Avaliação da aprendizagem

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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: possibilidades de intervenções Profº Ms. Valdriano Ferreira do Nascimento
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    19-Dec-2014
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  • 1. Prof Ms. Valdriano Ferreira do Nascimento

2. O que Avaliaoda Aprendizagem? 3. Avaliao um processo de atribuio de smbolos a fenmenos com o objetivode caracterizar o valor do fenmeno, geralmente com referncia a algum padrode natureza social, cultural ou cientfica (BRADFIELD, 1963) Hoffmann (1993), entende avaliao como uma ao provocativa doprofessor, desafiando o aluno a refletir sobre as experincias vividas, a formular ereformular hipteses, direcionando para um saber enriquecido. Em funo de seu carter de prtica intencional e transformadora, o que se espera que a avaliao v alm, qual seja, que busque identificar as necessidades doobjeto em questo e que haja um compromisso com a superao das mesmas.Entendemos avaliao como um juzo de qualidade sobre dados relevantes, tendoem vista uma tomada de deciso (LUCKESI, 1995). Para Demo (2008), Avaliar pode constituir um processo e um projeto em queavaliador e avaliado buscam e sofrem uma mudana qualitativa. Da que oscritrios de avaliao, que condicionam seus resultados, estejam sempresubordinados s finalidades e objetivos previamente estabelecidos para a prticapedaggica. 4. POSITIVISTAx DIALTICAQuantitativaX Qualitativa Diagnstica: Entrada Inicial Formativa: ContnuaProcesso -Acompanhamento Somativa: Final Produto - 5. Visa determinar a presena, ou ausncia, de conhecimentos ehabilidades, inclusive buscando detectar pr-requisitos para novasexperincias de aprendizagem. Permitindo averiguar as causas derepetidas dificuldades de aprendizagem. Normalmente se faz quando oaluno chega escola, em geral no incio do ano letivo, durante asprimeiras semanas para observar e conhecer caractersticas relevantesdo aluno; chegada de novo aluno para saber onde enturm-lo e comorecuperar a falta de base ou de pr-requisitos; no incio de cadaunidade para provocar interesse pelo tema e identificar o que j sabemsobre o assunto. Podendo ser feita em qualquer momento que o professor ou a escoladetectarem problemas graves de aprendizagem, motivao eaproveitamento. Alunos e professores, a partir da avaliao diagnstica de formaintegrada, reajustaro seus planos de ao fazendo uma reflexoconstante, crtica e participativa. 6. realizada com o propsito de informar o professor e o alunosobre o resultado da aprendizagem, durante o desenvolvimentodas atividades escolares. Localiza deficincias na organizao doprocesso de ensino e aprendizagem de modo a possibilitarreformulaes no mesmo e assegurar o alcance dos objetivos. denominada formativa porque demonstra como os alunosesto se modificando em direo aos objetivos. A avaliao formativa ou processual pode ser feita de maneiracontnua e informal, no dia-a-dia da sala de aula, e podetambm ser feita em oportunidades regulares, incluindo o usodeinstrumentosmaisformaiscomo, testes, provas, apresentaes de relatrios detrabalhos, competies e jogos. 7. uma deciso que leva em conta a soma de um oumais resultados. Normalmente refere-se a umresultado final uma prova final, um concurso, umvestibular. Nas escolas, de um modo geral, aavaliao somativa a deciso tomada no final doano para deliberar sobre a promoo de alunos. usada, tipicamente, para tomar decises arespeito da promoo ou reprovao dos alunosque no obtiveram xito no processo de ensino-aprendizagem. 8. 