Correio Fraterno 425

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CORREIO FRATERNO O ESPIRITISMO EM LINGUAGEM MODERNA Publicação da Editora Espírita Correio Fraterno • e-mail: [email protected] • Ano 41 • Nº 4 25 • Janeiro - Fevereiro 2009 Lar da Criança Emmanuel Projeto de ampliação ganha apoio do governo japonês Pág. 5 41 ANOS DE CORREIO FRATERNO www.correiofraterno.com.br Visite o nosso site: odas as atenções se voltam para a personalidade máxima da maior potência mundial: Barack Obama. Sua trajetória e também seus ideais falam – e convencem – do valor da liberdade, da tolerância, da importância dos valores humanos e que podemos sim iniciar uma Nova Era, muito mais humanizada. Assim como Obama, foi também longe dos holofotes, e em território norte-americano, que, sem qualquer aviso, os ‘mortos despertaram os vivos’, no início da primavera de em 1848. Manifestaram-se por toda parte, de for- ma contundente, por meio de pessoas comuns, como as irmãs Fox, os irmãos Davenport, a família Koons. Traziam o código de uma nova fase da evolução da história humana. Muitas coincidências permeiam a origem e a formação cultural do novo presidente e a história do Espiritismo, no território norte-americano. Confira na página 8. EUA novamente no centro da História CREPÚSCULO: uma ponte entre dois mundos Relacionamento conjugal e desvinculações T A saga de ‘Crepúsculo’ fala de um grande amor, mas traz para o cotidiano um univer- so fantástico e a curiosidade que os vampi- ros despertam desde os tempos do Conde Drácula. Assim, a obra de Stephenie Meyer ultrapassa os muros adolescentes e conquis- ta também os adultos. Pág. 13 Não há tempo mínimo ou máximo para a decisão de estabelecer-se numa união duradoura. A decisão de casar-se tem sido adiada porque muitos jovens necessitam concluir estudos e estabelecer-se profissio- nalmente, que pressupõe uma certa inde- pendência financeira. Pág. 15

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Correio Fraterno, um dos mais conceituados veículos de informação espírita do Brasil.

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  • CORREIOFRATERNO

    O ESPIRITISMO EM LINGUAGEM MODERNA

    P u b l i c a o d a E d i t o r a E s p r i t a C o r r e i o F r a t e r n o e - m a i l : c o r r e i o f r a t e r n o @ c o r r e i o f r a t e r n o . c o m . b r A n o 4 1 N 4 2 5 J a n e i r o - F e v e r e i r o 2 0 0 9

    Lar da Criana EmmanuelProjeto de ampliao ganha apoio do governo japonsPg. 5

    41 ANOS DE CORREIO FRATERNO

    www.correiofraterno.com.br

    Visite o nosso site:

    odas as atenes se voltam para a personalidade mxima da maior potncia mundial: Barack Obama.

    Sua trajetria e tambm seus ideais falam e convencem do valor da liberdade, da tolerncia, da importncia dos valores humanos e que podemos sim iniciar uma Nova Era, muito mais humanizada.

    Assim como Obama, foi tambm longe dos holofotes, e em territrio norte-americano, que, sem qualquer aviso, os mortos despertaram os vivos,

    no incio da primavera de em 1848. Manifestaram-se por toda parte, de for-ma contundente, por meio de pessoas comuns, como as irms Fox, os irmos Davenport, a famlia Koons. Traziam o cdigo de uma nova fase da evoluo da histria humana.

    Muitas coincidncias permeiam a origem e a formao cultural do novo presidente e a histria do Espiritismo, no territrio norte-americano. Confira na pgina 8.

    EUAnovamente no centro

    da Histria

    CREPSCULO:uma ponte entre dois mundos

    Relacionamento conjugal e desvinculaes

    T

    A saga de Crepsculo fala de um grande amor, mas traz para o cotidiano um univer-so fantstico e a curiosidade que os vampi-ros despertam desde os tempos do Conde Drcula. Assim, a obra de Stephenie Meyer ultrapassa os muros adolescentes e conquis-ta tambm os adultos. Pg. 13

    No h tempo mnimo ou mximo para a deciso de estabelecer-se numa unio duradoura. A deciso de casar-se tem sido adiada porque muitos jovens necessitam concluir estudos e estabelecer-se profissio-nalmente, que pressupe uma certa inde-pendncia financeira. Pg. 15

  • 2 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009ED

    ITO

    RIA

    L

    primeira edio do Correio Fraterno de 2009 vem reche-ada de boas narrativas. Hist-

    rias.... Quem no se sente atrado por uma boa histria. Ainda mais as que alm de boas, contam fatos reais...

    O escritor Licurgo Soares traz nes-sa edio um interessante estudo, fru-to de pelo menos um ano de pesquisa, sobre a estratgia da espiritualidade no incio das manifestaes espirituais nos Estados Unidos. Um acontecimen-to to antigo lembrado justamente quando o pas foco da ateno de todo o mundo, com a posse do novo presidente Barak Obama.

    Surpresa! Ao buscar fotografias pra ilustrar a homenagem a uma an-tiga benfeitora das crianas na dca-da de 60, fotos inditas do mdium

    Chico Xavier nos chega s mos e em algumas delas, ainda criana, um dos trabalhadores do Lar Emmanuel, hoje membro da diretoria. Ele conta parte de suas histrias e recordaes. Tantas que no prximo nmero, Natal, o fi-lho da Dona Ana, antiga trabalhadora da casa do mdium mineiro, vai falar sobre suas lembranas nas terras mi-neiras... Pura emoo!!!

    Quer mais? J ouviu falar sobre o livro e filme Crepsculo???? O que

    um livro sobre vampiros faz aqui no Correio Fraterno????

    O espao est acabando e nem falamos sobre tudo de bom que voc ter pela frente.

    melhor voc mesmo conferir.Boa leitura, Feliz 2009 !!!!

    A

    CORREIO DO CORREIO

    Ponto para a qualidadeParabns pela ltima edio do Cor-reio. Boas matrias e abordagens varia-das; por a mesmo!!Um forte abrao e muito sucesso, sa-de e paz ao longo de 2009!!

    Paulo Santos, Divinpolis-MG

    O prazer de aprenderOl amigos!Irresistveis as palavras-cruzadas do Correio Fraterno. Melhor ainda

    aprender com entretenimento e hu-mor.

    Daniela Barros, por e-mail

    Herculano PiresSou f incondicional de Herculano Pi-res. Posso dizer que me tornei esprita por conta de seus livros, sua facilidade de filosofar. Moro em So Paulo h muitos anos e no tinha conhecimento da Fundao Herculano Pires. Fiquei curiosa por conhecer. Parabns pela

    Envio de artigosEncaminhar para e-mail: [email protected] Os artigos devero ser inditos e na dimenso mxima de 4.800 caracteres, constando referncia bibliogrfica e pequena apresentao do autor.

    CORREIOFRATERNO

    JORNAL CORREIO FRATERNOFundado em 3 de outubro de 1967. Registrado no Registro de Pessoas Jurdicas em So Bernardo do

    Campo, sob o n.o 17889. Vinculado ao Lar da Criana Emmanuel - www.laremmanuel.org.br

    Diretor: Raymundo Rodrigues EspelhoEditora responsvel: Izabel Regina R. Vitusso. MTB-3478

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    Editorao: PACK Comunicao Criativawww.packcom.com.br

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    Editora Esprita Correio Fraterno

    CNPJ 48.128.664/0001-67

    Inscr. Estadual: 635.088.381.118

    Presidente: Izabel Regina R. Vitusso

    Vice-presidente: Belmiro Tonetto

    Tesoureiro: Ado Ribeiro da Cruz

    Secretrio: Vladimir Gutierrez Lopes

    idia de divulgarem sobre o assunto.Um abrao.

