REfORmA TRABAlHISTA Superar os desafios ?· o bancário 2 REfORmA TRABAlHISTA Salvador,...

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Filiado

O BANCRIOO nico jornal dirio dos movimentos sociais no pas

REUNIO CTB BAHIA E SINDICATOSHOJE, S 9h, NO SINDICATO DOS BANCRIOS

Edio Diria 7327 | Salvador, tera-feira, 31.10.2017 Presidente Augusto Vasconcelos

REfORmA TRABAlHISTA

Sindicato contra o fechamento do BB de Olindina Pgina 3

Superar os desafiosSeminrio realizado no sbado pela Federao dos Bancrios da Bahia e Sergipe debateu caminhos para os trabalhadores superarem os desafios da nova lei trabalhista, que extingue direitos histricos da classe trabalhadora. Pgina 2

Os impactos da nova lei trabalhista para os bancrios foi amplamente debatido em seminrio jurdico da Feeb

manoel porto

o bancrio www.bancariosbahia.org.br Salvador, tera-feira, 31.10.20172 REfORmA TRABAlHISTA

Medida imposta pelo governo muda para pior as relaes de trabalhorenAtA AndrAdeimprensa@bancariosbahia.org.br

manoel porto

Fundado em 30 de outubro de 1939. Edio diria desde 1 de dezembro de 1989 Fundado em 4 de fevereiro de 1933

O BANCRIO

Categoria enfrenta os prejuzos da lei

Informativo do Sindicato dos Bancrios da Bahia. editado e publicado sob a responsabilidade da diretoria da entidade - Presidente: Augusto Vasconcelos. diretor de Imprensa e Comunicao: Adelmo Andrade.endereo: Avenida Sete de Setembro, 1.001, Mercs, Centro, Salvador-Bahia. CeP: 40.060-000 - Fone: (71) 3329-2333 - Fax: 3329-2309 - www.bancariosbahia.org.br - imprensa@bancariosbahia.org.brJornalista responsvel: rogaciano Medeiros - reg. Mte 879 drt-BA. Chefe de reportagem: rose Lima - reg. Mte 4645 drt-BA. reprteres: Ana Beatriz Leal - reg. Mte 4590 drt-BA e renata Andrade- reg. Mte 4409 Srte-BA . Estagiria em jornalismo: Brbara Aguiar e Felipe Iruat . Projeto grfico: Mrcio Lima. Diagramao: Andr Pitombo. Impresso: Muttigraf. Tiragem: 10 mil exemplares. Os textos assinados so de inteira responsabilidade dos autores.

A lEI trabalhista s aumenta o prejuzo do trabalhador. Alm das trs formas de demisso justa causa, sem justa causa

TEmAS & DEBATES

A quem interessa abrir o capital da Caixa?

Augusto Vasconcelos*

A mobilizao dos empregados da Caixa ga-rantiu o adiamento da votao da proposta de alterao do estatuto do banco, prevista para acontecer na ltima reunio do Conselho de Administrao da instituio.

As mudanas interferem no direito dos tra-balhadores e promovem uma transformao substancial, fazendo com que a estatal se torne sociedade annima S/A.

Ao transformar a Caixa em uma S/A, o go-verno Temer est deliberadamente colocando em risco o seu papel social. Afinal, qual ser o interesse de acionistas privados em progra-mas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, FIES, Bolsa Famlia, projetos de infraestrutura e saneamento bsico, dentre outros?

Diante da iminncia deste retrocesso, conti-nuaremos mobilizando a sociedade e pressio-nando parlamentares para que se posicionem contra essa medida. Afinal, trata-se de uma sa-botagem ao pas.

Entregar a Caixa ao mercado significa que o Governo Federal vai abrir mo de um importan-te instrumento de poltica econmica e social, pe-nalizando, principalmente, os mais pobres. Aps a crise econmica de 2008, a Caixa foi o primeiro banco a reduzir juros e tarifas, ampliando a ofer-ta de crdito. Enquanto isso, os bancos privados e at mesmo o Banco do Brasil (que possui acionis-tas privados), resistiram a quaisquer mudanas.

Promovemos, no ltimo dia 18, em todo pas, manifestaes em Defesa da Caixa 100% Pblica. Tambm fizemos audincias pblicas sobre o tema em diversas Assembleias Legisla-tivas, um debate foi realizado na Cmara dos Deputados e estamos percorrendo as Cmaras Municipais levando essa discusso.

Entregamos documento questionando juri-dicamente as alteraes e os prejuzos que a mu-dana, caso aprovada, trar Caixa e ao desen-volvimento do Brasil. Agora, temos que cobrar o apoio de mais parlamentares para esta luta, alm de prefeitos e movimentos sociais, j que o assunto dever retornar pauta do Conselho de Administrao da Caixa em novembro.

O objetivo do governo ao tornar a Caixa uma S/A, cumpre a funo de facilitar a abertura de capital do banco, com a consequncia imediata de perda de seu papel de gestor dos mais impor-tantes programas sociais do pas, que tendem a diminuir ou mesmo desaparecer.

Nossa soberania est ameaada. Vamos re-sistir contra o desmonte dos bancos pblicos.

*Augusto Vasconcelos presidente do Sindicato dos Bancrios da Bahia, advogado e professor universitrio

texto com, no mximo, 1.900 caracteres

Lei cria modalidade de exploraoe por deciso do trabalhador foi criada uma nova categoria que favorece apenas o empregador: a demisso consensual.

