Demonstrações Financeiras Intermediárias Liberty Seguros S.A. · Liberty Seguros S.A....

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Demonstrações Financeiras Intermediárias Liberty Seguros S.A. 30 de junho de 2017 com Relatório do Auditor Independente

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Demonstraes Financeiras Intermedirias

Liberty Seguros S.A. 30 de junho de 2017 com Relatrio do Auditor Independente

Liberty Seguros S.A.

Demonstraes financeiras intermedirias 30 de junho de 2017 ndice Relatrio da administrao ............................................................................................... 1 Relatrio do comit de auditoria ....................................................................................... 2 Relatrio do auditor independente sobre as demonstraes financeiras intermedirias ... 3 Demonstraes financeiras intermedirias auditadas Balanos patrimoniais ....................................................................................................... 6 Demonstraes do resultado ............................................................................................ 8 Demonstraes do resultado abrangente ......................................................................... 9 Demonstraes das mutaes do patrimnio lquido ........................................................ 10 Demonstraes dos fluxos de caixa - mtodo indireto ...................................................... 11 Notas explicativas s demonstraes financeiras intermedirias ...................................... 12

Rua Geraldo Campos Moreira, 110

Brooklin Novo - So Paulo SP CEP 04571-020

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Relatrio da Administrao Atendendo s disposies legais vigentes, apresentamos as demonstraes financeiras e as informaes relevantes do semestre findo em 30 de junho de 2017. A Liberty Seguros, unidade brasileira do grupo norte-americano Liberty Mutual, iniciou as operaes no Brasil em 1996, a fim de consolidar seu crescimento e direcionar a Companhia para uma liderana no mercado de seguros local, na oferta de produtos e servios de alta qualidade, alm tambm de atuar como ressegurador admitido no mercado brasileiro, atravs da LMIC Liberty Mutual Insurance Company, fortalecendo a sua estratgia de grupo multimarca e multicanal, com a misso de proporcionar mltiplas escolhas de relacionamento atravs dos corretores. Resultados e Evoluo Patrimonial A carteira de seguros de Auto, que representa 76% das operaes, atingiu a marca de 1.121.403 veculos segurados. Acumulando outras linhas de negcios, registramos o total de R$1,38 bilho de prmios emitidos, com um aumento de 10% frente igual perodo de 2016. Para sustentar esta operao, a Liberty conta com ativos de R$3,4 bilhes e reservas de R$2,07 bilhes. O patrimnio lquido de R$958 milhes apresentou crescimento de 6,6% em relao ao perodo de 31 de dezembro 2016 e com um lucro lquido acumulado nos primeiros seis meses de 2017 de R$44,9 milhes. So Paulo, 25 de agosto de 2017.

Rua Geraldo Campos Moreira, 110

Brooklin Novo - So Paulo SP CEP 04571-020

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Resumo do Relatrio do Comit de Auditoria O Comit de Auditoria da Liberty Seguros S.A. funciona de forma aderente s disposies da Resoluo 312/14 do Conselho Nacional de Seguros Privados, e ao seu Regulamento Interno aprovado pela Administrao. Um dos integrantes do Comit de Auditoria veio a bito e por esse motivo, de forma transitria, o relatrio est assinado por dois integrantes. O objetivo principal do Comit fornecer suporte independente Administrao, quanto sua avaliao do ambiente de controles internos voltados transparncia e integridade das demonstraes financeiras, e ao cumprimento de leis e regulamentos, com foco nas atividades:

De manuteno dos registros contbeis, da adoo das prticas contbeis estabelecidas

pelos reguladores, e de preparao e elaborao das demonstraes financeiras;

Da Auditoria Externa, avaliando escopo e desempenho dos trabalhos na rea contbil

voltados ao parecer sobre as demonstraes financeiras, que incluem as revises dos

controles internos, das prticas contbeis adotadas, dos trabalhos nas reas de impostos e

TI para o mesmo fim, e ainda trabalhos destinados a verificar o cumprimento de disposies

regulatrias, considerando a habilitao e independncia da Companhia e seus membros;

Da Auditoria Interna, avaliando a efetividade, grau de abrangncia e resultados dos trabalhos,

posicionamento na estrutura e independncia, considerando tambm os trabalhos realizados

pela Auditoria Interna da Matriz (Corporate Internal Auditors) e;

Dos processos, sistemas e controles implementados (incluindo a Ouvidoria) visando o

cumprimento de dispositivos legais e normativos e os regulamentos e cdigos internos.

As anlises do Comit desenvolveram-se com base nas informaes e documentos recebidos dessas e de outras reas da empresa, em reunies com seus titulares, em reunies prprias do Comit, e em reunies com o Diretor Presidente, a quem foram oferecidos os comentrios pertinentes. Essas anlises e concluses esto registradas em atas das reunies. Em resultado, o Comit no tomou conhecimento de qualquer evento significativo ou denncia de descumprimento de normas, ausncias de controles, ato ou omisso da Administrao, indicativas de fraudes, falhas ou erros que possam colocar em risco a continuidade da Companhia ou a fidedignidade das demonstraes financeiras. O Comit de Auditoria revisou previamente sua publicao, as demonstraes financeiras e notas explicativas da data base 30 de junho de 2017, com a rea de Contabilidade e com os Auditores Independentes, obtendo explicaes pertinentes e concluindo, consideradas as suas responsabilidades e as limitaes de escopo e alcance de sua atuao, que tais documentos esto adequados, foram produzidos de acordo com as normas aplicveis e refletem nos aspectos relevantes a situao patrimonial e financeira da Companhia. So Paulo, 25 de agosto de 2017. Daniel Carlos Dominguez Massola Renato Skaf dos Santos Luiz Roberto Cafarella

So Paulo Corporate Towers Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.909 Vila Nova Conceio 04543-011 - So Paulo SP - Brasil Tel: +55 11 2573-3000 ey.com.br

Uma empresa-membro da Ernst & Young Global Limited

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Relatrio do auditor independente sobre as demonstraes financeiras intermedirias Aos Diretores e Acionistas da

Liberty Seguros S.A. So Paulo SP Opinio

Examinamos as demonstraes financeiras intermedirias da Liberty Seguros S.A. (Seguradora), que compreendem o balano patrimonial em 30 de junho de 2017 e as respectivas demonstraes do resultado, do resultado abrangente, das mutaes do patrimnio lquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais prticas contbeis. Em nossa opinio, as demonstraes financeiras intermedirias acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posio patrimonial e financeira da Liberty Seguros S.A. em 30 de junho de 2017, o desempenho de suas operaes e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil aplicveis s entidades supervisionadas pela Superintendncia de Seguros Privados SUSEP. Base para opinio

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, esto descritas na seo a seguir intitulada Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstraes financeiras intermedirias. Somos independentes em relao Seguradora, de acordo com os princpios ticos relevantes previstos no Cdigo de tica Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades ticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidncia de auditoria obtida suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinio.

Outras informaes que acompanham as demonstraes financeiras intermedirias e o relatrio do auditor

A administrao da Seguradora responsvel por essas outras informaes que compreendem o Relatrio da Administrao. Nossa opinio sobre as demonstraes financeiras intermedirias no abrange o Relatrio da Administrao e no expressamos qualquer forma de concluso de auditoria sobre esse relatrio. Em conexo com a auditoria das demonstraes financeiras intermedirias, nossa responsabilidade a de ler o Relatrio da Administrao e, ao faz-lo, considerar se esse relatrio est, de forma relevante, inconsistente com as demonstraes financeiras intermedirias ou com nosso

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conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que h distoro relevante no Relatrio da Administrao, somos requeridos a comunicar esse fato. No temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da Administrao e da governana sobre as demonstraes financeiras intermedirias A Administrao da Seguradora responsvel pela elaborao e adequada apresentao dessas demonstraes financeiras intermedirias de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil aplicveis s entidades supervisionadas pela Superintendncia de Seguros Privados SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessrios para permitir a elaborao de demonstraes financeiras intermedirias livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaborao das demonstraes financeiras intermedirias, a Administrao responsvel pela avaliao da capacidade de a Seguradora continuar operando, divulgando, quando aplicvel, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contbil na elaborao das demonstraes financeiras intermedirias, a no ser que a Administrao pretenda liquidar a Seguradora ou cessar suas operaes, ou no tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operaes. Os responsveis pela governana da Seguradora so aqueles com responsabilidade pela superviso do processo de elaborao das demonstraes financeiras intermedirias. Responsabilidades dos auditores independentes pela auditoria das demonstraes financeiras intermedirias Nossos objetivos so obter segurana razovel de que as demonstraes financeiras intermedirias, tomadas em conjunto, esto livres de distoro relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatrio de auditoria contendo nossa opinio. Segurana razovel um alto nvel de segurana, mas no uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distores relevantes existentes. As distores podem ser decorrentes de fraude ou erro e so consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razovel, as decises econmicas dos usurios tomadas com base nas referidas demonstraes financeiras intermedirias. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Alm disso:

Identificamos e avaliamos os riscos de distoro relevante nas demonstraes financeiras intermedirias, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidncia de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinio. O risco de no deteco de distoro relevante resultante de fraude maior do que o proveniente de erro, j que a fraude pode

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envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificao, omisso ou representaes falsas intencionais.

Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados s circunstncias, mas, no, com o objetivo de expressarmos opinio sobre a eficcia dos controles internos da Seguradora.

Avaliamos a adequao das polticas contbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contbeis e respectivas divulgaes feitas pela Administrao.

Conclumos sobre a adequao do uso, pela Administrao, da base contbil de continuidade operacional e, com base nas evidncias de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relao a eventos ou condies que possam levantar dvida significativa em relao capacidade de continuidade operacional da Seguradora. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar ateno em nosso relatrio de auditoria para as respectivas divulgaes nas demonstraes financeiras intermedirias ou incluir modificao em nossa opinio, se as divulgaes forem inadequadas. Nossas concluses esto fundamentadas nas evidncias de auditoria obtidas at a data de nosso relatrio. Todavia, eventos ou condies futuras podem levar a Seguradora a no mais se manter em continuidade operacional.

Avaliamos a apresentao geral, a estrutura e o contedo das demonstraes financeiras intermedirias, inclusive as divulgaes e se as demonstraes financeiras intermedirias representam as correspondentes transaes e os eventos de maneira compatvel com o objetivo de apresentao adequada.

Comunicamo-nos com os responsveis pela governana a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da poca da auditoria e das constataes significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficincias significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. So Paulo, 25 de agosto de 2017. ERNST & YOUNG Auditores Independentes S.S. CRC-2SP034519/O-6 Eduardo Wellichen Contador CRC-1SP184050/O-6

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Liberty Seguros S.A. Balanos patrimoniais 30 de junho de 2017 e 31 de dezembro de 2016 (Em milhares de reais)

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As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras intermedirias.

8

Liberty Seguros S.A. Demonstrao do resultado Semestres findos em 30 de junho de 2017 e 2016 (Em milhares de reais, exceto o lucro lquido por ao)

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras intermedirias.

9

Liberty Seguros S.A. Demonstrao do resultado abrangente Semestres findos em 30 de junho de 2017 e 2016 (Em milhares de reais)

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras intermedirias.

10

Liberty Seguros S.A.

Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido Semestres findos em 30 de junho de 2017 e 2016 (Em milhares de reais)

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras intermedirias.

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Liberty Seguros S.A. Demonstrao de fluxo de caixa Semestres findos em 30 de junho de 2017 e 2016 (Em milhares de reais)

As notas explicativas so parte integrante das demonstraes financeiras intermedirias.

Liberty Seguros S.A.

Notas explicativas s demonstraes financeiras intermedirias Semestre findo em 30 de junho de 2017 (Em milhares de reais)

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1. Contexto operacional

A Liberty Seguros S.A. (doravante "Companhia") foi constituda em 1 de setembro de

2005, uma sociedade por aes de capital fechado com sede e escritrio principal

localizados na Rua Dr. Geraldo Campos Moreira, 110, So Paulo, Estado de So Paulo

Brasil.

A Liberty Seguros S.A. integra o grupo Liberty Mutual, conjunto de empresas e entidades

que operam em seguros e atividades correlatas, com sede em Boston, Estados Unidos.

Tem como objetivo social a explorao das operaes de seguros dos ramos

elementares e de vida em todo o territrio nacional, conforme definido pela legislao

em vigor.

A Liberty Mutual est diretamente ligada Liberty International, que por sua vez possui

100% das aes Liberty Seguros S.A. Abaixo, demonstramos o organograma com a

estrutura societria da Companhia:

100%

100%

100%

100%

100%

100% 86%

14% 100%25,00%

6% .

100%

99,00% 1%

100%

100%90%

0,22%

100%

100%

100% 0,01%

0,01% 99,99%

100% 100%

100%

10%

99,99%

LMHC Massachussetts Holdings INC. (MA)

Liberty Mutual Holding Company INC. (MA)

Liberty Mutual Group INC. (MA)

Liberty Mutual Insurance Company (MA)

Liberty International Holdings LLC (DE)

Liberty International Holdings INC (DE)

Liberty Spain Insurance Group LLC (DE)

Liberty International Brasil Ltda. (Brazil)

Indiana Seguros S.A.

Liberty International Europe INC. (DE)

Liberty Seguros S.A.

Liberty International Netherlands V.O.F.

Twee US Dutch LLC (DE) Liberty International US Dutch EEN LLC (DE)

Liberty International Netherlands Holdings C.V.

Liberty International US Netherlands LLC (DE) Liberty International European Holdings Cooperative U.A. (NE)

Liberty International US European Holdings LLC (DE)

Liberty UK and Europe Holdings Limited (UK)

Liberty Seguros Compaia de Seguros y Reaseguros, S. A. (Spain)

LMG Holland C.V.

LMG Holland LLC (DE)

Liberty International European Holdings SL

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Notas explicativas s demonstraes financeiras intermedirias--Continuao Semestre findo em 30 de junho de 2017 (Em milhares de reais)

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Em 2008, a holding do grupo, Liberty International Brasil Ltda., concretizou a aquisio

da Indiana Seguros S.A., empresa autorizada pela Superintendncia de Seguros

Privados (SUSEP) a operar com seguros dos ramos elementares e de vida. Os servios

prestados entre essas instituies e os custos da estrutura operacional e administrativa

so absorvidos segundo critrios de rateio que consideram a razoabilidade e sinergia

das operaes realizadas em conjunto ou individualmente.

A Companhia oferece uma ampla linha de produtos, voltados para atender as

necessidades especficas de seus clientes nos seguintes ramos:

Automveis;

Patrimonial (residencial e empresarial);

Vida em grupo;

Transportes; e

Outros ramos.

A Companhia est exposta a riscos que so provenientes de suas operaes e que

podem afetar seus objetivos estratgicos e financeiros. A exposio e gerenciamento

desses riscos esto divulgados na nota explicativa n 5.

As demonstraes financeiras da Companhia, para o semestre findo em 30 de junho de 2017, foram autorizadas para emisso pela Administrao em 25 de agosto de 2017.

2. Apresentao e elaborao das demonstraes financeiras intermedirias

As demonstraes financeiras intermedirias compreendem os balanos patrimoniais,

as demonstraes de resultado, do resultado abrangente, as demonstraes das

mutaes do patrimnio lquido, as demonstraes dos fluxos de caixa da Companhia,

e as notas explicativas conforme legislao em vigor.

a) Declarao de conformidade

Em 30 de julho de 2015, foi emitida a Circular SUSEP n 517/15 que dispe sobre

as alteraes das normas contbeis a serem observadas pelas entidades abertas

de previdncia complementar, sociedades de capitalizao, sociedades

seguradoras e resseguradoras locais, com efeitos a partir da data de sua publicao.

Essa Circular altera os anexos aprovados pela resoluo CNSP n 86/02 e revoga

a Circular SUSEP n 508/15. No houve impactos relevantes que merecessem

destaque nessa divulgao.

As demonstraes financeiras intermedirias foram elaboradas conforme os

dispositivos da Circular SUSEP n 517/15 e alteraes posteriores e os

pronunciamentos tcnicos, as orientaes e as interpretaes emitidas pelo Comit

de Pronunciamentos Contbeis (CPC), e normas do Conselho Nacional de Seguros

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Privados (CNSP), doravante prticas contbeis adotadas no Brasil aplicveis s

entidades supervisionadas pela SUSEP.

A Companhia efetuou a segregao de itens patrimoniais para o ativo/passivo

circulante quando estes atendem s seguintes premissas:

Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido

no decurso normal do ciclo operacional da Companhia (12 meses);

Est mantido essencialmente com o propsito de ser negociado;

Espera-se que seja realizado at doze meses aps a data do balano; ou

caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no CPC 3 - Demonstrao

dos fluxos de caixa), a menos que sua troca ou uso para liquidao de passivo

se encontre vedada durante pelo menos doze meses aps a data do balano.

Todos os itens que no atendem ao exposto acima e, consequentemente, no

satisfazem aos critrios estabelecidos pelo CPC 21 (R1) Demonstrao

Intermediria, foram classificados como no circulantes.

b) Comparabilidade

As demonstraes financeiras intermedirias esto sendo apresentadas com

informaes comparativas de perodos anteriores, conforme disposies do CPC

21 (R1), emitido pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis, e da Circular SUSEP

n 517/15 e alteraes posteriores.

c) Continuidade

A administrao avaliou a habilidade da Companhia em continuar operando

normalmente e est convencida de que a Companhia possui recursos para dar

continuidade aos seus negcios no futuro. Adicionalmente, a administrao no tem

o conhecimento de nenhuma incerteza material que possa gerar dvidas

significativas sobre a sua capacidade de continuar operando. Portanto, as

demonstraes financeiras foram preparadas com base nesse princpio.

d) Base de mensurao

Os valores contidos nas demonstraes financeiras intermedirias so expressos

em reais (R$), arredondados em milhares (R$ 000), exceto quando indicado de outra

forma, e foram elaborados de acordo com o princpio do custo histrico, com

exceo dos seguintes itens materiais reconhecidos no balano patrimonial:

Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo para as categorias ativos

mensurados ao valor justo por meio de resultado, e ativos financeiros

disponveis para venda; e

Provises tcnicas, mensuradas de acordo com as determinaes da SUSEP.

