Edição número 2138 - 4 de setembro de 2014

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QUINTA-FEIRA MACEIÓ - ALAGOAS 4 DE SETEMBRO DE 2014 N 0 2138 R$ 2,00 tribunahoje.com TRIBUNA INDEPENDENTE Bom a parcialmente nublado com possiblidades de chuvas em áreas isoladas 05:26 0.6 11:47 1.7 Mínima 20º Máxima 29º TEMPO MARÉS FINANÇAS 18:00 0.6 TORCEDORA gremista chamou Aranha de “macaco” REPRESENTAÇÕES dos candidatos foram julgadas em sessão do TRE, que acatou argumentos de Renan e tirou do ar ataques de Benedito SELEÇÃO BRASILEIRA DUNGA DÁ LIBERDADE PARA DIEGO TARDELLI JOGAR NO ATAQUE PÁGINA 15 FISCALIZAÇÃO FORÇA-TAREFA LACRA TRÊS POSTOS EM MACEIÓ POR ADULTERAÇÃO DE COMBUSTÍVEL PÁGINA 10 PACOTES TURÍSTICOS VIAJAR NA BAIXA TEMPORADA PODE PROPORCIONAR UMA ECONOMIA DE ATÉ 20% PÁGINA 9 ELEIÇÕES EM ALAGOAS RENAN CONSEGUE NA JUSTIÇA TIRAR DO AR ATAQUES DE BIU NO GUIA ELEITORAL Os candidatos ao governo Renan Filho (PMDB) e Benedito de Lira (PP) seguem travando disputa nos bastidores da cam- panha eleitoral. Com mais de 80 represen- tações no TRE, ambos medem forças para retirar do ar propagandas do rival no guia eleitoral. Ontem, Renan conseguiu sustar os ataques que vinham sendo veiculados no programa de Benedito de Lira. PÁGINA 2 COPA DO BRASIL VALENTE, SANTA RITA PERDE POR 2X1 MAS DÁ TRABALHO AO CRUZEIRO O Santa Rita foi valente, saiu na frente, mas não resistiu ao poderio do Cruzeiro e acabou derrotado por 2x1, ontem à noite em Arapiraca, e está definitiva- mente fora da Copa do Brasil. TRABALHO CONJUNTO MINISTRO DA EDUCAÇÃO DESTACA PARCERIA COM ALAGOAS Em audiência no Ministério da Educação, o governador Teotonio Vilela Filho ouviu do ministro Henrique Paim que Alagoas é um Estado parceiro. Vilela ressaltou que o trabalho em conjunto com o governo federal já resultou na construção de 60 novas escolas e reforma de outras 240. PÁGINA 5 POUPANÇA: 0,6416% DÓLAR COMERCIAL R$ 2,23 R$ 2,23 DÓLAR PARALELO R$ 2,12 R$ 2,38 OURO: R$ 91,00 SECOM / CARLOS RUDNEY ADAILSON CALHEIROS CRIME DE RACISMO GRÊMIO É EXCLUÍDO DA COPA DO BRASIL POR OFENSAS CONTRA GOLEIRO DO SANTOS O Grêmio foi eliminado ontem da Copa do Brasil pelo Superior Tribunal de Justiça Despor- tiva (STJD), por conta das agressões racistas de parte de seus torcedores contra o goleiro Aranha, do Santos. O clube gaúcho foi excluído por unanimidade, com base no Código Bra- sileiro de Justiça Desportiva. O presidente gremista, Fabio Koff, disse que vai recorrer. PÁGINA 15 EXEMPLAR DO ASSINANTE Marina para de crescer e Dilma abre vantagem PESQUISA IBOPE DIVULGADA ONTEM MOSTRA UMA RECUPERAÇÃO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, CANDIDATA À REELEIÇÃO PELO PT, DIANTE DE SUA PRINCIPAL ADVERSÁRIA, MARINA SILVA (PSB), QUE PAROU DE CRESCER. DILMA SUBIU DE 34% PARA 37% E MARINA FOI DE 29% PARA 33%. O CANDIDATO DO PSDB, AÉCIO NEVES PERDEU QUATRO PONTOS E CAIU DE 19% PARA 15%. NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO, MARINA AINDA VENCERIA, COM 46% CONTRA 39% DE DILMA. ESSA DIFERENÇA, EM PESQUISA ANTERIOR, ERA DE 1O PONTOS. PÁGINA 7 37% 33% 15% IBOPE

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  • QUINTA-FEIRAMACEI - ALAGOAS 4 DE SETEMBRO DE 2014

    N0 2138

    R$ 2,00 tribunahoje.comTRIBUNAINDEPENDENTE

    Bom a parcialmente nublado com possiblidades de chuvas

    em reas isoladas

    05:26 0.6 11:47 1.7

    Mnima

    20Mxima

    29TEMPO MARS FINANAS18:00 0.6

    TORCEDORA gremista chamou Aranha de macaco

    REPRESENTAES dos candidatos foram julgadas em sesso do TRE, que acatou argumentos de Renan e tirou do ar ataques de Benedito

    SELEO BRASILEIRADUNGA D LIBERDADE PARA DIEGO TARDELLI

    JOGAR NO ATAQUEPGINA 15

    FISCALIZAOFORA-TAREFA LACRA TRS

    POSTOS EM MACEI POR ADULTERAO DE COMBUSTVEL

    PGINA 10

    PACOTES TURSTICOSVIAJAR NA BAIXA TEMPORADA

    PODE PROPORCIONAR UMA ECONOMIA DE AT 20%

    PGINA 9

    ELEIES EM ALAGOAS

    RENAN CONSEGUE NA JUSTIA TIRAR DO AR ATAQUES DE BIU NO GUIA ELEITORAL

    Os candidatos ao governo Renan Filho (PMDB) e Benedito de Lira (PP) seguem travando disputa nos bastidores da cam-

    panha eleitoral. Com mais de 80 represen-taes no TRE, ambos medem foras para retirar do ar propagandas do rival no guia eleitoral. Ontem, Renan conseguiu sustar os ataques que vinham sendo veiculados

    no programa de Benedito de Lira.PGINA 2

    COPA DO BRASILVALENTE, SANTA RITA

    PERDE POR 2X1 MAS D TRABALHO AO CRUZEIROO Santa Rita foi valente, saiu na frente, mas no resistiu ao poderio do Cruzeiro e acabou

    derrotado por 2x1, ontem noite em Arapiraca, e est definitiva-mente fora da Copa do Brasil.

    TRABALHO CONJUNTO

    MINISTRO DA EDUCAO DESTACA PARCERIA COM ALAGOASEm audincia no Ministrio da Educao, o governador Teotonio Vilela Filho ouviu do ministro Henrique Paim que Alagoas um Estado parceiro. Vilela ressaltou que o trabalho em conjunto com o governo federal j resultou na construo de 60 novas escolas e reforma de outras 240.

    PGINA 5

    POUPANA: 0,6416%

    DLAR COMERCIALR$ 2,23 R$ 2,23

    DLAR PARALELOR$ 2,12 R$ 2,38

    OURO:R$ 91,00

    SECOM / CARLOS RUDNEY

    ADAILSON CALHEIROS

    CRIME DE RACISMO

    GRMIO EXCLUDO DA COPA DO BRASILPOR OFENSAS CONTRA GOLEIRO DO SANTOS

    O Grmio foi eliminado ontem da Copa do Brasil pelo Superior Tribunal de Justia Despor-tiva (STJD), por conta das agresses racistas de parte de seus torcedores contra o goleiro

    Aranha, do Santos. O clube gacho foi excludo por unanimidade, com base no Cdigo Bra-sileiro de Justia Desportiva. O presidente gremista, Fabio Koff, disse que vai recorrer.

    PGINA 15

    EXEMPLAR DOASSINANTE

    Marina para de crescere Dilma abre vantagem

    PESQUISA IBOPE DIVULGADA ONTEM MOSTRA UMA RECUPERAO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, CANDIDATA REELEIO PELO PT, DIANTE DE SUA PRINCIPAL ADVERSRIA, MARINA SILVA (PSB), QUE PAROU DE CRESCER. DILMA SUBIU DE 34% PARA 37% E MARINA FOI DE 29% PARA 33%.

    O CANDIDATO DO PSDB, ACIO NEVES PERDEU QUATRO PONTOS E CAIU DE 19% PARA 15%. NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO, MARINA AINDA VENCERIA, COM 46% CONTRA 39% DE DILMA. ESSA DIFERENA, EM PESQUISA ANTERIOR, ERA DE 1O PONTOS. PGINA 7

    37% 33% 15%IBOPE

  • PolticaAlexandre Toledo assegura apoio a Omar Colho para o Senado FederalO apoio do candidato a vice-governador Alexandre Toledo (PSB) ao nome do advogado Omar Colho (DEM) na disputa pelo Senado continua. A in-formao foi confirmada pelo prprio candidato que desmentiu a existncia de qualquer racha ou presso nacional do partido em torno de outra candi-data. Estou e sempre estive com Omar e ele o candidato ao Senado da minha chapa com Biu, assegurou o vice. As insinuaes buscam relacionar o nome da presidencivel Marina Silva, do PSB, com outra candidatura.

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014POLTICA2

    Candidatos tm propagandas retiradasDesde o incio do guia eleitoral, dois candidatos ao governo j entraram com aproximadamente 80 representaes

    Promovido pelo Frum Anti-drogas e pelo projeto Conversa de Jornalista, li-gado ao curso de jornalismo da Faculdade Integrada Ti-radentes - Fits, o candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Jlio Cezar, partici-pou de sabatina realizada no auditrio daquela insti-tuio de ensino superior no campus do bairro de Cruz das Almas, na capital ala-goana.

    Na instituio, Jlio Ce-zar falou aos estudantes do poder transformador da Educao em sua vida. Vin-do de famlia humilde sua nica esperana de dias me-lhores foi a educao. A es-

    cola pblica, que foi a minha escola, precisa preparar me-lhor para seus alunos para o ensino superior e para a vida. Esse o desafio do Es-tado de Alagoas. Eu sou de uma turma de escola pbli-ca que, dos 55 alunos, ape-nas 5 chegaram universi-dade. Porque os outros no conseguiram chegar l? porque no quiseram? No! Eu culpo o Poder Pblico. Eu defendo que a escola p-blica tem que garantir aces-so igual aos que estudaram em escola privada. Nenhum pas vai avanar e se tornar um pas de primeiro mundo sem investir em Educao.

    Ainda sobre Educao,

    Jlio Cezar que ser uma das prioridades do seu go-verno: A erradicao do analfabetismo. No d pra dormir com um pesadelo desse, temos 23% de alagoa-nos que no sabem ler nem escrever. pra se indignar! inaceitvel! Eu vou mudar isso como governador, no podemos dormir sabendo que 600.000 alagoanos so analfabetos, disse o candi-dato sob fortes aplausos.

    Ao responder a pergunta do Frum Anti-drogas sobre seu posicionamento a res-peito do combate ao trfico, Jlio Cezar lembrou que 75% dos homicdios esto relacionados ao trfico.

    SANDRO LIMA

    DIVULGAO

    Benedito de Lira e Renan Filho travam uma intensa batalha judicial com diversas representaes

    Jlio Cezar defendeu mais investimentos na educao pblica como forma de melhorar o ensino

    GUIA ELEITORAL

    Renan consegue conter ataques de Biu de Lira

    Quem tambm est par-tindo para briga o candi-dato ao governo Renan Fi-lho. Assim como Benedito de Lira (PP) ele j ingressou com cerca de 80 represen-taes, sendo grande parte delas pedido de direito de resposta.

    De acordo com o advoga-do de Renan Filho, Luciano Guimares, j foi retirado do ar, oito programas do candi-dato Benedito de Lira.

    Todos eles foram em ca-rter liminar e em cada di-reito de resposta ele perde um minuto do seu guia, in-formou o advogado.

    Luciano Guimares dei-xa claro que esse volume de representaes acontece porque a todo tempo o seu cliente tem sido ofendido.

