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    câmbio

    R I C A

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    Para a maior parte da população brasileira, o câmbio sempre foi algo

    invisível. Dólar sempre foi uma nota verde com a foto de sujeitos es-

    quisitos que algumas pessoas carregavam na carteira para dar sorte. E

    só.

    Pessoas com baixo poder aquisitivo poucas vezes percebiam os efeitos

    de uma variação cambial em seu dia a dia, embora até mesmo insu-

    mos agrícolas (e, portanto, os alimentos) tivessem preços dependentes

    daquela moeda - estima-se que 35% dos preços brasileiros dependem,

    de alguma forma, do Dólar.

    Só que essa realidade mudou nas últimas décadas, com o aumento da

    renda média da população: o número de turistas que vai ao exterior

    cresceu geometricamente, o comércio internacional se intensificou e,

    nem que seja para trazer um notebook de Miami ou fazer uma compri-

    nha em site chinês, a classe média simplesmente abraçou a globaliza-

    ção e ouve atentamente as notícias diárias da cotação de moedas.

    Porém, como para quase tudo no Brasil, a novidade vem a cavalo, mas

    educação e capacitação chegam a pé, muito tempo depois.

    INTRODUÇÃO

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    Entender, lidar e até mesmo lucrar com taxas cambiais é um privilé-

    gio que agora fará parte também da sua vida, caro leitor. Espero que

    aproveite bem as oportunidades que aqui apresentaremos e que você

    esteja, ao final da leitura, não apenas capaz de fazer investimentos so-

    fisticados e rentáveis, mas também capaz de ver o mundo com outros

    olhos, os olhos de um cosmopolita.

    Quanto ao Curso, ao contrário do módulo de Tesouro Direto, em que

    foi possível apresentar a Parte Prática antes da Teórica (pois consegui-

    mos simplificar o método, excluindo variáveis menos importantes) e

    concentrar em um pequeno e eficaz núcleo, o curso de Câmbio exigirá

    que o leitor siga a ordem natural, passando primeiro pelo aprendizado

    teórico para, somente então, entrar na questão prática de elaboração

    de estratégia.

    Após explicar como funciona a formação da taxa de câmbio, nosso cur-

    so abordará as diferentes oportunidades de investimento, mostrará

    custos inviabilizantes, riscos explícitos e implícitos e, após passarmos

    pela teoria, mostraremos as estratégias vencedoras.

    INTRODUÇÃO

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    O objetivo, como sempre, é afastar o maior de todos os riscos, o risco

    da falta de conhecimento, e possibilitar ao investidor a formação de

    uma carteira de investimentos sólida, capaz de render eficientemente

    em qualquer cenário que se apresente, em especial, o cenário de crise.

    Quero ressaltar, antes que pensem que eu seja mais um dos que fa-

    lam de algo em tese, sem experiência própria, que, na virada de 2012

    para 2013, apliquei cerca de 10% dos meus investimentos financeiros

    no exterior, com o Dólar a 1,995:1 no contrato de câmbio que fechei

    pelo Indusval, na época. O dinheiro lá está até o presente momento

    (setembro/2014), dado que o movimento de desvalorização do Real

    permanece presente e necessário.

    Desejo a você boa sorte e bons estudos!

    INTRODUÇÃO

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    INTRODUÇÃO 3íNDICE 6

    o fundamental 9

    BASE INTRODUTÓRIA 9MOEDAS 9Como preços são determinados? 12

    o Câmbio 14Câmbio: o preço da moeda do ponto de vista de outra moeda 15o governo e o Câmbio 16tipos de moeda 22regimes de Câmbio 24HistóriCo do Câmbio brasileiro 28

    ATIVOS 35investimento x espeCulação 35vantagens 37desvantagens 37

    PAPEL MOEDA, CARTÃO VTM 37Comportamento 38

    FUNDOS CAMBIAIS 41

    FOREX 42vantagens 42desvantagens 43o que é 43

    OURO 47o que é 47o ouro é moeda estrangeira? 49ativo para as Crises fora 50a lógiCa do ouro 51a negoCiação do ouro 54

    BITCOIN 59o que é bitCoin 59diferenças para o ouro 61reserva de valor x meio de pagamento 63Como adquirir? 64bitCoin x ouro: Comparativos 65

    MINICONTRATO 66vantagens 66desvantagens: 67o que são 67alavanCagem 69ajustes diários 70

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    índice

    Como operar? 71tributação 72

    OS CUPONS CAMBIAIS 74REIT, STOCkS, ETF 75Como investir 78indiCação nos eua 79

    INVESTIMENTO DIRETO 85passo a passo Como adquirir imóvel no exterior 881 esColHer o imóvel (exemplo, nos eua) 882 estimar Custos-satélites 913 se finanCiar, fazer o stress-test da prestação Com simula-ções de Câmbio 934 preparar a parte buroCrátiCa 94

    COMO INVESTIR 97COMO ENVIAR E CONTROLAR RECURSOS NO EXTERIOR 97Como investir fora de forma 100% legal 98obrigações no brasil 98obrigações no exterior 102tributação no brasil 108

    Como enviar reCursos de forma barata 109

    doCumentação neCessária (no indusval) 111Como garantir que seu dinHeiro não vai desapareCer 112Como esColHer bem e Controlar seus investimentos 113ressalva legal 114lotes de ações (board lots) 115busCar empresas que estejam em expansão no brasil é uma opção 116Considerações 123

    TEORIA NA PRÁTICA 131COMO AVALIAR O CâMBIO E SEUS MOVIMEN-TOS 131determinantes do Câmbio 133fatores que interferem diretamente no Câmbio: 133

    paridade do poder de Compra (ppC): uma força de longo prazo 135e o ppC funCiona? 141Como saber, Hoje, se o real está desvalorizado ou sobreva-lorizado Conforme essa teoria? 142Há algum motivo para o real se manter Constantemente sobrevalorizado em relação às demais moedas? 142

    balanço ComerCial e de serviços: força de Curto e médio prazo 144

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    índice

    o que é o balanço de pagamentos? 146peCuliaridades do bp brasileiro 151e Como saber se a moeda loCal tende a se valorizar? 164

    a paridade das taxas de juros: a força mais importante no Curto prazo 166o risCo país 176voltando à Composição da taxa de juros interna sob a ótiCa externa. 189então o dólar spot no futuro será o dólar futuro Hoje? 193a prátiCa 195

    fora a teoria, o que mais pode me ajudar? 199análise de fluxos, volumes e posições de estrangeiros 202perCepção de tendênCia do gráfiCo de Câmbio 203dólar x juros 206dólar x bovespa 214a estratégia ideal de Câmbio x bolsa (e, de Certa forma, juros) 217

    ESTRATégIAS PERDEDORAS 225aquisição de dólar papel-moeda ou vtm Como investimen-to 225fazer trades Contínuos em forex ou miniContratos 226

    adquirir fundos Cambiais e sentar sobre eles 229ativos inCertos em “moeda estrangeira” 234o porquê das apliCações na pura diferença entre moedas não valerem a pena no longo prazo 235

    apliCações venCedoras 239

    ESTRATégIAS VENCEDORAS 239estratégias venCedoras 242passo 1: assumir ignorânCia 242passo 2: determinar a exposição pretendida 244passo 3: esColHer ativos venCedores 247passo 4 (opCional): ConHeCer o que é Hedge e o que é ope-rar vendido 250

    estratégia da segregação patrimonial 264estratégia do põe e tira 267e nas quedas do dólar? 271Como turbinar a estratégia em momentos de Crise 273

    estratégia do “tira o que não tem” e “finge que põe” 283nosso guia 289

    CONCLUSõES 296

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    BASe INTRODUTÓRIA

    Moedas são algo muito simples e complexo ao mesmo tempo. Simples

    porque qualquer um sabe fazer o seu uso cotidiano, ir à mercearia,

    fazer compras, pagar e retornar com o produto. Complexo porque,

    afastando o ponto de vista, levam a uma abstração recorde para a hu-

    manidade.

    Qualquer pesquisa escolar (hoje feita pela Wikipedia!) pode esclarecer

    o que moeda é: o meio de pagamento universalmente aceito em uma

    dada sociedade em que ela circula.

    Para superar o escambo e a dificuldade de se avaliar quantas galinhas

    vale um carneiro, criou-se a moeda e dividiu-se a operação em dois

    momentos: quanto vale uma galinha em moeda e quanto vale um car-

    neiro em moeda.

    A divisão em duas operações seguidas não aumenta a complexidade

    mOeDAS

    O fUNDAmeNTAl

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    da operação, pelo contrário, diminui. é uma questão de análise com-

    binatória, se houvesse 5 produtos diferentes em uma economia, cada

    pessoa deveria guardar a relação de 4 + 3 + 2 + 1 = 10 combinações de

    troca, ao passo que, com a moeda, ela guarda 5 combinações (5 pre-

    ços) e pode avaliar a conveniência de negociar todos os produtos da-

    quele mercado.

    Além disso, a moeda adquiriu, naturalmente, a característica de reser-

    va de valor. Pois não era mais necessário estocar grandes quantidades

    de alimento (imagine as perdas com o tempo!), por exemplo, para se

    trocar por roupas, artefatos, etc.

    Ocorre que moeda não tem valor de uso, apenas valor de troca, tendo

    o seu próprio valor (quantidade de moeda para aquisição de um bem

    específico) determinado unicamente pela lei da oferta e procura (a me-

    nos que os preços estejam tabelados, como na época da Sunab).

    O que isso significa? Significa que se houvesse uma nota de 100 mil,

    pouquíssimas pessoas teriam essa nota e, por ser algo tão raro, seu

    valor seria imenso (em outras palavras, cem mil!). O seu valor vem jus-

    BASE INTRODUTÓRIA

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    tamente de sua raridade.

    Já as notas de 5 são muito comuns e, por isso, valem pouco.

    Aí já podemos começar a entender a ideia de inflação: se o governo

    dobrar a quantidade de moeda em circulação, considerando que a

    quantidade de produtos no mercado não é afetada por isso (a capaci-

    dade de produção das máquinas e dos homens permanece inalterada)

    o valor dos produtos expresso em moeda será (simplificadamente) o

    dobro (em outras palavras, houve inflação de 100%).

    Daí a importância do monopólio do poder de emissão de moeda ser

    do governo. Se cada um pudesse imprimir notas em seu quintal, per-

    deríamos o parâmetro de valor da moeda, pois seria necessário a cada

    compra avaliar a quantidade de moeda em circulação no país para

    poder avaliar (naquele momento) quanto vale um litro de leite. Impos-

    sível.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    { cOmO pReÇOS SÃO DeTeRmINADOS?

    Você já compreendeu a noção de inflação. Agora vamos compreender

    como são formados os preços em um mercado aberto.

    Na verdade, os preços são formados em um mercado e pelo mercado.

    E o que é o mercado? É a lei da oferta e procura.

