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MacGregor Mathers A Cabala Revelada

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MacGregor)Mathers)

A Cabala Revelada!

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A K A B B A L A R E V E L A D A

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[KABBALA DENUDATA]

A KABBALA REVELADA

CONTENDO OS SEGUINTES LIVROS DO ZOHAR:

O LIVRO DO MISTRIO OCULTO

A ASSEMBLEIA SAGRADA MAIOR

A ASSEMBLEIA SAGRADA MENOR

S. L. MACGREGOR MATHERS

TRADUZIDO PARA O INGLS DA VERSO LATINA

DE KNORR VON ROSENROTH, E COMPARADA COM

OS TEXTOS ORIGINAIS HEBRAICOS E CALDEUS

LONDON

1887

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INTRODUO KABBALAH

1. As primeiras questes levantadas por um leitor no cabalista provavelmente sero as seguintes: o que a Qabalah? Quem seu autor? Quais so suas subdivises? Quais so seus ensinamentos gerais? E por que se traduzem textos a respeito desse assunto, atualmente?

2. Desejo responder primeiro ltima pergunta. Na poca atual, uma poderosa onda de matrias ocultas est se espalhando dentro de nossa sociedade; o homem pensante est comeando a despertar e a compreender que h mais coisas entre o cu e a Terra do que julga a nossa v filosofia. E, por ltimo, embora de maneira alguma menos importante, est-se descobrindo, agora, que a Bblia mais que um simples livro de histrias, que est construdo de forma mais elaborada que qualquer outro livro e que contm numerosas passagens obscuras e misteriosas, as quais foram bloqueadas de maneira ininteligvel com uma chave que mantm oculto seu contedo. ESSA CHAVE E DADA PRECISAMENTE NA QABALAH. Este trabalho, portanto, tambm de sumo interesse para os estudiosos e estudantes da Bblia ou de Teologia. Cada cristo deve fazer a si mesmo a seguinte pergunta: Como posso chegar a entender, a compreender e, por isso mesmo, a aprender acerca do Antigo Testamento, se desconheo a maneira como foi construdo pela nao que o desenhou como seu Livro Sagrado e, se realmente no sei nada do Antigo Testamento, como posso aspirar a compreender o Novo?. Onde se encontra a verdadeira filosofia sublime da Bblia? Por acaso estar dentro dos grupos fanticos e sectrios? E quem pode calcular suas verdadeiras dimenses, sobretudo se tiver sido arrebatado pela paixo e pela cegueira? Pode uma pessoa sensvel, impressionvel e insegura promover-se a mestre das Sagradas Escrituras? Quantos suicdios se devem s manias, aos fanatismos, s decepes e s depresses religiosas! Que falsos lderes de sacrilgios sem sentido se promulga-ram como verdadeiros, desperdiando os significados dos livros dos Profetas e do Apocalipse! Foram feitas muitas tradues do Livro Sagrado dos hebreus, mas, infelizmente, frequentemente incorretas, servindo de base para que

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algumas mentes enfermas e desequilibradas se inflamem e trabalhem no erro. Que tipo de resultado podemos esperar de uma edificao desse porte? Neste dia, quero dizer aos fanticos e aos falsos lderes, sem dvida alguma, que: Estais tirando o Sublime e nico infinito de Seu Trono Real, e em Seu lugar estais colocando um demnio de foras desequilibradas; estais substituindo o Deus da ordem e do amor por uma divindade de desordem e cimes; estais pervertendo e alienando os ensinamentos do nico Crucificado. E por isso que hoje, mais do que nunca, necessria uma traduo dos textos cabalsticos do Zohar, que revelou seus conhecimentos em outros tempos e outro idioma. Contudo, tambm se deve ir mais longe, deve-se plasm-los em uma linguagem simples, que seja perfeitamente compreensvel para qualquer pessoa de nossos dias.

3. A Kabbalah deve ser definida como uma doutrina esotrica judia. Em hebreu, chamada QBLH, Qabalah, que uma derivao da raiz QBL, Qibel, que significa receber. A denominao desse conceito vem do costume de transmitir-se os conhecimentos esotricos oralmente. Essa transmisso est estreitamente ligada tradio.

4. Nos textos cabalsticos, encontramos com frequncia palavras de origem hebraica ou caldeia. Levando-se em conta que o nmero de leitores que estudam lnguas semticas limitado, pensou-se que o melhor seria transcrever tais palavras nos caracteres romanos comuns, procurando manter sua ortografia exata. Com essa finalidade, desenhei uma tabela em que se mostram, em forma de relao comparada: os alfabetos hebraico e caldeu (cujas letras so comuns a ambas as lnguas); os caracteres romanos, com os quais se transcrevem as palavras de ambas as lnguas e tambm seus nomes, poderes e valores numricos. No existem, nessas duas lnguas, caracteres numerais separados; portanto, como no caso do grego, cada letra tem seu valor numrico prprio; cada letra, portanto, tambm um nmero definido. Dessa circunstncia, desprende-se uma faceta importante para nosso estudo, em que cada palavra um nmero, e cada nmero uma palavra. Encontramos essa aluso no Apocalipse, em que se menciona o nmero da besta. Sobre essa correspondncia de nmeros e palavras baseia-se a cincia da Gematria (a primeira diviso do que chamamos literalmente Qabalah). Para insistir na tabela, tomaremos como exemplo a letra romana Q, a qual usei para representar a hebraica Qoph ou Koph, baseando-me no precedente de seu uso, sem a vogal subsequente u, por Max Muller, em sua obra Sacred Books of East. Como

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orientao para o leitor, devo esclarecer que o alfabeto hebraico formado, em sua totalidade, apenas por consoantes; as vogais so supridas por pequenos pontos e marcas colocados embaixo das letras. Outra dificuldade do alfabeto hebraico consiste na enorme semelhana existente entre certas letras, como o V, o Z e o N final.

5. Em relao ao autor e origem da Qabalah, nada melhor que responder citando o seguinte fragmento do Dr. Ginsburg: Treinai sobre a Kabbalah, a primeira premissa dessa palavra que se escreve e se soletra de vrias maneiras: Cabala, Kabalah, Kabbala, etc. Adotei sua forma de Qabalah, que mais condizente com a escritura hebraica da palavra.

6. Um sistema de filosofia religiosa ou, mais propriamente, de teosofia, que no apenas se exercitou por centenas de anos com uma forte influncia sobre a mente de um povo to astuto como o judeu, mas tambm cativou a mente de alguns dos grandes pensadores do Cristianismo nos sculos XVI e XVII, da mesma forma que chamou a ateno de telogos e filsofos daquela poca. Os personagens que citamos a seguir sentiram-se seduzidos por essa cincia: Raymond Lully, clebre escolstico metafsico e qumico falecido em 1315; John Reuchlin, renomado escolstico, que fez reviver a literatura oriental na Europa, nascido em 1455 e falecido em 1522; John Picus de Mirandola, famoso filsofo da Escola Clssica (1463-1494); Henry Cornelius Agrippa, honrado filsofo e mdico (1486-1535); John Baptist von Helmont, destacado qumico e fsico (1577-1644); Robert Fludd, famoso mdico e filsofo (1574-1637); e, por ltimo, o Dr. Henry More (1614-1687). Todos esses homens, aps seu incansvel trabalho e pesquisa no terreno cientfico, dedicaram seu valioso tempo a estudar, sem demrito sua cincia, a profundeza das profundezas, demonstrando com isso que a Natureza Divina caminha de mos dadas com a cincia. Encontraram satisfao mental nessa teosofia, conjugando, ao mesmo tempo, cincia, filosofia e religio. O chamado da Kabbalah tampouco est restrito a escritores, mdicos e filsofos; o poeta pode encontrar outra dimenso para expandir seu gnio, e o homem comum pode achar respostas a mltiplas perguntas. De que outra maneira poderia ser uma Teosofia, que nasceu e disso estamos completamente seguros de Deus no Paraso que foi tratada e criada pelos eleitos dos hspedes anglicos do cu e que s manteve sua converso com o Sagrado Filho do homem na Terra? Escutai a histria de seu nascimento, seu crescimento e sua maturidade, tal como contam seus seguidores.

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1 Os milhares so denotados por uma letra maior; por exemplo, se um Aleph maior ou mais alargada que as demais letras, seu valor ser 1000, e no 1. As finais no so sempre, se consideram com seu valor numrico incrementado.

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7. A Kabbalah foi delineada por Deus, no incio, para um grupo de seletos anjos que formavam uma escola teosfica no Paraso. Depois da queda, os anjos mais graciosos comunicavam sua doutrina celestial aos filhos desobedientes da Terra, para fortalecer o protoplasma com os significados que assinalariam o caminho de regresso as suas pristinas nobreza e felicidade. Esses ensinamentos passaram a Ado e a No, e deste a Abrao, o amigo de Deus, que emigrou com esses conhecimentos ao Egito, onde o patriarca cedeu uma poro de sua misteriosa doutrina argila alheia. Foi dessa maneira que os egpcios obtiveram certo conhecimento, e outras naes orientais introduziram nesses conhe-cimentos seus prprios sistemas filosficos. Moiss, que aprendeu toda a sabedoria do antigo Egito, foi iniciado nos conhecimentos da Qabalah, em primeira instncia, em sua terra natal, mas alcanou seus mximos aperfeioamentos durante as viagens pelo deserto, quando no apenas era um aplicado estudante dos mistrios, como, alm disso, recebia suas lies por intermdio de um anjo. Essa aprendizagem demorou 40 anos, no total. Com a ajuda dessa cincia misteriosa, as leis que recebeu foram compreendidas por ele em sua mxima expresso, e com elas solucionou os conflitos dos israelitas, tanto em sua peregrinao como em suas guerras e nas constantes misrias que sofreu o povo de Israel sob seu comando. Ele converteu e assentou os princpios de sua doutrina secreta nos primeiros quatro livros do Pentateuco, sempre em conexo com o Deuteronmio, o quinto livro do Pentateuco. Moiss tambm iniciou os 70 maiores nos segredos de sua doutrina, e eles, por sua vez, foram-nos transmitindo oralmente de pessoa a pessoa, de gerao em gerao. De todos os que formaram a linha inviolvel da tradio, Davi e Salomo foram os mais profundamente iniciados dentro da Kabbalah. De qualquer maneira, nenhum deles escreveu abertamente acerca da doutrina. Esse fato ocorreu depois da morte de Schimeon Ben Jochai, que viveu na poca da destruio do Segundo Templo, quando seu filho, Rabbi Eleazar, e seu secretrio, Rabbi Abba, ambos discpulos precoces, baseando-se em um tratado cotejado de Rabbi Schimeon Ben Jochai, compuseram o clebre trabalho chamado ZHR, Zohar, esplendorosa obra que se ergueu como o grande arquivo do cabalismo.

8. A Qabalah usualmente classificada em quatro vertentes:

(a) A Qabalah prtica

(b) A Qabalah literal

(g) A Qabalah no-escrita

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(d) A Qabalah dogmtica

9. A Qabalah prtica trata dos talisms, rituais e cerimnias mgicas. Moiss deu uma boa demonstrao desse conhecimento aos magos egpcios.