    Estamos apenas reagin-do aos ataques que tem sido feito a nossa campanha. O nosso objetivo apresentar ao eleitor as nossas propos-tas, a nossa campanha de respeito ao eleitor e no de ofensas, nem de pancadas. No com dancinha, nem com piadinha que se ganha uma eleio, garantiu.

    Alm do candidato Re-nan Filho, a prefeitura mu-nicipal de Murici tambm conseguiu um direito de res-posta.

    A estratgia usada pelo adversrio essa: partir para o ataque, vemos isso diaramente nos guias elei-torais. A gente respeita o trabalho do outro, mas, no vamos continuar apanhan-do calado, por isso, estamos reagindo aos ataques, re-velou Luciano Guimares. (LM)

    SABATINA

    Candidato do PSDB defende a erradicao do analfabetismo

    LUCIANA MARTINSREPRTER

    A disputa eleitoral tem sido intensa no ap-enas nos limites das campanhas polticas, mas tambm no mbito judicial.Os candidatos ao gover-no Renan Filho (PMDB) e Benedito de Lira (PP) tm sido os lderes em repre-sentaes no Tribunal Re-gional Eleitoral (TRE/AL).

    Ambos j ingresseram com cerca de 80 representa-es, desde o incio do guia eleitoral. A grande maioria tem como objeto o pedido de direito de resposta.

    De acordo com o advo-gado de Benedito de Lira, o candidato j conseguiu tirar do ar (em carter liminar) as propagandas eleitorais dos candidatos Luciano Bal-bino (PTN), Renan Filho (PMDB) e do ex-prefeito C-cero Almeida (PRTB).

    A suspenso do guia elei-toral de Renan Filho, segun-do Brabo, foi aquela em que uma jovem aparece no incio do programa olhando para o computador em que dizia: E quem resolve, e quem resol-ve? Biu.

    A fala era com tom joco-so, ou seja, era clara a inten-o de ridicularizar o candi-dato, afirmou o advogado

    de Benedito de Lira.Alm desta, o jurdico de

    Benedito de Lira tambm tirou do ar a propaganda do candidato a deputado fede-ral, Ccero Almeira.

    Marcelo Brabo explicou que a suspenso de Ccero Almeida se refere apario

    do candidato no guia majo-ritria, demonstrando seu apoio a Renan Filho.

    Pela lei isso no pode acontecer porque o partido dele, o PRTB, tem candidato prprio, ento, ele fica proi-bido de pedir voto a qualquer candidato majoritria. Ele

    EXTRADilma confirma queda de Mantega

    As declaraes da presidente Dilma Rousseff ontem em Belo Hori-zonte, de que vai mudar a equipe econmica se vencer a eleio, confirmam o publicado pela Coluna: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi rifado pela chefe, que entregou sua cabea ao mercado e j procura substituto. As declaraes, antes nos bastidores, vieram tona diante do avano de Marina Silva nas pesquisas. O artfice da substituio o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Coluna, Mercadante deu o sinal: Primeiro vamos ganhar a eleio e depois sentamos para conversar, em referncia ao futuro do colega.

    Fogo amigoConvencida por Mercadante, Dilma mandou o chefe da Casa Civil avisar aos financiadores de campanha de que vai trocar o ministro. Mer-cadante j procura nomes.

    Otimismo..No ltimo dia 28, a Coluna cravou a sada de Mantega do governo, mas espera-se para 2015. Isso porque Dilma e equipe acreditam, por ora, na vitria na eleio.

    Deu a letraMercadante soltou a dica para a Coluna nos bastidores do debate dos presidenciveis na ltima segunda, no SBT, em So Paulo.

    Mico eltricoO caso Celg mistura de negcio com eleio como revelado pela Coluna, segue um mistrio. O governo de Gois faria ontem cerimnia com pompas para assinar o acordo, mas recuou ao se dar conta de que.. s os diretores da Celg assinariam. Mico total. que o documento ainda ser submetido anlise do Ministrio da Fazenda..

    Apago memorialA senadora Lucia Vnia (PSDB-GO) comemorou a venda da empresa de energia de Gois, a Celg, para a Eletrobras por R$ 1,9 bilho. Mas no explicou como a Celg chegou crise financeira. E esqueceu de dizer que a Celg no ser mais do Estado, e sim do governo federal. Gois perdeu o controle de sua companhia.

    Jovens para o espao!O concurso aberto pela Agncia Espacial Brasileira exige experincia de no mnimo 12 anos na execuo de tarefas. Ou seja, um caminho tambm para efetivar muita gente l dentro. Os jovens concurseiros com menos de 30 anos... foram para o espao nessa. A AEB tem meta de lanar o foguete brasileiro aps a tragdia Alcntara (MA).

    Choque no AcioO governador tucano Marconi Perillo (PSDB) vai fazer campanha, mes-mo que discreta, para a presidente Dilma, rival do aliado Acio Neves.

    CozinhandoO deputado Andr Vargas, que deixou o PT, cozinhado pelo TSE mas num saboroso gosto para ele. O PT no consegue h meses o seu man-dato, apesar do processo.

    Dois pesosDilma faz terrorismo nos discursos nas ruas e no debate quando fala que o adversrio Acio Neves, mesmo sem cit-lo, vai causar desem-prego. Ele no prega isso. E sim uma limpa nos cargos comissionados da Unio e no enxugamento dos ministrios.

    Simplifica, gente!A Anatel comeou audincias pblicas sobre a Proposta de Plano Geral de Metas para Universalizao do Servio Telefnico Fixo Comutado prestado no regime pblico (ufa!). Tudo isso tem outro nome: Futuro do Orelho.

    Linha mudaAs telefnicas, claro, pedem flexibilizao aos conselheiros da Agncia sobre os orelhes. que a manuteno cara, e com os celulares em alta, quase ningum mais usa o orelho. Hoje existem 843.515 orelhes menos 32.191 que em 2013.

    Obiturio..Obiturio. Morreu na tera em Muria (MG) o inventor Jair Rodrigues de Oliveira, 68, o Jair Astronauta. Ficou conhecido nos anos 70 aps um feito. Com sonho de voar, construiu um mquina com carcaa de geladeira e motor de lambreta.

    ..do astronauta annimoConseguiu decolar de um morro, mas voou por menos de 100m at o motor pegar fogo. A queda lhe rendeu nove meses de hospital e seque-las na cabea.

    So Pedro salvaChoveu muito na capital paulista nos ltimos dois dias. A despeito da crise de abastecimento de gua, Alckmin passou inclume: Ibope d vitria dele no 1 turno.

    Ponto FinalE agora, PMDB, voc que colou um ombro em Dilma e outro em Acio para sobreviver...

    pode usar o tempo dele, no guia proporcional para pedir voto para ele. Esse um di-reito que lhe assegurado, confirmou o advogado.

    O candidato ao governo Luciano Balbino tambm teve seu programa eleitoral retirado do ar.

    Com Equipe DF, SP e [email protected]Twitter @leandromazzini

    TRIBUNAINDEPENDENTE

    ESPLANADALEANDRO MAZZINI - [email protected]

  • DIVULGAO

    Jesse James foi executado a tiros no dia 9 de agosto em Coruripe, onde tinha casa e negcios

    IMPROBIDADE

    Ex-prefeito segue como ru em processo

    FERNANDO BARINI

    Engenheiro o novo presidente da CBTU

    O ex-prefeito de Marim-bondo, Mrcio Tenrio de Melo, continuar respon-dendo pelo crime de impro-bidade administrativa. Os desembargadores da 3 C-mara Cvel do Tribunal de Justia decidiram por una-nimidade de votos negar o agravo de instrumento em favor do ru.

    A improbidade adminis-trativa teria se dado pelo atraso durante trs meses no pagamento de servido-res municipais, excesso de

    despesas de pessoal e con-tratao irregular de novos servidores, confrontando o que estabelece a Lei de Res-ponsabilidade Fiscal.

    Analisando os autos, nota-se que a deciso de primeiro grau no merece reparos, afirmou o desem-bargador relator James Ma-galhes ao destacar que h elementos mnimos suficien-tes para um aprofundamen-to da investigao sobre as irregularidades apontadas pelo Ministrio Pblico Es-

    tadual.Ele explicou ainda que

    a exceo da Lei de Impro-bidade Administrativa rejeitar a ao. A excep-cionalidade est na rejeio imediata da inicial, ou seja, ma extino da demanda antes mesmo da produo probatria. Tal medida, por isso mesmo, somente pode ser adotada quando a leitu-ra da inicial, por si s, evi-denciar sua total inadequa-o ou fragilidade, frisou.

    A deciso de primeiro

    grau que tinha determi-nado a citao do ru para realizao da instruo pro-cessual, j tinha sido apre-ciada liminarmente pelo desembargador Fernando Tourinho. O relator James Magalhes destacou ainda que na deciso monocrtica do desembargador Fernan-do Tourinho, foi considerado que os atos praticados pelo ru no respeitaram os ndi-ces legais, bem como ele no destinou as verbas de forma correta e legal.

    O engenheiro civil Fer-nando Barini o novo di-retor-presidente da CBTU. Empregado de carreira da Caixa Econmica Federal, h mais de 31 anos, onde ingressou por concurso p-blico, iniciou como auxiliar de escritrio, passando por diversos cargos tcnicos e gerenciais, at o atual de Superintendente Executivo de Governo, vinculado Vi-ce-Presidncia de Governo, foi empossado no cargo na ltima quinta-feira (28/8)

    em Braslia. Barini chega com uma agenda repleta de novos projetos e desafios.

    Em reunio com os di-retores e superintenden-tes, realizada na tera--feira (2), o novo presidente aproveitou para conhecer a realidade, dificuldades, expectativas, os trabalhos desenvolvidos nas regionais e para alinhar as diretrizes que considera prioritrias para este novo momento da Companhia. Na ocasio, foram abordados assuntos

    relativos a planos de ao, investimentos, custeio, re-latos sobre as dificuldades cotidianas, apresentao de cases de sucesso, entre in-meras outras pautas ligadas ao planejamento das supe-rintendncias regionais.

    Na conversa com os su-perintendentes regionais, o diretor-presidente deu o seguinte recado: Ns, ges-tores, somos lderes, e, por-tanto, devemos ser vistos e ouvidos. No adianta ficar pensando no que poderia ter

    sido feito. No importa se voc perdeu a oportunida-de, mas, sim, o que far em seguida. Remoer o passado pode ser intil.

    Fernando Barini adian-tou que pretende conhecer, de perto, o trabalho de cada regional e destacou a impor-tncia da integrao e de-dicao de todos diretores e superintendentes, com foco na misso da empresa, des-centralizando questes ope-racionais, e foco nas ques-tes estratgicas.

    PC tem pistas de quem matou Jesse JamesMandados de priso foram solicitados Justia e devem ser expedidos

    EDITORIA DE POLTICA

    Em sigilo, a Polcia Civil j conseguiu identificar os au-tores materiais do crime que vitimou o ex-policial Jesse James da Silva, tam-bm conhecido como Neno.

    Em comunicado im-prensa, a assessoria de co-municao da PC informou que a Diretoria de Polcia Judiciria de rea 2 conse-guiu pistas do assassinato que ocorreu no dia 9 de agos-to em Coruripe.

    Os mandados de priso foram solicitados pela PC e entregues na comarca do municpio, na manh desta quarta-feira [ontem] para serem expedidos pela justia local, diz um trecho do co-municado feito pela assesso-ria da PC em Alagoas.

    As investigaes apon-tam ainda que Jesse James taria relatado a algumas pessoas que estava sendo perseguido e que poderia so-frer atentado, j que estava cuidando de um negcio na parte alta da cidade.

    A reportagem da Tribu-na Independente apurou ainda que antes de ser exe-cutado, o ex-policial civil estava usando um colete prova de balas, inclusive, ele teria sido visto com o colete no Centro da cidade dias an-

    DIVERGNCIASDeputado criticava atos da Mesa DiretoraEm campanha, o deputado Olavo Calheiros sempre se mostrou contrrio a alguns atos da Mesa Diretora da ALE, pre-sidida pelo deputado estadual Fernando Toledo (PSDB). Olavo sempre questionou os regimento da Casa, considerado arcaico, e tambm a reeleio de Toledo para o comando da Casa. O parlamentar chegou a falar em perpetuao no poder. No entanto, as crticas de Olavo nunca fizeram tanto efeito para Toledo, que agora est indo para o Tribunal de Contas.

