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    GESTO ADMINISTRATIVATCNICO JUDICIRIO REA ADMINISTRATIVA

    PROFESSOR JOS CARLOS

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    Ol queridos amigos!

    Hoje nosso ltimo encontro formal (porque vocs ainda podem me

    acessar atravs do frum de discusses).

    Espero que vocs tenham gostado das aulas, aproveitado os conceitos, asdicas, os exerccios, se esforado ao mximo, enfim, que possam ter umexcelente aproveitamento na prova e que cheguem ao to desejadoobjetivo, que obviamente a aprovao no concurso!

    Como nosso ltimo encontro, gostaria de comear com um pensamento:

    Depois de muito meditar, cheguei concluso de que um ser humano queestabelece um propsito deve cumpri-lo, e que nada pode resistir a um

    desejo, a uma vontade, mesmo quando para sua realizao seja necessriauma existncia inteira

    Benjamin Disraeli

    Vale ressaltar que se trata de material de uso pessoal, no podendo serrepassado a terceiros, em carter gratuito ou oneroso, seja impresso, pore-mail ou qualquer outro meio de transmisso sob risco de violao doestabelecido na Lei n. 9.610/1998 e no Cdigo Penal. Desde jagradecemos a compreenso e estamos abertos para qualquer dvida oupendncia, tanto sobre o material quanto para qualquer outro assuntorelacionado ao concurso em questo.

    Aula 06 Noes de Administrao Financeira

    Sumrio:

    1 . Contabilidade .............................................................................2

    2. Sistema de informaes...............................................................43. Demonstraes Contbeis .............................................................64. Anlise econmico-financeira......................................................195. Anlises Vertical e Horizontal .......................................................246. ndices de Liquidez.....................................................................307. Necessidade de Capital de Giro (NCG) ou Investimento Operacional emGiro (IOG)....................................................................................488. Oramento Empresarial...............................................................629. Questes ..................................................................................6810. Gabarito .................................................................................7311. Bibliografia..............................................................................75

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    1 . Contabilidade

    Contabilidade para decises

    A Contabilidade deve conhecer como so tomadas as decisese ser capaz de manter um banco de dados para atender snecessidades do gestor. O gestor tem na Contabilidade um rico bancode dados que representa o principal instrumento de informaeseconmico financeiras sobre sua administrao. sobre ainformao oportuna e exata fornecida pela Contabilidade, que ogestor deve tomar suas decises.

    Hendriksen relata que alguns dos objetivos do estudo datomada individual de decises em um contexto contbil, incluem:

    - uma possvel aplicao da capacidade da informaofinanceira de representar com preciso os eventos ouobjetivos reais (a importncia preditiva do conjunto deinformaes);

    - uma compreenso do modo pelo qual o volume, o tipo e oformato das informaes contbeis financeiras afetam osjulgamentos ou predies do investidor ou analista (uso comosinal);

    - uma compreenso da capacidade, de quem tomar umadeciso, de reagir adequadamente a uma percepo doambiente (preciso de resposta); e

    - uma compreenso de como os indivduos lidam com acomplexidade na tomada de decises e uma compreenso doefeito de estilos diversos de tomada de decises sobre amaneira pela qual a informao utilizada (fatorescomportamentais) (1999, p. 150).

    A tomada de decises, antes apenas baseadas nas intuies,recebe hoje uma quota de lgica na busca de melhor emprego para

    esses eventuais vislumbres. A complexidade do mundo moderno, agrande densidade de eventos, as relaes endgenas e exgenas aque a administrao est sujeita, a velocidade temporal das aes, aotimizao das informaes, as ricas relaes de comunicaes, oprogresso tecnolgico cada vez mais abundante, os diversos mtodosde aes que se encontram disposio do administrador,contribuem como prova irrefutvel da necessidade de uma tomada dedeciso cientfica e no apenas emprica, como durante muito tempofoi praticada.

    Atualmente, no admissvel um gestor que siga apenas suasestrelas para alcanar a eficincia desejada de suas aes,

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    necessrio que se produzam modelos e projees que se aproximemao mximo da realidade, capazes de sustentar discusses quanto aque deciso tomar. Tais modelos devem ser entendidos como a somabasilar da intuio e da lgica.

    Hendriksen estrutura uma hierarquia de qualidades dainformao em Contabilidade para fins de utilidade de tomada dedecises, conforme a Figura 1.

    Figura 1 - Hierarquia de qualidades em Contabilidade

    Usurios de

    informaes

    contbeis

    Restrio geral

    Qualidades especficas

    a usurios

    Principais

    qualidades

    especficas a

    decises

    Elementos

    das qualidades

    principais

    Qualidades secundrias

    e interdependentes

    Responsveis pela tomada de decises e suascaractersticas (por exemplo, entendimento

    da informa o ou conhecimento prvio)

    Benefcios > Custos

    Compreensibilidade

    Utilidade para a tomada de decises

    ConfiabilidadeRelevncia

    Valor

    preditivo

    Oportunidade

    Valor como

    feedback

    FidelidadVerificabilidade

    Comparabilidade Neutralidade

    Materialidade

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    Limites de reconhecimento

    Fonte: (Hendriksen, 1999, p. 96)

    2. Sistema de informaes

    A informao, sob qualquer aspecto, diferente de dado, poiseste no traz consigo a capacidade de compreenso, j que umaforma primria e rudimentar de apresentao de uma futurainformao, condicionada ao processamento ou transformao. Umdado, quando trabalhado ou processado, gera uma informao. Ainformao o dado que, transformado, assume a capacidade de

    subsidiar o tomador de decises.A informao oportuna e na medida certa que o tomador de

    decises necessita e pode interpretar, a razo da eficincia de umbom sistema de informao. O processamento do dado eminformao apresenta custos altos, e em alguns casos, custos maiselevados do que o benefcio da prpria informao. A informaoprestada pelo sistema deve ser capaz de inteirar-se com o processodecisrio da empresa.

    Um sistema de informaes deve ser capaz de captar oureceber as entradas de dados, atravs do responsvel pelo input,compilar e processar os dados e entregar, quando solicitado, asinformaes de forma oportuna e exata para o usurio desse sistema.

    O sistema de informaes decomposto em quantossubsistemas forem necessrios para melhor processar o dado eoferecer uma informao mais detalhada possvel. Como exemploexistem os Sistemas de Informaes Gerenciais (SIG), que oprocesso de transformao de dados em informaes que soutilizadas na estrutura decisria da empresa, bem como

    proporcionam a sustentao administrativa para otimizar osresultados esperados (Oliveira, 1997, p. 39) e apresentam oscomponentes listados na Figura 2.

    Figura 2 - Componentes do SIG

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    Fonte: (Oliveira, 1997, p. 140)

    Principais Objetivos de cada tipo de Usurio

    USURIO TIPO DE INFORMAO MAISIMPORTANTE

    Acionista minoritrio Fluxo regular de dividendos.

    Acionista majoritrio fluxo de dividendos, valor de mercado daao, lucro por ao.

    Acionista preferencial Fluxo de dividendos mnimos ou fixos.

    Emprestadores em geral gerao de fluxo de caixa futuros suficientespara receber de volta o capital mais os juros,com segurana.

    Entidades governamentais valor adicionado, produtividade, lucrotributvel.

    Empregados em geral,como assalariados

    fluxo de caixa futuro capaz de assegurar bonsaumentos ou manuteno de salrios, comsegurana; liquidez.

    Mdia e alta administrao retorno sobre o ativo, retorno sobre o

    DADO

    TRATAMENTO

    CONTROLE EAVALIAO

    COORDENO

    INFORMA ES

    DECISE

    RESULTADO

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    patrimnio lquido; situao de liquidez eendividamentos confortveis.

    UM LEITOR BEM INFORMADO CAPAZ DE SELECIONAR AINFORMAO DE QUE ELE PRECISA E FAZER UMA ESCOLHA EDECISO ADEQUADAS.

    Com informaes e decises adequadas, possvel contribuirpara a maximizao de valor para o acionista, desejo dos gestores daentidade. Esta expresso, hoje tida como politicamente correta, tem

    como uma de suas origens a publicao de Creating shareholdervalue, em 1997. A partir da, alguns aspectos ganharam notoriedade,como:

    Viso de longo prazo;

    Dedicao dos gestores para criao de valor;

    Desenvolvimento de ferramentas para controle doproblema de agncia (enfoque agente-principal, ondese debate at que ponto os administradores geriro onegcio tomando decises visando o melhor para aempresa e no para si. Por exemplo: explorando oproduto da empresa como est hoje, possvel que elasobreviva por mais cinco anos prazo em que oexecutivo dever se aposentar. Promovendo asalteraes e atualizaes necessrias, possvel que nofuncione e a entidade quebre antes desse prazo, vindo acomprometer sua carreira. Ou ento: h necessidade dese fazer uma viagem e possvel optar entre classeexecutiva e primeira. No primeiro caso, haver algumaeconomia para a entidade. No segundo, haver maisconforto para o viajante...);

    Responsabilidade social.

    3. Demonstraes Contbeis

    As demonstraes so dividas em obrigatrias e facultativas.As exigidas por fora de lei so: Balano Patrimonial, Demonstraodo Resultado do Exerccio, Demonstrao das Origens e Aplicaes deRecursos, Demonstrao de Lucros ou Prejuzos ou Demonstraodas Mutaes do Patrimnio Lquido. As mais comuns facultativas

    so: fluxo de caixa e oramentos.

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    O balancete uma pea contbil no obrigatria, mas demuita utilidade para a verificao dos totais dos movimentos e dostotais dos saldos das contas envolvidas nos diversos lanamentos.Relaciona de forma simples e objetiva todas as contas

    movimentadas. possvel ser apresentado em diversas colunas abrangendo os

    saldos anteriores, os movimentos e os saldos finais. Exemplificaremosabaixo um Balancete simples de duas colunas:

    CONTAS SALDOS FINAIS

    DEVEDOR CREDOR

    Capital Social 1.000

    Caixa 500

    Banco 200

    Mercadorias 800

    Fornecedores 400

    Salrios 200

    Receitas de Servios 300

    TOTAIS 1.700 1.700

    Aps fecharmos o Balancete acima, apuramos o Resultado doExerccio destacando somente as contas de Resultado (Salrios eReceitas de Servios) e por ltimo confeccionamos o BalanoPatrimonial com as outras contas constantes do Balancete (contasPatrimoniais) mais o Resultado do Exerccio (Lucro ou Prejuzo).