10. A Qabalah literal mencionada em diversos lugares, e para compreender e adquirir conhecimentos posteriores dessa doutrina, necessrio o conhecimento de seus pontos principais. Ela est dividida em trs partes: GMTRIA, Gematria; NVTRIQVN, Notariqon; e THMVRH, Ternura.

11. A Gematria uma mettese (mudana de sons em uma palavra) da palavra grega grammateia, que est baseada nos relativos valores numricos das palavras, como j indiquei anteriormente. As palavras de um valor numrico similar so consideradas para explicar outras; essa teoria extensvel s frases. Por exemplo, a letra Shin, SH, o 300, o equivalente da soma dos valores numricos das letras das palavras RVCH ALHIM, Ruach Elohim, o esprito de Elohim; portanto, um smbolo do esprito de Elohim. Para R = 200, V = 6, CH = 8, A = 1, L = 30, H = 5, I = 10, M = 40, o total 300. Similarmente, as palavras ACHD, Achad, Unidade, um, e AHBH, Ahebah, amor, ambas somam

13. Vejamos: A = 1, CH = 8, D = 4, total = 13; e A = 1, H = 5, B = 2, H = 5, o total 13. Da mesma maneira, o nome do anjo MTTRVN, Metatron ou Methratron, e o nome da Divindade SHDI, Shadda, ambos somam 314; portanto, um tomado como smbolo do outro. O anjo Metatron deveria ser o condutor dos filhos de Israel atravs do deserto, e a seu respeito Deus disse: Meu nome est nele. Com relao Gematria das frases (Gnesis 49,10): IBA SHILH, Yeba Shiloh, Vir o Salvador, temos 358, mesma numerao qual corresponde a palavra MSHICH, Messiah, Messias. Ou tambm de outra passagem (Gnesis 18, 2): VHBH SHLSHH, Vehenna Shalisha, Eis que viu trs homens de p, frase de igual valor numrico que ALV MIKAL GBRIAL VRPAL, Elo Mikhael Gabriel Ve-Raphael, Estes so Miguel, Gabriel e Rafael; cada frase soma 701. Creio que os exemplos anteriores so suficientes para explicar e deixar clara a natureza da Gematria, em especial porque encontraremos posteriormente outras palavras e frases de valores similares.

12. Notariqon a derivao da palavra latina notaria, ou seja, escriba. Existem duas formas de Notariqon: na primeira, todas as letras de uma palavra so tomadas como as iniciais ou a abreviatura de outra palavra. Desta forma, a partir das letras de uma palavra deve-se formar uma sentena. Por exemplo, cada uma das letras da palavra BRASHITH, Berashith, a primeira palavra do

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Gnesis, utilizada como inicial de outras tantas palavras, e obtemos BRASHITH RAH ALHIM SHIQBLV ISHRAL THVRH, Berashith Rahi Elohim Sheyequebelo Israel Torah: No princpio, os Elohins viram que Israel podia aceitar sua Lei. Nesse sentido, mais tarde, irei lhes transmitir seis modelos de Notariqon formados por essa mesma palavra, BRASHITH, preparados por Salomo Meir Ben Moiss, um judeu cabalista que abraou a f crist em 1665, tomando o nome de Prosper Rugers. Todos os modelos tm uma tendncia crist bastante clara, tanto que Prosper conseguiu, com eles, converter ao Cristianismo outro judeu radicalmente contrrio a essas crenas. A primeira delas BN RVCH AB SHLVSHTHM ICHD THMIM, Ben Ruach Ab Shaloshethem Yechad Themim: O Filho, o Esprito, o Pai, Sua Trindade, Perfeita Unidade. A segunda esta: BN RVCH AB SHLVSHTHM ICHD THOBVDV, Ben Ruach Ab Shaloshethem Yechad Thaubodo: O Filho, o Esprito e o Pai, vs igualareis na adorao de Sua Trindade. A terceira BKVRI RASHVNI ASHR SHMV ISHVO THOBVDV, Bekori Rashuni Asher Shamo Yeshuah Thaubado: Adorais meu primeiro-nascido, meu unignito, cujo nome Jesus. A quarta BBVA RBN ASHR SHMV ISHVO, THOBVDV Beboa Rabban Asher Shamo Yeshuah Thaubado: Quando o Mestre vier, seu nome ser Jesus, e deveis ador-lo. A quinta a seguinte: BTHVLH RAVIH ABCHR SHTHLD ISHVO THASHRVH, Bethulah Raviah Abachar Shethaled Yeshuah Thrashroah: Escolherei uma virgem para que acolha Jesus, e vs a abenoareis. E, finalmente, a sexta, BOVGTH RTZPIM ASTHTHR SHGVPI ISHVO THAKLV, Beaugoth Ratzephim Assattar Shegopi Yeshuah Thakelo: Esconderei minha essncia em uma torta (cozida com) carvo, para que vs comais meu corpo das mos de Jesus. A importncia cabalstica dessas sentenas radica no enaltecimento que fazem das doutrinas crists, reafirmando-as solidamente.

13. A segunda forma de Notariqon exatamente o oposto da primeira. Essa forma compila as letras iniciais, ou finais, ou do meio e, com elas, forma uma ou mais palavras. Por exemplo, a Qabalah chamada CHKMH NSTHRH, Chokhmah Nesethrah, o sbio segredo. Se tomamos as iniciais dessas duas palavras, CH e N, formaremos uma nova palavra, conforme o segundo tipo de Notariqon, CHN, Chen, graa. De maneira similar, se tomamos as letras iniciais e finais das palavras MI IOLH LNV HSHMIMH, Mi Iaulah Leno Ha-Shamayimah, Quem su-biria por ns at os Cus? (Deuteronmio 30,12), formamos a palavra MILH, Milah, circunciso, e a palavra IHVH, o Tetragrammaton, implicando que Deus ordenou ao povo eleito a circunciso como primeiro passo em direo ao caminho dos Cus.

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14. Ternura significa permutao e, de acordo com certas regras, uma letra substituda por outra letra que a precede ou antecede no alfabeto e, dessa maneira, forma-se uma palavra a partir de outra palavra, totalmente distinta na ortografia e, portanto, no significado. Para realizar esses exerccios, o alfabeto dividido exatamente na metade, colocando-se as duas partes uma sobre a outra. Ento, vai-se mudando, alternativamente, a primeira, ou as duas primeiras letras do princpio da segunda linha, produzindo-se assim 22 comutaes. Esse arranjo recebe o nome de Tbua das Combinaes de TZIRVP, Tziruph. Como exemplo causal, ensinarei aqui o mtodo ou comutao chamado ALBTH, Albath:

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K I T CH Z V H D G B A

M N S O P TZ Q R SH TH L

Cada mtodo tira seu nome dos primeiros dois pares de letras que o compem. O mtodo dos pares de letras o trabalho bsico de todo o sistema; desta forma, cada letra substituda por seu casal de cima ou de baixo, segundo o caso correspondente. Por exemplo, por meio do mtodo Albath, da palavra RVCH, Ruach, forma-se a palavra DTZO, Detzau. ALBTH, Albath, um dos mtodos; porm existem mais 21, que so: ABGTH, AGDTH, ADBG, AHBD, AVBH, AZBV, ACHBZ, ATBCH, AIBT, AKBI, ALBK, AMBL, ANBM, ASBN, AOBS, APBO, ATZBP, AQBTZ, ARBQ, ASHBR e ATHBSH. A todos eles devem ser acrescentados os modos ABGD e ALBM. A partir daqui vem a Tabela Racional de Tziruph, outro conjunto de 22 combinaes. Tambm existem trs Tabelas de Comutaes, conhecidas, respectivamente, como a Correta, a Adversa e a Irregular. Para desenvolver qualquer uma delas deve-se fazer um quadrado, subdividido, por sua vez, em 484 quadrados, com as letras inscritas dentro. Para a Tabela Correta, o alfabeto escrito da direita para a esquerda; na segunda linha, procede-se da mesma forma, mas comeando pela letra B e terminando pela letra A; na terceira linha, de modo igual, mas comeando pela letra G e terminando pela letra B, e assim sucessivamente. Para a Tabela Adversa, o alfabeto escrito retrocedendo-se da direita para a esquerda, comeando pela letra TH e terminando pela letra A; na segunda linha, comeando pela letra SH e terminando pela letra TH, e assim sucessivamente. A Tabela Irregular

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apresenta inmeras dificuldades para poder ser descrita aqui. Apesar disso, existe um mtodo, chamado THSHRQ, Thashraq, que consiste, simplesmente, em escrever as palavras no sentido contrrio. Porm, existe uma forma muito mais importante, chamada Qabalah das Nove Cmaras, ou AIQ BKR, Aiq Bekar, que se forma da seguinte maneira:

300 30 3 200 20 2 100 10 1

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Tive de colocar a numerao de cada letra para mostrar a afinidade existente entre as letras de cada cmara. Algumas vezes, so usadas como zero, para mostrar as pores que a letra contm dentro de cada figura, colocando-se um ponto para a primeira letra, dois para a segunda e trs para a terceira. Por exemplo, no ngulo superior direito esto contidas as letras AIQ, que tm respectivamente sobre elas um, dois ou trs pontos, ou pequenos zeros, assim como o quadrado central, que tem, na mesma ordem, as letras H, N e K final. Isso facilita a ubiquidade das possveis permutaes de cada letra dentro das Nove Cmaras. E claro que essa no a nica maneira de utilizar a Qabalah das Nove Cmaras; entretanto, no disponho de espao suficiente para descre-ver suas diversas maneiras de uso. Farei apenas uma meno ao modo de Ternura, chamado ATHBSH, Athbash, que se baseia no fato de que, no livro de Jeremias 25:26, a palavra SHSHK, Sheshakh, simboliza a palavra BBL, Babel.

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15. Ao lado de todas essas regras, existem certos significados contidos ou escondidos no corpo das letras do alfabeto hebraico. Tais significados so diversos. Por exemplo, uma letra colocada no final de uma palavra diferente se est situada na sua terminao ou no meio dela; o mesmo acontece quando uma letra habitual na terminao encontrada na metade de uma expresso. Outra coisa acontece com as letras que so escritas de uma forma inferior comum ou, pelo contrrio, de uma forma superior ao resto do manuscrito. O sentido de uma frase tambm varia se alguma letra est virada de cabea para baixo. Alm disso, s vezes, as palavras aparecem com uma silabao diferente, apresentando uma letra a mais ou a menos que em outros escritos. Por outro lado, h a influncia da distribuio dos pontos e acentos, que em certas frases indicam redundncia ou elipse.

16. Por exemplo, diz-se que o corpo da letra A, Aleph, do alfabeto hebraico (ver sua figura na tabela I), simboliza um Vau, V, entre um Yod, Y, e um Daleth, D; e que essa letra representa por si mesma a palavra IVD, Yod, pelo formato de seu corpo. Similarmente, o corpo da letra He, H, representa um Daleth, D, com um Yod, Y, escrito em seu canto inferior esquerdo, etc., etc.

17. Em Isaias 9:6-7, para que a palavra LMRBH, Lemarbah, seja multiplicada, est escrita com o caractere hebraico M final na metade da palavra, em vez de estar escrita com o M comum intermedirio. A consequncia dessa mudana que o valor numrico da palavra aumenta da seguinte maneira: de 30 + 40 + 200 + 2 + 5 = 277, para 30 + 600 + 200 + 2 + 5 = 837; por Gematria: THTH ZL, Tat Zal, o Profuso Outorgador. Assim, com a simples mudana de um M por um M final, o sentido e o significado cabalstico da palavra mudam consideravelmente.

