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    Diretoria de Comunicao Empresarial e Relaes Institucionais

    Rodovia Campinas Mogi-Mirim, km 2,5

    CEP 13088.900 - Campinas - SP

    [email protected] www.cpfl.com.br

    PM-

    12/2008

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    120 | Arborizao Urbana e Viria

    Arborizao Urbana ViriaAspectos de planejamento, implantao e manejo

    Campinas - 2008

    CPFL Energia

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    CPFL Energia.

    Arborizao urbana viria: aspectos de planejamento, implantao e manejo / CPFL

    Energia ed. rev. Campinas, SP: CPFL Energia, 2008.

    120 p.; il.

    1. Arborizao urbana. 2. Meio ambiente. I. CPFL Energia. II. Ttulo.

    CDU 574

    CONSELHO DE ADMINISTRAOCPFL ENERGIA

    Luiz Anbal de Lima FernandesPresidente

    Ceclia M. G. SiqueiraVice-Presidente

    CONSELHEIROSAna Dolores M. C. de NovaesArthur Prado SilvaCarlos Alberto Cardoso MoreiraDaniela Corci CardosoFrancisco Caprino NetoHlio CampagnucioHumberto Pires Vianna de LimaMarcelo Pires de Oliveira DiasMilton Luciano dos SantosNelson Koichi ShimadaOtvio Carneiro de Rezende

    DIRETORIAWilson P. Ferreira JuniorDiretor Presidente da CPFL eDiretor Vice-presidente de Estratgiae RegulaoHlio Viana PereiraDiretor Vice-presidente de DistribuioPaulo Cezar Coelho TavaresDiretor Vice-presidente de Gesto de EnergiaMiguel Normando Abdalla Saad

    Diretor Vice-presidente de GeraoJos Antonio de Almeida FilippoDiretor Vice-presidente Financeiro e deRelaes com InvestidoresJos Marcos Chaves de MeloDiretor Vice-presidente Administrativo

    PROJETO GRFICO: Gad' AgencyEDIO DO TEXTO: Ivanisa Alcntara AndersonDuffles AndradeCAPA: Allan Fidelis ToledoFOTOGRAFIAS: Carlos BassanILUSTRAES: Ricardo Quintana

    Arborizao Urbana ViriaAspectos de planejamento, implantao e manejo.

    REALIZAO:

    Diretoria de Desenvolvimento de Projetos - Luiz Carlos Mendes

    COORDENAO:

    Departamento de Meio Ambiente - Rodolfo Nardez Sirol

    PARTICIPAO:

    Ana Zanaga Zeitlin CPFL

    Danielle Chiuratto Godoy CPFL

    Diogo Fugiwara Muchiutti CPFL

    Fernanda Furlan Goveia CPFL

    Fernando Celso Sedeh Padilha CPFL

    Lizzi Lemos Colla CPFL

    Marcelo Eduardo de Mattos CPFL

    Mariana Nagle dos Reis CPFL

    Maurcio de Sousa Moraes CPFL

    Melina Casado de Oliveira CPFL

    Robson Hitoshi Tanaka CPFL

    Rogrio Marchetto Antonio CPFL

    CONSULTORIA:

    Marcelo de Souza Machado Crestana - Engenheiro Agrnomo Especialista

    CPFL Energia

    Ficha catalogrfica elaborada pela Biblioteca da CPFL Energia

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    6.1.2 A idade das plantas 70

    6.1.3 O ciclo produtivo e a poca de poda 71

    6.2 Tipos de poda 72

    6.2.1 Poda de limpeza 73

    6.2.2 Poda de levantamento de base de copa 75

    6.2.3 Poda em V e poda em furo 78

    6.2.4 Poda de rebaixamento 80

    6.3 Cortes e tratamento fitossanitrio 82

    6.3.1 Posies de corte 82

    6.3.2 Pontos de insero dos ramos: crista e colar 84

    6.4 Instrumental para o corte 86

    6.4.1 Tesouras 86

    6.4.2 Podes 87

    6.4.3 Serras manuais 88

    6.4.4 Motosserras 89

    6.4.5 Ferramentas de impacto 90

    6.4.6 Equipamentos auxiliares 90

    6.5 Segurana no trabalho 91

    6.5.1 Cuidados bsicos 94

    6.5.2 Equipamentos de proteo individual EPIs 97

    6.5.3 Equipamentos de proteo coletiva EPCs 100

    7 Glossrio 102Referncias bibliogrficas 109

    Sumrio1 Um manual para arborizao urbana: por qu? 22 A importncia das rvores para as cidades 43 A legislao definindo responsabilidades 7

    4 Desenvolvimento da arborizao urbana 114.1 Aspectos relevantes para o planejamento da arborizao 15

    4.1.1 A escolha das espcies para plantio 28

    4.2 Espcies para arborizao pblica 33

    4.2.1 rvores de porte baixo mais comuns 34

    4.2.2 rvores de porte mdio e alto mais comuns 39

    4.2.3 Palmeiras em vias pblicas 52

    4.2.3.1 Espcies mais freqentes de tronco mdio e alto 53

    4.2.3.2 Espcies mais freqentes de tronco baixo 56

    5 Tcnicas para o plantio de rvores 585.1 Padro das mudas 59

    5.2 Abertura e preparo das covas 62

    5.3 Plantio 64

    5.4 Manuteno das mudas 66

    6 Poda e conduo de rvores urbanas 67

    6.1 Fatores que determinam a aplicao da poda 69

    6.1.1 A resistncia poda 69

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    CPFL Energia

    As rvores existentes ao longo das vias pblicas integram-se s reas

    verdes de uma cidade. Esta arborizao propicia equilbrio ao ambiente

    natural modificado. A crescente expanso e complexidade das malhas urbanas

    impem o adequado planejamento e a correta implementao da arborizao

    viria para que a populao possa melhor desfrutar desses espaos.

    As reas verdes ou os espaos verdes tornam-se, cada vez mais, essenciais ao

    planejamento urbano, cumprindo funes importantes de paisagismo, de

    esttica, de plstica, de higiene e de beleza cnica. So, ainda, fatores que

    contribuem para a diminuio do stress da populao urbana e, tambm, para

    a valorizao da qualidade de vida local.

    Em decorrncia da diversidade de mtodos e conceitos existentes, a escolha

    dever dar-se em funo da realidade local, das diferenas ambientais regionais,

    dos equipamentos urbanos existentes, das condies da administrao pblica

    para sua implantao e manejo, dentre outras. Esta publicao rene as

    principais experincias no trato cotidiano da arborizao viria, apontando

    algumas solues prticas para os problemas verificados.

    Este manual, resultado da reviso de guias e trabalhos anteriores, por intermdio

    de criteriosa atualizao, amplia uma srie de informaes tcnicas, mas no

    pretende esgotar o assunto nem tampouco se constituir na derradeira forma de

    planejamento da arborizao. Alicerado no mtodo que privilegia o critrio do

    plantio de rvores adequadas aos espaos disponveis nos logradouros pblicos,

    busca respeitar as restries que se apresentam, tais como caladas estreitas,

    redes de energia eltrica ou outras.

    O manual Arborizao Urbana Viria: Aspectos de planejamento,

    implantao e manejoapresenta conceitos para planejamento, plantio, poda

    e conduo da arborizao viria, com base na metodologia adotada. Almdisso, aborda aspectos de segurana no trabalho, dos instrumentais para

    corte e da legislao pertinente, ressaltando a importncia das rvores

    para o ambiente urbano.

    UM MANUAL PARA ARBORIZAOURBANA: POR QU?

    1

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    A presena das rvores nas cidades interfere no lado psquico do homem,

    atenuando o sentimento de opresso. Pelo fato de possurem uma enorme

    diversidade de formas, de cores e de tonalidades, as vrias espcies de rvores

    proporcionam sensaes de bem-estar, de felicidade e de alegria. Bem localizadas,

    as rvores organizam os espaos urbanos e, por sua magnitude, transformam-se

    em pontos de referncia movimentao humana.

    So notveis e perceptveis os efeitos favorveis que os vegetais

    superiores, especialmente as rvores, proporcionam ao ambiente,

    renovando o oxignio do ar e hidratando a atmosfera por meio dos

    processos da fotossntese e da transpirao.

    Plantadas nas proximidades de edifcios, as rvores estabilizam a temperatura

    interna dessas construes, possibilitando o menor uso de condicionadores de ar

    e, conseqentemente, reduzindo o consumo de energia eltrica. Deve-se ressaltar

    tambm que, sob a projeo das copas das rvores, sua sombra, a temperatura

    ambiente mais amena e agradvel.

    As rvores, dispostas em fileiras ou em macios, constituem-se em

    verdadeiras barreiras que podem contribuir sobremaneira para a melhoria

    ambiental dos locais onde se situam e gerar benefcios s reas

    circundantes. Pela reduo da velocidade e mudana da direo das

    correntes de vento, protegem esses espaos, agindo como quebra-

    ventos.

    A IMPORTNCIA DAS RVORESPARA AS CIDADES

    2

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    A LEGISLAO DEFININDORESPONSABILIDADES

    3Da mesma forma, desempenham significativo efeito de controle da

    poluio sonora, uma vez que absorvem sons e rudos. No bastasse isso,

    nas ruas tecnicamente arborizadas, a poeira suspensa na atmosfera

    25% menor do que nos locais onde no h rvores: suas folhas retm

    partculas de p e tambm de outros agentes poluentes suspensos na

    atmosfera.

    As rvores so o mais perfeito tipo de cobertura vegetal para proteo do

    solo contra os efeitos danosos provocados pela eroso hdrica, uma vez

    que suas frondes anulam o impacto das gotas dgua contra o solo. Isto

    porque a gua da chuva flui gradual e lentamente pela ramagem at o

    solo, neste se infiltrando e se depositando, contribuindo para o aumento

    das reservas hdricas subterrneas.

    As rvores, em muitos casos, por serem redutos de espcies da fauna e

    da flora, inclusive daquelas ameaadas de extino, desempenham

    papel de suma relevncia para a preservao destas espcies, ampliando

    sua importncia ecolgica.

    Por todos os aspectos anteriormente elencados, indispensvel

    considerar a funcionalidade da arborizao no planejamento urbano,

    lembrando ainda que esta representa, sem dvida, importante elemento

    de desenvolvimento educacional.

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    As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente

    sujeitaro os infratores, pessoas fsicas ou jurdicas, a sanes

    penais e administrativas, independentemente da obrigao de

    reparar os danos causados.

    A Lei Federal n. 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais,

    que dispe sobre as sanes penais e administrativas derivadas de

    condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e d outras providncias,

    na Seo II Dos crimes contra a flora, estabelece, no artigo 49:

    Destruir, danificar, lesar ou maltratar de qualquer modo ou meio,

    plantas de ornamentao de logradouros ou em propriedades

    privadas alheias.

    Pena deteno de trs meses a um ano, ou multa, ou ambas

    cumulativamente.

    Pargrafo nico No crime culposo a pena de um a seis meses,

    ou multa. "

    Esta lei est regulamentada pelo Decreto Federal n. 3.179/99, que

    especifica as sanes e multas administrativas aplicveis, fixando o

    valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) por rvore, valor a ser corrigido

    periodicamente com base nos ndices estabelecidos na legislao.