    Ceclia Santos, So Paulo

    Ol, Ceclia. A Fundao fica num ponto de fcil acesso em So Paulo. No deixe de ir at l conferir ao vivo. Voc encontrar os livros da biblioteca de Herculano, o mobilirio antigo e mui-tas histrias contadas pelos prprios fa-miliares. Espero que goste.Abraos. O editor

    Uma tica para a imprensa escrita

    Em dois artigos, escritos por Allan Kar-dec e publicados na Revista Esprita, em 1858, esto encerradas as diretrizes que o Correio Fraterno adota como norte para o trabalho de divulgao:

    Aapreciaorazoveldosfatos,edesuas conseqncias.

    Acolhimentodetodasobservaesans endereadas, levantando dvidas e esclarecendo pontos obscuros.

    Discusso,pormnodisputa.Asin-convenincias de linguagem jamais tiveramboasrazesaosolhosdepes-soas sensatas.

    Ahistriadadoutrinaesprita,deal-gumaforma,adoespritohumano.Oestudodessasfontesnosfornecer uma mina inesgotvel de observa-es,sobrefatosgeraispoucoconhe-cidos.

    Osprincpiosdadoutrinasoosde-correntes do prprio ensinamento dos Espritos. No ser, ento, umateoria pessoal que exporemos.

    No responderemosaosataquesdi-rigidos contra o Espiritismo, contra seuspartidriosemesmocontrans.Alis,nosabsteremosdaspolmicasque podem degenerar em persona-lismo.Discutiremososprincpiosqueprofessamos.

    Confessaremos nossa insuficinciasobre todos os pontos aos quais no nosforpossvelresponder.Longederepelir as objees e as perguntas,ns as solicitamos. Sero um meio de esclarecimento.

    Se emitirmos nosso ponto de vista,issonosenoumaopinioindivi-dual que no pretenderemos impor a ningum.Nsaentregaremosdis-cusso e estaremos prontos para re-nunci-la,senossoerrofordemons-trado.

    Esta publicao tem como finalidadeoferecer um meio de comunicao a todos que se interessam por essas questes.Eligar,porumlaocomum,osquecompreendemadoutrinaesp-rita sob seu verdadeiro ponto de vista moral:aprticadobemeacaridadedoevangelho para com todos.

    Envie seus comentrios para [email protected] Permitida a reproduo parcial de textos do Correio Fraterno desde que citada a fonte.

    Histria, imagens e recordaes

  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 3ESPEC

    IAL

    Muitas pessoas que acompa-nham a histria do movi-mento esprita no iro sa-ber quem foi Palmira Arajo. Porque ela no foi uma mrtir ou autora de movimento que tenha mudado os ru-mos da humanidade. Mas foi capaz de fazer a diferena na vida de muitas crianas rfs, do interior, So Paulo e tambm Minas Gerais.

    Ao partir para o plano espiritual, aos 90 anos, no dia 12 de dezembro ltimo, deixa lembranas aos antigos trabalhadores do Lar da Criana Em-manuel ao qual o Correio Fraterno vinculado do GEEM-Grupo Espri-ta Emmanuel, duas instituies cont-guas, em So Bernardo do Campo, e a todos que conviveram com ela.

    Esprita, sem grandes dificulda-des econmicas, e casada com Avid Arajo, Palmira, que nascera em 23 de abril de 1918, morava em So Paulo. As amizades eram muitas, dentre elas, o mdium mineiro Chico Xavier, a famlia Ramacciotti, que mantinha na cidade de Gara-SP o Nosso Lar Instituio Filantrpica de Amparo Criana.

    Em visita instituio, na dcada de 50, o casal recebeu de Rolando Mrio Ramacciotti o convite para que se mudassem para l, a fim de ajudar nos destinos das crianas ali reunidas. O Convite fora aceito. Sem filhos, Palmira e Avid passariam a se dedi-car ao novo projeto de vida. Muitas inovaes foram colocadas em prti-

    ca, como o convvio das crianas com outras fora da instituio, o compro-misso com o labor na casa, atravs de pequenas tarefas, a benefcio da pr-pria formao das crianas. Para os maiores foram institudas atividades mais complexas. Conseguiram at mesmo algumas cabeas de gado, de onde retiravam o leite e tambm pro-duziam seus derivados. J maiores, os jovens comearam a testar suas habi-lidades com a torrefao, empacota-mento e venda de caf.

    Quem conta detalhes que ajudam a reconstruir essa histria Jos Na-tal, uma dessas crianas, que hoje, aos 58 de idade, um dos que co-labora na direo do Lar da Criana Emmanuel. No era propriamente rfo. Mas filho de dona Ana, que por muitos anos trabalhou na casa do mdium Chico Xavier, em Uberaba-

    MG. Sua histria se cruza com o Nosso Lar porque Palmira era assdua freqentadora de Uberaba, onde vi-sitava o bom amigo Chico. Menino, com cerca de 10 anos, foi convidado por Ramacciotti a ir para Gara. Na instituio encontraria condies de estudo e um futuro melhor.

    Dona Palmira deixou boas lem-branas. Era muito amorosa com to-dos ns. Alm de conversar sempre com um por um, reunia-nos toda semana para ler o Evangelho. Cada dia era um de ns que lia, e depois havia o comentrio sobre a lio. ramos cerca de 40 crianas. Prati-camente todos rfos, muitos vindos de situaes problemticas, mas que se tornaram pais de famlia e pessoas e carreiras de sucesso. Isso graas ao direcionamento dado a ns.Quando j estvamos maiores, Dona Palmira,

    com os coordenadores da Casa, teve a viso de que, se sassemos do interior, teramos melhor condio de estudo e trabalho. Foi quando em torno de 1967, o Nosso Lar veio para a cidade de So Bernardo e eu j tinha cerca de 17 anos.

    Nessa poca, seu Avid tambm fez a diferena. Quando ia fazer al-guma atividade, dizia: pega aqui o martelo voc, experimenta a, fazer aquilo; ele ajudava todo mundo. Na torrefao, a gente empacotava o caf e depois ia com ele de manh vender lembra Natal.

    No demorou muito, junto ao Nosso Lar, instituiu-se tambm o Grupo Esprita Emmanuel GEEM , que na qualidade de editora, pas-sou a publicar os livros psicografados pelo mdium e grande amigo da casa, Chico Xavier. Tambm nessa tarefa, Palmira pde deixar sua grande con-tribuio, dedicando-se s revises das primeiras obras editadas. No in-cio da dcada de 70, passou a colabo-rar com o Lar da Criana Emmanuel, onde permaneceu por 10 anos. Foi responsvel pelo incio da Campanha de Natal, encaminhando mais de mil 1.500 cartas para empresas, por ano, sensibilizando-as para o trabalho rea-lizado na insituio.

    Partindo, Palmira deixa saudades. Mas junto delas, permanecero as boas lembranas de muitos que no esquecero jamais que o amor far sempre a diferena!

    de verdade

    Se soubsseis quanto triste estar s e abandonado,

    sobretudo quando criana! O Evangelho, cap 4:18.

    Mononom nom mom non mom mom momom mom mom mom mom mom mommom momommom

    PorIZABELVITUSSO

  • 4 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009

    compassividade de Deus, atra-vs de suas leis justas e perfeitas, conhece por antecipao todas

    as nossas necessidades e da mesma for-ma os nossos mritos, muito melhor do que ns mesmos. As benesses de Deus so entregues de igual modo para todos. A sua bondade e misericrdia usam de um s e justo critrio de distribuio para todos.

    Acontece, porm, que a Lei do Merecimento, que regula essa distri-buio, determina que cada um rece-ba de conformidade com a sua capa-cidade, pois ela se regulamenta pelas aes individualizadas.

