Mki*. &*Èk IH^llk 1 ^BPü 'x^^v'¦'• -...

Click here to load reader

  • date post

    15-Oct-2019
  • Category

    Documents

  • view

    1
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Mki*. &*Èk IH^llk 1 ^BPü 'x^^v'¦'• -...

  • ^ .^Y^A:

    SEXTA-FEIRA, 12Av. Rio Branco, 257CE? 1,00 * ANO I

    Mki*. &*Èk IH^llk 1 ^BPü 'x^^v '¦'• '

    |DM JORNAL PARA O SEU LAB

    ^ I^MPiiS ¦¦^^^^M k 1111^ B^^iiH^^^in Hlw: i^iji bv Miafll B^S&^^W^ :::B BV W Í3.I BmÉ»^ ¦ mü PinMl ¦&? f

    ' V -iÊmkm MB Wm-M BfcaaayB WM Bk. \

    I BfiÉiiis íísivji BB ^^B^PH^B ¦iK;$w "":x91 SM BB BvB^TO^^I |^::x

  • M * m 3*^ ^Pft r^4

    m

    (fik üi

    Quando às gerações futif-ras jôr contada a história dalula das miilliecrs brasileiras,por liberdade, fartura e jus-tiça, há de ser ouvido, mu.Iasvezes, o nome de Lourdes.Queremos contar a sua Insto-na como exemplo de dedica-ção e de coragem.

    Pouco tempo depois de ca-sada, com um filho no ven-ire, viu seu companheiro,gravemente ferido sendo ar-tostado à prisão, pelo crime dêlutar contra o fascismo, con-

    ira o terror e a exploração.Dela mesma, de como vi-

    vcu, de como sofreu, nóspouco o sabemos, porque osfatos que nos contou, semprese referiram ao companheiro,através de seu amor e de suaajuda à causa defendida porêle. Nos a conhecemos de boisde alguns anos, quando tinhaa casa clicia de quatro filhos.Encontramos naquela mu-lher, de corpo franzino c tem-per a de fco, a iôrça

  • X I C E I I C t E I II E J) O

    viol™r°'lf °S!7aCÍ0.até h0je eín ""«"^em ciar» e atéviolenta segundo algumas leitoras, os absurdos v2mco2ivenientes de certo- irii«^c ^„ i • aü5uraQs e os

    relações faniii'S. íi ? " ^e lei quc re?ulam nst.dtocs lanui.ares. Um dos que têm sido mais atara.os c, exatamente, o predomínio i> , mSrito como chefeca sociedade conjugai e as conseqüência; «u? resiílHm«esse predomínio. Pilra foft as .eitora.í co mpí, e darcapacidade civil por causo da ascendência «aliLiuesta capital cm fins Co ano passado.lima mulher casada, contraiu uma divida assinandouma nota promissória no vaMr desta dtóda Sdesta mulher garantiu a dívida, isto í. obrigou aPajra-ia, caso a mulher não q fizesseVencido o prazo a mulher não pagou e o muirtnteve de solver o débito. mando

    . Tudo isto ocorreu enquanto o casa! vivia junto *oho reg^mie de separação de bens °bTempos depois, separam-se e o marido propõe umalêlÇe fnr;nr\0bter,

    ^ m""ier ° "a"a™»«> da S cZ*".""*• » saldar. Quer dizer o marido proôô*uma acuo contrn a sua própria nvilb^r» n, ,ucm CUrs°' a açâo foi suspensa j elo juiz norouea mulher que viera a juízo se defender évJtándn „»!seu, bens íossen, penhorados, não linha o eonse.?tmento do marido para liíigar e. das duas unVou h"ha esse consentimento do seu próprio Ssárió ou'era condenada à revelia. «versar.» ou

    E' evidente que nunca esta mulher obteria do ma.^"tamenrrr0"'0 P*® pois ° »«1plmenteu ° de impedir a atuação da mulher e con-seguir penhorar o que ela possuia.

    bem rt T n°tar qÚC eram casados c«m separação de

    tcfsse.t ^Z^ ' mn,!"r cs!"a flefcndéÜdo inÍl? fo t^oOP"a Se'n Pür "'" m° "e"'""» '"*e-

    Todos estes absurdos são conscqucnehs dis rr *riÇoes , uW* a gente está vendo e \wos fmm^h P1e.ercr„ ym.ler à wnaçfc, „ ar,,lZ ao ^mn, com o que p( (lcin lucratinmto tna.s. O nosso povo queg^'.

    Ü o govir,,,.

    ; O resultado dessa marmeladae que, em rnuitot bairros só s¦'encontra arroz m câmbio negroPor Cr$ 6,00 c quilo. Em outros, o arroz de segunda ';'é«i

    sendo vendido como de prífneira, tal como acontece com Acarne. E, mesmo ass;m. é muto Ufícil de encontrar. Nãopossível que esta situação otmue I

    ¦ ¥

    [O . ae' r>

  • O FENo segundo congresso da

    Frente Antifascista de Mulhe-res da Iugoslávia realisandocm Belgrado em fins de janei-ro útimo,, Vanda Novosel, se-crctaria do Comitê Central,apresentou um relatório em

    que destaca, inicialmente a

    participação das mulheres naseleições para a AssembléiaConstituinte e posteriormentenus votações para formaçãodos comitês representativos àoautoridade popular.

    Mencionou que foram elei-tas para os covwtés populares

    1.618 mulheres na Sdovenia1.738 na Sérvia, 2629 na Croá-cia, 186 no oMontencgro, oque demonstra que as mulhe-res se preparam cada ves maispara as diversas funções pú-blic"*..

    A nossa organização conse-guiu, através das atividades daFrente Popular mobilisar am-pias camadas de mulheress naconstrução econômica e na exe-cução do Plano Qüinqüenale as mulheres se intregaramfortemente na Frente Popu-lar através de trabalhos con-

    ^¦MMiWHilK^í =v-¦ ' • • ¦¦¦>>¦¦: :MÊM .

    lãraHP. •% _J^i| EHil 1111» 4 !ü ^raP l%* • * 4 >^ ; xi: ^ WÊ WÊmÈ m IHM li

    •¦K^^ 'HOSWlBP BW.:*»M ^k.

    BPBx-x^ ^¦:v:-y-:%:y-::::::>:jalb:-'x::« MW^m K>: &'''¦ ^J6mÊ%$m m

    SB8S8H ^K*: ¦'¦'-••¦•'^Ib 'BttK. v:^íWBH^HI2BSS5^':''*'x -x9^' * ^9

    cretos e tornaram-se consci-tes dos deveres e da dignida-de de membros da Frente Po-pular.

    Segundos dados incomple-tos, durante o ano de 1947 asmulheres contribuíram com...6.748.151 horas de trabalhosem ações da Frente Popularna Servia, na regulagem dede canais e rios contrução deescolas centros de, culltura emelhoramentos. Na constru*ção da fabrica de maquinas-ferramentas pesadas em Zclcz-nik, especialmente na fase i\-nal dos trabalhos centenas demulheres iam diariamente deBelgrado para o local dasobras. Entre 15.000 membrosda Frente Popular que traba-lharam cm um só dia em Ze-leznik, havia cerca de 60°í° dejnulheres.

