Revista InterBuss - Edição 87 - 25/03/2012

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REVISTA INTERBUSS INTERBUSS REVISTA ANO 2 • Nº 87 25 de Março de 2012 ENQUANTO UMAS AVANÇAM, OUTRAS RETROCEDEM Em meio à onda de “mobilidade urbana” no Brasil, cidades como Curitiba dão exemplos. Já outras, como Maringá, retrocedem, discutindo o fim de faixas preferenciais ENQUANTO UMAS AVANÇAM, OUTRAS RETROCEDEM
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  • Corretoras acreditam queencarroadora caxiense leva vantagem na concorrncia

    REVISTAINTERBUSSINTERBUSSREVISTA

    ANO 2 N 87 25 de Maro de 2012

    ENQUANTOUMASAVANAM,OUTRASRETROCEDEM

    Em meio onda demobilidade urbana no Brasil, cidades comoCuritiba do exemplos. J outras, como Maring, retrocedem, discutindo o fim de faixas preferenciais

    ENQUANTOUMASAVANAM,OUTRASRETROCEDEM

  • UMA HISTRIA SE CONSTRI COM MUITO TRABALHO.

    REVISTA INTERBUSS 2 ANOS.

    UMA EDIO HISTRICA, COM MATRIAS QUE MOSTRARO O TRABALHO DE QUEM FAZ UMBRASIL CADA VEZ MELHOR.

  • UMA HISTRIA SE CONSTRI COM MUITO TRABALHO.

    REVISTA INTERBUSS 2 ANOS.

    UMA EDIO HISTRICA, COM MATRIAS QUE MOSTRARO O TRABALHO DE QUEM FAZ UMBRASIL CADA VEZ MELHOR.

    EM BREVE.

  • | As Fotos da Semana

    B E M - V I N D O S R E V I S T A I N T E R B U S SNESTA EDIO: 28 PGINAS

    | A Semana Revista

    Comisso deViao da Cmara rejeita proposta que pedia velocmetroProposta previa que as empresas de nibus instalassem em seus veculos visores que indicam em temporeal a velocidade do veculo 08 Vejam seis fotos que esto na atualizao desta semana e as imagenspostadas nas redes sociais e outros sites especializados! 24

    | A Semana Revista

    Empresas de So Jos do Rio Preto mantm nibus novos guardadosSegundo as empresas, a prefeitura ainda no deu autorizaopara a circulao dos mesmos 07

    Galeria do Portal InterBuss atualizada com 210 fotos

    CORREDORESEM XEQUE

    Pgina 12

    Enquanto algumas cidades esto investindo emcorredores e faixas exclusivas ou preferenciais para nibus,

    cidades como Hortolndia e Maring vo na contramo

    CORREDORESEM XEQUE

  • ANO 2 N 87 DOMINGO, 25 DE MARO DE 2012 1 EDIO - 01h17 (D)

    COLUNISTAS Jos Euvilsio Sales BezerraNovidades nas ruas de So Paulo 26

    A SEMANA REVISTAAs notcias da semana no setor de transportes 7

    EDITORIALManuteno fundamental 6

    SEU MURALA seo especial do leitor 18

    COLUNISTAS Marisa Vanessa N. CruzA padronizao de pintura de SP h 30 anos 19

    AS FOTOS DA SEMANAAs fotos que foram destaque na semana 24

    | Nosso Transporte

    O humoristaChico Anysio e sua histria na empresa de nibus do paiAdamo Bazani conta a histria do mestre do humor, que faleceu aos 80 anos na ltima sexta-feiraaps internao de 110 dias 22

    DEU NA IMPRENSAAs notcias da imprensa especializada 16

    Obs: O Dirio de Bordo e a coluna de Marisa Vanessa N. Cruz,excepcionalmente, no so publicados nesta edio.

    SEGURANA NO TRABALHOMarcopolo compra caminho de bombeiros 20

    | Deu na Imprensa

    Cummins irfornecer Arla32 Ford Caminhes do BrasilFludo ser distribudo em gales de 10 e 20 litros sob a marcaMotorcraft. Consumo de 5% 17

    PSTERMarcopolo Paradiso G7 14

    Emerson Henrique Silvrio

    COLUNISTAS Adamo BazaniChico Anysio e a empresa de nibus de seu pai 22

    Pgina 12

    Enquanto algumas cidades esto investindo emcorredores e faixas exclusivas ou preferenciais para nibus,

    cidades como Hortolndia e Maring vo na contramo

  • Uma publicao da InterBuss Comunicao Ltda.

    DIRETOR-PRESIDENTE / EDITOR-CHEFELuciano de Angelo Roncolato

    JORNALISTA RESPONSVELAnderson Rogrio Botan (MTB)

    EQUIPE DE REPORTAGEMFelipe de Souza Pereira, Tiago de Grande, Luciano de Angelo Roncolato, Chailander de Souza Borges, Ander-son Rogrio Botan, Guilherme Rafael

    EQUIPE FIXA DE COLUNISTASMarisa Vanessa Norberto da Cruz, Jos Euvilsio Sales Bezerra, William Gimenes, Adamo Bazani, Thiago Bo-nome, Luciano de Angelo Roncolato e Fbio Takahashi Tanniguchi

    REVISOFelipe Pereira eLuciano de Angelo Roncolato

    ARTE E DIAGRAMAOLuciano de Angelo Roncolato

    AGRADECIMENTOS DESTA EDIOAgradecemos a Marcopolo pelas informaes referente ao novo caminho de bombeiros da empresa, e ao E-merson Henrique Silvrio pelo envio do pster.

    SOBRE A REVISTA INTERBUSSA Revista InterBuss uma publicao semanal do site Portal InterBuss com distribuio on-line livre para todo o mundo.Seu pblico-alvo so frotistas, empresrios do setor

    de transportes, gerenciadores de trnsito e sistemas de transporte, poder pblico em geral e admiradores e entusiastas de nibus de todo o Brasil e outros pases.

    Todo o contedo da Revista InterBuss provenientes de fontes terceiras tem seu crdito dado sempre ao fi-nal de cada material. O material produzido pela nossa equipe protegido pela lei de direitos autorais e sua reproduo autorizada aps um pedido feito por es-crito, e enviado para o e-mail [email protected] As fotos que ilustram todo o material da revista so de autoria prpria e a reproduo tambm autor-izada apenas aps um pedido formal via e-mail. As ima-gens de autoria terceira tm seu crdito disponibilizado na lateral da mesma e sua autorizao de reproduo deve ser solicitada diretamente ao autor da foto, sem interferncia da Revista InterBuss. A impresso da re-vista para fins particulares previamente autorizada, sem necessidade de pedido.

    PARA ANUNCIAREnvie um e-mail para [email protected] ou ligue para (19) 9483-2186 e converse com nosso setor de publicidade. Voc poder anunciar na Revista InterBuss, ou em qualquer um dos sites parceiros do grupo InterBuss, ou at em nosso site principal. Temos diversos planos e com certeza um deles se encaixa em seu oramento. Consulte-nos!

    PARA ASSINARPor enquanto, a Revista InterBuss est sendo disponibi-lizada livremente apenas pela internet, atravs do site www.portalinterbuss.com.br/revista. Por esse motivo, no possvel fazer uma assinatura da mesma. Porm, voc pode se inscrever para receber um alerta assim que a prxima edio sair. Basta enviar uma mensagem

    para [email protected] e faremos o ca-dastro de seu e-mail ou telefone e voc ser avisado.

    CONTATOA Revista InterBuss um espao democrtico onde todos tm voz ativa. Voc pode enviar sua sugesto de pauta, ou at uma matria completa, pode enviar tambm sua crtica, elogio, ou simplesmente conver-sar com qualquer pessoa de nossa equipe de colunistas ou de reprteres. Envie seu e-mail para [email protected] ou [email protected] Procuramos atender a todos o mais rpido possvel.

    A EQUIPE INTERBUSSA equipe do Portal InterBuss existe h nove anos, desde quando o primeiro site foi ao ar. De l pra c, tivemos grandes conquistas e conseguimos contatos com os mais importantes setores do transporte nacional, sem-pre para trazer tudo para voc em primeira mo com responsabilidade e qualidade. Por conta disso, algumas pessoas usam de m f, tentando ter acesso a pessoas e lugares utilizando o nome do Portal InterBuss, falando que de nossa equipe.Por conta disso, instrumos a todos que os integrantes oficiais do Portal e Revista InterBuss so devidamente identificados com um crach oficial, que informa o nome completo do integrante, mais o seu cargo den-tro do site e da revista. Qualquer pessoa que disser ser da nossa equipe e no estiver devidamente identifi-cada, no tem autorizao para falar em nosso nome, e no nos responsabilizamos por informaes passa-das ou autorizao de entradas dadas a essas pessoas. Qualquer dvida, por favor entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (19) 9483.2186, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia.