    Assim sendo, compreendemos que cada um de ns possui aquilo que preci-sa ter e passando exatamente por aquilo que deve passar. Isso por que Deus no erra, no castiga e no persegue. A cada um segundo suas obras, ensinou Jesus.

    natural desejarmos e lutarmos por solues atravs de benefcios de ordem espiritual, que venham alterar o quadro de nossas necessidades e sofrimentos. Entretanto, se nos dedicarmos ao estu-do srio do Espiritismo, que propicia o nosso entendimento sobre a justia divi-

    O que tenho o que preciso

    AN

    O N

    OV

    O

    na, compreenderemos que no h como mobilizar benefcios por meio de aes milagrosas e com urgncia. A lei divina, que imutvel, no vai alterar seu curso s porque estamos com pressa.

    Ser natural ento aceitarmos a ideia de que devemos construir nosso prprio crdito espiritual, alterando assim o nos-so merecimento.

    O Espiritismo, na qualidade da Ter-ceira Revelao, nos ajuda nesta parte; primeiro a descobrir qual o problema que est causando as dificuldades por que passamos e depois nos orienta como agir, sobre o que carecemos e o que nos pos-svel fazer para o encontro da soluo.

    Felizes so os que se interessam pe-los estudos espritas, pois ele nos ajuda a compreender que necessrio iden-tificar nossa realidade ntima, o que somos, e a aceitar as alteraes a serem processadas em nossa vida, pondo as mos no arado para as mudanas que precisam ser feitas.

    importante ficarmos alertas quan-to s companhias espirituais que nos cer-cam por afinidade, pois, segundo Andr Luiz, nosso hlito mental reflete o que pensamos e sentimos, atravs do qual

    Estes livros so uma reunio de crnicas escritas por J. Herculano Pires e publicadas, em sua maioria, no jornal Dirio de So Paulo.

    Herculano Pires foi um dos mais felizes intrpretes do pensamento esprita. Por isso, seus escritos constituem p-ginas de grande importncia para os estudiosos do Espi-ritismo, cuja atualidade indisctivel. Ao reuni-las em livro e apresent-las ao pblico, a Correio Fraterno presta uma homenagem ao autor, pelos 30 anos de sua partida.

    Faajoseupedido:

    www.correiofraterno.com.br(11) 4109-2939

    somos identificados pelo mundo espiritu-al. Nosso esforo em melhorarmos impli-ca conquista de boas companhias espirituais. Essa a Lei de Deus, lei do merecimento.

    Para essa tarefa, comecemos por tra-balhar o nosso egosmo, a mais difcil das imperfeies humanas a ser extirpada, porque se liga influncia da matria, da qual o homem ainda escravo, dada proximidade de sua origem.

    A boa vontade instrumento indis-pensvel para que comecemos a mudar o falso modo de encarar as coisas e in-terpretar a vida, usando o bom senso na prpria avaliao. Em verdade, somos responsveis pelo nosso comportamen-to, por sermos pessoas adultas e agora conscientes de onde viemos, o que esta-mos fazendo e para onde iremos depois que a morte nos levar daqui. Assim, de-vemos controlar nossas idias, rejeitando os pensamentos inferiores e perturbado-res, estimulando as tendncias boas e re-pelindo as ms.

    Tomemos conta de ns. Deus nos concedeu o livre-arbtrio para essa finali-

    dade. Aprendamos a controlar em todos os instantes e em todas as circunstncias o nosso poder e veremos que ele maior do que pensamos.

    No so poucas as vezes que en-caramos as pessoas de modo descon-fiado, indiferente, principalmente aquelas que so de nossa intimidade imediata, o que denota desrespeito e desamor. Procurando mudar essa ma-neira de agir, dispensando ateno pe-los outros, verificaremos os resultados positivos que adviro. Estaremos crian-do em torno de ns a empatia e o afeto daqueles com quem convivemos e, as-sim, angariando bnus espirituais, que muito nos ajudaro ainda na presente existncia. Ser, sem dvida, um passo a mais em nossa caminhada.

    Nascido em 1927, o articulista, quando criana conheceu Cairbar Schutel. Foi fundador da Moci-dade Esprita Cairbar Schutel, em Mato-SP, em 1947, a qual dirigiu por muitos anos. [email protected]

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  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 5

    or muitos meses, as crianas e trabalhadores do Lar da Crian-a Emmanuel, em So Bernardo

    do Campo, regio do ABC, aguarda-ram ansiosas pela finalizao das obras que ampliam as instalaes da Casa e o projeto de assistncia comunidade j a partir de fevereiro.

    No dia 2 de dezembro, todos juntos, incluindo autoridades municipais e re-presentantes internacionais, reuniram-se para inaugurar as cinco novas salas, que possibilitam o acesso de pelo me-nos mais 200 crianas e jovens de 6 a 14 anos, no perodo oposto ao escolar. Trata-se de um sonho realizado para a casa que completa, em 2010, 50 anos de atividade. At o ano passado, o Lar Em-manuel atendia a 210 crianas at 5 anos de idade.

    Fundado por idealista na dcada de 60 membros de Mocidade Esprita no interior de So Paulo, que se uniram aos pioneiros da cidade , o Lar Emmanuel foi a primeira instituio filantrpica no municpio e tida como referncia para tantas outras que a sucederam na hist-ria da assistncia social, principalmente em So Paulo.

    A seriedade do projeto e a organi-zao da entidade garantiram a ela que recebesse inmeros apoios, de empresas parceiras, de recursos advindos do Con-selho Municipal dos Direitos da Criana e do Adolescente CMDCA e tam-bm do governo japons. Ele disponi-bilizou, atravs do Consulado do Japo em So Paulo, a quantia de R$ 154 mil, para a obra, atravs da Assistncia a Projetos Comunitrios e de Segurana Humana, iniciativa desenvolvida h 10 anos no Brasil e que j doou um total de 4 milhes de dlares a inmeras inicia-tivas sociais.

    AC

    ON

    TECE

    P De acordo com o presi-dente do Lar, Ado Ribeiro da Cruz, os auxlios s fo-ram possveis graas docu-mentao da Casa, mantida rigorosamen-te em ordem, e tambm pelo fato de o imvel ser patrimnio da prpria insti-tuio.

    A alegria das crianas e de todos os trabalhadores foi amplamente comenta-da pela comitiva de japoneses, incluindo o cnsul-geral do Japo no Brasil, Ma-suo Nishibayashi. Ele ressaltou em seu pronunciamento que encerrava a sua carreira diplomtica no Brasil, mas que levava consigo a alegria das crianas, pe-las novas possibilidades e novo espao que podero utilizar.

    Dentre os presentes, estavam mui-tos dos que se dedicam ao Lar desde a fundao, como o pediatra Dr. C-sar Magnus Pusch, que se emocionou ao ver uma das crianas, acolhidas na poca do orfanato, coordenando hoje a creche. Geni tinha uma asma que fazia d. O Lar faz parte de minha vida. Foi erguido e mantido por um pessoal sem recurso, mas com uma vontade danada de fazer as coisas.

    E essa vontade de fazer e aprimorar que leva hoje a casa a oferecer assistncia s crianas no apenas at os 5, mas aos 14 anos. Segundo a pedagoga e diretora da creche, Geni Francisco, o projeto aju-dar a consolidar nas crianas e na co-munidade os valores e a formao e um futuro melhor.

    Lembro-me do quadro pintado na

    Correio Fraterno a ele vinculada, come-mora a etapa alcanada, e assegura que a luta continua. O prximo passo ser estabelecer novas parcerias para a manu-teno do projeto. Ser um novo desa-fio, analisa o presidente da casa.