    A elevada consciência dasmullhercs de Zagreb externouse também pela participaçãoem massa nas obras de cons-trução da auto-estrada

    "Fra-

    eternidade e Unidade", a maiorobra da Frente Popu'!-.: de•Zagreb, onde as mulheresempregaram 1.204.597 horasde trabalho. Por esse 5ncans^:jrel e dedicado trabaMho, 500mulheres foram agraciadascom o distintivo de ouro,....,1.350 de prata e 3.340 dobron-se.

    Segundo dados" ainda incom-

    pletos de apenas 20 distritos,as mulheres da Bosnia-Herce-govina emprregaram25.706.140 dias de trabalho emdiversas atividades da FrentePopular.

    Nos últimos tempos as mu-lheres da Slovenia participamdos trabalhos da Frente Poqu-lar em medida sempre crescen-te. Na construção de Llut>lja-jia, as mulheres deram 188.70Uhoras de traballho voluntário

    As mulherres da Maccdmaparticiparam também de tra-talhos pesados tais como a

    .construção da usina de eletn-! cidade em Carevo Selo lim;

    pesa do lleito do rio em Bitolj,'saneamento do pântano emiSkoplj. Na semana pró cons-'trução de estrada a organiza-'ção

    da Frente Antifascista de!;Mullhcres de Skoplje partio

    pou com 8.000 dias de traba-lho.

    Entretanto ainda ha traba-. lhos a quem devem dedicar-

    se as nossas organizações, fipreciso melhorar a economiado campo trabalhar no ergui-* mento do nível higiênico, ado-tar o fogão cm substituiçãoá fogueira, introduzir o leitonos lares a caiação das casas,etc.

    A organização da FrenteAntifascista de Mulheres doMontenegro deu 1.022.000 ho-ras de trabalho em servjçosagrícolas coletivos e 925.200horas nos demais trabalhosvoluntários.¦ Na execução do plano aesemeadura, de plantas indus-triais, as mulheres desenvol-veram intensa atividade.'

    Elas criaram fundos pró-semeadura nas regiões ondeeste era insuficiente e orga-uizaram a ajuda mútua nopreparo do solo. As mulheres'constituíram grupos de atryis-[ítas para auxiliar as autonda-des populares no sentido de

    . ique fosse cultivado cada pai-'mo de terra e obtida a evi-denciação correta acôrca dassuperfícies semeadas.

    Na Sérvia, as mulheres ado-jtaram em 1946 e posterior-roíente desenvolverem em ..•'l9Tr"ãv6es para criação do' bicho da seda onde quer que-r>ara isso existissem condi-çOcs, mesmo onde astenor-inente não era criado.

    Trh lind°s fy°s. faninMnos: Uma jovem eslovacà, queencontra no alpinismo pode-rosa fonte de saúde,

    Uma figura feminina daJilaccdônia, com os seus cos-tumes nacionais refletindo osenso estético dos eslavos dosul. E finalmente, uma jovemSérvia com a sensibilidade vi-

    ta do seu heróico povo.

    o significativo número d«operárias — como por exem-pio as operárias textis, quetomam a iniciativa do tra-balho em mais etàres, do an-mento da produção nas em-prosas. . !

    Às operárias que Já se en- .contram nas fábricas, junta-ge um número de mulheres

    cada vêz maior, que ingressanas fábricas para criarem ascondições materiais da exe-cução do Plano Qüinqüenal;cuja realização exige cente-nas de milhares de novos opo-rários fabris e abro às mu->lheres, de par em par, as por-'tas

    para o ingresso na indús-,í?ia c 1.&0 hi dúvida mmelas ingressarão nas fábn-(cas em massa e, desta íorma,realizarão uma das suas maisimportantes tarefas no Pia-no Qüinqüenal.

    Falando sobre o trabalhoda Frente Anü-íascista de;Mulheres no setor social-sa-.Hilário, disse Vanda Novosel!oue na Sérvia foram abertas,38 maternidades, enquanto*

    . que no Montenegro 2.243 mu-lheres freqüentaram os cur-;sos de puericultura e a co-;missão central da 1 renteAntifascista de Mulheres da?Slovenia organizou o serviçode doação de pacotes as par-turientes. As mulheres M-Bosnia-Hercegovina derainl;um milhão e meio do dias de^trabalho na construção de

    . centros infantis. J^nte nao vi» vmwvi vvt»»*v« 'Quando se fala dos traba- TRABALHO EDUCATIVO-

    lhos e esforços despendidos CULTURALpela Frente Popular na res- | igualmente no campo cul-tauracão e construção do paíst tural-educativo e no setor,na realização, das tarefas #doprimeiro ano do Plano Quin-quenal, sobresái, então, emprimeiro plano, a enorme de-dicação, impulso e espírito deemulação que a nossa classeoperária demonstrou em 6c«strabalho nas fábricas.

    político o trabalho das mu-íJheres foi muito produtivo.^Em 1956 aprenderam a lér e$escrever na Bosn-ia-llercegu-j\ina 39.762 mulheres e ....i65.401 em 1947. Na Sórviatlaprenderam a ler e escrevorJ

    abaino nas lamiua. 106.000 mulheres em 1946As mulheres não íicaram 170.000 cm 1947. 17.000 mu--

    atrás de seus companheiros lheres foram alfabetizadas naí©m nenhuma emulação da

    Macednia em 1945/6 e ...#4

    classe operária promovida 15,200 em 1947. Encontram-J«elo Sindicato em nossas em-1 60 em atividade 10.355 gnHbrisas» A melhor confirma- pos d"8 leitura na Bosníawjcão disto é o grande nrtmerq gercegovina e 14.900 grupo»

  • lXA

    *

    ís

    II CRUA

    Ir I I r) *J&'III \' ««k»i C» ' • wm

    m\\\ Av ,^^fe5ê2b\

    ^^t^oí ^^J^^JÉ&rfr w&jriri Bk^^ w '^^fc^iiffi 4Ji fr^-T>^r*—/\ . •

    Milhí

    F*

    Com 4 meses grandes modificações «c nota nas crianças, ü pesoé dobrado do inicial, tem 6 a 9 centímetros a mais, de altura sua ca-becinha já se mantém firme, rola ria cama, procura pegar o que esta ase ualcance e ri com facilidade ao se brincar ou sacudi-lo de íeve e comcarinho.

    Aquela crcaturiniia indiferente ao nascer, é hoje, com 4 meses uii.ser, já com alguma personalidade.

    Mas, será este o quadro- normal da vida de uma criança, entre anossa gente? Não, infelizmente,, não. Milhares e milhares de crianças,nascem na miséria, som assistência pré-natal, com peso e altura abaixodo normal e nessa miséria vivem e morrem, sem tomarem conhecimento

    dos preceitos de higiene e dietéticã. São filhos de pais trabalhadores querecebem salários de fome que enfrentam diariamente os - problemas do

    transporte da moradia ria subsistência sem poder dar atenção ao proble-ma dos filhos, que vae ficando relegado a pbnós inferiores,de creanças não chegam até o 1 ° afio de vida. .

