Midias Sociais e Eleicoes 2010

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Ebook sobre a relação das Mídias Sociais com as Eleições de 2010. Projeto organizado e produzido pela PaperCliQ - Comunicação e Estratégia Digital, em parceria com os pesquisadores Ruan Carlos e Nina Santos. Participação de profissionais e acadêmicos de todo o Brasil.

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  • 1. EditorialPublicao 2011.Marcel Ayres, Renata Cerqueira e Tarczio SilvaTtulo:Mdias Sociais e Eleies 2010 A PaperCliQ uma agncia focada em comunicao e estratgia, cujo principal objetivo posicionar diferentesAutores: organizaes no universo digital. Entre os seus principaisAdriana Cristina Omena Dos Santos Mariana Oliveira servios, esto: Planejamento Estratgico Digital,Ana Brambilla Martha Gabriel Monitoramento e Mensurao Online, Produo deAna Maria BiccaContedo e Relacionamento em Mdias Sociais, CoolhuntingMurillo de Arago etc. Para saber mais, acesse www.papercliq.com.br | www.Andreia Martins Natlia de Oliveira Santosslideshare.net/papercliq | www.twitter.com/papercliq.Anna Paula Castro Alves Nina SantosCarlos Manhanelli Patrcia RossiniCarolina Tomas BatistaRenata CerqueiraClaudiana Silva Ruan BritoDanila DouradoSamantha Shiraishi Nina Santos assessora de comunicao poltica eEliane Fronza Sueli Bacelarpesquisadora do Centro de Estudos Avanados emFernanda Fabian Tarczio Silva Democracia Digital e Governo Eletrnico (CEADD-Gabriela da FonsecaUFBA). Atua especialmente com estratgias polticas online,Gil CastilhoDireo de arte: gerenciamento de perfis online, assessoria de comunicaoLarissa OliveiraCaio S Tellesonline e campanhas online.Leandro Mazzini Danila DouradoLuiz Marcos Ferreira Jnior Rodrigo LessaMarcel Ayres Ruan Carlos Brito publicitrio (UFPA), mestre em Comunicao e Cultura Contemporneas (UFBA), especializado em Comunicao e Poltica (UFBA). Atua nas reas de Marketing Eleitoral, Assessoria de Comunicao Poltica, Gerenciamento e Monitoramento de Mdias Sociais.

