REALIZAÇÃO DE UMA AUDITORIA COM BASE NAS...

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UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO ACADËMICO DE ELETROTÉCNICA ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA - ELETROTÉCNICA GUILHERME SMANIOTTO DE OLIVEIRA PEDRO HENRIQUE VEIGA SYDNEY PIATAN SFAIR PALAR REALIZAÇÃO DE UMA AUDITORIA COM BASE NAS DISPOSIÇÕES ESTABELECIDAS POR UM SELO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E PROPOSTA DE ADEQUAÇÕES CONSTRUTIVAS AO BLOCO D DA UTFPR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Curitiba 2013
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    28-Sep-2018
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  • UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARAN DEPARTAMENTO ACADMICO DE ELETROTCNICA

    ENGENHARIA INDUSTRIAL ELTRICA - ELETROTCNICA

    GUILHERME SMANIOTTO DE OLIVEIRA PEDRO HENRIQUE VEIGA SYDNEY

    PIATAN SFAIR PALAR

    REALIZAO DE UMA AUDITORIA COM BASE NAS DISPOSIES ESTABELECIDAS POR UM SELO DE EFICINCIA ENERGTICA E PROPOSTA DE ADEQUAES CONSTRUTIVAS AO BLOCO D DA

    UTFPR

    TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO

    Curitiba 2013

  • GUILHERME SMANIOTTO DE OLIVEIRA PEDRO HENRIQUE VEIGA SYDNEY

    PIATAN SFAIR PALAR

    REALIZAO DE UMA AUDITORIA COM BASE NAS DISPOSIES ESTABELECIDAS POR UM SELO DE EFICINCIA ENERGTICA E PROPOSTA DE ADEQUAES CONSTRUTIVAS AO BLOCO D DA

    UTFPR

    Trabalho de Concluso de Curso de Graduao, apresentado disciplina de TCC 2, do Curso Engenharia Industrial Eltrica - nfase Eletrotcnica do Departamento Acadmico de Eletrotcnica (DAELT) da Universidade Tecnolgica Federal do Paran (UTFPR) como requisito parcial para obteno do ttulo de Engenheiro Eletricista. Orientador: Prof. Msc. Gerson M. Tiepolo.

    Curitiba 2013

  • 3

    A folha de aprovao assinada encontra-se na Coordenao do Curso de Engenharia Eltrica.

    Guilherme Smaniotto de Oliveira Pedro Henrique Veiga Sydney

    Piatan Sfair Palar

    Realizao de uma auditoria com base nas disposies estabelecidas por um selo de eficincia energtica e proposta de

    adequaes construtivas ao bloco D da UTFPR Este Trabalho de Concluso de Curso de Graduao foi julgado e aprovado como requisito parcial para a obteno do Ttulo de Engenheiro Eletricista, do curso de Engenharia Industrial Eltrica - nfase Eletrotcnica (matriz 518) do Departamento Acadmico de Eletrotcnica (DAELT) da Universidade Tecnolgica Federal do Paran (UTFPR).

    Curitiba, 11 de setembro de 2013.

    ____________________________________ Prof. Emerson Rigoni, Dr.

    Coordenador de Curso Engenharia Eltrica

    ____________________________________ Profa. Annemarlen Gehrke Castagna, Ma.

    Professora responsvel pelos Trabalhos de Concluso do Curso de Engenharia Industrial Eltrica - nfase Eletrotcnica do DAELT

    ORIENTAO BANCA EXAMINADORA

    ______________________________________ Prof. Gerson Maximo Tiepolo, Me. Universidade Tecnolgica Federal do Paran Orientador

    _____________________________________ Prof. Gerson Maximo Tiepolo, Me. Universidade Tecnolgica Federal do Paran _____________________________________ Prof. Emerson Rigoni, Dr. Universidade Tecnolgica Federal do Paran _____________________________________ Prof. Paulo Srgio Walenia, Esp. Universidade Tecnolgica Federal do Paran

  • 4

    RESUMO

    OLIVEIRA, Guilherme S. de; PALAR, Piatan S; SYDNEY, Pedro H. V. Realizao de

    uma auditoria com base nas disposies estabelecidas por um selo de eficincia

    energtica e proposta de adequaes construtivas ao bloco D da UTFPR. 2013. 148

    f. Trabalho de Concluso de Curso (Graduao do Curso Superior de Engenharia

    Industrial Eltrica nfase Eletrotcnica) Departamento Acadmico de

    Eletrotcnica, Universidade Tecnolgica Federal do Paran, Curitiba, 2013.

    Este trabalho apresenta um estudo tcnico e comparativo entre os sistemas de

    certificao LEED, AQUA e PROCEL Edifica, bem como a elaborao de uma

    auditoria no bloco D da UTFPR baseada no atendimento dos pr-requisitos do selo

    PROCEL Edifica, que atravs de comparao com os outros selos, nota-se que o

    que melhor compreende as prioridades do presente estudo. Com a realizao da

    auditoria, chega-se a concluso de que as instalaes no atendem, em sua

    totalidade, aos pr-requisitos especficos abordados pelo selo PROCEL Edifica. A

    partir disso, so descriminadas aes que podem ser tomadas para que a edificao

    se adeque aos quesitos do selo, e para que haja um ganho em eficincia energtica.

    Palavras-chave: PROCEL Edifica. LEED. AQUA. Eficincia energtica. Auditoria.

  • 5

    ABSTRACT

    OLIVEIRA, Guilherme S. de; PALAR, Piatan S; SYDNEY, Pedro H. V. Conducting an

    audit under the provisions established by a seal of energy efficiency and propose

    constructive adjustments to the bloco D of UTFPR. 2013. 148 p. Trabalho de

    Concluso de Curso (Graduao do Curso Superior de Engenharia Industrial Eltrica

    nfase Eletrotcnica) Departamento Acadmico de Eletrotcnica, Universidade

    Tecnolgica Federal do Paran, Curitiba, 2013.

    This paper presents a technical and comparative study between the systems LEED,

    AQUA and PROCEL Edifica, as well as the conducting of an audit in bloco D da

    UTFPR based on meeting the prerequisites of the seal PROCEL Edifica, which by

    comparison with the other seals, can be noticed that it is the one that best

    comprehend the priorities of the present study. With the audit, is reached the

    conclusion that the facilities do not meet in their entirety, the specific prerequisites

    covered by the seal PROCEL Edifica. From this, are discriminated the actions that

    can be taken so that the building fits the requisites of the seal, and results in a gain in

    energy efficiency.

    Keywords: PROCEL Edifica. LEED. AQUA. Energy efficiency. Auditing.

  • 6

    LISTA DE FIGURAS

    Figura 1 - Categorias de Avaliao - Sistema AQUA ................................................ 29

    Figura 2 - - Exigncias para a certificao AQUA ..................................................... 43

    Figura 3 - Certificaes LEED ................................................................................... 46

    Figura 4 - Modelo da Etiqueta Nacional de Conservao de Energia (ENCE) para

    edificaes. ............................................................................................................... 55

    Figura 5 - Exemplo de diviso de zonas de controle de iluminao em um ambiente

    com mais de 250 m. ................................................................................................. 66

    Figura 6 - Exemplo de fileira de luminrias prxima a janela, com acionamento

    independente. ............................................................................................................ 67

    Figura 7 - Variveis da equao geral ....................................................................... 83

    Figura 8 - Viso geral do processo de coleta e verificao de informaes. ............. 91

    Figura 9 - Localizao do bloco D na UTFPR - Curitiba. ........................................... 93

    Figura 10 - Telhado dos blocos A, B, C e D da UTFPR. ........................................... 97

    Figura 11 - Telhado inclinado de chapas de fibrocimento com laje em concreto

    normal e cmara de ar no ventilada. ....................................................................... 98

    Figura 12 - Elemento isolado. .................................................................................. 102

    Figura 13 - Vista em perspectiva. ............................................................................ 103

    Figura 14 - Iluminao zenital no bloco D. .............................................................. 107

    Figura 15 - Layout D001, D002 e D003 ................................................................... 112

    Figura 16 - Layout D004, D005 e D006. .................................................................. 112

    Figura 17 - Layout DAELT. ...................................................................................... 114

    Figura 18 - Layout D102, D103, D104, D105 e D106 .............................................. 114

    Figura 19 - Layout CITEC. ...................................................................................... 116

    Figura 20 - Layout CTSE. ........................................................................................ 116

    Figura 21 Layout PPGTE. ....................................................................................... 118

    Figura 22 - Layout CPGEI. ...................................................................................... 118

    Figura 23 - Exemplo de no conformidade ao critrio de aproveitamento da

    iluminao natural da sala de coordenao de engenharia do DAELT. .................. 119

    Figura 24 - Exemplo de conformidade ao critrio de aproveitamento da iluminao

    natural da sala de coordenao do CPGEI. ............................................................ 119

    Figura 25 - rea do 1 andar do bloco D da UTFPR. .............................................. 121

    Figura 26 - Aparelho de ar condicionado dividido entre dois ambientes. ................ 124

    Figura 27 - Exemplo de m distribuio de luminrias. ........................................... 130

  • 7

    Figura 28 - Luminria instalada entre dois ambientes. ............................................ 131

    Figura 29 - Condensadoras sombreadas no corredor entre o bloco C e o bloco D. 133

    Figura 30 - Condensadoras no sombreadas. ........................................................ 133

    Figura 31 - Aparelho de ar condicionado do ambiente CITEC-10. .......................... 134

  • 8

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 - Limite mximo aceitvel de densidade de potncia de iluminao (DPIL)

    para o nvel de eficincia pretendido Mtodo da rea do edifcio ........................... 70

    Tabela 2 - Limite mximo aceitvel de densidade de potncia de iluminao (DPIL)

    para o nvel de eficincia pretendido - Mtodo das atividades do edifcio. ................ 72

    Tabela 3 - Eficincia mnima de condicionadores de ar para classificao nos nveis

    A e B. ........................................................................................................................ 77

    Tabela 4 - Eficincia mnima de condicionadores de ar para classificao no nvel C.

    .................................................................................................................................. 79

    Tabela 5 - Eficincia mnima de condicionadores de ar para classificao no nvel D.

