Cesar Cezar - Pregador Criativo.

110
César Cezar PREGAD R CRIATIV Manual de Pregação Dinâmica

Transcript of Cesar Cezar - Pregador Criativo.

  • Csar Cezar

    PREGAD R CRIATIV Manual de Pregao Dinmica

  • liii; UE PREPARAR UM 9ERMAO! Este livro um curso completo, objetivando reciclar conceitos, inovar outros do ponto de vista de quem ouve, analisando suas personalidades. Ensina a arte de pregar, de forma criativa, chamando a ateno, at mesmo do mais distrado ouvinte. O objetivo fundamental desenvolver o potencial criativo, eliminar obstculos e incrementar a performance do lder no plpito. Assim, o autor coloca nas mos dos pregadores, poderosas e atuais ferramentas de trabalho que abrangem: homiltica moderna, marketing e comportamento humano, as quais so fortes aliadas da arte de anunciar entusias-ticamente a Palavra de Deus em mensagens marcantes e de impacto.

    ...

    X ) cf-

    0 autor, Pasor Csar Cezai tem seu minisfr voltad Dar estruturao de Igrejas e treinamento de ldere

    empresrio, professor de teologia sistemtica da lngua hebraica, fez diversos cursos na

    reas de comunicao, comportamenf e marketing. Foi o fundador da Missa Rua "Cristo Vida" e da Misso par Estudos Bblicos "Amigos em Cristo'

    Serviu como Missionrio na Missa Holandesa Filadlfia, e cursou Teologi

    no Seminrio Teolgico Reformado na Coria do Sul

    ' |

    E D I T O R A www.iKkanlos.eovn.hr

  • Copyright2OO7 por Csar Czar.

    Todos os direitos cm lngua portuguesa reservados por:

    A. D. Santos Editora Al. Jlia da Costa, 215 80410-070 - Curitiba - Paran - Brasil +55(41)3,207-8585 www.adsantos.com.br [email protected]

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)

    CZAR, Csar Augusto Arruda. Socorro!!! Tenho que preparar um Sermo - Manual de Pregao Dinmica; Pregador Criativo / Csar Czar - Curitiba: A. D. SANTOS EDITORA, 2006. 216 p.

    ISBN - 85-7459-063-0

    1. llomilctiea 2. Oratria 3. Esboo de Mensagens

    CDD - 250

  • O Objetivo

    "Certa vez uma senhora ganhou numa rifa um Maverick V8 Canadense Turbinado todo equipado que poderia facilmente chegar a 250 Km/h.

    Todavia ela nunca ousou passar dos 40 Km/h..."

    O objetivo deste livro ensin-lo como desenvolver o seu potencial criativo, eliminar obstculos, e incrementar sua performance no plpito para a Glria de Deus.

    O Foco

    "Os pais preocupados, levaram seu pequeno filho ao psiclogo, e alegaram que todo o desenho que o menino fazia era em preto e branco.

    Ento o doutor perguntou: "Vocs j deram pra ele uma caixa de lpis de cor?"

    Seus pais responderam: "No !"

    Estaremos colocando em suas mos poderosas e atuais ferramentas de trabalho que abrangem: Tcnicas de Homiltica, Marketing e Comportamento Humano que sero fortes aliados na arte de pregar entusiasticamente mensagens cativantes e de impacto.

  • A Aplicao Um dia perguntaram ao homem que quebrou o

    recorde mundial de salto distncia: "O que voc fez foi impossvel, como consequiu

    isso?" * Ele respondeu: "No sabia que era impossvel..."

    Voc se surpreender consigo mesmo ao desenvolver os talentos que Deus lhe deu, pois se tornar algum mais expressivo e comunicativo e poder ver uma grande mudana, no s no plpito, mas em todos os seus relacionamentos.

    "Bem aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.

    Mais preciosa do que os rubins; e tudo o que podes desejar no se pode comparar a ela."

    (Pv 3.13-15)

    VI

    SUMRIO

    PARTE 1 TCNICAS DE HOMILTICA 01

    Introduo 01 Tcnicas de Marketing e Homiltica 03 Algumas Regras de Publicidade 07 Falemos Um Pouco Sobre Homiltica 25 Uma Dica Sobre Comunicao 28 Eloqncia, Melhorando a Sua Comunicao 29 Os Tipos de Pregadores 35 O Pregador Um Tdio 35 O Pregador Uma Farsa 36 O Pregador Um Falador 38 Atualizando O Conceito Sobre o Emissor 39 A Mensagem 39 Interferncia na Mensagem 43 O Pregador Criativo 45 O Poder das Palavras 45 Palavra de Cincia X Palavra Revelada 52 A Espiritualidade 57 Questionrio Para Avaliao 59

    PARTE 2 - O PLPITO 61 O Auditrio 61 Como Elaborar a Mensagem do Ponto de Vista do Receptor 64 Ns No Somos Iguais 65 O Objetivo 66

    vii

  • Personalidade Virtual X Personalidade Real 67 O Receptor e Seu Comportamento 70 Os Tipos Bsicos de Personalidade 71 Personalidade Tipo Rei-Padro 1 74 Quadro Comparativo, Personalidade - Padro 1 Rei 85 Personalidade Tipo Servo - Padro 2 86 Quadro Comparativo, Personalidade - Padro 2 Servo 101 Personalidade Tipo Filho - Padro 3 102 Quadro Comparativo, Personalidade - Padro 3 Filho 115 Personalidade Tipo Celeste - Padro 4 116 Quadro Comparativo, Personalidade - Padro 4 Celeste 129 Algumas "Dicas" Que Devem Ser Consideradas 130 Questionrio Para Avaliao - Parte 2 132 PARTE 3- TCNICAS PARA DESENVOLVERA CRIATIVIDADE 133

    Dia-a-Dia do Pregador 133 Aprendendo a Cada Novo Dia 136 O Que Banco Criativo? 140 O Que Banco de Dados? 141 Desenvolvendo a Criatividade 150 Os Estgios da Criatividade 152 1o Estgio, Frustrao 152 2 Estgio, A Gestao 153 3o Estgio, A Concepo 154 Uma Palavra Sobre Imaginao 155 Usando a Memria 157 A Ilustrao udio-Visual 161 Questionrio Para Avaliao - Parte 3 168

    vm

    Parte 4- PREGANDO CRIATIVAMENTE 169

    O Lay-Out e o Esboo 169 Os Elementos Bsicos do Sermo 169* O Esboo do Sermo 177* Atitudes Inconscientes 179 Por Que Isso Acontece? 180 O Crtico X Certeza da Direo Divina 181 A Certeza da Direo Divina 182 Consideraes Finais 183 Questionrio Para Avaliao - Parte 4 184 Exemplo de Pregao Criativa 185 Palavra do Editor 202

    ix

  • APRESENTAO

    A bem da verdade, o Esprito Santo que utiliza seus servos para ministrar a Palavra, porm o Esprito de Deus tem que usar aquilo que tem nas mos.

    Suponha que voc tem um Fusca, voc no pode exigir que ele tenha o desempenho de um Mustang.

    O mesmo exemplo serve para entendermos o que pode acontecer conosco, pois muitas vezes nossas limitaes impedem que Deus nos utilize com maior eficincia.

    Desde a minha converso ao Senhor Jesus senti arder forte em meu corao um grande desejo de proclamar a Sua Palavra. Todo aquele que compartilha desse desejo j descobriu que no tarefa simples pregar a Palavra num mundo cheio de atrativos que concorrem para ganhar a ateno dos ouvintes.

    Muitas vezes durante o ministrio de evangelizao, tive a impresso de ter pregado para as paredes, pois em dado momento os ouvintes pareciam sofrer de um ataque crnico coletivo de falta de ateno mensagem.

    Quando comentava o fato com alguns pastores ou missionrios ficava surpreso em saber que o mesmo acontecia com eles. Muitos at me incentivavam com aquele famoso chavo, o qual creio que todo o pregador j ouviu:

    "Importa que a mensagem seja pregada, se eles no ouvirem o problema no nosso, deles!"

    Porm, algo dentro de mim se agitava, no conseguia me conformar com isso. um terrvel paradoxo perceber que a Palavra Ministrada no cativa totalmente a

    XI

  • ateno daqueles que vo igreja com o nico propsito de ouvir algo acerca de Deus!

    Creio que a Palavra viva e poderosa, e que merece ser pregada de um modo especial, utilizando-se todos os recursos possveis para torn-la cativante, atraente e influencivel dentro e fora da igreja, alcanando at mesmo o mais distrado e indouto ouvinte.

    E cabe ao pregador, como vaso de Deus, orar pedindo recursos para atrair todos ao cativante ensino da Palavra.

    "E, se algum de vs tem falta de sabedoria pea-a a Deus, que a todos d liberalmente, e o no lana em rosto, e ser-lhe- dado..."

    (Tiago 1.5)

    importante que voc saiba que este livro no lhe dar nada pronto!

    Tambm no se trata de um compndio de ilustraes para sermes, to pouco se dispe a ser um curso de Homiltca, nem se prope a ser um curso rpido de Teologia.

    O nosso nico propsito, como diz o adgio popular: "No dar-lhe o peixe pronto, mas sim ensin-lo a pescar", isto , ajud-lo a desenvolver e aperfeioar o potencial que Deus j lhe deu, para transpor um grande desafio: Conseguir atrair ateno das pessoas para a mensagem de Deus pregada e revelada e lev-las a entender a vontade de Deus para suas vidas.

    Esse obra s poder ser funcional para aqueles servos do Senhor Jesus que no gostam de ficar falando sozinhos quer nas praas pblicas ou nos plpitos.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO l

    PARTE 1

    Introduo V e r t o dia fui convidado a ouvir um CD novo na

    casa de um irmo. Chegando l, ele todo empolgado ligou o stereo ps

    o CD e apertou o play. Fiquei ansioso para ouvir aquilo que ele mesmo

    chamava de " O mximo". Porm para minha surpresa, um som muito

    estridente e com muito chiado comeou a ecoar pela sala, era mesmo algo insuportvel.

    Ento, falei para ele;" Isso o mximo?" De um pulo, ele levantou, tirou o CD e ficou

    examinando-o, depois olhou dentro do aparelho e afirmou que alguma coisa estava errada.

    Colocou novamente o CD e ento de novo comeou aquele som horrvel.

    Rapidamente ele comeou a procurar qual poderia ser o defeito, foi quando o seu irmo mais novo revelou ter estourado "sem querer", os alto-falantes.

    O CD estava perfeito o problema todo estava nas caixas de som.

    Esse um exemplo bem claro do que pode estar acontecendo hoje em algumas igrejas. A Palavra do Senhor vibrante e poderosa por si s, ela perfeita!

    O que pode estar errado, que alguns pregadores agem como verdadeiros" alto-falantes estourados" fazendo daquilo que deveria ser um lindo som, algo insuportvel de ser ouvido.

  • 2 O PREGADOR CRIATIVO

    Conta a histria bblica que certa vez uma jumenta falou a Balao, e bem possvel que voc j tenha visto suas crias pregando por a.

    Pergunte-se a si prprio: "Como eu reajo quando ouo uma mensagem maante e tediosa ?"

    Pois bem, os outros ouvintes no so diferentes de ns. Eles tem exatamente a mesma impresso que voc e eu.

    Quando a pregao est chata, as pessoas pouco a pouco vo desviando a ateno, para outros detalhes do auditrio e deixam que a mensagem literalmente "passe por cima de suas cabeas".

    Por isso, s vezes, pela falta de preparo do pregador, as pessoas saem da igreja mais vazias do que chegaram.

