas, destruir tambm sua prpria epistemologia anti-bblica. Pela mesma razo, impossvel para arminianos empregar apropriadamente o mtodo bblico na apologtica, simplesmente porque o arminianismo anti-bblico, de forma que um mtodo para a apologtica destruir o arminianismo to prontamente como o atesmo, ou qualquer outra idia ou sistema anti-bblico. Quando Paulo fala sobre nosso conflito contra foras demonacas e idias anti-bblicas, ele algumas vezes emprega metforas de guerra, e assim, algumas partes da nossa discusso sobre apologtica surgiro a partir delas e se referiro a elas. Agora, pelo menos parcialmente por causa dos eventos recentes com relao ao terrorismo islmico, muitas pessoas tm se tornado especialmente sensveis linguagem de guerra no contexto de religio. Portanto, deixe-me declarar desde o incio que quando emprego tal idia, estou falando metaforicamente, estou me referindo guerra espiritual conflitos intelectuais que so resolvidos por argumentos racionais, e no por violncia fsica. Talvez algumas pessoas prefeririam evitar totalmente as metforas de guerra, mas visto que a prpria Escritura usa essas metforas, tal preferncia ela mesma uma pretenso que se levanta contra o conhecimento de Deus (2 Corntios 10:5), e, portanto, uma preferncia qual eu me recuso me acomodar. H aqueles que afirmam que se uma pessoa zelosamente comprometida com sua religio, ento ela , por definio, um fantico perigoso, assim como os terroristas

    1 Visto que eu creio que minha postura na apologtica tem sido fielmente derivada da Bblia, no que se segue, eu me referirei minha postura e postura bblica intercambiavelmente, assim como eu chamaria o Cristianismo de minha f, minha religio, ou minha cosmoviso, e a teologia crist de minha teologia. O ponto que eu no assevero, mas antes nego, que minha postura na apologtica resulte de minha prpria especulao ou reflexo filosfica; pelo contrrio, eu afirmo que ela a mesma postura que ensinada e implicada pela Escritura.

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    islmicos. Eles dizem isso sem considerar o que a religio realmente ensina, e se o que ela ensina verdadeiro. Alguns deles assumem que todas as religies so falsas e at mesmo perigosas, de forma que o zelo religioso nunca produtivo, para no dizer racionalmente justificado. Essa uma posio ignorante e irracional, e novamente, precisamente uma daquelas idias que podemos refutar pela apologtica bblica, e que devemos demandar que os incrdulos defendam. Quanto a mim, no me envergonho das metforas sobre guerra de Paulo. Eu deixarei a minha inteno clara para ajudar a evitar mal-entendidos, mas eu no me desculparei por dar plena expresso, reconhecimento, adaptao e aplicao linguagem de guerra da Escritura nos meus escritos sobre apologtica. No, eu no me envergonho de Paulo de forma alguma, mas eu realmente me envergonho daqueles cristos professos que evitam moldar o seu discurso de acordo com a Palavra de Deus. Aps essa extensa clarificao, eu rejeito qualquer responsabilidade por qualquer mal-entendido nessa rea. Meu palpite que algumas pessoas ainda distorcero e criticaro, mas eu recuso ser intimidado submisso, e a evitar legtimas expresses e padres de pensamento bblicos. Finalmente, os princpios a seguir no devem ser tomados como passos rgidos para serem usados ou apresentados numa ordem ou maneira fixa; antes, eles representam atitudes e agendas que o crente deve ter em mente durante o debate, misturando-os flexvel e suavemente na conversao natural em suas confrontaes intelectuais com o incrdulo. Eu desejaria organizar os seguintes materiais de uma forma melhor, e talvez incluir detalhes e itens adicionais, juntamente com alguns materiais avanados. Contudo, visto que estou relutante em tolerar um atraso adicional, e visto que h outros projetos de escrita esperando minha ateno, decidi arranjar rapidamente o que se segue. Se houver demanda, ento posso considerar oferecer uma verso revisada e expandida num tempo futuro.

  • 1. AFIRME O INEVITVEL 1 CORNTIOS 1:18-31 Pois a mensagem da cruz loucura para os que esto perecendo, mas para ns, que estamos sendo salvos, o poder de Deus. Pois est escrito: Destruirei a sabedoria dos sbios e rejeitarei a inteligncia dos inteligentes. Onde est o sbio? Onde est o erudito? Onde est o questionador desta era? Acaso no tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo no o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crem por meio da loucura da pregao. Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; ns, porm, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, escndalo para os judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus mais sbia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus mais forte que a fora do homem. Irmos, pensem no que vocs eram quando foram chamados. Poucos eram sbios segundo os padres humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo loucura para envergonhar os sbios, e escolheu o que para o mundo fraqueza para envergonhar o que forte. Ele escolheu o que para o mundo insignificante, desprezado e o que nada , para reduzir a nada o que , a fim de que ningum se vanglorie diante dele. , porm, por iniciativa dele que vocs esto em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para ns, isto , justia, santidade e redeno, para que, como est escrito: Quem se gloriar, glorie-se no Senhor. 1 CORNTIOS 2:14-16 Quem no tem o Esprito no aceita as coisas que vm do Esprito de Deus, pois lhe so loucura; e no capaz de entend-las, porque elas so discernidas espiritualmente. Mas quem espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ningum discernido; pois quem conheceu a mente do Senhor para que possa instru-lo? Ns, porm, temos a mente de Cristo. A Escritura ensina que, de acordo com sua prpria sabedoria, Deus determinou que a sabedoria humana nunca descobriria a verdadeira natureza da realidade, o fundamento da qual o prprio Deus. Ele tambm determinou colocar a sabedoria que leva salvao alm do alcance da especulao humana. Atravs isso, ele pretende frustrar a sabedoria humana, destruir o orgulho humano, e esmagar toda aspirao humana que se exalta contra a sabedoria de Deus. Todos os sistemas de pensamento no-cristos comeam, continuam e terminam em fracasso intelectual e prtico. Assim, Deus tem tornado todas as filosofias e religies no-crists tolas e fteis. As cosmovises no-crists so tolas porque elas so irracionais. Um modo racional de pensar e conhecer chega a concluses validamente e necessariamente deduzidas a partir de premissas verdadeiras. Mas os incrdulos no tm nenhuma forma de conhecer

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    premissas verdadeiras, e nem eles raciocinam por dedues vlidas; antes, eles fazem a si mesmos o ponto de referncia ltimo para o conhecimento, supondo falsamente que eles podem descobrir a natureza da realidade atravs da intuio, sensao e induo. As alegadas revelaes nas religies no-crists no so diferentes, visto que elas so de fato invenes humanas. As cosmovises no-crists so fteis porque, sendo tolas, elas no podem descobrir o supremo bem; alm do mais, elas falham em obter at mesmo os seus prprios objetivos designados. Aqueles que prometem utopias sociais terminam em pobreza e opresso, aqueles que pregam o nirvana terminam em fracasso e desapontamento, se no insanidade, e aqueles que professam buscar a Deus aparte da revelao bblica no conseguem nada, exceto assegurar aos seus seguidores um lugar no inferno. Aparte da revelao bblica, todo conhecimento humano e todo esforo humano resulta em futilidade extrema em derrota, desespero e morte. Se algum for descobrir a verdade e alcanar a salvao, isso deve ser pela graa soberana e chamado eficaz de Deus. De acordo com a sua prpria vontade, Deus frequentemente chama e salva aqueles que so considerados inferiores pelos padres humanos, e ele os escolheu para embaraar e frustrar aqueles que descansam e julgam por esses mesmos padres. Ele usa os insignificantes e desprezados para reduzir a nada aqueles que se consideram alguma coisa. Tudo isso vontade e desgnio de Deus. Ele faz isso para que ningum possa se vangloriar sobre si mesmo, e para que se algum se gloriar, ele possa se gloriar somente sobre o que Deus fez em Cristo. A vontade de Deus no somente que o homem no possa alcanar a salvao por seu prprio raciocnio pecaminoso, mas que ele no possa nem mesmo alcanar a racionalidade e o conhecimento por seu prprio poder. A Escritura no faz um contraste entre as capacidades humanas nativas dos cristos e dos no-cristos; antes, ela faz um contraste entre as capacidades do homem e as capacidades de Deus entre o poder humano e o poder divino, a sabedoria do homem e a sabedoria de Deus. Quando essas so postas uma contra a outra, no h nenhuma competio: Porque a loucura de Deus mais sbia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus mais forte que a fora do homem. Se at mesmo a loucura de Deus mais sbia que a sabedoria humana, ento se algum pode obter mesmo que seja uma poro pequena, minscula, diminuta e quase insignificante da sabedoria divina, ele ser capaz de fcil e absolutamente esmagar num debate qualquer pessoa que estiver operando sobre a sabedoria humana. Esta a base para a vitria na apologtica bblica. Deus revelou uma poro de sua sabedoria divina na Escritura. queles a quem ele chamou para si pelo evangelho tambm concedido o aprender e o afirmar os ensinos da Escritura. Assim, eles compartilham a perspectiva de Deus; eles compartilham uma poro do conhecimento de Deus; eles sabem algo sobre o modo do pensamento de Deus, e eles comeam a padronizar seus pensamentos segundo ele. Em resumo, eles tm a mente de Cristo. Segue-se que enquanto dependermos da sabedoria de Deus, enquanto aderirmos rigorosamente cosmoviso bblica como revelada na Escritura isto , enquanto seguirmos a mente de Cristo e no voltarmos nossa forma anterior de pensamento seremos capazes de fcil e completamente esmagar qualquer no-cristo num debate.

