A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

of 100 /100
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E CIENCIAS SOCIAIS – DTCS PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM HORTICULTURA IRRIGADA DISCIPLINA: FRUTICULTURA ALUNO: JAMES PEREIRA DOS SANTOS

description

A CULTURA DA GOIABA - ECOFISIOLOGIA

Transcript of A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Page 1: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E CIENCIAS SOCIAIS – DTCS

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM HORTICULTURA IRRIGADA

DISCIPLINA: FRUTICULTURAALUNO: JAMES PEREIRA DOS SANTOS

Page 2: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A fruticultura apresenta inúmeras vantagens econômicas e sociais, como:

• elevação do nível de emprego;

• fixação do homem no campo;

• a melhor distribuição da renda regional;

• a geração de produtos de alto valor comercial;

• receitas e impostos;

• além de excelentes expectativas de mercado interno e externo gerando divisas.

Page 3: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Entre as novas alternativas,

encontra-se a cultura da goiaba.

Atividade de alta rentabilidade

e com grande possibilidade de

expansão no país.

Page 4: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

O Brasil é um dos maiores

produtores mundiais juntamente

com:

Índia;

Paquistão;

México;

Egito;

Venezuela.

Page 5: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Irrigando a lavoura e

fazendo podas programadas é

possível colher durante todo o

ano.

Permitindo ao

produtor a comercialização dos

frutos no período de entressafra.

Page 6: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Efetuando-se o devido

controle de pragas e

doenças.

É possível obter 800 frutos

por planta adulta, com

produtividade superior a 40

toneladas por hectare.

Page 7: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A região sudeste, destaca-se os estados de:

São Paulo;

Minas Gerais;

Rio de Janeiro.

São os maiores produtores;

Bahia, Pernambuco e Paraíba, na região

nordeste;

Goiás, no centro-oeste;

Rio Grande do Sul e Paraná na região sul . 

Page 8: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A goiabeira pertence ao gênero

Psidium.

Família Mitaceae;

É composta por mais de 70

gêneros e 2.800 espécies;

Sendo que 110 a 130 espécies

são naturais da América Tropical

e Subtropical.

Plantas C3

ASPECTOS BOTÂNICOS

Page 9: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A goiaba é o fruto da

goiabeira, arbusto ou árvore de

pequeno porte, tipicamente

tropical.

A goiabeira

apresenta:

• tronco tortuoso; com casca lisa;

• que quando envelhece se

desprende em finas lâminas de

cor castanha.

Page 10: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Suas folhas são elípticas;

• de coloração verde clara;

• pilosas quando jovens e com nervuras bem

marcadas.

• As flores são axilares, hermafroditas,

de coloração branca, com longos e

numerosos estames.

Page 11: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A floração ocorre na

primavera, apenas nos ramos

produzidos durante o ano

corrente.

Page 12: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• As goiabas são frutos do

tipo baga,

• ovóides,

• de casca fina,

• lisa e verde,

• que torna-se amarela

quando bem amadurecida.

Page 13: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Polpa doce;

vermelha ou branca;

de acordo com a

variedade.

Page 14: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Suas sementes são

pequenas;

• duras;

• de cor amarelo claro;

• em formato de rim.

Page 15: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Pode ser consumida:

• in natura;

• ou na forma de doces;

• sucos;

• Compotas.

• rendendo produtos artesanais

como: A goiabada-cascão.

Page 16: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quadro 1: Produção de goiaba no Brasil por região, em toneladas, 1988/97. 

ANOS FATORESREGIÕES

NORTE NORDESTE SUDESTE SUL C.OESTE BRASIL

1988Produção 151 104211 97280 7258 27 208927

Área Colhida 12 2958 3126 623 80 6799

1989Produção 180 109759 101282 11779 27 223027

Área Colhida 12 3420 3576 702 80 7790

1990Produção 0 114186 103500 11889 810 230385

Área Colhida 0 3802 3630 708 70 8210

1991Produção 0 127713 91146 13689 951 233499

Área Colhida 0 3366 3458 691 125 7640

1992Produção 0 122804 117596 11875 2486 254761

Área Colhida 0 3394 3640 771 136 7941

1993Produção 0 93223 140682 12672 3988 250565

Área Colhida 0 3836 4126 832 124 8636

1994Produção 45 68678 143639 14918 5806 233086

Área Colhida 10 2886 4371 820 425 8512

1995Produção 132 76189 159100 16918 6227 258566

Área Colhida 14 3091 4713 883 471 9172

1996Produção 136 78474 163872 17415 6415 266322

Área Colhida 15 3184 4854 909 764 9726

1997Produção 140 80843 168819 17951 6609 274362

Área Colhida 17 3698 5639 1056 564 10974

Fonte: LSPA/SIDRA 97/IBGE, AGRIANUAL 96. – Revista Pesagro – Rio – Maio 2001 

Page 17: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A goiaba é um alimento de

grande valor nutritivo.