    No se pode culpar os ouvintes por no prestarem ateno num sermo fraco e sem brilho, pois at mesmo o cachorro quando est entediado comea a correr atrs do prprio rabo para se distrair.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 3

    Tcnicas de Marketing e Homiltica

    "...Eo que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados... "(Mateus 10.27b)

    Uma Palavra sobre Publicidade e Marketing

    Imagine a seguinte situao: Ao acordar pela manh voc ouve no rdio a

    seguinte mensagem "Ateno ! Hoje meia noite olhe para o cu que Deus vai falar com voc". Voc vai tomar seu caf senta-se mesa, abre o jornal e l est o mesmo anncio veiculado na pgina central do jornal. A voc pega o carro vai para o trabalho, liga o rdio e de hora em hora ouve a mesma mensagem. Andando pelas ruas e avenidas, observa que h vrios out-doors com a mesma campanha. Enfim o dia todo por todo lugar que vai, v diversas formas do mesmo anncio: "Deus vai falar com voc hoje meia noite ! Olhe para o cu !"

    Aps ver tanta publicidade, ser que voc se sentiria compelido, ao menos por curiosidade, a olhar para o cu meia noite ?

    Eu creio que sim! claro que Deus no usa propriamente os veculos de publicidade para falar com o povo, mesmo porque Ele conta com voc para a proclamao da Sua Palavra, todavia, este pequeno ensaio serve para lhe mostrar o poder que a publicidade exerce sobre as pessoas

  • 4 O PREGADOR CRIATIVO

    A Publicidade nada mais do que uma contingncia da sociedade contempornea.

    Atualmente se reveste de aspectos cientficos no intuito de vir a causar influncia cada vez maior no homem moderno.

    Seus mtodos, so usados nos mais variados campos desde filosfico, poltico, social, econmico e at mesmo no campo psicolgico.

    A criao de produtos e servios e os meios pelos quais eles saem do fabricante e chegam s mos do consumidor final se d o nome de Mercadologia ou Marketing.

    A bem da verdade, a Publicidade e o Marketing tem de andar juntos numa relao "causa e efeito", para que haja satisfao geral tanto para quem vende, quanto para quem compra.

    At pouco tempo atrs no era comum o uso dos veculos publicitrios para divulgao da f ou de seus artefatos, todavia a igreja catlica, desde 1597, sob a tutela do papa Clemente VIII j adotava (com a finalidade exclusiva de propagao da suas crenas) o termo Propaganda sob a alcunha de "Congregatio de Propaganda Fide".

    A partir da, Publicidade ficou caracterizada como a arte de despertar no pblico a reao de compra com explcito objetivo comercial; e a Propaganda ficou definida como atividades que tendem a influenciar o homem, com objetivo religioso ou cvico, propagando idias porm, sem finalidade comercial.

    Todavia, neste manual, vamos abordar somente sobre a essncia da Publicidade, ou seja, o mago dos Fundamentos Psicolgicos, essa sim, a nica parte que nos interessa para tornar ainda mais eficaz a pregao da Palavra de Deus.

    No mundo capitalista em que vivemos a publicidade exerce grande influncia de atrao sobre as pessoas.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 5

    At mesmo comigo j aconteceu, o fato de uma publicidade mudar minha opinio. Certa vez estava dirigindo meu veculo num dia ensolarado, e encontrava-me com muta sede, ento pensei: "Puxa, que vontade de beber um suco de laranja bem geladinho !", ento estacionei meu carro na padaria mais prxima e quando entrei, havia uma pessoa bebendo uma Coca-Cola com gelo e limo.

    Quando o balconista veio atender-me, ouvi saindo de minha boca:

    "Eu quero uma Coca com limo e gelo !" Veja s! O que tem haver um suco de laranja que

    amarelo e natural com uma Coca-Cola, que preta e artificial ? Eu queria beber um suco de laranja, mas ao ver a Coca-Cola mudei imediatamente de opinio. E bem possvel que voc tenha passado por uma situao semelhante.

    Talvez fiquemos a nos perguntar: "Por que isso acontece ?"

    Resposta: o resultado de muitos investimentos em campanhas e mais campanhas de publicidade, as quais visam criar novos hbitos e conceitos.

    As razes que provocam este nosso interesse pelo objeto anunciado, se analisadas luz da psicologia, mostram que os publicitrios inteligentemente desenvol-veram suas tcnicas para levar o consumidor ao de compra embasados nos fundamentos psicolgicos do desejo humano.

    Estes desejos podem ser listados da seguinte ma-neira:

    Desejo de Aprovao Desejo de Segurana Desejo de Atividade

    Desejo de Reciprocidade

    Toda vez que se fizer um apelo a estes desejos, inconscientemente tendemos a ir de encontro a eles.

  • (1 O PREGADOR CRIATIVO

    Por isso todos os dias somos bombardeados por pelo menos 1500 mensagens publicitrias que apelam diretamente para:

    A nsia de viver; a atrao pelo sexo oposto; a comodidade; a importncia pessoal e a estimulao dos sentidos.

    Creio que o inventor da publicidade foi o prprio Deus, afinal foi Ele mesmo que nos mandou: "Anunciar o evangelho a toda criatura at aos confins da Terra I (Marcos 16.15)

    De que maneira ? Algum poder perguntar: "O que escutais ao ouvido, anunciai-o sobre os telhados", disse Jesus. (Mateus 10.27b)

    Perceba que o evangelho tem a resposta certa para cada nsia do ser humano:

    *Para a nsia de viver, Jesus nos oferece a vida eterna. (Joo 3.16; 6.48) *Para a nsia comodidade, O Senhor nos providencia morada numa manso celestial. (Joo 14.2) *Para a nsia por auto-estima, Jesus afirma que "Uma vida vale mais que o mundo todo" (Mateus 16.26). *Para a nsia pela estimulao dos sentidos, nos declara a Palavra que: "Quem tem sede venha a mim e beba !", ou, "Eu sou o po da vida !" (Joo 7.37b -6:48) *Para o desejo de segurana, diz o Senhor: "Ningum vo-lo arrebatar da minha mo I" (Joo 10.28) *Para o desejo de atividade "Os campos esto brancos e poucos so os ceifeiros " (Mateus 9.37) *Para o desejo de Reciprocidade: "Se as minhas Palavras estiverem em vs, pedireis o que quiserdes e vos ser feito. (Joo 15.7)

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 7

    Como podemos claramente ver, Deus foi o inventor da publicidade, o homem somente a usa em seu benefcio prprio.

    ALGUMAS REGRAS DE PUBLICIDADE

    A tcnica utilizada por trs de tanto xito na verdade bem simples. Foi George H. Batten que inventou a frmula conhecida como ``^`` que tambm pode ser aplicada na pregao do evangelho.

    Creio que o Evangelho de Jesus Cristo o nico meio de atender todas as expectativas humanas em relao aos seus desejos.

    Resumindo, em Jesus encontramos: Segurana, Aprovao, Reciprocidade e no nos falta trabalho em Sua obra.

    Por todos estes motivos cremos que tambm pregao pode ser embasada nesta mesma frmula psicolgica de sucesso:

    "ATOA" C

    A primeira letra da frmula, a letra "A" refere-se a Ateno que o primeiro item necessrio para quem quer mostrar qualquer coisa a algum. Se no consigo despertar a Ateno do indivduo no conseguirei sequer um modo de iniciar a mensagem.

    As agncias de publicidade criam muitas tcnicas para chamar a ateno, perceba que muitos anncios exploram muito a cor vermelha. Porque o ser humano parece sentir uma necessidade psicolgica por esta cor, por exemplo:

    Voc tem um saquinho de balas de goma de diversas cores, mas ns procuramos pelas vermelhas. Na geladeira tem uma laranja, uma pra e um morango, ns pegamos o morango, etc.

  • 8 O PREGADOR CRIATIVO

    Perceba que a logomarca Coca-Cola, tem um pano de fundo vermelho, a patente Mc Donald's tambm, a maioria dos carros anunciados so vermelhos, enfim, os publicitrios planejam cada detalhe para obter a mxima ateno de seus consumidores, e creio que podemos ter o mesmo zelo ao elaborar uma mensagem que chame a ateno. Afinal, Deus mesmo, sabedor dessa influncia psicolgica da cor vermelha sobre os seres humanos, nos providenciou um meio excelente para sermos salvos, isto , pelo sangue de Jesus Cristo. Eu lhe pergunto: "Qual a cor do sangue?"

    Um outro dado importante que as agncias de publicidade, tem aprendido ao longo dos anos, uma outra tcnica muito interessante para despertar a ateno dos consumidores, veja:

    "Quando se apresenta duas ou mais questes que no fazem nexo algum entre elas, o crebro humano, grava essas informaes incoerentes e fica processando-as inconscientemente na busca de uma resposta". Detalhe, enquanto o crebro processa essa busca, eles conseguem o que querem, ou seja, imprimir a marca do produto no seu subconsciente.

    Para ficar mais claro, usaremos alguns exemplos (os quais na verdade abominamos) porm, servem para elucidar o que estamos falando.

    Se eu lhe mostrar isoladamente num painel o nmero 51, e lhe perguntar: "Qual produto voc lembra ao ver esse nmero ?"

    Antes mesmo de voc abrir a boca seu crebro j completou "Boa idia, Caninha 51".

    Por que essa marca e slogan ficaram to latentes em nossas mentes ?

    Porque so dados que no tem nexo algum entre eles, pense bem, o que tem a ver: Caninha, com o nmero 51 e uma boa idia ?

    No existe qualquer relao que associe logicamente: uma Aguardente a um Nmero e uma Idia

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 9

    Positiva, por isso mesmo, seu crebro guarda essas informaes, e como no h lgica entre elas, os publicitrios conseguiram que essa informao ficasse muitas vezes sendo inutilmente processada nas nossas cabeas (mesmo a nvel inconsciente) quando na verdade nunca iremos encontrar a razo de ser delas, pois no h soluo, onde no h lgica !

    Daqui para frente, cada vez mais voc vai se deparar com publicidades desse cunho. Lembre-se da campanha do Banco Real ?

    Primeiro eles mostram algo que no tem nada a ver, em seguida mudam completamente o modo de raciocnio e dizem o chavo: "...Mas, isso no importa. O que importa que o Banco Real d 12 dias no cheque especial...". Outro exemplo o anncio do Jornal o Estado de So Paulo, novamente voc v uma cena atpica e depois escuta o clich : "E da, que o Estado Funciona".

    No caso da Pregao Criativa, creio ter recebido do Senhor Deus (aps analisar o funcionamento psicolgico do Marketing) um mtodo infalvel para chamar ateno e cativar o auditrio, para que fiquem ansiosos por ouvir toda a mensagem.

    Para tanto se faz mister adotar um sistema que desperte a curiosidade deles, algo que desafie o raciocnio, algo que os deixe ansiosos por saber o desfecho da pregao, mantendo-os literalmente "presos" mensagem para satisfazer suas expectativas.

    A essa estratgia daremos o nome de Enigma. O Enigma nada mais do que uma Ilustrao Visual

    de comparao, a qual se constitu num excelente meio de se conseguir esse objetivo, porm a sua concluso deve ser dada no meio do sermo ou prximo ao seu trmino, veja maiores detalhes a seguir.

    Normalmente quando assumo o plpito, logo aps apresentar-me, eu digo ao auditrio, algo como:

    " Queridos irmos hoje vamos pregar sobre ... isso !" E a, mostro-lhes alguma ilustrao que nada tem a ver

  • 10 O PREGADOR CRIATIVO

    com a mensagem. Por exemplo, certa feita, mostrei-lhes uma placa bem chamativa com os dizeres : "Perigo de Vida, Alta Voltagem, No entre ! Creio que voc mesmo j tenha visto, uma placa como essa com o desenho de uma caveira logo abaixo dos dizeres; normalmente ela fica fixada na entrada da sala dos geradores de fora de alta potncia de alguma empresa.

    E, ento, deixo a placa bem mostra ao meu lado (sobre um cavalete ou presa parede) e durante um bom tempo no falo absolutamente nada sobre ela.