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    Assim como nenhum no-cristo pode derrotar a mente de Cristo, nenhum no-cristo pode derrotar algum que segue a mente de Cristo em tudo o que ele pensa e cr. A nica razo pela qual algum cristo perderia ou pareceria perder quando debatendo com um no-cristo porque, pelo menos durante o curso do debate, o cristo falhou em permanecer perto do modo de pensamento de Deus. Em outras palavras, ele estava tentando usar a sabedoria no-crist para defender a cosmoviso crist. Agora, porque o pensamento no-cristo to irracional e conflitante, no meio da confuso o cristo pode frequentemente parecer ter sido bem sucedido, mesmo que ele falhe em usar os argumentos bblicos, mas essa no a forma como um cristo deveria ganhar um debate. Em todo caso, a vitria clara e decisiva nossa quando arranjamos o debate de uma forma que coloque a sabedoria humana contra a sabedoria de Deus. Eu digo tudo isso para chegar num dos princpios mais importantes na apologtica bblica a saber, que se voc aprender e aplicar o mtodo bblico para apologtica, voc ser capaz de esmagar decisivamente qualquer no-cristo num debate. Voc ser capaz de desconcertar e embaraar completamente qualquer incrdulo. Certamente, h princpios bsicos e avanados quando diz respeito apologtica bblica, mas enquanto uma pessoa tiver o mnimo de capacidade mental para aprender algumas tticas simples que servem para aplicar o conhecimento bblico e raciocnio slido para uma discusso intelectual, at mesmo uma criana que aprendeu a realizar apologtica bblica pode facilmente demolir um professor de filosofia num debate. A lacuna na experincia e educao faria apenas uma diferena superficial. O que importa a capacidade da criana em claramente confrontar a sabedoria humana do filsofo com a sabedoria divina da Escritura. Como Davi disse para Golias: Voc vem contra mim com espada, com lana e com dardos, mas eu vou contra voc em nome do SENHOR dos Exrcitos, o Deus dos exrcitos de Israel, a quem voc desafiou (1 Samuel 17:45). A fora humana de Golias era irrelevante, pois Davi estava indo contra ele com o poder divino. Da mesma forma, um velho idiota instrudo ainda um idiota, e tudo o que ele tem a mais orgulho, e no sabedoria. Em contraste: O temor do Senhor o princpio da sabedoria; todos os que cumprem os seus preceitos revelam bom senso (Salmo 111:10). Alguns de vocs podem no entender o porqu eu digo que esse um dos princpios mais importantes na apologtica bblica. Visto que ele um ensino bblico, voc pode concordar que ele verdadeiro, e talvez at mesmo pensar que seja bom conhec-lo, mas voc no pode imaginar como ele ser til para voc se tornar um apologista eficaz. Contudo, no somente esse um dos princpios mais importantes na apologtica bblica, mas para algumas pessoas, e especialmente aquelas que j aprenderam o mtodo bblico para a apologtica, ele o fator faltoso na busca deles em se tornar um apologista invencvel. Para muitos cristos, o obstculo nmero um na apologtica o respeito deles ou at mesmo medo das mentes e idias no-crists. Esses cristos tm sido informados, frequentemente pelos prprios no-cristos, que os no-cristos so a elite intelectual desse mundo. At mesmo ministros cristos reconhecem diante de suas congregaes que muitos no-cristos so altamente inteligentes, e que muitas das suas idias so profundas e brilhantes. Assim, quando o cristo tpico apresenta-se contra um no

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    cristo num debate, ele frequentemente assume que embora o no-cristo esteja ultimamente errado, esse oponente ter muitas questes inteligentes e muitas objees difceis contra a f crist, e que mesmo que ele consiga sobrepujar o assunto intelectual do no-cristo, ser uma luta dura, e o resultado no ser claro e decisivo. Essa falsa crena sobre a inteligncia dos no-cristos produz um forte bloqueio mental em muitos apologistas aspirantes. Diversas e diversas vezes, cristos tm me perguntado como responder certas questes e objees de incrdulos. Algumas vezes eu posso entender o porqu eles no sabem como responder. Por exemplo, algumas das questes tm a ver com certos aspectos da f crist que nem todos crentes j estudaram. 1 Todavia, frequentemente me parece que os cristos deveriam ser capazes de facilmente responder as questes e objees sem me perguntar, especialmente aqueles que j aprenderam o bsico da apologtica bblica. Muitos deles foram impedidos porque assumiram falsamente que essas questes e objees dos no-cristos deveriam ser mais inteligentes do que parecia, e assim, deveria ser mais difcil respond-las do que parecia s-lo. Deixe-me falar claramente (como se eu no fosse sempre!): Uma razo pela qual alguns cristos no tem alcanado o nvel de competncia em apologtica que eles vem em mim porque eles no chegaram nem perto de obter o meu profundo desprezo por todas as idias, teorias, filosofias e religies no-crists. Assim, eles ainda esto cegos para a verdadeira fora da cosmoviso bblica, e cegos para a loucura ridcula e extremamente hilria de todo o pensamento no-cristo. De fato, esse aspecto do meu ensino sobre apologtica talvez um dos mais repulsivos at mesmo para os apologistas cristos, mas esse o porqu eles nunca so capazes de liberar completamente o poder da apologtica bblica para destruir nossos oponentes, e esse o porqu suas respostas aos incrdulos sero frequentemente fracas, indecisas e comprometedoras. Em 2 Reis 6, lemos que o Rei de Arameu enviou seu exrcito para capturar Eliseu. Quando os cavalos e carros de guerra cercaram o profeta e seu servo; o servo entrou em pnico e perguntou: Ah, meu senhor! O que faremos?. Eliseu disse-lhe: Aqueles que esto conosco so mais numerosos do que eles, e ento ele orou, SENHOR, abre os olhos dele para que veja. Ento o SENHOR abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu (veja v. 11-17). Da mesma forma, a sabedoria e o poder divino esto do nosso lado, nas precisamos orar por viso espiritual, de forma que possamos perceber a sabedoria de Deus bem como a tolice dos pagos. Novamente, at mesmo muitos ministros cristos, que so de outra forma sadios em doutrina, exaltam a sabedoria de homens incrdulos, mas fazer isso anti-bblico, improdutivo e desnecessrio. Antes, a Escritura ensina que todos os pensamentos dos incrdulos so tolos e fteis, estpidos e pecaminosos. Na melhor das hipteses, podemos dizer que suas idias so sbias somente de acordo com os padres humanos; isto , eles so sbios somente quando eles aprovam a si mesmos, e quando eles julgam a si mesmos pelos seus prprios padres pecaminosos. Mas da perspectiva de Deus isto , da perspectiva objetiva, realstica e bblica todos os pensamentos do incrdulo so irracionais e rebeldes. Que os ministros cristos, ento, falem em consonncia com a 1 Esse o porqu embora o que estamos discutindo agora seja um dos princpios mais importantes na apologtica bblica, a nica coisa mais importante que voc pode fazer para se tornar um melhor apologista estudar teologia sistemtica.

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    Escritura, ao invs de enviar mensagens misturadas para o nosso povo, que minam a confiana e obscurece a viso espiritual deles. Certamente, no estou sugerindo que devemos subestimar nossos oponentes, mas no devemos evitar subestim-los atravs de uma superestimao deles. No devemos afirmar conscientemente algo falso sobre eles. Antes, devemos avaliar nossos oponentes luz da sabedoria bblica: Dizendo-se sbios, tornaram-se loucos (Romanos 1:22). Em outras palavras, eles pensam que so espertos, mas so estpidos. Que o cristo professo que rejeita aceitar e aplicar essa verdade arranque essa pgina de sua Bblia, ou melhor ainda, abandone totalmente a apologtica. Deixe que aqueles de ns que realmente sabem o que ela significa contendam pela f. Ns evitamos nos tornar negligentes no debate ouvindo meticulosamente os argumentos de nossos oponentes, criticando cada palavra, cada proposio, a relao entre cada palavra e cada proposio, cada inferncia e cada implicao. Evitamos subestimar nossos oponentes nos comprometendo ao uso de fora intelectual sobrepujante para desmantelar cada aspecto das cosmovises, filosofias e religies deles. No estamos satisfeitos com nada menos do que a total aniquilao intelectual de cada aspecto do sistema de pensamento deles. E podemos fazer isso porque at mesmo a loucura de Deus mais sbia do que a sabedoria do homem, e atravs da Palavra e do Esprito de Deus, ns de fato temos a mente de Cristo. Por outro lado, alguns crentes esperam tanto essa extrema competncia de seus oponentes que ficam cegos para os erros evidentes que permeiam todos os argumentos anti-bblicos. Sobre a base bblica de que Deus tornou todos os no-cristos tolos e fteis, que a sabedoria divina infinitamente maior do que a sabedoria humana, e que eu tenho a mente de Cristo que Deus revelou na Escritura, eu trato toda questo, objeo ou argumento anti-bblico sabendo que no existe nenhum no-cristo nesse mundo que possa me derrotar num debate. No importa se ele um atesta ou um budista, um muulmano ou um mrmon, um filsofo ou um cientista. Enquanto a cosmoviso do meu oponente no for idntica quela da Bblia, no h nenhuma possibilidade de que ele possa me derrotar. De fato, se todos os no-cristos desse mundo se reunissem contra mim, isso no faria a mnima diferena. Por outro lado, dada as condies apropriadas por exemplo, se houver tempo suficiente, e se ambos os lados desejarem completar o debate eu alcanarei a vitria completa e decisiva todas as vezes. Podemos considerar tambm esse princpio a partir da f ou incredulidade. Se voc um cristo, ento voc deveria crer na Escritura. Se voc cr na Escritura, ento voc deveria crer que a sabedoria divina maior do que a sabedoria humana, e que Deus tem lhe concedido algo de sua sabedoria, que ele tem permitido que voc veja coisas a partir de sua perspectiva, e que ele tem te revelado algo de seus pensamentos, de forma que voc tem a mente de Cristo. Se voc tem a mente de Cristo, se voc pensa em linha com a sabedoria divina, ento desde que voc no se desvie dessa forma de pensamento, nenhum no-cristo pode te derrotar num debate; pelo contrrio, voc ser capaz de acabar e refutar qualquer argumento e posio no-crist. Voc pode permitir que a incredulidade te impea, ou que a sabedoria divina seja liberada para devastar seus oponentes pela f. Voc pode dizer com os israelitas incrdulos: Vimos tambm os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecamos gafanhotos, a ns e a eles (Nmeros 13:33). Ou, sobre a base de que Deus

