Avaliação da Ansiedade.pdf

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  • "Novos Olhares na Sade"

    ISBN: 978-989-97708-3-6

  • Novos Olhares na Sade

    R~erYC1dos todos os direitos de acordo com a legislao em vigor

    20 14. Escola Superior de Enfermagem Dro Jos Timteo Montalvo Machado

    Reviso Tcnica e Grfica Teresa Carvalho

    I! Edio: Junho 2014

    ISBN: 978-989-97708-3-6

    Conselho Editorial

    Alexandrina Lobo Alice Mrtires Amncio Carvalho Cristina Antunes Helena Penaforte M~ Joo Monteiro Vtor Rodrigues

  • PROCESSOS DE SADE E DOENA AO LONGO DO CICLO VITAL

    REVISIN TERICA: EFECTO DE LA DIETA BAlA EN GRASA EN EL CNCER DE MAMA 336 Iria Rodriguez, Belen luis l Laura Gonzalez} Lorena Costal Sonia Justo & Alexandrina Lobo ADOLESCENTES COM DIABETES MELLlTUS TIPO 1: O OLHAR DA INVESTIGAO EM 346 CONTEXTO ACADMICO Manuela Amaral-Bastos

    PREVALNCIA DA OBESIDADE E HIPERTENSO EM CRIANAS E ADOLESCENTES DOS 6 AOS 356 16 ANOS Estela Almeida; Nsia Matos; Sandra Rodrigues & Vivia na Melo AVALIAO DA ACEITAO DA DOENA CRNICA 367 Gorete Baptista; Ana Galvo & Paula Martins

    CONSUMO DE LCOOL POR ALUNOS DO ENSINO SECUNDRIO 376 Vnia Minhava & Amncio Carvalho ACUIDADE VISUAL E ERROS REFRATiVOS EM CRIANAS DO 22 CICLO DO ENSINO BSICO 387 Amlia Nunes; Ana Sebastio; Ana Martins; Cristiana Claro & Sara Nunes A SEXUALIDADE NA ADOLESCNCIA: AGENTES DE SOCIALl2AO MAIS SIGNIFICATiVOS NOS 400 PAPIS SEXUAIS DO ADOLESCENTE Manuel Brs; Ana Galvo & Ana Certo IMAGEM CORPORAL E COLOSTOMIA: O ESTIGMA DE UMA MARCA CORPORAL INViSVEL 412 Firmino Reis; Amncio Carvalho; clia Santos & Vitor Rodrigues O STRESS DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM ENSINO CLINICO 424 Oelfina Teixeira; Catarina Sequeira; Catarina Ribeiro & Cristina Moura

    REAS DE INTERVENAO DE ENFERMAGEM NA PERSPETIVA DOS ALUNOS DO 102 ANO DE 434 ESCOLARIDADE Mara Pereira; Cristina Moura; Catarina Sequeira; Catarina Ribeiro; Delfina Teixeira & Helena Penaforte

    FATORES DE RISCO RELACIONADOS COM O USO DE DROGAS ENTRE ADOLESCENTES 445 Ana Paulo; Tiago Martins; Alexandrina Lobo; Palmira Salgado; Elena Abreu & Susana Santos CONSUMO DE TABACO NOS ESTUDANTES DO 82 ANO DO ENSINO BSICO DO 455 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CABECEIRAS DE BASTO Anabela Rodrigues & Alexandrina Lobo QUALIDADE DE SONO DE DOENTES EM CONTEXTO MEDICO-CIRRGICO 465 Ana Certo; M!! Jos Gomes; Cristiana Nascimento O HOMEM RECLUSO E O CONSUMO DE DROGAS NUM ESTABELECIMENTO PRISIONAL NA 473 REGIO NORTE DE PORTUGAL Soraia Rua & Amncio Carvalho AVALIAO DA ANSIEDADE EM ESTUDANTES DE ENFERMAGEM 486 Eugnia Anes; Adlia Fernandes; Celeste Anto; Carlos Magalhes; Augusta Mata & Filomena Sousa

  • ---Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADe E DOENA AO LONGO DO