    Frequentemente as empresas de nibus fazem renovao de suas frotas, ofe-recendo mais conforto e um melhor servio para seus clientes. O objetivo tambm di-minuir os custos de manuteno, pois nibus mais antigos tendem a quebrar mais, causan-do mais gastos. Porm, em algumas cidades no bem isso o que vem acontecendo. sabido que a manuteno de uma frota fundamental para evitar quebras. Al-gumas empresas mantm seus veculos im-pecavelmente limpos e arrumados e dificil-mente v-se esses veculos quebrados pelas ruas, mesmo que mais antigos. Em compen-sao, em outras empresas veculos recm-comprados constantemente sofrem quebras, prejudicando o trnsito e os passageiros. H dois fatores que podem justifi-car essas atitudes: funcionrios desprepara-dos ou falta de manuteno. Os nibus esto cada vez mais modernos, equipados com diversos dispositivos que melhoram a dirigi-bilidade e o conforto dos passageiros, porm para operar um veculo equipado com esses itens necessrio um treinamento bsico.

    Geralmente as montadoras dos chassis de nibus com esses itens especiais oferecem o treinamento aos motoristas que vo operar tais carros. Na Itaja Transportes da cidade de Campinas, no interior de So Paulo, houve um treinamento intensivo com alguns motoristas para a operao de nibus biartic-ulados comprados pela empresa. Atualmente so quatro veculos que circulam pelas ruas da cidade nas horas de pico de segunda sexta, e apenas os motoristas treinados so escalados para operarem tais veculos. O que mais se v em empresas mui-to grandes que no cuidam de suas frotas motoristas serem escalados para conduzirem veculos que no sabem operar, ou que no esto acostumados. Isso ruim pois apesar de haver um movimento de padronizao de frotas em diversas empresas, sempre h veculos diferentes. Por exemplo: comum em uma grande empresas ter veculos com mais de dez anos de uso, j com uma dirigib-ilidade mais fcil e que exige menos esforo e conhecimento tcnico do motorista. Esse mesmo motorista pode ser escalado para

    A manteno de nibus antigos e a quebra de nibus novos

    A N O S S A O P I N I O| Editorial conduzir um nibus com piso rebaixado e

    vrios outros recursos eletrnicos de aces-sibilidade e conforto, porm ele no trei-nado para essa conduo. dessa forma que o motorista pega o carro e faz a conduo da mesma forma que fazia no veculo antigo, o que no poderia acontecer. Mais tarde, o carro pode acabar travando e prejudicando a todos. A falta de manuteno de frotas antigas tambm um fato que deveria ser olhada de outra forma pela direo das em-presas. Como que pode uma empresa ter um veculo ano 1995, por exemplo, em ex-celente estado, e outra ter um nibus idn-tico, do mesmo ano, e quebrar todos os dias? Muita gente reclama que os nibus anti-gos eram mais bem feitos e mais durveis, porm eram mais pesados, o que acabava causando um gasto maior de combustvel. Hoje, os veculos so acabados mais rpidos e so mais leves, mas a manuteno deve ser mais intensiva para que a conservao do mesmo no seja prejudicada. possvel ter nibus antigos em bom estado desde que haja a conservao do mesmo. O que no pode acontecer nibus novos quebrarem costumeiramente, deixando muita gente na mo todos os dias. As empresas deveriam olhar melhor para esse lado e verificar se o erro est na equipe de manuteno, ou na de motoristas.

    REVISTAINTERBUSS Expediente

  • Dirio de S. [email protected] Os micro-nibus da Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati esto encostados nas garagens das empresas. Eles no entram em circulao desde os primeiros dias da im-plantao do novo sistema de transporte co-letivo urbano da Prefeitura de Rio Preto, que comeou em novembro. No total, segundo o edital de con-cesso do transporte pblico, 59 micro-ni-bus (frota operacional), 48 da Santa Luzia e 11 da Itamarati deveriam operar pelas ruas da cidade. Com a frota reserva, o nmero de mininibus sobe para 65 (53 da Santa Luzia e 12 da Itamarati). 2.065 passageiros podem ser transportados nos 59 micro-nibus, que tem 35 assentos cada. A retirada deles das ruas pode im-plicar desde advertncia por escrito at paga-mento de multa por caracterizar penalizao gravssima, segundo o edital. Caso 20% ou mais da frota no entre em circulao por mais de 24 horas, sem justificativa, as empre-sas passam a ficar em desacordo com o artigo 11 do Anexo 7 do edital. No total, o transporte coletivo de Rio Preto deveria ter 217 carros nas ruas, porm, sem os 59 micro-nibus, 27,1% da frota es-to fora das ruas. A Circular Santa Luzia tem 31,7% de sua frota encostada. A Expresso Itamarati est com 16,7 % dos veculos fora de circulao, o que livra a empresa de multas. O BOM DIA questio-nou as empresas, por meio de suas assessorias de imprensa, quantos nibus circulam todos os dias a fim de saber se h mais carros nor-mais em circulao para compensar a falta de micro-nibus. A resposta foi de que o quest-ionamento deveria ser feito prefeitura, que respondeu que somente as empresas podem divulgar os nmeros. Reclamao - As pessoas que usam o transporte de Rio Preto sentiram a diferena

    Divulgao

    So Jos do Rio Preto

    nas modificaes no sistema de transporte de novembro para c. Para o auxiliar de cozinha, Carlos Feliciano, os micro-nibus, no incio, ajudavam a diminuir o nmero de passage-iros e o tempo de viagem. No final de semana eu espero circu-lar por 40 minutos. Quando colocaram os mi-cro-nibus, chegava mais cedo no terminal, diz. Feliciano acorda todos os dias por volta das 5h30 e espera o circular do So Francisco em um ponto perto de casa por volta das 6h. Se eu perder certeza que chego atrasado no trabalho por que a diferena de horrio ser grande, afirma. Caroline Bernardo, auxiliar admin-istrativo, usa a linha do So Deocleciano. Ela d um recado ao poder pblico para ajudar quem usa o transporte. Os micro-nibus saam nos mesmos horrios que os nibus. Deveriam colocar em horrios alternativos, diz.

    Especialista diz que micro-nibusajudam a diminuir lotao Os micro-nibus que deveriam estar circulando por Rio Preto desde novembro, segundo edital, ajudariam a diminuir a lota-o nos nibus e at diminuiria o tempo de viagem, diz a consultora Elaine Sizilodiz, es-pecialista em trnsito. Deveriam fazer uma pesquisa para saber quais os horrios com maior nmero de usurios e acrescentar os micro-nibus. Isso facilitaria para diminuir

    o nmero de passageiros que aguardam por transporte, afirma. claro que tambm preciso al-ternar os horrios para que os nibus no sa-iam juntos com os micro-nibus, diz. Outra questo citada como prejudicial pela espe-cialista a falta de cobradores. No adianta ter micro-nibus e no ter cobradores. A co-brana feita por motoristas enquanto dirigem pode atrasar a viagem e ocasionar at aciden-tes. uma questo polmica, afirma ela.

    Empresas dizem aguardarautorizao da prefeitura As empresas Circular Santa Lu-zia e Expresso Itamarati, responsveis pe-los transporte coletivo urbano de Rio Preto desde novembro, disseram que aguardam autorizao do poder pblico para colocar os micro-nibus em circulao na cidade. Os micro-nibus esto nas garagens aguardando autorizao, disseram as empresas por meio de assessoria de imprensa. As empresas disseram que o motivo para retirada dos mininibus das ruas dias de-pois do incio do novo sistema de transporte deveria ser verificado na Secretria de Trn-sito e Transportes de Rio Preto. As empre-sas informaram tambm que no h falta de motoristas. So 496 no total. Santa Luzia e Itamarati afirmaram ainda que seguem as re-gras estabelecidas no edital de concesso do transporte coletivo pblico.

