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ISSN: 19841175 – ANAIS ELETRÔNICOS Universidade Federal de Pernambuco NEHTE / Programa de Pós Graduação em Letras 533 O uso dos MOOC para o desenvolvimento do Letramento Informacional Maria Gracinda Vieira de Almeida Greco Giselle Martins dos Santos Ferreira (UNESA) Resumo: As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) marcam o mundo moderno, fomentando mudanças nos modos como as pessoas se comunicam e interagem. Segundo Castells, estabeleceuse uma nova lógica espacial na sociedade global. Nesse cenário, novos espaços de formação, como os Massive Open Online Courses (MOOC), estão afetando o processo de aprendizagem, a maneira como as pessoas atribuem sentido à informação selecionada na rede e como a reutilizam. Os MOOC têm sido oferecidos para possibilitar o acesso global à Educação Superior, a partir de recursos elaborados por instituições reconhecidas. A participação nesses ambientes requer o desenvolvimento do letramento informacional, para encarar universos complexos e em constante mudança, bem como ajudar na tomada de decisão e na resolução de problemas. A presente proposta constitui um recorte de uma pesquisa que objetiva analisar MOOC focalizados no desenvolvimento de competências informacionais. Tratase de um estudo documental no âmbito de uma pesquisa exploratória, cujo referencial teórico está ancorado em dois eixos: MOOC no contexto da sociedade da informação e concepções de letramento e competências informacionais. Foram coletados materiais empíricos em MOOC, focalizados no letramento informacional e oferecidos nas plataformas Coursera e Miríada X. Para a análise das competências relacionadas ao letramento informacional, tomouse como base um conjunto de cinco padrões, definidos pela Association of College and Research Libraries, que determinam os níveis de letramento informacional: necessidade de informação, acesso, avaliação, uso e ética. Esta apresentação focaliza achados preliminares obtidos a partir da experiência da primeira autora como participante em dois MOOC. A discussão destaca, em particular, três aspectos: as competências que os cursos se propõem a desenvolver, os tipos de atividades propostas e a distribuição de informações em mídias abertas. Palavraschave: MOOC, Letramento Informacional, Elearning. Abstract: Information and Communication Technology (ICT) characterises the modern world, fostering changes in the ways people communicate and interact. According to Castells, a new spatial logic has been established in the global society. In this scenario, new educational spaces, such as Massive Open Online Courses (MOOC), are affecting the learning process, how people attribute meaning to the information selected on the net,

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    ISSN:  1984-‐1175  –  ANAIS  ELETRÔNICOS    

    Universidade  Federal  de  Pernambuco  NEHTE  /  Programa  de  Pós  Graduação  em  Letras    

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    O  uso  dos  MOOC  para  o  desenvolvimento  do  Letramento  Informacional  

     Maria  Gracinda  Vieira  de  Almeida  Greco    Giselle  Martins  dos  Santos  Ferreira    

    (UNESA)      

    Resumo:  As   Tecnologias   da   Informação   e   Comunicação   (TIC)   marcam   o   mundo   moderno,  fomentando  mudanças  nos  modos  como  as  pessoas  se  comunicam  e  interagem.  Segundo  Castells,   estabeleceu-‐se   uma   nova   lógica   espacial   na   sociedade   global.   Nesse   cenário,  novos   espaços   de   formação,   como   os   Massive   Open   Online   Courses   (MOOC),   estão  afetando   o   processo   de   aprendizagem,   a  maneira   como   as   pessoas   atribuem   sentido   à  informação  selecionada  na  rede  e  como  a  reutilizam.  Os  MOOC  têm  sido  oferecidos  para  possibilitar   o   acesso   global   à   Educação   Superior,   a   partir   de   recursos   elaborados   por  instituições  reconhecidas.  A  participação  nesses  ambientes  requer  o  desenvolvimento  do  letramento   informacional,   para   encarar   universos   complexos   e   em   constante  mudança,  bem   como   ajudar   na   tomada   de   decisão   e   na   resolução   de   problemas.   A   presente  proposta   constitui   um   recorte  de  uma  pesquisa  que  objetiva  analisar  MOOC   focalizados  no  desenvolvimento  de  competências  informacionais.  Trata-‐se  de  um  estudo  documental  no  âmbito  de  uma  pesquisa  exploratória,  cujo  referencial   teórico  está  ancorado  em  dois  eixos:   MOOC   no   contexto   da   sociedade   da   informação   e   concepções   de   letramento   e  competências  informacionais.  Foram  coletados  materiais  empíricos  em  MOOC,  focalizados  no   letramento   informacional   e  oferecidos  nas  plataformas  Coursera   e  Miríada  X.   Para   a  análise  das  competências  relacionadas  ao  letramento  informacional,  tomou-‐se  como  base  um   conjunto   de   cinco   padrões,   definidos   pela   Association   of   College   and   Research  Libraries,   que   determinam   os   níveis   de   letramento   informacional:   necessidade   de  informação,   acesso,   avaliação,   uso   e   ética.   Esta   apresentação   focaliza   achados  preliminares  obtidos  a  partir  da  experiência  da  primeira  autora  como  participante  em  dois  MOOC.  A  discussão  destaca,  em  particular,  três  aspectos:  as  competências  que  os  cursos  se   propõem   a   desenvolver,   os   tipos   de   atividades   propostas   e   a   distribuição   de  informações  em  mídias  abertas.  

     Palavras-‐chave:  MOOC,  Letramento  Informacional,  E-‐learning.  

       Abstract:  Information   and   Communication   Technology   (ICT)   characterises   the   modern   world,  fostering  changes   in  the  ways  people  communicate  and  interact.  According  to  Castells,  a  new   spatial   logic   has   been   established   in   the   global   society.   In   this   scenario,   new  educational   spaces,   such   as   Massive   Open   Online   Courses   (MOOC),   are   affecting   the  learning  process,  how  people  attribute  meaning   to   the   information   selected  on   the  net,  