    CIClO VJTAl

    Avaliao da ansiedade em estudantes de enfermagem

    Anes, E.' ; Fernandes, A.2

    ; Anto, C" Magalhes , C.' Mata, A.s & Sousa, F. 6

    Resumo - A presena, previso ou expectativa de situaes emocionais consideradas como desagrndveis para o indivduo, quer no momento presente, quer no fhturo, acarretam ansiedade. Os estudantes de enfermagem, como todos os estudantes do ensino superior, so confroutados com situaes potellciadoras de presso psicolgica e ansiedade. O objetivo deste trabalho foi identificar o nvel de ansiedade dos altmos de ellfennagem, antes de realizar uma prova de avaliao. Foi efehlado um eshldo descritivo e transversal de carcter quantitativo em 41 alunos de uma turma do 2 ano do Curso de Licenciatura em Etennngem. em 2013 . Foi utilizada escala de Ansiedade de Hamilton (HAS - Hamilton Anety Senle) em associao com questes sociodemogrficas e de caracterizao. A amostra constituda por 41 estudantes de enfermagem. maioritaria01ente feminina (78%), com idades compreendidas entre os 18 e os 36 anos, 85,4% no apresenta problemas de Sc1de e ti maioria pratica exerccio fisico, no fW118 tabaco e donl1e bem. Com a elaborao desta investigao foi possvel verificar que os niveis de ansiedade se encontram elevados entre os eshldantes de enfemlngem. Velficalllos a existncia de diferentes niveis de ansiedade em relao as vru'iveis gnero, problemas de saude, estilos de vida e aos momentos de avaliao. Palnv1.'ns ('ha,,~ : Ansiedade; estudantes de enfermagem; Hamilton Allxiet)' Seale.

    Abstrat - The presence, forecast ar expeetatioll of emotiollal situatlol1s cousidered lUlpleasant for the individuaI, either at presellt ar in the future cause all.xiety. Nursillg studellts, as ali studel1ts af the university ru'e oftell faced \Vith sih18tions enhaneer of psycholagical pressure aud ruLxiety. The abjective af t11is study was to idelltify the aaxiety levei af llwsi.llg shldents before 311 eX8m. Was eallclucted a deseriptive and tmllsverse st1.1dy with quantitative charaeter in 41 nursillg stl1dents in 2013. We llsed a Hamilton An:ciety SeaIe (HAS - Halllilloll .4 .. mciety Scale) in association with soeiodemagraphie and charaeferizatioll issues. The srunple cOlls isted of 41 llursillg shldents, rnostly femnle (78%), aged 18 to 36, 85 .4 % did 1I0t Im"e health problems alld most practical exercise, do not sUloke tobacca al1d sleep weU . \Vith the develop1l1ellt af this research \Ve fOWld Ihat amciety leveis are hig.h amollg nursillg students. Verify lhe existence af different leyels af ruLxtety in relation to gender variable, health problems, lifestyle and exams. Keywords: .4 .. l1xiety; llursing smdents: Hamiltoll.J\Jl.xiety Senle ..

    J Eugnia Alies - Escola Sllperior de Sade, Illstirmo Politcnico de Bragana, emoi/: e/lgenia fJ ipb.pt 2 Adlia Femandes _ Escola Superior de Sade, Instituto Politcnico de Bmgana. emoil: adiJinfii) ;pb.pt 3 CcJcsre lIto _ Escola SlIpelior de Sade, IlISn'rlllo Politcnico de Bragana, e-mail: celestea1ipb.pt 4 enrIos Magalhes _ Escola SI/perio,. de Sarde. Instituto Polircnico de Bmgolla, omail: [email protected] J Aflgusro Mata _ Escola Superior de Sade. II/stitllto Politcnico de Bragol/a, ef1wil: tlllPllSramatai>ivb .. m 6 Filomeno Sousa _ Escola Supelia,. de SOlide. Instituto Politcllico de Bragana, e.mail: filomonn aJivb .. Dl

  • - -

    Novos Olhares na Sade ROCESSOS DE SADe E DOENA AO LONGO DO

    CIQ.O VITAL

    1 - INTRODUO

    A entrada no ensino superior constitui uma fase marcante para os jovens, pois exige

    ajustes e adaptaes indispensveis a um bom desempenho acadmico (pereira et aI.,

    2006). Ao longo do percmso acadmico, o estudante confrontado com situaes

    geradoras de presso psicolgica e ansiedade (Melo Cruz, Pinto, Almeida & Aleluia,

    2010).