    Ainda somos os detentores do maior coeficiente de mortalidadefantil no Continente americano e um dos maiores do mundo, e <

    tinuaremos a ser enquanto o nível de vida do nosso povo fòr esseai está: salários de fome para a classe trahnlbadora. nqsso poder ;rsitivo muito abaixo do mínimo para nossa subsistência, çarcftiá e <

    bio negro, crise de habitação de transporte e gêneros de 1." neees?/'1E enquanto este estado de coisas durar nossas crianças serão as inzes crianças dos morros e das favelas: barrinudinhas. magras, jaáíif

    e famintas, apontando com seus ossinbos os crimes que cometem, diàirmente, as autoridades competentes privando-os das belèzns da vida-nIrição, saúde e educação. Mas. nossn povo que são os milhares de pa

    dessas criancinhas, saberá lutar de maneira organizada, pela sobr •

    vivência de seus filhos, contra a fome. a miséria, Contra a exploraçã--a carestia e o cambio'.-necroT contra o a^nibní^itn d' y.-yyyyy-yyyy¦ri *%z^ . ^#'. >s '

    ¦ ? ? í \ •. \ • ¦v. • '•¦ •••¦:••••• •".•.'.¦.'.'.*. •.¦¦¦.\ .•.-.•.•¦.•.¦••. .•••.¦¦•.••..'.¦..¦¦ •.-.- v.\- -.-. ¦.».¦ • • ¦ •¦'.'..¦.¦.'.'.*.•.¦.¦.¦.¦.•.•.

    i;:5y%t

    Pa

    proibir-lhes que brinquem âvsim. Tudo que c proibidoaguça o nosso desejo E issoé tão velho, como a humani-dade .

    Procuremos, antes, dístiait-lhes a atenção para algo deútil. Um pequeno campo de"voley-bair, ensina-lhes coo-peracão, o saber perdei e ga-nhar.Uma marcenaria em mi-niatura, um mecâno. um labo-ratoriozinho, despfta-lhesatenção, entusiasmo e, muitasvezes, cedo, uma vocação queainda não se havia manifesta-do por falta de estímulo.

    Quando of nossos filhos fo-tem obrigados a estudar hia-tória, fisica. química. ;sso nãolhes parecerá algo de difícile tédios**

    Brincando, ouvindo ás bis-tórias que lhes contávamosantes de dormirem, já se ta-miliarizaram com essas mate-»nas. embora não., lhes'soubes-sem os nomes.

    Deixemos, • entretanto, paratravarem conhecimento comos NapQ.leõés só mais tarde,quando forem obrigados peloiestudos.

    Falemo-lhes, principalmente^das Curie, dos Leonardo dlVinci, dos Santos Dumont, do|Edson, contando-lhes, sern*pre^ que possível, o que foi ainfância desses lornens.

    Plantemos nos corações!"nhos de nossos filhos a se»mente da paz, Jo amor aapró'íi.r|?q, para iut êlcs con»»truam um mundo melhor.

  • Na hora amarga -iue vive-mes, as mulheres de toa o mun-do, unidas, constituem umaforça que atua, num cresçen-do assombroso ,cpmo artíficede uni mundo humanizado, deconsciências esclarec' e li-batas e no qual não tenhamosasco de viver.

    Um mundo de Par! .Ummundo de valorização dosreaio valores humanos tm cuehomem seja uma tatidade res-peicada e respeitadora do seupróximo.

    Urn grande passo nesse sen-tido construtivo Ioi dado coma criação da F.D.I.M., emnovemoro de 1945, quando de-legadas de 42 países, repre-sentando 100 000 000 de mu-lheres organizadas, reunidasno Congresso Internacional deParis, juraram lutar pelos di-re:tos da mulher, pela defezada criança e pelo estabeleci-mento da Democracia e ia Pazno mundo inteiro

    Esse pensamento jamaisfoi traido e se tem fortaleci-do com as novas adesões rece-bidas. e com a traternidade es-tabelecida entre as mulheresde todas as raças.

    A atuação da mulher no lar,nas fábricas nos cargos públi-cos e políticos, nas profissõesliberais, nas obras sociais, edu-cativas e sociais, demonstramà saciedade o grande e vito-rioso esforço da mulher, quea tem valorizado perantesi mesma c perante o mundo,exprimindo um novo signifi-cado e um novo rumo dosacontecimenos.

    As caducas pregações de quea mulher não deve a.redar opé de seu lar .A bem da har-monia conjuga e da educaçãodos filhos. v.stão hoje inteira-mente desmoralizados, pois oespírito que norteu a interfe-rência da mulher em todos os

    setores e atividades, e sua

    prática, de tal desmoralizaçãose íncubiraní.

    \i os problemas, que mar-chavam "pari passu" a essalioeriaçâo, iizeram-na com-

    preender que só num ambientede justiça social

    -eria possi-vel a concretização de seusideais.

    Ei-la. então, na luta peloprogresso, na iuta pela hber-dade, na grande luta da paz!Foi em 1910, em Copenhague,c numa Conferência Interna-cional de Mulheres, que se de-cidiu que o 3 de .arco seriao dia consagrado às mulhe-res, às suas lutas contra aopressão, pela igualdade dedireitos, pela íberdade e pe-Ia deíêza da paz.

    Mesmo em 1915, em plenaguerra, efetuou-se em Berna,Suissa. uma Conferência In-ternacional na jual as mulhe-res expressaram seu desejode reunirem-se sem conside-rar as fronteiras que as sepa-ravam. Constituia-se um laçode união entre as mulheresque, sem se'conhecerem, luta-vam, cada uma em seu país,pela liberdade de todas.

    Neste dia internacional damulher, neste 8 de Março de1948, congratulemo-nos comas mulheies de todo o mundopor essa grandiosa conquistae orgulhêmo-nos de nosso se-xo que é paz de construirpara a posteridade sobre osalicerces do amor e .da PazUniversal. «

    A presença da mulher napolítica é indispensável comoelemento moderador, de equi-líbno e de realizações numa-ninsticas.

    Nós mulheres que cremosser possível un mundo semguerras porque temos a con-vicção de que elas podem serevitadas, temos o dever deestender essa convicção a to-

    do o próximo, íazendo-o crerno pi mado das virtudes posi-ti vai da cjoccie humana.

    Desgraça amente. este mun-do de apo3-guerra não é aque-le com que todos nos ~onhá-vamos. Cnquanto existiremfocos do rccnne iiberticidaque continuam a ameaçar asinstituições democrática^ e a

    paz, nosso dia terá de conser-var um caráter de luta, de vi-g.iància.

