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  • Instituto Politcnico da Guarda

    Escola Superior de Educao, Comunicao e Desporto

    I

    ANDREIA SOFIA MARTINS FERREIRA

    Relatrio para a obteno do grau de licenciatura em Desporto

    Julho/2013

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    II

    Relatrio de Estgio apresentado no mbito da disciplina de Estgio do curso de

    Desporto, nos termos do Regulamento de Estgio aprovado em 18 de Setembro de 2012

    Orientador na ESECD: Professora Doutora Carolina Vila-Ch

    Orientador na Instituio acolhedora: Dr. Hugo Santos

    Julho/2013

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    III

    Ficha de identificao

    Estagirio: Andreia Sofia Martins Ferreira

    Empresa/ Instituio: Ginsio Benasol

    Local de Estgio: Urbanizao Portas do Sol, Lote 7, R/C direito, Benavente

    Orientador da instituio acolhedora: Dr. Hugo Santos (Licenciado em Cincias do

    Desporto e Educao Fsica)

    Incio do Estgio: 15 Setembro 2012

    Fim do Estgio: 14 Junho de 2013

    Orientadora da instituio: Professora Doutora Carolina Vila-Ch

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    IV

    Agradecimentos

    Agora que chego finalmente a esta fase do meu curso, olho para trs e vejo que

    no teria sido possvel chegar at aqui sem a ajuda incondicional dos meus pais. sem

    dvida a eles que tenho de agradecer, no s pelo esforo que ambos fizeram para me

    manterem neste instituto, mas tambm por todos os valores que me incutiram. Estou

    muito grata por tudo o que fizeram por mim.

    Quero deixar um especial obrigado minha querida me, pois apesar de estar

    muito longe em distncia, sempre fez questo de se manter por perto. Nunca me deixou

    baixar os braos e foi por ela que ganhei foras para chegar at aqui, gostaria de lhe dar

    um futuro sorridente fruto do meu trabalho.

    Por ser igualmente importante, agradeo ao meu namorado por toda a dedicao e

    compreenso que depositou em mim e por ter acreditado que seria capaz de chegar

    meta.

    Por fim, quero agradecer minha famlia, em destaque os meus irmos, tios,

    sogros e av paterna. Aos meus fiis amigos que me ajudaram nestes 3 anos.

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    V

    Resumo

    A unidade curricular de estgio insere-se no terceiro ano da licenciatura, e como

    tal espera-se grandes competncias por parte dos estagirios em cumprir as suas

    funes.

    Sendo do meu conhecimento que o estgio a disciplina em que se adquire mais

    conhecimentos, tive algum cuidado em escolher o local onde iria estagiar de forma a

    poder enriquecer os meus conhecimentos. A escolha do ginsio Benasol deve-se ao

    facto de ter timas opinies sobre o trabalho dos tcnicos/ instrutores que ali trabalham.

    O estgio iniciou no dia 24 Setembro de 2012 e prolongou-se at 14 Junho de

    2013, fazendo assim 38 semanas, cerca de 498 horas. As minhas principais funes

    enquanto estagiria foram sobretudo o acompanhamento de clientes na sala de

    exerccio, o planeamento de aulas de cycling e de jump e ter ideias inovadoras para

    melhorar o bom funcionamento do ginsio. O presente relatrio aborda todo o trabalho

    efetuado durante o estgio, evidenciando os pontos negativos e positivos de todo o

    projeto. Foi uma experiencia muito positiva da qual levo conhecimentos muito teis

    para um futuro prximo.

    Palavras-chave

    Treino de fora; Treino cardiovascular; Cycling; Jump

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    VI

    ndice Geral

    Ficha de identificao ..................................................................................................... III

    Agradecimentos .............................................................................................................. IV

    Resumo ............................................................................................................................. V

    Palavras-chave .................................................................................................................. V

    ndice Geral .................................................................................................................... VI

    ndice de Figuras .......................................................................................................... VIII

    ndice de Tabelas ............................................................................................................ IX

    Lista de Abreviaturas ........................................................................................................ X

    Introduo ......................................................................................................................... 1

    1-Reviso Bibliogrfica ................................................................................................ 4

    1.1- Benefcios da atividade fsica para a sade ........................................................... 4

    1.2-Obesidade e exerccio fsico ................................................................................... 6

    1.2.1-Treino aerbio ................................................................................................. 6

    1.2.2-O cycling ......................................................................................................... 8

    2- Caracterizao geral da organizao .......................................................................... 11

    2.1- Recursos humanos ............................................................................................... 12

    2.2- Praticantes do ginsio .......................................................................................... 13

    2.3- Instalaes e recursos materiais .......................................................................... 13

    2.4-Plano de atividades ............................................................................................... 14

    2.5- Caracterizao da regio envolvente .................................................................. 14

    2.5.1- rea geogrfica e habitantes ............................................................................ 14

    3- Atividades de estgio ............................................................................................. 17

    3.1- Plano de estgio ................................................................................................... 17

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    VII

    3.1.2- Objetivos gerais ................................................................................................ 17

    3.1.3- Objetivos especficos........................................................................................ 17

    3.2.- Atividades desenvolvidas ....................................................................................... 18

    3.2.1- Anlise SWOT ............................................................................................. 18

    3.2.2 Atividades regulares desenvolvidas no ginsio ..................................................... 19

    3.2.3- Atividades pontuais de carater publicitrio ...................................................... 24

    4- Reflexo crtica .......................................................................................................... 31

    5- Referncia bibliogrfica ............................................................................................. 33

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    VIII

    ndice de Figuras

    Figura 1- Benefcios desejveis advindos do treino aerbio (adaptado de Santos, 2006) 5

    Figura 2- Condicionantes do treino aerbio adaptado de ACSM (2005) ......................... 7

    Figura 3- Localizao do ginsio.................................................................................... 11

    Figura 4- Recursos humanos do ginsio ......................................................................... 12

    Figura 5- Direo do ginsio e respetivas funes ......................................................... 12

    Figura 6- Nmero de praticantes inscritos ao longo do ano 2012 .................................. 13

    Figura 7- Sala de estar do ginsio Benasol ..................................................................... 13

    Figura 8- Localizao de Benavente e seu concelho Fonte: http://censos.ine.pt ........... 14

    Figura 9- Eu a direcionar uma aula de cycling ............................................................... 20

    Figura 10- Cliente a executar trabalho de hipertrofia ..................................................... 21

    Figura 11- Cliente a executar trabalho de resistncia ..................................................... 22

    Figura 12- Eu a direcionar uma aula de Jump ................................................................ 23

    Figura 14- Aula de GAP no dia do open day .................................................................. 24

    Figura 13- Aula de cycling no dia do open day .............................................................. 25

    Figura 15- Mealheiro utilizado para o sorteio do dia da mulher .................................... 25

    Figura 16- Foto de grupo tirada no jantar do dia da mulher ........................................... 26

    Figura 17- Cartaz referente promoo de Maro ......................................................... 27

    Figura 18- Demonstrao da coreografia de step ........................................................... 28

    Figura 19- Demonstrao da coreografia de jump.......................................................... 28

    Figura 21- Foto de grupo tirada no dia da demonstrao ............................................... 29

    Figura 20- Demonstrao da coreografia de cycling ...................................................... 29

    file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431021file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431022file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431023file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431025file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431026file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431027file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431028file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431029file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431030file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431031file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431032file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431033file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431034file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431035file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431036file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431037file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431038file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431039file:///C:/Users/Andreia%20F/Desktop/ANDREIA%20SOFIA%20MARTINS%20FERREIRA%20-%20Cpia.docx%23_Toc362431040
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    IX

    ndice de Tabelas

    Tabela 1- Diferentes tipos de intensidade em funo da percentagem da frequncia de

    reserva (%FCreserva), da percentagem da frequncia cardaca mxima (% FCmx), da

    medida de equivalente metablicos (MET) e respetivos exemplos. (adaptado de

    Barata,2005) ..................................................................................................................... 7

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    X

    Lista de Abreviaturas

    ESECD- Escola Superior de Educao, Comunicao e Desporto

    IPG- Instituto Politcnico da Guarda

    FC- Frequncia cardaca

    RM- Repetio mxima

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    1

    Introduo

    Com a prpria evoluo da sociedade, o ser humano foi desenvolvendo

    comportamentos e preocupaes que visam melhorar as suas condies de vida ou que

    lhe garantam uma sobrevivncia digna e mais saudvel. As academias, health clubs ou

    ginsios tm sido alvo preferencial de todos aqueles que manifestam esta vontade de

    investir no seu bem-estar ou que, por indicao mdica, so impelidos a dedicar mais

    tempo ao exerccio corporal.