    PARADOS Empresas dizem que os carros esto aguardando autorizao da prefeitura

    A S E M A N A R E V I S T ADE 19 A 25 DE MARO DE 2012

    REVISTAINTERBUSS 25/03/12 07

    Edital diz que deveriam estar nas ruas 59 micro-nibus, mas todos elescontinuam parados nas garagens das empresas

    Micro-nibus novos estoencostados nas garagens

  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS08

    A S E M A N A R E V I S T A

    REJEIO Projeto era do deputado Newton Cardoso, do Rio de Janeiro

    Agora Paran [email protected] O governador Beto Richa anunciou na ltima tera-feira (20), em Bocaiva do Sul, Regio Metropolitana de Curitiba, a unifica-o da tarifa do transporte coletivo na linha de nibus entre o municpio e a capital. Estamos atendendo uma antiga reivindicao dos mora-dores do municpio, o nico que tinha uma tari-fa diferente das demais cidades que compem a regio metropolitana, afirmou Richa. Segundo o governador, a medida - que reduz em quase 20% o custo da passa-gem de nibus para os usurios - fortalece a integrao da Regio Metropolitana e con-tribui para reduzir os desequilbrios socio-econmicos entre a capital e municpios viz-inhos. Fazemos uma administrao voltada para os municpios para que toda a populao tenha acesso a servios pblicos de quali-dade, disse. A partir de 2 de abril, mais de trs mil usurios dirios da linha que liga Bocai-

    va do Sul ao terminal de Colombo pagaro R$ 2,60 nos trajetos de ida e de volta. Antes, os passageiros pagavam R$ 3,10 no trecho de ida. A tarifa do sentido inverso permanece em R$ 2,60. um grande benefcio para os moradores que tm que se deslocar at Curi-tiba, disse o coordenador da Coordenao da

    Comisso de Viao rejeita proposta sobre visor de velocidade em nibus

    Renovao

    Cmara dos [email protected] A Comisso de Viao e Trans-portes rejeitou na ltima quarta-feira (21) proposta que obriga as empresas de trans-porte pblico a instalar visor digital de velocidade nos nibus interestaduais para permitir que o passageiro verifique a velo-cidade do nibus. A rejeio do Projeto de Lei 2152/11, do deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), foi recomendada pelo rela-tor, o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), e acatada pela comisso. Para Cardoso, a medida no ter o efeito esperado, pois a constatao pelo usurio de que o motorista excedeu a ve-locidade no implica em fiscalizao e punio. O simples fato de um cidado telefonar para o rgo fiscalizador e repor-tar a infrao, ainda que ele possa apre-sentar uma foto do referido visor digital de velocidade, no suficiente para que seja aplicada uma penalidade, pois o meio de comprovao no reconhecido legal-mente, argumentou. O relatou ponderou ainda que os veculos utilizados no transporte in-

    Divulgao

    Bocaiva do Sul passa a integrar a RITCuritiba

    Regio Metropolitana de Curitiba, Rui Hara. O governador traz um presente para toda a populao da nossa cidade com a unificao do valor da tarifa do nibus tanto na ida quanto na volta de Curitiba, declarou a prefeita de Bocaiva do Sul, Lucimeire de Ftima Santos Franco.

    INTEGRAO Governador Beto Richa e prefeita de Bocaiva do Sul, Ftima Franco

    Divulgao

    terestadual de passageiros so dotados, obrigatoriamente, de tacgrafos, aparelhos que registram a velocidade ao longo do trajeto. A presena do tacgrafo j inibe o condutor de adotar postura imprudente, induzindo-o a se manter dentro da veloci-

    dade mxima indicada pela sinalizao, afirmou. A proposta, que tramita em carter conclusivo, ainda ser analisada pela Comisso de Constituio e Justia e de Cidadania.

  • REVISTAINTERBUSS 25/03/12 09

    Vereador ingressa com liminar para pedir retorno de cobradores

    Cuiab

    O vereador Domingos Svio (PMDB) ingressou anteontem (23) com uma ao civil pblica com pedido de liminar para urgente recontratao dos cobradores de ni-bus de Cuiab. O documento ser protocolado no Frum da Capital por volta das 14h. O siste-ma de carto do portado, proposto pela Asso-ciao Mato-grossense de Transportes Urba-nos (MTU) j foi implantado em pelo menos 30 linhas do transporte coletivo da capital e, segundo o vereador, a ausncia destes profis-sionais nos nibus que circulam em Cuiab j est sendo sentida pela populao. A Cmara de Cuiab realiza audincia pblica acerca do tema no prximo dia 11 de abril. A Secretaria Municipal de Trans-portes Urbanos (SMTU) j tem dez dias para apresentar ao Ministrio Pblico Estadual (MPE) informaes sobre a gradual extino do cargo de cobradores nos nibus que circu-lam na Capital. O pedido foi feito pelo promotor Ezequiel Borges de Campos, que instaurou um inqurito civil para investigar o novo sistema, aps constatar as inmeras reclama-es realizadas sobre o caso na Promotoria de Justia e Defesa do Consumidor. O projeto visa a incentivar o usurio dos transportes coletivos da Capital a usar cartes eletrnicos, mas no tem agradado. Muitos acreditam que esta medida pode at prejudicar o sistema de transporte coletivo, pois estaria causando atrasos no itinerrio, acmulo de servio para os motoristas, bem como demora na entrada de passageiros. O promotor solicita informaes so-bre os motivos de a SMTU ter autorizado o novo sistema, bem como todo o procedimen-to adotado para realizar a expanso. A Associao Mato-Grossense dos

    Dirio de Cuiab [email protected]

    Transportes Urbanos (MTU) afirma que o principal objetivo do novo sistema zelar pela segurana dos funcionrios e tambm do usurio, j que com a utilizao de catracas eletrnicas a pessoa no poder pagar sua pas-sagem com dinheiro, somente com carto. Se-gundo a instituio, isso levar a uma diminu-io nos ndices de assalto a nibus na Capital, que no ano passado atingiu uma mdia de 100 ocorrncias por ms. Eles acrescentam que, caso 100% da frota estivesse com cobradores, a tarifa que re-centemente aumentou para R$ 2,70 teria que ser de R$ 2,93. E caso a figura de cobrador no existisse mais na frota, a tarifa seria de R$ 2,40. Com relao ao desemprego dos co-

    bradores, a Associao afirma que so ofer-ecidas diversas opes aos cobradores, sendo elas: curso de direo, para que os mesmo pos-sam virar motoristas, ou at mesmo vaga no setor administrativo das empresas. Segundo a MTU, grande parte das mulheres que hoje atuam como motoristas eram cobradoras. Para incentivar a medida, o presi-dente da Federao dos Transportadores Ur-banos (Fetramar), Joo Rezende, estar em Cuiab amanh (23), para ministrar palestra sobre como o transporte coletivo em outras capitais brasileiras se adaptou com o uso ap-enas de carto transporte. A ltima capital a adotar o sistema foi Campo Grande e con-seguiu zerar o nmero de assaltos a nibus.

    DD

    ivulgao

    COBRADOR Desemprego uma das preocupaes da categoria

    O Fluminense [email protected]

    Itabora cadastra 1,2 mil para passe gratuitoUniversitrios

    De portas abertas para o futuro, a Prefeitura de Itabora, atravs do Espao Universitrio, realizou nos trs primeiros meses deste ano 1,2 mil cadastros de alunos universitrios interessados em se beneficiar do transporte gratuito e das oportunidades de emprego e estgio.

    A quantidade de inscries so consideradas um marco para o setor. Atual-mente a Prefeitura disponibiliza trs nibus para transportar alunos nos turnos da manh e noite. Com essa medida, consegue levar cerca de 700 alunos para as universidades de Niteri e So Gonalo. Os outros 500 estudantes so ben-eficiados pelo Espao Universitrio com

    vagas de estgio e emprego, notcias de in-teresse universitrio, dos eventos e aes so-ciais realizadas pelos alunos. Passei por muitas dificuldades para estudar. Por isso fiz um grande esforo para colocar o nibus universitrio para fun-cionar. Quero ver os jovens da cidade cada vez melhor, s assim Itabora vai crescer, disse o prefeito de Itabora Srgio Soares

  • Automotive Business [email protected]

    25/03/12 REVISTAINTERBUSS10

    A S E M A N A R E V I S T ABaixa Demanda

    MB e Scania daro frias coletivas A demanda baixa de caminhes e nibus neste incio de ano exigiu aes de fabricantes do ABC paulista. A Mercedes-Benz programou frias coletivas em So Ber-nardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG) en-tre os dias 2 e 11 de abril (saiba mais aqui). A Scania ainda no definiu datas, mas informa que est negociando com o Sindicato do Met-alrgicos do ABC e seus colaboradores a ne-cessidade de paralisao de cerca de dez dias. Quatro desses dias podem ocorrer em abril ou maio. Segundo a montadora, est tambm em negociao uma forma de flexibilidade destes dias, pois no h saldo de frias disponvel, j que em janeiro houve parada coletiva de 30 dias. A Ford adotou a chamada semana curta para os caminhes. A montadora infor-ma que os colaboradores vm, desde o incio deste ms, trabalhando apenas de segunda a quinta-feira. J o Sindicato dos Metalrgicos do ABC afirma que a jornada semanal tem sido mais curta desde o fim das frias cole-tivas de janeiro. A entidade fala tambm em trs dias trabalhados na semana (de tera a quinta) e no quatro. A montadora negou as afirmaes do

    PARALISAO Linhas devero parar com a queda nas vendas de caminhes e nibussindicato e emitiu um comunicado de apenas uma linha: A Ford no confirma neste mo-mento paralisao em sua fbrica de camin-hes e afirma que seu volume de produo est ajustado s condies de mercado.

    O sindicato dos metalrgicos infor-ma tambm estoques elevados de caminhes Euro 5, o que fcil de notar em So Ber-nardo do Campo quando se passa em frente Mercedes ou Ford, por exemplo.