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    and   how   they   reuse   it.   MOOCs   have   been   offered   to   enable   global   access   to   Higher  Education,  based  on  resources  developed  by  recognized  institutions.  Participation  in  these  environments  requires  the  development  of  information  literacy  to  enable  facing  complex  and  ever-‐changing  universes,  as  well  as  to  assist  in  decision-‐making  and  problem-‐solving.  The  present  proposal  draws  upon  a  research  project  that  aims  to  analyze  MOOC  focused  on  the  development  of  informational  competences.  The  project  consists  in  a  documental  study   within   the   scope   of   piece   of   exploratory   research,   that   takes   a   theoretical  background  two  axes:  MOOC  in  the  context  of  the  information  society  and  conceptions  of  literacy  and  informational  skills.  Empirical  data  has  been  collected  from  MOOC,  focused  on  information  literacy  and  offered  on  the  Coursera  and  Miríada  X  platforms.  The  analysis  of  competencies   related   to   informational   literacy   is   based   on   the   set   of   five   standards  defined  by  the  Association  of  College  and  Research  Libraries,  which  determine  the  levels  of   information   literacy:   need   for   information,   access,   evaluation,   use   and   ethics.   This  presentation   focuses   on   preliminary   findings   obtained   from   the   experience   of   the   first  author  as  participant  in  two  MOOCs.  The  discussion  highlights,  in  particular,  three  aspects:  the   skills   that   the   courses   propose   to   develop,   the   types   of   activities   proposed   and   the  distribution  of  information  in  open  media.    Key  words:  MOOC,  Information  Literacy,  E-‐learning.  .    

     Introdução    

    No  contexto  da  sociedade  da  informação  (CASTELLS,  1999),  o  compartilhamento  em  rede  

    demanda  o  desenvolvimento  de  competências  para  encarar  ambientes  informacionais  complexos  

    e   em   constante  mudança.   Consequentemente,   parece   clara   a   necessidade   de   novas   formas   de  

    pensar   e   agir   voltadas   para   esse   cenário,   pois,   nesses   ambientes,   novos   espaços   de   formação  

    estão   mudando   o   processo   de   aprendizagem,   a   maneira   como   as   pessoas   atribuem   sentido   à  

    informação  selecionada  na  rede  e  como  a  reutilizam.  

    A   entrada   dessas   tecnologias   no   campo   educacional   contribui   para   estabelecer   novos  

    parâmetros   no   ensino   para   atender   a   inserção   do   indivíduo/trabalhador   no   enredo   da  

    globalização,   qualificando-‐o   para   o   conhecimento   em   rede.   Assim   os   espaços   e   os   níveis   de  

    letramento  são  ampliados,   reconfigurando  a  realidade  de  seus  usuários.  Entretanto,  o  propósito  

    de  inclusão  na  sociedade  do  conhecimento  traz  para  o  trabalhador  novos  desafios:  como  fazer  uso  

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    das  habilidades  de  leitura  e  escrita  na  sociedade  em  rede?  Como  buscar  a  informação  e  apropriar-‐

    se  dela?  

    Nesse  contexto,  encontra-‐se  uma  classe  de  novos  ambientes  de  aprendizagem,  os  Massive  

    Open  Online  Courses  ‒  Cursos  on-‐line  abertos  em  massa  (MOOC).  Trata-‐se  de  um  modelo  de  curso  

    on-‐line,  criado  para  possibilitar  o  acesso  ao  ensino  superior  de  qualidade,  com  alcance  global,  por  

    intermédio  de  conteúdos  elaborados  pelas  instituições  que  estes  representam.  

    Esta   pesquisa   buscou   investigar   como   o   Letramento   Informacional   (LI)   está   sendo  

    promovido  em  MOOC,  quais   concepções  de  LI  e  de  competência  estão  sendo  concretizadas  nas  

    atividades  propostas.  Para  tal,  a  primeira  autora  participou  e  analisou  documentos  produzidos  em  

    dois   MOOC,   cujos   objetivos   visavam   a   promover   estratégias   e   ferramentas   para   atuar   em   um  

    mundo  conectado.    

     

    1  Fundamentação  teórica  

     

    A   ampliação   dos   espaços   de   aprendizagem   provocou   mudanças   decisivas.   A   internet  

    expandiu  o  espaço  virtual  de  instrução,  impulsionando  as  possibilidades  de  formação:  a  formação  

    no   trabalho,   a   educação  para  o  desenvolvimento  profissional,   a   busca  de  novos   conhecimentos  

    por  interesse  pessoal.  Os  MOOC,  desenvolvidos  quase  sempre  por  Instituições  de  Ensino  Superior  

    (IES),   têm   como   princípio   prover   o   acesso   à   educação   para   um   grande   número   de   pessoas,  

    principalmente,  no  campo  da  educação  superior.    

    O  termo  MOOC  foi  inventado  por  Dave  Cormier  em  2008  para  descrever  um  curso  aberto,  

    oferecido  pelos  professores  George  Siemens  e  Stephen  Downes  a  pouco  mais  de  duas  dezenas  de  

    estudantes   da   Universidade   de   Manitoba   no   Canadá   (MEHAFFY,   2012).   Os   professores  

    desenvolveram   tal   experiência   para   promover   uma   nova   teoria   de   aprendizagem   chamada   de  

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    Conectivismo1,   um   método   de   aprendizagem   desenvolvido   para   a   era   digital,   baseado   na  

    construção   e  manutenção   de   conexões   em   rede,   que   sejam   atuais   e   flexíveis   o   suficiente   para  

    serem  aplicadas  a  problemas  existentes  e  emergentes.    

    Desmembrando   o   acrônimo,   no   entendimento   de  Moe   (2015)   temos:  Massive:   o   curso  

    além   de   estar   aberto   a   um   número   significante   de   estudantes   também   precisa   proporcionar   a  

    todos  os  alunos  a  mesma  experiência.  Em  seguida,  Open,   refere-‐se  à  oportunidade  de   inscrição  

    em   um   curso   gratuito,   aberto.   O   terceiro   elemento,   Online,   está   relacionado   ao   modo   e   ao  

    método   de   acesso   e   atividade   do   curso.   O   último,   Course,   é   um   termo   usado   para   nomear   o  

    registro  e  a  associação  de  em  um  grupo  instrucional,  bem  como  a  existência  do  curso  no  espaço  e  

    no  tempo.    

