FB | Revista On Petrópolis #05

of 54/54
1 revistaon.com.br
  • date post

    10-Mar-2016
  • Category

    Documents

  • view

    220
  • download

    5

Embed Size (px)

description

Dos campinhos do bairro Boa Esperança para o Petropolitano Football Club e, de lá, para o Botafogo e o Fluminense. O que ninguém poderia imaginar era que, em pouco tempo, um seria o lateral direito e o outro esquerdo do clube inglês Manchester United. Agora, direto da Inglaterra para a capa da Revista On #5, você vai conhecer a história dos gêmeos petropolitanos Fábio e Rafael. O talento foi descoberto quando ainda eram crianças e viviam uma realidade difícil e humilde. Hoje, os dois desfrutam de um mundo surreal, quando cada gol é uma vitória. Esta edição também veio para esquentar a temporada fria da região. Período ideal para quem curte o clima das montanhas, acompanhamos uma escalada e contamos, com detalhes, a sensação de sentir adrenalina nas alturas...

Transcript of FB | Revista On Petrópolis #05

  • 1revistaon.com.br

  • 2 Julho | Agosto

  • 3revistaon.com.br

  • 4 Julho | Agosto

    Dos campinhos do bairro Boa Esperana para o Petropolitano Football Club e, de l, para o Botafogo e o Fluminense. O que ningum poderia imaginar era que, em pouco tempo, um seria o lateral direito e o outro esquerdo do clube ingls Manchester United. Agora, direto da Inglaterra para a capa da Revista On #5, voc vai conhecer a histria dos gmeos petropolitanos Fbio e Rafael. O talento foi descoberto quando ainda eram crianas e viviam uma realidade difcil e humilde. Hoje, os dois desfrutam de um mundo surreal, quando cada gol uma vitria.

    Esta edio tambm veio para esquentar a temporada fria da regio. Perodo ideal para quem curte o clima das montanhas, acompanhamos uma escalada e contamos, com detalhes, a sensao de sentir adrenalina nas alturas.

    Para os apaixonados por cerveja, tambm tem novidade boa por a. a produo artesanal, feita em casa, que tem um sabor diferente, ideal para beber com os amigos e que qualquer pessoa pode produzir. D uma bisbilhotada no passo a passo. No passado, tambm poder conferir detalhes da segunda guerra mundial. Lembranas que um petropolitano guarda em um galpo exclusivo para sua coleo.

    Por falar em coleo, muitos tm enormes quantidades de roupas, mas quando chega a hora de ir a um evento, quem nunca se perguntou com que roupa ir? Confira dicas de moda para caprichar no look neste inverno.

    No nos esquecemos do dia dos pais, que j est prximo. Bravos e rabugentos? Nada disso! Descobrimos que a relao entre pais e filhos est cada vez mais prxima. Alguns trabalham juntos e saem para se divertir.

    As prximas pginas ainda abordam as pessoas populares na internet, o Museu de Cera como opo de turismo na cidade e muito mais.

    Fique de olho no lance, nas prximas pginas e no contedo inteligente.

    Boa leitura!

    Editorial

    Ops! Erramos

    Na edio anterior, a matria sobre a P de vento (p. 44) retratou a falta de apoio aos atletas. Porm, quando foi publicada, a equipe j contava com o patrocnio da Caixa.

    #5

    Direo e Produo GeralFelipe [email protected] obranco.com.br

    Produo Sabrina VasconcellosHeverton da Mata

    EdioRafael [email protected] obranco.com.br

    RedaoAline RicklyFrederico Nogueira

    ComercialBrbara [email protected] obranco.com.br(24) 8864-8524

    CriaoFelipe VasconcellosRobson Silva

    Estagirio Nelson Jnior

    Colaborao Jos ngelo CostaKitty DAngeloLeonardo FarrocoLeticia Knibel

    DistribuioPetrpolis, Itaipava, Nogueira, Corras, Pedro do Rio e Posse

    Produo Gr caWalPrint

    Tiragem 5.000

    Foto de capa Shutterstock

    Fiobranco EditoraRua Prefeito Walter Francklin, 13/404 Centro | Trs Rios - RJ25.803-010

    Telefone(24) 2252-8524

    [email protected]

    ndiceOpinio

    Online

    Turismo

    Comportamento

    You Fashion

    Inspirao

    Design e Decorao

    Eu Sei Fazer

    Sade

    Papo de Colecionador

    Esporte

    Dirio de Bordo

    Guia

    6

    12

    18

    22

    24

    26

    32

    36

    42

    39

    47

    52

    54

    26

    52

    47E

    ZIO

    PH

    ILO

    T /

    CIA

    FO

    TOG

    R

    FIC

    A

    RE

    VIS

    TA O

    N

    AR

    QU

    IVO

    PE

    SSO

    AL

    / B

    RU

    NO

    WA

    ND

    ER

    LEY

  • 5revistaon.com.br

    Dos campinhos do bairro Boa Esperana para o Petropolitano Football Club e, de l, para o Botafogo e o Fluminense. O que ningum poderia imaginar era que, em pouco tempo, um seria o lateral direito e o outro esquerdo do clube ingls Manchester United. Agora, direto da Inglaterra para a capa da Revista On #5, voc vai conhecer a histria dos gmeos petropolitanos Fbio e Rafael. O talento foi descoberto quando ainda eram crianas e viviam uma realidade difcil e humilde. Hoje, os dois desfrutam de um mundo surreal, quando cada gol uma vitria.

    Esta edio tambm veio para esquentar a temporada fria da regio. Perodo ideal para quem curte o clima das montanhas, acompanhamos uma escalada e contamos, com detalhes, a sensao de sentir adrenalina nas alturas.

    Para os apaixonados por cerveja, tambm tem novidade boa por a. a produo artesanal, feita em casa, que tem um sabor diferente, ideal para beber com os amigos e que qualquer pessoa pode produzir. D uma bisbilhotada no passo a passo. No passado, tambm poder conferir detalhes da segunda guerra mundial. Lembranas que um petropolitano guarda em um galpo exclusivo para sua coleo.

    Por falar em coleo, muitos tm enormes quantidades de roupas, mas quando chega a hora de ir a um evento, quem nunca se perguntou com que roupa ir? Confira dicas de moda para caprichar no look neste inverno.

    No nos esquecemos do dia dos pais, que j est prximo. Bravos e rabugentos? Nada disso! Descobrimos que a relao entre pais e filhos est cada vez mais prxima. Alguns trabalham juntos e saem para se divertir.

    As prximas pginas ainda abordam as pessoas populares na internet, o Museu de Cera como opo de turismo na cidade e muito mais.

    Fique de olho no lance, nas prximas pginas e no contedo inteligente.

    Boa leitura!

    Editorial

    Ops! Erramos

    Na edio anterior, a matria sobre a P de vento (p. 44) retratou a falta de apoio aos atletas. Porm, quando foi publicada, a equipe j contava com o patrocnio da Caixa.

    #5

    Direo e Produo GeralFelipe [email protected] obranco.com.br

    Produo Sabrina VasconcellosHeverton da Mata

    EdioRafael [email protected] obranco.com.br

    RedaoAline RicklyFrederico Nogueira

    ComercialBrbara [email protected] obranco.com.br(24) 8864-8524

    CriaoFelipe VasconcellosRobson Silva

    Estagirio Nelson Jnior

    Colaborao Jos ngelo CostaKitty DAngeloLeonardo FarrocoLeticia Knibel

    DistribuioPetrpolis, Itaipava, Nogueira, Corras, Pedro do Rio e Posse

    Produo Gr caWalPrint

    Tiragem 5.000

    Foto de capa Shutterstock

    Fiobranco EditoraRua Prefeito Walter Francklin, 13/404 Centro | Trs Rios - RJ25.803-010

    Telefone(24) 2252-8524

    [email protected]

    ndiceOpinio

    Online

    Turismo

    Comportamento

    You Fashion

    Inspirao

    Design e Decorao

    Eu Sei Fazer

    Sade

    Papo de Colecionador

    Esporte

    Dirio de Bordo

    Guia

    6

    12

    18

    22

    24

    26

    32

    36

    42

    39

    47

    52

    54

    26

    52

    47

    EZ

    IO P

    HIL

    OT

    / C

    IA F

    OTO

    GR

    F

    ICA

    RE

    VIS

    TA O

    N

    AR

    QU

    IVO

    PE

    SSO

    AL

    / B

    RU

    NO

    WA

    ND

    ER

    LEY

  • 6 Julho | Agosto

    O consagrado fotgrafo brasileiro Sebas-tio Salgado (O Globo, Segundo Ca-derno, 03/06/2012), radicado em Paris, passou longos perodos registrando em fotos a misria, as doenas e os fracassos da huma-nidade no projeto denominado xodos, premiado em todo mundo. Esgotado ao final de sua tarefa, por ter testemunhado e registrado tanta violncia e de-sespero pelo mundo, passou por um perodo com-plicado. Saiu do buraco existencial ou foi salvo pelo projeto Gnesis onde se props fotografar as reas do globo no afetadas pela civilizao. E virou novamente um otimista ao encontrar quase metade do planeta em estado genuno, descontaminado.

    Angelino era um atuante promotor de justi-a, membro do Ministrio Pblico Estadual. Na caada e na denncia dos criminosos sempre foi implacvel. Corria em suas veias o sangue da jus-tia e da defesa da sociedade contra as mazelas do crime, organizado ou no. Nesta funo granjeou reconhecimento e prestgio na sociedade local. At que um dia, passou por uma breve doena que o fez repensar a vida. Quando recuperado to-mou uma deciso inesperada. Pediu demisso do cargo pblico, filiou-se a um partido poltico e se candidatou a prefeito de sua cidade, queria dar mais de si sociedade que tanto o admirava.

    Angelino era jovem, bonito e muito simptico. Rapidamente entendeu como funcionava a polti-ca. Elegeu-se, foi aclamado pela populao. Che-gando ao poder, agiu conforme o poder, s que com um detalhe era convicto em sua vocao. Em sua equipe s um era credenciado a receber os agrados do poder, nada entrava ou saa dos co-fres pblicos sem o agrado do chefe. No entanto, Angelino, homem inteligente e perspicaz, jamais se aproximava dos esquemas, tinha quem o fizesse por ele. A cidade prosperava e a vida de Angeli-no tambm. Com poucos anos de mandato j era proprietrio de vrios imveis na cidade, coisa que anos de Ministrio Pblico no o permitiu.

    Era casado com uma linda mulher, todavia, as-sim como o bblico profeta Davi era insacivel. Adorava mulheres jovens e, quando as queria, ha-via outro credenciado na equipe de seu governo que se encarregava de levar as selecionadas para um encontro amoroso com ele. Iam em carros se-parados e, acabado o enlace amoroso, o subordina-do de Angelino levava a eleita de volta para seus domnios. Bonito e poderoso, no tinha dificuldade na escolha e aceitao de suas presas. Pelo contr-rio, havia mais oferta do que procura.

    Em casa, Angelino era rigoroso na educao de seus dois filhos. Certa feita, a esposa comen-tou com ele que o filho mais novo estava reitera-damente trazendo para casa pertences de outros amiguinhos e, algumas vezes, at objetos de alto valor. Angelino, de portas trancadas, teve uma conversa sria com o menino e o explicou, deta-lhadamente, o respeito que ele devia ter pela coi-sa alheia. Na vida, meu filho, tem que se acos-tumar a respeitar as coisas dos outros e jamais se apropriar daquilo que no nos pertence de direito pontuou Angelino. Ele era assim, um tpico ho-mem pblico, convicto.