    Por ter as melhores referncias do ginsio Benasol situado na freguesia de

    Benavente, a escolha do local de estgio foi de minha autoria que, aps averiguadas as

    condies legais para a realizao do estgio curricular, foi aceite.

    Durante as 38 semanas de estgio, a instituio acolhedora fez com que os meus

    conhecimentos adquiridos durante o curso de Desporto fossem mais aprofundados,

    principalmente na rea do fitness, dando mais enfase s aulas de cycling e jump. Foi

    principalmente nestas duas modalidades que eu mais trabalhei, tendo, inclusive, a

    oportunidade de planear e leciona-las de forma autnoma.

    Com a minha preparao ao longo do ano, foram sendo propostos vrios

    objetivos por parte do meu orientador de estgio, Dr. Hugo Santos, aumentando o grau

    de dificuldade Estes objetivos fazem parte do plano de estgio que se encontra em

    anexo I.

    Relativamente estrutura do presente relatrio optei por dividi-lo em 4 partes:

    A Parte I - ser a reviso bibliogrfica, onde fundamento todas as minhas

    opes na rea da prescrio do exerccio e em particular na preparao das aulas de

    cycling, segundo vrios autores.

    A Parte II- refere-se contextualizao da entidade acolhedora. Para iniciar esta

    parte feito uma caracterizao da entidade de estgio (ginsio Benasol), incluindo os

    seus recursos materiais, recursos humanos e organizao interna, a sua misso e

    populao alvo. De seguida feito uma contextualizao da regio envolvente.

    A Parte III refere-se s atividades planeadas e efetivamente desenvolvidas.

    Comeo por identificar as atividades e respetivos objetivos gerais e especficos

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    2

    planeados no incio do ano letivo, seguindo-se a descrio das atividades desenvolvidas

    ao longo do estgio.

    A Parte IV - apresenta a reflexo final, onde se discute as atividades e os objetivos

    inicialmente definidos (apresentados na Parte III) e se foram implementados e

    alcanados com xito ou no.

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    3

    arte I

    Reviso Bibliogrfica

    P

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    4

    1-Reviso Bibliogrfica

    A pesquisa bibliogrfica realizada centrou-se numa fundamentao cientfica e tcnica

    para as atividades desenvolvidas ao longo do estgio, nomeadamente: os benefcios da

    atividade fsica, a obesidade e o exerccio fsico, o treino aerbio e a modalidade de

    cycling

    1.1- Benefcios da atividade fsica para a sade

    A atividade fsica toda a atividade muscular ou motora, assim sendo tudo aquilo

    que implica movimento, fora ou manuteno da postura (Barata,2005). De acordo com

    o mesmo autor, a atividade fsica pode ser dividida em dois grupos: (i) atividade fsica

    espontnea, informal e no estruturada; (ii) atividade fsica programada, formal e

    estruturada. Atividade espontnea aquela que se integra na sua vida diria e dela faz

    parte, quer porque se precisa, quer porque se gosta (Barata, 2005, p:25-26). Desta

    atividade fazem parte os exerccios do nosso dia-a-dia como levar o co a passear, levar

    os filhos escola. Este tipo de atividade tem uma intensidade ligeira, no entanto, traz

    muitos benefcios para a sade. J a atividade programada para o mesmo autor,

    obedece a um esquema prvio, tem objetivos, tem regras de intensidade e de

    progresso, tem tempos das sesses definido, etc. Este tipo de atividades engloba

    marchas com ritmo acelerado, atividades de ginsio e treino desportivo.

    Bouchard et al. ( 1994 cit. por Batista 2010) , defendem que a diviso de atividade

    fsica pode tambm ser feita de outra forma : a aptido fsica associada performance

    desportiva motora e a aptido fsica associada sade.

    Associado sade neste sentido que Silva (2000) afirma que estilos de vida ativos

    funcionam no s como meio de preveno de um conjunto de fatores de risco

    associados ao sedentarismo, bem como para proporcionar o aumento da qualidade de

    vida dos indivduos. Para Barata (2005), o sedentarismo um fator de risco de muita

    importncia para as doenas cardiovasculares bem como para obesidade, diabetes e em

    menor grau para muitas situaes como osteoporose, certos cancros, etc. Segundo o

    mesmo autor, a sade cardiovascular que mais beneficia com a prtica de atividade

    fsica regular.

    Santos (2006) vem afirmar que o treino aerbio uma boa ferramenta para

    modificar esses fatores de risco, como se verifica na figura 1. A modificao dos hbitos

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    5

    de vida, entre eles a nutrio e a prtica de exerccio fsico regular, pode levar

    diminuio dos riscos de doenas cardiovasculares.

    Figura 1- Benefcios desejveis advindos do treino aerbio (adaptado de Santos, 2006)

    Apoiados na sade e na preocupao com a esttica, segundo Castro (1998), a

    prtica do culto do corpo coloca-se hoje como preocupao geral, que atravessa todas os

    setores, classes sociais e faixas etrias. Com o surgimento de health clubs a

    possibilidade de desenhar o seu prprio corpo o mais prximo possvel de um padro

    de beleza que estabelecido globalmente est cada vez mais prximo passando assim as

    prticas fsicas a ser mais regulares e quotidianas.

    Alpuim e Carvalho (2011) demonstraram interesse em saber qual a razo que

    levava os utentes a frequentarem os ginsios tendo como resultados a preocupao com

    a sade aliado ao culto do corpo, sendo as modalidades mais requisitadas o treino

    cardiovascular, seguida da musculao e depois as aulas de grupo.

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    6

    1.2-Obesidade e exerccio fsico

    Na busca pelo emagrecimento, a primeira atitude tomada uma modificao de

    hbitos alimentares, iniciando um programa de exerccios fsicos orientados. O objetivo

    gerar um balano calrico negativo, promovendo um consumo de calorias superior

    quantidade ingerida. Este balano calrico negativo pode ser conseguido atravs de

    atividades fsicas diversas (Tavares et al., 2011).

    1.2.1-Treino aerbio

    O treino cardiovascular segundo, Silva (2000), designado por cardiofitness ou

    crdio, tem como objetivos fundamentais a melhoria da funo cardiovascular e a

    reduo dos nveis de massa gorda, a que se associa ao esteretipo corporal "elegante".

    Este tipo de treino realizado em aparelhos designados por ergmetros (Barata,2005).

    O cardiofitness categoria de exerccios fsico promovido dentro de salas de

    exerccio - procura imitar as atividades aerbias de exterior recomendando vrios

    ergmetros indoor. A palavra ergmetro significa medidor de trabalho. Os mais

    conhecidos so:

    (i) a passadeira- a corrida num tapete rolante origina menos impactos articulares

    do que o alcatro, nas pedras ou cimento que se encontram na rua. A

    passadeira permite consumos calricos muito elevados, mesmo para quem

    no pode correr, possibilitando a marcha em corrida ascendente; (ii) os ciclo-

    ergmetros ou ergmetros de bicicleta so os ergmetros onde se gasta

    menos calorias; (iii) os remos ergmetros ou ergmetros de remo, onde

    tambm se gastam muitas calorias. (iv) os ergmetros de ski; (v) o step

    (significa degrau).

    Para (Tavares et al, 2011) o controlo de frequncia cardaca (FC) um bom

    indicador de intensidade. Para Silva (2000), existem outros indicadores que tm sido

    utilizados para caracterizar a intensidade do esforo como o consumo de oxignio

    (VO2), a perceo subjetiva de esforo com recurso escala de Borg (1982), a FC, a

    concentrao de cido lctico e o dispndio energtico.

