aula 8 - CF2

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  • 1. Interaes medicamentosas 01/12/2009 Interaes medicamentosas

2. Programa

  • Conceito de interao medicamentosa.
  • Classificaes: Por severidade clnica; Por mecanismo.
  • Mecanismos da interao: Interao farmacutica, interao farmacodinmica, interao farmacocintica.
  • Interaes de carter farmacodinmico: Interaes em receptores; interaes por somao ou sinergia funcional.
  • Interaes de carter farmacocintico: Interaes durante a absoro; interaes durante a distribuio; interaes durante o metabolismo; excreo renal; frmacos implicados mais freqentemente nas interaes.
  • Interaes entre drogas e alimento.
  • Deteco e preveno das interaes.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 3. O conceito de interao

  • Uma interao resulta quando os efeitos de uma droga so alterados de alguma forma pela presena de outra droga, por alimento, ou por exposio ambiental. (Robertson e Penzak, 2007).
  • Se denomina interao farmacolgica a ao que um frmaco exerce sobre outro, de modo que este experimente uma mudana quantitativa ou qualitativa em seus efeitos. Em toda interao h, pois, um frmaco cuja ao modificada e outro ou outros que agem como precipitantes ou desencadeantes da interao. Em alguns casos, a interao bidirecional (de Cos, 1998).

01/12/2009 Interaes medicamentosas 4. Descrevendo interaes

  • Existem vrios critrios para descrever uma interao medicamentosa.
  • Do ponto de vista clnico, descrevemos uma interao enumerando
    • Os medicamentos ou classes de medicamentos envolvidos;
    • O mecanismo pelo qual a interao ocorre;
    • O efeito resultante;
    • A severidade clnica.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 5. 01/12/2009 Interaes medicamentosas 6. Severidade clnica

  • Interao menor:Apresenta conseqncias clnicas limitadas, e no requer mudanas na terapia. P. ex., furosemida e hidralazina interagem, sem efeito clinicamente relevante.
  • Interao moderada:Requer mudanas na dosagem ou monitoramento de toxicidade. P. e.x, a interao entre rifampicina e isoniazida aumenta o risco de hepatotoxicidade.
  • Interao severa:Deve ser evitada sempre que possvel, pois resulta em toxicidade sria. P. ex.: a interao entre cetoconazol e cisaprida leva prolongamento do intervalo Q-T e arritmia ventricular.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 7. 01/12/2009 Interaes medicamentosas 8. Interaes farmacuticas

  • Referem-se s incompatibilidades fsico-qumicas entre duas substncias que impedem-nos de mistur-las em uma mesma soluo.
  • So de menor relevncia, pois basta administrar as drogas em solues diferentes.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 9. Interaes farmacodinmicas

  • Em receptores farmacolgicos: Interaes mltiplas, descritas pelo espectro agonista-antagonista. Algumas vezes podem ser exploradas clinicamente (p. ex., antagonismo do flumazenil no receptor benzodiazepnico).
  • Somao e potenciao funcionais: Por somao (qdo o efeito de duas drogas administradas concomitantemente aditivo) ou por sinergismo (o efeito de duas drogas excede a soma de seus efeitos individuais).A potenciao requer que as duas drogas ajam em receptores diferentes ou em sistemas efetores diferentes .

01/12/2009 Interaes medicamentosas 10. Interaes farmacocinticas

  • Envolvem a maior parte das interaes descritas atualmente.
  • Envolvem a alterao das concentraes de uma determinada droga no plasma ou no stio de ao.
  • Ocorrem quando uma substncia (droga, alimento, substncia natural) altera a absoro, distribuio metabolismo, ou eliminao de outra droga.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 11. Frmacos potencialmente desencadeadores da interao farmacocintica

  • Frmacos que mostram alta afinidade por protenas plasmticas e, portanto, podem deslocar com mais facilidade os outros frmacos de seus stios nessas protenas. P. ex.: AINEs.
  • Frmacos que alteram o metabolismo de outros frmacos por estimul-lo ou inibi-lo. P. ex.: alguns antiepilpticos, rifampicina (estimulantes do metabolismo); cimetidina, imidazis, alopuriol, fenilbutazona (inibidores do metabolismo).
  • Frmacos que alteram a funo renal e oclearancede outros frmacos. P. ex.: todos os diurticos, os aminoglicosdeos, alguns uricosricos.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 12. Frmacos potencialmente objeto da interao