    Ademais um homem de f, devoto de Santa Rita de Cssia. Possua em seu gabinete na pre-feitura um enorme quadro de Chico Xavier que se destacava a qua lquer olhar menos atento. Invaria-velmente ia missa de domingo com sua esposa e comungava a eucaristia. Ia tambm a quase todos cultos evanglicos da cidade e, quando l estava, convivia bem com a inexistncia da orao Ave--Maria e a no aceitao da intercesso dos San-tos. Ah! Tambm adorava festas. Em sua cidade geralmente estava em festas junto ao povo e, no exterior, em companhia dos empreiteiros, que eram seus melhores amigos. Enfim, dois homens, Sebas-tio Salgado e Angelino, dois desejos. Como diz Jesus: se algum ouve as minhas palavras e no as guarda, eu no o condenarei, porque no vim para condenar o mundo, mas para salv-lo (Jo, 12,47).

    DesejosNa vida, meu lho, tem que se acostumar a respeitar as coisas dos outros e jamais se apropriar daquilo que no nos pertence de direito.

    Roberto Wagner Lima Nogueira procurador do municpio de Areal,

    mestre em Direito Tributrio - UCAM-Rio,

    professor de Direito Tributrio da UCP

    Petrpolis e colunista do Trs Rios Online.

    [email protected]

    Roberto Wagner

    OPINIO

  • 7revistaon.com.br

    TROCA-TROCAConsideraes sobre um direito do consumidor

    Oneir Vitor Guedes formou-se em direito

    pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atua como advogado

    e consultor jurdico nas reas cvel e criminal, alm de ser colunistado Trs Rios Online.

    Oneir Vitor [email protected] de Cidade Imperial e capital da cerveja, Petrpolis j se firmou como um importante centro comercial, so-bretudo nos polos da Rua Teresa e

    Itaipava, que atraem compradores (atacadistas e varejistas) de todo o pas. E, como em qualquer cidade que tem o setor de vendas aquecido, sur-giram aqui incontveis processos judiciais nos quais consumidores insatisfeitos alegam ter so-frido alguma violao em seus direitos. Um dos momentos que mais gera discusses o da troca de mercadorias. Por isso, importante que todos compreendam bem o que diz a lei sobre o assunto.

    De incio, preciso esclarecer que no existe venda sem garantia, porque a prpria lei define um prazo no qual o fornecedor do produto obri-gado a providenciar a reparao das imperfeies do item comprado. A loja pode conceder uma garantia maior, mas o que importa que o prazo para troca ou conserto nunca ser inferior ao esti-pulado pela lei . Conforme preceitua o CDC (C-digo de Defesa do Consumidor), este prazo varia de acordo com o tipo de mercadoria comprada: se for um produto durvel (como um brinquedo, um celular ou um eletrodomstico) ser de 90 dias; se for um produto no durvel (como um cosmtico ou um alimento) o prazo ser de 30 dias. Esse pe-rodo de tempo vlido mesmo que o defeito seja aparente ou facilmente perceptvel e s comea a ser contado a partir de sua constatao pelo com-prador. Caso a mercadoria contenha um problema oculto (que existe, mas demora a se manifestar), o prazo da garantia legal s comea a valer quando o problema identificado.

    O CDC tambm determina que o fornecedor deva providenciar o conserto em at 30 dias aps a comunicao do defeito pelo comprador. Caso ele no efetue a devida reparao neste perodo, o consumidor poder optar por uma das trs opes: a substituio do produto por outro da mesma es-pcie, a restituio imediata da quantia paga ou abatimento proporcional do preo.

    Situao distinta ocorre nos casos em que o consumidor requer a troca de uma mercadoria sem defeito. Se o consumidor adquiriu o item pes-soalmente no estabelecimento comercial, o lojista no ser obrigado a trocar a mercadoria que esteja em perfeitas condies. A loja poder (o que fa-cultativo) aceitar a troca do produto, mas far isso somente se quiser, como ttica para conquistar a simpatia do cliente. Por outro lado, se o produto foi comprado distncia, via internet ou telefone, o comprador tem o direito de arrependimento, mesmo que o produto no apresente qualquer problema, direito este que pode ser exercitado no prazo de at sete dias aps a entrega . O consumi-dor nem precisa justificar o porqu da devoluo da mercadoria, j que o exerccio deste direito no est sujeito a qualquer condio .

    Os comerciantes devem compreender que cumprir a lei e facilitar a troca uma estratgia que aumenta a fidelidade do consumidor e pode ser uma boa oportunidade de conquistar um novo cliente. Por outro lado, os compradores devem desempenhar seu papel com honestidade nesta relao, pois, ao contrrio do adgio popular, o consumidor nem sempre tem razo.

    1 - Muitos comerciantes a rmam que produtos em liquidao no podem ser trocados, mesmo que sejam constatados defeitos futuramente. Porm, o lojista no pode ignorar a lei e se negar a reparar os defeitos no declarados, bem como aqueles que estavam ocultos no momento da compra e s foram descobertos em momento posterior.

    2- Voc certamente j escutou o famoso bordo das propagandas televisivas: satisfao garantida ou seu dinheiro de volta. Na verdade, toda empresa que vende produtos por telefone ou internet est obrigada, por lei, a devolver o dinheiro do cliente que demonstre insatisfao em at sete dias aps a compra. Logo a frase satisfao garantida ou seu dinheiro de volta no um benefcio dado pela empresa e, sim, uma obrigao imposta por lei.

    3- Os valores que j houverem sido pagos pelo comprador que desistiu do produto devero ser integralmente devolvidos, inclusive corrigidos monetariamente. Alm disso, os gastos com transporte ou frete no podero ser abatidos do valor a ser restitudo, pois toda empresa que vende distancia, deve arcar com os riscos de seu empreendimento.

  • 8 Julho | Agosto

    [email protected]

    Helder Caldeira escritor, articulista

    poltico, palestrante, conferencista, colunista

    do Trs Rios Onlinee autor do livro A 1

    Presidenta, primeira obra publicada no

    Brasil com a anlise da trajetria da presidente Dilma Rousseff e que j

    est entre os livros mais vendidos do pas em

    2011. apresentador do quadro iPOLTICA

    com comentrios nos telejornais da

    a liada da Rede Record em Diamantino/MT.

    FALSOS PETROPURITANOS

    Helder Caldeira

    Perversas mentiras so repetidas de quatro em quatro anos, disfaradas de promessas palanquistas, e seus resultados posteriores ao processo eleitoral no conseguem deixar a linha paralela nulidade.

    vspera de uma eleio municipal, Petrpolis no foge regra da politi-cagem brasileira: faltam cidados ver-dadeiramente comprometidos com a cidade e sobram colarinhos brancos e saias-justas bradando firulas e posando de falsos petropuri-tanos. Desde que me entendo por gente, um dos pontos nevrlgicos da Cidade Imperial sempre foi o caos da mobilidade urbana, seja pela deficitria malha de ruas e avenidas para um nmero cada vez maior de veculos, seja pelo surreal sistema de transporte pblico, ou mesmo pelas dificuldades impostas pela geografia.

    Perversas mentiras so repetidas de quatro em quatro anos, disfaradas de promessas palanquis-tas, e seus resultados posteriores ao processo elei-toral no conseguem deixar a linha paralela nu-lidade. O prefeito garante que no h recursos nos cofres municipais; o diretor-presidente da Concer vai pelo mesmo caminho e afirma que a conces-sionria no tem dinheiro suficiente; os vereadores no tm poder, nem querer, para realizar mudan-as; a interveno nas empresas de nibus parece ter piorado o sistema; e o governo fluminense e a Unio sequer conseguiram atender, dezoito meses depois, as demandas urgentes provocadas pela tra-gdia de 2011. Acreditar em quem?

    Enquanto isso, fala-se abertamente sobre a necessidade de aumentar os impostos petropoli-tanos para financiar supostas mudanas que nun-ca conseguem sair do papel. Da mesma forma, a concessionria da BR-040 no trecho Rio/Juiz de Fora anuncia que s realizar a essencial ligao Bingen/Quitandinha (prevista como obrigatria no contrato de concesso) se lhes for permitido um aumento expressivo nas tarifas de pedgio. No so mais que acintes inteligncia da populao.

    Adrede de canalhas que pretendem utilizar essa arrecadao para garantir desvios de recursos que bancam as contas partidrias em ano eleitoral.

    Em outra instncia, um vereador viu-se obrigado a parar na delegacia para registrar ameaas de morte sofridas, logo aps denunciar fraudes na validao de vales-transportes em empresa de nibus sob inter-veno. A propsito, logro no sistema de bilhetagem eletrnica uma cumbuca expressiva de corrupo nas cidades brasileiras, rendendo altas cifras aos bandidos infiltrados em rgos pblicos. Basta di-zer que uma das acusaes que pesa sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira justamente a criao de uma mfia que hoje domina o sistema de bilhetagem dos transportes pblicos no Distrito Federal.

    Os petropolitanos seguem no papel de figura-o, tteres de uma turma que alardeia mudana e renovao, mas que no consegue ultrapassar os limites umbilicais da relao de manuteno das mamatas. Roubam para poder investir pesado em campanhas panfletrias de reciclagem das suas imagens, chamuscadas desde os tempos de Pedro II. Por lamentvel, poucas coisas mudam efetiva-mente. Quase nada, na verdade.

    Ao fim e ao cabo, esses figures de sempre j desfilam pelas ruas e avenidas congestionadas e esburacadas em busca de votos, sem qualquer ves-tgio de vergonha na cara, qui de compromisso poltico com uma Petrpolis no limiar da subsis-tncia. No se engane: cada santinho que voc receber nesses meses de campanha significa dire-tamente um buraco a mais nas vias, um mdico a menos nos postos de sade e a ameaa cada vez maior ao bolso suado do contribuinte. Estampadas nos panfletos, as caras dos falsos petropuritanos podem at parecer quase belas. Bonitinhas, mas or-dinrias, diria Nelson Rodrigues.

    Recentemente, a sociedade brasileira ficou atemorizada com a brutalidade do assassinato do diretor executivo de exportaes da Yoki, Marcos Matsu-naga, morto e esquartejado por sua mulher, Elize, no dia 19 de maio.

    Matsunaga, formado em administrao pela Fun-dao Getlio Vargas, uma das melhores faculdades do pas, conheceu Elize no ano de 2004, atravs de um site na internet, no qual garotas de programa ofe-recem seus servios por elevados preos. Em 2006, ainda na condio de amante, Elize comeou a cur-sar a faculdade de direito. Depois de alguns anos de relacionamento intenso, o empresrio abandonou a primeira mulher e a filha pequena para viver o novo amor. Em 2009 eles se casaram.

    Ele (Marcos), um profissional respeitado, nas-cido em uma famlia nobre de So Paulo, com educao rgida; ela (Elize), uma menina sem pai, de famlia pobre do interior do Paran, sem xito como tcnica em enfermagem, virou prostituta. Segundo o relato de pessoas prximas ao casal Matsunaga, eles viviam como em um conto de fadas, sendo Marcos um verdadeiro cavalheiro, um homem moda antiga.

    Os tempos de felicidade duraram at o dia 17 de maio, a ocasio em que Elize descobriu, por meio de um detetive particular, que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal. Ela estava no Paran visitando a me. Dois dias depois (19 de maio) retor-nou para So Paulo, onde o casal residia em um apar-tamento de 500 m2, em uma rea nobre da cidade. Por volta das 19h, aps colocar a filha recm-nascida para dormir no segundo pavimento da cobertura du-plex, Elize dispensou a bab e iniciou uma discusso veemente com o marido, questionando-o sobre seu relacionamento amoroso fora do casamento, ocasio em que Marcos a insultou. Naquele momento, ela sacou uma pistola 380 de uma gaveta da sala e dis-parou a uma distncia de 1,5 m contra a cabea de Marcos Matsunaga, matando o executivo.

    Na manh do dia seguinte (20 de maio), depois de constatar o enrijecimento do corpo e a conse-

    quente reduo da vazo de sangue, o que reduz o seu derramamento, Elize iniciou o processo de esquartejamento, utilizando uma faca com lmina de 30 cm. Ao que tudo indica, ela empregou seus conhecimentos de enfermagem, pois sabia exata-mente onde os cortes deveriam ser feitos, de modo a facilitar seu trabalho, vale dizer, realizado em quatro horas apenas.