    Definidos   os   aspectos   estruturais,   seguem   os   tipos,   apontados   por   Rodriguez   (2012):  

    cMOOC   e   xMOOC.   O   primeiro   modelo   (cMOOC),   desenvolvido   originalmente   por   Siemens   e  

    Downes,  é  participativo  por  natureza  e   tem  claramente  definidos   seus  princípios   (aprendizagem  

    colaborativa   e   alta   interatividade).   Nesses  MOOC,   o   ambiente   de   aprendizagem   é  moldado   de  

    acordo   com   a   interação   do   grupo   e   o   conteúdo   é   dinâmico,   podendo   ser   alterado   pelos  

    participantes.  Quanto  às  atividades,  os  cMOOC  integram  quase  sempre  quatro  tipos  de  atividades  

    (aggregation,   remixing,   repurposing   e   feeding   forward),   conforme  Kop   et   al.   (2011):  agregação,  

    que  caracteriza-‐se  por  uma  ampla  variedade  de  recursos  para  ler,  assistir  ou  jogar,  acompanhada  

    de  um  boletim  para  registrar  essas  atividades;  recombinação,    na  qual  após  a  leitura  ou  acesso  a  

    material  de  vídeo  ou  apenas  de  áudio,  é  possível,  usando  qualquer  outro  serviço  na  Internet,  que  

    o  estudante  possa  criar  uma  nova  entrada,  participar  de  uma  discussão  ou    da  criação  de  um  blog;  

    reconfiguração,    nessa  atividade  os  participantes  são  incentivados  pelos  facilitadores  a  criar  algo  

    por   sua   própria   conta,   estes   também   sugerem   ferramentas,   que   podem   ser   usadas   para   a  

    produção  de  conteúdo  próprio  pelos  cursistas;  alavancagem,  nessa  atividade  os  participantes  são  

                                                                                                                             1http://www.itdl.org  

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    incentivados   a   partilhar   seus   trabalhos   com   outros   integrantes   do   curso   ou   com   pessoas   fora  

    desse  ambiente.  

    O  segundo  modelo  (xMOOC)  existe  em  grande  variedade  e  abrange  diferentes  atividades  

    que  exigem  diferentes  níveis  de  competência  de   informação  e  possui  caráter   instrucionista.  Nos  

    Estados  Unidos,  a  primeira  produção  de  um  xMOOC  (BOND,  2015)  foi  elaborada  por  um  consórcio  

    sem  fins  lucrativos  denominado  edX,  o  qual  empresta  “X”  ao  termo,  e  por  duas  startups2  Coursera  

    e  Udacity  com  fins  lucrativos.    

    Nesse   tipo   de   MOOC,   os   recursos   de   aprendizagem   utilizados   são   de   autoria   de  

    professores,   que   guiam   os   caminhos   acessados   pelos   participantes   e   disponibilizam   exercícios.  

    Praticamente,  caracteriza-‐se  por  apresentar  palestras  gravadas  em  vídeos  e  avaliações  de  múltipla  

    escolha,   alojadas   em   um   sistema   de   gestão   de   aprendizagem   (learning   managment   system   –  

    LMS3).  Quanto  à  interação,  é  promovida  em  fóruns  de  discussão,  nos  quais  o  cursista  é  incentivado  

    a   participar,   todavia   o   direcionamento   é   dado   pelo   professor,   nesse   ambiente   pode   haver  

    atribuição  de  tarefas  para  todos  os  participantes.    

    Nesse   cenário,   a   aprendizagem   alcança   novos   espaços,   que   vão   além   do   sistema   de  

    educação  formal,  proporcionando  a  milhares  de  pessoas  o  acesso  à  educação.  Apesar  de  números  

    expressivos   de   ingresso   nesses   cursos,   os   MOOC   possuem   altas   taxas   de   evasão.   Bond   (2015)  

    associa  o  problema  ao  conceito  de  letramento  informacional,  argumentando  que  o  envolvimento  

    em   um   MOOC   contribui   para   o   aperfeiçoamento   de   habilidades   informacionais   por   meio   de  

    exercício  e  aplicação.    

                                                                                                                             2  Startup,  de  acordo  com  o  dicionário  Merriam-‐Webster,  significa  uma  empresa  principiante,  novata.  3Os  Learning   Management   Systems,   conhecido   como   LMS,   ou  Sistema   de   Gestão   da   Aprendizagem  (SGA),  são  softwares  desenvolvidos  sobre  uma  metodologia  pedagógica  para  auxiliar  a  promoção  de  ensino  e  aprendizagem  virtual  ou  semipresencial.  Em  nosso  país,  a  literatura  utiliza  o  acrônimo  do  inglês.

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    A  Association   of   College   and   Research   Libraries   (ACRL)4   define   letramento   informacional  

    como   “o   conjunto   de   habilidades   necessárias   ao   indivíduo   para   reconhecer   a   relevância   da  

    informação,   sabendo   localizá-‐la,   avalia-‐la   e   usá-‐la   eficazmente”   (ACRL,   2000).   De   fato,   o  

    letramento  é  um  conceito  inserido  no  vocabulário  das  Ciências  Linguísticas  nas  últimas  décadas  do  

    séc.   XX   (SOARES,   2010).    A  ACRL   acredita  que  o  desenvolvimento  de  habilidades   relacionadas   a  

    esses  padrões  é  útil  para  que  os  alunos  percebam  as  etapas  das  quais  precisam  se  apropriar  na  

    interação  com  a  informação.

     

     

     Fonte:  Teixeira;  Greco,  2015  (s.p.).  

     

    No   Brasil,   o   uso   deste   termo   não   implica   substituição   da   palavra   alfabetização,   pois  

    alfabetizar   e   letrar   são   vistos   como   ações   diferentes,  mas   não   excludentes;   pelo   contrário,   são  

    termos  que  se  associam  no  contexto  educacional.  Soares   (2010,  p.49)  afirma  que  “há  diferentes  

    tipos  e  níveis  de  letramento,  dependendo  das  necessidades,  das  demandas  do  indivíduo  e  de  seu  

                                                                                                                             4ACRL   é   a   associação   do   ensino   superior   para   bibliotecários,   que   desenvolve   programas,   produtos   e   serviços   para  ajudar  a  acadêmica  e  bibliotecários  de  investigação  a  aprender,  a  inovar  e  liderar  dentro  da  comunidade  acadêmica.  Disponível  em:  http://www.ala.org/acrl/aboutacrl.  Acesso  em  22  jun  2015.  

    Letramento  Informacional

    Figura  1:  Padrões  que  formam  a  base  para  o  letramento  informacional

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    meio,   do   contexto   social   e   cultural”.   Em   estudos   acerca   do   tema   (GASQUE,   2010;   CAMPELLO,  

    2009;   CARVALHO,   2011),   verificou-‐se   sua   utilização   estritamente   para   fazer   referência   à  

    capacidade   de   ler   e   escrever;   entretanto,   em   função   da   percepção   das   múltiplas   formas   de  

    letramento  praticadas  no  novo  milênio,  o  conceito  foi  reformulado  e  passou  a  contemplar  novas  

    práticas  sociais.    

