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  • Prof. Oscar Cirne NetoPercias JudiciaisPareceres Mdico-Legais

    LAUDO MDICO PERICIAL.

    Prembulo.Aos vinte e quatro dias do ms de abril do ano

    2003, o Perito Dr. OSCAR LUIZ DE LIMA E CIRNE NETO, designado pelo MM Juiz de Direito da 13. Vara Cvel da Comarca da Capital, para proceder ao exame pericial indireto nos Autos do processo N.: xzxzxzxz onde consta como Autora xzxzxzxzx e como Ru xzxzxz e/Outro., descrevendo com verdade e com todas as circunstncias, o que vir, descobrir e observar, bem como responder aos quesitos das partes. Em conseqncia, passa ao exame pericial solicitado, as investigaes que julgou necessrias, as quais findas, passa a declarar:

    Identificao. xzxzxzxzx, brasileira, viva, nascida no dia,

    natural do Rio de Janeiro, portadora da C.I. N. RG xzx, vivendo e residindo a Rua Saldanha n 6, Apto. 02, de profisso comerciante.

    Histrico.Pelo que pudemos depreender dos autos do

    processo, a Autora em 1997 procurou um mdico de nome Dr. Jos Luiz, para que este avaliasse um problema do seu joelho. Nesta consulta o Dr. Jos detectou que o problema era em verdade no quadril, razo pela qual foi encaminhada a um especialista, pois o Dr. Jos entendeu tratar-se de uma patologia da Cabea do Fmur.

    Foi examinada ento pelo primeiro ru, que indicou uma prtese de substituio da articulao do quadril por tratamento cirrgico.

    Alega a Autora ainda na inicial, que lhe foi garantido que era uma cirurgia sem risco e que, a sua recuperao, se daria em cerca de uma semana.

    Aps os exames de praxe foi a Autora internada na no Hospital da Beneficncia em 23 de setembro de 1997.

    A cirurgia iniciou-se por volta de 11:30 h e terminou por volta de 14:30 h tendo o primeiro ru, Av. Ernani do Amaral Peixoto, 467 Sala 811 Centro - Niteri CEP 24 020 072Tel 2621 6551 Celular: 99 84 45 31 E-Mail: oscarcirne@urbi.com.br

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    comparecido ao quarto da paciente e pedido que ela mexesse os dedos do p, o que ela no conseguiu.

    Durante a noite, a Autora sentiu seus ps como se fossem uma bota de chumbo, alm de choques intensos e ardncia na operao.

    No dia seguinte, ainda no conseguia mover o p tendo percebido que o mesmo estava cado. Seis dias aps ainda sem recuperar a mobilidade do p foi de alta para casa sendo obrigada a alugar um leito do tipo hospitalar contratar acompanhante. To logo foi possvel iniciou a fisioterapia prescrita pelo 1 Ru.

    Mais de um ms depois a Autora continuava com problemas, s se locomovia de muletas e sentia dores e choques e fortes contraes musculares.

    Seu p se mantinha frio e cado fato que perdura at hoje.

    Visitada em domiclio pelo primeiro ru, este lhe explicou que ela sofrera uma paralisia alta do nervo citico, fato este que s agora ela tomava conhecimento.

    Aduz a Autora que como no sabia exatamente o que tinha, foi ela impedida de buscar tratamento adequado e/ou ouvir outras opinies.

    Nesta poca foi informada, que deveria fazer uma outra operao com uma amigo do primeiro ru, para descomprimir o nervo citico ao nvel do joelho.

    Examinada pelo primeiro ru e pelo seu amigo, segundo ru, foi orientada no entanto a esperar o nervo descer at o joelho, da o porqu ter sido esta segunda operao marcada somente para abril.

    Neste perodo, a Autora andava com dificuldades e foi orientada a usar uma calha, tendo inclusive levado vrios tombos gerando atendimentos no Hospital Municipal Miguel Couto.

    Realizada a segunda cirurgia, foi orientada a aguardar de trs a quatro meses, quando ento as coisas voltariam ao normal.

    Tal no entanto no aconteceu inviabilizando a o seu retorno vida normal.

    Alega ainda, que o primeiro ru agiu com impercia, ao realizar uma hipertrao do afastador lesando o nervo citico.Av. Ernani do Amaral Peixoto, 467 Sala 811 Centro - Niteri CEP 24 020 072Tel 2621 6551 Celular: 99 84 45 31 E-Mail: oscarcirne@urbi.com.br

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    Alega tambm, que a segunda cirurgia foi eivada de equvocos, pois o segundo ru que lhe foi apresentado como especialista em nervos perifricos era em verdade micro-cirurgio de mo.

    Ao final alega que a segunda cirurgia foi realizada em local equivocado, pois deveria ter sido feita no quadril, quando em verdade foi realizada ao nvel do joelho. Alem de tudo isto se esperou por demais para a realizao da segunda cirurgia.