    Por se tratar de assunto de interesse local, a atribuio para criar legislao que

    normalize a arborizao urbana de competncia municipal. Quando esta

    legislao municipal no criada, acaba por dificultar o planejamento e facilitar

    aes desordenadas na arborizao.

    Embora a edio de normas legais que disciplinem esta matria seja atribuio

    municipal, existem outras correlatas, dentre as quais podem ser citadas: a

    Constituio Federal Brasileira de 1988, artigo n. 30, Inciso VIII, e artigos n. 182,

    183 e 225; o Cdigo Civil, artigos n. 98 e 99; a Lei Federal n. 4.717/65 - Ao

    Popular; a Lei Federal n. 6.766/79 - Parcelamento do Solo; a Lei Federal n. 7.347/85

    - Ao Civil Pblica; a Lei Federal n. 8.078/90, artigos n. 81 e 82 - Cdigo de Defesa

    do Consumidor; a Lei Federal n. 9.605/98, artigo n. 49 - Lei de Crimes Ambientais;

    e a Lei Federal n. 10.257/01 - Estatuto da Cidade.

    A legislao elaborada pelas municipalidades deve sempre estar em consonncia

    com as disposies constitucionais e com a legislao federal, podendo sempre

    ser mais exigente ou mais severa, mas nunca menos restritiva que a lei maior

    naquilo que preceitua.

    A Constituio da Repblica Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988, em

    seu Captulo VI, que trata das questes relacionadas ao meio ambiente, no Artigo

    n. 225 estabelece que:

    Todos tm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de

    uso comum do povo e essencial sadia qualidade de vida, impondo-se ao

    Poder Pblico e coletividade o dever de defend-lo para as presentes e

    futuras geraes.

    Indo alm, determina que as condutas lesivas ao meio ambiente seropassveis de sanes conforme seu 3, in verbis:

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    DESENVOLVIMENTO DAARBORIZAO URBANA

    4Da interpretao dos artigos n. 30, 182 e 183 da Constituio da Repblica

    Federativa do Brasil, em vigor, e dos artigos n. 98 e 99 do Cdigo Civil, torna-

    se clara a concluso de que das prefeituras municipais a responsabilidade

    pelo manejo das rvores urbanas. Respeitando essas atribuies e

    prerrogativas, que desde h muito so dos municpios, o Cdigo de guas, de

    10 de julho de 1934, em razo dos servios pblicos de eletricidade serem de

    competncia da Unio e considerados perigosos, possibilitou s

    concessionrias intervirem na arborizao quando as rvores prximas sredes acarretassem riscos de acidentes s pessoas, s instalaes da

    empresa e, ainda, riscos de interrupo do fornecimento de energia eltrica.

    Por derradeiro, cabe lembrar que a adoo, pelo poder pblico municipal,

    de legislao que regulamente os critrios de implantao e interveno na

    arborizao urbana um instrumento indispensvel ao seu planejamento e

    preservao, evitando conflitos futuros e dispndio desnecessrio de

    recursos pblicos, para sua adequao e correo desse patrimnio pblico

    e ambiental.

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    Posteriormente, o trabalho desenvolvido pelas empresas de energia eltrica

    do Estado de So Paulo, com a participao da CPFL, culminou com a

    edio do Guia de Planejamento e Manejo da Arborizao Urbana, o que

    permitiu que as empresas paulistas levassem comunidade as inovaes

    tcnicas e ambientais de forma sistematizada e em linguagem acessvel.

    Hoje, a especializao tcnica dos profissionais da rea permite que

    facilmente sejam observados os efeitos causados pela arborizao mal

    planejada. Esta afeta o dia-a-dia das pessoas, na medida em que causa

    danos infra-estrutura urbana. Mesmo assim, destacam-se os notveis

    benefcios que as rvores acrescentam qualidade de vida do homem e ao

    meio ambiente urbano. Para que esses benefcios advindos da arborizao

    sejam plenamente usufrudos, imprescindvel somar adoo do

    planejamento tcnico um programa adequado de manejo.

    O conhecimento da vegetao j existente primordial para definir

    procedimentos, especialmente os relacionados s tcnicas de manejo

    dessa vegetao e seleo das espcies que sero introduzidas,

    considerando-se suas exigncias naturais e o atendimento aos interessesdos usurios.

    O diagnstico da situao urbana deve reunir informaes indispensveis

    ao planejamento da arborizao. Dentre outros, citam-se os dados referentes

    condio climtica regional, s caractersticas geo-topogrficas dos

    De modo geral, a arborizao nas cidades paulistas foi implementada de

    maneira desordenada, sem que tivessem sido consideradas as necessidades

    mnimas de cultivo das espcies empregadas nas diferentes regies. Esta

    situao pode ser justificada pela ausncia, na poca, de profissionais

    especialistas no assunto no mercado.

    Na dcada de 70, em todo o Estado de So Paulo, generalizou-se o emprego

    da sibipiruna para arborizao das ruas e, em algumas regies, foram

    introduzidas outras espcies, citando-se como destaques: o alfeneiro, o

    casco-de-vaca, as canelinhas, o oiti e o chapu-de-sol.

    Atualmente, o plantio indiscriminado dos Ficus, espcie contra-indicada

    para as condies de calada, agravou a situao. Podem ser observados

    inmeros exemplos negativos na arborizao viria, representados por

    rvores de grande porte e sistema radicular agressivo, comprometendo a

    fundao das construes, a pavimentao, as redes de esgoto, de gua e

    de gs, as galerias de guas pluviais, alm de fiaes areas de energia

    eltrica, de telefone, de televiso a cabo e fibras ticas.

    O conhecimento tecnolgico e ambiental sobre arborizao urbana vemevoluindo bastante nos ltimos anos. A CPFL assumiu importante papel

    nessa evoluo, com a edio, em 1984, da Norma Tcnica NT 154,

    Coexistncia dos Sistemas Eltricos de Distribuio Urbana e Arborizao.

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    A introduo de rvores nos espaos urbanos deve considerar os interesses da comuni-

    dade usuria, o conforto e o equilbrio ambiental. preciso analisar cuidadosamente

    cada situao, de modo que a rvore no venha a se transformar em um problema no

    futuro, mas que, ao contrrio, possa proporcionar o mximo de benefcios s pessoas e

    aos locais onde estiver plantada.A seguir, apresentam-se ilustraes de ocorrncias bastante comuns, as quais exigem

    procedimentos tcnicos corretos.

    O plantio de rvores prximo a residncias deve, sempre que possvel, levar em con-

    siderao a futura projeo da sombra da rvore. Como regra, deve-se plantar as

    espcies de mdio e grande porte no lado sul das construes. Tal re comendao

    justifica-se, pois no outono-inverno, perodo em que se deseja o mximo aproveitamento

    do aquecimento e da iluminao dos raios solares, a sombra das rvores projeta-se ao

    sul, no atingindo a casa. O sombreamento, neste perodo, alm de reduzir a temperatura

    ambiente, pode umedecer as fachadas residenciais, causando prejuzos. J no vero, a

    sombra projeta-se ao norte e, plantando-se a rvore ao sul da moradia, a projeo da

    sombra ir diminuir a temperatura nas residncias. Recomenda-se tambm o plantio de

    rvores ao sudoeste da residncia, para que os raios solares incidam pela manh e a

    projeo da sombra incida na residncia no perodo da tarde.

    4.1 Aspectos relevantes para o planejamento da arborizaoespaos e informaes sobre o sistema virio: as dimenses das ruas, dascaladas e dos recuos das construes, assim como a existncia, identi ficao

    e localizao dos equipamentos de infra-estrutura urbana. A anlise do

    cruzamento dessas informaes possibilitar o desenvolvimento de projeto

    para implantao de nova arborizao, a correo da situao diagnosticada

    ou a manuteno da vegetao existente.

    A implantao do projeto deve seguir criteriosamente as fases previstas no

    planejamento. Entretanto, a existncia de inmeras variveis ambientais e

    sociais poder dar margem a interferncias externas que obrigaro a

    adequaes do projeto desenvolvido. Para esses casos, deve-se sempre

    proceder analise do custo-benefcio dessas alteraes.

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    O plantio de rvores deve ser planejado de forma a permitir a incidncia dos raios

    solares nos jardins residenciais. Para tal, deve-se evitar o uso de espcies com

    folhagem permanente nas proximidades de canteiros e jardins, pois geram

    sombreamento excessivo. Alm do sombreamento, as rvores tambm concorrem

    com as plantas dos jardins na retirada de nutrientes do solo.

    A queda de folhas das rvores, quando prximas aos telhados, pode provocar entu-pimentos de calhas, danificar coberturas e telhados. Esta situao se agrava quan-

    do so utilizadas espcies decduas ou mesmo as semi-decduas. Deve-se pro ceder

    limpeza peridica desses espaos, antes de se decidir pela supresso das

    rvores.

    O planejamento da arborizao deve considerar a existncia de antenas, painis

    solares ou outros equipamentos existentes. Deve-se analisar a distncia entre

    esses equipamentos e as rvores a serem plantadas, assim como o porte das

    plantas quando adultas, para que no venham a prejudicar o funcionamento dos

    equipamentos. Quando da implantao de novos equipamentos, estes devero

    ser instalados fora do alcance da copa das plantas.

    Pode-se aproveitar o fenmeno de queda das folhas (caducidade) nas espcies

    decduas, considerando a posio do sol, para propiciar sombreamento no

    vero e aquecimento no inverno.

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    Mesmo em uma arborizao viria bem planejada, com rvores de porte adequado

    ao espao disponvel, pode ocorrer que as rvores fiquem com a base da copa

    muito baixa, atrapalhando a livre passagem de pedestres pelas caladas e o

    trnsito de veculos nas ruas. Nestas situaes, deve-se proceder poda de

    levantamento de base da copa, conforme descrito no item 6.2.2.

    Algumas espcies de rvores, geral-

    mente de grande porte, possuem razes

    superficiais de dimenses imprprias s

    vias pblicas, podendo causar danos

    em ruas e caladas. Mesmo espcies

    consideradas adequadas, devido a um

    crescimento excepcional de razes

    superficiais, podem causar esses danos,

    ainda que em menor proporo.

    Caso isto j esteja ocorrendo, deve-se adotar como medida corretiva o alargamentodo canteiro e, sempre que possvel, evitar o corte de razes superficiais, que tm a

    funo de sustentao.

    18 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Ao planejar o plantio de rvores, devem ser levadas em considerao possveis

    ampliaes das construes vizinhas. Nos casos em que a rvore j interfere na

    ampliao das construes, pode-se proceder eliminao de ramos, desde

    que a poda no altere a forma natural das plantas e no provoque seu

    desequilbrio. Para tanto, deve-se procurar sempre a orientao de um

    profissional devidamente habilitado para que a eliminao desses ramos seja

    feita com critrio.

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    A escolha errada da espcie arbrea a ser plantada nas vias pblicas causar

    uma srie de problemas aos espaos urbanos, demandando interferncias quepodem prejudicar as prprias rvores, como pode ser observado na ilustrao.

    LEGENDA1 O tracejado indica a dimenso da copa desta rvore quando chegar

    fase adulta.

