Identidade pessoal alt

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    18-Jan-2015
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  • 1. QUEM SOU EU? A QUESTO DA IDENTIDADE PESSOAL / IDENTIDADE SOCIAL

2. Parte 1 IDENTIDADE PESSOAL 3. Em filosofia, a questo daidentidade pessoaldiz respeito s condies sob as quais uma pessoa em um momento a mesma pessoa em outro momento. Uma anlise da identidade pessoal fornece um conjunto de condies necessrias e condies suficientes paraa identidade da pessoa atravs do tempo . Por vezes se fala de tal questo comoo problema diacrnicoda identidade pessoal tot1t2t3t4t5 4. O problema da identidade pessoal tambm pode ser umproblema sincrnico : o que constitui a personalidade a cada momento? Que tipo de coisa uma pessoa? 5. Hdois sentidosem que podemos afirmar duas pessoas serem a mesma. Quando uma pessoa se converte a uma religio ou rapa o cabelo, torna-sediferente de como era antes. No permanecequalitativamentea mesma pessoa, digamos. Ento, num sentido ela no "a mesma pessoa". Joo mudou muito desde a ltima vez que o vi, uma outra pessoa. 6. Noutro sentido (por mais que tenha mudado) ele a mesma pessoa. Quando dizemos que Joo no mais a mesma pessoa, no estou dizendo que outra pessoa tomou o seu lugar.Este segundo gnero de identidade chamado"identidade numrica",uma vez que se trata do mesmo tipo de identidade denotada pelo sinal de igualdade em expresses matemticas como "2 + 2=4": as expresses "2 + 2" e "4" representam o mesmo nmero. 7. Voc numericamente a mesma pessoa que era quando era um beb, apesar de ser qualitativamente muito diferente. O pai de Bernardo =O adolescente que aluno do Pontello no incio dos ano 80 8. Recordando fotografias da infncia, voc diz "este era eu". Mas porqu? O que faz que aquele beb e voc sejam a mesma pessoa, apesar de todas as mudanas que sofreu com o correr dos anos? 9. 1 candidato: a matria O Barco de Teseu OParadoxo de Teseu uma hiptese argumentativa, em Filosofia, para a questo da continuidade da identidade de um objecto. Segundo Plutarco, de to admirado e acarinhado, o barco do heri grego Teseu foi preservado pelos atenienses ao longo de geraes, substituindo as pranchas apodrecidas por novas, de tal forma que ao fim de algumas dcadas j no restavam partes do navio original. Podemos ento questionar se se tratava ainda do mesmo navio, ou se de outro diferente. 10. 2 verso: Teseu, heri mitolgico grego, tinha um barco com o nome Ariadna constitudo integralmente por pranchas de madeira. Gradualmente, ao longo de vrios anos de permanncia no mar, essas pranchas foram removidas e substitudas por outras pranchas. Um dia, sem que Teseu e a sua tripulao se tivessem apercebido, a ltima prancha original foi substituda de tal modo que todas elas so agora novas pranchas. O construtor de navios do estaleiro decidiu ento aproveitar todas as peas substitudas construindo um novo navio, utilizando como plano o mesmo modelo usado na construo do barco Ariadna. 11. Questo paradoxal : qual dos dois navios ainda idntico ao original? Teseu jurar a ps juntos que sempre navegou no mesmo navio e que o novo navio apenas semelhante ao seu; por sua vez, o construtor habilidoso dir que este novo navio idntico ao original tanto do ponto de vista material como formal. apenas por referncia a uma origem que tem sentido afirmar que o navio em que navega Teseu ainda, apesar de tudo, o navio original. 12. Ora, semelhana do barco de Teseu, o corpo humano constitudo por molculas que so substitudas e transformadas periodicamente atravs de reaes metablicas. Os tomos dos alimentos que ingerimos so processados e integrados na nossa estrutura, enquanto que outros que j possuamos so expelidos e provavelmente no mais voltaro a fazer parte de ns. A nossa estrutura fsica sofre, ento, alteraes profundas a cada instante, tanto mais marcadas quanto maior o intervalo de tempo considerado. A velhice constata macroscopicamente o efeito destas variaes de massa e composio fsica do organismo. 13. Seremos, ento, as mesmas pessoas que h dez anos atrs ou, at, que h dez milisegundos? 14. Discusso filosofica Verso Simples: Seja A = O navio em que Teseu comeou a sua viagem. Seja B = O navio em que Teseu terminou sua viagem. 15. A questo no apenas se "A=B?"; suponha que Teseu havia deixado uma pea original do barco A no barco B. Uma pea de A o suficiente para fazer A idntico a B? Se no, seria idntico a B supondo que ele havia deixado duas peas, etc. Onde devemos desenhar a linha da identidade do barco? 16. Verso Complexa: Igual a verso simples, mas com uma adio - seguindo Teseu havia um outro barco, o Carniceiro, que pega as partes que Teseu atira ao mar, e as utiliza para se reconstruir. O Carniceiro ao chegar no porto um navio que se compe precisamente das partes que compunham o navio que Teseu comeou a viagem. Ele aporta na doca seu navio ao lado do navio que Teseu aportou. A verso complexa da origem a dezenas de perguntas e anlises sobre a identidade de ambos navios que buscam de uma resposta que fornea o conjunto de condies necessrias e condies suficientes para a identidade do navio de Teseu e do navio Carniceiro 17. 1 candidato: a matria CRTICA. A mesma matria no condio necessria da identidade pessoal. As pessoas sobrevivem constantemente a mudanas graduais na sua matria. Ingerem e segregam, cortam o cabelo e perdem pores de pele, e por vezes fazem implantes de pele ou de outra matria nos seus corpos. Na verdade, o processo normal de ingesto e excreo reciclam quase toda a sua matria de anos a anos. No entanto, voc continua a ser o mesmo. A identidade pessoal no est especialmente ligada coincidncia da matria. Ento com o queestela ligada? 18. 2 candidato: a alma Alguns filsofos e pensadores religiosos respondem: a alma. A alma de uma pessoa a sua essncia psicolgica ,uma entidade no-fsica onde ocorrem pensamentos e emoes . A alma permanece imune a todas as formas de transformao fsica do corpo e pode mesmo sobreviver destruio total do corpo. A sua alma o que o faz ser voc. O beb nas fotos vocporque a mesma alma que agora habita o seu corpo habitava ento o corpo daquele beb. 19. Os filsofos costumavam argumentar que as almas so necessrias para explicar os pensamentos e as emoes, uma vez que os pensamentos e as emoes no parecem fazer parte do corpo fsico. Mas este argumento destrudo pela cincia contempornea. 20. Os seres humanos sabem desde h muito que uma parte do corpo -o crebro- est peculiarmente ligada vida mental. Mesmo antes da neurocincia contempornea, sabia-se que as leses ceflicas causam danos psicolgicos. Sabemos agora como certas partes do crebro esto associadas a certos efeitos psicolgicos. 21. Embora estejamos longe de poder correlacionar inteiramente estados psicolgicos com estados cerebrais, progredimos o suficiente ao ponto de a existncia de uma tal correlao ser uma hiptese razovel. razovel inferir quea prpria vida mental reside no crebro .No se trata de dizer que a cincia neurolgicarefutaa existncia da alma: as almaspoderiamexistir ainda que os estados psicolgicos e os estados mentais estivessem perfeitamente correlacionados. 22. 23. Se o crebro fsico explica por si a vida mental, no h necessidade de postular almas. 24. Os defensores docrebropossuem o princpio de uma explicao: o crebro contm bilhes de neurnios, cujas interaes incrivelmente complexas produzem o pensamento.Ningum sabe ao certo como isto funciona, mas os neurocientistas pelo menos avanaram um pouco. 25. 3 candidato:o self (eu) conscincia e memria O self a idia de um ser unificado que a fonte de umaconscinciaparticular.(A palavra de origem alem.) 26.