    D R Ex Simplificada PATRIMNIO DEPOIS DO FATO

    Receita de servios 300 ATIVO PASSIVO

    (-) salrios (200) Caixa500

    PE

    = Lucro do Exerccio 100 Banco 200 Fornecedores400

    Mercadorias 800 PL

    Capital1.000

    Lucros Ac.100

    Total1.500

    Total1.500

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    Demonstrao do Resultado do Exerccio

    A DREx apresentada de forma a evidenciar as contas deResultado e suas dedues de forma dinmica e vertical. Tem como

    objetivo demonstrar o resultado do exerccio e os elementos que oformaram. Vejamos abaixo uma representao grfica dessedemonstrativo:

    1. Receita Operacional Bruta

    2. (-) Dedues devolues, abatimentos, descontos incondicionais oucomerciais concedidos, ICMS, IPI, PIS, COFINS

    3. Receita Operacional Lquida

    4. Custo das Mercadorias Vendidas

    5. = Resultado Operacional Bruto, Lucro ou Prejuzo Bruto6. (-) Despesas Operacionais com vendas, administrativas, ResultadoFinanceiro Lquido ((+) Despesas Financeiras (-) Receitas Financeiras),outras

    7. Outras Receitas Operacionais

    8.= Resultado Operacional Lquido, Lucro ou Prejuzo Lquido

    9. () Resultado no Operacional, Receitas no operacionais Despesas nooperacionais

    10. = Resultado do Exerccio Antes da Contribuio Social

    11. (-) Contribuio Social sobre Lucro Lquido12. = Resultado do Exerccio Antes do Imposto de Renda, LAIR

    13. (-) Proviso para o IR

    14. = Resultado do Exerccio depois do IR

    15. (-) Participaes e Contribuies Debntures, Empregados,Administradores, Partes Beneficirias e as Contribuies para Fundos deAssistncia ou Previdncia de Empregados)

    16. = Resultado Lquido do Exerccio

    17. Resultado por Ao ou Quota do Capital Social

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    Balano Patrimonial

    O Balano Patrimonial uma demonstrao contbil esttica,ou seja, nos mostra a situao das contas Patrimoniais num dadomomento, tambm chamado de data de corte, por exemplo a data doencerramento do exerccio financeiro.

    O Balano Patrimonial compreende os seguintes grupos decontas:

    BALANO PATRIMONIAL

    ATIVO PASSIVO

    Para ser Ativo necessrio preencher osquatro requisitos: 1. Bens ou Direitos; 2. Depropriedade da empresa; 3. Mensurvelmonetariamente; 4. Representar benefciospresentes ou futuros.

    So as contas representativas deobrigao com terceiros, que quando deseu vencimento, sero reclamadas. Sotambm mensurveis monetariamente.

    Grupos: Grupos:

    - CIRCULANTE - CIRCULANTE

    So os Bens e os Direitos comvencimento at o trmino do exerccioseguinte, ou ainda, com vencimento at 12meses da data do ltimo Balano.

    So as Obrigaes com vencimentoat o trmino do exerccio seguinte, ouainda, com vencimento at 12 meses dadata do ltimo Balano.

    - REALIZVEL A LONGO PRAZOSo os Direitos com vencimento aps o

    trmino do exerccio seguinte, ou ainda, comvencimento posterior a 12 meses da data doltimo Balano.

    Considera-se tambm como LongoPrazo, as transaes de emprstimos aAcionistas, Diretores, e outras pessoas a fins,independente do prazo de vencimento, desdeque os emprstimos no faam parte dasoperaes principais da empresa.

    - EXIGVEL A LONGO PRAZOSo as Obrigaes com vencimento

    aps o trmino do exerccio seguinte, ouainda, com vencimento posterior a 12meses da data do ltimo Balano.

    Considera-se tambm como LongoPrazo, as transaes de emprstimos deAcionistas, Diretores, e outras pessoas afins, independente do prazo de vencimento.

    - PERMANENTE

    Bens e direitos de carter fixo. Divide-seem: Investimentos, Imobilizado e Diferido.

    - RESULTADO DE EXERCCIOSFUTUROS

    So as Receitas recebidas antes daprestao do servio, desde que sejamlquidas e certas.

    PATRIMNIO LQUIDO

    So as obrigaes para com os Scios.Tem como principais contas: Capital,Reservas de Capital, Reserva deReavaliao, Reservas de Lucros, Lucro ouPrejuzos Acumulados e Aes emTesouraria.

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    O Ativo classificado da seguinte forma:

    1-Ativo Circulante - contempla os investimentos circulantes,

    ou seja:a) Disponibilidades - Caixa, Bancos, Aplicao em ttulos

    vinculados ao mercado aberto (de liquidez imediata);

    b) Crditos - so os direitos sobre os clientes e outrosdevedores, por operaes realizadas a prazo: contas a receber,duplicatas a receber, clientes, etc.;

    c) Estoques - Mercadorias, matrias-primas, etc.;

    d) Despesas antecipadas - so bens e direitos realizveis nocurso do exerccio seguinte - at 12 meses (curto prazo); Despesas

    de Seguros antecipadas.

    2- Ativo Realizvel a Longo Prazo

    a) So os direitos realizveis aps o trmino do exerccioseguinte, ou direitos derivados de adiantamentos, emprstimos evendas a administradores, sociedades coligadas e controladas.

    Exemplo: Duplicatas a Receber (quando no classificada noAtivo Circulante);

    b) Adiantamentos ou emprstimos a scios/administradores,desde que no seja atividade principal da empresa.

    3- Ativo Permanente - so as aplicaes de recursos emelementos que se destinem ao uso por prazo indeterminado ou que aempresa no tenha a inteno de alienar e ainda, as aplicaes emdespesas que sero apropriadas aos resultados de mais de umexerccio social (Despesas de Organizao):

    a) Investimentos - as participaes societrias de carterpermanente; as aplicaes em terrenos para futura expanso daempresa; as obras de arte;

    b) Imobilizado - tambm conhecido como ImobilizaesTcnicas, se constitui de elementos de uso permanente, destinados consecuo dos objetivos sociais da empresa.

    Exemplos: Tangveis = Imveis, Mveis, Mquinas, Veculos,etc.

    Intangveis = Marcas e Patentes, Direitos de uso

    de linhas telefnicas, Fundo de Comrcio;

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    c) Diferido - neste grupo classificamos as Despesas quecontribuiro para a formao dos resultados de mais de um exercciosocial; os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o perodoque anteceder o incio das operaes sociais.

    Exemplos: Despesas com organizao da empresa, os gastoscom pesquisas e desenvolvimento de produtos, as despesas combenfeitorias em propriedades de terceiros (desde que noindenizveis), o gasto com formao e aperfeioamento de mo-de-obra.

    O Passivo classificado:

    4- Passivo Circulante - As obrigaes assumidas pelaempresa para a realizao de suas operaes e as obrigaesassumidas por financiamentos obtidos. Esta incluso no Circulante,depender do prazo de exigibilidade, onde sero classificadas asobrigaes de prazo do curso do exerccio social. Exemplos:Fornecedores, Salrios a pagar, Impostos a recolher, emprstimos apagar;

    5- Passivo Exigvel a Longo Prazo- toda a obrigao que,devido a seu longo prazo, no foi classificada no Passivo Circulante,pois de longo prazo;

    6- Resultado de Exerccios Futuros - representado porreceita lquida no ganha ou no efetivada, em funo do regime decompetncia do exerccio. Exemplo: Receitas de Aluguisantecipadas;

    7- Patrimnio Lquido (ou Situao Lquida) - tambm

    chamada de Capital prprio. Subdiviso do Patrimnio Lquido:a) Capital Realizado - o capital que compreende a diferenaentre o capital subscrito (montante do capital emitido pela empresa,cujos acionistas assumiram o compromisso de integralizar; o capitalefetivo da empresa, constante de estatuto ou contrato social) e ocapital a realizar, representando o montante efetivamente apostadona empresa pelos scios ou acionistas;

    b) Reservas de Capital - representa os ganhos obtidos pelaempresa, no decorrentes de suas operaes normais, principais oueventuais. So Reservas de Capital:

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    b.1- gio recebido na emisso de aes;

    b.2- Os prmios recebidos pela empresa na emisso dedebntures;

    b.3- O produto da alienao de partes beneficirias ou debnus de subscries;

    b.4- As doaes e

    b.5- As subvenes para investimento.

    O resultado de Correo Monetria do Capital realizado,enquanto no capitalizado, tambm era registrado na Reserva deCapital;

    .

    c) Reservas de Reavaliao - constitudas como contrapartidasdos aumentos de valor de componentes do Ativo Imobilizado daempresa; representa a complementao, at o valor de mercado,pela diferena entre este valor e o do custo contbil do bem.

    A Lei das Sociedades Annimas(S/A) e o regulamento do Imposto deRenda admitem a modificao do valor contbil do ativo permanente,nas seguintes hipteses:

    a) para diminuir: mediante depreciao, amortizao, exaustoacumuladas ou proviso para perdas provveis na realizao deinvestimento;

    b) para aumentar: mediante a reavaliao.Exemplo:

    Mquinas: Valor do mercado-------500.000,00

    (-) custo contbil ---------- (280.000,00)

    (=) Reavaliao------------220.000,00

    d) Reservas de Lucros - constitudas pela apropriao doslucros gerados em cada exerccio social. Subdividem-se em:

    d.1 - Reserva Legal - constituda conforme a lei societria, porvalor correspondente a 5% (cinco por cento) do lucro lquido doexerccio, antes de qualquer outra destinao e seu montante noexceder:

    a 20% (vinte por cento) do capital social corrigidomonetariamente;

    a 30% (trinta por cento) do capital social, quando o saldodessa reserva for somado ao montante das reservas de capital.

    Esta reserva somente poder ser usada para aumento docapital ou absoro de prejuzos;

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    d.2 - Reserva Estatutria - constituda conforme o Estatuto daempresa;

    d.3 - Reserva para Contingncias - tem por finalidade

    compensar, em exerccio futuro, a diminuio do lucro decorrente daperda julgada provvel, cujo valor possa ser estimado.

    Exemplo: empresas de atividades agrcolas.

    e) Lucros ou Prejuzos Acumulados - so os resultadosacumulados da empresa.

    Constituio de reservas: a modificao ocorrer apenas nacomposio dos elementos do patrimnio lquido, no afetando,

    portanto, o seu valor total.Contabilizao:

    Lucros ou Prejuzos acumulados

    a reservas de lucros

    Reverso:quando tais reservas deixarem de ter fundamento, por jterem sido realizados os motivos para os quais foram constitudas, osseus valores, corrigidos monetariamente, devero retornar para a

    conta de Lucros ou Prejuzos Acumulados.Contabilizao:

    Reservas de Lucros

    a lucros ou prejuzos acumulados

    Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos

    A Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos

    evidencia a variao do Capital Circulante Lquido e serve paramostrar o resultado financeiro de mdio e longo prazo. Apresenta, deforma ordenada, os financiamentos e os investimentos ocorridos naempresa.