    Temos o dever de lutar pelajustiça, pela derrocada dospreconceitos, a fim de quepráticas vergonhosas como olinchamento, ainda vigorandocm países que se jactaciam dehipercivilizados, sejam parasempre varridas da iace daterra! Países esses onde secondenam homens e mulheresque, arrancados de seus lares,são assassinados a pauladasnas ruas pelo crime de terema pele pigmentadal

    É preciso que as mulheresdo mundo inteiro lutem decoração em prol de socorroefetivo e eficiente á infânciaque morre de fome e de doen-ça mesmo nas terras paradi-dacas em que se diz que afome é apenas objeto de pro-paganda demagógica em prolda assistência nacional igualpara todas as crianças, semdescriminação de classes so-ciais; cm prol de uma realproteção à maternidade; em

    prol da educação cívica da in-fância e da juventude, segun-do os princípios democráti-cos. a fim de que sejam libe-rais os homens e mulheres deamanhã, a fim de que suasmentes não corram o risco deescravizaçâo aos extremismose as ditaduras, aos mitos aostabus, aos fetiches, e as ideo-logias geradoras de guerras ede desolação para todo o mun-do.

    <

    Ai j A D isolenidade na ri. D.h

    i

    11 ü

    O Instituto Feminino de Ser-viço Construtivo realizou, nanoite de segunda-feira, 8 demarço, uma sessão em homena-gem à Data Internacional daMulher. Foi uma cerimônia sin-gela mas tão expressiva que nc-nhurna das mulheres que a assis-tiu poderá jamais esquecer. Nasala do 7.° andar da Associa-ção da Imprensa, mulheres devárias camadas sociais vindasdos subúrbios longínquos e dosbairros centrais aplaudiram calo-rosamente as oradoras e deixa-ram bem claro seu entusiasmopela data que o mundo inteirocomemora. Não foram esqueci-das naquela solenidade nem asmulheres que sofrem nem as queconstróem. Para todas as mu-lheres do Brasil e dos outrospases houve palavras de solida-riedade e de ternura. A umcanto da sala o Instituto exibia

    Ceifei de quatrocentas mulheres pertencentes a dezenasde Uniões Femininas protestaraj» co dia 8 do corrente, pe-

    CARNF KM RACIONA-MENTO

    «tf V&rCll fc# v&

    rante a Câmara Municipal contra o alto custo da vida, ÍQcalizando, principalmente, o pão t a carne

    a contribuição valiosa e tão comovedora com que as mulheresdo Ceará concorrem à Expusição Internacional da Mulherrealizar-se em Paris. Vão paralá as nossas rendas, as blusas,bordadas, as toalhas finíssimas!os faquinhas do Ceará, as rede^

    que lá se t«ccm. íNa mesa, presidida por D.

    Alice Tibiriçá, sentaram-se:senador Abel Chermont, Areeina Mochel, Maria Torres, representante das Uniões Feminina1da Zona Sul, Sofia Cardoso, re*presentante dos comitês iemini»nos da zona da Leopoldina, Gujoimar Matos, representante do Go*mité de Mulheres Pró Democ*?cia, Maria da Conceição SoijGonzaga, representante da UniaFeminina de Jacarepaguá, Ivne Jean, jornalista e a reprsentante de nosso jornal.

    As mulheres reunidas em 8 .<março, por intermédio de nosrepresentante, apresentaram damoções calorosamente aprova^e que publicamos em outro 1gar desta página.

    As mulheres brasileiras soubjram comemorar • seu 8 «Mmarço.

    ÍMffl

    TKEOROS DO DISCURSO BE MARIA TOR-EES, REPRESENTANTE DAS UNIÕES FE-MININAS BA ZONA SUL «

    No dia de hoje, Dia da Mulher, convém lembrar o papelcada vez mais importante que a mulher está assumindo noinundo inteiro. Ein todas as elasess nota-sc-lhc o desejo deaprender mais e mais como se ela tivesse plena consciência deque somente o saber a colocará em pó de igualdade com ohomem. Ouvimos durante a guerra falar de mulheres verda-deiramente heróicas que lutaram ombro a ombro com os ho-

    l meus c que ao lado deles morreram nos mesmos campos debatalha ou de concentração. Porem, melhor do que lutar du-

    ' rante a guerra nas mesmas condições que os homens, ê o queela faz agora: lutar pela paz!

    Esta luta significa também a sua emancipação econômicae política.

    Até as donas de casa, que se deixavam absorver total-mente pelos trabalhos caseiros, despertaram afinal e hoje, or-

    gauizadas, lutam contra a carestia, o cambio negro, o analfa-bedsmo c outras calamidades que perturbam a paz domésticac nacional. Embora seja um trabalho a partidário nem porisso deixa de ser político. É a política do feijão e do arroz,da habitação mais barata e sem luvas, da alfabetização a qual-quer preço.

    Como representante das Uniões Femininas da Zona Sule como integrante da União de Botafogo falo com pleno co-nhecimento de causa e dirijo a minha mais calorosa e jraterml saudação a todas as organizações femininas í/o mundo in-teiro que em seus países sofrem c lutam como nós. A nossatarefa ê árdua c dura, mas nem por isso as horas perderão suaalegria, Não estamos isoladas. Comnosco se escontram todosos que batalham pela emancipação de nossa Pátria, pela pase pelo progresso de toda a humanidade.

    WÊtm . I

    *rmédio da Fe£ÍL i> mai"e°' por ín'

    acionai de rSffiES prática I„ter-§£

    ^¦S.^lere? d* todos os feaíSS£os países doas que constróemque lutam. A todas

    »feíôS àr:rrCa0nreã0 Prática,

    TRECHOS DO DISCURSO DE MARIA DA.'• CONCEIÇÃO SOUZA GONZAGA, D A¦ UNIÃO FEMININA DE JACAREPAGUÁ

    Trago a todas as mumeres aqui reunidas, a palavra desolidariedade neste 8 de março, das mulheres de Jacarepaguá.

    Moradoras de um dos pontos mais distantes da cidade,não poderíamos deixar de aqui trazer nossa saudação às

    nos-sas irmãs de todas as pátrias, nesta comemoração tão swiu-

    ficativa para todas nós.Estamos fartos de enfrentar a ^dificuldades em Jacaré-

    paguá. O transporte ê precário, temos todos os problemas

    gerais de vida cara, de ruas sem água, de miséria no morro

    da rua Apolônia Pinto, da falta de creches e boas escolas

    públicas.Queremos e merecemos um subúrbio com mais conforto

    e é portanto por tudo isso que havemos de lutar.

    Satisfeitas por comemorarmos no Brasil este 8 de março,

    as mulheres de Jacarepaguá estão solidária* com todos os mo-

    vimentos femininos que se processarem em toda a parte em

    defesa dos nossos direitos e em favor da pas mundial.