    2 Haver necessidade de poda para a passagem de linha area dacompanhia de servios pblicos.

    3 Haver a necessidade de poda para a passagem de veculos.

    4 As razes iro danificar as ruas e acostamentos.

    5 As razes viro a danificar as caladas.

    6 Haver a necessidade de poda para passagem de pedestres.

    12

    3

    5 4

    6

    O correto planejamento da arborizao viria permite a coexistncia harmoniosa

    das plantas com as redes areas, e com os demais equipamentos urbanos,

    facilitando seu funcionamento e manuteno.

    rvores de pequeno porte e razes superficiais favorecem a construo e o

    funcionamento de redes subterrneas de gua, de esgoto e de energia eltrica.

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    rvores de porte mdio e com copas densas servem para sombrear reas

    de estacionamento. A posio correta de plantio das rvores nos boxes

    essencial para que, no futuro, a sombra de suas copas seja projetada

    sobre os veculos, e no fora deles.

    rvores de porte baixo ou mdio, de at seis metros, devem ser

    plantadas em caladas com fiao area e em caladas com construes

    pouco recuadas, podendo desenvolver-se livremente sem seremsubmetidas s podas. O plantio destas espcies possibilitar o normal

    funcionamento da rede de energia eltrica e a livre passagem de

    pedestres, alm de no danificar as canalizaes subterrneas.

    Canteiros centrais de avenidas sem redes areas e subterrneas podem

    ser ornamentados com palmeiras, havendo a possibilidade de integrar

    rvores nesse espao. Deve-se evitar o uso de plantas com bases de

    copas baixas que, projetadas na pista de rolamento, prejudicam o

    trnsito de veculos. rvores com copas do tipo globosa, pndula,

    colunar, cilndrica e umbeliforme, preferencialmente, devem ser

    introduzidas em praas e reas verdes, formando macios ou dispostas

    em fileiras de mesmas espcies.

    A arborizao de ruas com menos de 14 metros de largura est con-

    dicionada s larguras das caladas. Situaes de caladas estreitas, com

    fiao area e construes sem recuo, podem ou no ser arborizadas. As

    palmeiras somente devem ser plantadas em caladas sem fiao.

    Ruas com mais de 14 metros de largura, sem fiao e com construes em

    recuo, admitem o uso de rvores de porte pequeno, mdio ou grande.

    rvores e palmeiras existentes em parques, praas ou jardins devem estar

    contidas nesses espaos. No se recomenda arborizar as caladas que

    margeiam esses espaos, para no limitar o efeito de profundidade visual

    dos espaos abertos.

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    C

    D

    E

    F

    G

    H

    rvores fornecem sombra s edificaes e ajudam a mant-las frescas

    no vero. sombra das rvores, a temperatura ambiente chega a ser

    at seis graus centgrados mais baixa que a pleno sol. A existncia

    sistemtica de rvores minimiza as variaes trmicas.

    Nas reas residenciais particulares, assim como nas pblicas,

    recomenda-se o plantio de espcies que no comprometam asconstrues, o sistema de drenagem, o esgoto e as redes areas.B

    A

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    Em ruas com largura acima de 14m e recuo uniforme, devem ser

    plantadas rvores de porte mdio nas caladas leste e sul (G) e de

    pequeno porte nas faces oeste e norte (D).

    Em ruas com menos de 14m, sem recuo uniforme, podem-se plantar

    rvores de pequeno porte ou mant-las sem arborizao.

    Caladas que circundam praas (H) devem ficar livres de arborizao. rvores

    de porte baixo (D) podem ser plantadas sob fiao eltrica, inclusive sob rede

    secundria (baixa tenso). Palmeiras no devem ser plantadas sob fiao.

    Avenidas com recuo uniforme e canteiro central (E) de at um metro de largura

    devem ter rvores colunares ou palmeiras no canteiro central e rvores de porte

    mdio e baixo nas caladas laterais (D).

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    Na distribuio das mudas pela malha urbana do municpio ,

    recomendvel que sejam plantados exemplares da mesma espcie em

    uma determinada via pblica, podendo-se diversificar as espcies entre

    as ruas do bairro. Este procedimento fundamental para facilitar o

    manejo das plantas.

    O espaamento correto entre os indivduos arbreos no eixo da via

    pblica outro fator importante a ser observado. Via de regra planta-se

    uma muda por lote, com localizao eqidistante de suas divisas laterais.

    Considerando-se que normalmente os lotes urbanos tm 10 ou 12 metros

    de testada, recomenda-se o plantio das mudas a cinco ou seis metros das

    extremidades do lote. rvores pequenas devem ser plantadas com

    espaamento nunca menor do que sete ou oito metros entre as plantas.

    As rvores plantadas como barreiras quebra-vento reduzem a velocidade das

    correntes de ar, direcionando-as para outros pontos. Em locais planos, chegam

    a proteger a uma distncia dez vezes maior que sua altura.

    Afastamentos mnimos devem ser respeitados para

    o plantio de mudas de rvores nas vias pblicas:

    dois metros das entradas de veculos, das bocas de lobo e das caixas

    de inspeo;

    trs metros dos hidrantes;

    cinco metros das esquinas e dos postes de iluminao pblica com

    luminrias ou no; e

    dez metros dos cruzamentos das ruas onde existam semforos.

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    Deve-se considerar:

    Origem da espcie Nas ruas e avenidas das cidades paulistas,

    predominam, hoje, rvores de espciesexticas, ou seja, que no so

    espcies brasileiras, totalizando, aproximadamente, 80% dos

    exemplares. Tendo em vista a necessidade de manuteno e

    conservao da diversidade das espcies da flora nacional, recomenda-se, sempre que possvel, o emprego de plantas nativas da regio, as

    quais tm a vantagem de estarem plenamente adaptadas s condies

    de solo e clima locais.

    Num grande espao urbano e at mesmo numa cidade, a diversidade

    de espcies na composio da arborizao viria fundamental;

    recomenda-se um percentual mnimo de 10 a 15% por espcie, ndice

    este que facilitar o manejo das plantas.

    Dimenses e arquitetura das rvores Pelo uso que se dar sespcies, estas devem possuir caule nico e no ramificado,

    denominadofuste, at as primeiras ramificaes, e copa com formato

    bem definido. A altura e o dimetro plenos de uma rvore, quando

    adulta, devem ser compatveis com os espaos a ela destinados,

    evitando-se, desta forma, riscos de danos rede eltrica, s construes

    do entorno ou, mesmo, a aplicao futura de podas, sempre

    indesejveis.

    1

    2

    Muitas vezes cometem-se equvocos irreparveis pela escolha errada da

    espcie, em geral agravados pela desconsiderao das necessidades mnimas

    das rvores, tais como as relacionadas s caractersticas do solo, quantidade

    demandada de gua, necessidade de incidncia de luz solar e de espao

    necessrio ao seu desenvolvimento.Para que as rvores plantadas nas vias pblicas no venham a causar

    transtornos e conflitos futuros, necessrio conhecer as caractersticas e os

    comportamentos que lhes so prprios. A escolha, portanto, h que ser

    criteriosa, de modo a atender o maior nmero possvel de quesitos tcnicos

    desejveis, principalmente se plantadas em caladas e passeios pblicos,

    tendo-se plena conscincia de que impossvel encontrar a rvore ideal, que se

    harmonize com todas as situaes.

    Embora a diversidade da flora brasileira seja a mais representativa de todo o

    planeta, h dificuldades de opo por determinadas espcies em razo da

    escassez de dados de pesquisa sobre o assunto. Apesar disso, deve-se indicar

    e adotar para plantio em passeios de vias pblicas rvores com caractersticas

    favorveis, com eficincia consagrada, e cujas qualidades e efeitos estejam

    comprovados pela prtica.

    4.1.1 A escolha das espcies para plantio

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    Presena de frutos e flores Deve-se evitar o emprego de rvores

    produtoras de frutos pesados, volumosos, deiscentes e frutferas

    comerciais, que necessitam de cuidados especiais, como adubaes e

    tratamentos fitossanitrios especficos. desejvel, porm, o emprego

    de espcies silvestres resistentes s intempries, pouco exigentes em

    fertilidade de solo e disponibilidade de gua e que produzam pequenos

    frutos, teis alimentao de pssaros.

    Todos admiram as rvores e os arbustos floridos. Para o plantio em

    caladas, devem-se escolher rvores ornamentais que produzam flores

    de tamanho pequeno, uma vez que flores grandes depositadas no solo

    causam riscos de acidentes s pessoas. Ao escolher rvores ornamentais,

    optar pelas produtoras de flores de cores vivas e cujo perodo de

    permanncia na planta seja o mais duradouro possvel, evitando-se, por

    outro lado, as que exalam fortes odores, que podem tornar-se

    enjoativos.

    Folhas Com relao permanncia na planta, as folhas podem serdecduas, quando sua queda ocorre normalmente durante o outono-

    inverno, ocasio em que a incidncia da luz e aquecimento solar so

    mais necessrios s fachadas residenciais; essas espcies so mais

    indicadas para regies frias. Por outro lado, as espcies com folhagem

    semicaduca ou mesmo persistente apresentam a convenincia da

    renovao contnua e gradual durante o ano. A renovao anual das

    folhas nas espcies decduas um fenmeno notvel, sendo que a

    queda das folhas no deve ser entendida como sujeira.

    6

    7

    Aspectos ornamentais Vrios so os aspectos de beleza de uma

    rvore: a forma da copa (globosa, piramidal, cilndrica, umbeliforme e

    pndula), a forma e textura da casca, a cor do tronco, ou mesmo a

    presena de razes expostas. A combinao de formas, cores, textura

    ou mesmo de razes permite a criao de ambientes de rara beleza.

    Sistema radicular Para plantio em caladas, locais de trnsito depessoas ou mesmo em funo das caractersticas do entorno, deve-se

    escolher, de preferncia, espcies de raizame pivotante, evitando-se o

    quanto possvel aquelas de sistema radicular superficial ou tabular,

    que prejudicam as fundaes dos prdios e promovem o levantamento

    dos pisos e caladas, mesmo que venham a ser plantadas em canteiros

    aparentemente bem dimensionados. Com relao a este quesito,

    convm lembrar, tambm, que as covas que abrigaro as mudas,

    denominadas beros, devero possuir dimenses suficientes para

    suportar todo o raizame das plantas.

    Crescimento Deve-se evitar o plantio de rvores de grande porte e

    rpido desenvolvimento, uma vez que estas espcies, ditas pioneiras,

    mesmo sob a proteo fsica de tutores, so pouco resistentes.

    interessante lembrar que a ramagem das espcies selecionadas deve

    ser compacta, porm no excessivamente volumosa, com resistncia

    suficiente para suportar seu prprio peso sob a ao de ventos.

    3

    4

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    As espcies utilizadas na arborizao urbana so distribudas em dois grandes

    grupos, caracterizados em funo da altura mdia que alcanam: um grupo

    constitudo pelas rvores de porte pequeno ou baixo e o outro pelas de porte

    mdio e grande ou alto. A conveno para classificao desses grupos de

    rvores emprica e subjetiva, posto que uma dada espcie de porte baixo, coma idade, pode tornar-se de porte mdio, e uma de mdio porte pode tornar-se

    de porte grande.

    Convencionou-se que as rvores de porte baixo so as que possuem altura

    entre quatro a seis metros. So as espcies que comumente no interferem na

    fiao area.