    A prtica funesta levada a efeito por Elize Mat-sunaga caminhou em sentido contrrio s lies que lhe foram ministradas durante a faculdade de direito, pois sua conduta cruel, prpria de um tribunal inqui-sitivo, julga, condena e penaliza a morte de um ser humano que sequer teve a possibilidade de se defen-der, revelando uma metodologia punitiva de cunho repressivo, aplicada to somente nos primrdios da civilizao, a vingana penal. Esta foi marcada pelo poder e pela religio que, na evoluo do direi-to penal, durante os tempos se dividiu em vingan-a privada, vingana divina e vingana pblica, at chegarmos ao conceito atual do Estado como ente imparcial regulador das relaes humanas (jurdicas) e solucionador dos conflitos surgidos na sociedade.

    O conceito atual nasceu inicialmente na Roma Antiga, sendo aperfeioado por grandes pensado-res como Montesquieu (O Esprito das Leis, de 1748), Jean-Jacques Rousseau (O Contrato So-cial, de 1762) e Cesare Beccaria (Dos Delitos e Das Penas, de 1764).

    Elize Matsunaga, paranaense de 30 anos, pas-sar um longo tempo na priso, pois ser sub-metida ao penal sujeita ao procedimento do tribunal do jri, quando o Ministrio Pblico provavelmente ir lhe imputar a prtica delituosa prevista no art. 121, 2. (homicdio qualificado pena de recluso de 12 a 30 anos) combinado com o art. 211 (destruio, subtrao ou ocultao de cadver pena de recluso de 01 a 03 anos), na forma do art. 69 (concurso material cumulao de penas), todos do cdigo penal, e, alm disso, no ter direito a qualquer tipo de herana. A soluo de conflitos cabe ao Poder Judicirio. impossvel se fazer justia com as prprias mos!

    CASO YOKI: UMA METODOLOGIA DE RETROCESSO DO DIREITO PENALO julgamento, a condenao e aplicao da pena segundo a vingana privada

    David Elmr Advogado Criminalista,

    originrio de uma das mais respeitveis

    bancas de direito do Brasil (SAHIONE

    Advogados), Scio Snior do ELMR &

    CORRA Advogados

    David [email protected]

    Fontes utilizadas: O Globo, Folha de S.Paulo e Revista Veja

    OPINIO

  • 9revistaon.com.br

    [email protected]

    Helder Caldeira escritor, articulista

    poltico, palestrante, conferencista, colunista

    do Trs Rios Onlinee autor do livro A 1

    Presidenta, primeira obra publicada no

    Brasil com a anlise da trajetria da presidente Dilma Rousseff e que j

    est entre os livros mais vendidos do pas em

    2011. apresentador do quadro iPOLTICA

    com comentrios nos telejornais da

    a liada da Rede Record em Diamantino/MT.

    FALSOS PETROPURITANOS

    Helder Caldeira

    Perversas mentiras so repetidas de quatro em quatro anos, disfaradas de promessas palanquistas, e seus resultados posteriores ao processo eleitoral no conseguem deixar a linha paralela nulidade.

    vspera de uma eleio municipal, Petrpolis no foge regra da politi-cagem brasileira: faltam cidados ver-dadeiramente comprometidos com a cidade e sobram colarinhos brancos e saias-justas bradando firulas e posando de falsos petropuri-tanos. Desde que me entendo por gente, um dos pontos nevrlgicos da Cidade Imperial sempre foi o caos da mobilidade urbana, seja pela deficitria malha de ruas e avenidas para um nmero cada vez maior de veculos, seja pelo surreal sistema de transporte pblico, ou mesmo pelas dificuldades impostas pela geografia.

    Perversas mentiras so repetidas de quatro em quatro anos, disfaradas de promessas palanquis-tas, e seus resultados posteriores ao processo elei-toral no conseguem deixar a linha paralela nu-lidade. O prefeito garante que no h recursos nos cofres municipais; o diretor-presidente da Concer vai pelo mesmo caminho e afirma que a conces-sionria no tem dinheiro suficiente; os vereadores no tm poder, nem querer, para realizar mudan-as; a interveno nas empresas de nibus parece ter piorado o sistema; e o governo fluminense e a Unio sequer conseguiram atender, dezoito meses depois, as demandas urgentes provocadas pela tra-gdia de 2011. Acreditar em quem?

    Enquanto isso, fala-se abertamente sobre a necessidade de aumentar os impostos petropoli-tanos para financiar supostas mudanas que nun-ca conseguem sair do papel. Da mesma forma, a concessionria da BR-040 no trecho Rio/Juiz de Fora anuncia que s realizar a essencial ligao Bingen/Quitandinha (prevista como obrigatria no contrato de concesso) se lhes for permitido um aumento expressivo nas tarifas de pedgio. No so mais que acintes inteligncia da populao.

    Adrede de canalhas que pretendem utilizar essa arrecadao para garantir desvios de recursos que bancam as contas partidrias em ano eleitoral.

    Em outra instncia, um vereador viu-se obrigado a parar na delegacia para registrar ameaas de morte sofridas, logo aps denunciar fraudes na validao de vales-transportes em empresa de nibus sob inter-veno. A propsito, logro no sistema de bilhetagem eletrnica uma cumbuca expressiva de corrupo nas cidades brasileiras, rendendo altas cifras aos bandidos infiltrados em rgos pblicos. Basta di-zer que uma das acusaes que pesa sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira justamente a criao de uma mfia que hoje domina o sistema de bilhetagem dos transportes pblicos no Distrito Federal.

    Os petropolitanos seguem no papel de figura-o, tteres de uma turma que alardeia mudana e renovao, mas que no consegue ultrapassar os limites umbilicais da relao de manuteno das mamatas. Roubam para poder investir pesado em campanhas panfletrias de reciclagem das suas imagens, chamuscadas desde os tempos de Pedro II. Por lamentvel, poucas coisas mudam efetiva-mente. Quase nada, na verdade.

    Ao fim e ao cabo, esses figures de sempre j desfilam pelas ruas e avenidas congestionadas e esburacadas em busca de votos, sem qualquer ves-tgio de vergonha na cara, qui de compromisso poltico com uma Petrpolis no limiar da subsis-tncia. No se engane: cada santinho que voc receber nesses meses de campanha significa dire-tamente um buraco a mais nas vias, um mdico a menos nos postos de sade e a ameaa cada vez maior ao bolso suado do contribuinte. Estampadas nos panfletos, as caras dos falsos petropuritanos podem at parecer quase belas. Bonitinhas, mas or-dinrias, diria Nelson Rodrigues.

    Recentemente, a sociedade brasileira ficou atemorizada com a brutalidade do assassinato do diretor executivo de exportaes da Yoki, Marcos Matsu-naga, morto e esquartejado por sua mulher, Elize, no dia 19 de maio.

    Matsunaga, formado em administrao pela Fun-dao Getlio Vargas, uma das melhores faculdades do pas, conheceu Elize no ano de 2004, atravs de um site na internet, no qual garotas de programa ofe-recem seus servios por elevados preos. Em 2006, ainda na condio de amante, Elize comeou a cur-sar a faculdade de direito. Depois de alguns anos de relacionamento intenso, o empresrio abandonou a primeira mulher e a filha pequena para viver o novo amor. Em 2009 eles se casaram.

    Ele (Marcos), um profissional respeitado, nas-cido em uma famlia nobre de So Paulo, com educao rgida; ela (Elize), uma menina sem pai, de famlia pobre do interior do Paran, sem xito como tcnica em enfermagem, virou prostituta. Segundo o relato de pessoas prximas ao casal Matsunaga, eles viviam como em um conto de fadas, sendo Marcos um verdadeiro cavalheiro, um homem moda antiga.

    Os tempos de felicidade duraram at o dia 17 de maio, a ocasio em que Elize descobriu, por meio de um detetive particular, que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal. Ela estava no Paran visitando a me. Dois dias depois (19 de maio) retor-nou para So Paulo, onde o casal residia em um apar-tamento de 500 m2, em uma rea nobre da cidade. Por volta das 19h, aps colocar a filha recm-nascida para dormir no segundo pavimento da cobertura du-plex, Elize dispensou a bab e iniciou uma discusso veemente com o marido, questionando-o sobre seu relacionamento amoroso fora do casamento, ocasio em que Marcos a insultou. Naquele momento, ela sacou uma pistola 380 de uma gaveta da sala e dis-parou a uma distncia de 1,5 m contra a cabea de Marcos Matsunaga, matando o executivo.

    Na manh do dia seguinte (20 de maio), depois de constatar o enrijecimento do corpo e a conse-

    quente reduo da vazo de sangue, o que reduz o seu derramamento, Elize iniciou o processo de esquartejamento, utilizando uma faca com lmina de 30 cm. Ao que tudo indica, ela empregou seus conhecimentos de enfermagem, pois sabia exata-mente onde os cortes deveriam ser feitos, de modo a facilitar seu trabalho, vale dizer, realizado em quatro horas apenas.

    A prtica funesta levada a efeito por Elize Mat-sunaga caminhou em sentido contrrio s lies que lhe foram ministradas durante a faculdade de direito, pois sua conduta cruel, prpria de um tribunal inqui-sitivo, julga, condena e penaliza a morte de um ser humano que sequer teve a possibilidade de se defen-der, revelando uma metodologia punitiva de cunho repressivo, aplicada to somente nos primrdios da civilizao, a vingana penal. Esta foi marcada pelo poder e pela religio que, na evoluo do direi-to penal, durante os tempos se dividiu em vingan-a privada, vingana divina e vingana pblica, at chegarmos ao conceito atual do Estado como ente imparcial regulador das relaes humanas (jurdicas) e solucionador dos conflitos surgidos na sociedade.

    O conceito atual nasceu inicialmente na Roma Antiga, sendo aperfeioado por grandes pensado-res como Montesquieu (O Esprito das Leis, de 1748), Jean-Jacques Rousseau (O Contrato So-cial, de 1762) e Cesare Beccaria (Dos Delitos e Das Penas, de 1764).

    Elize Matsunaga, paranaense de 30 anos, pas-sar um longo tempo na priso, pois ser sub-metida ao penal sujeita ao procedimento do tribunal do jri, quando o Ministrio Pblico provavelmente ir lhe imputar a prtica delituosa prevista no art. 121, 2. (homicdio qualificado pena de recluso de 12 a 30 anos) combinado com o art. 211 (destruio, subtrao ou ocultao de cadver pena de recluso de 01 a 03 anos), na forma do art. 69 (concurso material cumulao de penas), todos do cdigo penal, e, alm disso, no ter direito a qualquer tipo de herana. A soluo de conflitos cabe ao Poder Judicirio. impossvel se fazer justia com as prprias mos!

    CASO YOKI: UMA METODOLOGIA DE RETROCESSO DO DIREITO PENALO julgamento, a condenao e aplicao da pena segundo a vingana privada

    David Elmr Advogado Criminalista,

    originrio de uma das mais respeitveis

    bancas de direito do Brasil (SAHIONE

    Advogados), Scio Snior do ELMR &

    CORRA Advogados

    David [email protected]

    Fontes utilizadas: O Globo, Folha de S.Paulo e Revista Veja

  • 10 Julho | Agosto

    Coordenador do curso de jornalismo da

    Universidade Estcio de S (Campus Petrpolis).

    Jornalista, mestre em cincia poltica

    [email protected] Aquela pequena gentileza que a empre-sa oferecia e que foi suspensa; aquela cortesia que acompanhava um servi-o e que desapareceu; aquele peque-no desconto e aquele servio personalizado que sumiram; aquele agrado que a empresa fazia a seus funcionrios e no faz mais... Quando es-sas pequenas vantagens desaparecem e o cliente/consumidor tenta descobrir os motivos, chegar quase sempre mesma resposta, que no admite rplicas: por causa do novo modelo de ges-to. Ou, ainda, foi determinao do gestor.