18. Em Deuteronmio 6:4, etc., a orao conhecida como Shema Yisrael sofre uma alterao. Ela comea assim: SHMOISHRAL IHVH ALHINV ACHD, Shemaa Yisrael, Tetragrammaton Elohino Tetragrammaton Achad: Ouvi, Israel, Tetragrammaton, vosso Deus o Tetragrammaton nico. Nesse verso, a letra terminal O na palavra SHMO e o D de ACHD esto escritos de forma mais extensa que o resto das outras letras da orao. A simbologia cabalstica contida nesse texto explicada da seguinte forma: a letra O tem valor numrico 70 e mostra que a Lei deve ser explicada de 70 formas distintas; e o D tem valor numrico quatro, que indica os quatro pontos cardinais e as quatro letras do nome sagrado. A primeira palavra, SHMO, tem em seu conjunto um valor numrico de 410, o nmero de anos de durao do primeiro Templo, etc., etc., etc. H muitos outros pontos importantes que merecem ser levados em conta a

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respeito dessa orao, mas o tempo no permite que eu me estenda a respeito deles.

19. Outros exemplos de pronunciao e silabao deficiente ou redundante, ao lado de outras tantas peculiaridades de acentuao e pontuao, etc., continuaro aparecendo em nosso trabalho.

20. Para encontrar uma srie de simultaneidades e relaes cabalsticas, no preciso ir muito alm: a primeira palavra da Bblia, BRASHITH, Berashith, apresenta, em suas primeiras trs letras, BRA, as letras iniciais dos trs componentes da Trindade: BN, Ben, o Filho; RVCH, Ruach, o Esprito; e AB, Ab, o Pai. Alm disso, a primeira letra da Bblia o B, inicial do vocbulo BRKH, Berakhah, bno; e no a letra A, como muitos supem que devia comear, j que o A a inicial de ARR, Arar, Maldio. Por outro lado, o valor numrico da palavra Berashith igual ao nmero de anos que medeiam a criao e a chegada de Cristo ao mundo: B = 2.000, R = 200, A = 1.000, SH = 300, I = 10 e TH = 400: total = 3.910 anos, em nmeros redondos, da criao ao nascimento de Cristo (as letras A e B devem seu valor numrico ao fato de terem sido escritas de forma mais extensa que o resto das letras da palavra). Picus de Mirandola realizou os seguintes exames acerca da primeira palavra da Bblia, BRASHITH, Berashith: juntando a terceira letra, A, com a primeira, B, obtemos AB, o Pai. A repetio da primeira letra, junto com a segunda, nos d o vocbulo BBR, Bebar, em ou pelo Filho. Se lermos a palavra completa prescindindo da primeira letra, deparamo-nos com a palavra RASHITH, Rashith, o princpio. Se conectarmos a quarta letra, SH, com a primeira, B, e a ltima, TH, obtemos SHBTH, Shebeth, o fim. Se tomarmos as trs primeiras letras, formaremos a palavra BRA, Bera, criao. Se omitirmos a primeira e pegarmos as trs posteriores, achamos a palavra RASH, Rash, cabea. Omitindo as duas primeiras e tomando as duas seguintes temos o vocbulo ASH, Ash, fogo. Juntando a quarta, SH, e a ltima, TH, encontraremos SHTH, Sheth, fundao. Trocando de lugar a primeira e a segunda letras obtemos RB, Rab, grande. Se, depois da terceira letra, colocarmos a quinta e a quarta, temos AISH, Aish, homem. Juntando as duas primeiras com as duas ltimas letras, formamos a palavra BRITH, Berith, promessa, contrato, testamento. E, finalmente, se ltima letra somarmos a primeira, teremos a palavra THB, Theb, usada s vezes como TVB, Thob, bom.

21. Pegando o total desses anagramas msticos em sua prpria ordem, Picus construiu a seguinte sentena a partir da primeira palavra da Bblia, BRASHITH: Pater in filio (aut per filium) principium et finem (sive quietum) creavit

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caput, ignem, et fundamentum magni hominis faedere bono: Pelo Filho se chega ao Pai, criador de tudo, Ele o princpio e o fim, o fogo vital e o fundador do Homem Supremo (Adam Qadmon) por Sua justa promessa. Essa frase um pequeno eptome dos ensinamentos do Livro do Mistrio Oculto. Essa mensagem da Qabalah literal j se estendeu para alm de seus prprios limites. Entretanto, foi necessria, de qualquer maneira, para explicar o funcionamento do raciocnio metafsico na aplicao aos trabalhos cabalsticos.

22. O termo Qabalah No-Escrita aplica-se a certos conhecimentos que no foram afirmados em nenhum livro, mas sim transmitidos oralmente. No direi mais nada referente a esse ponto, ainda que eu mesmo os tenha (ou no) recebido. Certamente, desde os tempos de Rabbi Schimeon Ben Jochai, ningum da Qabalah jamais escreveu algo a esse respeito.

23. A Qabalah Dogmtica contm a parte doutrinal dessa cincia. H uma longa lista de tratados de vrias datas e diversos mritos que falam e escrevem com maior ou menor acerto sobre a Qabalah Escrita, mas os verdadeiros livros se resumem a quatro fontes:

( ) O Sepher Yetzirah e seus anexos;

( ) O Zohar, com seus desenvolvimentos e comentrios;

( ) O Sepher Sephiroth e suas expanses;

( ) O Asch Metzareph e seus simbolismos.

24. O SPR ITZIRH, Sepher Yetzirah, ou Livro de Formao, est ligado ao patriarca Abrao. Seu contedo trata da cosmogonia simbolizada pelos dez nmeros e pelas 22 letras do alfabeto, chamados, em conjunto, de as 32 sendas. Acerca dessas ltimas, Rabbi Abraham Den Dior escreveu um comentrio mstico. O termo senda usado, ao longo da Qabalah, para significar uma ideia hieroglfica, ou aquilo que pertence esfera das ideias e que tem de ser representado por um smbolo, uma nina ou um desenho representativo.

25. O ZHR, Zohar, ou Esplendor, ao lado de outros tratados de menor importncia, contm como documentos mais importantes os seguintes livros, dos quais tive a honra de traduzir os trs primeiros:

( ) O SPRA DTZNIOVTHA, Siphra Dtzenioutha, ou Livro do Mistrio Oculto, raiz, base e fundamento do Zohar.

( ) O ADRA RBA QDISHA, Idra Rabba Qadisha, ou A Grande Assembleia Sagrada, que vem a ser o desenvolvimento do Livro do Mistrio Oculto.

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( ) O ADRA ZVTA QDISHA, Idra Zuta Qadisha, A Assembleia Sagrada Menor, que um suplemento de A Grande Assembleia Sagrada.

Esses trs livros tratam do desenvolvimento gradual da Divindade Criativa e, com ela, da criao. Os textos desses trabalhos foram anotados por Knorr von Rosenroth (o autor da A Kabbalah Revelada) a partir do Mantuano, do Cremonense e do Lublinense, cdices de grande fidelidade e credibilidade, sendo o primeiro e o segundo os mais antigos. Os comentrios feitos ao trabalho desse autor aparecem geralmente entre parnteses para distingui-los dos textos atuais.

( ) O tratado etreo chamado BITH ALHIM, Beth Elohim ou, mais precisamente, Casa dos Elohim, editado por Rabbi Abraham Cohen Irira, a partir das doutrinas de Rabbi Yitzchaq Loria. Esse tratado fala dos anjos, dos demnios, dos espritos elementais e das almas.

( ) O Livro das Revolues das Almas, que um tratado peculiar e discursivo das ideias prprias e divulgadas de Rabbi Loria.

26. O SPR SPIRVTH, Sepher Sephiroth, ou Livro das Emanaes, descreve, para dizer de algum modo, a evoluo gradual da Divindade, desde a existncia negativa at a existncia positiva.

27. O ASH MTZRP, Asch Metzareph, ou Fogo Purificador, um tratado hermtico e alqumico conhecido por poucos. E so menos ainda os que, apesar de conhec-lo, o compreendem.

28. As principais doutrinas da Qabalah so designadas para dissolver os seguintes problemas:

( ) O Ser Supremo, Sua natureza e atributos;

( ) A Cosmogonia;

( ) A criao dos anjos e do homem;

( ) O destino dos homens e dos anjos;

( ) A natureza da alma;

( ) A natureza dos anjos, dos demnios e dos elementais;

( ) A importncia da lei revelada;

( ) O simbolismo transcendental dos numerais;

( ) Os peculiares mistrios contidos nas letras hebraicas;

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( ) O equilbrio dos contrrios.

29. O Livro do Mistrio Oculto comea com as seguintes palavras: O Livro do Mistrio Oculto o livro do equilbrio e do balano. Qual o significado desses termos? Equilbrio aquela harmonia que resulta do confronto das foras opostas que se igualam em fortaleza, descansando do movimento sucessivo. E o ponto central. E o ponto inscrito no centro do circulo, no simbolismo antigo. E a sntese vivente do poder em contrapeso, equilibrado. Essa forma pode ser descrita como o equilbrio entre a luz e a sombra, deixando de lado qualquer outro fator ou ponto de vista. O termo balana ou balano aplica-se s duas naturezas opostas de cada trade da Sephiroth e ao equilbrio que formam na terceira Sephirah de cada ternrio. Esclarecerei melhor essas ideias quando explicar a Sephiroth. Essa doutrina do equilbrio e do balano uma ideia cabalstica fundamental.

30. O Livro do Mistrio Oculto encontra-se no estado do equilbrio mantido naquela regio, a qual negativamente existente. O que a existncia negativa? O que a existncia positiva? A distino entre essas duas outra ideia fundamental. Definir o conceito de existncia negativa claramente impossvel, pois, quando algo distintivamente definido, sua existncia negativa cessa, ou seja, passa de sua existncia negativa a uma condio esttica. Dessa forma, a sabedoria que os cabalistas possuem ultrapassa o alcance da compreenso mortal, e a primria AIN, a existncia negativa nica, e a AIN SVP, Ain Soph, a expanso sem limites, que se emparelham sempre com a AIN SVP AVR, Ain Soph Aur, a Luz ilimitada, permanecem apenas como conceitos velados, ocultos ou esotricos. Agora, se pensarmos profundamente, veremos nesses conceitos algumas das formas primrias do Desconhecido e Inominvel nico, ao qual ns, em nossas expresses cotidianas, chamamos de Deus. Ele o Absoluto. Porm, como definir o Absoluto, j que, mesmo se conseguirmos, o fracionaremos com nossas expresses? E bvio que o indefinido, o Absoluto, deixa de s-lo ao ser definido. Que nos resta dizer, ento? Que o Negativo, o Ilimitado e o Absoluto, falando com lgica, so absurdos. Isso quer dizer que tais ideias escapam de nossa razo que no podemos defini-las? No; para poder defini-las, teremos de construi-las, ou seja, cont-las em nossa razo, para que no escapem nem a superem. Para que algo subjetivo seja suscetvel de definio, deveremos dot-lo de certos limites. Porm, como o Ilimitvel pode ser limitado?