    As espcies de porte mdio atingem de oito a 10 metros de altura, e as de porte

    grande atingem mais de 10 metros. As rvores destes dois grupos formam

    copas que podem variar de sete a mais de 10 metros de dimetro e,

    normalmente, so as que interferem na fiao eventualmente existente.

    As rvores com copas tpicas, colunares, cnicas ou piramidais formam copas

    cujos dimetros podem atingir at mais de 10 metros.

    4.2 Espcies para arborizao pblicaResistncia a pragas e doenas Sempre que possvel, devem serescolhidas espcies de conhecida resistncia ao ataque de insetos

    e microorganismos patognicos, dadas as dificuldades e mesmo

    as restries de uso e aplicao de defensivos no meio urbano. Em

    caso de ocorrncia, obrigatrio solicitar o suporte de profissional

    capacitado.

    Rusticidade desejvel empregar espcies resistentes s condies

    adversas do meio urbano, no que diz respeito s caractersticas

    qumicas e fsicas do solo e ocorrncia de perodos prolongados de

    estiagem, ventos e geadas.

    Toxicidade e agressividade No devem ser utilizadas plantas que

    tenham espinhos ou aquelas que possuam princpios nocivos, como o

    ltex, custico mucosa humana, e nem mesmo espcies que possam

    vir a provocar reaes de alergia no homem.

    8

    9

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    Dombeya wallichii

    Erythrina speciosa

    Eucalyptus ficifolia

    Grevillea banksii var. Forsteri

    Hibiscus rosa-sinensis

    Lagerstroemia indica

    Ligustrum sinense

    Esterculicea astrapia rosa. Madagascar. Flores rseas

    em inflorescncias pendentes, de abril a agosto, muito

    visitadas por abelhas. Multiplicao por estaca ou alporque.

    Leguminosa eritrina candelabro. Nativa. lnflorescncias

    ascendentes, vermelhas, de junho a setembro, muito visitada

    por pssaros. Ocorre a variedade de flores rseas e brancas.Possui espinhos.

    Mirtcea eucalipto vermelho. Austrlia. Flores vermelhas

    de setembro a maro. Crescimento lento.

    Protecea grevilea an. Austrlia. Flores em inflorescncias

    vermelhas, densas, durante quase o ano todo, muito

    visitadas por beija-flores

    Malvcea hibisco da China. sia. Flores grandes,

    vermelhas, rseas, amarelas, alaranjadas ou brancas,durante quase o ano todo. Multiplicao por estaca ou

    alporque.

    Litrcea resed. sia. Flores em cachos densos, rseos,

    brancas ou roxeados, de outubro a maro. Tronco bronzeado,

    liso. Multiplicao por estaca ou alporque.

    Olecea alfeneiro da China. sia, inflorescncias brancas

    de dezembro a maro. Frutos arroxeados apreciados por

    pssaros. Multiplicao por estaca ou alporque.

    As listas a seguir apresentam, na seqncia, o gnero e a

    espcie das plantas, a famlia botnica qual pertencem,

    seu nome comum, procedncia e algumas caractersticas

    que lhes so prprias.

    Leguminosa flamboyantzinho. Amrica Tropical. Flores em

    cachos vermelhos, vrias vezes por ano. Na variedade flava,

    as flores so amarelas. Possui espinhos.

    Verbencea calicarpa. sia. Flores em cachos densos,

    arroxeados, de fevereiro a abril. Frutos pequenos, branco-

    arroxeados, apreciados por pssaros.

    Tecea camlia. sia. Flores rseas, vermelhas ou brancas,

    de maro a agosto. Multiplicao por estaca ou alporque.

    Crescimento lento.

    Leguminosa canudo de pito. Nativa. Flores em cachos

    amarelos, de janeiro a junho.

    Esterculicea astrapia branca. frica. Flores brancas com

    o centro rseo, de abril a agosto, muito visitadas por abelhas.

    Multiplicao por estaca ou alporque.

    Esterculicea astrapia branca. frica. Flores brancas, de

    abril a agosto, muito visitadas por abelhas. Multiplicao por

    estaca ou alporque.

    4.2.1 rvores de porte baixo mais comuns

    Caesalpinia pulcherrima

    Callicarpa reevesii

    Camelia japonica

    Cassia bicapsularis

    Dombeya burgessiae

    Dombeya spectabilis

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    Flacurticea guaatonga. Nativa, Flores diminutas ao longo

    dos ramos, brancas. Frutos apreciados por pssaros.

    Leguminosa fedegoso do rio. Nativa. lnflorescncias

    amarelas.

    Rubicea quina quina. Nativa. Flores rseas.

    Sapindcea vassoura vermelha. Nativa. Folhagemornamental, flores amarelo-esverdeadas, frutos e tronco

    ornamentais, vermelhos.

    Bombaccea embiruu mirim. Nativo. Flores brancas.

    Leguminosa eritrina. frica. Inflorescncias vermelhas,

    pendentes.

    Rutcea mamoninha. E. grandiflora - guaxupita. Nativas.

    Flores brancas.

    Rutcea jasmim do mato. Nativa. lnflorescncias brancas

    muito perfumadas.

    Rutcea osso-de-burro. Nativa. Flores creme-

    amareladas.

    Bignonicea caroba. Nativas. lnflorscencias rosa-

    arroxeadas.

    Bauhinia bongardi

    Caesalpinia gardneriana, C. pyramidalis

    Casearia inaequilatera, C. sylvestris

    Cassia macranthera

    Coutarea hexandra

    Dodonaea viscosa

    Eriotheca gracilipes

    Erythrina humeana

    Esenbeckia febrifuga

    Galipea jasminiflora

    Helietta longifoliata

    Saliccea choupo branco. Europa e sia. Folhas ornamentais,

    brancas inferiormente. Apropriado para regies alpinas.

    Multiplicao por estaca ou alporque.

    Bignonicea ip rosa ano. Nativa. Flores rosa-arroxeadas,

    de abril a junho. Flor smbolo do Estado de So Paulo.

    Inmeras espcies possuem porte baixo, mas no so

    multiplicadas em viveiros. Encontram-se nativas ou

    compem arboretos e parques botnicos, sem que tenham

    despertado interesse no seu emprego em arborizao

    urbana. Entre muitas, destacam-se as seguintes:

    Leguminosa chapadinha. Nativa. Inflorescncias brancas.

    Crescimento lento.

    Sapindcea titoki. sia. Folhagem ornamental, copa

    globosa, frutos vermelhos, ornamentais, apreciados por

    pssaros.

    Leguminosa angelim. Flores rosa-arroxeadas. Espcies

    nativas, de crescimento lento.

    Leguminosa unha-de-vaca. Nativa. Flores brancas.

    Leguminosa catingueira. Nativas. lnflorescncias

    amarelas. C. mexicana - cesalpinia do Mxico. Mxico.

    lnflorescncias amarelas.

    Tabebuia avellanedae var. paulensis

    Acosmium sub-elegans

    Alectryon tomentosum

    Andira anthelmia, A. fraxinifolia, A.

    parvifolia

    Populus alba

    Jacaranda brasiliana, J. oxyphylla,

    J. puberula, J. semiserrata

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    Leguminosa olho de pavo. sia. lnflorescncia

    amareladas de janeiro a maro. Sementes vermelhas,

    ornamentais.

    Melicea aglaia. China. Copa colunar, folhagemornamental. Flores diminutas ao longo dos ramos, muito

    perfumadas, em julho-agosto. Frutos estreis, muito

    apreciados por pssaros. Multiplicao por estaca,

    alporque e por "ladres".

    Leguminosa falso bano. sia. Folhas decduas,

    inflorescncias branco-creme, muito perfumadas, de

    outubro a dezembro. Vagens grandes, ornamentais.

    Leguminosa angico branco. Nativa. Inflorescncias

    brancas, de setembro a dezembro.

    Leguminosa baunia rosa, unha-de-vaca, casco-de-vaca.

    sia. Flores rosa-arroxeadas de julho a outubro. Na

    variedade candida as flores so brancas.

    Leguminosa baunia rosa. sia. Flores rseas, de

    maro a maio.

    Esterculicea perna-de-moa. Austrlia. Tronco ornamental,

    copa piramidal, folhas ornamentais de forma varivel. Flores

    brancas de agosto a novembro. As plantas podem ser

    masculinas ou femininas.

    4.2.2 rvores de porte mdio e alto mais comuns

    Adenanthera pavonina

    Aglaia odorata

    Albizia lebbeck

    Anadenanthera colubrina

    Bauhinia variegata

    Bauhinia triandra

    Brachychiton populneum

    Celastrcea cafezinho. Nativa. Flores brancas e frutos

    apreciados por pssaros.

    Rutcea chupa ferro. Nativa. Flores avermelhadas.

    Mirtcea cambus. Nativas. Diversas espcies de tronco

    marmorizado, avermelhado, flores brancas e frutos apreciados

    por pssaros.

    Ocncea Nativa. Folhas ornamentais e inflorescncias

    amarelas.

    Apocincea leiteiro. Nativa. Flores brancas.

    Rubicea limo do mato. Nativa. Flores brancas, muito

    perfumadas.

    Composta estiftia branca. Nativa. lnflorescncias

    brancas, densas.

    Melicea catigu. Flores creme-amareladas (no tem a

    procedncia).

    Verbencea tarum. Nativa. Flores brancas.

    Maytenus alaternoides

    Metrodorea nigra

    Myrciaria spp

    Ouratea castanaetolia

    Peschiera fuchsiaefolia

    Randia latifolia

    Stifftia parviflora

    Trichilia weddellii

    Vitex montevidensis

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    Borragincea babosa branca. Nativa. Flores brancas de

    setembro a maro, frutos ornamentais, branco-cerosos.

    Borragincea louro branco. Nativo. lnflorescncias

    densas, brancas, de maio a setembro, muito visitadas por

    abelhas.

    Caparidcea tapi. Nativa. Inflorescncias branco-

    rosadas em setembro a outubro.

    Rutcea guarant. Nativa. Inflorescncias creme-

    amareladas, densas, de setembro a novembro.

    Leguminosa me-do-cacau, madre del cacao. Amrica

    Tropical. Folhas decduas, inflorescncias rosa claro ao

    longo dos ramos, de julho a outubro.

    Protecea grevlea gigante. Austrlia. Copa piramidal,

    folhas ornamentais, inflorescncias amarelo-ouro,

    densas, em setembro-outubro.

    Leguminosa alecrim. Nativa. Copa globosa, densa, flores

    esverdeadas de junho a agosto, no vistosas.

    Leguminosa ing branco. Nativo. Inflorescncias brancas

    em setembro-outubro. Frutos brancos, suculentos.

    Bignonicea jacarand mimoso. Originrio da Argentina,

    Bolvia e Paraguai. Folhagem ornamental, inflorescncias

    grandes, lilases, de agosto a dezembro.

    Cordia superba

    Cordia trichotoma

    Crataeva tapia

    Esenbeckia leiocarpa

    Gliricidia sepium

    Grevilllea robusta

    Holocalyx glaziovii

    lnga fagifolia

    Jacaranda mimosifolia

    Gutfera guanandi. Nativa. Copa piramidal, flores brancas

    em outubro-novembro.

