Edgar morin avaliação

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Universidade Cruzeiro do Sul Carina Ribeiro RGM 991-1 Silvilene Oliveira RGM 966-1
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    04-Jul-2015
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  • 1. Universidade Cruzeiro do Sul Carina Ribeiro RGM 991-1 Silvilene Oliveira RGM 966-1

2. Edgar Morin (Paris, 1921) considerado um dos maiores pensadores do sculo XX. doutor honoris causa em 17 universidades de diversos pases, tais como Itlia, Portugal, Espanha, Dinamarca, Grcia, Mxico, Bolvia e Brasil (em Joo Pessoa e Porto Alegre). Tem formao pluridisciplinar, socilogo, antroplogo, historiador, gegrafo e filsofo, e acima de tudo um intelectual livre que nos prope uma viso transdisciplinar do pensamento. Tem mais de 40 livros de Epistemologia, sociologia, poltica e antropologia, publicados e traduzidos em diversas lnguas. Merece ser destacada sua obra de 4 volumes, intitulada El Mtode que trata da transformao das cincias e do seu impacto na sociedade contempornea. diretor do Centro de Estudos Transdisciplinares em Paris, (EHESS), presidente da Agncia Europia de Cultura da UNESCO e presidente da Associao de Pensamento Complexo. um apaixonado pelas artes em geral, principalmente pela literatura e pelo cinema. Durante a II Guerra Mundial, foi combatente voluntrio da resistncia francesa nos anos de 1942 a 1944, lutando contra o nazismo e o stalinismo. 3. Avaliao Segundo o Projeto Poltico Pedaggico: A avaliao desenvolvida de forma contnua, sistemtica e cumulativa respeitando as caractersticas individuais, pois cada um aprende em tempo e ritmos diferentes. O conhecimento no produto acabado e sim um processo que est sendo reformado, repensado e se adequando a nossa realidade. A avaliao qualitativa e quantitativa (regime da escola), mas sempre se procura avaliar o aluno como um todo e no somente pelas notas obtidas pelas provas. Segundo Edgar Morin: uma forma de segregao que no ajuda a organizar o conhecimento e suas relaes entre as distintas informaes. A avaliao no est de acordo com os sete saberes de Edgar Morin. 4. Os sete saberes so essenciais ao ensino, porque tudo est integrado para permitir uma mudana de pensamento; para que se transforme a concepo fragmentada e dividida do mundo, que impede a viso total da realidade. Essa viso fragmentada faz com que os problemas permaneam invisveis. 5. Reconhecer as cegueiras do conhecimento, seus erros e iluses. Assumir os princpios de um conhecimento pertinente Condio humana Identidade planetria Enfrentar as incertezas Compreender tica do gnero humano Quais so os 7 saberes de Morin? 6. Entende-se reconhecer as cegueiras do conhecimento, seus erros e iluses, assumir o ato de conhecer como um traduzir e no como uma foto correta da realidade. Trata-se de armar nossas ates para o combate vital pela lucidez e isso o significa estar sempre buscando modos de conhecer o prprio ato de conhecer. Por assumir os princpios de conhecimento pertinente, entende-se a necessidade de ensinar os mtodos que permitam apreender as relaes mtuas e as influncias recprocas entre as partes e o todo se mundo complexo. Trata-se de envolver uma atitude mental capaz abordar problemas globais que contextualizem suas informaes parciais e locais. Ensinar a condio humana deveria ser o objeto essencial de qualquer sistema de ensino e isso passa considerar conhecimentos que esto dispersos em vrias disciplinas como as cincias naturais, as cincias humanas, a literatura e a filosofia. As geraes precisam conhecer a unidade e a diversidade do humano. 7. Ensinar a identidade planetria tem a ver com mostrar a complexidade da crise planetria que caracteriza o sculo XX. Trata-se de ensinar a histria da era planetria, mostrando como todas as partes do mundo necessitam ser intersolidrias, a vez que enfrentam os mesmos problemas de vida e de morte. preciso aprender a tentar as incertezas reveladas ao longo do sculo XX atravs da microfsica, da termodinmica, da cosmologia, das cincias biolgicas evolutivas, das neurocincias e das cincias histricas. preciso aprender a navegar no oceano das incertezas atravs dos arquiplagos das certezas. Compreender ao mesmo tempo meio e fim da comunicao humana, portanto no pode ser algo desconsiderado pela educao. E, para tanto, precisamos passar por uma reforma das mentalidades. Por tica do gnero humano, entendo uma abordagem que considere tanto o indivduo, quanto a sociedade e a espcie. E isso no se ensina dando lies de moral. Isso passa pela conscincia que o humano vai adquirindo de si mesmo como indivduo, como parte da sociedade e como parte da espcie humana. Isso implica conceber a humanidade como uma comunidade planetria composta de indivduos que vivem em democracias. 8. Crticas Educao Segundo Morin: H que se fazer uma total reorganizao da educao. E essa reorganizao no se refere ao ato de ensinar. Refere-se luta contra os defeitos do sistema que esto cada vez maiores. Por exemplo, o ensino de disciplinas separadas e sem comunicao entre si produz uma fragmentao e uma disperso que nos impede de ver globalmente coisas que so cada vez mais importantes no mundo. Existem problemas centrais e fundamentais que permanecem completamente ignorados ou esquecidos e que so importantes para qualquer sociedade e qualquer cultura. 9. Crticas Avaliao De acordo com Morin: No sou a favor de nenhum tipo de segregao, uma vez que ao longo da vida passamos por tudo: atrasos, progressos, encontros, desencontros, crises. Esse tipo de avaliao (quantitativa) uma forma de segregao que no ajuda a organizar o conhecimento e suas relaes entre as distintas informaes. 10. Para avaliarmos uma disciplina precisamos avaliar o curso, o currculo, o ensino e a o papel do professor central: seu treinamento, seu estilo, suas crenas, atitudes, arte, insero social, psique. 11. Papel do Professor Mediador do processo de reconstruo do conhecimento. Ele precisa possibilitar o acesso s ferramentas necessrias para que o aluno possa elaborar uma nova forma de compreenso de sua prtica social e de seus vnculos com a prtica social global. O professor(a) precisa trabalhar-se, trabalhar sua relao ao desejo de saber, desejo de ensinar e isso exige uma leitura plural: filosfica, antropolgica, psicanaltica, sociolgica: multirreferencial. O sujeito professor precisa colocar-se em questo: auto-avaliar-se, auto-questionar-se, perceber seu papel no institudo e no instituinte. 12. Concluso A avaliao um processo que deveria ajudar o aluno a organizar o seu conhecimento. No entanto, na maioria das vezes um meio utilizado para segregar os indivduos, ou seja, separar os melhores dos piores. 13. Referncias Bibliogrficas BORBA. Sergio da Costa. A Complexa Arte da Avaliao: Contribuies da Psicanlise, Filosofia, Histria, Pedagogia, Sociologia e Antropologia. Macei, EDUFAL, 2003 MORIN, Edgar. Educao e complexidade: os sete saberes e outros ensaios, 4 ed. So Paulo: Cortez: 2007 MORIN. Edgar. Os sete saberes necessrios Educao do Futuro. 5 ed. So Paulo: Cortez: 2002. STIRO, Anglica O pensamento complexo de Edgar Morin e sua Ecologia da ao. Revista Linha Direta. Publicao Mensal dos Sinepes e da AEBJ, Ano 5, n 57, 2002 .