    Informaes Tel.: (11) 4109-8938 Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 2955 Bairro Assun-o- So Bernardo do Campo -SP. www.laremmanuel.org.br

    Lar da Criana Emmanuel

    Projeto ganha apoio do governo japons

    entrada do primeiro prdio do Lar, que estampava Jesus com a mo sobre a ca-bea das crianas, subscrito: Vinde a mim as criancinhas. Realmente isso o que Lar Emmanuel vem cumprindo nesses 50 anos, abrindo as portas para todos os que nela batem, avalia Ray-mundo R. Espelho, um dos fundadores da instituio.

    O Lar Emmanuel, que tem a editora

  • 6 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009

    PorELIANAHADDAD

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    BRASIL

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    Tel.:(11)4126-3300Rua Santa Filomena, 305

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    [email protected]

    A reao da moral no

    Poder PblicoAdvogados, promotores e juzes

    espritas divulgam o valor das idias de justia e de paz

    Em menos de um ano de atuao, a AJE-SP, Associa-oJurdico-EspritadeSoPaulojdemonstraaforadauniodosprofissionaisdeDireitoespritas.Soad-vogados,promotoresejuzesqueorganizameventosespecficosparadivulgarovalordasidiasdejustiae de paz que o Espiritismo desperta como condutor daverdadeiraresponsabilidadesocial.TIAGOCINTRAESSADO,32,promotorde justia/SP,hojepresidenteda AJE-SP, concedeu ao Correio Fraterno essa elucida-tiva entrevista:

    Agora, voc pode comprar livros no site da

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  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 7EN

    TREV

    ISTA

    Como surgiu a idia da AJE-SP? Qual o seu papel?Tiago: A idia de se fundar a AJE-SP foi fruto dos trabalhos desenvolvidos, desde 2002, no Grupo Esprita de Es-tudos Jurdicos Prof. Fernando Ortiz, em Franca-SP. Com reunies mensais, discutindo diversos assuntos aborto do anencfalo, clulas-tronco, corrup-o, unio civil entre pessoas do mesmo sexo, violncia, conflitos domsticos etc sempre desejando expandir este n-cleo para diversas regies do Estado. De outro lado, participando desde 2003 do MEDNESP congresso que rene as AMEs (Associao Mdico-Esprita) verificamos que tal espao deveria tambm ser ocupado pelos militantes do Direito. No final de 2007, passa-mos a ter contato com diversas outras pessoas que tambm tinham este ideal. Descobrimos a j existncia, a contar de 2001, das AJEs do Rio Grande do Sul e do Esprito Santo. Lanada a idia, aos poucos foi se concretizando.

    Como voc analisa o surgimen-to de tantas entidades de classe espritas no momento atual?Tiago: A sociedade atual exige organi-zao para se conseguir xito nos obje-tivos a que nos propomos. Organizao pressupe, sobretudo, unio, coopera-o. Isolados, no temos a mesma fora que a de um grupo harmnico e coeso voltado para o fim desejado. O crime nos ensina isto, basta lembrar que a cri-minalidade atual organizou-se e bem, unindo esforos para o mal. Nesta mes-ma linha, as associaes de classe espri-tas revelam a imprescindvel necessidade de se organizar, para que os estudos se-jam aprofundados, mediante a troca de experincias, e que a atuao profissio-nal possa ser aperfeioada. Aos poucos,

    dentro de cada classe, vai se formando um verdadeiro exrcito do bem. Qual sua opinio sobre as leis humanas?Tiago: A lei humana revela o atual es-tgio em que se encontra a civilizao. Fazendo breve retrospecto histrico, percebemos a evoluo da legislao, ainda que paulatinamente. Antes, o de-vedor tinha parte de seu corpo decapi-tado para liquidar o dbito. Hoje, seu patrimnio que deve ser transferido ao credor, sendo sua vida e integridade fsica inviolveis. Aos poucos, vamos percebendo a introduo de princpios evanglicos, como honestidade, lealda-de, respeito vida e liberdade, trabalho digno, propriedade limitada e com fun-o social, na legislao humana. Trata-se de um fato indiscutvel a conferncia pelo homem de valor jurdico a princ-pios cristos. No entanto, h muito o que melhorar. E este espao nos remete ao dever de trabalhar para este progres-so.

    Voc poderia nos esclarecer so-bre a questo da crise no Poder Judicirio?Tiago: A crise no Poder Judicirio, aqui entendido como Justia em geral, assu-me diversos aspectos. Um deles a baixa valorizao dos servidores, por conta de servio excessivo, poucos funcionrios e falta de preparo, muitas vezes. A Jus-tia trata-se de verdadeira engrenagem, merecendo respeito todos seus compo-nentes, desde o juiz at o servidor que executa tarefas menores, mas imprescin-dveis para o andamento da mquina. A outra crise moral. triste ainda notar escndalos de corrupo envolvendo altas autoridades. Tratamentos desu-manos, muitas vezes, so dispensados

    aos cidados que, por qualquer motivo, precisam da Justia. Processos morosos, cujo resultado, quando concretizado, acaba sendo ineficaz.

    Qual a tica atual para a socie-dade humana? Tiago: A tica ideal a tica de Jesus. Seu Evangelho ainda o melhor cdigo para a vida terrena. Quem errou, deve reparar o dano. Mas quem tem o dever de aplicar a lei, deve agir com amor, ainda que, para o caso concreto, a pena deva ser severa. Somos todos irmos e o erro faz parte da natureza humana. Per-doar no isentar o culpado dos acertos necessrios, mas tambm compreen-der que inexiste erro irreparvel.

    Qual o papel dos operadores de Direito para a regenerao da Humanidade? Tiago: A Justia precisa ser reformu-lada. E no obstante a necessidade de reformas legais, estruturais, informati-zao, a reforma moral de seus atores afigura-se inevitvel. O indivduo que se encontra de um lado ou de outro no processo judicial, independente do caso, merece respeito. O arbtrio ilegal. O tratamento diferenciado por conta de condies econmicas deve ser abolido. O preconceito no combina com qual-quer operador do direito. Tudo isto gera injustia e isto no combina com uma sociedade que se pretende pacfica. O operador do direito deve entender que no lida com papis, mas com vidas humanas. Esta mudana de postura j ser, por ora, grande avano.

    Como o Espiritismo pode cola-borar para o estabelecimento da paz e da justia na Terra?Tiago: A Doutrina Esprita colabora,

    inevitavelmente, para a melhoria do homem, demonstrando-lhe que o pro-gresso ocorrer, com amor ou com dor, e que somos depositrios da confiana divina conforme a posio e cargo que ocupamos na Terra, tendo o homem o dever, pois, de prestar contas do traba-lho realizado ou no. A transformao moral individual leva transformao social, j que o exemplo contagia, e, com isso, o bem se dissemina no seio so-cial. O conjunto de valores tico-morais emanado da Doutrina Esprita quando convertido em ao prtica tem poten-cial transformador.

    O homem est em crise com seus valores. Por qu?Tiago: A crise de valores existe. Uns ainda no compreendem o real signifi-cado da existncia, predominando a vi-so materialista. Outros esto cansados de posies dogmticas, mas ainda so resistentes quanto mudana de viso. O conflito instala-se, pois, causando perturbao e dor. Alcanar a serenida-de e concluir que o trabalho individual e social fonte de mudana requer tem-po e maturidade.

    D pra melhorar esse mundo? O que fazer?Tiago: A mudana implica a confiana no valor esperana. Enquanto depen-der da liberdade humana para se alte-rar rumos, a crena positiva de que a melhor deciso ocorrer obrigao de todos ns que acreditamos nos valores evanglicos, no potencial criador do ho-mem. Nesse sentido, a esperana deve sempre estar presente em nossas vidas, pensamentos e sentimentos, de modo que nossas aes sejam sempre positivas. Acreditar na mudana humana o pri-meiro passo para a prpria mudana.