    .................................................................................................................................. 80

    Tabela 6 - Equivalentes numricos para ventilao natural. ..................................... 82

    Tabela 7 - Classificao Geral .................................................................................. 84

    Tabela 8 - Espessura mnima de isolamento de tubulaes para sistemas de

    aquecimento. ........................................................................................................... 148

    Tabela 9 - Espessura mnima de isolamento de tubulaes para sistemas de

    refrigerao. ............................................................................................................ 148

  • 9

    LISTA DE SIGLAS

    ACV Anlise do Ciclo de Vida

    AHS ngulo Horizontal de Sombreamento

    AQUA Alta Qualidade Ambiental

    AVS ngulo Vertical de Sombreamento

    BEM Banco Energtico Nacional

    ENCE Etiqueta Nacional de Conservao de Energia

    EPE Empresa de Pesquisa Energtica

    EPI Equipamento de Proteo Individual

    GBCB Green Building Council Brasil

    GPS Global Positioning System

    HQE Houte Quali Environnementale

    INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade

    Industrial

    ISO International Organization for Standardization

    LACIT Laboratrio de Cincias Trmicas

    LANOE Laboratrio de Nanoestruturas

    LEED Leadership in Energy and Enviromental Design

    NBR Norma Brasileira Regulamentadora

    NR Norma Regulamentadora

    NUFER Ncleo de Prototipagem e Ferramental

    NUPES Ncleo de Pesquisa em Engenharia Simultnea

    PAFT Percentual de rea de Abertura na Fachada Total

    PBE Programa Brasileiro de Etiquetagem

    POC Percentual de Horas Ocupadas em Conforto

    PROCEL Programa Nacional de Conservao de Energia Eltrica

    QAE Qualidade Ambiental do Edifcio

    RAC-C Requisitos de Avaliao da Conformidade para o Nvel de

    Eficincia Energtica de Edifcios Comerciais, de Servios e Pblicos.

    RTQ Regulamento Tcnico de Qualidade

    RTQ-C Requisitos Tcnicos da Qualidade para o Nvel de Eficincia

    Energtica em Edifcios

    RTQ-R Regulamento Tcnico da Qualidade para o Nvel de Eficincia

    Energtica em Edificaes Residenciais

  • 10

    SGE Sistema de Gesto do Empreendimento

    USGBC U.S Green Building Council

  • 11

    LISTA DE SIMBOLOS

    Absortncia radiao solar;

    aA rea da seo A;

    bA rea da seo B;

    cA rea da seo C;

    AC rea til dos ambientes condicionados;

    Ai Elemento de vedao;

    ANC rea til dos ambientes no condicionados de permanncia prolongada,

    APT rea til dos ambientes de permanncia transitria, desde que no

    condicionados;

    AU rea til;

    COP Coeficiente de performance;

    CT Capacidade trmica;

    EqNumCA Equivalente numrico do sistema de condicionamento de ar;

    EqNumDPI Equivalente numrico do sistema de iluminao

    EqNumEnv Equivalente numrico da envoltria;

    EqNumV Equivalente numrico de ambientes no condicionados e/ou ventilados

    naturalmente;

    amassaarg Condutividade trmica da argamassa;

    cermica Condutividade trmica da cermica;

    Concreto Condutividade trmica da laje de concreto.

    toFibrocimen Condutividade trmica da telha de fibrocimento;

    Condutividade trmica do componente;

    reboco Condutividade trmica do reboco;

    amassaearg Espessura da argamassa;

    cermicae Espessura da cermica;

    Concretoe Espessura da laje de concreto;

    toFibrocimene Espessura da telha de fibrocimento;

    e Espessura do componente e;

  • 12

    rebocoe Espessura do reboco;

    tFS Fator solar para elementos translcidos;

    K Kelvin;

    m Metro;

    PN Potncia nominal do aparelho (W).

    seR Resistncia superficial externa;

    siR Resistncia superficial interna;

    arR Resistncia trmica da cmara de ar;

    tcobR Resistncia trmica da cobertura;

    aR Resistncia trmica da seo A;

    bR Resistncia trmica da seo B;

    cR Resistncia trmica da seo C;

    tR Resistncia trmica do componente;

    TcobR Resistncia trmica total da cobertura;

    tparR Resistncia trmica da parede externa;

    TparR Resistncia trmica total das paredes externas;

    Transmitncia radiao solar;

    cobU Transmitncia trmica da cobertura;

    parU Transmitncia trmica das paredes externas;

    U Transmitncia trmica do componente;

    Uedif Transmitncia trmica do edifcio;

    Ui Transmitncia trmica da superfcie associada;

    W Watt

  • 13

    LISTA DE QUADROS

    Quadro 1 - Quadro de avaliao da categoria 2.3.4.1. .............................................. 32

    Quadro 2 - Quadro de avaliao da categoria 2.3.4.2 ............................................... 34

    Quadro 3 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.1 ....................................... 38

    Quadro 4 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.1 (Continuao) ............... 39

    Quadro 5 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.2 ....................................... 40

    Quadro 6 - Sntese dos pr-requisitos da envoltria ................................................. 58

    Quadro 7 - Comparao entre os limites de transmitncia trmica para os nveis A, B,

    C e D. ........................................................................................................................ 60

    Quadro 8 - Limites de fator solar de vidros e de percentual de abertura zenital para

    coberturas. ................................................................................................................ 61

    Quadro 9 - Critrios de Avaliao dos Componentes Transparentes e Translcidos.

    .................................................................................................................................. 64

    Quadro 10 - Pr-requisitos para Cada Nvel de Eficincia. ....................................... 65

    Quadro 11 - Relao entre reas de ambientes e reas de controle independente. 66

    Quadro 12 - Percentual de Verificao do Sistema de Iluminao. .......................... 74

    Quadro 13 - Equivalente numrico para cada nvel de eficincia (EqNum) .............. 76

    Quadro 14 - Nmero de Amostras de Aparelhos de Ar Condicionado a Serem

    Analisadas. ................................................................................................................ 81

    Quadro 15 - Caractersticas Sistema AQUA e LEED ................................................ 86

    Quadro 16 - Caractersticas das Metodologias entre LEED e AQUA ........................ 87

    Quadro 17 - Comparativo entre as certificaes AQUA, LEED e PROCEL. ............. 89

    Quadro 18 - Propriedades trmicas do fibrocimento e do concreto normal. ............. 98

    Quadro 19 - Resistncia trmica de cmaras de ar no ventiladas. ......................... 99

    Quadro 20 - Resistncia trmica superficial interna e externa. ............................... 100

    Quadro 21 - Propriedades trmicas da cermica e da argamassa. ........................ 102

    Quadro 22 - Levantamento do pavimento trreo com relao a contribuio de luz

    natural. .................................................................................................................... 111

    Quadro 23 - Levantamento do primeiro andar com relao a contribuio de luz

    natural. .................................................................................................................... 113

    Quadro 24 - Levantamento do segundo andar com relao a contribuio de luz

    natural. .................................................................................................................... 115

    Quadro 25 - Levantamento do terceiro andar com relao a contribuio de luz

    natural. .................................................................................................................... 117

  • 14

    Quadro 26 - DPIL 1 andar do bloco D. ................................................................... 121

    Quadro 27 - Levantamento dos aparelhos de ar condicionado por ambiente do bloco

    D. ............................................................................................................................. 123

    Quadro 28 - Coeficiente de performance dos aparelhos que possuem a opo de

    aquecimento. ........................................................................................................... 127

    Quadro 29 - Sntese de conformidade dos pr-requisitos especficos. ................... 135

  • 15

    SUMRIO

    RESUMO..................................................................................................................... 4

    ABSTRACT ................................................................................................................. 5

    LISTA DE FIGURAS ................................................................................................... 6

    LISTA DE TABELAS ................................................................................................... 8

    LISTA DE SIGLAS ...................................................................................................... 9

    LISTA DE SIMBOLOS ............................................................................................... 11

    LISTA DE QUADROS ............................................................................................... 13

    SUMRIO.................................................................................................................. 15

    1. INTRODUO ...................................................................................................... 20

    1.1 TEMA .................................................................................................................. 20

    1.1.1 Delimitao do tema ......................................................................................... 21

    1.2 PROBLEMA E PREMISSAS ............................................................................... 21

    1.3.1 Objetivo geral ................................................................................................... 22

    1.3.2 Objetivos especficos........................................................................................ 22

    1.5 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS ............................................................ 23

    1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO ............................................................................ 24

    2 REFERENCIAL TERICO ................................................................................. 25

    2.1 EFICINCIA ENERGTICA E SUSTENTABILIDADE .................................... 25

    2.2 SISTEMAS DE AVALIAO E CERTIFICAO DE CONSTRUES ......... 26

    2.3 CERTIFICAO AQUA ................................................................................... 28

    2.3.1 Relao do Edifcio com o seu Entorno ....................................................... 30

    2.3.2 Escolha Integrada de Produtos, Sistemas e Processos Construtivos: ......... 30

    2.3.3 Canteiro de Obras com Baixo Impacto Ambiental: ....................................... 31

    2.3.4 Gesto da energia ........................................................................................ 31

    2.3.4.1 Reduo do Consumo de Energia por Meio da Concepo Arquitetnica31

    2.3.4.2 Reduo do Consumo de Energia Primria e dos Poluentes Associados 33

  • 16

    2.3.4.3 Avaliao Total da Categoria .................................................................... 35

    2.3.5 Gesto da gua ........................................................................................... 35

    2.3.6 Gesto dos Resduos de Uso e Operao do Edifcio ................................. 36

    2.3.7 Manuteno: Permanncia do Desempenho Ambiental .............................. 36

    2.3.8 Conforto Higrotrmico .................................................................................. 36

    2.3.9 Conforto Acstico ......................................................................................... 37

    2.3.10 Conforto Visual ......................................................................................... 37

    2.3.10.1 Garantia de Iluminncia Natural tima Evitando seus Inconvenientes ..... 37

    2.3.10.2 Iluminao Artificial Confortvel ................................................................ 40

    2.3.10.3 Avaliao Total da Categoria .................................................................... 41

    2.3.11 Conforto Olfativo: ...................................................................................... 41

    2.3.12 Qualidade Sanitria dos Ambientes .......................................................... 42

    2.3.13 Qualidade Sanitria do Ar ......................................................................... 42

    2.3.14 Qualidade Sanitria da gua .................................................................... 42

    2.3.15 Obteno da Certificao .......................................................................... 43

    2.4 CERTIFICAO LEED ................................................................................... 44

    2.4.1 Tipos de Certificaes LEED ....................................................................... 45

    2.4.1.1 LEED for Schools ...................................................................................... 47

    2.4.1.1.1 Preveno da Poluio na Atividade da Construo ............................. 47

    2.4.1.1.2 Avaliao Ambiental do Local ................................................................ 48

    2.4.1.1.3 Reduo do Uso da gua ...................................................................... 48

    2.4.1.1.4 Comissionamento dos Sistemas de Energia ......................................... 49

    2.4.1.1.5 Desempenho Mnimo Energtico ........................................................... 50

    2.4.1.1.6 Gesto Fundamental de Gases Refrigerantes ...................................... 50

    2.4.1.1.7 Coleta e Armazenamento de Materiais Reciclveis ............................... 51

    2.4.1.1.8 Desempenho Mnimo da Qualidade do Ar Interno ................................. 51

    2.4.1.1.9 Controle da Fumaa do Cigarro ............................................................. 52

  • 17

    2.4.1.1.10Desempenho Acstico Mnimo .................................................................. 52