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Conforme permitido pelo CPC 11 Contratos de Seguro, a Companhia aplicou aos

seus contratos de seguro as normas emitidas pelo Conselho Nacional de Seguros

Privados (CNSP) e pela Superintendncia de Seguros Privados (SUSEP).

e) Moeda funcional e de apresentao

As demonstraes financeiras intermedirias so apresentadas em reais (R$), que

a moeda funcional da Companhia e tambm a moeda do principal ambiente

econmico em que a Companhia opera.

As transaes em moeda estrangeira so inicialmente registradas taxa de cmbio

da moeda funcional em vigor na data da transao.

Os ativos e passivos monetrios denominados em moeda estrangeira, so

convertidos para a moeda funcional utilizando-se a taxa de cmbio vigente na data

dos respectivos balanos patrimoniais.

Os ganhos e perdas resultantes da atualizao desses ativos e passivos verificados

entre a taxa de cmbio vigente na data da transao e os encerramentos dos

exerccios so reconhecidos como receitas ou despesas financeiras no resultado.

f) Uso de estimativas, julgamentos e as principais premissas contbeis

A preparao das demonstraes financeiras intermedirias de acordo com as

normas homologadas pela SUSEP exige que a Administrao registre determinados

valores de ativos, passivos, receitas e despesas com base em estimativa, as quais

so estabelecidas a partir de julgamentos e premissas quanto a eventos futuros. Os

valores reais de liquidao das operaes podem divergir dessas estimativas em

funo da subjetividade inerente ao processo de sua determinao.

Estimativas e premissas so revistas periodicamente. Revises com relao a

estimativas contbeis so reconhecidas no perodo em que as estimativas so

revisadas e em quaisquer perodos futuros afetados.

g) Normas, alteraes e interpretaes de normas existentes que ainda no esto em

vigor e no foram adotadas antecipadamente pela Companhia

- IFRS 9 Instrumentos financeiros: emitido em novembro de 2009, o primeiro

passo no processo para substituir o IAS 39 Instrumentos Financeiros:

Reconhecimento e Mensurao. A IFRS 9 inclui novos modelos para a classificao

e mensurao de instrumentos financeiros e a mensurao de perdas esperadas de

crdito para ativos financeiros e contratuais, como tambm novos requisitos sobre a

contabilizao de hedge. A norma ser efetiva para exerccios iniciados a partir de

01 de janeiro de 2018.

- IFRS 15 - Receita de contratos com clientes: em maio de 2014, o IASB emitiu o

novo pronunciamento de reconhecimento de receita, o CPC convergir para esse

novo pronunciamento, que tem adoo mandatria para os exerccios iniciados em

ou a partir de 1 de janeiro de 2018, com requerimentos de comparabilidade

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especficos (full ou modified retrospective approach). O novo pronunciamento cria

uma nica norma para reconhecimento de receita aplicvel a todas as companhias

em todos os segmentos, exceto para contratos de seguros. A criao de uma nica

norma representa uma mudana significativa da prtica atual, que contm diversas

literaturas especficas para indstrias e transaes.

- IFRS 17 - Contratos de Seguros: emitido em maio de 2017, estabelece princpios

para reconhecimento, mensurao e apresentao e divulgao de contratos de

seguros emitidos. Tambm requer princpios similares a serem aplicados aos

contratos de resseguro detidos e contratos de investimento com caractersticas de

participao discricionria emitidos. O objetivo garantir que as entidades forneam

informaes relevantes de forma a que fielmente represente esses contratos. A

IFRS 17 aplicvel a partir de 1 janeiro de 2021, sendo permitida a aplicao

antecipada.

A Companhia no adotou essas alteraes na preparao destas demonstraes

financeiras intermedirias e a Companhia no planeja adotar estas normas de forma

antecipada. No h outras normas IFRS ou interpretaes que ainda no entraram

em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia.

3. Polticas contbeis

As principais polticas contbeis utilizadas na preparao das demonstraes

financeiras intermedirias esto demonstradas a seguir. Essas polticas foram aplicadas

consistentemente para todos os perodos comparativos apresentados, exceto quando

indicado o contrrio.

a) Disponvel e equivalentes de caixa

Disponvel e equivalentes de caixa incluem dinheiro em espcie, contas bancrias,

depsitos a prazo e outros ativos de curto prazo (com vencimento original de trs meses

ou perodo menor) de alta liquidez e com baixo risco de variao no valor de mercado.

b) Ativos financeiros

i. Classificao e mensurao

A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias:

Mensurados ao valor justo por meio do resultado;

Disponveis para venda;

Emprstimos e recebveis; e

Mantidos at o vencimento.

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A classificao depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram

adquiridos. A administrao determina a classificao de seus ativos financeiros

na data inicial de aquisio dos ativos e reavalia a sua classificao a cada data

de balano, segundo as regras restritas do CPC 39 para transferncias (ou

reclassificaes) entre categorias.

Os ativos financeiros so inicialmente reconhecidos ao valor de mercado.

Diferenas entre o valor justo e a considerao paga pela Companhia para a

aquisio do ativo (amplamente conhecida como day-one profits/losses) so

reconhecidas no resultado do perodo somente quando a Companhia possui a

capacidade de observao direta no mercado de fatores ou premissas de

precificao dos ativos.

A Companhia utiliza como critrio de reconhecimento inicial de um instrumento

financeiro (para todas as categorias de ativos ou passivos financeiros) o mtodo

de compra e venda regular pela data de negociao, ou seja, o reconhecimento

de um ativo financeiro a ser recebido e um passivo financeiro a ser pago na data

da negociao (data em que a Companhia se torna parte de um contrato) e a baixa

de um ativo financeiro e reconhecimento de ganho ou perda no dia em que a

negociao ocorre.

Geralmente, juros sobre os ativos e passivos correspondentes no comeam a

ser reconhecidos at a data de liquidao da transao quando a titularidade

sobre o instrumento financeiro transferida.

ii. Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado

Esta categoria compreende duas sub-categorias:

Ativos financeiros detidos para propsito de negociao

A Companhia classifica nesta categoria os ativos financeiros cujo propsito e

estratgia de investimento de manter negociao ativa e frequente. Os ativos

dessa categoria so classificados como ativos circulantes.

Ativos financeiros designados ao valor justo atravs do resultado

Os ganhos ou as perdas decorrentes de variaes no valor justo de ativos

financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado so registrados

imediatamente e apresentados na demonstrao do resultado em "resultado

financeiro" no perodo em que ocorrem. Os ativos dessa categoria so

classificados como ativos circulantes.

iii. Recebveis

Os recebveis originados de contratos de seguros, tais como os saldos de prmios

a receber de segurados, so classificados pela Companhia nesta categoria e so

mensurados pelo valor do prmio emitido. Os outros recebveis da Companhia

compreendem as demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto

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os investimentos de curto prazo. Todos os recebveis so avaliados para

identificar perda de seu valor recupervel (Impairment) a cada data de balano

(vide poltica contbil na nota explicativa n 3.f.).

iv. Ativos financeiros disponveis para venda

Os ativos financeiros disponveis para venda so contabilizados pelo valor justo

(acrescido dos custos de transao diretamente incrementais) no seu

reconhecimento inicial e em perodos subsequentes. Os juros de ttulos de renda

fixa classificados como disponveis para venda, calculados com o uso do mtodo

da taxa de juros efetiva, so reconhecidos na demonstrao do resultado como

receitas financeiras.

A parcela correspondente variao no valor justo (ganhos ou perdas no

realizados) lanada contra o patrimnio lquido, na conta ajustes com ttulos e

valores mobilirios, sendo realizada contra resultado quando da sua liquidao

ou por perda considerada permanente (vide poltica contbil de Impairment na

nota explicativa n 3.f.).

v. Determinao de valor justo de ativos

Os valores justos dos investimentos com cotao pblica so registrados com

base em bid price, tambm conhecido como preo de oferta e que representa

o preo pelo qual um investidor estaria disposto a pagar por um determinado ttulo.

Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotao pblica, a Companhia

estabelece o valor justo atravs de tcnicas de avaliao, que incluem o uso de

operaes recentes contratadas com terceiros, a referncia a outros instrumentos

que so substancialmente similares, a anlise de fluxos de caixa descontados e

os modelos de precificao de opes que fazem o maior uso possvel de

informaes geradas pelo mercado e contam o mnimo possvel com informaes

geradas pela administrao da prpria Companhia.

c) Ativos no financeiros mantidos para venda

A Companhia detm certos ativos mantidos para a venda que so oriundos de estoques

de salvados recuperados aps o pagamento de sinistros aos segurados. Estes ativos

so avaliados ao valor justo, deduzidos de custos diretamente relacionados venda dos

ativos e necessrios para que a titularidade do ativo seja transferida para terceiros em

condies de funcionamento. As despesas que so de responsabilidade do cliente, tais

como despesas de leilo do ativo, no so deduzidas do valor justo do ativo.

Quando a Companhia elabora o teste de adequao dos passivos de contratos de

seguros, as recuperaes estimadas de salvados so consideradas como um elemento

do fluxo de caixa no teste, deduzidas do montante j constitudo no ativo.