    O conjunto de valores tico-morais emanado da Doutrina Esprita quando convertido em ao prtica tem potencial transformador.

  • 8 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009

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    A estratgiada espiritualidade

    fora de questo que o ano de 1848 foi atpico em se tratan-do da histria da Humanida-de; tanto na dimenso visvel,

    quanto na invisvel. A importncia dos fatos que se sucederam em meados do sculo 19 no foi completamente ava-liada; particularmente, em relao s inevitveis interaes que se deram en-tre os dois planos.

    Depois de seguidas mudanas na maneira de pensar e agir que frutifica-ram por meio da Renascena, Reforma Protestante e Iluminismo ; aqui na Ter-ra, no plano da materialidade, mais pre-cisamente na Europa, ocorria a chamada Primavera dos Povos.

    Apesar da equivocada ideia a que o nome induz, aquele no foi um momen-to de tranquilidade, e sim um perodo de seguidas revolues, que se deu em meados do primeiro semestre, quando ocorre a primavera no hemisfrio norte.

    O movimento contou com a par-ticipao de operrios, camponeses, artesos e intelectuais socialistas, mani-festando suas insatisfaes ante os ex-cessos adotados durante a fase inicial do capitalismo-industrial. As insatisfaes daquelas classes seriam sintetizadas por Karl Heinrich Marx e Friedrich Engels, naquele mesmo ano, por meio de O Manifesto Comunista.

    Distante dali, no outro lado do Atlntico, os Estados Unidos da Am-rica passavam quase ao largo das revo-lues sociais.

    Preocupados com sua expanso territorial, depois de consolidada sua independncia, empreendiam a con-quista do oeste; na tentativa de ocupar

    a maior rea possvel, dando forma ge-ogrfica a sua ptria.

    Como precisavam de um significa-tivo nmero de colonos, admitiam pes-soas oriundas dos mais diversos pases, que traziam consigo suas culturas, suas religies. Por este motivo, ocorria ali uma tolerncia religiosa at ento sem precedentes na histria humana.

    Enquanto isto, os Espritos Supe-riores, comprometidos com a evoluo espiritual humana, engendravam alter-nativas que pudessem possibilitar aos homens uma melhor compreenso da questo espiritual.

    O momento recomendava medi-das urgentes; as idias materialistas e a descrena em Deus e no mundo espiritual tomavam uma nova e preo-cupante dimenso.

    Para tanto, os espritos utilizariam o servio de diversos mdiuns como expediente para revelar as verdades es-pirituais aos encarnados; o recurso era adequado e eficiente, pois seria impos-svel impedir seu avano, o que poderia acontecer caso a tarefa fosse toda dele-gada a uns poucos medianeiros.

    Por razes inequvocas, o lugar escolhido foi os Estados Unidos da Amrica; onde os acontecimentos me-dinicos poderiam se dar sem grandes obstculos, aproveitando a significativa liberdade de expresso.

    Ento, sem qualquer aviso, os mor-tos despertaram os vivos no incio da estao primaveril, em 1848, mani-festando-se em toda parte, de forma contundente, nos mais diversos lares norte-americanos, por meio de pessoas comuns, como as irms Fox, os irmos

    A Grande SacerdotisaRomance medinicoPelo esprito Julianus Septimus, psicografado por Nadir Gomes

    Distante de DEUSRomance medinicoPelo esprito Fbio, psicografado por Nadir Gomes

    Atravs da histria de Hamazusayth, uma alta sacerdotisa do antigo Egito, muitas personalidades entram em cena e revelam suas lutas para a verdadeira transformao interior.

    A histria de Fbio como a de muitos, que amargam a dor do arrependimento,depois de seguir nos descaminhos do trfico de drogas.Mas...sempre h o despertar para Deus e para as responsabilidades!

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    PorLICURGOSOARESDELACERDAFILHO

    Distante dos holofotes, os EUA foram palco ideal para a

    manifestao de espritos

  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 9

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    Davenport, a famlia Koons.Era a Primavera dos Espritos.Esta primavera, diferentemente de

    sua contempornea, guardava real con-sonncia com o nome, j que significava o florescimento pacfico das verdades que at ento permane-ciam ocultas.

    No dizer de Ar-thur Conan Doy-le, os fenmenos medinicos irrom-peram na jovem nao maneira de uma nuvem ps-quica, habilmente controlada pelos Espritos Superio-res; para depois, ser direcionada para a Europa, onde encontraria perso-nagens previamente preparados para lidar com tais revelaes a exemplo de Allan Kardec.

    Ambas as primaveras marcaram pro-fundamente as geraes que se seguiram.

    A dos povos, apesar de no ter eli-minado as drsticas diferenas sociais,

    CA

    PA

    iniciou um dilogo interclasses que con-tinua at os dias de hoje; tendo ainda muitas barreiras a transpor.

    A dos espritos, que culminou com o advento do Espiritismo na Frana, pode no ter instaurado definitivamente

    a idade da regenerao na Terra; porm, semeou dvidas entre os cticos e os ateus, disseminando por toda parte no-es de Deus, da sobrevivncia da alma morte do corpo fsico, da comunicabi-lidade dos mortos...

    sua maneira, a primavera dos po-

    vos obteve seus frutos por meio do san-gue que regou o solo europeu; por sua vez, a primavera dos espritos, alcanou seus resultados em meio aos raps ba-tidas e mesas girantes e falantes, que foram difundidas mundo afora, con-

    venientemente controladas pelos espritos mani-festantes.

    Ao final, fi-cou a convico de que, embora ambos os movi-mentos fossem importantes para a Humanidade; o promovido pelos espritos foi o que nos legou a certeza de que um futuro melhor possvel;

    e pode ser construdo com a perseveran-a no Bem, e depende principalmente de nosso trabalho.

    Escritor, orador e dirigente esprita, na cidade de cidade de Uberlndia-MG. Autor da coleo A me-diunidade na Histria Humana- Minas Editora. E-mail: [email protected]

    Em 1848 a Primavera dos Espritos, diferentemente de sua contempornea, a Primavera dos Povos, guardava real con-sonncia com o nome, j que significava

    o florescimento pacfico das verdades que at ento permaneciam ocultas.

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  • 10 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009M

    OSA

    ICO

    Sublime

    recomendaoO e-mail do meu mentor

    PorTATIANABENITES

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    Nodevemospermitirquealgumsaiadanossapresenasemsesentirmelhor e mais feliz.