    Quando eu fao isso, eu sei que inconscientemente, crio neles uma inquietao psicolgica, pois agora eles no s tero que ouvir a mensagem, mas tambm tero que raciocinar sobre ela !

    Veja bem, agora no vo somente ouvir (passivamente), mas tero de racionar (ativamente) sobre o que esto vendo e ouvindo!

    Imediatamente, desperto neles uma reao, pois ao deparar-se com um enigma qualquer, o nosso crebro automaticamente sente-se desafiado a solucionar o problema.

    Fatalmente eles pensam: "Mas o que tem a ver essa placa com Marcos Captulo 10 ?" ou ento: "S quero ver o que ele vai tirar da ?", ou ainda: "Quero ver como ele vai se sair dessa!"

    Perceba que dessa forma eu os foro inconsci-entemente a no desviar seus ouvidos da mensagem pregada, pois se assim fizerem, correm o risco de perder "o fio da meada". No existe nada pior do que voc estar raciocinando sobre uma questo que est passando na Televiso (por exemplo), a vem algum e o interrompe; e, quando voc retorna sua ateno para tela, j mudou o programa e voc literalmente "ficou boiando" naquele assunto. Quando isso acontece, perceba que voc fica involuntariamente com uma terrvel sensao de frustrao dentro de si.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO l i

    Na Pregao Criativa essa uma excelente arma para manter o auditrio em suspence at que voc, l pelo final da pregao mostre a aplicao do Enigma {Ilustrao Visual) e seu contexto revelado dentro do texto lido da Palavra de Deus.

    Ao longo dos anos tenho pregado com os Enigmas mais diversos desde patinhos de borracha, relgios de parede, at mesmo uma mulher grvida !

    bem verdade que, quando prego muitas vezes num mesmo local, s vezes no apresento nenhum Enigma, porque sei que eles esperam que eu leve algo. Ento quando percebo que me aguardam na expectativa de ver algo diferente, surpreendo-os no levando nada. E mesmo assim, consigo cativ-los, porque criei neles uma expectativa, isto , eles esto esperando que eu mostre algo, e eu no mostro nada. Note que o primeiro objetivo da Pregao Criativa chamar a ateno dos ouvintes, por isso, seja criativo nisso tambm. As vezes levo uma ilustrao e mostro logo no comeo da mensagem, s vezes, mostro s no meio da mensagem, s vezes, quando acham que no levei nada, mostro quase no fim da mensagem, e s vezes no mostro absolutamente nada, nenhum Enigma!

    Normalmente entre o pregador e o ouvinte, existem muitos obstculos, que impedem a Palavra de "fazer ninho" em seus coraes, Pois ao chegar igreja com a vida cheia de problemas, angstias, ansiedades, etc, todas essas coisas so empecilhos naturais para ouvir qualquer mensagem, por mais alentadora que seja !

    A Pregao Criativa remove num piscar de olhos esses obstculos, pois parte da seguinte premissa: "As pessoas ficam olhando e remoendo constantemente os seus problemas, at encontrarem algo que chame mais a ateno do que eles"

    O importante que ns pregadores do Evangelho, devemos ser usados como instrumentos nas mos de Deus para abrir o caminho at os coraes dos ouvintes, da

  • 12 O PREGADOR CRIATIVO

    mesma maneira como Joo o Batista, foi usado para preparar o caminho do Senhor. Ns somos o sal da terra, isto quer dizer que as pessoas que entram em contato conosco devem sentir sede da Palavra, pois ao apreciar o sabor do sal, em seguida se desperta a sede. Atravs da Pregao Criativa as pessoas devem sentir-se atradas pela Palavra de Deus Ministrada, e aprender de maneira simples a aplic-la em suas vidas.

    Na verdade no estou inventando a roda, pois creio que o prprio Deus sempre ensinou seu povo de maneira criativa tanto no Antigo Testamento (Sara Ardente, Serpente de Bronze, Coluna de Fogo, etc) quanto no Novo Testamento; quase que posso ver o Senhor Jesus apontando para um jardim de lrios ao dizer "Olhai os Lrios do campo...". Tenho at mesmo f para imaginar que Jesus, lanando mo de sua Oniscincia, ao proferir a Parbola da Ovelha Perdida, estava mostrando ao povo um pastor que se distanciava do seu rebanho para buscar uma que se desgarrara no exato momento dessa pregao.

    Jesus Cristo, o nosso Senhor sempre foi e ser o maior pregador criativo de toda a histria do homem, o que busco com esse manual acender em voc o significado correto das palavras proferidas por Paulo em

    "Sede meus imitadores, como tambm eu SOU de CrStO... (1 Corntios 11.1)

    Depois apela-se para o " I " da frmula, que significa: Interesse.

    O Interesse pode ser despertado atravs de uma "oferta especial" isto , perceba a grande quantidade de ofertas que todos os dias so veiculadas. Mensagens do tipo: "Pague um e leve trs", ou, "Promoo vlida somente at sbado"; "Concorra a quinze prmios de $ 15.000,00" e ainda: "No perca esta oportunidade!", etc.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 13

    Uma oferta especial sempre desperta o Interesse sobre algo que j chamou a Ateno.

    Estatsticas sobre o Comportamento Humano, mostram que as pessoas so 100% egostas normalmente; s mostram interesse pelos seus prprios interesses, isto , s ouvem aquilo que querem ouvir.

    Veja no exemplo abaixo, o "cmulo do absurdo" em que se tornou a comunicao de uma famlia conhecida minha.

    Certa feita, fui na casa de um amigo, e deparei-me com a seguinte cena: O pai dele estava na sala lendo jornal, a me assistindo a novela, o irmo mais velho, estava saboreando sua refeio na sala de jantar. De repente o pai falou: "Essa recesso ainda vai matar a gente !" Depois de alguns minutos de silncio a me bradou "Nossa ! ele est apaixonado pela mulher de seu pai!. "Novamente alguns constrangedores minutos de silncio, ento o irmo disse : Faltou sal na carne !", e o meu amigo, que crente disse-lhes "Ateno! Acho que vou para fora do pas o ano que vem!" Seu pai s abaixou o jomal e deu-lhe uma olhada por cima dos culos, em seguida voltou a ler; sua me nem sequer ouviu o que ele disse e o mximo que ele obteve de resposta concreta foi um desdm de seu irmo, que balbuciou : "Oh! Que f!", e em seguida foi para a cozinha.

    Veja quantas frases desconexas, soltas no ar a esmo, cada um falava de algo de seu prprio interesse, porm como o assunto de cada um no interessava ao outro, simplesmente no davam a mnima, parecendo mais que falavam a ss .

    O nvel do dilogo, leia-se, "conversa" entre algumas pessoas (e at mesmo famlias) de hoje deixa-me perplexo, pois mais se assemelha ao soneto do poeta louco que diz:

    "Subi na bananeira; p'r apanhar jabuticabas; veio o dono das laranjas, e disse: Onde vais com as goiabas ?"

    Talvez por isso, Jesus, pleno conhecedor da ndole humana nos ensine claramente na Sua Palavra que o nosso interesse deve ser o dos outros, e no os nossos

  • 14 O PREGADOR CRIATIVO

    (vide 1 Corntios 10.24), para no correr o risco do Evangelho cair em "ouvidos moucos".

    O Evangelho por si s, j uma grande "oferta especial" providenciado por Deus para nos presentear, basta mostrar a mensagem certa na hora certa, do modo certo.

    Na Pregao Criativa, podemos igualmente, mostrar que o enfoque do assunto abordado de pleno interesse do ouvinte.

    Para tanto, devemos oferecer em cada mensagem um tema de interesse mtuo que recebemos de Cristo, por exemplo:

    A Salvao; A soluo dos Problemas; A cura da Alma e do Corpo; A libertao de um vcio; A unio da Famlia; A restaurao do carter; O perdo dos pecados. Enfim podemos oferecer em Jesus uma mirade de assuntos que interessa particularmente a cada pessoa que ouve.

    Uma mensagem bem elaborada deve mostrar ao ouvinte que o assunto daquele sermo de seu prprio interesse.

    "Al DA"

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 15

    Quando vou pregar, procuro ser o primeiro a chegar e o ltimo a sair da igreja, porque assim tenho a oportunidade de dialogar com os irmos no intuito de "colher dados", isto , posso ouvir sobre o que eles esto comentando, ou sobre como foi a semana, ou ainda quais so suas dificuldades, e uma vez, sabedor disso, mostro subjetivamente na temtica do sermo que o assunto abordado vai de encontro s suas necessidades.

    Com base nisto, procure desenvolver este " radar" para captar necessidades, veja o que as ovelhas esto necessitando comer e d a elas o alimento necessrio para aquele dia.

    muito triste quando vejo alguns lderes pregando sobre seus prprios interesses, isto faz com que as ovelhas tenham mais um obstculo para prestar ateno na mensagem.

    Se voc puder notar que eles esto reclamando de falta de dinheiro, por favor no pregue sobre as heresias do hindusmo ou algo longe de suas necessidades latentes. Numa ocasio assim hora para pregar sobre esperana, sobre a proviso divina, ou ainda sobre as aflies que sofremos para sermos aperfeioados por Deus, etc. Pregue sempre sobre algo do interesse da ovelha, e assim voc estar cada vez mais perto do corao delas, abrindo caminho para o Senhor operar!

    Em terceiro lugar se faz emergir o " D " que significa Desejo.

    O Desejo pode ser despertado atravs de um reflexo emotivo, toda vez que um anncio faz fluir alguma emoo do consumidor, consegue, com isso, criar uma associao psicolgica entre a sensao despertada e o produto.

    Observe que muitas publicidades atualmente, fazem voc sorrir, e algumas, at mesmo gargalhar!

    Quando voc v um anncio e d um sorriso para ele, voc est sendo condicionado a associar o produto anunciado a essa boa sensao, e isto faz com que voc

  • 16 O PREGADOR CRIATIVO

    deseje novamente sentir aquele "prazer", ento voc inconscientemente deseja adquirir aquele determinado produto. Afinal, a vida, as vezes se torna to dura ou to difcil, que poucos tem motivos para rir, por esse motivo que todos desejamos ter boas impresses e at mesmo boas sensaes.

    Na Pregao Criativa, o preletor que conseguir fazer fluir o emocional de seu auditrio o que estar mais apto a ser usado com poder pelo Esprito Santo, e os seus ouvintes daro sinais evidentes de que a mensagem ministrada no ficou s na cabea, mas atingiu seus coraes tornando-o mais prximo daquilo que o Senhor Deus quer falar-lhe.

    Se ao ouvir a Palavra de Deus, o indivduo no manifestar suas emoes sinal de que a mensagem ficou s no nvel racional, ou pior, nem mesmo entrou na cabea.

    O ser humano foi feito para se expressar, tanto que logo ao nascer uma criana, a primeira coisa que o mdico obstetra faz, dar-lhe uma palmadinha nas ndegas, porque ele espera que o recm-nascido se manifeste, isto , que chore; no s para expandir seus pulmes, enchendo-os com oxignio, mas tambm para que todos (aliviados) vejam que o beb normal. Se o mdico bater nele e no ouvir nada em resposta, a concluso que ele pode estar morto !

    Se, ao ouvir a Palavra de Deus, a pessoa no manifestar nenhuma reao ou emoo, pode ser que esteja mesmo morto espiritualmente, por isso Jesus diz que necessrio nascer de novo. (Joo 3.3,7) ento amado(a) lder seja voc o "obstetra" que vai dar a "palmadinha" (no corao) com o impacto da palavra de Deus pregada de maneira eficaz, fazendo-os encher seus pulmes do ar do Santo Esprito soprado em suas narinas, levando-os at mesmo a chorar de alegria por encontrar sentido para suas vidas no Senhor Jesus !

