TN Petroleo 102

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  • o p i n i o

    a r t i g o s

    Ano XVI julho/agosto 2015 N 102 www.tnpetroleo.com.br

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  • sumrio edio n 102 jul/ago 2015

    noss

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    soc

    iais

    Cobertura especial Brasil Offshore

    Superao a palavra-chave do setor de leo e gs

    Entrevista exclusiva

    Especial construo naval

    PNG Petrobras 2015-2019

    com Edmar Almeida, diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Indstria naval no quer ficar deriva

    O custo da mudana menor no contexto de crise

    Choquede realidade

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    entrevista exclusiva

    Com essas palavras, o professor Edmar Almeida, diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), defende a necessidade imediata de o governo federal e a Petrobras aproveitarem o momento para fazer ajustes importantes no setor de leo e gs brasileiro, pois este vive os efeitos das crises externa e interna.

    NO CONTEXTO DE CRISE

    O custo da mudana menor

    ACREDITO QUE TODA crise uma grande oportunidade para revisitar as premissas da regulao e poltica setorial, bem como o planejamento das empresas. No podemos desper-diar a oportunidade de abrir o de-bate sobre as questes consideradas clusulas ptreas do nosso planeja-mento e regulao. Precisamos ter coragem para discutir e aprimorar tudo aquilo que seja necessrio para voltar ao crescimento sustentvel, destaca o economista nesta entre-vista exclusiva TN Petrleo.

    TN Petrleo Hoje, o setor de leo e gs responde por 13% do PIB brasileiro. O aumento da capaci-dade produtiva e operacional da Petrobras e de suas parceiras vem alavancando a produo nacional, que, de acordo com o boletim da Agncia Nacional de Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis (ANP), em maio deste ano alcanou a mar-ca de 2,998 milhes de barris de leo equivalente (boed). Ao mesmo tempo, a Petrobras vive a maior crise de sua histria, com impactos em todo o setor, obrigando-a

    a rever seu plano de investimentos. Como avalia o cenrio atual do setor e sua crescente participao na economia brasileira?

    Edmar Almeida A questo da participao do setor do petrleo no PIB bastante controversa. A estimativa de 13% inclui a participa-o direta dessa indstria bem como de outros segmentos que integram a cadeia produtiva de petrleo. Os clculos oficiais do Instituto Brasilei-ro de Geografia e Estatstica (IBGE) no validam o nmero de 13%. De toda forma, o que importante ressaltar que o segmento de leo e gs apresentou um crescimento muito maior que o restante do setor industrial no Brasil nos ltimos anos. Os investimentos do setor de petr-leo representam uma parcela muito importante de todo o setor industrial no Brasil. Por isso, contribuiu para alavancar o crescimento industrial, a partir das compras locais de bens e servios. A crise decorrente da queda dos preos do petrleo e as dificuldades da Petrobras, tanto econmicas como polticas, acres-centam vetor negativo ao j difcil

    cenrio da economia brasileira, em particular ao setor industrial. Vejo um cenrio desafiador de ajustes no somente na rea de petrleo, mas em toda a economia brasileira. Este processo de ajustes econmi-cos est apenas iniciando.

    E como o Brasil, a Petrobras e o pr-sal e esto inseridos no con-texto mundial?

    O Brasil a principal fronteira de expanso da indstria de petrleo mundial fora dos Estados Unidos e da Organizao dos Pases Exporta-dores de Petrleo (Opep). Por esta razo, o mundo do petrleo est acompanhando com muita ateno o que est acontecendo aqui. Os contratos assinados entre as ope-radoras e a ANP apontam para uma expanso da produo brasileira de petrleo dos atuais 2,4 para cerca de 2,8 milhes de barris/dia em 2020. Se tal coisa acontecer, o leo adicional que o Brasil colocar no mercado pode ter um forte impacto no equilbrio do mercado interna-cional de petrleo. O Brasil dever se tornar um exportador importante.

    por Felipe Salgado

    Edmar Almeida, diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

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    Para isso, dever buscar espao num mercado externo cada vez mais disputado lembrando que o pas ainda tem como vantagem um gran-de mercado interno. Alm do mais, a presena de empresas chinesas, a crescente aproximao da Petrobras com a China e a aposta da Shell no Brasil representam passos importan-tes para a maior insero brasileira no mercado internacional.