    Dentre   essas   práticas,   observa-‐se  o   compartilhamento  da   informação  em   rede,   que   vem  

    sendo   acompanhado   por   estudiosos   (CAMPELLO,   2009;   DUDZIAK,   2003;   BELLUZZO,   2005;  

    GASQUE,   2010)   e   interessados   em   compreender   como   esses   novos   espaços   de   formação   estão  

    mudando   a   maneira   como   as   pessoas   aprendem   e   como   atribuem   sentido   à   informação  

    selecionada  na  rede  e  de  que  formas  a  reutilizam.    

    Não   parece   existir,   porém   uma   definição   consensual   de   letramento,   tampouco  

    uniformidade  na  terminologia  utilizada  na  área.  Segundo  Gasque  (2012),  o  conceito  corresponde  a  

    uma   estruturação   sistêmica   de   um   conjunto   de   competências,   que   integra   diferentes   ações,  

    como:   localizar,   selecionar,   acessar,   organizar   e   usar   a   informação,   transformando-‐a   em  

    conhecimento,   o   que   irá   ajudar   na   tomada   de   decisão   e   na   resolução   de   problemas.   Tal  

    letramento   promove   a   capacidade   de   aprender   a   aprender   e,   portanto,   constitui   uma   prática  

    essencial  na  formação  de  cidadãos.  

    A  American  Library  Association  (ALA)5,  definiu  as  bases  da  competência  informacional,  que,  

    ainda  hoje,  é  um  das  definições  mais  citadas:    

    Para  ser  competente  em   informação,  uma  pessoa  deve  ser  capaz  de  reconhecer  quando  uma  informação  é  necessária  e  deve  ter  a  habilidade  de  localizar,  avaliar  e  usar   efetivamente   a   informação.   (....)   Resumindo,   as   pessoas   competentes   em  informação  são  aquelas  que  aprenderam  a  aprender.  Elas  sabem  como  aprender,  pois  sabem  como  o  conhecimento  é  organizado,  como  encontrar  a   informação  e  como  usá-‐la  de  modo  que  outras  pessoas  aprendam  a  partir  dela.  (ALA,  1989,  p.1)  

     

                                                                                                                             5ALA  é  um  grupo  baseado  nos  Estados  Unidos  que  promove  internacionalmente  as  bibliotecas  e  a  educação  literária.  É  a   maior   e   mais   antiga   organização   do   gênero   no   mundo   inteiro,   com   mais   de   64.600   membros.   Disponível   em:  http://www.ala.org/aboutala/.  Acesso  em  23  jun  2015.  

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    Neste  relatório,  a  ALA  ressaltava  a  importância  da  competência  informacional  tanto  para  o  

    meio   profissional   quanto   para   o   cidadão   comum   e   a   necessidade   de   mudanças   no   ensino  

    tradicional.   A   instituição   reforçava   a   urgência   de   implantação  de   novas   formas   de   aprendizado,  

    partindo   de   uma   reestruturação   curricular,   a   fim   de   priorizar   a   utilização   dos   recursos  

    informacionais  de  maneira  contextualizada.    

    Com  o  propósito  de  promover  mudanças  nos  governos  e  instituições  com  vistas  a  reajustar  

    políticas   para   um   desenvolvimento   sustentável,   a   Organização   das   Nações   Unidas   para   a  

    Educação,   Ciência   e   Cultura   (United   Nations   Educational,   Scientific   and   Cultural   Organization   –  

    UNESCO6)   juntamente   com   a  Commonwealth   of   Learning   (COL)7   publicaram   em   2015   um   guia8  

    para   orientar   e   conscientizar   os   países   em   desenvolvimento   acerca   do   enorme   potencial   dos  

    MOOC  e  da  aprendizagem  on-‐line.  Estas  organizações  defendem  a  ideia  de  que  a  educação  aberta  

    e  on-‐line  é  um  motor  de  inovação  para  a  valorização  da  educação  e  para  a  aprendizagem  ao  longo  

    da  vida.    

    Reconhecendo  o  potencial  dos  MOOC  e  a  necessidade  de  se  capacitar  as  pessoas  para  o  

    mundo   com   as   tecnologias   digitais,   a   UNESCO   lançou   em   2016   o   programa   de   Alfabetização  

    Midiática  e   Informacional   (Media  and   Information  Literacy  -‐  MIL9),  no  qual  orienta  seus  Estados-‐

    membros  e  organizações   internacionais  a   “facilitar  a  aquisição  de  habilidades  básicas  no  uso  de  

    computadores  para  todos,  popularizar  a   implementação  do  uso  de  tecnologia  de  informação  e  a  

    comunicação  para  o  desenvolvimento  sustentável  e  a  paz”  (2016,  s.p).    

                                                                                                                             6http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-‐and-‐information/access-‐to-‐knowledge/media-‐and  information-‐literacy/ 7A   Commonwealth   of   Learning   (COL)   é   uma   organização   intergovernamental   criada   pelos   Chefes   de   Governo   da  Commonwealth   para   promover   o   desenvolvimento   e   a   partilha   de   conhecimentos,   recursos   e   tecnologias   de  aprendizagem  aberta  e  educação  à  distância.  Disponível  em:  https://www.col.org/.  Acesso  em  24  fev.  2017.  8Making   Sense   of  MOOCs:   Um  Guia   para   Formadores   de   Políticas   em   Países   em  Desenvolvimento.   Disponível   em:  http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002451/245122E.pdf.  Acesso  em  27  nov.2016.  9MIL  é  um  pré-‐requisito  importante  para  promover  o  acesso  igualitário  à  informação  e  ao  conhecimento  e  os  sistemas  de   mídia   e   informação   livres,   independentes   e   plurais.   Disponível   em:  http://www.unesco.org/new/en/communication-‐and-‐information/capacity-‐building-‐tools/media-‐and-‐information-‐literacy/.  Acesso  em:  27  nov.  2016.  

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    Diante  desse  contexto,  parece  urgente  promover  a  inserção  do  indivíduo  na  sociedade  em  

    rede,   por   meio   do   desenvolvimento   de   competências   que   de   fato   proporcionem   uma  

    aprendizagem  independente  e  autodirigida,  como  apontam  as  orientações  da  UNESCO.  

     

    2  Procedimentos  metodológicos  

     

    A  presente  pesquisa  teve  por  objeto  assuntos  atuais,  todavia,  ainda,  pouco  explorados  na  

    comunidade  científica   (a   relação  de  MOOC  e   letramento   informacional),  de  modo  que  optou-‐se  

    por  um  trabalho  de  natureza  documental  no  âmbito  de  uma  pesquisa  exploratória.    