    Problemas

    Obras do BRT em Belm causam vrios transtornos a motoristas na hora de pico As obras do BRT (nibus de Trn-sito Rpido) mal iniciaram e j causam verda-deiro caos no trnsito, na avenida Almirante Barroso, principal corredor de entrada e sada da cidade. Bastou uma chuva, como na sema-na passada, para o trnsito lento ficar comple-tamente engarrafado. E para complicar mais ainda, um nibus da empresa Forte - linha Cidade Nova, pregou na Almirante Barroso, bem ao lado do elevado da Dr Freitas onde a pista mais estreita. Com o trnsito completamente para-do na Almirante Barroso desde s 17h, muitos motoristas optaram pela avenida Joo Paulo II que tambm acabou ficando engarrafada, assim como as transversais. E os motoristas, que tanto reclamam, tambm tem a sua par-cela de culpa. Muitos fecham os cruzamentos e bloqueiam de vez a passagem dos veculos. Como sempre, nada de guardas da Compan-hia de Trnsito do Municpio de Belm (Ct-

    Dirio do Par [email protected]

    Divulgao

    bel) que nunca aparecessem nessas horas. Os atrasos nas viagens de nibus esto piorando com as obras. O motorista Luiz Carlos Gurjo diz que isso agora vai ser todo dia por causa do BRT. Com mais de uma hora de atraso tambm, o motorista Ew-erton Clay diz que o trnsito na avenida est cada vez pior. Muitos motoristas tambm reclamam que apesar de terem sido feitas as interdies nas pistas da Almirante Barroso, poucas obras se v no local. O motorista de txi, Marco Castro, afirma que enquanto ti-ver essa obra a vai ser isso todo dia. Vou ten-tar pegar um desvio. O mecnico Albertino Amaral foi taxativo: Est horrvel, um ver-deiro inferno, fora a enchente que prejudicou. E isso vai ser todo dia, uma obra muito mal feita.

    CTBel diz que trfegovai continuar lento na Almirante A assessoria da CTBel afirma que o trnsito vai continuar lento na Almirante Bar-

    roso por causa das obras do BRT. Ontem, a situao se complicou mais ainda, segundo a assessoria, por causa da chuva, que reduz a velocidade do trnsito. A Almirante Barroso est somente com trs de suas quatro faixas liberadas entre as avenidas Tavares Bastos e Jlio Csar, por causa das obras que, segundo a asessoria, devem melhorar o trnsito da ci-dade com a implantao de corredores exclu-sivos para nibus.

    CHUVA A forte chuva que caiu na semana passada engarrafou na avenida Joo Paulo II e transversais, nos bairros do Marco e Curi-Utinga. O alagamento dos dois lados da via foi um teste de pacincia para os motoristas. Acostumados a verem pane dos veculos que tentam atravessar o rio, adolescentes aproveitaram para brincar na chuva e ajudar os motoristas. Sem ningum para orientar o trnsito, motoristas entravam pela contramo nas pistas da Joo Paulo II.

  • REVISTAINTERBUSS 25/03/12 11

    Problema

    Novas linhas da USP prejudicam os trabalhadores que no recebem VT Vera Lcia Rodrigues funcionria terceirizada de limpeza da empresa HigiLimp e h dez anos trabalha na USP. Ela mora na co-munidade So Remo desde 1994, e como usava o antigo nibus circular para vir trabalhar nunca recebeu vale-transporte da empresa. Alm de Lcia, muitos moradores da So Remo, mesmo sem nenhum vnculo formal com a universidade, utilizavam o circular para ir at a escola e postos de sade na regio do Butant. Glria Maria Oliveira, que tambm funcionria na mesma empresa e moradora da comunidade vive a mesma situao. Segundo ela, a maioria dos funcionrios da HigiLimp moram na So Remo e tambm no recebem vale transporte. Agora vou ter que sair todo dia mais cedo e vir a p no sol, procurando as sombra das rvores, por mais de 45 minutos., declarou Glria, que inicia o expediente ao meio-dia e tra-balha de segunda a sbado. O jeito ir e voltar a p, ou no d para pagar as contas, concordou Vera, e ironizou: como se a USP fosse uma festa, e com esse novo nibus s entra quem tem o convite, que esse carto. A terceirizada s convidada pra vir retirar o lixo a p. Segundo o Sindicato dos Funcionrios (Sintusp), as empresas contratadas pela USP no pagam vale transporte, justamente com a justifi-cativa de que os funcionrios poderiam utilizar o circular. O vale-transporte obrigao das empresas que os contratam, nenhuma delas d. A USP tambm no cobra, contrata as empresas e no se preocupa com os funcionrios, disse Neli Wada, representante do Sintusp. O Jornal do Campus tentou contatar a HigiLimp para es-clarecimentos, mas no obteve resposta. Para Neli, esse faz parte de um pro-cesso de terceirizao da universidade uma poltica de desarticulao da mobilizao sindi-cal, porque os motoristas do circular eram or-ganizados, sempre aderiam s mobilizaes e paralisavam o servio. Tambm uma poltica discriminatria, porque o dinheiro pblico est sendo usado para o benefcio de apenas alguns, completou ela.

    O que diz a lei? Segundo a Lei n 7.418, de 1985, Vale Transporte o benefcio concedido ao trabal-hador para utilizao efetiva em despesas de deslocamento da residncia para o trabalho e vice-versa. considerado deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do bene-ficirio, por um ou mais meios de transporte, en-

    Jornal do [email protected]

    MUDANA O novo circular do Campus, ao lado do antigo, que foi desativadotre sua residncia e o local de trabalho. Entretan-to, no existe determinao legal de distncia mnima para que seja obrigatrio o fornecimento do Vale-Transporte, ento, se o empregado uti-liza transporte coletivo, por menor que seja a dis-tncia, o empregador ser obrigado a fornec-los. Alguns juristas, entretanto, entendem como distancia mnima aproximadamente, um quilmetro da empresa, ou trs pontos de nibus. Sem o circular gratuito, Vera Lcia e Glria Maria tem direito a receber vale trans-porte segundo ambas interpretaes da lei, uma vez que sempre utilizavam o circular para se lo-comover por uma distancia superior a 1km ou 3 pontos de nibus do porto de pedestres da So Remo at o trabalho.

    Circular Cultural Em defesa, a assessoria de imprensa da reitoria alegou que os funcionrios terceirizados e comunidade externa podero fazer uso dos Cir-culares Culturais, que permanecero gratuitos. Entretanto, os itinerrios e horrios de funcio-namento dessa nova linha, que deve entrar em funcionamento a partir de abril, ainda no foram divulgados. Enquanto isso, aqueles que no rece-beram o Busp permanecem usando o circular convencional, que funcionar at o fim desse ms. Conforme a reitoria, alguns dos antigos circulares sero disponibilizados para Lorena e So Carlos para fazer o transporte dos usurios daqueles campi, e os antigos motoristas sero re-alocados para o Circular Cultural. O Circular Cultural resultado de um projeto da Pr-Reitoria de Cultura e Extenso Universitria com a parceria da Prefeitura USP Capital. Seu itinerrio cobrir pontos que exibam mostras, recitais, apresentaes, congressos e de-mais atividades culturais. Desconfio um pouco da proposta do Circular Cultural, se ele no pas-

    sar com frequncia e percorrer todo campus, quem realmente precisar se locomover e no tiver o Busp vai ter que pagar os R$ 3,00, opi-nou Ingrid Nakamura, estudante de Engenharia Qumica.

    Estudantes Ingrid mora h trs anos prximo ao porto 3 da USP, que d acesso a Avenida Cori-feu de Azevedo Marques, e utilizava diariamente o nibus circular para ir s aulas. Ela avalia como positivo o novo circular, em funcionamento des-de 27 de fevereiro, que teve seu itinerrio esten-dido at o metr : Para mim, individualmente, foi bom. S achei a medida meio ditatorial. De repente a gente recebe um email falando que vai mudar tudo. Antes Ingrid costumava esperar 20 minutos no ponto de nibus para voltar para casa. Hoje ela espera apenas cerca de cinco minutos. A nova linha do circular tem um maior nmero de carros e os nibus passam em intervalos meno-res, funcionam aos finais de semana e tambm durante a madrugada. Muitos estudantes que moram longe da USP tambm pegam o novo circular no ponto do metr Butant para chegar at o campus, o que tem gerado longas filas e nibus lotados. Quan-do o nibus passa no ponto da sada do trem, as pessoas j no conseguem entrar e tem que pegar o circular normal, que no passa no metr e vem mais vazio, observou Ingrid ao pegar o nibus s 7h30. Mesmo se beneficiando da mudana, ela se mantm crtica: Acho que essa mudana foi uma tentativa da reitoria de agradando alguns, impedindo que as pessoas de fora tenham tanto acesso USP. Mas ela pblica, no porque eu passei na Fuvest que eu tenho mais direito de circular aqui do que um morador da So Remo, ou algum que quer fazer cooper.