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    tornou o pensamento no-cristo tolo e ftil, voc pode dizer com Josu e Calebe: Somente no sejam rebeldes contra o SENHOR. E no tenham medo do povo da terra, porque ns os devoraremos como se fossem po. A proteo deles se foi, mas o SENHOR est conosco. No tenham medo deles! (14:9). Porque o meu mtodo para apologtica depende totalmente da revelao bblica, eu sei que posso vencer todas as vezes. Essa confiana no est baseada em algum dom intelectual nico que penso possuir, mas est baseada na superioridade da sabedoria de Deus como revelada na Escritura, que est disponvel para, e em princpio afirmada por, todo cristo. Portanto, se voc aprende a depender totalmente da sabedoria bblica medida que voc defende a f, voc tambm vencer todas as vezes. Se voc tem estado prestando ateno, e se voc est respondendo e se submetendo s palavras da Escritura que tenho tentado lhe comunicar, ento voc provavelmente est sentindo uma nova confiana se levantando em seu corao. No, isso no uma confiana em voc mesmo, mas uma confiana legtima e racional na grandeza e superioridade da sabedoria de Deus. Ns no reivindicamos ser intelectualmente superiores aos incrdulos em ns mesmos; antes, admitimos livremente que, pelos padres humanos, muitos de ns ramos intelectualmente inferiores aos incrdulos antes da nossa converso, e quando julgados pelos padres de Deus, ramos tolos assim como todos os no-cristos. Contudo, desde ento, Deus tem soberanamente nos regenerado e iluminado, e nos dado a mente de Cristo, e nos feito intelectualmente muito superiores a todos os no-cristo. Portanto: Quem se gloriar, glorie-se no Senhor.

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    2. ATAQUE O INIMIGO 2 CORNTIOS 10:3-5 Pois, embora vivamos como homens, no lutamos segundo os padres humanos. As armas com as quais lutamos no so humanas; ao contrrio, so poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destrumos argumentos e toda pretenso que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torn-lo obediente a Cristo. Alguns dos nossos oponentes so exteriormente hostis. Eles podem nos insultar, zombar e xingar. 2 Eles nos consideram como tolos, fanticos e a escria do mundo, e eles no receiam de nos dizer isso. Outros parecem mais normais, e falaro com voc sobre religio aparentemente com a mesma ateno e respeito que mostraro quando falando sobre assuntos srios com no-cristos. Ento, alguns parecem to gentis que soam como condescendentes e obnxios. Contudo, visto que todos so incrdulos, todas essas diferenas so superficiais. Muitos cristos desejam considerar as discusses religiosas deles com no-cristos como dilogos amigveis entre seres humanos companheiros que esto ambos interessados em descobrir a verdade atravs de investigaes racionais. Mas isso anti-bblico e irrealista. verdade que muitos incrdulos parecem sinceros e corteses, mas Deus olha para os pensamentos e intenes dos homens, e no apenas para a aparncia e comportamento. Voc poderia protestar que, diferente de Deus, no podemos perceber diretamente os coraes das pessoas; contudo, isso no significa que devemos, portanto, julgar as pessoas de acordo com a sua aparncia. Em outro contexto, Jesus disse: No julguem apenas pela aparncia, mas faam julgamentos justos. De fato, no podemos perceber diretamente os coraes das pessoas, mas no precisamos, pois a Escritura nos diz o que est nos coraes delas. A Escritura nos diz o que Deus percebe quando ele olha alm da aparncia. Quando Deus olha para elas, ele no v um grupo de cavalheiros

    2 Aqui estou me referindo somente aos casos quando nossos oponentes hostis nos xingam com nomes depreciativos sem justificao racional. Contrrio ao que muitos parecem pensar, xingar no sempre uma falcia informal. Se o nome ou rtulo depreciativo aparece no contexto de um argumento vlido, e o resultado desse argumento, ento o nome ou rtulo de fato uma concluso lgica, no uma falcia informal. Por exemplo, eu tenho um direito perfeitamente racional de chamar um atesta de idiota se eu puder fornecer a justificao racional para aplicar essa palavra ao atesta, ou se ela vem no final de um argumento slido. Simplesmente porque algumas pessoas no gostam dessa concluso lgica no faz dela uma falcia; antes, protestar contra ela sem justificao lgica em si mesmo uma falcia. Para algum cometer uma falcia de xingamento, ele deve cometer algum erro lgico em sua aplicao do nome ou rtulo. Isso vale para cristos e no-cristos. Se a pessoa que aplica o nome ou rtulo pode mostrar logicamente que isso se ajusta ao seu oponente, ento o mesmo no pode ser uma falcia, no importa quo insultante o nome soe. Tambm, se a aplicao do nome ou rtulo de fato parte da cosmoviso da pessoa, ento ela deve ter a permisso de express-lo assim como tem a permisso de expressar qualquer parte de sua cosmoviso durante o curso do debate, de forma que suas crenas possam ser discutidas e examinadas, e para que ela possa chamar seus oponentes precisamente do que ela afirma e deseja defender.

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    civilizados e educados, mas v uma gerao de vboras, bestas ignorantes, mulas teimosas e ces depravados. Ele v um grupo de idiotas, idlatras e inimigos de Deus. Todos seres humanos nascem como pecadores e rebeldes, e porque todos os incrdulos nunca foram convertidos a Deus, eles permanecem como pecadores e rebeldes, no importa quo sinceros e corteses eles parecem para voc. Como cristos, somos de fato intelectualmente e moralmente superiores, mas somos superiores somente porque Deus nos transformou e nos fez superiores por sua graa soberana, e no por nossa vontade ou obra. Ns admitimos livremente que ramos to estpidos e perversos como nossos oponentes no-cristos, mas isso no muda o fato de que eles so de fato estpidos e perversos, que a aparncia deles superficial, e que o discurso gentil deles insincero. Quando um incrdulo reivindica buscar entendimento sobre nossa f, ou mesmo quando ele reivindica buscar salvao atravs de Cristo, e mesmo que Deus no final o regenere e converta, enquanto ele ainda for um incrdulo e no-regenerado naquele momento, ento, naquele momento ele ainda interiormente insincero e espiritualmente hostil. Em conexo com isso, h duas sees relevantes no Theology in Dialogue de John Gerstner, que lemos a seguir:

    C: No. Deus no faz nenhuma promessa aos seus inimigos no-regenerados. I: Voc um senhor severo. C: Eu admito que essas coisas so muito duras, mas eu lhe relembro que um pecador um inimigo de Deus. Ele declarou guerra contra Deus. Voc um desses pecadores e est em guerra contra Deus. I: Mesmo que eu esteja buscando a Deus? C: Sim, eu no posso te lembrar to frequentemente que voc no o est buscando verdadeiramente... Aqui onde o uso de Paulo daquela linguagem em Romanos 3 entra. Ele diz ali que ningum busca a Deus. O que ele quer dizer que ningum em seu estado natural cado busca sinceramente a Deus. H alguns no estado cado que, digamos, buscam insinceramente a Deus, como voc est fazendo agora... 3 I: O que te faz dizer que a Bblia diz que eu no quero dizer o que eu digo? Onde a Bblia diz que eu no quero vir a Cristo? C: O prprio Cristo diz, em Joo 3:19: Esta a condenao do mundo: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram ms. Em outras palavras, Cristo diz que pessoas no convertidas no vem quele que a luz do mundo. Eles no querem vir a ele, pois eles amam as trevas, e ele a luz. De acordo com a sua prpria confisso,

    3 John H. Gerstner, Theology in Dialogue (Soli Deo Gloria Publications, 1996), p. 406-407.

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    voc ainda uma pessoa no convertida. Isso significa que voc um amante das trevas, no da luz. Consequentemente, voc no pode vir sinceramente a Cristo. 4

    Em outras palavras, porque um incrdulo ainda internamente rebelde para com Deus, mesmo quando ele parece sinceramente inquirir sobre sua f, sempre h segundas intenes perversas. Certamente, se Deus o escolheu para salvao, ento pode ser que Deus ordenou a ocasio para convert-lo. Sua converso ento ainda seria um resultado da graa soberana de Deus, na ocasio de sua inquirio, e a despeito de seu motivo mau. O prprio no-cristo pode estar enganado, e ele pensa que est fazendo perguntas honestas a partir de um motivo sincero de entender; contudo, enquanto ele permanecer como inconverso, ele estar inquirindo a partir do orgulho, rebelio e egosmo, e permanece um inimigo e desprezador de Deus. Estou dizendo tudo isso no porque eu quero que voc reaja tornando-se interiormente hostil aos incrdulos, mas quero que voc considere seu engajamento intelectual com eles como uma batalha espiritual. Se voc prestar ateno somente aos sinais superficiais, e se voc estiver olhando somente para as indicaes fsicas de hostilidade, ento de fato nossos debates e discusses com os incrdulos frequentemente no parecero hostis demais. Contudo, sinais fsicos so quase irrelevantes porque estamos falando sobre uma batalha espiritual, e a hostilidade espiritual entre cristos e no-cristos. Quando comeamos a observar as diferenas em pensamentos e motivos, idias e crenas, ento imediatamente percebemos que nosso engajamento intelectual com os incrdulos uma batalha entre o bem e o mal, entre a sabedoria e a tolice, e entre Deus e Satans. Muitos cristos abordam os no-cristos sobre a base de sua humanidade comum, e, portanto, parece para eles que o engajamento apenas um dilogo amigvel entre colegas sobre as questes importantes da vida. De fato, muitos esforos evangelsticos e apologticos so to antropocntricos que como se eles estivessem do mesmo lado dos incrdulos, enquanto Deus est do outro lado. Contudo, como cristos, devemos abordar os no-cristos sobre a base do que temos em comum com Deus e com outros cristos, e sobre a base de nossas diferenas com os no-cristos. 5 Jesus disse que quem no com ele contra ele; portanto, se voc est do lado de Cristo, todos os no-cristos esto do outro lado oposto, contra voc e o seu Senhor. Como Paulo escreve:

    No se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que tm em comum a justia e a maldade? Ou que comunho pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que h de comum entre o crente e o descrente? Que acordo h entre o templo de Deus e os dolos? Pois somos santurio do Deus vivo. Como disse Deus:Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles sero o meu povo. Portanto, saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor. No toquem em coisas impuras, e eu os receberei (2 Corntios 6:14-17)

    Embora possamos ter relacionamentos amigveis com no-cristos num nvel superficial, a Escritura insiste que estamos em guerra com eles num nvel espiritual. 4 Ibid., p. 426-427. 5 Em linguagem teolgica, estou vos lembrando da anttese entre cristos e no-cristos.