Possui quantidade razoável

de sais minerais, como

cálcio e fósforo.

É rica em vitaminas como A,

B1 (Tiamina), e B2

(Riboflavina), B6

(Piridoxina).

IMPORTANCIA ALIMENTAR E SOCIAL

Page 18: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Algumas variedades nacionais

acusam em média um teor de ácido

ascórbico de 80 miligramas por 100

gramas.

A goiaba branca e a amarela são

mais ricas que a vermelha.

O limão contém cerca de 40 mg por

100g, que corresponde à metade da

concentração da goiaba branca.

IMPORTANCIA ALIMENTAR E SOCIAL

Page 19: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• O conteúdo de vitamina C vai descendo

de fora para dentro do fruto.

• Nessas condições, a casca é mais rica

do que a polpa interna.

• Graças à descoberta do elevado teor de

vitamina C da goiaba, esta fruta foi,

durante a Segunda Guerra Mundial,

utilizada como suplemento na

alimentação dos soldados aliados nas

regiões frias.

IMPORTANCIA ALIMENTAR E SOCIAL

Page 20: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Desidratada e reduzida a pó

tinha por finalidade aumentar

a resistência orgânica contra

as afecções do aparelho

respiratório.

• O suco de goiaba, no Brasil,

poderá a vir a ser um

substituto do suco de laranja

e limão na alimentação.

IMPORTANCIA ALIMENTAR E SOCIAL

Page 21: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

3.1 Composição química 

Sabendo do valor nutricional da goiaba, faz-se necessário saber a sua composição química em 100 gramas de fruto (quadro 2,3 e 4).  Quadro 2 – Composição química da goiaba 

Composição química

Quantidade

Calorias 39,60kcal

Água 90,11g

Carboidratos 7,98g

Proteínas 0,75g

Lipídios 0,50g

Cinzas 0,66g

Fonte: As frutas na medicina natural

Page 22: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quadro 3 – Composição química (Vitaminas)

Espécie ComposiçãoQuímica

 Goiabavermelha

 Goiabaamarela

 Goiababranca

Vitamina A (retinol equivalente) 24mcg - 33mcg

Vitamina B1 (Tiamina) 190,00mcg - -

Vitamina B2 (Riboflavina) 154,00mcg 183,00mcg 156,00mcg

Vitamina C (Ácido Ascórbico) 45,60mg 80,20mg 80,10mg

Niacina 1,20mg 0,77mg -

Fonte: SAPS 

Page 23: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quadro 4 – Composição Química – Sais Minerais

Sais Minerais Quantidade

Cálcio 14,00mg

Fósforo 30,00mg

Ferro 0,50mg

Fonte: SAPS

Page 24: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

VARIEDADES

O produtor que optar pelo mercado externo deverá dar preferência às variedades que produzam frutos com polpa branca.

E para o mercado interno, para consumo in natura ou para fins industriais, as variedades que produzam frutos de polpa avermelhada (Quadro 5).

Quadro 5 Características das principais variedades de goiaba. Macaé-RJ, 1997. 

VARIEDADEORIGEM CARACTÉRISTICAS DOS FRUTOS VIGOR DAS

ÁRVORESCOLORAÇÃO TAMANHO FORMA

Kumagai Campinas-SP Branca Grande Arredondada

Médio

Ogawa 1 Seropédica-RJ Branca Grande Oblonga Vigorosa

Ogawa 2 Seropédica-RJ Vermelha Grande Oblonga Vigorosa

Ogawa 3 Seropédica-RJ Rosada Grande Arredondada

Médio

Paluma Jaboticabal-SP Vermelha Grande Piriforme Vigorosa

Rica Jaboticabal-SP Vermelha Médio Piriforme Vigorosa

Pedro Sato Nova Iguaçu-RJ Vermelha Grande Oblonga Vigorosa

Sassaoca Valinhos-SP Vermelho Grande Arredondada

Bom

Fonte: PESAGRO-RIO

Page 25: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

ECOLOGIA

Apesar de ser nativa

de região tropical.

A goiabeira vegeta e

produz bem, desde

ao nível do mar até à

altitude de l.700 m,

Sendo, por essa

razão, amplamente

difundida em várias

regiões do país.