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 17

    Por ltimo, desperta-se a Ao representada pelo segundo " A " da frmula.

    No caso do Marketing, aps despertar a Ateno, levar ao Interesse, criar o Desejo atravs do desencadear de emoes agradveis ou de segurana, no so suficientes, pois ainda que o consumidor chegue a desejar um produto e consiga lembrar o seu nome; isso pouco vale para quem o produz, porque o consumidor final, poder ficar indefinidamente nesse estado.

    A publicidade, quando bem elaborada, tende a transformar um vago desejo ou indefinio em Ao de compra. ento preciso impor, quer pela sugesto, imitao, ou at mesmo pelo raciocnio, a convico da necessidade de comprar o produto anunciado, o mais rapidamente possvel.

    Por isso todos os anncios terminam com frases convincentes ou condies vantajosas, afim de levar o consumidor ao ato da compra.

    Tambm na Pregao Criativa, devemos levar as pessoas Ao de mudar de vida, a aceitar Jesus, a restaurar seu lar, etc, mediante um apelo bem elaborado.

    Pois de nada adiantaria, despertar.a Ateno, o Interesse e o Desejo por Jesus, se o pecador no vier entregar sua vida imediatamente aps a pregao.

    Toda vez que fao um convite a algum, estou exigindo do receptor uma ao, positiva ou negativa, por exemplo:

    Aceitar a Cristo, abandonar um vcio, reconciliar-se com algum, largar o pecado, etc.

    A Ao na pregao despertada por um apelo imediato e oportuno, um franco convite a uma mudana de atitude, na forma de um apelo, que visa melhorar a qualidade de vida do indivduo.

    Observao: Nunca use a palavra "no" neste apelo, nunca diga, por exemplo:

    "Voc no quer aceitar a Cristo ?", ou, "Porque voc no restaura a sua vida agora ?"

  • 18 O PREGADOR CRIATIVO

    Estatsticas dizem que quando a pessoa ouve a palavra " no" numa proposta qualquer, ela j se predispe a responder negativamente.

    Existem palavras chaves que exigem uma ao imediata de quem ouve, so elas:

    "Aceite Agora a Salvao..." "Decida-se Hoje por Cristo..." "Venha J receber o perdo..."

    O Denominador comum " C " (no Marketing) de Convico, pois uma vez resolvido o problema de despertar o Desejo (porque se conseguiu convencer o comprador que aquele produto vai prestar-lhe algum servio), vai dar-lhe mais conforto, sua esposa, sua famlia, enfim, a algum de suas relaes, preciso que se convena de que o produto realmente bom.

    A Convico refora a Ao tornando-a contnua, isto , fazendo com que o consumidor sempre volte a comprar o mesmo artigo.

    No nosso caso, o " C " da frmula indica Converso, e no Convico, uma pessoa que no experimentou o processo da genuna Converso no pode de maneira alguma oferecer Jesus aos outros, pois nele no h veracidade daquilo que fala.

    uma mxima verdadeira aquela que diz: "S se pode oferecer a outrem aquilo que se possui."

    S pode falar que gostoso comer framboesas aquele que j as comeu. Quem nunca provou no poder convencer ningum a comer framboesa, pois no saber nem seu gosto, nem seu aspecto.

    Um dos grandes problemas da igreja de hoje, que existem muitas pessoas (e at mesmo lderes), convencidas do Evangelho, ou seja, cheias de Convico, mas no esto Convertidas.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 19

    So duas palavras que se parecem muito no som da fala, mas que possuem significado completamente diferente uma da outra.

    Se voc falar do Evangelho cheio de Convico, pode at causar algum impacto, naqueles que no o conhecem bem, porm, se voc falar do Evangelho porque Convertido, ningum poder resistir a sua mensagem, pois ser ungida pelo Santo Esprito de Deus!

    Normalmente na vida crist, tenho encontrado e conversado com muitos irmos, que vivem em constantes lutas e conflitos interiores, a ponto de at mesmo ficarem em depresso, porque ainda no aprenderam a diferena entre Convico e Converso.

    Convico tem a ver com o que voc aprende pelo exerccio do raciocnio, fica na sua cabea, Converso tem a ver com mudana de vida; mudana de corao !

    Por exemplo: Um dia voc encontra algum que lhe mostra a lgica do Evangelho de Jesus Cristo, voc analisa e v que realmente o caminho certo a seguir; vai a igreja, batiza-se e pensa:" Finalmente estou Convertido !". Ser?

    Eu pensaria melhor antes de afirmar qualquer coisa nesse sentido, porque Converso no tem nada a ver com que um homem ensina para outro homem. Converso um presente que Deus d para seus filhos.

    Vou explicar melhor com uma parbola: Imagine um lobo que cansado das suas brigas e

    arruaas, vai vagando pelas estepes e resolve parar um instante sobre um monte, para descansar um pouco. Ento ele deita a cabea sobre suas patas dianteiras, daquela maneira que os ces habitualmente fazem, e estende seu olhar para o vale, abaixo de si. L ele percebe que h um rebanho de ovelhas, porm, como ele est cansado demais para persegui-las, passa a contempl-las e analis-las. V como elas so mansas, como elas no fazem desordem, como so branquinhas, vivem alegres e em harmonia, vivem diferentemente do lobo.

  • 20 O PREGADOR CRIATIVO

    Movido pela curiosidade, ele ento toma algum tempo para descobrir mais coisas sobre elas; e descobre o que elas comem e bebem, o modo como se submetem ao pastor. Ele no deixa faltar-lhes nada; luta por elas, cercando-as de todo cuidado e carinho.

    Ento, esse lobo chega a uma concluso: " No existe neste mundo, uma vida melhor do que a vida das ovelhas !"

    E aps concluir, decide: "A partir de hoje, eu vou ser uma ovelha tambm I"

    Ento ele cria um modo das ovelhas o receberem, pois, se virem um lobo no o aceitaro. Ele consegue uma capa de pele de ovelha, veste-a sobre si, e se aproxima do rebanho. As ovelhas olham para ele com um pouco de desconfiana, mas, como ele parece uma ovelha, o recebem em seu meio. A, pensa consigo mesmo: "Puxa at que foi fcil, agora posso viver como uma ovelha I"

    Tudo fica bem, at a hora em que o pastor chega para conduzi-las ao local de alimentao, ento elas o seguem at o pasto mais prximo, e voc sabe o que as ovelhas comem?

    Elas comem capim, e sentem verdadeiro prazer em comer vegetais. Porm, de que se alimenta um lobo ?

    Um lobo come carne ! E ele descobre de uma maneira desastrosa, que ele no gosta de capim. Sente repulsa, at nsia de vmito, por qualquer coisa verde !

    Mas esse lobo tem palavra e diz: "Bom, eu no gosto de capim, no I Mas eu decidi viver como uma ovelha, e vou viver ,custe o que custar!"

    Ele se esfora e engole o capim. E vive assim, se esforando, se dominando, se disciplinando. Porm, aqui cabe uma pergunta: "Depois de um ano comendo capim, esse lobo sentir deleite em com-lo ?" No, claro que no ! Porque ele est vivendo de um modo contrrio a sua natureza. Seu corpo de lobo, seu sangue tambm, seus msculos, seu corao, seus plos, tudo nele grita que um lobo, mas a sua cabea lhe diz que uma ovelha e que

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 21

    deve viver como tal ! E sabe o que acontece ? Os dias viram semanas, as semanas meses e os meses anos, e ele descobre nessa jornada que no feliz ! Porque est por disciplina prpria vivendo como uma ovelha.

    Ento, uma noite, esse lobo se levanta bem devagar, olha para um lado e v os "irmos ovelhas" dormindo um profundo sono. Olha para o outro e descobre que o "pastor ovelha" no est ali. Ele ento sai de fininho, tira a sua capa de ovelha e se perde num mundo de lobos. Grita, baguna, fala, briga e ama como um lobo, e chega at a sentir-se bem quando est fazendo estas coisas e pensa que reencontrou a felicidade. Mas no domingo, ou no dia do culto, l est ele com sua capa de ovelha, cantando, orando, lendo a Bblia, com um grande sorriso amarelo, enganando a si mesmo. E ele vai vivendo assim, de dia ovelha, de noite lobo. Comea a viver de dois modos ambguos, fingindo que feliz, mas l dentro do seu ser, ele sabe que um miservel! Um dia pensando com sinceridade de corao sobre o que se tornou sua vida, ele chora, porque no mais um lobo completo e tambm no uma ovelha. Que terrvel perder sua identidade e viver uma mentira !

    Mas esse lobo, chega em casa, e est cansado, abatido, sem brilho nos olhos, e num acesso convulsivo de sentimentos contraditrios que se revoltam dentro de seu peito, se derrama em lgrimas diante de Deus. E clama:

    "Meu Deus, meu Deus, tem misericrdia de mim, porque eu sou uma farsa I

    Senhor, todos que olham para mim pensam que eu sou uma ovelha de verdade, mas o Senhor sabe que tudo mentira

    O Senhor sabe o quanto me esforo para viver como uma ovelha, mas eu no consigo I

    Estou a ponto de abandonar tudo, porque no agento mais viver assim !

    Ah, Deus me transforma numa ovelha de verdade!"

  • 22 O PREGADOR CRIATIVO

    E a, acontece algo que ningum pode explicar. Nem a medicina, nem a cincia, nem a filosofia, nada pode explicar o que acontece quando um lobo clama a Deus e pede um corao de ovelha !

    O Senhor olha com misericrdia para aquele lobo miservel, v seus conflitos, v sua imundcie, v seus sentimentos contraditrios, v a vida errada que ele leva, e enxuga suas lgrimas e diz:

    "Meu filho, por todos esses anos, Eu estava a esperar que voc me pedisse o presente da Converso, mas voc nunca pedia, preferia viver se esforando, se disciplinando em leis e costumes, se escondendo atrs de uma atividade, cargo ou placa de igreja.

    Mas agora que voc me pediu, Eu te dou de presente um corao de ovelha I"

    E Jesus Cristo, nesse momento, tira-lhe o corao de lobo e coloca um corao de ovelha, obediente e temente a Deus, segundo a Sua Palavra que diz:

    "... Tirarei da sua carne o corao de pedra, e lhes darei corao de carne..." (Ezequiel 11.19b)

    E ento lhe pergunto, ser que agora ele ter prazer em comer capim? Sim, agora sim ! Porque no mais lobo, agora uma ovelha de verdade. Agora ele descobre como gostoso ler a Bblia, como gostoso ir aos cultos, como gostoso falar do amor de Deus, como bom amar ao prximo e tem verdadeiro gozo nas coisas espirituais, pois

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 23

    se deleita em seguir ao Bom Pastor, pois verdadeiramente Convertido ao Senhor.

    Sabe amado(a), quando o Esprito Santo muda o corao, a vida muda de rumo, a prostituta larga a prostituio, o viciado abandona o vcio, o que mentia no mente mais, o avarento faz boas obras com seu dinheiro para a glria de Deus, tudo muda ! Porque, como diz as Escrituras:

    "As coisas antigas j passaram. Eis que se fizeram novas..." (2 Corntios 5.17b) e essa mudana de natureza no uma coisa difcil que voc tem que ficar lutando para que acontea. Muitos ficam sofrendo, gemendo, debatendo: "Ah, eu tenho que parar de adulterar"; ou "Oh, no posso mais fumar"; ou ainda "Puxa, tenho que parar com a bebida", etc."

    A Converso um processo espontneo que acontece na medida em que voc se aproxima de Cristo. Muitos no descobriram ainda que no podem por eles mesmo tirar seus pecados. Jesus que nos lava com seu precioso sangue.