    Descrio das origens e aplicao:

    Das origens: das prprias operaes; dos acionistas; e deterceiros.

    Das aplicaes: inverses permanentes derivadas deaquisio de bens do ativo imobilizado, aquisio de novos

    investimentos permanentes em outras sociedades, aplicao de

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    recursos no ativo diferido; pagamento de emprstimo a longo prazo;e remunerao de acionistas.

    Evidencia, tambm, o Capital Circulante Lquido (CCL)que a diferena entre o Ativo Circulante e o PassivoCirculante.

    AC PC = CCL

    A DOAR evidenciada analiticamente, identificando asOrigens e Aplicaes de Recursos nos seguintes subgrupos:

    Origens das operaes Lucro do perodo (ajustado pelas receitase despesas que no afetam o CCL, como receita de equivalnciapatrimonial e despesa de depreciao, por exemplo);

    Origens de terceiros aumento do Passivo Exigvel a Longo Prazo,que corresponde aos financiamentos captados pela entidade;

    Origens dos scios compreendendo os aportes de recursosrealizados pelos scios/acionistas;

    Aplicaes de inverso em Investimentos o aumento do AtivoPermanente Investimentos;

    Aplicaes de inverso em Imobilizado o aumento do AtivoPermanente Imobilizado;

    Aplicaes de inverso em Diferido o aumento do AtivoPermanente Diferido;

    Aplicaes de inverso em ativo de Longo Prazo o aumento doAtivo Realizvel a Longo Prazo;

    A diferena entre o total das origens de recursos e o total dasaplicaes de recursos, em um determinado perodo, representa a

    variao sofrida pelo CCL naquele mesmo perodo.

    Sendo entendido por variao do CCL a diferena entre o CCLdo final do perodo e o CCL no incio do perodo.

    CCL = CCL31/12/X0 CCL01/01/X0

    CCL = (AC31/12/X0 PC31/12/X0) (AC01/01/X0 PC01/01/X0)

    Considerando que a DOAR tem por objetivo evidenciar aalterao sofrida pelo CCL, nem todos os fatos so contemplados pelaDOAR, como por exemplo, aqueles que envolvem:

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    exclusivamente contas de Ativo Circulante compra demercadoria vista, pois reduz o saldo de Disponibilidades (AC)e aumenta, simultaneamente, o saldo de Estoques (AC);

    exclusivamente contas de Passivo Circulante reclassificaode Fornecedores a Pagar erroneamente contabilizados emSalrios a Pagar, pois reduz o saldo de Salrios a Pagar (PC) eaumenta, simultaneamente, o saldo de Fornecedores a Pagar(PC);

    simultaneamente contas de Ativo Circulante e PassivoCirculante compra de mercadoria a prazo, pois aumenta osaldo de Estoques (AC) e aumenta, simultaneamente, o saldode Fornecedores a Pagar (PC); bem como o pagamento dadvida contrada, que reduz o saldo de Disponibilidades (AC) e

    reduz, simultaneamente, o saldo de Fornecedores a Pagar (PC).

    Portanto, podemos afirmar, resumidamente, que a DOARbusca evidenciar os fatos que implicam na migrao de recursosconforme o esquema abaixo:

    AC PC

    RLP + AP ELP + REF + PL

    AC =RLP =

    AP =

    PC =

    ELP =

    REF =

    PL =

    Ativo CirculanteAtivo Realizvel a LongoPrazo

    Ativo Permanente

    Passivo Circulante

    Passivo Exigvel a LongoPrazo

    Resultado de Exerccios

    Futuros

    321

    4

    5

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    Patrimnio Lquido

    Para melhor entender o esquema acima, numeramos as setas, eapresentamos dois exemplos de cada situao:

    Seta 1 Aquisio de mquinas vista, aumentando o Imobilizado (AP),

    mediante reduo das Disponibilidades (AC), acarretando emdiminuio do CCL;

    Transferncia de um direito do longo para o curto prazo, emvirtude do passar do tempo, mediante reduo do RLP eaumento do AC, acarretando em aumento do CCL.

    Seta 2

    Transferncia de uma obrigao do longo para o curto prazo,em virtude do passar do tempo, mediante reduo do ELP eaumento do PC, acarretando em diminuio do CCL;

    Aumento do Capital Social (PL) mediante compensao de umadvida de curto prazo que a entidade tinha com seus scios(Conta corrente com scios PC), acarretando em aumento doCCL.

    Seta 3

    Pagamento de uma obrigao de longo prazo, mediantereduo do ELP e do AC, acarretando em diminuio do CCL;

    Aumento do Capital Social (PL) em dinheiro (Disponibilidades AC), acarretando em aumento do CCL.

    Seta 4

    Aquisio de mquinas a prazo, aumentando o Imobilizado (AP)e Contas a Pagar (PC), acarretando em diminuio do CCL;

    Quitao de uma dvida de curto prazo (PC), mediantecompensao de um direito realizvel a longo prazo (RLP),

    acarretando em aumento do CCL.Seta 5 Representa um fluxo virtual de disponibilidades, no geraaumento nem reduo do CCL, mas apresentado na DOAR paramelhor evidenciar os fatos ocorridos com a entidade.

    Aumento do Capital Social (PL) mediante dao em pagamentode uma mquina (Imobilizado AP);

    Quitao de uma dvida de longo prazo (ELP), mediantecompensao de um direito realizvel a longo prazo (RLP).

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    Forma de Apresentao:TTULO VALOR

    I - ORIGENS DOS RECURSOS

    Onde so discriminados as origens, por natureza, e apurado o valor totaldos recursos obtidos no exerccio.

    Das operaes

    Lucro lquido do exerccio

    + Depreciao, amortizao e Exausto

    +/- Correo Monetria

    +/- variao Cambial

    +/- Participao (equivalncia patrimonial)

    Dos acionistas

    Integralizao do Capital em dinheiro

    De terceiros

    Aumento do passivo exigvel a longo prazo

    Reduo do ativo realizvel a longo prazo

    Alienao dos investimentos e itens do imobilizado

    II - APLICAES DE RECURSOS

    So relacionadas as aplicaes, por natureza e valor.

    Dividendos distribudos

    Aquisio de ativo imobilizadoAumento do ativo realizvel a longo prazo, dos investimentos e do ativodiferido

    Reduo do passivo exigvel a longo prazo

    III - AUMENTO OU REDUO NO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO

    Representa a diferena entre o total das origens e o total das aplicaes.

    IV - SALDO INICIAL E FINAL DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO

    Evidenciados o ativo e o passivo circulantes do incio e do fim do exerccioe respectivo aumento ou reduo.

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    Comparaes entre a DOAR e a DFC

    Voltados para a avaliao da situao financeira das empresas, aDOAR e o DFC so modelos difundidos em muitos pases, em especial

    naqueles em que seus mercados de capitais so bastantedesenvolvidos. Essas ferramentas conceitualmente apresentamdiferenas, conforme citao reproduzida por Tibrcio Silva, Oliveirados Santos e Sadoyoshi Ogawa:

    A principal diferena entre estas duas demonstraes refere-se aofato da DOAR ser elaborada com base no conceito de capitalcirculante lquido, dentro do regime de competncia, apresentando,portanto, a disponibilidade de mdio prazo (enquanto que a ) (...)Demonstrao do Fluxo de Caixa baseia-se no conceito dedisponibilidade imediata, dentro do regime de caixa(recebimentos/pagamentos) puro.1

    Quanto s vantagens e desvantagens de cada uma,passamos a mostrar no quadro abaixo as consideraesdesses mesmos autores:

    DOAR DFC

    Vantagens Desvantagens Vantagens DesvantagensForneceinformaes queno constam emoutrasdemonstraes.

    Depende doconceito defundos utilizado.

    Utiliza conceitosmais concretos.

    Apresenta menorvolume deinformaes que aDOAR.

    Possibilita ummelhorconhecimento dapoltica deinvestimento e definanciamento daempresa.

    No atende asetoresespecficos, oresultado afetado pelomtodo deavaliao deativos nomonetrios,apresenta asmodificaesinternas no CCLde forma residual.

    Utilizado paraprever problemasde insolvncia, eportanto, paraavaliar o risco, ocaixa e osdividendosfuturos.

    Ainda no existeconsenso sobre oconceito de caixaa utilizar: caixa ebancos, ou caixa,bancos e ttulosde curto prazo.

    1FIPECAFI & Arthur Andersen. Normas e prticas contbeis no Brasil. So Paulo, Atlas, 1990,p.84. in SILVA, Csar Augusto Tibrcio, SANTOS, Jocineiro Oliveira dos, OGAWA, JorgeSadayoshi. Caderno de Estudos FIPECAFI/FEA-USP. n 9, out/93 : Fluxo de Caixa e DOAR, p.57

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    Ajuda a mostrar acompatibilidadeentre a posiofinanceira e a

    distribuio delucros.

    Maior dificuldadede interpretaopelos usurios.

    Maior facilidadede entendimentodos fluxos dosrecursos

    financeiros, pelosusurios.

    Mais sujeito amanipulaes, emfuno de serfocado no caixa e

    equivalentes.

    Mais abrangenteque o Fluxo deCaixa, representaas mutaes daposio financeiracomo um todo.

    Carece de maiorespesquisasacadmicas.

    Tendnciamundial emadot-lo no lugarda DOAR.

    Possibilidade deser apresentadode duas formas:direto e indireto.

    Muito se tem discutido acerca da utilizao de uma ou outrademonstrao. Ainda h muito a ser estudado, principalmente notocante capacidade de interpretao do usurio dessesdemonstrativos, bem como quanto influncia que a informaopossa ter sobre a formao dos preos dos papis de umacompanhia.

    4. Anlise econmico-financeira

    Para a realizao da anlise econmico-financeira de umaempresa o analista utiliza, pelo menos, os seguintes itens:

    Balano Patrimonial (BP);

    Demonstrao do Resultado do Exerccio (DRE);

    informaes complementares;

    montante das compras no perodo a que se referem osdemonstrativos;

    DOAR, DMPL e as notas explicativas, quando houver.

    Os Demonstrativos Financeiros devem conter a assinatura docontador e do responsvel pela empresa.

    Aps a anlise prvia das informaes fornecidas, os dadosdevero ser ratificados ou retificados mediante verificao in loco,ajustando-os realidade da empresa, se necessrio.

