Dirigir 111

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  • 1. n.111Jul. Ago. Set.2010ISSN 0871-7354 2,50 DIRIGIR a revista para cheas e quadrosGesto de Pessoas/Recursos Humanos Separata Uma introduo resilincia

2. revista dirigir1ndiceFICHA TCNICAPROPRIEDADE Instituto de Empregoe Formao Prossional, I.P.DIRECTOR Francisco Caneira MadelinoCOORDENADORA DO NCLEODE REVISTAS DIRIGIR E FORMARMaria Fernanda GonalvesEDITORIAL2COORDENADORA DA REVISTA DIRIGIRLdia Spencer BrancoDESTAQUE3Pessoas, trabalho e funes reexes fundamentais sobre a poltica de recursos humanos CONSELHO EDITORIAL Adelino Palma, AntnioJ. M. Marques ApolinrioValarinho, Francisco Caneira Madelino, FranciscoVasconcelos, Henrique Mota, Jos Leito, JooTOME NOTA 10Palmeiro, Jos Vicente Ferreira,Unio Europeia aposta no relanamento econmico Nuno Gama de Oliveira Pinto J. M. Marques Apolinrio, Ldia Spencer Branco,Maria Fernanda Gonalves e Maria Helena Lopes11COLABORADORES Alina Oliveira, Armnio Rego, Os desaos do envelhecimento da populao activa Maria Helena LopesCarlos Barbosa de Oliveira, Cludia Neves, DianaOliveira Gomes, Glria Rebelo, Helena Lopes, J.M.14Marques Apolinrio, Jorge Marques, Jos VicenteGesto de Recursos Humanos: um novo desao para as empresas Carlos Barbosa de OliveiraFerreira, Miguel Pina e Cunha, Nuno Gama deOliveira Pinto, Pedro Santos, Ruben Eiras eTeresa Escoval .HISTRIA E CULTURA 20 REVISO TIPOGRFICA Laurinda Brando Uma histria da Gesto dos Recursos Humanos Jorge MarquesILUSTRAES Joo Amaral, Manuel Libreiro,GESTO 24 Paulo Buchinho, Paulo Cintra, Plinfo Recursos humanos: futuros e aquisies Jos Vicente Ferreira Informao, Lda., Srgio Rebelo. 28 APOIO ADMINISTRATIVO Ana Maria Varela Trabalhadores portugueses mais satisfeitos no local de trabalho Cludia NevesREDACO E ASSINATURASDepartamento de Formao ProssionalSABIA QUE... 31 Direco das revistas DIRIGIR e FORMAR Comisso Europeia incentiva ensino e formao prossionais Nuno Gama de Oliveira Pinto Tel.: 21 861 41 00Ext.: 662342, 662719 e 66210632Fax: 21 861 46 21Reformei-me. E agora? Carlos Barbosa de OliveiraRua de Xabregas, n. 52 - 1949-003 Lisboae-mail: [email protected] funo social da empresa Teresa Escoval DATA DE PUBLICAO Setembro 2010PERIODICIDADE 4 nmeros/ano41 tica nos negcios e responsabilidade social Glria Rebelo CONCEPO GRFICA E PAGINAOPlinfo Informao. Lda.TEMAS PRTICOS45Tel.: 217 936 265Gesto dos Recursos Humanos na microempresa J. M. Marques ApolinrioFax: 217 942 [email protected] GLOBAL 48 CAPA Jorge Barros Bssola Geoeconmica Pedro Mendes Santos; Knowledge Tracker Ruben EirasIMPRESSO Peres Soctip Indstrias Grcas, S.A. 51 Disse sobre gesto TIRAGEM 21 000 exemplaresCONDIES DE ASSINATURAEnviar carta com nome completo, data deDESENVOLVIMENTO PESSOAL 52nascimento, morada, funo prossional, O que os colaboradores no gostam nos seus lderes empresa onde trabalha e respectiva rea Armnio Rego; Miguel Pina e Cunha; Diana Oliveira Gomesde actividade para:Rua de Xabregas, n. 52 - 1949-003 LisboaQUIOSQUE DE NOVIDADES NOTADA NO ICSDEPSITO LEGAL 17519/87OBSERVATRIO ECO-INOVAO 60ISSN 0871-7354 Ruben EirasTodos os artigos assinados so de exclusivaEUROFLASH 62responsabilidade dos autores, no coincidindoNuno Gama de Oliveira Pinto necessariamente com as opinies do ConselhoDirectivo do IEFP. permitida a reproduo dosLIVROS A LER 63 artigos publicados, para ns no comerciais, des-de que indicada a fonte e informada a Revista. 3. 2 Jul. Ago. Set. 2010editorialA Dirigir um projecto editorial que visa difundir informao sobre o desenvolvimen-to de competncias de gesto, contribuindo para a valorizao e crescimento daspessoas e organizaes, nomeadamente atravs de um melhor desempenho daque-les que tm, aos vrios nveis, responsabilidades de gesto.Conscientes de que a Gesto de Recursos Humanos assume cada vez mais um pa-pel decisivo em qualquer organizao, ou no sejam as pessoas o seu activo maisvalioso, e que a funo Recursos Humanos pode ser abordada sob vrias vertentes,entendemos que a Dirigir, apesar de j lhe ter dedicado muitas das suas pginas, de-veria voltar a dar, neste nmero, destaque a este tema.As pessoas regem-se por valores. As pessoas assumem atitudes. As pessoas intera-gem de forma dinmica. Compreender como que as pessoas reagem no contextodas organizaes, perceber as suas aspiraes e problemas, promover a sua motiva-o e proporcionar-lhes a formao ajustada essencial em qualquer estratgia decompetitividade. Reectir sobre todas estas dinmicas o objectivo deste nmero daDirigir, proporcionando aos leitores todo um conjunto de reexes sobre: Como pode a Gesto de Recursos Humanos contribuir para a sedimentao da cul-tura empresarial e o fortalecimento do esprito de equipa entre os trabalhadores? Qual o papel da Gesto de Recursos Humanos num contexto de mudana orga-nizacional? Qual o papel da Gesto de Recursos Humanos num contexto de envelhecimento dapopulao activa? Como pode a Gesto de Recursos Humanos contribuir para atrair e manter quadrosde elevada competncia, estratgicos ao desenvolvimento da