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    Assim, quando voc fala a um incrdulo sobre sua f, no considere isso como um exemplo de dois seres humanos buscando juntos a verdade. Voc j tem a verdade voc est explicando-a e defendendo-a, quando o incrdulo est resistindo-a, desafiando-a, e frequentemente at mesmo blasfemando-a. Quer ele use um comportamento amigvel ou hostil de importncia apenas superficial. Enquanto ele for um incrdulo, ele est desafiando o seu Deus, e no o seu dever ser indiferente ou imparcial sobre isso; antes, voc deve colocar seu zelo pela honra de Deus muito acima de sua preocupao e simpatia pelo incrdulo. A empatia antropocntrica deve ser totalmente descartada. Deus v a situao como guerra, portanto, voc deve v-la como guerra. Falhar em ver nossa situao como Deus a v desafiar a Deus, e reprimir a apologtica. Tambm, contrrio ao modo como muitos crentes pensam, anti-bblico fazer uma separao rgida das pessoas de suas crenas e aes. conveniente dizer: Eu no sou contra voc, mas somente contra suas crenas e aes isso uma escusa para o crente professo prestar servio labial aos ensinos bblicos sobre a anttese, e ao mesmo tempo falar e agir como se no houvesse nenhuma anttese. Blasfmias e heresias no invadem simplesmente as mentes das pessoas so as pessoas que abraam e espalham as mesmas; da mesma forma, pecados no ocorrem por si mesmos as pessoas pecam, e elas pecam porque elas so ms. Consequentemente, os inimigos de Deus no so simplesmente as crenas e aes anti-bblicas, mas as pessoas que abraam essas crenas e realizam essas aes, e Deus ir enviar tanto as crenas como as pessoas incrdulas para o inferno. A Escritura de fato ensina que no estamos em guerra contra carne e sangue, e alguns tomam isso como significando que a guerra no tem nada a ver com pessoas, mas somente com suas crenas e aes, e talvez tambm com poderes demonacos. Contudo, isso contrrio ao ensino bblico, pois desde o princpio, Deus disse que o conflito seria contra a descendncia da serpente (Gnesis 3:15) isto , no simplesmente o diabo, mas tambm os seguidores do diabo. Que no queremos lutar contra carne e sangue significa somente que nosso conflito no fsico, de forma que no empregamos estratgias e armas fsicas, e no procuramos infligir injrias fsicas aos nossos oponentes. Antes, visto que a guerra espiritual, nossas armas tambm so espirituais, e ao invs de usar revlveres e bombas, oramos, pregamos e argumentamos. Em todo caso, a Escritura reconhece que nossos oponentes incluem pessoas, e no apenas crenas e aes, ou at mesmo espritos maus, e que nosso conflito com essas pessoas no pode e no deve ser resolvido por violncia fsica, mas pelo poder espiritual e persuaso racional. Visto que estamos lutando contra incrdulos, e no apenas dialogando com eles, ento assim como lutar qualquer batalha consiste tanto de defesa como de ataque, devemos aprender a realizar tanto a defesa como o ataque intelectual na apologtica. Alguns cristos agem como se a apologtica fosse primariamente ou at mesmo somente uma defesa, um responder perguntas e neutralizar objees. Certamente devemos responder inteligentemente perguntas e objees, mas numa batalha, a defesa somente parte da luta. Como mencionado, enquanto ele permanecer no convertido, o incrdulo no uma pessoa que busca com sinceridade. Ele nunca faz perguntas humildes e honestas; ele no

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    quer entender e crer. Pelo contrrio, ele quer desafiar a Deus e justificar a si mesmo de todo o seu corao. Ele fala com voc a partir de um orgulho intelectual forte, mas no justificado. Ele pensa que esperto e racional, e que voc estpido e irracional. Visto que isso o que ele pensa, ele no se aproximar de voc sinceramente pensando que, se voc simplesmente puder responder vrias perguntas que ainda o perturbam, ento ele certamente crer. Ele no pensa sinceramente que voc pode estar correto, e que o Cristianismo pode ser verdadeiro com a excluso de todas as outras cosmovises, filosofias e religies. Portanto, ele no aceitar a derrota simplesmente porque voc capaz de responder vrias de suas perguntas e objees. Para a mente dele, voc no pode estar certo, e assim ele continuar fazendo uma pergunta aps outra, e levantando uma objeo aps outra. Isso no significa que alguma dessas perguntas e objees seja racional ou forte, mas isso irrelevante visto que h logicamente um nmero infinito de perguntas e objees que algum pode levantar sobre qualquer proposio, enquanto ele viver, ele pode continuar a inquirir e desafiar, mesmo que cada pergunta ou objeo difira somente em detalhes menores. Certamente, isso no quer dizer que o incrdulo no possa ser derrotado qualquer incrdulo pode ser fcil, total e decididamente derrotado. Eu estou apontando somente que, sem a obra soberana de Deus em seu corao, nenhuma pessoa inconversa est sinceramente preparada para aceitar sua f. Todas as perguntas e objees dela so insinceras elas so apenas meios de ataque, no perguntas e objees sinceras que se colocam como verdadeiros impedimentos f. O incrdulo est realmente to preocupado sobre o problema do mal, de forma que ele viria f se voc lhe desse uma resposta racional? O incrdulo realmente creria em Cristo simplesmente porque voc argumenta em favor da infalibilidade bblica de uma forma que ele no pode refutar racionalmente? No, as perguntas e objees dele so apenas cortinas de fumaa. Ele no aceitar sua f como verdadeira, mesmo que voc responda todas as perguntas e objees iniciais dele ele sempre pode inventar mais. O incrdulo rejeita o evangelho porque ele estpido e pecador, mas ao mesmo tempo insiste que de fato esperto e moral. A apologtica bblica de fato deve responder perguntas e objees para mostrar que o Cristianismo pode fornecer uma resposta verdadeira e coerente a qualquer desafio racional; contudo, voc no deve simplesmente sentar ali e esperar a pergunta ou objeo seguinte. A estupidez e pecaminosidade do incrdulo faz com que ele pense de uma certa forma e creia em certas coisas, e enquanto ele achar um porto seguro no prprio modo de pensar dele, continuar a inventar teimosamente perguntas e objees bobas contra a f crist. Portanto, em adio defesa da suas prprias crenas, voc deve lanar um ataque abrangente, meticuloso e devastador contra o seu oponente. Voc deve iniciar e manter uma ofensiva que destrua o prprio modo de pensamento do incrdulo, e explicita ou implicitamente destruir todas as suas idias anti-bblicas. Por exemplo, seu oponente pode reivindicar crer na cincia, e reivindicar que a cincia contradiz o Cristianismo, e, portanto, o Cristianismo deve ser falso. Ele poderia te oferecer um exemplo de como o estudo da biologia parece contradizer certos ensinos bblicos. Alguns cristos, se eles conhecem algo sobre cincia, ou desafiaro a afirmao cientfica citada, ou explicaro como ela pode ser reconciliada com os ensinos bblicos. Mas ento o incrdulo se mover para uma objeo a partir da fsica, e

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    ento qumica, e ento psicologia, e assim por diante. Novamente, no que haja algum peso em qualquer uma dessas perguntas ou objees, mas a pessoa que no quer admitir a derrota sempre pode inventar algo para perguntar. Ao invs de agentar passivamente as perguntas e objees sem fim do seu oponente, voc deve lanar um ataque contra o prprio modo de pensamento dele. Visto que, antes de tudo, o orgulho intelectual dele carece de justificao racional, a menos que Deus o regenere e converta, este orgulho provavelmente permanecer, no importa o que voc faa; contudo, voc pode pelo menos expor o fato de que o senso de superioridade intelectual dele irracional e injustificado. De fato, voc pode responder a cada uma das objees cientficas dele, mas com cada resposta, voc deve tambm adotar uma estratgia ofensiva completa que mine a reivindicao dele de racionalidade. Voc deve atacar a racionalidade e formulao de cada um das objees cientficas dele; voc deve desafiar a confiana dele na cincia e a racionalidade da prpria cincia; e voc deve questionar a prpria inteligncia dele. Essa a maneira bblica. Voc deve ativa e interminavelmente atacar tudo sobre o pensamento do seu oponente. Voc deve demolir cada argumento e capturar cada pensamento. Voc deve atacar as crenas dele mais forte e habilmente do que ele ataca as suas. Voc deve humilh-lo intelectualmente, e expor a iluso de que o orgulho dele intelectualmente justificado. Porque isso o que a apologtica bblica demanda, segue-se que voc deve desenvolver e aperfeioar sua tcnica de demolio no debate. Para comear, deveramos lembrar nossa discusso do captulo anterior, que porque Deus tornou todos os incrdulos tolos e fteis, sempre podemos derrot-los na argumentao quando afirmamos um sistema bblico de teologia e aplicamos os princpios da apologtica bblica. Uma aplicao especfica disso significa que sempre podemos derrotar qualquer pergunta ou objeo levantada contra a f crist, e mais do que isso, podemos destruir toda idia dentro do sistema de pensamento do nosso oponente. De fato, nossa tarefa demolir cada argumento e captar todo pensamento que desafia o que Deus revelou na Escritura. Sobre essa base bblica, nossa estratgia ofensiva ampla atacar tudo na cosmoviso do nosso oponente, tudo o que ele diz, e tudo o que ele implica. Deveramos tornar cada pergunta numa oportunidade para minar o orgulho intelectual dele, e usar cada objeo como um trampolim para destruir o senso de superioridade intelectual dele. Aqueles que esto tentando aprender meu mtodo de apologtica frequentemente falham em aprender esse princpio. Talvez eles considerem isso um exagero, ou talvez eles no percebam o que tudo envolve, de forma que desejo deixar isso muito claro. Quando eu digo que ataco tudo, eu quero dizer tudo, e tudo sobre tudo o que tem a ver com algo no sistema de pensamento do oponente. Quando eu digo tudo estou me referindo a cada palavra, cada definio de cada palavra, cada implicao de cada palavra, cada proposio, cada conexo entre cada proposio, cada suposio, cada especulao, cada inferncia, cada pergunta, cada objeo, cada contradio tudo. Essa no uma estratgia para evitar responder nossos oponentes, nem uma tentativa de impedir o progresso do debate. Ns respondemos nossos oponentes, e facilitamos o progresso no debate, mas esse princpio de ataque necessariamente levanta-se da nossa