    A anlise de balanos baseia-se no raciocnio cientfico. Oprocesso de tomada de decises para a anlise segue o seguinte

    fluxo:

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    ETAPAS:

    Lembre-se:

    Ter lucro, independe de ter dinheiro. Da as expresses:econmico x financeiro. O primeiro representa fatos que noenvolvem necessariamente dinheiro, mas valor monetrio. Porexemplo: uma doao de um bem imobilizado. Financeiro, representaos fatos que envolvem dinheiro, refere-se a variao de Caixa.

    Comparativo de significados de econmico e financeiro.

    Resultado econmico sinnimo de lucro (ou prejuzo). Olucro aumenta o Patrimnio Lquido, mas no as disponibilidades dedinheiro. Uma empresa pode estar em excelente situao econmicacom imveis, equipamentos, investimentos em outras empresas, mas

    sem dinheiro para pagar suas dvidas. Algumas receitas e despesas

    Anlise

    Escolha deindicadores

    Comparao compadres

    Diagnstico ouconcluses

    Decises

    1 2 3 4

    ECON MICOFINANCEIRO

    AMPLO RESTRITO

    ESTATICAMENTE

    DINAMICAMENTE

    Patrimnio Lquido

    Lucro Lquido

    Capital CirculanteLquido

    Variao do CapitalCirculante Lquido

    Saldo de Caixa

    Variao do Saldo deCaixa

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    no tm nenhum reflexo em dinheiro no exerccio como, porexemplo, a depreciao - , mas nem por isso deixam de ser lanadasna Demonstrao de Resultado.

    Por essa razo, a anlise de uma empresa deve tomar tanto aDemonstrao de Resultado que evidencia o lucro ou prejuzo como uma entre duas demonstraes de natureza financeirapossveis: Demonstrao do Fluxo de Caixa ou Demonstrao dasOrigens e Aplicaes de Recursos.

    Outro aspecto importante a ser destacado em relao aosaspectos econmico e financeiro diz respeito aos regimes utilizadosna contabilidade, denominados de competncia e de caixa. Comoregra geral, o regime de competncia obrigatrio nas empresas, o

    que significa afirmar que os fatos contbeis (qualquer transao queafete o conjunto de bens e direitos de uma entidade) devem serregistrados medida em que ocorrem, independentemente deimplicar em entrada ou sada de dinheiro. Ou seja, so registradas asoperaes vista e a prazo. No regime de caixa, so lanadas nacontabilidade apenas os fatos que geram alterao no disponvel, ouseja, unicamente as operaes vista.

    AJUSTES

    De posse das Demonstraes Financeiras e informaescomplementares, recomenda-se que sejam procedidos ajustes comvistas a padronizar os demonstrativos para anlise, entre os quaisdestacam-se os seguintes:

    Duplicatas Descontadas - retirar do Ativo Circulante e alocarno Passivo Circulante. O Desconto de Duplicatas um emprstimopara capital de giro. A reclassificao possibilita analisar mais

    adequadamente as fontes de recursos que a empresa vem utilizando.

    Emprstimos a Interligadas - quando aparecerem no AtivoCirculante devero ser reclassificados para Realizvel a Longo Prazo.Esses valores at podem retomar empresa no curto prazo. Noentanto, como os devedores exercem influncia decisiva sobre acredora, normalmente esses emprstimos no tm data para seremliquidados. Alis, a prpria Lei 6.404/76 determina que os negciosrealizados com partes relacionadas (empresas interligadas, diretores,scios etc.), quando no fazem parte das atividades normais daempresa, devem ser classificados no Longo Prazo.

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    Emprstimos de Diretores e/ou Interligadas- quando aparecerno Passivo Exigvel a Longo Prazo, dever ser reclassificada para o

    Passivo Circulante. Este caso o oposto do anterior. Valores que aempresa toma das pessoas ou empresas ligadas, a ttulo deemprstimo, podem ser exigidos a qualquer momento. Por isso,conservadoramente, usa-se lan-los no Passivo Circulante.

    Dedues do Patrimnio Lquido - so as contrapartidas dosvalores deduzidos do Ativo por representarem valores no realizveisou de realizao duvidosa.

    Obs.: A cada valor consignado em Dedues do PL,corresponde a excluso de parcela equivalente no Ativo.

    Principais dedues do PL:

    Bens Obsoletos: bens que ainda constam na contabilidade daempresa mas no possuem valor de venda ou condies deutilizao;

    Dbitos de Diretores, Cotistas e Solidrios: normalmente essesvalores constituem retiradas feitas pelos scios, no contabilizadascomo despesa;

    Dbitos de empresa do mesmo grupo econmico, quando asituao assim o recomendar. No se incluem neste item osdbitos por fornecimento de mercadorias ou servios (atividadenormal da empresa). A deduo somente deve ser feita quando osdbitos forem considerados de realizao duvidosa;

    Depsitos Judiciais: valores depositados em juzo enquanto aempresa discute uma dvida fiscal, trabalhista ou outras;

    Excesso na reavaliao de bens do imobilizado: quando foridentificado que a empresa reavaliou seus bens em nveissuperiores ao seu real valor de mercado;

    Proviso para Devedores Duvidosos(no caso de inexistncia ou seinsuficiente): esse valor representa a estimativa de crditosvencveis no exerccio seguinte que no sero recebidos.

    Outros Valores de difcil realizao ou incobrveis: outros valoresregistrados no Balano que efetivamente no representem bens oudireitos realizveis (ex.: cheques sem fundos, duplicatas

    incobrveis, estoques invendveis).

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    RECLASSIFICAO DO BALANO

    Alm dos ajustes anteriores, as contas do Ativo e Passivo

    Circulantes so classificadas em dois grupos: Financeiro e Cclico.O Ativo Circulante Financeiro engloba as contas que

    representam dinheiro e aplicaes financeiras em ttulos e em ouro.

    O Passivo Circulante Financeiro engloba as contasrepresentativas de dvidas a curto prazo que no fazem parte dasatividades dirias da empresa. Normalmente esto sujeitas a juros(emprstimos bancrios, duplicatas descontadas, impostosrenegociados, imposto de renda a recolher etc.).

    O Ativo Circulante Cclico compreende as aplicaes de

    recursos em contas que estejam relacionadas com a atividade decompra, transformao e venda. Est relacionado com o ciclooperacional da empresa (clientes/duplicatas a receber, estoques,adiantamento a fornecedores etc.).

    O Passivo Circulante Cclico compreende as contas queidentificam os financiadores normais da atividade da empresa,constituindo fontes espontneas de recursos (fornecedores, salrios eencargos a pagar, impostos sobre vendas a recolher etc.).

    BALANOTRADICIONAL BALANORECLASSIFICADO

    PC

    ACF

    Caixa, Bancos,

    AplicFinanceiras

    PCF

    AC

    PELP

    ACC

    Estoques,

    Clientes,

    Adiantamentos

    PCC

    Fornecedores,

    Impostoss/Vendas

    a RecolherSalrios a Pagar

    PELP

    ARLP

    REF

    ARLP

    REF

    AP PL AP

    PL

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    AC=

    ARL=

    AP=PC=

    PELP=

    REF=

    PL=

    Ativo Circulante

    Ativo Realizvel a Longo Prazo

    Ativo PermanentePassivo Circulante

    Passivo Exigvel a Longo Prazo

    Resultado de ExercciosFuturos

    Patrimnio Lquido

    ACF=

    ACC =

    ARLP=PCF =

    PCC =

    REF=

    PL =

    Ativo Circulante Financeiro

    Ativo Circulante Cclico

    Ativo Realizvel a Longo PrazoPassivo Circulante Financeiro

    Passivo Circulante Cclico

    Resultado de Exerccios Futuros

    Patrimnio Liquido

    5. Anlises Vertical e Horizontal

    Anlise Vertical

    Trata-se de metodologia de anlise que mostra a participaopercentual de cada um dos itens das demonstraes financeiras emrelao ao somatrio de seu grupo.

    Com esse instrumento podemos visualizar de modo objetivo edireto a representatividade de cada componente das demonstraes,identificando aqueles que mais contribuem para a formao doconjunto objeto da anlise.

    A anlise vertical de grande importncia, principalmentequando aplicada Demonstrao de Resultado do Exerccio, porquepossibilita detectar a composio percentual das receitas e despesas,evidenciando aquelas que mais influenciaram na formao do lucroou prejuzo.

    Empresa Exemplo S.A.

    Balano Patrimonial ( $ mil )

    19 X 1 %ATIVO 9.600 100,00

    Ativo Circulante 5.000 52,08

    Caixa e Bancos 500 5,21

    Clientes 3.500 36,46

    Estoque 1.000 10,42

    Ativo Realizvel a Longo Prazo 1.600 16,67

    Cliente Longo Prazo 1.600 16,67

    Ativo permanente 3.000 31,25

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    Imobilizado 3.000 31,25

    PASSIVO 9.600 100,00

    Passivo Circulante 2.000 20,83

    Emprstimos 500 5,21

    Fornecedores 1.000 10,42

    Salrios a Pagar 300 3,13

    Impostos a Recolher 200 2,08

    Passivo Exigvel a Longo Prazo 3.500 36,46

    Financiamentos 3.500 36,46

    Patrimnio Lquido 4.100 42,71

    Capital Social 3.000 31,25

    Reservas 1.100 11,46

    Demonstrao do Resultado do Exerccio

    ( $ mil ) %

    Receita Operacional Bruta 16.200 100,00

    ( - ) Impostos sobre Faturamento 3.100 -19,14

    ( = ) Receita Operacional Lquida 13.100 80,86

    ( - ) Custo das Mercadorias Vendidas 5.700 -35,19

    ( = ) Lucro Operacional Bruto 7.400 45,68( - ) Despesas Comerciais 2.100 -12,96

    ( - ) Despesas Administrativas 1.100 -6,79

    ( - ) Despesas Gerais 600 -3,70

    ( - - ) Outras REC./Desp Operacionais +250 1,54

    ( - ) Despesas Financeiras 1.450 -8,95

    ( + ) Receitas Financeiras 50 0,31

    ( +/- ) Resultado da Correo Monetria -220 -1,36

    ( = ) Lucro Operacional Lquido 2.230 13,77

    ( +/- ) REC. / Desp. No Operacionais -280 -1,73

    ( = ) Lucro Antes do IR 1.950 12,04

    ( - ) Proviso IR e Contribuio Social 690 4,26

    ( = ) Lucro Lquido do Exerccio 1.260 7,78

    No Balano, verificamos o percentual que representa cadaconta, ou grupo de contas, em relao ao Ativo ou Passivo total. Damesma forma, na DRE faz-se a comparao de cada conta de custo,

    despesa ou subtotal com a Receita Operacional Bruta.