    A ansiedade pode ser descrita como reao naMal que impulsiona o ser humano a

    alcanar seus objetivos. Esse estado emocional pode tomar-se patolgico e repercutir de

    fonna negativa se viveuciado excessivamente e por longos peIiodos (Santos &

    Galdeano, 2009). A ansiedade patolgica, ao invs de contribuir para o confronto da

    situao, limita, dificulta e, muitas vezes, impossibilita a capacidade de adaptao

    (Andrade & Gorenstein, 1998).

    A identificao da ansiedade de alunos em diferentes situaes tem sido foco de ateno

    de alglms investigadores.

    De acordo com Melo (2004), aqueles que mais apreseutam crises de ansiedade so os

    melhores alunos, pois so eles que possuem maiores expectativas e so mais exigentes

    em relao ao seu desempenho escolar.

    Em 2004, Calvalho, Farab e Galdeano investigaram a ansiedade dos alunos ao iniciar a

    prtica de administrao de teraputica e verificaram que 90% dos ahmos apresentava

    um nvel de ansiedade que intelferia de fonna negativa no seu desempenho.

    Pereira et aI., em 2006, afll1nam que os disnn'bios de ansiedade, tais como fobia social,

    ansiedade aos exames, ansiedade generalizada e outras pertmbaes de ansiedade,

    foram os diagnsticos mais frequeutes das consultas de psicologia dos selvios de apoio

    psicopedaggico nos estudantes lUllversitrios.

    A ansiedade nem sempre considerada lUll fator uegativo ou pertmbador, ao mesmo

    tempo que acan'eta tenso, stresse e desconf0l10 fsico e mental, cria no estudante maior

    interesse em aprender e eshrdar (Carvalho et aI. , 2004).

    Tendo em conta as evidncias cientificas da interferncia da ansiedade no desempenho

    dos ahmos, foi realizada a presente investigao, com o objetivo de identificar o nvel

    de ansiedade dos ahmos de enfer1llagem, antes de realizar uma prova de avaliao.

  • -

    Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADE E DOENA AO LONGO DO CICLO VITAL

    2- MTODO

    2.1 - Participantes

    Foi efetuado lUU estudo descritivo e transversal de carter quantitativo em 41 alunos de

    lUUa twma do 2 ano do Curso de Liceuciatma em Enfermagem.

    2.2- Material

    Foi aplicado lUU questionrio constittdo por questes de camcterizao

    sociodemogrfica, onde foram includas as variveis gnero, idade, problemas de sade,

    estilos de vida e nota da primeira avaliao da lUJidade clUTicular e pela escala de

    Ansiedade de HanJilton (HAS - Hamiltoll Allxiety Scale). A escala de Ansiedade de

    Hamilton (HAS) foi desenvolvida por Max Hamilton em 1959, foi uma das primeiras

    escalas desenvolvidas para avaliar a gravidade dos sintomas de ansiedade. constirudo

    por 14 itens, com respostas do tipo Likeli com cinco opes, variando enhe 0-4,

    conespondendo respetivamente a O - a ausncia de lUU detenniuado sintoma, a I - a

    intensidade leve ou ligeira, a 2 - intensidade mdia, a 3 - intensidade forte e a 4 - a

    iutensidade mxima (incapacitante) (MH40T, 2012). O score total obtido pela soma

    dos valores (graus) atribudos em todos os 14 itens da escala, cujo resultado varia de O a

    56, onde

  • - --Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADE E

    DOENA AO LONGO DO CIClO VfTAl

    3 - ANLISE DE RESULTADOS

    A amostla era constituda por 41 alllllos do 2 ano do Cnrso de Licenciahua em

    Enfermagem, maioritaliamente feminina (78,05%), com idades compreendidas entre os

    18 e os 36 anos (Figura I), apresentando em media 20,63 anos e desvio padro de 3,17

    anos. A varivel idade foi tratada como varivel continua.