  • Frmacos com curva dose-efeito com grande inclinao, onde pequenas alteraes na dose produzem grandes alteraes no efeito.
  • Frmacos que dependem de vias metablicas autoindutveis ou facilmente saturveis para sua eliminao.
  • Frmacos que apresentam ndice teraputico pequeno, e originam toxicidade devido interao.
  • Exemplos: Hipoglicemiantes, anticoagulantes orais, antiepilpticos, antiarrtmicos, glicosdeos cardacos, contraceptivos orais, aminoglicosdeos, antineoplsicos, imunodepressores, frmacos com ao sobre o SNC.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 13. Interaes afetando a absoro

  • Podem resultar de mudanas nataxade absoro, naextensoda absoro, ou ambas.
  • Mudanas na taxa de absoro no so clinicamente relevantes quando a administrao crnica ou sub-crnica. Quando a administrao aguda (p. ex., analgsicos, hipnticos), uma reduo na taxa de absoro pode causar um atraso inaceitvel no incio do efeito farmacolgico.
  • A extenso pela qual uma droga absorvida por ser afetada por mudanas no tempo de transporte ou na motilidade gastrointestinal, no pH gastrointestinal, na enzima CYP450 intestinal e na atividade das protenas de transporte intestinal, e pela quelao da droga no trato GI.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 14. Alteraes na motilidade do trato GI

  • Medicamentos que alteram a motilidade do trato GI podem mudar a taxa com a qual uma droga transportada no intestino delgado, o principal stio de absoro para a maior parte das drogas administradas v.o.
  • O agente pr-cintico metoclopramida, p.ex., aumenta a taxa de transporte da droga pelo trato, aumentando a taxa de absoro de certas drogas e aumentando a extenso da absoro em alguns casos.
  • P. ex.: ainda que no sejam observadas mudanas na taxa declearanceda ciclosporina, a AUC da curva concentrao-tempo e a concentrao srica mxima (C max ) da ciclosporina aumentaram em 22% e 46%, respectivamente, quando administrada concomitantemente com a metoclopramida.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 15. Efeitos sobre a solubilidade

  • Para algumas drogas, a absoro limitada pela solubilidade de um composto, com a dissoluo sendo altamente dependente do pH gstrico.
  • O agente antiretroviral didanosina, p. ex., um composto lbil em pH cido, e foi formulado originalmente como uma preparao tamponada para aumentar sua biodisponibilidade.
  • Outras drogas, como o itraconazol e o cetoconazol, requerem um ambiente cido para serem adequadamente absorvidas. Assim, esses medicamentos devem ser administrados 2 horas antes ou 1 hora depois da administrao de anticidos ou drogas tamponadas.
  • Inibidores de bombas de prton e antagonistas do receptor H 2diminuem a absoro e concentrao plasmtica dessas drogas.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 16. Efeitos quelantes

  • A absoro de certas drogas pode ser alterada pela formao de complexos insolveis quando essas so expostas a ctions di- e trivalentes no trato GI.
  • Antibiticos da classe das quinolonas so quelados quando co-administrados com produtos que contenham magnsio, alumnio, clcio ou ferro, limitando a absoro da quinolona de forma significativa.
  • A absoro da ciprofloxacina diminui cerca de 50-75% quando administradas entre duas horas antes e duas horas depois da administrao de hidrxido de alumnio ou carbonato de clcio.
  • Tetraciclinas formam complexos com anticidos e com o ferro no trato GI.
  • Drogas adsorventes, como o carvo ativado e a colestiramina (agente redutor de colesterol), ligam-se a diversos medicamentos quando co-administrados.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 17. Administrao com alimento

  • Pode alterar a biodisponibilidade e outros parmetros farmacocinticos de medicamentos.
  • Inibidores da protease, p. ex., apresentam absoro aumentada qdo administradas com alimentos, com um aumento de quase 500% na biodisponibilidade.
  • Por outro lado, o inibidor de protease indinavir melhor absorvido com um estmago vazio.

01/12/2009 Interaes medicamentosas 18. 01/12/2009 Interaes medicamentosas Droga Alimento Interao adversa Antagonistas do clcio; terfenadina; cafena Suco de toranja Aumento na biodisponibilidade; inibio do metabolismo de primeira passagem; aumento na toxicidade Inibidores da MAO Alimentos contendo tiramina (fgado, peixes defumados, queijos, banana, abacate, sopas, cerveja, vinhos, iogurte, creme azedo, leveduras, nozes) Palpitaes, dores de cabea, crises hipertensivas Digotoxina Licorosos Toxicidade Griseofulvina Alimentos gordurosos Nveis plasmticos aumentados Preparaes de liberao lenta lcool Aumento nas taxas de liberao Ltio Diminuio nas ingestes de sdio Toxicidade do ltio Quinidina Dietas alcalinas Toxicidade da quinidina Diurticos tiazdicos Carboidratos Aumento nas taxas de acar no sangue Tetraciclinas Produtos lcteos; sulfato ferroso Diminuio na abs