Manual Eucalipto

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    03-Jul-2015
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Ambiental Tiet http://www.ambientaltiete.com.br MANUAL TCNICO PLANTIO DE EUCALIPTOSetor Florestal Brasileiro conta com, aproximadamente, 530 milhes de hectares de Florestas Nativas, 43,5 milhes de hectares em Unidades de Conservao Federal e 4,8 milhes de hectares de Florestas Plantadas com pinus, eucalipto e accia-negra. Com a explorao de reas de Florestas Nativas mais a explorao das Florestas Plantadas gera mais de 2 milhes de empregos, contribui com mais de US $ 20 bilhes para o PIB, exporta mais de US$ 4 bilhes (8% do agro negcio) e contribui com 3 bilhes de dlares em impostos, ao ano, arrecadados de 60.000 empresas. As Florestas Plantadas esto distribudas estrategicamente, em sua maioria, nos estados do Paran, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, So Paulo, Minas Gerais e Esprito Santo. Essas florestas plantadas visam a garantia do suprimento de matriaprima para as indstrias de papel e celulose, siderurgia a carvo vegetal, lenha, serrados, compensados e lminas e, painis reconstitudos (aglomerados, chapas de fibras e MDF). Apesar da participao das plantaes florestais estarem aumentando em todos os segmentos em relao a das Florestas Nativas, o setor acredita que com base nas expectativas de crescimento de demanda, haver uma necessidade de plantio em torno de 630 mil hectares ao ano, ao invs dos 200 mil hectares atuais. A Sociedade Brasileira de Silvicultura - SBS distribui essa necessidade de plantio como sendo: 170 mil ha. / ano para celulose, 130 mil ha. / ano para madeira slida, 250 mil ha. / ano para carvo vegetal e 80 mil ha. / ano para energia. Com base nesses dados observa-se a importncia do eucalipto por ser uma espcie de uso mltiplo com possibilidade de atender a todos os

segmentos acima descritos, principalmente para papel e celulose e energia onde historicamente deu contribuio especial. O segmento de celulose e papel transformam-se no principal fornecedor de matria prima para os demais segmentos que usam madeira paras desdobro. Dessa produo a maior demanda da indstria de madeira serrada, vindo a seguir a produo de celulose de fibra longa e compensados. O eucalipto foi introduzido no Brasil em 1904, com o objetivo de suprir as necessidades de lenha, postes e dormentes das estradas de ferro na regio Sudeste. Na dcada de 50 passa a ser produzido, como matria prima, para o abastecimento das fbricas de papel e celulose. Apresenta-se como uma espcie vegetal de rpido crescimento e adaptada para as situaes edafobioclimticas brasileira. Durante o perodo dos incentivos fiscais, na dcada de 60, sua expanso foi ampliada. Esses incentivos perduraram at meados dos anos 80. Esse perodo foi considerado um marco na silvicultura brasileira dado os efeitos positivos que gerou no setor. A partir do trmino dos incentivos fiscais houve um crescimento marginal negativo no plantio de eucaliptos. Exceo disso ocorreu naqueles feitos independentes dos investimentos das indstrias de papel e celulose e de siderrgicas a carvo vegetal. Atualmente a rea plantada com eucaliptos atinge 2,9 milhes de hectares

O eucalipto, em 1999, tinha uma rea plantada de 2,9 milhes de hectares. As maiores reas esto localizadas nos Estados de Minas Gerais (51,8%), So Paulo (19,4%), Bahia (7,2%) e Esprito Santo (5,1%). Segundo a SBS (2001), 70% das reas com plantio florestais (eucalipto e pinus) pertencem a empreendimentos verticalizados, predominantemente de papel e celulose.

Indicaes de EspciesSegundo dados do Censo Agropecurio de 1995/96, os plantios de eucalipto, nos principais estados produtores, se concentram em reas superiores a 1,0 mil hectares tais como nos estados de Minas Gerais (83%), So Paulo (63%), Esprito Santo (79%), a exceo de Santa Catarina e Rio Grande do Sul onde predominam em reas inferiores a 50 hectares (52% e 46%, respectivamente).