1. A escola valorizar muito a nota e dar-lhe grande nfase, pois, afinal, ela mais importante?2. A escola monta todo um clima de tenso em cima das provas, pois, afinal, na sociedade tambm assim, e a escolha tem mais que adaptar o aluno ao mundo que est a?3. A escola cede s presses dos pais e de muitos professores no sentido de no mudar o sistema de avaliao, pois, afinal de contas, sempre foi assim? 9. 4. A escola usa o argumento da transferncia dos alunos como justificativa de no mudana de suas prticas?5. O professor faz toda uma supervalorizao das notas, pois, caso contrrio, no consegue dominar a classe?6. Existem alunos que vo mal no 4 bimestre,tirando s a notaque precisa, pois esto interessados em passar para o Ano seguinte?. 10. 7. O professor s valoriza a resposta certa, pois, na sociedade, isto que importa?8. Ofato dosalunos terem branco, medo, nervosismo, ansiedade, etc., etc., tudo culpa deles (e das famlias), por no terem o hbito de estudar todo dia. A escola nada tem a ver com isso?9. Os professores desejam Boa Sorte na prova, j que freqentemente as questes so irrelevantes e arbitrarias, sem contar as vezes em que esta expresso tem sentido velado de vingana? 11. 10. Atualmente na escola, a avaliao tem sido praticadapara aprovar ou reprovar os alunos, caracterizando-se como uma ameaa que intimida o aluno?11. Ainda existe uma avaliao descomprometida com aaprendizagem do aluno, contribuindo para a auto-imagem negativa, causando reprovao e repetncia eainda, fracasso escolar?12. Existe uma educao que ainda prioriza o depsito deinformaes, onde um ensina e o outro aprende, eque os instrumentos de avaliao so utilizadosapenas como medidores do conhecimento, e com issoafastam-sedas caractersticashumanas, caracterizando-se como uma ferramenta deexcluso escolar e social?13. Aindaexiste avaliaocomcarterdescontextualizado, autoritrio e punitivo, que noconsidera o aspecto scio-emocional, resultando numdistanciamento entre professor e aluno? 12. Lngua Portuguesa/Cincias HumanasABAIXO DE180 180 |------- 220 220 |-------260 ACIMA DE 260MUITO CRITICOCRTICOINTERMEDIRIO ADEQUADO Matemtica/Cincias da NaturezaABAIXO DE 200200 |------- 240 240 |-------280 ACIMA DE 280MUITO CRITICOCRTICOINTERMEDIRIO ADEQUADO Obs.: AS COMPETNCIAS E HABILIDADES ESTA DE ACORDO COM A DESCRIO CATEGORIA DE DESEMPENHO NA ESCALA DO SPAECE 13. 1 ano400350300250200150100 50 0EEEP Mons. EEM MDEEM de EEM MJ EEM V. EEM Liceu Mdia Odorico Petrola Aiuaba Coutinho Tvora "Lili Feitosa Crede 15 14. 3 ano400350300250200150100 50 0EEEP Mons. EEM MDEEM de EEM MJ EEM V. EEM Liceu Mdia Odorico Petrola Aiuaba Coutinho Tvora "Lili Feitosa Crede 15 15. 1 ano400350300250200 15010050 0EEEP EEM MD EEM de EEM MJEEM V.EEM MdiaMons.Petrola Aiuaba Coutinho Tvora Liceu "Lili Crede 15 Odorico Feitosa 16. 3 ano400350300250200 15010050 0EEEP EEM MD EEM de EEM MJEEM V.EEM MdiaMons.Petrola Aiuaba Coutinho Tvora Liceu "Lili Crede 15 Odorico Feitosa 17. Os educadores devem ter em mente oslimites da avaliao objetiva, pois nemtodos os resultados do ensino podem sermedidos ou averiguados atravs de testes.Por exemplo, um objetivo como oajustamento pessoal e social avaliado commais facilidade e de maneira mais vlidapela observao do aluno em situaes queenvolvam relaes sociais. 18. Avaliao um processo de captao dasnecessidades, a partir do confronto entre asituao atual e a situao desejada, visando umainterveno na realidade para favorecer aaproximao entre ambas. Avaliar ser capaz de acompanhar o processo deconstruo do conhecimento do educando, paraajud-lo a superar suas dificuldades. A avaliao consiste na coleta de dadosquantitativos e qualitativos, e na interpretaodesses resultados, com base em critriospreviamente definidos. 