    Se voc tentar tirar seus pecados por voc mesmo, pela sua disciplina, cair no cumprimento de rituais, e cada vez mais seus pecados "grudaro" em voc. E a, voc ficar justificando-se diante de Deus com desculpas vazias, ou ento, voc poder ser tentado a compensar, isto , barganhar com Deus.

    Como fazem muitos que erroneamente pensam: "Bom, esse pecado eu no consigo deixar mesmo, ento eu vou compensar dando um dzimo maior, ou ento evangelizando mais, ou ainda adquirindo um cargo qualquer dentro da igreja, ou dedicando-me mais caridade".

    como se clamassem inconscientemente: "D-me um cargo para eu me esconder, d-me alguma atividade para eu fazer, d-me alguma lei para eu cumprir, pois essas coisas vo me salvar I"

    Quantos crentes eu conheo que esto lutando sozinhos para largar seus pecados e sofrem porque

  • 24 O PREGADOR CRIATIVO

    percebem que no conseguem. Mas no percebem que no conseguem porque esto lutando sozinhos.

    Queira Deus, querido (a), voc nunca incorra nesse erro ! Deixe Cristo lutar por voc ! Confie nEle, entregue-se de uma maneira total sob Seus cuidados, siga-o bem de pertinho (orando mais, aumentando sua freqncia nos cultos, lendo mais a Bblia, meditando na Palavra, etc,) com um corao simples, e voc ver o poder de Deus na sua vida !

    Concluindo, o sermo receber mais brilho e profundidade se voc aprender a lanar mo corretamente de mais essa tcnica que deve ser embasada em sua experincia pessoal com Deus, isto , na sua Converso daquilo que prega.

    Pregar sem possuir o que diz, pura conversa sem fundamento, pieguice, charlatanismo, hipocrisia, uma triste pea teatral destituda do poder e da aprovao de Deus.

    A frmula "*$*' ,s ter poder de persuaso, na vida de lderes Convertidos aos ps do Senhor Jesus.

    " Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgresses por amor de mim, e dos teus

    pecados no me lembro." (isaias 43.25)

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 25

    Falemos um pouco sobre HOMILTICA

    No podemos discorrer sobre Homiltica, sem antes mencionar algo sobre Retrica e Oratria.

    Na antiga Grcia no havia Cinema, nem Televiso, Rdio e muito menos Internet ou qualquer veculo sofisticado de comunicao.

    Algum poder dizer: "A vida era um tdio !" Nem tanto ! Na democracia grega, os cidados se

    reuniam nas praas para participarem diretamente nas discusses e nas liberaes pblicas sobre os problemas cotidianos comuns. No tardou a se perceber, que os cidados falantes, com fluncia verbal, aqueles que se expressavam mais adequadamente, sempre ganhavam destaque alm de conseguir dominar a situao, influenciando a opinio alheia e saindo vitoriosos em suas teses. No era s isso, alm de tudo, ainda caiam na graa do povo, sendo admirados por todos e acabavam por galgar os melhores cargos pblicos na sociedade. No demorou para que muitos desejassem conquistar os segredos dessa nova arte de falar s massas, e como a necessidade gera a demanda, logo comearam a surgir muitos "mestres" improvisados, os quais rapidamente se espalharam por todo aquele pas.

    Destarte, os gregos no s influenciavam o comportamento poltico de sua nao, mas tambm sua educao, implantando um novo conceito: a Filosofia Educacional, com o propsito de preparar os seus cidados para uma vida pblica de trabalho voltado para o bem da sociedade. Dentre essa efervescncia, comeava a surgir a Retrica e suas primeiras regras. Em meados de 500 a.C. j se destacava um sofista grego chamado Crax, na cidade de Siracusa, pelos seus ensinos sobre normas de Discurso.

  • 26 O PREGADOR CRIATIVO

    A palavra Retrica, tem sua raiz na palavra grega "Retos" que significa simplesmente, palavra falada, portanto o Rtor, era qualquer cidado que ministrava numa assemblia. Para ns, entretanto, a palavra rtor, adquiriu o significado de "Mestre de Oratria". A Retrica causou tanto impacto, que mesmo aps ter sido o imprio grego dominado pelo imprio romano, estes a absorveram gerando grande influncia cultural, de maneira que Ccero entrou para histria conhecido como o maior orador romano. Os romanos fizeram novas teorias para a Retrica e mudaram o seu nome para Oratria, muitos contriburam para a sua propagao, dentre eles se destacou Quintiliano com o melhor e mais completo trabalho da antigidade denominado "Instituio Oratria".

    Quando houve o advento do cristianismo, que na verdade foi a primeira religio universal, percebeu-se a necessidade de implantar essas tcnicas para divulgao da f. Os prprios gregos que inventaram a Retrica e os romanos que a aperfeioaram com o nome de Oratria, nada sabiam da sua aplicao religio, pois no havia at ento necessidade de divulgar conceitos religiosos, pois as religies eram familiares, tribais ou quando muito, nacionais. Nunca, at ento, ningum havia pensado em fazer da religio uma matria global de comunicao social. Coube ao cristianismo, por ser uma religio de viso mundial, isto , explicitamente missionria, o privilgio de criar a Retrica ou Oratria Sacra que somente a partir do sculo XVII veio a chamar-se Homiltica. A Palavra Hgjmjltica vem de homlia que significa conyersa_ou conversao, porm com o passar do tempo sofreu mudana_semntica e veio a signifirr_gfecorgo.

    "rruumo, a Homiltica nasceu "s~mos" dos missionrios cristos, quando estes comearam a estruturar suas mensagens, seguindo as tcnicas da Retrica e da Oratria. Ento, lgico concluir que as tcnicas da Retrica e Oratria so usadas quando se deseja produzir discursos seculares; porm, a Homiltica utilizada

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 27

    somente para produzir discursos para o enlevo ou divulgao da f.

    No ano 4 ad. j galgavam destaque os pregadores gregos Baslio e Crisstomo e os latinos Ambrsio e Agostinho, mas somente aps a Reforma, onde a Bblia passou a ser o centro da pregao e os sermes se transformaram em mensagens evanglicas (pois os padres s faziam discursos ticos ou litrgicos), a Homiltica veio a ser definitivamente entendida como " a arte de pregar o evangelho".

    A finalidade bsica, ou seja, a essncia, quer seja da Retrica, Oratria ou da Homiltica, persuadir o ouvinte a concordar com o orador ou pregador. A Homiltica, contrariando o que muitos pensam ( at mesmo a "tica de plpito") no se restringe apenas comunicao verbal.

    O homem (ou mulher) de Deus um instrumento que o Senhor usa para transmitir Sua vontade, por isso temos que aprender a nos comunicar muito bem com o povo, para que seja garantida a recepo dessa mensagem, isto , que todos venham entender a mensagem claramente.

    \

  • 28 O PREGADOR CRIATIVO

    UMA "DICA" SOBRE COMUNICAO

    A Comunicao a interao de trs elementos:

    1- O Emissor 2 - A Mensagem 3- O Receptor

    O Emissor o que envia a Mensagem ao Receptor. Se o Receptor captou e entendeu a Mensagem e h recproca, ento pode-se afirmar que houve Comunicao.

    Imagine a seguinte cena: Todo dia pela manh, ao sair de casa voc se depara

    com um papagaio na janela do seu vizinho que ao lhe ver, imediatamente diz: "Ei! Me d um biscoito ?"

    Ento, voc pega, e d a ele um biscoito de maisena. Isso se repete por duas semanas consecutivas. Pergunta: "Houve comunicao entre voc e o

    papagaio? Se voc respondeu sim, errou ! Imagine que ao sair de casa no incio da terceira

    semana, os biscoitos tenham se acabado, voc sai, o papagaio lhe v e logo pede "Ei ! Me d um biscoito?', porm voc responde:

    "Olha louro, os biscoitos se acabaram, que tal um sanduche de presunto que mais saboroso,heim ?' porm ele vai falar: "Ei I Me d um biscoito ?"

    Voc poder explicar para ele de toda maneira possvel e imaginvel que os biscoitos se acabaram, pode oferecer-lhe at mesmo caviar, porm, sempre ouvir; "Ei I Me d um biscoito ?"O animal no est se comunicando com voc, apenas est condicionado a toda vez que ver algum pedir o tal do biscoito.

    Muitas vezes, isto pode estar acontecendo dentro da igreja.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 29

    O pregador pensa estar transmitindo uma Mensagem, o povo por algum motivo no est entendendo o que o pregador quer dizer, mas est condicionado a dizer: "Glria a Deus ! Aleluia ! Iludindo o pregador que pensa ter havido uma Comunicao.

    Quanto mais atributos comunicativos o pregador possuir melhor ser a Comunicao.

    A ELOQNCIA Melhorando a sua Comunicao Para se comunicar bem, devemos usar de maneira

    correta todos os recursos que Deus nos deu para esse fim. 1- A Fala - A fala do pregador deve ser antes de

    tudo eloqente e com dico. Eloqncia significa falar bem, ou, convencer pelas

    palavras, isto , o pregador deve conhecer bem a pronncia das palavras, e o seu significado, alm disso deve ter elegncia no falar, colocando bem as palavras para convencer aos outros sobre aquilo que fala.

    Dico tem a ver com a capacidade de articular perfeitamente a voz (impostao, pronncia e timbre). Quantas vezes, tenho visto o pregador falar rpido demais ou meio enrolado, todos ficam a perguntar: "O que foi que ele disse?". As palavras devem ser claras e inteligveis, isto , todos tem que entender perfeitamente aquilo que dito.

    Sem eloqncia e dico no existe Retrica, nem Oratria e muito menos Homiltica!

    Para isso o pregador deve ser humilde o bastante para reconhecer suas falhas e buscar aperfeioar seu vocabulrio pedindo ajuda a um professor de portugus ou a algum amigo que conhea a lngua portuguesa melhor do que ele mesmo.

  • 30 O PREGADOR CRIATIVO

    Pedir ajuda, nesse caso significa permitir ser corrigido e ensinado.

    Graas a Deus, tive o privilgio de casar-me com uma professora de portugus. A partir de ento, pude descobrir o quanto falava errado (e veja que sou estudado), mesmo as coisas mais simples, como o uso dos pronomes pessoais, com os quais muitos" metem os ps pelas mos".

    Por exemplo: muito comum escutarmos algum dizer - "D isto aquip'ra mim fazer"

    Ora "Mim" no pode fazer nada, haja vista designar pronome que recebe alguma ao. Ento a frase correta seria: " D-me isto aqui para eu fazer", ou "D-me isto aqui p'ra mim." ("mim" usado corretamente no final da frase recebendo a ao).

    Coisas simples assim, podem ter um grande peso, quando Deus lhe separar para pregar para uma pessoa culta ou famosa. Pois, j tive o desprazer de ouvir comentrios sobre alguns irmos e at mesmo sobre alguns pastores, do tipo " Ele no sabe nem falar, como espera que eu acredite nele !"

    Um outro erro muito comum, usar a palavra meia (substantivo) como advrbio.

    Por esse motivo, lembro-me que a revista Veja, certa vez, execrou, a nvel nacional, uma pastora de renome, que disse ao reprter: "Ah, eu fiquei meia confusa." Ora, a palavra meia nesse caso, no pode ser usada, pois um substantivo ( veja no dicionrio: meia = pea de malha que cobre o p e parte da perna) , o que ela deveria na verdade ter usado o advrbio " meio", assim: " Ah, eu fiquei, meio confusa".

    Veja como importante, pois se ela soubesse algo simples assim, no teria sido motivo de escrnio para a imprensa mundana.

    Outro dia, estava a conversar ao telefone com outra pastora de destaque (lder de uma grande e influente denominao), para meu espanto, de repente, ela disse-me: " Eu estou meia perdida ".

    SOCORKO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 31

    Que fique bem claro aos queridos leitores as seguintes definies :

    " Meia perdida" - Voc v que s h uma dentro do sapato, procura pela outra e no encontra, de modo algum, o seu par.