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31. O primeiro princpio e axioma da Qabalah o nome da Divindade, traduzido para a nossa verso da Bblia como Eu Sou quem Sou AHIH ASHR AHIH, cuja traduo mais literal seria Existncia Existncia ou Eu Sou quem Ele .

32. Eliphas Levi Zahed, o grande filsofo e cabalista do sculo XIX, deixou assinalado em seu livro Histria da Magia (Livro I, Captulo 7): Os cabalistas tm verdadeiro horror a tudo aquilo que parea idolatria; eles, de qualquer maneira, atribuem a Deus a forma humana, que puramente uma figura hieroglfica. Eles consideram Deus como a inteligncia, a vida e o amor nico e infinito. Ele no , para eles, o conjunto ou a coleo de diversos seres e elementos nem uma abstrao da existncia, nem um ser definvel filosoficamente. Ele tudo e est em tudo, mas distingue-se de tudo e maior que tudo. Seu verdadeiro nome inefvel; e, em todo caso, seu nome s expressa o ideal humano de Sua Divindade. Deus est nEle, caso este no se d a conhecer pelos homens. Deus o absoluto da f; a existncia o absoluto da razo, a existncia por Ele mesmo e porque Ele existe. A razo da existncia da existncia a existncia d Ele. A pergunta seria: por que uma coisa em particular existe? E o que faz com que essa coisa exista? No poderamos responder a essas questes sem cair em uma resposta absurda, que seria apenas outra pergunta: por que a existncia existe?, na qual a pressuposio da existncia j est implcita. Da mesma maneira, Eliphas Levi afirma (idem, Livro III, Captulo 2): Dizer eu creio apenas quando a verdade de um dogma pode ser comprovada cientificamente o mesmo que dizer eu s acreditarei quando j no tiver de acreditar, quando o dogma tiver sido destrudo como dogma pelos teoremas cientficos. como dizer, em outras palavras: S admitirei o infinito quando este tenha sido explicado e definido em meu prprio beneficio; em uma palavra, quando este tiver sido convertido em finito. Acreditarei no infinito quando estiver seguro de que o infinito no existe. E acreditarei na imensido do oceano quando puder v-lo completamente engarrafado. Mas isso no pode ser, j que, quando uma coisa est claramente comprovada e torna-se compreensvel para ti, ento j no acreditars mais, ento sabers, e quem sabe no cr.

33. No Bhagavadgt, Captulo 9: Eu sou a imortalidade e tambm a morte; e Eu, Arjuna, sou aquele que e aquele que no (ou o que existe negativamente). Tambm no Captulo 9: 6 descendente de Bharata! V as maravilhas dos nmeros nunca antes vistas. Contido em meu corpo, Gudkesa! Contempla nesse dia todo o Universo, incluindo tudo que mvel e

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imvel, tudo em um. Ainda no mesmo captulo, Arjuna diz: Senhor Infinito dos Deuses! Tu que penetraste no Universo! Tu que celebras o indestrutvel, o que e o que no , e aquele que est acima de tudo isso. Tu, criador do primeiro Deus, o mais antigo; Tu s o maior suporte deste Universo. Por Ti este Universo penetrado. O. Tu! Das formas infinitas... Tu, criador do poder infinito, da glria imensurvel. Tu penetras tudo e, mais alm, Tu crias tudo!

34. A ideia da existncia negativa pode existir, como uma ideia, sem que esta chegue a ser sua definio, pois a ideia de sua definio completamente incompatvel com sua natureza. Mas..., alguns leitores podem argumentar: Seu termo de existncia negativa seguramente um nome equivocado; o conceito que voc descreve poderia ser expresso, simplesmente, como subsistncia negativa. Minha resposta a essa observao : por subsistncia negativa, no se pode entender nada mais que subsistncia negativa; e esta no pode variar, no pode desenvolver-se. Por subsistncia negativa, entendemos, literalmente, algo verdadeiro como o nada, mas que no leva implcita a existncia. Assim, a subsistncia negativa no pode ser, embora possa estar no todo, pois nunca existiu e nunca existir. Enquanto a existncia negativa contm, em si mesma, a vida positiva; nas ilimitadas profundezas do abismo dessa negatividade, existe uma poderosa fora que se manifesta em seu interior. Essa poderosa fora igual quela contrria positiva e pode convulsionar-se e manifestar-se do interior ao exterior, seja por fuso, expanso ou polarizao. Esse fenmeno ou principio, aparentemente velado ou astutamente oculto, manifesta-se a todo momento no Universo, que se contrai e se expande constantemente. E por isso que tive de empregar o termo ex-isto e no o termo subs-isto.

35. Entre duas ideias to diferentes como a existncia negativa e a positiva h certos nexos ou elos que as conectam. Chamaremos e conheceremos esses elos como existncia potencial, que, sem se afastar muito da existncia negativa, se aproxima mais da existncia positiva. Para deixar esse conceito claramente estabelecido, o exemplificaremos coma semente que contm em si a vida latente de uma rvore, mas no o definiremos, pois a vida latente ou potencial no admite definio. Quantas sementes que levam dentro de si uma rvore nunca chegam a form-la, sem que por isso percam seu potencial de existncia, sejam quais forem seus processos de transformao orgnica, entrando, assim, em uma existncia negativa.

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36. Por outro lado, a existncia positiva sempre perfeitamente definvel. Ela dinmica; seus poderes so habitualmente evidentes e alguns deles so a anttese da existncia negativa, e a maioria deles contrria subsistncia negativa. A existncia positiva a rvore que cresce e se desenvolve a partir do minsculo interior de uma semente. No entanto, a existncia positiva tem um principio e um fim e, a partir de ento, pertence a outra forma da qual depende; e, sem esse outro, ideal oculto e negativo que se encontra atrs dela, a existncia positiva se tornaria instvel e insatisfatria.

FIGURA II

A nuvem-vu da formulao Ain da sephiroth oculta

e, concentrando-se em Kether, a primeira Sephirah

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37. Bem, a partir de agora tratarei, com toda a min , humildade e reverncia, de desvelar as sombras que ocupam a mente do leitor para poder transmitir-lhe a ideia do nico Ilimitvel. Antes de expor essa ideia, mas referente a ela, s posso falar por meio das palavras de um antigo orculo: Nele se encontra o ilimitvel abismo da glria, e a partir dele brotam algumas pequenas fascas que conferem toda sua glria ao Sol, Lua e s estrelas. Mortal! Observa quo pouco conheo de Deus; no busques saber mais a respeito dEle, pois est alm de toda compreenso, por mais sbio que tu sejas. Como somos pequenos! Como seus Ministros so pequenos! Que pequena parte formamos dEle!.

38. Existem trs vus ou segredos cabalsticos sobre a existncia negativa, e eles formulam a si mesmos, como as ideias ocultas da Sephiroth, que ainda no foram chamadas a se manifestar e que se encontram concentradas em Kether, que , nesse sentido, o Malkuth das ideias ocultas da Sephiroth. Explicarei isso. O primeiro vu da existncia negativa AIN, Ain, Negatividade. Essa palavra consiste de trs letras, de cujas sombras se manifestam os primeiros trs nmeros ou Sephiroth. O segundo vu AIN SVP, Ain Soph, o Ilimitado. Esse conceito contm seis letras, e de suas sombras surgem os primeiros seis nmeros ou Sephiroth. O terceiro vu AIN SVP AUR, Ain Soph Aur, a Luz Ilimitada. Esse conceito composto por nove letras, de cujas sombras saem as primeiras nove Sephiroth, ou nmeros, mas, certamente, apenas em sua ideia oculta. Por isso, quando queremos fazer progresses com o nmero nove, regressamos continuamente unidade, ou recorremos a ela, por exemplo, para formar o nmero dez, que nada mais que uma repetio da unidade expressa a partir da cifra negativa, o zero. A representao arbica do zero, um crculo, uma expresso evidente da negatividade, assim como a linha a expresso da Unidade. Disso se deduz que o Ilimitado Oceano da Luz Negativa no procede do centro, pois no existe um centro, mas sim se centraliza e se concentra em um centro, que o nmero da Sephiroth manifestada, Kether, a Coroa, a primeira Sephiroth, o Uno, a qual ser chamada a ser o Malkuth ou o nmero dez da Sephiroth Oculta (ver a figura II). Portanto, Kether est em Malkuth, e Malkuth encontra-se em Kether. Ou, como um prestigiado autor de Alquimia (Thomas Vaughan, mais conhecido como Eugenio Philalethes) extrai aparentemente de Proclus, em Euphrates: the Waters of East, a seguinte frase:

O cu se encontra na Terra, mas, de uma maneira terrestre, e a Terra se encontra no cu, mas de uma forma celestial. Embora o conceito da existncia negativa seja impossvel de ser definido, como j demonstrei antes, frequentemente considerado pelos cabalistas como uma representao metafrica da Unidade ou do nmero Um, como uma considerao separada do

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mesmo. Para isso, frequentemente utilizam eptetos indiscriminados como os que resumo a seguir: o Oculto do Oculto, o Mais Antigo dos nicos Antigos, o Mais Sagrado Ancio nico, etc.

39. Agora explicarei o verdadeiro significado dos termos Sephirah e Sephiroth. O primeiro singular e o segundo plural. O melhor reflexo ou explicao da palavra emanao numrica. Existem dez Sephiroth, as quais so as formas mais abstratas dos nmeros da escala numrica decimal: 1-2-3-4-5-6-7-8-9-10. Esses nmeros so raciocinados em seu sentido abstrato nas mais altas matemticas, enquanto na Qabalah so pensados como as formas abstratas da Divindade, isto , como SPIRVTH, Sephiroth. Essa forma de entender os nmeros similar ao antigo preceito oriental no qual se baseou Pitgoras para teorizar que a cada ideia corresponde uma numerao simblica.

40. Pelas Sephiroth encontramos, geralmente, o desenvolvimento das personalidades e dos atributos de Deus. Destes, uns so femininos e outros, masculinos. Bem, por alguma razo ou por algum outro conhecimento que no sabemos, os tradutores da Bblia tiveram muito cuidado em no manifestar esse fato, suavizando e quase escondendo, em cada referncia que se faz, o fato de que Deus tanto masculino como feminino. Para conseguir isso, no momento de traduzir um feminino plural, trocavam-no por um masculino singular, sobretudo no caso da palavra Elohim. De qualquer maneira, deixaram entrever seu conhecimento, pelo menos inadvertidamente, em Gnesis 4:26, ao utilizar a palavra Elohim no plural: E os Elohim disseram, faamos o homem. E ainda em Gnesis 5:27, como puderam criar Ado, ou o homem, sua imagem e semelhana [...] homem e mulher os criaram, sua imagem e semelhana sem que os mesmos Elohim fossem masculinos e femininos ao mesmo tempo? A palavra Elohim a expresso do vocbulo feminino singular ALH, Eloh. O acrscimo IM utilizado, geralmente, como terminao plural masculina no hebraico e, neste caso, soma-se a uma palavra feminina. Isso faz com que, finalmente, a palavra Elohim contenha a potncia feminina unida ideia masculina, capaz de produzir uma semente. Bem, ouvimos muito acerca do Pai e do Filho, mas quase nunca ouvimos algo a respeito da Me Original nas religies professadas atualmente no Ocidente. Isso no acontece com a Qabalah, a qual nos revela que, nos dias antigos, Ele se configurou em Pai e Me simultaneamente, e assim deu lugar ao Filho. Essa Me justamente Elohim. De uma forma similar referimo-nos ao Esprito Santo, atribuindo-lhe, de antemo, o gnero masculino. Mas a palavra RVCH, Ruach, Esprito, feminina, como aparece na seguinte passagem do Sepher Yetzirah: ACHTH RVCH ALHIM CHIIM, Achat (palavra feminina do Achad masculino) Ruach Elohim Chiim: Ela, nica, o esprito da vida dos Elohim.

