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  • MATRIA ESCOLAREdio 01 - Ano 2011

    Secretria municipal de educao explica o gerenciamento das

    escolas municipais em Curtiba PGINAS 6 e 7

    Trnsito intenso na rua Eduardo Esprada preocupa pais e alunos

    da regioPGINA 5

  • 2EDITOR CHEFE: William SaabPROJETO GRFICO: Daniel Moraes

    REDAO: Eriksson Denk e William SaabREVISO: Daniel Moraes

    ORIENTAO: Nilma Almeida PintoIMPRESSO:

    EXPEDIENTE

    No fcil falar de educao. No fcil debater um assunto que no existe em separado. E ele s funciona se estiver con-textualizado com esporte, segurana, econo-mia e cidadania. Comprovadamente, so nos primeiros anos da vida escolar de qualquer criana que ela define suas expectativas e anseios, por isso, to importante trazer a domnio pblico pautas que retratam essa fase da vida. Partindo deste pressuposto, levamos aos leitores a primeira edio do jornal Ma-tria Escolar. Mensalmente, uma escola de um bairro diferente ser nosso ponto de en-contro, para falarmos dos assuntos que esto inseridos no cotidiano de pais, alunos, pro-fessores e trabalhadores da regio. O cenrio desta primeira edio o Centro Educacion-al Professor Ulisses Falco Vieira, escola da rede municipal de Curitiba que fica no bairro Campo Comprido. Por diversas vezes, nossa equipe de reprteres foi escola, pesquisou, conversou e investigou com a comunidade lo-cal assuntos que preocupam, instigam e or-gulham toda a populao que, de alguma ma-neira, est ligada Falco Vieira. Ao longo das 12 pginas desse exemplar, voc vai acompanhar reportagens que re-tratam o que acompanhamos nestas semanas de convvio. Destaca-se a matria que fizemos sobre os 25 anos da Falco Vieira, uma escola

    que possui qualidades, muitas vezes, similares ou superiores s particulares. Tambm abor-damos a importncia do grupo de fanfarra e do projeto Comunidade Escola, atividades que ajudam no desenvolvimento dos alunos participantes. Divulgamos ainda uma entre-vista exclusiva com a Secretaria Municipal de Educao, Liliane Casagrande Sabbag, que nos explica como o planejamento de edu-cao da cidade de Curitiba. Por outro lado, tm espao tambm as-suntos que no so to positivos, mas, como parte do jornalismo responsvel que propo-mos fazer, precisam sem inseridos nas pginas do Matria Escolar. Questionamos o porqu de tanta violncia dos arredores da escola. A situao est to preocupante que traficantes

    da regio instauraram um toque de recolher. Outra situao delicada o risco de crianas correm ao atravessar a rua na frente da escola, pois os carros no respeitam a regio em que trafegam, de modo a registrar casos de atro-pelamentos. Esse exemplar apenas uma con-tribuio do que esperamos que seja o jornal-ismo educacional no pas. Tratar a educao de modo a eleger o que funciona e reflete em resultados para a sociedade, mas tambm que denuncia abusos e vai atrs de solues para que o ambiente escolar seja somente aquilo que ele tem por conceito: local de aprendi-zagem e desenvolvimento para todos os es-tudantes. Boa leitura.

    EDITORIAL - Centro Educacional Professor Ulisses Falco Vieira

  • 3Crianas so auxiliadas por estudante partici-pante do Projeto Comunitrio

    Um dos fatores que tornam o Centro Educacional Professor Ulisses Falco Vieira uma referncia no que diz respeito educao infatil fazer parte do projeto Comunidade Escola, da Secretaria Municipal de Educao. Integrada ao projeto desde o incio, em 2005, a escola, uma das 89 que participam, viu re-duzir os nveis de vandalismo entre os alunos. Alm do mais, os estudantes tiveram a chance de reforar matrias em que apresentavam al-guma deficincia. A diretora da escola Edylaine SOBRE-NOME coordena o projeto comunitrio des-de 2007 e s elogia a parceria com a prefei-tura, ressaltando a importncia das escolas estarem abertas ao pblico de fora aos finais de semana. excelente quando a comunida-de se insere no ambiente escolar. Pais e alunos interagem mais e sentem-se mais animados em estudar, acompanhar o aprendizado dos filhos, o que reflete no melhor desempanho da criana na escola. comemora Edylaine. Ela ainda completa: incrivelmente, mesmo com as portas abertas para todos, sem distin-o, o nmero de depredaes e vandalismo diminuiu consideralvemente. O comunidade escola divido em qua-tro nichos: Esporte e Lazer, que desenvol-ve atividades fsicas como futebol e basque-te; Gerao de renda, que ensina nos cursos ofertados a produzir artesanato; Cultura, que

    pratica oficinas de dana, teatro e violo e Educao e Cidadania, em que os presentes tem a oportunidade de aprender ou reforar matrias da escola. Thiago Henrique, 14 anos, um dos exemplos de como essa iniciativa o beneficiou. Ele, que no estuda mais na esco-la, todos os sbados, tem a oportunidade de treinar jud na Falco Vieira. Os treinos na escola o fizeram um atleta promissor, pois o jovem j tem competies marcadas para at o final do ano. muito gratificante poder fa-zer parte desse projeto. A gente aprende mui-to com, orgulha-se o jovem. Um dos grandes aliados da Comuni-dade Escola a Pontifcia Universidade Ca-tlica do Paran (PUCPR). Todos os alunos

