GestãO De Processos, Qualidade De Vida E

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Gestão de processos, qualidade de vida e a importância do amor no cotidiano das pessoas: a perspectiva acadêmica e a laboral por Thiago de Almeida (Psicólogo e pesquisador do IPUSP – Departamento de Psicologia Clínica) Home page:
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    18-Dec-2014
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Apresentação "Gestão de processos, qualidade de vida e a importância do amor no cotidiano das pessoas: a perspectiva acadêmica e a laboral" realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP- USP)

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  • 1. Gesto de processos, qualidade de vida e a importncia do amor no cotidiano das pessoas: a perspectiva acadmica e a labora l por Thiago de Almeida (Psiclogo e pesquisador do IPUSP Departamento de Psicologia Clnica) Home page:www.thiagodealmeida.com.br

2. 1. Introduo

  • Consoante Braz (2006), o amor a condio fundamental para o nascimento ontogentico da pessoa. Ele participou e participa ativamente da evoluo e estruturao doSelf , porque capaz de aproximar a pessoa de sua essncia, por propiciar o desenvolvimento de relaes sociais, dentre outras coisas. Nesse sentido, a autora ainda coloca que o amor uma caracterstica prpria do ser humano, uma tendncia inata da espcie e um dos responsveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos ns humanos.

3. A preocupao com a questo da qualidade de vida

  • O interesse pela qualidade de vida aumentou consideravelmente no mundo a partir da dcada de 60, depois que algumas pessoas como o presidente Lyndon Johnson (citado por Moreira & Goursant, 2005, p. 11), autor da clebre frase: Os objetivos de nosso governo no podem se basear no balano dos bancos, mas sim na qualidade de vida das pessoas , foram concordes com este tipo de pensamento e resolveram adotar novas posturas para suas vidas. Estas posturas estas estavam muito esquecidas, sobretudo, desde o comeo da Revoluo Industrial que enfatizou, preponderantemente, a produo em detrimento do bem estar do ser humano.

4. O dia-a-dia de um ser humano Dormindo Trabalhando ? 5. A relao que costuma ser enfatizada Amor - Relacionamentos amorosos Trabalho / Escola- Relacionamentos laborais 6. Alguns questionamentos

  • A que se refere o conceito de Gesto de processos? E como o entendimento da dinmica do que acontece nos relacionamentos amorosos pode servir para otimizar nossos ambientes, acadmico e laboral?
  • Levando-se em considerao que se costuma pensar o amor e a auto-estima como um dos fatores que colaboram para a qualidade de vida de uma forma geral, como eles se relacionam?
  • Geralmente, pensa-se na contribuio do trabalho, ou mesmo, da falta deste costuma acarretar para a auto-estima das pessoas e para os seus relacionamentos amorosos. Mas, como os relacionamentos amorosos (ou ainda, a falta dos mesmos), podem influenciar os relacionamentos acadmicos e laborais?

7. 2. Conceitos 8. Exemplos de insumos

  • como rea fsica;
  • recursos materiais (equipamentos, ferramentas, financeiros, instrumentais, utenslios, dentre outros);
  • recursos humanos e instrumentos de gesto, incluindo-se a estrutura organizacional (organograma) e os modelos tericos aplicados na administrao da instituio.

9. O Modelo de Bittar (1997) para um sistema de sade. 10. A gesto de processos

  • ... um conjunto de atividades relacionada com o objetivo essencial de sua organizao: entregar um produto ou um servio ao cliente, seja ele nosso paciente, nossos alunos, ou demais destinatrios dos nossos produtos e servios.

11. Logo, a questo da gesto de processos est relacionada, a princpio, com algumas questes, tais como:

  • O que voc est fazendo?
  • E est sendo bem feito?
  • Como voc sabe que est sendo bem feito?
  • Como voc pode demonstrar para outros que est sendo bem feito?

12. 2.2A questo da qualidade de vida

  • Segundo a OMS, o conceito de qualidade de vida subjetivo e multidimensional. Para a OMS, Qualidade de Vida a percepo do indivduo de sua posio na vida, no contexto da cultura e no sistema de valores nos quais ele vive e em relao aos seus objetivos, expectativas, padres e preocupaes (Moreira & Goursant, 2005).

13. O conceito de qualidade de vida abarcaseis instncias vitais:

  • o domnio fsico;
  • o domnio psicolgico;
  • o nvel de dependncia;
  • relaes sociais;
  • meio ambiente;
  • espiritualidade, religio e crenas pessoais

14.

