Dominios morfoclimaticos superhumanas

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[email protected] DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS I – DEFINIÇÃO: Dentre os diversos tipos de clima e relevo existente no Brasil, observamos que os mesmos mantêm grandes relações, sejam elas de espaço, de vegetação, de solo entre outros. Caracterizando vários ambientes ao longo de todo território nacional. Para entendê-los, é necessário distinguir um dos outros. Pois a sua compreensão deve ser feita isoladamente. Nesse sentido, o geógrafo brasileiro Aziz Nacib Ab’Saber, faz uma classificação desses ambientes chamados de Domínios Morfoclimáticos. Este nome, morfoclimático, é devido às características morfológicas e climáticas encontradas nos diferentes domínios, que são 6 (seis) ao todo e mais as faixas de transição. Em cada um desses sistemas, são encontrados aspectos, histórias, culturas e economias divergentes, desenvolvendo singulares condições, como de conservação do ambiente natural e processos erosivos provocados pela ação antrópica. II – OS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Os domínios morfoclimáticos brasileiros são definidos a partir das características climáticas, botânicas, pedológicas, hidrológicas e fitogeográficas; com esses aspectos é possível delimitar seis regiões de domínio morfoclimático. Devido à extensão territorial do Brasil ser muito grande, vamos nos defrontar com domínios muito diferenciados uns dos outros. Esta classificação feita, segundo o geógrafo Aziz Ab’Sáber (1970), dividiu o Brasil em seis domínios: I – Domínio Amazônico – região norte do Brasil, com terras baixas e grande processo de sedimentação; clima e floresta equatorial; II – Domínio dos Cerrados – região central do Brasil, como diz o nome, vegetação tipo cerrado e inúmeros chapadões; III – Domínio dos Mares de Morros – região leste (litoral brasileiro), onde se encontra a floresta Atlântica que possui clima diversificado; IV – Domínio das Caatingas – região nordestina do Brasil (polígono das secas), de formações cristalinas, área depressiva intermontanhas e de clima semi-árido; V – Domínio das Araucárias – região sul brasileira, área do habitat do pinheiro brasileiro (araucária), região de planalto e de clima subtropical; VI – Domínio das Pradarias – região do sudeste gaúcho, local de coxilhas subtropicais.

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  1. 1. [email protected] DOMNIOS MORFOCLIMTICOSI DEFINIO:Dentre os diversos tipos de clima e relevo existente no Brasil, observamos que os mesmosmantm grandes relaes, sejam elas de espao, de vegetao, de solo entre outros.Caracterizando vrios ambientes ao longo de todo territrio nacional. Para entend-los, necessrio distinguir um dos outros. Pois a sua compreenso deve ser feita isoladamente. Nessesentido, o gegrafo brasileiro Aziz Nacib AbSaber, faz uma classificao desses ambienteschamados de Domnios Morfoclimticos. Este nome, morfoclimtico, devido s caractersticasmorfolgicas e climticas encontradas nos diferentes domnios, que so 6 (seis) ao todo e mais asfaixas de transio. Em cada um desses sistemas, so encontrados aspectos, histrias, culturas eeconomias divergentes, desenvolvendo singulares condies, como de conservao do ambientenatural e processos erosivos provocados pela ao antrpica.II OS DOMNIOS MORFOCLIMTICOSOs domnios morfoclimticos brasileirosso definidos a partir das caractersticasclimticas, botnicas, pedolgicas,hidrolgicas e fitogeogrficas; comesses aspectos possvel delimitar seisregies de domnio morfoclimtico.Devido extenso territorial do Brasilser muito grande, vamos nos defrontarcom domnios muito diferenciados unsdos outros. Esta classificao feita,segundo o gegrafo Aziz AbSber(1970), dividiu o Brasil em seisdomnios:I Domnio Amaznico regio norte do Brasil, com terras baixas e grande processo desedimentao; clima e floresta equatorial;II Domnio dos Cerrados regio central do Brasil, como diz o nome, vegetao tipo cerrado einmeros chapades;III Domnio dos Mares de Morros regio leste (litoral brasileiro), onde se encontra a florestaAtlntica que possui clima diversificado;IV Domnio das Caatingas regio nordestina do Brasil (polgono das secas), de formaescristalinas, rea depressiva intermontanhas e de clima semi-rido;V Domnio das Araucrias regio sul brasileira, rea do habitat do pinheiro brasileiro(araucria), regio de planalto e de clima subtropical;VI Domnio das Pradarias regio do sudeste gacho, local de coxilhas subtropicais.