    Enquanto há mais gente procurando um produto do que é possível se

    produzir, esse produto vai subindo de preço. Uma hora ele fica muito

    caro, e o vendedor começa a não achar mais compradores. Então ele

    baixa o preço até que eles retornem. No fim, o preço se estabiliza no

    chamado ponto de equilíbrio.

    Tudo bem, mas então eu preciso de vender 20 kombis até descobrir

    quanto vale uma Kombi?

    Se você vivesse no interior, com difícil acesso, sem telefone, internet

    ou televisão, e você mesmo produzisse a kombi, a resposta seria sim.

    Porém, para facilitar, o mercado de kombis já existe e você tem vários

    parâmetros para saber quanto vale uma: o valor que você pagou, a

    BASE INTRODUTÓRIA

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    tabela FIPE, quanto a agência de veículos da esquina está pedindo, etc.

    Aqui entra o papel da informação e como quanto mais informação cir-

    cula em um mercado, mais perfeito, menos arestas ele tem.

    Quanto menor a circulação de informações em um mercado, maior

    será a variação entre o menor preço por um produto e o maior preço

    (imagine uma cidade sem imobiliária, em que ninguém sabe por quan-

    to estão sendo vendidos os imóveis na região). Quanto mais disponí-

    veis as informações, mais eficiente será a formação do preço e menor

    será a variação entre os extremos.

    Dessa forma, informação tem um peso importantíssimo na formação

    de mercados eficientes e são essenciais para se formar e se comparar

    preços em uma economia.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    Se o câmbio passa despercebido pela maioria da população, entre os

    grandes participantes do mercado global, ele é sempre capaz de pre-

    gar grandes peças e causar alvoroço.

    O mercado de câmbio, além de girar grandes volumes, por motivos co-

    merciais ou especulativos, é apimentado por esperadas e inesperadas

    atitudes governamentais, capazes de levar ao que mais recentemente

    convencionou-se chamar de “guerra cambial”.

    Somente por essa expressão abraçada pelos políticos e pelo merca-

    do, já é possível estimar o tamanho da importância da taxa de câmbio

    para uma economia.

    BASE INTRODUTÓRIAO câmBIO

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    { câmBIO: O pReÇO DA mOeDA DO pONTO De vISTA De OUTRA mOeDA

    Considere a força da economia de cada país, a importância e a quanti-

    dade dos produtos e serviços por ele oferecidos ao mercado mundial,

    a quantidade que ele compra do exterior, o quanto seus imóveis são

    cobiçados ao redor do mundo, o quanto esse país envia ou recebe de

    turistas, etc.

    Em cada uma dessas transações é necessário trocar a moeda daquele

    país pela moeda de outro. Em outras palavras: é necessário comprar

    uma determinada moeda vendendo outra moeda.

    Isso funciona como em um mercado normal, a cada momento há um

    preço de equilíbrio entre duas moedas diferentes, demonstrando

    quantas unidades de uma moeda equivalem a quantas unidades da

    outra moeda.

    Quanto mais os nacionais buscam a moeda estrangeira (para importar,

    para fazer turismo, para remeter lucros ao exterior, etc.), mais há de-

    BASE INTRODUTÓRIA

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    manda pela moeda estrangeira e oferta de moeda nacional. Por outro

    lado, quanto mais se procura a moeda nacional (quando os nacionais

    exportam, quando se recebe turistas, quando as multinacionais abrem

    fábricas no país), mais a moeda nacional está sendo procurada e tende

    a valorizar-se.

    Dessa forma, do ponto de vista de mercado (lei da oferta e procura), o

    câmbio seria complexo mas não tão complexo como na verdade é. Um

    dos grandes fatores que influenciam fortemente o valor do câmbio é a

    política econômica.

    { O gOveRNO e O câmBIO

    Como se sabe, principalmente depois de keynes (concorde-se, ou não,

    com ele), o governo adota medidas de estabilização econômica, princi-

    palmente com objetivos de:

    ⇨Controlar a inflação (objetivo interno).

    ⇨Fomentar o crescimento (objetivo interno).

    BASE INTRODUTÓRIA

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    ⇨Equilibrar o Balanço de Pagamentos (objetivo externo).

    ⇨Principalmente no curto prazo, para qualquer dessas intenções, um

    dos instrumentos que o governo tem em mãos é justamente a política

    cambial. Na prática, como isso funciona?

    Em primeiro lugar, vamos começar a substituir expressões genéricas,

    como moeda estrangeira, por expressões concretas (embora simplis-

    tas e, muitas vezes não totalmente equivalentes) como Dólar. Agora

    vamos aos pré-requisitos:

    {{ COmO O gOVErNO mANtÉm O DólAr bAixO?

    Simplificadamente, vendendo dólares de suas reservas no exterior, ou,

    se não tiver reservas, tomando dólares emprestados (no FMI, Clube de

    Paris, etc.) e vendendo-os em troca de reais. Isso aumenta a procura

    por reais e a oferta de dólares, valorizando o real e desvalorizando o

    dólar.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    {{ COmO O gOVErNO mANtÉm O DólAr AltO?

    Comprando dólares e formando reservas ou pagando suas dívidas ou

    juros. Isso aumenta a procura por dólares e a oferta de reais, valori-

    zando o dólar e desvalorizando o real.

    {{ OUTRAS MANEIRAS

    Há maneiras indiretas de influir no câmbio, tanto diretamente (como

    os swaps cambiais e swaps cambiais reversos), como indiretamente,

    com o aumento ou diminuição da taxa de juros dos títulos do Tesouro

    (atraindo ou afastando estrangeiros), o aumento do IOF sobre com-

    pras com cartões no exterior, as alíquotas de impostos de importação/

    exportação e outras barreiras ao comércio internacional.

    Mas a compra e a venda de moeda é o modo como o governo atua

    diretamente no câmbio e a busca do equilíbrio no Balanço de Paga-

    mentos (BP) é tão importante que falaremos sobre isso em um tópico

    específico. mas vejamos por que o governo atua no câmbio:

    BASE INTRODUTÓRIA

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    O Dólar baixo aumenta as importações de produtos estrangeiros que

    estiverem mais baratos que os nacionais, fazendo com que os preços

    brasileiros sejam “barrados”. Além disso, recebendo menos dinheiro

    pelo que vendem, os exportadores não injetam tanto dinheiro na eco-

    nomia.

    {{ RISCOS

    manter o Dólar artificialmente baixo por muito tempo pode acabar

    com as reservas internacionais do país, ou diminuí-las a ponto de dei-

    xar o país completamente vulnerável ao primeiro ataque especulativo

    ou crise internacional que houver. O país pode chegar a se tornar de-

    vedor líquido (não é o caso do Brasil, que hoje tem reservas maiores

    que sua dívida externa) e caminhar para a quebra por falta de condi-

    ções de pagar a dívida.

    para controlar a inflação, mantém-se o Dólar baixo.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    Além disso, a venda de produtos estrangeiros “subsidiada” pelo gover-

    no pode levar à quebra de setores da indústria nacional, e outros efei-

    tos colaterais.

    O Dólar alto é, no curto prazo, uma maravilha para o país. Com os

    concorrentes (produtos estrangeiros) custando mais caro, as empresas

    nacionais têm mais lucro e incentivo para investir. Além disso, os ex-

    portadores também agradecem, pois os dólares de suas vendas valem

    muito mais reais e também aumentam seus lucros. Enfim, mais dinhei-

    ro circula na economia, os salários sobem, etc.

    {{ RISCOS:

    Primeiro os requisitos: ou o país é superavitário, ou tem que tomar dí-

    vida interna para comprar os Dólares. Nessa jogada, o país pode tomar

    para fomentar a economia, mantém-se o Dólar alto.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    inclusive prejuízo, pois compra dólares a uma cotação mais alta do que

    a de equilíbrio e, no dia em que parar de subir a cotação artificialmen-

    te, e o Dólar cair, os dólares em sua mão valerão menos, aumentan-

    do a possibilidade de um futuro resultado negativo em operações de

    câmbio para o Tesouro do país.

    O câmbio desvalorizado também causa inflação e o envio barato de re-

    cursos nacionais ao exterior (tanto exportações e serviços quanto pela

    compra de imóveis e bens no país por estrangeiros), em detrimento

    da riqueza dos nacionais. Enfim, os nacionais ficam felizes e ricos entre

    si, mas, se comparados ao estrangeiro, na verdade estão mais pobres.

    Além disso, pode levar a um círculo vicioso de desvalorização, inflação,

    deficit, desvalorização, inflação, deficit, e assim por diante.

    A china tem mantido o yuan desvalorizado vendendo dólares.http://www.reuters.com/article/2014/05/06/us-china-yuan-

    idUSBReA4503W20140506

    BASE INTRODUTÓRIA

    http://www.reuters.com/article/2014/05/06/us-china-yuan-idUSBREA4503W20140506http://www.reuters.com/article/2014/05/06/us-china-yuan-idUSBREA4503W20140506

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    { TIpOS De mOeDA

    Como forma de garantir sua autonomia e reforçar o seu poder sobre

    as políticas econômicas, a maioria dos países tem moeda própria.

    Alguns países, como o Brasil, além disso usam o chamado curso força-

    do da moeda, que significa que em qualquer negociação naquele país

    só pode ser usada a moeda local. Assim, no Brasil, é ilegal uma loja de

    eletrodomésticos colocar o preço de mil dólares em uma televisão, por

    exemplo.

    Até 2006, as empresas exportadoras tinham, inclusive, um prazo para

    fechar o câmbio e internalizar toda a receita de suas exportações,

    de maneira que eram obrigadas a vender aqueles dólares e comprar

    reais. Depois foram autorizadas a manter 30% no exterior e, a partir

    de 2008, passaram a poder manter a totalidade do valor fora do país

    (CMN Resolução nº 3.548/08).

    Há também aqueles países que possuem a moeda nacional mas tole-

    ram a negociação também em moeda estrangeira dentro do país (vê-

    BASE INTRODUTÓRIA

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    -se muito isso na Argentina, tabelas de preços em duas ou três moe-

    das – não sei se de maneira legal ou ilegal).

    E há, ainda, aqueles que adotam uma moeda estrangeira (economias

    dolarizadas, como o Equador e o Panamá) ou uma moeda comum

    (como a Zona do Euro).

    O risco de se adotar uma moeda comum é o da perda da autonomia e

    abstenção de qualquer política cambial, como várias economias euro-

    peias estão sofrendo, a exemplo da grécia.

    Os gregos têm um deficit comercial grande com o exterior (principal-

    mente Alemanha), comprando mais do que exportam. Assim, a cada

    ano, eles tomam mais e mais dívida na moeda comum, Euro, para

    pagar essa diferença. O Banco Central deles emite títulos e mais títu-

    los (com altas taxas de juros, dado o alto risco) (em Euro), mas vai se

    tornando impossível pagar (não a dívida, que é impagável há muitos

    anos), mas mesmo os juros.