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    Laurinha estava fazendopesqui-sas no computador para sua aula deeducaoesprita,doCentro.Percebeuqueexisteumainfinida-de de sites com muita informao sobre o que precisava. No entan-to, comeou a pensar em outras facilidades.Atecnologiaesttoavanadaagora. Bem que a gente podia ter mais facilidade para saber melhor das coisas. Mesmocomtantainformao,noconseguimossaberoquepodemosfazeramanh para melhorar o mundo.Foiquandosedirigiuatasala,refletindo: Pai, eu estava pensando... Seria to legal se o plano espiritual fosse informati-zado,no?OpaideLaurinha,queestavaassistindoaojornal,virou-separaafilhaedisse:Como?Deondevoctirouessaidia? Eu estava pesquisando umas coisas para minha aula na internet, mas seria bem mais legal perguntar tudo direto ao meu mentor. Se ele tivesse e-mail seria bem maisfcil.Serquelnotemtecnologia?Ai,minhafilha,atecnologiadeldeveserbemmaisavanada.Semaisavanada,elesdevemtere-mail.No,filha,nofoiissoqueeuquisdizerefoilogointerrompido.Comoserqueeufaoparadescobriroe-maildomeumentor?Porqueeuachobemmaisfcilescreverparaeledoqueficaresperandoaintuio.Achoque meu mentor no gosta muito disso. Eu no consigo me conectar com ele !Laurinhafalouseupaisriooplanoespiritualtemmaisoquefazerdoqueficarsepreocupandoemcomovaifalarcomvoc.Umacoisacerta:aintuioumaformamuitomaiscomplexadecomunicaodoquequalquercomuni-caoaquinaTerra.Olha,pai,podeatser,maspramimbemmaisfcilpelocomputador.Achomelhoragentefazerumacampanhanoscentrosespritasassim:Comunique-secomseumentoratravsdocomputador.Mandeseue-mailpraele!Jqueelesestosempreligadosans,arespostainstantnea.Eugosteidaidia! Filha, as coisas no so assim. Laurinhacomeouaresmungarefazerplanosparaacampanha.Entoseupairesolveu a inquiriu:Poracaso,vocjperguntouparaosmentoresseelesqueremterume-mail? No!Ento,filha,quandosomenteumapartequer,ascoisasnoacontecem,paradar certo os dois tm que querer.Tbom!Inconformada, a menina foi para o quarto, olhou para o computador e menta-lizouodilogo:Meumentor,jquevocestsemprepertodemimeestmeouvindo,quetalnoscomunicarmospeloe-mail?Bem,naverdade,jquetudoamaissofisti-cado,bemquevocpoderiafazerumsiteMENTORDALAURINHA,comumasenhasminha,podiatambmfazerumMSN.AssimagentepodebaterumpaponassuashorasvagasejquevocoMEUmentorechique,bemquepodia fazer um Orkut, colocar umas fotos da sua casa, pra eu saber melhor como tudoissoa.Falaaquevocnogostoudaidia?

  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 11EN

    SAIO

    PorKTIAPENTEADO

    OEspiritismoprobeaparticipaono

    CARNAVAL?o se aproximarem do Espiritis-mo, as pessoas perguntam qual a viso da Doutrina Esprita so-

    bre o Carnaval. Os mais diretos questio-nam: o Espiritismo probe a participa-o de seus adeptos aos bailes e desfiles de Carnaval?

    Cabe, ento, uma provocao: Qual a inteno de uma pessoa ao participar desses eventos? Ser possvel participar das festas resguardando-se dos excessos?

    Nessa poca, o Pas vive uma febre de diverso, com o amplo exerccio da liberdade ou ser libertinagem? , dando a impresso de que, em quatro dias (em alguns lugares so mais de 10), permitido fazer tudo (e tudo mesmo) o que no foi realizado nos outros 361 dias do ano. A poesia autoriza as pessoas a se guardarem at o Carnaval chegar, justificando todo e qualquer excesso.

    Vale lembrar que essa festa guarda sua origem na Antiguidade, nas dionis-acas gregas e nos bacanais, saturnais e lu-percais romanas, que eram homenagens a Dionsio e Baco, deuses da mitologia greco-romana relacionados ao vinho e embriaguez, colheita e fertilidade, ao prazer material.

    Por esses motivos, as religies no recomendam e at inibem a parti-cipao de seus fiis nos festejos carna-valescos. Mas o que o Espiritismo, en-quanto Cincia, Filosofia e Religio, diz a respeito?

    Na Codificao, no h nada especfi-co. Por analogia, chegamos a concluses.

    Como encarnamos para evoluir, imperioso desenvolver o autodomnio e a expanso do sentimento de amor fra-ternal, descartando os objetivos ilusrios que nos fixam na temporalidade.

    Entre os caminhos, est o apontado por Paulo de Tarso (I Cor 6:12): Tudo me permitido, mas nem tudo me con-vm. Tudo me permitido, mas eu no

    deixarei que nada me domine!. Mais frente, em 7:9, recomenda: Mas se no conseguem controlar-se permanecer casto , devem casar-se, pois melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo.

    De forma prtica, quatro dias de ab-soluta e desmedida folia possibilitam di-versos desastres, com prejuzos at para o programa reencarnatrio: Somos li-vres para dirigir nossas vidas, mas somos tambm responsveis pelas nossas aes e por nossos pensamentos, frente a ns mesmos e ao prximo.

    O pensamento, como fora criado-ra, plasma as cenas imaginadas. De que adianta na tentativa de nos mostrarmos puros, evoludos e srios , isolarmo-nos da festa e, interiormente, sofrendo de vontade dela participar, criarmos ima-gens de como seria e do que faramos?

    Os Espritos encarnados e desencar-nados, das diferentes classes evolutivas segundo consta em O Livro dos Espritos, nas questes de 456 a 472 sentem e veem tudo o que fazemos, dirigindo a ateno para o que lhes interessa e fixan-do-se ao nosso lado pela afinidade e pela sintonia. Desse modo, nossos desejos, afinidades e aes, alm de influenciar outros, favorecem nossa influenciao por terceiros, que, quando ainda ape-gados aos prazeres materiais, estimulam excessos dramticos. Para vencer as in-clinaes inferiores e a natureza corp-rea, busquemos a prtica da abnegao e estejamos atentos ao ensinamento de Jesus: Aquele que muito quer gozar a vida, perd-la- e o que renunciar vida por amor a mim, ganh-la- (Lucas, 9:24).

    Pedro de Camargo (em Em torno do mestre, no artigo intitulado Tentao) afirma que o corpo, quando no di-rigido pelo Esprito, destri-se a si mes-mo atravs das sensaes e exaltaes a que se submete. (...) Vence-se a carne

    no lhe concedendo tanta ateno, no atendendo aos seus arrastamentos e ca-prichos; fortificando o Esprito com a verdade eterna revelada por Jesus. For-talecer ao mximo o Esprito, dando ao corpo o necessrio para a sua conserva-o a chave. Sob a direo do Esprito, o corpo se embeleza, fica forte e alcana longevidade acentuada.

    Retomamos a questo: O que fazer no Carnaval? A resposta tem diversas nuanas, pois quanto mais nos depu-ramos, mais nos fortalecemos e menos acessveis somos aos prazeres materiais e s paixes; pois aprendemos que poss-vel nos divertir e participar de festas sem excessos ou exageros.

    Somos Espritos em evoluo, per-fectveis, e podemos acelerar o processo. As informaes que a Doutrina disponi-biliza nos fortalecem espiritual e moral-mente, tornando-nos melhores, donos de ns mesmos, corajosos construtores do prprio futuro. Para isso, devemos evitar culpar os outros e o nosso corpo fsico (os hormnios, por exemplo) pe-los deslizes.

    E assim, caro leitor, pelo avano do seu entendimento e pelo exerccio de sua liberdade e de sua vontade, voc pode responder com segurana: O Espiritis-mo probe a participao no Carnaval?

    Jornalista especializada em comunicao corporati-va. Ativa oradora e colaboradora da rea de Assis-tncia Espiritual e da de Educao do Grupo Esp-rita de Arte Medinica, So Paulo. Durante anos, atuou na rea de Ensino e Federativa na FEESP.

    A

  • 12 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009A

    GEN

    DA

    Centro de Cultura ini-cia cursos para 2009O CCDPE - Centro de Cultura Esprita Eduardo Carvalho Mon-teiro dar incio a partir de maro a pelo menos 10 cursos e ativida-des semanais. Alguns deles sero: Oficina de Convvio Fraterno, O Espiritismo segundo a viso cien-tfico Filosfico, com Pedro Naka-no, Curso de filosofia, com Astrid Sayegh, Entenda o Espiritismo, com Luiz Schvartz, Esperanto n-vel avanado,com Odamir Feitosa. Administrao de casas espritas, Captao de recursos para institui-es espritas, aulas de artesanato estaro tambm compondo as ati-vidades do semestre.Local: Rua dos Guaiases, 16 Pla-nalto Paulista- So PauloPara saber mais, entre no site: www. ccdpe.org.br ou ligue: tel.: (11) fone: (11) 3825-1562, com Marcia.