    FUTUROOlavo tido como presidente da ALENa sesso da ltima tera-feira na Assembleia Legislativa do Estado, a informao que era repassada pelos deputados estaduais dizia respeito ao deputado Olavo Calheiros (PMDB). Candidato reeleio, o parlamentar que considera-do reeleito, pode se candidatar presidncia da ALE. Olavo apoia o candidato Renan Filho (PMDB) ao governo e para o deputado interessante manter algum do partido no comando da Casa de Tavares Bastos, a partir de 2015.

    Amargura e preconceito

    De Jos Casado, em O Globo: O poltico que se considera o mais popular do Brasil dava vazo sua amargura com o eleitorado: Eu no posso entender como que o povo reclama tanto da edu-cao, que o povo reclama tanto do transporte, que o povo reclama tanto da sade, que o povo reclama tanto da segurana e o (Geraldo) Alckmin tem 50% nas pesquisas de opinio pblica. Alguma coisa est errada! Aconteceu na noite fria de quarta-feira (28), em So Jos dos Campos, no Vale do Paraba, durante um comcio do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha (45 pontos abaixo de Alckmin). Com Lula no palanque, o partido esperava reunir dez mil pessoas no centro, no horrio da sada do trabalho. A audincia ficou restrita a meia praa, in-cludos plaqueiros com R$ 30 de diria. Lula no escondia a frustrao. Pesquisas, inclusive as do prprio PT, confirmavam a ameaa real de uma expressiva derrota dos seus candidatos tanto na disputa presiden-cial quanto na maioria dos 19 estados onde concorrem (com destaque para So Paulo), alm de eventual reduo da bancada no Congresso (103 cadeiras, atualmente) e nas assembleias (149)... frente da matriz de So Jos, Lula falou das pesquisas. E, sem citar o nome de Marina, deu a receita sobre como se fazer alguma coisa. Indicou a frmula da disseminao do medo (no deixem o Brasil voltar ao que era antes de 2002, os mais jovens no sabem o que era o Brasil antes de eu chegar Presidncia), e da introduo da adversria na galeria dos aventureiros (definiu-a como algum que no poltico). Nas horas seguintes, o PT comeou uma guerrilha para desconstruo de Marina.

    Resta esperarDepois de muita conversa mole a respeito da questo, coube ao presidente do Senado, Renan Calheiros, revelar algo concreto sobre a duplicao da AL 101 Norte: o Ministrio do Turismo empenhou R$ 80 milhes para o incio das obras. Sero contemplados 36 quilmetros, da orla de Cruz das Almas, em Macei, at Barra de Santo Antnio.

    VinculadosO governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e seu vice, Jos Thomaz Non (DEM), no so candidatos na eleio deste ano. E, de certeza, estaro sem mandato a partir de 1 de janeiro de 2015. O futuro poltico deles, em termos imediatos, depende diretamente de uma vitria de Acio Neves, a quem apoiam Presidncia da Repblica.

    RiscoDos candidatos ao governo de Alagoas o nico que ficar sem mandato a partir de janeiro, se no for eleito, o deputado federal Renan Calhei-ros Filho (PMDB). Benedito de Lira (PP) senador e tem mandato at janeiro de 2019. Jlio Cezar (PSDB) vereador em Palmeira dos ndios, com mandato at 31 de dezembro de 2018.

    AnsiedadeH muita expectativa, nos meios polticos, sobre pesquisa a ser divul-gada hoje pelo Pajuara Sistema de Comunicao, em parceria com a empresa Exatta. No apenas pela disputa para governo e Senado, em Alagoas, mas tambm pelo efeito, aqui no Estado, da candidatura de Marina Silva. a segunda rodada de pesquisas do grupo.

    Sem surpresaOutras desistncias anunciadas na campanha deste ano: as de Joo Lyra, que no ir reeleio de deputado federal, e de Divaldo Suruagy, at ento inscrito na disputa de deputado estadual. Mas ambas eram previsveis e esperadas - Joo Lyra, por questes pessoais; Suruagy, pela recuperao de recente cirurgia e pelo desejo da famlia.

    CobranaO deputado federal Maurcio Quintella (PR) cobra explicaes Eletro-bras para o reajuste absurdo nas tarifas de energia eltrica em Alagoas - 30% para imveis residenciais e 37% para os comerciais. o maior percentual de reajuste autorizado pela Anael dentre os confirmados para quatro Estados. Autntico prmio s avessas.

    OpinioDo jornalista Merval Pereira, em O Globo: Talvez a vantagem de Mari-na sobre seus adversrios seja mesmo ser uma incgnita, pois o que conhecido no mundo da poltica est sendo francamente rejeitado pelo eleitorado. Tornou-se comum a afirmao de que a presidente Dilma a garantia de mais quatro anos de retrocessos no pas, enquanto Marina uma incgnita, para o bem ou para o mal.

    tes de morrer. Segundo a Polcia Civil,

    mais detalhes sobre o assas-sinato de Jesse James sero divulgados aps os manda-dos de priso serem expedi-dos.

    SEGURANAJesse James foi executa-

    do em Coruripe, cidade em que j foi preso, acusado de ter matado um vendedor de jias e seu motorista.

    Neno, como tambm era conhecido, foi apontado pela Justia como autor material do crime a mando do depu-tado estadual Joo Beltro

    (PRTB). No dia do crime, o depu-

    tado que estava em campa-nha, foi at o local do assas-sinato e ficou inconformado com o que viu. No entanto, o parlamentar nunca se pro-nunciou sobre o fato que ti-rou a vida de Jesse James.

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014 POLTICA 3 TRIBUNAINDEPENDENTE

    * Hoje o ltimo dia de inscrio para a Semana de Inovao e Tec-nologia Braskem, com a participao de estudantes das redes pblica e privada de ensino superior em Alagoas. O evento ser de 9 a 11 de setembro. Informaes: 3177.5392.

    * A Prefeitura de Arapiraca realiza, a partir das 10 horas de hoje, no Galpo Municipal, s margens da Rodovia AL-115, um leilo de bens inservveis. Sero leiloados veculos automotivos, materiais de informti-ca e utenslios de escritrio.

    * Chorinho e bolero compem o repertrio do Trio Cai Dentro, atrao de hoje, s 19 horas, no Teatro de Arena Srgio Cardoso, pelo projeto Quinta no Arena. O grupo formado por Bruno Palagani, Willbert Fialho e Mikla Waltari. Ingresso a R$ 10,00.

    * Est marcada para hoje a pr-estreia do filme Hrcules. A sesso exclusiva acontece s 21 horas, no Centerplex Cinemas, do Shopping Ptio Macei, no Tabuleiro do Martins. O filme exibido em 3D. Classifi-cao etria: 14 anos.

    * Fotografias de santurios, capelas, parquias e igrejas histricas de Macei esto na exposio Templos Catlicos de Macei, do fotgrafo Paulo Arecippo, que se iniciou ontem e vai at o dia 30 de setembro, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas.

    * Desde ontem, e at o dia 17, o Macei Shopping est com a exposio Velocult, sobre parte da Histria do Automobilismo, com curadoria da Confederao Brasileira de Automobilismo. Integra a mostra um carro de Frmula Indy, alm de outros itens.

    * Comeou ontem e vai at 30 de setembro o Festival da Lagosta, em Maragogi, Litoral Norte. uma iniciativa da prefeitura local e do Costa dos Corais Convention Bureau. H 14 restaurantes participantes, ofere-cendo descontos nos pratos de at 40%.

    Ser uma FHC de saiasHUMBERTO COSTASenador do PT/PE e lder do partido, em discurso no Senado, com crticas a Marina Silva, candidata do PSB Presidncia da Repblica

    FLAVIO GOMES DE BARROS - [email protected]

    Conjuntura

  • EDUCAOPrefeitura d incio construo de crecheA Prefeitura de Po de Acar j deu incio construo de uma das duas creches que sero entregues nos prximos meses populao po-de-auca-rense. As obras fazem parte do Programa de Reestruturao e Aparelhagem da Rede Escolar Pblica de Educao Infantil, conhecido como Proinfncia, cujos recursos so oriundos do FNDE com contrapartida do municpio. A creche urbana est sendo construda nas imedi-aes da Rua Gilberto Soares Pinto, ocupar uma rea de 1.323,58 m e ter capacidade para atender a 240 crianas.

    Ebola vence a batalha

    O mundo esta perdendo a batalha para o vrus ebola. A frase da presidente da organizao humanitria inter-nacional Mdicos sem Fronteiras Jeanne Liu. Em seis meses da pior epidemia de ebola da histria, o mundo esta perdendo a batalha. Os lderes no conseguem travar esta ameaa interna-cional disse ela, em discurso nas Naes Unidas, em Nova Iorque e divulgado pela organizao. O anncio feito pela Organizao Mundial da Sade (OMS), em 8 de Agosto, de que a epidemia cons-titua uma emergncia de sade pblica a nvel internacional, no levou os lderes mundiais a tomarem uma ao decisiva e os estados uniram-se essencialmente numa coligao global de inatividade, criticou a representante da MSF. No mesmo discurso, Jeanne Liu pediu comunidade internacional para financiar a instalao de mais camas para uma rede regional de hospitais de campanha, o envio de pessoal mdico qualificado e a distribuio de laboratrios mveis na Guin-Conacri, Serra Leoa e Libria. O vrus do ebola, para o qual no existe tratamento, nem tampouco vacina, causou, at o ltimo dia 26 de Agosto, mais de 1.500 mortos em 3.069 casos registrados pela OMS. Destes, a Libria registrou 694, a Guin-Conacri 430, Serra Leoa 422 e a Nigria, 6. A epidemia fez ainda 31 vitimas na Repblica Democrtica do Congo, mas a doena permanece circuns-crita regio noroeste do pas.

    Olho por olho...O aumento dos casos de linchamentos em Alagoas foi tema de encontro entre o presidente da Comisso de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, o promotor Flvio Gomes da Costa, do Ministrio Pblico e o delegado de Ho-micdios Magaiver Luiz da Polcia Civil. Segundo a Comisso da OAB, de setembro do ano passado at agora, foram registrados 18 linchamentos em Alagoas, nmero considerado muito

    alto. Os representantes das trs instituies resolveram intensificar a participao e buscar a punio para os responsveis.

    ...dente por denteO linchamento ou justiamento, da forma como vem acontecendo um fenmeno criminolgico que vem aumentando em funo do des-crdito da populao em relao Justia, segundo o presidente da Comisso Daniel Nunes. O delegado Magaiver afirmou que a Polcia Civil vai intensificar as investigaes sobre os crimes e orientou a po-pulao a procurar a delegacia mais prxima e denunciar e colaborar com a punio dos responsveis.

    Professor de sobraMesmo com muitas escolas sem aulas por falta de professores, o nu-mero de licenciados entre 1990 e 2010 seria suficiente para atender a demanda em todo o pas. Faltam, portanto, profissionais interes-sados em seguir a carreira dentro da sala de aula. Esse o principal resultado de uma pesquisa elaborada pelo professor Jos Marcelino de Resende Pinto, da Universidade de So Paulo (USP). O estudo aponta para a necessidade de tornar a profisso mais atrativa e de incentivar a permanncia estudantil na rea; Isso porque o numero total de vagas na graduao trs vezes maior que a demanda por professores estimada nas disciplinas da educao bsica.

    Professor de sobra 2Para chegar aos resultados, o autor da pesquisa cruzou a deman-da atual por profissionais na educao bsica, com o nmero de formados nas diferentes disciplinas curriculares entre 1990 e 2010. A concluso que apenas em Fsica possvel afirmar de fato que o numero de formandos no suficiente para suprir a necessidade. Ainda segundo a pesquisa, os titulados preferem ir para outras reas a seguir a docncia. O professor ainda enfrenta a questo salarial e o desgaste no exerccio profissional. Dados recentes mostram que h um dficit nas escolas brasileiras de 170 mil professores apenas nas reas de Matemtica, Fsica e Qumica.