    2.5 CERTIFICAO PROCEL EDIFICA ............................................................... 53

    2.5.1 Etiquetagem de Edifcios Comerciais, de Servio e Pblicos ...................... 53

    2.5.2 Pr-requisitos Gerais .................................................................................... 56

    2.5.3 Bonificaes ................................................................................................. 57

    2.5.4 Envoltria ..................................................................................................... 58

    2.5.4.1 Transmitncia Trmica.............................................................................. 59

    2.5.4.2 Cores e Absortncia da Superfcie ........................................................... 60

    2.5.4.3 Iluminao Zenital ..................................................................................... 61

    2.5.4.4 Avaliao da Envoltria ............................................................................ 62

    2.5.5 Sistema de Iluminao ................................................................................. 64

    2.5.5.1 Diviso de Circuitos .................................................................................. 65

    2.5.5.2 Contribuio da Luz Natural ...................................................................... 66

    2.5.5.3 Desligamento Automtico do Sistema de Iluminao ............................... 67

    2.5.5.3.1 Determinao do Nvel de Eficincia do Sistema de Iluminao ........... 68

    2.5.5.3.1.1 Mtodo da rea do Edifcio ................................................................ 68

    2.5.5.3.1.2 Mtodo das Atividades do Edifcio ..................................................... 71

    2.5.5.3.1.3 Avaliao do Sistema de Iluminao .................................................. 74

    2.5.6 Condicionamento de Ar ................................................................................ 74

    2.5.6.1 Proteo das Unidades Condensadoras .................................................. 75

    2.5.6.2 Isolamento Trmico para Dutos de Ar ...................................................... 75

    2.5.6.3 Condicionamento de Ar por Aquecimento Artificial ................................... 75

    2.5.6.4 Procedimento de Determinao da Eficincia .......................................... 75

    2.5.6.5 Avaliao do Sistema de Condicionamento de Ar .................................... 80

    2.5.6.6 Ambientes Naturalmente Ventilados ou no Condicionados .................... 81

    2.5.7 Clculo Para Classificao Geral do Edifcio ............................................... 82

  • 18

    2.6 COMPARATIVO ENTRE AS CERTIFICAES NO CONTEXTO BRASILEIRO

    85

    3 AUDITORIA ........................................................................................................ 90

    3.1 DEFINIES ................................................................................................... 90

    3.2 PRINCPIOS DE AUDITORIA ......................................................................... 92

    3.2.1 Integridade ................................................................................................... 92

    3.2.2 Apresentao Justa...................................................................................... 92

    3.2.3 Devido Cuidado Profissional ........................................................................ 92

    3.2.4 Confidencialidade ......................................................................................... 92

    3.2.5 Independncia .............................................................................................. 93

    3.3 AMBIENTE AUDITADO ................................................................................... 93

    3.4 AVALIAO DO BLOCO D COM BASE NOS PR-REQUISITOS GERAIS DO

    SELO PROCEL EDIFICA .......................................................................................... 95

    3.4.1 Circuitos Eltricos......................................................................................... 95

    3.4.2 Aquecimento de gua .................................................................................. 95

    3.4.3 Elevadores ................................................................................................... 95

    3.4.4 Constataes Referentes aos Pr-requisitos Gerais ................................... 96

    3.5 AVALIAO DO BLOCO D COM BASE NOS PR-REQUISITOS

    ESPECIFICOS DO SELO PROCEL EDIFICA ........................................................... 96

    3.5.1 Envoltria ..................................................................................................... 96

    3.5.1.1 Transmitncia Trmica.............................................................................. 96

    3.5.1.1.1 Transmitncia Trmica da Cobertura (Ucob) ......................................... 96

    3.5.1.1.1.1 Vero .................................................................................................. 98

    3.5.1.1.1.2 Inverno ............................................................................................. 101

    3.5.1.1.2 Transmitncia Trmica das Paredes Externas (Upar) ......................... 101

    3.5.1.2 Cores e Absortncia da Superfcie ......................................................... 106

    3.5.1.3 Iluminao Zenital ................................................................................... 106

    3.5.2 Iluminao .................................................................................................. 109

  • 19

    3.5.2.1 Diviso de Circuitos ................................................................................ 109

    3.5.2.2 Contribuio da Luz Natural .................................................................... 110

    3.5.2.3 Desligamento Automtico do Sistema de Iluminao ............................. 119

    3.5.2.4 Exemplo de Clculo da Eficincia do Sistema de Iluminao ................. 120

    3.5.3 Ar Condicionado ......................................................................................... 123

    3.5.3.1 Proteo das Unidades Condensadoras ................................................ 125

    3.5.3.2 Isolamento Trmico Para Dutos de Ar. ................................................... 125

    3.5.3.3 Condicionamento de Ar por Aquecimento Artificial ................................. 126

    4 CONSTATAES DA AUDITORIA E PROPOSTAS DE MELHORIAS ........... 128

    4.1 CONSTATAES E PROPOSTAS DE MELHORIAS DA ENVOLTRIA .... 128

    4.2 CONSTATAES E PROPOSTAS DE MELHORIA DO SISTEMA DE

    ILUMINAO .......................................................................................................... 130

    4.3 CONSTATAES E PROPOSTAS DE MELHORIA REFERENTES AO

    SISTEMA DE CONDICIONAMENTO DE AR .......................................................... 132

    5 CONSIDERAES FINAIS E TRABALHOS FUTUROS .................................. 136

    6 REFERNCIAS ................................................................................................ 138

    ANEXOS ................................................................................................................. 144

    ANEXO A Checklist LEED para Novas Construes (GBCBrasil, 2009) ............. 144

    ANEXO B Exemplos de Possibilidades de ENCE (RAC-C, 2010, p. 16) ............. 146

    ANEXO C Tabelas de Espessuras Mnimas de Tubulaes para Sistemas de

    Aquecimento e Refrigerao ................................................................................... 148

  • 20

    1. INTRODUO

    Em meados de 2001 uma srie de apages assombrou a sociedade

    brasileira. Essa crise no sistema energtico fez com que uma questo muito

    importante, que a eficincia energtica, ganhasse fora atravs da conscientizao

    de empresrios e de governantes. (LUMIRE, 2003)

    Nesta poca, ento, surgiram vrios programas que tinham por objetivo

    reduzir o consumo de energia, como exemplo tem-se a parceria entre a Eletrobrs e

    o Ministrio de Minas e Energia que criaram regulamentaes para aparelhos como:

    refrigeradores, equipamentos de iluminao, ar-condicionado, entre outros. As

    primeiras regulamentaes ocorreram para aparelhos j classificados no sistema

    PROCEL, com a promessa de expanso desses programas (LUMIRE, 2003).

    Uma projeo da EPE (Empresa de Pesquisa Energtica) entre os anos de

    2012 e 2021 mostra que o aumento mdio de consumo para a classe comercial de

    5,8% ao ano, seguido do aumento residencial, que tem uma projeo de aumento de

    4,5% ao ano, sendo estas duas classes as que mais aumentaro o consumo nesse

    perodo. (EPE, 2011, p. 54)

    Para um aumento significativo como este, novas formas de diminuio no

    consumo de energia devem ser adotadas, e diante deste contexto que o presente

    trabalho ser desenvolvido.

    1.1 TEMA

    Estudo de mtodos para aumentar a eficincia energtica em edificaes,

    atravs da anlise das certificaes existentes nesse contexto, e de possveis

    aplicaes no que diz respeito a instalaes eltricas.

  • 21

    1.1.1 Delimitao do tema

    Estudo da EPE revela que o setor comercial juntamente com o residencial

    representam cerca de 45% de toda a energia consumida no pas. (EPE/BEN, 2012)

    Foram implantados no Brasil diversos sistemas de certificaes que tm por

    objetivo um consumo mais consciente de energia, diminuindo o gasto energtico e

    consequentemente os impactos sobre o meio ambiente.

    Como exemplo disso tempos as certificaes LEED, AQUA e PROCEL

    Edifica, as quais analisam quesitos importantes tanto na fase de projeto, como na

    parte de execuo da obra.

    Dentre os quesitos que so avaliados pelos sistemas de certificao

    anteriormente citados, o presente trabalho ir se delimitar aos estudos referentes

    aos tpicos que visam um melhor aproveitamento da energia eltrica, e, por meio da

    elaborao de uma auditoria, propor adequaes s instalaes do bloco D da

    UTFPR.

    1.2 PROBLEMA E PREMISSAS

    A baixa eficincia das edificaes existentes, tanto na concepo do projeto

    como na sua implantao nos remete a um grande problema de desperdcio de

    energia.

    A utilizao dos mtodos prescritos nas certificaes permite a implantao

    de projetos mais eficientes, sendo obtida assim, uma reduo no consumo de

    energia eltrica com impactos positivos e diretos no meio ambiente.

  • 22

    1.3 OBJETIVOS

    1.3.1 Objetivo geral

    Pesquisar e analisar os modelos de certificao em eficincia energtica,

    com nfase na reduo do consumo de energia eltrica, e elaborar uma auditoria no

    bloco D da UTFPR de forma a identificar as conformidades e no conformidades

    de acordo com um dos modelos pesquisados.