  • Nas indagaes comuns durante os levantamentos que so realizados, a maioria das pessoas reporta que a intimidade com outros seres humanos, isoladamente, o aspecto mais gratificante da vida (Bytronski, 1992; 1995; Davidoff, 1983; Priore, 2006).

2.3A temtica do amor e a questo dos relacionamentos amorosos. 15. O estudo de Elizabeth Douvan revela que

  • Conquanto haja abundncia de esforo nas famlias contemporneas, no obstante a maioria das pessoas coloca nela as suas cargas emocionais. A maioria das pessoas reconhece que, na melhor das hipteses, a vida uma longa viagem solitria. Os relacionamentos que afirmam o eu, (que) podem sobreviver (ao) conflito e (que) permitem a expresso do ser inteiro so um enorme auxlio no suprimento do conforto, significado, prazer, gratificao e suportes para o ego. As pessoas no tm permitido drasticamente que a realidade flua ou perca o rastro dessa rea-ncleo de significncia (Davidoff, 1983, p. 575).

16. As pesquisas sobre relacionamentos amorosos e bem-estar

  • Muitos estudos ( Glenn & Weaver, 1988; Lee, Seccombe & Shehan, 1991; Ruvolo, 1998; Stack & Eshleman, 1998)tm estabelecido que as pessoas casadas em relao s no casadas esto psicologicamente melhores em termos de bem-estar. Duas hipteses, conhecidas como Efeito de relao e Efeito de seleo para este fato so apontadas para explicar este fato:

17. O Efeito de Relao

  • O Efeito de Relao postula que aspessoas casadas beneficiam diretamente cada um dos indivduos que faz parte deste relacionamento, em termos de intimidade, suporte emocional (apoio, companhia) e de vantagens financeiras derivadas do agrupamento de recursos em comum e da economia dos gastos. H notveis evidncias que o matrimnio ajuda a manter os seres humanos vivos (Gove, Hughes & Style, 1983; Pearlin& Johnson, 1977;Rahman, 1993;Robles & Kiecolt-Glaser, 2003 ) . Pessoas que esto divorciadas, separadas ou vivas correm um risco particularmente muito mais alto de morrer prematuramente.

18. A hiptese alternativa ao Efeito de Relao

  • Contudo,no est claro se esta vantagem se deve aos efeitos do casamento, ou ao fato de que as pessoas que se dirigem a um altar so psicologicamente mais saudveis que as demais, efeito este denominado de Efeito de Seleo . Estesegundo tipo de explicao, postula que as pessoas mais felizes, so mais saudveis e so as mais provveis para serem selecionadas e selecionarem parceiros(as) similares para um matrimnio (Glenn & Weaver, 1988; Horwitz et al., 1996; Mastekaasa, 1992).

19. Alguns dados interessantes...

  • Em um estudo realizado pelos autores Blanchflower & Oswald (2004), a despeito da dimenso dos efeitos do casamento para o bem estar individual dos parceiros, os autores estimaram que os efeitos benficos do casamento sobre a sade individual de cada um dos componentes da dade formada, chegam a ser calculados, em mdia, 100.000 dlaresEXTRASpor ano, em termos de bem estar mental.

20.

  • estes benefcios so maiores para homens que para mulheres (Gove, Hughes & Style, 1983);
  • Em se tratando de homens vivos, estes tm consideravelmente uma menor sade mental do que as mulheres vivas na satisfao da vida em casa, e em termos da satisfao global da vida e da felicidade (Gove, Hughes & Style, 1983);
  • O matrimnio tambm pode aumentar os sentimentos de vinculao e pertencimento.

21.

  • Rahman (1993) mostra que as pessoas casadas tm significativamente taxas de mortalidade mais baixas do que aqueles que nunca se casaram, ou ainda, aqueles que se divorciaram, enquanto Mete (2005) encontra evidncias que estar casado aumenta a chance em sete anos de estar vivo.

22. Mas, por que como diria a msica: Amar to bom?

  • Vejamos alguns fatores que influenciam uma deciso favorvel a um sim rumo a um altar:
  • influncia miditica (Almeida, no prelo);
  • Ser sper seconstitui-se um fator bastante estressor ( House, Robbins & Metzner, 1982);
  • Cobranas sociais e o estigma por se estar soleiro ( House, Landis & Umberson, 1988).

23.