    Independente   da   forma   de   utilização   dos   documentos,   é   preciso   conhecer   algumas  

    informações   sobre  eles,   como  afirma  Becker   (1997,  apud  ALVES-‐MAZZOTTI;  GEWANDSZNAJDER,  

    2004,  p.  169):  “por  qual   instituição  ou  por  quem  foram  criados,  que  procedimentos  e/ou  fontes  

    utilizaram  e   com  que   propósitos   foram  elaborados.   A   interpretação   de   seu   conteúdo  não   pode  

    prescindir  dessas  informações”.  Os  documentos  contêm  em  si  um  alto  de  índice  de  informações,  

    logo   este   uso   é   justificado   em   várias   áreas   do   conhecimento,   como   das   Ciências   Humanas   e  

    Sociais,  pois  a  partir  deles  é  possível  ampliar  a  compreensão  de  objetos,  cujo  entendimento  carece  

    de  contextualização  histórica  e  sociocultural.  

    A   metodologia   utilizada   baseou-‐se   em   análise   de   documentos   obtidos   a   partir   da  

    experiência   da   primeira   autora   como   participante   em   dois   MOOC,   que   apresentavam   relação  

    direta   com  a   temática  do   letramento   informacional.  Para  a  análise  das   competências,   tomou-‐se  

    como   base   um   conjunto   de   cinco   padrões,   definidos   pela   Association   of   College   and   Research  

    Libraries   (ACRL),   que   determinam   o   nível   de   letramento   informacional.   Esses   padrões   foram  

    mapeados  pela  associação  em  atividades  de  aprendizagem  em  MOOC  (BOND,  2015)  e  baseiam-‐se  

    em  quatro   ideias  principais:  agregar,  remixar,  reutilizar  e  alimentar.  Os  objetivos  definidos  para  

    cada   semana,   de   acordo   com   as   atividades   propostas   e   desenvolvidas   pelos   participantes   nos  

    MOOC,  foram  comparados  aos  padrões  estabelecidos  pela  ACRL.  Partiu-‐se  do  pressuposto  que  o  

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    conjunto   de   habilidades   e   competências   necessárias   ao   letramento   informacional   é   realmente  

    relevante  para  a  participação  em  um  MOOC.  

     

    2.1  Sobre  os  MOOC  pesquisados  

     

    O   primeiro   MOOC   (1),   Metaliteracy:   Empowering   Yourself   in   a   Connected   World10,  

    doravante   MOOC   1,   foi   oferecido   na   plataforma   Coursera   e   desenvolvido   pela   Universidade  

    Estadual   de  Nova  York   (SUNY).   Este   curso   tinha   como  objetivo  principal,   como  definido  em   seu  

    título,  empoderar  as  pessoas  no  mundo  conectado  por  meio  do  metaletramento.    

     

     Figura  2:  a  homepage  do  MOOC  1  

                                                                                                                               10Ver:   https://www.coursera.org/learn/metaliteracy.   O   curso   ainda   é   oferecido   pela   plataforma   com   início   previsto  para  13  de  novembro  de  2017.  

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    Fonte:  www.coursera.org/learn/metaliteracy    

    A  partir  de  sua  página   inicial   foi  possível   ter  acesso  à  visão  geral  do  curso,  bem  como  ao  

    programa,  perguntas   frequentes,   desenvolvedores,   classificações  e   avaliações.  De  acordo   com  a  

    plataforma   Coursera,   este   curso   apoia   estudantes   universitários   que   querem   expandir   suas  

    capacidades   de   pensamento   crítico   por   meio   de   pesquisa,   escrita   e   adaptação   às   tecnologias  

    emergentes.    

    A  estrutura  de  apresentação  deste  curso  sugere  que  seja  do  tipo  conectivista,  por  apoiar-‐se  

    em   vários   dos   princípios   conectivistas   apresentados   por   Siemens   (2005),   como:   aprender   é   um  

    processo   de   ligação   de   “nós”   específicos   ou   fontes   de   informação,   nutrir   e   manter   elos   é  

    necessário  para  possibilitar  a  aprendizagem  contínua,  a   capacidade  de  perceber   conexões  entre  

    campos,  ideias  e  conceitos  é  uma  habilidade  fundamental,  o  conhecimento  preciso  e  atualizado  é  

    o  propósito  de  todas  as  ações  de  aprendizagem  conectivista,  o  processo  de  tomada  de  decisões  é  

    em  si  um  processo  de  aprendizagem.    

    O   segundo  MOOC,   Profesionales   ecompetentes.   Claves,   estrategias   y   herramientas   para  

    innovar  en   red11,   doravante  MOOC  2,   foi  oferecido  na  plataforma  MiríadaX  e  desenvolvido  pela  

    rede   de   cooperação   acadêmica   Grupo   Tordesilhas   em   parceria   com   a   Universidade   de  Málaga  

    (UMA),  na  Espanha  e  a  Universidade  Nova  de  Lisboa  (UNL),  em  Portugal.    

     

                       

                                                                                                                             11Ver:  https://miriadax.net/web/profesionales-‐ecompetentes-‐claves-‐estrategias-‐y-‐herramientas-‐para-‐innovar-‐en-‐red  

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    Figura  3:  a  homepage  do  MOOC  2  

     Fonte:  https://miriadax.net/web/profesionales-‐ecompetentes-‐claves-‐estrategias-‐y-‐herramientas-‐para-‐

    innovar-‐en-‐red    O   curso   tinha   como   objetivo   principal   promover   o   desenvolvimento   de   estratégias   e  

    ferramentas   para   a   inovação   em   rede,   aprimorando   as   competências   digitais   de   seus  

    participantes,  entendendo-‐as  amplamente,  além  do  instrumental.  O  MOOC  foi  projetado  com  uma  

    abordagem  ampla,  transversal,  prática,  informativa  e  atual  e  estava  em  sua  segunda  edição.  

    A   página   inicial   apresenta   uma   descrição   geral   do   curso,   o   cronograma,   os  módulos,   os  

    professores,   bem   como   informações   sobre   certificados.   Este   MOOC   tem   como   emblema:   o  

    treinamento  em  conceitos,  chaves  e  estratégias  gerais  para  o  uso  profissional  de  mídias  sociais  e  

    outras   ferramentas  on-‐line;  competências  digitais  em  gestão  de   informação  e  conhecimento  on-‐

    line,  criação  e  publicação  de  conteúdos  digitais  ou  de  redes;  e  ferramentas,  histórias  de  sucesso  e  

    ideias  para  apropriá-‐los  e  inovar.  