    O cliente/consumidor leigo. No sabe o que gesto. Nem quem so os tais gestores. Enten-de, com alguma impreciso, que este nome genrico abrange a definio de profissionais que, no pas-sado, denominavam-se gerentes, administradores, controladores, chefes, supervisores e que o conceito de gesto sugere no apenas funes mas, supos-tamente, algo novo, moderno, inovador, diferente.

    Sou um cliente/consumidor. Meus conhecimen-tos nas cincias da administrao (alis, gesto, certo?) situam-se, portanto, abaixo de zero. Limi-tam-se apenas quilo que qualquer fregus sabe. E sei que o conceito de gesto est, sim, sustentado em um campo do saber acadmico-cientfico que antigamente ns, os leigos, denominvamos sim-plesmente administrao. Obviamente, sei tambm que h inmeros administradores, gerentes, chefes e controladores bastante competentes e que, por imposio dos tempos, so hoje definidos generi-camente como gestores.

    Mas no a esses profissionais que me refiro. Re-firo-me aos gestores. Assim, com aspas. Refiro--me queles que, assumindo este ttulo moderno, querem equiparar-se aos administradores de verda-de. Convenhamos, bem mais bonito assinar-se gestor, no ? Parece denotar uma suposta sintonia com os rumos mais modernos da conduo de ne-gcios ou pessoas. Neste contexto, incontveis bu-rocratazinhos orgulhosamente tm se definido como gestores. O funcionrio que porventura tenha su-bido um degrau na hierarquia torna-se, automatica-

    mente, gestor de alguma coisa. Qualquer boy de luxo que se pretende, antenado com o mercado, assina como gestor. Outro dia ouvi de um uma afirmao que chega ao paroxismo da indefinio: Todos ns somos gestores de alguma coisa (!).

    Este tipo de gestor cria situaes inesperadas. Aqui e ali surge, por exemplo, uma taxa indita, por qualquer motivo inimaginvel. Um servio prestado ou produto elaborado por cinco funcion-rios assumido por um nico. O atendimento pio-ra, a qualidade cai. Mas, no fim do ms, o gestor vai anunciar aos quatro ventos que, graas sua iniciativa, a empresa onde trabalha aumentou seu lucro em, digamos, 1,2% (afirmao amplamente amparada por formidveis e coloridos grficos em PowerPoint). Pouco importa se a empresa vai fe-char as portas daqui a um ano: at l o gestor estar em outro canto, comemorando sua prpria genialidade. Afinal, ele bateu metas, porque cor-tou despesas e foi mais rgido com os devedores. Alis, tal como administradores competentes j fa-zem h sculos. A diferena que o gestor corta tambm no essencial, compromete a qualidade do produto/servio, perde clientes/fregueses, aumenta os lucros rapidamente para perder em longo prazo e justifica qualquer crtica com a irrespondvel ex-presso: o novo modelo de gesto.

    J vimos situaes parecidas. Assim como, aos olhos do leigo, o gestor atualmente substitui o administrador. H vrios anos, as empresas mo-dernas deixaram de ter funcionrios, substitu-dos por colaboradores. Essa bobagem, que trocar nomes sem mudar atribuies ou resulta-dos, no se limita, obviamente, ao mundo dos ne-gcios. Faz lembrar, por exemplo, um ex-prefeito de Petrpolis, gestor antes do ttulo virar moda, que em algumas canetadas acabou com todos os morros e favelas da cidade. Todos foram rebati-zados, por decreto, como comunidades.

    Em casos assim os franceses talvez dissessem que quanto mais se muda, mais se a mesma coisa. Mas talvez no. s vezes a mesma coi-sa pode ser pior.

    CULPA DO GESTOR

    Eduardo de Oliveira

    Ao invs de um novo modelo, o cliente/consumidor quer o de sempre: qualidade e preo

    OPINIO

  • 11revistaon.com.br

  • 12 Julho | Agosto

    ONLINE

    Foi por volta de 1995 que Yuri Pa-dilha Snchez teve seu primeiro contato com a internet e o novo mundo virtual em Trs Rios. Hoje, empresrio e lutador, ele est com 31 anos e recorda os momentos difceis passados no incio desta nova era. Fico at arrepiado. De raiva, brinca. A cone-xo era discada e sempre tinha algum em casa para falar sai da internet Yuri, quero telefonar. Agora a facilidade enorme, a velocidade incrvel, fora os preos e planos que ajudam. E foi anunciada a 4G. Vou amar! J acordo conectando meu celular e durmo com ele do lado, afirma. Em seu perfil no Facebook, ele tem pouco mais de 5.200 amigos.

    Ele enftico ao afirmar que no h como viver sem a rede. Uso para qual-quer coisa que seja. Procurar um lugar, ver a programao de um teatro ou cine-ma, notcias do Vasco, Facebook, e-mail, MSN, Skype, Orkut. Comecei usando o ICQ e sou um dos ltimos sobreviventes do antigo Flog Brasil. O meu ainda existe, tem anos e anos de fotos, nunca tiraria do

    ar. O nico que o lutador no curte o Twitter. Chega de vcios, j so muitas coisas para conectar todos os dias.

    De acordo com Ana Luiza Mano, psic-loga do NPPI (Ncleo de Pesquisa da Psi-cologia em Informtica) da PUC-SP, a po-pularidade na vida virtual , muitas vezes, reflexo da vida real. Por exemplo, se voc conhece uma pessoa em uma festa, quan-do chegar em casa vai procur-la nas redes sociais. Para ela, as relaes construdas ou mantidas nos meios eletrnicos podem ser to verdadeiras como as que existem fora deles. Se voc investe sentimento e se importa com a pessoa, passa a ser indi-ferente se ela est do seu lado ou distante. Ana Luiza ainda explica que o tempo que uma pessoa fica conectada no o prejudi-cial, mas as consequncias que pode gerar na vida real. Voc pode ficar conectado uma ou 12 horas direto e no te afetar. Mas, se passa a atrapalhar seu trabalho, sua famlia, sua escola, deve ficar atento.

    Para Viviani Corra Teixeira, mestre e doutoranda em sociologia poltica pela Universidade Federal de Santa Catari-

    PERFIL POPULAREles no aparecem diariamente na tela da televiso e seus rostos no estampam capas de revistas ou manchetes de jornais nas bancas do pas. Mesmo assim, so cheios de contatos em suas redes sociais. Seus comen-trios geram discusses e chamam ateno de outros internautas. Para voc curtir, co-mentar e compartilhar, encontramos alguns dos per s mais populares da regio.

    POR FREDERICO NOGUEIRA FOTOS ARQUIVO PESSOAL

    YURI PADILHA SNCHEZ | 31 ANOS

    5.200 amigos no facebooktambm possui: MSN, Orkut, Skype, og

    ANA KAYE | 54 ANOS

    4.800 amigos no facebooktambm possui MSN

    na, essencial entender que, no espao das redes sociais virtuais, os reflexos do mundo real e as vidas paralelas convivem juntos e a internet deve ser vista como um bem pblico da humanidade. Deve ser-vir como depositrio de saberes, divulga-o e compartilhamento de informaes e como uma forma de conhecimento co-laborativo. Atravs das redes sociais possvel denunciar governos corruptos, casos de explorao de populaes opri-midas; divulgar tecnologias alternativas e de baixo custo, descobertas cientficas na rea de sade e muitas outras peculia-

    ridades. Isso porque a grande rede, ainda uma mdia no controlada [salvo em alguns pases] pelo Estado e empresas privadas de comunicao.

    A pedagoga e jornalista Ana Kaye, moradora de Petrpolis, garante: Amo meus amigos do Facebook e deixo minha pgina bem linda para eles. Aos 54 anos, ela tem pouco mais de 4.800 amigos na rede social e afirma que impossvel co-nhecer todos, mas sabe a origem de cada um. Sou a mesma pessoa no mundo real e no virtual. Quando estou feliz, todos sabem, quando estou triste, compartilho com todos. Suas postagens e o nmero de contatos j renderam histrias curio-sas e emocionantes. Recebi uma men-sagem que dizia voc me incomoda, sua alegria me incomoda e ao mesmo tempo me contagia. Fiquei muito emocionada. Tenho uma amiga que espancada por seu companheiro e tento ajud-la. Outra est grvida e os pais no sabem. Con-verso todos os dias e dou conselhos.

    Andr Luis de Andrade Mathias Roza, tambm de Petrpolis, estudante de di-

    reito e est com 23 anos. J passou dos 3.200 amigos no Facebook. Sempre tem aquela pessoa que te conhece de vista e adiciona. Mas este nmero alto porque conheo muitas pessoas. Sempre que vou a um lugar, encontro um conhecido. J aconteceu de ir, por exemplo, para Porto Seguro e encontrar um amigo de Petr-polis.

    Curtir, seguir, compartilhar. Os ver-bos passam a ter novos sentidos enquanto a rede cresce e ganha mais adeptos. um espao aberto a discusses. Algu-mas redes sociais lembram arenas pbli-cas. Atravs destes espaos, possvel captar as vrias tendncias de opinio pela possibilidade de interao entre os usurios, afirma Viviani Corra Teixei-ra. Tantos amigos e contatos virtuais, fa-cilidades e confortos na palma das mos, significa que o ser humano est em pro-cesso de robotizao? Ana Luiza garante que no. A relao atravs de meios ele-trnicos no substitui, nem substituir a interpessoal. Ela complementa, traz coi-sas novas, um algo a mais.

    ANDR LUIZ ANDRADE

    MATHIAS ROSA | 23 ANOS

    3.200 amigos no facebook

  • 13revistaon.com.br

    Foi por volta de 1995 que Yuri Pa-dilha Snchez teve seu primeiro contato com a internet e o novo mundo virtual em Trs Rios. Hoje, empresrio e lutador, ele est com 31 anos e recorda os momentos difceis passados no incio desta nova era. Fico at arrepiado. De raiva, brinca. A cone-xo era discada e sempre tinha algum em casa para falar sai da internet Yuri, quero telefonar. Agora a facilidade enorme, a velocidade incrvel, fora os preos e planos que ajudam. E foi anunciada a 4G. Vou amar! J acordo conectando meu celular e durmo com ele do lado, afirma. Em seu perfil no Facebook, ele tem pouco mais de 5.200 amigos.

    Ele enftico ao afirmar que no h como viver sem a rede. Uso para qual-quer coisa que seja. Procurar um lugar, ver a programao de um teatro ou cine-ma, notcias do Vasco, Facebook, e-mail, MSN, Skype, Orkut. Comecei usando o ICQ e sou um dos ltimos sobreviventes do antigo Flog Brasil. O meu ainda existe, tem anos e anos de fotos, nunca tiraria do

    ar. O nico que o lutador no curte o Twitter. Chega de vcios, j so muitas coisas para conectar todos os dias.

    De acordo com Ana Luiza Mano, psic-loga do NPPI (Ncleo de Pesquisa da Psi-cologia em Informtica) da PUC-SP, a po-pularidade na vida virtual , muitas vezes, reflexo da vida real. Por exemplo, se voc conhece uma pessoa em uma festa, quan-do chegar em casa vai procur-la nas redes sociais. Para ela, as relaes construdas ou mantidas nos meios eletrnicos podem ser to verdadeiras como as que existem fora deles. Se voc investe sentimento e se importa com a pessoa, passa a ser indi-ferente se ela est do seu lado ou distante. Ana Luiza ainda explica que o tempo que uma pessoa fica conectada no o prejudi-cial, mas as consequncias que pode gerar na vida real. Voc pode ficar conectado uma ou 12 horas direto e no te afetar. Mas, se passa a atrapalhar seu trabalho, sua famlia, sua escola, deve ficar atento.

    Para Viviani Corra Teixeira, mestre e doutoranda em sociologia poltica pela Universidade Federal de Santa Catari-

    PERFIL POPULAREles no aparecem diariamente na tela da televiso e seus rostos no estampam capas de revistas ou manchetes de jornais nas bancas do pas. Mesmo assim, so cheios de contatos em suas redes sociais. Seus comen-trios geram discusses e chamam ateno de outros internautas. Para voc curtir, co-mentar e compartilhar, encontramos alguns dos per s mais populares da regio.