    Segundo ACSM (1995) devem ser tomados em considerao os conjuntos de

    variveis de treino que se encontram especificados na figura 2:

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    7

    Segundo Barata (2005), existem diferentes tipos de intensidade em funo da

    frequncia cardaca como se pode ver na tabela 1. Dependendo do objetivo de cada

    cliente deve ser adaptado ento o nvel de intensidade.

    Tabela 1- Diferentes tipos de intensidade em funo da percentagem da frequncia de reserva

    (%FCreserva), da percentagem da frequncia cardaca mxima (% FCmx), da medida de

    equivalente metablicos (MET) e respetivos exemplos. (adaptado de Barata,2005)

    Intensidade % da Reserva % da FC Mx. METs Exemplos

    Muito Leve 20% 35% 4 -Atividades

    domesticas Leve 20%-39% 35%-54%

    Moderado 40%-59% 55%-69% 4 a 6 Marcha rpida

    Intenso 60%-84% 70%-89% 6 a 8 Os vrios

    desportos Muito Intenso 85% 90% 8

    Mximo 100% 100%

    Figura 2- Condicionantes do treino aerbio adaptado de ACSM (2005)

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    8

    1.2.2-O cycling

    As vrias modalidades oferecidas para proporcionar gasto calrico em busca do

    emagrecimento destaca-se o cycling , uma vez que este mtodo estrutura as aulas pela

    frequncia cardaca, variando entre estmulos aerbios e anaerbios, intervalados e

    contnuos. Esta variao de intensidades, visa a utilizao de vias metablicas,

    agregando maiores benefcios para quebra da homeostase dentro de uma periodizao

    das aulas. (Tavares et al, 2011).

    Segundo o mesmo autor, o cycling foi inventado por Johnny G, um ciclista que

    ambicionava atravessar a Amrica em oito dias. Isso exigia um treino dirio e eficaz. No

    entanto, nem sempre as situaes climatricas favoreciam a prtica. Foi ento que

    inventou uma bicicleta ergomtrica e um mtodo capaz de simular todas as dificuldades

    da sua aventura

    uma atividade de grupo realizada em ginsios, praticada numa bicicleta

    estacionria que simula situaes como subidas e descidas. acompanhada por msica

    ritmada, que serve como suporte da realizao da aula, bem como um fator de

    motivao. Os alunos so orientados por um instrutor, no entanto cada um gere a sua

    prpria intensidade ajustando a resistncia da bicicleta. A carga no o nico fator de

    intensidade, existe tambm a velocidade que o aluno pedala que pode condicionar a

    resistncia (Macieira, 2009).

    Deschamps, e Filho (2005) mostram que os motivos que levam homens e

    mulheres a praticar o cycling so o prazer na atividade fsica, procurar melhorar a

    esttica e querer melhorar a qualidade de vida, sendo estes motivos comuns entre os

    gneros. Sendo a socializao um motivo para os homens e realizao pessoal para as

    mulheres. Em relao aos benefcios psicolgicos que os indivduos apontam ao

    praticarem o cycling so maior autoestima em funo de alteraes do peso e apetite,

    sensao de bem-estar fsico, disposio para as atividades dirias, alvio da tenso e

    descontrao.

    Segundo Macieira (2009), o objetivo principal desta modalidade o aumento da

    resistncia aerbia e de todos os benefcios que da advm em termos de sade e da

    fora muscular inferior. Macieira refere ainda que as leses da modalidade em causa,

    normalmente so resultantes do mau ajustamento da bicicleta ou da adoo de posturas

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    9

    incorretas, originando possveis leses principalmente ao nvel do joelho e da zona

    lombar.

    Em Portugal, tem-se verificado um aumento significativo de adeptos desta

    modalidade. Fatores como a facilidade na organizao dos horrios, a maior visibilidade

    nos resultados obtidos a nvel da condio fsica e da esttica corporal, juntamente com

    a ateno individualizada que proporcionada, podem ter contribudo favoravelmente

    para este processo (Rodrigues, 2001 cit. por Batista).

    Para Tavares et. al. (2011) o cycling corresponde s diversas opes

    apresentadas para o controlo do peso corporal (emagrecimento), pois todas as aulas so

    planeadas a partir da FC mnima e mxima, com objetivos pr-determinados para cada

    modelo de aula. Antes de iniciar uma aula de cycling o aluno deve fazer alguns ajustes.

    A altura do banco ideal a que permite uma flexo de joelho de 25 a 30 graus quando o

    pedal est no nvel mais baixo. Para medir basta ficar em p ao lado da bicicleta. A

    cabea do fmur dever ficar na altura do banco. Quanto ao ajuste horizontal do banco,

    deve-se colocar o antebrao do banco para o volante.

    As aulas de cycling tm quatro fases: 1) aquecimento para elevao da

    temperatura corporal; 2) intervalos sequenciados com recuperaes ativas para

    condicionar os sistemas energticos e aumentar a resistncia e a fora muscular; 3)

    recuperaes ativas e alteraes posturais entre as msicas assegurando a manuteno

    de um trabalho alcanvel e efetivo. 4) retorno calma, que consiste em alongar os

    principais msculos utilizados durante a aula, encima ou fora da bicicleta (Machado et.

    al. 2010).

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    10

    arte II

    Caracterizao da entidade acolhedora

    P

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    11

    2- Caracterizao geral da organizao

    O ginsio Benasol situa se na Urbanizao Portas do Sol, Lote 7, R/C direito,

    freguesia e concelho de Benavente, distrito de Santarm. Na figura em baixo

    apresentada pela seta vermelha visvel a localizao do ginsio. No ponto 3 mais a

    frente ser feita uma caracterizao da localizao do ginsio.

    O ginsio Benasol abriu portas em 2005, com metade da rea que hoje

    conhecida pelos clientes. No entanto nestes 8 anos, existiram adaptaes e ampliao do

    espao como se poder ver mais a frente.

    O ginsio ainda recente, no entanto j marca presena forte na rea do fitness em

    Benavente. um centro de condio fsica e lazer , com objetivo de proporcionar aos

    seus clientes, um servio completo ao nvel da prtica de exerccio fsico sem descurar a

    sade. A misso do ginsio Benasol ir ao encontro dos objetivos de cada cliente,

    atravs de um acompanhamento personalizado das suas sesses de treino.

    Com o profissionalismo e competncia dos instrutores que trabalham no ginsio,

    espera-se que estes possam ajudar os clientes, aconselhando-os nas mais diversas

    situaes.

    Figura 3- Localizao do ginsio

    Benasol In Google Maps

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    12

    Um professor de

    educao fsica

    Um auxiliar de limpeza

    Um tcnico de fitness

    2.1- Recursos humanos

    A equipa do Benasol composta por recursos humanos que se encontra descrito na

    figura 4.

    Na figura 5 apresentada de forma esquemtica verifica-se a direo do ginsio e as

    respetivas funes:

    Figura 5- Direo do ginsio e respetivas funes

    Carminda Santos

    Diretora tcnica ;

    Gesto do ginsio;

    Gesto dos recursos humanos;

    Dr.Hugo Santos

    Diretor tcnico;

    Professor de educao fsica;

    Sala de exercicio;

    Dr. Raquel Luis

    Licenciada em condio fisica e sade;

    Sala de exercicio;

    Receo;

    Aulas de grupo

    Carlos Santos

    Sem formao superior, apenas

    pesenas em workshops.

    Receo;

    Estagiria 2012/2013

    -Finalista do curso de

    Desporto;

    Sala de exercicio;

    Aulas de grupo;

    Figura 4- Recursos humanos do ginsio

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    13

    0

    50

    100

    150

    200

    N

    de

    pra

    tica

    nte

    s

    Meses do ano 2012

    2.2- Praticantes do ginsio

    A figura 6 representa o nmero de clientes inscritos por ms referente ao ano

    2012. de referir que os clientes no so sujeitos a nenhum contrato, ou seja, os

    inscritos num ms podem no ser os mesmos no ms seguinte.