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    prpria cosmoviso. Isto , cremos que os incrdulos comeam a partir de falsos primeiros princpios, e ento pelo processo defeituoso de raciocnio, eles tm construdo suas cosmovises totalmente irracionais. Essa irracionalidade abrange at mesmo os aspectos menores e mais insignificantes dos sistemas de crena deles, de forma que de fato cremos que cada detalhe nas cosmovises deles est sujeita ao desafio e refutao. Visto que os incrdulos parecem inconscientes disso e iro at mesmo neg-lo, e visto que eles de fato crem que so os racionais e intelectualmente superiores, ento segue-se que no processo de destruir o orgulho e iluso deles, deveramos expor a irracionalidade abrangente deles. Em adio, visto que os incrdulos frequentemente nos acusam de sermos irracionais, certamente eles no podem protestar quando os seguramos num padro de racionalidade rgida e lgica correta. Ao invs de impedir qualquer progresso real, essa abordagem desvela problemas como eles ocorrem, e assim evita qualquer progresso que possa colapsar mais tarde na conversao. Qualquer irracionalidade qualquer falsa definio, premissa no declarada, suposio injustificada, inferncia invlida deixada despercebida ou no desafiada no curso do debate pode se levantar mais tarde para causar problemas e confuses, e ao mesmo tempo o incrdulo injustificadamente retm seu orgulho intelectual e senso de superioridade. A maioria dos no-cristos nunca tiveram suas crenas e suposies mais bsicas desafiadas realmente desafiadas e eles saem de cada debate pensando que, mesmo que eles tenham fracassado em refutar o Cristianismo, pelo menos as prprias crenas deles esto intactas. 6 A habilidade bsica requerida para aplicar o princpio acima a capacidade de reconstruir e examinar argumentos. Em outras palavras, voc deve rearranjar mentalmente tudo que seu oponente diz num silogismo e ento examin-lo. Visto que as pessoas costumam falar em silogismos completos, frequentemente haver premissas omissas no silogismo reconstrudo. Isso em si no indica uma falcia lgica, mas voc deve descobrir essas premissas omissas, e ento examin-las. Voc examina um silogismo fazendo perguntas relevantes sobre ele: O que cada palavra nesse silogismo significa? Cada palavra usada consistentemente durante todo o tempo, ou ele comete a falcia do equvoco? H premissas omissas? Quais so elas? De onde elas surgem? Essas premissas omissas so verdadeiras e defensveis? Como meu oponente sabe que essas premissas so verdadeiras? Como ele infere a partir dessas premissas para a concluso? A inferncia logicamente vlida e necessria? Esse argumento comete alguma falcia informal? Certamente, at mesmo um apologista cristo iniciante conhece sobre silogismos e falcia, mas at mesmo apologistas experientes no submetem tudo o que seus oponentes dizem a tal anlise lgica. Quando voc fizer isso, notar que tudo o que seu oponente diz de fato fatalmente defeituoso. Voc poderia ser tentado a pensar que algo que parece to tedioso aplica-se somente aos pontos principais que o oponente faz, para ser realizado no mximo somente algumas

    6 O incrdulo poderia objetar nossa abordagem de desafiar tudo sobre suas crenas e declaraes, mas essa prpria objeo uma das coisas que deveramos desafiar. Nem toda objeo racional, e desafiamos o incrdulo a defender suas perguntas e objees.

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    vezes no debate. Mas estou dizendo que voc deve agarrar cada oportunidade para expor a tolice do seu oponente, mostrando que ele totalmente irracional. Nossa alegao no somente que os incrdulos afirmam concluses irracionais, mas que ele totalmente irracional. Ele irracional em cada ponto do seu pensamento, no somente nos pontos principais, e voc deve salientar isso para demonstrar a irracionalidade abrangente dele. Alm disso, so os pontos aparentemente menores que levam aos principais, e se voc o desafiar sobre os pontos menores, ele nunca ter a chance de construir os principais em primeiro lugar, isto , a menos que voc o permita continuar por causa do argumento. Em todo caso, quanto mais hbil voc se tornar em reconstruir e examinar argumentos, mais natural, preciso e abrangente voc se tornar em realizar a anlise. No incio, sua mente pode no ser rpida o suficiente para capturar todas as declaraes e argumentos do seu oponente, mas quando esse modo de pensamento se tornar um reflexo ou hbito intelectual, voc ser capaz de reconstruir e examinar cada declarao expressa durante o curso de um debate ou discusso medida que ela aparecer. Isso como eu penso todas as vezes quando discutindo teolgica ou realizando apologtica. Cada declarao que eu leio ou ouo imediatamente rearranjada numa forma silogstica, e todas as palavras, definies, premissas, suposies e inferncias so examinadas. Eu tambm escrevo e falo dessa forma. Eu sempre estou ciente das minhas premissas, inferncias e concluses. Certamente, eu nem sempre declaro todas as minhas premissas ou torno todas as minhas inferncias explcitas, mas estou ciente delas, e sei como defend-las se algum me pedir para faz-lo. Alguns dos meus leitores mais observadores podem observar que muitos dos meus pargrafos se parecem com silogismos estendidos, e algumas vezes sees inteiras dos meus escritos consistem de uma srie desses silogismos estendidos. O pensamento proficiente e constantemente silogstico precioso tanto para a defesa como o ataque na apologtica. Certamente, no estou reivindicando que alcancei a perfeita racionalidade, mas na extenso em que tenho padronizado meu prprio pensamento segundo a racionalidade de Deus, meu pensamento preciso e correto, e at mesmo meu prprio reflexo imperfeito da perfeita racionalidade de Deus me faz invencvel no debate, pois at mesmo a loucura de Deus maior do que a sabedoria do homem. A prpria Escritura explicitamente usa pensamento silogstico em muitos lugares. E isso assim porque o silogismo idia de Deus. Quer estejamos fazendo isso explicita ou implicitamente, quando pensamos silogisticamente usando premissas fornecidas por proposies bblicas, ns temos a mente de Cristo. Quando voc aprender a pensar dessa forma silogisticamente e racionalmente voc observar que os no-cristos, para no dizer pior, so incrivelmente preguiosos em formular suas perguntas e objees, e que em cada caso, eles no sabem realmente o que esto perguntando. De fato, no um exagero dizer que nenhuma de suas declaraes pode ser logicamente entendida. Deixe-me dar um exemplo. Uma das objees mais populares contra o Cristianismo o assim chamado problema do mal, e quando um incrdulo a levanta durante o curso do debate, ele poderia dizer algo assim: Se Deus todo-poderoso e amoroso, ento por que h tanto mal no mundo?. A maioria dos cristos assume que eles sabem o que o

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    incrdulo quer dizer atravs disso, e que o incrdulo quer dizer atravs disso o que eles pensam que ele quer dizer atravs disso, e ento comeam a responder a objeo. Mas ns sabemos realmente o que ele quer dizer? Ele sabe o que ele mesmo quer dizer? Da forma como se apresenta, isso no nem mesmo uma objeo, mas uma pergunta. Sim, a objeo est implicada, mas qual ela? Uma objeo contra o Cristianismo deve ser um argumento redutvel a um silogismo com uma concluso que contradiz o Cristianismo. Isto , ela deve conter premissas verdadeiras e necessariamente levar a uma concluso como: Portanto, o Cristianismo falso, ou Portanto, o Deus cristo no existe. Nesse caso, qual exatamente a objeo? Quais so essas premissas verdadeiras? Qual o processo exato de raciocnio que necessariamente leva concluso de que o Cristianismo falso ou que Deus no existe? Voc no deveria simplesmente assumir suas prprias respostas a essas perguntas como se o incrdulo tivesse explicitamente declarado-as. Ao invs de fazer todo o trabalho para ele, faa-o fazer o seu prprio trabalho. Demande que ele torne o argumento dele explcito e completo, fazendo-lhe as perguntas relevantes a cada passo do debate. Como com toda objeo que os no-cristos fazem contra o Cristianismo, quando voc realizar habilidosamente essa anlise e desafio, voc ver que o problema do mal no pode ser logicamente formulado. Se ele no pode ser logicamente formulado, ento no h nenhuma objeo para voc responder. Seria um engano dizer que ns estamos assim evitando a objeo, pois o incrdulo no pode racionalmente insistir que h uma objeo de forma alguma, quando ele mesmo no sabe o que est perguntando, e quando no temos nenhuma forma racional de entender o desafio. O incrdulo se orgulha muito da racionalidade dele, de forma que ele no tem nenhum direito de se queixar quando uma anlise racional esmaga a objeo dele. Todavia, a Escritura explica a existncia do mal, e se fingssemos que a questo pode ser formulada, isso explicaria como a existncia de Deus consistente com a existncia do mal. Mas no devemos aceitar sem crticas a objeo do incrdulo. Ele pensa que a objeo dele faz sentido e logicamente formulada, e isso refora o orgulho dele de suas capacidades intelectuais. Como mencionado, na apologtica devemos no somente nos defender contra os desafios que se levantam desse orgulho intelectual, mas devemos atacar o prprio orgulho. No devemos apenas defender e apresentar a sabedoria de Deus, mas tambm expor e destruir o orgulho do homem, mostrando que ele de fato um tolo. 7 Outra forma do problema do mal se refere a eventos especficos que o incrdulo considera problemtico ou irreconcilivel com os ensinos bblicos. Por exemplo, existe a pergunta: Onde estava Deus em 11 de Setembro?. 8 Muitos cristos assumem que essa pergunta faz sentido, que eles sabem o que o incrdulo quer dizer, e ento comeam a respond-la. Agora, eu entendo que frequentemente usamos estenografia em nossa conversa diria, mas eu tambm entendo o que a Escritura ensina sobre a

    7 Para uma anlise mais detalhada do problema do mal, veja Vincent Cheung, The Light of Our Minds, The Problem of Evil. 8 Estou me referindo aos ataques terroristas contra os Estados Unidos que aconteceram em 11 Setembro de 2001.

