Reforma política pra quê?

download Reforma política pra quê?

of 97

  • date post

    08-Apr-2016
  • Category

    Documents

  • view

    266
  • download

    0

Embed Size (px)

description

Pesquisa FAPESP - Ed. 114

Transcript of Reforma política pra quê?

  • PINA DE LASERCAPTURA CLULA VIVA

    AS INTRIGANTES DOENAS DO SANGUE

    Cincia e Tecnologia no BrasilA

    SSIN

    ANTE

    EXEM

    PLAR

    DE

    VEN

    DA P

    ROIB

    IDA

    Agosto 2005 N 114

    Reforma poltica para qu?

    114-capa pesquisaassinante.qx 27/7/05 8:24 PM Page 2

  • 114-capa pesquisaassinante.qx 27/7/05 8:25 PM Page 3

  • PESQUISA FAPESP 114 AGOSTO DE 2005 3

    EXPLODIR PARA ENTENDER

    O tradicional 4 de julho, dia da independncia dos Estados Unidos, ganhou um pouco menos de ateno este ano. Nesse dia a sonda Deep Impact lanou contra o cometa Tempel 1 um projtil a 36 mil quilmetros por hora a 130 milhes de quilmetros da Terra. O objetivo da Nasa, a agncia espacial norte-americana, entender mais sobre a origem do sistema solar a partir da anlise do impacto com o cometa. Foram registradas a coliso, o material expelido, a estrutura e composio do interior da cratera, alm de mudanas no movimento do cometa.

    A IMAGEM DO MS

    NA

    SA

    /JP

    L-C

    ALT

    ECH

    /UM

    D

    03-114-pesquisa-imagem do mes 27/7/05 8:00 PM Page 3

  • 80 CAPAEm projeto temtico, pesquisadores questionam a urgncia de uma ampla reforma poltica no pas

    24 INDICADORESDe acordo com o IBGE, retrao da economia limitou avano da inovao no pas

    POLTICA CIENTFICA E TECNOLGICA

    HL

    IO D

    E A

    LMEI

    DA

    www.revistapesquisa.fapesp.br

    REPORTAGENS

    Pases da bacia amaznicaarticulam medidas conjuntas para proteger a biodiversidade

    31 GOVERNO FEDERALSergio Rezende assume o Ministrio da Cincia e Tecnologia e diz que no mudar estratgias

    MIG

    UEL

    BO

    YAYA

    N

    BR

    AZ

    12 ENTREVISTAO geneticista Oswaldo Frota-Pessoa, um cientista muito especial, fala de sua longa vivncia como pesquisador, professor e divulgador de cincia

    48 CLIMATOLOGIA

    Correntes de ar levam umidade ou fumaa da Amaznia at a bacia do Prata

    52 ZOOLOGIAPerereca exclusiva da Caatinga se defende de predadores usando o crnio com espinhos e glndulas de veneno

    32 PERFILCom 93 anos, Walter Accorsi participa da vida da Esalq e continua a difundir a fitoterapia

    42 GENMICACientistas agora entendem melhor a biologia de trs parasitas que infectam milhes de moradores de pases pobres

    46 VIROLOGIAHTLV-1 espalha-se como o vrus da Aids e causa disfuno ertil

    EDU

    AR

    DO

    CES

    AR

    NO

    AA

    CINCIA

    28 PROPRIEDADE INTELECTUAL

    T FD PCS

    M

    4 AGOSTO DE 2005 PESQUISA FAPESP 114

    04a05-114-indice 27/7/05 7:58 PM Page 4

  • 38 MEDICINAPesquisadores associammutaes genticas origem de doenas sangneas de idosos

    64 BIOFOTNICAPesquisadores unem pina ptica e espectroscopia para facilitar os estudos com clulas vivas 90 HISTRIA

    Estudo revela a vida em torno do rio Tiet no incio do sculo 20

    Capa e ilustrao: Hlio de Almeida

    SEES

    Novos materiais magnticos em escala molecular so desenvolvidos para uso na eletrnica e na medicina

    68 QUMICA

    54 ASTRONOMIARegies mais adensadas de galxias similares Via Lctea fornecem gs e poeira para a formao de estrelas

    EDU

    AR

    DO

    CES

    AR

    REP

    RO

    DU

    O/L

    EM

    BR

    AN

    A

    S D

    E S

    O

    PAU

    LO/V

    OL.

    I

    A IMAGEM DO MS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3CARTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6CARTA DO EDITOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9MEMRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10ESTRATGIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18LABORATRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34SCIELO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58LINHA DE PRODUO . . . . . . . . . . . . . . .60RESENHAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94LIVROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95FICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96CLASSIFICADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98

    70 ENGENHARIA BIOMDICASensor faz diagnstico mais preciso das imperfeies visuais

    72 ENGENHARIA DE MATERIAISNovo sistema melhora a produo de garrafas produzidas com polmeros

    76 RECICLAGEM Grupo de empresas monta unidade para processarembalagens do tipo longa-vida

    86 FILOSOFIAProjeto discute os perigos da mercantilizao da cincia

    HL

    IO D

    E A

    LMEI

    DA

    PESQUISA FAPESP 114 AGOSTO DE 2005 5

    HUMANIDADES

    TECNOLOGIA

    UFM

    G

    04a05-114-indice 27/7/05 7:59 PM Pa ge 5

  • 6 AGOSTO DE 2005 PESQUISA FAPESP 114

    tem uma capacidade de 30, 40.000litros. Um reservatrio para produ-zir 1 m3/s, por ano, sem contar asperdas por evaporao, teria que ter31.536.000 m3 de capacidade deacumulao. Uma cisterna abastece-ria uma famlia de quatro pessoas,cada uma delas consumindo 50 li-tros por dia, durante 200 dias. Isso,se enchesse todos os anos, o que nemsempre acontece. As cisternas so,pois, medidas paliativas. No resol-vem, com segurana, o problema desuprimento hdrico. Sou favorvel sua construo, inclusive, por razessanitrias.