    A mdia anual de clientes de 115 (informao fornecida pelo diretor tcnico). Para

    melhor entender os direitos e deveres dos clientes aos se inscreverem no ginsio, est

    disponvel o quadro normativo em anexo II.

    Atravs de uma anlise da figura 6 verifica-se que os meses que tem mais

    clientes inscritos so o ms de Maio e Junho, pelo contrrio, os meses que tem menos

    inscritos so os meses de Agosto e Dezembro.

    2.3- Instalaes e recursos materiais

    O Ginsio apresenta uma rea total de 238 m2 e possui as seguintes divises:

    Receo

    2 salas de aulas de grupo

    Sala de cardiofitness e musculao

    Bar na recepo

    Sala de estar (figura 7)

    Gabinete de avaliaes

    Expositor de produtos

    2 Balnerios com cacifos individuais

    Figura 6- Nmero de praticantes inscritos ao longo do ano 2012

    Figura 7- Sala de estar do ginsio

    Benasol

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    14

    A sala de exerccio composta por vrias mquinas de musculao e de cardio

    permitindo uma prtica variada. A descrio pormenorizada dos materiais encontra-se

    em anexo III.

    2.4-Plano de atividades

    No ginsio Benasol existem vrias aulas de grupo disponveis para os clientes. No

    organigrama seguinte possvel visualizar as aulas existentes:

    Cycling

    Jump

    Yoga

    Pilates

    Step

    Pump

    Localizada

    2.5- Caracterizao da regio envolvente

    2.5.1- rea geogrfica e habitantes

    Para melhor conhecermos o distrito de Santarm e o concelho de Benavente, o ponto

    que se segue refere-se caracterizao da regio.

    Situada na periferia imediata da rea

    Metropolitana de Lisboa e nos eixos de ligao aos

    plos de Lisboa, Setbal e vora, o concelho de

    Benavente situa-se na margem esquerda do Tejo, entre

    este rio e o Alentejo, integrando em termos mais

    vastos, a sub-regio da Lezria do Tejo. ainda

    percorrido pelas zonas ribeirinhas do Sorraia e

    Almansor. Fonte: Relatrio Final da Carta Educativa

    do concelho de Benavente (2005)

    Figura 8- Localizao de

    Benavente e seu concelho Fonte:

    http://censos.ine.pt

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    15

    Ao longo da segunda metade do sculo XX o concelho de Benavente viu os seus

    quantitativos populacionais aumentarem consideravelmente, tendo mesmo duplicado

    os seus valores entre 1950 e 2001 (passou de 11.726 para 23.257 habitantes). Por

    conseguinte, o seu peso demogrfico na sub- regio da Lezria do Tejo aumentou

    bastante, passando de 5,3% em 1950 para 9,7% em 2001

    A freguesia de Benavente propriamente dita tem 129,33 km quadrados de rea e 8 311

    habitantes (2001). A densidade populacional desta freguesia de 64,3 habitantes/km

    quadrado.

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    16

    arte III

    Atividades de estgio

    P

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    17

    3- Atividades de estgio

    Esta parte constituda por duas seces centrais: o ponto 3.1 onde

    apresentado o plano de estgio previsto, que inclui atividades inicialmente traadas e

    respetivos objetivos gerais e especficos a alcanar; o ponto 3.2 apresenta as atividades

    desenvolvidas durante o estgio, fazendo referencia ao cumprimento ou no do plano

    inicialmente definido.

    3.1- Plano de estgio

    No incio do estgio foram elaborados objetivos de forma a assegurar o empenho

    e trabalho para uma finalidade. Para elaborar os objetivos gerais tive em conta aquilo

    que pretendia com o meu trabalho na instituio de uma forma mais ampla e vasta. J

    para os especficos, so apresentados de forma mais pormenorizada aquilo que se

    pretende alcanar durante o estgio.

    3.1.2- Objetivos gerais

    Promover a articulao entre os conhecimentos que obtivemos nas diversas

    unidades curriculares;

    Aplicar e explorar de forma ativa e autnoma competncias ao nvel do

    planeamento e interveno pedaggica;

    Aplicar competncias ao nvel da avaliao da condio fsica e prescrio de

    exerccio;

    Desenvolver habilidades, hbitos e atitudes pertinentes e necessrias para

    aquisio das competncias profissionais;

    Realizar promoo da atividade fsica dentro ou fora da entidade acolhedora

    Criar bom ambiente bem como relaes interpessoais;

    Promover e divulgar atividades desenvolvidas no estgio;

    Ser entusiasta e dar feedbacks motivadores;

    3.1.3- Objetivos especficos.

    Avaliar de forma autnoma as diversas componentes da aptido fsica dos

    clientes;

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    18

    Organizar eventos para promover a entidade acolhedora;

    Introduzir uma nova modalidade no ginsio como por exemplo Muhay Thai (arte

    marcial);

    Realizar placares motivadores para aplicar nas paredes do ginsio;

    Ter autonomia para planear e orientar aulas de grupo;

    Melhorar os protocolos da condio fsica dos novos clientes j implementados

    no ginsio;

    3.2.- Atividades desenvolvidas

    3.2.1- Anlise SWOT

    No incio do estgio foi por mim feito uma anlise SWOT para compreender no

    s as foras mas sobretudo as fraquezas do ginsio e assim enquanto estagiria poder

    melhorar estes pontos fracos e realar ainda mais os pontos fortes.

    Esta anlise um instrumento importante para o desenvolvimento do plano

    estratgico, pois a deteco de pontos fortes e fracos ao nvel da componente interna e

    externa do ginsio, bem como o estudo da envolvente externa levam a que sejam

    indicadas eventuais ameaas ou potencialidades, que permitem melhorar o

    produto/servio deste (Neto, E 2011). Assim, foram identificados os seguintes pontos

    fortes e fracos.

    Pontos fortes:

    Profissionais licenciados e com experincia;

    Empatia por parte da equipa;

    Competncia, disponibilidade em ajudar os clientes quando lhe solicitado;

    Espao agradvel e com ambiente familiar;

    Sala prpria de avaliao da condio fsica, com os materiais mais

    importantes;

    Multiplicidade de mquinas na sala de exerccio;

    Aulas realizadas com um nmero reduzido de alunos, o que permite uma

    maior ateno por parte do professor para os erros, bem como necessidades

    de cada cliente.

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    19

    Pontos fracos:

    Pgina de internet desatualizada;

    Poucos eventos que marquem a presena do ginsio na sociedade;

    Inexistncia de uma ficha de avaliao da aptido fsica do cliente;

    Poucas oferta de aulas de grupo para populaes especiais;

    Aps a anlise das foras e fraquezas do Benasol, elaborei algumas sugestes e

    apresentei-as ao meu orientador (Dr.Hugo Santos):

    Atualizar as avaliaes e reavaliaes da condio fsica do cliente, para que

    possamos observar as diferenas, se as houver (visto que as fichas dos clientes

    se encontravam desatualizadas quando iniciei o estgio);

    Desenvolver atividades em locais pblicos que possam dar visibilidade ao

    ginsio;

    Realizar eventos em datas com relevncia, por exemplo Natal.

    Apostar na formao dos profissionais do ginsio, para que possam estar a par

    das novidades na rea do exerccio e sade - Realizar formaes que deem

    visibilidade ao ginsio e lucro.

    Aproveitar o espao disponvel no ginsio, e com isso abrir novas aulas por

    exemplo body combat.

    Aliar outros servios ao ginsio, por exemplo, aulas de preparao para o parto,

    aulas para crianas, com isso poderamos vir a ter um novo segmento alvo no

    ginsio, e com isso o Benasol ficaria a ganhar novos clientes, maior taxa de

    fidelizao e satisfao destes, por parte de novos servios prestados.

    Atualizar o site do Benasol, em contedo e esttica visto que se encontra

    desatualizado.

    3.2.2 Atividades regulares desenvolvidas no ginsio

    Como j dito anteriormente, o estgio teve durao de 38 semanas, cerca de 10 a

    12 horas semanais, o horrio semanal e anual encontra-se em anexo IV.