    POR FREDERICO NOGUEIRA FOTOS ARQUIVO PESSOAL

    YURI PADILHA SNCHEZ | 31 ANOS

    5.200 amigos no facebooktambm possui: MSN, Orkut, Skype, og

    ANA KAYE | 54 ANOS

    4.800 amigos no facebooktambm possui MSN

    na, essencial entender que, no espao das redes sociais virtuais, os reflexos do mundo real e as vidas paralelas convivem juntos e a internet deve ser vista como um bem pblico da humanidade. Deve ser-vir como depositrio de saberes, divulga-o e compartilhamento de informaes e como uma forma de conhecimento co-laborativo. Atravs das redes sociais possvel denunciar governos corruptos, casos de explorao de populaes opri-midas; divulgar tecnologias alternativas e de baixo custo, descobertas cientficas na rea de sade e muitas outras peculia-

    ridades. Isso porque a grande rede, ainda uma mdia no controlada [salvo em alguns pases] pelo Estado e empresas privadas de comunicao.

    A pedagoga e jornalista Ana Kaye, moradora de Petrpolis, garante: Amo meus amigos do Facebook e deixo minha pgina bem linda para eles. Aos 54 anos, ela tem pouco mais de 4.800 amigos na rede social e afirma que impossvel co-nhecer todos, mas sabe a origem de cada um. Sou a mesma pessoa no mundo real e no virtual. Quando estou feliz, todos sabem, quando estou triste, compartilho com todos. Suas postagens e o nmero de contatos j renderam histrias curio-sas e emocionantes. Recebi uma men-sagem que dizia voc me incomoda, sua alegria me incomoda e ao mesmo tempo me contagia. Fiquei muito emocionada. Tenho uma amiga que espancada por seu companheiro e tento ajud-la. Outra est grvida e os pais no sabem. Con-verso todos os dias e dou conselhos.

    Andr Luis de Andrade Mathias Roza, tambm de Petrpolis, estudante de di-

    reito e est com 23 anos. J passou dos 3.200 amigos no Facebook. Sempre tem aquela pessoa que te conhece de vista e adiciona. Mas este nmero alto porque conheo muitas pessoas. Sempre que vou a um lugar, encontro um conhecido. J aconteceu de ir, por exemplo, para Porto Seguro e encontrar um amigo de Petr-polis.

    Curtir, seguir, compartilhar. Os ver-bos passam a ter novos sentidos enquanto a rede cresce e ganha mais adeptos. um espao aberto a discusses. Algu-mas redes sociais lembram arenas pbli-cas. Atravs destes espaos, possvel captar as vrias tendncias de opinio pela possibilidade de interao entre os usurios, afirma Viviani Corra Teixei-ra. Tantos amigos e contatos virtuais, fa-cilidades e confortos na palma das mos, significa que o ser humano est em pro-cesso de robotizao? Ana Luiza garante que no. A relao atravs de meios ele-trnicos no substitui, nem substituir a interpessoal. Ela complementa, traz coi-sas novas, um algo a mais.

    ANDR LUIZ ANDRADE

    MATHIAS ROSA | 23 ANOS

    3.200 amigos no facebook

  • 14 Julho | Agosto14 Julho | Agosto

  • 15revistaon.com.br 15revistaon.com.br

  • 16 Julho | Agosto

    Em 2010 surgiu, em Petrpolis, um novo empreendimento que traz inmeras possibilidades para fazer aquele dinheirinho que voc tem guardado aumentar. O objetivo proporcionar mais resultado que a tradicional poupana e permite vrias faanhas para a renda crescer com a segurana de uma assessoria personalizada.

    A Hiperion Invest surgiu da unio de trs jovens ex-bancrios com a finalida-de de oferecer algo melhor em relao a investimento. A equipe formada por ex--funcionrios de bancos comerciais, ca-racterizados pelo bom atendimento e de grandes players de mercado, como TOV e XP Investimentos, que atuam principal-mente na rea educacional e operacional. Pela qualidade do servio que presta, atu-almente a Hiperion possui 318 clientes. Quando os primeiros investidores per-ceberam o resultado positivo, foi inevi-tvel comeassem a se espalhar. Acaba que o prprio cliente traz mais gente, afirma o assessor de investimento Luiz Arnaldo das Neves Oliveira.

    A empresa fornece o servio tanto para pessoas fsicas quanto jurdicas. O objetivo da Hiperion Invest, de acordo com o asses-sor, ser, at 2014, a maior gestora de recur-sos do interior do Estado do Rio de Janeiro.

    Entre os Servios oferecidos esto a carteira administrada, renda fixa, o tesou-ro direto, cmbio, clubes de investimento, aes e fundos de investimentos em parce-ria com a rama (empresa especializada em fundos). Comeamos com carteiras

    administradas em bolsas de valores. O cliente queria aplicar um dinheiro na bolsa, mas no sabia como e ns fazamos para ele. A nossa ideia tentar um rendimento melhor e fazer a monitorao do risco do investidor, protegendo de eventuais oscila-es do mercado, comenta Luiz.

    A renda fixa se destaca, conforme o assessor, por ser o ttulo com menor ris-co no mercado, ou seja, a probabilidade de perder dinheiro quase nula. me-nos arriscado do que colocar o dinheiro embaixo do colcho, diz. O rendimento tambm melhor que a poupana.

    A empresa oferece, com exclusivida-de, o Star Cash, um carto que carrega 17 moedas diferentes e facilita a vida de quem vai viajar para o exterior. Ele o primeiro carto pr-pago multimoedas do Brasil. seguro, econmico e prtico. A pessoa pode, em caso de roubo ou perda, bloquear imediatamente, alm de poder acompanhar a movimentao de qualquer lugar. O Star Cash isento da cobrana de IOF (Imposto sobre Operaes Financei-ras), sem taxa de adeso e no proporcio-

    INVESTIMENTO

    SEGUROQuem no gostaria de ter dinheiro rendendo a cada ms? Para fazer o milagre da multipli-cao, a maioria das pessoas aposta em pou-panas sem saber que existem alternativas no mercado que vo alm das expectativas.

    FOTOS DIVULGAO

    RENDIMENTO

    As aplicaes no mercado nanceiro mostram-se cada vez mais rentveis

    na surpresas com a variao cambial, pois o cmbio fechado no momento da carga no carto, antes da viagem.

    A Hiperion, em parceria com a rama, oferece fundos de investimento exclusivos, como BTG Pactual Hedge. A proposta dar ao varejo acesso a fundos antes limi-tados aos milionrios clientes de private bank que, mesmo em perodo de crise, [os fundos] renderam mais de 10,33% somen-te em 2012. No existe faixa etria, nem pblico definido, qualquer pessoa pode in-vestir na bolsa. Quando o cliente chega aqui fazemos um levantamento do perfil dele para achar o servio ideal, explica Luiz. Entre as vantagens da Hiperion In-vest esto o baixo custo de investimento, a garantia e o fato de ser mais rentvel que a poupana, j que h a possibilidade de faturar at quatro vezes mais.

    Cliente desde o incio, Luiz Alberto Jacob procurador do estado e aprova o atendimento prestado. At hoje no te-nho o que reclamar a respeito da honesti-

    dade e seriedade deles, elogia Jacob. O executivo do grupo Votorantim, Pablo Cucco, investidor no mercado de capi-tais h aproximadamente um ano, acre-dita que o atendimento de excelncia o carro chefe da Hiperion Invest. Alm de tudo, a empresa apresenta bons resul-tados, o que muito importante. Hoje, invisto um pequeno valor em aes e basicamente em renda fixa que so ope-raes com risco menor. Para o inves-tidor, bons nmeros fazem a diferena .

    Com autorizao dos principais rgos no mercado de capital como a CVM Co-misso de Valores Mobilirios, a Hiperion Invest tem como principal objetivo ser

    mais que uma assessora de investimento, ao oferecer, ao cliente, a oportunidade de conhecer o mercado e com ele se relacionar de maneira segura.

    EQUIPE

    Ela treinada e capacitada para atender a demanda

    DIFERENCIAL

    A empresa oferece aos clientes atendimento de excelncia

    A Hiperion Invest surgiu da unio de trs jovens ex-bancrios com a nalidade de oferecer algo melhor em relao a investimento

    A empresa oferece o Star Cash, um carto multimoedas pr-pago que carrega at 17 moedas diferentes e no possui taxa de adeso

    Petrpolis

    Rua Marechal Deodoro, nmero 79, sala 117. Tel: (24) 2243 5660

    Nova Friburgo

    Rua Nicolau Gachet, 75 BCentro - Nova Friburgo - RJTel: (22) 2522-4061

    So Paulo

    Rua Libero Badar, 300 - 6 Andar - Centro - So Paulo - SP Tel: (11) 3525-8971

    www.hiperioninvest.com.brfacebook.com/hiperioninvest

  • 17revistaon.com.br

    Em 2010 surgiu, em Petrpolis, um novo empreendimento que traz inmeras possibilidades para fazer aquele dinheirinho que voc tem guardado aumentar. O objetivo proporcionar mais resultado que a tradicional poupana e permite vrias faanhas para a renda crescer com a segurana de uma assessoria personalizada.

    A Hiperion Invest surgiu da unio de trs jovens ex-bancrios com a finalida-de de oferecer algo melhor em relao a investimento. A equipe formada por ex--funcionrios de bancos comerciais, ca-racterizados pelo bom atendimento e de grandes players de mercado, como TOV e XP Investimentos, que atuam principal-mente na rea educacional e operacional. Pela qualidade do servio que presta, atu-almente a Hiperion possui 318 clientes. Quando os primeiros investidores per-ceberam o resultado positivo, foi inevi-tvel comeassem a se espalhar. Acaba que o prprio cliente traz mais gente, afirma o assessor de investimento Luiz Arnaldo das Neves Oliveira.

    A empresa fornece o servio tanto para pessoas fsicas quanto jurdicas. O objetivo da Hiperion Invest, de acordo com o asses-sor, ser, at 2014, a maior gestora de recur-sos do interior do Estado do Rio de Janeiro.

    Entre os Servios oferecidos esto a carteira administrada, renda fixa, o tesou-ro direto, cmbio, clubes de investimento, aes e fundos de investimentos em parce-ria com a rama (empresa especializada em fundos). Comeamos com carteiras

    administradas em bolsas de valores. O cliente queria aplicar um dinheiro na bolsa, mas no sabia como e ns fazamos para ele. A nossa ideia tentar um rendimento melhor e fazer a monitorao do risco do investidor, protegendo de eventuais oscila-es do mercado, comenta Luiz.

    A renda fixa se destaca, conforme o assessor, por ser o ttulo com menor ris-co no mercado, ou seja, a probabilidade de perder dinheiro quase nula. me-nos arriscado do que colocar o dinheiro embaixo do colcho, diz. O rendimento tambm melhor que a poupana.

    A empresa oferece, com exclusivida-de, o Star Cash, um carto que carrega 17 moedas diferentes e facilita a vida de quem vai viajar para o exterior. Ele o primeiro carto pr-pago multimoedas do Brasil. seguro, econmico e prtico. A pessoa pode, em caso de roubo ou perda, bloquear imediatamente, alm de poder acompanhar a movimentao de qualquer lugar. O Star Cash isento da cobrana de IOF (Imposto sobre Operaes Financei-ras), sem taxa de adeso e no proporcio-

    INVESTIMENTO

    SEGUROQuem no gostaria de ter dinheiro rendendo a cada ms? Para fazer o milagre da multipli-cao, a maioria das pessoas aposta em pou-panas sem saber que existem alternativas no mercado que vo alm das expectativas.

    FOTOS DIVULGAO

    RENDIMENTO

    As aplicaes no mercado nanceiro mostram-se cada vez mais rentveis

    na surpresas com a variao cambial, pois o cmbio fechado no momento da carga no carto, antes da viagem.