A nova modalidade impe ao trabalha-dor um acordo que mascara a perda de direitos, como o seguro desemprego, com a perda da metade da multa do FGTS e mais da metade do valor referente ao aviso prvio.

A demisso consensual se junta a uma srie de retrocessos da reforma, como a diminuio do papel dos sindicatos nos processos de desligamento.

OS SINDICATOS devem perseverar o pa-pel histrico de luta e resistncia diante da destruio dos direitos dos trabalhadores provocada pela nova legislao trabalhista (Lei 13.429/2017). o que ficou bem evi-dente no Seminrio Jurdico da Federao dos Bancrios da Bahia e Sergipe, ocorri-do sbado, em Salvador.

A reforma trabalhista vai alterar aspec-tos na jornada de trabalho, formas de con-tratao, remunerao, homologao e termo de quitao dos direitos trabalhis-tas. Um retrocesso. No caso dos emprega-dos do sistema financeiro, a situao no

nada animadora. Os bancrios sero muito prejudicados

com as alteraes, principalmente no que se refere ao fim da incorporao das grati-ficaes aos salrios, independentemente do tempo em que o trabalhador as rece-beu. A mudana fere o princpio da irre-dutibilidade salarial do trabalhador e do direito estabilidade econmica, que es-to garantidos na Constituio.

Para o presidente do Sindicato dos Ban-crios da Bahia, Augusto Vasconcelos, os direitos trabalhistas esto ameaados pelo projeto neoliberal. Vamos resistir aos ataques de Temer e do Congresso.

Os advogados trabalhistas esclarece-ram que o banco de horas, antes s ins-titudo em acordo com o sindicato, agora poder ser negociado diretamente com o trabalhador. Outro ponto negativo a re-tirada da obrigatoriedade da assistncia sindical para a efetividade.

Seminrio Jurdico da Feeb

discutiu o papel dos sindicatos diante da

reforma trabalhista

Lei trabalhista prev demisso consensual

o bancriowww.bancariosbahia.org.br Salvador, tera-feira, 31.10.2017 3BANCRIOS

SBBA solicita Superintendncia que agncia reabraAnA BeAtrIz LeAL imprensa@bancariosbahia.org.br

joo ubaldo

Sindicato em defesa do BB de Olindina

BNB retoma negociao OS fUNCIONRIOS do Banco do Nordeste do Brasil e a dire-o do banco retomam negocia-o amanh. O principal obje-tivo fechar o acordo de ponto eletrnico 2017/2018. A vign-cia do atual contrato expira em 29 de novembro deste ano.

O Grupo de Trabalho do Ponto Eletrnico, formado por representantes dos trabalha-dores e do BNB, se reuniu na quinta-feira passada para anali-sar as sugestes encaminhadas aos sindicatos pelo funcionalis-mo sobre o assunto.

Tambm estar na pauta a defesa do BNB enquanto ban-

co de desenvolvimento indis-pensvel economia regional. A Comisso Nacional dos Fun-cionrios do BNB est preocu-pada com a reduo do empre-go pela diminuio da dotao autorizada dos trabalhadores e o fechamento de unidades ope-radoras com a extino de fun-es comissionadas, possveis transferncias e at demisses.

Os representantes dos funcio-nrios ainda vo cobrar do BNB posicionamentos mais claros so-bre o novo modelo de agncias, as repercusses na vida funcio-nal e nas aes institucionais de responsabilidade do banco.

Incndio no Banco do nordeste da PitubaUm pRINCpIO de incndio foi registrado na agncia do Banco do Nordeste, localizada na ave-nida Manoel Dias da Silva, Pi-tuba, no domingo.

As chamas foram controladas pelos bombeiros, mesmo com a dificuldade de entrar no local, que se encontrava fechado, para alvio dos funcionrios e clientes.

Outro prdio do BNB, situa-

do no Comrcio, tambm apre-senta perigos para funcionrios e populao. Inclusive, o Sindica-to entrou com ao judicial para buscar solues para a condio insalubre que os bancrios so expostos na agncia. Na ltima audincia, o banco disse que to-mou providncias para cumprir as exigncias dos bancrios. Po-rm, ainda h muitas pendncias.

O SINDICATO dos Bancrios da Bahia trabalha diariamente para garantir o investimento necessrio em segurana banc-ria. Os ataques a bancos assustam. Este ano, no Estado, foram 67 registros, entre exploses, assaltos, arrombamentos e tenta-tivas frustradas. Riscos para bancrios e a sociedade.

SBBA em audincia sobre segurana bancriaPara discutir o assunto, a entidade participa de audincia p-

blica, hoje, s 10h, na Assembleia Legislativa da Bahia.A atividade, cujo tema Assaltos a bancos e modernizao da

segurana bancria na Bahia, de iniciativa do deputado esta-dual Marcelino Galo.

A SUpERINTENDNCIA Regio-nal do Banco do Brasil se compro-meteu em marcar uma audincia do Sindicato dos Bancrios da Bahia com a direo do BB, em Braslia, para tentar reverter o fe-chamento da agncia de Olindina, considerada de grande importn-cia para a economia da regio.

O compromisso foi assumido durante reunio, realizada on-tem, em Salvador. O Sindicato da Bahia demonstrou os preju-zos para os trabalhadores, o co-mrcio local, a agricultura e toda a sociedade, no apenas de Olin-dina, mas de outros municpios prximos c