    Se a grécia tivesse moeda própria, como o Dracma, poderia ter to-

    BASE INTRODUTÓRIA

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    mado empréstimos internos, poderia ter desvalorizado a moeda para

    exportar mais e importar menos, etc. Porém, como a moeda é comum,

    não há como desvalorizar, há uma moeda forte e você terá que pagar

    seus débitos naquela moeda e pronto. Se sua economia é credora,

    como a da Suíça, esse tipo de problema não ocorre. Mas isso é exce-

    ção.

    { RegImeS De câmBIO

    Tudo bem, o país tem moeda própria. O próximo passo é saber que

    tipo de câmbio ele adota. Há, basicamente, 3 tipos de câmbio.

    {{ CâMBIO FIXO

    A taxa de câmbio é fixada pela autoridade monetária, por exemplo:

    1 dólar = 500 cruzeiros.

    Mas atenção: O fato de ser fixa não quer dizer que é fixa para sempre.

    Significa que é fixa até que a autoridade reveja o valor. Pode ocorrer

    BASE INTRODUTÓRIA

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    de, passados alguns meses, o Banco Central anunciar a nova taxa, de 1

    dólar = 600 cruzeiros.

    A vantagem dessa taxa seria uma estabilidade maior no câmbio, uma

    certa previsibilidade para os agentes econômicos.

    Por outro lado, considerando que o Balanço de Pagamentos (BP) tem

    que fechar em zero, como se verá em seguida, o governo terá que

    adquirir constantemente moeda estrangeira ou vendê-la, conforme o

    caso, para manter o câmbio estável. Em outras palavras, o governo é

    quem suprirá a falta de oferta em qualquer das pontas do câmbio.

    Assim, se o Banco Central não reavaliar a taxa constantemente, isso

    pode levar a dívidas impagáveis. Por outro lado, se ele reavaliar de-

    mais, a única vantagem da taxa fixa, a da previsibilidade, se perde.

    {{ CâMBIO LIVRE OU FLUTUANTE

    é o câmbio de livre mercado: o valor do câmbio será aquele de acordo

    com a procura e a oferta de moeda estrangeira a cada instante.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    Se hoje todo mundo quiser investir no país, o Dólar vai ao chão. Se

    amanhã todo mundo desiste, pois descobre que um determinado polí-

    tico apareceu “nu” no Youtube, o Dólar vai à estratosfera.

    resultado: é o oposto do câmbio fixo, é totalmente imprevisível e ins-

    tável, podendo causar prejuízos a agentes econômicos, levando-os

    mesmo à falência por motivos diversos que não a ineficiência de seu

    negócio.

    Suponha um dólar 1:1 (1 para 1, ou seja, 1 Real equivale a 1 Dólar),

    mas há um “mau-humor” justamente naquele mês em que determina-

    da empresa tem que pagar sua dívida. O Dólar salta para 2:1 e ela vê

    sua dívida dobrar (em reais). Ela paga essa dívida e, logo no mês se-

    guinte, as nuvens se dissipam e o Dólar volta para 1:1.

    Pode parecer um exagero, além disso alguns agentes podem fazer um

    hedge de proteção, mas a verdade é que a volatilidade em excesso

    também não é saudável, principalmente se considerarmos o volume

    de capital especulativo que circula hoje pelas economias.

    BASE INTRODUTÓRIA

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    índi

    ce

    ⇨Capital especulativo é aquele aplicado em investimentos financeiros

    de boa liquidez, que pode ir embora do país em questão de horas ou

    dias. Ao contrário do investimento estrangeiro direto na atividade

    produdita, como na compra de imóveis ou construção de fábricas,

    que não pode sair de um dia para outro.

    {{ CâMBIO COM REgIME DE BANDA

    É o câmbio em que o banco Central permite a livre fixação das taxas,

    mas que, em caso de distorções, turbulências que julgar temporárias

    ou ataques especulativos, o Banco age temporariamente para reduzir

    essa volatilidade ou “corrigir” o câmbio.

    Enfim, o Dólar varia, mas tem limite. Se for realmente um movimento

    especulativo e temporário, o Banco do país terá lucro com essa atitu-

    de, pois terá vendido dólares na alta e, quando o movimento passar,

    ele recompra esses dólares a um valor menor (ou comprado na baixa

    e posteriormente, vendido mais caro).

    Mas, para enfrentar esse tipo de furacão, é preciso, dentre outros fato-

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 28

    índi

    ce

    res, ter reservas internacionais fortes (até o momento da redação des-

    te material, o Brasil tem).

    { HISTÓRIcO DO câmBIO BRASIleIRO

    Os objetivos deste material são práticos, não teóricos. Há infinitas pu-

    blicações, científicas e amadoras, escritas e online, pormenorizadas e

    superficiais, todas narrando a saga da taxa de câmbio no brasil. basta

    uma busca no google e pronto, você tem sua pesquisa histórica.

    Aqui vamos resumir e simplificar o máximo possível.

    Após a adoção do Plano Real, a segunda metade da década de noventa

    foi marcada pelo câmbio 1:1, bancado pelo governo ao custo de um

    enorme aumento na dívida pública, mas que conseguiu, enfim, pôr fim

    à inflação.

    Com a crise dos tigres asiáticos de 1999 e o Real sofrendo ataques es-

    peculativos, o governo não teve condições e soltou o câmbio, que ope-

    rou com valores altos e muita volatilidade (chegou a 1 dólar = 4 reais)

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 29

    índi

    ce

    até a posse do Lula em 2003 (o próprio processo eleitoral foi motivo de

    muita especulação).

    Com o afastamento das incertezas, a redução da inflação, o cresci-

    mento das economias centrais e a consequente valorização das com-

    modities no mercado internacional (veremos adiante como isso é im-

    portante para o Brasil), etc. A partir de 2003, então, ocorreu um longo

    período de valorização do real, chegando o câmbio a patamares de

    1:1,66.

    Porém, nos anos de 2012 a 2014, o Dólar seguiu sofrendo valorizações

    frente ao real, passando, primeiramente a um patamar de 1:2 e, por

    fim, a um patamar de 1:2,25 / 1:2,3, aproximadamente.

    Avaliando o gráfico abaixo, com as taxas de câmbio de 2002 até o fim

    de 2009, percebe-se um fato bastante interessante e importante: fato-

    res políticos, como a campanha eleitoral em que Lula saiu vencedor,

    bem como a crise de 2008, são capazes de alterar significativamente a

    taxa de câmbio.

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 30

    índi

    ce

    Enfim, antes mesmo de estudarmos os fatores que influenciam a taxa

    de câmbio, você já pode ver que os estouros de boiada são capazes,

    sim, de gerar grandes lucros ou grandes prejuízos para quem tem po-

    sições cambiais.

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 31

    índi

    ce

    {{ SADIA, VOTORANTIM CELULOSE E PAPEL, ETC.

    Como estamos falando da história brasileira, temos que falar da histó-

    ria de “casos brasileiros”.

    No auge da crise de 2008, o dólar havia saído de um fundo de R$ 1,66

    para subir a valores próximos de R$ 2,50.

    Isso tudo ocorreu após um período de quase 7 anos de seguida valori-

    zação do real e desvalorização do dólar, com um impressionante fôle-

    go da economia brasileira.

    Ocorre que, justamente por muita gente acreditar que o dólar cairia

    indefinidamente (abaixo mostraremos uma estratégia vencedora de

    venda a descoberto que, todavia, merece todos os cuidados e alguns

    mais), havia empresas e pessoas que, por muitos anos, faziam genero-

    sos e consecutivos lucros com posições cambiais vendidas em dólar.

    Quando a crise estourou e o dólar subiu de maneira repentina, a situ-

    ação se inverteu e os ganhadores se tornaram falidos (lógico que na

    outra ponta há os que fizeram fortunas). Esse tipo de evento, muitas

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 32

    índi

    ce

    vezes esquecido por quem tem memória curta (a maioria dos brasilei-

    ros não sabe em quem votou da última vez para deputado ou verea-

    dor) e por quem atua no mercado financeiro como se fosse um jogo,

    apostando mais do que tem (alavancagem financeira).

    Instrumentos que as empresas usam

    Empresas com receitas, bens, despesas ou dívidas em moeda estran-

    geira precisam de instrumentos que deem segurança a suas opera-

    ções, já que ela tem compromissos a honrar no presente e, muitas

    vezes, tais valores se referem a entradas ou saídas futuras de moedas

    estrangeiras.

    Por exemplo, empresas que devem em Dólar e têm que pagar essa

    dívida daqui a dois anos, podem contratar uma operação chamada

    SWAP, fixando o valor dessa dívida em reais, desatrelando-a da varia-

    ção em dólar e fixando a remuneração da instituição bancária respon-

    sável pela operação a uma taxa de juros (normalmente o DI).

    Assim, o risco de o Dólar subir nos próximos dois anos (e aumentar

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 33

    índi

    ce

    de maneira imprevisível o valor da dívida) deixa de ser da empresa e

    passa a ser de terceiros. A empresa, cujo foco do negócio é em produ-

    zir determinado produto, não terá mais que ficar preocupada com o

    mercado financeiro. Seus administradores podem dormir tranquilos,

    sabendo que poderão pagar suas obrigações.

    Da mesma maneira, empresas que têm receitas em Dólar que somen-

    te serão recebidas daqui a um ano podem não querer correr o risco de

    uma queda na taxa de câmbio de hoje até aquela data, também fazen-

    do uma operação similar.

    Essas operações (hedges) são operações em que se transfere o risco

    cambial a terceiros.

    Porém, há agentes (especuladores, empresas ou os grandes e pode-

    rosos fundos de hedge) que podem querer tomar o risco cambial de

    terceiros (essa é a outra ponta!).

    Em 2008, com a subida repentina do dólar, descobriu-se que a VCP e a

    Sadia haviam tomado muito risco cambial de terceiros, ou seja, haviam

    BASE INTRODUTÓRIA

  • 34

    índi

    ce

    vendido dólar futuro crendo que, quando chegasse a hora de pagar,

    ele estaria mais barato e elas teriam lucro nessa operação.

    Resultado: prejuízos de 1 e 2 bilhões de reais, respectivamente, no

    último trimestre de 2008 para cada uma delas, anulando os ganhos de

    vários anos construídos com as operações concretas (de celulose e de

    alimentos).

    BASE INTRODUTÓRIA

    Disso tudo fica uma lição: se grandes empresas, com vários níveis de supervisão, direção, conselhos, auditoria independente e escarafun-chadas por analistas às vezes não são capazes de ver as enrascadas em que se metem, vinte vezes mais prudência deve ter o pequeno investi-dor, muito mais propenso a arruinar as próprias economias diante do primeiro bote afoito a uma ilusão de dinheiro fácil que lhe passa pela venta.