    Leguminosa pau-brasil. Nativa. Flores amarelas, muito

    perfumadas, em setembro-outubro. rvore Nacional. Possui

    espinhos.

    Leguminosa sibipiruna. Nativa. Folhas decduas,

    inflorescncias densas, cnicas, amarelas, de agosto a

    outubro.

    Leguminosa cssia carnaval. Argentina. Folhas pinadas

    verde claro, inflorescncias densas, amarelas, de dezembro

    a maro.

    Leguminosa cssia excelsa. Nativa. Folhas pinadas verde

    escuro. Inflorescncias grandes, eretas, amarelo-ouro.

    Leguminosa pau-de-cigarra. Nativa. Inflorescncias

    amarelas densas, de janeiro a maro.

    Leguminosa manduirana. Nativa. Flores amarelas,

    grandes.

    Leguminosa cssia siamesa. sia. Inflorescncias

    amarelo-limo, de dezembro a maro.

    Leguminosa sombreiro. Nativa. lnflorescncias rosa-

    arroxeadas de novembro a abril.

    Calophyllum brasiliense

    Caesalpinia echinata

    Caesalpinia peltophorodes

    Cassia carnaval

    Cassia excelsa

    Cassia multijuga

    Cassia speciosa

    Cassia siamea

    Clitoria racemosa

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    Laurcea canelinha. Nativa. Inflorescncias brancas

    em outubro-novembro. Frutos apreciados por pssaros.

    Bombaccea monguba. Nativa. Flores branco-rosadas,

    grandes, de setembro a fevereiro.

    Leguminosa ibir puit. Nativa. Inflorescncias eretas,

    amarelas, de fevereiro a maio. Folhas decduas.

    Pitosporcea pau-de-incenso. Austrlia. Folhagem

    ornamental, flores brancas de setembro a novembro.

    Leguminosa aldrago. Nativa. lnflorescncias amarelas

    em setembro-outubro.

    Sapindcea sabo-de-soldado. Nativa. lnflorescncias

    brancas, densas, em julho-agosto. Frutos amarelados,

    ornamentais.

    Anacardicea aroeira pimenteira. Nativa. Inflorescn-cias brancas de outubro a fevereiro. Frutos vermelhos,

    brilhantes, ornamentais, apreciados por pssaros.

    Anacardicea aroeira salsa. Nativa. Folhagem

    ornamental, ramagem pendente. Inflorescncias creme-

    amareladas, de agosto a outubro. Frutos amarelados,

    apreciados por pssaros.

    Nectandra megapotamica

    Pachira aquatica

    Peltophorum dubium

    Pittosporum undulatum

    Pterocarpus violaceus

    Sapindus saponaria

    Schinus lentiscifolius

    Schinus molle

    Sapindcea rvore da China, China. Folhagem ornamental,

    inflorescncias grandes, amarelas, de fevereiro a abril.

    Frutos vermelhos ornamentais.

    Litrcea dedaleiro. Nativa. Inflorescncias brancas de

    abril a julho.

    Litrcea resed gigante. Origem tropical. lnflorescncias

    grandes, rseas ou rosa-arroxeadas, de novembro a janeiro.

    Folhas decduas.

    Olecea alfeneiro do Japo. sia. Inflorescncias grandes,

    brancas, de outubro a dezembro. Frutos arroxeados,

    ornamentais.

    Melicea cinamomo, Santa Brbara ou pra-raio. sia.

    Inflorescncias grandes, arroxeadas de julho a outubro.

    Folhas decduas.

    Magnolicea magnlia amarela. ndia. Flores amarelas,

    muito perfumadas, de setembro a janeiro. Sementes

    apreciadas por pssaros.

    Crisobalancea oiti. Nativa. Flores no vistosas, brancas,

    de julho a setembro.

    Leguminosa cabreva. Nativa. Inflorescncias brancas

    em outubro-novembro, muito visitadas por beija-flores.

    Frutos aromticos.

    Koelreuteria bipinnata

    Lafoensia pacari

    Lagerstroemia speciosa

    Ligustrum lucidum

    Melia azedarach

    Michelia champaca

    Moquilea tomentosa

    Myroxylon peruiferum

  • 8/4/2019 Arborizao Urbana Viria

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    44 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Bignonicea ip-amarelo. Nativa. lnflorescncias

    amarelas em agosto-setembro. Folhas decduas.

    Bignonicea ip-amarelo. Nativa. lnflorescncias

    amarelas, grandes, em agosto-setembro. Flor smbolo do

    pas. Folhas decduas.

    Combretcea chapu-de-sol, sete copas. India. Copa

    piramidal. Flores creme-esverdeadas em setembro-

    outubro. Folhas decduas, com colorido outonal. Os frutos

    so conhecidos por cuca.

    Melastomatcea quaresmeira roxa. Nativa.

    Inflorescncias roxas, de dezembro a julho. Na variedade

    rsea as flores so cor-de-rosa.

    Melastomatcea manac-da-serra. Nativa. Flores

    mutveis do branco ao rosa escuro, brilhantes. Adaptada

    s regies alpinas.

    Melastomatcea manac-da-serra. Nativa. Flores

    grandes, mutveis do branco a cor-de-rosa, de outubro a

    maro. Adaptada s regies litorneas.

    Inmeras espcies incluem-se no grupo de rvores de

    porte mdio e alto, mas no so multiplicadas comer-

    cialmente. Normalmente, so encontradas em estado

    nativo ou compem arboretos e parques botnicos.

    Dentre muitas outras, destacam-se as seguintes:

    Tabebuia serratifolia

    Tabebuia vellosoi

    Terminalia catappa

    Tibouchna granulosa

    Tibouchina mutabilis

    Tibouchina pulchra

    Anacardicea aroeira pimenteira. Nativa. Inflorescncias

    brancas de outubro a fevereiro. Frutos cor de vinagre,

    opacos, apreciados por pssaros.

    Bignonicea ip-de-jardim. Amrica Tropical. Folhagem

    ornamental, inflorescncias amarelas vrias vezes durante

    o ano.

    Bignonicea ip-roxo. Nativa. lnflorescncias rosa-

    arroxeadas em julho-agosto. Folhas decduas.

    Bignonicea ip-amarelo. Nativa. lnflorescncias

    amarelas de julho a outubro. Folhas decduas.

    Bignonicea ip-roxo. Nativa. Inflorescncias roxas em

    junho-julho. Folhas decduas.

    Bignonicea ip-roxo de bola. Nativa. Inflorescncias

    globosas, rosa-arroxeadas, de maio a julho. Folhas

    decduas.

    Bignonicea ip-blsamo. Antilhas. Inflorescncias rosa-

    arroxeadas de agosto a novembro. Folhas decduas.

    Bignonicea ip-branco. Nativa. lnflorescncias brancas

    ou rosadas, de julho a setembro. Na variedade violascens,

    de regies alpinas, as flores so grandes e arroxeadas.

    Folhas decduas.

    Schinus terebinthifolius

    Stenolobium stans

    Tabebuia avellanedae

    Tabebuia chrysotricha

    Tabebuia heptaphylla

    Tabebuia impetiginosa

    Tabebuia pentaphylla

    Tabebuia roseo-alba

  • 8/4/2019 Arborizao Urbana Viria

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    46 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Leguminosa ararib. Nativa. Inflorescncias

    amarelas.

    Laurcea canforeira. ndia. Folhagem ornamental. Flores

    creme-amareladas.

    Leguminosa pau-de-leo, copaba. Nativa. Folhagem

    nova avermelhada, ornamental. Inflorescncias brancas.

    Laurcea canela-batalha. Nativa, Flores esverdeadas,

    frutos brancos e ornamentais.

    Sapindcea arco-de-peneira. Nativa. Folhagem,

    ornamental, inflorescncias creme-amareladas.

    Bignonicea ip-de-flor-verde. Nativa. Inflorescncias

    esverdeadas.

    Rutcea tingui preto. Nativa. Folhagem ornamental,

    inflorescncias grandes, creme-amareladas.

    Bombaccea embiruu-mirim. Nativa, folhagem

    ornamental, flores brancas.

    Leguminosa E. falcata - suin. lnflorescncias vermelhas,

    pendentes. E. glauca - eritrina amarela. lnflorescncias

    amareladas. E. mulungu - mulungu. Tronco ornamental,

    inflorescncias briques. E. velutina - eritrina da Bahia.

    Flores amarelo-alaranjadas, E. verna - suin.

    lnflorescncias vermelhas, brilhantes, pendentes.

    Espcies nativas.

    Centrolobium tomentosum

    Cinnamomum camphora

    Copaifera langsdorffii

    Cryptocarya moschata

    Cupania vernalis

    Cybistax antisyphilitica

    Dictyoloma incanescens

    Eriotheca candolleana

    Erythrina

    Leguminosa sia. Inflorescncias amareladas.

    Leguminosa sia. Tronco ornamental branco-esverdeado.

    Flores branco-esverdeadas.

    Euforbicea sia. Inflorescncias amareladas, densas.

    Apocincea guatambu. Copa piramidal, flores brancas.

    Aspidosperma olivaceum guatambu-oliva. Folhagemornamental, flores brancas. Espcies nativas.

    Rutcea pau-marfim. Nativa. lnflorescncias

    esbranquiadas.

    Leguminosa sucupira. Nativa. Flores lilases.

    Esterculicea rvore-de-fogo. Folhagem ornamental,

    inflorescncias vermelhas, pendentes (no tem

    procedncia).

    Melicea cangerana. Nativa. Folhagem ornamental,

    inflorescncias creme-esverdeadas. Frutos vermelhos,

    ornamentais.

    Rubicea pau mulato. Nativa. Copa colunar, tronco

    bronzeado, ornamental. lnflorescncias brancas.

    Melicea cedro rosa. Nativa. Folhagem ornamental, flores

    creme.

    Albizia falcata

    Albizia procera

    Aleurites trisperma

    Aspidosperma ramiflorum

    Balfourodendron riedelianum

    Bowdichia virgiloides

    Brachychiton acerifolium

    Cabralea multijuga

    Calicophyllum spruceanum

    Cedrela fissilis

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    48 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Sapindcea camboat. Nativa. lnflorescncias brancas.

    Frutos para pssaros.

    Ebencea fruta-de-jacu. Nativa. Flores branco-creme.

    Leguminosa jacarand-paulista. Nativa. lnflorescncias

    arroxeadas.

    Rutcea caputuna. Nativa. inflorescncias brancas.

    Leguminosa cabreva parda. Nativa. Inflorescncias

    creme-amareladas, muito visitadas por abelhas.

    Laurcea Diversas espcies nativas, denominadas

    genericamente canelas.

    Laurcea Diversas espcies nativas, denominadas

    comumente canelas. O. odorifera - sassafrs. Copa

    globosa, inflorescncias creme.

    Euforbicea tamanqueira. Nativa. Copa piramidal, flores

    de cor creme.

    Laurcea embuia. Nativa. Inflorescncias creme-

    amareladas.

    Laurcea massaranduba. Nativa. Inflorescncias

    amareladas.

    Leguminosa pau-pereira. Nativa. Inflorescncias roxas.

    Matayba elaeagnoides

    Maba inconstans

    Machaerium villosum

    Metrodorea stipularis

    Myrocarpus frondosus

    Nectandra spp.