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    CRUZADA DO CORREIO

    SOLUO

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    ingls

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    Slaba de toda

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    Plano em que vivem as estrelas

    Cessar

    Vogais delua

    Primeiras letras do

    sobrenome Ulrich

    -------Sampaio,

    engenheiro paulista

    Plano em que vivem os que

    desencar-naram

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    dade

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    18

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    dos pequenos papis? Resposta do Enigma: Lon Denis*Saiba por qu, acessando o site

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  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 13EN

    SAIO

    sabella Swan uma adolescente ame-ricana to comum quantas tantas ou-tras espalhadas pelo mundo. E nem

    mesmo o fato de ela estar apaixonada pelo tambm adolescente Edward Cul-len faz diferena: Todas as demais tam-bm esto. No importa que Edward seja um vampiro. Na verdade, exata-mente por isso que todas se apaixonam por ele. Edward e Bella protagonizam a srie de livros da autora estadunidense Stephenie Meyer que j se tornou fe-bre nos Estados Unidos, no Brasil e no mundo, com mais de 50 milhes de cpias vendidas de seus quatro volu-mes: Crepsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Dawn. Edward e sua famlia so vampiros do bem: tm aparncia humana, sem caninos afiados nem ca-pas soturnas. No dormem em caixes e, principalmente, no se alimentam de sangue humano! Ento, o que determi-na a febre em torno desta srie? Seria apenas uma nova onda adolescente?

    Os livros so direcionados para os jo-vens, da seus personagens serem jovens comuns que estudam em escolas comuns e vestem roupas que todo jovem usa.

    O psiclogo Laurence Steinberg, da Temple University, um dos profissionais mais conceituados dos Estados Unidos, afirma que os adolescentes se movem mais facilmente entre o especfico e o abstrato, geram sistematicamente pos-sibilidades alternativas e explicaes e comparam o que realmente observam ao que possvel; que os adolescentes tornam-se mais capazes de pensar sobre coisas abstratas o que no pode ser experimentado diretamente atravs dos sentidos e que eles apresentam mais probabilidade do que as crianas para ver as coisas como relativas, ao invs de absolutas. Talvez isto explique a facili-dade com que os jovens desenvolvam suas paixes e, at mesmo, seus vcios.

    Mas isto no de hoje. As marcas registradas da adolescncia so, justa-mente, a inquietao, a inconformida-

    PorGEORGEDEMARCO

    I

    CREPSCULOuma ponte entre dois mundos

    de e a aura sonhadora. Segundo Jean Piaget, tambm psiclogo, no incio da adolescncia ocorre uma fase de interio-rizao, e ele parece antissocial. Conde-na, despreza e quer mudar a sociedade. Depois surge o predomnio dos grupos, que se constituem como sociedades de discusso, quando o mundo recons-trudo em comum, com discursos que combatem o mundo real. A adaptao sociedade se dar medida que o

    adolescente de reformador transforma-se em realizador, reconciliando o pen-samento formal com a realidade das coisas. Durante este perodo surge a ca-pacidade de autonomia plena, quando o adolescente compreende relaes de reciprocidade, coordenao de valores, cooperao. J h uma moral indivi-dual, onde so definidos seus prprios valores. Piaget explica que ocorrem di-ferenas no ritmo do desenvolvimento

    entre as pessoas e as atribui s variaes na qualidade e frequncia da estimula-o intelectual recebida dos adultos du-rante a infncia e adolescncia.

    Neste ponto temos em comum a exortao de Emmanuel, no livro Tri-lha de Luz, de que quando se repetem por todos os recantos os impositivos da reviso do tratamento em favor da juventude, razovel que se aplique o mesmo critrio para a madureza. Nem conceituao de irresponsabilidade para os jovens. Nem alegao de inuti-lidade para os adultos. (...) No vemos qualquer conflito mais grave agora que noutras pocas, entre os mais moos e os menos moos. O que existe o anseio da juventude no sentido de se edificar segundo a sua prpria vocao, tanto quanto anotamos na madureza a necessidade de aproveitar, com mais se-gurana e com esprito mais amplo de reconhecimento a Deus (...).

    A saga de Crepsculo fala de um grande amor, mas traz para o cotidiano um universo fantstico e a curiosidade que os vampiros despertam desde os tempos do Conde Drcula. Assim, a obra de Stephenie Meyer ultrapassa os muros adolescentes e conquista tambm os adultos, em mais uma demonstrao de que a magia, o encanto, o sonho das grandes paixes, dos heris e das moci-nhas esto sempre presentes em nossas vidas e servem como ponte entre dois mundos que no precisam ser antag-nicos. Pelo contrrio, como diria o j citado Emmanuel: To livre e robusta a mocidade para zelar, disciplinadamen-te, pelos seus prprios interesses, quanto robusta e livre a madureza para defen-der a sua prpria felicidade em qualquer lugar, tempo, circunstncia e condio, desde que se mostre agindo ponderada-mente.

    Publicitrio e radialista. Realiza atividades como expositor, evangelizador de mocidade e coordena-dor de teatro na seara esprita. E-mail: [email protected]

  • 14 CORREIO FRATERNO JANEIRO - FEVEREIRO 2009

    MartinCroston tinhaapenasonzeanos,quando fora,emcompa-nhia de seus pais, visitar, pela primeira vez, a velha casa de sua me, emYorkshireMoors.medidaqueavanavampelacharneca,umasensaoestranhaotomava.Eracomoseelejestivesseestadoalicavalgando. Subitamente, uma forte neblina os envolveu. Seus pais se sentiram perdidos. No sabiam mais onde estava o leito da estrada de terrabatida.Eficaramsurpresosquandoofilhosepsagui-lossobaneblina,levando-osatostioisoladoondenascerasuame.Duranteoperodoqueficaramnostio,eleouviumuitashistriasreferentesaoseuav,queviveraefaleceraaliantesdoseunascimento.Mar-tinouviumuitacoisacomosefossepelasegundavez!noite,nopodedormirporcausadocarrilhodorelgioqueficavanohall.Encabulado, questionava: Porque o barulho do relgio me incomo-dava tanto?Quandoo relgiobateuduashoras,ele lembrou-se.Saltoudacamaefoiatorelgio.Suasmostrmulastatearamapartedetrsdapea,encontrandoumamolasecreta.Umapequenatbuasaltou,revelandoumacaixaquecontinhapacotesepacotesdedinheiroemnotas.Seuavmorrerasubitamentesduashorasdamanhenolhefoipossvelrevelarosegredodesuaseconomias.MartinCrostonacreditouqueeraareencarnaodeseuav!AcervoCorreio Fraterno Jan 2001.