    que passam pela instituio fazem o Projeto Comunitrio, que redireciona os alunos para atividades sociais. O estudante de engenharia florestal, Fernando Cionek, acredita que a ati-vidade proporciona um convvio social a ser valorizado. No incio fiquei meio perdido, mas depois que a gente vem mais vezes achei legal ensinar as crianas contedos que elas no sabem muito bem, diz Cionek. Patricia Schultz, que faz administrao de empresas tambm elogiou o projeto: Podemos pro-curar uma atividade que nos identificamos e trabalhar ela com os alunos. Aqui as crianas so educadas e pacientes. Gosto do projeto, finaliza a estudante que leciona ingls aos alu-nos.

    Comunidade Escola muda realidade da Ulisses Falco Vieira

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  • 4Classes lotadas e pouca presena familiar so desafios para professores Apesar do bom desempenho que o Es-cola Municipal Professor Ulisses Falco Vieira possui frente qualidade do ensino, a escola ainda precisa adaptar alguns pontos para que o aprendizado seja cada vez mais eficaz. Dois quesitos so unanimes entre professores e di-retores: preciso reduzir o nmero de alunos em salas de aula e contar mais com a partici-pao da famlia na vida escolar do aluno. A quantidade de alunos por sala de aula determinante para que o professor pos-sa conduzir e atender bem todos os alunos. Quando estamos com turmas menores, po-demos identificar a dificuldade de cada alu-no individualmente e melhorar os pontos em que ele precis de apoio. Em turmas grandes, esse trabalho se torna complicado, queixa-se a professora Luciana Malta, que leciona artes. Esse problema fica evidenciado nas escolas pblicas, em que as salas da educao infan-til comportam, em mdia, 25 alunos. Nos co-lgios particulares, esse nmero reduzido para, em mdia, 14 alunos por classe. Esse nmero reflete muito no amaducerimento de cada estudante, destaca Malta. Para a pedadagoga Cristina Holanda do Sindicatos dos Trabalhadores em Educao Pblica do Paran (APP), o nmero de alu-nos determinante para o crescimento psi-cosocial da pessoa. Pontos como cordenao motora, defict de ateno e problemas neur-

    logicos so identificados quando acompanha--se de perto o desempenho do alunos.

    PRESENA DA FAMLIA Outro ponto que os professores aten-tam quanto a participao da famlia no progresso do filho. Nas escolas pblica, o des-caso, s vezes, fica evidente no momento em que a criana chega escola. comum que alunos cheguem sujos, mal vestidos e s vezes mal cheirosos. Casos de crianas com piolhos tambm so frequentes. Muitos professores acabam sentindo nojo das crianas, mas no culpa delas; so os pais que no do o cuida-do devido para que o filho fique confortvel na escola, destaca a professora Solange Reis. Alm do cuidado esttico, o fato de muitos pais serem analfabetos os afasta de acompanhar o dia a dia dos filhos. Caso os responsveis tivessem maior relao com os estudos, a proximidade entre a famlia se-ria maior. A professora Solange ainda desta-ca que a escola est sempre aberta para que pais possam acompanhar o trabalho feito, de modo a incentivarem seus filhos. O comuni-dade escola, projeto voltado aos pais, tambm uma oportunidade de aproximar a famlia, pois nos dias do programa so realizadas ati-vidades culturais desenvolvidas e voltadas tambm para os pais, como computao, fi-naliza a professora.

    Como era: a Lei de Diretrizes e Bases dizia: ser objetivo permanente das autoridades responsveis alcanar relao adequada entre o nmero de alunos e o professor. Isso deixava a critrio da escola estabelecer o nmero de alunos por sala.

    Como : estabelece limite de alunos por professor em sala de aula nos ensinos infantil, bsico e fundamental. Foi aprovada pela Comisso de Constituio e Justia e de Cidadania da Cmara (CCJ). O projeto limita em, no mximo, 25 alunos nos cinco primeiros anos do ensino fundamental e 35 nos quatro anos finais do ensino fundamental e ensino mdio, respectivamente

    Como deveria ser para a APP: o nmero ideal de alunos por sala, na educao infantil, de 0 a 2 anos de idade, at oito alunos; e de 3 a 5 anos de idade, at 15 alunos; 1. e 2. anos do ensino fundamental, at 20 alunos; 3., 4. e 5. anos do ensino fundamental, at 25 alunos; 6., 7. e 8. e 9. anos do ensino fundamental, at 30 alunos; no ensino mdio, at 35 alunos

  • 5Moradores reinvindicam construo de uma pas-sarela elevada no local da faixa de pedestres

    Trnsito fora do horrio de pico preocupa pais e alunos da regio O grande fluxo de veculos presente na rua Eduardo Sprada, onde localiza-se o Cen-tro Educacional Professor Ulisses Falco Viei-ra tem causado preocupao a alunos, pais e professores na sada da escola. O foco do pro-blema est na velocidade com que os carros atravessam a rua fora do horrio de pico, j que nesses perodos no existe guardas para controlar o trnsito no