    Mudanas no trnsitoO trnsito nas proximidades do Conjunto Jos Tenrio, na Serraria, ser modificado at o final do ms. Considerado um ponto nevrlgico da Avenida Menino Marcelo (Via Expressa), o acesso ao conjunto, a sada para a Avenida Pierre Chalita e o trfego no seu interior sero alterados pela Superintendncia Municipal de Transporte e Trnsito (SMTT). As alteraes, segundo o orgo sero feitas paulatinamente, at para que os motoristas, pedestres e moradores se acostumem com as mudanas.

    Mudanas no trnsito 2No local o fluxo de veculos ser alterado para quem transita na Via Expressa em direo ao Jos Tenrio e agora ter de acessar uma rotatria que esta sendo construda. Dentro, a pista que passa por detrs do conjunto ser mo nica em direo ao conjunto Teotonio Vilela, a mesma coisa no sentido contrrio, saindo do conjunto at a Churrascaria Trs Irmos. Quem vem do Benedito Bentes e quiser entra no Jos Tenrio ter de seguir at o Conjunto Samambaia, onde j existe um semforo. A SMTT acredita que as mudanas vo melhorar o fluxo de veculos na regio.

    A atrao de hoje no projeto Quinta no Arena vai fazer a festa atravs do choro, do bolero, do samba, da bossa nova e de vrios ritmos. Isso graas ao talento e a musicalidade do Trio Cai Dentro, j consagrado na cena musical alagoana.

    Formado por Bruno Palagani (cavaquinho, bandolim e guitarra baiana), Wilbert Fialho (violes) e Mikla Waltari (percusso), o Trio aposta na musica instrumental, dentro das vrias modalidades rtmi-cas.

    O Trio, de to identificado com as coisas e com as pessoas de Alagoas aproveita a musicalidade e apresenta o maxixe Imprudente criado em meio aos congestionamentos na Avenida Fernandes Lima.

    Ou inova no choro Palasicaza em homenagem ao grande Zailton Sarmento. Tem ainda o samba/funk/jazz Choro Rex Jazz Bar fazen-do apologia ao tradicional bar da Praa Rex e ainda o choro Chora Gal Monteiro produzido para a jornalista amiga e incentivadora do trio.

    Enfim a boa musica alagoana, com vrios dos seus ritmos a partir das 19h desta quinta ferira, no Teatro de Arena (ao lado do Teatro Deodoro) com ingressos a preos de brincadeira: R$ 10 e a R$ 5 a meia entrada.

    BARTOLOMEU DRESCH [email protected]

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014POLTICA4 TRIBUNAINDEPENDENTE

    Rui entrega novo complexo de lazer no Joo Sampaio H mais de 15 anos a comunidade esperava alguma medida do poder pblico em benefcio do esporte

    DILOGO ABERTO

    Lderes enaltecem apoio da gestoPara o presidente da As-

    sociao dos Moradores do Conjunto Joo Sampaio I, Tibrio Guimares, o Com-plexo representa, sobretudo, um espao para incluso so-cial. Durante a inaugurao, o lder comunitrio destacou que a revitalizao atende a uma solicitao cujo atendi-mento foi adiado por gestes anteriores.

    Aguardamos por esta entrega h mais de 15 anos e s conseguimos agora. O Complexo incentivar a in-cluso social e ser utilizado principalmente por crian-

    as, que estudam um hor-rio e podero participar de atividades fsicas no outro perodo, comentou Guima-res.

    O lder do governo na Cmara Municipal de Ma-cei (CMM), Eduardo Ca-nuto, ressaltou o empenho da gesto para a o fomento de melhores estruturas de esporte e lazer. So antigas as solicitaes de melhores espaos para a prtica de esporte, assim como para o lazer das famlias, e me sin-to feliz em liderar o governo da gesto Rui Palmeira na

    Cmara, pois sei do esforo e trabalho prioritrio que o mesmo tem para dotar a ci-dade de Macei de melhores estruturas, disse Canuto.

    Este o segundo espao de lazer que a Prefeitura entrega nesta semana. Na ltima tera-feira (2), mo-radores do Bom Parto foram contemplados com a entrega do Campo do Aterro revita-lizado.

    ORDEM DE SERVIONesta quinta-feira (4), s

    10h, o prefeito Rui Palmei-ra assina a ordem de servio para obras de drenagem e

    pavimentao no bairro de Ch de Bebedouro. Aproxi-madamente 800 metros qua-drados recebero servios de pavimentao e outros 100 metros quadrados de gale-rias de guas pluviais tam-bm sero beneficiados.

    Sero investidos R$ 338.970,14 em recursos pr-prios originrios de impos-tos pagos pela populao. O Prazo estimado para con-cluso das obras de quatro meses. Segundo o cronogra-ma da prefeitura, diversas ruas sero beneficiadas nas aes da gesto.

    Passados 15 anos, a co-munidade do bairro Joo Sampaio I re-cebeu ontem (03) a revi-talizao do Complexo Esportivo Joo Rodrigues Sampaio. A Prefeitura de Macei ampliou e reestru-turou toda a estrutura fsica do Complexo. Na ocasio, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) participou da entrega do Complexo.

    A inaugurao do Com-plexo marca a volta deste espao como uma rea de lazer e convivncia dos ma-ceioenses. Nosso empenho por entender que fun-damental que a populao volte a ocupar os espaos de convvio nos bairros em con-

    juntos habitacionais da ca-pital. Cito sempre o exemplo do Mirante do Jacintinho, antes ocupado por usurios e traficantes de drogas, aps a revitalizao um local para o lazer e encontros das famlias. Certamente essa situao ser repetida nas demais localidades, a exem-plo desta no Joo Sampaio, disse o prefeito.

    No local, o campo rece-beu servios de pintura e foi cercado por tela, alm do vestirio que foi readequa-do. Foram implantados uma academia fixa e um espao para jogos de mesa, cujo ob-jetivo integrar atividades voltadas terceira idade. O Complexo j havia sido be-

    neficiado no ano passado por outro projeto da Prefeitura, o Boa Praa, quando foram realizados servios de revi-talizao pelas secretarias municipais de Infraestrutu-ra (Seminfra) e de Proteo ao Meio Ambiente.

    Alm dos moradores, o Complexo ser utilizado tambm pela comunidade escolar para complementar as atividades fsicas nas escolas situadas da regio. Ainda de acordo com Rui Palmeira, a reforma faz par-te de um trabalho da gesto para a promoo de melho-res estruturas de convi-vncia pblica e integrao entre o poder pblico. e as comunidades.

    ASSESSORIA

    Rui Palmeira destacou o esporte como meio de incluso social e uma das prioridades de sua gesto

    RECURSOS

    Revitalizao tem sido prioridade

    A revitalizao dos locais pblicos de Macei tem sido uma das prioridades na ges-to da Prefeitura, que tem direcionado recursos pr-prios e buscado parcerias para devolver populao espaos voltados ao lazer e convvio social. Segundo o secretrio municipal de Es-porte e Lazer, Antonio Mou-ra, a estrutura servir como passaporte social para a co-munidade.

    So mais do que estrutu-ras para a prtica de espor-tes e lazer. Essas estruturas so uma oportunidade de incluso para as crianas e jovens da comunidade que tero no Complexo a possibi-lidade de se afastar das ms ofertas do mundo, a partir do foco e equilbrio que as prticas esportivas exigem, disse Moura.

    At o ms de outubro mais seis quadras referen-tes ao primeiro lote sero recuperadas e entregues s comunidades. Outras 12 es-to sendo licitadas e devem ser inauguradas at o final do ano. Nosso entendimen-to de que quando entrega-mos um equipamento assim, mais do que promovendo um espao para brincadeiras, estamos colocando dispo-sio das comunidades uma ferramenta para a promoo da cidadania, complemen-tou Moura.

    Conforme destacou a ti-tular da Secretaria Execu-tiva do Gabinete do Prefeito (SEGP), Adriana Toledo, a revitalizao do Complexo foi planejada a partir de so-licitaes feitas pela popula-o durante do Projeto Bair-ro Vivo no Joo Sampaio. Esta entrega nos traz bas-tante alegria, pois fruto de uma iniciativa decorrente de outro projeto do Executivo Municipal, alm de atender uma solicitao antiga da populao. Este um exem-plo que as aes conjuntas da Prefeitura esto cada vez mais beneficiando os ma-ceioenses e de que a Prefei-tura trabalha para resolver as demandas observadas du-rante a passagem do Bairro Vivo, ressaltou a secretria.

  • SO PAULOCandidato arrecada mais que Paulo SkafNas intenes de voto, Paulo Skaf (PMDB) pode estar se aproxi-mando de Geraldo Alckmin (PSDB), o lder na disputa pelo gov-erno de So Paulo. O mesmo no vale para o caixa de campanha: o tucano ampliou a vantagem contra o pemedebista em volume de doaes, de 37% para 49%. No incio de agosto, quando as campanhas fizeram a primeira prestao de contas parcial desta eleio, Alckmin declarou ter recebido R$ 6 milhes. Desde ento, o pemedebista, que presidente licenciado da Fiesp, viu suas inten-es de voto subirem para 23%.

    ESQUEMAContadora divulga udio contra deputadoA contadora Meire Bonfim da Silva Poza inverteu ontem a acusao do deputado federal Luiz Arglo (SD-BA) de que ela havia pedido dinheiro para no denunciar o envolvimento do parlamentar com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polcia Federal na Operao Lava Jato. Com um gravador na mo, ela apresentou udio em que o advogado de Arglo, Aluisio Lundgren, faz proposta financeira em troca do silncio dela. Meire Poza fez a apresentao do contedo da gravao no Salo Verde da Cmara, um dia depois que Luiz Arglo, ter falado que ela pediu dinheiro para no incrimin-lo.

    Paim ressalta parceria com AlagoasMinistro da Educao se mostrou satisfeito com 240 escolas que esto reformadas e sero entregues populao

    Inconformados

    Petistas em Alagoas no esto nada satisfeitos como a cam-panha de reeleio de Dilma Rousseff est sendo tratada em Alagoas. Enquanto diversos carros de luxo apresentam o Fora Dilma, poucos adesivos, praguinhas, debates, panfletos, so colocados disposio da populao.

    S ele Dos petistas que se apresentam ree-leio, apenas o deputado Marquinhos Madeira diz que vota na candidata do PT presidncia. Os demais mostram seus feitos e ponto final. A cpula do Partido dos Trabalhadores no est gostando das poucas palavras apresentadas pelos candidatos.

    Na frenteO coordenador da campanha de Acio Neves no Nordeste, o vice-governador Jos Thomaz Non (DEM) est ganhando no quesito apoios em Macei. Percebe-se que os carros esto com mais adesivos do tucano na cidade. Non est sempre com um adesivo no bolso para entregar a quem venha lhe pedir.

    ImpasseO candidato ao governo, Mrio Agra (PSOL) no quer se meter no impasse gerado pelo PSTU ao repudiar o apoio obtido por Heloisa Helena por candidatos do PSDB. Mrio quer apenas manter a campanha, e segundo ele, est fazendo isso a duras penas.

    Caiu na redeNo pegou bem o vdeo do candidato ao governo, Benedito de Lira (PP) se comparando a Nelson Mandela, no guia eleitoral. A repulsa j comeou nas redes sociais, com crticas e pedidos de respeito ao dolo mximo na luta contra o apartheid.

    Sem VilelaCada vez menos o senador Benedito de Lira no quer saber do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). No vdeo em que se compara com Nelson Mandela, Vilela quase que apagado na dancinha que candidato ao governo fez poca em que disputou pela primeira vez o Senado.

    AtoO presidente nacional da Central nica dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, estar nesta quinta-feira (4) em Macei, onde participa, s 9h, de um encontro com sindicalistas e representantes de movimentos sociais para discutir a construo de um projeto de sociedade democrtico e popular. A CUT uma das entidades que esto organizando o plebiscito popular da reforma poltica, que est sendo realizado esta semana em todo o Pas. Em Alagoas, foram instaladas urnas no calado do comrcio, na sede da CUT e nos sindicatos, tanto da capital quanto do interior. A meta recolher 40 mil votos at domingo, quando a mobilizao ser concluda.