    Quando iniciei o estgio as minhas funes eram reduzidas, limitava-me a

    assistir s aulas de grupo e a acompanhar os clientes na sala de exerccio com a ajuda da

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    20

    professora Raquel Lus e do professor Hugo. Esta situao

    prolongou-se durante sete semanas.

    Como futura profissional, achava que o facto de apenas

    assistir s aulas era pouco, querendo sempre fazer mais. No

    entanto, logo percebi que observar era muito importante, pois

    obrigava a execuo de planos de observao. Ao elaborar estes

    planos (encontram-se em anexo V relatrios de observao das

    aulas de GAP, cycling e jump), solicitava ao conhecimento no s dos nomes tcnicos

    dos exerccios mas tambm da prpria essncia da modalidade. Aprendi muitos

    exerccios novos de forma a no criar a aula demasiado montona. Depois da

    observao havia sempre um perodo de discusso com o professor que planeou a aula,

    tendo-se demonstrado profcua para ambas as partes, mas particularmente para mim.

    3.2.2.1- Aulas de cycling

    Depois de ter passado as sete semanas de observao, foi

    proposto pelo meu orientador dar o aquecimento da aula de

    cycling. Instalou-se o pnico mas ao mesmo tempo foi uma boa

    notcia, pois finalmente podia estar a liderar uma aula nem que

    fosse apenas por cinco minutos. A sensao foi boa e a parte inicial foi produtiva.

    Depois do aquecimento foi novamente proposto pelo professor Hugo comear a

    orientar as aulas de cycling s sextas-feiras pelas 19:30m (encontra-se em anexo VI um

    exemplar de um plano de aula). Fiquei muito contente uma vez que me ia permitir

    ganhar mais experincia. Orientei aulas de cycling (figura 9) durante 30 semanas e para

    as planear tinha em conta as trs fases da aula:

    Parte Inicial a primeira fase da aula tendo como durao de 5 a 10 minutos

    (cerca de 50% da intensidade da fase fundamental). Esta fase tem como objetivo

    aumentar a temperatura corporal, aumentar o fluxo sanguneo para os msculos

    cardaco e esqueltico e tambm reduzir o risco de leses musculares.

    A parte fundamental- a segunda fase da aula, devem ser feitos exerccios

    aerbios e tem uma durao de 30 a 35minutos dependendo da intensidade e objetivos

    da aula.

    Figura 9- Eu a

    direcionar uma aula

    de cycling

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    21

    Retorno calma- a ltima fase da aula e devem ser realizados uma srie de

    alongamentos dos principais grupos musculares trabalhados na parte fundamental, com

    o objetivo de aliviar possveis tenses musculares sofridas durante a aula

    3.2.2.2- Sala de exerccio

    Quanto sala de exerccio, as sete semanas de observao tambm me ajudaram

    a lidar com as mais variadas situaes. J tinha mais autonomia para prescrever

    exerccio aos clientes e aconselha-los da melhor maneira.

    Quanto s sesses de treino de fora estas tambm foram divididas em trs

    partes:

    Parte inicial- a primeira fase pretende aumentar a temperatura corporal e

    preparar o organismo para a atividade que se vai realizar na segunda fase.

    Parte fundamental- Esta fase tem de ir ao encontro com os objetivos do cliente.

    Portanto, as variveis de treino (tipo e ordem dos exerccios, intensidade, intervalos de

    repouso, frequncia semanal, nmero de repeties e sries).

    Retorno calma- Devem ser realizados uma srie de alongamentos dos principais

    grupos trabalhados na parte fundamental, com o objetivo de reduzir potencias

    tenses musculares sofridas durante a aula.

    Aprendi a fazer uma diviso dos clientes

    por nveis, isto , iniciado, intermdio e

    avanado. Para qualquer tipo de praticantes,

    deve-se selecionar as variveis de treino mais

    adequadas s necessidades e objetivos dos

    clientes. Por exemplo, quando se trata de

    hipertrofia, em caso de clientes j avanados,

    como objetivo primrio do treino, o nmero de

    repeties a efetuar por srie dever ser de 6 a

    12 repeties mximas (RM)

    (preferencialmente 8 a 10 RM). Segundo (Bompa,2000 cit. Hansen 2002) exerccios

    com cargas mais elevadas apresentam um maior aumento dos nveis de testosterona

    (importante hormona no processo de crescimento muscular)

    Outra importante considerao ser o tempo de repouso entre sries.

    Figura 10- Cliente a executar trabalho

    de hipertrofia

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    22

    De acordo com o autor deve-se utilizar perodos de repouso de 1 a 2min quando

    o objetivo hipertrofia, e isto porque perodos curtos de repouso revelaram um aumento

    da libertao da hormona do crescimento.

    Ao contrrio do treino direcionado para hipertrofia, no treino de resistncia deve

    ser utilizado um maior nmero de repeties

    (15 a 20RM), diminuindo a intensidade de

    carga utilizada. Este tipo de treino visa

    melhorar a resistncia fadiga muscular.

    As caractersticas e as tcnicas de ajuda

    subjacentes aos diferentes tipos de exerccios

    tambm foi um aspeto que aprendi durante o

    estgio, e que tive oportunidade de

    implementar na sala de exerccio.

    Nas figuras 10 e 11, mostram eu ajudar um cliente a efetuar o exerccio de

    prensa de ombros com halteres e de supino respetivamente. Relativamente ordem dos

    exerccios, e numa perspetiva de treino de fora direcionadas para a sade

    recomendado partir dos exerccios poliarticulares para os mono articulares, ou seja, dos

    grandes grupos musculares como peito, costas e pernas para os pequenos grupos

    musculares como bceps, trceps e ombros. (ACSM, 2000)

    Aprendi tambm a executar treino em circuito, estes so desenvolvidos para aumentar a

    fora, ajudando simultaneamente diminuir a massa corporal.

    A formao no local de estgio, relativamente ao treino da fora foi-me

    proporcionada principalmente pelo professor Hugo, quando treinava com ele nas horas

    de menos afluncia, ensinava-me alguns pormenores como os erros mais comuns

    durante o exerccio para assim poder corrigir os clientes. Um deles a respirao, fator

    que os alunos falham muito e de extrema importncia (regra geral, expirar na fase

    concntrica do movimento, e inspirar quando se volta posio inicial - fase

    excntrica).

    Tendo j algumas bases, eu prpria procurei melhorar pesquisando e estudando

    referncias importantes na rea do treino da fora. Este facto contribuiu para melhorar

    as minhas competncias e para acompanhar os clientes com xito. Sempre que me

    surgisse uma dvida, solicitava a opinio do professor Hugo ou outro professor presente

    Figura 11- Cliente a executar

    trabalho de resistncia

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    23

    na sala de exerccio e quando chegava a casa efetuava pesquisa sobre a temtica para

    entender melhor a situao e poder aplicar em situaes seguintes.

    Apesar de ter maior preferncia pelas aulas de grupo, tentei sempre focar as

    atenes e aprender o mximo possvel em todas as modalidades que intervim,

    incluindo as atividades da sala de exerccio.

    Alguns clientes tinham uma presena assdua, o que me permitia verificar as

    suas evolues. Normalmente para a avaliao da composio corporal era utiliza a

    balana Tanita. Depois comparava com os resultados anteriores e dava um feedback ao

    cliente acerca da sua situao.

    3.2.2.3- Aulas de Jump

    J no incio do segundo semestre foi proposto pelo meu orientador dar o

    aquecimento de Jump, a ideia agradou-me e foi com muito gosto que o fiz. Os clientes

    mostraram-se satisfeitos com a minha prestao, mas senti que ainda havia muito a

    melhorar. Foi a partir da que a minha presena na aula de Jump passou a ser frequente.

