Manejo Costeiro e Ocupação Urbana

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Aula da Disciplina de Manejo Costeiro do curso de Oceanografia da UFES

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  • Estabelecimento

    de limites de

    segurana para a

    orla

    Mecanismo de

    alterao da

    linha de costa

    Eroso

    Inundao

    Mangues,

    charcos,

    marismas

    Cota 1 m acima do

    limite mximo da

    preamar de sizgia

    ou de inundao

    Sim

    No

    Litoral arenoso? Urbanizado?

    50 m a partir do

    limite da praia ou

    da base do reverso

    da duna frontal

    quando presente

    200 m a partir do

    limite da praia ou da

    base do reverso da

    duna frontal quando

    presente

    Sim

    No

    Falsias

    erodveis ?

    50 m a partir do

    topo da falsia

    Sim

    No

    Faixa de segurana 1m

    acima do limite mximo

    das ondas de tempestade.

    Urbanizao definida por

    legislao especfica

    Muehe, 2001

  • Quais as ferramentas atuais para o manejo costeiro?

  • Porto de Ub

    Melhor meio conhecer as caracterstica do litoral. A sua dinmica e tendncia antiga e atual

  • Principalmente para Orlas no Urbanizadas

  • Eroso e Progradao do Litoral Capixaba

  • Alm do Projeto Orla e do Atlas de Eroso e Progradao do Litoral Brasileiro existem projetos em mbito regional e local com mais detalhes.

    ATLAS DE SENSIBILIDADE AMBIENTAL AO LEO DA BACIA MARTIMA DO ESPTITO SANTO

    MMA, 2010

    ZONEAMENTO ECOLGICO E ECONMICO (ZEE) DO ESPRITO SANTO

    IEMA, 2011-12

    Ferramentas para a Gesto Costeira

  • Identificar os graus de sensibilidade ao derramamento de leo em todo litoral capixaba

  • Objetivo Geral das Cartas SAO fornecer, de maneira rpida e objetiva, as informaes preliminares para o planejamento de contingncia e das aes de resposta a incidentes de poluio por leo. Feito com base na identificao da sensibilidade dos ecossistemas costeiros e marinhos, de seus recursos biolgicos e das atividades socioeconmicas que caracterizam o uso e a ocupao das reas representadas. O planejamento dessas aes auxilia na reduo e na mitigao dos impactos ambientais causados por vazamentos de leo e permite o correto direcionamento dos recursos disponveis e a mobilizao adequada das equipes de conteno e limpeza.

  • CARTAS ESTRATGICAS

    de abrangncia regional/bacia martima

    CARTAS TTICAS

    de escala intermediria/recobrindo todo o litoral da bacia

    CARTAS OPERACIONAIS ou DE DETALHE

    locais de alto risco/sensibilidade

  • ndices de

    Sensibilidade

    do Litoral

  • ndices de Sensibilidade do Litoral

  • ndices de Sensibilidade do Litoral

  • ndices de Sensibilidade do Litoral

  • Caractersticas do Litoral Capixaba

    De maneira geral, o litoral da BMES pode ser classificado em quatro fisiografias naturais:

    1) litoral dos costes rochosos extremamente recortado com praias e plancies de diferentes extenses;

    2) litoral de baas, esturios e manguezais;

    3) litoral de falsias e praias precedidas por terraos de abraso marinha sedimentar; e

    4) litoral de plancies fluvio-costeiras, associado s desembocaduras fluviais.

  • Caractersticas do Litoral Capixaba

    Em termos da representatividade espacial:

    manguezais e barras de rios (ISL 10) constituem 33% do litoral

    substratos impermeveis de baixa sensibilidade (ISL 1 e 2) percentual de ocorrncia 23,15%;

    substratos de sensibilidade intermediria (ISL 3 a 5) como praias de areia mdia a grossa perfazem 21,43% do litoral;

    substratos de alta sensibilidade (ISL 7 a 9) encontrados em ambientes de baixa energia hidrodinmica como terraos de baixa-mar e enrocamentos abrigados constituem 15,77% do litoral

    substratos que possuem distribuio espacial mais fragmentada so os terraos cobertos por concrees laterticas e os enrocamentos expostos (ISL 6) que contribuem com 6,65% do litoral.

  • ISL 1

    Costo rochoso liso, de alta declividade, exposto Estrutura artificial lisa (paredo martimo artificial), exposta

    Praia da Cerca Guarapari (ES) Praia de Pima

  • ISL 2 Costo rochoso liso, de declividade mdia a baixa exposto

    ISL 3

    Praia dissipativa de areia mdia a fina, exposta Faixa arenosa contgua praia, no vegetada, Escarpa ngreme

    Praia do Agh Pima (ES).