  • Como traduzimos essa palavra para o portugus? Como eu, como auto -, como subjetividade, etc.
  • Quatro significados bsicos para o conceito de self:
  • Uniformidade algo que permanece igual ao longo do tempo (vetor diacrnico):O MESMO .
  • Individualidade ou essncia de uma pessoa: voc mesmo, ele mesmo, eu mesmo. Trata-se de umaconsistncia interna e diferena em relao aos outros.

27. c) O terceiro aspecto indicaintrospeco ,refletividade ... Muitas vezes este aspecto expresso pelo prefixo auto-. Auto-conhecimento , autoconfiana etc. d) O quarto significado indicaautonomia, autodeterminao...ser um agente. 28.

  • RESUMINDO...
  • Esse self oagente responsvelpelos pensamentos e aes de um indivduo.
  • uma substncia que permaneceatravs do tempo.
  • As caractersticas particulares de um self determinam a identidade pessoal.

29.

  • O self a personalidadeconscient e ereflexivade um indivduo.
  • A identidade psicolgica de uma pessoa reside naauto-imagem(identidade pessoal)

30.

  • Faa o seguinte exerccio em casa: olhe-se no espelho e tente se concentrar apenas em si mesmo.

31. Voc provavelmente vai perceber que isso muito difcil porque quando nos olhamos no espelho, ns nos observamos atentamente no incio, mas ento nossos pensamentos voam. Vamos para outro mundo, fazemos planos, imaginamos coisas que temos para fazer, coisas que nos aconteceram, etc... 32.

  • OS FILSOFOS FAZEM UMA DIFERENCIAO ENTRE O ATOR/ E O ESPECTADOR.
  • Na nossa vida, alternamos os dois pontos de vista.
  • Na maior parte do tempo, somos os atores da nossa vida.
  • Quando paramos para refletir passamos para a perspectiva do espectador e tomamos conscincia de quem somos, do que nos acontece, etc.

33.