    Comecei a perceber a dinmica da modalidade e mais para a frente comecei a intercalar

    com a professora Raquel. Ela dava o aquecimento e eu a parte fundamental da aula. Na

    semana seguinte, a situao era inversa (figura 12). De referir que por duas vezes

    substitui a professora uma vez que esta se encontrava ausente (encontra-se em anexo

    VII um exemplar de um plano de aula de jump)

    O mtodo de ensino que adotei nas aulas de

    jump foi-me transmitido pela professora Raquel. O

    primeiro mtodo denomina-se por adio pura e

    consiste em mostrar um passo e repetir varias vezes

    o mesmo passo, vamos introduzindo passos novos e

    relembrando os passos efetuados anteriormente de

    maneira a que os alunos possam decorar a

    coreografia. Depois de ter mostrado todos os passos,

    faz-se o produto final, este consiste na produo de

    toda a coreografia apenas com uma repetio de cada

    passo.

    Outro mtodo de ensino destas aulas denomina-se de pirmide total, consiste em ir

    mostrando os passos aos alunos e repeti-los 32 vezes que consiste em 32 tempos ou de

    Figura 12- Eu a direcionar uma

    aula de Jump

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    24

    outra maneira em 32 bpms, depois vai-se reduzindo para 16 tempos e no produto final

    reduz-se para 4 ou 8 tempos. As aulas de Jump so muito divertidas e ao mesmo tempo

    muito produtivas. Fortalecem sobretudo os membros inferiores: quadrceps, os squio

    tibiais e tambm os glteos e tricpite sural. Para alm disso, tambm bastante

    benfico para a condio cardio vascular.

    Um dos aspetos mais positivos o ginsio Benasol , de facto, o acompanhamento

    de clientes, rara a vez que algum cliente se encontra sozinho. Os instrutores esto

    sempre presentes a ajudar e a retirar possveis dvidas. Sempre que um cliente quisesse

    fazer uma sesso de abdominais depois ou antes de iniciar o treino, os instrutores esto

    disponveis a ajudar. Por exemplo, se os professores do ginsio estivessem ocupados, ia

    fazer a sesso de abdominais com os clientes. Caso tivesse ocupada noutra tarefa, ia um

    dos professores fazer os abdominais.

    Nas horas de menos afluncia encontrava-me ou a treinar ou presente na receo

    a informar possveis clientes interessados na inscrio do ginsio.

    Em relao aos objetivos inicialmente planeados e descritos acima no ponto

    4.1.2, de uma maneira geral foram cumpridos, com exceo da introduo da arte

    marcial Muhay Thai. Devido ao oramento pedido pelo mestre da arte marcial este

    objetivo no foi cumprido. Contudo, sinto-me realizada pois concretizei o objetivo que

    tanto ambicionava: ter autonomia para planear aulas de grupo.

    Para alm destas atividades, foram tambm feitas outras atividades pontuais, de

    caracter publicitrio que se encontram descritas em baixo:

    3.2.3- Atividades pontuais de carater publicitrio

    3.2.3.1- Open Day

    No sbado dia 15 Setembro, realizou-se

    o primeiro dia de estgio no ginsio Benasol em

    Benavente. Ao meio dia comeou-se por acertar

    pormenores para o Open day - consistiu num

    dia livre para quem quisesse ir ao ginsio

    praticar desporto e ao mesmo tempo fazer

    publicidade ao ginsio. Figura 13- Aula de GAP no dia do open day

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    25

    As 15:00 h foi notria a chegada de vrias

    pessoas para o Open Day, desde

    adolescentes a idosos, mulheres e homens.

    O trabalho enquanto estagiria foi receber

    as pessoas e incentiva-las a praticar um

    pouco de todas as mquinas de musculao

    e cardiofitness, bem como participar nas

    aulas de grupo.

    s 16:00h realizou-se uma aula de cycling

    (figura 13) na sala 2 juntamente com a aula

    de GAP na sala 1 (figura 14).

    Aps a aula, j se presenciavam cada vez mais pessoas no ginsio interessadas em

    participar nesta iniciativa.

    Apesar de algum nervosismo da minha parte devido ao primeiro dia de interao,

    penso que consegui alcanar os objetivos. Foi feito acompanhamento de clientes na sala

    de exerccio. Foi feito igualmente a avaliao corporal aos clientes. Conclui que mais de

    metade da populao apresentava um ndice massa corporal mais elevado do que o

    recomendado.

    s 18:00h realizou-se a aula de step dada pela professora Raquel. Em todas as

    aulas contamos com a presena de um dj e de um fotografo, sendo visvel a sua marca

    no canto inferior esquerdo Resende.

    3.2.3.2- Dia da mulher

    Um projeto criado e direcionado para o dia da

    mulher, dia 8 Maro, foi um sorteio onde os prmios

    estabelecidos foram uma massagem parcial e uma

    limpeza de pele.

    Para a operacionalizao do sorteio foi por mim

    personalizado um mealheiro forrado com papis

    apelativos ao dia da mulher, ilustrado na figura 15. As

    Figura 14- Aula de cycling no dia do open day

    Figura 15- Mealheiro utilizado para o

    sorteio do dia da mulher

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    26

    clientes colocaram no mesmo os seus nomes de forma a ficar registada a sua

    participao.

    O sorteio foi divulgado uma semana antes, ou seja, dia 1 de Maro de modo a que todas

    as mulheres que frequentam o ginsio tivessem conhecimento do mesmo e colocarem o

    seu nome. A adeso ao sorteio foi bastante positiva e notou-se o entusiasmo das

    clientes.

    Mas para que os prmios do sorteio fossem possveis nem tudo foi facilitado,

    nomeadamente foi complicado conseguir o patrocnio por parte do SPA de Salvaterra de

    Magos. No entanto, consegui que fizessem um desconto na compra de um tratamento o

    SPA oferecia outro tratamento no mesmo valor, ficando assim ambos os prmios por

    25.

    No prprio dia, o ginsio Benasol ofereceu uma flor a cada mulher que neste dia to

    especial decidiram ir praticar atividade fsica.

    Foi tambm organizado um jantar no dia da Mulher (figura 16) com incio s 21:30h e a

    seguir foi planeado ir at discoteca do Clube do Lago. A hora podia ter sido um pouco

    mais tarde, uma vez que acabei de dar aula de cycling s 21:15h, mas como existem

    sempre atrasos, no houve problema e a Professora Raquel j se encontrava no

    restaurante hora marcada. O sorteio foi realizado no jantar e as houve duas premiadas

    que usufruram dos seguintes prmios: Limpeza de Pele e Massagem Parcial.

    A ambas as premiadas foi-lhes entregue um cheque de oferta a utilizar no prazo de

    3 meses. A tarefa foi bem-sucedida e no houve nenhum inconveniente, correu como

    planeado e as premiadas ficaram satisfeitas pelo prmio.

    Figura 16- Foto de grupo tirada no jantar do dia da mulher

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    27

    3.2.3.3-Promoo de Maro

    Nos dias de hoje as dificuldades so inmeras, quer em termos monetrios, quer

    em temos motivacionais. So essenciais algumas estratgias para atrair clientes e o

    marketing um forte aliado para isso mesmo. Em seguimento dos contedos

    programticos da disciplina marketing desportivo, tendo em conta as polticas de

    marketing, foi por mim elaborada uma promoo, com o objetivo de atrair mais clientes

    ao ginsio, aliando a amizades na pratica desportiva e uma reduo de custo por quem o

    faa. Esta promoo consiste ento em cada cliente levar consigo trs amigos para o

    ginsio e assim ser-lhe-ia oferecida uma mensalidade livre trnsito grtis.

    Para facilitar a divulgao da promoo, foram elaborados cartazes informativos,

    sendo estes colocados no ginsio e na pgina do facebook do prprio ginsio. Optei por

    algo simples, que fosse claro a toda a populao usando as cores do ginsio de forma a

    criar alguma envolvncia (figura 17).

    A prpria promoo foi elaborada de forma a chegar a toda a populao, desde

    jovens a idosos, qualquer um poderia ter acesso a ela.

    Inicialmente o objetivo era aplicar a promoo no decorrer do ms de maro, da

    o nome da mesma remeter a isso, contudo derivada a adeso, a promoo estendeu-se

    pelos restantes meses seguintes.

    Figura 17- Cartaz referente promoo de Maro

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    28

    3.2.3.4- Demonstrao no caf New Jazz

    No dia 17 Maio pelas 13:30h decorreu uma demonstrao das vrias

    modalidades do ginsio ( Step, jump e cycling) enfrente escola Secundria de

    Benavente.