É possível encontrar pomares comerciais de goiabeira do Rio Grande do Sul ao Nordeste brasileiro.

Page 26: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

ECOLOGIA

No Planalto Paulista, onde, de um modo geral;

• O inverno é brando e pouco chuvoso;

• Verão é longo e úmido, a goiabeira,

apresenta ótimo desenvolvimento.

Levantamentos realizados dão conta da

produção de goiaba de mesa em 94 municípios

do Estado de São Paulo,

Destacando-se os de Campinas e Valinhos.

Page 27: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Rústica, a goiabeira adapta-se a

diversos tipos de solo.

Além de vegetar em uma

ampla faixa climática, desde

equatorial até subtropical.

Page 28: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

TEMPERATURA•A temperatura ideal para a

vegetação e produção situa-se

entre 25 e 30°;

• Sendo muito exigente ao

fotoperíodo.

• A temperatura não só limita, mas

determina a época de produção

da goiabeira.

• As goiabeiras sofrem danos em

regiões sujeitas a geadas e ventos

fortes.

Page 29: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

CHUVAS• A quantidade de

chuvas por ano não deve ser

inferior a 600mm;

• sendo que o intervalo ideal é

de 1000 a 1600mm anuais,

com boa distribuição ao longo

do ano.

• Nas regiões onde a estação

das secas se prolonga, torna-

se necessário fazer irrigação.

Page 30: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

UMIDADE RELATIVA

A faixa de umidade relativa do ar mais favorável ao cultivo da goiabeira parece situar-se entre 50 e 80%.

 

A umidade relativa do

ar, pode influir:

• tanto no aspecto

fisiológico;

• como nas condições

fitos sanitárias.

Page 31: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

GEADAS

A goiabeira não tolera

geada;

causando, as mais

rigorosas, queimas de

folhas e ramos;

Em plantas podadas, os

danos são mais drásticos

pela maior exposição dos

ramos internos.

Em áreas da região Sudeste sujeitas a geadas o produtor evita poda drástica entre os meses de junho e julho.

Page 32: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Deve ser cultivada;

• sob sol pleno;

• em solos férteis;

• drenáveis;

• ricos em matéria orgânica

• irrigação periódica.

Page 33: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

SOLOS

Por ser uma planta

rusticidade, a goiabeira

adapta-se aos mais

variados tipos de solo.

evitar os solos: pesados

e mal drenados.

principalmente

nas áreas irrigadas onde

existe o risco de

salinização.

•São os areno-argilosos profundos;

• Bem drenados, ricos em matéria

orgânica e com pH em torno 5,5 a

6,0.

Page 34: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

SOLOS

Em solos com pH igual ou

superior a sete normalmente

aparecem deficiências de

ferro.

Deve-se também sempre que

possível preferir o plantio em

terrenos protegidos dos ventos

frios ou do frio vindos do sul. 

Page 35: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

SOLOS

•Neossolo quartzarênico

• Vertissolos slickensides Argissolos vermelho-amarelo

• Latossolo vermelho-amarelo

Page 36: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

CARACTERÍSTICAS GERAIS

• Solos com pH: entre 6,5 e 7,0.

• Espaçamento: 5 x 8m ou 7 x 7m (para indústria) e 5 x 6m (para mesa).

• Mudas necessárias: 200 a 330/hectare.

• Cova: 40 x 40 x 40cm.

• Combate à erosão: em terrenos acidentados, efetuar o plantio em linhas de

nível.

• Culturas intercalares: até o 2º ano pode-se plantar: cereais,

soja, hortaliças (desde que bem adubadas).

Page 37: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Produção normal: Inicia-se a produção logo

no 1º ano, porém somente após o 3º

ano tem-se uma produção de duas a

três caixas (tipo querosene) por

planta.

Tratos culturais: Regras constantes nas sementeiras e

transplante para laminados;

No 2º ano da cultura: poda de formação,

retirando os galhos laterais baixos;

a partir do 3º ano, para fruta de mesa: poda de

frutificação,

em julho - agosto. Irrigação: necessária apenas

até o pegamento das mudas no local definitivo

do pomar.

Page 38: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Nutrientes cv. Rica cv. Paluma

  g kg -1

N 22-26 20-23

P 1,5-1,9 1,4-1,8

K 17-20 14-17

Ca 11-15 7-11

Mg 2,5-3,5 2,5-3,5

  mg kg -1

B 20-25 20-25

Cu 10-40 20-40

Fe 50-150 60-90

Mn 180-250 40-80

Zn 25-35 25-35

Fonte: Natale et al. (1996); Natale et al. (2002)

Tabela 2. Teores de macro e micronutrientes considerados adequados para a goiabeira a partir do 3o ano de idade, determinados em folhas coletadas durante o período de pleno florescimento da cultura

Page 39: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Macronutrientes

• Nitrogênio

• A nervação é ligeiramente amarelada e sem manchas. A face inferior das folhas apresenta

coloração verde menos intensa que a face superior.