    Frequncia

    -

    ,o -

    -

    o --c;::::J 0 1 I I ,o '0 00

    Idade

    Figura 1. Caracterizao da alnostril de acordo com a idnde

    Como se pode velificar atlaves da anlise da Tabela I , a maioria dos inquiridos (85 ,4%)

    no refere problemas de sade.

    Tabela 1.

    Caracterizao da omostra de acordo com a presena de probleums de saude

    Pl'oblemas ele snile 0=4 1 Sim N~o

    Total

    Fl'eqnllcia

    6 35 41

    Percentagem %

    14.6 85.+ 100

    Relativamente aos estilos de vida, 70,7% pratica exerccio fs ico, 26,8% fuma e 13%

    dorme pouco ou tem dificuldade em ad0l111eCer (Tabela 2).

  • ----

    Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADE E DOENA AO LONGO DO

    CICLO VITAL

    Tabela 2.

    Caracterizao da amostro de acordo com 05 estilos de vida

    Esti los de vida Frequuda

    Percentagem n=41 %

    Exerccio fsico 29 70,7 Consumo de tabaco li 26,

    Donnir bem 35 85,4

    No que conceme aos resultados da primeira avaliao da unidade curricular, as notas

    dos alunos aprovados (33 alunos) variam entre li e 18, com uma mdia de 14,67 e

    desvio padro de 2,131. A varivel notas do 10 exame tratada como vavel contnua.

    Em relao escala de ansiedade HAS, a pontuao mnima foi de 3 e a mxima foi de

    40, com luna mdia de 16,39 e desvio padro de 10,43. Tendo sido classificados com

    allsiedade ligeira 60,98 % dos ahmos, com allsiedade ligeira a moderada 12,19%, com

    allsiedade moderada a severa 17,07 e com pontuaes supeliores a 30, traduzindo

    allsiedadeforle a illcapacilallle 9,76%. importante realar que a recolha de dados foi

    efetuada antes da avaliao de uma unidade curricular.

    Relativamente ao nvel de ansiedade em relao varivel gnero, constatamos que, em

    mdia, o nvel de ansiedade superior no gnero feillllino (HAS-17,40), o gnero

    masculino apresenta valores mdios na escala de HAS de 12,77. Atravs dos resultados

    do teste I , podemos conclnir que as diferenas entre os indivduos do gnero masculino

    e feillllino so estatisticamente significativas (p=.000).

    No que respeita relao entre os lveis de ansiedade e a vruivel idade, foi encontrado

    em mdia um valor mnimo de 3 aos 18 anos e o mximo de 34 aos 22 anos,

    constatmos que, em mdia, os nveis de ansiedade aUlllentam at aos 20 anos e

    decrescem a partir dos 25, verificando-se alglUua oscilao entre os 21 e os 23 anos.

    Atravs utilizao da conelao de Pearsoll, verificmos que estas diferenas no so

    estatisticamente significativas.

    Para analisar a variao do nvel de ansiedade em relao referncia de problemas de

    sade, constatamos que, em mdia, os valores so superiores no grupo que no refere

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    Novos Olhares na Sade PROCESSOS OE SAOE E DOENA AO LONGO DO

    CJeto VJTAl

    problemas de sade. As diferenas entre os gmpos so estatisticamente significativas

    como nos comprova a aplicao do teste t (Tabela 3).

    Tabela 3.

    illdice de ansiedade (H..4..S) em relao referncia de doenas

    Sim Mean n=6 Std. Deviation

    No Mean n=35 Std. Devlatlon

    Teste 1 t

    P

    HAS

    16

    11.96

    16.45

    10.34

    33.169 0.000

    Analisando os resultados do nvel de ansiedade em relao aos estilos de vida,

    verificamos que, em mdia, so superiores nos glUpos que praticam exerccio fisico , uos

    que fumam e uaqueles que dizem dormir bem. Os resultados da aplicao do teste t

    demonstram a existncia de difereuas significativas uos diferentes gl11pOS (Tabela 4).