  2. 2. [email protected] DOMNIOS MORFOCLIMTICOS FLORESTADOS:Domnio Morfoclimtico AmaznicoA. Situao GeogrficaSituado ao norte brasileiro, o domnio Amaznico a maiorregio morfoclimtica do Brasil, com uma rea deaproximadamente 5 milhes km equivalente a 60% doterritrio nacional abrangendo os Estados: Amazonas,Amap, Acre, Par, Maranho, Rondnia, Roraima, Tocantinse Mato Grosso. Encontram-se como principais cidades destaregio: Manaus, Belm, Rio Branco, Macap e Santarm.B. Caractersticas do PovoamentoA regio pouco povoada, sua densidade demogrfica de aproximadamente 2,88 hab./km. Istose deve ao fato da grande extenso territorial e dos difceis acessos ao interior dessa rea. Nessesentido, o governo em 1970, fez o programa de ocupaopopulacional na regio amaznica, com migraes oriundasdo nordeste. A extrao da borracha permitiu desenvolveresta rea, antes inspita economicamente, numa regio dealta produtividade, seja ela econmica, cultural ou social.Nessa poca, muitas cidades foram afetadas com ocrescimento gerado pelo capital. O governo continuouauxiliando e orientando o desenvolvimento da regio eincorpora em Manaus a Suframa (Superintendncia da ZonaFranca de Manaus), que trouxe para a capital amazonensemuitas indstrias transnacionais. Tanto foi a resposta destazona livre, que antes da Zona Franca de Manaus, a mesmacidade detinha uma populao de 300 mil/hab e com ainstalao desta rea, passou para 800 mil/hab. Outros projetos so instalados pelo governofederal na regio amaznica, como: o Projeto Jari, o Programa Calha Norte, o PoloNoroeste e oProjeto Grande Carajs. Com isso, inicia-se a explorao mineral e vegetal da Amaznia. Mas osresultados desses projetos foram pobres em sua maioria, pois com a retirada da vegetao naturalo solo tornava-se inadequado ao cultivo da agricultura.C. Caractersticas Bio-Hidro-Climticas e FisiogrficasEste domnio sofre grande influncia fluvial, j que a se encontra a maior bacia hidrogrfica domundo a bacia amaznica. A regio passa por dois tipos de estaes flvio-climticas, a estaodas cheias dos rios e a estao da seca, porm esta ltima estao no interrompe o processopluviomtrico dirio, squeem ndicesdiferentes. Otransporteexistentetambm influenciadopela enorme redehidrogrfica, enquantoque o rodovirio quaseinexistente.
  3. 3. [email protected], o transporte fluvial e o areo so muito utilizados devido s facilidades encontradas nestedomnio.Como se trata de uma floresta equatorial considerada um bioma riqussimo, de fundamentalimportncia entend-la para no desestruturar seu frgil equilbrio. Devido existncia deinmeros rios, a regio sofre muita sedimentao por parte fluvial, j que a precipitao abundante (2.500 mm/ano), transformando a regio numa grande esponja que detm altastaxas de umidade no solo. Este mesmo solo formado basicamente por latossolos, podzlicos eplintossolos, mas o mesmo no detm caractersticas de ser rico vegetao existente, naverdade, o processo de precipitao o que torna este domnio morfoclimtico riqussimo emfloresta hidrfita e no o solo, como muitas pessoas pensam que o responsvel por tudo isto.Valendo destacar os tipos de matas encontradas na Amaznia, como: de iaip de regiesinundadas; de vrzea de regies inundadas ciclicamente e de terras altas que dificilmente soinundadas. As espcies de rvores encontradas nesta regio so: castanaha-do-par, seringueira,carnaba, mogno, etc. (essas duas ltimas em extino); os animais: peixe-boi, boto-cor-de-rosa,ona-pintada; e a flora com a vitria rgia e as diversas orqudeas.Com um grande processo de lixiviao encontradona Amaznia, essa ao torna o solo pobre levandotodos os seus nutrientes pela fora da capacidadedo rio (correnteza). Mas esta riqueza diversa nodeve ser confundida como grande potencialidadeagrcola, pois com a retirada da vegetao nativa,transforma o solo num grande alvo da eroso,devido as fortes chuvas ocorridas na regio. A redehidrogrfica outra fonte de potencialidadeeconmica da Amaznia, pois seus leitos fluviaisso de grande piscosidade, o que torna a rea numimportante atrativo natural para o turismo, s indstrias pesqueiras e a populao ribeirinha. Comum clima equatorial, sem muitas mudanas de temperatura ao longo do ano, a regio