  • Ao contrrio do que pode se pensar e segundo o que demonstram as pesquisas acadmicas, a maior razo para o desejo do enlace matrimonial para os dias atuais ainda o sentimento de amor (Priore, 2006; Silva, Mayor, Almeida, Rodrigues, Oliveira & Martinez, 2005)Em pesquisas com jovens solteiros Bernardo Jablonski (1999) observou que estes destacam o amor, em primeiro lugar, como fator principal para as pessoas se casarem e como um fator mantenedor do casamento. claro que a motivao para o casamento pode ser outra entre os sexos, diferindo de pessoa para pessoa, mas em geral, pode-se dizer que as pessoas buscam o amor como sustentculo para um relacionamento mais duradouro.

24. Mas, se casar-se to bom, por que o meu casamento parece no ser assim? 25.

  • Algo interessante que aparece nas pesquisas que as pessoas casadas (que segundo alguns autores como Amlio, 2001, se casam em algum momento da vida) raramente reportam que viveram felizes a partir do dia de seus casamentos. Contudo, quando so pesquisados em uma situao de grupo, elas revelam que esto mais satisfeitas com a vida em vrios sentidos do que os solteiros consultados.

26.

  • Logo, a temtica dos relacionamentos amorosos, como anteriormente dito, uma das reas mais importantes (e geralmente problemticas) da vida das pessoas. Infelizmente, tal importncia mais bem percebida quando as coisas no vo bem. Quando isso acontece, tanto o nosso humor, como a nossa capacidade de concentrao, a nossa energia, o nosso trabalho e a nossa sade, dentre outras dimenses das nossas vidas, podem ser profundamente afetados (Amlio, 2001).

27. 2.3 A questo da auto-estima

  • Para Garca del Cura (2001), a auto-estima o conjunto de atitudes que cada pessoa tem a respeito de si mesma. Este autor tambm acrescenta que auto-estima a percepo avaliativa sobre si prprio. um estado, um modo de ser no qual participa a prpria pessoa, com idias que podem ser positivas ou negativas a seu prprio respeito.

28.

  • Independentemente de idade, sexo, formao cultural ou instruo e trabalho, todos precisam ter auto-estima, pois esta afeta praticamente todos os aspectos da vida, ... as pessoas que se sentem bem consigo mesmas sentem-se bem a respeito da vida. Esto aptas a enfrentar e solucionar os desafios e responsabilidades com confiana(Clark, Clemes & Bean, 1993, p. 15).

29. Um outro aspecto importante que, normalmente, as pessoas com uma melhor auto-imagem e uma mais coerente auto-estima gostam dos seres humanos, so afetuosase tentam trabalhar os aspectos mais positivos em si mesmas e nas outras pessoas ( Mosquera,Stobus & Jesus, 2005) . Tambm se pode dizer que, em geral, o possuidor de uma auto-imagem e auto-estima mais positivas estar mais livre de tenses, frustraes, desassossegos, nervosismo, intranqilidade e abatimento. 30. Traos de uma auto-estima positiva, segundo Del Cura (2001)

  • segurana e confiana em si mesmo;
  • procura pela felicidade;
  • reconhecer as qualidades sem maiores vaidades;
  • no se considerar superior e nem inferior aos outros;
  • admitir limitaes e aspectos menos favorveis da personalidade;
  • ser aberto e compreensivo;
  • ser capaz de superar os fracassos com categoria;
  • saber estabelecer relaes sociais saudveis;
  • ser crtico construtivo;
  • e, principalmente, ser coerente consigo mesmo e com os outros.

31. 2.4 Gesto por processos, relacionamentos amorosos, auto-estima e qualidade de vida: pontos de interseco.

  • Consoante Freud (em muitos dos trabalhos do autor)o ser humano est em permanente conflito entre a satisfao de suas necessidades e as presses do meio social em que est inserido.

32. As constataes...

  • quedas na produtividade por parte daqueles que se defrontam com situaes difceis em seus relacionamentos amorosos;
  • falta de integrao com colegas e com superiores relacionados falta de compreenso sobre quais so os direitos e os deveres de um bom namorado(a), marido ou esposa;
  • como a falta de concentrao nos afazeres laborais aps os componentes de um relacionamento amoroso terem sofrido algum rompimento.

33.

  • Contraproducncia laboral;
  • Hiperssonia ou hipossonia;
  • Acidentes de trabalho derivados de falta de sono e/ou ateno;
  • Perdas considerveis de peso;
  • Irritabilidade e mau humor com os colegas de servio;
  • Em alguns casos: depresso;
  • E outras inmeras situaes, aqui no listadas.