• Fósforo

• A face superior do limbo exibe coloração escarlate, que progride do ápice à base e das margens

até as vizinhanças da nervura principal, permanecendo verde apenas na porção adjacente à

nervura.

• Potássio

• As plantas cultivadas em condições de carência de potássio exibem nas folhas, numerosas

manchas marrons, pequeninas, aglomeradas, com forma e contorno variáveis.

Page 40: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Macronutrientes • Cálcio

• As folhas de plantas deficientes em cálcio mostram bordos de aparência crestadas,

em toda a extensão, porém acentuando-se a partir da base (onde o efeito é menor)

em direção ao ápice, a ponto de essa região enrolar-se.

• Magnésio

• Folhas de plantas cultivadas com omissão de magnésio apresentam, na página superior, duas

séries de manchas amarelas, paralelas à nervura principal, uma de cada lado; cada mancha

situa-se entre duas nervuras secundárias e é limitada pela nervura principal.

• Enxofre

• A deficiência de enxofre se caracteriza pela ocorrência de manchas necróticas que variam de

forma, tamanho, contorno e número, localizadas principalmente na porção mediana inferior do

limbo.

Page 41: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quebra ventos

Efeitos Desfavoráveis 

• Redistribuição de calor

• Dispersão de gases e poluentes

• Suprimento de CO2 p/ FS

• Transpiração

• Dispersão de sementes, polén

• Deformação paisagem/plantas;• Redução da área foliar

Dano mecânico em árvores

• Eliminação de insetos polinização.

• Desconforto animal (remoção 

excessiva de calor)

• Danos mecânicos nas plantas

• Aumento da transpiração

• Fechamento dos estômatos,  

reduzindo a FS

Page 42: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quebra ventos

• Nanismo da parte aérea 

• Menor número de folhas 

• Folhas grossas e menores 

• Menor número de estômatos por

folha e de menor tamanho 

• REDUÇÃO DO RENDIMENTO 

Dano mecânico em árvores

Conseqüências dos ventos

excessivos e contínuos (acima

de 10km/h) 

Redução do crescimento e

atraso no desenvolvimento 

Internódios menores e em

menor número 

Page 43: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

QUEBRA VENTOS

Coqueiro

Cajueiro

Manga

Page 44: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

FASES DE PRODUÇÃO AGRICULTURA FAMILIAR

REPOUSO

DE 02 SEMANASADUBAÇAO 6-24-12 =

irriga 300 e 400g

PODA DE AJUSTE = irrigação

ADUBAÇÃO COM UREIA 400 G 1semana

depois da podaAos 2 meses adubação

com nitrato de potássio para diminuir

abortação

AOS 3 MESES AS PLANTAS PARA DE

ABORTAR

N-CALCIO e MIORGAM

Cloreto de potássio

400g= para o crescimento do fruto

Irrigação por

gotejamento

5h por dia, são três dias por semana, enquanto

que na aspersão 2 horas

Colheita. Ao 6° mês de produção. (janeiro a

abril)

° Brix:

Page 45: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Multiplica-se por sementes INDICADO: para os porta-enxertos,

• quando 4 ou 5 sementes são plantadas

• em sacos de 5 litros contendo:

• substrato de esterco;

• areia e terra,

• podendo-se utilizar ou não calcário e superfosfato.

PROPAGAÇÃO

Page 46: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

ENXERTIA

A goiabeira pode ser propagada por diversos tipos de

borbulhia.

• T normal;

• T invertido

• Garfagem, sendo a mais utilizada a borbulhia em placa

ou escudo.

PROPAGAÇÃO

Page 47: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Procede-se à enxertia quando o diâmetro

do porta-enxerto (ou cavalo) atingir 1

cm no local do enxerto, o que ocorre

após 11 a 15 meses após o plantio.

Uma ou duas semanas antes da enxertia,

os ramos da planta mãe (borbulheira)

devem ser podados para que

intumesçam as gemas.

PROPAGAÇÃO

Page 48: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

É um processo mais recente, cujas

principais vantagens são:

o curto período necessário para a

formação das mudas;

uniformidade genética da planta obtida.