amaznicadiferencia-se apenas nas pocas das chuvas (ou cheias dos rios) e das secas. Assim esta primeirapoca faz com que os rios transbordem e nutram as reas de terras marginais ao leito dosmesmos. Com um solo essencialmente argiloso e a forte influncia do escoamento fluvial, faz comque a Amaznia torna-se uma rea de terras baixas, decapitando as formaes existentes no seusubstrato rochosos.D. Condies Ambientais e Economicamente SustentveisNos dias atuais grande a devastao ambiental naAmaznia queimadas, desmatamentos, extino deespcies, etc. fazem com que a regio e o mundopreocupe-se com seu futuro, pois se trata da maiorreserva florestal do globo. Ecologicamente a Amazniaest correndo muito perigo, devido ao grande atrativoeconmico natural que encontrado nesta regio, oequilbrio colocado muitas vezes em risco. Aexplorao descontrolada faz com que as ideologiasconservacionistas sejam deixadas de lado. As indstriasmineradoras geram conseqncias incalculveis ao ambiente e nos rios so despejados muitosprodutos qumicos para esta explorao. A agricultura torna reas de vegetao em solos de fcilerosividade e em resposta a tudo isso, gera-se um efeito domin no meio ambiente, onde um
  4. 4. [email protected] e necessrio para o outro. So poucas as atividades econmicas que no agridem anatureza. A extrao da borracha, por exemplo, era uma economia vivel ecologicamente, poisnecessitava da floresta para o crescimento das seringueiras. Mas atualmente, esta explorao quase rara, devido falta de indstrias consumidoras. Nesse sentido, devero ser tomadasmedidas de aprimoramento nas exploraes existentes nesta regio, para que deixem de causarimensas seqelas ao ambiente natural.Domnio Morfoclimtico de Mares de MorrosA. Situao GeogrficaEste domnio estende-se do sul do Brasil at oEstado da Paraba (no nordeste), obtendo umarea total de aproximadamente 1.000.000 km.Situado mais exatamente no litoral dos Estados do:Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran, de SoPaulo, Rio de Janeiro, Esprito Santo, da Bahia,Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco, da Paraba; eno interior dos Estados, como: So Paulo, Rio deJaneiro, Minas Gerais e Esprito Santo. Incluindoem sua extenso territorial cidades importantes, como: So Paulo, Rio de Janeiro, Vitria,Salvador, Recife, Porto Alegre e Florianpolis.B. Caractersticas de PovoamentoComo encontra-se na regio litornea leste do Brasil, foi o primeiro lugar a ser descoberto ecolonizado pelos portugueses tanto que em Porto Seguro, Bahia, que atracou onavegantePedrolvaresCabral,descobrindo o Brasil. Com isso, a primeiracapital da colnia portuguesa na Amricafoi Salvador, onde iniciaram-se osprocessos de colonizao e povoamento,respectivamente. neste domnio queesto as duas maiores cidades brasileiras So Paulo e Rio de Janeiro. Isto se deve a antiga constituio das duas cidades como centroseconmicos, integradores, culturais e polticos. Foram muitos os resultados desse povoamento,como por exemplo, a maior concentrao populacional do Brasil e a de melhor base econmica.C. Caractersticas Bio-Hidro-Climticas eFisiogrficasComo o prprio nome j diz, uma regio demuitos morros de formas residuais e curtos emsua convexidade, com muitos movimentos demassa generalizados. Os processos deintemperismo, como o qumico, so freqentes,motivo pelo qual as rochas da regioencontram-se geralmente em decomposio.Tem uma significativa gama de redes de
  5. 5. [email protected], somados boa precipitao existente (1.100 a 1.800 mm a/a e 5.000 mm a/a nasregies serranas), que devido massa de artropical atlntica (MATA) e aos ventos alsiosde sudeste, que ocasionam as chuvas derelevo nestas reas de morros. Assim, osefeitos de sedimentao em fundos de vale ede colvios nas reas altas so muitointensos. A vegetao natural da matachamada Atlntica, com poucas reas nativasde suma importncia aos ecossistemas aliexistentes. Sua flora e fauna so de grande respaldo ambiental e o solo composto em suamaioria por latossolos e podzlicos, sendo muito varivel. A textura se contradiz de regio pararegio, pois encontrado tanto um solo arenoso como argiloso. Como a sua extenso territorialalarga-se entre Norte Sul, seu clima depender da