    Praia Grande, Nova Almeida Barra Nova, So Mateus Praia Maroba, Presidente Kennedy

  • ISL 4 Praia de areia grossa / Praia intermediria de areia fina a mdia, exposta / Praia de areia fina a mdia, abrigada

    ISL 5

    Praia mista de areia e cascalho, ou conchas Terrao ou plataforma de abraso de superfcie irregular ou recoberta de vegetao

    Praia de areia grossa, Praia de Manguinhos

    Porto de Tubaro,Vitria

    Lagoa do Siri - Maratazes

    Praia Formosa, Aracruz

  • ISL 6 Enrocamentos, guia corrente, quebra-mar expostos Terrao exumado recoberto por concrees laterticas (disformes porosas)

    ISL 7 Plancie de mar arenosa exposta Terrao de baixa-mar

    Enrocamentos expostos Portocel - Aracruz

    Praia de Maria Nenm, Pima

    Praia Formosa, Aracruz

    Portocel, Aracruz

  • ISL 8 Escarpa/encosta de rocha lisa, abrigada Escarpa/encosta de rocha no lisa, abrigada Escarpa e talude ngreme de areia, abrigado Enrocamento (e outras estruturas artificiais no lisas) abrigado

    Penedo - Vitria

    Ilha do Meio -Pima

    Portocel - Aracruz

    Enseada do Su - Vitria

  • ISL 9 Plancie de mar arenosa/lamosa abrigada e outras reas midas costeiras no vegetadas Terrao de baixa-mar lamoso abrigado

    ISL 10 Delta e barra de rio vegetada Terrao alagadio, banhado, brejo, margem de rio e lagoa Brejo salobro ou de gua salgada, com vegetao adaptada ao meio salobro ou salgado Manguezal

    Rio Itanas

    Rio Itanas

    Rio Benevente - Anchieta

    Brejo no Rio Itanas

    Manguezal Rio Guarapari

  • ZONEAMENTO ECOLGICO ECONMICO DO ESPRITO SANTO

    O Zoneamento Ecolgico Econmico ZEE define-se como uma integrao sistemtica de variveis ecolgicas e econmicas, em busca de associar potencialidades e fragilidades naturais, fornecendo subsdios para o planejamento sustentvel dos usos dos recursos disponveis, por parte das esferas governamentais, atravs de um mecanismo integrado de consulta dinmica para diagnstico tcnico e poltico-administrativo.

  • EROSO COSTEIRA

  • EROSO COSTEIRA

  • EROSO COSTEIRA

    Eroso Costeira ou Recuo da Linha de Costa?

    Alguns autores sugerem que eroso seja adotada apenas quando h prejuzos econmicos.

    Por Exemplo:

    Uma praia arenosa no ocupada ela recua em eventos de subida do nvel do mar, enquanto que uma praia arenosa usada para recreao sofre eroso.

    Uso de obras para conter a eroso

  • EROSO COSTEIRA

    Fatores que causam a eroso costeira:

    1) elevao do nvel do mar;

    2) diminuio da quantidade de sedimentos fornecidos ao litoral;

    3) degradao antropognica das estruturas naturais;

    4) obras pesadas de engenharia costeira.

  • EROSO COSTEIRA

    Estudos oceanogrficos so necessrios antes da implementao de uma obra rgida costeira

    Os estudos de eroso no Brasil so recentes (dcada de 90).

    Vrias obras no Brasil foram realizadas de maneira equivocadas em funo da ausncias de estudos minuciosos.

  • Praia do Farol Velho, Par

    Praia de Canapum, Rio Grande do Norte

    Praia do Gonzaguinha, So Paulo

    Praia do Gonzaguinha, So Paulo

  • Praia de Piratininga, Rio de Janeiro

    Praia de Massaguau, So Paulo

    Praia de Caiob, Paran

    Praia de Cambori, Santa Catarina

  • Obras Rgidas ou Flexveis?

  • Proteo da Linha de Costa

    no Esprito Santo

    O ES um dos estados brasileiros que mais sofreu com intervenes em sua linha de costa

    Dois projetos recentes

    Conceio da Barra e Maratazes

    Obras em torno de 40 milhes de reais

  • Conceio da Barra

  • Projeto da DHI (Dinamarca)

  • Rio Jequitinhonha

  • Rio Jequitinhonha

  • Rio So Francisco

  • Rio So Francisco

  • Rio So Francisco

  • Rio So Francisco

  • Maratazes