    "Exigimos que a carnevolte a ser vendida a Cr$. . .6.00" diz a Secretaria daUnião Feminina de Botafo-

    gò, lendo o protesto das mu-lheres, perante os vereadores."Queremos carne sem racicrnamento", prossegue a si a.Mary Emilie. E nós nos

    leinliramos que foi gritado aos

    quatro ventos, pelo snr. Pre-feito, que o problema dacarne estava resolvido. Re-solvido? As mulheres esta-

    bclecem a verdade dos fatos. fi'

    ^\WOS. nncon fi «""«UH

    N*1

    «tf%°s. nossa firmeza no, 7 PT COm os P°"^fela liberdade e do nro^lgra^eS P™cípiosSffeontinuar de JbecfJT E Poetemosál» fé no fu£S do m2lda e COra?ào ch«omm» fühoS mund0 0Ufi é«m* #

    fc Mires És fslaõüs to Mf Í

    vocês, h.mãs tasS^' nSfE W*>

    ^

    S

    aos nossos direitos^é'as«!í^ T desresPeit

    ^âquistas. Sabemos n,?. as nossas co"-»f ? ela vibra uZl^TJZ'T? *gao

    oeste o sofrim^to I voas e'0 „ "^

    ^sofrimento. Nãn s»«^^ e ° n»ssoI Nossa lingúaeem ,17,?rtam «• distâncias.tires do iSSaSJÍT! das m",h«-1 liberdade, o nZ^TJ^T" a paz' a^ Viver. Progresso.

    a grande alegria deNossa luta de hoie onnf^o „a miséria, o desrespdto H IV -Iestia'nará com a nossa 4^4^?*^da democracia e do procreC W Ltor,ase*irmfa-e tzztEs&s.

    m

    ¦ri?

    ¦ 'VÁRfOSORADORES PRONUNCIAM-SE SÓ-RRE A CAMPANHA QUANDO AS MULHE

    RES LEVANTARAM SEU PROTESTOFalaram os vereadores Osório Borba, Tito tiv.jp e Brerio

    da Silveira. Esperam as mulheres que esses vereadores so-lidários com as Uniões Feminina^ ajudem-nás concretamentepara conseguirem carne c pão para seus lares.

    O CASO DO PÃO

    Diz ainda, a nossa amiga Mary Emilie, lendo o protesto^.s Uniões Femininas do Catete, Flamengo e Glória, Bota-'fogo, Laranjeiras e Águas Férreas, "que o pão seja vendidoa Cr| 1,50 e 3,00, respectivamente para 200 e 500 gramas. #a triata centavos o pão de 50 gramas".

  • VXv.vXv';X'>>X;l.''^vyyfSjWAJ^MflSSB BBt**.'.'**''****''**'***'**/**h^fi»**y'.'' ' * 'BBBBf ^SÊBk

    .w\\\\A\ , ... >*- „„v ..._.. .^„ ¦ " —»'11 i'VÉ * 1 _ T

    Cabelos e Penteadas

    han Louis Barrault desempenha no filme "Lcs enfants du

    Paradis" um papel que c certamente um ponto altona sua carreira.

    9 eMeninas, este filme é de aba-

    far a gente. Coisa forte, dolo-rosa e com umse ntimento hu-mano e um tom tão profundode vida, que a gente se sentepresa também, oprimida e humi-lhada.

    O enredo talvez seja banal. Acinematografia americana já fêzoutros no gênero: são as pri-soes modernas dos Estados Urr-cios, fortalezas inexpugnáveis deonde só se sai de duas formai:morto, ou com a pena cumprida.Mitiguem pode fugir. Mas a li-bérdadé é e sempre será a an-sia maior dos seres humanos.Um preso conta que já lhe ha-viam proposto 6.000 fugas, tô-das elas "infalíveis''. E todasfracassaram. Mas um dia èletambém se prepara para fugir eessa fuga é o tema do filme

    No meio de tudo isso uma fo-lliinhà na parede lembra aos ho-rijens do cubículo 17 as amadas,as mulheres que ficaram do ia-do de fora. Porque a vida paracies é dividida assim; n do ladode dentro e a do lado de fora.

    Mas se o enredo é quase ba-na!, que grande diretor o ma-liejpu: Mark Mellinger fêz real-mente um filme brutal com umpulso de ferro eu ma seguran-ça impressionante. A figura dodiretor de fato do presídio,, (odiretor de direito era demasia-do humano), um homem queadora o sofrimento alheio, e oexplora essa figura é tão bemtraçada ç re*Jizada que a assw-

    • tencia, na sessão que eu vi, ha-teu palmas quando Collins, ochefe da revolta, o majta. Capi-tão Munsey cruel, mau, mais as-sasino que todos os assassinospresos. Esse papel é interpreta-do por Hurnè Cronyn, um cava-lheiro que — coitado — sempref z o mau e erao oficial nazis-t? em filmes de guerra. Comoé fabuloso o homemsinho! Che-ga a ponto de quase roubar ofilme, de Bnrt T.ancastcr, que es-tá óótimo. Impressionante esseí:me. A gente fica de respira-cão presa, doida para não dei-y.ar Munsey matar Loie, aflita,para o velho Charles Bickfordderrubar a porta.

    As mulheres do filme são pas-íageiras demais, mas apesar dis-Sv. Ânn B.lyth é uma doce invá-

    . l'da que se gostaria de Ver me-ihor. .'-,";'"*::._¦'• 4

    Não creio que muita gente nãogr.íte desse filme.

    Fotografia ótima, bom "cast"f um enredo forte, pesado, nasmãos de um diretor de verda-de.

    Se vocês gostam de bom ei-nema, vão ver Brutalidade.

    NOTICIAS DECINEMA

    FANCÊS

    ^ Estão já programados pelaFrance Flirne para o CinemaPathé l40 eterno marido",obra ròe Dostoiersky com osaudoso Raimu (seu ultimofiime); "Águas Tempestosas"com Michele Morgan e JeanGabin, (que dupla hein?) e

    DIZEM DE PARIS— Num dos salões do Hotel

    George V, em Paris, fez-se aapresentação do "Penteado1948". Todos os criadores daarte do cabelo se reuniram pa-ra pentear os mais belos ma-nequins.

    Joalheiros, costureiros, modis-tas, sapateiros, floristas contri-bulram para fazer dessa ma-nlfestação uma festa de galada elegância parisiense.

    Mestres como Gervals, Antoi-ne. Touriere, Antônio che?a-ram a criar um penteado, que,gradas a sua técnica e espírito,oonserva a forma natural dacabeça pequena e redonda, har-mcnlzando com as últimas cri*ações da alta costura. v

    Cabelos cortados de seis adez cenrímetros são trazidos pa-ra a testa em cachos ou emfranjas. Desaparecem os co-quês, as trancas e os bandosbem como as longas mechasflutuantes. Cabelos longos caí-dos nas costas já são "demo-dés" .exceto para as mocinhas.Parx. os penteados de' noite, ocabelo para cima inspirou-senas coleções dos costureirosguardando, porém, a orHnali-dade. Os ornamentos são ligeinros e as Unhas mais sólidas. .,

    ao^ptT?4 h ODiretora:

    ARCELINA MOCHELGerente:

    -LUIZA REGIS BRAZ

    Redação e Administração:AV. RIO BRANCO, 257Sala 715 — C. Postal 2013

    Rio de JaneiroNúmero Avulso. Cr$ 1,00Atrasado Cr$ 2,00

    LUIZ WERNECK DECASTRO

    ADVOGADORua do Carmo, 4t - 2.° -Sala 2. — Diariamente, de12 às 13 e 16 às 16 horas.

    Exceto aos sábados— Fone: 23-1054 —

    44A Mulher Perdida" - com ]Renée Saint Cyr, Roger Du-chesne e Jean Murat.