sua situao geogrfica, diferenciando-se em:tropical, tropical de altitude e subtropicalD. Condies Ambientais e Economicamente SustentveisLembrando que foi colocado anteriormente em relao ao povoamento, essas terras j estosendo utilizadas economicamente h muitos anos. Decorrente disso, observa-se uma considerveldesgastao do solo que elucida uma atual preservao das matas restantes. Esta regio j sofreumuita devastao do homem e da sociedade e devem ser tomadas atitudes urgentes para suaconservao. Existem muitos programas, tanto do governocomo privados, para a proteo da mata atlntica.Destaca-se por exemplo, a Fundao O Boticrio (privado),que detm reas de preservao ao ambiente natural e oSOS Mata Atlntica (governamental e privado). Nestesentido, a soluo mais adequada para este domnio, seriaa estagnao de muitos processos agrcolas ao longo desua rea, pois o solo encontra-se desgastado e comproblemas erosivos muito acentuados. Deixando assim, aterra descansar e iniciar um projeto de reconstituio vegetao nativa evitando a formao de voorocas.Domnio Morfoclimtico das AraucriasA. Situao GeogrficaEncontrado desde o sul paulista at o norte gacho, odomnio das araucrias ocupa uma rea de 400.000 km,abrangendo em seu territrio cidades importantes, como:Curitiba, Ponta Grossa, Lages, Caxias do Sul, Passo Fundo,Chapec e Cascavel.B. Caractersticas do PovoamentoA regio das araucrias foi povoada no final do sculo XIX,principalmente por imigrantes italianos, alemes, poloneses,ucranianos etc. Com isto, os estrangeiros diversificaram aeconomia local, o que tornou essa regio uma das maisprsperas economicamente. Caracterizado por colnias de
  6. 6. [email protected] estabelecidas pela descendncia estrangeira, podemos destacar como principaispontos, as cidades de: Blumenau SC , colnia alem; Londrina PR, colnia japonesa; Caxias doSul RS, colnia italiana. Mas a vinda desses imigrantes no foi s boa vontade do governodaquela poca. O Brasil tinha acabado de terminar a sua guerra com Paraguai, que deixou muitasperdas em sua populao, em virtude disso a soluo foi atrair imigrantes europeus e asiticos.C. Caractersticas Bio-Hidro-Climticas e FisiogrficasAtualmente, a vegetao de araucria chamada de pinheiro-do-Paran, ou pinheiro-braseleiro pouco resta, asindstrias de celulosee madeireiras daregio, fizeram umextrativismodescontrolado queresultou nodesaparecimentototal em algumasreas.Sua condio de arbrea, geralmente com mais de 30 m de altura, condiz a um solo profundo, emvirtude de suas razes estabelecerem a sustentao da prpria rvore.A regio das araucrias encontra-se no planalto meridional onde a altitude pode variar de 500metros at cerca de 1.200 m. Isso evidencia um clima subtropical em toda sua extenso quemantm uma boa relao com a precipitao existente nesse domnio, variando de 1.200 a 1.800mm. Nesse sentido, a regio identifica-se com uma grande rede de drenagem em toda a suaextenso territorial. O solo formado principalmente por latossolos brunos e tambm encontrado latossolos roxos, cambissolos, terras brunas e solos litlicos. Com estas caractersticas,o solo detm uma alta potencialidade agrcola, como: milho, feijo, batata, etc. As morfologias dorelevo se destacam por uma forte ondulao at um montanhoso, o que o representa num solo defcil adeso a processos erosivos, iniciados pela degradao humana e social.D. Condies Ambientais e Economicamente SustentveisPercebe-se atualmente que esta arbrea quase desapareceu dessa regio, devido descontroladaexplorao da araucria para produo de celulose. Felizmente, medidas foram tomadas e hoje aaraucria protegida por lei estadual no Paran. Mas os questionamentos ambientais no estosomente na vegetao. Devido este solo ser utilizado h anos vem a ocorrer uma erosividadeconsiderada. Em virtude do mesmo, surge a tcnica de manejo agrcola chamada plantio direto,que evidencia uma proteo ao solo nu em pocas de ps-safra. Nesse sentido, o domniomorfoclimtico das araucrias, que compreende uma importante rea no sul brasileiro, detm umnvel de conservao e reestruturao vegetal considervel. Mas no se deve estagnar esseprocesso positivo, pois necessitamos muito dessas terras frteis que mantm as economias locais.