    Divulgao

  • O Dirio do Norte do Paran [email protected]

    25/03/12 REVISTAINTERBUSS12

    A S E M A N A R E V I S T AMaring

    Vereadores pedem reviso do corredor na Av. Morangueira Cerca de 50 comerciantes instalados na Avenida Morangueira compareceram sesso de anteontem e deixaram a Cmara Municipal de Maring satisfeitos. Um requerimento assinado por todos os vereadores e aprovado por unanimi-dade pede que a prefeitura reveja a implantao de corredores exclusivos para nibus na via, em horrios de pico. Desde 15 de fevereiro, um trecho de 3,2 km da Avenida Morangueira, entre as ave-nidas Colombo e Alexandre Rasgulaeff, tornou-se o primeiro corredor exclusivo para nibus em Maring. A chamada faixa amarela funciona das 6 s 9 horas no sentido bairro-centro, e das 15 s 19 horas no sentido inverso. Nestes horri-os, estacionar no sentido da avenida onde a faixa est funcionando proibido. A Secretaria Municipal dos Transport-es pretende aplicar o modelo tambm nas aveni-das Mandacaru e Tuiuti. Para os comerciantes, que alegam queda de at 50% no movimento, a iniciativa foi desastrosa. Teve negcio que pre-cisou dispensar cinco funcionrios por conta da queda no movimento, comentou o comerciante Joo Machado. H 30 anos com uma mecnica na Morangueira, Grimaldo Dalben diz que a faixa amarela est prejudicando pelo menos 315 co-merciantes, que assinaram um abaixo-assinado pedindo soluo para o problema. Os clientes acham que no d para estacionar mais na Mo-rangueira, porque as letras nas placas, informan-do o horrio da proibio, ficaram pequenas, critica. No requerimento, os vereadores suger-

    em a diminuio do canteiro central da Avenida Morangueira para a abertura de faixas exclusivas para os nibus, eliminando as faixas amarelas e preservando os estacionamentos. No plenrio, 10 vereadores pediram que a prefeitura abandone o projeto das faixas exclusivas imediatamente, en-quanto no elabora nova proposta. Paulo Soni (PSB) disse que a con-cluso do Contorno Norte, por si s, eliminaria parte dos problemas de trnsito na Morangueira. O trmino da obra depende de assinatura de or-dem de servio pelo Ministrio dos Transportes, mas no h data para isso. O presidente da C-mara, Mrio Hossokawa (PMDB), sugeriu que os comerciantes formem uma comisso para pe-dir o fim dos corredores ao prefeito Silvio Barros (PP). Para Bravin e Zebro (ambos do PP), so os parlamentares que devem tomar a dianteira

    na questo. No estou contente com o que ele [prefeito] fez l na Morangueira, disse Bravin. Todo mundo est vendo que est prejudicando os comerciantes, ento somos ns vereadores, que fomos eleitos para isso, que temos de con-versar com o prefeito, comentou Zebro. Lder do executivo na Cmara, Heine Macieira (PP) informou que o prefeito solicitou um estudo tcnico do impacto das mudanas feitas na Morangueira e que estaria disposto a apresentar o resultados aos vereadores. Em se tratando do governo Silvio Barros, os erros no chegam a 1%, alegou Heine. Diante da informao oficial de que h um estudo pronto fato que acalmou os nimos dos comerciantes presentes sesso , Hosso-kawa sugeriu que a Cmara aguarde o resultado do trabalho do executivo antes que seja tomada qualquer deciso.

    CORREDOR Para comerciantes, faixa exclusiva os prejudicou e por isso pediram o fim dela

    Divulgao

    Dirio de Cuiab [email protected]

    Vrzea Grande

    Moradores reclamam de lotao e atrasos Moradores dos bairros 13 de setembro, 24 de outubro, 24 de maro e 7 de Maro, em Vrzea Grande, reclamam dos servios de trans-porte coletivo oferecido na regio. De acordo com eles, so poucos os veculos responsveis pelo itinerrio e, por isso, no tem dado conta de atender bem toda a demanda. A cabeleireira Juraci Ribeiro afirma que, no decorrer do dia, pa-rece que a frota, que j reduzida, diminui mais ainda, fazendo com que os moradores fiquem mais de meia hora esperando por uma conduo. Fora dos horrios de pico, voc fica 40 minutos,

    muitas vezes at uma hora esperando nibus, diz. A assessoria de imprensa da Associao Mato-grossense de Transportes Urbanos (MTU), aps entrar em contato com a empresa de trans-porte coletivo responsvel pela frota de Vrzea Grande, a Unio Transportes, admitiu estar ha-vendo alguns problemas no atendimento destas regies. Segundo a empresa, dois grandes fatores esto contribuindo para o mau-atendimento do usurio: a m conservao das vias pblicas, que esto cheias de buracos e obrigam os motoristas a desviarem de algumas ruas, bem como a mu-dana de itinerrios determinada recentemente

    pela prefeitura de Vrzea Grande. De acor-do com a MTU, a associao e as empresas de transporte somente cumprem a determinao do Executivo municipal, pois ele o responsvel por traar a rota de cada linha de nibus. Ainda assim, aps ser informada das reclamaes dos moradores, a Unio Transportes garantiu que ir colocar mais carros nesta linha para suprir a de-manda que aumentou no ltimo ano. Alm disso, a empresa afirma que j solicitou prefeitura de Vrzea Grande um recapeamento das ruas por onde passam os nibus e que se encontram em pssimas condies.

  • Dirio do Nordeste [email protected]

    Fortaleza

    Faixas prioritrias vo serliberadas em junho, diz Etufor As linhas de nibus, vans e txis, com passageiros, que circulam no trajeto An-tnio Bezerra/ Centro tero disponveis, a par-tir de junho, faixas prioritrias. As vias con-templadas, segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) so as avenidas Mister Hull, Bezerra de Menezes, Imperador, Duque de Caxias, Tristo Gonalves e Padre Ibiapina e as ruas Meton de Alencar e Pedro I. A mudana envolve 16 linhas de nibus e quatro linhas de vans, e deve beneficiar 300 mil usurios do transporte pblico de Fortale-za por dia. A escolha do trecho foi realizada por meio de votao popular entre os dias 25 de fevereiro e 11 de maro. Participaram da pesquisa 54.028 pessoas. O trajeto Antnio Bezerra/Centro ficou em primeiro lugar, com 31% dos votos. Conforme o presidente da Etufor, Ademar Gondim, entre as diver-sas vantagens da implementao das faixas prioritrias est o aproveitamento da prpria infraestrutura viria, j que no haver desap-ropriaes nem mudanas estruturais. Alm disso, o aumento da velocid-ade operacional dos coletivos, de acordo com Gondim, pode at ser duplicada, gerando um acrscimo no nmero de viagens, diminu-io do tempo de espera e reduo de com-bustveis e de poluentes. Para o presidente, as nicas mudan-as necessrias para efetivar o projeto sero o remanejamento de alguns passeios e das 35 paradas de nibus do trajeto. Gondim ex-plica que os abrigos sero divididos em trs grupos, e as linhas que pertencem a cada um estaro escritas nos painis das paradas. A expectativa que os abrigos sejam colocados em um espaamento de 500 metros. Segundo ele, ainda neste ms, fun-cionrios da Etufor, juntamente com agentes da Autarquia Municipal de Trnsito, Servios Pblicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC) estaro visitando os pontos crticos para aval-iar todas as possibilidades de mudana. As imediaes da Bezerra de Menezes, onde esto situados diversos estabelecimentos de ensino e shoppings e no entorno do Mercado So Sebastio, so pontos bem crticos. De acordo com Gondim, para a fis-calizao, sero espalhados fotossensores a casa 200 metros de todas as vias, que vo fotografar as placas dos veculos de passeio.

    Os carros particulares s podero entrar nas vias prioritrias para fazer uma converso di-reita ou se residirem prximo ao local. Inicial-mente, a fiscalizao ser apenas educativa.

    Vias estreitas podem gerar problemas No s as grandes avenidas iro aderir aos corredores prioritrios para ni-bus, txis e vans. Vias de mo nica, como a rua Menton de Alencar e a Pedro I, tambm entram no percurso. Para que o trnsito no fique ainda pior, a Empresa de Transporte Ur-bano de Fortaleza (Etufor) avalia retirar todas as paradas de nibus para possibilitar o fluxo tranquilo no trajeto. Porm, para que isso acontea, a populao, que depende do trans-porte pblico, ter de andar algumas quadras a mais para pegar a linha desejada. Segundo o presidente da Etufor, Ademar Gondim, outra estratgia utilizada para impedir congestionamentos modifi-car o trajeto de alguns itinerrios de nibus. Estamos estudando fazer uma diviso em que parte da frota vai pela Rua Menton de Alencar e outra parte, pela Avenida Padre

    Ibiapina. Isso ainda ser planejado. Diante disso, a auxiliar administrativa Ana Kelly Moreira, que trabalha no Centro e j caminha cerca de dez quarteires por dia para chegar at a parada de nibus, teme ser prejudicada ainda mais com a mudana. Eles tero de fazer um planejamento pensando na popula-o, no s no trnsito. preciso avaliar que temos um sistema falho de segurana e no podemos caminhar um quilmetro para pegar um transporte. Outra situao que, segundo Ademar Gondim, poder gerar dificuldades a fiscal-izao dos txis. Conforme ele, os veculos, provavelmente, tero de retirar as pelculas fum dos vidros para facilitar a identificao dos passageiros. Talvez surja uma dificul-dade nas fiscalizaes em relao ao txis. Iremos pensar em uma estratgia vivel, diz. De acordo com o presidente do Sin-dicato dos Txis e Transportadores Autno-mos do Cear (Sinditxi), Vicente de Paulo Oliveira, a mudana vai gerar muitos benef-cios Em So Paulo, deu muito certo, acredi-to que aqui tambm dar, finaliza.