  • 35

    índi

    ce

    Para manter posições em moeda estrangeira é necessário saber quais

    opções o investidor tem a sua disposição, inclusive as vantagens e des-

    vantagens de cada uma, a partir de suas características, seus custos e

    o comportamento peculiar a cada ativo.

    Enfim, essas são as armas. Vamos conhecê-las antes de aprender

    quando e como usá-las.

    { INveSTImeNTO x eSpecUlAÇÃO

    Antes de apresentar as opções, é importante classificá-las em duas

    grandes categorias, a dos investimentos e a dos ativos especulativos.

    Lembrando que não há nada de pejorativo em especular (embora o

    uso comum da palavra pela mídia dê a impressão contrária). Basica-

    mente, especula-se quando se adquire um bem acreditando em uma

    futura valorização (ou se vende um bem acreditando em uma futura

    desvalorização).

    investir, por outro lado, significa adquirir um bem para empregá-lo em

    ATIVOS

  • 36

    índi

    ce

    uma atividade destinada a fins econômicos, como a geração ou circula-

    ção de mercadorias ou serviços. Há um emprego efetivo daquele bem.

    Dessa forma, o investimento não comporta a modalidade de operação

    “vendida”, apenas “comprada”.

    ⇨Adquirir um lote vago esperando a valorização imobiliária da região

    para depois revender é especular. Adquirir um lote e nele erguer uma

    planta industrial é investir.

    Consideramos a aquisição de REITs (equivalentes a nossos FII) como

    investimento, já que tais bens são considerados capital (pois emprega-

    dos em uma atividade econômica, mesmo que por outrem) e recebem

    a devida remuneração, o aluguel. Assim, já podemos separar os ativos

    em moeda estrangeira em duas classes:

    ATIVOS

    Investimentos: ReITs, Stocks, Imóveis, fundos de investimentos.

    Ativos especulativos: Ouro, moeda, forex, Bitcoin, minicontratos.

  • 37

    índi

    ce

    é importante sabermos distinguir entre ativos especulativos ou de

    investimento, pois cada um estará sujeito a estratégias diferentes con-

    forme mostraremos no devido tempo.

    { vANTAgeNS

    ⇨Facilidade de aquisição: pode ser adquirido em casa de câmbio ou

    agência bancária.

    ⇨Papel moeda é físico, você pode tocar seu investimento.

    { DeSvANTAgeNS

    ⇨Enorme spread nas taxas de câmbio (spread é a diferença entre a

    taxa que você paga e a taxa de mercado) praticada pelos grandes

    bancos e pelas casas de câmbio.

    ATIVOS

    pApel mOeDA, cARTÃO vTm

  • 38

    índi

    ce

    ⇨Papel moeda pode ser roubado.

    ⇨Somente possível para pequenas quantias.

    ⇨Taxa administrativa da contratação do câmbio é alta proporcional-

    mente aos valores adquiridos.

    ⇨Perda do poder de compra da moeda adquirida com o tempo (infla-

    ção).

    { cOmpORTAmeNTO

    O papel-moeda ou o crédito em VTM comporta-se exatamente como a

    moeda estrangeira, justamente porque eles são a moeda estrangeira.

    Não gastaremos mais tempo posteriormente falando sobre essas duas

    modalidades de moeda estrangeira. Portanto, deixamos de uma vez

    claro que não são recomendados para fins de investimento. Somente

    devem ser adquiridos para fins de gasto com viagens ao exterior.

    Para aqueles leitores que têm o hábito de viajar ao exterior, caso

    detectem uma propensão do dólar a elevar-se no curto prazo, é re-

    ATIVOS

  • 39

    índi

    ce

    comendável adiantar alguns meses a carga no VTM, ou a compra de

    papel-moeda para evitar a alta.

    Lembrando que, com a alíquota de 6,38% (vigente à época da elabora-

    ção deste material) sobre compras em débito ou crédito no exterior,

    é interessante levar a maior quantidade de papel-moeda ou carga em

    VTM possível (lembrando que o dólar que sobrar não é mico, ao con-

    trário de moedas exóticas).

    Para saber o quanto o papel-moeda e a carga no VTM são ruins como

    investimento, ligue para uma casa de câmbio ou seu gerente e veja por

    quanto eles te vendem o Dólar e por quanto te compram (afinal, a taxa

    de recompra é importante, pois um investidor deve ter a opção de rea-

    lizar um investimento quando quiser).

    Calcule a diferença de um para o outro, divida pelo valor de compra e

    multiplique por cem. Esse é o percentual de prejuízo que você já leva

    ao sair do estabelecimento, suponhamos, 10% (e que uma futura valo-

    rização daquela moeda deveria suprir para seu investimento ficar no

    zero).

    ATIVOS

  • 40

    índi

    ce

    Como os bancos ainda cobram uma taxa de contratação de câmbio

    (ex.: R$ 50,00), você deve colocar esse custo inicial como o seu valor

    de compra, aumentando ainda mais o percentual de prejuízo de início

    que você tem.

    Se não bastasse tudo isso, as moedas estrangeiras também estão

    sujeitas a inflação (mesmo que na maioria das vezes inferior à inflação

    brasileira), de maneira que a sua perda somente aumentaria com o

    tempo.

    Na época da hiperinflação brasileira, muitas pessoas compravam Dó-

    lar pois ele funcionava como uma proteção perante a inflação (vide

    teoria da Paridade do Poder de Compra, abaixo), já que sua inflação

    era infinitamente menor que a brasileira. Porém, após o Plano real e a

    drástica diminuição da diferença entre as inflações, esse tipo de atitu-

    de perdeu totalmente o sentido. O Dólar, na mão, continuará sujeito à

    inflação americana, que apesar de ser menor que a brasileira, todavia

    existe.

    Conclusão: nem mais uma palavra sobre papel-moeda e cartão VTM.

    ATIVOS

  • 41

    índi

    ce

    Só use para viajar (e para isso são ótimos!), mas nunca para investi-

    mento.

    Um dos ativos mais usados por investidores com o intuito de diversifi-

    carem suas carteiras e protegê-las.

    Perante o papel-moeda, têm a vantagem de não se pagar o imenso

    spread no ato da contratação. Por outro lado, têm a desvantagem de

    taxas de administração na faixa de 1,5% aa do patrimônio do fundo.

    Ainda que não invistam diretamente em moeda estrangeira, a rígida

    e imutável estratégia de utilização do “cupom cambial”, independente

    da oportunidade, não é suficiente para compensar a taxa de adminis-

    tração, sendo pouco menos desvantajoso que papel-moeda no longo

    prazo.

    Além disso, justamente pelo uso do cupom cambial, pode trazer sur-

    ATIVOS

    fUNDOS cAmBIAIS

  • 42

    índi

    ce

    presas ao investidor que nele investe tentado a obter lucros rápidos

    com uma iminente e alardeada alta do Dólar. Pode ocorrer de o Dólar

    subir, mas a cota do fundo, não.

    ATIVOS

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marciadessen/2013/09/1335453-dolar-pra-que-te-quero-leia-antes-de-

    optar-por-fundo-cambial.shtml

    fORex

    { vANTAgeNS

    ⇨Permite alta alavancagem.

    ⇨Permite fazer um hedge para sua posição investida no exterior (expli-

    caremos).

    ⇨ Indicado para aproveitar oportunidades pontuais e rápidas de ga-

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marciadessen/2013/09/1335453-dolar-pra-que-te-quero-leia-antes-de-optar-por-fundo-cambial.shtmlhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/marciadessen/2013/09/1335453-dolar-pra-que-te-quero-leia-antes-de-optar-por-fundo-cambial.shtmlhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/marciadessen/2013/09/1335453-dolar-pra-que-te-quero-leia-antes-de-optar-por-fundo-cambial.shtml

  • 43

    índi

    ce

    nhos no curto e médio prazo.

    ⇨É “neutro” na posição comprada, em comparação ao Minicontrato,

    que é, por definição, “desvantajoso” na posição comprada.

    { DeSvANTAgeNS

    ⇨É contrato da diferença entre duas moedas, enfim, não é investimen-

    to. Assim, não há sentido em uma posição para longo prazo (buy and

    hold). Deve ser visto e usado como ativo especulativo.

    ⇨Há a tentação do ganho fácil, dada a alavancagem.

    ⇨Há a tentação dos pequenos trades automatizados por robôs, “pou-

    pando o seu tempo”.

    { O qUe é

    Forex, abreviação para foreign exchange, é o mercado no qual insti-

    tuições financeiras, governos e grandes empresas fazem suas trocas

    de moedas. é um mercado sério, criado para resolver esse problema

    ATIVOS

  • 44

    índi

    ce

    prático.

    O uso de Forex por pequenos investidores, melhor dizendo, peque-

    nos especuladores, não é o objetivo desse mercado, embora não haja

    qualquer problema nisso.

    A grande desvirtuação do Forex, em nossa opinião pessoal, é que mui-

    tos que se julgam espertos têm se aproveitado de algumas de suas

    características (alto volume de transações, sistemas automatizados –

    robôs – e, principalmente, da alavancagem) para anunciar a mais nova

    modalidade de dinheiro fácil. As autoridades regulatórias de diversos

    países têm sido bastante tolerantes com o tipo de propaganda realiza-

    do por suas corretoras.

    Vale lembrar que as corretoras brasileiras não estão habilitadas a

    operar Forex. Assim, é necessário buscar uma corretora no exterior e

    enviar os recursos. Porém, não há nenhuma ilegalidade nisso, caso se

    obedeça todas as regras de investimento no exterior (abaixo há um

    tópico). A CVM tem um alerta sobre o assunto (pois as corretoras na-

    cionais não estão habilitadas a operar Forex):

    ATIVOS

  • 45

    índi

    ce

    {{ COMO FUNCIONA NA PRÁTICA

    A negociação de moedas estrangeiras no Forex dá-se pelo par de mo-

    edas. Dessa forma, não se compra uma moeda, compra-se a diferença

    entre uma moeda e outra determinada moeda.

    {{ POR EXEMPLO

    USD/EUR é a divisão entre Dólar e Euro. Ao adquirir esse símbolo, você

    ganhará com o aumento do Dólar em relação ao Euro (aumento do

    numerador da divisão) e perderá com o aumento do Euro (aumento

    do denominador diminui o resultado da divisão).

    Enfim, você passa a deter uma relação de proporção entre duas moe-

    das quaisquer.

    ATIVOShttp://www.cvm.gov.br/port/alertas/mercadoforex.pdf

    http://www.cvm.gov.br/port/alertas/mercadoForex.pdf

  • 46

    índi

    ce

    {{ OUTRAS CARACTERíSTICAS

    ⇨O mercado funciona 24 horas por dia, exceto nos finais de semana.

    ⇨Opera-se alavancado (proporção de alavancagem varia conforme

    corretora), amplificando o potencial de ganhos & perdas.

    ⇨A alta liquidez evita a possibilidade de arbitragem.

    {{ O qUE SEriA ArbitrAgEm?