  7. 7. [email protected] DOMNIOS MORFOCLIMTICOS ARBUSTIVOS E HERBCEOSDomnio Morfoclimtico dos CerradosA. Situao GeogrficaFormado pela prpria vegetao de cerrado, nesta reaencontram-se as formaes de chapadas ou chapades comoa Chapada dos Guimares e dos Veadeiros, a fauna e flora alisituada, so de grande exuberncia, tanto para pontostursticos, como cientficos. Vale destacar que da regio docerrado que esto trs nascentes das principais baciashidrogrficas brasileiras: a Amaznica, a So-Franciscana e aParanica.Localizado na regio central do Brasil, o DomnioMorfoclimtico do Cerrado detm uma rea de 45 milhes dehectares, sendo o segundo maior domnio por extensoterritorial. Incluindo neste espao os Estados: do Mato Grosso,do Mato Grosso do Sul, do Tocantins (parte sul), de Gois, da Bahia (parte oeste), do Maranho(parte sudoeste) e de Minas Gerais (parte noroeste). Encontrado ao longo de sua rea cidadesimportantes como: Braslia, Cuiab, Campo Grande, Goinia, Palmas e Montes Claros.B. Caractersticas do PovoamentoDevido a sua localizao geogrfica ser no interior brasileiro, o povoamento e a ocupaoterritorial nesta regio era fraca, mas o governo federal vem a intervir com os programas depolticas de interiorizao do desenvolvimento nos anos 40 e 50, e da poltica de integraonacional dos anos 70. A primeira baseada, principalmente, na construo de Braslia e a segunda,nos incentivos aos grandes projetos agropecurios e extrativistas, alm de investimentos de infra-estrutura, estradas e hidroeltricas. Com estes recursos, a regio vem a atrair investidores e mo-de-obra, e conseqentemente ocorre um salto no crescimento populacional de cada Estado, comono Mato Grosso que em 1940 sua populao era de 430 mil/hab. e em 1970 vai para 1,6milhes/hab. Tal foi resposta destes programas, que nos dias de hoje o setor agrcola do cerradoocupa uma tima colocao em produo, em virtude de migraes do sul do Brasil.C. Caractersticas Bio-Hidro-Climticas e FisiogrficasCentrada no planalto brasileiro, o domnio do cerrado dividido pelas formaes de chapadas que existem aolongo de sua extenso territorial, estas que sogigantescos degraus com mais de 500 metros de altura,formadas na era geolgica Pr-Cambriana, limitam oplanalto central e as plancies como a Pantaneira. Comsua flora nica, constituda por rvores herbceastortuosas e de aspecto seco, devido composio do solo,deficiente em nutrientes e com altas concentraes dealumnio, a regio passa por dois perodos sazonais deprecipitao, os secos e os chuvosos. Com sua vegetaorasteira e de campos limpos, o clima tropical existente nesta rea, condiz a uma boa formao eum timo crescimento das plantas. Tambm auxiliado pela importante rede hidrogrfica daregio, de onde so oriundas nascentes das trs maiores bacias hidrogrficas do Brasil como foi