    Esta demonstrao teve como objetivo sensibilizar sobretudo os alunos,

    funcionrios e professores prtica de atividade fsica e ao mesmo tempo fazer

    publicidade ao ginsio Benasol.

    O ginsio teve parceria com o caf Nem Jazz, que nos disponibilizou o espao e

    forneceu o almoo a todos os participantes da demonstrao. tambm de referir que a

    discoteca Clube de Lago nos concedeu a mesa de som e que sem ela o som no seria to

    bem projetado.

    Foram elaborados panfletos para distribuir

    durante a demonstrao com a promoo de livre-

    trnsito 30.

    Quanto demonstrao, primeiramente foi

    iniciado o step, logo aps a sada dos alunos

    (13:30h), atividade que se pode ver na figura 18. Na

    coreografia de step participaram trs clientes do

    ginsio, juntamente com a professora Raquel Lus.

    Logo de seguida, foi iniciada uma coreografia de Jump na qual participei (figura

    19), depois desta, uma mini-aula de cycling (figura 20).

    Terminada a demonstrao, concluo que a adeso foi boa e os feedbacks foram

    timos, tanto por parte de clientes do ginsio como

    pessoas que assistiam na rua.

    Foi uma experincia muito divertida e que em

    breve gostava de repetir.

    Figura 18- Demonstrao da coreografia

    de step

    Figura 19- Demonstrao da coreografia de

    jump

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    Figura 21- Demonstrao da coreografia de

    cycling

    Figura 20- Foto de grupo tirada no dia da

    demonstrao

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    30

    arte IV

    Reflexes crticas

    P

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    31

    4- Reflexo crtica

    O desporto por

    excelncia um campo de conhecimento e de

    objetivao da vida e do homem. Alberto Carlos

    Amadio s.d.

    Estando a chegar meta final da licenciatura de Desporto e prova disso esta

    reflexo final, no sei bem como comear a descrever todas as minhas consideraes

    porque, so de fato, muitas.

    Em primeiro lugar de salientar a competncia do Instituto Politcnico da

    Guarda, Instituto este que me permitiu adquirir conhecimentos na rea do Desporto.

    Deste instituto fazem parte professores de grande qualidade que me transmitiram os

    seus conhecimentos e de certa forma me transmitiram uma educao e valores

    acadmicos.

    Estes conhecimentos foram prticos mas a grande maioria tericos, o que me

    permitiu resolver alguns problemas atravs da teoria. No entanto, da teoria para a

    prtica no assim to simples

    O curso de Desporto permitiu-me abrir portas a uma aprendizagem mais

    aprofundada na minha futura especializao o fitness.

    No entanto, na minha opinio penso que o estgio devia ser mais acompanhado

    pelo Instituto. As reunies frequentes com a professora orientadora penso que no so

    suficientes, o estagirio devia ter visitas regulares ao local do estgio.

    Fui recebida pela equipa do Benasol da melhor forma, tendo esta equipa

    investido em mim e na minha aprendizagem. Longe de mim pensar que dominava a rea

    do fitness, logo percebi que esta rea muito complexa e que realmente os

    conhecimentos que levei para o estgio eram apenas algumas ideias.

    Deparei-me com modalidades que nunca tinha experimentado como por

    exemplo o Jump. Ao incio tive dificuldade em coordenar todos os movimentos encima

    do trampolim, pior que isso era estar dentro dos tempos musicais e falar com os clientes,

    dando-lhes orientaes e feedbacks como: Joelho direito agora troca para o

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    32

    esquerdo. Perdia-me por completo na contagem dos batimentos por minuto. S a partir

    da dcima quinta semana que comecei a melhorar este aspeto.

    Fruto da minha dedicao e trabalho e tambm com a ajuda da professora

    Raquel Lus, dei por mim a planificar aulas de Jump com grande descontrao, mas o

    mais importante que isso era com divertimento. Divertia-me imenso durante estas aulas

    e sei que os alunos tambm.

    Depois o cycling, que apesar de conhecer a modalidade nunca tinha tido a

    experincia de estar perante 12 alunos a liderar uma aula, a pedalar consecutivamente

    durante 45 minutos, no entanto penso que me adaptei bastante bem.

    Em relao sala de exerccio e prescrio do mesmo, j levava algumas

    ideias para o estgio, nas aulas de condio fsica lecionadas pela professora Bernardete

    aprendi alguns aspetos importantes, mas quando nos deparamos com alguma situao

    nova surgem sempre problemas que ao longo do tempo fui conseguindo resolver sem o

    auxlio do professor Hugo.

    Em todos os minutos de estgio aprendi, claro que uns minutos mais produtivos

    que outros, nem que seja para ouvir algum cliente que por algum motivo se encontrava

    depressivo. Aprendi a ouvir e a aconselhar segundo aquilo que a professora Teresa

    Fonseca na disciplina de Psicologia do Desporto nos ensinou.

    Aprendi com o estgio a planear aulas e a orienta-las num estado de ansiedade

    constante, ao longo do tempo fui controlando esta ansiedade e as aulas iam decorrendo

    com a mxima naturalidade.

    Aprendi a controlar os problemas pessoais durante o estgio, aprendi a mostrar

    um sorriso mesmo quando no era essa a minha vontade. Aprendi a fazer parte de uma

    equipa e a trabalhar em conjunto. No ginsio Benasol ajudamo-nos uns aos outros.

    Aprendi a ter iniciativa, colaborar e ter ideias inovadoras.

    Levo experincias muito positivas deste projeto, sendo surpreendida pelo

    orientador Dr.Hugo Santos, com um estgio profissional. Nos tempos que correm sem

    dvida uma oportunidade a abraar.

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    33

    5- Referncia bibliogrfica

    ACSM American College of Sports Medicine (2000). Manual de Consulta para el

    control y la Prescripcion de exercicio. Editorial Paidotribo. Barcelona.

    Barata, T. (2005). Mexa-se pela sua sade(5ed). Lisboa, Portugal. Temas de hoje.

    Batista,D.(2010). Caracterizao da Intensidade da aula de Indoor Cycling utilizando o

    Parmetro Fisiolgico Frequncia Cardaca. Estudo comparativo entre sujeitos com

    massa gorda normal e com excesso de peso. Dissertao apresentada com vista

    obteno do grau de mestre em Cincias do Desporto, rea de especializao de

    Actividade Fsica e Sade, conforme o decreto-lei n. 216/92 de 13 de Outubro. Porto,

    Portugal

    Deschamps, S. Filho, L. (2005), Motivos e benefcios psicolgicos que levam os

    indivduos dos sexos masculino e feminino a praticarem o ciclismo indoor. R. bras. Ci e

    Mov.; 13(2): 27-32.

    Hansen, R. (2002). A Relevncia dos intervalos de repouso entre series no treinamento

    de musculao objetivando a hipertrofia muscular. Florianolis, Brasil.

    Machado,J; Nascimento,A; Santos, J; Afonso, L, Abad,C;(2010). Percepo

    subjecticva de esforo como controle de carga em aulas de ciclismo indoor. Brazilian

    Journal of Sports and Exercise Research, 2010, 1(1):42--47

    Macieira.B.(2009). Comparao da intensidade de esforo do gasto calrico em duas

    modalidades de academia: Power Pool e RPM. Dissertao de licenciatura apresentada

    Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Porto, Portugal.

    Marisa R. Alpuim & Graa S. Carvalho. (2011). Promoo da sade em health clubs,

    quem os frequenta e porqu, p. 1-18. Minho. Porto

    Neto, E (2011). Planejamento estratgico para anlise de implantao e formao de

    equipe de manuteno em uma empresa de segmento industrial. Trabalho de Concluso

    de curso apresentado a faculdade pitgoras, como requisito obteno do grau de

    especialista em MBA Gesto estratgica da manuteno, produo e negcios. So

    Joo del Rei. Brasil

    Silva, R. (2000)- Caracterizao do esforo e efeitos induzidos pela prtica de

    actividades de academia na Aptido Fsica e no Auto-Conceito Fsico. Estudo realizado

    em adultos jovens do sexo feminino praticantes de Ginstica Aerbica. Musculao e

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    34

    Cardiofitness; Dissertao apresentada s provas de Doutoramento no ramo de

    Cincias do Desporto nos termos do decreto-lei n 216/92 de 13 de Outubro; Porto.