    Arbitragem seria alguém detectar a seguinte distorção e aproveitar-se

    dela, exemplo:

    Dólar = 2 reais

    Euro = 2 reais

    Euro = 1,5 dólares

    Nesse caso, as cotações não estão ajustadas entre si, havendo uma

    distorção que me permitiria fazer o seguinte:

    ATIVOS

  • 47

    índi

    ce

    Vender 1 dólar por 2 reais. Com esses 2 reais, adquirir 1 Euro, o qual

    trocaria por 1,5 dólares.

    No final, eu teria transformado meu 1 dólar em 1,5 dólares somente

    com a triangulação de moedas.

    { O qUe é

    todo mundo sabe que o ouro é um metal precioso. Por que precioso?

    Precioso por sua raridade e por sua alta procura, seja para confecção

    de joias, para uso industrial ou como reserva de valor.

    Se após 1971 os governos não são mais obrigados a manter uma

    quantidade de ouro específica como lastro para a moeda impressa.

    isso permitiu mais um alívio aos países, mas não foi suficiente para

    deter a demanda geral pelo metal.

    ATIVOS

    OURO

  • 48

    índi

    ce

    Ocorre que, hoje em dia, como cada país (com moeda própria) pode

    imprimir a quantidade de dinheiro que quiser, o poder de compra das

    moedas é algo muito sujeito a decisões pessoais de seus governantes

    e ao nível de endividamento de cada nação.

    O dinheiro, portanto tem oferta virtualmente ilimitada, de maneira que

    os governos imprimem dinheiro e geram inflação.

    Só lembrando a lógica da inflação, se a quantidade de bens em um

    país permanece a mesma e a quantidade de dinheiro circulando do-

    bra, cada bem (de maneira simplificada) passa a custar o dobro em

    dinheiro (pois sua oferta e demanda permanecem as mesmas, apenas

    há uma alteração no nível de preços).

    Como resultado, no exemplo, o dinheiro foi desvalorizado em 50%. Em

    outras palavras, quem tinha papel-moeda em mãos viu sua riqueza

    (seu poder de compra) reduzir-se pela metade. Enfim: tomou um belo

    prejuízo.

    O ouro, ao contrário do papel-moeda, por ter oferta limitada, goza de

    ATIVOS

  • 49

    índi

    ce

    uma proteção natural contra a inflação. Se o nível de preços da econo-

    mia aumenta, o preço do ouro aumenta junto.

    { O OURO é mOeDA eSTRANgeIRA?

    Não entendi! Se o ouro é físico, pode ter sido extraído aqui no Brasil e

    posso guardá-lo em casa, por que você o está tratando como se fosse

    moeda estrangeira?

    Ocorre que a referência do valor do Ouro é o Dólar: por ser um ativo

    transacionado em escala mundial, o Ouro tem sempre sua cotação

    ligada ao Dólar, mesmo que indiretamente, caso seja negociado no

    Brasil.

    Se quando você negocia uma ação de companhia brasileira, na preci-

    ficação importa, basicamente, a opinião do mercado nacional (os in-

    vestidores que aqui atuam, ainda que estrangeiros), por outro lado, no

    Ouro essa opinião é desprezível, sendo a cotação nacional uma mera

    tradução da cotação em Dólar para reais.

    ATIVOS

  • 50

    índi

    ce

    Assim, quem compra Ouro no Brasil compra duas conversões: compra

    Ouro/Dólar e Dólar/Real, estando sujeito a, cumulativamente, às duas

    variações.

    Se o Dólar aumentar frente ao Real, mesmo que a cotação do Ouro

    para o Dólar permaneça a mesma, o Ouro se valoriza no Brasil, enten-

    deu?

    Dessa maneira, o Ouro (e qualquer ativo com cotação global) pode,

    sim, ser considerado um investimento em moeda estrangeira, inde-

    pendente de sua localização real.

    { ATIvO pARA AS cRISeS fORA

    Em nossas estratégias, você verá que indicamos investir no exterior

    (em especial ações e fundos imobiliários) quando o Dólar está subindo.

    Mas isso vale para quando o Dólar sobe em situações normais. Porém,

    em crises como a de 2008, por exemplo, as ações e fundos imobiliários

    no exterior também caem bruscamente, pois foi um evento mundial

    ATIVOS

  • 51

    índi

    ce

    não apenas brasileiro.

    Nesse caso, no caso de crises internacionais, o Ouro é justamente o

    ativo de melhor performance para o investidor.

    Nesse caso, o investidor ganhará duas vezes, pois ganhará na elevação

    da cotação do Ouro em dólares (mais pessoas procurando segurança)

    e na elevação da cotação do Dólar perante o Real.

    Experimentamos essa estratégia no pós-2008 e foi realmente muito

    interessante. é uma ótima forma de lucrar com crises internacionais.

    { A lÓgIcA DO OURO

    ⇨Proteção inflacionária:

    Por sua oferta limitada, o ouro oferece uma proteção natural contra a

    inflação, não apenas interna, mas externa também.

    ⇨Está sujeito a grandes oscilações de preço:

    Embora seja crescente, a procura do Ouro para uso industrial e de orna-

    mentação é muito menor do que sua procura como ativo financeiro. Isso

    ATIVOS

  • 52

    índi

    ce

    pode levar ao círculo de precificação típico daqueles bens que têm mais

    valor de troca do que valor de uso: é valioso porque é procurado, é pro-

    curado porque é valioso. E, quando o mercado percebe que o preço se

    elevou demais, ele sofre um rápido e forte ajuste para baixo.

    ⇨A oferta do Ouro:

    A oferta do Ouro é determinada pela quantidade de Ouro já em circula-

    ção, à qual se acrescenta a produção anual mundial. Além disso, há o

    limite final dado pelo Ouro em circulação somado ao Ouro no subsolo

    (já praticamente todo catalogado).

    ⇨Risco de excesso de oferta:

    Uma elevação exacerbada no valor do metal poderia levar os produtores

    a quererem extraí-lo logo, investindo em máquinas, etc., o que poderia

    (não imediatamente, dado o prazo de operacionalização dos investimen-

    tos) levar a uma redução no preço de mercado. Esse risco, todavia, pare-

    ce bem limitado no presente.

    Um processo de exaurimento de reservas, por outro lado, traria no curto

    ATIVOS

  • 53

    índi

    ce

    prazo essa redução imediata de preços (excesso de oferta) seguida de

    uma elevação futura mais que proporcional, dada a falta física de ofer-

    ta.

    ⇨A demanda do Ouro:

    O uso ornamental e industrial é crescente. Embora se busque constante-

    mente por substitutos industriais para o ouro, como forma de redução

    de custos na indústria.

    O altíssimo grau de endividamento atingido por quase todas as econo-

    mias do mundo também leva a uma maior procura pelo Ouro (o hedge

    inflacionário diante da impressão de dinheiro para pagar dívidas).

    As instabilidades econômicas e políticas também estão se tornando mais

    constantes.

    ATIVOS

  • 54

    índi

    ce

    { A NegOcIAÇÃO DO OURO

    {{ NA BMF&BOVESPA

    O Ouro, como ativo financeiro, é pouco negociado no país. Os grandes

    agentes econômicos brasileiros o negociam diretamente no mercado

    internacional, sobrando para negociar no país apenas os pequenos

    investidores.

    Por outro lado, considerando que o contrato de Ouro na bolsa é para

    lotes de 250g, mercado a vista, código OZ1D, a maioria dos pequenos

    investidores não tem condições de adquiri-lo, levando a uma relativa-

    mente baixa liquidez sua na BMF (embora isso não seja nenhum em-

    pecilho à compra, embora haja negociação todos os dias e não haja

    spreads disparatados). Já o código OZ2D permitiria, em tese, a compra

    pelo pequeno investidor, mas não aconselhamos, pois tem muito bai-

    xa liquidez (de verdade!) e pode ficar dias sem negociação.

    O Ouro também pode ser negociado no mercado futuro, trocando-se

    ATIVOS

  • 55

    índi

    ce

    o ”D” do código pela letra correspondente ao mês de vencimento do

    contrato.

    Quanto aos custos, as corretoras costumam ter taxas de corretagem

    mais baratas na negociação de ativos como Ouro, Minicontratos de

    Dólar, etc. do que as praticadas no mercado de ações (também costu-

    ma ser necessário um aditivo específico ao contrato com a corretora

    para liberar a negociação desses ativos no home-broker). Porém, há a

    taxa de custódia, hoje na faixa de 15 reais por mês para o lote de 250

    gramas (varia conforme a cotação), o que equivale a uma taxa anual de

    cerca de 0,8% da sua posição (bem razoável).

    O contrato na BMF dá a opção de retirada física do Ouro, embora não

    consideremos aconselhável. Basta ler o processo em (basicamente,

    você entrará em contato com a corretora e retirará fisicamente em um

    custodiante, em geral, um banco):

    ATIVOS

    http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/a-bmfbovespa/download/folheto-Ouro.pdf

    http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/a-bmfbovespa/download/Folheto-Ouro.pdfhttp://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/a-bmfbovespa/download/Folheto-Ouro.pdf

  • 56

    índi

    ce

    ATIVOS

  • 57

    índi

    ce

    {{ OURO FíSICO

    Assim como o papel-moeda e a carga no VTM, o Ouro físico vendido

    pelas ruas ou o vendido em sites (encontramos os seguintes na inter-

    net: Reserva Metais e a OuroMinas) possui uma cotação muito desvan-

    tajosa para o investidor.

    Enfim, o lado bom é que esse ativo não terá com o tempo a perda

    inflacionária do papel-moeda, por outro, da mesma maneira que no

    papel-moeda, quem opta por comprar Ouro nesse chamado Mercado

    Balcão já “sai no prejuízo” com a compra em um preço na faixa (dizem)

    de 10% mais caro do que a cotação da BMF.

    Assim, também não recomendamos essa opção, a menos que você

    tenha um bom e bem escondido cofre em casa e que o objetivo seja a

    compra para prazos bem superiores a 10 anos.

    ATIVOS

  • 58

    índi

    ce

    {{ FUNDOS DE INVESTIMENTO EM OURO

    A opção mais acessível para investir em ouro é através de fundos de

    investimento. Uma pesquisa na internet mostra o fundo da Órama que

    tem as seguintes características: mil reais de investimento inicial, prazo

    de entrada e saída bem rápido e taxa de administração entre 0,6% e

    1,1% ao ano.

    Já o CAIXA Ouro Multimercado Longo Prazo tem investimento inicial de

    5 mil e uma taxa maior, de 1,5%.

    Ambos fundos são passivos (não realizam especulação com o ouro), de

    maneira que, quanto menor a taxa de administração, melhor.