  8. 8. [email protected] no incio. Isto lhe d uma imensa responsabilidade ambiental, pois denota a suasignificativa conservao natural. Com um solo formado principalmente por latossolos, areaisquartzosas e podzlicos; constituem assim um solo carente em nutrientes fertilizantes,necessitando de correo para compor uma terra vivel agricultura. Observa-se tambm, queeste mesmo solo apresenta caractersticas fcil erosividade devido s estaes chuvosas que aliocorrem e principalmente a degradao ambiental descontrolada, estes processos fazem aremoo da vegetao nativa que tornam frgeis os horizontes A frente aos problemasambientais existentes, como a vooroca.D. Condies Ambientais e Ecologicamente SustentveisEm vista desses aspectos fisiogrficos, o cerrado atraiu muita ateno para a agricultura, o que lhetornou uma regio de grande produo de gros como a soja e agropastoril, com a timaadaptao dos gados zebu, nelore e ibag. Em virtude disso, o solo nativo foi retirado e alteradopor outra vegetao, condizendo a uma maior facilidade aos processos erosivos, devido falta decobertura vegetal, seja ela gramnea ou herbcea. Nesse sentido, faz-se muito pouco pelapreservao e conservao das matas nativas a no ser nas reas demarcadas como reservasbio-ecolgicas. Outra explorao ativa a mineral, como o ouro e o diamante, donde decorre umagrande devastao natureza. Dessa forma, os governos, tanto federal, estadual ou municipal,devero tomar decises imediatas quanto proteo do meio natural, pois deve ocorrer, sim, aexplorao pastoril, agrcola e mineral dessa regio, porm no se deve esquecer que para aefetiva existncia dessas economias o ambiente dever ser prudentemente conservado.Domnio Morfoclimtico das CaatingasA. Situao GeogrficaSituado no nordeste brasileiro, o domnio morfoclimtico das caatingasabrange em seu territrio a regio dos polgonos das secas. Com umaextenso de aproximadamente 850.000 km, este domnio inclui oEstado do Cear e partes dos Estados da Bahia, de Sergipe, de Alagoas,de Pernambuco, da Paraba, do Rio Grande do Norte e do Piau. Tendocomo principais cidades: Crato, Petrolina, Juazeiro e Juazeiro do Norte.B. Caractersticas do PovoamentoSendo uma das reas junto ao domnio morfoclimtico dos mares de morros, de colonizao peloseuropeus (portugueses e holandeses), sua histria de povoamento j bastante antiga. A caatingafoi sempre um palco de lutas de independncia, seja ela escravista ou nacionalista. A regiotornou-se alvo de bandidos e fugitivos contrrios ao Reinado Portugus e posteriormente aoImprio Brasileiro. Como o domnio das caatingas localiza-se numa rea de clima seco, logochamou a ateno dos mesmos para refugiarem-se e construrem suas fortalezas, chamados decangaceiros. Com isso o processo de povoamento, instaurados nos anos 40 e 50, centrou-se maisem reas prximas ao litoral, mas o governo federal investiu em infra-estrutura na construo debarragens, audes e canais fluviais, surgindo assim o Departamento Nacional de Obras Contra asSecas (DNOCS). Entretanto, o clima desrtico da caatinga, prejudicou muito a ocupaopopulacional nesta regio, sendo que a caatinga continua sendo uma rea preocupante noterritrio brasileiro em vista do seus problemas sociais, que so imensos. Valendo destacar quecom todos esses obstculos sociais e naturais da caatinga, seus habitantes partem para migraoem regies como a Amaznia e o sudeste brasileiro, chamada de migraes de transumncia(sada na seca e volta na chuva).