    FAIXA Avenida Mister Hull, uma das que sero contempladas com faixas exclusivas em junho

    Divulgao

    REVISTAINTERBUSS 25/03/12 13

  • REVISTAINTERBUSSE M E R S O N H E N R I Q U E S I L V R I OI T A T I B A / S P S A N T A C R U Z

  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS16

    Ford inicia venda do Cargo 816 E5 A Ford j iniciou as vendas do mod-elo urbano Cargo 816, sucessor do 815, que vem com o novo motor Euro V. O modelo vem equipado tambm com novo painel, que garante maior conforto, e passa a contar com 2 anos de garantia sem limite de quilometra-gem. Com 160 cv de potncia, o modelo tam-bm o mais potente da categoria. o nica da linha Cargo a utilizar a cabine antiga. Com a descontinuao da linha Srie F, o modelo Cargo 816 passa a ser o caminho de entrada da marca Ford. O modelo tem peso bruto total de 8.160 kg, capacidade mxima de trao de 11.000 kg e conta com trs op-es de distncia entre-eixos (3.300, 3.900 e 4.300 mm), que facilitam a adequao a dife-rentes aplicaes. Alm disso, ficou entre 5% a 7% mais econmico no consumo de diesel. Menos poluio De acordo com o Proconve P7, o Cargo 816 incorpora a tec-nologia SCR (Reduo Cataltica Seletiva) de ps-tratamento dos gases de escape que reduz em at 80% a emisso de poluentes. O

    D E U N A I M P R E N S ATranspo Online

    Do Site da Transpo [email protected]

    Divulgao

    sistema injeta o aditivo Arla 32 no catalisador para neutralizar as emisses de hidrxidos de nitrognio e material particulado. O Cargo 816 tambm evoluiu no aspecto conforto,

    AutoSueco de Guarulhos j a terceira do grupo que mais vende

    Transpo Online

    Do Site da Transpo [email protected] A unidade de Guarulhos do grupo Auto Sueco, rede autorizada Volvo, tem ap-enas um ano de funcionamento s margens da Via Dutra, mas os resultados tem sido ani-madores. Com um faturamento acumulado no ano passado de 130 milhes de reais, a conces-sionria j detm a terceira posio do grupo em volume de negcios, representando 15,4% do total do grupo. O resultado creditado em parte lo-calizao da loja. A Rodovia Dutra o prin-cipal eixo de ligao entre Rio e So Paulo, e instalaes-modelo, com modernos equipa-mentos que nos permitem oferecer um atendi-mento qualificado, explica Fernando Ferreira, Diretor Comercial Vendas e Ps-Vendas. Alm da venda de veculos novos, seminovos e peas e pneus, a unidade se de-staca pelos servios especializados: mecnica, eltrica, montagem de motores, cmbio, dife-rencial, funilaria e pintura. Atualmente nossa

    oficina atende 20 veculos por dia e devemos fechar o ano com 30 atendimentos dirios,

    acrescenta o diretor-superintendente Mrio Oliveira.

    item importante de produtividade, contri-buindo para o melhor resultado operacional do frotista, destaca Pedro de Aquino, gerente de Marketing da Ford Caminhes.

  • Do Site da Transpo [email protected]

    Do Site da Transpo [email protected]

    REVISTAINTERBUSS 25/03/12 17

    RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTCIAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

    Linha do Accelo a pleno vapor Ampliar a capacidade de produo estava entre as aes estratgicas anuncia-das pela Mercedes-Benz no ano passado para reconquistar a liderana nacional de vendas de caminhes. E a transferncia da linha de montagem do modelo leve Accelo, que representa o maior volume entre todos os modelos, para a fbrica de Juiz de Fora, Minas Gerais, foi a soluo que a monta-dora encontrou para alcanar seus objeti-vos. Esta semana, a montadora divulgou que as primeiras unidades do Accelo 1016C mineiro, j com padro Euro V, foram entregues a uma empresa do Grupo FEMSA. Mas este foi apenas o comea, pois outras 100 unidades do mesmo mod-elo j esto sendo entregues pelos con-cessionrios Mercedes-Benz aos clientes finais da marca. Construda inicialmente para montar o modelo de passeio Mercedes Casse A, a fbrica de Juiz de Fora consid-erada pela montadora uma de suas plantas mais modernas do mundo na manufatura de caminho. L tambm montado em regime de CKD Completely Knocked Down, o caminho extrapesado Actros, cuja meta pra 2012 ampliar o contedo com peas nacio-nais para fugir da alta taxao de imposto (IPI) importa pelo governo federal. A linha de caminhes leves da Mer-cedes-Benz possui dois modelos bsicos, o novo Mercedinho Accelo 815 (o antigo 710 foi descontinuado), e o Accelo 1016, ambos com vocao para o transporte urba-no. Equipados com motor BlueTec 5, sigla

    Transpo Online

    que remete ao atual estgio de exigncia do regime de controle de emisses, o Proconve P7, tanto o Accelo 815, quanto o Accelo 1016, so equipados com o motor eletrni-co OM 924 LA de 4 cilindros e 156 cv de potncia que assegura aceleraes mais rpi-das, melhores retomadas e maior velocidade mdia. De automvel a caminho Pro-jetada inicialmente para fazer automveis de passeio, a fbrica de Juiz de Fora desem-penha atualmente um papel extremamente importante nos planos estratgicos da Mer-cedes-Benz e considerada dentro da Daim-ler Trucks uma das fbricas mais modernas. Um diferencial a flexibilidade. De forma

    indita, a fbrica no tem em sua produo linhas de arraste, e os veculos durante o processo de montagem so transportados por AGVs Auto Guided Vehicles vecu-los autoguiados. A exemplo de outras montadoras, Juiz de Fora hoje tem um parque de for-necedores com as principais empresas que participam do processo de manufatura como Maxion, Randon e Seeber. Este formato pos-sibilita aperfeioar a entrega de diferentes componentes, em forma de kits e a vivn-cia do conceito just-in-sequence. A fbrica tem em torno de 800 funcionrios focado nas tcnicas e processos para fabricao de caminhes.

    Cummins fornecer Arla32 FordTranspo Online

    A fbrica produtora do Arla 32, da Cummins Filtration, acertou um contrato para o fornecimento do fludo oficial da Ford para os caminhes Euro V da marca. Assim, a rede Ford Caminhes tambm comercializar o Arla 32 sob a marca Mo-torcraft, em embalagens de 10 e 20 litros. Segundo a montadora, o fludo possui um consumo estimado em cerca de 5% em relao ao diesel, dependendo da aplicao e da operao do caminho. A Ford informa que um tanque de Arla 32

    Motorcraft dura de dois a trs enchimentos de diesel. A Cummins Filtration disponibi-liza uma calculadora em seu site para es-timar o consumo do Arla 32 Motorcraft: www.cumminsfiltration.com/def. A embalagem com 10 litros ser comercializada por R$ 36,41 (preo sug-erido) e a de 20 litros por R$ 63,34. O produto acompanhado por um bico dosa-dor, que guardado sob o rtulo. O prazo de validade do Arla 32 de 12 meses e a temperatura de armazenamento ideal entre -11C e 30 C, mas no afeta o seu prazo de validade.

  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS18

    S E U M U R A LFOTOS, EVENTOS, OPINIO E CARTAS

    EM MARINGOs colecionadores Victor Hugo Guedes Pereira, Luciano Roncolato e Osmar Cordeiro aps sesso de fotos na Rodoviria da cidade.

    Pesquisa da Semana

    A PARTIR DE HOJE, CONTINUE VOTANDO NA MESMA ENQUETE:

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    Qual montadora de chassis para nibus voc gosta mais?