    1.3.2 Objetivos especficos

    Estudo dos mtodos de certificao de eficincia energtica existentes

    para edificaes no Brasil;

    Analisar as caractersticas dos mtodos de certificao quanto aos

    aspectos de eficincia na instalao eltrica;

    Escolha do mtodo de certificao que compreenda os melhores

    aspectos com relao a readequao do bloco D da UTFPR visando a

    eficincia energtica;

    Elaborao de uma auditoria que permita analisar se as instalaes do

    bloco D da UTFPR esto, ou no, em conformidade com as disposies

    estabelecidas previamente pelo mtodo de certificao que foi escolhido;

    Propor medidas que devam ser adotadas para uma completa abordagem

    dos itens compreendidos pela certificao, discriminando os que

    permitam a obteno de resultados a curto-prazo;

  • 23

    1.4 JUSTIFICATIVA

    Visando um uso racional de energia eltrica e uma poltica de conservao,

    torna-se necessria uma mudana na concepo de projetos. A renovao de ideias

    e conceitos fundamental para a obteno de uma progresso tecnolgica alinhada

    aos padres ambientais.

    Existem alteraes simples que podem ser feitas em projetos e que

    poderiam reduzir significativamente o consumo de energia, alteraes estas que

    variam desde uma diviso especifica de circuitos de iluminao, at uma disposio

    diferenciada de janelas no projeto arquitetnico.

    Com a aplicao dos critrios descritos pelos sistemas de certificao,

    podem-se formular propostas pertinentes, tanto para readequaes de projetos

    existentes, como para a elaborao de novos projetos, tornando-os mais eficientes

    em termos de energia e menos danosos ao meio ambiente.

    1.5 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS

    O presente trabalho ser desenvolvido da seguinte maneira:

    Elaborao do referencial terico;

    Anlise e escolha do mtodo de certificao que melhor aborda os

    quesitos referentes a eficincia, em termos de energia eltrica;

    Levantamento das instalaes do bloco D da UTFPR;

    Elaborao de uma auditoria, referente s instalaes do ambiente

    anteriormente citado, com base no mtodo de certificao escolhido,

    visando eficincia energtica;

    Proposta das medidas a serem tomadas para que seja concedido o

    selo ao bloco D da UTFPR;

    Anlise das medidas que podem ser realizadas para obteno de

    resultados satisfatrios a curto-prazo;

    Concluses e trabalhos futuros.

  • 24

    1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO

    O trabalho ser dividido em seis captulos.

    O primeiro captulo apresentar a delimitao do tema, assim como os

    problemas, premissas, objetivos e a metodologia referentes ao estudo do tema.

    No segundo captulo se encontrar o referencial terico sobre os modelos de

    certificao em eficincia energtica, embasando a escolha da metodologia que

    servir de parmetro para a elaborao da auditoria.

    No terceiro captulo ser apresentada a auditoria, bem como as etapas e

    procedimentos utilizados para a realizao da mesma.

    Como resultado da anlise do capitulo anterior, ser exposta, no captulo

    quatro, a listagem completa das aes que devem ser tomadas para que o projeto

    se enquadre nos padres de etiquetagem impostos pelo selo escolhido.

    No quinto capitulo sero feitas as consideraes finais, bem como a

    sugesto de trabalhos futuros e, no sexto capitulo, ficaro as referncias.

  • 25

    2 REFERENCIAL TERICO

    2.1 EFICINCIA ENERGTICA E SUSTENTABILIDADE

    As sociedades buscam o desenvolvimento, e isto em muitos pontos est

    diretamente ligado ao aumento da quantidade de energia utilizada. A energia

    necessria para se criar bens a partir dos recursos naturais e para fornecer muitos

    dos servios dos quais a sociedade beneficiada.

    A demanda global por energia triplicou nos ltimos 50 anos e pode triplicar

    novamente nos prximos 30 anos. Mas as mais variadas formas de obteno de

    energia no so infinitas e vrios so os problemas de um aumento desenfreado e

    exponencial do consumo de energia: aumento do efeito estufa, chuvas cidas,

    aquecimento global, aumento do nvel dos oceanos, poluio do ar, poluio de rios

    e crregos, entre outros (PROCEL EDUCAO, 2006).

    Economicamente falando, o desenvolvimento sustentvel considerado como

    a capacidade de as sociedades sustentarem-se de forma autnoma, gerando

    riquezas e bem-estar a partir de seus prprios recursos e potencialidades,

    resguardando os recursos e o patrimnio natural dos diferentes povos e pases

    (GIANSANTI, 1998). As ltimas dcadas presenciaram uma pequena revoluo em

    nossos conceitos e em nossa compreenso do papel desempenhado pela energia

    nas diversas sociedades. Esta revoluo ocorreu mediante o emprego, a

    implementao e a aceitao da conservao de energia (HINRICHS, 2003).

    Alm da justificativa usual e direta de que o uso racional de energia interessa por si mesmo, como de resto so oportunas todas as medidas de reduo das perdas e de racionalizao tcnico-econmica dos fatores de produo, conveniente observar o carter estratgico e determinante que o suprimento de eletricidade apresenta em todos os processos produtivos. Ainda que representando uma parcela por vezes reduzida dos custos totais, via de regra a energia no possui outros substitutos seno a prpria energia, sem a qual os processos no se desenvolvem. Talvez energia possa ser apenas parcialmente substituda por conhecimento, por informao, de modo a reduzir os desperdcios e melhorar o desempenho dos sistemas energticos. Esta substituio de energia por inteligncia, melhorando a eficincia energtica cada vez mais relevante. (PROCEL EDUCAO, 2006).

  • 26

    2.2 SISTEMAS DE AVALIAO E CERTIFICAO DE CONSTRUES

    Para Aulicino (2008), a conscientizao da atual dependncia dos recursos

    naturais e da grande demanda de energia aplicada estrutura social vigente, foi

    despertada com as crises do petrleo na dcada de 1970. A partir da, o

    desenvolvimento tendeu na direo do equilbrio entre tecnologia, economia e

    ambiente, de forma a existir um comportamento justo e igualitrio entre eles.

    A questo ambiental ganhou importncia a nvel global na Conferncia de

    Estocolmo em 1972 na Sucia, onde foi ressaltado o fato de que as aes que um

    pas toma podem afetar toda uma regio ou at mesmo o planeta.

    No final dos anos 80 as avaliaes ambientais comearam a surgir de forma

    mais sistemtica, juntamente com isso, de acordo com Pinheiro (2006), surgiu a

    preocupao com a avaliao das caractersticas dos materiais e produtos, sendo

    analisado o ciclo de vida dos mesmos. O objetivo foi o de fornecer ferramentas para

    que se pudesse escolher os materiais ambientalmente mais adequados.

    Anlise do Ciclo de Vida (ACV):

    a ACV constitui o procedimento que permite analisar formalmente, a complexa interao de um sistema que pode ser um material, uma componente ou conjunto de componentes com o ambiente, ao longo de todo o seu ciclo de vida, caracterizando o que se tornou conhecido como enfoque do cradle-to-grave (bero ao tumulo). (PINHEIRO, 2006)

    Segundo Pinheiro (2006), o desenvolvimento de sistemas que avaliassem

    ambientalmente a construo civil foi, inicialmente, um exerccio de estruturao de

    uma srie de conhecimentos numa abordagem prtica.

    De acordo com Lucas (2011), o consumo abusivo de gua e eletricidade

    est diretamente relacionado com o nvel de conforto e de qualidade de vida da

    sociedade atual.

    A falta de qualidade nas construes outro fator que faz com que haja

    excesso de utilizao dos recursos naturais, sendo que estas construes no

    conseguem atender s necessidades que os usurios exigem, tais como: nvel de

    conforto trmico ou acstico, ventilao, qualidade do ar, alm de no possibilitarem

    uma boa iluminao natural, o que leva a consumos excessivos de energia eltrica,

    em funo da grande quantidade de lmpadas e luminrias instaladas. (LUCAS,

    2011)

  • 27

    Para o mesmo autor, o setor da construo civil ainda responsvel pelo

    consumo exagerado de recursos materiais, o que aumenta o impacto sobre o

    ambiente. Pode-se perceber isso pela baixssima utilizao de materiais mais

    sustentveis (de origem natural ou local), que possuem baixo valor de energia

    agregado (energia utilizada desde a extrao at o produto final), pois esses

    materiais so muito escassos.

    A deficiente gesto ambiental que existe durante todo o ciclo de vida da

    construo faz com que os resduos de construo, utilizao e demolio no seja

    minimizado, aumentando mais ainda os danos ao meio ambiente. (LUCAS, 2011)

    Dentro deste contexto que surgiram sistemas que avaliam e certificam as

    construes, possibilitando que sejam minimizados os impactos gerados pela

    construo civil sobre o meio ambiente.

    Um edifcio de qualidade no depende apenas da boa aplicao dos critrios

    existentes em sistemas de certificao, mas sim de um trabalho de cooperao

    entre os diversos setores envolvidos desde o projeto, passando pela construo e

    chegando at a utilizao do edifcio, sendo assim, tanto arquitetos, engenheiros,

    empreendedores e executores.

    Porm, necessrio salientar a importncia dos hbitos de cada usurio da

    edificao, pois um edifcio eficiente com usurios ineficientes pode se tornar um

    edifcio ineficiente.

    Com a dedicao de todos, pode-se aumentar consideravelmente a

    eficincia energtica da edificao.

    Neste contexto, a seguir, so apresentadas as possibilidades de melhoria na

    eficincia energtica em edificaes atravs dos mtodos de certificao AQUA,

    LEED e PROCEL Edifica.

  • 28

    2.3 CERTIFICAO AQUA

    A certificao AQUA (Alta Qualidade Ambiental) foi o primeiro mtodo de

    certificao ambiental para edifcios criado no Brasil. Esta certificao foi implantada

    no Brasil pela Fundao Vanzolini e uma adaptao do sistema francs HQE

    (Houte Quali Environnementale), feita para a realidade brasileira. (FUNDAO

    VANZOLINI, 2010).

    De acordo com Aulicino (2008), este estudo foi desenvolvido com o objetivo

    de limitar os impactos, tanto da construo de um edifcio novo como para a

    reabilitao de algum edifcio j existente, seja sobre o meio ambiente ou sobre o

    conforto e sade dos usurios no ambiente interno, assim como qualidade do

    ambiente externo.

    Na metodologia da certificao so envolvidas: a eco-construo e a eco-

    gesto, com o gerenciamento dos impactos decorrentes.