    Ocotea spp.

    Pera obovata

    Phoebe porosa

    Persea cordata

    Platycyamus regnellii

    Rutcea guarant. Nativa. Inflorescncias creme-

    amareladas, densas.

    Flacurticea pau-de-espeto. Nativa. Inflorescncias

    creme-amareladas, densas. Copa piramidal.

    Bignonicea jacarand-de-minas. Inflorescncias roxas.

    J. macrantha - carobo - Copa colunar, folhagem

    ornamental, inflorescncias roxas. J. micrantha - carobo.

    Copa colunar, folhagem ornamental, inflorescncias roxas.

    Espcies nativas.

    Cunonicea cangalheira. Nativa. Folhagem ornamental

    inflorescncias brancas.

    Leguminosa embira. lnflorescncia brancas. L.

    muehlbergianus - guaian. lnflorescncias rosa-arroxeadas

    (no tem procedncia).

    Tilicea aoita-cavalo. Nativa, inflorescncias rosa-

    arroxeadas.

    Leguminosa guaiara. Nativa. Copa globosa, flores

    vermelhas.

    Magnolicea magnlia grande, magnlia branca. Amrica

    do Norte. Copa piramidal, folhagem ornamental, flores

    brancas, grandes.

    Esenbeckia leiocarpa

    Casearia gossypiososperma

    Jacarand cuspidifolia

    Lamanonia ternata

    Lonchocarpus guilleminianus

    Luehea divaricata

    Luetzelburgia pterocarpoides

    Magnolia grandiflora

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    50 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Anacardicea peito-de-pomba. Nativa. Flores creme-

    amareladas.

    Combretcea amarelinho. Nativa. Inflorescncia creme-

    esverdeadas.

    Leguminosa angelim. Nativa. Inflorescncias rosa-

    arroxeadas.

    Voquisicea cinzeiro. Nativa. Inflorescncias amarelas,

    eretas

    Bignonicea ip-felpudo. Nativa. Folhagem ornamental,

    inflorescncias creme-amareladas

    Tapirira guianensis

    Terminalia brasiliensis

    Vatairea heteroptera

    Vochysia tucanorum

    Zeyhera tuberculosa

    Leguminosa sacambu. Nativa. Inflorescncias amarelas.

    Leguminosa amendoim. Nativa. Inflorescncias

    amarelas.

    Bombaccea embiruu. Nativa. Flores brancas, grandes.

    Leguminosa amendoim do campo. Nativa. Inflorescncias

    amarelas.

    Mirsincea capororoca. Nativa. Copa colunar, flores

    branco-creme. Frutos para pssaros.

    Apocincea casca-danta. Nativa. Inflorescncias creme-

    amareladas.

    Aralicea carobo. Nativa. Folhagem e tronco

    ornamentais. lnflorescncias cor creme. Frutos para

    pssaros.

    Euforbicea guaraiuva. Nativa. Tronco marmorizado,

    ornamental. lnflorescncias creme-amareladas.

    Leguminosa passuar. Nativa. Inflorescncias creme-

    esverdeadas.

    Bignonicea caroba branca. Nativa. Inflorescncias

    brancas.

    Bignonicea T. alba - ip-amarelo-de-serra. Folhagem

    ornamental, inflorescncias amarelas. T. ochracea - ip-amarelo-do-campo. Inflorescncia amarelo-ouro. Nativas.

    Platymiscium floribundum

    Platypodium elegans

    Pseudobombax grandiflorum

    Pterogyne nitens

    Rapanea umbellata

    Rauwolfia sellowii

    Sciadodendron excelsum

    Securinega guaraiuva

    Sclerolobium denudatum

    Sparattosperma vernicosum

    Tabebuia spp.

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    52 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    4.2.3.1 Espcies mais freqentes com tronco mdio e alto

    Palmeiras com folhas pinadas

    Seafrtia Austrlia. Tronco anelado, dilatado na base.Folhas planas. Na variedade Beatricae o tronco esbelto e

    mais anelado. Frutos vermelhos.

    Seafrtia Austrlia. Tronco cilndrico, anelado. Frutos

    vermelhos.

    Indai-do-litoral Folhas longas, planas. Frutos castanhos.

    Indai-do-litoral Folhas longas, crespas. Frutos

    amarelados.

    Cariota sia. Folhas grandes com fololos deltides.

    Frutos urticantes, inconvenientes.

    Areca-de-Lucuba Madagascar. Tronco esbranquiado,

    anelado. Folhas crespas.

    Ilhas Mascarenas Palmito vistoso, folhas planas. Frutos

    arroxeados, escuros.

    Dendezeiro frica. Folhas longas, crespas. Frutos

    bicolores, vermelho e preto.

    A

    Archontophoenix alexandrae

    Archontophoenix cunninghamiana

    Attalea compta

    Attalea dubia

    Caryota urens

    Chrysalidocarpus lucubensis

    Dictyosperma album

    Elaeis guineensis

    Palmeiras tambm costumam ser utilizadas em arborizao de ruas e

    avenidas. O emprego de palmeiras nos espaos urbanos est condicionado

    ausncia de fiao area, uma vez que no possvel a realizao de

    podas de conteno. As palmeiras so mais frequentes em canteiros

    centrais de avenidas.

    De acordo com a espcie, as palmeiras formam troncos (estipes) nicos ou

    mltiplos, neste ltimo caso dando origem a touceiras. Somente devem ser

    utilizadas em vias pblicas as que tm tronco nico.

    Com relao ao porte, as palmeiras podem ser sem troncos (acaules), com

    troncos baixos ou, ainda, com troncos mdios e altos. As acaules no devem

    ser utilizadas na arborizao viria.

    As palmeiras apresentam dois tipos de folhas: em forma de pena (pinadas)

    ou em forma de leque (palmada). Esses tipos de folha permitem

    caracterizar as espcies.

    4.2.3 Palmeiras em vias pblicas

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    54 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Palmeiras com folhas em leque

    Porto Rico Tronco esbelto, elegante. Frutos pretos.

    Carand Nativa. Frutos pretos.

    Carnaba Nativa. Frutos pretos.

    Iatnia Ilhas Mascarenas. Folhas avermelhadas. Frutos

    castanho-esverdeados.

    Austrlia Tronco claro. Frutos pardacentos.

    Malsia Tronco revestido pelas bases dos pecolos. Frutos

    azuis.

    Malsia Tronco anelado. Frutos vermelhos.

    Sabal azulado Caribe. Folhas azuladas na superfcie

    inferior. Frutos pretos.

    Palmeira saia da Califrnia Estados Unidos. Tronco

    ornamental revestido pelas bases castanho-bronzeadas dos

    pecolos. Folhas secas revestem o tronco por dezenas de

    anos. Frutos pardos.

    Palmeira saia do Mxico Tronco dilatado na base, com

    caractersticas semelhantes s da espcie anterior.

    B

    Coccothrinax alta

    Copernicia alba

    Copernicia prunifera

    Latania verschaffeltii

    Livistona decipiens

    Livistona hoogendorpii

    Livistona rotundifolia

    Sabal glaucescens

    Washingtonia filifera

    Washingtonia robusta

    Juara Nativa. Palmito vistoso, folhas planas de fololos

    pendentes. Frutos pretos.

    Tamareira das Canrias Ilhas Canrias. Tronco espesso,

    folhas grandes, planas. Frutos amarelos.

    Tamareira das pedras ndia. Folhas recurvadas, planas.

    Frutos vermelhos.

    Austrlia Tronco esbelto, folhas planas. Frutos vermelhos.

    Borinquena Porto Rico. Tronco sinuoso, harmonioso.

    Folhas grandes, crespas. Frutos cor de vinho.

    Palmeira imperial Caribe. Tronco cilndrico, uniforme.

    Folhas grandes, planas. Frutos cor-de-vinho.

    Palmeira real Cuba. Tronco sinuoso, irregular. Folhas

    grandes, crespas. Frutos cor de vinho.

    Guariroba Nativa. Tronco claro, fissurado. Folhas crespas.

    Frutos verde-amarelados.

    Jeriv Nativa. Tronco varivel, esbelto ou espesso. Folhas

    crespas. Frutos amarelos.

    Veitchia Origem desconhecida. Folhas planas, frutos

    vermelhos.

    Euterpe edulis

    Phoenix canariensis

    Phoenix rupicola

    Ptychosperma elegans

    Roystonea borinquena

    Roystonea oleracea

    Roystonea regia

    Syagrus oleracea

    Syagrus romanzoffiana

    Veitchia montgomeryana

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    56 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Sabal palmetto

    Sabal mexicana

    Sabal texana

    Trachycarpus fortunei

    Trithrinax brasiliensis

    4.2.3.2 Espcies mais freqentes com tronco baixo

    Palmeto Estados Unidos. Tronco revestido pelas bases dos

    pecolos, formando um desenho. Frutos pretos.

    Sabal-do-Mxico Mxico. Tronco espesso revestido pelas

    bases dos pecolos. Frutos pretos.

    Sabal-do-Texas Estados Unidos. Tronco revestido pelas bases

    dos pecolos. Folhas muito rijas.

    Trachycarpus fortunei China. Tronco revestido por tecido

    fibroso, denso, escuro. Frutos reniformes, verde-acinzentados.

    Caranda Nativa. Tronco revestido por plos densos, acamados,

    semelhantes a espinhos. Frutos verde-amarelados.

    Com folhas pinadas

    Buti Nativa. Folhas planas, recurvadas. Frutos amarelados.

    Buti cinzento Nativa. Folhas acinzentadas, planas,

    recurvadas. Frutos amarelos, suculentos, perfumados.

    Buti felpudo Nativa. Folhas planas, recurvadas. Espata

    felpuda. Frutos verde-amarelados.

    Tamareira-de-jardim frica. Folhas planas. Frutos negro-

    arroxeados.

    Palmeiras com folhas em leque

    Livistona chinensis China. Frutos verde-arroxeados,

    brilhantes.

    Livistona australis Austrlia. Tronco revestido por tecido

    fibroso e pelas bases dos pecolos. Frutos verde-arroxeados,

    brilhantes.

    A

    Butia capitata

    Butia capitata var. odorata

    Butia eriospatha

    Phoenix roebelinii

    B

    Livistona chinensis

    Livistona australis

  • 8/4/2019 Arborizao Urbana Viria

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    CPFL Energia

    Muitas vezes, d-se pouca importncia aos cuidados essenciais ao plantio das

    espcies arbreas nos ambientes urbanos. Entretanto, estes so fatores determinantes

    para que as plantas se desenvolvam corretamente e possam desempenhar as

    funes esperadas. Devem-se tomar todas as precaues para que as plantas no

    venham a causar problemas no futuro como, por exemplo, a queda por falta de

    sistema radicular que as sustentem adequadamente ou venham a obstruir o trnsito

    de pessoas e de veculos, por formao defeituosa da parte area.

    Existe uma discusso em torno da altura mnima para plantio de mudas em

    caladas, em razo da melhor adaptao da planta ao local quando esta

    plantada menor, o que um fato. Entretanto, mudas menores esto mais

    sujeitas ao vandalismo.

