Introdu§£o   histologia e t©cnicas bsicas em histologia

download Introdu§£o   histologia e t©cnicas bsicas em histologia

of 29

  • date post

    19-Jul-2015
  • Category

    Documents

  • view

    293
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Introdu§£o   histologia e t©cnicas bsicas em histologia

Introduo histologia e tcnicas bsicas em histologia de clulas, rgos e tecidosProf Luciana ArajoHISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA 1/2012 - Biomedicina

1/2012 - Biomedicina

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Histologia Conceito Parte da Cincia que estuda o tecidos e como eles se organizam para constituir os rgos. Mayer(1819)o termo histologia histos=tecido e logos=estudo

Tecidos

Constitudos por clulas e matriz extracelular (MEC) que esto intimamente correlacionados.

rgos

So quase sempre formados por uma associao precisa de vrios tecidos, com exceo do tecido nervoso que constitudo por tecido nervoso.

Tipos de tecidos fundamentais Tecido Epitelial Tecido Conjuntivo Tecido Sanguneo Tecido sseo Tecido Cartilaginoso

Tecido Muscular Tecido Nervoso1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Caractersticas principais dos quatro tipos de tecidoTecidos ClulasClulas polidricas justapostas

Matriz Extra CelularPequena quantidade

Funes PrincipaisRevestimento superfcie ou de cavidades do corpo e secreo

Epitelial

Conjuntivo

Vrios tipos de clulas fixas e migratrias

Abundante

Apoio e proteo

Muscular

Clulas alongadas contrteis

Quantidade moderada

Movimento

Nervoso

Longos prolongamentos

Nenhuma

Transmisso dos impulsos nervosos

1/2012 - Biomedicina

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Origem dos tecidos

Trs linhas germinativas do disco embrionrio: Ectoderme (pele e nervoso) Mesoderme (msculo, osso e vasos sangneos) Endoderme (trata digestivo e seus derivados)1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Tcnicas histolgicasMontagem de cortes histolgicos permanentes

Primeira etapa (Colheita do material):Animal vivo biopsia (cirrgica, endoscpica e puno). Animal morto necropsia. Fragmento espessura ideal de 4mm para boa fixao.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Segunda etapa (Fixao): Evitar deteriorizao do material (autlise). Rapidez entre colheita e fixao. Coagular e endurecer o tecido. Preservar componentes celulares e tissulares. Melhorar a diferenciao ptica dos tecidos. Facilitar a colorao. Fixao fsica (calor ou frio). Fixao qumica1. Precipita protenas (cloreto de mercrio e cido pcrico) 2. Coagulam as protenas: aldedo frmico,tetrxido de smio e o aldedo glutrico 3. Tempo de fixao 12 horas 4. Tecido sseo proceder descalcificao -ntrico, frmico, tricloactico, clordrico, pcrico, EDTA, sulfossaliclico1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Terceira etapa (Desidratao):Aplicar solues crescentes de lcool etlico (70% -80% -90% -100%). Outras substncias tambm podem ser utilizadas para a desidratao:butlico, metlico e isoproplico; a acetona; o ter; o clorofrmio; xido propileno.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Quarta etapa (Diafanizao ou clareamento): Consiste na infiltrao do tecido por um solvente da parafina que seja ao mesmo tempo desalcolizante. O xilol comumente utilizado, chamado de agente clarificador porque torna o tecido semitranslcido, quase transparente. Utilizar de 10 a 20 vezes o volume da pea. Outros agentes clareadores: toluol, clorofrmio, leo de cedro, benzol e salicilato de metila.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Quinta etapa (Incluso ou impregnao) Eliminar o xilol. Endurecer o material para que possa ser cortado. Emprega-se a parafina a uma temperatura de 56 a 60 C (parafina fundida) em estufa. Retirar da estufa a temperatura ambiente para solidificar o material. Pode-se utilizar ainda: celoidina, goma arbica, parafina plstica, polietileno glicol e parafina esterificada.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Sexta etapa (Microtomia) Corte do material em micrtomo Espessura do corte varia de 1 a 50 micrmetros (milssima parte do mm). Mais utilizada de 4 a 6 micrmetros. H vrios tipos de micrtomos: rotativo, tipoMinot, decongelao e o destinado a trabalhos de microscopia eletrnica.