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d) Ativo imobilizado de uso prprio

O ativo imobilizado de uso prprio utilizado para a conduo dos negcios da

Companhia e compreende: imveis de uso prprio, equipamentos, mveis, mquinas e

utenslios, e veculos. O imobilizado de uso demonstrado ao custo histrico reavaliado

at 31 de dezembro de 2008 (terrenos e edifcios so demonstrados pelo valor

reavaliado, com base em avaliaes efetuadas por peritos independentes). Este custo

foi utilizado como custo atribudo na adoo dos novos CPCs como iseno opcional

permitida pelo CPC 37 para a adoo inicial dos pronunciamentos contbeis. O custo

do ativo imobilizado reduzido por depreciao acumulada do ativo (exceto para

terrenos, cujo ativo no depreciado) at a data de preparao das demonstraes

financeiras intermedirias. O custo histrico do ativo imobilizado compreende gastos

que so diretamente atribuveis para a aquisio dos itens capitalizveis e para que o

ativo esteja em condies de uso.

A depreciao calculada segundo o mtodo linear e conforme o perodo de vida til

estimada dos ativos. As taxas de depreciao utilizadas pela Companhia esto

divulgadas na nota explicativa n 12.

O valor residual e a vida til dos ativos so revisados e ajustados, se necessrio, a cada

data de balano. O valor contbil de um item do ativo imobilizado ajustado

imediatamente se o seu valor recupervel inferior ao seu valor contbil.

A administrao da Companhia considerou adequada sua realidade a manuteno

dos prazos de estimativa de vida til anterior aplicao das normas contbeis advindas

pela lei n 11.638/07, bem como considerou adequado no atribuir valor residual aos

bens em virtude do histrico de ganhos irrelevantes no momento da alienao, troca ou

descarte desses bens.

e) Ativos intangveis

i. Softwares

Os custos associados manuteno de softwares so reconhecidos como

despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que so diretamente

atribuveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificveis e

exclusivos, controlados pela Companhia, so reconhecidos como ativos

intangveis quando os seguintes critrios so atendidos:

tecnicamente vivel concluir o software para que ele esteja disponvel

para uso;

O software pode ser usado;

O software gerar benefcios econmicos futuros provveis, que podem

ser demonstrados;

Esto disponveis recursos tcnicos, financeiros e outros recursos

adequados para concluir o desenvolvimento e para usar o software; e

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O gasto atribuvel ao software durante seu desenvolvimento pode ser

mensurado com segurana.

Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos so

amortizados durante sua vida til estimada (vida til definida), no superior a cinco

anos, e so alocados s suas respectivas unidades geradoras de caixa e

avaliados para Impairment periodicamente pela Companhia.

ii. Licenas de uso de softwares adquiridas

As licenas de softwares adquiridas so capitalizadas com base nos custos

incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para

serem utilizados. Esses custos so amortizados durante sua vida til estimada de

at cinco anos.

f) Anlise de recuperabilidade de ativos financeiros e no financeiros (Impairment)

i. Ativos financeiros avaliados ao custo amortizado (incluindo prmios a receber de

segurados)

A Companhia avalia a cada data de balano se h evidncia de que um

determinado ativo classificado na categoria de emprstimos ou recebveis (ou se

um grupo de ativos) apresenta perda de seu valor recupervel (Impairment).

Para esta anlise a Companhia utiliza diversos fatores observveis, que incluem:

Dificuldades significativas do emissor ou do devedor;

Quebra de termos contratuais, tais como default ou no cumprimento dos

pagamentos devidos pelo devedor;

provvel que o emissor ou devedor entre em falncia ou concordata;

Desaparecimento de um determinado ttulo de um mercado ativo;

Informaes observveis que indicam uma reduo mensurvel dos fluxos de

caixa futuros de um grupo de ativos, embora esta reduo no possa ser

atribuda para os ativos individualmente no significativos.

Para avaliao da perda do valor recupervel de ativos financeiros classificados

como emprstimos ou recebveis, a Companhia utiliza a metodologia de perda

incorrida, que considera se existe evidncia objetiva de perda de valor para ativos

individualmente significativos. Se no existe evidncia de que um ativo

individualmente significativo apresentou perda de seu valor, a Companhia poderia,

segundo essa metodologia, incluir o ativo em um grupo de ativos de risco de

crdito com caractersticas similares e acessar este ativo para avaliar o risco de

perda de seu valor recupervel juntamente com os demais ativos financeiros, que

sero testados em uma base coletiva. Para este clculo coletivo a Companhia

agrupa os ativos em uma base de caractersticas de risco de crdito (como por

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exemplo, ratings internos, indstria ou tipos de contrato de seguro, para avaliao

de prmios a receber). A Companhia avalia periodicamente os prmios vencidos

e constitui uma proviso, de acordo com estudo atualizado semestralmente (vide

nota explicativa n 8). Estas caractersticas so relevantes para a determinao

dos fluxos de caixa coletivos dos grupos avaliados.

Os ativos individualmente significativos, que so avaliados para perda de seu valor

recupervel em uma base individual, no so includos na base de clculo

coletivo. A Companhia designa os prmios a receber nesta categoria e os estudos

econmicos de perda consideram emisses feitas em perodos anteriores,

eliminando eventos de cancelamento de aplices, no diretamente associados

com perdas originadas por fatores de risco de crdito, tais como: cancelamentos,

baixa dos ativos por sinistros, emisses incorretas ou modificaes de aplices

solicitadas por corretores que resultam na baixa do ativo.

Para os ativos classificados na categoria mantidos at o vencimento, o valor da

perda avaliado como a diferena entre o valor contbil do ativo e o valor presente

dos fluxos de caixa futuros estimados dos ativos, descontados pela taxa efetiva

de juros. Caso o ativo apresente perda, o valor reconhecido como uma conta

retificadora (uma proviso) e no resultado do perodo. Quando o ativo for cotado

em bolsa, a Companhia utiliza o valor de mercado como valor de referncia para

o clculo da reduo do valor recupervel (Impairment).

ii. Ativos avaliados ao valor justo

A Companhia avalia a cada data de balano se h evidncia objetiva de que um

ativo classificado como disponvel para a venda apresenta evidncias individuais

de perda ao seu valor recupervel. No caso de investimentos em instrumentos de

capital, a Companhia avalia se h um declnio significativo ou prolongado no valor

de mercado do ativo em relao ao seu custo. Caso tal evidncia existir, a perda

acumulada (avaliada como a diferena entre o custo de aquisio e o valor de

mercado atual do ativo, menos quaisquer perdas registradas previamente)

removida do patrimnio lquido e reconhecida imediatamente no resultado do

perodo. As perdas para reduo ao valor recupervel em instrumentos de capital

que so registradas no resultado do perodo no so revertidas. Para instrumentos

de dvida, as perdas com valor recupervel registradas so revertidas se o valor

justo do instrumento financeiro aumentar, e se o aumento puder ser objetivamente

relacionado a um evento que ocorreu aps a data em que a perda foi inicialmente

reconhecida.

iii. Ativos no financeiros

Os ativos no financeiros que no possuem vida til definida, como terrenos, por

exemplo, no so depreciados e so testados para perda de seu valor recupervel

anualmente. Ativos no financeiros sujeitos a depreciao (incluindo ativos

intangveis no originados de contratos de seguros) so avaliados para perda

quando ocorrem eventos ou circunstncias que indiquem que o valor contbil do

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ativo no seja mais recupervel. A reduo ao valor recupervel reconhecida no

resultado do perodo para o valor contbil do ativo que exceder o valor recupervel

conforme CPC 01.

g) Contratos de arrendamento mercantil (leasing)

Arrendamentos operacionais

Os pagamentos feitos pela Companhia referente aos arrendamentos operacionais so

reconhecidos como despesa pelo mtodo linear pelo perodo de vigncia do contrato. A

Companhia possui contratos de arrendamento operacional para equipamentos de

informtica.

h) Contratos de seguro e contratos de investimento Classificao

As principais definies das caractersticas de um contrato de seguro esto descritas no

pronunciamento tcnico CPC 11 Contratos de seguros, emitido pelo Comit de

Pronunciamentos Contbeis. Alm disso, a Superintendncia de Seguros Privados

SUSEP, por meio da Circular n 517/15 e alteraes posteriores, estabeleceu critrios

para identificao de um contrato de seguro.

Nesse contexto, a administrao procedeu s devidas anlises dos contratos emitidos

com base nas normas supracitadas e no identificou contratos classificados como

contratos de investimento.

Adicionalmente, a Companhia contrata prestadores de servio, tais como chaveiros,

assistncia 24 horas, vidros, etc. que so avaliados para fins de classificao de

contratos, sendo classificados como contratos de seguro quando h transferncia

significativa de risco de seguro entre as contrapartes no contrato.

Os contratos de resseguro tambm so classificados segundo os princpios de

transferncia de risco de seguro do CPC 11.

i) Avaliao de ativos e passivos originados de contratos de seguro e resseguro

i. Avaliao de ativos de contratos de resseguro

Os ativos de resseguro so representados por valores a receber de

resseguradores de curto e longo prazo, dependendo do prazo esperado de

realizao (ou recebimento) desses ativos junto aos resseguradores. Os ativos de

resseguro so avaliados consistentemente com os saldos associados com os

passivos de seguro que foram objeto de resseguro e conforme os termos e

condies de cada contrato. Os passivos a serem pagos a resseguradores so

compostos substancialmente por prmios pagveis em contratos de resseguro.