    RuO ex-prefeito de Marimbondo, Mrcio Tenrio de Melo, continuar respondendo pelo crime de improbidade administrativa. Os desem-bargadores da 3 Cmara Cvel do Tribunal de Justia decidiram por unanimidade de votos negar o agravo de instrumento em favor do ru. A improbidade administrativa teria se dado pelo atraso du-rante trs meses no pagamento de servidores municipais, excesso de despesas de pessoal e contratao irregular de novos servi-dores, confrontando o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    PrevisoO governo acredita que iniciar as obras do Estaleiro do Nordeste (Enor) no final deste ano. Com a deciso do Ibama em liberar a licena, o governo garante que iniciar junto a outras entidades um estudo para saber dos impactos que a cidade de Coruripe ter com o empreendimento.

    SatisfeitoO prefeito de Jequi da Praia, Marcelo Beltro (PTB), est muito satisfeito com o desempenho de sua gesto. O prxima novidade, segundo o gestor, vem da sade. O petebista tambm alerta que diversas obras de infraestrutura esto em curso.

    CotidianoLININHO NOVAIS - [email protected]

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014 POLTICA 5 TRIBUNAINDEPENDENTE

    DIVULGAO

    Henrique Paim encontrou-se com o governador Teotonio Vilela em Braslia na ltima tera-feira, 2

    SEGUNDO MANDATO

    Dilma Rousseff diz que pode mudar equipe caso seja eleita

    COMPLICAES

    Aliados de Acio Neves buscam aliana com equipe de Marina

    A presidente Dilma Rou-sseff (PT) sinalizou ontem em Belo Horizonte, que far mudanas em sua equipe de governo, caso seja reeleita para um segundo mandato. Alm de uma atualizao das polticas e das equipes, ela pretende criar um Con-selho de Desenvolvimento para auxiliar decises. Ob-viamente, novo governo, novas e, necessrias, atua-lizaes de polticas e das equipes, afirmou Dilma.

    Eu estive na CNI (Con-federao Nacional da In-dstria) h um tempo e, naquela circunstncia, eu

    declarei que considerava to importante a poltica industrial e a poltica de desenvolvimento em geral que eu faria um Conselho de Desenvolvimento ligado diretamente Presidncia da Repblica, e eu reitero hoje, novamente aqui, esse meu compromisso, afirmou Dilma.

    A presidente admitiu que a economia, em especial no setor industrial, passa por uma situao difcil, que se refletiu nos dados divul-gados na semana passada pelo IBGE, que demonstram retrao do PIB por dois tri-

    mestres consecutivos. Eu gostaria que o Brasil esti-vesse crescendo em um rit-mo muito mais acelerado, mas aquilo que eu estava dizendo antes. Imagine o que aconteceria se nos no tivssemos tomado essas medidas, argumentou.

    Dilma aproveitou para criticar a parte do programa de governo de sua advers-ria Marina Silva (PSB), que trata do sistema financeiro e da poltica industrial. A petista disse que se as me-didas forem realmente im-plantadas no Pas, causaro desemprego.

    Cientes de que a situao de Acio Neves (PSDB) na corrida presidencial se com-plicou com a confirmao, na ltimas pesquisas de inten-o de voto, do crescimento de Marina Silva (PSB), tuca-nos admitem construo de pontes com aliados da can-didata do PSB. Para isso, uma nova fase na campanha do PSDB apareceu j no se-gundo debate entre os can-didatos, onde Acio criticou Dilma Rousseff em todas as suas falas, reservando a Marina dois breves comen-trios em tom sutil.

    Segundo tucanos, as pon-

    tes esto sendo construdas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso j tem feito acenos na direo de Marina e um encontro en-tre os dois no descartado. Mas algumas abordagens no so novas e sero re-construdas sobre alianas firmadas no passado entre as duas legendas.

    o caso, por exemplo, da situao em So Paulo. L, Marina foi pessoalmen-te contra a aliana como o PSDB e se recusa a subir no palanque de Geraldo Al-ckmin (PSDB). Mas aliados da ex-senadora comeam a

    reatar laos como tucanos paulistas, aproveitando a boa relao do governador com seu vice, o presidente estadual do PSB, Mrcio Frana.

    Outros acenos tm sido feitos. Os tucanos preten-dem reforar os laos que mantm como o PSB no Paran, em torno da candi-datura de Beto Richa, e em Minas Gerais, onde Mrio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, declarou apoio ao tucano Pimenta da Vei-ga, apesar de seu partido ter candidatura prpria no estado.

    Na segunda audincia que teve na tarde de tera-feira, em Bra-slia, o governador Teotonio Vilela foi recebido pelo min-istro da Educao, Henrique Paim, e tcnicos da equipe de trabalho. O governador compareceu audincia para agradecer a parceria entre o Ministrio e o Gov-erno de Alagoas, informando que o seu governo, em dois mandatos, construiu vrias escolas graas parceria com o Governo Federal.

    So 60 novas escolas e outras 240 que esto sendo reformadas para entregar populao. Por isso, viemos relatar o balano do anda-mento no apenas das obras dessas escolas, como anun-ciar a construo de cerca de 30 quadras cobertas at o final do ano, informou, comentando que essas qua-dras cobertas so verdadei-ros ginsios de esporte, ca-pazes de dar qualidade de estrutura esportiva aos jo-vens estudantes do Estado.

    O ministro se disse sa-tisfeito com o balano de obras recebido e prometeu dar apoio, no que for poss-vel e necessrio, at o final da gesto do atual governo. Acompanharam o governa-dor Teotonio Vilela, a secre-tria de Educao e do Es-porte, Stella Albuquerque, e o chefe do escritrio de re-presentao de Alagoas em Braslia, Josaf Bandeira.

    INICIATIVAAinda no contetxo da

    educao em Alagoas, acon-tece nesta quinta e sexta-fei-ra, o I Festival de Arte (Fes-tarte) acontece dentro da Semana Literria do Cepa (Selipa) onde os alunos do Centro Educacional de Pes-quisa Aplicada (Cepa) tero a oportunidade de expor ta-lentos nas modalidades de msica, dana, teatro e artes visuais nos prximos dias 4 e 5. O palco estar monta-do na entrada do Cepa com acesso livre para o aluno.

    Cerca de 500 estudantes se inscreveram para par-ticipar da seleo. Iro se apresentar no Festarte os talentos que tiveram mais destaque na viso dos tcni-cos avaliadores. O aluno da Escola Estadual Moreira e Silva, Jos Lucas, 16 anos, foi selecionado na categoria msica. Ele conta que desco-briu o gosto musical durante os ensaios para o Festarte e com isso ficou mais discipli-nado.

    Nesta quinta-feira (4), a programao abre s 9 horas com a apresentao da Ban-da Soughetto dos alunos da Escola Estadual Moreira e Silva e, em seguida, se apre-sentam duas categorias: tea-tro e dana at s 17h. Na sexta-feira (5), iro se apre-sentar os alunos inscritos na categoria msica a partir das 9h com encerramento previsto para s 17h. Os tra-balhos de artes visuais sero expostos na escolas.

    EDUCAOPrefeitura d incio construo de crecheA Prefeitura de Po de Acar j deu incio construo de uma das duas creches que sero entregues nos prximos meses populao po-de-auca-rense. As obras fazem parte do Programa de Reestruturao e Aparelhagem da Rede Escolar Pblica de Educao Infantil, conhecido como Proinfncia, cujos recursos so oriundos do FNDE com contrapartida do municpio. A creche urbana est sendo construda nas imedi-aes da Rua Gilberto Soares Pinto, ocupar uma rea de 1.323,58 m e ter capacidade para atender a 240 crianas.

    Ebola vence a batalha

    O mundo esta perdendo a batalha para o vrus ebola. A frase da presidente da organizao humanitria inter-nacional Mdicos sem Fronteiras Jeanne Liu. Em seis meses da pior epidemia de ebola da histria, o mundo esta perdendo a batalha. Os lderes no conseguem travar esta ameaa interna-cional disse ela, em discurso nas Naes Unidas, em Nova Iorque e divulgado pela organizao. O anncio feito pela Organizao Mundial da Sade (OMS), em 8 de Agosto, de que a epidemia cons-titua uma emergncia de sade pblica a nvel internacional, no levou os lderes mundiais a tomarem uma ao decisiva e os estados uniram-se essencialmente numa coligao global de inatividade, criticou a representante da MSF. No mesmo discurso, Jeanne Liu pediu comunidade internacional para financiar a instalao de mais camas para uma rede regional de hospitais de campanha, o envio de pessoal mdico qualificado e a distribuio de laboratrios mveis na Guin-Conacri, Serra Leoa e Libria. O vrus do ebola, para o qual no existe tratamento, nem tampouco vacina, causou, at o ltimo dia 26 de Agosto, mais de 1.500 mortos em 3.069 casos registrados pela OMS. Destes, a Libria registrou 694, a Guin-Conacri 430, Serra Leoa 422 e a Nigria, 6. A epidemia fez ainda 31 vitimas na Repblica Democrtica do Congo, mas a doena permanece circuns-crita regio noroeste do pas.

    Olho por olho...O aumento dos casos de linchamentos em Alagoas foi tema de encontro entre o presidente da Comisso de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, o promotor Flvio Gomes da Costa, do Ministrio Pblico e o delegado de Ho-micdios Magaiver Luiz da Polcia Civil. Segundo a Comisso da OAB, de setembro do ano passado at agora, foram registrados 18 linchamentos em Alagoas, nmero considerado muito

    alto. Os representantes das trs instituies resolveram intensificar a participao e buscar a punio para os responsveis.

    ...dente por denteO linchamento ou justiamento, da forma como vem acontecendo um fenmeno criminolgico que vem aumentando em funo do des-crdito da populao em relao Justia, segundo o presidente da Comisso Daniel Nunes. O delegado Magaiver afirmou que a Polcia Civil vai intensificar as investigaes sobre os crimes e orientou a po-pulao a procurar a delegacia mais prxima e denunciar e colaborar com a punio dos responsveis.

    Professor de sobraMesmo com muitas escolas sem aulas por falta de professores, o nu-mero de licenciados entre 1990 e 2010 seria suficiente para atender a demanda em todo o pas. Faltam, portanto, profissionais interes-sados em seguir a carreira dentro da sala de aula. Esse o principal resultado de uma pesquisa elaborada pelo professor Jos Marcelino de Resende Pinto, da Universidade de So Paulo (USP). O estudo aponta para a necessidade de tornar a profisso mais atrativa e de incentivar a permanncia estudantil na rea; Isso porque o numero total de vagas na graduao trs vezes maior que a demanda por professores estimada nas disciplinas da educao bsica.

    Professor de sobra 2Para chegar aos resultados, o autor da pesquisa cruzou a deman-da atual por profissionais na educao bsica, com o nmero de formados nas diferentes disciplinas curriculares entre 1990 e 2010. A concluso que apenas em Fsica possvel afirmar de fato que o numero de formandos no suficiente para suprir a necessidade. Ainda segundo a pesquisa, os titulados preferem ir para outras reas a seguir a docncia. O professor ainda enfrenta a questo salarial e o desgaste no exerccio profissional. Dados recentes mostram que h um dficit nas escolas brasileiras de 170 mil professores apenas nas reas de Matemtica, Fsica e Qumica.

    Mudanas no trnsitoO trnsito nas proximidades do Conjunto Jos Tenrio, na Serraria, ser modificado at o final do ms. Considerado um ponto nevrlgico da Avenida Menino Marcelo (Via Expressa), o acesso ao conjunto, a sada para a Avenida Pierre Chalita e o trfego no seu interior sero alterados pela Superintendncia Municipal de Transporte e Trnsito (SMTT). As alteraes, segundo o orgo sero feitas paulatinamente, at para que os motoristas, pedestres e moradores se acostumem com as mudanas.