    4. Adicionalmente, tenho que fa-zer as seguintes consideraes sobreo projeto:

    Apregoa-se que os gastos deduas secas correspondem ao custo deexecuo do projeto, como se, apso mesmo, o problema da seca esti-vesse solucionado. O problema daseca se manifesta no abastecimentohumano, urbano e rural e, principal-mente, na produo agrcola, com aquebra da safra devido ocorrnciados chamados veranicos. Este, sim, o grande problema do semi-ridonordestino, no contemplado noprojeto de transposio como sever a seguir:

    o projeto considera que os300.000 hectares (ha) adjacentes aos600 quilmetros (km) de canais (2,5km de cada margem) so de interes-se pblico, devendo desapropriar es-ta rea para a promoo da reformaagrria e desenvolvimento da agri-cultura familiar;

    a estrutura agrria da rea a serdesapropriada composta, predomi-nantemente, de minifndios;

    nas bacias dos rios Tapero eAlto Paraba existem 2.805 imveiscom at 5 ha, 2.370 entre 5 e 10 ha,7.395 entre 10 e 50 ha, totalizandouma rea de 162.466 ha. Nas baciasdo Alto e Mdio Piranhas a situao a seguinte: 2.959 at 5 ha, 1.774 en-tre 5 e 10 ha e 3.869 entre 10 e 50 ha,

    As guas vo rolar

    Encaminho comentrios sobreas afirmaes de Joo Urbano Cag-nin, coordenador tcnico do projetode transposio do So Francisco, pu-blicadas na reportagem As guas vorolar, Pesquisa FAPESP, n 112, dejunho de 2005:

    1. A afirmao de que a rea doprojeto atinge 37% da populao dopolgono das secas mostra que o seualcance limitado. Como a popula-o da rea inclui os habitantes deCampina Grande e Fortaleza, con-clumos que o benefcio populaorural menor do que o apregoado.Os autores do projeto escondem queas frentes de emergncia emprega-ram nas ltimas secas 2,05 milhesde trabalhadores e que os empregosgerados pela transposio ascenderoaos 540 mil, 180 mil dos quais dire-tos. Qual o destino dos trabalhadoresrestantes nas pocas das secas?

    2. A afirmao de que entre os 70mil audes s cem valem a pena, ede que os demais so grandes eva-poradores de gua, improcedentee at leviana. No reconhecer a dis-ponibilidade hdrica acumulada nospequenos e mdios audes sem ca-pacidade de regularizao umerro absurdo e no aproveit-la, umdesperdcio inominvel. A vocaodo pequeno aude existe (como exis-te a dos mdios e dos recursos hdri-cos subterrneos contidos, principal-mente, nos aqferos aluviais) e noest sendo aplicada: uso na irrigaode salvao aquela que corrige asirregularidades pluviomtricas daestao chuvosa ou na irrigao decultivos de pequeno ciclo.

    3. O dr. Cagnin diz que o gover-no est implementando a constru-o de 1 milho de cisternas que pro-duziro 1 metro cbico por segundo(m3/s). Isso mostra que o coordena-dor tcnico do projeto no tem idiado que seja a relao reservat-rio/vazo produzida. Uma cisterna

    cartas@fapesp.br

    CARTAS

    total de 112.263 ha. So, portanto,12.570 pequenos proprietrios ru-rais naquela parte da bacia do rioParaba e 8.602 na parte paraibanado rio Piranhas que tero, em maiorou menor extenso de seus 274.829ha, suas terras desapropriadas, exa-tamente em sua parte mais valiosa eprodutiva, a que fica nas margens doscanais da transposio. Como umaboa parte da rea ser destinada aempresas, o que se pergunta se to-dos esses pequenos proprietrios se-ro reassentados ou se transforma-ro em novos sem-terras?

    no h uma poltica de abaste-cimento urbano adequada (disponi-bilidades 100% garantidas) nem pa-ra o abastecimento humano rural;

    no h uma poltica de irrigaocondizente com a Lei 9.433/97, queestabelece a adequao da gesto derecursos hdricos s diversidades f-sicas, biticas, demogrficas, econ-micas, sociais e culturais das diversasregies do pas;

    no h um programa de miti-gao dos efeitos das estiagens sobrea produo agrcola e, muito menos,uma poltica de aproveitamento hi-droagrcola da estao mida dosemi-rido nordestino, integrando-ano espao socioeconmico regionalem termos de:

    zoneamento do espao produ-tor, com substituio gradativa decultivos visando maior produtivida-de dos solos e agregao da produo;

    preos mnimos dos produtos; condies de armazenamento; viabilizao mercadolgica (es-

    coamento, comrcio etc.); finalmente, falta uma viso de

    desenvolvimento socioeconmico dofuturo, nos espaos nordestinos, es-taduais e de bacias hidrogrficas.

    JOS DO PATROCNIO TOMAZALBUQUERQUE

    Hidrogelogo e professor aposentado da Universidade Federal

    de Campina GrandeCampina Grande, PB

    06a08-114-pesquisa-cartas 27/7/05 7:54 PM Page 6

  • PESQUISA FAPESP 114 AGOSTO DE 2005 7

    Nova doena

    Parabns a Pesquisa FAPESP pelareportagem sobre a sndrome deSpoan (edio 113). A reportagem semostra clara e objetiva