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41. Falei anteriormente que Deus conformou a Si Mesmo em feminino e masculino. Agora lhes direi que, se no fosse assim, a Terra seria como outros tantos planetas que subsistem e que esto a, mas que, geralmente, carecem de manifestaes de vida ou, como diz a Bblia no Gnesis: A Terra era vazia e informe. Esses mundos primrios, como outrora foi a Terra, so levados em conta para simbolizar aqueles reis que reinaram em Edom antes que neles reinasse um Rei de Israel, e deles fala-se na Qabalah como os Reis Edomitas. Esses conceitos so amplamente explicados nos livros do Zohar.

42. Agora, comearemos a considerar a primeira Sephirah, o nmero um, a Mnada de Pitgoras. Nesse nmero encontram-se contidos os outros nove. O nmero um indivisvel e tampouco pode ser multiplicado. Quando se multiplica ou se divide por si mesmo, mantm seu prprio valor, e quando multiplica ou divide outro nmero, o deixa intacto. Por isso, representa o imutvel Pai de tudo. Esse nmero, a Unidade, possui uma dupla natureza e duas formas que unem entre si, servindo de elo, o negativo e o positivo. Em suas propriedades de intercmbio, um nmero limitado, mas, em sua capacidade e propriedade de adio, reconhecido como o primeiro nmero das sries numricas. Enquanto o zero incapaz de ser no apenas multiplicado ou dividido, mas tampouco pode ser somado ou subtrado, outro fato que demonstra sua existncia negativa. Voltando ao nmero um e sua incapacidade de multiplicar-se, faz-se necessrio que outro nmero um venha se somar a ele para que inicie sua primeira progresso aritmtica. Isso rompe sua natureza de nico? Em outras palavras, de onde e como nasce o nmero dois? Pelo reflexo do Um em si mesmo. Este ltimo nos poderia fazer pensar que nos encontramos diante de outro conceito indefinvel, mas o Um perfeitamente definvel. E a definio que lhe corresponde, para conformar o nmero dois, simplesmente passa por um processo de duplicao, por intermdio de sua prpria imagem; esse processo chamado de Eidolon. Dessa maneira, confirma-se a qualidade dual do nmero Um. Com o Um tambm temos o comeo de uma vibrao estabelecida, que o Um vibra alternativamente, de sua imutabilidade sua definio, para regressar novamente sua imutabilidade. O Um o pai de todos os nmeros e o tipo adequado do Pai de todas as coisas.

O nome da primeira Sephirah Kether, KTHR, a Coroa. O nome Divino atribudo a esse nome do Pai est dado em xodo 3:4: AHIH, Ehieh, Eu Sou. Que significa Existncia.

A ideia da existncia negativa dependente de sua prpria essncia :

TMIRA DTMIRIN, Temira De-Temirin, o Oculto do Oculto.

OTHIQA DOTHIQIN, Authiqa De-Authiqin, o Mais Antigo dos Antigos nicos.

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OTHIQA QDISHA, Authiqa Qadisha, o Mais Sagrado e nico Ancio.

OTHIQA, Authiqa, o Antigo Uno ou o nico Antigo, ou o Mais Antigo.

OTHIQ IVMIN, Authiq Iomin, o Ancio de Dias.

Tambm chamado:

NQDH RASHVNH, Nequdah Rashunah, o Ponto Primordial.

NQDH PSHVTH, Nequdah Peshutah, o Ponto Uniforme.

RISHA HVVRH, Risha Havurah, a Cabea Branca.

RVM MOLH, Rom Meolah, a Altura Inescrutvel.

Junto com esses eptetos, encontra-se um nome muito importante, aplicado a essa Sephirah para representar a grandeza do Pai de todas as coisas. O nome ARIK ANPIN, Arikh Anpin, o Vasto Semblante, o Macroprosopo. Dele se diz que uma parte est oculta (no sentido de Sua conexo com a existncia negativa) e a outra manifesta (como uma Sephirah positiva). Nesse ponto, o simbolismo do Vasto Semblante refere-se ao fato de que apenas uni lado do Semblante visvel ou, como se diz na Qabalah: Nele, tudo o lado direito. Mais tarde retomarei novamente esse ponto.

As dez Sephiroth, em sua totalidade, representam o Homem Celestial ou o Ser Primordial, ADM OILAH, Adam Auilah.

Sob essa Sephirah, encontra-se classificada a ordem anglica de CHIVTH HQDSH, Chioth Ha-Qadesh, as criaturas sagradas viventes, os querubins ou esfinges de Ezequiel, e a viso do Apocalipse de Joo. Isso est representado, dentro do Zodaco, por quatro signos: Touro, Leo, Escorpio e Aqurio o touro, o leo, a guia e o homem. Escorpio est simbolizado, em sua parte positiva, pela guia; em sua parte negativa, pelo escorpio; e em sua parte mista, pela serpente.

A primeira Sephirah contm dentro de si as outras nove, e as produz na seguinte sequncia:

43. O nmero Dois, ou o Dual. O nome da segunda Sephirah CHKMH, Chokmah, Sabedoria, urna potncia masculina ativa, refletida a partir de Kether, como j expliquei anteriormente. Essa Sephirah o Pai Ativo e evidente, a quem a Me est unida em sua forma de nmero Trs. Essa segunda Sephirah est representada pelos nomes divinos de IH, Yah, e IHVH, e tem como hspedes anglicos os AVPNIM, Auphanim, as Rodas (Ezequiel 1). Tambm chamado AB, Ab, o Pai.

44. A terceira Sephirah, ou Trade, de potncia passiva feminina, denominada BINH, Binah, o Entendimento, que coexiste perfeitamente com

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Chokmah, o nmero Dois. E igual a duas linhas paralelas que se perdem no infinito sem nunca se tocarem, e da surge o poder do nmero Trs: forma, para o Dois, o ponto de unio, ou seja, o tringulo. Nessa Sephirah, completa-se e toma-se evidente a suprema Trindade. Tambm chamada AMA, Ama, Me, e AIMA, Aima, a me fecunda e grandiosa, que se une eternamente com AB, o Pai, para manter neles, e a partir deles, a ordem do Universo. Alm disso, Ela a forma mais evidente pela qual podemos chegar a conhecer o Pai e, por isso, merecedora da honra mxima. E a Me, coexistente com Chokmah e, ao mesmo tempo, a grande forma feminina de Deus, os Elohim, de cuja imagem o homem e a mulher foram criados. Portanto, a doutrina da Qabalah nos diz: iguais diante de Deus. A mulher igual ao homem e, certamente, no inferior a ele. Aqueles que se denominam cristos devem tentar insistentemente entender este princpio: a mulher igual ao homem. Aima a mulher descrita no Apocalipse (Captulo 12). Essa terceira Sephirah chamada, algumas vezes, de Grande Mar. A essa mulher foram atribudos os nomes divinos de ALHIM, Elohim, e IHVH ALHIM; e a ordem anglica, ARALIM, Aralim, os Tronos. Ela a Me suprema e se distingue de Malkuth, a Me inferior, a Esposa, a Rainha.

45. O nmero Quatro a unio que se produz entre a segunda e a terceira Sephiroth, chamada CHSD, Chesed, Compaixo, Perdo ou Amor. Tambm chamada GDVLH, Gedulah, Grandiosidade ou Magnificncia; uma potncia masculina representada pelo nome divino de AL, Ele, o Mais Poderoso, e pelo nome anglico CHSHMLIM, Chashmalin, Chamas Cintilantes (Ezequiel 4:4).

46. O nmero Cinco emana da potncia passiva feminina de GBVRH, Geburah, fora ou esforo; ou ento DIN, Deen, Justia. O Cinco representado pelos nomes divinos de ALHIM GBVR e de ALH, Eloh, e pelo nome anglico de SHRPIM, Seraphin (Isaias 6:6). Essa Sephirah tambm chamada PCHD, Pachad, Medo.

47. O nmero Seis nasce das duas emanaes anteriores que se unificam nessa Sephirah, chamada THPARTH, Tiphareth, Beleza ou Suavidade, representada pelo nome divino ALVH VDOTH, Eloah Va-Daath, e pelos nomes anglicos Shinanim, SHNANIM (Salmos 68:18), ou MILKIM, Melakim, Reis. Assim, da unio da justia e do perdo (Cinco), obteremos bondade e clemncia (Quatro) para conformar a segunda trindade que complete a Sexta Sephiroth. Essa Sephirah, Senda ou Numerao (em diversos trabalhos a respeito de Qabalah, esses nomes so usados indistintamente), junto com as Sephiroth quarta, quinta, stima, oitava e nona, formam o que se conhece como ZOIR ANPIN, Zauir Anpin, o Semblante Menor ou Microprosopo, ou seja, configuram a anttese do Macroprosopo ou Vasto Semblante que, se recordarmos, um dos nomes de Kether, a primeira Sephirah. As seis Sephiroth das quais se compe o

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Zauir Anpin so chamadas de seus seis membros. Tambm chamado MILK, Melekh, o Rei.

48. O nmero Sete. A stima Sephirah NTZCH, Netzach, ou Firmeza e Vitria; corresponde ao divino nome de Jehovah Tzabaoth, IHVH TZBAVTH, o Senhor das Armas, e aos nomes anglicos de ALHIM, Elohim, Deuses, e THRSHISHIM, Tharshishim, os nicos brilhantes (Daniel 10:6).

49. O nmero Oito procede de uma potncia passiva feminina, HVD, Hod, Esplendor, correspondendo ao nome divino de ALHIM TZBAVTH, Elohim Tzabaoth, os Deuses das Armas, e aos anjos como BNI ALHIM, Beni Elohim, os Filhos dos Deuses (Gnesis 6:4).

50. O nmero Nove. Os dois ltimos produzem ISVD, Yesod, a Fundao ou a Base, representada por AL CHI, El Chai, o Maior Poder Vivente, e por SHDI, Shadda, e, da parte dos anjos, por ASHIM, Aishim, as Chamas (Salmos 104:4), criando dessa maneira a terceira Trindade da Sephiroth.

51. O nmero Dez. Desses nove Nmeros, Emanaes ou Sephiroth, vem a dcima e ltima, completando a escala decimal das Sendas. Esta ltima chamada Malkuth, MLKVTH, o Reinado, e tambm a Rainha, a Matrona ou a Me Inferior, a Namorada, a Esposa; o Microprosopo. Tambm chamada SHKINH, Shekinah, representada pelo nome divino de Adonai, ADNI, tendo como hspedes anglicos os querubins, KRVBIM. Bem, cada uma dessas Sephiroth encontra-se em certo grau de androgenia, e manifesta-se receptiva ou feminina de acordo com a Sephirah que a precede na escala sephirtica; e masculina ou transmissiva em relao Sephirah que a segue imediatamente. Porm, no existe uma Sephirah anterior a Kether nem h Sephirah alguma que suceda Malkuth. Por essa razo, entende-se de que modo um nome feminino como Chokam aparece demarcado em uma Sephirah masculina. O elo que enlaa as Sephiroth o Ruach, Esprito, a partir de Mezla, a Influncia Oculta.