Quaisquer ganhos ou perdas originadas na contratao inicial de resseguro so

amortizados durante o perodo de expirao do risco dos contratos.

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ii. Passivos de contratos de seguro

A Companhia utilizou as diretrizes da Circular SUSEP n 517/15 e alteraes

posteriores, para avaliao dos contratos de seguro e converso das

demonstraes financeiras intermedirias.

A Companhia no aplicou os princpios de Contabilidade Reflexa (ou Shadow

Accounting), j que no possui contratos cuja avaliao dos passivos, ou

benefcios aos segurados, sejam impactados por ganhos ou perdas no

realizados de ttulos classificados como disponveis para a venda, segundo o CPC

38, que so registrados em reserva do patrimnio lquido.

Adicionalmente, a Companhia no identificou situaes onde tenha utilizado excesso de

prudncia, conforme definido pelo CPC 11, na avaliao de contratos de seguro,

segundo as prticas contbeis brasileiras anteriormente aplicadas. A Companhia no

identificou provises para catstrofes no permitidas na data de adoo do CPC 11.

j) Provises tcnicas seguros

As provises tcnicas decorrentes de contratos de seguros, segundo as prticas

contbeis no Brasil, so constitudas de acordo com as determinaes do Conselho

Nacional de Seguros Privados CNSP, e da Superintendncia de Seguros Privados

SUSEP, cujos critrios, parmetros e frmulas so documentados em Notas Tcnicas

Atuariais NTA.

Os Custos de Aquisio Diferidos so constitudos pelas parcelas dos custos na

obteno de contratos de seguros, cujo perodo do risco ainda no decorreu e so

apropriadas ao resultado proporcionalmente ao prazo decorrido. So considerados

como custos de aquisio diferidos as comisses de seguros angariados. O prazo de

diferimento dos custos de aquisio obedecem o risco de vigncia dos contratos de

seguros.

A Proviso de Prmios No Ganhos PPNG calculada "pro rata" dia, com base nos

prmios emitidos e tem por objetivo provisionar a parcela de prmios correspondente

ao perodo de risco a decorrer na data-base de clculo.

A Proviso de Prmios No Ganhos de Riscos Vigentes No Emitidos PPNG-RVNE

estimada com base em clculos atuariais atravs da utilizao de tringulos de run-

off de prmios emitidos, onde possvel captar a defasagem entre a vigncia do risco

e a emisso do prmio. Assim, essa proviso indica o nvel de prmios no ganhos,

referente aos riscos vigentes, assumidos pela Companhia, porm ainda no emitidos.

A Proviso Complementar de Cobertura - PCC deve ser constituda, quando for

constatada insuficincia nas provises tcnicas, conforme valor apurado no Teste de

Adequao de Passivos.

A Proviso de Sinistros a Liquidar PSL constituda com base na estimativa dos

valores a indenizar ao segurado, realizada por ocasio do recebimento do aviso de

sinistro, em valor considerado suficiente para fazer face aos compromissos futuros. Esta

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proviso reavaliada no decorrer do processo at a liquidao ou encerramento do

processo.

A Proviso de Sinistros Ocorridos e no Avisados IBNR representa o montante

esperado de sinistros ocorridos e no avisados at a data-base das demonstraes

financeiras. A metodologia de clculo utilizada contempla e destaca a parcela da

Proviso de Sinistros Ocorridos No Suficientemente Reportados IBNER, proviso

adicional Proviso de Sinistros a Liquidar, que tem como objetivo estimar os valores

dos ajustes que os sinistros a liquidar sofrero at o seu encerramento. Esta proviso

calculada com tcnicas estatsticas e atuariais com base no desenvolvimento histrico

dos sinistros.

A Proviso de Despesas Relacionadas PDR abrange todas as despesas relacionadas

liquidao de indenizaes, em funo de sinistros ocorridos, avisados ou no.

k) Passivos financeiros

As obrigaes a pagar so inicialmente reconhecidas ao valor justo. Quaisquer efeitos

significativos de ajuste a valor presente so reconhecidos segundo o mtodo da taxa

efetiva de juros at a data de liquidao, quando o efeito do ajuste a valor presente

material. Para este clculo, em casos onde os passivos financeiros no possuem uma

taxa de juros pr-determinada (ou explcita no contrato), a Companhia utiliza uma taxa

de mercado similar taxa de juros de referncia, que seria similar a cobrada por uma

instituio bancria para financiamento ou compra de um ativo similar, considerando,

inclusive, o risco de crdito da Companhia para este propsito.

l) Teste de adequao dos passivos (LAT Liability Adequacy Test)

A Circular SUSEP n 517/15 e alteraes posteriores, institui o Teste de Adequao de

Passivos (TAP) para fins de elaborao das demonstraes financeiras intermedirias

e define regras de procedimentos para a sua realizao.

Segundo esta Circular, a Companhia deve avaliar, a cada data base, se o seu passivo

est adequado, utilizando estimativas correntes de fluxos de caixa futuros de seus

contratos de seguro. Se essa avaliao mostrar que o valor das provises tcnicas

constitudas para os contratos de seguros vigentes, descontados dos custos de

aquisio diferidos e dos ativos intangveis diretamente relacionados s provises

tcnicas, est inadequado em relao aos fluxos de caixa futuros estimados, esta

deficincia que poder ser lquida da parcela correspondente diferena entre o valor

de mercado e o valor do registro contbil, na data-base, dos ttulos vinculados em

garantia das provises tcnicas, registrados contabilmente no seu ativo na categoria

mantido at o vencimento, e que sejam utilizados como base de apurao do clculo

de excedentes financeiros deve ser reconhecida na PCC ou em qualquer outra proviso

que venha a substitu-la.

O TAP foi elaborado bruto de resseguro, e para a sua realizao a Companhia

considerou a segmentao estabelecida pela SUSEP na Circular n 517/15 e alteraes

posteriores, ou seja, entre seguros de danos e seguros de pessoas. Os fluxos de caixa

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foram estimados em periodicidade trimestral, e a sua preparao levou em considerao

a estimativa de prmios, sinistros e despesas mensurados, descontados pela relevante

estrutura a termo da taxa de juros livre de risco (ETTJ), com base na metodologia

proposta pela SUSEP, usando o modelo de Svensson para interpolao e extrapolao

das curvas de juros, e o uso de algoritmos genticos, em complemento aos algoritmos

tradicionais de otimizao no linear, para a estimao dos parmetros do modelo.

Depois de finalizado o Estudo Atuarial do Teste de Adequao de Passivos da

Companhia, concluiu-se que o seu passivo por contrato de seguro est adequado, no

sendo necessrio o ajuste das provises tcnicas constitudas, deduzida dos custos de

aquisio diferidos e dos ativos intangveis diretamente relacionados s provises

tcnicas, visto que estas se mostraram superiores aos valores estimados dos fluxos de

caixa, os quais foram elaborados em conformidade com os parmetros mnimos

estabelecidos pela Circular SUSEP n 517/15 e alteraes posteriores.

m) Outras provises, ativos e passivos contingentes

A Companhia reconhece uma proviso somente quando existe uma obrigao presente

(legal ou construtiva) como resultado de um evento passado, quando provvel que o

pagamento de recursos dever ser requerido para liquidar a obrigao, e quando a

estimativa pode ser feita de forma confivel para a proviso. Quando alguma destas

caractersticas no atendida, a Companhia no reconhece uma proviso. As provises

so ajustadas a valor presente quando o efeito do desconto a valor presente material.

A Companhia constitui provises em garantia de desembolsos futuros que possam

decorrer de aes judiciais em curso de natureza cvel, fiscal e trabalhista. Elas so

constitudas a partir de uma anlise individualizada, efetuada pelos assessores jurdicos

da Companhia, dos processos judiciais em curso e das perspectivas de resultado

desfavorvel implicando num desembolso futuro.

Ativos contingentes no so reconhecidos contabilmente, exceto quando existem

garantias reais ou decises judiciais favorveis, sobre as quais no cabem mais

recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo.

Os tributos cujo exigibilidade est sendo questionada na esfera judicial so registrados

levando-se em considerao o conceito de obrigao legal. As obrigaes legais

(fiscais e previdencirias) decorrem de processos judiciais relacionados a obrigaes

tributrias, cujo objeto de contestao sua legalidade ou constitucionalidade, que,

independentemente da avaliao acerca da probabilidade de sucesso, tm seus

montantes reconhecidos integralmente nas demonstraes financeiras e so

atualizados monetariamente de acordo com a legislao fiscal (taxa SELIC).

Os passivos contingentes de processos de sinistros e cveis so atualizados pela Tabela

Prtica do Tribunal de Justia de So Paulo e os trabalhistas pela Tabela Prtica do

TRT da 2 regio de So Paulo.