    AMERICANOCary Grant, Myrna Loy eShirloy Templc vão rcapare-ecr cm "Solteirão Cobiçado,

    1

    PRÓXIMO FILMEITALIANO

    "Donisethi o cavalheiro ifosdos sonhos " está no cartazda semana com Amadeo Naz-zari e Mirella loti nos princi-pais papeis.

    Vivendo a figura de ClaraSch.ümann, a pianista genialveremos Katherine Kepburnao lado de Paul Hereid e Ro-bert Walker.

    Na próxima semana vere-mos Clark Gable na sua voltaao cinema depois da guerra.

    Nesse fiime "Mercardor deIlusões" Clark Gable temcomo "partenaire" DeborahKcrr,

    CUIDE DE SUA BELEZAIZADORA

    Conversaremos hoje sobre uma prática que interessamuito à beleza feminina; us saltos altos. O uso constante, di-gamos habitual, do salto alto traz muitos prejuízos à saúdeUs órgãos internos sofrem grandes abalos e dai muitas moles-tias de senhoras. No Brasil o salto alto é usado desde muitoced$ o que constitui outro erro. Está claro que o salto baixodiminui a elegância de certas todetes c que seu uso é imprcs-cindivel cm algumas ocasiões. De acrôdo. Um vestido debaile ou uma toiiete para a tarde não comporta outra espéciede salto a não ser o sete ou sete c meio. Mas para a tabuladiária, para os vestidos esportes, para as mulheres que andammuito ou são obrigadas a ficar de pé 6 dia todo, como as ven-dedoras de casas de moda, etc, o uso diário dos saltos altosé muito prejudicial à saúde. Muitas mulheres não suportam osapato sem salto ou o salto baixo e para elas aconselhamos ouso desses saltos chamados " Ancbcla" e que são cômodos, es*portivos e elegantes.

    A mtãíter que trabalha deve cuidar principalmente desua saúde e a elegância não c prejudicada com esses saltosAnabela.

    Não devemos esquecer que a elegância dos pés é Obriga*tória no conjunto feminino. O ssápatbs apertados (por nuefazer forçosamente n pé menor) e os saltos que cansam,transtornam fisionomias e é muito comum ver-se mulheres derosto angustiado ou abatido, de fisionnmiaa triste e envelhe-cida porque o sapato está doendo ou porque o pé está 'exausto.

    ^ Quando depois de um dia de trabalho excessivo nu defmuito caminhar sente-se esse mal estar nos fies, n melhor êlevá-los em anua morna com sal de cozinha, deixando-as ficaruns cinco minutos de molho dentro dessa água. Ê uma prá-tica repousante.

    CONSELHO ti.0 5 - GINÁSTICA RESPIRATÓRIA

    Prometemos a vocês, amigas, uma conversa sobre a ne-cessidade da ginástica respiratória^ para todas aquelas nuequerem manter uma bonita linha de busto e não ter essa cor-cundinha nue a falta de exercício e a maneira-errada de sentare andar, costuma trazer. A ginástica respiratória é sobretudoaconselhável às mulheres de ombros pequenos, estreitos, mieenfeiam qualquer vestido bonito. Quando uma de vocês açor-dar de manhã, procure uma janela aberta e deante dela en-rifa n cor*o, encha pelas narinas os Mamões de ar puro e vádepois soitando-n lentamente, pela boca. São dois os movi-mehtos desta ginástica: 1.°) absorva pelo nariz n ar puro ourvenha da sua janela aberta. Lentamente: 2°) solte n nr rhsor-vido lentamente, pela boca, r se você quiser pode também usaros braços neste exercício. Como fazem ns indús inéçcandíoAilah, levante ns braças aspirando e abaixe ns hracns exhr-lindo o nr. A asfiiracãn dn nr puro pclns pulmões limM-osdas toxinas. Essa qimstica deve começar cnm cinco práticasque serão aumentadas até 15 vezes:

    Jttlia: Nn próximo número falnremns da beleza das mãos,inclusive como tratar das unhas.

    wlkms

  • O MOINHO A MARGEM DO FLOSS él

    polegar pe^a jáneía — sem iniuiiuuue a prancipio, ma;>tttpois com o fito de atingir uma garraía azul e vaz:j.,oue expunha sua inutilidade ao soi da primaveia", ev -centemente contra o intento da natureza, que havia er-carregado Tom e as ervilhas da rápida destruição

  • *s*s wm k^í^^

    M83 ,0 MOINHO A MARGEM DO FLOSShavia no vestibuio, e entrar para contemplá-lo, levan-do-o depois carregado sobre a cabeça. A tia Pullet tam-bem apareceu; a entrada da porta. Apenas a irmã esta-va à distãnca de poder ouvir, gritou:

    _ Mande as crianças esperarem, pelo amor de Deua,Bessy! Não as deixe subir os degraus agora, Sally vaitrazer o capacho velho e o espanador para vocês limpa-rem os pés. I

    O capacho da porta da entrada da senhora Pulletnão era aestinaao a limpeza de sapatos, e tinha um subs-<tituto para lazer esse trabalho menos asseado. Tom re-<belou-se ultimamente contra esse limpador de sapatos*que ele sempre considerara uma indignidade para o seu*sexo. Achava que isso era o principio de desagradáveisincidentes na visita a Tia Pullet, onde êle antigamenteera obrigado a sentar-se com uma toalha enrolada eiftlvolta das botas — íato que podia servir para modificar)conclusões apressadts de que uma visita a Garum Firadevia ser sempre um grande prazer para um rapaz lou*c© por animais — ou, mais precisamente, louco para jo-gàx pedras nos bichos.

    ü outro fato desagradável tinha relação com as suascompanheiras femininas: a subida das escadas de car-valho encerado, cuja elegante passadeira fora enroladae gurdaua num quarto, de uodo que a subida dessesdegraus lustrosos só serviria, em temmos remotos, Iaraprovar que naaa, senão as mais imaculadas virtudes,;poderia chegar ao topo com os membros intactos. O gôs-to de Soiia por essas escadas enceradas era sempre o as-sunto üe amargos comentários por parte da senhoraGlegg. Mas a senhora Tulliver não se aventurava a co-mentá-los, pensando consigo mesmo que já era uma'graça para ela e pera as crianças chegarem salvas aopatamar. .

    A senhora Gray mandou o meu novo chapéu,»Efessy! _ exclamou a senhora Pullet, em tom patétlccvquando a senhora Tulliver tirava o seu. i

    .— Ah! é, mana ? — indagou a senhora Tulliver, coraum ar de muito interesse. — E você gostou dele i

    E' muito prático, porque eu posso variá-lo con%outros tecidos e trocando as fitas, — disse a senhora1Pullet, tirando um molho de chaves do bolso e olhando;para elas" seriamente. — Mas seria uma pena se você st.

    lôsse embora sem tê-lo visto, A gente nunca sabe o que- Jpode acontecer.

  • rü- O MOINnO A MARGEM DO FLOSS 81

    A senhora Pullet abanou a cadéçá vagarosamente aesta última consideração tão serie que a levou a separaruma chave especial.

