O Fenomeno UFO - Johannes Von Buttlar

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Eis um clássico da Ufologia. Em O Fenômeno UFO, von Buttlar discorre sobre casos bastante conhecidos, como a misteriosa morte de Morris K. Jessup, os casos Hill e Villas Boas, o avistamento de Kenneth Arnold, a farsa dos projetos Sign, Grudge e Blue Book, entre outros, cujas conclusões políticas nada tinham a ver com as evidências científicas. O autor também discute as tentativas de diferentes países — principalmente as superpotências da época, EUA e URSS — de tomar posse da tecnologia empregada pelos UFOs. Von Buttlar relata um caso muito curioso: o aparecimento de uma aeronave em forma de charuto no interior dos EUA, no final do século XIX, tripulado por seres barbudos e de estatura muito baixa, mas que falavam inglês e chegaram a conversar com habitantes das cidades por onde passaram. Pelos relatos das testemunhas, seu veículo tinha uma tecnologia superior à conhecida na época, porém inferior a que utilizamos hoje.

Transcript of O Fenomeno UFO - Johannes Von Buttlar

  • Johannes von Buttlar

    O FENMENO

    UFO

    Ttulo do original: "Das UFO-Phnomen"

    Copyright 1978 by C, Bertelsmann Verlag GmbH, Munique

    Traduo: Trude von Laschan Solstein Arneitz

    CRCULO DO LIVRO S.A. Caixa postal 7413 So Paulo, BrasilEdio integral

    Licena editorial para o Crculo do Livro por cortesia da Cia. Melhoramentos de So Paulo, Indstrias de Papel

    ndice

  • guisa de esclarecimento...........................................................................................4Antecedentes................................................................................................................5Contato mortal...........................................................................................................13Manobra de despistamento........................................................................................23As audacssimas mquinas de voar............................................................................33Brincando de esconde-esconde..................................................................................42"Gru-fo".....................................................................................................................47A ordem de captura....................................................................................................52A rede.........................................................................................................................67O contato fantstico, vivido por Antnio Villas Boas...............................................77Absolutamente autntico...........................................................................................95A fase de transio.....................................................................................................99Haveria vida inteligente na Terra?...........................................................................110Ceta Reticuli 1..........................................................................................................117Manipulao............................................................................................................124Interrogatrio...........................................................................................................138Anexo: Tomada de posio no mais alto nvel........................................................149Agradecimentos.......................................................................................................164

    "H um princpio que servede barreira contra todae qualquer informao, de provacontra todo argumentoe que jamais pode falhar, a fimde manter o homem

  • em permanente estadode ignorncia. Este princpiocondena, antes de pesquisar."

    Herbert Spencer

    guisa de esclarecimento

    Somente aps vencer pesados escrpulos e depois de srias e profundasreflexes que resolvi redigir este relato sobre os motivos que se ocultampor trs do mundialmente conhecido fenmeno dos objetos voadores noidentificados.

    evidente que estou perfeitamente cnscio de que este assuntoproporciona material explosivo para ataques e polmicas inimaginveis,visto que ele desatrela as mais discrepantes emoes. Alis, no h outrotema que suscite tantos preconceitos, suposies, dvidas, afirmaes,deturpaes e at intrigas como este dos OVNIS l.

    1 Objetos Voadores No Identificados. (N. da T.)

    No caso em foco, no h nenhum compromisso, mas apenas duasatitudes extremas a serem tomadas a do pr e a do contra.

    Existem inmeros relatos oriundos de todas as partes do globo terrestreque falam de confrontaes com objetos voadores desconhecidos. Segundouma pesquisa, por exemplo, s na Amrica nada menos que 15 milhes depessoas inclusive o prprio Presidente Jimmy Carter afirmam ter vistoos ditos OVNIS. Independentemente da maneira como o queiramos encarar,semelhante fenmeno merece ateno. E, visto que todo escritor deveria seconscientizar de que a sua misso consiste em buscar a verdade, achei porbem aceitar o desafio.

    Efetivamente, neste domnio a procura da verdade est juncada de riscose perigos e no deixa de ser uma prova de coragem e denodo, que j fez suasvtimas.

    Por sua vez, a leitura deste livro exige coragem no sentido de se criaremdisposies para um reposicionamento de nossos preconceitos.

    Antecedentes

    Na estrada que leva a Coral Gables uma pequena cidade do interior,

  • na Flrida, Estados Unidos , o carro-patrulha da polcia do condado deDade passou pela segunda vez por um veculo que ali se achava parado, demaneira descuidada.

    "Aqui tem algum problema; pare o carro!", falou o policial, desconfiado,ao seu colega ao volante.

    Quando, s 18:30 horas do dia 20 de abril de 1959, os policiais abriram aporta daquele carro, depararam com o corpo inerte e todo encolhido de umhomem. Logo constataram a causa da morte: inalao de gases quepenetraram no interior do automvel, atravs de uma mangueira ligada aocano de escapamento. Conseqentemente, as investigaes policiaisconcluram que a morte se deveu ao suicdio por ingesto de monxido decarbono. O morto foi facilmente identificado atravs dos documentos comele encontrados: "Dr. Morris K. Jessup", leu um dos policiais, "nascido a 2de maro de 1900, no Estado de Indiana".