    A Hiperion, em parceria com a rama, oferece fundos de investimento exclusivos, como BTG Pactual Hedge. A proposta dar ao varejo acesso a fundos antes limi-tados aos milionrios clientes de private bank que, mesmo em perodo de crise, [os fundos] renderam mais de 10,33% somen-te em 2012. No existe faixa etria, nem pblico definido, qualquer pessoa pode in-vestir na bolsa. Quando o cliente chega aqui fazemos um levantamento do perfil dele para achar o servio ideal, explica Luiz. Entre as vantagens da Hiperion In-vest esto o baixo custo de investimento, a garantia e o fato de ser mais rentvel que a poupana, j que h a possibilidade de faturar at quatro vezes mais.

    Cliente desde o incio, Luiz Alberto Jacob procurador do estado e aprova o atendimento prestado. At hoje no te-nho o que reclamar a respeito da honesti-

    dade e seriedade deles, elogia Jacob. O executivo do grupo Votorantim, Pablo Cucco, investidor no mercado de capi-tais h aproximadamente um ano, acre-dita que o atendimento de excelncia o carro chefe da Hiperion Invest. Alm de tudo, a empresa apresenta bons resul-tados, o que muito importante. Hoje, invisto um pequeno valor em aes e basicamente em renda fixa que so ope-raes com risco menor. Para o inves-tidor, bons nmeros fazem a diferena .

    Com autorizao dos principais rgos no mercado de capital como a CVM Co-misso de Valores Mobilirios, a Hiperion Invest tem como principal objetivo ser

    mais que uma assessora de investimento, ao oferecer, ao cliente, a oportunidade de conhecer o mercado e com ele se relacionar de maneira segura.

    EQUIPE

    Ela treinada e capacitada para atender a demanda

    DIFERENCIAL

    A empresa oferece aos clientes atendimento de excelncia

    A Hiperion Invest surgiu da unio de trs jovens ex-bancrios com a nalidade de oferecer algo melhor em relao a investimento

    A empresa oferece o Star Cash, um carto multimoedas pr-pago que carrega at 17 moedas diferentes e no possui taxa de adeso

    Petrpolis

    Rua Marechal Deodoro, nmero 79, sala 117. Tel: (24) 2243 5660

    Nova Friburgo

    Rua Nicolau Gachet, 75 BCentro - Nova Friburgo - RJTel: (22) 2522-4061

    So Paulo

    Rua Libero Badar, 300 - 6 Andar - Centro - So Paulo - SP Tel: (11) 3525-8971

    www.hiperioninvest.com.brfacebook.com/hiperioninvest

  • 18 Julho | Agosto

    UM ENCONTRO COM AHISTRIA E A FICOImagine um lugar onde esto reunidas importantes guras que marcaram a trajetria poltica e cultural do Brasil. Agora, pense na possibilidade de ver bem de pertinho os personagens do cinema internacional. Este espao j existe, o museu de Cera de Petrpolis. Um espao nico que encanta a mente de quem o visita.

    POR JOS NGELO COSTA FOTOS REVISTA ON

    Inaugurado em setembro de 2011, o ponto turstico constitudo por padres artsticos internacionais de hiper-realismo, ou seja, personagens que marcaram a histria poltica, cultural e social do pas e do mundo so retratados atravs de bonecos feitos de cera. o ni-co do Brasil com esta tcnica. Ao todo, so 14 esculturas distribudas na casa de dois pavimentos localizada na rua Baro do Amazonas, no centro histrico de Pe-trpolis.

    Logo na entrada, o visitante se depara com o mais famoso aviador do mundo, o brasileiro Alberto Santos Dumont. Ves-tindo o inseparvel chapu e trajado com o terno que sempre usava em suas via-gens, o inventor do dirigvel foi escul-pido com pelos verdadeiros e os olhos que tambm parecem reais. Na outra sala do imvel, esto dois representantes da famlia Real: o imperador d. Pedro II e a princesa Isabel. Em ambos, os detalhes da gentica como imperfeies na pele, veias e unhas so facilmente observados. Alm disso, todas as esttuas foram re-produzidas de acordo com tamanho na-tural dos seus respectivos personagens.

    Outras figuras importantes como o can-tor baiano Gilberto Gil, o cientista Albert Einstein e o diretor e cineasta ingls Alfred Hitchcock, responsvel pela produo dos filmes O Corvo e Psicose, no pode-riam faltar neste audacioso projeto idea-lizado pelos scios e produtores culturais Bruno Villas Bas e Renato Bomtempo. Um dia, estvamos conversando e surgiu a ideia. Depois, pensamos de forma mais concreta no assunto, afirmou Bruno. Ele explica que, para a implantao deste tipo de negcio, foi necessrio um intenso tra-balho de pesquisa e, claro, a experincia de j ter conhecido locais semelhantes no exterior. Decidimos fazer aqui porque, na poca, descobrimos que o fluxo de turismo para esse tipo de atividade no existia na capital (Rio de Janeiro) e que Petrpolis era mais apropriada.

    Bruno Villas Bas revela que durante o levantamento dos dados, verificou-se que o Museu Imperial um dos mais visitados e o mesmo estudo designou o municpio como melhor local para a instalao. Aps dois anos tratando com o governo fede-ral que o empreendimento seria cone de

    exibio turstica e no peas para venda ou negociao, os scios conseguiram a liberao e a importao das figuras. An-tes, porm, personagens vivos tiveram que autorizar suas representaes por meio de bonecos de cera alm de disponibilizar to-das as informaes pessoais, entre as quais idade, altura, cor dos olhos e peso.

    Produo das esttuas

    Concluda esta etapa, todo o material foi encaminhado para o estdio Alvarez Wax Production, localizado na Califr-nia, nos Estados Unidos. Nele, o artista Henry Alvarez preparou as esculturas de cera com mtodos hiper-realistas e em ta-manho normal. Com mais de 43 anos de experincia neste tipo de trabalho, Henry produz os bonecos se aproximando cada vez mais da textura e aparncia da pele. At hoje ele fornece modelos de alta qua-lidade para museus e colecionadores de todo o planeta. A experincia dele da indstria cinematogrfica de Hollywood. No Brasil, no temos registro de nenhum profissional que utilize essa tcnica, por isso tudo foi feito pelo Henry, ressalta Bruno Villas Bas.

    Desde o processo inicial de produo ao trmino do servio, foram aproxima-damente cinco meses de espera para que,

    enfim, as figuras fossem enviadas e tra-jadas adequadamente. Com os modelos prontos para a exposio, todo cuidado pouco. Temos que manter a temperatura ambiente de 26C , limpar e no deixar que toquem nas esttuas porque seno podem sofrer algum dano, explica Evelyn Loui-se, gerente do museu. De acordo com ela, os manequins chegaram em partes. No es-tdio, o Henry Alvarez prepara a cabea de cada personagem, que o mais importante, e tem os moldes prontos das mos. Por isso demora at cinco meses para ficar pronto, salienta Evelyn.

    O diferencial

    Alm da perfeio com que so produ-zidas as esculturas, o grande diferencial do Museu de Cera a oportunidade do pbli-co interagir diretamente com cada pessoa retratada. Na sala onde esto os dois inte-grantes da famlia Real, por exemplo, foi ambientado o cenrio da poca como se fosse um dos cmodos do antigo palcio de vero de d. Pedro II. O turista pode sentar em uma das cadeiras colocadas e tirar foto-grafias ao lado do imperador e da princesa

    CAPITO JACK SPARROW

    O personagem principal do lme Piratas do Caribe um dos mais apreciados por crianas e adultos

    SANTOS DUMONT

    O aviador com a sua famosa roupa utilizada nas viagens pelo mundo

    TURISMO

    18 Julho | Agosto

  • 19revistaon.com.br

    UM ENCONTRO COM AHISTRIA E A FICOImagine um lugar onde esto reunidas importantes guras que marcaram a trajetria poltica e cultural do Brasil. Agora, pense na possibilidade de ver bem de pertinho os personagens do cinema internacional. Este espao j existe, o museu de Cera de Petrpolis. Um espao nico que encanta a mente de quem o visita.

    POR JOS NGELO COSTA FOTOS REVISTA ON

    Inaugurado em setembro de 2011, o ponto turstico constitudo por padres artsticos internacionais de hiper-realismo, ou seja, personagens que marcaram a histria poltica, cultural e social do pas e do mundo so retratados atravs de bonecos feitos de cera. o ni-co do Brasil com esta tcnica. Ao todo, so 14 esculturas distribudas na casa de dois pavimentos localizada na rua Baro do Amazonas, no centro histrico de Pe-trpolis.

    Logo na entrada, o visitante se depara com o mais famoso aviador do mundo, o brasileiro Alberto Santos Dumont. Ves-tindo o inseparvel chapu e trajado com o terno que sempre usava em suas via-gens, o inventor do dirigvel foi escul-pido com pelos verdadeiros e os olhos que tambm parecem reais. Na outra sala do imvel, esto dois representantes da famlia Real: o imperador d. Pedro II e a princesa Isabel. Em ambos, os detalhes da gentica como imperfeies na pele, veias e unhas so facilmente observados. Alm disso, todas as esttuas foram re-produzidas de acordo com tamanho na-tural dos seus respectivos personagens.

    Outras figuras importantes como o can-tor baiano Gilberto Gil, o cientista Albert Einstein e o diretor e cineasta ingls Alfred Hitchcock, responsvel pela produo dos filmes O Corvo e Psicose, no pode-riam faltar neste audacioso projeto idea-lizado pelos scios e produtores culturais Bruno Villas Bas e Renato Bomtempo. Um dia, estvamos conversando e surgiu a ideia. Depois, pensamos de forma mais concreta no assunto, afirmou Bruno. Ele explica que, para a implantao deste tipo de negcio, foi necessrio um intenso tra-balho de pesquisa e, claro, a experincia de j ter conhecido locais semelhantes no exterior. Decidimos fazer aqui porque, na poca, descobrimos que o fluxo de turismo para esse tipo de atividade no existia na capital (Rio de Janeiro) e que Petrpolis era mais apropriada.

    Bruno Villas Bas revela que durante o levantamento dos dados, verificou-se que o Museu Imperial um dos mais visitados e o mesmo estudo designou o municpio como melhor local para a instalao. Aps dois anos tratando com o governo fede-ral que o empreendimento seria cone de

    exibio turstica e no peas para venda ou negociao, os scios conseguiram a liberao e a importao das figuras. An-tes, porm, personagens vivos tiveram que autorizar suas representaes por meio de bonecos de cera alm de disponibilizar to-das as informaes pessoais, entre as quais idade, altura, cor dos olhos e peso.

    Produo das esttuas

    Concluda esta etapa, todo o material foi encaminhado para o estdio Alvarez Wax Production, localizado na Califr-nia, nos Estados Unidos. Nele, o artista Henry Alvarez preparou as esculturas de cera com mtodos hiper-realistas e em ta-manho normal. Com mais de 43 anos de experincia neste tipo de trabalho, Henry produz os bonecos se aproximando cada vez mais da textura e aparncia da pele. At hoje ele fornece modelos de alta qua-lidade para museus e colecionadores de todo o planeta. A experincia dele da indstria cinematogrfica de Hollywood. No Brasil, no temos registro de nenhum profissional que utilize essa tcnica, por isso tudo foi feito pelo Henry, ressalta Bruno Villas Bas.

    Desde o processo inicial de produo ao trmino do servio, foram aproxima-damente cinco meses de espera para que,

    enfim, as figuras fossem enviadas e tra-jadas adequadamente. Com os modelos prontos para a exposio, todo cuidado pouco. Temos que manter a temperatura ambiente de 26C , limpar e no deixar que toquem nas esttuas porque seno podem sofrer algum dano, explica Evelyn Loui-se, gerente do museu. De acordo com ela, os manequins chegaram em partes. No es-tdio, o Henry Alvarez prepara a cabea de cada personagem, que o mais importante, e tem os moldes prontos das mos. Por isso demora at cinco meses para ficar pronto, salienta Evelyn.