    Consideramos o investimento por meio de fundos bastante interes-

    sante uma vez que apenas carteiras de investimento muito grandes

    poderão alocar cerca de 22.500 reais (na época da elaboração deste

    material) a título de diversificação em Ouro na bmF (considerando que

    ATIVOS

    http://www.orama.com.br/fundos-de-investimento/orama-ouro/

    http://www.orama.com.br/fundos-de-investimento/orama-ouro/

  • 59

    índi

    ce

    abaixo do lote de 250g praticamente não há negócios).

    { O qUe é BITcOIN

    Após as moedas serem desatreladas do Ouro, em 1971, o único, ab-

    solutamente único, motivo pelo qual elas funcionam é pela confiança:

    as pessoas as aceitam por acreditarem que, quando forem oferecê-las

    em troca de algo, essas moedas serão aceitas.

    Enfim, se uma moeda é aceita em troca de bens e serviços, ela tem

    valor. Se não, não tem.

    A partir dessa nova realidade, chegar à aceitação de uma criptomoeda

    foi questão de tempo.

    ATIVOS

    BITcOIN

  • 60

    índi

    ce

    {{ O “OURO” QUE NÃO SE Vê

    Bitcoin é o Ouro da era pós-moderna. Para nós, brasileiros, a Bitcoin

    funciona assim como o Ouro: em primeiro lugar, é uma moeda de

    dupla conversão necessária: Bitcoin/Dólar e Dólar/Real. Assim, quem

    adquire Bitcoin no Brasil adquire “Bitcoin” e “Dólar” ao mesmo tempo

    (como explicamos para o Ouro).

    Em segundo lugar, a Bitcoin também tem oferta limitada. Segundo a

    Wikipédia, 6 lotes de Bitcoin são sorteados aleatoriamente por hora

    dentre os computadores de usuários que estejam operando no modo

    “mineração” (contribuindo ativamente para a capacidade de proces-

    samento da rede). Com o passar do tempo, a quantidade de lotes sor-

    teados diminuirá, havendo um número máximo de Bitcoins a serem

    emitidas.

    Quanto à regulamentação de uso e forma de tributação, sabemos de

    vários boatos, mas ainda não temos conhecimento de algo oficialmen-

    te publicado até o momento em que redigimos esse material.

    ATIVOS

  • 61

    índi

    ce

    { DIfeReNÇAS pARA O OURO

    O Ouro sempre terá algum valor de uso, ao passo que a Bitcoin é pura

    abstração, é apenas valor de troca. Se sua aceitação se encerrar, ela

    perde completamente seu valor.

    Embora esse seja um risco alto, não significa que seja iminente ou que

    vá ocorrer (muito menos no futuro próximo).

    Ao que parece, a Bitcoin ainda está em fase de expansão (aumento de

    demanda), não em contração (retração de demanda). De maneira, que,

    especulativamente falando (pois adquirir Bitcoin é especular, confor-

    me já explicamos) deter uma pequena posição em Bitcoin ou Litecoin

    (Litecoin é uma criptomoeda como a Bitcoin, mas mais acessível, já

    que esta chegou a um valor bastante alto) pode ser uma brincadeira

    interessante.

    ATIVOS

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    ce

    ATIVOSNotícias contra a Bitcoin:

    Noruega, Rússia, Tailândia e coréia do Sul declararam a moeda como proibida.

    Baidu (o google chinês!) começou a aceitar Bitcoins (notícia favo-rável!), mas parou, depois que o governo chinês proibiu:

    http://www.bloomberg.com/news/2013-12-07/baidu-stops-accepting-bitcoins-after-china-ban.html

    Notícias a favor da demanda de Bitcoin:Anúncio de aceitação por um número cada vez maior de entidades e empresas. Aqui há um diretório internacional com cerca de 30 mil esta-belecimentos:

    https://bitpay.com/directory#/

    http://www.bloomberg.com/news/2013-12-07/baidu-stops-accepting-bitcoins-after-china-ban.htmlhttp://www.bloomberg.com/news/2013-12-07/baidu-stops-accepting-bitcoins-after-china-ban.htmlhttps://bitpay.com/directory#/

  • 63

    índi

    ce

    { ReSeRvA De vAlOR x meIO De pAgAmeNTO

    Se, por um lado, há muita dúvida sobre se os governos tentarão/con-

    seguirão, ou não, barrar o uso de Bitcoin, essa questão afeta mais a

    Bitcoin como reserva de valor/ativo especulativo.

    Por outro lado, como simples meio de pagamento, a Bitcoin oferece

    enormes vantagens sobre meios convencionais.

    O que significa a bitcoin como meio de pagamento? Significa que a

    pessoa pode usá-la para pagar algum estabelecimento, em vez de usar

    papel-moeda, cartões de crédito ou débito.

    Nesse caso, a pessoa pode adquirir os Bitcoins para usá-los pouco

    tempo depois, de maneira que o risco de manutenção desses Bitcoins

    em carteira seria muito exíguo em função do prazo.

    qual a vantagem? Uma vantagem é a economia em taxas de transa-

    ção.

    Por exemplo, em uma viagem ao exterior, a pessoa precisa de adquirir

    a moeda estrangeira (ou carregar o VTM, ou usar o cartão de débito/

    ATIVOS

  • 64

    índi

    ce

    crédito, tanto faz) e, com isso, perde na contratação do câmbio. Sobre

    as transações com Bitcoins, por outro lado, as tarifas de transferência

    são muito baixas, de maneira que, se o estabelecimento (ex.: hotel)

    no exterior aceitá-la como meio de pagamento, certamente será mais

    econômico para o viajante adquirir Bitcoins e usá-las como meio de

    pagamento.

    { cOmO ADqUIRIR?

    Em primeiro lugar, informe-se aqui:

    Depois, no Brasil, sabemos que o Mercado Bitcoin é uma empresa

    através da qual se consegue entrar no mercado de Bitcoins. Você

    transfere o valor em reais para ela e adquire Bitcoins ou Litecoins.

    ATIVOS

    https://bitcoin.org/pt_BR/

    http://www.mercadobitcoin.com.br

    https://bitcoin.org/pt_BR/http://www.mercadobitcoin.com.br

  • 65

    índi

    ce

    { BITcOIN x OURO: cOmpARATIvOS

    Comparativos interessantes em inglês (pode-se usar o google tradu-

    tor):

    ATIVOS

    http://fortune.com/2014/03/19/gold-vs-bitcoin-an-apocalyptic-showdown/

    https://bitcoinmagazine.com/11289/bitcoin-vs-gold/

    http://www.coindesk.com/transport-velocity-bitcoin-replacement-gold/

    http://fortune.com/2014/03/19/gold-vs-bitcoin-an-apocalyptic-showdown/http://fortune.com/2014/03/19/gold-vs-bitcoin-an-apocalyptic-showdown/https://bitcoinmagazine.com/11289/bitcoin-vs-gold/http://www.coindesk.com/transport-velocity-bitcoin-replacement-gold/http://www.coindesk.com/transport-velocity-bitcoin-replacement-gold/

  • 66

    índi

    ce

    { vANTAgeNS

    ⇨Acessível ao pequeno investidor (com pouco mais de 2 mil reais ele

    adquire um Mini).

    ⇨Menos burocracia, pois não exige contrato de câmbio.

    ⇨Permite aproveitar oscilações de curto prazo ativas em Dólar.

    ⇨Ótimo para posições passivas em Dólar de longo prazo (embora con-

    tenha riscos)(pode-se usar ordem stop).

    ⇨Na posição vendida, permite hedge de investimentos no exterior que

    você não quer ou não pode vender e, na posição ativa, por ser ala-

    vancado, permite proteger-se diante de uma dívida a vencer em moe-

    da estrangeira (exemplo: prestação de financiamento de imóvel).

    ATIVOSmINIcONTRATODÓlAR NA Bmf

  • 67

    índi

    ce

    { DeSvANTAgeNS:

    ⇨A posição ativa, comprado em Minicontrato, a menos que seja duran-

    te um período claro de tendência de alta do Dólar e por curto prazo,

    é matematicamente desfavorável (no médio prazo) (dado o prêmio

    de risco cambial, que veremos à frente, na parte teórica).

    ⇨Como todo ativo operado com alavancagem, deve ser usado com cau-

    tela (mas não medo).

    { O qUe SÃO

    Os Minicontratos (código WDO na BMF) são a forma pela qual o pe-

    queno investidor pode operar Dólar pelo seu home-broker (mercado

    de 9:00 às 18:00, pelo home-broker de sua corretora é possível realizar

    compras e vendas, como se fossem ações). São chamados de Mini por-

    que equivalem a 20% de um contrato “cheio”:

    Minicontratos: 10 mil Dólares

    Contrato: 50 mil Dólares

    ATIVOS

  • 68

    índi

    ce

    Não se trata de um mercado a vista, como o de Ouro, que menciona-

    mos atrás (embora o Ouro também possa ser negociado no mercado

    futuro, mas com ainda mais baixa liquidez). O mercado de Dólar na

    BMF é um mercado futuro. Mas tudo bem, caso você queira manter

    uma posição por muito tempo, basta adquirir uma posição para algum

    tempo à frente e, de tempos em tempos, rolar (rolar significa vender o

    mini que você tem e, simultaneamente, adquirir outro de vencimento

    posterior).

    Para saber o código que você digitará em seu home-broker para fazer

    suas compras, é necessário usar uma construção (similar à de opções

    de ações):

    WDO + Mês de vencimento (código alfabético) + Ano de vencimento

    Ocorre que, por existirem mais do que 10 meses, adotou-se um códi-

    go alfabético (em vez do numérico) para construir o código. A “chave”

    para a construção do código é a seguinte:

    ATIVOS

  • 69

    índi

    ce

    Janeiro (F) Fevereiro (g) Março (H)Abril (J) Maio (k) Junho (M)

    Julho (N) Agosto (Q) Setembro (U)Outubro (V) Novembro (X) Dezembro (Z)

    Para complicar ainda mais, note que algumas letras são “puladas”, de

    maneira que é importante consultar a tabela antes de negociar o tí-

    tulo. Assim, um contrato de dólar para vencimento em julho de 2017

    teria o seguinte código:

    WDON17 = WDO + N (letra de Julho) + Ano de vencimento

    Basta adicionar esse código ao seu home-broker e negociar.

    { AlAvANcAgem

    O interessante é que para negociar tais contratos não é necessário

    dispor do valor integral (10 mil dólares), basta depositar a margem de

    garantia inicial (atualmente, inferior a 3 mil reais).

    Essa margem é devolvida quando se encerrar a posição.

    ATIVOS

  • 70

    índi

    ce

    { AjUSTeS DIáRIOS

    Ao fim do dia que você adquiriu a posição, haverá um ajuste pela di-

    ferença entre o valor que você adquiriu e o valor final do dia. Nos dias

    seguintes, haverá um ajuste diário com relação ao fechamento ante-

    rior, até que você encerre a posição.

    Enfim, de maneira simplificada, se o Dólar subir 2% você terá um ajus-

    te diário positivo nessa proporção (lembre-se, você adquiriu 10 mil

    dólares, embora tenha pago muito menos), caso esteja comprado (o

    oposto, se estiver vendido).