    Receio que seja incômodo para vuce, mana, -disse a senhora Tulliver — porem gostaria de ver comoé a copa do chapéu que ela lhe íêz.

    A senhora Pullet ièz uma ar triste, e abriu com achave a porta dum lustroso guarda-rotipa, onde) pode-6e logo supor, devia estar o novo chapéu. Pois nao esta-va. Tal suposição somente poderia provir de um coahe-cimento demasiado superficial dos hábitos da laminaDodson. Nesse guarda-roupa a senhora Pul/et estavaprocurando alguma coisa muito pequena, escondida nomeio das pilhas de roupas, Era uma chave ae porta.

    Você precisa vir comigo ao quarto maior ¥ dissea senhora Pullet.

    As crianças também podem ir? — pergiuuoú asenhora Tulliver que viu Maggie e Lúcia que pareciamcuriosas. i

    Está bem,. — concordou a tia íuliet, pensutlvarmente — será melhor elas virem. Podem mexe.- em ai-guma coisa, se as deixarmos sozinhas.

    Assim íoram eías em grupo, ao longo cio brilhante eescorregadio corredor, obscuramente iluminado pelo re-corte scmiiunar da janela que se abria acima úãs por-tinholas fechadas. Era realmente solene. A t:a Pulletpa-ou e abriu uma poria, que descobre alguma coisamais so.ene ainda do que o corredor - um.quarm escuro,no quai a luz exterior, entrando iracameuu:, mostravauns vultos parecidos com iantasmas: éà-u a mobília co-berta ce capas brancas. Alguma coisa que n^o se perce-tia o oue ôs>e tstava de pernas para cima. ugia segu-rou Maggie pelo casaco, e o coração de Maggie bateurapidamente. A tia Pullet entreabnu a janela e depoiso guarda-roupa, com melancólica deliberação que estavacombmant.0 pereitamente com a solenidade oneramca cena. O delicioso perfume de pétalas de rosas quenua do «imrta-roupa. e depois o aparecunento de

    olhasde papel prateado, tão bonito de se ver, e Unabnenteo chapéu, constituíram uma gradacao inversa para Mag-

    gie, que-teria preferido alguma coisa mais extTaordinA-

    riamente sobrenatural Poucas coisas porem.**** «Bido mais impressionantes para a senhora Tulliver q»eolhou o chapéu em silencia, por alguns momentos, « «e-

    pois falow eniàUcameni*: m **** *»*na< maica ****

    lalarei contra as copas 'enfeitada*.

    v

    s

  • Om O MOINHO A MARGEM DO FLOSS

    Pol uma grande concessão, e a senhora Pullet bem0 sentiu. E percebeu que alguma coisa devia pagar essa

    L Você quer vê-lo na cabeça, mana? - perguntiuela tristemente - Vou abrir a janela um pouco ma*.M

    — Bem, se você nao se importar de tirar sua touca

    r^A senhora Pullet tirou tora a touca, e exibiu umpromontório saiierite ae cacnos como era tao

    comumnas mais auras e judiciosas senhoras daqueles tempos.Suoil o cuapeu na cabeça, e viruu-se lentamente"lünmaneU

    para a senhora Tulliver nao deixar' UB '"

    ^ÍIfSô que tem fita demais do laoo es-,rueíl,-fll O ^e e%ue você acha,

    - perguntou a'¦¦' — : :-a ru^e-TUlUVer ornou atentamente para o ponto"Vvxrou-se

    lentamente, como um manequim,^'~7^n iora Tuluver nao aeixar ue ver todos os lados.para a ™™ ™XqUe tem fita demais do laüo es-

    quei-:o,"uIia 0Pqu" eV você acha? - perguntou a

    ^rsenTolaTulUver ornou atentamente para o ponto«imn a rabeca para o lado . — wao, ac^uwms. w& "^ «e capaz de se m

    Pend!.r Cf verdade, concoruou a tia Pullet. tirando o

    Ü fSol SmdaaiVTrra fuff?nf&¦ aefa° obra-prima, com um pedaço, de seda porSto deSa obra-prima, com um pedaço

    de seda que"""l

    TnnTra Pullet contraiu a. bOca e balanceou .ca-bea murmurando: - Pullet foi quem pagou:

    ele dissemi7#m teria de usar o melhor chap u na Igreja de Ga-

    ^.^eixando que ^segundo colocado íôsse de quem oj-

    ""a senhora Pullet começou a arranjar vagarosamen-

    te os eSeUes, preparando o chapéu para^po-to no lu-

    gar próprio, no guarda-roupa. Seus' pensamentos parece

    terem tomado um curso melancólico, porque sacudira*

    ^Eiifim... Posso nâo usá-lo nem duas vezes, ma-na... Quem sabe? ...

  • \

    -*' /

    ,,.

    O MOINHO ?i MARGEM DO FLOSS 55Não cnga isso, — responcteu a seiinora Tulliver —

    Espero que vocô tenha sauae este verão.An, mas pode haver uma morte na família, comohouve logo depois que comprei meu chapéu de cetimVc.ue. o primo Abbott pode ir-se, e nós teremos que usar

    (iuuò por tiU; naua menos que meio ano.isto sei a uma mieLciaade, uoservou a senhoraTuL.**jj, concoruando inteiramente com a possibilidadedè uma morte inoportuna. — Não ha tanto prazer eml. ár um cnapeu aois ancs depois, especialmente quanaoí,o tapas sao muito moaeríias — porque nunca seráo se-L.c^.antes, em aois verões.

    Emim, sao coisas nesse mundo, — disse a senhoraPullet. vo^anao a guardar o chapéu no guarda-roupa eíecnanuo-o ue novu.

  • ¦*n0 MOINHO A MARGEM DO FXOSS

    solaçâo. A pergunta "Você gosta de hortei.-pimenta, mo-ço ?" requeria somente uma resposta tácita quandoei a acompanhada da apresentação do artigo em questão/

    O aparecimento daí meninas sugeriu ao tio Pulletmais o oferecimento de pequenos bolos, dos quais Unhatambém uma reserva, debaixo de chaves, para suas me-rendas particulares, nos dias úmidos. Mal as três crian-ças tinham pegado os tentadores. doces nas mços, a tia'Pullet lhes disse que esperassem para comer quando ospratos viessem, sem o que as migalhas daqueles bolo*quebardíços cairiam pelo chão. Lúcia não se incomodoumuito, porque os bolos eram tão* bonitos que tinha penade come-las. Mas Tom esperou uma oportunidade, e en-quanto os mais velhos estavam conversando, apressada-mente o enfiou na boca em duas porções, mastigando íur-tivamente. Maggie, mais fascinada que de costume poruma pintura de Ulisses e Namica, que tio Pullet tinhacomprado como um "lindo trabalho da Sagrada Escri-tura", deixou cair o bolo, e com um movimento iníeliiesmagou-o com os pea — fonte de agitação para a tiaPullet e de punição certa para Maggie, que começou aperder as esperanças de ouvir a música da caixa de rapenaquele dia, até que, depois de alguma reflexão, ocor-reu-lhe a idéia de que Lúcia tinha bastante prestígio par»pedir uma música. Foi isso que ela segredou para a pri*ma, e Lúcia, que sempre fazia o que ela desejava, subiutranqüilamente nos joelhos do tio, e cor ando até o pes-coco, enquanto lhe remexia na gravata, disse: \