52. Agora, acrescentarei mais algumas caractersticas ao significado cabalstico do termo MTHQLA, Metheqela, balano. Cada uma das trindades ou trades pertencentes Sephiroth contm uma natureza dual de ambos os sexos, que tem como resultado a unificao de uma inteligncia. Nelas, as potncias masculina e feminina so observadas como as duas escalas da balana, e a Sephirah que as une, como o fiel ou o brao que as junta. Pois bem, desse fato resulta que o termo balano ou balana seja utilizado para simbolizar o Trino ou Trindade em Unidade e a Unidade representada pelo fiel da balana como ponto central. Na Sephiroth, nos encontram com uma tripla Trindade: a alta, a baixa e a intermediria. Portanto, as trs esto representadas da seguinte maneira: a

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suprema, a maior ou mais alta, pela Coroa, Kether; a intermediria, pelo Rei; e a inferior ou baixa, pela Rainha. As trs formam a Grande Trindade. Seus correlatos terrestres sero os mveis primrios: o Sol e a Lua. encontramos os primeiros simbolismos alqumicos.

53. O mundo da Sephiroth est representado por:

(1) RASHITH HGLGLIM, Rashith Ha-Galgalim, o comeo dos movimentos espirais, o mvel primrio.

(2) MSLVTH, Masloth, a esfera do Zodaco.

(3) SHBTHAI, Shabbathai, descanso, fim, Saturno.

E aqui (4) TZDQ, Tzedeq, retido, Jpiter.

(5) MADIM, Madim, fora veemente, Marte.

(6) SHMSH, Shemesh, a luz solar, o Sol.

(7) NVGH, Nogah, esplendor reluzente, Vnus.

(8) KVKB, Kokab, a luz estelar, Mercrio.

(9) LBNH, Levanah, a chama lunar, a Lua.

(10) CHIM ISVDVTH, Cholom Yesodoth, os elementos, o que rompe os fundamentos.

54. As Sephiroth tambm esto divididas em trs pilares: o direito, o esquerdo e o do centro. O da direita o Pilar do Perdo e composto pela segunda, quarta e stima emanaes; o da esquerda o Pilar do Juzo, consistindo nas terceira, quinta e oitava emanaes; e o do meio o Pilar da Amenidade, conformado pelas primeira, sexta, nona e dcima emanaes.

55. Em sua totalidade e unidade, as dez Sephiroth representam o homem arqutipo, ADM QDMVN, Adam Qadmon, o Protgonos. Se observarmos, a constituio da primeira trade, na Sephiroth, parece-nos bvio que ela representa o intelecto; dai essa trade recebe o nome de mundo intelectual, OVLM MVSHKL, Olahm Mevshekal. A segunda trade corresponde ao mundo moral, OVLM MVRGSH, Olahm Morgash. A terceira representa o poder e a estabilidade, por isso conhecida como mundo material, OVLM HMVTBO, Olahm Ha-Mevetbau. Esses trs aspectos so chamados rostos ou caras, ANPIN, Anpin. A rvore da Vida est constituda dessa maneira: OTZ CHIIM, Otz Chaiim; a primeira trade colocada acima, e a segunda e a terceira trade so colocadas abaixo. Essa colocao determina que as trs Sephiroth masculinas fi-

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quem direita, as trs Sephiroth femininas esquerda, e as quatro Sephiroth unificantes no centro. Essa a Arvore da Vida cabalstica, da qual todas as coisas dependem. Existe uma considervel analogia entre ela e a rvore Yggdrasil dos escandinavos.

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56. Eu citei anteriormente que existe uma Trindade que compete a toda a Sephiroth e que consiste na Coroa, no Rei e na Rainha. (Em alguns sentidos, corresponde Trindade Crist do Pai, do Filho e do Esprito Santo, os quais esto representados em sua mais alta e Divina natureza pelas trs primeiras Sephiroth: Kether, Chokmah e Binah.) Essa a Trindade que criou o mundo ou, em linguagem cabalstica, o Universo nasceu a partir da unio coroada do Rei e da Rainha. A Qabalah tambm nos diz que, antes de se completar a forma

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celestial do homem, portanto, antes que as dez Sephiroth estivessem produzidas, existiram certos mundos primordiais criados, que no puderam subsistir porque seu equilbrio de balano ainda no era perfeito. Isso os levou a convulsionar-se e a destruir-se devido fora desequilibrada. Esses mundos primordiais recebem o nome de Reis dos Tempos Antigos e Reis de Edom, que reinaram antes dos Reis de Israel. Nesse sentido, Edom o mundo da fora desequilibrada, enquanto Israel o mundo da fora equilibrada, ou da Sephiroth balanceada (Gnesis 36:31). Este importante fator de que os mundos anteriores a essa criao foram criados e posteriormente destrudos repete-se assiduamente no Zohar.

57. A Sephiroth tambm denominada Mundo das Emanaes, ou Mundo de Atziluth, ou, ainda, mundo arqutipo, OVLM ATZILVTH, Olahm Atziluth: desse mundo nascem outros trs mundos, e cada um contm uma repetio da Sephiroth, mas em uma escala descendente de brilho.

58. O segundo mundo o de Briah, OVLM HBRIAH, Olahm Ha-Briah, o Mundo da Criao, tambm chamado KVRSIA, Khorsia, o Trono. Ele a emanao imediata que parte do mundo de Atziluth, cujas dez Sephiroth so refletidas naquele e, consequentemente, so mais limitadas, embora conservem sua pureza, ou seja, esse mundo da criao no se mescla em nada com a matria.

59. O terceiro o mundo de Yetzirah, OVLM HITZIRH, Olahm Ha-Yetzirah, o Mundo da Formao dos Anjos, o qual procede de Briah e, certamente, de uma substncia menos refinada, mas continua sem intromisso de matria. Nesse mundo anglico, encontram-se os seres incorpreos inteligentes. Esses seres ou anjos residem em uma envoltura ou vestimenta de luminosidade, as quais s mudam por uma forma aparente quando se apresentam ou aparecem ao homem.

60. O quarto o mundo de Assiah, OVLM HOSHIH, Olahm Ha-Asia, o Mundo da Ao, chamado tambm de Mundo das Cascas, das Conchas ou dos Invlucros, OVLM HQLIPVTH, Olahm Ha-Qliphoth, simplesmente o Mundo da Matria, que nasce dos elementos mais grosseiros dos outros trs mundos. Nesse mundo, tambm se encontram os espritos malficos chamados pela Qabalah de conchas, cascas ou invlucros, ou seja, QLIPVTH, Qliphoth, material de conchas. Os diabos tambm esto divididos em dez classes e tm seus habitats correspondentes (ver figura III).

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61. Os demnios so as formas mais grotescas e deficientes que existem. Seus dez graus correspondem escala decimal das Sephiroth, mas em raio inverso, no qual cada grau descendente, aumentando gradualmente em escurido e impurezas. Os dois primeiros no so mais que a ausncia de organizao e de forma visvel. O terceiro a margem ou o princpio da escurido. Os sete infernos seguintes so ocupados por aqueles demnios que representam a encarnao dos vcios humanos e a tortura a que so submetidos aqueles que, na vida terrestre, sucumbiram tentao desses vcios. Seu principe Samuel ou Samael, SMAL, o anjo da intoxicao ou da morte. Sua esposa a Prostituta ou a mulher de todos e qualquer um, ASHTH ZNVNIM, Isheth Zenunim. Unida a eles, encontra-se a besta, CHIVA, Chioa, com a qual se com-pleta a Trindade Infernal, que no nada alm da caricatura e do oposto do Supremo Uno Criativo. Samael considerado idntico a Sat.

62. O nome da Divindade qual chamamos Jehovah, em hebraico um nome de quatro letras, IHVH, e sua pronncia verdadeira conhecida por pouqussimos. Eu, pessoalmente, sei algumas pronncias msticas de seu nome, mas sua verdadeira pronncia o maior de todos os arcanos segredos, ou seja, o segredo dos segredos. Aquele que puder pronunci-lo corretamente far tremer e sacudir a Terra e o cu, pois esse o nome que percorre o Universo. Por essa razo, quando um devoto judeu l as Escrituras, no se atreve a pronunciar Seu nome, e quando chega a um pargrafo em que ele est escrito, faz uma pequena pausa e, depois, continua a leitura ou, em outros casos, o substitui por Adonai, ADNI, Senhor. A raiz radical dessa palavra ser, qual pertence a palavra AHIH, Eheieh, existncia. A palavra IHVH capaz de 12 transposies, que em todas as suas formas respondem raiz ser. Essa a nica palavra que, apesar das transposies, mantm seu significado inaltervel.

Essas transposies so chamadas de 12 insgnias do Poderoso Nome e foram feitas para que os 12 signos do Zodaco reinassem. So elas: IHVH, IHHV, IVHH, HVHI, HVIH, HHIV, VHHI, VIHH, VHIH, HIHV, HIVH, HHVI. Existem outros trs nomes tetragramticos: AHIH, Eheieh, existncia; ADNI, Adonai, Senhor; e Agla, AGLA. Esta ltima no , propriamente falando, uma palavra, mas um Notariqon da sentena ATHH GBVR LOVLM ADNI, Ateh Gebor Le-Olahm Adonai: Senhor! Tu sers o mais poderoso para sempre. Uma pequena explicao da anlise de Agla a seguinte: A, o Uno, o Primeiro; A, o Uno, o Ultimo; G, a Trindade em Unidade; L, a terminao da grande palavra.

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63. Eu havia indicado anteriormente que tanto AHIH como IHVH contm, dentro de si, a ideia da existncia: essa a primeira analogia. A segunda que a letra H ocupa o segundo e o quarto lugar em ambas; e a terceira que, por Gematria, AHIH igual a IHV sem a letra H (que, como j vimos anteriormente, o smbolo de Malkuth, a dcima Sephirah). Caso sejam escritas uma acima da outra e divididas em quatro partes por uma cruz, vemos que, tanto em cima como embaixo, e da esquerda para a direita, se leem perfeitamente AHIH e IHVH.

AH IH

IH VH

64. Bem, se analisarmos a matria cabalstica, encontraremos as razes dessas analogias. AHIH, Eheieh, o Vasto Semblante, o Antigo Uno, o Macroprosopo, Kether, a primeira Sephirah, a Coroa da Sephiroth cabalstica da grande Trindade (que consiste na Coroa, no Rei e na Rainha; ou no Macroprosopo, no Microprosopo e na Esposa) e o Pai, na acepo crist da Trindade.

65. Enquanto IHVH, o Tetragrammaton, como o chamamos na Qabalah, contm todas as Sephiroth, com exceo de Kether. Significa, principal e especialmente, o Semblante Menor, Microprosopo, o Rei das Sephiroth cabalsticas da grande Trindade e o Filho em sua encarnao humana, na acepo Crist da Trindade.

Assim, o Filho que revela o Pai, ou seja, IHVH, Jehovah, revela AHIH, Eheieh.

