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II Seminário Internacional Gesel/UFRJ - Comunidades de prática para a área de empreendimentos de transmissão – um instrumento efetivo de Gestão do Conhecimento

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COMUNIDADES DE

PRTICA PARA A REA DE

EMPREENDIMENTOS DE

TRANSMISSO UM

INSTRUMENTO EFETIVO DE

GESTO DO

CONHECIMENTO

Fernando Goldman e Cristiano Rocha

1

COMUNIDADES DE PRTICA PARA A REA DE

EMPREENDIMENTOS DE TRANSMISSO UM

INSTRUMENTO EFETIVO DE GESTO DO CONHECIMENTO

Fernando Goldman e Cristiano Rocha

2

Sumrio

Resumo : 4

1. Introduo 4

2. Motivaes 6

3. Comunidades de Prtica 8

4. O Modelo Conceitual 11

5.Concluso 13

Referncias 15

3

Resumo :

Este artigo tcnico tem como objetivo principal descrever as motivaes que levaram

a Superintendncia de Empreendimentos de Transmisso de FURNAS CENTRAIS

ELTRICAS a propor um Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento ( P&D) sobre

Comunidades de Prtica, dentro do Programa de P&D da ANEEL, no ciclo 2006/2007.

O resultado da pesquisa ser, antes de tudo, produzir um modelo conceitual , uma

abstrao, que deve ter objetivos bem definidos, permitindo, antes mesmo de

implementado, aprofundar a compreenso das relaes entre os temas Comunidades

de Prtica e o Segmento de Transmisso de Energia Eltrica do Setor Eltrico

Brasileiro.

O modelo permitir identificar e avaliar um conjunto complexo de variveis envolvidas,

diretamente ou no , permitindo integr-las com o aumento da competitividade nos

Leiles da Transmisso. Como todo modelo, esse dever permitir a identificao, a

representao e o atendimento aos requisitos fundamentais dos temas estudados,

viabilizando os detalhamentos necessrios para sua implementao.

Palavras-chave: Leiles da Transmisso, Comunidades de Prtica, Transmisso de

Energia Eltrica,Gesto do Conhecimento

1. Introduo

Aps o processo de reestruturao geral no Setor Eltrico Brasileiro, ocorrida nos anos

90, houve a implantao de um modelo competitivo, afetando especialmente o

recm criado segmento da Transmisso, onde as concesses deixaram de ser

delimitadas por rea geogrfica fechada, passando a serem concedidas por

empreendimentos isolados em regime de licitao por leilo. (PINGUELLI ROSA ET

AL,2002)

Dessa forma, a Rede Bsica de Transmisso,composta agora por mltiplos agentes,

passa a ser neutra e regulada, com importante papel na qualidade e confiabilidade do

suprimento de energia, bem como nos seus preos finais. (GOLDMAN,2006,p.02)

4

As Transmissoras tradicionais do Grupo Eletrobrs passaram a ter participaes em

Sociedades de Propsito Especfico(SPE), compartilham instalaes e esto

constantemente lutando por novas concesses, em um emaranhado de situaes em

que parceiros, fornecedores, consumidores, concorrentes e etc. constantemente

mudam de papis.

Em paralelo, o segmento de Transmisso de Energia Eltrica, em todo o mundo, vem

passando por rpidas modificaes tecnolgicas. H uma clara tendncia de um

aumento na complexidade do gerenciamento da rea de Construo de

Empreendimentos de Transmisso de Energia Eltrica, principalmente como resultado

do avano das demandas da "economia digital" (qualidade, confiabilidade e preciso),

da entrada em larga escala de gerao distribuda, cogerao e auto-gerao, maior

nfase na sustentabilidade, saturao dos sistemas de transmisso existentes e

etc.Tais fatos obrigam os agentes a estarem sempre atualizados.

A tendncia mundial na transmisso de energia eltrica a interligao de sistemas

que envolvem diferentes tipos e portes, desde os mais simples, passando por

interligaes entre diferentes reas regionais e internacionais. Por outro lado, medida

que os sistemas de transmisso de energia crescem e se tornam mais interligados,

sua complexidade aumenta. Assim, os leiles de novas instalaes envolvem

equipamentos complexos e novas tcnicas de construo que passam a fazer parte do

dia-a-dia de todos os profissionais ligados ao setor eltrico. (GOLDMAN,2006,p. 03)

Alm disso, o constante aumento na demanda, sem o correspondente aumento na

capacidade de gerao e transmisso de energia eltrica, tem levado os sistemas de

potncia a operarem cada vez mais prximos dos seus limites. Desta forma, novos

componentes e equipamentos, tais como FACTS, Linhas de Potncia Natural Elevada -

LNPE e etc., tornam ainda mais desafiador o trabalho dos profissionais ligados

coordenao da implantao dos empreendimentos e no gerenciamento e fiscalizao

da construo de LTs e SEs. Estes profissionais, alm de dominarem as informaes

relativas sua rea especfica, necessitam ter uma clara compreenso da evoluo do

sistema eltrico como um todo, de modo a estarem atualizados e desempenharem

satisfatoriamente suas funes.(GOLDMAN,2006,p. 03)