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    tolice e futilidade do pensamento do incrdulo, e, portanto, eu sei que ele no tem nenhuma idia do que est perguntando com essa pergunta. Em primeiro lugar, o que ele quer dizer por onde? Deus no local ou fsico, de forma que no faz nenhum sentido dizer que ele est num lugar ao invs de outro. Assim, se o incrdulo est se referindo a um Deus local ou fsico, ento sua pergunta no tem nada a ver conosco. Como voc sabe que no isso que o incrdulo quer dizer? Devemos perguntar o que ele quer dizer. Por onde, ele provavelmente est pensamento sobre a relao entre Deus e o evento, e especialmente, se Deus causa ou permite o mal e eventos trgicos, e se sim, como isso consistente com o que a Escritura ensina sobre Deus. Isso pode ser o que ele quer dizer, mas voc no deveria gui-lo dessa forma diretamente. O incrdulo pensa que inteligente e racional, de forma que voc deve tomar cada oportunidade para mostrar que ele no que ele no pode nem mesmo formular apropriadamente uma pergunta uma indicao de que ele de fato estpido e irracional. Mas ento, se ele perguntar como o ensino da Escritura sobre Deus consistente com a existncia do mal, a pergunta ainda est incompleta, pois no h ainda nenhuma indicao clara de qualquer contradio para ser resolvida. Ele tem que incluir uma premissa afirmando que a existncia de Deus contradiz a existncia do mal, e ento ele deve dizer que visto que o mal existe, a concluso que Deus no existe. Mas de onde surge essa premissa? Como ele a conhece? Como ele sabe que ela verdadeira? Tambm, o que ele quer dizer por mal? De onde provm a definio dele? Se a definio dele de Deus vem da Bblia, mas a definio de mal vem de fora da Bblia, ento o que a objeo tem a ver conosco? Se as definies dele tanto de Deus como do mal vem da Bblia, ento Deus e o mal, como definidos pela Bblia, contradizem um ao outro? O incrdulo deve mostrar isso. Voc deve exigir que seu oponente se responsabilize pela objeo dele. Se ele fizer a objeo, ento ele deve ficar atrs dela. Faa-o declarar explicitamente todas as premissas da objeo dele; faa-o mostrar que as premissas so verdadeiras, e que a concluso necessariamente segue das premissas. Se ele no pode fazer isso, ento ele no ponderou muito sobre a objeo dele antes de us-la contra voc. Isso faz dele intelectualmente irresponsvel, e faz dele uma fraude intelectual, pois sua objeo uma fraude, e no carrega nenhuma substncia. Isso faz dele um hipcrita, pois ele te acusa de ser irracional, mas ele no pode nem mesmo declarar racionalmente uma simples pergunta ou objeo. O incrdulo se orgulha da sua inteligncia; portanto, voc deve atacar sua inteligncia, e mostrar que ele estpido, e que ele no pode fazer nada correto no debate. Outro exemplo vem do recente debate sobre casamento homossexual. Aqueles que apiam o casamento homossexual frequentemente dizem: Como o casamento homossexual prejudica o seu casamento? Como ele te afeta?. A suposio que o casamento homossexual errado somente se ele prejudicar outro algum. Mas de onde vem essa suposio? Ela requer um argumento prvio para ser estabelecida. Isto , faz-se necessrio haver um argumento com premissas verdadeiras que necessariamente levem concluso. Portanto, o casamento homossexual errado somente se ele prejudica outro algum. Mas da forma como se apresenta, a questo no tem uma fora lgica maior do que: O que o casamento homossexual tem a ver com um sanduche de presunto?. Bem, talvez nada, mas e da?

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    Muitos cristos tendem a responder objees incompletas e irracionais muito rpido (e as objees dos incrdulos sempre so incompletas e irracionais). Nesse caso, eles tentariam imediatamente mostrar como o casamento homossexual de fato prejudica outros, ou eles poderiam afirmar que o casamento homossexual errado sobre outra base que no o de prejudicar outros. De qualquer forma, isso permite que o incrdulo escape e continue com sua preguia e irracionalidade. Na apologtica, devemos peg-lo intelectualmente pela garganta e sufocar toda a vida do seu sistema de crena. Algumas vezes ouviremos um incrdulo dizer algo como: A evoluo tem refutado o Cristianismo, e ento ele simplesmente ficar ali, sorrindo estupidamente, mas triunfantemente, esperando sua resposta. Admitidamente, alguns incrdulos so pelo menos superficialmente mais precisos e extensivos do que isso, mas mesmo ento a substncia do que eles dizem nunca melhor. A declarao da forma como aparece uma afirmao no justificada, e no um argumento. Logicamente falando, isso no significa que ela esteja errada, mas significa que respond-la imediatamente seria perder uma oportunidade valiosa (mas no rara) a oportunidade de desafiar o prprio modo de pensamento do incrdulo. Para isso se tornar uma objeo racional contra o Cristianismo, o incrdulo precisa mostrar seu raciocnio. Primeiro, ele deve estabelecer a premissa de que a evoluo verdadeira. Segundo, ele deve estabelecer a premissa de que a evoluo contradiz o Cristianismo. Ento, ele deve mostrar que essas premissas necessariamente produzem a concluso de que o Cristianismo falso. E quanto objeo de que o Cristianismo muito mente-fechada? Novamente, muitos crentes imediatamente fazem malabarismo para explicar como o Cristianismo no mente-fechada. Mas devemos assumir que o modo de pensamento do incrdulo basicamente correto, e que ele tem simplesmente entendido incorretamente alguns aspectos do Cristianismo? Isto , devemos deixar que ele creia que seu padro de julgamento de fato correto, e que o que mente-fechada (ou o que parece ser mente-fechada pra ele) inaceitvel tambm? A proposio, o Cristianismo muito mente-fechada, de fato implica uma objeo. Mas qual ela? E qual o raciocnio por detrs dela? O incrdulo precisa fazer vrias coisas para tornar isso numa objeo real. Primeiro, ele precisa estabelecer racionalmente que o que mente-fechada inaceitvel. 9 Segundo, ele precisa estabelecer que o Cristianismo de fato mente-fechada. Ento, ele precisa mostrar que essas duas premissas logicamente e inevitavelmente levam concluso de que o Cristianismo inaceitvel ou falso. Tambm, observe que ele precisa definir claramente todas as palavras e expresses relevantes, e tambm estabelecer suas premissas com argumentos vlidos. Certamente, se vamos examinar tudo nos exemplos acima, h muitas outras coisas que podemos apontar sobre cada um. Por exemplo, com a pergunta sobre o casamento homossexual, podemos perguntar o que o incrdulo quer dizer por casamento, e pedir para ele justificar a sua definio. Tambm, podemos perguntar o que ele quer dizer por

    9 Mas a reivindicao do que mente-fechada tambm falsa?

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    prejudicar ou afetar algum. O fato de o casamento homossexual me perturbar ou at mesmo me irar conta como prejudicar ou afetar? Ou ele tem algum outro tipo de dano em mente? Ele deve definir e defender seu padro, e certamente, similarmente criticaremos tambm sua definio e defesa. Mas eu no quero ficar preso a examinar exemplos. Porque h um nmero infinito de exemplos possveis, a coisa importante que voc aprenda a forma de pensamento sobre a qual estou falando, e no apenas como responder perguntas e objees particulares. Alm disso, em meus outros escritos, eu j respondi muitas perguntas e objees especficas. Voc pode olhar para eles para exemplos adicionais, incluindo um exame mais detalhado de alguns dos assuntos acima. O que se segue um dilogo fictcio entre Vincent, Nat e Sam. Esse dilogo esboado rapidamente apenas uma ferramenta de ensino ele no representa exatamente o que um no-cristo poderia dizer sob um contexto similar, nem demonstra tudo o que eu faria (e quero que voc faa) numa conversao ou debate informal sobre o Cristianismo. Em adio, o dilogo no resolve nenhum dos assuntos que foram abordados at aqui. Novamente, meu propsito ensinar uma certa forma de pensamento, uma mentalidade bblica que pode se adaptar a qualquer situao de debate, e no apenas palavras para memorizar.