  9. 9. [email protected] Caractersticas Bio-Hidro-Climticas e FisiogrficasCom o seu clima semi-rido, o solo s poderia ter caractersticas semelhantes. Sendo raso epedregoso, o solo da caatinga sofre muito intemperismo fsico nos latossolos e pouca eroso noslitlicos e h influncia de sais em solo, como: solonetz, solodizados, planossolos, soldicos esoonchacks. Segundo AbSaber, a textura dos solos da caatinga passa de argilosa para texturamdia, outra caracterstica a diversidade de solos e ambientes, como o serto e o agreste.Mesmo tendo aspectos de um solo pobre,a caatinga nos engana, pois necessitaapenas de irrigao para florescer edesenvolver a cultura implantada. Tendopouca rede de drenagem, os mnimos riosexistentes so em sua maioria sazonais aoperodo das chuvas, que ocorrem numcurto intervalo durante o ano. Pormexiste um osis no serto nordestino, oRio So Francisco, vindo da regio centraldo Brasil, irriga grandes reas da caatinga,transformando suas margens num solomuito frtil semelhante o que ocorre com as reas marginais ao Rio Nilo, no Egito. Nestesentido, comprova-se que a irrigao na caatinga pode e deve ser feita com garantia de bonsresultados. Outro fato que chama a ateno, a vegetao sertaneja, pois ela sobrevive empocas de extrema estiagem e em razo disso sua casca dura e seca, conservando a umidade emseu interior. Assim, a regio caracterizada por uma vegetao herbcea tortuosa, tendo comoespcies: as cactceas, o madacaru, o xique-xique, etc.D. Condies Ambientais e Economicamente SustentveisDevido o homem no intervir de significativa maneira em seu habitat, o ambiente natural dacaatinga encontra-se pouco devastado. Sua regio poderia ser ocupada mais a nvel agrcola, emvirtude do seu solo possuir boas condies de manejo, s necessitando de irrigao artificial.Assim, considerando os fatos apresentados, a caatinga teria condies de desenvolver-seeconomicamente com a agricultura, que seria de suma importncia para acabar com a misriaexistente. Mas sem esquecer de utilizar os recursos naturais com equilbrio, sendo feito de modoorganizado e pr-estabelecido no causar desastres e conseqncias ambientais futuros.Domnio Morfoclimtico das PradariasA. Situao GeogrficaSituado ao extremo sul brasileiro, mais exatamente a sudeste gacho, odomnio morfoclimtico das pradarias compreende uma extenso,segundo AbSaber, de 80.000 km e de 45.000 km de acordo comFontes & Ker UFV. Tendo como cidades importantes em suaabrangncia: Uruguaiana, Bag, Alegrete, Itaqui e Rosrio do Sul.B. Caractersticas do PovoamentoTerritrio me da cultura gauchesca, suas tradies ultrapassam geraes, demonstrando a forada mesma. Caracterizado por um baixo povoamento, a regio destaca-se grandes pelos latifndiosagropastoris, que so at hoje marcas conhecidas dos pampas gachos. Os jesutas iniciaram o
  10. 10. [email protected] com a catequizao dos ndios e posteriormente surgem as povoaes decharqueadas. Passando por bandeirantes e tropeiros, as pradarias estagnam esse processo (ciclodo charque) com a venda de lotes de terras para militares, pelo governo federal. Devido proximidade geogrfica com a diviso fronteiria de dois pases (Argentina e Uruguai), ocorreramvrias tentativas de anexao dos pampas a uma destas naes devido aos tratados de Madrid ede Tordesilhas. Mas as tentativas foram invlidas, hoje os pampas continuam sendo parte doterritrio brasileiro.C. Caractersticas Bio-Hidro-Climticas e FisiogrficasComo uma rea tambm chamada de pradarias mistas, o solo condiz ao mesmo. SegundoAbSaber, que o caracteriza como diferente de todosos outros domnios morfoclimticos, existindo opaleossolo vermelho e o paleossolo claro, sendo declima quente e frio. Denominado um solo jovem,devido guardar materiais ferrosos e primrios, suacolorao vem a ser escura. Estabelecido por umclima subtropical com zonas temperadas midas e sub-midas, a regio sujeita a sofrer alguma estiagemdurante o ano. Sua amplitude trmica alcana ndiceselevados, como em Uruguaiana, considera a mais altado Brasil, com 7 a/a. Isto evidencia suas limitaesagrcolas, pois o solo pouco espesso e tm indcios de pedrugosidade. Assim, caracteriza-o a umaatividade pastoril de bovinos e ovinos. Com a utilizao do solo sem controle, denota-se um srioproblema erosivo que origina as ravinas e posteriormente as voorocas. Esse processo amplia-serapidamente e origina o chamado deserto dos pampas. A drenagem existente perene com riosde grande vazo, como: Rio Uruguai, Rio Ibicu e o Rio Santa Maria.D. Condies Ambientais e Economicamente SustentveisO domnio morfoclimtico das Pradarias detm importantes reservas biolgicas, como a do ParqueEstadual do Espinilho (Uruguaiana e Barra do Quarai) e a Reserva Biolgica de Donato (So Borja).As condies ambientais atuais fora desses parques, so muito preocupantes. Com o incio daformao de um deserto que tende a crescer anualmente, essa regio est sendo foco de muitosestudos e projetos para estagnar esse processo. Devido ao mau uso da terra pelo homem, como amonocultura e as queimadas, essas daro origem as ravinas, que por sua vez faro surgir svoorocas. Como o solo muito arenoso e a morfologia do relevo levemente ondulado,rapidamente os montantes de areia espalham-se na regio ocasionados pela ao elica. Emvirtude a tudo isso, poucas medidas esto sendo tomadas, exceto os estudos feitos. Assim, asautoridades locais devero estar alerta, para que esse processo erosivo tenha um fim antes quetorne toda as pradarias num imenso deserto.