    FOI A

    SSIM

    Amorte

    indolorPorOSWALDOIRIO Neto cr ter

    sido seu avS

    Seminrio Herculano, Tempo e EspritoEvento no Centro de Convenes Rebouas co-memora 30 anos da morte de Herculano Pires

    A Associao Brasileira de Pedagogia Esprita, com o apoio da Edi-tora Comenius, da Editora Paidia e da Fundao Maria Virgnia

    e Herculano Pires, promove dia 7 de maro, o evento Hercula-no, Tempo e Esprito, em comemo-rao aos 30 anos de desencarne do

    filsofo e escritor esprita Jos Herculano Pires.Palestrantes: Helosa Pires, Dora Incontri, Alys-son Leandro Mascaro, Alessandro Bigheto, Franklin Santana Santos, Mauro Spnola, Fran-cisco Cajazeiras.Dia 7 de maro, das 8:30 s 17:30h - 20 reaisCentro de Convenes Rebouas - Av. Rebouas, 600 So Paulo Inscries: Associao Brasileira de Pedagogia Esprita

    MAR

    7

    AG

    END

    A

    empre que falo sobre a morte, to temida por grande parte da huma-nidade, pela propaganda fnebre

    das religies dominantes, procuro des-mistific-la, apoiado nas revelaes dos espritos e nos depoimentos de amigos que sofreram acidentes e sobreviveram, esclarecendo que o momento do tres-passe da vida material para a espiritual inconsciente e indolor, por ser uma ocorrncia natural e necessria. Deus, na sua misericrdia e bondade, junta-mente com o instinto de conservao da vida, colocou em cada ser um me-canismo que desliga automaticamente a conscincia nos momentos de perigo, pavor e, principalmente, no ato de de-sencarnar. Morrer nada mais que um sono. Morremos todos os dias, quando deitamos para dormir.

    Certa vez, no ano de 1949, saindo de Xavantes-SP, cidade localizada a seis qui-lmetros da divisa do Estado do Paran, iniciei uma viagem a servio da organi-zao bancria da qual era funcionrio, com destino cidade de Jacarezinho-PR. Viajava num txi, sentado no ban-co dianteiro.

    Num trecho da estrada de terra ba-tida, prximo ao meu destino, ficamos atrs de um caminho que, mesmo trafegando em menor velocida-de, levantava uma cortina de poeira to compacta que impedia completamen-te a nossa viso. Como naqueles tempos o movi-mento nas estra-das era pequeno, o motorista, para se livrar do p e ultra-

    passar o caminho, imediatamente manobrou para a pista esquerda e ao emparelhar com ele, se deparou com outro caminho que vinha em sentido contrrio. Quando percebi o caminho se aproximando em grande velocidade, prestes a se chocar de frente conosco, simplesmente apaguei! Minha incons-cincia durou alguns segundos e, assim que acordei, vi que estvamos livres e j tnhamos ultrapassado o caminho. Ainda meio tonto e duvidando de estar vivo, ouvi o motorista, aliviado, dizendo que por sorte, a estrada estava ali com as margens mais largas, o que permitiu que os caminhes se desviassem para as suas direitas, dando um apertado espao para passarmos.

    Sempre que me lembro deste in-cidente, agradeo a Deus por ter me concedido a graa de vivenciar essa ocorrncia para ter a oportunidade de confirmar, pessoalmente, o que divulgo sobre a morte em minhas palestras; cons-tatar que o acaso no existe: A fatalida-de existe unicamente pela escolha que o esprito fez ao reencarnar (LE-Q.851) e que suas Leis, justas e perfeitas, d a cada um segundo seu merecimento (Mateus (16:27), no permitindo que inocentes sofram.

    Essa histria aconteceu com o Sr. Oswaldo Irio. Conte

    a sua tambm. Escreva para [email protected]

  • JANEIRO - FEVEREIRO 2009 CORREIO FRATERNO 15

    unies que so fruto do afe-to mtuo, que uma esfera diferente da esfera sexual. Os

    jovens respeitam-se, admiram-se, dese-jam tentar construir uma vida compa-nheira, comum. Passado o entusiasmo inicial da paixo aquele estado que Freud considerou semelhante hipno-se e que os psicanalistas descreveram como cheio de projees e idealizaes , convivendo sem o compromisso do casamento, que a essncia do ritual social do namoro, vai-se construindo um mundo comum, espcie de balo de testes para a deciso de estabelecer-se uma relao duradoura.

    No h tempo mnimo ou mximo para esta deciso. Atualmente a deciso

    EQU

    ILBR

    IO

    Relacionamento conjugal e desvinculaes

    PorJDERSAMPAIO

    de casar-se tem sido adiada porque mui-tos jovens necessitam concluir estudos e estabelecer-se profissionalmente antes de poder iniciar uma vida comum, que pressupe uma certa independncia fi-nanceira.

    Este vnculo emocional esteia-se em uma relao de confiana, base para a construo de um projeto comum ou compartilhado de vida. Como o tem-po vivido seguido de mudanas, cada experincia, cada aquisio de um dos parceiros exigir do outro compreen-so, respeito e muito esforo prprio para reconstruir a relao. Esta enfren-tar momentos de conflito, momentos de rotina, momentos de alegria imensa, momentos de estresse.

    O vnculo estar sempre em questo, porque sempre surgiro outras pessoas interessadas no parceiro (a). s vezes inconsciente disto, o outro tentar en-gaiolar seu cnjuge para que ele no o abandone. Quanto mais o fizer, mais correr o risco de perd-lo por ter criado um relacionamento insustentvel, mar-cado pela insegurana e pelo sofrimento que o cime doentio gera.

    Outras vezes, o cnjuge considerar o parceiro conquistado e ir dedicar-se de tal forma ao trabalho ou aos estudos que esvaziar a vida conjugal dos mo-mentos marcantes e prazerosos vividos na poca do namoro. A vida se transfor-mar em uma rotina e a relao em uma espcie de empresa, com tempos e tra-balhos demarcados. O vnculo tambm se degradar e sentindo-se s, o parceiro ou abrir mo de uma vida conjugal e a substituir por trabalho e estudo ou se desvincular.

    H tambm os casos doentios, no qual a relao afetiva se transformar em uma disputa de poder. No so raros os casos em que esta disputa sair do pla-no dos desentendimentos e frustraes e acontecero cenas dolorosas de violn-cia, verbal ou fsica. No h afeto que sobreviva manipulao, humilhao, ao desrespeito, e escravido domstica. A desvinculao ser uma conseqncia temporal, embora algumas pessoas no consigam se desligar do parceiro, espe-cialmente quando h filhos ou patrim-nio em jogo na relao.

    So to complexos estes casos que Emmanuel frisou bem em um de seus trabalhos mais conhecidos: bvio que no nos lcito estimular o divrcio em tempo algum (...) ainda assim justo re-conhecer que a escravido no vem de Deus e ningum possui o direito de tor-turar ningum, face das leis eternas.

    Quando um dos cnjuges fica insa-tisfeito com a relao e pede separao, hoje legal e sem as presses sociais que eram vigentes em nosso pas de qua-renta anos atrs, no h como evitar o sofrimento. esperado que haja nega-o, que haja tentativa de barganha, que haja rancores e raiva, depresso e aps algum tempo a aceitao, como descre-veu a escritora suia Elisabeth Kbler-Ross, que possibilita o retorno a uma vida significativa pelo casal ou por um de seus membros. esperado tambm que as partes se sintam lesadas, e trans-formem o processo de separao em mais uma briga conjugal, coadjuvada por advogados, que deixa mais cicatrizes que trofus, a dificultarem o processo de desvinculao.

    Sob esta tica entende-se porque Kar-dec, no dilogo com espritos superiores, entendeu que o divrcio lei humana que tem por objeto separar legalmente o que j, de fato, est separado. No contrrio lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens ho feito e s aplicvel nos casos em que no se levou em conta a lei divina.1

    Por isso Emmanuel comentou ... Ocorre, porm, que se no nos cabe se-parar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, so eles mesmos, os amigos que se enlaaram pelos vncu-los do casamento, que desejam a separa-o entre si, tocando-nos unicamente a obrigao de respeitar-lhes a livre esco-lha sem ferir-lhes a deciso.2

    1Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiri-tismo. FEB. cap. 22.2Emmanuel (psicografia Francisco Cndido Xavier) Vida e Sexo. FEB, cap. 8.

    Psiclogo, doutor em Administrao. Professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Editor do blog Espiritismo Comentado.

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