    Nat: Vincent! Voc se lembra de mim? Ns nos conhecemos no casamento do Tommy, no ano passado. Como voc est? Vincent: Estou bem, obrigado. Sim, eu me lembro de voc. N: Este Sam, meu irmo. V: Oi, Sam. Sam: Ol. N: O que voc est lendo? V: Estou lendo Dogmatic Theology, de William Shedd. N: um livro cristo? V: Sim, uma obra cuidadosa sobre um assunto fascinante. N: Eu nunca poderei ser cristo. V: Oh, voc pensa dessa forma? Por qu? N: Bem, eu no quero ofender voc, mas penso que o Cristianismo muito irracional; simplesmente no posso aceit-lo. V: Se voc tiver algum tempo para conversar, podemos descobrir rapidamente o que voc sabe sobre o Cristianismo. Mas por ora,

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    em que voc cr? Como sabe o que verdadeiro e o que falso? Como voc concebe a realidade? E depois de ter rejeitado o que considera irracional, voc encontrou algo racional em que possa crer? N: Sim, eu creio que a cincia uma forma racional e confivel para descobrir informaes verdadeiras acerca da realidade e, por esse motivo, creio na cincia. V: Deixe-me ver se o entendi corretamente. Voc disse estar disposto a crer apenas no que racional, e a cincia racional, enquanto o Cristianismo no; portanto, voc cr na cincia. N: Sim, isso o que quero dizer. V: Mas o que racionalidade? E o que cincia? N: O que voc quer dizer? V: Voc disse crer somente no que racional, e que a cincia racional. Para poder interagir com voc, preciso entender o que quer dizer por racionalidade, por cincia, e porque considera a cincia racional. N: Eu no pensei muito sobre isso antes, mas sua pergunta no difcil de responder. Crena racional a baseada em slida evidncia e na realidade, sobre fatos e verificao de fatos. A cincia uma forma de interao com o mundo que leva essas coisas em conta. Por exemplo, a cincia emprega a experimentao para testar suas hipteses. V: Sua resposta j mais cuidadosa do que a da maioria dos no-cristos, mas ela ainda est longe de ser suficiente. N: Como assim? V: Ainda h muitas perguntas no respondidas. O que evidncia? O que realidade? O que fato? Voc me diz que a cincia envolve experimentao, mas por que a experimentao uma forma racional de descobrir a informao verdadeira sobre a realidade? Quando voc diz crer na cincia e na experimentao, quer dizer que voc usa o mtodo cientfico para descobrir tudo o que pensa saber sobre a realidade? Ou, voc cr no que os cientistas afirmam terem descoberto pelo uso do mtodo cientfico? Em todo o caso, cr-se realmente na cincia, ou no testemunho dos cientistas? N: Quantas perguntas!

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    V: No fao essas perguntas simplesmente por faz-las, nem estou tentando distra-lo com perguntas irrelevantes, mas voc alegou ser racional, e agora deve sustentar sua alegao com uma defesa racional de suas crenas. Mas eu no terminei ainda. Suponho que voc concordaria que a racionalidade diz respeito lgica e ao raciocnio vlido, e ao dizer que o Cristianismo irracional, implica que o Cristianismo ilgico e que envolve um raciocnio invlido. Essa uma forma correta de colocar as coisas? N: Suponho que sim, mas onde voc est querendo chegar? V: Se voc reivindica ser racional, ento eu peo que seja realmente racional. Isto , peo que voc raciocine de maneira vlida, seguindo as rgidas leis da lgica. N: Eu no tenho problema com isso. Penso que isso o que a cincia faz. V: Bem, lembre-se de que voc ainda no respondeu minhas perguntas anteriores, e aparentemente isso j um problema. Pelo fato de voc pensar que a cincia to racional, ento, por favor, me d um exemplo de uma concluso racional alcanada pelo mtodo cientfico em toda a histria da cincia. Agora, antes de responder, observe que uma concluso racional sobre a realidade seria uma proposio acerca da realidade necessariamente deduzida a partir de premissas verdadeiras. Isto apenas lgica simples. Quais so as premissas verdadeiras em seu exemplo? Como voc as descobriu? Como sabe que elas so verdadeiras? O processo envolve derivar algum conhecimento a partir da sensao? Caso a resposta seja afirmativa, por favor, explique para mim como o conhecimento pode vir racionalmente da sensao. Qualquer crena racional pode ser escrita como uma proposio; por essa razo, por favor, descreva todo o processo sobre como uma sensao racionalmente se torna uma proposio mental. Se a cincia racional, e se sua crena na cincia to racional, certamente voc poder responder com facilidade. (Mais tarde na conversa) N: Agora que continuamos a conversar sobre a natureza de Deus, eu tenho uma objeo relacionada ao assunto que nenhum cristo, pelo menos nenhum com o qual j conversei, parece ser capaz de responder de forma racional. Algumas vezes eles acrescentam um monte de palavras teolgicas, e depois dizem que isso tudo um mistrio. Em vez de provar a veracidade do Cristianismo, o que eles dizem somente refora minha crena de que essa religio irracional. Ser que voc pode respond-la?

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    V: Uau, essa parece ser uma pergunta difcil, mas deixe-me tentar. N: Tudo bem. Se Deus absolutamente soberano como o Cristianismo ensina, ento isso faria dele o autor do pecado. V: E da? N: E da?! Voc no percebe o problema? Sempre que eu digo isso a um cristo, ele faz malabarismo para negar essa afirmao, e ento me d algum tipo de explicao absurda que parece contradizer o discurso anterior sobre a natureza de Deus. V: Bem, eu ficarei feliz em responder caso voc me diga qual o problema. N: Estou surpreso pelo fato de voc no perceb-lo. Se Deus soberano, isso faz dele o autor do pecado; mas se Deus o autor do pecado, isso contradiz o que a Bblia ensina sobre ele. V: Verdade? Como? Eu gostaria de lembr-lo que ainda no afirmei nem neguei que Deus seja o autor do pecado. At aqui, voc nem mesmo enunciou o problema. Como voc estabeleceu a premissa: Deus no pode ser o autor do pecado? N: Se Deus o autor do pecado, isso faria dele injusto! V: Mas como? O que justia e injustia? E a propsito, qual o significado da palavra autor? E o significado de "pecado" em seu questionamento? N: Eu nunca considerei todos esses detalhes antes. V: Mas voc precisa. Deixe-me dizer o que necessrio para tornar sua afirmao numa objeo real e racional. Primeiro, voc deve estabelecer a premissa de que o fato de Deus ser soberano faria dele o autor do pecado. Segundo, voc deve estabelecer a premissa de que o fato de Deus ser o autor do pecado contradiria o ensino bblico, ou o Cristianismo. Ento, voc deve estabelecer que essas duas premissas necessariamente produzam a concluso de que o Cristianismo falso. Observe que voc deve fornecer um argumento vlido para cada premissa a fim de estabelec-las. Voc deve tambm possuir definies coerentes e relevantes para todas as palavras e expresses envolvidas, tais como Deus, soberano, autor e pecado. Se voc falhar em alguma parte de tudo isso, ento logicamente no h objeo para ser respondida. Agora, se voc jamais considerou essas perguntas necessrias, ento nem de longe voc to racional quanto pensa,

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    e parece ser um hipcrita ao dizer que o Cristianismo irracional. 10 (Mais tarde na conversa) Sam: Veja, Nat, isso o que eu lhe disse desde o comeo. intil argumentar com ele e deixar a lgica decidir o assunto. V: Ento voc no cr na lgica? S: No, no creio na lgica. V: Maravilha, ento isso quer dizer que voc cr na lgica. S: O qu? Eu acabei de dizer que no creio. V: O qu? Sua me uma vaca? O que o faz dizer uma coisa dessa? S: Eu no disse isso; minha me no uma vaca. V: O qu? Seu pai um criminoso e sua irm uma prostituta? Ei, eu no preciso saber de tudo isso. S: Pare de insultar minha famlia! V: Eu no estou insultando sua famlia, voc quem est! S: O que voc disse no faz nenhum sentido! V: O que eu digo precisa fazer sentido? A lgica afirma que A no pode ser no-A ao mesmo tempo e no mesmo sentido. Visto que voc no cr na lgica, ento eu no creio na lgica pode facilmente significar eu creio na lgica, minha me uma vaca, meu pai um criminoso ou minha irm uma prostituta. Agora, voc cr na lgica ou no? Se voc cr na lgica, ento voc deve ser bem-sucedido no ponto em que o Nat falhou; se voc no cr na lgica, ento voc cr na lgica e sua me uma vaca.

    A objeo do incrdulo no pode ser logicamente entendida e ento respondida, a menos que voc conhea primeiro seu significado e raciocnio, mas quando pressionamos por definies e clarificaes, a prpria objeo destruda. Isso acontece com toda objeo no-crist, de forma que logicamente falando, o no-cristo realmente no pode nos perguntar nada, ou nos desafiar sobre nada. Ele pensa que esperto, mas ele no pode nem mesmo formular uma pergunta ou objeo inteligvel. Ele o tolo, o idiota, e isso o que a apologtica mostra que qualquer ateu um palhao completo. 10 Para consideraes adicionais sobre a questo autor do pecado, veja Vincent Cheung, Commentary on Ephesians.

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    Certamente, isso no significa que nunca devemos defender a verdade e coerncia de nossas prprias crenas. De fato, como discutiremos no prximo captulo, deveramos apresentar e defender nossas crenas da mesma forma como destrumos as crenas dos nossos oponentes. Assim, de fato no estamos tentando nos esquivar das perguntas e objees; o problema que nenhuma das perguntas e objees dos no-cristos faz algum sentido. Eles no entendem e apresentam racionalmente suas perguntas e objees; pelo contrrio, eles cegamente apontam e atiram, e se eles erram, eles atiram novamente, e novamente, e novamente. Eles podem frequentemente usar essa abordagem com segurana, pois os cristos nunca fazem com que eles expliquem suas prprias crenas e a base racional para as suas prprias perguntas e objees. Portanto, alm de defender a verdade e a coerncia da nossa f, devemos tambm expor o fato de que todo o pensamento deles descuidado, tolo, irracional e injustificado. Por exemplo, com o problema do mal, certamente podemos e devemos dizer aos nossos oponentes sobre a relao de Deus com o mal, mas fazemos isso no porque a lgica da objeo deles demanda isso (visto que a objeo no faz nenhum sentido), mas porque Deus nos chamou para pregar o evangelho e ensinar todas as naes. O incrdulo no sabe ou admite que tudo o que ele diz tolo e irracional; pelo contrrio, ele cr que ele totalmente inteligente e racional. Voc deve destruir essa auto-iluso atacando tudo o que ele diz e cr. Para fazer isso, voc deve aprender a ouvir cuidadosamente e ento pensar silogisticamente, rastreando tantos problemas lgicos quanto voc for mentalmente capaz. Ento, lance um ataque total. Pergunte Por qu?; pergunte E da?; pergunte Como voc sabe?. Desafie cada definio; exija que cada premissa assumida seja explicitamente declarada e defendida; questione cada inferncia com respeito sua validade e necessidade lgica; exponha cada movimento irracional, cada salto na lgica. Se a cosmoviso do incrdulo verdadeiramente racional, ento ele no deveria ter nenhum problema em nos responder; de fato, ele j deveria ter passado pela mesma anlise racional qual adotou suas crenas atuais. Estamos convencidos que, assim como Deus tornou todo o pensamento no-cristo tolo e ftil, todo no-cristo cair diante de uma presso racional, pois a Razo de Deus est contra ele, e ele no tem nenhuma defesa contra os nossos ataques. O apologista cristo tem armas divinas de Deus para derrotar qualquer no-cristo, mas para utiliz-las eficazmente e cumprir a sua misso, ele deve ser disposto, decisivo, preciso e meticuloso. Ao invs de considerar a apologtica como somente defesa, como somente responder perguntas e fazer esclarecimentos, ele deve incansavelmente atacar todo pensamento no-cristo com a fora sobrepujante da Lgica (logos, Joo 1:1).