  11. 11. [email protected] FAIXAS DE TRANSIESEncontrados entre os vrios domnios morfoclimticos brasileiros, as faixas de transies so: asZonas dos Cocais, a Zona Costeira, o Agreste, o Meio-Norte, as Pradarias, o Pantanal e as Dunas.Espalhadas por todo o territrio nacional, constituem importantes reas ambientais e econmicas.A. Faixas de Transio NordestinasA zona dos cocais, representa uma importante fontede renda populao nordestina, pois nessa reaprincipalmente, que se faz extrao dos cocos. Azona costeira detm outra caracterstica, umaimportante regio ambiental, onde se encontra avegetao de mangue, que constitui um biomariqussimo em decomposio de matria. Outra faixade transio o agreste, que responsvel pelaproduo de alimentos para o nordeste, como: leite,aves, sisal, entre outras matrias primas paraindstrias. No litoral cearense, encontra-se as dunas,que uma regio de montantes de areias depositados pela ao dos ventos e de constanteremodelao.O meio-norte se estabelece entre a caatinga do serto e a Amaznia (Maranho e Piau). Com umadiversidade de vegetao como cerrado e matas de cocais, o meio-norte detm sua economia napecuria bovina, chamada de p-duro e na criao do jegue. A carnaba e o leo de baba sooutras fontes de extrativismo. Sem esquecer que todas estas zonas demonstradas situam-se naregio nordestina brasileira.B. Faixa de Transio da Regio Sul BrasileiraNa regio sul, encontra-se a zona de transio das Pradarias, que se situa entre os domniosmorfoclimticos da Araucria e das Pradarias. So geralmente campos acima de serras e soencontradas vegetaes do tipo araucrias, de campo, floresta e cerrado. Assim, os sistemasnaturais situados nessa regio, so de fundamental importncia para o meio natural envolvente aela.C. Faixa de Transio PantanalO pantanal uma das principais zonas de transio encontrada no Brasil. Ele um complexoambiental de suma importncia, pois compreende uma grande diversidade de fauna e flora.Situado em regies serranas e em terras altas, opantanal considerado um grande reservatriode gua, devido encontrar-se numa depressoentre vrias montanhas. Sua rede fluvial composta por rios, como: Cuiab, Taquari,Paraguai etc, sendo considerados rios perenes.Como o pantanal passa por duas estaesclimticas durante o ano, a seca e as cheias dosrios, essa regio detm caractersticas edenominaes nicas, como: cordilheira que significa reas mais altas, onde no sofremalagamentos (pequenas elevaes); salinas regies deprimidas que se tornam lagoas rasas e
  12. 12. [email protected] com as cheias dos rios; barreiros so os depsitos de sal aps a seca das salinas; caixas canais que ligam lagoas, existindo somente durante as inundaes; e vazante cursos daguasexistente durante as pocas das chuvas. Com tudo, o pantanal sofre conseqncias ambientaiscomo a explorao mineral, que poluem intensamente os rios considerados como osresponsveis pela existncia da biodiversidade da regio. A pecuria e a utilizao de enormesmonoculturas, fazem o despejo de uma grande quantidade de agrotxicos aos rios.Nesse sentido, a preservao dessas zonas de transio so consideradas de suma importnciapara a existncia dos domnios morfoclimticos brasileiros. Pois eles estabelecem uma relaodireta com a fauna, flora, hidrografia, clima e morfologia, conservando o equilbrio dos frgeissistemas ecolgicos