    28,4% Volvo 41,98% Scania

    Em 2006

    PARA QUEM AINDA NO CONHECE - PARTE 2

    Muita gente tem perguntado de onde saiu essa empresa. A Levare uma empresa de turismo da regio de So Jos do Rio Preto que ganhou uma liminar para operar a linha regular de sua cidade de origem at Realeza, no Paran, atendendo diversas cidades no caminho, como Campinas e Aparecida, entre diversas outras

    19,34% M. Benz 7,0% MAN/Volks 2,06% Agrale1,23% Outras

  • REVISTAINTERBUSS 25/03/12 19

    VIAGENS & MEMRIA Marisa Vanessa N. [email protected]

    REGISTRO Pgina do Dirio Oficial do dia 30 de Janeiro de 1982

    A padronizao das pinturasde nibus de SP h 30 anos

    Atualmente a cidade de So Paulo conta com 8 reas operacionais, representados por diversas cores. Muito antes, cada empresa tinha sua prpria cor, sua prpria identidade, at que em 1978 apareceu a primeira impor-tante padronizao, utilizando uma das cores das 9 reas setoriais na parte de baixo do ni-bus e uma das cores das 23 reas operacionais na parte de cima. Mas na pgina 18 do Dirio Oficial de 30 de janeiro de 1982, consta a portaria 29/82, alterando pequenas mudanas a partir dos padres implantados em 1978. Naquela poca, os prefixos de nibus tinham 6 dgitos, sendo que a centena de milhar 1, existente em todos os nibus, servia para no misturar ante os prefixos antigos implantados na dcada de 60. J nessa citada portaria, a centena de mil-har 1 deixa de fazer sentido e eliminado. Por exemplo, o nibus de prefixo 122070 passou a ser chamado de 22070. Ainda na portaria, h regras de pre-fixao, como exemplo os algarismos que identificam os prefixos deveriam ser em ne-grito, ter 18 cm nas laterais e na parte traseira do nibus, 8 cm na parte dianteira (opcional) e 10 cm na parte interna, inclusive deixar um espao em branco entre o segundo e o terceiro algarismo. H outros dizeres obrigatrios, como Entrada e Sada acima das portas dos nibus e o clssico Mantenha Distncia na traseira inferior do veculo. E as empresas contratadas que op-eraram na mesma rea operacional poderiam solicitar individualmente uma de duas sequn-cias numricas distintas para identificao dos seus respectivos nibus, de 001 a 500 e de 501 a 999, cabendo-lhes a primeira ou a segunda dessas sequncias, conforme a ordem alfab-tica. Sobre a ordem alfabtica: no caso da rea Operacional 09 (Vila Ema/Paulista), a Paulista inicialmente pegou os prefixos entre 001 e 500 e a Vila Ema pegou a partir do 501, mas pela facilidade da Paulista em ter seus pre-fixos aps a Vila Ema, determinaram a troca: foi a Vila Ema que pegou os prefixos entre 001 e 500 e a Empresa Paulista de nibus do 501 para frente. E somente a rea Operacional 20 (Gato Preto/Gato Branco) no separam seus prefixos de nibus at 1987, com a venda da Gato Branco para seus parentes que tinham a Viao Santa Madalena. Cada empresa podia apresentar sua proposta de alterao de cor e/ou prefixo at 31 de maro de 1982, e se aprovado o projeto, cada empresa estava obrigada a providenciar as alteraes correspondentes, nos seus ni-

    Reproduo

    bus, pelos seguintes prazos: At 30 de junho de 1982, para alterao do nome da empresa e aposio de sigla, smbolo ou logotipos nessa poca, foram tirados o Consrcio Jabaquara, Coopernove, Tnia-Gatusa e maioria dos outros consrcios com o nome de duas empresas para ser colocado somente uma nica empresa nos nibus. At 31 de dezembro de 1982 para a alterao do nmero de identificao do veculo aqui, cada empresa passou a ter seu nmero prprio, separados entre 001 e 500 ou entre 501 e 999. E na primeira semana de 1983 observei na ga-ragem da extinta Viao Cana a renumerao dos ltimos prefixos da empresa, optando pela renumerao sem deixar buracos entre os pre-fixos. At 31 de dezembro de 1983 para a alterao secundria da cor de pintura dos nibus - a alterao secundria refere-se cor dos ni-bus acima de 90 centmetros de altura, o que chamamos de blusa. J a parte de baixo, a saia, refere-se a uma das nove regies da cidade de So Paulo, cada uma com sua cor primria. Trs dias aps a publicao no Dirio Oficial, a Tupi foi a primeira a pedir a troca de cor em todos os seus nibus, trocando de Marrom Conhaque para Bege Saara. A Parada Inglesa tambm substituiu a cor de seus ni-bus para Bege Palha (como era antes de 1978), mantendo sempre a parte de baixo a cor de sua regio. J a extinta Auto Viao So Joo Clmaco, que fazia linhas na regio da Via

    Anchieta, tinha sua prpria cor Azul Paris, daqueles azuis bem clarinhos, separando com a cor da rea operacional da rea 10 que foi uti-lizada pela Viao Taboo, o que chamamos hoje de Via Sul. E a Transleste pediu autoriza-o at para usar seu logotipo em seus nibus. Outras cores de algumas empresas de nibus daquela poca, que durou at 1991:Naes Unidas: Verde Capri/Marrom Car-avelaParada Inglesa: Bege Palha/Marrom CaravelaSanto Estevam e Vila Carro: Bege Gobi/Rosa PanteraTransleste: Amarelo Augusta/Rosa PanteraVila Ema e Paulista: Cinza Kilimanjaro/Rosa PanteraSo Joo Clmaco: Azul Paris (cor temporria do incio dos anos 1980)/Azul ProfundoParatodos: Marrom Conhaque/Azul RegataTupi: Bege Saara/Azul RegataMar Paulista/Cana: Bege Claro/Azul RegataBola Branca: Bege Itapo/Vermelho EscarlateNossa Senhora do Socorro: Cinza Kiliman-jaro/Vermelho EscarlateSo Luiz: Amarelo Especial/Vermelho Escar-lateGatusa e Tnia: Azul Colonial/Vermelho Es-carlateSanta Madalena: Laranja Nepal/Marrom Ter-racotaGato Preto e Gato Branco: Bege Copacabana/Ultra VerdeSanta Brgida: Verde Caribe VW/Ultra Verde da GM

  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS20

    S E G U R A N A N O T R A B A L H O

    Marcopolo recebecaminho de bombeirospara unidades de Caxias

    Nova Volare com motor Euro V chega ao mercado e j tem cem unidades entregues aos pequenos compradores

    Da [email protected] A Marcopolo, uma das principais fabricantes mundiais de nibus, investe para elevar ainda mais os padres de se-gurana de suas unidades em Caxias do Sul e adquire um novo caminho de bom-beiros para suporte s situaes de risco de incndio. O novo veculo foi apresen-tado na ltima tera-feira, dia 20, aos co-laboradores da fbrica de Ana Rech e, na semana que vem, ser exposto na opera-o da Planalto. O caminho foi adquirido seguin-do especificaes tcnicas da rea de Se-

    gurana do Trabalho e do Comando Re-gional de Bombeiros. Com motor de 320 cv de potncia, o caminho possui cabine dupla com capacidade para transportar cinco brigadistas, tanque de 8.000 litros de gua e 500 litros de LGE (Lquido Gerador de Espuma - agente extintor para produtos inflamveis), bomba e canho monitor eletrnico de 1.000 GPM (gales por minuto aproximadamente 3.700 litros/minuto), torre de iluminao e es-cada. O veculo conta ainda com equipa-mentos especficos para os brigadistas, como cilindros de ar respirvel e vesti-mentas especficas para combate a incn-

    dio. A aquisio desse moderno caminho faz parte do programa da Mar-copolo de investimento em segurana, que inclui cursos, compra de equipamen-tos modernos e a realizao de eventos simulados para estabelecer os padres de conduta e ao quando de um sinistro real. A empresa realiza contnuo e forte trabalho de treinamento da Equipe Interna de Combate a Incndios e conta hoje com 430 brigadistas preparados para atender as situaes de emergncia que, por ventura, venham a ocorrer.

    Divulgao

    Veculo moderno ser usado em casos de situaes de riscos de incndio nas unidades

  • REVISTAINTERBUSS 25/03/12 21EURO V A nova grade do Volare, o ponto de injeo do ARLA32, e o painel do novo micro

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  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS22

    MESTRE Chico Anysio, filho de um dono de empresa de nibus, teve os destinos da famlia mudados depois que a frota do pai pegou fogo. De uma vida estvel, todos tiveram de comear do zero. Mas a garra fez a famlia. Com a vontade de uma fora maior, Chico, que poucopensava em comunicao, fez um teste numa rdio, o que foi o primeiro passo para sua carreira de sucesso e criatividade. O filho do dono de uma empresa de nibus agora viaja pela memria dos brasileiros

    GASTOS Transporte em Curitiba tem aumento de necessidade de subsdio

    Chico Anysio:O filho do dono de uma empresa de nibus agora

    viaja para sempre na memria dos brasileiros

    O Brasil se despede de um dos maio-res humoristas cuja histria reflete parte da memria do humor e da TV brasileira: Chico Anysio, ou Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, criador de 209 personagens, morreu nesta sexta-feira, dia 23 de maro de 2012, aos 80 anos de idade por falncia de mltiplos rgos no Hospital Samaritano, do Rio de Janeiro, onde estava internado desde o dia 22 de dezembro de 2011. Com sade debilitada, ele j tinha sido internado vrias vezes nos ltimos anos.