    So definidos ento: sistemas e processos construtivos, canteiros de obras

    de baixo impacto, escolha integrada de produtos usados na construo, alm da

    gesto da energia, da gua, dos resduos e da manuteno do edifcio em uso, etc.

    Esta certificao tambm pode avaliar o conforto acstico, higrotrmico (referente a

    humidade e calor), visual e olfativo da habitao. (FUNDAO VANZOLINI, 2007)

    De acordo com Leite (2011, p. 12), o tempo de construo de um edifcio

    apenas uma pequena parcela de sua vida til e, dessa forma, construir um edifcio

    com sustentabilidade garante que alm das fases de planejamento e implantao, a

    fase de ocupao, manuteno e demolio tero menores impactos para o meio

    ambiente.

    Segundo a Fundao Vanzolini (2007), os referenciais tcnicos brasileiros

    para a certificao so estruturados em duas partes:

    O SGE (Sistema de Gesto do Empreendimento) a primeira, e trata da

    gesto que o empreendedor deve estabelecer para que se assegure a qualidade

    ambiental final da construo. Esta, segundo Oliveira et al (2011, p. 4) pode ser

    dividida em quatro estruturas:

    Comprometimento do empreendedor, onde os elementos de anlise

    solicitados so descritos, para ento ser definido o perfil ambiental

  • 29

    que dever ter o empreendimento e as exigncias que iro formalizar

    este comprometimento;

    Implementao e funcionamento, onde as exigncias referentes

    organizao so descritas;

    Gesto do empreendimento, no qual so descritas as exigncias

    referentes ao monitoramento e anlises crticas dos processos, de

    avaliao da QAE (Qualidade Ambiental do Edifcio) e de correes e

    aes corretivas;

    Aprendizagem, onde as exigncias referentes aprendizagem da

    experincia e do balano do empreendimento so descritas;

    A QAE (Qualidade Ambiental do Edifcio) a segunda, e avalia o

    desempenho do empreendimento de acordo com as caractersticas tcnicas e

    arquitetnicas do mesmo. A avaliao do empreendimento para a certificao

    dada em trs momentos: no pr-projeto, na concepo e ao final da execuo da

    obra.

    O referencial de avaliao estruturado em quatorze categorias, que sero

    descritas na sequncia do captulo, e esto distribudas em quatro grupos como

    mostra a Figura 1:

    Figura 1 - Categorias de Avaliao - Sistema AQUA Fonte: Referencial Tcnico de Certificao Edifcios Habitacionais 2013, v2, p.8.

  • 30

    De acordo com a Fundao Vanzolini (2007), a QAE (Qualidade Ambiental

    do Edifcio) expressa segundo trs nveis:

    Bom: Prticas correntes e legislao;

    Superior: Boas prticas;

    Excelente: Melhores prticas;

    A seguir, baseado no REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO

    Edifcios do setor de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios escolares

    (2007), sero descritos os quesitos de avaliao de cada uma das quatorze

    categorias.

    2.3.1 Relao do Edifcio com o seu Entorno

    Esta categoria avalia como o empreendimento valoriza o prprio local da

    obra, bem como os impactos ambientais do empreendimento em si. Aborda tambm,

    conforto ambiental exterior (como o empreendimento est preparado para lidar com

    questes como o vento e os efeitos danosos de precipitaes), conforto acstico

    exterior, conforto visual exterior, e de espaos externos saudveis. Outro aspecto

    que avaliado tambm o impacto que este empreendimento ter na sua

    vizinhana, ou seja, se o mesmo limitar o direito luminosidade, ao sol, s vistas e

    tranquilidade (rudos) (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de

    servios Processo AQUA, 2007, p. 43).

    2.3.2 Escolha Integrada de Produtos, Sistemas e Processos Construtivos:

    A seguinte categoria avalia se os materiais utilizados na obra esto em

    conformidade com a vida til desejada do empreendimento, que varia de 10 a 100

    anos e, se estes esto de forma a diminuir os impactos ambientais na construo.

    Verifica tambm a adaptabilidade desta obra para futuras reformas, bem como a

    desmontabilidade e a separao dos produtos quando a obra estiver concluindo seu

    tempo de vida til estipulado. Analisa tambm os antecedentes dos fabricantes dos

  • 31

    produtos utilizados na construo (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do

    setor de servios Processo AQUA, 2007, p. 62).

    2.3.3 Canteiro de Obras com Baixo Impacto Ambiental:

    A terceira categoria estipula medidas para minimizar os resduos do canteiro

    de obras, tanto da fase de construo, como modernizao e at mesmo de

    desconstruo. Os resduos tambm so avaliados quanto ao seu reaproveitamento

    e destino final. A categoria ainda verifica os incmodos causados pelo canteiro de

    obras como os de: natureza sonora, visual ou poluio do ar (Referencial Tcnico de

    Certificao Edifcios do setor de servios Processo AQUA, 2007, p. 79).

    2.3.4 Gesto da energia

    A presente categoria avalia os esforos realizados na obra para reduzir o

    consumo de energia eltrica. Est dividida para critrios de avaliao de acordo com

    as duas subcategorias, a seguir.

    2.3.4.1 Reduo do Consumo de Energia por Meio da Concepo Arquitetnica

    Segundo o Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios

    Processo AQUA (2007, p. 93), para a avaliao desta subcategoria, existem duas

    preocupaes que devem ser atendidas pelo projeto, conforme o Quadro 1:

  • 32

    Quadro 1 - Quadro de avaliao da categoria 2.3.4.1. Fonte: Adaptado do REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO Edifcios do setor

    de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios escolares (2007, p. 93).

    Para se obter o nvel Superior na categoria do Item 1, utilizado um edifcio

    base terico com o mesmo volume e rea de piso do edifcio a ser avaliado. Ento

    calcula-se a transmitncia trmica do edifcio e do edifcio base, sendo que a do

    edifcio deve ser menor. Para calcular a transmitncia trmica, pode-se usar a

    seguinte equao (01):

    Ai

    AiUiUedif

    * (01)

    onde Ui a transmitncia trmica da superfcie associada ao elemento de

    vedao Ai.

    Para o edifcio base, so utilizados os seguintes valores de transmitncia

    trmica (em W/m2.K): parede: 2,4; portas no totalmente de vidro: 3,0; cobertura:

    1,2; vidros: 6,5.

    J para se obter o nvel Superior na categoria do item 2, devem ser utilizados

    produtos e tcnicas que auxiliem a diminuir a quantidade de energia solicitada, tanto

    para resfriamento como para iluminao artificial, como por exemplo: isolamento

    trmico adequado das vedaes e cobertura, cores claras para fachadas e

    ambientes internos, ventilao natural por conveco, cobertura ventilada e/ou

    vegetalizada, planos vegetais na fachada, iluminao natural maximizada em todos

  • 33

    os ambientes, orientao Sul, envidraamento das partes altas das fachadas, poos

    de luz e iluminao zenital, evitando a irradiao direta. Estas aes e tcnicas

    devem estar justificadas em funo dos objetivos ambientais do empreendedor da

    obra, analisando cada fachada do ponto de vista energtico, para que haja tanta

    economia de energia quanto possvel, tanto no inverno como no vero, sem

    prejudicar o conforto dos usurios.

    Caso o nvel superior seja alcanado nos itens 1 e 2, a subcategoria em

    questo avaliada como SUPERIOR. Caso contrrio, no dada nenhuma

    avaliao a esta subcategoria.

    2.3.4.2 Reduo do Consumo de Energia Primria e dos Poluentes Associados

    De acordo com o Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de

    servios Processo AQUA (2007, p. 96), na avaliao dessa subcategoria, existem

    trs tipos de preocupaes, conforme o Quadro 2:

  • 34

    Quadro 2 - Quadro de avaliao da categoria 2.3.4.2 Fonte: Adaptado do REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO Edifcios do setor

    de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios escolares (2007, p. 98).

    Para se verificar qual nvel de avaliao ser obtido na subcategoria do item 1,

    deve-se calcular o coeficiente de consumo de energia primria e compar-lo ao um

    valor de referncia, que ser calculado com o mesmo edifcio base utilizado na

    subcategoria referente a Reduo do Consumo de Energia por Meio da Concepo

    Arquitetnica. Para a definio de rea til, nesta categoria, excluem-se reas de

    passagem ou que no so relacionadas atividade fim do edifcio, como por

    exemplo: garagens, banheiros, terraos, entre outros.

  • 35

    Na subcategoria do item 3, entende-se por energias renovveis locais: painis

    solares trmicos (para o aquecimento de gua e/ou calefao de ambientes); painis

    solares fotovoltaicos (para a produo de eletricidade utilizada no empreendimento);

    etc.

    Para a subcategoria do item 2 receber o nvel de avaliao BOM, basta ter

    cumprido a preocupao do item 1 com pelo menos o nvel BOM. Para se receber o

    nvel SUPERIOR, deve ter obtido ao menos o nvel SUPERIOR nas preocupaes

    do item 1 e 2. J para a subcategoria que trata da Reduo do Consumo de Energia

    Primria e dos Poluentes Associados receber o nvel de avaliao EXCELENTE,

    deve ter recebido o nvel EXCELENTE nas preocupaes do item 1 e 2, e o nvel

    SUPERIOR na preocupao do item 2.

    2.3.4.3 Avaliao Total da Categoria

    Para a categoria Gesto da Energia receber um nvel de qualificao BOM,

    deve ter ao mnimo recebido o nvel BOM na subcategoria que diz respeito a

    Reduo do Consumo de Energia Primria e dos Poluentes Associados. Para obter

    o nvel SUPERIOR, as duas subcategorias anteriores devem ter sido classificadas

    como SUPERIOR. Se o empreendimento adquiriu o nvel SUPERIOR na

    subcategoria referente a Reduo do Consumo de Energia por Meio da Concepo

    Arquitetnica e EXCELENTE na subcategoria que diz respeito a Reduo do

    Consumo de Energia Primria e dos Poluentes Associados, ento a gesto de

    energia neste edifcio recebe a classificao de EXCELENTE (Referencial Tcnico

    de Certificao Edifcios do setor de servios Processo AQUA, 2007, p. 99).

    2.3.5 Gesto da gua

    Esta categoria visa, acima de tudo, avaliar as medidas tomadas pelo edifcio

    para reduzir o consumo de gua potvel, utilizando redutores de presso,

    economizadores de gua e gua no potvel onde possvel e, aperfeioar a gesto

  • 36

    das guas pluviais atravs das aes de reteno, infiltrao no solo e tratamento

    das guas provenientes da chuva (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do

    setor de servios Processo AQUA, 2007, p. 103).