66. E ADNI a Rainha por quem apenas o Tetragrammaton pode ser agarrado, cuja exaltao dentro de Binah se baseia na assuno crist da Virgem.

67. O Tetragrammaton IHVH refere-se s dez Sephiroth da seguinte maneira: o ponto superior da letra I, Yod, usado para referir-se a Kether; a letra I, Yod, por si mesma, relaciona-se diretamente com Chokmah, o pai do Microprosopo; a letra H, ou o He Supremo, est relacionada com Binah, a Me Suprema; a letra V, Vau, com as prximas seis Sephiroth, que so denominadas os seis membros do Microprosopo (e seis o valor numrico de V, o Vau

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hebraico); finalmente, a letra H, o He inferior, com Malkuth, a dcima Sephirah, a esposa do Microprosopo.

68. Por outro lado, existem quatro nomes secretos que se referem aos quatro mundos: Atziluth, Briah, Yetzirah e Assiah. E o Tetragrammaton escrito de quatro maneiras distintas em cada um dos quatro mundos. O nome secreto de Atziluth Aub, OB; o de Briah Seg, SG; o de Yetzirah Mah, MH; e o de Assiah Ben, BN. A prxima tabela mostra as quatro formas de escrever o nome em cada um dos quatro mundos.

Figura V Tabela que mostra o mtodo de escrever o

Tetragrammaton em cada um dos Quatro Mundos

ATZILUTH OB, Aub

I I H I H V I H V I H V H

IVD IVD HI IVD HI VIV IVD HI VIV IVD HI VIV HI

Yod Yod He Yod He Viv Yod He Viv Yod He Viv He

BRIAH SG, Seg

I I H I H V I H V I H V H

IVD IVD HI IVD HI VAV IVD HI VAV IVD HI VAV HI

Yod Yod He Yod He Vau Yod He Vau Yod He Vau He

YETZIRAH MH, Mah

I I H I H V I H V I H V H

IVD IVD H IVD HA VAV IVD HA VAV IVD HI VAV HA

Yod Yod Hah Yod Hah Vau Yod Heh Vau Yod He Vau Hah

ASIAH BN, Ben

I I H I H V I H V I H V H

IVD IVD HH IVD HH VV IVD HH VV IVD HI VV HH

Yod Yod Heh Yod Heh Vu Yod Heh Vu Yod He Vu Heh

69. Esses nomes operam junto com as Sephiroth atravs das 231 portas. Tais portas so as diversas combinaes do alfabeto, mas ocuparia muito tempo e espao se explicssemos aqui essa matria.

70. Os quatro querubins, aos quais me referi ao descrever a primeira Sephirah, esto intimamente associados ao estudo das letras do Tetragrammaton.

No se deve esquecer de que Ezequiel visualizou essas formas sustentando o Trono da Divindade, no qual o Homem Celestial estava sentado (a imagem

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sephirtica de Adam Qadmon), e de que, entre o Trono e as criaturas viventes, se encontra o firmamento. Isso resume a presena dos querubins no firmamento. Recordemos que, em Atziluth, se acham as formas deidficas; em Briah, o trono; em Yetzirah, o firmamento; e em Assiah, os querubins. Resulta da que os querubins representam os poderes das letras do Tetragrammaton no plano mate-rial; e que os quatro representam a operao das quatro letras em cada um dos quatro mundos. Portanto, os querubins so as formas viventes das letras, simbolizadas, no Zodaco, por Touro, Leo, Aqurio e Escorpio, como eu j havia sublinhado.

71. E o mistrio do homem mortal e terrestre est depois do mistrio do supremo e imortal Uno; e este foi criado imagem de Deus sobre a Terra. O Tetragrammaton est assentado na forma do corpo. A cabea o I, os braos e os ombros so o H, o tronco o V e as pernas, o He final. Essa a forma fsica do Tetragrammaton expressa no homem, enquanto a animao da alma corresponde s dez Sephiroth Supremas. A alma alcana sua expresso ltima na Trindade da Coroa, do Rei e da Rainha, que a principal diviso tripla da alma. A primeira dessas divises Neschamah, que a mxima graduao do ser, correspondendo coroa (Kether) e representando a trade mais alta da Sephiroth, a que representa o mundo intelectual. A segunda Ruach, RVCH, o assento do bem e do mal, correspondente a Tiphareth, o mundo moral. E a terceira Nephesch, NPSH, a vida animal e dos desejos, correspondendo a Yesod e ao mundo sensual e material. Todas as almas so preexistentes no mundo das emanaes e em seu estado original andrgino, mas quando elas descem Terra vm separadas em sexo masculino e feminino, e, assim, uma mesma alma habita em dois corpos diferentes. Caso essas duas partes se encontrem na vida mortal, uma forte atrao nascer entre elas. Em algumas religies, na cerimnia nupcial, diz-se que as metades separadas se conjuntam novamente. As formas ocultas da alma so consanguneas dos querubins.

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Figura VI

Ilustrao da Analogia entre a Alma, as Letras do

Tetragrammaton e os Quatro Mundos

Chiah, a forma maior a partir de Atziluth, o Mundo Arqutipo. Dai a ideia intangvel, ilimitada e indefinvel na Alma do Grande Absoluto e incompreensvel Deus. Portanto, anlogo a Macroprosopo.

Neschamah, a segunda forma a partir de Briah, o Mundo da Criao, o maior crescimento, a ideia criativa, a aspirao at o Inefvel Uno na alma. Portanto, anlogo s letras IN conjuntas em Briah, coexistente, consubstancial, o elo que conecta o Macroprosopo e o Microprosopo, o Pai Supremo e a Me Suprema.

Ruach, a terceira forma a partir de Yetzirah, o Mundo da Formao, a mente, o poder de raciocnio que possui o conhecimento do Bem e do Mal, o poder da definio, da limitao, da deduo e da concluso. Portanto, anlogo letra V, Microprosopo, o Filho.

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Nephesch, a quarta forma a partir de Assiah, o Mundo Material, a realizao e a finalizao de todas as coisas. E o poder na alma que representa as paixes e os apetites fsicos. Portanto; anlogo letra H final, a Esposa do Microprosopo, a Esposa do Cordeiro do Apocalipse, que a soma de tudo.

72. Mas essa tripla diviso da alma no aplicvel apenas tripla forma dos mundos intelectual, moral e material. Para ir um pouco mais alm, no devemos perder de vista a grande ideia cabalstica: a Trindade sempre concluda pelo quaternrio e encontra sua realizao nele; resulta da que IHV se completa e se realiza em IHVH. Por exemplo, a trindade

Coroa; Rei; Rainha;

Pai; Filho; Esprito;

Absoluto; Formao; Realizao;

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completada pelo quaternrio

Uno Absoluto Pai e Me Filho Esposa

Macroprosopo, o Vasto Semblante

Pai e Me Microprosopo, o Semblante Menor

Malkuth, a Rainha e Esposa

Atziluth Briah Yetzirah Assiah

Arqutipo Criativo Formativo Material

E estas quatro respostas da alma para as seguintes quatro formas: Chiah para Atziluth; Nescham para Briah; Ruach para Yetzirah; e Nephesch para Assiah. Ver a figura VI, a qual ilustra a analogia entre a alma, as letras do Tetragrammaton e os quatro mundos.

73. Chiah encontra-se na alma em forma arqutipa, anloga ao Macroprosopo. Por isso, as trs restantes, Neschamah, Ruach e Nephesch, representam a si mesmas como so no Tetragrammaton, sem Chiah, que nunca foi simbolizada no ponto superior do I, Yod na alma. Como Macroprosopo, diz-se que est simbolizada no ponto superior do I, Yod, de IHVH, mas o Yod do Antigo Uno encontra-se Oculto no Oculto.

74. Selecionei o resumo anterior das doutrinas cabalsticas que observam a natureza da alma do livro de Eliphas Levi, A Chave dos Mistrios, assim como sua figura correspondente. Neste conjunto encontraremos os principais pontos das ideias de Rabbi Moses Korduero e de Rabbi Yitzchaq Loria.

A alma uma luz velada. Essa luz tripla:

Neschamah = o esprito puro;

Ruach = a alma ou esprito;

Nephesch = o mediador plstico.

O vu da alma a envoltura da imagem.

A imagem dupla porque reflete os anjos bons e maus da alma.

Nephesch imortal pela renovao que faz de si mesmo pela destruio das formas.

Ruach progressivo atravs da evoluo das ideias. Neschamah progressivo sem esquecimento e sem destruio.

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Existem trs habitaes para as almas: O Abismo da Vida;

O den Superior;

O den Inferior.

A imagem de Tzelem uma esfinge que propulsiona o enigma da vida.

A imagem fatal (na qual sucumbe o externo) favorece Nephesch com seus atributos, mas Ruach pode substituir a imagem conquistada pelas inspiraes de Neschamah.

O corpo o vu de Nephesch, que o vu de Ruach, que o vu da inteligncia de Neschamah.

A Luz se personifica velando a si mesma e a personificao estvel apenas quando o vu perfeito.

Essa perfeio sobre a Terra relativa alma universal da Terra (o homem relativo ao mundo menor ou microcosmos, assim como este relativo ao mundo maior ou macrocosmos).

Existem trs atmosferas para as almas.

Elas terminam onde a atrao planetria de outros mundos comea.

As almas perfeitas desta Terra passam para outra estao.

Depois de percorrer os planetas, elas vm ao Sol; ento, elas ascendem dentro de outro Universo e recomeam sua evoluo planetria, de um mundo at o outro, de um Sol at o outro.

Nos Sis, elas recordam, e nos planetas, elas esquecem.

As vidas solares so os dias da vida eterna e as vidas planetrias so as noites, com seus sonhos.

Os homens aspiram a converter-se em anjos; cada anjo de cima foi um homem perfeito, um homem-Deus.

As vidas planetrias so compostas por dez sonhos de cem anos cada um e cada vida solar um milnio; por isso, diz-se que um milnio , aos olhos de Deus, um s dia.

A cada semana, isto , a cada 14 mil anos, a alma se limpa e descansa no jubiloso sonho do esquecimento.

Ao despertar desse sonho, a alma esqueceu o mau e s recorda o bom.

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Figura VII A FORMAO DAS ALMAS

(Da obra A Chave dos Grandes Mistrios, de Eliphas Levi Zahed)

75. Na figura VII, na qual mostrada a formao da alma, podemos observar que, na parte superior, h trs crculos, representando as trs partes conhecidas como Neschamah, Ruach e Nephesch. Se as duas ltimas so influenciadas pelas boas aspiraes de Neschamah, procede Michael ou Miguel, o anjo bom da alma, que a sntese hieroglfica das boas ideias e das boas aes,

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ou, como diria a fraseologia esotrica dos budistas, o Karma Positivo ou Bom Karma do homem. Quando Nephesch domina Ruach, e por isso carece das influncias das boas aspiraes de Neschamah, o que procede Samael ou Samuel, o anjo malfico da alma, a sntese hieroglfica das ms ideias e das ms aes da alma, ou o Karma Negativo do homem. E finalmente observamos, na parte inferior, Tzelem, ou imagem, que dupla e recebe tanto os reflexos de Michael como os de Samuel.