    " Meia confusa" - Voc senta na cadeira, cruza as pernas, olha para seus ps e descobre que uma meia azul e a outra marrom !

    " Meia solitria" - aquela que esquecida sozinha no varal ! E assim por diante.

    Ao longo de meu ministrio tenho presenciado pregaes de arrepiar os cabelos da nuca, no pela sua profundidade espiritual, mas pelos graves erros de interpretao textual, por falta de conhecimento das palavras lidas.

    Alguns pregadores ao invs de serem beno para o povo, conseguem deportar o texto clssico de Joo Ferreira de Almeida para a Indonsia, furam o olho so de Cames e passam atestado de insapincia aos seus contemporneos. Por exemplo:

    Certo dia ouvi um irmo pregando sobre "Jesus assunto aos cus", penso que todos deviam saber que a assuno do Senhor Jesus aos cus refere-se explicitamente sua subida aos cus.

    Porm, este irmo, dizia com muita autoridade que: "...Naquele dia Jesus era o assunto do cu" e completou, assim: "...O Pai s falava em Jesus, o Esprito Santo tambm, os salvos na glria no falavam em outra coisa, todos Anjos diziam: puxa hoje que Ele vem mesmo I No havia outra conversa no cu, porque Jesus era o assunto do dia!"

    J ouvi coisas cabeludas do tipo: "Jos e Maria foram se alistar no exrcito de

    Jerusalm..." " Jesus no veio perdoar os pecados veio s dar

    uma olhada neles, porque est escrito que Jesus veio expiar o nosso pecado..."

  • 32 O PREGADOR CRIATIVO

    "Voc deve pregar para os ces, gatos, passarinhos e todos os outros animais, porque Jesus mandou anunciar o evangelho para toda criatura !".

    O uso de pleonasmos ento " mato" em alguns ministrios, expresses como: "Subir para cima e descer para baixo 'fompem as fronteiras da redundncia.

    Cacfatos tambm contribuem para o demrito da comunicao. Frases tipo "eu vi ela, passando por ali", podem levar o ouvinte a perguntar: "Quem passava pela viela ?"

    Se no fosse triste, at que seria engraado. Poderia estender infinitamente o comentrio sobre pregaes absurdas (nesse sentido) que j ouvi, mas contento-me em deixar aqui registrado o meu apelo aos lderes e pregadores do evangelho.

    "No fujam do ensino (ao menos o bsico), da instruo e do conhecimento da sua lngua natal, porque para entender a Palavra de Deus, precisamos entender primeiro a nossa lngua e a sim, evitaremos disparidades como as mencionadas acima e que (infelizmente) saem todos os dias da boca daqueles desapercebidos que deveriam ser usados para edificar a obra santa.

    Por no entenderem aquilo que lem, no so poucos os que tem dividido a obra de Deus, formando pequenos ncleos, que interpretam a Palavra conforme o seu nvel cultural, ou pior ainda, ao seu "bel prazer" sobrecarregando as ovelhinhas com fardos que no esto (em absoluto) de acordo com a vontade do Senhor.

    2- Expresso Corporal - O nosso corpo por si s, um grande veculo de comunicao. O bom pregador usa o seu corpo para dramatizar algumas cenas que l, fala, ou interpreta.

    Por exemplo: ao falar sobre a unidade do corpo (que a igreja - "(Corntios 12.12-27) e dos membros perfeitamente ajustados entre si, voc poder falar andando de um lado para outro do plpito. Pode at mesmo

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 33

    dramatizar que: " Quando se machuca o dedinho do p, todo o corpo sofre pois andar mancando". Ento, voc continua a mensagem dizendo que quando um irmo est sofrendo, por "menor" que ele seja, todos devemos sofrer com ele, etc.

    importante dizer que os cuidados com a aparncia (e com o peso) tambm contam, porque infelizmente vivemos numa sociedade onde as pessoas primeiramente vem como voc se veste, depois, notam como voc fala, e a sim decidem se escutam ou no o que temos a dizer-lhes.

    Por isso, tenha o visual mais "clean" possvel, isto , se voc tem barba ou bigode, no deixe de apar-los periodicamente, igualmente os cabelos, bom cuidar das unhas, engraxar os sapatos, etc. So cuidados bsicos de higiene, mas que alguns tem negligenciado e por esses detalhes tem sido refutados como imprprios do convvio social antes mesmo de abrirem a boca, pois todos prestam ateno nessas coisas. Lembre-se que o estilo "Joo Batista quando veio do deserto" no est muito em voga hoje.

    3- Expresses Faciais - O rosto freqentemente desvenda nossos sentimentos.

    Uma pessoa pode dizer que no est com raiva, mas ao olhar para suas sobrancelhas voc descobrir a verdade. Por isso dramatize no seu rosto, aquilo que a boca fala.

    Tenho verdadeira para, quando assisto ao noticirio na televiso e vejo o reprter comentando sobre uma desgraa qualquer que matou muitas pessoas, e ele fala sobre isso com "aquele" sorriso de astro de Hollywood estampado no rosto.

    Se desagradvel perceber isso na tv, imagine sobre os plpitos. Na Bblia h passagens que exigem vrios tipos de expresses, como: alegre, triste, com medo, perplexo, etc. D prxima vez que pregar sobre uma

  • 34 O PREGADOR CRIATIVO

    passagem tipo: " Jesus chorou..."(Joo 11.35), por favor no sorria !

    4- Mmicas - O uso das mos tambm se constitui num excelente aliado da boa comunicao, voc pode ilustrar por gestos, muitas passagens. Por exemplo: "Eo Espirito Santo desceu em forma corporea como pomba sobre Ele", (Lucas 3.22), (E Jesus)cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou aos olhos do cego..." (Joo 9.6).

    Veja quantos recursos Deus colocou sua disposio para que voc faa as pessoas entenderem perfeitamente a mensagem pregada. O pregador que Deus pode usar com eficincia aquele que sabe como utilizar a favor da mensagem, todos os recursos da comunicao, mesclando-os, ora um, ora outro, para sensibilizar a assistncia e efetivar uma boa comunicao.

    A seguir estudemos alguns esteretipos de pregadores, que no podem ser exemplo de bons comunicadores.

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 35

    OS TIPOS DE PREGADORES

    7 O PREGADOR UM TDIO

    tZxistem algumas pessoas que deveriam trabalhar em clnicas que tratam de insnia, pois ao abrirem a boca conseguem fazer qualquer um dormir.

    So aqueles pregadores opacos, sem vida, sem entusiasmo, falam se arrastando, pensam devagar, e no se preocupam com a recepo da mensagem por parte do auditrio.

    Como j falamos, o auditrio um verdadeiro termmetro da performance do pregador.

    Conheo muitos que nem sequer arriscam olhar para os ouvintes quando pregam, ficam olhando para cima, para os cantos, para tudo, menos para as pessoas, talvez por medo de ver a reao destes. Se durante a preleo, muitos comeam a bocejar e outros literalmente dormem, ou ainda, comeam a prestar ateno em outras coisas... Isso um sinal claro que a mensagem est tediosa.

    Talvez voc at ache que est pregando sobre um tema atraente, mas a congregao que decide se vale ou no a pena prestar ateno em voc e no que voc diz.

  • 36 O PREGADOR CRIATIVO

    A boa pregao no filha do acaso e da preguia, pregar bem d muito trabalho, exige orao, jejum, pesquisa e busca constante!

    m- O PREGADOR UMA FARSA

    V*yutro tipo de pregador problemtico aquele que prega sem testemunho, isto , ele no tem nenhuma experincia com Deus. Pode ser que consiga at um bom emprego num teatro ou num estdio de TV. Porm num plpito ficar mais perdido do que cego em tiroteio.

    Sua pregao no ter nenhuma autoridade, ser destituda de poder, pois ele no vive aquilo que prega. Pela ausncia da vida crist fica comprometido tudo o que sair de sua boca, mesmo que seja um excelente orador e esteja num plpito.

    Todo mundo percebe quando est sendo enganado, as mensagens desse tipo nunca tem aplicao para nossas vidas, conta sempre uma pregao utpica, dando mais a impresso de um discurso poltico, d sempre a entender que Deus est muito longe, muito alheio ao nosso cotidiano. D sempre exemplos parcos, do tipo : "Ah com o pastor fulano aconteceu isso..." ou, "Oh, com a irm tal o Senhor operou assim e assado..." Fala sempre de testemunhos alheios pois ele mesmo no tem testemunho algum para contar. No seu costume evangelizar nas ruas, no auxilia o aflito, to pouco preocupa-se com os necessitados, em suma, no vive o evangelho. S sabe falar dele. O que tal pregador no percebe que antes engana a si prprio. Pelo simples motivo de que: "Quer passar aos outros um modo de vida que ele mesmo no possui".

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO

    No existe nada que pregue mais alto do que uma vida vivida segundo a vontade do Senhor, cheia de Testemunho, repleta de experincias que enriqueam at ao mais indouto ouvinte. Testemunhos edificam, enriquecem qualquer pregao. Porm, testemunhos que so legitimamente seus !

    37

    O pregador precisa ser homem de vivncias no Esprito, orar pelos enfermos, ser cheio de boas obras, falar de Jesus aonde quer que v, deve pregar primeiro com a sua vida e depois sim, assumir o plpito para abenoar aos outros.

  • 38 O PREGADOR CRIATIVO

    - O PREGADOR UM FALADOR

    IMo h quem suporte ouvir palavras e mais palavras. O pregador falador aquele que sai de carro pela manh roda o dia todo volta noite mas no foi a lugar nenhum.

    Ele no se preocupa em extrair alguma lio de um texto especfico, nem se atem a parte alguma da Bblia, simplesmente fica citando versculos aqui e acol sem dirigir a Palavra para um objetivo especfico.

    Todo sermo deve ter uma finalidade, deve seguir uma linha lgica de raciocnio, deve decorrer sobre um

    propsito, por exemplo: se for para evangelizao deve seguir esta linha, se fnebre deve ser de acordo com a ocasio, se de aes de graas, tambm, enfim preciso saber qual a fina-lidade da pregao antes de preparar o sermo.

    Mas para o pregador falador tudo isso "balela", para ele no importa tica, regras, nada!

    Pois o que ele quer mesmo falar, deveria trabalhar de "repentista " na praa da S, em So Paulo. Esse tipo quando assume o plpito, pega o povo, atravessa o rio Jordo, mas vai parar na Babilnia e quando chega l, pergunta se algum viu o cego de Jerico !

    Ele no consegue se firmar em texto algum da Palavra, talvez porque no conhea os princpios da

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 39

    Exegese, ou talvez porque nunca buscou no Senhor uma revelao em algum texto.

    Porm s vezes, d a impresso que falando de tudo um pouco o tempo vai passando e ele termina a sua "rdua misso" de enrolar o povo.

    Atualizando os conceitos sobre o EMISSOR

    O Emissor aquele que fala, que transmite uma mensagem. J vimos que o bom comunicador deve lanar mo de todos os meios possveis para uma boa comunicao.

    O conceito "tico" de que o pregador deve ficar atrs do plpito, imvel, somente falando, foi funcional somente at o incio da dcada de 70, isto , antes da massificao da televiso. As pessoas, naquela poca eram acostumadas a ficar ao lado do rdio por vrias horas, ouvindo algum falar, quando buscavam algum entrete-nimento.

    Desde o advento da televiso, as pessoas foram acostumadas no somente a ouvirem, mas tambm a verem cor, movimento e som de uma maneira tridimensional. Talvez este seja o motivo pelo qual, as estatsticas apontem que um ser humano normal perde pelo menos um tero de sua vida em frente a um aparelho de Televiso. Por isso, se o pregador de hoje ficar limitado ao plpito, somente falando, tender a criar um ambiente montono, favorecendo o desvio da ateno dos ouvintes para outras coisas dentro da igreja.