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    De  acordo  com  o  Guia  prático  do  MOOC,  este  direciona-‐se  a  qualquer  pessoa  interessada  

    no  tema  (Profissionais  e-‐competentes),  uma  vez  que  o  enfoque  é  abrangente  e  engloba  diferentes  

    perfis:   estudantes,   empregados,   desempregados,   profissionais   interessados   em   melhorar   suas  

    competências  digitais,  entre  outros.  A  abordagem  prática  e  colaborativa,  a  sua  curta  duração  e  a  

    inclusão   de   recursos   complementares   de   níveis   distintos,   fazem   este   curso   acessível   para   estes  

    grupos,  ainda  que  tenham  escassa  experiência  prévia  no  uso  de  ferramentas  digitais.    

     

    4.  Achados  preliminares    

     

    As   atividades   propostas   nos   dois  MOOC   tinham   em   comum   o   propósito   de   promover   a  

    utilização  de  informação  em  rede,  de  forma  crítica  e  consciente,  respeitando  o  direito  intelectual  e  

    priorizando  a  ética  no  ambiente  on-‐line.    Com  temas  e  subtemas  definidos,  cada  semana  possuía  

    objetivos   específicos,   que   deveriam   ser   alcançados   por   meio   dos   exercícios   recomendados,  

    levando   o   participante   a   desempenhar   as   competências   necessárias   para   esta   tarefa.   O  

    levantamento   de   dados   feito   a   partir   dos   verbos   identificados   em   cada   conjunto   de   atividades  

    semanais  orientou  a  comparação  com  os  padrões  estabelecidos  pela  ACRL,  que   formam  a  base  

    para   o   letramento   informacional.   O   resultado   desta   triangulação   forneceu   informações   que  

    assinalaram  quais  as  competências  desenvolvidas  neste  MOOC  e  como  o  conteúdo  produzido  pelo  

    participante  foi  distribuído  em  mídias  abertas.  

    No  quadro  a  seguir  são  apresentados  os  temas,  as  atividades  e  os  objetivos   identificados  

    no  MOOC1  e  a  relação  destes  com  os  padrões  da  ACRL.  

     

     

     

     

     

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    Quadro  1:  Semanas,  temas,  objetivos  e  padrões  –  MOOC  1  Semanas    

    Temas   Objetivos   Padrões  ACRL  

    Semana  1  

    Seu   papel   como   um  aprendiz   de  metaletramento  

    Pensar  sobre  seu  papel  como  pensador  crítico   e   cidadão   digital   colaborativo  capaz  de  navegar,  criar  e  compartilhar  informações   relevantes   de   maneira  efetiva.  

    Padrão  1  Identificar   a   necessidade   de  pesquisa  sobre  a  informação.  

    Semana  2  

    Tornando-‐se   um  cidadão   digital:  criando   e  compartilhando  uma   identidade  social  

    Demonstrar   sua   própria   presença   e  identidade  na  web;  Explicar   as   configurações   de  privacidade   pessoal   nas  mídias   sociais  e  outros  sites  baseados  na  web;  Distinguir   e   articular   as   implicações  dessas  configurações  de  privacidade;  Explicar   as   implicações   de   usar   as  mídias   sociais   para   formar   uma  identidade  pública;  Demonstrar   como   os   outros   usam  redes   sociais   para   formar   uma  identidade  pública  para  nós.  

    Padrão  1  Identificar   a   necessidade   de  pesquisa  sobre  a  informação.    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    

    Semana  3  

    Tornando-‐se   um  cidadão   digital:  entendendo   a  propriedade  intelectual  

    Interpretar  e  definir  direitos  autorais;  Comparar   e   distinguir   entre   direitos  autorais,   licenciamento   Creative  Commons  e  domínio  público;  Descrever  acesso  aberto;  Explicar  e  definir  open  washing;  Classificar   os   conceitos   de   "aberto”   e  “livre";  Aplicar   o   licenciamento   Creative  Commons  ao  trabalho  da  semana;  Explicar  o  nível  de  “abertura”    em  uma  obra   original   e   decidir   qual   deles  utilizar.  

    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.    Padrão  5  Reconhecer  os  aspectos  éticos  e  legais  do  uso  da  informação.  

    Semana  4  

    Tornando-‐se   um  cidadão   digital:   uso  ético  da  informação  

    Interpretar   e   identificar   criações   /  conteúdo   que   possam   ser   remixados  legalmente;  Determinar  e  discutir  as  considerações  éticas  de  compartilhar  informações;  Aplicar   nova   licença   a   uma   criação  remixada;    Desenvolver   considerações   éticas   de  

    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.    Padrão  5  Reconhecer  os  aspectos  éticos  e  legais  do  uso  da  informação.  

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    como  partilhar  esta  criação  remixada.  Semana  5  

    Entendendo   como   a  informação   é  formatada   e  compartilhada  

    Preparar   e   colocar   uma   fonte   de  informação   no   seu   contexto   (por  exemplo,   formato   da   informação   e  modo  de  entrega),  a  fim  de  determinar  o  valor  do  material  para  essa   situação  específica;    Analisar   e   apreciar,   criticamente,   a  importância   de   avaliar   o   conteúdo   de  diferentes   fontes,   incluindo   o  conteúdo  dinâmico  das  mídias  sociais.    

    Padrão  1  Identificar   a   necessidade   de  pesquisa  sobre  a  informação.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.    Padrão  4  Utilizar   a   informação   para  alcançar  um  propósito.  

    Semana  6  

    Criando   a  informação  

    Criticar   e   avaliar   o   conteúdo   gerado  pelos   participantes   e   as   contribuições  feitas  por  outros,  de  fora  do  grupo;  Demonstrar   a   capacidade   de   utilizar  eficazmente   fontes   de   informação   e  mecanismos   de   feedback   para   o  desenvolvimento  de  conteúdo  original;  Avaliar   e   refletir   sobre   a   participação  consciente   em   ambientes  colaborativos;  Reconhecer   que   a   criação   de  informações   é   um   intercâmbio  colaborativo  contínuo;  Criar   conteúdo  original   para  expressar  uma   perspectiva   única   para   uma  audiência.  

    Padrão  1  Identificar   a   necessidade   de  pesquisa  sobre  a  informação.    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.  

    Semana  7  

    Participando   como  um   contribuidor  global  

    Explicar  a   importância  de  ser  capaz  de  se   comunicar   com   uma   audiência  global;    Analisar   um   texto   existente   para   sua  capacidade   de   comunicação   em   um  contexto  global;  Discriminar  e  refletir  sobre  a  criação  e  reutilização   de   recursos   educacionais  abertos  em  escala  global.  