76. A prxima anlise das ideias sephirticas, de acordo com as ticas de Spinoza, foi feita pelo Dr. Jellinek em sua obra Beitrge zur Geschichte der Kabbalah, Erstes Heft, publicada em 1852:

1. DEFINIO: por Ser, que a causa e o governador de todas as coisas, entendo o Ain Soph, ou seja, um Ser infinito, glorioso, absolutamente idntico a si mesmo, sem atributos como o desejo, a inteno, o pensamento, a palavra ou a ao.

2. DEFINIO: por Sephiroth, entendo aquelas potncias que emanam do Absoluto Ain Soph , todas aquelas que se configuram como entidades limitadas pela quantidade, as quais, como a vontade, sem mudar sua natureza, produzem diversos objetos que so as possibilidades de outras tantas coisas.

I. PROPOSIO: A causa primria e governadora do mundo Ain Soph, que tanto imanente quanto transcendente.

(a) PROVA Cada efeito tem uma causa, e tudo que tem uma ordem e um desgnio tem um governador.

(b) PROVA Tudo que visvel tem um limite, o que est limitado finito, o que finito no absoluto nem idntico; a causa primria do mundo invisvel e, portanto, ilimitada, infinita e absolutamente idntica em si, isto , ela o Ain Soph.

(c) PROVA A causa primria do mundo infinita e nada pode existir sem ela; portanto, essa causa iminente.

CONCLUSO Como o Ain Soph invisvel e exaltado, a raiz tanto da f quanto do ceticismo.

II. PROPOSIO: As Sephiroth so intermedirias entre o Absoluto, o Ain Soph e o mundo real.

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PROVA Como o mundo real limitado, no perfeito, e, portanto, no pode proceder do Ain Soph; apesar disso, o Ain Soph deve exercitar sua influncia sobre ele. Do contrrio, cessaria sua perfeio. Portanto, as Sephiroth, que so perfeitas em sua conexo com o Ain Soph e imperfeitas em sua conexo com o mundo real, so as intermedirias.

CONCLUSO Visto que todas as coisas tiveram origem das Sephiroth, dentro de seus significados existem as de maior, as de mdia e a de menor graduao, manifestando-se no mundo real (ver infra, Proposio VI).

III. PROPOSIO: Existem dez Sephiroth intermedirias.

PROVA Todos os corpos tm trs dimenses, cada uma delas repete a outra (3 3). Somando seu produto ao espao, geralmente obtemos o nmero dez. E como as Sephiroth so as potncias de todas as coisas, limitam-se a dez.

(a) CONCLUSO O nmero dez no contraditrio ao um ou unidade absoluta do Ain Soph; o uni a base de todos os nmeros, a pluralidade procede da unidade, os germes contm o desenvolvimento. O fogo, a chama, as fascas e a cor tm uma mesma base, mas em sua manifestao diferem um do outro.

(b) CONCLUSO Como a meditao ou o pensamento, e inclusive a mente, que um objeto do pensamento, so limitados, convertem-se em concretos e tm algumas medidas, embora o pensamento puro proceda de Ain Soph, pois o limite, a medida e a concreo so atributos das Sephiroth.

IV. PROPOSIO: As Sephiroth so emanaes, e no criaes.

1. PROVA Como o Absoluto, Ain Soph, perfeito, e as Sephiroth procedem dele, estas tambm devem ser perfeitas; portanto, no foram criadas, e sim emanadas.

2. PROVA Todos os objetos criados diminuem pela abstrao. As Sephiroth no diminuem, pois sua atividade nunca cessa, a abstrao no as diminui nem reduz; portanto, no foram criadas.

CONCLUSO A primeira Sephirah encontra-se em Ain Soph, como um poder anterior que, posteriormente, vem realidade. Ento, a

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segunda Sephirah emana como uma potncia para o mundo intelectual, e depois disso as demais Sephiroth so emanadas para o mundo moral e para o mundo material. Isso, de qualquer maneira, no implica um a priori e um a posteriori, ou uma graduao no Ain Soph; todos so apenas luzes que vo acendendo outras luzes, que brilham cedo ou tarde, de uma forma ou de outra, mas que pertencem totalmente unidade.

V. PROPOSIO: As Sephiroth so tanto ativas como passivas (MQBIL VMTHQBL, Meqabil Va-Metheqabel).

PROVA Como as Sephiroth no se acham sentadas ao lado da unidade de Ain Soph, cada uma delas recebe de seu predecessor e distribui a seu sucessor, isto , tm de ser receptivas e transmissivas, ativas e passivas.

VI. PROPOSIO: A primeira Sephirah chamada A Inescrutvel Altura, RVM MOLH, Rom Maaulah; a segunda, Sabedoria, CHKMH, Chokmah; a terceira, Inteligncia, BINH, Binah; a quarta, Amor, CHSD, Chesed; a quinta, Justia, PCHD, Pachad; a sexta, Beleza, THPARTH, Tiphareth; a stima, Firmeza, NTZCH, Netzach; a oitava, Esplendor, HVD, Hod; a nona, a Retido, que a fundao do mundo, TZDIQ ISVD OVLM, Tzediq Yesod Olahm; e a dcima, Retido, TZDQ, Tzedeq.

(a) CONCLUSO As trs primeiras Sephiroth formam o modo do pensamento; as trs Sephiroth seguintes, o mundo da alma; e as quatro Sephiroth restantes, o mundo do corpo, correspondendo dessa maneira aos mundos intelectual, moral e material.

(b) A primeira Sephirah est relacionada com a alma, conside-rando-a como chamada: a Unidade, ICHIDH, Yechidah. A segunda, considerando-a como foi denominada: Vivente, CHIH, Chiah; a terceira, considerando-a como est determinada: Esprito, RVCH, Ruach; a quarta, considerando-a como chamada: Princpio Vital, NPSH, Neschamah; a sexta opera no sangue; a stima, nos ossos; a oitava, nas veias; a nona, na came; e a dcima, na pele.

(c) CONCLUSO A primeira Sephirah parecida com a luz oculta; a segunda parecida com o cu azul; a terceira, com o amarelo; a quarta, com o branco; a quinta, com o vermelho; a sexta, com a mescla do branco e do vermelho; a stima, com o vermelho-

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esbranquiado; a oitava, com o branco-avermelhado; a nona parecida com o branco-vermelho, o vermelho-esbranquiado e o branco-avermelhado; e, finalmente, a dcima parecida com a luz que todas as cores refletem.

77. Por ltimo, no quero deixar de referir-me, embora brevemente, a Arikh Anpin e a Zauir Anpin, o Macroprosopo e o Microprosopo, ou os Semblantes, o Vasto e o Menor. O Macroprosopo e corresponde primeira Sephirah ou Coroa Kether, ao passo que o Microprosopo composto por seis Sephiroth (ver a figura anterior). No Macroprosopo tudo Luz e fulgor, enquanto o Microprosopo brilha graas aos seus esplendorosos reflexos. Os seis dias da criao correspondem s seis formas do Microprosopo. Por isso, utilizam-se como smbolo os dois tringulos entrelaados, formando uma estrela de seis pontas, que chamada o Signo do Macrocosmo ou da criao do mundo maior e, consequentemente, anlogo aos dois semblantes de Zahor. O Livro do Mistrio Oculto avalia amplamente o simbolismo do Macroprosopo e do Microprosopo. Um dos pontos importantes que devem ser conhecidos acerca do Macro e do Microprosopo o de suas similitudes e diferenas. A primeira AHIH, Eheieh; a outra o V, Vau, do Tetragrammaton. As primeiras duas letras, I e H, Yod e He, so o pai e a me do Microprosopo, e o H, He final, sua noiva, esposa ou prometida. E dentro dessas formas expressa-se o equilbrio existente entre a severidade e o perdo; a severidade acha-se expressa nas duas letras H, Hes, a me e a esposa, mas especialmente na ltima. Contudo, enquanto um excesso de bondade e de perdo no uma tendncia malfica ou negativa, um excesso de severidade, que clama pelas foras do julgamento e da execuo, foras vantajosas e abusivas e, portanto, opressivas e malficas, as quais so simbolizadas por Leviat. Por essa razo diz-se que: Sobre os ombros da noiva, a serpente percorre a parte posterior da sua cabea, ou seja, sobre o H, He final, a ltima letra do Tetragrammaton, a qual corresponde ao mundo inferior ou material, onde vivem os desejos, as tentaes e os demnios. Enquanto para H, o He supremo, a me, no existe esse perigo, pois: Essa cabea ser decepada pelas guas do grande oceano. Esse mar Binah, o H supremo, a me. A serpente a fora centrpeta, que est sempre procurando unia forma de penetrar no Paraso (as Sephiroth) para atentar a suprema Eva (a esposa), para que ela, por sua vez, atente o supremo Ado (Microprosopo).

Existe um motivo ulterior na viso desta Introduo Qabalah, que buscou orientar o leitor nas bases e nos fundamentos primordiais dessa matria, dentro

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de seu texto, contexto e simbologia, a qual tentei simplificar ao mximo para torn-la compreensvel para a maioria. O motivo ulterior estimular o leitor do presente texto a estudar e a ler as verdadeiras doutrinas cabalsticas, com os conhecimentos bsicos requeridos para separar o joio do trigo.

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SPRA DTZNIOVTHA ( S I P H R A D T Z E N I O V T H A )

O U

O LIVRO DO MISTRIO OCULTO

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CAPTULO I

1. Tradio: O Livro do Mistrio Oculto o livro do equilbrio do balano.

(A palavra Dtzenioutha muito difcil de ser traduzida, e acredito que seu significado mais correto est expresso pelas palavras Mistrio Oculto. O equilbrio do balano indispensvel para que os mundos no sejam destrudos pela fora desequilibrada, como o caso dos mundos primrios, no qual o equilbrio do balano no era perfeito.)

2. Tradio: Antes que o equilbrio se consolidasse, o semblante no tinha semblante.

(Esses dois semblantes so conhecidos por Macroprosopo e Microprosopo.)

3. E os reis dos tempus antigos foram mortos, e suas coroas jamais foram encontradas; e a Terra ficou desolada.

(Os reis dos tempos antigos tambm so conhecidos como Reis Edomitas. Eles simbolizam os mundos primrios de fora de-sequilibrada, os quais, de acordo com o Zohar, precedem a formao deste Universo. Esta e as prximas sees contguas supem o trao gradual de desenvolvimento da Divindade, de sua forma negativa sua forma positiva de existncia. Esta parte do texto descreve os tempos em que a Divindade comeava Sua manifestao a partir de Sua forma primria negativa. Nesse ponto, de acordo com as ideias cabalsticas, o Universo inteiro a vestimenta e o corpo da Divindade; Ele no apenas contm tudo, mas tambm Ele mesmo tudo e existe em tudo.)

4. At que essa cabea (que incompreensvel), desejada por todos os desejos (procedentes de Ain Soph, AIN SVP, o Infinito e Ilimitado Uno), aparece e comunica as vestimentas da honra.

(Essa cabea, que descrita como procedente do Infinito e Ilimitado Uno, o Ain Soph, a primeira Sephirah, a Coroa Kether, tambm chamada Arikh Anpin, o Macroprosopo, o Vasto Semblante. A partir dela so produzidas as outras nove emanaes ou Sephiroth.)

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5. Esse equilbrio mantm-se naquela regio em que o Antigo Uno existe negativamente.

(Essa frase tambm pode ser lida como: Esse equilbrio mantm-se naquela regio que existe negativ