2. ApresentaoEm um momento em que qualquer pessoaExpectativas e comparaes com as elei-tores convidados ou selecionados por Cha-com acesso a determinadas tecnologias e es americanas de 2008 foram inevitveis, mada de Trabalho, apresentam neste ma-habilidades tcnicas tem a possibilidade de mas, entre os extremos do otimismo e doterial suas formulaes, entendimentos ouregistrar e compartilhar suas impresses de pessimismo, profissionais e cidados bra-estudos de casos que relacionam as tecno-mundo, opinies, gostos, desejos e satisfa- sileiros fizeram sua prpria histria. Estelogias online s eleies brasileiras.es, tambm surge outra possibilidade de ebook, organizado e escrito por pesquisa-se construir a histria. De forma colabo- dores tericos e prticos de comunicao Reunimos aqui variadas e ricas abordagensrativa, cada usurio de internet realiza, empoltica e/ou comunicao digital, uma sobre esta temtica to fascinante e desafia-menor ou maior grau, um grande registro iniciativa para registros referentes s elei-dora para qualquer pessoa que se proponhados acontecimentos de seu tempo.es de 2010, servindo de insumo s diver- a compreender as caractersticas de nossasas classes de atores sociais envolvidos nosociedade e de nossa poca. Esperamos queEm 2010, foi a vez de uma grande massa de processo: assessores, marketeiros, consul- este e-book funcione como um apanhadocidados, individualizados em seus usos da tores, jornalistas, polticos e cidados. terico e prtico, diversificado e amplo, queinternet, observar, criticar e interferir nascontribua com o debate acerca das mdiaseleies brasileiras. Com as possibilidades e A proposta deste e-book reunir diferentessociais e dos processos polticos no Brasil.as restries de uma legislao eleitoral que olhares daqueles interessados em examinarno podia mais ignorar os avanos na des- e refletir sobre o papel que as mdias sociaiscentralizao da comunicao, novos desa- podem exercer nos processos eleitorais.fios e oportunidades se apresentaram para Com isso, pessoas com diversas formaesos brasileiros. e trajetrias, profissionais e estudantes, au- 3. // ESTA OBRA LICENCIADA POR UMA LICENA CREATIVE COMMONSAtribuio Uso no-comercial Compartilhamento pela mesma licena 2.0Voc pode:> copiar, distribuir, exibir e executar a obra;> criar obras derivadas.Sob as seguintes condies:> Atribuio. Voc deve dar crdito ao autor original.> Uso no-comercial. Voc no pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.> Compartilhamento pela mesma licena. Se voc alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta, somente poderdistribuir a obra resultante sob uma licena idntica a esta.> Para cada novo uso ou distribuio, voc deve deixar claro para outros os termos da licena desta obra.> Qualquer uma destas condies pode ser renunciada, desde que voc obtenha permisso do autor.Qualquer direito de uso legtimo (ou fair use) concedido por lei ou qualquer outro direito protegido pela legislao local noso em hiptese alguma afetados pelo disposto acima. 4. Mdias Sociais e Eleies 2010Convidados06. Redes sociais e eleies em 201008. De @Candidato para @Eleitor. Enter!11. Mdias Sociais e as Eleies Brasileiras de 201014. A influncia da campanha Obama nas eleies brasileiras de 201021. Comunidades do Orkut sobre Presidenciveis nas Eleies Brasileiras de 201029. O papel da militncia atravs das redes sociais durante as eleies38. Democracia, eleies e redes sociais online: uma possibilidade de pluralizao do dilogo45. Branded Content nas Eleies 201057. Interface entre Jogos Sociais e Poltica: Oportunidades e Estratgias de Diferenciao66. Monitoramento de Conversaes sobre Polticos: prtica, limites e possibilidades71. Blog do Terra sobre Mdias Sociais e Eleies76. A cobertura da primeira campanha on line na redao de A TARDE81. Controle e Espetculo - Privacidade & Transparncia na Poltica e EleiesSelecionados89. A interao e a mobilizao nas redes sociais dos trs princiais presidenciveis97. Candidatos Virtuais: O oficial e o oficioso no ciberespao104. O papel do blogueiro e o engajamento espontneo nas eleies111. O Twitter e as Campanhas Polticas: Uma Anlise da Conversao dos Presidenciveis117. O Uso do Twitter pelos Presidenciveis126. Participao poltica na Era Digital: um estudo de caso das #Eleies2010135. Midias sociais e a aproximao do eleitor com o candidato142. A campanha virtual pode ser igual para todos os candidatos?148. Poltica? E eu com isso?151. A relao entre redes sociais na internet e o certame eleitoral no Brasil 5. F inalmente, a internet e as redesRedes sociais e eleies emsociais tiveram um papel mais re- levante nas eleies brasileiras. Po-2010 rm, como bem disse Pedro Doria em artigo no Estado (31/10/10), ningum venceu na rede. O empate entre os candidatos nesse meio de comunicao revela que, no limite, as redes sociais noPor Murillo de Aragofavoreceram ningum nem foram decisivas para o resultado final. O Brasil de 2010 ainda um pas em que a penetrao da internet baixa, apesar daAdvogado, jornalista, cientista poltico e presidente da Arko Advice Pesquisas vocao do brasileiro para a rede e do seue scio da Arago-Osrio Advogados Associados. Formado em Direito pela potencial de crescimento explosivo. Sen-Faculdade de Direito do Distrito Federal, mestre em Cincia Poltica pelaUniversidade de Braslia e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo do assim, no houve qualquer episdioCeppac Universidade de Braslia. Em 2007, foi nomeado pelo Presidente da nas redes que modificasse de modo claroRepblica para o CDES Conselho de Desenvolvimento Econmico e Social. e decisivo as tendncias do processo elei-ainda articulista em vrios veculos de imprensa, por exemplo: jornal O Tempo(Belo Horizonte), jornal O Liberal (Belm), Blog do Noblat, revista Conjuntura toral. No futuro, no entanto, no deverEconmica (FGV), entre outros. ser assim.www.arkoadvice.com.brwww.blogdomurillodearagao.com.br Algum diria, de pronto, que a campanha dewww.twitter.com/murillodearagaodesinformao em torno de Dilma Rousse- ff e o tema do aborto podem ter-lhe rou- bado votos na reta final do primeiro turno. Mas o estrago causado pela ao na web foi bem menor, por exemplo, que a macia cobertura da mdia eletrnica em torno do caso Erenice Guerra. 6. Mdias Sociais e Eleies 2010A situao seria diferente se tivssemos um mato na internet um grave problema que truo de tendncias e, claro, para a defini-empate tcnico, no qual detalhes como termina por minar a prpria credibilidade o de resultados eleitorais.as redes sociais poderiam pender em favor do meio. No futuro, vejo a credibilidadede um ou de outro candidato. Ao pontu-das redes sociais sendo avaliadas por seuar tais aspectos volto a dizer que a internet grau de transparncia.e as redes sociais foram importantes, masno decisivas.Na prtica, o Cdigo Penal no vale na in-ternet e, de forma esperta, alguns grandesA campanha teve aspectos interessan-sites e redes se escudam nas legislaes maistes ligados internet e s redes sociais e complacentes do mundo para no atuar deque merecem destaque. O fato que mais forma enrgica contra a prtica de crimesme chamou a ateno foi o uso do twit-que envolvem a honra.ter na mobilizao da militncia partid-7ria e de simpatizantes dos candidatos. No Aos romnticos, o anonimato tem um docecaso brasileiro, o que importa: mobilizar sabor libertrio. Quando se est a favor,enormes contingentes eleitorais em favortudo lindo e maravilhoso. Porm, quandode uma candidatura. O twitter tambmse vtima de difamao e calnias comoserviu para informar eventos e anteciparsofrer de bullying sem saber a identidade dedirees. Em especial, para repercutir as seus agressores e sem ter a quem reclamar.prvias das pesquisas, abundantementecomentadas na rede. Como h complacncia nas redes, podere-mos ter, como efeito colateral, aes restri-Um segundo fato que o uso da internet nativas no mbito regulatrio. No devemosdisseminao da informao teve no ano- esquecer que vai haver uma discusso sobrenimato o seu pior e mais perverso aspecto.o marco regulatrio da internet no Brasil.Nesse sentido, alinho-me a Arthur Scho- Eleitoralmente falando, a questo impor-penhauer, que dizia que o anonimato serve tante, j que no futuro as redes sociais e apara tirar a responsabilidade daquele que disseminao de informaes por outrasno pode defender o que afirma. O anoni-mdias tero peso ainda maior para a cons- 7. H duas verdades incont