  • Mas ento surge uma situao paradoxal...
  • Mesmo quando estou na posio do espectador...h um eu observando e um eu observado.
  • O eu que observa parece que sempre escapa...
  • O olho no pode se olhar a si mesmo!
  • O auto-conhecimento nunca perfeito. Eu estou sempre sujeito aoauto-engano . Auto-iluso.

34. EXPERIMENTOS MENTAIS 35. PARTE 2 IDENTIDADE SOCIAL 36. Voc sai para a balada noite...e barrado na porta pelodoorman... eles pedem sua identidade para conferir a idade... QUEM VOC ? 37. Identidade = identitas (latim) significa o mesmo 38. Voc entrou naloja de conveninciaspara comprar uma gua sem gs...e fazer um lanche. 39. Mas voc vai pagar com carto do banco emprestado de seu pai...o caixa desconfia que o carto no seu e pede seus documentos... 40. No aeroporto... O fiscal de imigrao lhe pede o passaporte! No metr em NY, o passageiro do banco da frente percebe que voc est lendo a ZH. Ento ele puxa papo...tambm gacho. 41.

  • No entanto, a identidade social tambm surge em situaes mais complicadas...por assim dizer.
  • Voc colorado e entrou, por engano, no meio da Alma Castelhana...vestindo a camisa do Inter

42. Conflitos de identidades (tnicas ou no) pelo mundo so causas de genocdios, guerras, migraes... Palestinos e israelenses? Muulmanos e catlicos? Etnias africanas? Bsnios, croatas e srvios? Bascos e espanhis? 43. Que msica voc curte? Que time voc torce? A qual tribo ou cultura voc pertence? Clubber, hip-hop, pagodeiros, surfer, metal, shopping, internautas,boleiros, etc.Qual a sua classe social? Qual sua etnia? Qual seu gnero? Qual sua identidade sexual? Qual a sua...? 44. O que a identidade social?

  • uma caracterstica dos seres humanos enquantoseres sociais .
  • Ela se baseia nos conceitos desemelhana e diferena .

45.

  • IDENTIDADE SOCIAL RELACIONAL
  • No h algo como a identidade social absoluta verdadeira.
  • No h caractersticas inerentes ao sujeito, nem ao seu passado, nem a sua histria.
  • A identidade relacional.

46.

  • Identidade A =B(relacional) a identidade precisa dooutro , no h identidade semdiferena .
  • A identidade depende da diferena. Portanto, do que no .
  • A diferena representada porsmbolos . (Plano simblico)
  • A diferena marcada pelaexcluso social(plano social e material).

47.

  • mile Durkheim: as formas de diferena simblica e social so estabelecidas por meio desistemas classificatrios .
  • O sistema classificatrio aplica um princpio de diferena a uma populao de uma forma tal que seja capaz de dividi-la em ao menos dois grupos opostos.
  • Os sistemas classificatrios do significado e ordem vida social, sendo afirmados nas falas e nos rituais (antropologia estrutural).

48. Claude Lvi-Strauss e Saussure, ao analisarem como as identidades so construdas a partir de oposies binrias.Cultura/ natureza Cru/ cozido Homem / mulher Paixo/ razo Corpo / mente 49.

  • As oposies binrias esto ligadas lgica da linguagem e de todo o pensamento. (Estruturalistas)
  • Derridavai questionar as oposies binrias...
  • Ele argumenta que os termos em oposio esto em desequilbrio. Um dos elementos da dicotomia sempre mais valorizado ou mais forte do que o outro.

50. Um termo anormae o outro o outro visto comodesviante . 51. Onde est ela? Cultura/ Natureza ;atividade/ passividade ;Sol/ Lua ;dia/ noite ; cabea / corao;inteligvel/ sensvel ,homem/ mulher.(Cixous) De que forma essas oposies binrias esto relacionadas com o gnero e com a posio das mulheres no dualismo em questo? 52.

  • Os caracteres identitrios so estabelecidos por elementos contrastantes e colocados em oposio.
  • Um grupo se considera portador de um determinadoatributo positivo/ por contraste o outro grupo, seja considerado como portador de umatributo oposto e negativo.

53.

  • Exemplo : os enfermeiros psiquitricos podero ver nos doentes mentais (drogas) indivduos portadores de uma negatividade ( defeito moral / estigma ) intrnseca da qual eles no compartilham. Assim eles reforam a representao de si mesmos como pessoas ss e moralmente adequadas.
  • Na negatividade temos presente uma avaliao moral.

54. 1) Categorizao : Colocamos os outros (e a ns mesmos) em categorias. Rotulando os outros de Muulmano, Turco, boleiro, etc. 2)Identificao : Ns nos associamos com certos grupos, que reforam nossa auto-estima.3)Comparao :Comparamos nossos grupos com os outros as nossas caractersticas so + e a dos outros - 55.

  • Texto/Pesquisa sobre o que constitui a identidade de um tribo de jovens ou outro tipo de identidade social. ( Duplas )
  • Histrico
  • Como se define essa identidade
  • Qual a importncia dos grupos na formao da identidade dos jovens?
  • Parte Individual
  • Qual a importncia dos grupos para sua identidade? Na sua opinio, o que define sua identidade?