    Por outro lado, se houver uma variação considerável contra você, é

    possível que você seja chamado a reforçar a margem de garantia.

    Nesse endereço a BMF ensina como calcular o ajuste diário:

    ATIVOS

    http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/webtrading1/pdf/mini-de-Dolar-futuro-WDO.pdf

    http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/webtrading1/pdf/Mini-de-Dolar-Futuro-WDO.pdfhttp://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/webtrading1/pdf/Mini-de-Dolar-Futuro-WDO.pdf

  • 71

    índi

    ce

    { cOmO OpeRAR?

    Basicamente, basta que sua corretora habilite essa possibilidade em

    seu home broker (em alguns casos, é necessário um aditivo ao contra-

    to de prestação de serviços, mas que, em geral, as corretoras aceitam

    que seja impresso, assinado, escaneado e enviado para o e-mail de

    cadastro delas – enfim, bastante descomplicado).

    Suponha que você adquira uma obrigação em Dólar, maior ou igual a

    um Minicontrato, mas que tenha que pagar um certo tempo depois.

    qual a solução? Adquirir um minicontrato para fazer um hedge diante

    dessa dívida, uma vez que você tenha motivos para acreditar que o

    Dólar possa subir no período.

    ATIVOS

    Uso como hedge de obrigações

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    índi

    ce

    Dados a alavancagem e os baixos custos de transação (as taxas de cor-

    retagem para minicontratos são muito baixas), os Minicontratos são

    uma ótima opção para especulação imediata em moeda estrangeira,

    quando a oportunidade se apresenta.

    Porém, conforme veremos adiante, essa é uma indicação que fazemos

    para ganhos de curto prazo, havendo melhores opções para o longo

    prazo.

    { TRIBUTAÇÃO

    Para mais detalhes, veja o link para o material público sobre tributação

    em nossa área de downloads e veja:

    “Perguntas e respostas do IRPF 2014”, a partir da pergunta 639 e Ins-

    trução Normativa RFB nº 1.022, de 5 de abril de 2010:

    ATIVOSUso como aplicação em moeda estrangeira

  • 73

    índi

    ce

    ATIVOShttp://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/irpf2014/

    perguntaseRespostasIRpf2014.pdf

    http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/ins/2010/in10222010.htm

    http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/irpf2014/PerguntaseRespostasIRPF2014.pdfhttp://www.receita.fazenda.gov.br/publico/perguntao/irpf2014/PerguntaseRespostasIRPF2014.pdfhttp://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/ins/2010/in10222010.htmhttp://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/ins/2010/in10222010.htm

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    ce

    Na teoria, veremos o conceito de cupons cambiais. Esses cupons (que

    nada tem a ver com os cupons de títulos públicos), referem-se a uma

    remuneração de empréstimos em moeda estrangeira no país (têm a

    Libor como “referência”). São instrumentos negociados na BMF, tam-

    bém sujeitos ao sistema de ajuste diário. Nesse site há algumas infor-

    mações sobre essas questões operacionais:

    Todavia, por serem ativos voltados para o grande investidor (grande

    mesmo!), não entraremos em detalhes sobre como operá-los.

    O que nos interessa sobre os cupons é apenas que eles tendem a cres-

    cer quando há fuga de capitais do país ou, ao menos, a expectativa

    que isso ocorra e tendem a cair em tempos de segurança e normalida-

    de (em 2002 ele passou de 25% e em 2008, de 5%).

    ATIVOS

    http://ynvestimentos.com.br/2013/11/cupom-cambial/

    DDI e fRcOS cUpONS cAmBIAIS

    http://ynvestimentos.com.br/2013/11/cupom-cambial/

  • 75

    índi

    ce

    Essas são modalidades consideradas investimentos no exterior:

    ⇨REIT são os equivalentes a nossos Fundos Imobiliários,

    ⇨Stocks ou Shares são as ações de companhias,

    ⇨ETF e outros fundos (Funds), são fundos diversos, que podem investir

    em REIT (REIT ETFs), Stocks, e Bonds (títulos de dívida), etc.

    ⇨Bond Funds são fundos que investem em títulos de dívidas, que po-

    dem ser títulos públicos ou privados (Corporate Bonds). Como a taxa

    real de juros no exterior é sempre inferior à nacional (ainda consi-

    derada uma desvalorização do Real, não recomendamos aplicar em

    renda fixa no exterior).

    Outros países, embora sejam “outros”, também são “países”: há pes-

    soas, carros, lá chove, faz sol, há escolas e, enfim, como em todo lugar,

    há inflação.

    ATIVOSReIT, STOckS, eTf

  • 76

    índi

    ce

    Dessa maneira, as línguas e alguns hábitos podem ser diferentes, mas

    na essência os lugares são todos iguais e lá fora as pessoas também

    têm que tomar suas atitudes para:

    ⇨Manter seu poder aquisitivo (ou seja, alcançar a inflação).

    ⇨Acumular mais capital (superar com folga a inflação).

    ATIVOS

    http://www.retirementinvestingtoday.com/2010/05/us-consumer-price-index-cpi-inflation.html

  • 77

    índi

    ce

    Embora antecipando um pouco nossas estratégias, que veremos com

    detalhes adiante, isso significa que adquirir moeda estrangeira (dólar)

    pura e simplesmente é uma estratégia perdedora no longo prazo. O

    investidor deve priorizar ativos protetivos não apenas perante a nossa

    inflação e nossas fraquezas econômicas, mas inclusive contra a infla-

    ção no exterior, que podem ser ativos especulativos (Ouro, Bitcoin) ou

    ativos de investimento (REITs, Stocks, Bonds).

    Até bem pouco tempo era inacessível ao pequeno investidor brasileiro

    negociar ações listadas na NYSE. Por exemplo:

    ⇨Por meio da Bovespa, apenas a partir de 1 milhão de reais é possível

    (e isso é recente!) adquirir ações de companhias americanas.

    ⇨Por meio de corretoras americanas: a maioria praticamente impede

    a abertura de contas por não-residentes, não por questões legais,

    mas por questão de manter o foco no cliente interno (o mercado de

    ações é muito forte nos EUA, obviamente).

    Hoje, porém, a situação mudou.

    ATIVOS

  • 78

    índi

    ce

    { cOmO INveSTIR

    Felizmente, há brokerage firms que resolveram “abraçar” os cidadãos

    estrangeiros e facilitar ao máximo o investimento por nós. Hoje em dia

    é possível, de maneira totalmente online (basta imprimir formulários,

    assinar e escanear junto com cópias de documentos), abrir contas em

    corretoras que operam tanto no mercado americano, quanto no mer-

    cado europeu, com taxas muito competitivas.

    Somente para lembrar, no mercado americano, os REIT são tratados

    normalmente como Stocks (stocks e shares são sinônimos), podendo

    ser de tijolo (Equity REIT) ou de papel (Mortgage REIT), similar ao que

    ocorre no Brasil.

    Como informação, de 2000 a 2014, os REIT encabeçaram a lista de

    rendimentos durante 8 dos 15 anos (em períodos alternados), estan-

    do entre os 4 melhores nos demais anos, com exceção de 2007, 2008

    (com retornos bastante negativos) e 2013, com retorno ínfimo.

    O Vanguard REIT Index Fund (também pode ser adquirido na forma

    ATIVOS

  • 79

    índi

    ce

    de ETF, código VNQ) teve retorno médio de 23,6% nos últimos 5 anos

    (após a crise de 2008), sendo que, nos últimos 10 anos (incluindo o

    período de crise!) teve uma valorização média anual de 9,69% (10,94%

    desde sua criação em 1996) (dados de agosto/14).

    { INDIcAÇÃO NOS eUA

    Nossa indicação de corretora para operar Stocks e REIT no mercado

    americano é a OptionsXpress:

    A OptionsXpress é uma corretora cujo home-broker opera normal-

    mente os REITs. Para abrir uma conta, basta você entrar em chat com

    um atendente (Live chat) e avisar que mora no Brasil, etc. Ele lhe envia-

    ATIVOS

    https://personal.vanguard.com/us/funds/snapshot?fundId=0123&fundIntext=INT

    http://www.optionsxpress.com/

    https://personal.vanguard.com/us/funds/snapshot?FundId=0123&FundIntExt=INThttps://personal.vanguard.com/us/funds/snapshot?FundId=0123&FundIntExt=INThttps://personal.vanguard.com/us/funds/snapshot?FundId=0123&FundIntExt=INThttp://www.optionsxpress.com/

  • 80

    índi

    ce

    rá formulários específicos (como o W-8bEN) e uma página com instru-

    ções e formulários passo a passo para você abrir sua conta (o questio-

    nário é similar aos brasileiros, com informações pessoais, experiência,

    fontes de renda, etc.).

    {{ SEgURANÇA

    A OX é do grupo Charles Schwab, um dos maiores e mais conhecidos

    do ramo, e seus depósitos lá são garantidos pela SIPC (Securities In-

    vestor Protection Corporation) até 500 mil dólares (a corretora ainda

    contratou um seguro extra para proteção dos investidores até 24,5

    milhões de dólares por investidor, aumentando a segurança).

    No caso de contratação de Funds (fundos) pela OX, o FDIC segura valo-

    res de até 250 mil dólares.

    Posteriormente, basta fechar um câmbio e fazer uma remessa wire

    transfer (sistema SWIFT) do seu banco aqui no Brasil para a corretora

    ATIVOS

    http://www.irs.gov/pub/irs-pdf/fw8ben.pdf

    http://www.irs.gov/pub/irs-pdf/fw8ben.pdf

  • 81

    índi

    ce

    (veremos com mais detalhes no próximo capítulo).

    {{ TAXAS DA OPTIONSXPRESS

    ⇨Manutenção de conta: Zero

    ⇨Saldo mínimo em conta: Zero

    ⇨Corretagem para Stocks e REITs: US$ 8.95

    {{ OUTRAS CORRETORAS AMERICANAS

    Segundo consta, a Interactive Brokers (a manutenção de conta é US$

    10 se você operar menos de 10 trades por mês - corretagem US$ 1 - e

    depósito mínimo para abertura de conta US$ 10,000) e a TD Ameritra-

    de (corretagem de US$ 9.99) também “aceitam” brasileiros, mas não

    sabemos por experiência própria.

    ATIVOS

    http://www.optionsxpress.com/about_us/pricing_commissions.aspx

    http://www.optionsxpress.com/about_us/pricing_commissions.aspx

  • 82

    índi

    ce

    {{ INDICAÇÃO NA EUROPA

    Nossa indicação para o mercado europeu é a Activtrades. A Activtrades

    é muito conhecida por suas operações de Forex, ela uma corretora in-

    glesa, devidamente registrada naquele país, que possui a vantagem de

    ter atendentes em português (inclusive já fui atendido por um carioca

    – que deixou o Brasil - no chat online) e que opera ações de diversos

    países europeus por meio de seu HB (home-broker). Os custos de cor-

    retagem da Activtrades para ações depende do mercado onde a ação é

    negociada. Exemplos:

    Ações da DAX: 0,05% da transação, ou 1 Euro (dos dois, o maior).