    Para se ter uma idia do problema, no Estado de So Paulo, de cada 100 mudas

    plantadas, entre 50 e 80 certamente sero mutiladas! Desta forma, como preveno

    s aes de vandalismo, tem-se adotado o plantio de mudas com, no mnimo, dois

    metros de altura, medida considerada entre o colo e as primeiras ramificaes da

    futura copa, denominadas pernadas bsicas.

    Produzidas em viveiros, essas plantas so conduzidas no sistema

    denominado conduo em haste nica at que seu caule atinja o dimetro

    de dois centmetros, envasadas em embalagens de 10 a 20 litros de volume.

    No viveiro, at atingirem esse padro, so feitas desbrotas laterais,

    periodicamente, evitando-se o entouceiramento e o conseqente atraso no

    desenvolvimento das mudas.

    5.1 Padro das mudas

    TCNICAS PARA O PLANTIODE RVORES

    5

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    60 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Esta forma de produo exige um tempo maior de conduo, com substituio

    peridica das embalagens, sempre passando as mudas para embalagens de

    maiores volumes. Caso no exista data determinada para o plantio definitivo,

    depois de algum tempo essas mudas podem ser produzidas no prprio solo do

    viveiro, num processo tambm especfico de conduo para obteno de mudas

    de padro superior para plantio em caladas. Nessas condies, as mudas podem

    permanecer em espera por perodo de dois a trs anos.

    Mudas em espera conduzidas no prprio solo do viveiro

    Mudas embaladas em saco plstico

    A partir de ento, na maioria dos casos, elimina-se a ponta do ramo principal, que

    exerce a dominncia apical, forando-se o crescimento dos ramos laterais da

    planta. Assim, vai-se delineando a base da futura copa, que conduzida em trs

    a cinco pernadas.

    Quando as ramificaes primrias tiverem de um a dois centmetros de

    dimetro, retira-se de cada uma o prprio pice, surgindo da novos ramos

    e, assim, sucessivamente, at ter-se uma copa bem formada com ramos

    secundrios e tercirios.

  • 8/4/2019 Arborizao Urbana Viria

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    62 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    Abertura de cova com o preparo do substrato, retirada de

    embalagem e colocao da muda e da estaca no bero.

    Quanto maiores as covas para plantio, melhores as chances das plantas se

    desenvolverem adequadamente. Como recomendao bsica, covas cbicas

    com 60 centmetros de seo atendem s necessidades mnimas para um

    bom desenvolvimento inicial das plantas.

    Nas condies urbanas, normalmente a terra de baixa fertilidade ou

    excessivamente compactada, contendo entulhos, o que a torna imprpria

    para o plantio. Recomenda-se que, por ocasio da abertura das covas, o

    solo retirado seja descartado e substitudo por igual volume de substrato

    preparado da seguinte forma:

    Corretivos de solo 500 gramas de calcrio calctico ou dolomtico. O

    calcrio tem a finalidade de corrigir a acidez e disponibilizar os nutrientes

    necessrios ao desenvolvimento da planta.

    Matria orgnica 20 litros de esterco de curral curtido ou sete litros deesterco de granja avcola ou 250 gramas de torta de mamona por cova. A

    matria orgnica promove a melhoria das propriedades fsicas, qumicas e

    biolgicas do solo.

    Fertilizantes 200 gramas da frmula 4-14-8 ou 10-10-10. Os fertilizantes

    fornecem s plantas os nutrientes necessrios ao seu desenvolvimento.

    Terra de boa qualidade para completar o volume necessrio.

    5.2 Abertura e preparo das covas

  • 8/4/2019 Arborizao Urbana Viria

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    Muda padronizada e tutorada corretamente. No detalhe, o amarrilho

    em oito deitado.

    As mudas tambm podem ser protegidas

    por gradil, existindo os mais diversos

    modelos: de seo quadrada, triangular

    e mesmo circular. bsico, porm, que

    a proteo seja suficientemente arejada,

    de maneira a no abafar as mudas,possibilitando a livre penetrao dos

    raios solares e o necessrio arejamento,

    para garantir o adequado desenvolvi-

    mento da planta.

    64 | Arborizao Urbana e Viria CPFL Energia

    No Estado de So Paulo, a poca mais adequada para o plantio de mudas a estao

    chuvosa, durante a primavera e o vero. No entanto, a implantao de mudas pode

    ser feita em qualquer poca do ano, desde que estas sejam irrigadas com quantidade

    de gua suficiente para o pegamento.

    Para realizao do plantio, as mudas devem ser retiradas das embalagens com todocuidado para no esboroar o torro que abriga suas razes. Normalmente, as plantas

    so produzidas em sacos plsticos, vasos ou latas, devendo essas embalagens ser

    descartadas de forma adequada. Exceo deve ser feita aos jacs, tipo de

    embalagem semelhante a um cesto de palha, que podem ser enterrados junto com

    as mudas, pois se desintegram com o tempo.

    Visando a garantir o estabelecimento da muda no local, deve-se amarr-la a uma

    estaca de bambu ou de madeira serrada (tutor), com a parte inferior enterrada e altura

    aproximada de 1,50m a 2,00m, com barbante ou corda de sisal ou mesmo com tira

    de borracha de cmara-de-ar, em forma de oito deitado.

    A muda e o tutor devero ser manualmente colocados bem a prumo no interior da

    cova ou do bero, completando-se com a terra preparada, a qual dever ser firmada

    de modo a preencher os espaos vazios e as bolsas de ar eventualmente existentes,

    esta operao tambm dar sustentao ao tutor. No plantio, importante observar

    que o colo, base da muda, dever ficar no mesmo nvel da superfcie do solo. O plantio

    com o colo enterrado poder causar o "afogamento" e at a morte da muda.

    Antes do plantio, as mudas podero ter a superfcie foliar reduzida, de modo a evitar

    perda de gua por transpirao. Depois do plantio, dever ser feita uma coroa na

    superfcie do solo, na extenso da cova, sobre a qual ser posto algum tipo de

    cobertura morta como, por exemplo, capim seco. Este procedimento contribuir

    para manter a umidade do solo depois das regas.

    5.3 Plantio

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    PODA E CONDUO DERVORES URBANAS

    6Para que a muda se transforme em rvore e propicie os benefcios esperados, necessrio dedicar-lhe alguns cuidados: regar freqentemente, sem

    exagerar; retirar o mato que surge na superfcie do solo, consumindo

    nutrientes e concorrendo com a planta; fixar o tutor no solo; renovar o

    amarrilho quando apodrecer; combater formigas cortadeiras; adubar em

    cobertura no perodo quente e chuvoso do ano e eliminar, com tesoura-de-

    poda, os ramos que surgirem abaixo da futura copa.

    5.4 Manuteno das mudas

    Muda plantada em calada, protegida com gradil metlico.

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    A aplicao da poda em rvores requer que sejam respeitados os fatores

    que as predispem, quais sejam: as espcies envolvidas e sua resistncia

    interveno, o estdio de desenvolvimento das plantas, a poca de sua

    aplicao e o rigor ou intensidade da interveno.

    6.1 Fatores que determinam a aplicao da poda

    Cada rvore pertence a uma determinada famlia, gnero e espcie

    botnica, possuindo caractersticas e peculiaridades. Pelas inerentes

    caractersticas morfolgicas e fisiolgicas, nem todas as rvores resistem

    ao corte de sua ramagem, reagindo de modo diferente: umas apresentam

    grande rebrotao, outras, o secamento dos ramos.

    No Estado de So Paulo, a maioria das rvores em vias pblicas tem copacom forma arredondada, as quais aceitam podas corretivas e se regeneram.

    J a aplicao de podas em rvores que apresentam formas tpicas -

    globosa, colunar, cnica, piramidal e umbeliforme - deve ser evitada, uma

    vez que descaracterizam a forma original. O mesmo vale para as palmeiras,

    que no aceitam podas.

    Exemplares adultos de Terminalia catappa, conhecida pelos nomes comuns

    de sete copas ou chapu-de-sol, rvore de desenvolvimento monopodial,

    cujas ramificaes so diretamente ligadas ao eixo do caule, quando

    plantadas sob fiao area, podem ser conduzidas na altura de uma dessas

    ramificaes. Caso a base de sua copa esteja muito prxima da rede

    secundria, conveniente conduzir a planta recompondo sua copa, cuja

    base deve ficar acima da fiao.

    6.1.1 A resistncia poda

    A coexistncia entre rvores, equipamentos e servios pblicos no meio urbano

    tem obrigado o emprego de podas, de modo generalizado na maior parte do

    mundo, visando a adequ-las s finalidades estticas, como forma de proteo

    fitossanitria e, principalmente, com objetivo funcional.

    Podar reduzir oportunamente os ramos de uma planta, de modo a benefici-la

    e aqueles por ela favorecidos. uma operao que rene, a um s tempo, arte,

    cincia e tcnica. A aplicao da poda se justifica para a manuteno das formas

    das plantas, para a correo do seu desenvolvimento anormal e para diminuiodo ritmo de crescimento, mas nunca para det-lo.

    Na fruticultura, embora nem todas as espcies a requeiram, a poda prtica

    corrente e tem por finalidade a regularizao do ciclo produtivo, o aumento da

    produtividade e a melhoria da qualidade dos frutos. Utilizada para reduzir o ritmo

    de crescimento e direcionar o desenvolvimento da rvore, a poda deve ser

    aplicada em ramos tecnicamente escolhidos, evitando-se o surgimento de efeitos

    adversos, os quais podem aumentar o problema que se tentou corrigir.

    A prtica da poda muitas vezes tambm necessria manuteno das formas

    das plantas e pode ser empregada como nica opo tcnica para a recuperaode espcimes importantes da flora. Alm da poda de ramos e galhos, existe

    tambm a poda de razes. Entretanto, este tipo de interferncia deve ser evitado

    ao mximo, utilizando-se somente em situaes muito especiais, pois as razes

    superficiais tm a funo de garantir a estabilidade e sustentao das rvores.

    Desta forma, uma vez cortadas, afetam o equilbrio das plantas, tornado-as

    suscetveis queda. A falta de planejamento da arborizao viria e o plantio de

    espcies imprprias determinam a necessidade de aplicao de podas, prtica

    corrente em razo da interferncia nos equipamentos urbanos. Quando existe

    conflito entre a fiao area e as rvores, gerando situao de risco comunidade,

    as empresas concessionrias de servios pblicos de eletricidade adotam a podade carter emergencial.

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    A cada ano que passa e durante as estaes, ocorrem alguns fenmenos com as

    rvores, que se distinguem em fases denominadas em conjuntociclo produtivo.

    Durante o repouso vegetativo, normalmente no perodo de outono-inverno, as

    espcies decduas perdem as folhas. a fase em que a planta reduz seu

    metabolismo e, conseqentemente, consome menos energia.

    Na primavera-vero, quando mudam as condies do ambiente,

    especialmente a temperatura e a umidade, as plantas se renovam, entrando

    em fase de desenvolvimento vegetativo com intensa produo de ramos

    verdes e folhas. Com o surgimento de flores, frutos e sementes, completam

    a fase reprodutiva, a qual garante a perpetuidade das espcies, voltando,

    depois de algum tempo, novamente fase de repou so vegetativo. As

    rvores, conforme a espcie, se comportam de maneira di ferente em

    relao ao ciclo produtivo. Assim, para efeito de poca de poda, podemos

    separar as espcies de arborizao urbana em trs grupos.