    Mudanas no trnsito 2No local o fluxo de veculos ser alterado para quem transita na Via Expressa em direo ao Jos Tenrio e agora ter de acessar uma rotatria que esta sendo construda. Dentro, a pista que passa por detrs do conjunto ser mo nica em direo ao conjunto Teotonio Vilela, a mesma coisa no sentido contrrio, saindo do conjunto at a Churrascaria Trs Irmos. Quem vem do Benedito Bentes e quiser entra no Jos Tenrio ter de seguir at o Conjunto Samambaia, onde j existe um semforo. A SMTT acredita que as mudanas vo melhorar o fluxo de veculos na regio.

    A atrao de hoje no projeto Quinta no Arena vai fazer a festa atravs do choro, do bolero, do samba, da bossa nova e de vrios ritmos. Isso graas ao talento e a musicalidade do Trio Cai Dentro, j consagrado na cena musical alagoana.

    Formado por Bruno Palagani (cavaquinho, bandolim e guitarra baiana), Wilbert Fialho (violes) e Mikla Waltari (percusso), o Trio aposta na musica instrumental, dentro das vrias modalidades rtmi-cas.

    O Trio, de to identificado com as coisas e com as pessoas de Alagoas aproveita a musicalidade e apresenta o maxixe Imprudente criado em meio aos congestionamentos na Avenida Fernandes Lima.

    Ou inova no choro Palasicaza em homenagem ao grande Zailton Sarmento. Tem ainda o samba/funk/jazz Choro Rex Jazz Bar fazen-do apologia ao tradicional bar da Praa Rex e ainda o choro Chora Gal Monteiro produzido para a jornalista amiga e incentivadora do trio.

    Enfim a boa musica alagoana, com vrios dos seus ritmos a partir das 19h desta quinta ferira, no Teatro de Arena (ao lado do Teatro Deodoro) com ingressos a preos de brincadeira: R$ 10 e a R$ 5 a meia entrada.

    BARTOLOMEU DRESCH [email protected]

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014POLTICA4 TRIBUNAINDEPENDENTE

    Rui entrega novo complexo de lazer no Joo Sampaio H mais de 15 anos a comunidade esperava alguma medida do poder pblico em benefcio do esporte

    DILOGO ABERTO

    Lderes enaltecem apoio da gestoPara o presidente da As-

    sociao dos Moradores do Conjunto Joo Sampaio I, Tibrio Guimares, o Com-plexo representa, sobretudo, um espao para incluso so-cial. Durante a inaugurao, o lder comunitrio destacou que a revitalizao atende a uma solicitao cujo atendi-mento foi adiado por gestes anteriores.

    Aguardamos por esta entrega h mais de 15 anos e s conseguimos agora. O Complexo incentivar a in-cluso social e ser utilizado principalmente por crian-

    as, que estudam um hor-rio e podero participar de atividades fsicas no outro perodo, comentou Guima-res.

    O lder do governo na Cmara Municipal de Ma-cei (CMM), Eduardo Ca-nuto, ressaltou o empenho da gesto para a o fomento de melhores estruturas de esporte e lazer. So antigas as solicitaes de melhores espaos para a prtica de esporte, assim como para o lazer das famlias, e me sin-to feliz em liderar o governo da gesto Rui Palmeira na

    Cmara, pois sei do esforo e trabalho prioritrio que o mesmo tem para dotar a ci-dade de Macei de melhores estruturas, disse Canuto.

    Este o segundo espao de lazer que a Prefeitura entrega nesta semana. Na ltima tera-feira (2), mo-radores do Bom Parto foram contemplados com a entrega do Campo do Aterro revita-lizado.

    ORDEM DE SERVIONesta quinta-feira (4), s

    10h, o prefeito Rui Palmei-ra assina a ordem de servio para obras de drenagem e

    pavimentao no bairro de Ch de Bebedouro. Aproxi-madamente 800 metros qua-drados recebero servios de pavimentao e outros 100 metros quadrados de gale-rias de guas pluviais tam-bm sero beneficiados.

    Sero investidos R$ 338.970,14 em recursos pr-prios originrios de impos-tos pagos pela populao. O Prazo estimado para con-cluso das obras de quatro meses. Segundo o cronogra-ma da prefeitura, diversas ruas sero beneficiadas nas aes da gesto.

    Passados 15 anos, a co-munidade do bairro Joo Sampaio I re-cebeu ontem (03) a revi-talizao do Complexo Esportivo Joo Rodrigues Sampaio. A Prefeitura de Macei ampliou e reestru-turou toda a estrutura fsica do Complexo. Na ocasio, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) participou da entrega do Complexo.

    A inaugurao do Com-plexo marca a volta deste espao como uma rea de lazer e convivncia dos ma-ceioenses. Nosso empenho por entender que fun-damental que a populao volte a ocupar os espaos de convvio nos bairros em con-

    juntos habitacionais da ca-pital. Cito sempre o exemplo do Mirante do Jacintinho, antes ocupado por usurios e traficantes de drogas, aps a revitalizao um local para o lazer e encontros das famlias. Certamente essa situao ser repetida nas demais localidades, a exem-plo desta no Joo Sampaio, disse o prefeito.

    No local, o campo rece-beu servios de pintura e foi cercado por tela, alm do vestirio que foi readequa-do. Foram implantados uma academia fixa e um espao para jogos de mesa, cujo ob-jetivo integrar atividades voltadas terceira idade. O Complexo j havia sido be-

    neficiado no ano passado por outro projeto da Prefeitura, o Boa Praa, quando foram realizados servios de revi-talizao pelas secretarias municipais de Infraestrutu-ra (Seminfra) e de Proteo ao Meio Ambiente.

    Alm dos moradores, o Complexo ser utilizado tambm pela comunidade escolar para complementar as atividades fsicas nas escolas situadas da regio. Ainda de acordo com Rui Palmeira, a reforma faz par-te de um trabalho da gesto para a promoo de melho-res estruturas de convi-vncia pblica e integrao entre o poder pblico. e as comunidades.

    ASSESSORIA

    Rui Palmeira destacou o esporte como meio de incluso social e uma das prioridades de sua gesto

    RECURSOS

    Revitalizao tem sido prioridade

    A revitalizao dos locais pblicos de Macei tem sido uma das prioridades na ges-to da Prefeitura, que tem direcionado recursos pr-prios e buscado parcerias para devolver populao espaos voltados ao lazer e convvio social. Segundo o secretrio municipal de Es-porte e Lazer, Antonio Mou-ra, a estrutura servir como passaporte social para a co-munidade.

    So mais do que estrutu-ras para a prtica de espor-tes e lazer. Essas estruturas so uma oportunidade de incluso para as crianas e jovens da comunidade que tero no Complexo a possibi-lidade de se afastar das ms ofertas do mundo, a partir do foco e equilbrio que as prticas esportivas exigem, disse Moura.

    At o ms de outubro mais seis quadras referen-tes ao primeiro lote sero recuperadas e entregues s comunidades. Outras 12 es-to sendo licitadas e devem ser inauguradas at o final do ano. Nosso entendimen-to de que quando entrega-mos um equipamento assim, mais do que promovendo um espao para brincadeiras, estamos colocando dispo-sio das comunidades uma ferramenta para a promoo da cidadania, complemen-tou Moura.

    Conforme destacou a ti-tular da Secretaria Execu-tiva do Gabinete do Prefeito (SEGP), Adriana Toledo, a revitalizao do Complexo foi planejada a partir de so-licitaes feitas pela popula-o durante do Projeto Bair-ro Vivo no Joo Sampaio. Esta entrega nos traz bas-tante alegria, pois fruto de uma iniciativa decorrente de outro projeto do Executivo Municipal, alm de atender uma solicitao antiga da populao. Este um exem-plo que as aes conjuntas da Prefeitura esto cada vez mais beneficiando os ma-ceioenses e de que a Prefei-tura trabalha para resolver as demandas observadas du-rante a passagem do Bairro Vivo, ressaltou a secretria.

  • Opinio

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    LAURENTINO VEIGA

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    ALBERTO ROSTAND LANVERLY

    Presidente da Associao Alagoana de Imprensa

    Jornalista

    Membro das Academias Maceioense e Alagoana de Letras e do IHGAL

    MACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014OPINIAO6 TRIBUNAINDEPENDENTE

    Repasse para o FPMA comisso especial que analisa pro-postas de aumento dos repasses ao Fundo de Participao dos Munic-pios (FPM) Proposta de Emenda Consti-tuio (PEC) 406/09 e apensadas aprovou por unanimidade na tera-feira (2) substitu-tivo do deputado Danilo Forte (PMDB-CE) que aumenta o percentual da arrecadao do Imposto de Renda (IR) e do Imposto so-bre Produtos Industrializados (IPI) destina-do ao fundo de 23,5% para 24,5%.

    O aumento de um ponto percentual ser parcelado em duas vezes. A primeira parce-la dever ser repassada em julho de 2015, e a outra metade em julho de 2016.

    Para o prximo ano, esto previstos R$ 72,8 bilhes de repasses ao FPM do IR e do IPI. O aumento total representa cerca de R$ 3 bilhes a mais, em relao arrecadao prevista no projeto da Lei Oramentria Anual (LOA) de 2015.

    Atualmente, a Constituio estabelece para os municpios o percentual de 22,5% do IR e do IPI, alm de 1% entregue nos dez primeiros dias de dezembro, totalizando 23,5% de repasse ao FPM. Com a proposta,

    o primeiro percentual sobe para 23,5%.O relatrio de Forte inicialmente previa o

    aumento de dois pontos percentuais no re-passe, mas, depois de acordo na comisso, o texto foi alterado. O aumento do repasse pelo fundo interrompe um cenrio de difi-culdades para municpios localizados nas regies mais pobres do Norte e do Nordeste, mas ainda pouco. A medida tem carter de reforma estrutural e possibilita recom-por as finanas municipais.

    Estudos demonstram que os atuais crit-rios de rateio do FPM no promovem o equi-lbrio socioeconmico entre os municpios. necessria uma reflexo porque municpios com mais carncias ou demandas sociais recebem FPM per capita menor do que mu-nicpios com IDH de pases desenvolvidos. Os prefeitos propem uma discusso sobre a Receita Corrente Lquida da Unio como base de clculo dos Fundos de Participao e inserir a Receita Corrente Lquida per Ca-pita dos Municpios nas regras de rateio, as atuais base e regras no corroboram para qualidade do gasto e muito menos para qualidade da arrecadao.

    Esta uma temtica das mais antigas, remete Grcia de Scrates e Plato, e tam-bm uma das mais atuais para a humanidade. uma questo de ordem internacional. No Brasil, no calor da conjunta e do sensacionalismo de deter-minadas mdias, tem se trans-formado em um debate estril e moralista, encobrindo inte-resses polticos, ideolgicos e econmicos. O tema invade os recantos do pas, por todos os lugares, inclusive nas igrejas, onde se encontra pregaes e comentrios, esbravejando ou lamentando contra polticos, que beneficiam amigos, fami-liares ou si prprios.

    O fato de nos ltimos tem-pos aparecer tantas informa-es e casos de denncias re-ferentes a desvio do dinheiro pblico, no significa que est havendo uma epidemia ou maior volume por parte dos atuais polticos correndo atrs dos cofres pblicos. E aqui no cabe nenhuma defesa, mas uma constatao: as institui-es fiscalizadoras esto agin-do de forma competente e gil, com destaque para o Minist-rio Pblico, Polcia Federal e Receita Federal.

    Anteriormente, a corrupo ocorria, mas era colocada para debaixo do tapete, alimentan-do a impunidade. As institui-

    es pblicas encontravam-se presas aos ditames da ditadu-ra militar e aos interesses do capital internacional. Com o processo de abertura poltica e participao da sociedade, com a organizao e mobili-zao dos movimentos sociais e instituies da sociedade, a cobrana tornou-se mais vigi-lante sobre os agentes pbli-cos.