1/2012 - Biomedicina

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Stima etapa (Colagem do corte a lmina) Os corte so separados com bisturi. Na superfcie de uma lmina de vidro feito um ponto de aderncia (normalmente com albumina de ovo). O corte de parafina colocado em banho-maria (gua morna) de forma que as dobras provocadas pelo corte no tecido desapaream. Aps o que o corte pescado com a lmina, preparada com albumina, na qual se adere.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Oitava etapa (Colorao)Por processos fsico-qumicos ou puramente fsicos: a ao, o carter, o grau de ao, o tempo, o nmero de corantes e a cromatizao. Cromatizao:Monocrmicas (uma cor), Bicrmicas (duas cores), tricrmicas (trs cores) Policrmicas (mais de trs cores).1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Continuao da oitava etapa Mais utilizados: Hematoxilina e Eosina (HE) . Hematoxilina corante natural (casca de pau campeche). Deve ser oxidada (hematena) e ainda um mordante (alumnio ou o ferro). A mistura cora em azul-prpura. Eosina um corante sinttico e produz uma colorao vermelha.

1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Osso esponjoso (corte longitudinal de osso plano). Tecido Conjuntivo sseo maduro (lamelar) esponjoso Luciana Araujo

Nona etapa (Montagem)Depois de corado, novamente desidratado com lcool. Meio de montagem (balsamo de Canad) e xilol. O corte recoberto por lamnula. Grande durabilidade.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Microscopia de luz As preparaes so examinadas por iluminao que atravessa o espcime. Aumento 1000 a 1500

1/2012 - Biomedicina

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Microscopia de contraste de fase Pode observar espcimes no coradas (material biolgico apresenta a mesma densidade ptica), ento o conjunto de lentes possibilita a viso de objetos quase transparentes, muito bom pra observar clulas vivas como exemplo espermatozides.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Microscopia confocal Espcimes apresentam vrios planos, evitar isso uso de focal avaliar um pequeno ponto. Pode apresentar imagem tridimensional uso de computador de alta resoluo1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Microscopia de fluorescncia Certas substncias quando irradiadas com luz de determinado comprimento de onda emite luz com comprimento de onda maior (fluorescncia). Geralmente luz ultra violeta e corantes com esta habilidade como por exemplo alaranjado de acridina (DNA verde amarelo e RNA vermelho alaranjado). Tem se tambm o isotiocianto de fluoresceina FITC) (Fig01) neurnios de camundongos (Fig02) Imagem obtida a partir de um microscpio de fluorescncia mostra o intestino delgado de um rato de laboratrio. Em azul esto os ncleos celulares, enquanto que a mancha vermelha mostra a actina, uma protena que recobre a superfcie da clulasHistologia e Embriologia - Profa Luciana AraujoFig02

Fig01

1/2012 - Biomedicina

Microscopia eletrnica Resoluo (0,1nm:3nm) Molculas 400.000 vezes Clulas e tecidos 120.000 vezes. Os cortes (40 a 90nm) Resina plstica (epxi). Navalhas de vidro ou diamante Depositados em grades de metal 3mm 1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Microscopia eletrnica de varredura Imagens pseudotridimensionais das superfcies de clulas tecidos e rgos. Feixe de eltrons reduzido focalizado sobre as superfcie do espcime percorrendo sequencialmente (varrendo). Os eltrons no atravessam o espcime. Os eltrons varrem uma delgada camada de metal que so refletidos.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Radioautografia ou autorradiografia em seces do tecido A radioautografia uma tcnica em que possvel a localizao de substncias radioativas nos tecidos, esta baseia-se no efeito das radiaes sobre as emulses fotogrficas; O espcime coberto por emulso fotogrfica que ficar sensibilizado pela radiao; local na clula onde se sintetiza um produto e os componentes qumicos que o formam; deslocamentos de um produto dentro da clula.1/2012 - Biomedicina Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Cultura de clulas e tecidos Culturas primrias e linhas celulares. Ambiente estril; Separao (mecnica; enzimtica), cultivo (Meio de cultura) em suspenso ou aderentes, manuteno (incubador).

Aplicaes: Estudos funcionais Ensaio toxicolgico Desenvolvimento de novos frmacos Citogentica (determinao do caritipo) Biologia molecular e outros.Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

1/2012 - Biomedicina

Cultura de clulas e tecidos As clulas e tecidos podem ser mantidos vivos em laboratrio cultivadas em solues meio de cultura que mimetizamos nutrientes que estariam recebendo organismo vivo.1/2012 - Biomedicina

Um corpo embriide, estgio de cultura das clulas-tronco embrionrias

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Fracionamento celular Organelas e outras estruturas, podem ser purificados e isolados. Utiliza-se a centrifugao. Separao diferentes coeficientes de sedimentao ( tamanho, forma, densidade, e viscosidade).

1/2012 - Biomedicina

Histologia e Embriologia - Profa Luciana Araujo

Histoqumica e CitoqumicaFosfatase Rim

Mtodos que identificam e localizam substncias nos tecidos e clulas Tais como: ons (Ca2+, Fe3+, ), cidos nuclicos, protenas, Polissacardeos, Lpidos etc;1/2012 - Biomedicina

Polissacardeos Intestino (clulas caliciformes e muco na parede)

Histologia e Embriologi