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n) Capital social

As aes emitidas pela Companhia so classificadas como um componente do

patrimnio lquido quando a Companhia no possui a obrigao de transferir caixa ou

outros ativos para terceiros.

o) Polticas contbeis para reconhecimento de receitas e despesas

i. Reconhecimento de prmio emitido de contratos de seguro

As receitas e custos relacionados aos contratos de seguro so reconhecidos

proporcionalmente ao longo do perodo de cobertura do risco das respectivas

aplices.

O Imposto sobre Operaes Financeiras - IOF a recolher, incidente sobre os

prmios a receber, registrado no passivo da Companhia e retido e recolhido

simultaneamente ao recebimento do prmio.

ii. Receita de juros e dividendos recebidos

As receitas de juros de instrumentos financeiros, incluindo as receitas de juros de

instrumentos avaliados ao valor justo atravs do resultado, so reconhecidas no

resultado do perodo segundo o mtodo do custo amortizado e pela taxa efetiva

de retorno. Quando um ativo financeiro reduzido como resultado de perda do

seu valor recupervel (Impairment), a Companhia reduz o valor contbil do ativo

ao seu valor recupervel, correspondente ao valor estimado dos fluxos de caixa

futuros, descontado pela taxa efetiva de juros, e continua reconhecendo juros

sobre estes ativos financeiros como receita de juros no resultado do exerccio. Os

juros cobrados sobre o parcelamento de prmios de seguros so diferidos para

apropriao no resultado no mesmo prazo do parcelamento dos correspondentes

prmios de seguros.

As receitas de dividendos de investimentos em ativos financeiros representados

por instrumentos de capital (aes) so reconhecidas no resultado quando o

direito a receber o pagamento do dividendo estabelecido.

iii. Benefcios a empregados

Obrigaes de curto prazo

As obrigaes de benefcios de curto prazo para empregados so reconhecidas

pelo valor esperado a ser pago e lanadas como despesa medida que o

respectivo servio prestado.

Obrigaes por aposentadorias

As obrigaes por contribuies aos planos de previdncia de contribuio

definida so reconhecidas como despesas de benefcios a empregados no

resultado nos perodos durante os quais servios so prestados aos empregados.

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Outros benefcios de curto prazo

Outros benefcios de curto prazo, tais como: seguro sade, assistncia

odontolgica, seguro de vida e de acidentes pessoais, estacionamento, vale

transporte, vale-refeio e alimentao e treinamento profissional, so oferecidos

aos funcionrios e administradores e reconhecidos no resultado do perodo

medida que so incorridos.

Benefcios ps-emprego

A Companhia no possui qualquer poltica ou programa de benefcios

classificados em benefcios de longo prazo como benefcio ps-emprego.

p) Imposto de renda e contribuio social

A despesa de imposto de renda e contribuio social dos perodos reportados inclui as

despesas de impostos correntes e os efeitos de impostos diferidos. A Companhia

reconhece no resultado do perodo os efeitos dos impostos de renda e contribuio

social, exceto para os efeitos tributrios sobre itens que foram diretamente reconhecidos

no patrimnio lquido, onde nestes casos, os efeitos tributrios tambm so

reconhecidos no patrimnio lquido.

Os impostos correntes so calculados com base em leis e regras tributrias vigentes ou

substancialmente vigentes na data de preparao do balano patrimonial. O imposto de

renda corrente calculado alquota-base de 15% mais adicional de 10% sobre o lucro

real tributvel anual acima de R$ 240 por exerccio. O Governo Federal editou em 22 de

maio de 2015, a Medida Provisria N. 675/15, convertida na Lei N. 13.169/2015 de 06

de outubro de 2015, aumentando a alquota da contribuio social sobre o lucro de 15%

para 20% a partir de 01 de setembro de 2015, sendo que tal alterao ser vlida at

31 de dezembro de 2018, retornando a alquota de 15% a partir de 01 de janeiro de

2019. A proviso para contribuio social foi constituda alquota de 15% at

agosto/2015, e 20% a partir de setembro de 2015, (vide nota explicativa n 19.9.).

constituda proviso para imposto de renda e contribuio social diferidos sobre

diferenas temporrias e reserva de reavaliao de bens do ativo imobilizado (terrenos

e edifcios), cujo montante ser transferido para impostos a pagar, no passivo circulante,

quando da realizao ou baixa desses ativos.

Os impostos diferidos so reconhecidos utilizando-se o mtodo dos passivos (ou

liability method segundo o CPC 32) sobre diferenas temporrias originadas entre as

bases tributrias de ativos e passivos e os valores contbeis respectivos destes ativos

e passivos. As taxas utilizadas para constituio de impostos diferidos so as taxas

vigentes na data de preparao do balano patrimonial. Tributos diferidos ativos so

reconhecidos no limite em que seja provvel que lucros futuros tributveis estejam

disponveis.

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4. Estimativas e julgamentos contbeis

As estimativas e os julgamentos contbeis so continuamente avaliados e baseiam-se

na experincia histrica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros,

consideradas razoveis para as circunstncias.

i. Estimativas e julgamentos utilizados na avaliao de passivos de seguros

O passivo de seguros da Companhia o componente onde a Administrao mais

utiliza estimativas e julgamentos, pois existem diversas fontes de incertezas que

precisam ser consideradas na estimativa dos passivos que sero liquidados.

A Companhia utiliza as fontes de informao internas e externas disponveis, tais

como: sua experincia passada e indicadores que possam influenciar as tomadas

de decises da Administrao e dos aturios sobre o clculo da melhor estimativa

do valor de liquidao de sinistros para contratos cujo evento segurado j tenha

ocorrido. Consequentemente, os valores provisionados podem diferir dos valores

liquidados efetivamente em datas futuras para tais obrigaes. A Companhia

divulga anlises de sensibilidade para estas premissas na nota explicativa n 5.1.

ii. Estimativas e julgamentos utilizados na avaliao de provises para contingncias

tributrias, cveis e trabalhistas

A Companhia possui processos judiciais fiscais, cveis e trabalhistas em aberto na

data de preparao das demonstraes financeiras, estes registros esto

amparados pela opinio do departamento jurdico da Companhia e de seus

consultores legais externos.

O processo utilizado pela Administrao para a contabilizao e construo das

estimativas contbeis, leva em considerao a assessoria jurdica de especialistas

na rea, evoluo dos processos e status (ou instncia) de julgamento de cada

caso especfico. Adicionalmente, a Companhia utiliza seu melhor julgamento

sobre estes casos, com base em informaes histricas de perdas onde existe

alto grau de julgamento aplicado para a constituio destas provises.

iii. Clculo de valor justo de ativos financeiros

Conforme requerido pelo CPC 39, a Companhia aplica as regras de avaliao do

valor justo de instrumentos financeiros designados nas categorias disponveis

para venda, ativos mensurados ao valor justo atravs do resultado e mantidos

para negociao. Nesse processo a Companhia estabelece metodologias de

avaliao de valor justo com base em dados diretamente observveis ou no

observveis no mercado. Essas metodologias empregam alto grau de julgamento

na seleo de variveis e modelagens para estabelecimento de valor justo de

determinados instrumentos no cotados em um mercado ativo. A Companhia

divulga na nota explicativa n 5.3, informaes requeridas pelo CPC 39 quanto

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metodologia e nveis de classificao dos instrumentos segundo fatores

observveis no mercado.

iv. Estimativas utilizadas para avaliao de crditos tributrios

Tributos diferidos ativos so reconhecidos no limite em que seja provvel que

lucros futuros tributveis estejam disponveis. Esta uma rea que requer a

utilizao de alto grau de julgamento da Administrao na determinao das

estimativas futuras quanto capacidade e determinao de horizonte de gerao

de lucros futuros tributveis. Essa estimativa divulgada na nota explicativa n 9.

5. Gerenciamento de riscos

A Companhia, de forma geral, est exposta aos seguintes riscos provenientes de suas

operaes e que podem afetar, com maior ou menor grau, os seus objetivos estratgicos

e financeiros:

Risco de seguro;

Risco financeiro/liquidez;

Risco de mercado;

Risco de crdito; e

Risco operacional.

A finalidade desta nota explicativa apresentar informaes gerais sobre estas

exposies, bem como os critrios adotados pela Companhia na gesto e reduo de

cada um dos riscos acima mencionados.

A Companhia dispe de uma estrutura de gerenciamento de riscos que composta por

princpios, polticas, responsabilidades, procedimentos e aes internas. A

administrao considera essa estrutura compatvel com a natureza e complexidade dos

produtos, servios, processos e sistemas da Companhia.

Estrutura de gerenciamento de risco

Para proporcionar um adequado ambiente de identificao e avaliao dos riscos, a

Companhia dispe das reas de Auditoria Interna e Governana Corporativa

responsveis por controles internos, SOX, compliance e normas.

Para administrar os riscos a que Companhia est exposta, so efetuados

periodicamente comits de precificaes e de reservas de sinistros, sendo que para a

gesto do risco de crdito a Companhia dispe de diversos mecanismos gerenciais, tais

como: relatrios de monitoramento de ndices de inadimplncia.

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5.1. Gesto de risco de seguro

Como parte de sua poltica de gesto de riscos, a Companhia possui critrios de

aceitao e de precificao especficos para cada linha de negcio, que buscam

minimizar riscos de anti-seleo e garantir um nvel de rentabilidade adequado frente

aos riscos assumidos.