Continuao 34. A relao amor (e seus desdobramentos) e o trabalho

  • Amor e trabalho somente em teoria no se misturam: quem nunca pegou o(a) colega de servio ligando para seu(sua) namorado(a), ou ainda, para seu(sua) paquera em horrio de expediente? Ou ainda, quantas vezes, o cime do nosso(a) parceiro(a), dirigido a uns dos nossos colegas de servio, consegue transpassar as paredes das nossas casas e batem a porta do nosso trabalho? Quantas vezes e quantas vezes, deparamos-nos com nossos colegas de servio que depois de terem um encontro gratificante com a pessoa querida, voltam mais energizados e dispostos para o exerccio de suas atividades profissionais cumprimentando a tudo e a todos, enquanto que, outras vezes, encontramos-nos com colegas de servio com o qual temos que nos deparar com a amargura dos mesmos por terem acabado de se desvencilharem de um relacionamento amoroso no qual depositavam suas expectativas? Ou ainda, flagrar uma colega do servio num longo suspiro que para ela mesma lhe passa despercebido?

35. Homens, mulheres e seus relacionamentos amorosos

  • Homens, via de regra, so mais dependentes de suas parcerias amorosas, porque tm um nmero menor de amigos(as) e tm laos menos ntimos com os mesmos;
  • Os homens tambm tm uma probabilidade menor de revelar sua dor, contendo a sua tristeza (Hatifield & Hapson, 1996);
  • Em contrapartida, as mulheres sofrem de uma outra maneira. Nas culturas de todo o mundo, as mulheres tm duas vezes maior que os homens a chance de experimentar uma depresso severa (Ustun & Sartorius, 1995).

36. A caminho de algumas solues...

  • Em curto prazo:
  • Reconhecermo-nos como parte do amor que tanto procuramos;
  • Procurarmos sair mais com amigos(as) e colegas sejam ou no do nosso trabalho;
  • Em mdio e longo prazo:
  • Comearmos a alternar a nossa fonte de amor e de gratificao.

37.

  • Apxsar dx minha mquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona bxm, com xxcxo dx uma txcla. H 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso faz uma grandx difxrxna. s vxzxs, mx parxcx qux mxu grupo x como a minha mquina dx xscrxvxr, qux nxm todos os mxmbros xsto dxsxmpxnhando suas funxs como dxviam, qux txm um mxmbro achando qux sua ausxncia no far falta... Vocx dir:
  • --"Afinal, sou apxnas uma pxa sxm xxprxsso x, por isso, no farxi difxrxna x falta comunidadx." Xntrxtanto, para uma organizao podxr progrxdir xficixntxmxntx, prxcisa da participao ativa x consxcutiva dx todos os sxus intxgrantxs. Na prxima vxz qux vocx pxnsar qux no prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha mquina dx xscrxvxr x diga a si mxsmo: --"Xu sou uma pxa importantx do grupo x os mxus amigos prxcisam dx mxus sxrvios!"

38. Algumas concluses

  • Gerir processos eficientemente crtico para o sucesso da organizao. No entanto, geri-los mais complicado do que poderia parecer primeira vista fundamentalmente porque no esto isolados e porque interagem entre si e com outras variveis, dentre os quais com a questo dos relacionamentos amorosos, auto-estima e com a temtica da qualidade de vida;
  • Relacionamentos amorosos felizes, sobretudo casamentos (Gove, Hughes & Style,1983), e uma boa famlia, so variveis que emergem como preditores mais poderosos para o nvel de satisfao geral individual;
  • As pessoas casadas vivem mais muito tempo e so muito mais saudvel do que as no casadas;
  • Segundo muitos estudos, o matrimnio pode ser considerado um fator de resilincia paraas pessoas no sofrerem de doenas psicolgicas;

39.

  • homens e mulheres se beneficiam dos efeitos matrimoniais, embora, alguns pesquisadores acreditam que os homens se beneficiam mais do que suas cnjuges;
  • Logicamente, o mero fato de dizermos sim diante de um padre, um juiz, ou ainda, morarmos junto sem a obrigatoriedade dos elementos anteriormente mencionados no basta para aproveitarmos os benefcios de um relacionamento de casal que seja benfazejo

40.

  • Mesmo pessoas com poucos recursos, sem parceiros estveis, subempregadas ou desempregadas podem ser exemplos de pessoas que conservam a sua auto-estima, muitas vezes, revelia das circunstncias que lhes sobrevm.

41.

  • No cmputo geral, a ausncia de uma relao satisfatria em um relacionamento amoroso, ou mesmo, a prpria ausncia da mesma constitui um fator elevado de risco para a sade quanto o fumo ou mesmo o alcoolismo.

O seu relacionamento mais assim, ou assim? 42.

  • A todos vocs, pela ateno recebida, o meu muito obrigado e
  • Ao amor Sempre!!