organizao? Qual a funo social de uma empresa?Estes so apenas alguns dos ngulos em que o tema Gesto de Recursos Humanos aqui abordado.O conceito de resilincia relativamente recente no campo da Psicologia e pode de-nir-se como uma competncia transversal que permite minimizar ou superar osefeitos nocivos das adversidades, que ajuda a resistir ao stress. Atendendo a que osactuais contextos em que as empresas se movimentam se pautam por situaes dealguma incerteza e mudanas constantes, considermos oportuno tratar este temano mbito da Separata, quer numa perspectiva de resilincia ao nvel pessoal, quer deresilincia ao nvel organizacional. Francisco Caneira Madelino 4. revista dirigir 3destaquePessoas, trabalho e funesReexes fundamentais sobrea poltica de recursos humanosPor: J. M. Marques Apolinrio Economista; Membro do Conselho Editorial da DirigirIlustraes: Paulo BuchinhoMuitos gestores diro que os seus problemasmais preocupantes so problemas de pes-soal. Efectivamente, clculos matemticospodem sugerir se se deve comprar ou alugardeterminado tipo de equipamento; modelosde computao informtica podem prever asvendas e controlar os resultados; as mqui-nas podem ser conservadas em condiesoperacionais atravs de adequadas prticasmanuteno. Mas com as pessoas diferen-te. Elas pensam. Falam. Tm sentimentos.Fazem escolhas. E cada pessoa reage da suamaneiraDe facto, os problemas de pessoal no podem ser traduzi-dos apenas por nmeros e clculos mais ou menos elabora-dos. Gerir , essencialmente, fazer coisas atravs dos outros. Porisso, compreender como que as pessoas reagem no contextodas organizaes, ser sensvel aos seus problemas e aspiraes,faz parte das premissas da prpria gesto. As pessoas, comose costuma dizer, so o recurso mais valioso das organizaes.Contratar as pessoas certas, form-las devidamente e promovera sua motivao no trabalho pode muitas vezes fazer a diferenaentre a simples sobrevivncia e o desenvolvimento das organi-zaes. E no se pense que isso apangio apenas das grandesempresas. O pessoal e consequentemente as relaes huma-nas um factor-chave de qualquer organizao, grande ou pe-quena, no importa a dimenso nem o tipo. 5. 4 Jul. Ago. Set. 2010destaque cando perigo de vida ou de danos no veculo; (2) pode ser punido pela autoridade. Estes dois motivos so claramente lgicos. Por outro lado, alguns motivos que nos animam so de natureza emocional (no racionais). Considere-se a deciso de adquirir um bilhete de lotaria. Logicamente, as hipteses de ser premia- do so remotas; no entanto, o apostador tem um feeling de que pode ganhar. A linha distintiva entre motivos racionais e motivos emocionais muito imprecisa. O automobilista que evita a alta velocidade tam- bm pode ser determinado por motivos emocionais: medo de ser multado ou de ter algum acidente. Do mesmo modo, pode existir um motivo racional na deciso de apostar na lotaria; por exem- plo, a necessidade vital de bastante mais dinheiro do que aquele que se dispe. Alm disso, o que motiva uma pessoa no tem necessariamente de motivar as outras. O mesmo motivo pode levar diferentes pessoas a adoptarem diferentes comportamen- tos. Assim como o mesmo comportamento em diferentes pes- soas pode resultar de motivos diferentes. Porm, todos somos determinados simultaneamente por mltiplos motivos: motivosAs pessoas so seres complexos. Esta armao, obviamente, econmicos, motivos de segurana, motivos sociais e outros. Al-no surpreende ningum. No entanto, crucial ter esta ideia pre-guns desses motivos derivam de sensaes instintivas como asente, nomeadamente nas relaes com o pessoal. O indivduofome, sede, sexo. No entanto, a maioria dos nossos motivos so multifacetado: entre as variadssimas facetas que o caracte- adquiridos atravs da interaco com o meio.rizam incluem-se a intelectual, a fsica, a emocional; tal como aeconmica, social, poltica e moral. Portanto, no surpreende queo comportamento humano possa ser to complexo e to difcil deinterpretar quanto as prprias pessoas.Neste apontamento destacaremos alguns aspectos bsicos de-rivados da Psicologia e da Psicossociologia (a psicologia das pes-soas em grupo) que se revestem de particular interesse para agesto. Mas primeiro devemos reter trs pontos essenciais:1. As pessoas regem-se por valores. Valores so conceitos quevamos interiorizando ao longo do tempo medida que interagi-mos com os outros e com o meio em que nos inserimos.2. As pessoas assumem atitudes. Atravs delas organizam o co-nhecimento, tomam conscincia do mundo que as envolve demodo a prevenir o sofrimento e orientar a sua aco no sentidodo bem-estar.3. As pessoas interagem dinamicamente. Em geral, a formacomo agem , em certa medida, consequncia da forma comoforam tratadas.O que motiva as pessoas?Motivao a vontade que nos impele e que est por trs damaior parte das nossas aces. Em grande parte, o nosso com-portamento resulta da interaco de vrios motivos. Alguns delesso fundamentalmente racionais, isto , baseados na lgica. Porexemplo, quando um automobilista recusa conduzir a