Estaca herbácea

Page 49: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Os ponteiros são retiradas de plantas

matrizes selecionadas antes da floração;

• Utilização de indutor de crescimento: auxina;

• As estacas ficam em casa de vegetação por

60 dias ou mais;

• Posteriormente são colocadas em sacos

plásticos.

Estacas herbáceas

Page 50: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Sacos plásticos,

• Tubetes,

• Citropotes,

• Bandejas plásticas ou de isopor,

• Caixas de madeira ou metal,

• Vasos plásticos,

• Entre outros.

TIPOS DE RECIPIENTES QUE PODEM SER UTILIZADOS

NA PRODUÇÃO DE MUDAS

Page 51: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

As podas da goiabeira são

especiais e efetuadas para

formação da copa e frutificação.

Page 52: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Árvores corretamente podadas

podem produzir cerca de 100 kg

de frutos por ano.

Assim como podas mal

realizadas podem inviabilizar a

produção.

Page 53: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda da goiabeira 

Existem, basicamente, três tipos

de podas em goiabeiras:

• Poda de formação,

• Poda de limpeza;

• Poda de frutificação. 

TRATOS CULTURAIS

Page 54: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de formação 

Na primeira, deve-se fazer a poda do

ramo apical quando o local do corte, à

altura de 40 a 60 cm, dependendo da

variedade, estiver lenhoso.

Nesta fase, a casca tem coloração

acastanhada.

Na segunda fase, após ramificação

abundante ocasionada pela poda

apical, escolhem-se de três a cinco

ramos bem distribuídos, saindo de

pontos diferentes do tronco.

Page 55: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Goiabeira com 1° poda de formação.

Goiabeira com formação adequada de copa

Podas de formação 

Page 56: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de frutificação

• Em lavouras irrigadas, a época de poda define

a época de colheita, sendo possível planejar a

safra para qualquer mês do ano (6 a 7 meses

após a poda ocorre a maturação dos frutos).

• Na execução da poda de frutificação, podem-se

adotar certas regras úteis, por estabelecerem

uma seqüência lógica para a operação:

• Remover os ramos quebrados, mortos, e

doentes;

• Remover os ramos “ladrões”;

Page 57: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de frutificação

• Remover os ramos que, por estarem

encostados, se atritam com o movimento da

planta;

• Remover os ramos que crescem em direção

ao centro da planta ou que cruzam na copa;

• -   Remover os ramos que crescem para

baixo, pois, geralmente são improdutivos;

Page 58: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de frutificação

• -   Execute a poda dos ramos

remanescentes com o objetivo de

manter o equilíbrio entre as funções

reprodutivas e vegetativas da planta,

baseando, dentro dos limites do

possível, realçá-las ao máximo.

Page 59: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de frutificaçãoEntre outras formas de supressão de ramos ou

de suas partes os mais importantes são:

• - Desponte: é o encurtamento praticado em

verde, sobre a extremidade do ramo novo.

Sua prática diminui o vigor da planta.

• - Desbrota: é a intervenção que se faz em

verde, para eliminar ramos supérfluos e

concorrentes.

Page 60: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Poda de frutificação• - Poda em coroa: é o encurtamento total do ramo, que

fica reduzido à "coroa", que é a porção mais grossa

existente em sua base e onde existe um cordão de

gemas.

• Poda em esporão: é o encurtamento deixando-se

apenas a base do ramo, geralmente com duas ou três

gemas, ou com quatro a seis centímetros de

comprimento.

• -Poda em vara: é o encurtamento em que se deixa o

ramo com um número maior de gemas, em geral com

10 a 20 cm de comprimento.

Page 61: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

.

 

  Poda total com ramos pulmões Poda de encurtamento dos ramos produtivos para obtenção de uma

segunda safra.

Brotação intensa sem desbaste. Fonte: CATI – 1994.

Poda em esporão

Page 62: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Desbaste e o Ensacamento dos Frutos

• Em pomares exclusivos de goiaba de mesa o

desbaste de frutos é obrigatório para a obtenção

de frutos grandes com ótimo aspecto.

• O desbaste deve ser feito quando os frutos

apresentarem de 2 a 3cm de diâmetro, deixando-

se de 2 a 3 frutos por ramo. Em plantas adultas

são deixados entre 600 a 800 frutos. máximo.

Page 63: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Desbaste e o Ensacamento dos Frutos

• Durante a operação de desbaste devem ser retirados

os restos do cálice floral existentes na base dos frutos,

para melhorar o seu aspecto.

• Nos mais tecnificados pomares, os frutos

remanescentes são protegidos por sacos de papel

manteiga com dimensões usuais de 15x12cm.