    Em sua pea de bloqueio o primeiro ru, alega que a Autora j era portadora de Depresso e Distrbios do ritmo Cardaco antes de operar, que no verdade que a Autora caminhasse normalmente, uma vez que era portadora de grave coxoartrose.

    Alega tambm que a Autora j tinha encurtamento do membro, com perda de movimentos e claudicao. Informa que no verdade que a Autora no tivesse sido informada dos riscos da operao e que todas as sua dvidas foram tiradas. Para comprovar, fala em um informativo padro que teria sido apresentado Autora e traz a declarao de um magistrado tambm operado da mesma patologia.

    Informa inclusive, que to logo detectada a parestesia foi a Autora tratada com o medicamento Sinaxial.

    Aduz que o aluguel de leito hospitalar e muletas, fazem parte do ps-operatrio normal e que no verdade, que tenha suspendido a fisioterapia.

    Ressalta de modo enftico que no houve uso inadequado do afastador e que no houve erro mdico.

    O segundo ru, afirma que competente para a realizao da cirurgia a que se props, que a cirurgia foi feita para abrir o canal anatmico que existe na altura do joelho, e facilitar a regenerao do nervo.

    Afirma tambm, enfaticamente, que o nervo no nem tocado na operao, apenas o local por onde ele passa desobstrudo na operao.

    Av. Ernani do Amaral Peixoto, 467 Sala 811 Centro - Niteri CEP 24 020 072Tel 2621 6551 Celular: 99 84 45 31 E-Mail: oscarcirne@urbi.com.br

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    Em rplica argumenta a Autora que seus distrbios emocionais se preexistentes a cirurgia, no faz diferena pois estes se agravaram.

    Que no verdade que a Autora apresentasse muita dificuldade para caminhar pois s apresentava em verdade ligeira dificuldade.

    Reitera que no foi alertada de nenhuma complicao, levantado hiptese de que os documentos dos autos devem ter sido produzidos aps os fatos.

    Reitera tambm, que a operao foi realizada tardiamente e que deveria ter sido feita em outro stio anatmico.

    Discusso.Trata-se de um processo de Responsabilidade

    Civil, por alegado erro mdico, estando a Autora na condio de paciente.

    No tendo a Autora comparecido nenhuma das vezes que foi chamada percia, restou-nos o Laudo indireto, que foi solicitado e deferido pelo MM julgador.

    Gostaramos de colocar que nem todos os documentos que pensvamos constar dos autos, ali se apresentavam e solicitamos dos assistentes tcnicos, a entrega destes documentos, sendo que o primeiro a faz-lo foi o Dr. Jlio Csar, A Tcnico do segundo ru, que no entanto no fez anexar a avaliao pr-operatria realizada pelo 2 Ru, razo pela qual fica dificultada a nossa manifestao a este respeito.

    Igualmente posicionou-se o Dr. xzxzxzxzxz, CRM N. xzxzxzxz, A. Tcnico do 1 Ru que tambm no nos trouxe as anotaes de consultrio de seu cliente.

    A osteortarose uma patologia degenerativa da cartilagem articular, de carter lento e progressivo com sintomatologia dolorosa lenta e insidiosa acompanhando a evoluo do processo, determinando deformidade e limitao articular, podendo chegar rigidez e estar associada a manifestaes inflamatrias.

    Av. Ernani do Amaral Peixoto, 467 Sala 811 Centro - Niteri CEP 24 020 072Tel 2621 6551 Celular: 99 84 45 31 E-Mail: oscarcirne@urbi.com.br

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    O tratamento inicial clinico, mas com o passar do tempo pode evoluir para a necessidade de uma cirurgia.

    Gostaramos de ressaltar, entretanto, que com o que consta do Laudo radiolgico de fls.189, corroborada pelas informaes de fls. 188, esta paciente possua para o tratamento da artrose de quadril (coxoartrose) uma indicao cirrgica indubitvel.

    Contudo nos parece, em face destas mesmas documentaes, que a declarao de que a Autora fosse portadora de um distrbio leve da marcha, possa no espelhar a realidade.

    igualmente importante que se saiba, que a artroplastia total do quadril, uma cirurgia complicada, de grande porte e que executada no Rio de Janeiro, por seleto grupo de especialistas.

    Tambm deve ficar claro, que o registro radiolgico de: acentuada reduo da entrelinha articular , compatvel com encurtamento importante do membro inferior.

    Quando h encurtamento do membro, passa a existir exatamente um fator predisponente para complicaes neurolgicas do citico, que se fazem exatamente por distenso do nervo, no momento em que o encurtamento corrigido na cirurgia.

    Destaco para melhor compreenso de V. Excia,que as neuropraxia dos nervos citico, femoral e obturador esto amplamente descritas na literatura mdica, como complicaes conhecidas da artroplastia total do qu