Edição número 1340 10 de janeiro de 2012

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  • PolticaTrabalho de Prestes se assemelha ao estudo de Dom Evaristo Arns

    Os documentos de Prestes entregues na semana passada sero somados s cpias de trs manuscritos que o cavaleiro da Espe-rana fez quando estava na antiga Unio Sovitica. Os originais se encontram no Arquivo do Estado Russo de Histria Poltica e Social. Dom Evaristo Arns fez trabalho semelhante e levantou mais de um milho de pginas processuais do Superior Tribunal Militar. O resulta-GRSRVVLELOLWRXDLGHQWLFDomRGHFHQWHQDVGHWRUWXUDGRUHV

    Arquivo Nacional recebe documentos de PrestesPara historiador alagoano, material auxilia no recontar da histria da ditadura

    Apesar da notcia de ex-posio do acervo de Pres-tes, familiares de torturado-res do antigo regime militar tentam impedir a publica-o do nome de seus

    parentes. um direito deles omitir, por via judicial, os nomes. Mas acho muito difcil que isso acontea, comenta Geraldo Majella, lembrando que h movi-mentaes polticas por todo RPXQGRSHORPGDWRUWXUD

    Um grupo de militantes da esquerda quer implantar a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes (CCLCP) em Alagoas. A organizao, que tem mais representa-tividade no Sul do pas, se prope a propagar os ideais comunistas revolucionrios. O principal entusiasta da ideia o professor Digenes Paes, ex-militante do Par-tido Comunista Brasileiro (PCB).

    Ns queremos intervir nos movimentos sindicais,

    sociais e estudantis. Nosso objetivo difundir o iderio de Luiz Carlos Prestes, de-clara Paes. Ele explica que, nacionalmente, o CCLCP surgiu aps a sada de Pres-tes do antigo Partido. Foi formado por um grupo ex--militantes do antigo PCB, DUPD 3DUD D KLVWyULD QRentanto, Prestes entrou no Partido Democrtico Traba-lhista (PDT) ao deixar sua antiga sigla.

    A criao do CCLCP em Alagoas ainda no foi apro-vada pelos coordenadores nacionais da organizao. J temos cerca de 20 pes-soas reivindicando a im-plantao aqui no estado, comenta. A maioria dos participantes composta de militantes de movimen-tos j estabelecidos. Temos dois companheiros da UNE [Unio Nacional dos Estu-dantes], destaca o coorde-nador do movimento no es-tado.

    Por enquanto, o grupo no tem ligao com qual-quer partido poltico, mas no descarta alianas. So-mos apartidrios, mas isso no quer dizer que no va-mos participar do processo eleitoral. Ns podemos, sim, nos aliar a alguma candida-tura mais esquerda, ex-plica Paes.

    De acordo com o organi-zador do CCLCP em Ala-goas, a meta do grupo re-alizar fruns e seminrios ao longo do ano. Queremos discutir poltica. Vamos re-alizar debates sobre organi-zao poltica, anuncia.

    Apesar de ter o nome de Luiz Carlos Prestes, o grupo no tem relao com Anita Prestes, uma das princi-pais representantes do lder FRPXQLVWD(OD p D OKD GHPrestes com Olga Benrio. Mas ns queremos trazer ela para Alagoas para parti-cipar de algum debate, in-forma Paes. (V.A.)

    VICTOR AVNERREPRTER

    O Arquivo Nacional recebeu centenas de documentos de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperana. O material foi entregue pela famlia do mais importante revolu-cionrio comunista do pas e em breve estar livre para consulta. A expectativa a de que o acervo possa co-laborar para esclarecer o que ainda resta de obscuro em um dos momentos mais tenebrosos da histria bra-sileira: a ditadura militar.

    So 27 pastas com do-cumentos escritos e icono-JUiFRV2PDWHULDOIRLSUR-duzido por Prestes e outros

    comunistas da poca. O ar-quivos consiste de cartas, atas de reunies do antigo Partido Comunista do Bra-sil, o Partido, e mensagens de partidos sediados no ex-terior, alm de discursos e artigos polticos. Tudo foi escrito entre as dcadas de 1970 e 1990 e atualmente estava sob a custdia de Ma-ria Prestes, viva do antigo lder revolucionrio.

    Para o historiador ala-goano Geraldo Majella, a entrega do material algo positivo para a construo poltica e histrica do pas. Doar ao Arquivo Nacional o acervo do ex-senador Luiz Carlos Prestes uma atitu-de muito importante. Serve de exemplo para a famlia

    GH RXWUDV JXUDV SROtWLFDVdo pas. So documentos que contribuem com a histria do Brasil, declara.

    E o prprio Arquivo Na-cional j est aproveitando a entrega do acervo do lder comunista para incentivar outras famlias a doarem do-cumentos sobre a ditadura. Na cerimnia, os diretores do instituto divulgaram que pretendem fazer uma cam-panha nos prximos meses.

    Majella comenta que os arquivos podem revelar de-talhes das lideranas polti-cas brasileiras ainda desco-nhecidas pela histria. Vi, atravs da imprensa, que h nos documentos uma corres-pondncia entre Luiz Carlos Prestes e Fidel Castro. Isso

    muito importante porque mostra que havia um rela-FLRQDPHQWRHQWUHGXDVJX-ras bastante relevantes do sculo XX, comenta.

    ACERVOOs documentos foram

    entregues na tera-feira (3), data em que Prestes comple-taria 114 anos se estivesse vivo. O lder comunista foi exilado do Brasil por diver-sas vezes. Recebeu destaque mundial quando morou em Moscou. poca, foi um dos principais denunciadores das atrocidades cometidas pelo regime militar brasilei-ros. Antes de ser exposto ao pblico, o material passar por tratamento para retar-dar o envelhecimento e res-taurar trechos.