• Estes sacos são presos no pedúnculo do fruto ou no

ramo que o sustenta, sendo no ramo mais

aconselhável.

Page 64: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Vantagens do ensacamento:

• - Melhora o aspecto do fruto, que quando

maduro apresenta a casca uniforme

completamente sem manchas;

• -É o mais eficiente método de controle da

mosca das frutas, do gorgulho e de

eventuais ataques do besouro amarelo e;

• -Permite a colheita de frutos sem resíduos

tóxicos na casca.

Page 65: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A frutificação da goiabeira

se estende desde:

o verão até o outono;

Mas pode ser conduzida

através de podas para que

dure o ano todo.

Page 66: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

                                                                                       

Ramos sem desbaste Fonte: Cultura da Goiabeira - 1995

Ramos com desbasteFonte: Cultura da Goiabeira - 1995

                                                                                          

Page 67: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Cuidados a serem observados na poda

•  

• - Os cortes deverão ser sempre lisos e inclinados, para

facilitar a cicatrização e evitar o acumulo de água na sua superfície.

• - Deve-se utilizar tesoura com lamina devidamente afiada

e serrotes bem travados;

• - O desbaste de ramo deve ser feito com corte bem rente

a sua base, sem danificar a “coroa” de gemas ai existentes.

• - Os encurtamentos deverão ser feitos 2cm acima de uma

gema, de forma a favorecer a brotação da mesma.•  

• .•  

Page 68: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

 Cuidados após a poda • - Fazer a aplicação de uma pasta ou uma calda de

um fungicida a base de cobre nas partes feridas para evitar

a invasão de organismos causadores de doenças e

podridões.

• - Nos pomares submetidos a poda total, recomenda-

se a sua pulverização imediatamente após o termino da

operação com calda sulfocálcica, na diluição de um litro de

calda para 8 litros de água.•  

Page 69: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

IRRIGAÇÃO

Page 70: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Irrigação e drenagem 

• A goiabeira é uma planta que responde

bem à irrigação.

• Além de apresentar excelente

produtividade, o goiabal irrigado pode

produzir duas ou mais safras por ano.

Page 71: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Irrigação e drenagem

• Este é de fato uma grande vantagem, pois com

o manejo adequado da poda é possível

direcionar a safra para períodos

economicamente desejáveis.

• A irrigação é uma técnica que está associada a

uma série de fatores que influem diretamente

na produtividade da goiabeira e na qualidade

de seus frutos.

Page 72: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

IRRIGAÇÃO NA REGIAO

CONSÓRCIO

Page 73: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Irrigação e drenagem 

• - Necessidade de Água• Para culturas frutícolas como a goiabeira, recomenda-se que a

demanda de água seja calculada para períodos semanais ou

quinzenais.

• Freqüência da Irrigação• A freqüência da irrigação vai depender da necessidade de água que

tem a planta e da capacidade de retenção de água pelo solo na

profundidade efetiva das raízes.

Page 74: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Manejo da água

O manejo da água está diretamente:

Associado ao tipo de solo,

À profundidade efetiva do sistema radicular

Ao sistema de irrigação selecionado.

• Na irrigação localizada, o nível de água disponível

no solo não deve ser inferior a 80%.

Page 75: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Manejo da água

• Recomenda-se suspender a irrigação por um

período de um a dois meses antes da poda;

• A fim de submeter a planta a um estresse hídrico

cuja duração vai depender do tipo do solo a do

sistema de irrigação usado.

Page 76: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Manejo da água

• É recomendável que na irrigação

localizada o manejo de água seja

monitorado por tensiômetros instalados;

• Em pontos correspondentes a 50% da

profundidade efetiva das raízes.

• O número recomendado é de três a

quatro estações de tensiômetros numa

parcela de solo uniforme de tamanho não

superior a 2 ha.

Page 77: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Manejo da água

• A tensão hídrica do solo aceitável

para o manejo das regas depende

do tipo dos solos explorados.

• Para os arenosos, a tensão pode

variar entre 15 e 25 centibares;

para os argilosos, pode alcançar

de 40 a 60 centibares.

Page 78: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Cova:

Encher a cova com a melhor terra da superfície misturada com 4 litros de

esterco de galinha bem curtido ou torta de mamona e mais 300g de calcário

dolomítico; no terço final acrescentar 150g de superfosfato simples e 80g de

cloreto de potássio;

Na formação:

Depois do pegamento das mudas, um a dois meses após o plantio, aplicar em

cobertura, ao redor das plantas, 100g de sulfato de amônio por planta, antes,

durante e no fim das águas;

Page 79: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Na frutificação:

Em março - abril aplicar em cobertura, sob, a copa, 150g de superfosfato

simples e 80g de cloreto de potássio; em agosto - setembro e em dezembro -

janeiro aplicar 150g de sulfato de amônio;

Em plantações em plena frutificação:

Agosto - setembro e em dezembro - janeiro 150g de sulfato de amônio; 150g

de superfosfato simples e 80g de cloreto de potássio.