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    Assim, podemos avaliar a relevncia de cada conta ou grupoem relao aos valores totais da empresa.

    Com base nos demonstrativos da empresa Exemplo S.A.

    podemos responder s seguintes questes, entre outras:quais as contas mais significativas do Ativo? Clientes

    (36,46%) e Imobilizado (31,25%);

    quais as contas mais significativas do Passivo?Financiamentos L.P. (36,46%), Capital Social (31,25%);

    qual o percentual de custo embutido no faturamento daempresa? 35,19%;

    quanto representam as despesas administrativas nofaturamento da empresa? 6,79%.

    Anlise Horizontal

    A anlise horizontal efetuada tomando-se por base dois oumais exerccios financeiros - todos expressos em moeda constante eem valores monetrios da mesma data - com a finalidade de observara evoluo ou involuo dos seus componentes. Cumpre ressaltar que na anlise horizontal que podemos observar o comportamento dosdiversos itens do patrimnio e, principalmente, dos ndices,permitindo a anlise de tendncia.

    EMPRESA EXEMPLO S.A.

    BALANO PATRIMONIAL

    19 X 1 % 19 X 2 % 19 X 3 %

    ATIVO 9.600 100 10.100 105 11.300 118

    Ativo Circulante 5.000 100 4.200 84 4.500 90

    Caixa e Bancos 500 100 700 140 400 80

    Clientes 3.500 100 1.500 43 2.600 74

    Estoques 1.000 100 2.000 200 1.500 150

    Ativo Realizvel aLongo Prazo

    1.600 100 800 50 400 25

    Clientes Longo Prazo 1.600 100 800 50 400 25

    Ativo Permanente 3.000 100 5.100 170 6.400 213

    Imobilizado 3.000 100 5.100 170 6.400 213

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    PASSIVO 9.600 100 10.100 105 11.300 117

    Passivo Circulante 2.000 100 1.800 90 2.000 100

    Emprstimos 500 100 600 120 400 80

    Fornecedores 1.000 100 700 70 1.100 110

    Salrios a Pagar 300 100 300 100 400 133

    Impostos a Recolher 200 100 200 100 100 50

    Passivo Exigvel aLongo Prazo

    3.500 100 2.900 -83 2.100 60

    Financiamentos 3.500 100 2.900 83 2.100 60

    Patrimnio Lquido 4.100 100 5.400 132 7.200 175

    DRE ( $ mil ) 19 x 1 % 19 x 2 % 19 x 3 %

    Re c ei t a O p e r a c . B r u t a 16.200 100 18.300 112 26.400 163

    ( - ) Imposto sobreFaturamento

    3.100 100 3.500 112 5.200 168

    ( = ) ReceitaOperacional Lquida

    13.100 100 14.800 112 21.200 162

    ( - ) Custo Mercadorias

    Vendidas

    5.700 100 6.100 107 7.800 137

    ( = ) Lucro OperacionalBruto

    7.400 100 8.700 117 13.400 181

    ( - ) DespesasComerciais

    2.100 100 2.600 123 3.960 189

    ( - ) DespesasAdministrativas

    1.100 100 1.100 100 1.200 109

    ( - ) Despesas Gerais 600 100 700 116 800 114

    ( + ) Outras ReceitaOperacionais

    250 100 50 20 200 80

    ( - ) DespesasFinanceiras

    1.450 100 1.150 79 1.100 76

    ( + ) ReceitasFinanceiras

    50 100 80 160 70 140

    ( +/- ) Resultado daCorreo Monetria

    (220) 100 (140) 63 (80) 36

    ( = ) Lucro OperacionalLquido

    2.230 100 3.140 140 6.530 293

    ( +/- ) REC. / Desp.No Operacionais (280) 100 100 -35 (1.200) 429

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    ( = ) Lucro Antes do IR 1.950 100 3.240 166 5.330 273

    ( - ) Proviso para IR eContribuio Social

    690 100 1.130 163 1.860 270

    ( = ) Lucro Lquido doExerccio 1.260 100 2.100 167 3.470 275

    Com os demonstrativos estruturados da forma acima,podemos fazer diversas anlises comparativas, tanto da variao dosvalores de cada conta ou grupo de contas ao longo dos exerccios,quanto da variao dos ndices apresentados pela empresa nosperodos analisados.

    A anlise horizontal dos ndices possui a grande vantagem de

    dispensar a preocupao do analista quanto aos patamares deinflao no perodo considerado, uma vez que os ndices soresultados de comparaes de grandezas de uma mesma data.

    6. Indicadores Econmico-Financeiros

    Para o exame da situao econmico-financeira de umaempresa, com vista avaliao da sua capacidade, em termos deSEGURANA, LIQUIDEZ e RENTABILIDADE, o analista deve valer-se

    de Demonstrativos Financeiros de pelo menos trs exercciossucessivos, e deles extrair os diversos indicadores que lhe forneamas informaes desejadas.

    O objetivo da anlise definir no s o tipo de INDICADORES aserem utilizados, mas tambm a postura do analista.

    Ao proprietrio da empresa importa, fundamentalmente,detectar problemas e pontos fortes existentes para, a partir da,traar estratgia no sentido de corrigir as falhas ou aproveitar asoportunidades. J ao analista externo interessa saber da viabilidadeou no da aplicao de recursos na empresa. A tica do analista,pois, que determinar os caminhos a serem trilhados.

    Num emprstimo de capital de giro de curto prazo, porexemplo, o gerente de um banco - interessado basicamente noretomo seguro dos capitais emprestados - privilegiar os aspectos deLIQUIDEZ e SEGURANA. J em se tratando de emprstimo de longoprazo, o gerente dar, tambm, nfase capacidade de gerao delucro e eficincia operacional da empresa, ou seja, ao enfoque daRENTABILIDADE.

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    O principal instrumento utilizado para a anlise da situaoeconmico-financeira de uma empresa o ndice, ou seja, o resultadoda comparao entre grandezas.

    Os ndices estabelecem a relao entre contas ou grupo decontas dos Demonstrativos Financeiros, visando evidenciardeterminado aspecto da situao econmico-financeira de umaempresa. Os ndices, portanto, servem como termmetro naavaliao da sade financeira da empresa.

    Para melhor compreenso da influncia de cada indicador naanlise, faremos seu estudo em cinco grupos.

    ndices de Estruturaavaliam a segurana oferecida pela empresaaos capitais alheios e revelam sua poltica de obteno derecursos, bem como sua alocao nos diversos itens do Ativo;

    ndices de Liquidezmedem a posio financeira da empresa, emtermos de capacidade de pagamento;

    ndices de Rentabilidade avaliam o desempenho global daempresa, em termos de capacidade de gerar lucros;

    Indicadores de Prazos Mdios revelam a poltica de compra,estocagem e venda da empresa;

    Necessidade de Capital de Giro (NCG) mostra a carncia ou no

    de capital de giro da empresa.

    Apresentamos a seguir um exemplo de Balano e DRE, cujosdados serviro de base para o estudo dos ndices econmico-financeiros, j reclassificados em conformidade com o descritoanteriormente:

    Empresa: EXEMPLO S.A.

    BALANO PATRIMONIAL

    ATIVO 9600 PASSIVO 9600

    Ativo Circulante 5000 Passivo Circulante 2000

    Financeiro 500 Financeiro 500

    Caixa e Bancos 500 Emprstimos 500

    Cclico 4500 Cclico 1500

    Clientes 3500 Fornecedores 1000

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    Estoques 1000 Salrios a Pagar 300

    Impostos a Recolher 200

    Realizvel a Longo Prazo 1600 Passivo Exigvel a Longo Prazo 3500

    Clientes a Longo Prazo 1600 Financiamentos 3500

    Ativo Permanente 3000 Patrimnio Lquido 4100

    Imobilizado 3000 Capital 3000

    Reservas 1100

    Empresa: EXEMPLO S.A.

    DEMONSTRAO DO RESULTADO DO EXERCCIO

    Receita Operacional Bruta (ROB) 16.200

    Impostos sobre Faturamento (3.100)

    Receita Operacional Lquida (ROL) 13.100

    Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) (5.700)

    Lucro Operacional Bruto (LOB) 7.400

    Despesas Comerciais (2.100)

    Despesas Administrativas (1.100)

    Despesas Gerais (600)

    Outras Receitas Operacionais 250

    Despesas Financeiras (1.450)

    Receitas Financeiras 50

    Resultado da Correo Monetria (220)

    Lucro Operacional Lquido (LOL) 2.230

    Receitas/Despesas no Operacionais (280)Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) 1.950

    Proviso para IR e Contribuio Social 690

    Lucro Lquido do Exerccio (LL) 1.260

    Montante de Compras: $ 5.300

    6. ndices de Liquidez

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    Os ndices de Liquidezso medidas de avaliao da capacidadefinanceira da empresa em satisfazer os compromissos para comterceiros. Evidenciam quanto a empresa dispe de bens e direitos emrelao s obrigaes assumidas no mesmo perodo. Entre os ndices

    de Liquidez mais conhecidos esto a Liquidez Corrente, a LiquidezSeca e a Liquidez Geral. Cada um fornece informaes diferentessobre a situao da empresa.

    De maneira geral, define-se que QUANTO MAIOR a liquidez,MELHORser a situao financeira da empresa.

    Devemos ter em mente, no entanto, que um alto ndice deliquidez no representa, necessariamente, boa sade financeira. Ocumprimento das obrigaes nas datas previstas depende de umaadequada administrao dos prazos de recebimento e de pagamento.

    Assim, uma empresa que possui altos ndices de liquidez, masmantm mercadorias estocadas por perodos elevados, recebe comatraso suas vendas a prazo ou mantm duplicatas incobrveis naconta Clientes poder ter problemas de liquidez, ou seja, poder terdificuldades para honrar seus compromissos nos vencimentos.

    Liquidez Instantnea

    ACDISPON

    PC

    Liquidez Corrente

    AC

    PC

    A liquidez corrente um dos ndices mais conhecidos eutilizados na anlise de balanos. Indica quanto a empresa PODERdispor em recursos de curto prazo (disponibilidades, clientes,estoques etc.) para pagar suas dvidas circulantes (fornecedores,emprstimos e financiamentos de curto prazo, contas a pagar etc.).

    A Exemplo S.A. apresenta uma liquidez corrente de 2,5 ($5.000 / $2.000). Isto , a empresa poder dispor de $ 2,50 de AC

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    (bens e direitos de curto prazo) para cada $ 1,00 de PC (obrigaesde curto prazo).

    Liquidez Seca

    AC Estoques

    PC

    Este ndice uma medida mais rigorosa para avaliao daliquidez da empresa. Indica o quanto PODER dispor de recursoscirculantes, sem vender seus estoques, para fazer frente a suasobrigaes de curto prazo.