    O diferencial

    Alm da perfeio com que so produ-zidas as esculturas, o grande diferencial do Museu de Cera a oportunidade do pbli-co interagir diretamente com cada pessoa retratada. Na sala onde esto os dois inte-grantes da famlia Real, por exemplo, foi ambientado o cenrio da poca como se fosse um dos cmodos do antigo palcio de vero de d. Pedro II. O turista pode sentar em uma das cadeiras colocadas e tirar foto-grafias ao lado do imperador e da princesa

    CAPITO JACK SPARROW

    O personagem principal do lme Piratas do Caribe um dos mais apreciados por crianas e adultos

    SANTOS DUMONT

    O aviador com a sua famosa roupa utilizada nas viagens pelo mundo

  • 20 Julho | Agosto

    Isabel. Essa foi outra ideia nossa. Fazer cenrios que tenham relao com a histria dos personagens, porque Petrpolis uma cidade histrica. Voc participa do con-texto, acredita o empresrio Bruno Villas Bas. Em outra parte da casa, onde est o cantor Gilberto Gil, o visitante poder su-bir no pequeno palco montado e, at quem sabe, fazer um dueto com o msico baiano.

    A iniciativa est trazendo bons resulta-dos para o novo espao cultural. Somen-te no primeiro ms de funcionamento, o local recebeu mais de 3.000 visitas, entre grupos de escolas e excurses. At ago-ra, todo mundo est falando bem. Gostam daqui. Temos um retorno muito bom, alm das expectativas. Bruno revela que para fazer as figuras expostas no museu foi preciso basear-se em fotografias e de-

    talhes como a proporo dos objetos pre-sentes nas imagens assim como o tama-nho de cada um deles foi levado em conta. Veja que na escultura de dom Pedro, ele estava com a mo em uma cadeira e da, tivemos que tirar as medidas desse mvel para representar a posio dele. Todos eles saram atravs de fotos, salientou.

    Contemplando todas as idades

    A atrao turstica foi claramente inspi-rada no Madame Tussauds, que est em 12 cidades no mundo, alm de Londres, capital da Inglaterra. Ele deslumbra todos

    os pblicos, entre crianas, jovens e adul-tos. A pequena Ester Luna, de apenas sete anos, veio do Rio de Janeiro e ficou fasci-nada com o que viu. Gostei, fantstico esse museu. Tem vrias esttuas e a do Batman foi a mais interessante. Tambm adorei a mscara dele e me amarrei no Superman, disse a menina entusiasmada. Tambm da capital fluminense, Marcelo de Souza soube do local apenas quando chegou a Petrpolis para visitar outros pontos tursticos. Estava passeando por aqui e fiquei curioso. Aproveitei a oportu-nidade para conhecer.

    O carioca, que estava acompanhado da mulher e dos filhos, aprovou a mais nova iniciativa implantada na regio serrana do Estado, pois acredita ser necessria a sua existncia como opo de entretenimento. Acho que chama muita gente aqui e sem-pre bom ter esse atrativo. Essas coisas s vemos em pases do exterior, afirmou. As principais caractersticas do corpo huma-no, como manchas na pele, unhas, barba, cabelo e olhos chamou a ateno de Maria Gusmo. Ela e o marido estiveram no mu-nicpio em novembro de 2011 para acom-panhar a exposio das peas. Excelente.

    CENRIO

    Retratar a ambientao de cada personagem um atrativo a mais para os turistas

    INTERATIVIDADE

    Os visitantes podem compor um dueto com o cantor Gilberto Gil

    PERFEIO

    O empresrio Bruno Villas Bas mostra a riqueza de detalhes das caractersticas humanas presentes nos bonecos de cera

    Para o empresrio Bruno Villas Bas, uma das ideias retratar a histria do Brasil e do cinema, fazendo com que o pblico interaja com o ambiente

    Na opinio da carioca Maria Gusmo, o que mais impressiona no espao cultural a perfeio com que so reproduzidas todas as esculturas de cera

    O que achei mais prximo da realidade foi o Gilberto Gil. Agora o capito Jack Spar-row est fantstico, exclama se referindo ao pirata vivido pelo ator Johnny Depp.

    Curiosamente, a turista afirma ser ami-ga de um casal petropolitano que no tinha

    conhecimento do museu. A moradora do Rio diz ter descoberto a existncia dele ao acessar a internet e lamenta a ausncia dos familiares nesta viagem. Se o meu neto estivesse aqui, ia adorar tudo isso. Todos os personagens esto muito bem apresen-

    tados. Uma maravilha. Diversos usurios do Facebook postaram fotos na rede social ao lado dos bonecos.

    Investimentos futuros

    Entre as imagens artsticas e fictcias, encontram-se ainda o mais popular pre-sidente da Repblica do Brasil, o ex-sin-dicalista Luiz Incio Lula da Silva, alm da atual governante Dilma Rousseff. O Dr. Emmett Brown, da trilogia De Volta Para o Futuro, o vilo Pinguim do fil-me Batman, e o super atrapalhado Mr. Bean, interpretado pelo comediante brit-nico Rowan Atkinson, compe o elenco. A tendncia que outras celebridades fa-am companhia a eles. Os scios acredi-tam que daqui a alguns anos, o museu seja composto por at 40 esculturas de cera. Para isso, entretanto, a rea fsica deve-r ser ampliada. Temos essa pretenso. Acho que o Pel e o Ayrton Senna podem ser includos nesta proposta, finalizou Bruno Villas Bas.

    HOMENAGEM

    O ator Christopher Reeve foi o escolhido para representar o super homem na escultura de cera

    TURISMO

  • 21revistaon.com.br

    Isabel. Essa foi outra ideia nossa. Fazer cenrios que tenham relao com a histria dos personagens, porque Petrpolis uma cidade histrica. Voc participa do con-texto, acredita o empresrio Bruno Villas Bas. Em outra parte da casa, onde est o cantor Gilberto Gil, o visitante poder su-bir no pequeno palco montado e, at quem sabe, fazer um dueto com o msico baiano.

    A iniciativa est trazendo bons resulta-dos para o novo espao cultural. Somen-te no primeiro ms de funcionamento, o local recebeu mais de 3.000 visitas, entre grupos de escolas e excurses. At ago-ra, todo mundo est falando bem. Gostam daqui. Temos um retorno muito bom, alm das expectativas. Bruno revela que para fazer as figuras expostas no museu foi preciso basear-se em fotografias e de-

    talhes como a proporo dos objetos pre-sentes nas imagens assim como o tama-nho de cada um deles foi levado em conta. Veja que na escultura de dom Pedro, ele estava com a mo em uma cadeira e da, tivemos que tirar as medidas desse mvel para representar a posio dele. Todos eles saram atravs de fotos, salientou.

    Contemplando todas as idades

    A atrao turstica foi claramente inspi-rada no Madame Tussauds, que est em 12 cidades no mundo, alm de Londres, capital da Inglaterra. Ele deslumbra todos

    os pblicos, entre crianas, jovens e adul-tos. A pequena Ester Luna, de apenas sete anos, veio do Rio de Janeiro e ficou fasci-nada com o que viu. Gostei, fantstico esse museu. Tem vrias esttuas e a do Batman foi a mais interessante. Tambm adorei a mscara dele e me amarrei no Superman, disse a menina entusiasmada. Tambm da capital fluminense, Marcelo de Souza soube do local apenas quando chegou a Petrpolis para visitar outros pontos tursticos. Estava passeando por aqui e fiquei curioso. Aproveitei a oportu-nidade para conhecer.

    O carioca, que estava acompanhado da mulher e dos filhos, aprovou a mais nova iniciativa implantada na regio serrana do Estado, pois acredita ser necessria a sua existncia como opo de entretenimento. Acho que chama muita gente aqui e sem-pre bom ter esse atrativo. Essas coisas s vemos em pases do exterior, afirmou. As principais caractersticas do corpo huma-no, como manchas na pele, unhas, barba, cabelo e olhos chamou a ateno de Maria Gusmo. Ela e o marido estiveram no mu-nicpio em novembro de 2011 para acom-panhar a exposio das peas. Excelente.

    CENRIO

    Retratar a ambientao de cada personagem um atrativo a mais para os turistas

    INTERATIVIDADE

    Os visitantes podem compor um dueto com o cantor Gilberto Gil

    PERFEIO

    O empresrio Bruno Villas Bas mostra a riqueza de detalhes das caractersticas humanas presentes nos bonecos de cera

    Para o empresrio Bruno Villas Bas, uma das ideias retratar a histria do Brasil e do cinema, fazendo com que o pblico interaja com o ambiente

    Na opinio da carioca Maria Gusmo, o que mais impressiona no espao cultural a perfeio com que so reproduzidas todas as esculturas de cera

    O que achei mais prximo da realidade foi o Gilberto Gil. Agora o capito Jack Spar-row est fantstico, exclama se referindo ao pirata vivido pelo ator Johnny Depp.

    Curiosamente, a turista afirma ser ami-ga de um casal petropolitano que no tinha

    conhecimento do museu. A moradora do Rio diz ter descoberto a existncia dele ao acessar a internet e lamenta a ausncia dos familiares nesta viagem. Se o meu neto estivesse aqui, ia adorar tudo isso. Todos os personagens esto muito bem apresen-

    tados. Uma maravilha. Diversos usurios do Facebook postaram fotos na rede social ao lado dos bonecos.

    Investimentos futuros

    Entre as imagens artsticas e fictcias, encontram-se ainda o mais popular pre-sidente da Repblica do Brasil, o ex-sin-dicalista Luiz Incio Lula da Silva, alm da atual governante Dilma Rousseff. O Dr. Emmett Brown, da trilogia De Volta Para o Futuro, o vilo Pinguim do fil-me Batman, e o super atrapalhado Mr. Bean, interpretado pelo comediante brit-nico Rowan Atkinson, compe o elenco. A tendncia que outras celebridades fa-am companhia a eles. Os scios acredi-tam que daqui a alguns anos, o museu seja composto por at 40 esculturas de cera. Para isso, entretanto, a rea fsica deve-r ser ampliada. Temos essa pretenso. Acho que o Pel e o Ayrton Senna podem ser includos nesta proposta, finalizou Bruno Villas Bas.

    HOMENAGEM

    O ator Christopher Reeve foi o escolhido para representar o super homem na escultura de cera

  • 22 Julho | Agosto

    H alguns anos existia uma li-gao vertical entre pais e filhos, mas atualmente essa concepo mudou e toma cada vez mais rumos horizontais. Admirao, respeito, carinho, amor e companheirismo regem este relacionamento. Eles trabalham juntos, saem para se divertir e curtir a noite. So, acima de tudo, grandes amigos.

    A oficina do Carlos Augusto Pinto da Fonseca, 80, ou do Guto como mais co-nhecido, foi fundada em 1971 com o apoio dos filhos que, na poca, eram adolescen-tes, mas j se interessavam por carros. Quando eram pequenos e faziam arte, eu levava para a oficina para lavar peas, por fim acabaram gostando, disse. Guto se aposentou e passou o negcio para os fi-lhos Marcelo Pinto da Fonseca, 54, e Luiz Gustavo Pinto da Fonseca, 53. A nossa convivncia sempre foi tima. O Guto muito tranquilo. Ns crescemos dentro da oficina, ento nunca tivemos interesse em fazer outra coisa, o que gostamos de me-cnica, diz Marcelo. Sobre os benefcios

    em trabalhar em famlia ele cita o fato de j conhecer o jeito de pensar e agir.