    2.3.6 Gesto dos Resduos de Uso e Operao do Edifcio

    A presente categoria avalia as aes tomadas pelos responsveis pela obra

    para minimizar os resduos finais durante o uso e operao do edifcio. Medidas

    como reuso, reciclagem, regenerao, incinerao, compostagem, facilitao da

    coleta e triagem so avaliadas pelos medidores da categoria (Referencial Tcnico de

    Certificao Edifcios do setor de servios Processo AQUA, 2007, p.119).

    2.3.7 Manuteno: Permanncia do Desempenho Ambiental

    Esta categoria verifica se h meios para acompanhamento e controle, bem

    como facilidade de manuteno e acesso simples interveno durante o uso e

    operao dos sistemas de aquecimento e resfriamento, de ventilao, de iluminao

    e de gesto da gua (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de

    servios Processo AQUA, 2007, p. 126).

    2.3.8 Conforto Higrotrmico

    Nesta categoria so avaliadas as implementaes arquitetnicas, tcnicas

    de climatizao natural e sistemas automatizados para aperfeioar o conforto na

    temperatura interna dos ambientes, tanto no inverno quanto no vero (Referencial

    Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo AQUA, 2007, p.

    139).

  • 37

    2.3.9 Conforto Acstico

    A nona categoria verifica os esforos dedicados ao isolamento acstico dos

    ambientes do edifcio, bem como a acstica interna de seus ambientes de acordo

    com sua finalidade e elementos arquitetnicos espaciais, para que os usurios no

    sejam atrapalhados pelos rudos externos mas tambm preservando um contato

    auditivo com o ambiente ao redor, no se isolando acusticamente do seu entorno

    (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo

    AQUA, 2007, p. 155).

    2.3.10 Conforto Visual

    Esta categoria avalia a iluminao dos ambientes em termos de conforto s

    tarefas especficas, de maneira a aproveitar ao mximo a luz do sol. dividida em

    duas subcategorias.

    2.3.10.1 Garantia de Iluminncia Natural tima Evitando seus Inconvenientes

    Segundo o Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de

    servios Processo AQUA (2007, p. 184), para esta subcategoria h cinco

    preocupaes, que esto dispostas no Quadro 4:

  • 38

    Quadro 3 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.1 Fonte: Adaptado do REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO Edifcios do setor

    de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios de servio (2007, p. 185).

  • 39

    Quadro 4 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.1 (Continuao) Fonte: Adaptado do REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO Edifcios do setor

    de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios de servio (2007, p. 185).

    Para obter-se a qualificao BOM nesta subcategoria, as preocupaes do

    itens 1, 2, 3 e 5 devem ter obtido a qualificao BOM. Para se obter SUPERIOR na

    subcategoria 2.3.10.1, as preocupaes dos itens 1 e 2 devem ter no mnimo a

    avaliao BOM e as preocupaes dos itens 3, 4 e 5 como SUPERIOR. Para ser

    avaliada como EXCELENTE a subcategoria 2.3.10.1, duas combinaes so

    possveis, e a primeira : BOM na preocupao do item 2, SUPERIOR na do item 3

    e EXCELENTE nos itens 1, 4 e 5. A segunda combinao : SUPERIOR nas

    preocupaes dos itens 3 e 4 e EXCELENTE nos itens 1, 2 e 5.

  • 40

    2.3.10.2 Iluminao Artificial Confortvel

    De acordo com o Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de

    servios Processo AQUA (2007, p. 188), esta subcategoria dispe, tambm, de

    cinco preocupaes, dispostas no Quadro 5:

    Quadro 5 - Quadro de avaliao da subcategoria 2.3.10.2 Fonte: Adaptado do REFERENCIAL TCNICO DE CERTIFICAO Edifcios do setor

    de servios Processo AQUA Escritrios - Edifcios escolares (2007, p. 188).

  • 41

    Para obter o nvel BOM na subcategoria 2.3.10.2, as preocupaes dos itens

    1, 3 e 4 devem ter adquirido o nvel BOM. Para o nvel SUPERIOR, devem ser

    alcanados os nveis SUPERIOR nas preocupaes dos itens 2, 3 e 5 e, pelo menos

    BOM nos itens 1 e 4. Para a subcategoria 2.3.10.2 ser classificada como excelente,

    deve ter atingido o nvel EXCELENTE na preocupao do item 2, alm de

    SUPERIOR nos itens 3 e 5, alm de BOM nos itens 1 e 4.

    2.3.10.3 Avaliao Total da Categoria

    A avaliao da categoria de conforto visual dada da seguinte forma: BOM,

    caso tenha alcanado o nvel BOM nas subcategorias 2.310.1 e 2.3.10.2;

    SUPERIOR, caso tenha adquirido no mnimo um nvel SUPERIOR e um BOM entre

    as duas subcategorias. E, ser classificada como EXCELENTE na categoria

    Conforto Visual, os empreendimentos que tenham alcanado no mnimo um nvel

    EXCELENTE e um SUPERIOR nas subcategorias anteriormente citadas

    (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo

    AQUA, 2007, p. 188).

    2.3.11 Conforto Olfativo:

    Esta categoria visa garantir aos usurios um odor agradvel ao ambiente,

    analisando para tal fim os esforos realizados pelos projetistas para garantir uma

    ventilao eficaz e um controle das fontes de odor desagradvel (Referencial

    Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo AQUA, 2007, p.

    193).

  • 42

    2.3.12 Qualidade Sanitria dos Ambientes

    Avaliar a presena de fontes emissoras de ondas eletromagnticas de baixa

    frequncia e analisar o seu impacto eletromagntico, uma das preocupaes desta

    categoria. A outra est direcionada a rea de higiene especfica, em ambientes onde

    haja estocagem de resduos, interao com animais, sanitrios e cozinhas

    (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo

    AQUA, 2007, p. 203).

    2.3.13 Qualidade Sanitria do Ar

    Muito semelhante categoria 2.3.11, a presente categoria tambm avalia a

    garantia de ventilao eficaz e controle das fontes de poluio, mas com um vis

    mais dedicado substncias nocivas aos seres humanos, tais como: substncias

    qumicas gasosas, fumaa de cigarros, poeiras e partculas, entre outros

    (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo

    AQUA, 2007, p. 215).

    2.3.14 Qualidade Sanitria da gua

    A ltima categoria da QAE verifica a qualidade da gua destinada a

    utilizao humana, respeitando os nveis de potabilidade. Para tanto, so analisados

    itens como: a qualidade dos materiais utilizados nas redes internas, sua proteo e

    controle de temperatura, bem como os tratamentos anticorrosivos e anti-incrustao

    (Referencial Tcnico de Certificao Edifcios do setor de servios Processo

    AQUA, 2007, p. 227).

  • 43

    2.3.15 Obteno da Certificao

    Para se obter a certificao AQUA, necessrio um nmero mnimo de

    categorias com padro excelente, e um nmero mximos de categorias com a

    qualificao bom.

    A Figura 2 ilustra as exigncias necessrias para a certificao AQUA:

    Figura 2 - - Exigncias para a certificao AQUA Fonte: Referencial Tcnico de Certificao, Fundao Vanzolini (2007, p. 12).

    Sendo assim, pela anlise da Figura 2, nota-se que para que a construo

    receba a certificao AQUA, dentre as 14 categorias de avaliao, ela deve ter no

    mnimo trs categorias consideradas excelentes e, no mximo 7 categorias

    consideradas boas.

    Segundo a Fundao Vanzolini (2007), com a certificao AQUA, o

    comprador saber que a sua habitao ser mais saudvel e confortvel, alm de

    que, o seu patrimnio ser valorizado com o passar do tempo e apresentar custos

    reduzidos de condomnio (gastos de gua, energia, conservao e manuteno).

  • 44

    2.4 CERTIFICAO LEED

    De acordo com Dantas, Dantas e Pimenta (2010, p. 3), o LEED Leadership

    in Energy and Enviromental Design (Liderena em Energia e Planejamento

    Ambiental), iniciou-se em 1998 como uma das certificaes para as chamadas

    construes verdes.

    Esse certificado avalia uma construo quanto ao seu design e suas

    estratgias construtivas que visam sustentabilidade, tais como: economia de

    energia, eficincia com a gua, reduo das emisses de gases estufa, qualidade

    ambiental interior, utilizao de recursos renovveis e sensibilizao para os

    impactos gerados pela sua extrao.

    De acordo com Stefanuto e Henkes (2012), a Certificao LEED demonstra

    o quanto uma construo sustentvel est buscando para colaborar com a

    preservao dos recursos naturais, evitando, ao mesmo tempo, os impactos

    ambientais.

    Desenvolvido pelo USGBC - U.S Green Building Council (Consulado

    Americado das Construes Verdes), o LEED possui um checklist que

    disponibilizado aos construtores. Esse checklist possui identificaes e

    implementaes prticas e mensurveis de projeto, construo, operao e

    manuteno de construes verdes. (DANTAS; DANTAS; PIMENTA, 2010, p. 3)

    De acordo com Leite (2011, p. 24), a certificao feita em diferentes nveis,

    dependendo do grau de proteo ambiental que foi obtido no empreendimento. O

    mtodo de avaliao feito atravs da anlise dos documentos que contm os itens

    obrigatrios e classificatrios.