    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.  

    Semana  8  

    Criação  e  curadoria     Avaliar   e   integrar   informações   de  múltiplas   fontes   em   novas   formas  coerentes;    Avaliar   e   explicar   seus   processos   de  

    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.    

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    tomada   de   decisão   envolvidos   com   a  curadoria  de  conteúdo.  

    Padrão  5  Reconhecer  os  aspectos  éticos  e  legais  do  uso  da  informação.  

    Semana  9  

    Reflexão  metacognitiva  

    Reconhecer  que  a  aprendizagem  é  um  processo;  Selecionar   e   aplicar   uma   estratégia  para  melhorar  sua  aprendizagem;    Rever   e   valorizar   o   conhecimento  que  o  faz  refletir  sobre  seus  erros  ou  sobre  erros   que   levam   a   novos   insights   e  descobertas   sobre   seus   processos   de  pensamento.  

    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.    Padrão  4  Utilizar   a   informação   para  alcançar  um  propósito.  

    Semana  10  

    Aprendizagem  empoderadora:   de  aprendiz  a  professor  

    Demonstrar   a   capacidade   de   traduzir  informações   apresentadas   de   uma  forma  para  outra,   com  o  propósito  de  melhor   atender   às   necessidades   de  públicos  específicos;    Explicar   e   comunicar   eficazmente  experiências   pessoais   e   profissionais  para  informar  e  ajudar  os  outros;  Concluir   e   demonstrar   que   os   alunos  também  podem  ser  professores.  

    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a  informação  e  sua  fonte.  

    Fonte:  www.cousera.org  (com  adaptações  da  autora)    

    A  seguir,  o  quadro  em  relação  ao  MOOC  2.  

    Quadro  2:  Módulos,  temas,  objetivos  e  padrões  –  MOOC  2  Módulo     Temas   Objetivos   Padrões  

    Módulo  1  UMA  

    Conceitos  –  chave    

    Conhecer   e   compreender   os   conceitos  chave  da  sociedade  e  cultura  digitais.  Refletir   sobre   a   importância   de   ter   uma  identidade  digital  cuidada.  Analisar,   de   diferentes   perspectivas,   as  características   da  web   social   assim   como  as   competências   e   ferramentas  necessárias   para   se   movimentar   neste  ambiente.  

    Padrão  1  Identificar   a   necessidade   de  pesquisa  sobre  a  informação.    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    

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    Módulo  2  UNL  

    Questões  éticas  e  legais  

    Refletir  sobre  a   importância  dos  aspectos  éticos   e   jurídicos,   para   além   do  instrumental,  essenciais  para  se  estar  on-‐line.  Conhecer   e   compreender   questões  relacionadas  com  a   licença  de  publicação  de   conteúdos   em   rede,   básicos,   também  no   momento   de   publicar   conteúdos  próprios   e   no   respeito   pelos   direitos   de  autor   on-‐line,   essenciais   ao   escolher  conteúdos  de  terceiros.  Analisar   caso   de   boas   e   más   práticas  sobre  estas  questões.  

    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a   informação  e  sua  fonte.    Padrão  5  Reconhecer   os   aspectos   éticos   e  legais  do  uso  da  informação.  

    Módulo  3  UMA  

    Planejamento  e  estratégias    

    Refletir   sobre   a   importância   de  desenvolver   e   incentivar   marcas   digitais  profissionais   pessoais   segundo   uma  perspectiva  estratégica.  Conhecer   e   compreender   os   principais  passos  do  processo  de  planejamento  e  de  colocação   em  marcha   de   marcas   digitais  profissionais   pessoais   trazendo  estratégias  e  ideias  práticas.  Partilhar  casos  de  sucesso  de  profissionais  em   rede   e   conselhos   de   especialistas  relatados  na  primeira  pessoa,  assim  como  refletir   a   partir   de   alguns   exemplos   reais  de  boas  e  más  práticas  on-‐line.  

    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a   informação  e  sua  fonte.    Padrão  4  Utilizar  a  informação  para  alcançar  um  propósito.  

    Módulo  4  UNL  

    Edição  e  publicação  de  conteúdos  (I)  

    Conhecer   as   chaves   de   gestão   das   redes  sociais  e  outras  ferramentas  da  web  social  para   a   edição   /   publicação   de   conteúdos  online,  como  os  blogs  ou  microblogs.  Dispor   de   algumas   estratégicas-‐chave   e  de   exemplos   de   boas   práticas   de   uso  profissional  neste  contexto.  

    Padrão  4  Utilizar  a  informação  para  alcançar  um  propósito.  

    Módulo  5  UMA  

    Edição  e  publicação  de  conteúdos  (II)  

    Conhecer  o  potencial  e  o  funcionamento,  a   traços   largos,   das   redes   sociais  orientadas   para   a   publicação   de  conteúdos   visuais,   de   gráficos   e  infografias   às   apresentações,   tutoriais  vídeo  etc.  Dispor   de   um   catálogo   de   ferramentas  úteis,   desta   tipologia,   para   seu   uso  

    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  4  Utilizar  a  informação  para  alcançar  um  propósito.  

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    profissional.  

    Módulo  6  UNL  

    Networking  e  rede  de  comunicação    

    Descobrir   outros   possíveis   usos   da   web  social,   para   além   da   publicação   de  conteúdo:   colaboração,   comunicação,  gestão   da   informação   ou   vigilância   do  ambiente.  Dispor   de   um   catálogo   de   ferramentas  úteis  para  o  efeito.  Refletir   a   partir   de   exemplos,   sobre  boas  e  más  práticas  neste  contexto.  

    Padrão  2  Localizar   de   modo   eficiente   a  informação  necessária.    Padrão  3  Avaliar   criticamente   a   informação  e  sua  fonte.    

    Fonte:  https://miriadax.net/web/profesionales-‐ecompetentes-‐claves-‐estrategias-‐y-‐herramientas-‐para-‐innovar-‐en-‐red  (com  adaptações  da  autora)  

     

    A   análise   dos   padrões   relacionados   às   atividades   propostas   sugere   que,   em   ambos   os  

    MOOC,   seus   desenvolvedores   buscaram   preparar   e   treinar   os   participantes   para   atuar   em  

    diferentes  ambientes  on-‐line,  profissionalmente  ou  não,  de  forma  segura  e  ética.  Em  cada  tarefa  

    designada  para  as  primeiras  semanas  dos  cursos,  o  aprendiz  era  motivado  a  buscar  informações,  

    selecioná-‐las,   reusá-‐las,   criá-‐las,   como   parte   da   produção   de   conhecimento.   Estas   atitudes   e   as  

    competências  necessárias  para  desenvolvê-‐las  estão  caracterizadas  no  padrão  1:  o  estudante  de  LI  

    determina   a   natureza   e   a   extensão   da   informação   necessária,   identificando   uma   variedade   de  

    tipos  e  formatos  de  potenciais  fontes  de  informação.  