    Em maro, a oferta excedente de petrleo no mercado global aliada retrao do consumo derrubou o preo do energtico ao mais baixo

    patamar em seis anos. Naquele momento, a inviabilidade econ-mica do pr-sal parecia iminente. Entretanto, a produo brasileira cresceu 17% no primeiro trimestre de 2015 em comparao com o mesmo perodo de 2014, em funo do pr-sal. A dimenso das reser-vas e alta produtividade de seus poos fazem a aposta valer a pena mesmo com o preo do petrleo em torno de US$ 60?

    Acredito que sim. Com poos apresentando uma produtividade entre 20 mil at 40 mil barris dirios, o pr-sal rentvel. A questo maior

    no parece ser a rentabilidade, mas a disponibilidade de capital para investi-mentos, no contexto de preos baixos da commodity. Todas as empresas esto fazendo ajustes, pois estavam investindo com base numa previso de fluxo de caixa que no existe mais. Alm disso, com o nvel de endivida-mento j elevado, o ritmo do investi-mento vai ser ditado pela disponibili-dade de caixa da Petrobras.

    Independentemente do preo do petrleo, muitos investidores consi-deram que a compra de certos ativos no Brasil representa a oportunidade

    A CRISE DECORRENTE

    DA QUEDA DOS

    PREOS DO PETRLEO

    E AS DIFICULDADES

    DA PETROBRAS,

    TANTO ECONMICAS

    COMO POLTICAS,

    ACRESCENTAM VETOR

    NEGATIVO AO J

    DIFCIL CENRIO DA

    ECONOMIA BRASILEIRA,

    EM PARTICULAR AO

    SETOR INDUSTRIAL.

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    DIANTE DA MANUTENO DO PREO BAIXO DO

    PETRLEO, CRISE ECONMICA NOS PRINCIPAIS

    PASES DO OCIDENTE, DESVALORIZAO CAMBIAL,

    PERCALOS POLTICOS INTERNOS, DENNCIAS DE

    CORRUPO E ALTO NVEL DE ENDIVIDAMENTO, A

    PETROBRAS ANUNCIA SEU PLANO DE NEGCIOS E

    GESTO 2015-2019 DE US$ 130,3 BILHES. UM VOLUME

    DE INVESTIMENTOS 37% (US$ 90,3 BILHES) INFERIOR

    AO DO PLANO ANTERIOR, DE US$ 220,6 BILHES

    DOS QUAIS US$ 37,1 BILHES FORAM UTILIZADOS EM

    2014 E US$ 13,8 BILHES REFERIAM-SE CARTEIRA

    DE PROJETOS EM AVALIAO.

    por Felipe Salgado

    PNG Petrobras 2015-2019

    CHOQUE DE REALIDADE

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    eventos

    O painel de abertura teve a presena do senador Jos Serra (PSDB-SP), autor do Projeto de Lei que pretende alterar

    o marco regulatrio do pr-sal, ti-rando da Petrobras a obrigao da participao mnima no consrcio de explorao e sua responsabili-dade pela conduo e execuo das

    atividades relacionadas ao projeto. Inesperadamente, a palestra de Serra foi interrompida pela manifestao de um grupo de petroleiros que, insa-tisfeitos com a proposta de mudana da lei, estenderam faixas contrrias posio defendida pelo senador e o impediram de falar.

    Por um momento, os integrantes da plateia se viram diante de um palco

    de disputa poltica. Foi quando o pre-feito de Maca, Aluzio dos San-tos, tomou a pala-vra e, reconhecen-do a legitimidade da expresso dos

    manifestantes, pediu que eles tam-bm respeitassem o direito reservado

    Apontada como a terceira maior conferncia internacional da indstria do petrleo e gs, a 8a edio da Brasil Offshore reuniu importantes players do mercado offshore na principal porta de acesso para uma das bacias mais importantes do pas a de Campos que responde por cerca de 80% da produo nacional. Com 50 mil visitantes, 700 empresas expositoras, 56 empresas internacionais e representantes de 38 pases, a feira ocupou 45.000 km do centro de exposio. Sinal de que a cadeia de fornecedores do setor quer reagir e superar a crise.

    do setor de leo e gs

    Cobertura Especial Brasil Offshore

    ao convidado de expor as suas ideias e motivaes. A ma