    Existem diferentes nveis de certificao, que dada por um sistema de

    pontos que varia dependendo da categoria da certificao. Ainda na fase de projeto,

    existem requisitos mnimos que determinam se existe ou no a possibilidade do

    projeto ser certificado. (LEITE, 2011, p. 24)

    Para Dantas, Dantas e Pimenta (2010, p.3), o sistema LEED de classificao

    possui algumas reas-chave que funcionam como base para a criao do checklist

    de avaliao do empreendimento, sendo essas reas:

    Stios sustentveis: essa categoria sugere que a escolha do

    local de construo e o manejo do mesmo seja feita levando em

  • 45

    considerao a mitigao dos impactos nos ecossistemas e cursos

    dgua;

    Eficincia com gua: aqui encorajado o uso racional da gua,

    dentro e fora da edificao;

    Energia e atmosfera: nessa categoria so propostas diversas

    estratgias de economia de energia, como: iluminaes eficientes,

    uso de fontes renovveis e limpas, etc.;

    Materiais e recursos: aqui destacado o uso de materiais de

    produo limpa, bem como a reciclagem dos materiais;

    Qualidade ambiental interna: nessa categoria so buscadas

    estratgias para melhorar o ar interno, a iluminao natural, a

    acstica da construo, etc.;

    Localizao e articulao: essa categoria encoraja a construo

    longe de locais que sejam sensveis ambientalmente, procurando

    locais com infraestrutura adequada;

    Conscientizao e educao: aqui so estimuladas a existncia

    de ferramentas que permitam que os inquilinos e profissionais da

    construo saibam o que so construes verdes e consigam utilizar

    melhor as suas caractersticas;

    Inovao em design: essa categoria da bonificaes em forma

    de pontos para projetos que utilizarem tecnologias inovadoras, bem

    como estratgias que melhores o desempenho da edificao em

    categorias no especificadas pela LEED;

    Prioridade regional: aqui so pesquisadas e identificadas as

    necessidades ambientais de cada regio, adequando o LEED para

    elas;

    2.4.1 Tipos de Certificaes LEED

    De acordo com GBCB (Green Building Council Brasil, 2011), no Brasil

    existem atualmente os seguintes tipos de certificao LEED:

  • 46

    LEED NC: Novas construes e grandes projetos de renovao;

    LEED ND: Desenvolvimento de bairro (localidades);

    LEED CS: Projetos da envoltria e parte central do edifcio;

    LEED Retail NC e CI: Lojas de varejo;

    LEED Healthcare: Unidades de Sade;

    LEED OB_OM: Operao de manuteno de edifcios existentes;

    LEED Schools: Escolas;

    LEED CI: Projeto de interiores e edifcios comerciais;

    Independentemente das categorias, o LEED oferece quatro nveis de

    certificao que dependem da pontuao total obtida no checklist, estes nveis so:

    LEED Certified (Bsico);

    LEED Silver (Prata);

    LEED Gold (Ouro);

    LEED Platinum (Platina);

    A Figura 2 mostra os smbolos de cada uma das certificaes:

    Figura 3 - Certificaes LEED Fonte: GBC Brasil (2011).

    O Anexo A traz um checklist LEED para novas construes.

    Como o presente trabalho se destina elaborao de uma auditoria nas

    instalaes da UTFPR (Universidade Tecnolgica Federal do Paran), ser

    abordado no prximo tpico os requisitos mnimos necessrios para a obteno da

    certificao LEED for Schools.

  • 47

    2.4.1.1 LEED for Schools

    O checklist do LEED 2009 for Schools New Construction and Major

    Renovation (Novas Construes de Grandes Reformas) (2009), apresenta como

    requisitos mnimos para que se obtenha a certificao os seguintes tpicos:

    Preveno da Poluio na Atividade da Construo;

    Avaliao Ambiental do Local;

    Reduo no Uso da gua;

    Comissionamento dos Sistemas de Energia;

    Desempenho Mnimo Energtico;

    Gesto Fundamental de Gases Refrigerantes;

    Coleta e Armazenamento de Materiais Reciclveis;

    Desempenho Mnimo da Qualidade do Ar Interno;

    Controle da Fumaa do Cigarro;

    Desempenho Acstico Mnimo;

    2.4.1.1.1 Preveno da Poluio na Atividade da Construo

    Nessa abordagem tem-se o intuito de reduzir a poluio proveniente das

    atividades da construo atravs do controle da eroso, assoreamento fluvial e

    controle da poeira gerada.

    O requisito a criao e implementao de um plano de controle da eroso

    e sedimentao de todas as atividades de construo que esto associadas ao

    projeto, devendo cumprir os seguintes objetivos:

    Evitar a perda de solo, durante a construo, atravs do escoamento

    da gua e/ou da eroso elica, incluindo a proteo superficial do

    solo, armazenando-a para reutilizao;

    Prevenir a sedimentao da rede de esgoto e dos crregos;

    Prevenir a poluio do ar;

  • 48

    Algumas estratgias que podem ser adotadas so: a criao de um plano de

    controle de eroso e sedimentao durante a fase de concepo do projeto;

    realizao de semeaduras temporrias e permanentes; utilizao de armadilhas de

    sedimentos e bacias sedimentares (LEED 2009 for Schools, New Construction and

    Major Renovation, 2009, p. 1).

    2.4.1.1.2 Avaliao Ambiental do Local

    Segundo LEED 2009 for Schools, New Construction and Major Renovation,

    (2009, p. 2), deve-se garantir que o local foi avaliado contra contaminao

    ambiental. Se contaminado, que a mesma tenha sido corrigida para proteger a

    sade dos usurios.

    Para descobrir se o local possui alguma contaminao qumica devem-se

    realizar estudos atuais e levantar os dados passados do terreno. Podem ser

    adotadas algumas das seguintes estratgias:

    Utilizar a base de dados dos arquivos federais, estaduais e locais das

    agncias reguladoras;

    Analisar registros privados de usos atuais e passados do terreno;

    Fazer anlise de fotografias areas histricas;

    2.4.1.1.3 Reduo do Uso da gua

    Este item tem o intuito de aumentar a eficincia da gua no interior dos

    edifcios de modo a reduzir a carga nos sistemas de esgoto e abastecimento de

    gua municipal.

    Como exemplos de estratgias podem ser citadas: adeso de equipamentos

    de alta eficincia como por exemplo: sanitrios e mictrios ligados a sistemas de

    compostagem, para reduzir a demanda de gua potvel; uso de fontes alternativas

    de gua, como: gua da chuva e agua dos condensadores de ar condicionado

    (LEED 2009 for Schools, New Construction and Major Renovation, 2009, p. 25).

  • 49

    2.4.1.1.4 Comissionamento dos Sistemas de Energia

    De acordo com o LEED 2009 for Schools, New Construction and Major

    Renovation (2009, p. 33), este requisito tem a finalidade de garantir que os sistemas

    relacionados com a energia do projeto esto instalados, calibrados e esto sendo

    operados de acordo com os requisitos de projeto.

    Alguns dos benefcios do comissionamento incluem reduo no uso de

    energia, menores custos operacionais, melhoria da produtividade dos ocupantes e

    garantia de que o desempenho dos sistemas esto em concordncia com os

    requisitos de projeto.

    Os requisitos desde item so:

    A realizao das atividades do processo de comissionamento deve ser

    acompanhada de um indivduo com autoridade para liderar, analisar e

    fiscalizar as mesmas;

    O responsvel pela fiscalizao das atividades do processo de

    comissionamento deve ter experincia comprovada em pelo menos

    dois projetos de construo;

    Deve ser desenvolvido e implementado um plano de comissionamento;

    Deve ser verificada a instalao e o desempenho dos sistemas a

    serem comissionados;

    Deve ser elaborado um relatrio de comissionamento;

    Os processos de comissionamento devem ser realizados para os

    seguintes sistemas relacionados com a energia: aquecimento,

    ventilao, ar condicionado, sistemas de refrigerao e controles

    associados, controles de iluminao artificial e natural, sistemas

    domsticos de gua quente, sistemas de energias renovveis;

  • 50

    2.4.1.1.5 Desempenho Mnimo Energtico

    Este tpico tem por objetivo estabelecer parmetros para o nvel mnimo de

    eficincia energtica para construo e, propor sistemas de reduo dos impactos

    ambientais e econmicos associados ao uso excessivo de energia.

    Uma meta de classificao de desempenho energtico para o projeto de

    instalaes deve ser estabelecida:

    Opo 1: atravs de simulao, novas construes devero apresentar

    uma melhoria de 10% no seu desempenho, enquanto que para

    grandes obras de renovao, a melhoria deve ser de pelo menos 5%.

    Para efeitos de anlise,

    Opo 2: para adotar esta opo o projeto deve ter rea til menos que

    60960m (200.000ft), este deve cumprir todos os critrios aplicveis

    conforme estabelecido no guia: Advanced Energy Design (Projetos

    Avanados de Energia), para a zona bioclimtica em que o edifcio

    est localizado;

    Opo 3: o projeto deve estar conciliado com as medidas normativas

    identificadas no guia: Advanced Building Core Performance (Ncleo

    Avanado de Desempenho de Construes). Uma estratgia a ser

    tomada, pode ser utilizar um modelo de simulao computacional

    para avaliar o desempenho energtico e identificar as medidas de

    eficincia energtica mais rentveis. Quantificar o desempenho de

    energia em comparao com o edifcio de referncia (LEED 2009 for

    Schools, New Construction and Major Renovation, 2009, p. 35).

    2.4.1.1.6 Gesto Fundamental de Gases Refrigerantes

    Tem como escopo promover a reduo da destruio da camada de oznio,

    zerando o uso de sistemas de condicionamento de ar, ventilao e refrigerao

    baseados em CFC (clorofluorcarbono). Equipamentos, tais como: frigorficos,

    pequenos refrigeradores de gua e qualquer outro equipamento que contm menos

  • 51

    que 0,5 libras (0,226kg), no so considerados parte do sistema de construo e,

    no esto sujeitos aos requisitos deste item

    No caso de grandes reformas, existe a possibilidade de utilizao de

    sistemas a base de CFC, porm necessrio a realizao de um inventrio para

    identificar os equipamentos que utilizam esse fluido refrigerante, e fornecer um

    cronograma de reposio para os mesmos (LEED 2009 for Schools, New

    Construction and Major Renovation, 2009, p. 37)

    2.4.1.1.7 Coleta e Armazenamento de Materiais Reciclveis

    O alvo deste tpico facilitar a reduo dos resduos gerados pelos

    ocupantes da construo, que so transportados e depositados em aterros. Para

    que isso seja possvel, necessria uma rea dedicada, de fcil acesso para a

    coleta e armazenagem de materiais para reciclagem. Estes devem incluir no mnimo

    as seguintes categorias de coleta de lixo: papel, papelo, vidro, plsticos e metais.

    Vale ainda a identificao dos manipuladores de resduos locais, e

    compradores dos materiais que possam ser reciclados, instruir os ocupantes sobre

    os procedimentos de reciclagem e considerar o emprego de prensas de papelo e

    trituradores de latas de alumnio (LEED 2009 for Schools, New Construction and

    Major Renovation, 2009, p. 49).

    2.4.1.1.8 Desempenho Mnimo da Qualidade do Ar Interno

    Visando uma contribuio para o conforto e bem estar dos ocupantes, so

    estabelecidos nveis de desempenho mnimo da qualidade do ar interno nos edifcios.