    Tabela 4.

    ndice de ansiedade (HA.S) em relao nos estilos de vida

    Exerccio Fisico fiAS Fumar HAS Dormir Bem HAS

    Mean 16.96 Sim

    Mean 19.09 Sim

    Mean 14.82 Sim 11=29 Std. 11=11 Std. n =35 std.

    DeviatioIl 10.23

    Deviat10n 12.14

    Deviation 9.16

    Mean 15 No

    Mean 15.4 Meao 25.5 No n=12 Sld. 11=30 Std.

    Na-o 11=6 Std. Deviat10n

    11.24 Deviatloll

    9.77 Deviation 13.54

    t 17.969 t 24.719 t 20.512 Teste t Teste t Teste t.

    p 0.000 p 0.000 p 0.000

    No que respeita s variaes da ansiedade em relao varivel uotas do 10 exame, de

    tllna fOlma global aparecem Jveis superiores uos indivduos com notas superiores,

    variando entre 6,75 uos aluuos com mdia de 11 e 28,25 uos altmos com nota de 17, e

    com oscilaes uos uveis de ausiedade eutre os gmpos com mdia de 12 e 15 valores.

  • - - --

    Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADE E DOENA AO LONGO DO

    aeLO VITAL

    A aplicao do teste de conelao de Pearsoll mostra-nos a existncia de uma

    significncia estatstica marginal, apresentando um nvel de significncia de 0,57.

    4 - DISCUSSO DOS RESULTADOS

    Em geral, foram encontrados nveis elevados de ansiedade na amostra (41) de alunos do

    Curso de Licenciatura em Enfellnagem antes de um exame, pois este constitui fator

    detenninante de ansiedade em estudantes (pereira, 2009).

    Relativamente ao gnero, 78,05% dos indivduos em estudo representa o sexo feminino,

    enquanto 21 ,95% da referida amostra em estudo do sexo feminino.

    De acordo com os resultados obtidos pela aplicao teste I , constatmos que o gnero

    feminino apresenta maior nvel de ansiedade do que o mascnino. Estes resultados so

    conoborados por Pereira (2009) e Melo Cruz et aI. (2010).

    As idades esto compreendidas entre os 18 e os 36 anos, com uma mdia de 20,63 e

    desvio padro de 3,17 anos, no se verificaram diferenas estatsticas significativas. No

    entanto, Pereira (2009) afirma que a idade constitui um dos fatores com relao no

    aparecimento da depresso e ansiedade nos estudantes do ensino superior.

    Relativamente vruivel problemas de sade (referidos por 14,6% da amostJ:a), os

    valores so supeIiores no grupo que no refere problemas de sade. As diferenas entre

    os gmpos so estatisticamente significativas. Os nveis de ansiedade so superiores nos

    que praticam exerccio fisico , nos que fumam e naqueles que dOllnem bem. Pereira

    (2009) refere que o humor deprimido e histlia prvia de depresso constituem fatores

    favorecedores de ansiedade e depresso.

    A maioria dos estudantes refere praticar estilos de vida saudveis no que conceme ao

    exerccio fisico, hbitos tabgicos e de sono. Pereira (2009) faz referncia relao de

    alguns estilos de vida nocivos para a sade mental.

    No qne respeita ao resultado do 10 exame, apenas os alunos com aprovao referiram a

    sua nota, representando 80% da amostra. Verifica-se alguma variabilidade nas mdias

    encontradas, no entanto, parece veficru-se nveis de ansiedade superiores nos ahmos

    com nota supelior. Melo Cmz et a1. (20 lO), concluram que os momentos de avaliao

    constituem verdadeiros fatores detennnantes de ansiedade nos eshldantes.