Page 80: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação

• Análises de solo e foliar e observação visual

do pomar podem indicar necessidades de

adubação;

• caso isso não seja possível adubar segundo

recomendação abaixo, por planta e por vez:

1º ano: 55g. de uréia e 35g. de cloreto de

potássio no "pegamento" e final da estação

chguvosa.,

• 2º ano: 65g. de ureia.220g. de superfosfato

simples e 50g. de cloreto de potássio no

início e no fim da estação chuvosa.

Page 81: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação

• Pomar safreiro: 170g. de ureia, 450g.

de superfosfato simples e 100g. de

cloreto de potássio no início e fim da

estação chuvosa.

• OBS: Aplicar 20l. de esterco de curral

bem curtido por planta no início das

chuvas. Os adubos devem ser

lançados no solo, em circulo na

projeção da copa e levemente

incorporados.

Page 82: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação

Estudos (fora do Brasil) comprovaram que a prática de adubação

foliar é benéfica com misturas de:

• uréia (3%);

• e ácido bórico (0,3%);

• e de sulfato de zinco (0,2 a 0,4%).

• induziram maturação em menor período, frutos maiores e de

melhor qualidade, além de maior "pegamento" do fruto.

Page 83: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação

Adubação de Plantio: Em cada cova, devem ser aplicados:

20 litros de esterco de curral;

100g de P2O5 (=500g superfosfato simples)

1000g de calcário dolomítico;

50g de FTE (micronutrientes);

140g de sulfato de amônia;

20g de cloreto de potássio.

Fonte: Pesagro – Rio – Maio-2001.

Page 84: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação

Adubação de Cobertura:

Recomenda-se três adubações de cobertura

com nitrogênio (sulfato de amônia ou uréia)

e potássio (cloreto de potássio) por ano.

Em lavouras irrigadas, pode-se aplicar o

nitrogênio mensalmente e o potássio a cada

dois meses.

Fonte: Pesagro – Rio – Maio-2001.

Page 85: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Adubação • Quadro 7: Sugestões de adubação de cobertura por planta/ano: 

PRODUTOS ANO I ANO II ANO III ANO IV

Sulfato de amônio (g)

600 1000 2000 2500

Superfosfato simples (g)

600 1000 1500 1500

Cloreto de potássio (g)

120 200 400 600

Fonte: Pesagro – Rio – Maio-2001.

Page 86: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

MANEJO DE PRAGAS INVASORAS

• A região abaixo da copa deve ser mantida limpa através de

capinas manuais periódicas ou aplicação de herbicidas,

processo chamado de coroamento.

• As entrelinhas e a região entre as plantas não devem ser

capinadas, apenas roçadas, o que poderá ser feito com

roçadeira mecanizada.

Page 87: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

MANEJO DE PRAGAS INVASORAS

A consorciação poderá e deverá ser incentivada apenas na

fase de formação do goiabal, até mesmo como um possível

meio de amortizar parte do investimento financeiro realizado

ou de agilizar o seu retorno.

Page 88: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

MANEJO DE PRAGAS E DOENÇAS

• Broca das Mirtáceas - Timocratica albella (ZELLER, 1959);

•  Coleobroca: Trachyderes thoracicus (Oliv. 1790);

• Besouro da Goiabeira - Besouro Amarelo - Costalimaita

ferruginea vulgata (Lefevre, 1885);

•  Moscas das Frutas – Anastrepha fraterculus (Wied; 1830);

• Ceratitis capitata (Wied; 1824);

• Percevejo da Verrugose- Monalonium annulipes.

Page 89: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Outras Pragas Secundárias

São pragas que normalmente não apresentam danos econômicos à

cultura e que tem sido mantidas sob controle através do esquema

de tratamento fitossanitário para controle das pragas principais; são

elas:

• -          Cochonilhas;

• -          Lagartas;

• -          Percevejos;

• -          Coleópteros;

• -          Cupins, formigas, abelhas, mosca, etc;

• -          Tripes, e;

• -          Nematóides.