    Curiosamente os netos do Guto tam-bm despertaram o interesse pelo negcio do av e l esto pais, filhos e netos no mesmo ambiente. Diogo Fonseca, 25, o filho mais velho do Marcelo. Desde pe-queno ia com o pai para a empresa e, com 12 anos, comeou a trabalhar. Ele acredi-ta que esta situao tem pontos negativos porque acaba misturando um puxo de orelha que leva na oficina com a relao em casa, mas que os pontos positivos se sobressaem. Meu pai meio duro, mas a gente se entende. Ultimamente ele anda mais tranquilo, diz. Sobre os benefcios

    Diogo confessa: trabalhar com o pai tem algumas regalias, o salrio bom. J pen-sei em fazer outras coisas, comecei a fa-culdade de engenharia e tranquei, porque gosto de carros e de estar aqui, afirmou. Durante a entrevista, um fato que chamou a ateno foi na hora da tomada de uma deciso, Diogo contrariou a opinio do pai e resolveu a situao, o que mostra que agora so os netos que tomaram as rdeas do empreendimento. Marcelo diz que o fato deles serem mais novos ajuda, porque eles tm mais ideias. Eu tambm j estou meio aposentado, brincou.

    A psicloga Clia Regina Carvalho Machado da Costa acredita que o fato de pais e filhos trabalharem juntos tem os prs e contras. Na opinio dela, se o pai tiver um carter autoritrio pode ofuscar a carreira do filho. uma relao de cima para baixo. O pai no quer crtica. Neste caso no saudvel, destaca. Porm, con-corda que, atualmente, h relaes mais igualitrias e trabalhar junto um caminho conveniente para no ter que abrir o pr-

    QUASE IRMOSEles vivem juntos, dividem o mesmo espao em casa, s vezes at no trabalho. Nos nais de semana saem para tomar um chopp ou para curtir uma balada. Parecem irmos, mas essa relao entre pais e lhos.

    POR ALINE RICKLY FOTOS REVISTA ON

    Atualmente, pais e lhos so, acima de tudo, grandes amigos

    SHU

    TT

    ER

    STO

    CK prio negcio. A tambm psicloga, Isis

    Kronemberg Marinho, destaca que no depende do lugar, mas do dilogo que possuem um com o outro. Se a conver-sa for fcil, ser em casa, no trabalho ou numa festa. Mas se no for, os problemas aparecero independente da atividade.

    Mas no s no trabalho que pais e fi-lhos se encontram. Afinal, todos tem um momento de distrao. Este o caso da fo-tgrafa Ana Clara Silveira. Ela ajuda o pai nos negcios desde os 18 anos e tambm sai para barzinhos, isso quando no se en-contram em boates. Nosso relacionamen-to muito tranquilo, ele foi meu primeiro patro. Trabalhei trs anos em outros luga-res e agora voltei para assumir a agncia de turismo dele. Claro que rolam os momen-tos de estresse, mas, no geral, nos entende-mos bem, relata. Para Ana Clara, a proxi-midade no ambiente de trabalho facilita a exposio dos problemas que, consequen-temente, se resolvem mais rpido. Voc no fica sem jeito de falar a verdade, nem tenta contornar os problemas. A intimidade de pai e filha faz com que eu tenha liber-dade de falar sem medos. Isso talvez seja uma desvantagem em algumas horas. Seja um pedido para fazer algo totalmente fora da sua funo, ou do seu horrio, sinaliza.

    Respeito e admirao so elementos

    que o tempo traz. Os pais da Thas Mello Borges se separaram quando ela tinha um ano. At os quatro, a jovem se recorda de ver o pai apenas nos finais de semana. Ele sempre trabalhou muito. No conhe-o ningum com a caixa de e-mail mais cheia de trabalho e com a cabea lotada de tarefas. Dizer que eu gosto disso mentira, mas reconheo que pelo meu futuro e da minha irm, diz. Ela conta que o relacionamento com o pai melhorou ao longo dos anos e, foi a partir do prprio amadurecimento que passou a enxerg-lo de outras maneiras. Antes eu o via com

    distanciamento e hoje com muito mais proximidade. Acho que o principal o respeito mtuo referente personalidade e pontos de vista. Meu pai sinnimo de segurana e certeza. Encontro nele tudo que preciso. Est sempre presente nas ocasies importantes, diz.

    Isis ressalta um fator importante relativo infncia. No podemos deixar de fora o fato de que o vnculo no trabalho ou em festas ser decorrente de toda a histria que a famlia j viveu junta. O modo de intera-gir, desde cedo, a base para a construo da convivncia durante a vida. Isis tam-bm destaca a importncia da diferena de geraes e do convvio, pois o pai j viveu muito mais experincias do que o filho, por exemplo. O pai pode se tornar um bom ouvinte e conselheiro, j que tambm co-nhece a histria do filho. Esta pode ser uma relao acolhedora e compreensiva. Ele fica por dentro das novidades, sendo con-vidado a estar em contato com tudo que a gerao mais nova traz, afirma. Para fina-lizar, Isis remete volta dos mais velhos no mundo dos mais novos. Quando os filhos so crianas, o pai brinca de novo, quando so adolescentes, so impelidos a lembrar da sua prpria adolescncia, pai-xes. como uma fonte da juventude que permite constante renovao.

    RESPEITO

    Thas passou a enxergar o pai de maneira diferente com o passar do tempo

    AR

    QU

    IVO

    PE

    SSO

    AL

    FAMLIA

    O fundador da o cina com seus lhos e netos que agora comandam a empresa

    PRS E CONTRAS

    Clia acredita que trabalhar com o pai nem sempre a melhor opo

    COMPORTAMENTO

  • 23revistaon.com.br

    H alguns anos existia uma li-gao vertical entre pais e filhos, mas atualmente essa concepo mudou e toma cada vez mais rumos horizontais. Admirao, respeito, carinho, amor e companheirismo regem este relacionamento. Eles trabalham juntos, saem para se divertir e curtir a noite. So, acima de tudo, grandes amigos.

    A oficina do Carlos Augusto Pinto da Fonseca, 80, ou do Guto como mais co-nhecido, foi fundada em 1971 com o apoio dos filhos que, na poca, eram adolescen-tes, mas j se interessavam por carros. Quando eram pequenos e faziam arte, eu levava para a oficina para lavar peas, por fim acabaram gostando, disse. Guto se aposentou e passou o negcio para os fi-lhos Marcelo Pinto da Fonseca, 54, e Luiz Gustavo Pinto da Fonseca, 53. A nossa convivncia sempre foi tima. O Guto muito tranquilo. Ns crescemos dentro da oficina, ento nunca tivemos interesse em fazer outra coisa, o que gostamos de me-cnica, diz Marcelo. Sobre os benefcios

    em trabalhar em famlia ele cita o fato de j conhecer o jeito de pensar e agir.

    Curiosamente os netos do Guto tam-bm despertaram o interesse pelo negcio do av e l esto pais, filhos e netos no mesmo ambiente. Diogo Fonseca, 25, o filho mais velho do Marcelo. Desde pe-queno ia com o pai para a empresa e, com 12 anos, comeou a trabalhar. Ele acredi-ta que esta situao tem pontos negativos porque acaba misturando um puxo de orelha que leva na oficina com a relao em casa, mas que os pontos positivos se sobressaem. Meu pai meio duro, mas a gente se entende. Ultimamente ele anda mais tranquilo, diz. Sobre os benefcios

    Diogo confessa: trabalhar com o pai tem algumas regalias, o salrio bom. J pen-sei em fazer outras coisas, comecei a fa-culdade de engenharia e tranquei, porque gosto de carros e de estar aqui, afirmou. Durante a entrevista, um fato que chamou a ateno foi na hora da tomada de uma deciso, Diogo contrariou a opinio do pai e resolveu a situao, o que mostra que agora so os netos que tomaram as rdeas do empreendimento. Marcelo diz que o fato deles serem mais novos ajuda, porque eles tm mais ideias. Eu tambm j estou meio aposentado, brincou.

    A psicloga Clia Regina Carvalho Machado da Costa acredita que o fato de pais e filhos trabalharem juntos tem os prs e contras. Na opinio dela, se o pai tiver um carter autoritrio pode ofuscar a carreira do filho. uma relao de cima para baixo. O pai no quer crtica. Neste caso no saudvel, destaca. Porm, con-corda que, atualmente, h relaes mais igualitrias e trabalhar junto um caminho conveniente para no ter que abrir o pr-

    QUASE IRMOSEles vivem juntos, dividem o mesmo espao em casa, s vezes at no trabalho. Nos nais de semana saem para tomar um chopp ou para curtir uma balada. Parecem irmos, mas essa relao entre pais e lhos.

    POR ALINE RICKLY FOTOS REVISTA ON

    Atualmente, pais e lhos so, acima de tudo, grandes amigos

    SHU

    TT

    ER

    STO

    CK prio negcio. A tambm psicloga, Isis

    Kronemberg Marinho, destaca que no depende do lugar, mas do dilogo que possuem um com o outro. Se a conver-sa for fcil, ser em casa, no trabalho ou numa festa. Mas se no for, os problemas aparecero independente da atividade.

    Mas no s no trabalho que pais e fi-lhos se encontram. Afinal, todos tem um momento de distrao. Este o caso da fo-tgrafa Ana Clara Silveira. Ela ajuda o pai nos negcios desde os 18 anos e tambm sai para barzinhos, isso quando no se en-contram em boates. Nosso relacionamen-to muito tranquilo, ele foi meu primeiro patro. Trabalhei trs anos em outros luga-res e agora voltei para assumir a agncia de turismo dele. Claro que rolam os momen-tos de estresse, mas, no geral, nos entende-mos bem, relata. Para Ana Clara, a proxi-midade no ambiente de trabalho facilita a exposio dos problemas que, consequen-temente, se resolvem mais rpido. Voc no fica sem jeito de falar a verdade, nem tenta contornar os problemas. A intimidade de pai e filha faz com que eu tenha liber-dade de falar sem medos. Isso talvez seja uma desvantagem em algumas horas. Seja um pedido para fazer algo totalmente fora da sua funo, ou do seu horrio, sinaliza.

    Respeito e admirao so elementos

    que o tempo traz. Os pais da Thas Mello Borges se separaram quando ela tinha um ano. At os quatro, a jovem se recorda de ver o pai apenas nos finais de semana. Ele sempre trabalhou muito. No conhe-o ningum com a caixa de e-mail mais cheia de trabalho e com a cabea lotada de tarefas. Dizer que eu gosto disso mentira, mas reconheo que pelo meu futuro e da minha irm, diz. Ela conta que o relacionamento com o pai melhorou ao longo dos anos e, foi a partir do prprio amadurecimento que passou a enxerg-lo de outras maneiras. Antes eu o via com

    distanciamento e hoje com muito mais proximidade. Acho que o principal o respeito mtuo referente personalidade e pontos de vista. Meu pai sinnimo de segurana e certeza. Encontro nele tudo que preciso. Est sempre presente nas ocasies importantes, diz.

    Isis ressalta um fator importante relativo infncia. No podemos deixar de fora o fato de que o vnculo no trabalho ou em festas ser decorrente de toda a histria que a famlia j viveu junta. O modo de intera-gir, desde cedo, a base para a construo da convivncia durante a vida. Isis tam-bm destaca a importncia da diferena de geraes e do convvio, pois o pai j viveu muito mais experincias do que o filho, por exemplo. O pai pode se tornar um bom ouvinte e conselheiro, j que tambm co-nhece a histria do filho. Esta pode ser uma relao acolhedora e compreensiva. Ele fica por dentro das novidades, sendo con-vidado a estar em contato com tudo que a gerao mais nova traz, afirma. Para fina-lizar, Isis remete volta dos mais velhos no mundo dos mais novos. Quando os filhos so crianas, o pai brinca de novo, quando so adolescentes, so impelidos a lembrar da sua prpria adolescncia, pai-xes. como uma fonte da juventude que permite constante renovao.

    RESPEITO

    Thas passou a enxergar o pai de maneira diferente com o passar do tempo

    AR

    QU

    IVO

    PE

    SSO

    AL

    FAMLIA

    O fundador da o cina com seus lhos e netos que agora comandam a empresa

    PRS E CONTRAS

    Clia acredita que trabalhar com o pai nem sempre a melhor opo

  • 24 Julho | Agosto

    Uma blusa fina por baixo, ou-tra mais grossa por cima, um casaco, meia cala, jeans, ca-checol, botas, luvas e, ainda, uma bo