    DDDDD

    Digenes Paes pretende fundar em Alagoas um ncleo da Corrente Comunista Lus Carlos Prestes

    DITADURA

    Mais de 200 torturadores sero conhecidos

    Um das sete pastas que compem o acervo de Luiz Carlos Prestes traz uma in-formao bastante valiosa. Trata-se de uma lista com 233 nomes de torturadores da ditadura militar brasi-leira. Para Geraldo Majella, a divulgao do documento ser fundamental para en-cerrar a impunidade aos cri-minosos.

    O texto, datado de 1976, foi produzido por 35 presos polticos durante uma reu-nio do Comit de Solida-riedade aos Revolucionrios do Brasil uma entidade criada para dar abrigo s vtimas do regime militar. Quanto mais se divulgar o nome dos torturadores, mais justia se far, avalia Ma-jella.

    Para o historiador, a pu-blicao da identidade dos torturadores uma forma de punio atual pelos crimes cometidos no passado. A Lei da Anistia tambm anis-tiou os torturadores. Com a divulgao dos nomes, pelo menos eles passam a ser pu-nidos publicamente. uma punio moral, comenta.

    Parte da lista era com-posta apenas por apelido de torturadores. A identidade foi completada posterior-mente, com o auxlio de ou-tros presos-polticos.

    Apesar de a tortura ser considerada um crime im-prescritvel em todo o mun-do, a lei brasileira criada para anistiar os cidados que se rebelaram contra o regime militar tambm per-doou os torturadores. Essa uma questo que no d mais para reabrir. Mas a histria no se faz s com a lei. A divulgao dos nomes e dos mtodos utilizados a grande punio que ns po-demos vislumbrar no hori-zonte, ressalta.

    Majella coloca a lista de Prestes ao lado do relatrio Brasil Nunca Mais, coor-denado por D. Paulo Evaris-to Arns, como um dos mate-riais mais relevantes para a histria do Brasil. (V.A.)

    DEBATE POLTICO

    Corrente revolucionria pode ganhar representao em Alagoas

    MACEI - TERA-FEIRA, 10 DE JANEIRO DE 2012POLTICA2 TribunaIndependente

    ESPLANADALEANDRO MAZZINI - contato@colunaesplanada.com.br

    Cear: Cid se indispe com Exrcito e piora segurana

    A greve dos policiais civis no Cear acirra nimos nas ruas e nos gabinetes. Foi de soco na mesa a troca de provocaes a cena da reunio entre Ivo Gomes, irmo e chefe de gabinete do governador do Cea-r, Cid Gomes, e o general da 10 Regio Militar, Gomes de Matos, h poucos dias. Cid enviou o irmo para pedir a ocupao das delegacias pelo Exrcito, mas o general recusou-se. Gomes de Matos ligou para o comando do Exrcito, que determinou a negativa aps consultas presidente Dilma Rousseff. Irritado, Ivo engrossou a voz e ouviu do militar um quem voc pensa que !?.

    Caim x AbelA paralisao e protesto dos civis comearam aps Cid ceder s presses dos policiais militares em greve e conceder aumento categoria, esnobando a outra classe.

    Polcia x polciaCid prefere o Exrcito porque sabe que haver guerra se man-dar a PM entrar nas delegacias. At desconvidou para reunio o comandante da PM, Cel. Werisleik Matias.

    Sesc quer Fazenda da CopaOs bilhes que abarrotam os caixas do Sistema S validaram uma aventura do Sesc em Mato Grosso. A direo da unidade comprou por R$ 19 milhes uma fazenda de cinco mil hectares onde pretende construir um hotel, o Refgio Serra Azul. O projeto ser hospedagem de selees da Copa 14, que ter a capital Cuiab como uma das sedes.

    MinirreformaEnquanto Dilma Rousseff decide se troca ou no ministros, h estados que se adiantam, motivados por promessas, eleies e DQV6yHP6DQWD&DWDULQDRJRYHUQDGRU5DLPXQGR&RORPER(PSD) trocar cinco secretrios trs vo disputar prefeituras.

    Preo da demoraA Casa Civil do Planalto se apressou em dizer que h 50 dias j havia aprovado Guilherme Almeida para a presidncia da Codevasf. A nomeao s saiu agora, quando lembraram que o irmo do ministro Fernando Bezerra (Integrao) era o chefe l.

    Volto um diaUma falsa aparncia de que tudo anda controlado em Braslia fez o governador Agnelo Queiroz tirar frias dia 31. Volta s 17 de Janeiro.

    Direto das telasRon Paul, o republicano que concorre nas prvias nos EUA, RPHVPRTXHDSDUHFHQROPH%UQRGH6DFKD%DURQ&RKHQchacotado numa cena de assdio sexual do ator.

    J foi piorEm relao ao vero passado, Petrpolis (RJ) vive o paraso. Nmeros da Coordenadoria de Defesa Civil: 412 chamadas at ontem, sem registros de vtimas. Os desalojados so 14. Em 2011, foram mais de 200 mortos e 10 mil desabrigados.

    Tropa de eliteAliados do ministro da Integrao, Fernando Bezerra, alardeiam que por mais verbas que Pernambuco tenha recebido, foram bem usadas. Lanam mo da atuao do Exrcito: o Batalho de Engenharia quem toca as obras contra as secas.

    Oiticica no RioA artista plstica Christina Oiticica volta ao Rio. Inaugura a exposio Me Terra,