O Departamento Atuarial junto s reas de subscrio da Companhia, alm de monitorar

a adequao de preos de suas principais linhas de negcio, desenvolve modelos e

polticas de precificao que permitem Companhia diferenciar de forma mais justa os

preos cobrados de cada um de seus clientes.

Alm disso, por meio de seu Departamento de Resseguros, a Companhia busca

assegurar o equilbrio adequado dos seus limites de reteno, de modo a mitigar os

riscos assumidos nas diferentes linhas de negcio, avaliando os melhores tipos de

contratos e considerando a posio do parceiro ressegurador na escala de classificao

de risco, calculadas pelas mais renomadas agncias internacionais. A cobertura de

prmio e resseguro por rea geogrfica est evidenciada na nota explicativa n 19.1.

A tabela a seguir apresenta nossa exposio mxima ao risco para nossos principais

segmentos de seguro:

(a) Esses montantes representam os valores mximos indenizveis, em caso de

sinistros cobertos, para cada um dos riscos emitidos e vigentes nas respectivas

datas-bases. Tais valores so calculados por meio da soma das Importncias

Seguradas de coberturas mutualmente exclusivas, ou seja, no caso de um

seguro patrimonial, no se soma a Importncia Segurada de Roubo de Bens,

quando existe para o mesmo risco uma cobertura de incndio para prdio e

contedo.

A Companhia realiza testes de sensibilidade para demonstrar como seriam afetados o

resultado e o patrimnio lquido, caso ocorram alteraes razoavelmente possveis nas

seguintes variveis:

Sinistralidade simulao do efeito de uma elevao de 5 pontos percentuais

na sinistralidade;

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Despesas administrativas simulao do aumento de 10% nas despesas

administrativas.

Para a elaborao do teste foram utilizadas, respectivamente, a sinistralidade apurada

na relao entre os sinistros retidos e os prmios ganhos, e o montante de despesas

administrativas, ambos registrados nos ltimos 12 meses contados a partir de cada uma

das datas-bases apresentadas.

A tabela abaixo apresenta os resultados brutos e lquidos de resseguros, considerando

as respectivas premissas:

A Companhia demonstra nos quadros abaixo a composio de prmios cedidos em resseguro em 30 de junho de 2017 e 2016:

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(a) A tabela abaixo apresenta a discriminao dos resseguradores:

(*) A Companhia utiliza como fonte para classificao de categoria de risco o site da autarquia SUSEP.

Abaixo demonstramos as provises tcnicas de resseguro:

5.2. Gesto de riscos financeiros e liquidez

A Companhia est exposta a riscos financeiros associados sua carteira de aplicaes.

Para mitigar os riscos financeiros significativos, a Companhia utiliza uma abordagem

ativa de gesto de ativos e passivos e leva em considerao a estrutura e classes dos

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passivos, requerimentos regulatrios no Brasil e o ambiente econmico onde os

negcios so conduzidos e os ativos financeiros so investidos.

A gesto de riscos financeiros compreende a gesto do risco de mercado, liquidez e de

crdito.

A poltica de gesto de riscos da Companhia tem como princpio assegurar que limites

apropriados de risco sejam seguidos para evitar que perdas decorrentes de oscilaes

de preos venham a impactar os resultados de forma adversa. Desta forma, para

mitigao do risco, a Companhia possui uma estratgia conservadora de alocao de

ativos, composta em sua maioria por ttulos pblicos e ttulos privados de alta liquidez.

O Grupo Liberty tem uma poltica de investimentos acordada com cada pas onde so

determinados os limites para correta gesto e mitigao dos riscos. Esta poltica de

investimentos compreende os principais critrios e restries de acordo com a regulao

local e tambm de acordo com a poltica mundial do Grupo Liberty para investimentos.

A tabela a seguir apresenta o fluxo de caixa de todas as classes de ativos financeiros e

contratos de seguro detidos pela Companhia e seus passivos:

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Embora haja um descasamento no fluxo de caixa, entre o ativo e passivo circulante, os

ativos financeiros da Companhia esto classificados como disponveis para venda e tem

liquidez imediata.

5.3. Gesto de risco de mercado

A Companhia possui como poltica de gesto de risco financeiro, a contratao de

produtos financeiros prontamente disponveis no mercado brasileiro, cujo valor de

mercado pode ser mensurado com confiabilidade, visando alta liquidez para honrar suas

obrigaes futuras e com uma poltica prudente de gesto de risco de liquidez.

O CPC 39 requer a divulgao por nvel, relacionada mensurao do valor justo. A

tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando

um mtodo de avaliao. Os diferentes nveis foram definidos como se segue:

Nvel 1: preos cotados (sem ajustes) em mercados ativos para ativos idnticos

ou passivos;

Nvel 2: inputs diferentes dos preos negociados em mercados ativos includos no

Nvel 1 que so observveis para o ativo ou passivo, diretamente (como preos)

ou indiretamente (derivados dos preos);

Nvel 3: inputs para o ativo ou passivo que no so baseados em variveis

observveis de mercado (inputs no observveis).

(*) A Companhia no detm ativos financeiros classificados de acordo com o Nvel 3.

A Companhia utiliza uma srie de anlises de sensibilidade e testes de stress como

ferramentas de gesto de riscos financeiros. Os resultados destas anlises so

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utilizados para mitigao de riscos e para o entendimento do impacto sobre os

resultados e sobre o patrimnio lquido da Companhia em condies normais e em

condies de stress. Esses testes levam em consideraes os cenrios histricos e

cenrios de condies de mercado previsto para perodos futuros, e tm seus resultados

utilizados no processo de planejamento e deciso e tambm para identificao de riscos

especficos originados nos ativos e passivos financeiros detidos pela Companhia.

Para a correta anlise de sensibilidade e dos testes de stress utilizamos a metodologia

do VaR, que pode ser resumida como a medida de quanto uma carteira de investimento

poder depreciar durante certo horizonte de tempo, com certa probabilidade.

A grande motivao para o uso do conceito de VaR que este integra o risco de todo o

ativo/passivo em uma nica medida numrica, resumindo o risco total, por exemplo, de

um banco para acompanhamento por sua diretoria. A grande deficincia do conceito de

VaR que risco um conceito multidimensional, logo a integrao do risco total de uma

instituio em uma nica medida numrica requer simplificaes.

Na poltica de investimentos, utiliza-se o mtodo VaR para o clculo do risco, que

calculado em dias teis e com 95% de intervalo de confiana. Nas anlises trabalha-se

com um VaR globalizado mximo de 0,5% sendo que os valores atuais, gerados atravs

do teste de stress, est em 0,16%.

A tabela a seguir apresenta o teste de sensibilidade, que leva em considerao a melhor

estimativa da administrao sobre uma razovel mudana esperada destas variveis e

impactos potenciais sobre o resultado do perodo e sobre o patrimnio lquido da

Companhia:

5.4. Gesto de risco de crdito

A Companhia possui uma rigorosa poltica de risco de crdito para aquisio de seus

ativos financeiros. Consequentemente, existem certas restries sobre as reas

operacionais para limitar a exposio ao risco de crdito em casos de ativos emitidos

por contrapartes, caso estas contrapartes no possuam rating de crdito igual ou

superior queles estabelecidos na poltica.

O saldo de contas a receber est distribudo entre diversos clientes e no existe um

cliente que represente concentrao de 10% ou mais do total dos prmios lquidos, nem

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do saldo a receber. A administrao monitora o risco do saldo a receber de clientes

mediante o registro de proviso para perda sobre crditos, apurada de acordo com um

estudo de inadimplncia que determina, por faixa de vencimento e por grupo de risco

(exemplo: Automveis, vida em grupo, etc.), um percentual estimado de perda para as

aplices vencidas. O estudo atualizado semestralmente. Vide nota explicativa n 8.

A poltica de investimentos da Companhia apresenta as seguintes premissas:

preservao do capital, a maximizao de retorno dentro dos limites da prudncia,

liquidez, cobertura de reserva, margens de solvncia e desempenho estvel e previsvel.

Seguindo a poltica de investimentos, a administrao estabelece as instituies

financeiras com as quais a Companhia pode operar, os limites de alocao de recursos

e os objetivos. A Companhia adota o critrio de aplicar seus recursos em instituies

slidas, cuja classificao de risco esteja entre AA at B+, ou seja, bancos que

apresentam solidez financeira de excepcional at adequada. A aplicao de recursos

da Companhia se d atravs da compra direta de ativos financeiros, como ttulos

pblicos e privados e quotas de fundos de investimentos, buscando uma rentabilidade

prxima variao do CDI, em investimentos com alta liquidez e segurana.

Apresentamos abaixo um quadro contendo a segregao dos ativos constantes na

carteira de investimentos pelos seus respectivos ratings de escala internacional da

Standard & Poors. Para os ttulos que no possuem rating em escala internacional, foi

utilizada a escala nacional de classificao, tambm divulgadas pela Standard & Poors.

Os ttulos que no possuem rating foram classificados no grupo Sem rating.