    Lance mo de todos os recursos, fala eloqente e com dico, expresso corporal, facial, mmica, use ilustraes de comparao e ver o impacto que o uso equilibrado dessas tcnicas trar em seus sermes.

  • O PREGADOR CRIATIVO

    Entretanto, devemos lembrar que a postura no plpito deve ser sempre a de um ministro do Evangelho. Isto quer dizer que logo aps uma dramatizao, ele deve retomar uma postura solene. Ou seja ereta, sem ficar debruado sobre o plpito, cruzando as pernas, de lado, etc.

    LEMBRE-SE: Quanto mais voc aprimorar-se,

    mais e melhor Deus poder us-lo.

    " Ea outra (semente) caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu;

    e um produziu trinta, outro sessenta, e OUtro Cem... "(Marcos 4 8)

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 41

    A Mensagem

    A Mensagem clara e inteligvel o resultado de quatro etapas a saber:

    1- A idia - na verdade algo subjetivo, haja vista, estar na sua mente e por conseguinte, s voc entende seu significado.

    2- O cdigo - o meio objetivo pelo qual voc vem a expressar essa idia, decodificando-a dum modo que os outros tenham acesso ao entendimento dela.

    3- O veculo - depende diretamente do cdigo utilizado e o efeito dele.

    4 - O mtodo - o instrumento que vai ativar algum(s) sentido(s) no ouvinte (receptor), para que ele tenha acesso ao entendimento da mensagem..

    Veja abaixo o quadro elucidativo das etapas da mensagem:

    CDIGO

    Fala Escrita

    Expresso C o r p o r a l Emanao Gustativo Contato

    VECULO

    Voz Letra

    Gesto

    Cheiro Sabor Toque

    MTODO

    Sonoro Grfico

    Mmica

    Odorfero Palatvel

    Ttil

    SENTIDO ATIVADO

    Audio Viso

    Viso

    Olfato Paladar Corpo

  • 42 O PREGADOR CRIATIVO

    A vantagem da Pregao Criativa, que voc poder usar muitos cdigos para se fazer entender.

    Por exemplo: Certa vez, fiz uma pregao sobre "Jesus o po da vida" (Joo 6.48). Ento, mostrei igreja alguns feixes de trigo, falhei-lhes sobre o misso de Jesus "Se o gro de trigo, caindo na terra, no morrer, fica ele s..." (Joo 12.24b). depois motrei-lhes um pequeno moedor manual de trigo, e discorri sobre a profecia de Isaas "Ele foi mofdo pelas nossas iniquidades..." (Isaas 53.5b), e fui explanando-lhes consecultivamente todas as etapas do preparo caseiro do po, na medida em que pregava-lhes a Palavra mostrando-lhes passo a passo o amor sem limites de Deus demonstrado at a morte na cruz. Ento, prximo hora do culto, pedi minha esposa que fizesse um po caseiro bem saboroso, e quase no final do sermo, solicitei a um irmo para que o fosse repartindo com toda a igreja.

    Ao comermos daquele po naquela noite, todos tnhamos aprendido literalmente, quanto custou ao Senhor Jesus, saciar a nossa fome espiritual.

    No foi nada fcil para Ele alegar "Eu sou o po da vida...". Quando os irmos simplesmente lem ou ouvem essa passagem, no meditam sobre a profundidade expressa nessas palavras porque ouvir uma ao passiva.

    A Pregao Criativa faz com que as pessoas possam, de uma maneira simples, entender, assimilar e aplicar ao seu cotidiano os princpios Bblicos, porque expe a Palavra (como j vimos) no passivamente (maneira convencional) mas ativamente (despertando o raciocnio, os sentimentos e os sentidos), fazendo-os participar das circunstncias da mensagem.

    Perceba que ativei, com essa pregao, vrios sentidos dos ouvintes: Visual (viram vrias ilustraes), Auditivo, Olfativo (sentiram o cheiro daquele po fresquinho sendo feito), Ttil (eles prprios tiravam o seu pedao de po quentinho), Gustatvo (no final todos comeram) e foram

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 43

    saciados (espiritualmente e materialmente) de modo que alguns at choravam !

    Como voc pode perceber o Pregador Criativo, um provocador de reaes e no um mero falador.

    Interferncias na Mensagem Para que a Mensagem seja clara e entendida, no

    pode haver interferncias, de nenhum tipo. Um tipo comum de interferncia a falta de adequao ao nvel cultural de quem ouve. Imagine Rui Barbosa conversando com o "Ratinho"\ Creio que (apesar de ambos falarem a lngua portuguesa) eles no conseguiriam entender-se, pois o nvel de linguagem causaria uma grande interferncia.

    Na igreja, normalmente falamos para grupos heterogneos nesse sentido, temos sempre presente pessoas cultas, de nvel mdio e incultas. S este detalhe, j se constitui num grande desafio ao pregador, o qual, precisa fazer com que todos o entendam.

    O desafio acaba criando um paradoxo: Se, nivelar-mos o nvel do discurso por cima, perdemos os que esto no nvel mdio e inferior, que no entendero a linguagem. Se, nivelarmos por baixo, os de nvel mdio at entendero, porm, os de nvel superior, no daro crdito mensagem por preconceitos culturais.

    Esse impasse, pode ser sanado com seguinte sistema:

    Normalmente uso algumas palavras difceis no sermo para alcanar os cultos. Por exemplo "Jesus, no se condicionava ao ipsis verbis, visto que conhecia o arcabouo da lei". Em seguida "traduzo" aquilo que quero dizer com essas palavras, numa linguagem mais coloquial para atingir os outros, "Ou seja, Jesus no vivia se preocupando sobre o que est escrito na lei, mas sim, em ter uma vida cheia do Esprito, na essncia das Palavras do Pai."

  • 44 O PREGADOR CRIATIVO

    Fazendo assim, creio estar reduzindo satisfato-riamente esse tipo de interferncia na Mensagem.

    Um outro tipo de interferncia bastante comum, a interferncia visual. Imagine um visitante chegando a igreja, ansioso por ouvir a Palavra de Deus, porm onde ele sentou, imediatamente a sua frente tem uma coluna, ou um imenso vaso de flores, ou uma irm com aquele cabelo tipo "panetone" que o impede de ver o pregador.

    Antes de pregar, procure ver, sentar em alguns pontos estratgicos da igreja, para perceber se todos podem visualizar o plpito. Pois, de nada adiantaria voc comunicar-se com todos os recursos que Deus lhe deu, se o receptor no lhe v.

    So muitas as maneiras de causar interferncia na Mensagem, todavia, convm citar pelo menos mais duas.

    s vezes voc est no meio da mensagem, de repente passa um caminho vendendo sanitizantes, com o vendedor gritando "a todo pulmo" pe\o sistema de som do automvel : "Cndida, cndida, cndida! a melhor, a mais barata , etc": Com uma interferncia dessas, no h concorrncia que resista, isto , intil tentar prender a ateno dos irmos. O melhor a fazer, numa situao assim, parar o sermo e convidar a igreja a cantar um louvor (por exemplo), enquanto "esse camarada" estiver por perto.

    Outro modo de causar interferncia, quando no h sistema de som disponvel na igreja, e ento o pregador se v forado a falar com seus prprios recursos de volume de voz.

    No foram poucas as vezes, que presenciei um grupo de irmos ouvindo o pregador, sem entender absolutamente nada do que ele dizia, pelo simples motivo, de que ele no falava alto o suficiente para que aqueles que estavam sentados mais na parte de trs pudessem ouvi-lo.

    Da prxima vez que pregar numa situao assim, existe uma regra bsica e bem simples para aprender a

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 45

    "dosar" seu volume de voz e controlar assim a emisso da Mensagem: "Pregue para os que esto sentados na ltima fileira e no para os que sentam-se na primeira!".

    Pode ser que os primeiros achem que voc est gritando, porm, mister que os ltimos possam ouvi-lo.

    No esquea!!!

    O PREGADOR CRIATIVO :

    Cria a Mensagem

    Adapta o nvel

    Escolhe os Veculos

    Avalia os Mtodos

    Controla a Emisso

    Avalia a Recepo

    O Poder das Palavras A palavra proferida o resultado de pelo menos

    trs fenmenos que se interligam e se ajustam para tornar possvel a Comunicao, so eles:

    Biolgico: Porque, para falar bem, a pessoa precisa ter completo domnio de seu aparelho fonador, ou seja, precisa ter um crebro capaz de transmitir perfeitamente os impulsos nervosos para acionar todos os msculos necessrios atividade da fala.

    \

  • 46 O PREGADOR CRIATIVO

    Psquico. Porque, quem fala deve estar consciente sobre suas idias; tem de possuir a capacidade de saber expressar seus sentimentos e pensamentos de maneira lgica.

    Sociolgico: Pois ao dirigir a palavra a algum, devemos saber o que ele representa no contexto social e seu valor como indivduo humano'.

    Deus nos deu o privilgio da capacidade da fala, no fez isso com nenhum animal. Mesmo os pssaros da famlia dos Psitassdeos, como o papagaio e a arara, podem somente imitar o som da fala, haja vista no conseguirem racionar logicamente sobre seu significado.

    Falar uma tremenda responsabilidade. Talvez at maior, do que normalmente imaginamos.

    As Escrituras constantemente nos advertem que: "Mas Eu vos digo que toda palavra ociosa que os

    homens disserem ho de dar conta no dia do juzo" (Mateus 12.36).

    "... O contamina o homem no o que entra na boca, mas o que sai da boca isso o que contamina o homem.." (Mateus 15.11)

    " ...A lngua um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quo grande bosque um pequeno fogo incendeia..." (Tiago 3.5b)

    "No sejais como o cavalo, nem como a mula, (...) cuja boca precisa de cabresto e freio..."(Salmo 32.9); etc.

    Perceba o quanto Deus nos exorta sobre o cuidado com a fala, entretanto, muitos parecem no entender que o maior perigo de falar sem ponderao que:

    "Aspalavras criam coisas..."

    Tudo o que existe em nosso mundo, foi criado a partir da Palavra, pois a Bblia diz por diversas vezes em Gnesis, que Deus falou, e, conforme Sua Palavra tudo se fez:

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 47

    "E disse Deus: Haja Luz: e houve luz...; E disse Deus: Haja firmamento...; etc."

    Esse mesmo princpio, se faz notrio no Novo Testamento, pois Jesus nos ensinou que se tivermos f, falaremos s rvores e elas lanar-se-o ao mar, (Lucas 17.6) e ainda: "Tudo possvel ao que cr" (Marcos 9.23b). Tambm nos diz que:

    "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu corao, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, sers salvo." (Romanos 10.9)

    Parece haver uma certa relao de causa e efeito assim: "Tudo o que dissermos, acreditando, acontecer !"

    Tenho assistido alguns telejornais, e quando um assassino (por exemplo) entrevistado e o reprter, lhe pergunta porque matou "fulano", muitas vezes a resposta do tipo: " Ah, certo dia ele me falou "assim, assim" e eu no gostei...".

    Que poder tem a palavra ! Uma palavra impensada foi gerando dentro de um homem o desejo e a ao de matar seu semelhante, somente porque esse lhe disse algo de que no se agradou !".

    Desafortunadamente, conheo um casal que se separou aps trinta e cinco anos de casados. Como me eram prximos, tive a oportunidade de perguntar ao marido, o motivo dessa atitude, e para meu espanto, ouvi: "Um dia ela disse-me "assim e assim", e para mim, o nosso relacionamento acabou naquele dia. Ainda tentei viver com essas palavras dentro de mim por mais dez anos, mantendo as aparncias, por causa dos filhos e familiares. Porm, o que foi dito, foi dito, e no h meio algum de restaurar em mim o que as palavras dela causaram."