    Ações de Londres: 0,1% da transação, ou 10 gBP.

    ATIVOShttps://www.interactivebrokers.com/en/index.php?f=4969

    https://www.tdameritrade.com/pricing.page

    https://www.interactivebrokers.com/en/index.php?f=4969https://www.tdameritrade.com/pricing.page

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    índi

    ce

    {{ OUTRAS CORRETORAS EUROPEIAS

    Entramos em contato com a XTB, corretora líder de Forex em Portugal

    (está presente em vários países europeus). Porém, além de só operar

    Forex e CFD (o que não nos serviria) - não operarem ações –, ela exige

    do investidor conta em Euros em algum banco (em qualquer país, mas

    deve ser uma conta bancária em Euros). Nesse caso, você teria que

    usar um serviço de “Mail Forwarding” para criar um endereço no exte-

    rior para, só então, abrir uma conta bancária e depois enviar os recur-

    sos, o que torna mais burocrático o procedimento e criaria um custo

    mensal de alguns (poucos) dólares, tornando o investimento não tão

    interessante ao pequeno investidor.

    ATIVOS

    veja mail forwarding em “Ativos”/“Investimento

    Direto”/”preparar a parte burocrática”.

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    índi

    ce

    {{ ENVIO DE RECURSOS

    Na ActivTrades, além da transferência bancária, você pode enviar por

    cartão de débito/crédito e Neteller. Porém, por questão de custos, a

    remessa pelo banco é a mais barata, sendo que sobre as outras inci-

    dem tarifas que fazem o investimento deixar de ser interessante.

    Lembramos que o fechamento do contrato de câmbio no Brasil só é

    aparentemente burocrático, mas na prática eu considero bem tranqui-

    lo (pelo menos com minha gerente do Indusval, é).

    A documentação necessária (2 documentos de identidade com foto –

    dentro da validade, comprovante de residência com seu nome e não

    superior a 3 meses – celular não é válido) para abertura da conta na

    ActivTrades basta ser escaneada e enviada para:

    [email protected]

    {{ SEgURANÇA

    A ActivTrades também é devidamente autorizada pela autoridade in-

    ATIVOS

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    ce

    glesa (conferimos no site da FCA - Financial Conduct Authority, está ok)

    e, além das proteções legais, tem seguro da FSCS para depósitos até

    50 mil libras esterlinas (1 libra é aproximadamente 3,79 reais – no mo-

    mento em que eu escrevi):

    O investimento direto é o mais fácil de entender, embora o mais com-

    plicado de colocar em prática e acompanhar, pois não é possível (ou

    aconselhável) sentar na frente do computador e fazer tudo pela inter-

    net.

    O investimento direto significa abrir uma conta bancária em um deter-

    minado país, remeter o dinheiro daqui para lá e, uma vez lá, aplicá-lo

    ATIVOS

    http://www.activtrades.co.uk/index.aspx?page=legal_insurance

    INveSTImeNTO DIReTO

    http://www.activtrades.co.uk/index.aspx?page=legal_insurance

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    ce

    diretamente em algo, geralmente, em um imóvel.

    Essa forma de investimento, embora seja a mais “concreta”, é a que

    gera maiores custos, vejamos alguns:

    ⇨Tarifas bancárias no exterior.

    ⇨Gastos com a administração do ativo por lá (imobiliárias, advogados,

    etc.).

    ⇨Possível necessidade de obrigações acessórias por lá (pagamento de

    contador para declarações ao fisco local).

    ⇨Provável pagamento de impostos sobre o bem (o equivalente a nosso

    IPTU, por exemplo).

    ⇨Gastos com viagens (mesmo que não muito frequentes) ao local de

    seu bem.

    ATIVOS

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    ce

    Muitos brasileiros voltaram a adquirir apartamentos em Miami após a

    crise de 2008. Logo após a crise, muito se anunciou que os imóveis por

    lá atingiram um preço por m2 mais barato que o preço das principais

    capitais brasileiras. Mas o mercado por lá tem se recuperado.

    Esse site tem um mini guia para compra de imóveis em Miami:

    Agora segue o nosso guia:

    ATIVOS

    http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mundo-do-dinheiro/2014/02/25/imoveis-em-miami-um-guia-completo/

    http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mundo-do-dinheiro/2014/02/25/imoveis-em-miami-um-guia-completo/http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mundo-do-dinheiro/2014/02/25/imoveis-em-miami-um-guia-completo/

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    ce

    { 1 eScOlHeR O ImÓvel (exemplO, NOS eUA)

    Uma pré-seleção de imóveis de interesse pode ser feita pela internet. A

    menos que você esteja prestes a ir ao país de destino por outros moti-

    vos, não gaste dinheiro somente para sondar imóveis.

    Enfim, pesquise na internet sobre propriedades à venda. Exemplos nos

    EUA (no tópico “Como escolher bem e controlar seus investimentos”, mos-

    tramos um site “ninja” para saber as condições do mercado imobiliário

    americano - e de outros países - por região!):

    Atenção: As empresas citadas nesse tópico - “o guia” - foram encontra-

    das na internet, não conhecemos seus serviços.

    ATIVOSpASSO A pASSO

    cOmO ADqUIRIR ImÓvel NO exTeRIOR

    http://www.feriasazultravel.com/http://www.chrisbrooksmiami.com/imoveis/compra-e-venda/

    http://www.miamibestproperty.com/http://openmiami.com.br/

    http://www.feriasazultravel.com/http://www.chrisbrooksmiami.com/imoveis/compra-e-venda/http://www.miamibestproperty.com/http://openmiami.com.br

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    Ao que parece, Azul Travel, além de agenciar compra e venda, adminis-

    tra o seu imóvel também para a realização de locações por temporada

    para famílias brasileiras que desejam hospedar-se por lá. Segundo

    essa notícia que encontrei, os retornos (se comuns, mas podem ser

    casos isolados, escolhidos especialmente para a reportagem) podem

    ser atraentes:

    {{ OUTRAS REgIõES. EXEMPLO, ARgENTINA:

    A Achaval Cornejo oferece opções de imóveis na planta na Argentina.

    Percebemos que, de uma maneira geral, imóveis na Argentina são

    transacionados em dólares, dadas as frequentes turbulências na cota-

    ção da moeda local e na alta aceitação do dólar naquele país.

    ATIVOS

    http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/09/01/internas_economia,563194/veja-como-investir-em-imoveis-nos-eua-

    saiba-como-comprar.shtml

    http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/09/01/internas_economia,563194/veja-como-investir-em-imoveis-nos-eua-saiba-como-comprar.shtmlhttp://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/09/01/internas_economia,563194/veja-como-investir-em-imoveis-nos-eua-saiba-como-comprar.shtmlhttp://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/09/01/internas_economia,563194/veja-como-investir-em-imoveis-nos-eua-saiba-como-comprar.shtml

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    ce

    {{ EXEMPLOS NA ALEMANHA

    use o google tradutor para colocar em inglês ou português:

    {{ MíDIAS SOCIAIS

    Além disso, assim como no Brasil, está cada vez mais comum nos EUA

    (e em outros países) os corretores autônomos usarem uma página

    pessoal no Facebook para atualizarem com as oportunidades de imó-

    veis que forem captando. Então vale a pena buscar também no Face-

    book por “corretores”, “imóveis”, etc. Exemplo:

    ATIVOShttp://achavalcornejo.com/

    http://www.immobilienscout24.de/http://www.immowelt.de/

    https://pt-br.facebook.com/hazanimoveisflorida

    http://achavalcornejo.com/http://www.immobilienscout24.de/http://www.immowelt.de/https://pt-br.facebook.com/hazanimoveisflorida

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    { 2 eSTImAR cUSTOS-SATélITeS

    Atentar, antes de tudo, para os custos-satélites (custos além do valor

    do imóvel). Certamente você terá custos de administração do imóvel:

    reparos hidráulicos e elétricos, poda do jardim (se for uma casa), paga-

    mento de contas (caso não seja um apartamento em um pool de loca-

    ção), etc. Os principais são:

    {{ CONCIERgE (A ADMINISTRAÇÃO DO IMÓVEL, PAgAMENTO DE

    CONTAS, REPAROS, ETC.):

    A aquisição de unidades de flats em pool de locação ou condo-hotéis

    no exterior também pode ser interessante, uma vez que a unidade é

    colocada para locação dentro do pool, facilitando a parte de adminis-

    ATIVOS

    http://www.conciergerf.com/

    http://www.chrisbrooksmiami.com/concierge/administracao-de-imoveis/

    http://www.feriasazultravel.com/

    http://www.conciergerf.com/http://www.chrisbrooksmiami.com/concierge/administracao-de-imoveis/http://www.chrisbrooksmiami.com/concierge/administracao-de-imoveis/http://www.feriasazultravel.com/

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    ce

    tração do bem (deve-se conhecer o setor hoteleiro da região. Miami,

    por exemplo, está em processo de recuperação, como veremos adian-

    te).

    {{ DECLARAÇÃO DE IMPOSTOS NOS EUA

    Esse site oferece por 150 dólares anuais (se pesquisar, acho que dá

    para encontrar mais barato):

    Leia sobre a tributação americana na venda de imóveis por lá:

    ATIVOS

    http://contadormiami.com/br/inmuebles.html

    http://www.ibsconsulting.com.br/noticias.php?n=33

    http://contadormiami.com/br/inmuebles.htmlhttp://www.ibsconsulting.com.br/noticias.php?n=33

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    ce

    { 3 Se fINANcIAR, fAzeR O STReSS-TeST DA pReSTAÇÃO cOm SImUlAÇõeS De câmBIO

    muito cuidado ao tomar um financiamento em moeda estrangeira.

    Você deve ter em mente que adquirirá uma obrigação futura (as pres-

    tações) sujeitas à flutuação do câmbio (é um passivo em moeda es-

    trangeira), o que pode colocar em xeque sua capacidade de honrar tais

    compromissos em determinado momento.

    A vantagem, por outro lado, é a de que o bem também terá seu valor

    de mercado em moeda estrangeira. Ou seja, se o câmbio subir a pon-

    to de você não conseguir mais arcar com as prestações, venda o bem

    (que, provavelmente, ainda que por razões cambiais, valerá muito

    mais).

    ATIVOS

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    ce

    { 4 pRepARAR A pARTe BUROcRáTIcA

    {{ VISTO

    Se você quer comprar um imóvel em qualquer país, a primeira atitude

    indicada é conseguir um Visto para aquele destino.

    {{ “CPF” E CONTA BANCÁRIA

    Na maioria dos países será necessário fazer um documento de ide