19. A avaliao um processo contnuo e sistemtico.Portanto, ela nopode serespordica nemimprovisada, mas, ao contrrio, deve ser constante eplanejada. Nessa perspectiva, a avaliao faz parte de umsistema mais amplo que o processo de ensino eaprendizagem integrando. A avaliao escolar deve ser mais estudada edetalhada cientificamente, buscando considerarrelaes de afetividade entre professor e aluno quepossam ser garantidas dentro das variadas formas deavaliao. A afetividade tem um respaldo significante sob aavaliao do aluno como um todo, devendo ter comoaspecto fundamental, alcanar os objetivos doprocesso de ensino e aprendizagem dentro dosfatores cognoscitivosescio-emocional, intimamente ligada a interao professor-aluno. 20. Avaliaro processodeensinoeaprendizagem, consiste em verificar em quemedida os alunos esto atingindo os objetivosprevistos. Por isso, os objetivos constituem oelemento norteador da avaliao. A avaliao no deve visar eliminar alunos, masorientar seu processo de aprendizagem paraque possam atingir os objetivos previstos.Nesse sentido, a avaliao permite ao alunoconhecer seus erros e acertos, auxiliando-o afixar as respostas corretas e a corrigir falhas. A avaliao deve analisar todas as dimensesdo comportamento, considerando o alunocomo um todo. Desse modo, ela incide noapenas sobre os elementos cognitivos, mastambm sobre o aspecto afetivos e sociais. 21. Na avaliao inclusiva, democrtica e amorosano h excluso, mas sim diagnstico econstruo. No h submisso, mas simliberdade. No h medo, mas simespontaneidade e busca. No h chegadadefinitiva, mas sim travessia permanente embusca do melhor. Sempre! Assumindo um carter pedaggico-dialtico, aavaliao precisa desvincular-se do processoclassificatrio, seletivo e discriminatrio, paraestabelecer o bsico da sua funo que seaplica principalmente ao professor que autiliza, analisando e refletindo os resultadosdos alunos. 22. A avaliao deve propiciar retomada de contedos, novasmetodologias e umredimensionamento detrajetria, conforme a necessidade do momento.Enfatizando assim o processo, refletindo no processo deensino e aprendizagem, visando a construo doconhecimento duradouro. A avaliao deve ir muito alm de avaliar a aprendizagemdo aluno, ela ultrapassa essa dimenso avaliando emcontrapartida o trabalho da escola e o desempenho doprofessor, promovendo a reviso e a redefinio dosobjetivos propostos. Avaliar, mais do que saberes tcnicos, exige sabedoriapara compreender a complexidade do ser humano emdesenvolvimento,para relevar suas deficinciasmenores, para despertar valores e virtudes, muitas vezesadormecidos,e, sobretudo,um depsitodediscernimento, equilbrio, afetividade,valoresmorais, intelectuais, estticos, religiosos, elementosfundamentais para a importncia e a grandeza da ao doprofessor. 23. Portanto, o professor deve compreender o processo de Avaliao como um elemento de:Captar a distncia entre o que se intenciona e o que de fato se alcanou. Isto implica em:a)Captao do real;b)Verificao de Instrumentos;c)Ter clareza de objetivos, de critrios; sabero que se quer;d)Tomar deciso sobre o que fazer paraconfirmar ou redirecionar o processo. 24. Assumindo uma postura crtica e efetivando uma prtica pedaggica, considerando os seguintes aportes tericos:a)Currculo;Prtica pedaggicab)Planejamento; problematizadorac)Interdisciplinaridade 25. No algo a ser transmitido e passivamenteabsorvido, mas o terreno em que ativamente secriar e produzir cultura. O currculo um terreno de produo e de polticacultural, no qual o contedo funciona comomatria prima decriao, recriaoe, sobretudo, de contestao e transformao. Os fenmenos curriculares incluem todas aquelas atividades e iniciativas atravs das quais o currculo planejado, criado, adotado, apresentado, experiment ado, criticado, defendido e avaliado, assim como todos aquelesobjetosmateriais queo configuram, como so os livros-texto, os aparelhos e equipamentos, e os planos do professor, etc. (Walker, citado por Sacristn, 2000) 26. Planejar analisar uma dada realidade, refletindo sobreas condies existentes, e