    — Quer fazer o favor de tocar uma música para nós.tio? •;

    Julgava a menina que era por causa de algum exce-pcional talento do Uo Pullet que a caixa de rape tocavatão lindas melodias, e assim também pensava a maioria1dos vizinhos do fazendeiro. Em primeiro lugar, o senhor \Pullet é que comprara a caixa, e logo compreendera o!seu manejo — sabendo de antemão que música ia ser.tocada. Além disso, a posse desse único "instrumento damúsica" era uma prova de que o gosto do senhor Pullet'não era inteiramente nulo como, alias, consideravam.'Quando, porém, pediam-lhe para exibir seu talento, não9 depreciava com um pronto consentimento."Vamos ver...", era a resposta dada, cuidadosamen--te, livre de qualquer sinal de condescendência, até quoum conveniente número de minutos tivesse passado. Otio Pullet tinha um programa para todas as grande*

  • tf O MOINHO A MARGEM DO FLOSS

    v -

    ocasiões sociais, e oeste mocto aeiciicua-se oe, muila con-íusão desagradável e embaraçosa liberdade de ação.

    Talvez a incerteza aumentasse mais o divertimentode Maggie, quando a maravilhosa meloaia começou, fc'c.aprimeira vez ela se esqueceu de que tinha um pj~o éi;isua alma — a raiva de Tom contra eia. ti no momentoem que o "Silêncio ,isto é«o vosso lincio eharmomosocoro" foi tocado, a íisionomia da menina írrauiou um[brilho de felicidade, e eia íicou sentada, imóvel, com ai•mãos cruzadas, posição que confortava sua mãe com opensamento de que Maggie estava bem oonita assim,'apesar da pele morena. .Quando cessou a magia da mu-sica, ela pulou da cadeira e correndo para perto do ir-mão, passou-lhe os braços em volta do pescoço dizen- rdo : — Oh, Tom, não e linda ?

    Para que ninguém pen^e que havia uma revoltanteInsensibilidade em Tom, que sentiu uma nova ra^vacontra Maggie ante essa^inutil e, para ele, inexplicávelcarícia, devo dizer que o rapaz tinha um copo de ri-firêsco na mão e que o empurrão dela o fez derrubar'quase a metade. Êle seria um impassível se não tivessj['dito colérico: — Olhe o que você fez! — especialmentejeendo o seu ressentimento sancionado, como era, peiadesaprovação geral das maneiras de Maggie.

    Porque você nao fica sentada, maggie ? — per-guntou-lhe a mãe, nervosa.

    Assim, as meninas levadas não virão mais me vi-«ltar, disse a tia Pullet.

    Porque você é tão desastrada, menina ? — ralhouo tio Pullet.

    Porque você é tão desastrada, menina? — ralhouO tio Pullet.

    A pobre Maggie sentou-se outra vez, sem ouvir mai.JA música, de novo tomada pela raiva.

    A senhora Tuiliver, temendo o mau comportamentodas crianças enquanto estavam dentro de casa, encon-trou logo uma oportunidade para sugerir que, agora queelas já tinham descansado do passeio, poderiam ir b:\n-car. lá íóra. E a tia Pullet ihes deu permissão, orderian-do somente que não fossem mexer no jardim, e se qu.-cessem assistir ao pônei comer, deviam ficar a algumadistância do animal, restrição essa inipo. ta desde queTom foi acusado de ter corrido .atrás do pavão com aüusória idéia de que o susto havia de íazer o pássarodeixar cair algumas penas.

  • »>

    g

    O golpe das tiiHuraria*Os donos de tinturarias con-

    segui fàrh, lavrar um tento. Ke-qüéreram providência legal con-tra o tabelamento da lavagem deternos de casemira e brim. OTribunal Federa- de Recursosdeu o que êlcs pretend am. istoo, desautorizou, mais uma vez.a C. C. P.

    E' verdade que a tabela daC. C. P., na prática, nuncaioi cumprida. Imperava o câm-bio negro das tinturarias. Quemqueria um terno lavado em tem-po normal, tinha de pagar —Cr$ 18.00 ou Cr$ 20.00. Quan-do se insistia em pagar apenaso preço da tabela. Cr$ 12,00. aroupa demorava às vezes até ummês.

    Em vez de procurar impediressa manobra dos tintureiros. a

    justiça dá ganho de causa aos

    que exploram o povo. Por ou-

    tro lado, a C. C. P. demonstra

    que só tem força para uma coi-

    .«a: aumentar o* preços Quan-do faz por niaute-.lòs no mesmonível, ou baixá-los, o que acon-tece é o que se viu nêíte caso.

    Farinha para uisqueA farinha de mesa continua

    escassa. No câmbio negro podeser encontrada- mas por quatro,cinco, e até. às vez:s. seis cru-zeiros por quilo. E' bom lem-brar que. ná pouco tempo, eraà vontade, por Cr$ 1.6C.

    Eis uma das causas que ex-plica esta falta e a subida ver-tiginosa dos preços: companhiasnorte-americanas estão comprar»-do a nossa- farinha de mandio-ca. principalmente a de. SantaCatarina, que é uma das melho-res, para fabricar uisqr.c nosEstados- Unidos.

    Em nossa mesa pode faltaresse alimento tradicional. Porém,nos "bars" da América do Nor-?e não faltará a bebida de quetanto gostará os ianques,

    A DVOGADA

    ARCELINA MOCHELInscrita na Ordem dos Advogados do Brasil

    sob o n.° 5.423

    Escritório :RUA WASHINGTON LUIZ, 32, 2.° - Tel. 23-4295!

    Geléias Louise AldersonAs melhores géíéias; feitas de frutas Cresças

    I

    ^MBHBRffT||oW|tt *&By3mvtímmmW(m&maSr

    Klco alimento ^u ^ ^itiíças — Saboroso cnutritivo presente para as pessoas enfermas

    A VENDA KM TODAS AS GONFEITÁ-

    RIAS È ARMAZÉNS DE l.a ORDEM

    Fábrica: - RUA ENÍIL1A SAMPAIO, 92Telefone: 38-3030 - Rio

    DONVocê mora em um palaceteí

    Em uma casa modesta? Em umbarracão?

    N?.o importa onde Voc£ mo"1,minha emteà. Em seu lar, ri-'>ou pobre d°is ornamentos sâ •Indisnènsá-vets.

    A limoe7a ts a ordem.Vão podr.rlq eyictír h»T«?7,a

    Fmo no mais luxuoso amblente. ona^rto ^nlr> não houvesseer'>^x;o hjd^iem r"~_1"->-] p i"-->q n—^-q j^r^p-.rã cV^/ria ser^ snficiente paríJque a s"a casinha esteja sem-pr»

    £

  • :

    ¦

    Viva seus dezoito anos com alegria, usando coisas para sua idade, Os modelos de hoje ressaltarão a sua mocidade* j