Os plantios anuais realizados pelas indstrias ligadas a Associao Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) tendem a crescer de forma significativa, fruto do crescimento da demanda do prprio setor. O Brasil em termos climticos para o cultivo do eucalipto possui duas regies: tropical e subtropical. A regio sudeste, predominantemente tropical e no sujeita a geada de forte intensidade, concentra a maior rea de plantio. Esse primeiro parmetro que delimita o uso das espcies de eucalipto para plantio. O outro a finalidade do uso da matria-prima do eucalipto. Para atender demandas regionais, a Embrapa em parceria com empresas privadas e instituies pblicas avalia desde 1985, 12 importantes espcies em 172 experimentos localizados em nove estados. Esse estudo, ao lado do aperfeioamento das tcnicas silviculturais, vem propiciando, nas ltimas dcadas, a expanso da produo pelo aumento da rea plantada e pela melhoria na produtividade. Cerca de 3 milhes de hectares j so plantados com Eucaliptos, e em alguns casos, o rendimento se aproxima dos 50 m3 de madeira por hectare/ano. As espcies indicadas para a regio subtropical so E. benthamii (comprovadamente resistente geada) e E. dunnii (resistncia parcial a geadas) (Tabela 1). Para reas situadas em regies acima do paralelo 24 Sul, de clima predominantemente tropical, as mais indicadas so E. grandis, E. urophylla, E. saligna, e E. cloeziana para plantios com mudas formadas a partir de sementes de pomares e reas de produo de sementes. Plantios de sementes hbridas das espcies, E. grandis e E. urophylla, podem ser realizados nas regies tropicais, independente de testes locais. Para plantios de mudas, formadas por clonagem, so recomendados testes de comportamento do crescimento, e definio do uso da matria prima. Em regies Fins energticos (fonte de sujeitas a energia ou carvo vegetal) geadas severas e serraria e freqentes Em regies Fins energticos (fonte de sujeitas a geadas severas energia ou carvo vegetal) e freqentes Fins energticos (fonte de Em regies energia ou carvo livres de geadas vegetal), celulose de fibra severas curta, construes civis e serraria Em regies livres de geadas Uso geral severas Fins energticos Em regies laminao, mveis, livres de geadas estruturas, caixotaria, severas postes, escoras, moures, celulose Em regies Fins energticos, serraria, livres de geadas postes, dormentes, Apresenta rpido crescimento e boa forma das rvores Apresenta dificuldades na produo de sementes Boa forma do fuste, intensa rebrota, fcil produo de sementes. Requer volume alto de precipitao pluviomtrica anual Maior crescimento e rendimento volumtrico das espcies. Aumenta a qualidade da madeira com a durao do ciclo Crescimento menor que E. grandis, boa regenerao por brotao das cepas Madeira mais densa quando comparada ao E .grandis ;menos suscetvel deficincia de Boro. rvores mais tortuosas recomendado para regies de

E. dunnii

E. benthamii

E. grandis

E. urophylla

E. saligna

moures estruturas, construes Fins energticos, serraria, Em regies postes, dormentes, livres de geadas moures estruturas, severas construes Em regies livres de geadas severas Serraria, laminao, marcenaria, dormentes, postes, moures Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E.

severas

dficit hdrico anual elevado. Tolerante deficincias hdricas, boa regenerao por brotao das cepas Apresenta crescimento lento inicial. Indicada para regies de elevado dficit hdrico Excelente forma do fuste, durabilidade natural, alta resistncia a insetos e fungos

Produo de MudasImplantao da floresta depende, dentre outros fatores, da utilizao de mudas saudveis, com bom dimetro de colo, razes bem formadas, relao parte area / sistema radicular adequada, e nutridas adequadamente. Isto garantir melhor ndice de sobrevivncia no plantio, maior resistncia a estresses ambientais e maior crescimento inicial, influenciando diretamente na qualidade final da floresta. As tcnicas a serem adotadas para a produo das mudas devem atender s necessidades de cada produtor, em termos de disponibilidade e localizao de rea, grau de tecnologia e dos recursos financeiros disponveis. Existem vrios fatores que determinam o mtodo de produo a ser utilizado. Dentre eles, podem se destacar:1 - Sementes 2 - Substratos 3 - Recipientes 3.1 - Enchimento de recipientes 4 - Sistema de irrigao 5 - Etapas de formao das mudas 5.1 - Semeadura 5.1.1 - Preparo das semeadura e semeadura 5.1.2 - Repicagem 5.1.3 - Sombreamento 5.1.4 - Irrigao

5.1.5 - Adubao 5.2 - Crescimento 5.2.1 - Densidade de mudas 5.2.2 - Irrigao 5.2.3 - Adubao 5.2.4 - Padronizao das mudas 5.3 - Rustificao 5.3.1 - Irrigao 5.3.2 - Adubao 5.3.3 - Padronizao das mudas 6 - Controle fitossanitrio 7 - Geadas 8 - Expedio das mudas para o campo

1

- SementesSementes

Deve-se escolher sementes de boa procedncia, exigindo-se os atestados de fitossanidade e, os resultados analticos do grau de pureza e germinao. Estes cuidados devem-se ao fato que o uso de sementes de boa qualidade favorecer a obteno de floresta produtivas. Existem diversos fornecedores que comercializam sementes de boa qualidade, variando a tecnologia de produo e o grau de melhoramento das rvores produtoras de sementes. Os graus de melhoramento gentico admitidos para sementes florestais se subdividem em:

rea de Coleta de Sementes (ACS) ACS um povoamento comercial considerado de boa qualidade, onde algumas rvores de melhor qualidade aparente (melhor fentipo) so selecionadas para a coleta de sementes. Como essas rvores matrizes no so selecionadas com base no seu valor gentico e, ainda, so polinizadas por qualquer rvore em sua volta, o valor gentico das suas sementes limitado. Portanto, o viveirista dever planejar a operao de produo de mudas, considerando que um grande nmero de delas dever ser descartado no processo, devido grande freqncia de plantas de baixo vigor, m formao e com outros defeitos. A vantagem

dessa categoria de semente o baixo custo e a segurana de maior adaptabilidade ao local de produo.

rea de Produo de Sementes (APS) APS um povoamento isolado de outros da mesma ou de espcies