    A Exemplo S.A. apresenta uma liquidez seca de 2($ 4.000 /$2.000). Mesmo sem vender seus estoques, ela poder dispor de$2,00 para cada $l,00 de obrigao de curto prazo. Assim, nodepende da venda de estoques para liquidar seus compromissos.

    Se a liquidez seca for igual ou maior que 1, pode-se dizer quea empresa no depende da venda de estoques para saldar seuscompromissos de curto prazo. Por outro lado, quanto mais abaixo daunidade, maior ser a dependncia de vendas para honrar suasdvidas.

    Existem autores que propem outras frmulas para o clculoda liquidez seca. Uns recomendam comparar somentedisponibilidades e clientes com as obrigaes de curto prazo. Outrosusam excluir, alm dos estoques, todas as contas que norepresentam entrada efetiva de recursos na empresa (despesasantecipadas, impostos a compensar, adiantamentos a funcionrios,entre outros). Qalquer que seja a frmula utilizada, o importante que o analista tenha conscincia dos valores envolvidos e da relaoexpressa pelo ndice.

    Liquidez Geral

    AC + ARLP

    PC + PELP

    A LG uma medida da capacidade de pagamento de todo o

    passivo exigvel da empresa. O ndice indica o quanto a empresa

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    PODERdispor de recursos circulantes e de longo prazo para honrartodos os seus compromissos.

    A Exemplo S.A. apresenta uma Liquidez Geral de 1,2 [ ($5.000

    + $ 1600) / ($2.000 + $3.500)], ou seja, para cada $l,00 de dvidastotais a empresa poder dispor de $ 1,20 de recursos de curto elongo prazo.

    ndices de Estrutura Patrimonial

    Os ndices de estrutura patrimonial avaliam a SEGURANA quea empresa oferece aos capitais alheios e revelam sua poltica deobteno de recursos e de alocao dos mesmos nos diversos itens

    do Ativo.O Ativo de uma empresa financiado pelos capitais prprios

    (PL) e por capitais de terceiros (obrigaes). Quanto maior for aparticipao de capitais de terceiros nos negcios de uma empresa,maior ser o risco a que eles (terceiros) esto expostos.

    Na anlise de clientes do Banco so utilizados os seguintesndices:

    Relao entre as Fontes de

    Recursos

    RFR

    Endividamento Geral EG

    Composio das Exigibilidade CE

    Imobilizao do PatrimnioLiquido

    IPL

    Passivo Oneroso sobre AtivoTotal

    POSA

    Todos os ndices acima so interpretados como: QUANTO MAIOR,PIOR.

    Relaes entre as Fontes de Recursos (RFR)

    PC + PELP + REF

    X 100

    PL

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    Esse ndice estabelece a relao percentual entre os recursos

    de terceiros (PC + PELP + REF) e os recursos prprios (PL) aplicadosna empresa.

    Quando esse ndice for igual a 100%, estar indicando que oscapitais de terceiros so iguais aos capitais prprios; se o resultadofor maior que 100%, indicar a predominncia de capitais deterceiros e, quando o ndice for menor que 100%, mostrar que oscapitais prprios superam as obrigaes com terceiros.

    Assim, pode-se concluir que, quanto MENOR for a RFR, maiscapitalizada e, consequentemente, mais tranqila a situao daempresa.

    A anlise desse indicador por diversos exerccios mostra apoltica de obteno de recursos da empresa: est mantendo umamaior dependncia de capitais de terceiros ou est utilizandopredominantemente capitais prprios?

    A Exemplo S.A. apresenta uma RFR de 134% [ ($2.000 +$3.500) / $4100 x 100 ], ou seja, h predominncia de capitais deterceiros na empresa. Para cada $100 de capital prprio (PL), aempresa possui $134 de capitais de terceiros.

    Endividamento Geral (EG)

    PC + PELP

    X 100

    ATIVO

    Este ndice revela o grau de endividamento total da empresa.

    Expressa a proporo de recursos de terceiros financiando oAtivo e, complementarmente, a frao do Ativo que est sendofinanciada pelos recursos prprios.

    O Resultado de Exerccios Futuros no representa exigibilidadena definio legal. Para o setor imobilirio, entretanto, por fora dalegislao fiscal, essa rubrica abriga valores expressivos, podendoencobrir parte significativa do endividamento da empresa.

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    Recomenda-se, para esses casos, reclassificao da rubricapara o passivo exigvel a longo prazo.

    A anlise desse indicador por diversos exerccios mostra a

    poltica obteno de recursos da empresa. Isto , se a empresa vemfinanciando o seu Ativo predominantemente com recursos prprios oude terceiros e em que proporo.

    O endividamento de uma empresa pode apresentar as seguintessituaes:

    ATIVO

    PC

    PELP

    PL

    ATIVO

    PCPELP

    PL

    ATIVO

    PCPELP

    PL

    EG < 50%

    O endividamento

    Menor que o PL.

    H predominncia de

    Capitais prprios

    Investidos naempresa

    EG = 50%

    O ativo financiadoem

    Igual proporo por

    Recursos de terceirose

    Prprios.

    O PL igual s

    Exigibilidades.

    EG > 50%

    H p r e d om i nn c i a d e

    Capitais de terceiros

    Investidos na empresa.

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    ATIVO PASSIVO

    ATIVO

    P L n e g a t i v o

    PASSIVO

    EG = 100%

    A empresa no tem PL.

    Todo o Ativo financiado porrecursos de terceiros

    EG > 100%

    Passivo a descoberto.

    Insolvente.

    As obrigaes perante terceirossuperam o total de Ativo.

    Quanto menor for o endividamento, menor o risco que aempresa estar oferecendo aos capitais de terceiros. Entretanto,deve-se considerar que determinadas empresas convivem muito bemcom endividamento relativamente elevado, principalmente quando oendividamento tiver um perfil de longo prazo, ou quando o Passivo deCurto Prazo no for oneroso, mas fruto de uma adequadaadministrao de prazos de fornecedores.

    A Exemplo S.A. apresenta um EG de 57,29% [($2.000 +$3.500) / $9.600 x 100]. De onde se pode concluir:

    A empresa deve, a curto e/ou longo prazo, ocorrespondente a 57,29% de seu Ativo;

    H predominncia de capitais de terceiros na empresa;Dos recursos investidos no Ativo, 57,29% provm de

    terceiros (fornecedores, bancos etc.) e o restante (42,71%) sorecursos prprios (Patrimnio Liquido).

    A anlise da adequao deste ndice para a empresadepender, entre outros aspectos, de comparaes com os ndicesapresentados por outras empresas de mesmo setor econmico, datendncia demonstrada na anlise de diversos exerccios, dacomposio do endividamento (curto ou longo prazo) e, ainda, docusto financeiro dessas dvidas.

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    Composio das Exigibilidades (CE)

    PCX 100

    PC + PELP

    O ndice de CE uma medida da qualidade do passivo daempresa, em termos de prazos. Compara o montante de dvidas nocurto prazo com o endividamento total.

    Admite-se que, quanto mais curto o vencimento das parcelasexigveis, maior ser o risco oferecido pela empresa. De outra forma,empresas com endividamento concentrado no longo prazo,principalmente decorrente de investimentos efetuados, oferecem umasituao mais tranqila no curto prazo.

    A Exemplo S.A. apresenta uma CE = 36,36% [$2.000 /($2.000 + $3.500) x 100]. Ou seja, 36,36% do endividamento daempresa concentra-se no curto prazo. Ou, ainda, de cada $l00 dedvidas totais, $ 36 esto no Passivo Circulante.

    Imobilizao do Patrimnio Lquido (IPL)

    AP

    X 100

    PL

    O ndice exprime o quanto do Ativo Permanente da empresa financiado pelo seu Patrimnio Lquido, evidenciando, dessa forma, amaior ou menor dependncia de aporte de recursos de terceiros para

    manuteno de seus negcios.A correta administrao dos recursos de uma empresa

    pressupe um adequado "casamento" dos prazos das aplicaes dosrecursos com os prazos das fontes. Assim, convencionou-se dizer queo Ativo Permanente financiado pelo Patrimnio Lquido (pois sorecursos prprios que, tambm esto "permanentes" na empresa) oupor financiamentos de Longo Prazo.

    Em princpio, o ideal que as empresas imobilizem a menorparte possvel de seus recursos prprios. Assim, no ficaro na

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    dependncia de capitais alheios para a movimentao normal de seusnegcios.

    O analista deve atentar para os casos em que a empresa

    possui financiamentos de longo prazo para novos investimentos,como, por exemplo, expanso, relocalizao ou modernizao de seuparque. Nesses casos, o ndice IPL poder apresentar-se em nveismuito elevados. A poltica de obteno de fontes de longo prazo,porm, revela deciso administrativa correta dos empresrios. Talfato dever merecer comentrios do analista para melhor subsidiardeciso de crdito.

    A Exemplo S.A. apresenta uma IPL de 73,17% [ $3.000 /$4.100 x 100]. Isto indica que a empresa est imobilizando 73,17%de seu Patrimnio Lquido. Sobram, portanto, 26,83% de recursos

    prprios para aplicao no Ativo Circulante/Longo Prazo da empresa.Admitindo-se que o ndice de 73,17% seja elevado para esse

    tipo de empresa, deve-se observar, ento, se os Financiamentos deLongo Prazo ($ 3.500) esto financiando o Permanente a um custocompatvel com sua capacidade de gerar lucros.

    Passivo Oneroso sobre Ativo (POSA)

    PCF + PELP

    X 100

    ATIVO

    Este ndice mostra a participao das fontes onerosas de capitalno financiamento dos investimentos totais da empresa, revelando suadependncia a instituies financeiras. Estamos supondo que todoexigvel a longo prazo seja oneroso. Caso contrrio, dever ser feita aexcluso da parcela no-onerosa.

    Deve-se observar que, quanto maior for esse ndice, maioressero as despesas financeiras incorridas, influenciando o resultado doexerccio.

    Exemplo S.A. apresentou um POSA de 41,66% [($500 +$3.500) / $9.600 x 100]. Isto representa que 41,66% do Ativo estsendo por recursos onerosos de terceiros. A principio, um ndicebastante elevado. Entretanto, deve-se ponderar o custo financeiroincidente sobre os $3.500 de financiamentos a longo prazo, bemcomo sua finalidade. oportuno lembrar, tambm, que o analista

    sempre deve tomar um padro como referncia para anlise. Esses

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    padres so divulgados periodicamente atravs dos normativos dasInstituies Financeiras.

    ndices de Rentabilidade

    A partir desse momento, passaremos a utilizar, para a nossaanlise, no somente o Balano Patrimonial, mas tambm aDemonstrao de Resultado do Exerccio (DRE).