    Entre seus personagens, no pos-svel dizer qual foi o melhor ou o que agradou mais ao pblico, mas certamente, o professor Raimundo foi o mais emblemtico. E a trajetria de Chico Anysio comeou com a fora de uma famlia que precisava se reerguer na vida. Nascido em Maranguape, no inte-rior do Cear, em 12 de abril de 1931, Chico tinha uma vida estvel. Seu pai, Francisco Anysio de Olivei-ra Paula, tinha uma empresa de nibus no lo-

    cal. Como transportador, as lutas eram grandes. Com nibus simples vencia estra-das de terra, atoleiros, mas conseguia trazer o sustento e a prosperidade para sua famlia. Ele trabalhava muito, segundo o filho. Mas por volta de 1938, quando Chi-co tinha 7 anos de idade aproximadamente, a famlia sofreu um abalo financeiro. A frota de nibus de seu pai pegou fogo. O incndio destruiu todo o patrimnio de Francisco Anysio, o pai.

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    Mais de 200 faces e uma histria que revela o humor brasileiro comearam apsuma fatalidade na viao do pai de um dos mestres do humor nacional

  • REVISTAINTERBUSS 25/03/12 23

    BRILHANTE Os diversos personagens do humorista. Foram mais de 200 em toda a sua carreira

    Em seu site, Chico Abnysio declarou j h alguns anos, sobre o incndio dos ni-bus do pai que o fato mudou a vida da famlia repentinamente: Um dia a garagem dos nibus pe-gou fogo. No havia seguro. Acordamos po-bres. Eu no sabia de nada. Nem da bastana anterior nem da penria que viria. No entanto, como batalhadores, nin-gum da famlia quis desistir de lutar, apesar, claro, do abalo. O pai continuou no Cear. No fi-cou no ramo de nibus, mas continuou trab-alhando com transportes, como construtor de estradas. Chico, com a me, dona Hayde, e mais trs irmos, mudou-se para o Rio de Ja-neiro, logo depois do incndio na garagem de nibus. Chico Anysio tinha 08 anos de idade. Logo se matriculou em bons col-gios e aos 16 anos teve de se alistar no exr-cito. que sua certido de nascimento tinha o registro de que ele nascera dois anos antes da data real, em 1929. Chico estudou para ser advogado, quis ser jogador de futebol, mas se enveredou na vida artstica como se fosse realmente uma fora maior que determinasse. Em um dos dias de partida de fute-bol, esqueceu-se da chuteira e passou em casa. A irm Lupe e um amigo iriam fazer um teste na Rdio Guanabara. Chico decidiu

    acompanh-los e passou nos testes que nem havia marcado. O primeiro colocado, no en-tanto, foi Silvio Santos. O rdio sempre foi o grande veculo de massa no Brasil. As programaes de hu-mor, musicais, shows, auditrios e noticirios tinham como palcos os estdios das rdios brasileiras. A rdio desvendava talentos e no produzia. E foi em 1952, na Rdio Mayrink Veiga que foi criada a Escolinha do Professor Raimundo.O sucesso nas rdios chamou a ateno da TV, ainda nova no Pas. Chico Anysio passou pela TV Rio, onde nasceu o Chico Anysio Show, pela TV Excelsior, TV Tupi e TV Record, at ser contratado pela TV Globo em 1968. Sua maestria no se limitou a bons personagens. Ele tinha bons textos, enxer-gava talentos e os revelava. Chico trabal-hou com Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter Dvila, J Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, Jos Vasconcellos. O humorista tinha tambm uma viso poltica bem apurada. Tanto que em plena Ditadura Militar conseguia com humor fazer crticas ao regime. Chico tambm intermediou o exlio de Caetano Veloso em Londres. Caetano e Gilberto Gil tinham sido presos dias depois

    da decretao do AI 5 Ato Institucional nmero 5, da Ditadura Militar, um dos mais severos. Dois anos depois de Caetano estar exilado, foi Chico que escreveu a carta reco-mendando que o cantor voltasse. Alm de todo o talento para o hu-mor, Chico tambm era pintor e fazia quadros relacionados ao cotidiano. Participou tam-bm de diversos filmes. Chico Anysio casou-se diversas vezes. Suas esposas foram Nancy Wander-ley, Rose Rondelli, Regina Chaves, Alcione Mazzeo, ex-Ministra da Economia do gov-erno Collor Zlia Cardoso de Mello e a em-presria a Malga Di Paula. O artista teve oito filhos. Em um documentrio exibido pela TV Brasil, Chico Anysio disse que nunca teve vocao para o ramo do pai: transportar, mas que reconhece que foi por ele que sua fam-lia se manteve e depois teve oportunidade de mudar de vida, mesmo com o fato triste do incndio da garagem de nibus de Francisco Anysio. Mesmo no sendo transportador, Chico Anysio conseguia transportar. Ele le-vava um sorriso aos lbios e principalmente ao corao dos brasileiros, cuja realidade ele representava to bem com seus personagens e seus textos. Fica a singela homenagem deste es-pao.

  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS24

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  • 25/03/12 REVISTAINTERBUSS26

    Novidades no Transporte PaulistanoOs novos trlebus de So Paulo

    Na semana que passou comearam a rodar os primeiros novos trlebus da cidade de So Paulo. Eles foram adquiridos pela Am-biental Transportes Urbanos S. A., operadora do sistema de trlebus da rea 4 paulistana. Embora alguns j tivessem comea-do no domingo, dia 18, a frota completa, at ento, comeou a circular dia 19 de maro, todos na linha municipal 2002/10 Terminal Parque Dom Pedro II-Terminal Bandeira. Nos dias seguintes mais alguns carros novos comearam a circular e foram colocados em outras linhas, como a 2290/10 Terminal So Mateus-Terminal Parque Dom Pedro II. Os veculos tem a carroceria Caio Millennium III, com chassi Mercedes Benz O500U com o sistema eltrico da Eletra. Es-ses veculos no tem o piso totalmente re-baixado e sim somente a parte dianteira (low entry), tem capacidade para 34 lugares senta-dos, um espao para cadeirantes e indicador de velocidade no painel interno do veculo. Os novos trlebus chegam para substituir a vrios outros mais antigos, cujos chassis foram fabricados no final da dcada de 70 e que foram reformados em 1996, rece-bendo a carroceria Marcopolo Torino GV. No entanto, embora novos, eles continuam sendo vtimas de uma rede eltrica com tecnologia defasada e que tem panes constantes devido pssima manuteno que feita. A melhora das condies de circula-o dos trlebus, com a melhoria da rede el-trica e do pavimento, devem ser os prximos passos da prefeitura de So Paulo para tornar o sistema mais eficiente.

    Quatro anos em seis meses e meio... No meio da ltima semana, depois da entrada em circulao dos novos trlebus e de um novo protesto pela melhoria do sistema de transporte na regio da Estrada do MBoi-Mirim, o prefeito de So Paulo, Gilberto Kassab, anunciou medidas para a melhoria do transporte urbano de So Paulo. Algumas das medidas so: a re-forma e ampliao do corredor na Estrada do MBoi-Mirim; a criao de corredores de nibus na Estrada do Campo Limpo e na Ra-dial Leste, dentre outros locais; a reforma dos terminais urbanos Jardim ngela e Parelhei-ros e a construo de Perus; e a construo de dois terminais Rodovirios (um na Vila Snia e outro em Itaquera). Que essas medidas so essenciais para o transporte pblico paulistano, isso no h dvida. No entanto, vm a pergunta: por que s foram anunciadas agora, a seis meses

    das eleies? Ser que a populao passa por dificuldades por apenas seis meses a cada quatro anos? Essa mania dos administradores p-blicos de comearem mltiplas obras no final de sua gesto, alm de ser um ato reprovvel, algo que s trs prejuzo cidade. Caso es-sas obras tivessem sido comeadas h mais tempo, muito do dinheiro que perdido nos congestionamentos, estresse dos trabalha-dores que gera mais consultas mdicas e em subsdios pblicos poderia ter sido econo-mizado e revertido em outros benefcios so-ciedade. De todo o modo, s nos resta es-

    Jos Euvilsio Sales Bezerra

    perar que a Prefeitura consiga terminar estas obras o mais rpido possvel para que a vida do trabalhador seja facilitada. Assim como, caso isso no seja possvel, devemos cobrar o prximo gestor a continuar tocando as obras. As obras pblicas no so de uma gesto. So da Prefeitura, seja l quem seja o mandatrio do momento.

    =======

    ERRATA: Na Circulando da edio pas-sada, a foto do Terminal Sacom foi identifi-cada erroneamente como sendo do Terminal Mercado.

    NOVIDADES Dois dos novos trlebus da Ambiental Transportes

    CIRCULANDO Jos Euvilsio Sales [email protected]

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