traar estratgias de ao parasuperar as dificuldades e alcanar os objetivosdesejados. (Danilo Gandin)1. O professor precisa conhecer-se do ponto de vista de sua prpria personalidade. Esse conhecimento importante para a escolha de estratgias pedaggicas, cujo sucesso ou fracasso poder depender de suas caractersticas psicossociais.2. O professor precisa conhecer seus alunos com suas caractersticaspsicossociaise cognitivas, pois cada aluno cada aluno e cada turma cada turma.3. O professor precisa conhecer a produo do conhecimento (epistemologia) e a metodologia mais adequada s caractersticas da disciplina com que trabalha.4. O professor precisa conhecer o contexto social de seus alunos. Este conhecimentoo levar a identificar as situaes complexas relevantes para o grupo e escolherestratgias contextualizadas que favoream aprendizagem significativa. 27. Oprocessode ensino e aprendizagem interdisciplanar nasce da proposico de novos objetivos, de novas metodologias, cuja tnica primeira a superao do monlogo e a instaurao de uma prtica dialgica. Para tanto, faz-se necessria a eliminao das barreiras entre as disciplinas e entre as pessoas que pretendem desenvolv-las. (Ivani Fazenda)A metodologia do trabalho interdisciplinar implica em:1 - integrao de contedos;2 - passar de uma concepo fragmentria para uma concepounitria do conhecimento;3 - superar a dicotomia entre ensino e pesquisa, considerando oestudo e a pesquisa, a partir da contribuio das diversas cincias;4 - ensino-aprendizagem centrado numa viso de que aprendemos aolongo de toda a vida. 28. Dependendo do que o professor se prope aensinar e do que escolhe, a possibilidade deprojetos interdisciplinares aumenta. Estavivncia para o aluno do Ensino , interessante, pois tende a prepar-lo a olhar omundo sob vrias perspectivas. Mas a idia deprojetos na sala de aula e/ou na escola traztambm, a oportunidade dos alunos seexpressarem, criarem, construirem o novo. 29. Como nos diz Perrenoud (1993),Mudar a avaliao significa, provavelmente, mudar a escola.Pois que seja assim mesmo. Que haja mudana automtica!Haja tambm mudana em nossas prticas habituais. Nopodemos mais permanecer formando pessoas inseguras eangustiadas, nem tampouco ser obstculos negativos para osalunos e a comunidade escolar onde atuamos. importante que a forma de avaliao seja escolhida deacordo com os objetivos que se deseja atingir., tambm, fundamental que se oferea ao alunooportunidades diversas demostrarseudesempenho, evidentemente evitando fazer do processo deensino e aprendizagem um mecanismo de s aplicarinstrumentos de avaliao. 30. Toda e qualquer produo por parte dos alunossignificativa, uma vez que reflete umdeterminado estgio de desenvolvimento dosconhecimentos, desde que haja entendimentopor parte do professor de como o alunoelaboroudeterminadasrespostas ousolues, para definir ento, quais intervenese atividades coletivas e ou individuais deveroser realizadas, visando dar continuidade ao seuprocesso de desenvolvimento. Os problemas daprtica mais comum, portanto, poderolevantar questes de estudo para a formaodo professor. (Braga, 2006) 31. Mestre quem, de repente, aprende. (Guimares Rosa). 32. DEMO, Pedro. Avaliao Qualitativa. 9. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.FAZENDA, I. (Org) Interdisciplinaridade: dicionrio em construo. SP:Cortez, 2002.GANDIN, Danilo. Planejamento como prtica educativa. 16 Ed. Editora Loyola. SoPaulo, SP. Junho/2007.MORETTO, Vasco Pedro. Prova: Um momento privilegiado de estudo, no um acertode contas. 8 Ed. Editora Lamparina. Rio de Janeiro, RJ. 2008.ROMO, JOS Eustquio. Avaliao Dialgica: Desafios e Perspectivas. SoPaulo, Cortez: Instituto Paulo Freire, 1999.SACRISTN, J. Gimeno. O currculo: Uma reflexo sobre a prtica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.