    Os ndices de rentabilidade tm por objetivo avaliar odesempenho final da empresa. A rentabilidade o reflexo daspolticas e das decises adotadas pelos seus administradores,

    expressando objetivamente o nvel de eficincia e o grau do xitoeconmico-financeiro atingido. Todos os ndices de Rentabilidadedevem ser considerados: QUANTO MAIOR, MELHOR.

    Os principais ndices de rentabilidade utilizados so:

    Rentabilidade do PatrimnioLquido

    RPL

    Margem Operacional de Lucro MOL

    Margem Liquida de Lucro MLRotao do Ativo RA

    Rentabilidade dos investimentos RI

    Rentabilidade do Patrimnio Lquido (RPL)

    Lucro Lquido

    X 100

    Patrimnio Lquido

    A RPL mede a remunerao dos capitais prprios investidos naempresa, ou seja, quanto foi acrescentado em determinado perodoao patrimnio dos scios. Do ponto de vista de quem investe numaempresa, este deve ser o ndice mais importante.

    A RPL permite, alm de avaliar a remunerao do capitalprprio, analisar se esse rendimento compatvel com outrasalternativas de aplicao. Um investidor, por exemplo, avaliando a

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    RPL, poder optar por uma aplicao no mercado financeiro em vezde aplicar numa empresa que est oferecendo baixa rentabilidade.

    Sempre que houver dados de dois demonstrativos

    consecutivos, deve-se utilizar a mdia do Patrimnio Lquido paracomparar com o Lucro Lquido, de forma a melhor traduzir arentabilidade do perodo, tendo em vista que o PL pode sofreralteraes durante o exerccio, tais como: aumento de capital,distribuio de dividendos, sada de scios etc.

    A empresa Exemplo S.A. apresentou uma RPL de 30,73%[($1.260/ $4.100) x 100]. Isto significa que os scios obtiveram umaremunerao de 30,73%, no perodo, sobre o capital investido naempresa.

    Margem Operacional de Lucro (MOL)

    Lucro Operacional Lquido

    X 100

    Receita Operacional Lquida

    A MOL uma medida de lucratividade das vendas (lucro sobreas vendas). Esta no entanto, avalia o ganho operacional da empresa(resultado antes das receitas e despesas no operacionais) emrelao a seu faturamento. A MOL representa a capacidade daempresa em gerar resultado com suas vendas.

    A Exemplo S.A. apresenta uma MOL de 17,02% [($2.230 /$l3.100) x 100]. Ou seja, a empresa obteve 17,02% de lucrooperacional sobre seu faturamento.

    Margem Lquida de Lucro (ML)

    Lucro Lquido

    X 100

    Receita Operacional Lquida

    A exemplo do ndice anterior, margem lquida (ML) umamedida da lucratividade obtida pela empresa. Este ndice reflete oganho lquido da empresa em cada unidade de venda.

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    A Exemplo S.A. apresentou uma ML de 9,62% [ ($l.260 /$l3.100) x 100]. Ou seja, a margem liquida sobre as vendas eqivalea 9,62%.

    Rotao do Ativo (RA)

    Receita Operacional Lquida

    Ativo Total

    Embora no seja um ndice essencialmente de rentabilidade, oestudo da rotao ou "giro" do Ativo constitui-se num aspectoimportante para o entendimento da rentabilidade do investimento.

    Este ndice indica quantas vezes girou, durante o perodo, oAtivo Total da empresa. Em outras palavras, comparando ofaturamento do perodo com o investimento total, indica quantasvezes a empresa conseguiu "vender o seu Ativo".

    Sempre que houver dados de dois demonstrativosconsecutivos deve-se utilizar a mdia do Ativo Total para compararcom as Vendas (ROL).

    A Exemplo S.A. apresentou uma RA de 1,36 ( $13.100 /$9.600 ). Ou seja, a empresa vendeu durante o perodo o equivalentea 1,36 vezes o valor de seu Ativo.

    Rentabilidade dos Investimentos (RI)

    Lucro Operacional Lquido

    X 100Ativo Total

    Tambm conhecida como Taxa de Retorno dos Investimentos(TRI ) ou Poder de Ganho da Empresa (PGE).

    Esse ndice reflete o quanto a empresa est obtendo deresultado em relao aos seus investimentos totais.

    A rentabilidade dos Investimentos pode ser estudada dediferentes formas. Aqui optamos por utilizar a frmula acima por

    entendermos o que melhor representa o poder de ganho da empresa

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    aos vrios exerccios, j que no inclui as receitas/despesas nooperacionais (que so eventuais).

    Sempre que houver dados de dois demonstrativos

    consecutivos, deve-se utilizar o Ativo Total mdio para compararcom o Lucro Operacional.

    Exemplo S.A. apresentou uma RI de 23,23% [($2.230 /$9.600] x 100] ou seja, o Lucro Operacional do exerccio representa23,23% do total da empresa.

    Deve ser obtida, tambm, pela conjugao da MOL (MargemOperacional de Lucro) e da RA (Rotao do Ativo) que podem causar,separadamente ou em conjunto, variaes na rentabilidade.

    Conjugando os dois indicadores, teremos:

    MOL X RA = RI

    17,02 % X 1,36 = 23,15%

    Indicadores de Prazos Mdios

    Os indicadores de Prazos Mdios, tambm conhecidos comondices de atividade, indicam a dinmica de algumas verbas dopatrimnio, isto , quantos dias elas levam para girar durante oexerccio (Rotao). No devem ser analisados individualmente, mas

    sempre em conjunto.A anlise dos Prazos Mdios constitui importante instrumento

    para se conhecer a poltica de compra e venda adotada pela empresa.A partir dela pode-se constatar a eficincia com que os recursos estosendo administrados (Duplicatas a Receber, Estoques eFornecedores).

    Todos os indicadores de prazos mdios pressupem que osvalores utilizados como numerador (estoques, clientes efornecedores) no sofrem grandes alteraes durante o exerccio.Assim, por exemplo, se a conta estoques apresenta o valor de

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    $300,00 no Balano, pressupe-se que a empresa mantm umestoque mdio desse valor durante o exerccio.

    Os prazos mdios comumente utilizados so:

    Prazo Mdio de Compras PMC

    Prazo Mdio de Estoques PME

    Prazo Mdio deRecebimentos

    PMR

    Ciclo 0peracional CO

    Ciclo Financeiro CF

    Prazo Mdio de Compras (PMC)

    Fornecedores

    X 360

    Montante de Compras

    O PMC exprime o prazo que a empresa vem obtendo de seusfornecedores para pagamento das compras de matrias-primas e/ oumercadorias.

    Assim, podemos dizer que Prazo Mdio de Compras onmero de dias que decorre, em mdia, entre a compra e orespectivo pagamento.

    Quanto maior for o PMC melhor ser a situao da empresa,pois estar financiando o seu giro com recursos no onerosos.

    Sempre que houver dados de dois demonstrativos

    consecutivos, deve-se utilizar a mdia da conta Fornecedores paracomparar com montante de compras (MC). Caso no fornecido omontante de compras, este valor poder ser estimado da seguinteforma :

    IMC = CPV + Estoque Final - Estoqueinicial

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    A Exemplo S.A. apresenta um PMC de 68 dias[($1.000/$5.300) x 360] = 67,92, ou seja, em mdia, a empresaest pagando seus fornecedores com 68 dias de prazo.

    Prazo Mdio de Estoques (PME)

    Estoques

    X 360

    Custo dos Produtos Vendidos

    Exprime o nmero de dias, em mdia, em que os estoques sorenovados (ou vendidos).

    Assim, Prazo Mdio de Estoques o nmero de dias quedecorre, em mdia, entre a compra e a venda ou, tambm, o nmerode dias, em mdia, em que os estoques ficam parados na empresa.Considera-se ideal que os estoques girem o mais rpido possvel.

    Sempre que houver dados de dois demonstrativosconsecutivos deve-se utilizar a mdia da conta Estoques paracomparar com o Custo dos Produtos Vendidos.

    A Exemplo S.A. apresenta um PME de 63 dias [$1.000 /$5.700 x 360 = 63,15]. Isto , a empresa, em mdia, mantm a

    mercadoria em estoque por 63 dias at a venda.

    Prazo Mdio de Recebimentos (PMR)

    Clientes

    X 360

    Receita Operacional Bruta

    Exprime o prazo mdio de recebimentos das vendas totais daempresa, indicando o tempo decorrido entre a venda de seusprodutos e o efetivo ingresso de recursos. O ideal que orecebimento das vendas se efetue no menor prazo possvel.

    Sempre que houver dados de dois demonstrativosconsecutivos, deve-se utilizar a mdia da conta Clientes paracomparar com as Vendas (Receita Operacional Bruta - ROB).

    Deve-se ter em mente, tambm, que no valor de Clientesdevero estar contidos os crditos de curto e longo prazo. No caso daReceita Operacional Bruta, devero ser descontados os valores

    referentes s Devolues ocorridas no perodo.

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    A Exemplo S.A. apresenta um PMR de 113 dias [(($3.500 +1600) / $16.200) x 360]= 113. Ou seja, a empresa vende parareceber, em mdia, aps 113 dias.

    Ciclo Operacional (CO)

    PME+PMR

    Indica o tempo decorrido entre o momento em que a empresaadquire as matrias-primas/mercadorias e o momento em que recebe

    o dinheiro relativo s vendas.

    Graficamente, assim pode ser representado:

    CICLO OPERACIONAL

    COMPRA VENDE RECEBE

    PME = 63 dias + PMR = 113dias = 176 dias

    0 30 60 90 120 150 180

    dias

    Ciclo Financeiro (CF)

    PME + PMR - PMC ou CO PMC

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    o tempo decorrido entre o instante do pagamento aosfornecedores pelas mercadorias adquiridas e o recebimento pelas

    vendas efetuadas. o perodo em que a empresa necessita ou no definanciamento complementar do seu ciclo operacional.

    CICLO OPERACIONAL 176DIAS

    Compra VendeRecebe

    PME = 63 d PMR = 113 d

    PMC = 68 d Ciclo Financeiro = 108 d

    Compra Paga

    A diferena entre Ciclo Operacional (PME + PMR) e o PrazoMdio de Compras (PMC) o "Ciclo Financeiro" e corresponde aoperodo de tempo entre o pagamento ao fornecedor e o momento emque a empresa recebe do cliente o dinheiro das vendas.