    O  módulo  2  do  MOOC  2  e  as  semanas  3  e  4  do  MOOC  1   (ver  quadros)  enfatizaram  mais  

    especificamente  as  questões  éticas  e  legais,  promovendo  informações  acerca  dos  tipos  de  licenças  

    mais  comuns,  bem  como  das  atribuições,  do  uso  comercial  autorizado  ou  não,  das  adaptações  e  

    partilha   posterior.   Relacionados   a   estas   atividades,   encontram-‐se   os  padrões   3   e   5.   O   primeiro  

    define   que   o   estudante   de   LI   avalia   a   informação   e   sua   fonte   criticamente   e   incorpora   a  

    informação   selecionada   em   sua   base   de   conhecimento   e   sistema   de   valores,   enquanto   no  

    segundo,  o  aprendiz  compreende  muitas  das  questões  econômicas,  legais  e  sociais  que  envolvem  

    o  uso  da  informação  e  dos  acessos  e  utiliza  a  informação  eticamente  e  legalmente.  

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    As   atividades   que   levam   à   identificação   do   padrão   2   estão   presentes   com   a   mesma  

    frequência  nos  dois  MOOC:  semanas  2,  6,  7  e  10    no  MOOC  1  e  módulos  1,  3  ,5  e  6  do  MOOC  2.  

    São   tarefas   nas   quais   o   estudante   de   LI   acessa   a   informação   necessária   de   forma   efetiva   e  

    eficiente,  selecionando  o  método  de  investigação  mais  apropriado  ou  o  sistema  de  recuperação  de  

    acesso   à   informação   essencial.   Ele   é   capaz   de   extrair,   gravar   e   gerenciar   a   informação   e   suas  

    fontes.  

    Destacando-‐se  nos  módulo  3,  4  e  5  do  MOOC  2  e  nas  semanas  5  e  9  do  MOOC  1,  o  padrão  

    4  tipifica  o  estudante  de  LI  como  alguém  que  usa  a  informação  de  forma  efetiva  para  realizar  um  

    propósito  específico.  Este  aprendiz  aplica  informações  novas  e  prévias  ao  planejamento  de  criação  

    de   um   determinado   produto   ou   desempenho,   bem   como   revisa   este   processo,   comunicando-‐o  

    efetivamente  a  outros.  

     

    Considerações  finais    

    Nas   últimas   décadas,   novos   ambientes   de   aprendizagem   surgiram   para   atender   às  

    mudanças  da   sociedade  e  às  necessidades   individuais  e  profissionais.  Neste   contexto,  os  MOOC  

    despontaram   como   espaços   de   formação   on-‐line   e   o   Letramento   Informacional   é   parte  

    inseparável   nesta   aprendizagem.   Diferentes   MOOC   exigem   diferentes   níveis   e   conjuntos   de  

    competências  (BOND,  2015),  mas  todos  exigem  algum  nível  de  LI,  por  isso  é  relevante  ter  um  nível  

    mais  avançado  deste  letramento,  a  fim  de  participar  e  contribuir  também  para  estes  cursos.  

    As   atividades   desenvolvidas   nestes   dois   MOOC   promoveram   reflexão   e   conscientização  

    acerca   do   consumo   e   da   produção   da   informação,   aspectos   que   estão   interligados   e   exigem  

    pensamento  crítico  e  a  síntese  de  muitas  fontes  de  informação.  Seus  participantes  precisam  de  um  

    nível   básico   deste   letramento   e   esta   característica   torna-‐se   cada   vez  mais   significativa   para   um  

    bom  desempenho.  Por  outro  lado,  se  o  desenvolvimento  destas  competências  não  for  um  objetivo  

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    a  ser  alcançado  em  MOOC,  é  possível  que  estes  cursos  percam  seu  principal  atributo:  serem  uma  

    forma  de  acesso  a  uma  educação  de  qualidade  por  parte  daqueles  que  não  podem  arcar  com  os  

    altos  custos  de  um  ensino  superior.  

     

     Referências  Bibliográficas    American  Library  Association   (ALA).  Presidential  Committee  on   Information  Literacy:   Final  Report.  1989.  Disponível   em:   .   Acesso   em:   22   ago.  2016.    ALVES-‐MAZZOTTI,   A.   J.   &   GEWANDSZNAJDER,   F.   O   método   nas   ciências   naturais   e   sociais.   São   Paulo:  Pioneira  /Thomson  Learning,  2004.    Association   of   College   &   Research   Libraries.   Information   Literacy   Competency   Standards   for   Higher  Education.   Chicago:   American   Library   Association,   2000.   Disponível   em:  .  Acesso  em  25  jun.  2015.    BOND,   P.   Information   Literacy   in   MOOCs.   Current   Issues   in   Emerging   eLearning,   v.   2,   n.   1,   article   6.  Disponível  em:.  Acesso  em:  05  abr.  2016.    CASTELLS,  M.  A  Sociedade  em  Rede  .  A  era  da  informação:  economia,  sociedade  e  cultura.  Volume  1.  São  Paulo:  Terra  e  Paz,  1999.    GASQUE,  K.  C.  G.  D.  Letramento  Informacional:  pesquisa,  reflexão  e  aprendizagem.  Brasília:  Faculdade  de  Ciência   da   Informação   /   Universidade   de   Brasília,   2012.   Disponível   em:  .      Acesso  em:  18  out.2015.    KOP,   R.,   FOURNIER,   H.,   MAK,   J.   A   pedagogy   of   abundance   or   a   pedagogy   to   support   human   beings?  Participant   support   on   massive   open   online   courses.   The   International   Review   of   Research   in   Open   &  Distance   Learning,   v.   12,   n.   7,   p.   74-‐93,   2011.   Disponível   em:  .  Acesso  em:  11  jun.  2016.    MEHAFFY,  G.L.  Challenge  and  Change.  Educase  Review,   v.  47,  n.  5,   set./out.,  p.  19,  2012.  Disponível  em:  .  Acesso  em:  18  abr.2016.    

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