Já Sabia!!! Junho

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Edição de junho 2012

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  • J SABIA!!! Curso Tecnolgico de Desporto - 12ano

    Edio de junho 2011/2012

    TUDO SOBRE DESPORTO. . .

    ctdesporto.webnode.pt

    Pag.10

    RU GBY EM C A DE IRA DE

    RO DA S Adaptado por:

    Bruno Santos

    Pag. 1 a 9

    GESTO DESPORTIVA

    Professor Carlos Quaresma

    Captulo VI

    Pag.11

    NO PERCA TEMPO. SALVE UMA VIDA!

    O ENFARTE NO PODE ESPERAR

    Adaptado por:

    Carlos Quaresma

    Pag.12

    VOLEIBOL SENTADO

    Adaptado por:

    Tiago Santos Pag.19 Pag.18

    HIPOGLICEMIA

    Adaptado por:

    Carlos Quaresma

    HISTRIA DO I .S .N ( I N S T I T U T O D E S O C O R R O S

    A N U F R A G O S )

    Adaptado por:

    Tiago Seco

    Pag.13

    O 2 SARAU APROXIMA-SE!

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    As Funes da Gesto (parte 2 de 4)

    A Organizao

    2.1. Definio Em primeiro lugar, importante definir o con-

    ceito: Uma Organizao (relativo a organismo) nasce quando dois ou mais indivduos unem esfor-os para conseguir um objectivo comum. Essencial-mente, o conceito de organizao refere-se a uma finalidade comum. Como explicam Blau e Scott (1976, pg. 16), quando a consecuo de um objecti-vo exige um esforo colectivo, as pessoas criam uma organizao com a inteno de coordenar as activi-dades dos seus membros e de atrair outros que qui subscrevam os objectivos desta organiza-o. (SOUCIE, D., 2002).

    Para Krech, Crutchfield e Ballachey (1972), uma organizao social pode definir-se como um sistema integrado de grupos psicolgicos relacionados entre si e que se encontram estruturados para cumprir um certo objectivo previamente estabelecido (KRENCH, D., CRUTCHFIELD, R.S., & BALLACHEY, E. L. 1972).

    Sancho (1997) refere-nos que para Weinert, organizao um conjunto colectivo com limites relativamente fixos e identificveis, com uma orde-nao normativa, com um sistema de autoridade hie-rrquico, com um sistema de comunicao e com um sistema de membros coordenado; este conjunto colectivo est formado por uma base relativamente contnua dentro de um ambiente que o rodeia e se dedica a aces e actividades que normalmente ten-dem a uma meta final ou objectivo, ou uma srie de metas finais ou objectivos. (SANCHO, J., 1997, p. 58).

    Apoiando-se na teoria de sistemas, Bakke (1959), define a organizao como um sistema con-tnuo que capaz de diferenciar e integrar activida-des humanas que utilizam, transformam e unem um conjunto de recursos humanos, materiais e de outras classes num todo que consegue alcanar os objecti-vos desejados mediante a seleco de uma soluo entre vrias possveis. Por sua vez, Huse, E.F. e Bow-ditch, J.L. (1979), expem o seu prprio conceito de organizao: a funo da organizao consiste em satisfazer determinadas necessidades humanas em

    interaco com outros subsistemas de actividades humanas e recursos, em ambiente particu-lar (SANCHO, J., 1997, p. 58).

    Outros autores como Kast e Rosenzweig (1979), citados por Sancho (1997, p. 58), do uma definio-descrio de organizao a partir dos componentes que a constituem. Referem estes autores que se pode afirmar que as organizaes consistem em: 1) arranjos orientados para uma meta; indivduos com um propsito; 2) sistemas psicosociais; indivduos que trabalham em grupos; 3) sistemas tecnolgicos; indivduos que utilizam conhecimentos e tcnicas; e 4) uma integrao de actividades estruturadas; indivduos que trabalham juntos em relaes estruturadas.

    Efectivamente, a Organizao , como salien-ta Teixeira (1988, p. 4), uma forma de estabelecer relaes formais entre pessoas, e entre estas e os recursos, para atingir os objectivos propostos. Um dos aspectos fundamentais desta funo, como nos salienta este autor, assegurar que a pessoa certa, com as qualificaes certas, est no local e no tem-po certos para que melhor sejam cumpridos os objectivos.

    2.2. Finalidades da Organizao Diversas foras afirma Serra A.(1987)

    tem obrigado o homem a colaborar, a cooperar com os seus semelhantes na maioria das suas activi-dades para atingir uma maior eficcia. Esta neces-sidade de colaborar, na busca de fins comuns, o estmulo desencadeante dos grupos organizados, das organizaes, tal como as define Leibenstein, H., [] As organizaes, diz, so grupos algo dura-douros de indivduos que realizam certas activida-

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    actividades, em que pelo menos algumas delas, se dirigem consecuo de fins comuns a todos os indi-vduos do grupo.