    Para este perodo (Ciclo Financeiro), a empresa precisaconseguir financiamento complementar. Normalmente o CicloFinanceiro financiado:

    a)pelo capital prprio;

    b)por recursos de terceiros, onerosos.

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    A boa gesto empresarial revela-se muito pela competncia naadministrao dos prazos mdios, expressos finalmente atravs doCiclo Financeiro.

    Exemplo S.A. apresentou um CF de 108 dias [PME (63) + PMR113 - PMC ( 68)]. Isto significa que a empresa paga seusfornecedores 68 dias aps a compra e somente 108 dias aps essepagamento receber o valor da venda a seus clientes. Para financiarseus clientes por 108 dias a empresa poder, ento, utilizar-se derecursos prprios ou recorrer a desconto de duplicatas ou outrosemprstimos para capital de giro.

    Capital de Giro (CG)

    O capital de giro - ou capital em giro - de uma empresacorresponde aos valores aplicados em seu Ativo Circulante.

    A empresa compra mercadorias, estoca, vende e recebe.Repetindo esse ciclo permanentemente, ela mantm o giro dosnegcios.

    Existem, no entanto, diversas utilizaes para a terminologiado CDG, dependendo do autor e do conceito abordado.

    As Instituies Financeiras usam a expresso CDGpara definir

    o Capital de Giro Lquido. Isto , o Ativo Circulante (recursosaplicados no giro) deduzido do Passivo Circulante (fontes de recursospara o giro).

    CG = Ativo Circulante - Passivo Circulante

    ou ainda:CDG = (PL + REF + PELP) - (AP + ARLP)

    O CDG da empresa Exemplo S.A. pode ser definido por:

    CDG = 5.000(AC) - 2.000(PC) = 3.000

    ou

    CDG = (4.100 + 3.500) - ( 3.000 + 1.600) = 3.000

    ( PL + PELP) - ( AP +ARLP)

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    7. Necessidade de Capital de Giro (NCG) ou InvestimentoOperacional em Giro (IOG)

    NCG a diferena entre as aplicaes cclicas (Ativo CirculanteCclico - ACC) e as fontes cclicas (Passivo Circulante Cclico - PCC),que se renovam automaticamente no dia-a-dia. As aplicaes cclicasso valores do Ativo financiados pela empresa at sua realizao. Asfontes cclicas so valores exigveis, financiados por terceiros ligados rea operacional. O ideal seria que a empresa utilizasse osfinanciamentos de terceiros para cobrir suas aplicaes.

    Quando isso no acontece, h necessidade de se recorrer afontes no diretamente ligadas atividade.

    A anlise da Necessidade de Capital de Giro - NCG enfoca ociclo operacional do sistema empresa, tendo como referencial depesquisa os demonstrativos financeiros. A nfase recai sobre asfontes e aplicaes cclicas.

    NCG=ACC-PCC

    Essas fontes e aplicaes esto intimamente ligadas s atividades daempresa e ocorrem de forma espontnea e natural.

    Aplicaes Cclicas - ACC

    o somatrio das contas:

    duplicatas a receber (menos proviso para devedores duvidosos);

    estoque (matria-prima, produtos em elaborao e produtosacabados);

    adiantamentos a fornecedores;

    mercadorias em trnsito;

    importaes em curso (de matria-prima);

    despesas antecipadas.

    Fontes Cclicas PCC

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    Corresponde ao somatrio das contas:

    fornecedores (de matria-prima/mercadorias);

    salrios a pagar; comisses a pagar;

    encargos sociais a recolher (INSS, FGTS);

    imposto de renda retido na fonte (sobre a folha de pagamento);

    contas a pagar (referentes a despesas operacionais: gua, energiaeltrica, aluguel, telefone etc.);

    adiantamento de clientes;

    impostos a pagar.

    Analisando a diferena entre as aplicaes cclicas e as origensde recursos cclicos no quadro anterior, tem-se as seguintessituaes:

    Quando POSITIVA, significa que a empresa apresentaNecessidade de Capital de Giro, que dever ser obtido junto a seus

    proprietrios ou junto a terceiros (onerosos).Quando NEGATIVA, significa que a empresa dispe de sobra

    de recursos para o giro, que poder ser destinada a aplicao nomercado financeiro.

    Tipos de NCG

    A NCG ou IOG pode apresentar-se de duas maneiras:

    Permanente;

    Sazonal.

    NCG ou IOG Permanente - prprio de empresas cujo nvel deatividade de produo e vendas distribudo com certahomogeneidade ao longo do ano.

    NCG ou IOG Sazonal - caracterstico das empresas com forteconcentrao de atividades em certas pocas do ano. o caso dasempresas que produzem brinquedos, artigos juninos, natalinos, entreoutras.

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    O conhecimento do tipo de NCG das empresas importante namedida em que oferece ao Banco subsdios para realizao denegcios.

    Fontes de Cobertura da NCG

    Vimos h pouco que a empresa com NCG negativa nonecessita de financiamento bancrio. Ao contrrio, indicativo desobra de recursos para aplicar no mercado financeiro, caso no tenhaoptado por investimentos no Ativo Permanente ou distribuio delucros.

    Quando a NCG positiva, entretanto, a empresa tem de

    buscar recursos prprios ou de terceiros (onerosos) paracomplementar seu capital de giro.

    Essas fontes podem ser:

    Fonte Onerosa - o que caracteriza essa fonte o custofinanceiro dos recursos alocados no giro. Geralmente, a empresarecorre a bancos para financiar essa parcela da NCG. H que se terpresente que eventuais parcelas lanadas inicialmente em "fontescclicas" podero ser reclassificadas como "onerosas". o caso, por

    exemplo, de tributos e impostos no pagos nas datas certas. A partirda, h incidncia de correo, juros e multa, descaracterizando, porconseguinte, sua condio de "natural e espontnea".

    Fonte Operacional- No decorrer do exerccio social podem edevem - acontecer lucros. Esses lucros vo sendo incorporados conta Caixa, quando do recebimento das vendas e,consequentemente, agregando-se ao giro dos negcios da empresa,constituindo-se fonte operacional de financiamento da NCG. Essafonte operacional constituda pelo Lucro Lquido do Exerccio,

    acrescido ou diminudo das receitas ou despesas no monetrias (Ex.: depreciao, provises), como veremos a seguir:

    GERAO INTERNA DE RECURSOS

    Exerccios X X X

    Contas 1 2 3

    LUCRO LQUIDO DO EXERCCIO

    ( + ) ( - ) Saldo da Correo Monetria

    ( + ) ( - ) Resultado Equivalncia Patrimonial

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    ( + ) Depreciao Amortizao Exausto

    ( + ) Variaes Monetrias Passivas

    ( - ) Variaes Monetrias Ativas

    ( + ) Proviso para imposto de Renda

    ( + ) Provises e Reservas

    ( + ) ( - ) Outras

    GERAO INTERNA DE RECURSOS

    Saldo da correo monetria - representa fato econmico queafeta o resultado, embora no corresponda, no momento da suacontabilizao, entrada ou sada de recursos do caixa. Senegativo na DRE, deve ser somado ao lucro (no quadro acima); se

    positivo, deve ser subtrado. Resultado da equivalncia patrimonial- representa fato econmico

    decorrente do ajuste das aplicaes da empresa no patrimnio deinterligadas. Igualmente, no representa entrada ou sada efetivade recursos do caixa. Apenas registra o reconhecimento de ganhosou perdas obtidas em outras empresas. Se negativo, deve sersomado; se positivo, deve ser subtrado.

    Depreciao/ amortizao/ exausto- as despesas de depreciao,exausto ou amortizao de bens e direitos do Ativo afetam o

    resultado da empresa. No representam sada efetiva de recursosdo caixa e devem, portanto, ser somadas ao Lucro.

    Variaes monetrias ativas/passivas - as variaes monetriascorrespondem variao cambial ou correo monetria devalores a receber e emprstimos a pagar registrados no longoprazo, desde que no tenha ocorrido entrada ou sada efetiva derecursos do caixa. As variaes ativas devem ser deduzidas noclculo da Gerao Interna de Recursos e as variaes passivas,somadas.

    Exemplo:

    Emprstimo de Longo Prazo $ 3.000

    Juros do Perodo: $ 360 (despesa financeira)

    Correo Monetria do

    Emprstimo (capitalizada):

    $ 1.500 (variao monetriapassiva)

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    O valor da correo monetria ($ 1.500) ser, neste caso,somado ao Lucro do Exerccio, pois no representa sada de recursosda empresa.

    Proviso para imposto de Renda - essa proviso afeta o LucroLquido da empresa no perodo em questo, mas somente serdesembolsada durante o perodo seguinte. Portanto, deve seradicionada.

    Efeito Tesoura

    O Efeito Tesoura um indicador que evidencia o descontroleno crescimento das fontes onerosas de recursos no curto prazo.

    Ocorre quando o Saldo de Tesouraria apresenta-se cada vez maisnegativo a cada exerccio, variando em nveis superiores aocrescimento da NCG.

    Saldo de Tesouraria

    O ST obtido pela diferena entre as contas de AtivoCirculante e de Passivo Circulante que no guardam relao com aatividade operacional da empresa.

    revelado pelas equaes:

    ST = ACF PCF Ou ST = CDG - NCG

    Saldo de tesouraria positivo significa que a empresa temdisponibilidade de recursos que podero ficar aplicados no mercadofinanceiro e utilizados a qualquer momento com aproveitamento deoportunidades negociais.

    Se negativo, demonstra dependncia de fontes onerosas derecursos de curto prazo.

    Saldo de tesouraria que, perodo aps perodo, se revelecrescentemente negativo evidencia que a empresa caminha para ainsolvncia ou overtrade. importante observar que o fato isolado deo saldo de tesouraria ser negativo no preocupante. Grave a

    tendncia.

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    Portanto, o Efeito Tesoura conseqncia de saldo detesouraria (ST) cada vez mais negativo, variando em proporosuperior NCG. A tendncia dada pela relao [ ST / NCG], sendoque a NCG dever ser considerada sem o seu sinal (+/-).

    Resultado decrescente evidencia que a empresa recorre, cadavez mais, a emprstimos onerosos de curto prazo.

    Para melhor avaliar o Efeito Tesoura, deve-se observar ocomportamento do indicador em diversos perodos.

    O ndice [(NCG /vendas) X 360] indica a NCG em dias devenda. Em outras palavras, indica quantos dias a empresa precisavender (faturar) para obter os recursos complementares necessriosao seu capital de giro (a NCG).

    Para melhor compreenso desse assunto, apresentamos, paraanlise, dois exemplos.

    Exemplo 1:

    A empresa Yapresenta os seguintes nmeros nos ltimos cincoexerccios

    ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 an