    Quanto indignao da massa, muito bom! Entre-tanto, insuficiente! Colocam--se algumas questes para a reflexo em busca de uma ex-plicao. Analisando a reali-dade social brasileira, por um lado, mesmo considerando os avanos ocorridos nas ltimas dcadas, parcela da populao ainda encontra-se sem a assis-tncia mnima em educao, sade, moradia, transporte e trabalho; por outro lado, pro-jetos na rea social, como a re-forma agrria e a demarcao das terras indgenas, ainda no foram realizados.

    A massa limita sua indigna-o ao bate-papo de botequim, esquina de ruas, caladas e banco praas. At parece que tem prazer em conversar so-bre o assunto, mas percebe--se que, ou contenta-se com as aes institucionais ou se sentem impotentes diante do volume de denncias. A reali-

    dade agrava-se com o confor-mismo diante dos fatos, a con-vivncia e cumplicidade.

    Nesse contexto, relevan-te destacar a necessidade da compreenso e formao sobre a tica como princpio. Aqui se encontra o cerne da questo: a tica deve ser tratada perma-nente em todo o seio da socie-dade, desde a formao fami-liar, na escola, no trabalho e nas relaes sociais. No pode ser algo da conjuntura, que aparece quando os meios de comunicao veiculam fatos que contrariam os princpios ticos e cria comoo.

    A carncia social de parcela da populao e a ausncia de formao slida da sociedade possibilitam que a poltica se torne hereditria e negcio de grupos econmicos, desprovi-da de projeto de sociedade e de esprito pblico. O modelo que permeia o imaginrio da maio-ria do povo brasileiro e exem-plo de bem sucedido, quem na vida burlou as leis, as regras morais e a ticas.

    A luta pela construo de uma nova sociedade encontra--se a caminho. Requer de todos os segmentos sociais o compro-misso com projetos de governo que aprofundem a distribuio de renda, que favoream a par-ticipao da sociedade e a cons-truo da cidadania.

    L atrs, quando Deus criou a terra com seus apetrechos, outorgou ao homem e mulher o poder de gerenci-los. O re-sultado consta dos livros. Pri-meiro veio a ma, depois Caim matou Abel, chegando a nossos dias com os permanentes ge-nocdios, no Paquisto, Sria e, tambm, no Brasil.

    O impressionante, porm, que, os criados imagem e se-melhana do Criador, nunca se acomodaram, sempre formando duas castas: os que esto no po-der e quem ali quer aterrissar, estabelecendo um ciclo, que, dificilmente, se fechar, mas, se bem analisado, fomenta res-posta para tudo quanto existe e ocorre. At as revolues.

    Dias atrs, tive oportunidade de visitar Moscou e, como todo turista, fui ao Kremlin onde as edificaes em seu entorno mereceram especial ateno. Cada componente possuindo significativa importncia: a Praa Vermelha com o tmulo de Lnin; a Catedral de So Ba-slio; a Fortaleza ou as Igrejas da Anunciao, Assuno e So Miguel Arcanjo. Contudo, o que mais me impressionou foram as salas, guardando a exuberante opulncia confiscada dos Cza-

    res, quando da revoluo russa ocorrida no incio do Sculo XX, levando ao poder o Partido Bo-chevique.

    Contam os estudiosos que, at 1917, o Imprio Russo era uma monarquia absolutista, sustentada pela nobreza, dona da maioria das terras e poder do mundo. No contra ponto des-sa concentrao estava a gran-de maioria da populao, pobre, passando fome, sem saber ler nem escrever, recebendo dos governos somente um incentivo caracterizado por nfimo nu-merrio, hoje inaugurando no Brasil sob a alcunha de Bolsa Famlia.

    Nos ambientes que guardam esses itens, vislumbrei cente-nas de pepitas de ouro, no ta-manho de bolas de futebol, os legtimos ovos faberg, coroas, tiaras e broches, alm de espa-das, sapatos, tronos, vestidos, escudos e armaduras diversas, lunetas, caixas de joias, pisto-las, espadas e at tapa sexos, alm de dezenas de carruagens, tudo revestido em pedras pre-ciosas, marfim e prata, soman-do-se s colees de esmeral-das, rubis e inmeras outras pedras preciosas, tudo a granel.

    O mais interessante que,

    naquele espao tambm exis-tem peas j tomadas pelo atual governo, dos dirigentes da en-to Unio Sovitica (URSS) recentemente extinta, desta-cando-se dezenas de barras de ouro, nas quais est impresso o conhecido smbolo da foice e do martelo, um dos marcos do so-cialismo. J me dirigindo sa-da, imaginei o quanto restaria, ainda, para ser exposto.

    Em minhas caminhadas pelo mundo tive oportunidade de co-nhecer Castelos de Marajs In-dianos, esplios de Xs do Ir, acervos como os de Versalhes, Faras, Dinastia Ming na Chi-na, e at da bem comportada monarquia inglesa, mas nunca vislumbrara tamanha riqueza, como as vistas nas Cmaras da Armaria e Fundo de Diaman-tes, nas dependncias do Kre-mlin.

    Cada dia mais me conven-o: A esperana de um homem somente infinita porque seu sonho, tambm o . Contudo, os seres pensantes tornam-se predadores de si mesmos no somente quando seus intuitos so materializados, mas, prin-cipalmente, quando eles pas-sam a gerir tudo o que tanto ambicionaram.

    Dia 13 de agosto pretrito, dedi-cado aos economistas alagoanos, o presidente do Corcon/AL, Marcos Calheiros, presenteou-me com a obra intitulada Roberto Campos Um retrato pouco falado -, de autoria do jornalista Olavo Luz, escudeiro do filho ilustre de Cam-po Grande, autor de A lanterna na popa que o levou Academia Brasileira de Letras.

    Obra eminentemente memo-rialista, e, portanto, narrada em portugus coloquial onde o autor discorre sobre o biografado com a capacidade que lhe peculiar. E, por conseguinte, inseriu fotos re-tratando alguns momentos do bio-grafado. Por exemplo, ao lado da querida filha Sandra quando lanara o livro O sculo esquisi-to, bem como junto com o colega da Casa de Machado de Assis, Arnaldo Niskier, ex-presidente da ABL.

    Alis, ao seu respeito dissera o imortal: Roberto Campos Um retrato pouco falado ser certa-mente muito falado. Como tudo

    que se refere vida do grande eco-nomista, professor, embaixador, ministro de Estado, senador, de-putado e acadmico. Um homem que fez histria, sem se deixar intimidar com as crticas muitas vezes impiedosas, que jamais que-braram o seu entusiasmo na busca de solues que elevassem o Brasil condio de pas desenvolvido. Era o seu sonho. Continua a ser o nosso sonho.

    Por outro lado, o economista Delfim Netto sentenciou: As pre-vises e prescries de Roberto Campos so amplamente conheci-das e esto difundidas em livros, estudos, teses doutorais e nos anais do Congresso Nacional, que ele habitou durante 16 anos.

    A bem da verdade, Roberto Campos soube exercer com pro-ficincia o magistrio superior, ex-Ministro do Planejamento de Castelo Branco, mestre da econo-mista Maria da Conceio Tavares e, principalmente, com brilhantis-mo defendeu o desenvolvimentis-mo no governo de JK ( 56/60).

    Contudo, arrependido legou posteridade: Minha luta pela implantao no Brasil de uma economia de mercado, baseada na certeza da falncia do dirigismo socialista foi, em grande parte, uma pregao no deserto. Arre-matou dizendo: mais feliz do que Moiss que pregou ao povo eleito e que Cristo que pregou aos peixes, foi Joo Batista que pregou no de-serto.

    Dir-se-ia que acertou mais do Karl Marx (1818/1883) quando va-ticinou a derrocada do socialismo com a queda do Muro de Berlim em novembro/89. Ademais, previ-ra que o Brasil seria inserido na Aldeia Global com a chegada da globalizao no Ocidente demo-crtico.

    Assim sendo, nas suas andanas proferindo palestras nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Frana e noutras partes do mundo pregou um Brasil prspero, iden-tificado na comunidade cientfica internacional. Descanse em paz Bob Fields!

    Roberto Campos

    O homem, predador de s mesmo

    tica e poltica

    INDEPENDENTE

  • Em uma semana de campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou trs pontos nas intenes de voto, conforme a ltima pesquisa realizada pelo Ibope e di-vulgada ontem. A candidata subiu de 34% para 37%, en-quanto a adversria Marina Silva (PSB) cresceu qua-tro pontos e chegou a 33%.

    J na simulao de se-gundo turno entre elas, Marina venceria com sete pontos de vantagem: tem 46%, enquanto Dil-ma aparece com 39%.

    J o candidato Acio Ne-ves (PSDB) caiu quatro pon-tos desde a ltima pesqui-sa, passando de 19% para 15% das intenes de voto.

    O levantamento foi re-alizado pelo Ibope para o

    Estado e a Rede Globo, e as entrevistas foram feitas entre domingo e tera-feira.

    Apesar da constatao, na ltima sexta-feira, de que o Brasil entrou em recesso tcnica, os nveis de apro-vao gesto de Dilma cresceram desde a ltima pesquisa. Segundo o levan-tamento, o nmero de eleito-res que consideram o gover-no da presidente como timo ou bom subiu para 36%.

    Ao mesmo tempo em que a taxa de quem afirma que o governo ruim ou ps-simo regrediu para 26%.

    No mesmo perodo, as taxas de rejeio pre-sidente tambm retroce-deram de 36% para 31%.

    A rejeio a Mari-na, por sua vez, aumen-tou de 10% para 12%, se-

    gundo o levantamento. O levantamento foi feito

    entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. Ao todo, foram entrevistadas 2.506 pessoas em 175 municpios de todas as regies do pas. A margem de erro mxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O inter-valo de confiana de 95%.

    COM ACIONum outro cenrio, em

    que o candidato do PSDB enfrenta a presidente Dil-ma, a diferena em favor da petista aumentou de 6 para 13 pontos. Dilma passou de 41% para 47% e o tucano os-cilou de 35% para 34%. Bran-cos e nulos oscilaram de 12% para 11% e indecisos caram de 12% para 8%. . Foram fei-tas 2506 entrevistas em 175 municpios de todo o Pas.

    7 TRIBUNAINDEPENDENTE POLTICAMACEI - QUINTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2014

    MARINEITORRespostas vazias viram zoeira na web

    MARCONI PERILLOTucano troca Acio por Dilma em GO

    medida que se aproxi-mam as eleies de outubro, se intensificam aes nas re-des sociais na busca de infor-maes sobre os candidatos que esto na disputa. E, lo-gicamente, a zoeira tambm aparece ao longo do pleito. A ltima tem a candidata Pre-sidncia da Repblica Marina Silva como alvo. Ela a es-trela do Marineitor.

    Inspirado no Coxinheitor, o Marineitor lhe concede um campo para voc fazer uma pergunta e obter uma respos-ta acerca das posies e pro-postas de Marina Silva. Quer um exemplo? Por exemplo: qual ser a sua poltica eco-nmica?

    Todos os bichos tm coi-sas boas e ruins. Eu acho que a gente tem que parar com os rtulos. Ningum dono da verdade. Eu quero o que tem de bom em cada um de-les e quero tirar o que tem de ruim, responde o Marineitor.

    Governador de Gois, ber-o do agronegcio, e candi-dato reeleio com chance de vencer, o tucano Marconi Perillo trocou Acio Neves pela presidente Dilma Rous-seff (PT). A traio eleitoral tem dois motivos: Marco-ni no perdoa o abandono de Acio durante a CPI do Cachoeira, quando foi bom-bardeado e Acio sumiu; e principalmente porque o go-verno de Gois negocia com a Eletrobras a venda de 51% da Companhia Energtica do Estado, a Celg, em crise financeira.

    O governo federal deve aportar R$ 2bilhes na esta-tal goiana, para reestrutu-rao. Mas o esforo de Pe-rillo pode ser emvo. Ontem noite, por motivos miste-riosos, o Planalto travou a negociao.