    "Jessup? Voc disse Jessup?", exclamou o seu colega, perplexo. "Serque o Prof. Jessup? Estou pensando naquele Jessup que deu o que falar, porcausa dos OVNIS. Mas por que justamente ele teria cometido suicdio?"

    No decorrer dos anos, essa pergunta foi repetida com muita freqncia edeu ensejo s mais ridculas conjeturas e especulaes; isso porque, se osuicdio de Jessup j constitua em si um enigma, esse acontecimento erarealmente de estontear, pelos fatos que o antecederam, que se revelavamainda mais incompreensveis.

    Por que o Dr. Jessup teria procurado a morte, ele que era um astrofsicodiplomado e altamente qualificado?

    Alm de catedrtico nas universidades de Michigan e Drake, ondelecionou astronomia e matemtica, fora tambm responsvel pela instalaoe funcionamento do telescpio refrator, na frica do Sul, o maior e maispotente existente no hemisfrio meridional. Alm disso, Jessup descobriunumerosas estrelas fixas, que, entrementes, foram classificadas pelaSociedade Real de Astronomia, de Londres. Os conhecimentos dessecientista eram to vastos que at o Departamento de Agricultura dos EstadosUnidos deles se valeu, incumbindo-o da pesquisa de reservas potenciais deseringueiras na Amaznia.

    No entanto, ao avistar um disco pulsante, uma luz que haviarepentinamente surgido no cu, a vida de Jessup mudou radicalmente. Hojeem dia, j no mais possvel precisar se tal acontecimento ocorreu nafrica do Sul ou na regio amaznica. Em todo caso, essa vivncia foidecisiva para toda a sua vida, como o prprio Jessup confidenciou a umamigo, e at o levou a uma morte misteriosa, de acordo com a opinio decertas pessoas.

  • medida em que crescia em todo o mundo o nmero de relatos deaparecimento de objetos voadores no identificados, Jessup mergulhou maisprofundamente na problemtica desse desconcertante fenmeno. Dedicou-sesistematicamente aos relatos dos OVNIS, que registrou, analisou e elaborou,em sua qualidade de cientista. No tardou e ele teve a certeza de que umaporcentagem relativamente elevada desses relatos no poderia ser explicadacomo simples equvocos, embustes, logros, fantasmagorias, ou coisasquejandas. Em sua opinio, os OVNIS eram exatamente aquilo que o prprionome diz: Objetos Voadores No Identificados. E foi como logo seapresentaram a Jessup.

    No vero de 1947, o conceito Objetos Voadores No Identificados, almde inaugurar uma nova era para a humanidade estupefata, forneceu ainda umassunto explosivo para debates acalorados, que seriam travados nas dcadasseguintes.

    Estranhamente, essa nova era se iniciou com o aparecimento poucoespetacular de um OVNI e nem se sabe muito bem por que esseacontecimento levantou tanta celeuma e mereceu tamanha ateno. Talveztudo aquilo se devesse ao sugestivo nome OBJETO VOADOR NOIDENTIFICADO, que na ocasio foi lanado e que os jornalistas do mundointeiro exploraram sobejamente, pois esse nome oferecia uma definio quecorrespondia exatamente s observaes que haviam sido feitas. Finalmente,os surpreendentes e assombrosos acontecimentos chegaram a seridentificados: os OVNIS so, de fato, objetos voadores no identificados!Chamavam o fenmeno de "pires voador". Como o pires normalmente novoa sozinho, os reprteres nada arriscaram ao comentar com ironia aapario de tais objetos voadores, bastante esquisitos. Em todo caso, a siglaOVNI tornou-se a definio mais popular do aparecimento de objetosvoadores no identificados no mundo inteiro.

    Em 24 de junho de 1947, Kenneth Arnold, o autor dessa definio, falouaos reprteres:

    "Teria sido uma deslealdade para com a minha ptria, se eu tivessedeixado de anunciar esse acontecimento".

    Arnold, presidente de uma firma de extintores de incndio, em Boise,Idaho, pilotou seu prprio avio e, na tarde daquele dia 14 de junho, s 14horas, decolou do aeroporto de Chehalis, em Washington, D.C., rumando emdireo a Yakima, Washington.

    De acordo com o relato da comisso de inqurito da Fora Area, o vode Arnold atrasou uma hora, por ter participado nas buscas de um avio de

  • carga da Marinha, que deveria ter cado de uns 3 000 metros de altitude, nasimediaes ou a sudoeste do monte Rainier; aproximadamente na altura doplanalto sobre o qual se eleva o monte Rainier. Aps cerca de uma hora debuscas inteis, Arnold retomou a sua rota original, dirigindo-se para Yakima.

    "Naquele dia, as condies atmosfricas eram to boas, que o vo setornou um verdadeiro prazer", relatou Arnold. Assim, ele aj