Page 90: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Quadro 8- Principais pragas da goiabeira 

PRAGA PARTE AFETADA

CONTROLECULTURAL

CONTROLEQUÍMICO

Broca coleobroca

Tronco Esmagamento, calda bordalesa

Injeção de Carbariy (0,1 %)

Cochonilha de cera

Caule - Folidol 600 (0,l %)

Psilídios tingídios

Folhas - Lebaycid 500 (0,1%), folidol 600 (0,1%)

Tripés percevejos

Folhas e frutos

Ensacamento de frutos

Lebaycid 500 (0,1%), folidol 600 (0,1%)

Gorgulho Fruto Ensacamento de frutos

Folidol 600 (0,1%)

Mosca-das-frutas

Fruto Ensacamento, armadilhas

Dipterex (0,3%), Lebaycid (0,1%)

Lagartas aérea - Dipel (0,l%)

Fonte: PESAGRO-RIO MAIO-2002Nota: Tomar cuidado de observar a carência dos produtos antes de iniciar a colheita 

Page 91: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

PRINCIPAIS DOENÇAS

• Ferrugem da Goiabeira: • Verrugose 

• Antracnose

 

Page 92: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

PRINCIPAIS DOENÇAS

• Seca Bacteriana ou Bacteriose

Page 93: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Combate à moléstias e pragas

• Gorgulho; Malatol;

• Ferrugem: pulverizações alternadas com Dithane M-45 e cúpricos

(no viveiro e na plantação).

• Mosca-das-frutas: ensacamento das frutas ainda pequenas (para

fruta de mesa).

Page 94: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

PRINCIPAIS DOENÇAS

• Nematóide => ataca severamente a maioria dos

pomares do vale.

• Não tem controle;

• Erradicação do pomar, se for de grande escala.

Page 95: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

A goiaba é uma fruta bastante

acometida pela mosca-das-frutas,

assim como outras Myrtáceas, o

que rendeu o nome popular "bicho-

da-goiaba" à larva deste inseto.

Durante o crescimento do fruto,

este deve ser ensacado para

proteção contra a mosca-das-

frutas.

Page 96: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

• Frutos rachados, podres e caídos

devem ser enterrados para evitar a

disseminação da praga.

• Por ser frágil, a goiaba é uma fruta

de difícil armazenamento e

transporte.

Page 97: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

•  

Quadro 10 - Cronograma de aplicação de agrotóxicos.

MÊSPRODUTO DOSAGEM PRAGA OU DOENÇA FREQUÊN

CIA

Julho Oxicloreto de cobre

Pasta Pincelamento local da poda -

Setembro

Oxicloreto de cobre

0,5% Ferrugem 1x

Outubro Oxicloreto de cobre Parathion metílico

0,5% 0,2%

FerrugemGorgulho/Psilídeo

2x 2x

Novembro

Oxicloreto de cobre Parathion metílico Trichiorfon

0,5%0,2%0,2%

FerrugemGorgulho/PsilídeoGorgulho

2x 1x1x

Dezembro

Oxicloreto de cobre Parathion metílico Trichiorfon

0,5%0,2%0,2%

Ferrugem Gorgulho/Mosca-das-frutas Gorgulho/Mosca-das-frutas

2x1x-

Janeiro Trichiorfon 0,2% Mosca-das-frutas 2x

Fevereiro

Trichiorfon 0,2% Mosca-das-frutas 2x

Março Trichiorfon 0,2% Mosca-das-frutas 2x

Fonte: Adaptado de PEREIRA, F.M., Goiabas para industrialização, 1996. 

Page 98: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Colheita 

Tabela 2. Variáveis utilizadas e valores considerados bons para a colheita de goiaba.

Variáveis Equipamento Valor ideal FísicasCor da casca Visual=> Verde-amareloTextura (Kg/cm2)=> Penetrômetro (7/16) 10-12Densidade (g/cm3)=> 0,98-1,11

Químicasº Brix Refratômetro=> 9-10Acidez (% ácido cítrico)=> Titulação NaOH 0,1 N 0,30-0,40º Brix/Acidez=> 25-30

Fonte: Resende (2000), dados não publicados.

Page 99: A Cultura Ecofisiologia Da Goiaba

Armazenagem  • Armazenar as caixas em ambiente refrigerado a 8°C, com 85 a

90% de umidade relativa.

•           As goiabas deverão apresentar as características do cultivar

bem definidas, serem sãs, inteiras, limpas e livres de umidade

externa anormal.

• A goiaba não deve apresentar nenhuma das características abaixo:

• a) resíduos de substâncias nocivas à saúde acima dos limites de

tolerância admitidos no âmbito do Mercosul;

• b) mau estado de conservação, sabor e/ou odor estranho ao

produto.