5

2. Motivaes

Em funo dos fatos apresentados, diversos dilemas so enfrentados atualmente pela

rea de Construo de Empreendimentos de Transmisso de Furnas, dentre os quais

ressaltam-se a necessidade de:

Capturar o conhecimento da fora de trabalho com maior tempo de empresa Replicar melhores prticas Acelerar o aprendizado na empresa Alavancar o processo de inovao Reduzir riscos para o negcio

Segundo Senge(1990), as empresas que quiserem realmente sobreviver precisaro

focar no aprendizado generativo, onde a resoluo de problemas baseada na

experimentao contnua e na anlise de feedbacks. O aprendizado generativo,

diferente do adaptativo, requer novas maneiras de olhar o mundo, mas tambm requer

um forte embasamento em conceitos bsicos. Assim, necessrio criar mecanismos

nas chamadas Transmissoras tradicionais que realmente faam frente crescente

complexidade do negcio da Transmisso de Energia Eltrica. Alguns autores afirmam

que deve-se investir cada vez mais em desenvolver as meta-capacidades que

permitem gerar novas capacidades com a rapidez que o mercado demandam (SAINT-

ONGE H. e WALLACE D., 2002). As duas principais meta capacidades para uma

organizao so o Aprendizado e a Colaborao.

Figura 1

META CAPACIDADES

Fonte : Adaptado de SAINT-ONGE H. e WALLACE D., 2002

6

Para enfrentar as mudanas causadas pela economia baseada no conhecimento,

adaptando-se atual tendncia de instabilidade no ambiente empresarial, as empresas

em geral e as empresas Transmissoras, em especial, tero de enfrentar o desafio de

estarem constantemente reinventando a si mesmas, na busca da excelncia.

Segundo os Critrios de Excelncia da Fundao Nacional da Qualidade (2005,p.18), a

gesto das informaes e do capital intelectual so elementos essenciais jornada em

busca da excelncia.

O advento do trabalhador do conhecimento trouxe uma grande revoluo para dentro

das organizaes. O tempo gasto com interaes complexas, aquelas nas quais se

deve fazer uso de conhecimento tcito, est aumentando exponencialmente. Ao

mesmo tempo, o conhecimento fica obsoleto cada vez mais rpido. Esse ciclo traz

uma forte presso sobre os colaboradores, que tm de se manter atualizados e ao

mesmo tempo so cada vez mais exigidos pelos processos de negcio em que atuam.

A obsolescncia do conhecimento adquirido e dominado torna-se extremamente

acelerada nos dias atuais, realando assim a necessidade do Aprendizado

Organizacional como um processo contnuo. Peter Drucker (1995) afirmou que todos

perdem com a obsolescncia, o funcionrio desatualizado no tem valor para a

organizao e sem conhecimento apropriado, tende a perder participaes de

mercado, conseqentemente receitas e, por fim, a capacidade de contratar e reter

colaboradores valiosos, que acabam sendo contratados por outras companhias.

Os talentos so o diferencial nas empresas da Sociedade do Conhecimento. Escassos

e difceis de reter, antigas promessas j no os seduzem. Na eterna lei da oferta e da

procura, eles escolhero o ambiente mais humano, mais propcio ao seu

desenvolvimento e a recompensa mais justa ao seu real valor. Reala-se assim a

importncia na Cultura Organizacional de Confiana e Respeito mtuos. Gesto do

Conhecimento um processo a ser sistematizado para que uma organizao se torne

baseada no conhecimento e possa reconhecer e valorizar seus talentos, de modo que

esses a reconheam, tambm. (GOLDMAN,2007,REP)

A Superintendncia de Empreendimentos de Transmisso de Energia de FURNAS,

precisa acelerar a resoluo dos problemas enfrentados atualmente pelo rgo no

desempenho das atribuies sob sua responsabilidade.

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3. Comunidades de Prtica

Uma soluo largamente testada e identificada como adequada para o caso em

questo a implantao de Comunidades de Prtica. Uma Comunidade de Prtica

(Community of Practice - CoP) comumente definida como um grupo de pessoas que

partilham:

interesses; um conjunto de problemas que enfrentam regularmente e que se renem para desenvolver conhecimento de forma a criar uma prtica

em torno desse tpico.

Segundos dados da APQC (American Productivity and Quality Center), 60% das

grandes organizaes do mundo que praticam a Gesto do Conhecimento focam suas

estratgias nas Comunidades de Prtica. No entanto esse dado no deve induzir a

idia de que a simples implantao de uma Comunidade de Prtica tenha a g