5.5. Gesto de risco de capital

A Companhia executa suas atividades de gesto de risco de capital atravs de um

modelo de gesto centralizado com o objetivo primrio de atender aos requerimentos

de capital mnimo regulatrio para o segmento de seguro e para o segmento financeiro,

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segundo critrios de exigibilidade de capital emitidos pelo CNSP e pela SUSEP. A

estratgia e modelo utilizados pela Administrao consideram ambos capital

regulatrio e capital econmico segundo a viso de gesto de risco de capital adotada

pela Companhia.

A estratgia de gesto de risco de capital consiste na maximizao do valor do capital

da Companhia por meio da diversificao de suas operaes nos diferentes ramos de

seguros e canais de vendas, e da melhoria contnua dos processos de precificao e

subscrio, com o objetivo de otimizao do resultado tcnico. As decises sobre a

alocao dos recursos de capital so conduzidas como parte da reviso do

planejamento estratgico peridico da Companhia.

Os principais objetivos da Companhia em sua gesto de capital so: (i) manter nveis

de capital suficientes para atender requerimentos regulatrios mnimos determinados

pelo CNSP e pela SUSEP; e (ii) otimizar retornos sobre o capital para os acionistas.

Durante o semestre, a Companhia manteve os nveis de capital dentro dos

requerimentos mnimos regulatrios.

Os detalhes do clculo do patrimnio lquido ajustado para a Companhia, em 30 de

junho de 2017 e 31 de dezembro 2016, esto representados no quadro a seguir:

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(*) Conforme resoluo CNSP n 343/2016, a partir de 2016 h exigncia de ajustes no patrimnio lquido ajustado

decorrente de efeitos econmicos.

(**) Conforme resoluo CNSP n 321/2015, a partir de 2016 h exigncia do clculo do risco de mercado, sendo

considerado para a data base de 30 de junho de 2017 somente 50% do valor calculado conforme referida resoluo.

(***) 20% do capital de risco deduzido o supervit do fluxo de prmios/contribuies.

5.6. Gesto de risco operacional

A estrutura de gerenciamento de risco operacional da Companhia tambm compreende

as reas de Auditoria Interna e de Governana Corporativa.

A rea de Auditoria Interna, entre suas responsabilidades e objetivos, avalia:

O nvel de aderncia s polticas internas e regulamentos;

A efetividade dos sistemas de controles para minimizar os riscos de negcios

derivados da aplicao de tecnologia, incluindo revises de controles gerais,

softwares, infraestrutura tecnolgica e processos integrados de negcios; e

A acuracidade e a confiana que pode ser depositada nas informaes geradas.

A rea de Governana Corporativa tem como objetivos:

Monitorar e assegurar, em conjunto com as demais reas da Companhia, a

implantao, adequao, fortalecimento e o funcionamento do sistema de

controles internos da Companhia, procurando mitigar os riscos de acordo com

a complexidade de seus negcios, como tambm disseminar a cultura de

controles para assegurar o cumprimento de leis, regulamentos vigentes, e

alinhamento com as melhores prticas internacionais;

Garantir aderncia aos fatores relacionados acima, atravs de mecanismos que

tentam reduzir ou eliminar possveis conflitos de interesse; e

Estabelecer princpios e elementos relacionados com polticas internas,

objetivando a transparncia das informaes e proteo dos acionistas,

clientes, funcionrios e demais interessados.

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6. Disponvel e equivalentes de caixa

A Companhia registra em equivalentes de caixas os fundos de investimentos no

exclusivos, de renda fixa que possuem liquidez diria. Os fundos j esto registrados a

valor de mercado. Abaixo demonstramos a composio dos fundos em 30 de junho de

2017 e 31 de dezembro de 2016:

7. Ativos financeiros

A composio dos ttulos classificados como disponveis para venda, comparando seu

valor de mercado com o seu valor de curva, est representada no quadro abaixo:

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O valor de mercado das quotas de fundos de investimento financeiro no exclusivos foi

apurado com base nos valores de quotas divulgados pelos administradores dos fundos

de investimento nos quais a Companhia aplica seus recursos, e dos CDBs foi apurado

com base no percentual da taxa de mercado contratada (CDI). O valor de mercado dos

demais ttulos classificados como disponveis para venda foi calculado com base no

Preo Unitrio de Mercado em 30 de junho de 2017 e 31 de dezembro 2016, informado

pela Associao Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais

ANBIMA.

Durante o ano, no houve reclassificaes entre as categorias de ttulos e valores

mobilirios.

Demonstramos abaixo a movimentao das aplicaes financeiras entre 31 de

dezembro de 2016 e 30 de junho de 2017:

8. Prmios a receber

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Os prmios a receber contemplam os prmios de emisso direta e cosseguro aceito.

O quadro abaixo demonstra a movimentao do saldo de prmios a receber entre 31 de

dezembro de 2016 e 30 de junho de 2017:

(*) Foram considerados os prmios diretos, prmio de cosseguro aceito, atualizao monetria, baixa de aplices

incobrveis e cancelamentos.

8.1. Composio quanto ao prazo de vencimento

(*) O saldo da RVNE no montante de R$ 36.728 (R$ 39.715 em 2016) foi alocado na coluna vencer - 1 a 60 dias.

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9. Crditos tributrios e previdencirios

O imposto de renda e a contribuio social diferidos e tributos a compensar em 30 de junho de 2017 e 31 de dezembro de 2016, referem-se a:

i) Os crditos tributrios, decorrentes de prejuzos fiscais e bases negativas, so anualmente avaliados para perda de seu valor recupervel. Em 30 de junho de 2017 a Companhia apresentava crditos no montante de R$ 51.547(R$ 69.663 em 2016).

ii) As diferenas temporrias esto classificadas no ativo no circulante, sendo originadas, em sua maioria, de provises judiciais fiscais. Em razo destas aes estarem em trmite nos tribunais superiores e no existir previso para trnsito em julgado, estimamos com base em aes similares que o seu prazo de realizao ser em at 3 anos.

A movimentao dos impostos diferidos ativos e passivos entre 31 de dezembro de 2016 e 30 de junho de 2017, est apresentada na tabela a seguir:

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A movimentao dos impostos diferidos, contabilizados diretamente no patrimnio

lquido, em 30 de junho de 2017 e 2016 foram:

A constituio dos crditos tributrios est fundamentada em estudo tcnico que leva

em considerao, dentre diversas variveis, o plano de negcios da Companhia para

os prximos exerccios. Esse estudo tcnico aponta para a gerao de lucros tributveis

futuros suficientes para permitir a realizao desses crditos.

O imposto de renda e contribuio social diferido ativo decorrente de prejuzo fiscal e

base negativa sero realizados medida que os prejuzos fiscais que os originaram

sejam compensados com os lucros futuros. As diferenas temporrias so formadas,

basicamente, por provises judiciais e proviso para riscos de crditos. Apresentamos

a seguir a estimativa de realizao desses crditos:

10. Outros ativos

10.1 Ttulos e crditos a receber

(*) A Companhia detentora de crditos decorrentes do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitao SH/SFH de responsabilidade do Fundo de Compensao das Variaes Salariais FCVS. Esses crditos encontram-se em processo de anlise por parte do referido Fundo para posterior pagamento. Os valores a recuperar com a Caixa Econmica Federal so relativos seguros do ramo habitacional 66 e

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semestralmente a Companhia analisa a recuperabilidade dos crditos. Em 30 de junho de 2017, a Companhia apresentava um saldo a recuperar de SFH no montante de R$ 99.623 (R$ 92.938 em 2016) para o qual foi constituda uma reduo ao valor recupervel no montante de R$ (10.405) ((R$ 7.354) em 2016), totalizando o montante lquido de R$ 89.218 (R$ 85.584 em 2016).

10.2 Outros crditos

10.3 Outros valores e bens

(a) Abaixo apresentamos os salvados a venda abertos por tempo de registro:

Os Salvados so atualizados mensalmente com base no valor de mercado

disponibilizado pela FIPE.

10.4 Depsitos judiciais

11. Custos de aquisio diferidos

Os custos de aquisio diferidos so compostos por comisses de corretagem,

agenciamento, representantes de seguros e outros custos de aquisio que apresentam

relao direta com contratos de seguro, e apresentam a seguinte composio:

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O quadro abaixo demonstra a movimentao do custo de aquisio diferido entre 31 de

dezembro de 2016 e 30 de junho de 2017:

Para a Companhia, o ramo de maior representatividade na carteira automvel e o

prazo mdio de diferimento de 12 meses.

12. Ativo imobilizado

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13. Ativos intangveis

14. Contas a pagar

(*) Refere-se, principalmente, proviso de participao nos lucros.

(**) Refere-se, principalmente, proviso de multas e campanha de vendas.

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a) Impostos e contribuies a pagar:

15. Dbitos de operaes com seguros e resseguros

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16. Provises tcnicas Seguros

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16.1 Garantia das provises tcnicas

De acordo com as normas vigentes, foram vinculados SUSEP os seguintes ativos:

(i) Somente so oferecidos os custos de aquisio diferidos j quitados.

(ii) Montante correspondente s parcelas a vencer dos componentes dos prmios a receber e de aplices de risco a

decorrer lquido de adicional de fracionamento, custo de aplice, parcelas vencidas e no quitadas ou parcelas