    Para espaos mecanicamente ventilados, deve-se respeitar taxas de

    ventilao ou o cdigo local aplicvel que for mais rigoroso.

    Em edifcios ventilados naturalmente, o padro das instalaes dever estar

    em conformidade com ASHRAE 62,1-2007, tpico 5.1.

  • 52

    Os sistemas de ventilao devero atender ou exceder as taxas mnimas de

    ventilao do ar externo, conforme descrito na norma anteriormente citada (LEED

    2009 for Schools, New Construction and Major Renovation, 2009, p. 59).

    2.4.1.1.9 Controle da Fumaa do Cigarro

    Eliminar a exposio dos ocupantes do edifcio, as superfcies interiores e os

    sistemas de distribuio de ar de ventilao da fumaa ambiental proveniente do

    tabaco.

    Alm de ser proibido o fumo no interior do edifcio, vetado tambm o uso

    do tabaco em distncias menores que 7,62m (25ft) da entrada do edifcio, entradas

    de ar e janelas operveis (LEED 2009 for Schools, New Construction and Major

    Renovation, 2009, p. 60).

    2.4.1.1.10Desempenho Acstico Mnimo

    Este tpico tem o intento de garantir salas de aula silenciosas, para que os

    professores possam falar com a turma sem forar as suas vozes, e que, os alunos

    possam se comunicar de forma eficaz uns com os outros e com o professor.

    Aplicao de materiais absorventes de som em tetos e outras superfcies

    uma possvel medida a ser tomada (LEED 2009 for Schools, New Construction and

    Major Renovation, 2009, p. 61).

  • 53

    2.5 CERTIFICAO PROCEL EDIFICA

    O selo de etiquetagem PROCEL Edifica faz parte do PBE (Programa

    Brasileiro de Etiquetagem) e surgiu em 2003, sendo institudo pela

    ELETROBRAS/PROCEL, atuando conjuntamente com o Ministrio de Minas e

    Energia, o Ministrio das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e

    entidades das reas governamental, tecnolgica, econmica e de desenvolvimento,

    alm do setor da construo civil (PROCEL INFO, 2006).

    Este selo avalia uma edificao, classificando ela de acordo com o seu nvel

    de eficincia energtica. O processo de etiquetagem ocorre de forma distinta,

    podendo ser para edifcios comerciais, de servio e pblicos, ou para edifcios

    residenciais.

    O programa PROCEL Edifica da suporte a aplicao da LEI 10.295/0, que

    fala sobre a poltica nacional de conservao e uso racional de energia,

    regulamentando e etiquetando as edificaes brasileiras em termos de eficincia

    energtica (PORTELA JUNIOR, 2012, p. 14).

    2.5.1 Etiquetagem de Edifcios Comerciais, de Servio e Pblicos

    De acordo com Bertoletti (2011, p. 16), a avaliao dos edifcios comerciais,

    pblicos e de servio, em termos do desempenho energtico feita atravs do RTQ

    (Regulamento Tcnico de Qualidade) (INMETRO, 2010).

    Este regulamento aplicvel a edifcios cuja rea til mnima seja de 500m,

    e/ou cuja tenso de abastecimento seja igual ou superior a 2,3 kV. Nesta avaliao,

    so contemplados os edifcios no condicionados, parcialmente condicionados ou

    condicionados.

    Segundo os Manual para Aplicao do RTQ-C e RAC-C (2010, p. 62), todos

    os pr-requisitos gerais que esto no regulamento devem ser obrigatoriamente

    cumpridos para que a edificao possa receber etiquetagem completa de nvel de

    eficincia A, B ou C.

  • 54

    De acordo com Bertoletti (2011, p.17), aps um edifcio ser considerado apto

    a participar do processo de etiquetagem, ou seja, ter cumprido todos os pr-

    requisitos gerais, o seu nvel de desempenho ir variar de A (mais eficiente) at E

    (menos eficiente), sendo que esse desempenho ser avaliado pelos seguintes

    tpicos:

    Envoltria;

    Iluminao;

    Condicionamento de ar;

    Cada tpico analisado separadamente e a sua classificao dada de

    forma individual, sendo assim, pode-se obter uma ENCE (Etiqueta Nacional de

    Conservao de Energia) geral ou uma ENCE parcial.

    Para a ENCE geral, cada um dos sistemas avaliado e recebe uma

    classificao conforme o desempenho. Aps esta anlise, a ENCE geral ir

    apresentar o desempenho energtico do edifcio atravs da mdia dos trs sistemas

    avaliados.

    J para a ENCE parcial fornecida a etiqueta aps anlise de um ou dois

    sistemas, sendo que so possveis as seguintes combinaes:

    Envoltria;

    Envoltria e Sistema de Iluminao;

    Envoltria e Condicionamento de ar.

    Conforme o Manual para Aplicao dos Regulamentos RTQ-C e RAC-

    C(2010, p. 9), para a classificao geral, os trs itens, juntamente com bonificaes

    (que sero citadas posteriormente), so reunidos em uma equao que determinar

    o nvel de eficincia do edifcio. A Etiqueta Nacional de Conservao de Energia

    (ENCE), apresenta os nveis finais e parciais do edifcio de acordo com a Figura 4:

  • 55

    Figura 4 - Modelo da Etiqueta Nacional de Conservao de Energia (ENCE) para edificaes.

    Fonte: Manual de Aplicao dos Regulamentos RQT-C e RAC-C, p. 9.

    Parcelas do edifcio tambm podem ter a envoltria, o sistema de iluminao

    e o sistema de condicionamento de ar avaliados, resultando numa classificao final.

    Tanto para a avaliao geral, como para a parcial do edifcio, pesos so

    atribudos para cada requisito e, de acordo com a pontuao final, obtida uma

    classificao.

    Os pesos so distribudos da seguinte forma:

    Envoltria: 30%;

    Sistema de Iluminao: 30%;

    Sistema de Condicionamento de Ar: 40%;

  • 56

    2.5.2 Pr-requisitos Gerais

    De acordo com o RTQ-C(2010, p. 17), para os nveis A e B alm dos

    requisitos que sero citados nos itens 2.5.4, 2.5.5 e 2.5.6 (Envoltria, Sistema de

    Iluminao e Condicionamento de ar, respectivamente), devem ser cumpridos, para

    o edifcio ser elegvel a etiquetagem, os seguintes requisitos mnimos:

    Circuito eltrico com possibilidade de medio: a medio deve ser

    feita no local, por um profissional que possua o EPI (Equipamento de

    Proteo Individual) adequado de acordo com a NR 6, e que seja

    capacitado de acordo com a NR 10. A medio deve ser feita com o

    acionamento diferenciado dos sistemas de equipamentos, iluminao

    e condicionamento de ar. Isto no se aplica a:

    Edificaes cuja data de construo seja anterior a publicao

    do RTQ-C (junho de 2009);

    Hotis, desde que possuam desligamento automtico para os

    quartos;

    Edificaes com mltiplas unidades autnomas de consumo;

    Para edifcios que possuam demanda que justifique a utilizao de sistemas

    de aquecimento de gua, devero ser satisfeitos, de acordo com nvel de eficincia

    desejado, os seguintes requisitos:

    Nvel A: 100% da demanda de gua quente deve ser,

    comprovadamente, atendida por pelo menos um dos itens a seguir:

    Sistema de aquecimento solar;

    Aquecedores a gs do tipo: instantneo;

    Sistemas de aquecimento de gua por bombas de calor;

    Caldeiras a gs;

    Nvel B: 70% ou mais da demanda de gua quente deve ser,

    comprovadamente, atendida por pelo menos um dos mesmos itens

    citados para a obteno do nvel A;

    Nvel C: para edificaes que tenham apenas aquecimento eltrico da

    gua, ou que o aquecimento solar e a gs atendam menos de 70% da

    demanda e sejam complementados por sistemas eltricos, atingiro,

    no mximo, o nvel C, desde que atendam os pr-requisitos a seguir:

  • 57

    Os aquecedores eltricos de passagem, chuveiros eltricos e

    torneiras eltricas devem: possuir eficincia energtica superior

    a 95%, participar do PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem)

    e possuir potncia menor ou igual a 4600W;

    Aquecedores eltricos de hidromassagem devem seguir os

    mesmos moldes referentes a eficincia energtica e

    etiquetagem, porm, possuir potncia menor ou igual a 5000W;

    Aquecedores eltricos por acumulao devem possuir etiqueta

    com classificao A, segundo regulamento especfico do

    PBE/Inmetro;

    Quanto aos elevadores, de acordo com o nvel de eficincia desejado, os

    seguintes pr-requisitos devem ser cumpridos:

    Nvel A:

    Para edifcios existentes, o acionamento do elevador deve ser

    feito atravs de inversor de frequncia;

    Para edifcios que foram construdos a partir da data de

    publicao do RTQ-C (julho de 2009), o acionamento deve ser

    micro processado com inversor de frequncia e frenagem

    regenerativa, e mquinas sem engrenagem;

    Nvel B:

    Para os edifcios construdos aps a publicao do RTQ-C (julho

    de 2009), o acionamento ser nos moldes do citado

    anteriormente no nvel A, porm sem a necessidade de

    frenagem regenerativa;

    2.5.3 Bonificaes

    Iniciativas com o intuito de promover a economia de energia, sendo eles

    justificados e a economia gerada comprovada, sero consideradas bonificaes e

    podero receber at um ponto na classificao geral.

    Como exemplo disso, podem ser utilizados:

    Sistemas e equipamentos que racionalizem o uso da gua;

  • 58

    Sistemas ou fontes renovveis de energia;

    Sistema de cogerao e inovaes tcnicas;

    Sistemas de aproveitamento da iluminao natural;

    A reduo referente ao consumo anual de gua deve ser de no mnimo 40%

    para que seja concedido o ponto na classificao geral atravs da bonificao.

    J os sistemas que visam a reduo no consumo de energia, devem

    comprovar uma economia anual no uso da mesma de pelo menos 30%.

    Esses percentuais podem ser atingidos por meio de combinaes

    proporcionais de cada item, no havendo a necessidade de um nico item atingir

    toda a reduo proposta (Manual para aplicao do RTQ-C e RAC-C, 2010, p.68).

    2.5.4 Envoltria

    A envoltria de uma edificao, de acordo co