    Portugal.

    Santos, J. (2006) O Papel do Exerccio Aerbico sobre a Funo Endotelial e sobre os

    Fatores de Risco Cardiovasculares, p. 1-7 .Paran. Brasil

    Tavares, M. Vilaa, P. Arajo, C.(2001). Emagrecimento por meio da intensidade das

    actividades desenvolvidas em aulas de cycling indoor, p. 1-20,

    Castro A. (1998) Culto ao corpo, Modernidade e Mdia. Educacin Fsica y Deportes -

    www.efdeportes.com. (acedido a 26/06/2013).

    Instituto Nacional de Estatstica consultado a 28/06/2013 disponvel em:

    http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos2011_apresentacao

    http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos2011_apresentacao
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    nexos

    A

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    nexo I

    A

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    nexo II

    A

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    nexo III

    A

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    Descrio do material na sala 1 e na sala 2

    Descrio do material na sala de exerccio

    Bicicletas- 3

    Remos-2

    Elipicas-1

    Passadeira-1

    Adutor -1

    Abdutor-

    Quadricepete-1

    Bicepe femural-1

    Prensa de pernas-1

    Abdominal-1

    Agachamento-1

    Puxador vertical-1

    Sala exerccio 1 e 2 Material/Quantidade

    Step 18

    Halteres 40

    Colches 20

    Barras Livres 20

    Bolas 10

    AC 1

    Espaldar 2

    Mini trampolins 10

    Bicicletas na sala 2 12

    Peck-deck-1

    Supino-1

    Multipower-3

    Crossover-1

    Bicepes-1

    Banco Scott-1

    Ercolina-1

    Banco de lombares-1

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    nexo IV

    A

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    Este o horrio semanal do estgio:

    Esta a calendarizao anual do estgio:

    O estgio teve inicio no dia 24 de Setembro e termino no dia 14 de Junho.

    Segunda-feira Tera- feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sbado Domingo

    Aulas no IPG Aulas no

    IPG

    Aulas no IPG Estgio:

    14:30m s

    19:30m

    Estgio:

    15:30m s

    20:30m

    - Ginsio

    encerrado

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    Dias de estgio

    Incio e trmino do estgio

    Feriado

    Frias

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    nexo V

    A

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    Plano de observao de GAP dia 11 de Outubro de 2012

    Professor: Hugo Santos Nvel: intermdio

    N de Alunos: 10 alunos Faixa Etria: varias idades

    Recursos Materiais: colcho, halteres, caneleiras, barra

    Objetivos Gerais:

    Promoo de socializao

    Promoo de um estilo de vida saudvel

    Desenvolvimento coordenativo e resistncia muscular

    Objetivos Especficos:

    Trabalho localizado com nfase nos

    membros inferiores, glteos e

    abdominal, visando a melhoria da

    resistncia geral, equilbrio, fora,

    flexibilidade e ritmo.

    AQUECIMENTO TEMPO TOTAL: 5m

    1 PARTE: Chuta 8 vezes + Joelho 8 + Flexo da coxa 8 vezes

    2 series para ambos os lados

    PARTE FUNDAMENTAL TEMPO TOTAL:

    35M

    EXERCCIO CADENCIA N SRIES MATERIAL E VARIAES INTENSIDADE

    Agachamento

    2:2 4

    1 Com barra

    1:3 4

    3:1 4

    1:1 8

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    Escola Superior de Educao, Comunicao e Desporto

    Afundo 1:1 8 1 Com barra, perna direita

    Agachamento

    2:2 4

    1

    Com barra

    1:3 4

    3:1 4

    1:1 8

    Afundo 1:1 8 1 Com barra, perna esquerda

    Sentada no colcho

    rotao lateral do tronco

    com bola

    2:2 4

    1

    1:1 8

    2:2 4

    1:1 8

    Abdominal combinado,

    posio v

    2:2 4

    1

    1:1 8

    2:2 4

    1:1 8

    Glteos- Extenso

    perna direita

    2:2 4

    1 Com caneleiras

    3:1 4

    1:3 4

    Insiste 8

    Glteos - Extenso

    perna esquerda

    2:2 4

    1 Com caneleiras

    3:1 4

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    Escola Superior de Educao, Comunicao e Desporto

    1:3 4

    Insiste 8

    Co

    2:2 d. 4

    1 Com caneleiras, antebraos no cho com

    colcho

    Insiste

    d. 8

    2:2 es. 4

    Insistes

    . 8

    1:1 8

    2:2 4

    1:1 8

    prancha 32 t

    Abdominal

    2x2 4

    1

    Crunch

    Obliquo

    3x1 4

    1x3 4

    1x1 8

    Retorno calma:

    Objetivo: Prevenir possveis leses;

    Recuperar a FC;

    Execuo: Alongamentos dos principais msculos solicitados durante a aula.

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    Plano de observao de Jump dia 19 de Outubro orientada pela professora

    Raquel:

    Aquecimento

    Objetivo-Preparar o organismo para a atividade fsica:

    32 SKI frontal + 32 ski lado esquerdo + 32 ski lado direito + 32 ski frontal:

    Parte Fundamental

    Objetivo- Trabalho localizado com nfase nos membros inferiores, glteos e

    abdominal, visando a melhoria da resistncia geral, equilbrio, fora,

    flexibilidade e ritmo.

    4 calcanhares duplo alternados + 8 calcanhares alternados single (Repete 2x)

    Introduo de passo novo: 4 joelhos duplos alternado (2 direita +2 esquerda) +

    8 joelhos alternados single (4 direita+4 esquerda)

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: 4 abdues duplas alternadas (2 direita +

    2esquerda) + 8 abdues alternadas single (4 direita+4 esquerda)

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: 4 calcanhares cruzados duplo alternados (2

    direita + 2esquerda) + 8 calcanhares cruzados alternados singles (4 direita+4

    esquerda)

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: 4 poneis duplos alternados (2 direita +

    2esquerda) + 8 poneis alternados singles

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: pendulo 8 tempos + 2 twist em 8 tempos

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: poli chinelos em 8 tempos vai virando para a

    esquerda + poli chinelos em 8 tempos vai virando para a esquerda;

    Produto final: (Repete 2x)

    Retorno a calma- Alongamentos fora do trampolim + ABS

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    nexo VI

    A

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    nexo VII

    A

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    Plano de aula de Jump dia 3 de Maio:

    Aquecimento

    Objetivo-Preparar o organismo para a atividade fsica:

    16 joelhos alternados + 16 ski lado frontal + 16 poli chinelo

    Parte Fundamental

    Objetivo- Trabalho localizado com nfase nos membros inferiores, glteos e abdominal,

    visando a melhoria da resistncia geral, equilbrio, fora, flexibilidade e ritmo.

    8 ski frontal + 8 toca com calcanhar em baixo + 8 calcanhares alternados single (Repete

    2x)

    Introduo de passo novo: 4 joelhos duplos alternado (2 direita +2 esquerda) + 8 joelhos

    alternados single (4 direita+4 esquerda)

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: vira para a esquerda em 8 tempos ski + 16 joelho direito

    e calcanhar esquerdo+ 8 pendulo alternado + vira para a direita em 8 tempos ski + 16

    joelho esquerdo e calcanhar direito + 8 pendulo alternado

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: 4 calcanhares cruzados duplo alternados (2 direita +

    2esquerda) + 8 calcanhares cruzados alternados singles (4 direita+4 esquerda)

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: 4 poneis duplos alternados (2 direita + 2esquerda) + 8

    poneis alternados singles

    Repete do incio

    Introduo de um passo novo: poli chinelos em 8 tempos vai virando para a esquerda +

    poli chinelos em 8 tempos vai virando para a esquerda;

    Produto final: (Repete 2x)

    Retorno a calma- Alongamentos fora do trampolim + ABS