    Confesso que as palavras proferidas por aquela senhora, realmente foram mui pesadas, amargas e desagradveis, motivo pelo qual, no ousei revel-las aqui.

    Mas, note como as palavras criam coisas e atitudes. Talvez por isso nos diga o Senhor, como deve ser o nossa falar: "Falando entre vs em salmos, e hinos, e cnticos espirituais..." (Efsios 5.19a).

  • 48 O PREGADOR CRIATIVO

    Pois as palavras podem destruir uma vida em todos os aspectos. No obstante, podem tambm salvar e transformar as pessoas e tudo ao seu redor.

    O nosso pas ir de mal a pior enquanto houver pessoas dizendo e acreditando que o Brasil no tem futuro. Pois eu digo e creio que o Brasil do Senhor Jesus ! Desperte-se para essa realidade!

    Por isso, tenha conscincia, e saiba dirigir a sua palavra apenas para construir, abenoar e prosperar.

    "No pode a rvore boa dar maus frutos; nem a

    rvore m dar frutos bons. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo

    o que me diz: Senhor, Senhor! entrar no reino

    dos cus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai,

    que est nos cus." (Mateus 7.18, 20-21)

    As melhores palavras so onomatopias, isto , gostosas de falar e de ouvir, a palavra mame por exemplo, perceba como gostosa de falar. Igualmente papai; voc encosta um lbio no outro duas vezes para sair de sua boca este som gostoso de ouvir.

    Por que, a palavra mame, no , por exemplo "Ruquetfuris" e papai" Tricosoforis" ?

    Porque palavras assim, so speras, entrecortadas, ruins para falar e ouvir.

    Por exemplo: Note como a palavra "madrasta" chega at mesmo a ferir os ouvidos, pois spera, at sugere que se trata de uma "me drstica". Nada tem a ver com o gostoso "mame" que soa bem diferente em nossos ouvidos. Perceba que a palavra "mame" imita o som de um nenm mamando (uhm-m-m), e justamente essa

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 49

    a definio de uma palavra Onomatopica, ou seja, que transliterada do som que a produz. Portanto, procure escolher as melhores palavras para seu sermo, palavras que soem bem, palavras que entram gostosamente nos ouvidos e que facilmente encontrem "ninho" nos coraes.

    Procure trabalhar bem com palavras (princpio da eloqncia) escolha aquelas que despertam sentimentos positivos (se possvel, onomatopicas), pois as palavras tambm liberam hormnios (bons e ruins) dentro das pessoas.

    Imagine algum chegando at voc, esmurrando a mesa sua frente, apontando-lhe o dedo, e dizendo aos berros: "Eu odeio voc !". Ao ouvir tais palavras, imediatamente seu crebro assimila essas palavras despertando sentimentos negativos. Ento, ele envia uma mensagem at a medula das suas glndulas supra-renais para liberar Adrenalina na sua corrente sangnea. Dentro de segundos, quando o Hormnio Adrenalina entra na circulao, todo seu metabolismo se altera: As pupilas dos olhos se dilatam um pouco, a respirao acelerada, aumenta a sudorese, aumentam os batimentos cardacos, ocorrem vrias mudanas em seu corpo, e voc se prepara para correr ou para brigar.

    Suponhamos, que voc resolva "bater boca" isto brigar atravs de palavras, e que esse bate boca, vai durar por algum tempo. Ento, aps alguns minutos discutindo, um outro Hormnio pode entrar na circulao, o Cortisol (liberado pelo crtex da Supra-renal), que pode retirar rapidamente todo acar do sangue, dando uma grande sensao de fadiga e podendo at mesmo, levar ao desmaio ! Tudo isso embasado no poder das palavras.

    Em contrapartida, imagine um caso oposto. Algum chega at voc e comea a falar o quanto lhe admira; como gosta de voc e lhe ama! Ao escutar esta mensagem, seu crebro libera atravs da Glndula Pineal um Hormnio chamado Serotonina, que um relaxante natural, inibidor de dores, antidepressivo e at mesmo anti envelhecimento!

  • 50 O PREGADOR CRIATIVO

    Lembro-me de certa vez, que preguei sobre o amor de Deus, de uma maneira tal , que at mesmo eu, dormi diferente naquela noite ! Ao terminar o culto, parecia que estvamos nas nuvens, e aquele gostoso clima de fraternidade pairava sobre nossas cabeas !

    Por isso, no fique brincando com os hormnios das pessoas !

    Conheo alguns pastores que no objetivam a mensagem, e do vrios tipos de recados (Exortao, Consolao, Edificao) tudo num mesmo sermo. Por exemplo: "Fala com toda convico da condenao do inferno aos desobedientes (nessa hora o organismo libera Adrenalina), depois fala brandamente do amor do Pai (libera Serotonina), logo em seguida fala gritando do diabo e suas hostes querendo tirar a sua vida (Libera Cortisol), e a fala mansamente sobre os frutos do Esprito (libera Endorfina). Veja que os hormnios de quem escuta entram em choque (Adrenalina - mal estar; Serotonina - bem estar; Cortisol -mal estar; Endorfina - bem estar) e a se o ouvinte ca no cho (tremendo em estado de choque) o pastor fala (sentindo-se vitorioso) "T vendo! Ele est endemo-ninhado!".

    Quando Deus lhe der uma mensagem de exortao, d a mensagem especificamente nesse sentido, no tente amenizar, pois voc pode causar um conflito de emoes to grande em quem ouve, fazendo-o sair mais confuso do que esclarecido e com uma m impresso de voc.

    Perceba que Jesus quando exortava (principalmente os fariseus) no amenizava suas palavras, mas dirigia-se especificamente nesta finalidade. Quem j leu o captulo 23 de Mateus pode certificar-se da veracidade deste fato.

    Da mesma forma, se o Senhor lhe der mensagem sobre o seu amor por ns, no atemorize a platia dando nfase no inferno ou na condenao, pois estas coisas "quebram" o objetivo do culto.

    Uma outra forma bem comum de quebrar o objetivo da mensagem, quando voc prepara com todo carinho e

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO

    orao o "clima de adorao" do culto; planeja quais os melhores cnticos, corinhos, de acordo com a temtica da mensagem, faz tudo dirigindo dentro do objetivo revelado por Deus. Prega sobre as bnos do Senhor Jesus (por exemplo) para o seu rebanho e todos ficam em deleite querendo ouvir mais. Porm, depois da pregao, vem um irmo e pede para dar um recado. Voc, inocentemente, passa-lhe o microfone, e ento ele com a sutileza de um "rinoceronte numa loja de cristais", despeja um "caminho de melancias" em cima do propsito do culto, isto , passa a falar enfaticamente, transpirando e gesticulando, mais ou menos assim: "Eu fico muito irado, quando convido os irmos para cantar comigo um hino, e muitos no abrem a boca! Deus no gosta disso! Onde j se viu ! Aposto que msica do mundo cantam de boca cheia ! etc e tal."

    Perceba que esse irmo desavisado, tinha um problema pessoal, ocasionado por alguns irmos que no comeo do culto, por algum motivo, no quiseram (talvez porque no conheciam, ou porque o tom estava muito alto, etc.) cantar aquele hino. Todavia, esse irmo, vem depois da mensagem, pedir oportunidade, no para louvar a Deus, mas para "quebrar a especificidade" do culto no sentido que o Esprito Santo, orientou ao pregador a ministrar.

    E com isso o inimigo d gargalhadas que ecoam pelas "cavernas do inferno", pois desvia-se a ateno do povo, tirando o alimento espiritual que j estava em "seu estmago". Fazendo-os voltar a ateno para aquilo que no convm, e assim tirada abruptamente dos coraes a semente que Deus plantou com tanto zelo ! (Mateus 13.18-19). E a, os comentrios posteriores, no sero sobre a beno da mensagem, mas sim sobre o desvario desse irmo.

    Uma maneira segura para certificar-se de que isso no vai acontecer, no permitir que os recados sejam dados aps a mensagem, mas sim, antes dela ou logo no incio do culto.

  • 52 O PREGADOR CRIATIVO

    Palavra de Cincia X Palavra Revelada

    Antes do Senhor Jesus iniciar seu ministrio, havia centenas de anos que os fariseus pregavam as Escrituras nas suas sinagogas.

    O povo j estava habituado a ver seus ensinos e nada de novo acontecia, pois a predica deles era completamente destituda de poder.

    Jesus Cristo, iniciou uma verdadeira revoluo no ensino das Escrituras, pois no s ensinava pelo falar sobre as Palavras de Deus ao povo. Jesus causou um impacto tremendo, pois numa poca em que todos falavam das Escrituras, Ele mostrou como viver as Escrituras. E isso gerou um rebolio tal nas religies, que at hoje nos notria sua fama!

    Vivemos numa poca semelhante aquela, no sentido de que, muito se fala da vontade de Deus, e pouco se vive segundo Ela!

    hora dos lderes se levantarem com uma mensagem nova. Uma mensagem de poder! Uma mensagem que fruto de uma vida, vivida segundo os propsitos de Deus !

    Muitos pregadores esto sem autoridade naquilo que proferem, porque Satans os acusa de suas fraquezas e de seus erros diante de Deus. O que fazer ? Elimine as acusaes dele ! Como ? Aplicando o poder do sangue de Cristo e a Sua Palavra sua vida !

    As coisas s se realizam quando aplicamos aquilo que sabemos vida cotidiana !

    SOCORRO !!! TENHO QUE PREPARAR UM SERMO 53

    Veja estes exemplos:

    * Sabe por que, voc sente dor de cabea, toma uma aspirina e a dor passa? Porque existem os princpios da Qumica aplicados num comprimido! * Sabe por que, voc senta diante de um computador e faz tudo o que imaginar? Porque, existem os princpios da matemtica, aplicados num computador! * Sabe por que possvel, voc ir ao aeroporto, pegar um avio e descer em Tquio? Porque, existem os princpios da Fsica aplicados numa aeronave! * Sabe quando vamos deixar de falar e passar a agir? Quando os princpios da Palavra de Deus estiverem aplicados em nossas vidas!

    E tem mais! O Senhor Jesus, no s inovou a pregao na forma, mas tambm, no conceito!

    Todos os fariseus pregavam "em cima da letra" ! Constantemente interrogavam ao Mestre sobre os detalhes da lei, os quesitos da letra " lcito isto? lcito aquilo", "A lei diz isto. O que dizes tu?" etc.

    Eles respiravam Lei, comiam Lei, bebiam Lei, sonhavam Lei, mas curiosamente, no a cumpriam!

    Jesus fez inmeras vezes os conceitos deles cairem por terra! Porque o Senhor no vivia em cima do "o que est escrito". Ele vivia sim, dentro do Esprito da lei e no na lei propriamente dita !

    uma sutil diferena, mas que pode levar ao cu ou ao inferno !

    Pois: "... A letra mata, e o Esprito vivifica." Esse problema com "o que est escrito", na

    verdade, teve o seu incio, l no jardim do den, com Ado e Eva.

  • 54 O PREGADOR CRIATIVO

    Nos asseguram as Escrituras, que eles tinham a Revelao de Deus todos os dias, ou seja, Deus mesmo manifestava-se (leia-se revelava-se) para eles na virao do dia (Gnesis 3.8-10).

    Ado e Eva, andavam numa esfera de Revelao direta com Deus. Mas o inimigo no podia suportar isso ento interveio oferecendo uma outra esfera de entendimento: A esfera limitada da cincia do bem e do mal.

    No se pode comparar, o universo da Revelao com a limitao da Cincia do bem e do mal.

    O inimigo aproveitando-se disso, confundiu, enganou, manipulou o homem para que casse no seu grau de entendimento diante de Deus.

    Antes da queda tnhamos a Revelao divina; depois, s um mero entendimento do bem e do mal.

    Veja como fi