  • -' Novos Olhares na Sade PROCESSOS DE SADE E

    DOENA AO LONGO DO aCLOVITAl

    5 - CONCLUSES

    Com a elaborao desta investigao foi possvel verificar que os nveis de ansiedade se

    encontram elevados entre os estudantes de enfennagem. Verificamos a existncia de

    diferentes nveis de ansiedade em rela.~o varivel gnero, problemas de sade, estilos

    de vida e aos momentos de avaliao. Novas investigaes devero ser feitas no sentido

    de perceber e identificar novas variveis que afetam o estado emocional destes alunos e

    que consequncias isso ter no seu desempenho acadmico.

    Um melhor conhecimento e compreenso dos sintomas envolvidos na ansiedade dos

    alunos do Curso de Licenciatura em Enfermagem podem auxiliar na elaborao de

    estratgias especficas, que facilitem a identificao precoce e a compreenso dos

    alunos em risco, com o objetivo de melhorar o nvel de desempenho acadmico e a

    qualidade de vida dos alunos.

    REFERNCIAS BIDLIOGRFlCAS

    Andrade, L. H. S. G" & Gorenstein, C. (1998). Aspectos gerais das escalas de avaliao da lllsied

  • ---Novos Olhares na Sade PROCESSas DE SADe E

    DOENA AO LONGO 00

    CICLO VITAL

    Bragana; Departamento de Enfennagem; Professora adjunta; NiIcIeo de Investigao e Interveno do Idoso (NIII).

    Adilln Mm-in Pires da Silva Feruandl's EufeImeira Especialista em Etermagem COlllwutaria; Mestre em Psicologia com Especializao em Psicologia Social e das Org.anizaes; Doutora em Desenvolvimento e Interveno Psicolgica; Ttulo de Especialista na . ..\rea de Enfennagem do IPB; Professora adjllllta; Coordenadora do departamento de Eufennagem; Representante da Escola Superior de Sade no Gabiuete de Imagem e Apoio no Eshldallte do Instituto Politcnico de Brng.ana; UNIF AI; Ncleo de Investigao e Interveno do Idoso (NITI).

    Ce-!(>ste da Cruz Melinho Anto Enfenneira Especialista de Sade Infantil e Peditrica; Mestre Promoo Educao para a Sade; Doutora em Deseuvolvimento e Interveno Psicolgica; Ttulo de Especialista na rea de EIenllagem do IPB; Escola Superior de Saude do IPB ; Departamento de enfennagem; Professora Adj1.Ultn; Presidente da Comisso Cientfica do NIll.

    CnrJos Pires Magnlhfie-s Enfermeiro Especialista em Enfenllagem Mdico Citiugic;1.; Mestre em Psicologia com Especinlizno em Psicologia Social e das Organizaes; Doutor em Gerolltologia Social; Escola superior de snlJde do IPB; Departamento de Enfenllagem; Diretor do Curso de Mestrado em Envelhecimento Ativo; Representante da Escola Superior de Sade no Conselho Tcnico Cientifico do Instiruto Politcnico de Bragana; Professor adjunto; UNIF AI; Ncleo de Investigao e Intenreno do Idoso (NIll).

    1\larin Augusta Pereira da Mata EleJ.uleira especialista em eufennagem de Sade Pblica; Mestre em Sade Pblica; Doutora em Psicologia Social-Inten'eno Comwutria; Titulo de Especialista na rea de Enfennagem do IPB; Escola Superior de saude do IPB; Departamento de Enferulagel11; Professora adjunta; Diretora do curso de Ps-Licenciatura de Especializao em Enfenllagem Comunitria; Elemento da Comisso Cientfica dos mestrados em EIenllagem Comwlitria e de Envelhecimento Ativo; Coordenadora dos programas de mobilidade da ESSa!IPB: Elemento do Ncleo de Investigao e Interveno 110 Idoso (NIll); UNIFAI.

    Mnl'in Filomenn Sousa Especialista em Enfennagem de Sade Infantil e Peditrica; Mestre em Cincias de EnfenIL:1gem; Titulo de Especialista na Area de Enfennagem do IPB; Escola Superior de saude do IPB; Professora Adj1.Ultn; Departamento de Enfennagem.