MATRIZES DO PENSAMENTO PSICOLÓGICO III NARCISISMO.

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    21-Apr-2015
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  • MATRIZES DO PENSAMENTO PSICOLGICO III NARCISISMO
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  • 2 Na tradio grega, o termo narcisismo designa o amor de um indivduo por si mesmo.
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  • Vol. XIV - Sobre o narcisismo uma introduo (1914) Freud utiliza pela primeira vez o termo "narcisismo" em 1910, para descrever a escolha de objeto feita pelos homossexuais que escolhem um parceiro sua imagem, de forma que atravs deste: "tomam a si mesmos como objeto sexual" (1905; nota acrescentada em 1910). Pouco depois, Freud (Schreber, 1911; Totem e Tabu, 1912-1913) fez do narcisismo uma fase intermediria do desenvolvimento psicossocial infantil, situada entre o auto-erotismo, cujo modelo a masturbao, e a fase evoluda, caracterizada pelo amor de objeto. 3
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  • Freud ressalta que, a partir da observao psicanaltica, pode-se notar aspectos do comportamento narcsico: na Dementia praecox (krapelin), Esquizofrnia (Breuler), [renomeadas por Freud de Parafrenia] apresentam dois traos fundamentais: o delrio de grandeza e o desligamento de seu interesse no mundo exterior. Em consequncia desta ltima alterao, tornam-se inacessveis influncia da psicanlise e no podem ser curados por nossos esforos. 4
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  • Freud considera a anlise das parafrenias o principal meio de acesso ao narcisismo. Contudo, apresenta outros caminhos para aproximao do narcisismo: 1.a observao da doena orgnica, 2.da hipocondria e 3.a vida amorosa entre os gneros. 5
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  • A influncia da doena orgnica sobre a distribuio da libido uma pessoa atormentada por dor e mal-estar orgnico deixa de se interessar pelas coisas do mundo externo, na medida em que no dizem respeito a seu sofrimento....ela tambm retira o interesse libidinal de seus objetos amorosos: enquanto sofre, deixa de amar. o homem enfermo retira seus investimentos libidinais de volta para seu prprio Eu, e as pe para fora novamente quando se recupera. Concentrada est a sua alma no estreito orifcio do molar. (Freud cita: Wilhelm Busch, sobre o poeta que sofre de dor de dentes) 6
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  • A hipocondria, da mesma forma que a doena orgnica, manifesta-se em sensaes corpreas aflitivas e penosas, tendo o mesmo efeito que a doena orgnica sobre o investimento da libido. O doente hipocondraco, tambm retira seu interesse e sua libido em relao ao mundo exterior e os concentra no rgo que o preocupa e que o faz sofrer. 7
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  • Uma terceira maneira pela qual podemos abordar o estudo do narcisismo atravs da observao da vida ertica dos seres humanos: escolha objetal do tipo anacltico na escolha ulterior de objetos amorosos adotam como modelo seus cuidadores (pai, me, substitutos). escolha objetal do tipo narcsica - na escolha ulterior dos objetos amorosos elas adotaram como modelo a si mesmas. Nessa observao [escolha narcisista], temos o mais forte dos motivos que nos levaram a adotar a hiptese do narcisismo. 8
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  • Freud apresenta um breve sumrio dos caminhos que levam escolha de um objeto. Uma pessoa pode amar: (1) Em conformidade com o tipo narcisista: (a) o que ela prpria (isto , ela mesma), (b) o que ela prpria foi, (c) o que ela prpria gostaria de ser, (d) algum que foi uma vez parte dela mesma. (2) Em conformidade com o tipo anacltico (de ligao): (a) a mulher que a alimenta, (b) o homem que a protege, (c) e a sucesso de substitutos que tomam o seu lugar. 9
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  • Dizemos que um ser humano tem originalmente dois objetos sexuais ele prprio e a mulher que cuida dele e ao faz-lo estamos postulando a existncia de um narcisismo primrio em todos, o qual, em alguns casos, pode manifestar-se de forma dominante em sua escolha objetal. 10
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  • Narcisismo primrio? Significa, tambm, o processo pelo qual o sujeito assume a imagem do seu corpo prprio como sua, e se identifica com ela (eu sou essa imagem). A constituio do narcisismo primrio ultrapassa o auto- erotismo para fornecer a integrao de uma figura positiva e diferenciada do outro. O narcisismo primrio promove a constituio de uma imagem de si unificada, perfeita e inteira que suscita e mantm o indispensvel "amor-prprio", necessrio a toda sobrevivncia fsica e mental. 11
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  • Na teoria freudiana, antes da introduo do conceito de narcisismo em 1914, o eu: era compreendido como massa ideacional consciente cujo principal objetivo conservar a vida e reunir o conjunto de foras que, no psiquismo, se ope a sexualidade. Para Freud, o eu no inato e resulta de uma nova ao psquica. Essa nova ao psquica o narcisismo primrio. O narcisismo primrio contemporneo da constituio do eu. Assim, enquanto as pulses auto-erticas esto presentes desde o incio, o Eu tem que ser desenvolvido. 12
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  • Para Freud, anteiror ao narcisismo no h investimento objetal possvel. No h relao de objeto que no pressuponha o narcisismo (o que se evidencia pela impossibilidade de que haja relao eu-objeto antes da constituio do eu). A libido objetal corresponde ao investimento dos objetos externos pela libido. O narcisismo secundrio refere-se todas as situaes em que ocorre um refluxo da libido objetal sobre o Ego. Ou seja, o retorno para o Ego da libido que investia os objetos exteriores. 13
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  • Freud, considera que o Ego permanece sempre parcialmente investido e os investimentos objetais ficam ligados a ele. segundo a imagem clssica: como os pseudpodos de uma ameba ficam ligados regio do ncleo. H como que uma espcie de balano entre o que se chama, desde ento, de libido do Ego e libido de objeto. "Quanto mais uma cresce mais a outra se empobre Freud estabelece que: "O Ego deve ser considerado como um grande reservatrio de libido, de onde ela enviada para os objetos, e que est sempre pronto para absorver a libido que reflui a partir dos objetos".
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  • Estdio do espelho Expresso criada por Jacques Lacan, em 1936, para designar um momento psquico da evoluo humana, situadoxentre os 6 e os 18 meses, durante o qual a crian- a antecipa o domnio sobre a sua unidade corporal atravs de uma identificao com a imagem do semelhante e a percepo de sua prpria imagem num espelho. uma experincia em que a criana percebe a imagem que v no espelho. No incio, a aparncia, de um desconhecido, mas aos poucos ela vai intuindo como sendo a sua,... Acabando por se reconhecer como sendo ela prpria. (Dicionrio de psicanlise/Elisabeth Roudinesco, Michel Plon, Rio de Janeiro: Zahar, 1998.; 15