    Dilma sobe mais 3 pontos e Acio perde mais quatroPesquisa do Ibope divulgada ontem prev vantagem de Marina Silva sobre a candidata do PT no segundo turno

    ICHIRO GUERRA

    A candidata Dilma Rousseff sobe trs pontos e lidera pesquisa para presidente no primeiro turno

    MOACYR LOPES JUNIOR

    Em meio a um empurra-empurra humorista tenta ouvir Acio Neves

    PNICO EM SANTOS

    Acio foge de humoristas e cancela caminhada em praa

    O candidato do PSDB Presi-dncia, Acio Neves, foi impedido de fazer campanha no centro de Santos pela equipe dos progra-mas Pnico na Band e CQC, da Rede Bandeirantes. Acio faria uma caminhada pela praa da Prefeitura de Santos, mas no conseguiu andar com os eleitores por conta do tumulto causado pela presena dos integrantes dos humorsticos.

    Assim a comitiva do tucano chegou ao local, Aloysio Nunes, vice de Acio na chapa, se exal-tou ao ser abordado por um dos integrantes da equipe do Pnico.

    Eles estavam impedindo o Acio de falar. Pedi que respei-tassem seus colegas e o candida-to que estava fazendo campanha disse Aloysio.

    Acio realizou uma entrevista relmpago, marcada por muito empurra-empurra. Durante sua fala, o candidato prometeu des-centralizar a gesto porturia.

    Aps o discurso, uma mulher que estava prximo aos repr-teres caiu e quase foi pisoteada pelos cinegrafistas das emissoras que acompanhavam a agenda. A confuso continuou quando A-cio, Aloysio e Geraldo Alckmin, governador de So Paulo, entra-ram em uma lanchonete para comer. Enquanto isso, a equipe do Pnico continuou no encalo de Acio.

    Diante da confuso, o tucano entrou em um carro e foi embo-ra. Alckmin e Aloysio repetiram o ato. As assessorias dos progra-mas no comentaram o episdio.

    Opinio

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    Para o prximo ano, esto previstos R$ 72,8 bilhes de repasses ao FPM do IR e do IPI. O aumento total representa cerca de R$ 3 bilhes a mais, em relao arrecadao prevista no projeto da Lei Oramentria Anual (LOA) de 2015.

    Atualmente, a Constituio estabelece para os municpios o percentual de 22,5% do IR e do IPI, alm de 1% entregue nos dez primeiros dias de dezembro, totalizando 23,5% de repasse ao FPM. Com a proposta,

    o primeiro percentual sobe para 23,5%.O relatrio de Forte inicialmente previa o

    aumento de dois pontos percentuais no re-passe, mas, depois de acordo na comisso, o texto foi alterado. O aumento do repasse pelo fundo interrompe um cenrio de difi-culdades para municpios localizados nas regies mais pobres do Norte e do Nordeste, mas ainda pouco. A medida tem carter de reforma estrutural e possibilita recom-por as finanas municipais.

    Estudos demonstram que os atuais crit-rios de rateio do FPM no promovem o equi-lbrio socioeconmico entre os municpios. necessria uma reflexo porque municpios com mais carncias ou demandas sociais recebem FPM per capita menor do que mu-nicpios com IDH de pases desenvolvidos. Os prefeitos propem uma discusso sobre a Receita Corrente Lquida da Unio como base de clculo dos Fundos de Participao e inserir a Receita Corrente Lquida per Ca-pita dos Municpios nas regras de rateio, as atuais base e regras no corroboram para qualidade do gasto e muito menos para qualidade da arrecadao.

    Esta uma temtica das mais antigas, remete Grcia de Scrates e Plato, e tam-bm uma das mais atuais para a humanidade. uma questo de ordem internacional. No Brasil, no calor da conjunta e do sensacionalismo de deter-minadas mdias, tem se trans-formado em um debate estril e moralista, encobrindo inte-resses polticos, ideolgicos e econmicos. O tema invade os recantos do pas, por todos os lugares, inclusive nas igrejas, onde se encontra pregaes e comentrios, esbravejando ou lamentando contra polticos, que beneficiam amigos, fami-liares ou si prprios.

    O fato de nos ltimos tem-pos aparecer tantas informa-es e casos de denncias re-ferentes a desvio do dinheiro pblico, no significa que est havendo uma epidemia ou maior volume por parte dos atuais polticos correndo atrs dos cofres pblicos. E aqui no cabe nenhuma defesa, mas uma constatao: as institui-es fiscalizadoras esto agin-do de forma competente e gil, com destaque para o Minist-rio Pblico, Polcia Federal e Receita Federal.

    Anteriormente, a corrupo ocorria, mas era colocada para debaixo do tapete, alimentan-do a impunidade. As institui-

    es pblicas encontravam-se presas aos ditames da ditadu-ra militar e aos interesses do capital internacional. Com o processo de abertura poltica e participao da sociedade, com a organizao e mobili-zao dos movimentos sociais e instituies da sociedade, a cobrana tornou-se mais vigi-lante sobre os agentes pbli-cos.

    Quanto indignao da massa, muito bom! Entre-tanto, insuficiente! Colocam--se algumas questes para a reflexo em busca de uma ex-plicao. Analisando a reali-dade social brasileira, por um lado, mesmo considerando os avanos ocorridos nas ltimas dcadas, parcela da populao ainda encontra-se sem a assis-tncia mnima em educao, sade, moradia, transporte e trabalho; por outro lado, pro-jetos na rea social, como a re-forma agrria e a demarcao das terras indgenas, ainda no foram realizados.

    A massa limita sua indigna-o ao bate-papo de botequim, esquina de ruas, caladas e banco praas. At parece que tem prazer em conversar so-bre o assunto, mas percebe--se que, ou contenta-se com as aes institucionais ou se sentem impotentes diante do volume de denncias. A reali-

    dade agrava-se com o confor-mismo diante dos fatos, a con-vivncia e cumplicidade.

    Nesse contexto, relevan-te destacar a necessidade da compreenso e formao sobre a tica como princpio. Aqui se encontra o cerne da questo: a tica deve ser tratada perma-nente em todo o seio da socie-dade, desde a formao fami-liar, na escola, no trabalho e nas relaes sociais. No pode ser algo da conjuntura, que aparece quando os meios de comunicao veiculam fatos que contrariam os princpios ticos e cria comoo.

    A carncia social de parcela da populao e a ausncia de formao slida da sociedade possibilitam que a poltica se torne hereditria e negcio de grupos econmicos, desprovi-da de projeto de sociedade e de esprito pblico. O modelo que permeia o imaginrio da maio-ria do povo brasileiro e exem-plo de bem sucedido, quem na vida burlou as leis, as regras morais e a ticas.

    A luta pela construo de uma nova sociedade encontra--se a caminho. Requer de todos os segmentos sociais o compro-misso com projetos de governo que aprofundem a distribuio de renda, que favoream a par-ticipao da sociedade e a cons-truo da cidadania.

    L atrs, quando Deus criou a terra com seus apetrechos, outorgou ao homem e mulher o poder de gerenci-los. O re-sultado consta dos livros. Pri-meiro veio a ma, depois Caim matou Abel, chegando a nossos dias com os permanentes ge-nocdios, no Paquisto, Sria e, tambm, no Brasil.

    O impressionante, porm, que, os criados imagem e se-melhana do Criador, nunca se acomodaram, sempre formando duas castas: os que esto no po-der e quem ali quer aterrissar, estabelecendo um ciclo, que, dificilmente, se fechar, mas, se bem analisado, fomenta res-posta para tudo quanto existe e ocorre. At as revolues.

    Dias atrs, tive oportunidade de visitar Moscou e, como todo turista, fui ao Kremlin onde as edificaes em seu entorno mereceram especial ateno. Cada componente possuindo significativa importncia: a Praa Vermelha com o tmulo de Lnin; a Catedral de So Ba-slio; a Fortaleza ou as Igrejas da Anunciao, Assuno e So Miguel Arcanjo. Contudo, o que mais me impressionou foram as salas, guardando a exuberante opulncia confiscada dos Cza-

    res, quando da revoluo russa ocorrida no incio do Sculo XX, levando ao poder o Partido Bo-chevique.

    Contam os estudiosos que, at 1917, o Imprio Russo era uma monarquia absolutista, sustentada pela nobreza, dona da maioria das terras e poder do mundo. No contra ponto des-sa concentrao estava a gran-de maioria da populao, pobre, passando fome, sem saber ler nem escrever, recebendo dos governos somente um incentivo caracterizado por nfimo nu-merrio, hoje inaugurando no Brasil sob a alcunha de Bolsa Famlia.

    Nos ambientes que guardam esses itens, vislumbrei cente-nas de pepitas de ouro, no ta-manho de bolas de futebol, os legtimos ovos faberg, coroas, tiaras e broches, alm de espa-das, sapatos, tronos, vestidos, escudos e armaduras diversas, lunetas, caixas de joias, pisto-las, espadas e at tapa sexos, alm de dezenas de carruagens, tudo revestido em pedras pre-ciosas, marfim e prata, soman-do-se s colees de esmeral-das, rubis e inmeras outras pedras preciosas, tudo a granel.

    O mais interessante que,

    naquele espao tambm exis-tem peas j tomadas pelo atual governo, dos dirigentes da en-to Unio Sovitica (URSS) recentemente extinta, desta-cando-se dezenas de barras de ouro, nas quais est impresso o conhecido smbolo da foice e do martelo, um dos marcos do so-cialismo. J me dirigindo sa-da, imaginei o quanto restaria, ainda, para ser exposto.

    Em minhas caminhadas pelo mundo tive oportunidade de co-nhecer Castelos de Marajs In-dianos, esplios de Xs do Ir, acervos como os de Versalhes, Faras, Dinastia Ming na Chi-na, e at da bem comportada monarquia inglesa, mas nunca vislumbrara tamanha riqueza, como as vistas nas Cmaras da Armaria e Fundo de Diaman-tes, nas dependncias do Kre-mlin.

    Cada dia mais me conven-o: A esperana de um homem somente infinita porque seu sonho, tambm o . Contudo, os seres pensantes tornam-se predadores de si mesmos no somente quando seus intuitos so materializados, mas, prin-cipalmente, quando eles pas-sam a gerir tudo o que tanto ambicionaram.

    Dia 13 de agosto pretrito, dedi-cado aos economistas alagoanos, o presidente do Corcon/AL, Marcos Calheiros, presenteou-me com a obra intitulada Roberto Campos Um retrato pouco falado -, de autoria do jornalista Olavo Luz, escudeiro do filho ilustre de Cam-po Grande, autor de A lanterna na popa que o levou Academia Brasileira de Letras.

    Obra eminentemente memo-rialista, e, portanto, narrada em portugus coloquial onde o autor discorre sobre o biografado com a capacidade que lhe peculiar. E, por conseguinte, inseriu fotos re-tratando alguns momentos do bio-grafado. Por exemplo, ao lado da querida filha Sandra quando lanara o livro O sculo esquisi-to, bem como junto com o colega da Casa de Machado de Assis, Arnaldo Niskier, ex-presidente da ABL.

    Alis, ao seu respeito dissera o imortal: Roberto Campos Um retrato pouco falado ser certa-mente muito falado. Como tudo

    que se refere vida do grande eco-nomista, professor, embaixador, ministro de Estado, senador, de-putado e acadmico. Um homem que fez histria, sem se deixar intimidar com as crticas muitas vezes impiedosas, que jamais que-braram o seu entusiasmo na busca de solues que elevassem o Brasil condio de pas desenvolvido. Era o seu sonho. Continua a ser o nosso sonho.

    Por outro lado, o economista Delfim Netto sentenciou: As pre-vises e prescries de Roberto Campos so amplamente conheci-das e esto difundidas em livros, estudos, teses doutorais e nos anais do Congresso Nacional, que ele habitou durante 16 anos.

    A bem da verdade, Roberto Campos soube exercer com pro-ficincia o magistrio superior, ex-Ministro do Planejamento de Castelo Branco, mestre da econo-mista Maria da Conceio Tavares e, principalmente, com brilhantis-mo defendeu o desenvolvimentis-mo no governo de JK ( 56/60).

    Contudo, arrependido legou posteridade: Minha luta pela implantao no Brasil de uma economia de mercado, baseada na c