    A finalidade da organizao, [] estar consti-tuda pelos motivos ltimos, superiores, pelos quais se empreende, se organiza e se investe numa empre-sa. Geralmente estaro em funo das necessidades, no importa de que grau ou ndole, de um colectivo de indivduos. (SANCHO, J., 1997, p. 59)

    2.3. A Organizao como origem da Planificao De acordo com o que at aqui foi referido, so

    observveis certas similitudes com o conceito de pla-nificao e as definies de organizao ou, pelo menos, destas se desprende a necessidade de pre-ver, ordenada e antecipadamente, os propsitos lti-mos, os fins a alcanar, desencadeantes e constituin-tes de uma organizao, estruturados em objectivos e, seguidamente, em metas.

    Mesmo que um processo de planificao se possa dar, produzir, margem de uma organizao formalmente constituda, dificilmente uma organiza-o poder actuar como tal, sem uma rigorosa e pre-cisa planificao das suas actividades, encaminhadas no sentido da satisfao das necessidades, razo pelas quais foi criada.

    Organizar e planificar so termos conceptual-mente diferentes. Como sistemas, actuaro de forma dependente um do outro, ainda que no de uma for-ma biunvoca.

    2.4. Fins e objectivos organizacionais Em termos genricos, os fins das organizaes

    so as aspiraes, os ganhos potenciais perseguidos pelas mesmas e que so desencadeantes da sua cria-o. Em termos mais particulares, o fim de uma orga-nizao o estado desejvel horizonte cuja con-secuo faz movimentar uma srie de pessoas com o intuito, ou chamemos-lhe propsito, de convert-lo em realidade.

    A finalidade de uma organizao pode deter-minar-se com base em vrios parmetros diferentes tais como sejam os temporais, o seu prprio funcio-namento ou mesmo a sua estrutura, mas, muito fre-quentemente, as organizaes possuem mais do que uma finalidade e mais do que um objectivo. Como sistema aberto que so, e de acordo com Sancho

    (1997), as organizaes possuem a caracterstica da equifinalidade, o que significa que os caminhos para atingir os objectivos podem ser diferentes, repercutindo-se nas metas, que tambm podero ser vrias e distintas. com o intuito de dar uma viso mais particular e revelar j uma aproximao e uma adaptao ao desporto, que se expem os diferentes modelos que incidem sobre os objectivos das organizaes.

    Mayntz, R. (1990), citado por Sancho (1997), estabelece trs categorias de organizaes:

    A primeira compreende aquelas cujos objecti-vos limitam a coexistncia dos membros, a sua actuao comum e o contacto rec-proco. Neste contexto esto as organiza-es desportivas, nomeadamente os clu-bes ou associaes desportivas cuja finali-dade no mais do que a mera participa-o fsico-desportiva dos seus membros. So organizaes estruturalmente simples, cujas decises, assim como a eleio dos seus dirigentes, se estabelece democrati-camente entre associados;

    A segunda categoria refere-se s organizaes cujo objectivo actuar de uma forma determinada sobre um grupo de pessoas que so admitidas para este fim, pelo menos transitoriamente, na organizao. Esta estrutura condiciona a existncia de dois grupos diferenciados; um inferior que aquele sobre o qual a organizao actua e outro, superior, sobre o qual recai a obri-gao de incidir, influenciar e actuar; sem que possa ascender ao nvel superior. A Igreja, a escola e as universidades so exemplos de organizaes desta categoria;

    A terceira categoria refere-se s organizaes que tm como objectivo alcanar um determinado resultado. A polcia, os bom-beiros, etc, so exemplos de organizaes que encaixam nesta categoria, que, por sua vez, se pode, ainda, subdividir em trs subgrupos. A saber:

    Grupo de organizaes com fins altrustas.

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    Associaes de beneficncia, Anti dro-ga, etc.

    Grupo de organizaes cujos interesses se identificam com os interesses dos seus membros. Os sindicatos, cooperativas, etc.;

    Grupo cuja pertinncia proporcionam benef-cios pessoais alheios aos objectivos da organizao

    Partindo de um enfoque sociolgico, Perrow, C. (1970), citado por Sancho (1997), identifica cinco nveis, ou categorias, de objectivos de organizao:

    1. Objectivos de sociedade. Estruturados no contexto da prpria sociedade, fazendo referncia s grandes organizaes, como a manuteno da ordem, a produo de bens e servios e a gerao e manuteno dos valores culturais.

    [] 2. Objectivos de produo. Referentes ou rela-

    cionados com as funes do consumidor, tais como servios comerciais, educao e assistncia sanitria, bens de consumo. []

    3. Objectivos de sistema, relacionados com os mtodos de planeamento e funcionamen-to da organizao (interesse pelo cresci-mento rpido, pelos benefcios, pela esta-bilidade, interesses na investigao, pela cpia de produtos). [].

    4. Objectivos de produto: quantidade, qualida-de, estilo, custos e disponibilidade. Nesta categoria estariam includos [] no con-texto da administrao municipal, o nvel da oferta desportiva quanto qualidade e quantidade [].

    5. Objectivos derivados. Algumas organizaes utilizam o poder para a busca de outros object