    Num primeiro grupo de plantas encontram-se as espcies derepouso verdadeiro

    - aquelas rvores que soltam as folhas no outono-inverno e depois rebrotam,

    como por exemplo a sibipiruna, o chapu-de-sol e a espatdea. A poca

    apropriada para intervir neste grupo a de menor atividade metablica, quando

    as plantas esto sem folhas.

    Um segundo grupo de plantas representado pelas espcies que soltam as folhas

    no outono-inverno florescendo logo a seguir, ainda no inverno ou incio da

    primavera. Temos neste segundo grupo os ips, as bauhinias, as eritrinas e a

    mirindiba-rosa. Num terceiro grupo esto as plantas que no desprendem as

    folhas de uma s vez, renovando-as gradualmente, ditassemi-caducas ou perenes,

    como por exemplo: oiti, monguba, ficus, magnlia amarela, alfeneiro e ligustro.

    6.1.3 O ciclo produtivo e a poca de podaExemplar de Terminalia catappa (Chapu-de-Sol) antes e depois da poda

    As rvores esto na idade adulta quando em franco processo produtivo e

    em pleno vigor vegetativo, ocasio em que se pode submet-las a podas

    corretivas. Na medida em que envelhecem, h alteraes neste processo e

    estas se tornam pouco resistentes s intervenes.

    Em plantas jovens, pode-se aplicar a poda corretiva, pois muito comum

    encontrar, em caladas, rvores com ramagem mal formada, plantas

    originrias de mudas defeituosas, mal produzidas nos viveiros.

    6.1.2 A idade das plantas

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    A fronde das rvores o local que recebe diretamente os raios solares,

    sendo este o ponto em que se processa com maior intensidade a

    fotossntese. No centro da copa, onde a luz solar menos intensa, na

    denominadazona no-produtiva, a quantidade de ramos verdes e de folhas menor, podendo ocorrer a secagem de ramos.

    O objetivo da poda de limpeza eliminar os ramos secos da zona no-

    produtiva, ramos doentes, tocos e aqueles que se dirigem para baixo, nos

    quais a intensidade seivosa menor. A poda de limpeza pode ser aplicada

    em qualquer tipo de rvore tanto nas de baixa, como nas de elevada

    densidade foliar.

    6.2.1 Poda de limpeza

    Nos segundo e terceiro grupos, no havendo interesse na colheita das sementes,

    a poca para podar logo aps sua florada.

    Salvo em anos atpicos, no Estado de So Paulo, a poca adequada para

    podar rvores concentra-se nos meses cujos nomes no tm a letra erre,

    portanto demaio a agosto. Aconselha-se o final desse perodo para proceder

    interveno, visto ser possvel a ocorrncia de geadas que podem afetar a

    rebrotao das plantas. Entretanto, so realizadas podas ao longo de todo o

    ano para garantir o bom funcionamento dos equipamentos urbanos taiscomo: placas de trnsito, semforos, construes, redes hidrulicas, obras

    de pavimentao e fiaes areas.

    equivocado e controverso o conceito de que a aplicao de podas

    drsticas em rvores resolve o problema do contato destas com a fiao.

    Quando as plantas reagem favoravelmente, a brotao de suas gemas

    acaba produzindo ramos de rpido crescimento, fracos e verticalizados,

    denominadosramos epicrmicos. Tem-se como resultado oenvassouramento

    da copa, que propicia, em curto espao de tempo, a volta da interferncia

    na fiao, dificultando o controle do problema. A aplicao seguida de

    podas drsticas em rvores adultas debilita demais as plantas, reduzindosua vida til, e podendo conduzi-las morte.

    Diferentes tipos de poda so aplicados nas plantas visando a harmoniz-las

    com o meio urbano.

    Toda vez que se cortam os ramos de uma rvore, necessrio saber em que

    medida isso pode ser prejudicial planta. A prtica tem demonstrado que,

    mesmo quando se respeitam todas as exigncias citadas anteriormente, a

    eliminao de grande volume de ramagem danosa planta, podendo

    conduzir o vegetal exausto.

    Tem-se como regra bsica que a poda de mais de 30% do volume foliar da

    copa de uma rvore inadequada e drstica, devendo ser aplicada apenas

    em casos especiais. Assim, se necessrio, recomenda-se retirar at 30% do

    volume de copa de uma rvore, promovendo o arejamento e a renovao da

    planta, bem como o redirecionamento de sua ramagem.

    6.2 Tipos de poda

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    rvores cuja base de copa atrapalhe a passagem de pedestres pelas caladas, o

    trnsito ou as paradas de veculos nas ruas necessitam passar por manejo

    especfico, denominado poda delevantamento de saia oupoda de base de copa.

    Este tipo de poda tambm aplicado para corrigir mudas pequenas ou mal

    produzidas e conduzidas ou, ainda, as que tenham sido mutiladas duranteseu crescimento.

    Outra convenincia desta forma de poda o aumento dos nveis de

    iluminao noturna das vias e caladas, especialmente quando o

    posteamento e as luminrias esto localizados na calada oposta e

    paralelamente linha das rvores.

    A maioria das plantas aceita bem esse procedimento, desde que estejam em

    estdio de desenvolvimento juvenil, em processo de crescimento. Embora outras

    espcies a requeiram, a necessidade de aplicao mais freqente em rvores de

    copa pndula, plantadas em caladas, como o Choro Sallix babilonica , a Aroeirasalsa Schinus molle e a Escova-de-garrafa Callistemon spp.

    6.2.2 Poda de levantamento de base de copaExemplar deCaesalpinea ferrea v. leiostachya (pau-ferro) antes e aps apoda de limpeza.

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    rvore de Schinus mole (aroeira salsa ou falso-choro)

    antes e depois da poda de levantamento de base de copa.

    Exemplar de Ocotea spp (canelinha) antes e depois da

    poda de levantamento de base de copa.

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    Exemplar de Caesalpinia peltophoroides (Sibipiruna) submetida poda em furo.

    Exemplar de Caesalpinia peltophoroides (Sibipiruna), submetida poda em

    furo, com fiao passando livremente no interior e acima de sua copa.

    Estes tipos de podas podem ser aplicados emrvores de folhagens decduas ou pouco

    densas, cujas copas tenham parte dos ramos interferindo na fiao area. So mais

    aplicadas em rvores das espcies: Pau-ferro Caesalpinia ferrea v. leiostachya, Sibipiruna

    Caesalpinia peltophoroides e Tipuana Tipuana tipu, dentre outras.

    fundamental observar que, ao desenvolver as podas em V e em furo, deve-serestringir ao mximo os cortes, eliminando-se, nica e exclusivamente, os ramos que estejam

    interferindo na fiao ou cujo crescimento v se direcionar para a fiao. importante

    lembrar que deve-se evitar a poda de ramos grossos e lenhosos, uma vez que seu corte

    indevido, ao invs de conter o seu crescimento, estimula o desenvolvimento das gemas

    expostas ao sol, com conseqente rebrota. Portanto, recomenda-se apenas a eliminao

    dos ramos finos.

    Deve-se atentar para as distncias, estabelecidas como Limites de Segurana, entre os

    ramos e as redes: dois metros no caso da rede primria e um metro da rede secundria.

    Nos casos em que a rede primria compacta (unida por um espaador em forma de

    losango - spacer cable) ou naqueles em que a rede secundria multiplexada (isolados

    e juntos) ou de cabo nu com espaadores verticais, recomendada apenas a poda dosgalhos finos que se projetam em sua direo.

    6.2.3 Poda em V e poda em furo

    Exemplar de Caesalpinia peltophoroides (Sibipiruna) submetido poda em V.

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    Exemplares deFicus submetidos poda ornamental.

    fundamental saber que, quanto mais elevada a altura dos cortes, menor

    ser o crescimento anual das plantas e mais longa sua vida til.

    comum encontrar, nas cidades paulistas, podadores prestando servios

    autnomos de poda em espcies de folhagem semi-caduca, aplicando a

    denominada poda ornamental. Esta uma modificao da poda de

    rebaixamento, mediante a qual se confere copa um formato diferente do

    original. So comuns as formas cilndrica, piramidal e cbica. Embora

    descaracterizem a originalidade, essas podas tm evitado a aplicao deintervenes mais drsticas nessas plantas.

    Rebaixar significa tornar mais baixo. A poda de rebaixamento deve ser

    aplicada reduzindo-se a altura da rvore em toda a extenso de sua copa,

    na intensidade mnima e que no modifique sua forma e estrutura,

    mantendo-se, portanto, sua arquitetura.

    Esta modalidade de poda tambm pode ser aplicada em plantas de copaarredondada que tiveram sua forma comprometida por intervenes

    anteriores mal feitas, ficando claro que esta a ltima opo tcnica em

    busca da recomposio da copa dessas rvores.

    Espcies arbreas de folhagem densa e semidecdua, como o Oiti

    Moquilea tomentosa, Canelinhas dos gneros Ocotea e Nectandra,

    Alfeneiro-do-Japo Ligustrum lucidum e vrias espcies do gneroFicus,

    podem passar por esse processo de poda.

    6.2.4 Poda de rebaixamento

    Exemplar deLigustrum lucidum (Alfeneiro) podado corretamente.

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    Presena de tocos que devem ser eliminados.

    Se o ramo a ser podado for vertical, sero necessrios trs cortes: os doisprimeiros, do lado do tombamento do ramo, em forma de cunha, sem atingir

    a linha de eixo do ramo.

    O terceiro corte do lado oposto, de cima para baixo na direo do segundo e

    at encontr-lo.

    O ato de cortar um galho de rvore deve ser feito conforme os preceitos

    tcnicos descritos a seguir, para favorecer a cicatrizao, evitar danos e

    melhorar as condies fitossanitrias da planta.

    6.3 Cortes e tratamento fitossanitrio

    A reduo parcial de ramos longos, deixando-se parte deles para rebrotao,

    deve ser criteriosa, observando-se e a existncia e posio das gemas e a

    posio dos cortes, que devem ser feitos inclinados (embisel), para impedir

    a penetrao da gua de chuva e de microrganismos patognicos no seuinterior. Definidos os ramos indesejveis, deve-se proceder total eliminao,

    uma vez que acabam secando.

    Os cortes a serem feitos numa planta obedecem a uma seqncia, deixando-se para

    o final os ramos maiores e mais volumosos. Os cortes devem ocorrer da parte externa

    para o interior da copa e de cima para baixo, sempre eliminando pequenas

    quantidades de ramos e observando os efeitos desse procedimento na estrutura da

    copa da rvore. A reduo drstica da ramagem pode impossibilitar a regenerao

    futura da planta.

    Ramos de grande dimetro e volumosos, pelo prprio peso, quando em queda,

    podem lascar e provocar ferimentos nas cascas, os quais no cicatrizaro. Um ramo

    volumoso deve ser seccionado em partes menores, respeitando uma seqncia de

    cortes ascendentes precedendo cortes descendentes.

    6.3.1 Posies de corte

    Seqncia de cortes de ramos volumosos

    1 2

    3 4 5

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    Ponto de insero de ramos, na crista e colar.

    Cortes em processo de cicatrizao da leso;percebe