  • 3. ARRANJE O CONFRONTO ATOS 17:22-31 Ento Paulo levantou-se na reunio do Arepago e disse: Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocs so muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei at um altar com esta inscrio: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocs adoram, apesar de no conhecerem, eu lhes anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele h o Senhor dos cus e da terra, e no habita em santurios feitos por mos humanas. Ele no servido por mos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo d a todos a vida, o flego e as demais coisas. De um s fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontr-lo, embora no esteja longe de cada um de ns. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos poetas de vocs: Tambm somos descendncia dele. Assim, visto que somos descendncia de Deus, no devemos pensar que a Divindade semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginao do homem. No passado Deus no levou em conta essa ignorncia, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que h de julgar o mundo com justia, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. 1 A Escritura diz que Deus tornou a sabedoria humana tola e ftil; na sabedoria de Deus que o mundo no o conheceu por meio da sabedoria humana (1 Corntios 1:21). Em outras palavras, o decreto e desgnio deliberado de Deus que a sabedoria humana nunca alcanar o conhecimento sobre a realidade ltima (Deus) e que ela nunca alcanar a salvao sobre sua prpria base. Visto que tudo da realidade est inseparavelmente conectado e sustentado pela realidade ltima (Deus), e visto que todo homem perecer no inferno sem a salvao atravs de Cristo, isso significa que toda cosmoviso, filosofia ou religio no-crist nunca pode alcanar algum conhecimento verdadeiro sobre a realidade, nem pode produzir algum verdadeiro significado, propsito ou resultado na vida. Assim, dizemos que Deus tornou toda a sabedoria humana tanto tola como ftil. E visto que todo no-cristo, pelo prprio fato de que ele um no-cristo, abraa e confia na sabedoria humana em seu pensamento, isso significa que todo no-cristo tolo e ftil. A menos que Deus o converta soberanamente, cada um deles estpido e imprestvel. Como a Escritura diz: Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inteis; no h ningum que faa o bem, no h nem um sequer (Romanos 3:12).

    1 Para uma exposio detalhada dessa passagem e como ela se relaciona com a apologtica bblica, veja Vincent Cheung, Presuppositional Confrontations.

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    Todos cristos concordam comigo sobre isso isto , concordam com a Escritura em princpio, mas quando eu realmente digo isso, muitos deles me repudiam. Isso porque eles esto embaraados sobre Deus, e sobre o que ele explicitamente ensina na Escritura; ou eles no querem que eu repita o que ela ensina, ou eles querem que eu dilua tanto o ensino que ningum saiba o que eu quero realmente dizer. Mas eu no me envergonho do que a Escritura ensina, e recuso me acomodar s pessoas fracas que reivindicam ser crists. Portanto, eu repetirei, todos os no-cristos so estpidos, pecaminosos e sem valor, como a Escritura ensina. Mesmo como cristos, toda nossa sabedoria, santidade e valor vem de Deus, e no de ns mesmos, de forma que sem ele, no somos nada e no podemos fazer nada (Joo 15:5). Eu enfatizo isso no simplesmente para insultar os no-cristos, e no simplesmente porque me faz feliz dizer isso; antes, estou tentando lhe falar sobre a realidade da situao, uma realidade que carrega implicaes importantes para a apologtica. Ns j discutimos uma dessas implicaes anteriormente, a saber, que porque a sabedoria humana tola e ftil, enquanto dependermos da sabedoria divina em nossa apologtica, sempre venceremos em qualquer debate contra qualquer incrdulo. Outra implicao importante que, visto que a sabedoria humana tola e ftil visto que ela absurda e estril ao fazer apologtica, no devemos comear e ento construir sobre a sabedoria humana na tentativa de produzir conhecimento sobre a realidade ou fruto intelectual. Portanto, o apologista bblico no tenta meramente redirecionar a sabedoria humana para uma concluso que concorra com a sabedoria divina; antes, ele arranja um confronto total entre a sabedoria humana e sabedoria divina, e como um resultado, ele esmaga toda sabedoria humana pela sabedoria divina, e tambm vindica a sabedoria divina no processo. Falando de modo geral, essa a essncia do meu mtodo: eu derrubo o orgulho humano e exalto a sabedoria divina, eu esmago a especulao humana pela revelao divina. No, eu no estou dizendo que coloco os dois pontos de vistas opostos diante de cada pessoa e deixo que elas escolham a mais atrativa. No estou advogando uma apologtica comparativa, mas uma apologtica confrontacional. Embora a apologtica comparativa tenha o seu propsito, somente a apologtica confrontacional pode verdadeiramente vindicar a f e esmagar o oponente no debate. Uma razo para isso que mostrar que duas cosmovises so diferentes no mostra automaticamente que uma delas verdadeira e a outra falsa. Outra razo que os rprobos sempre sero atrados cosmoviso no-bblica de qualquer forma (1 Corntios 1:18, 22-23), por causa da estupidez e pensamento pecaminoso deles. Pelo contrrio, o que estou dizendo que a cosmoviso bblica consiste de uma srie de doutrinas reveladas que fornecem (1) uma filosofia positiva e abrangente que verdadeira e coerente (e, portanto, logicamente defensvel), e (2) uma forma de pensamento que esmaga racionalmente nossos oponentes. O caminho para vitria, ento, aplicar habilidosamente a cosmoviso bblica aos desafios e oportunidades intelectuais que se levantam durante o debate. O mtodo confrontar a sabedoria humana com a sabedoria divina, e visto que at mesmo a loucura de Deus mais sbia que a sabedoria do homem, eu nunca perderei

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    no debate, mas sempre obterei uma vitria total e decisiva. Se voc aprender como arranjar, manter e continuar um confronto entre a sabedoria humana e a sabedoria divina, ento voc tambm pode ter essa certeza de vitria. Assim, nesse captulo, discutiremos alguns princpios e orientaes de como arranjar tal confronto. A abordagem bblica para a apologtica confrontar a sabedoria humana com a sabedoria divina, e esmagar a sabedoria humana e vindicar a sabedoria divina. Voc faz isso arranjando um confronto entre a cosmoviso bblica e a cosmoviso no-bblica. Isso, consequentemente, significa que durante o seu debate ou discusso com um incrdulo, voc deve apresentar pelo menos todos os elementos principais da cosmoviso bblica, e voc deve interagir com todos os elementos principais da cosmoviso no-bblica esposada pelo seu oponente. Se voc for bem sucedido em fazer isso, vrias coisas acontecero. Voc deixar claro que as duas cosmovises contradizem uma a outra em cada ponto principal. Se os primeiros princpios de duas cosmovises se opem um ao outro, ento tudo o que deduzido a partir desses princpios opostos necessariamente se oporo um ao outro tambm. Visto que voc sabe que os primeiros princpios da sua cosmoviso se opem aos primeiros princpios da cosmoviso do seu oponente, 2 isso significa que voc tambm logicamente discordar com o seu oponente em cada questo menor. Mesmo que voc parea concordar com seu oponente em algo, uma concordncia puramente superficial, e uma concordncia que ser destruda sempre que um discutir o que ele verdadeiramente quer dizer e as razes para a sua posio. Visto que as duas cosmovises se opem uma a outra em cada ponto, segue-se que cada cosmoviso deve ento permanecer de p sobre os seus prprios mritos e recursos intelectuais. Em outras palavras, cada cosmoviso pode conter somente princpios e proposies que so validamente deduzidas a partir de um primeiro princpio auto-autenticado; ela no pode tomar emprestado princpios e proposies disponveis em outras cosmoviso que no so dedutveis a partir de seu prprio primeiro princpio. Por exemplo, se um princpio no-bblico no pode racionalmente permanecer de p por si prprio, e ento por deduo vlida produzir um princpio tico contra o assassinato, ento essa cosmoviso (e seus aderentes) no pode afirmar racionalmente um princpio tico contra o assassinato. Melhor ainda, se um princpio no-bblico no pode permanecer de p racionalmente por si prprio, e ento por deduo vlida produzir uma teoria de conhecimento, ento essa cosmoviso no-bblica (e seus aderentes) no pode reivindicar racionalmente saber algo de forma alguma. E se um aderente dessa cosmoviso no-bblica no pode racionalmente reivindicar algo de forma alguma, ento segue-se necessariamente que ele no pode ter nenhuma base ou recurso intelectual pelo qual questionar ou atacar o Cristianismo. Certamente, a implicao que para ser capaz de racionalmente questionar ou atacar algo, algum j deve ter uma cosmoviso verdadeira e coerente. Se a pessoa no pode defender sua prpria cosmoviso ao mesmo tempo que est atacando outra, ento todas suas perguntas e objees sero apenas tagarelices sem sentido de um luntico. 2 Se os primeiros princpios de sua cosmoviso e da cosmoviso do seu oponente de fato concordam, ento isso significa que voc na verdade um no-cristo como o seu oponente, ou que seu oponente na verdade um cristo como voc, e que todo o debate na verdade um grande mal-entendido.

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    Seu oponente no-cristo precisamente isso, e isso uma das coisas que voc deveria mostrar ao realizar apologtic