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CURSOS PROFISSIONAIS DE NVEL SECUNDRIO Animador Sociocultural

PROGRAMAComponente de Formao Tcnica Disciplina de

rea de Estudo da Comunidade

Escolas Proponentes/AutoresEscola Psicossocial do Porto Antnio Jlio Roque Snia Maldonado Escola Profissional Amar Terra Verde Camilo Oliveira Margarida Lopes

ANQ Agncia Nacional para a Qualificao 2008

Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL

Cursos Profissionais

Parte I

Orgnica Geralndice:Pgina

1. 2. 3. 4. 5. 6.

Caracterizao da Disciplina . . Viso Geral do Programa . ...... Competncias a Desenvolver. . . Orientaes Metodolgicas / Avaliao . Elenco Modular ............. Bibliografia e Outros Recursos

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1. Caracterizao da DisciplinaA disciplina rea de Estudo da Comunidade (AEC) integra a componente de formao tcnica do Curso Profissional de Animador Sociocultural e visa dar contributos especficos para a formao do animador sociocultural. Com os contedos a leccionar no mbito desta disciplina, ambiciona-se apetrechar os alunos com os conhecimentos necessrios viso globalizadora da comunidade como dimenso operativa da prtica a desenvolver, enquanto profissionais de animao sociocultural. Assim, considera-se essencial o conhecimento da dinmica globalizante do meio social, nomeadamente do indivduo com quem se vai trabalhar, da forma como ele age e interage no interior das suas redes sociais. Pretende-se com a presente rea de formao que o aluno adquira conhecimentos tericos bsicos sobre a organizao da sociedade de modo a que seja sensibilizado para a compreenso dos comportamentos, atitudes e valores presentes no funcionamento social dos indivduos, grupos e organizaes que desenvolvam a sua aco no seio de uma determinada comunidade. Espera-se que os alunos assimilem e compreendam que cada indivduo/ grupo uno e possuidor de caractersticas peculiares (apreendidas nos diferentes contextos de socializao, tambm estes alvo da anlise desta disciplina), que dizem respeito forma como se relacionam com os outros. A histria de vida do indivduo/ grupo determinada pelas condies histricas, sociais, culturais, econmicas e polticas prprias de cada poca/ sociedade. Os papis sociais que o homem aprende a desempenhar foram definidos por essa sociedade e construdos para garantir a reproduo das relaes sociais e de produo. H casos em que a identidade singular est to contgua identidade social que se confunde com aquela. H uma reproduo da ideologia dominante e do conjunto dos seus significados ao nvel individual. Porm, ao reflectir sobre as contradies entre as representaes e suas actividades, desempenhadas na produo da vida material, o homem faz com que as aces subsequentes resultem num avano do processo de conscientizao. neste sentido que a disciplina de AEC pretende focalizar a sua aco em diversas reas e contedos temticos com vista desconstruo de vises estereotipadas dos fenmenos socioculturais a estudar e da realidade que se pretende alterar com a aco transformadora destes tcnicos. Os direitos sociais, a formao cvica e a globalizao, como fenmenos mais marcantes das sociedades contemporneas que se reflectem em todos os aspectos da vida social, so abordados no sentido de promover a dignidade do ser humano. Torna-se tambm fundamental que os alunos adquiram conhecimentos no mbito das organizaes sociais de apoio comunidade, enquanto entidades integradoras/ empregadoras dos animadores socioculturais. Neste contexto, pretende-se que o aluno compreenda o trabalho como factor de desenvolvimento e integrao social. Outro aspecto a considerar prende-se com o conhecimento das metodologias de interveno no sentido de fornecer instrumentos terico-prticos necessrios ao trabalho com a comunidade. Assim, 2

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a necessidade de saber manusear de forma efectiva e articulada essa metodologia afigura-se como pedra de toque para uma interveno adequada.

2. Viso Geral do ProgramaOs contedos programticos da disciplina foram definidos tendo em conta o perfil de desempenho do animador sociocultural enquanto tcnico, que abrange um conjunto de reas diversificadas de interveno. Assim, entendeu-se que as temticas a abordar deveriam incidir sobre as diversas problemticas presentes nas sociedades contemporneas, nomeadamente aquelas que tm sido, ao longo dos ltimos anos, palco de intervenes destes tcnicos. O presente programa pretende ser o instrumento orientador da aquisio de conhecimentos tericos capazes de sensibilizar os alunos para a compreenso da organizao da sociedade, capacitandoos para o entendimento dos diferentes comportamentos, atitudes e valores presentes no funcionamento dos indivduos, dos grupos e das instituies onde estes se movem. Aspira-se a que, em estreita articulao com os contedos abordados noutras disciplinas, o programa a leccionar na AEC contribua para a aptido dos formandos em agenciar projectos adequados aos indivduos alvo das suas intervenes. Assim, aspira-se a que o presente programa promova nos alunos a capacidade de equacionar os conhecimentos tericos essenciais congruente prtica profissional. Sugere-se que a disciplina seja dividida em quatro mdulos anuais e conte com uma carga horria de 120 horas no primeiro ano, 120 horas no segundo ano e 110 horas no terceiro ano totalizando, assim, 350 horas previstas ao longo do curso. Apresenta trs mdulos dedicados preparao, realizao e avaliao de projectos de interveno (Projecto Comunitrio I, II e III), no mbito da animao sociocultural. Estes mdulos esto distribudos ao longo dos trs anos de formao e representam o ponto alto da articulao interdisciplinar.

3. Competncias a DesenvolverO programa da disciplina visa promover o desenvolvimento de competncias consideradas fundamentais ao exerccio da actividade profissional, a saber: Conhecer a organizao de uma sociedade em transformao de modo a sensibilizar o tcnico para a compreenso dos comportamentos, atitudes e valores presentes no funcionamento social dos indivduos e grupos; Sensibilizar para a heterogeneidade sociocultural dos indivduos e grupos de forma a melhor enquadrar as intervenes a operar no terreno; Contrariar as ideias estereotipadas da realidade social em que nos movemos;

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Analisar e compreender as necessidades do indivduo segundo as variveis socioculturais, afectivas, familiares e a fase da vida em que se encontra; Constatar luz das prprias experincias ou de experincias prximas a dinmica dos assuntos a abordar no decorrer dos diferentes mdulos; Fomentar o estudo, pesquisa e treino de assuntos relacionados com a prtica profissional; Ampliar, gradualmente, o entendimento de questes de ordem metodolgica indispensveis ao exerccio terico prtico; Dinamizar projectos e aces adequadas aos grupos alvo de interveno; Estimular o esprito crtico e fomentar a auto-anlise; Potenciar a aquisio de competncias pessoais, sociais e profissionais, ao nvel do saber ser, saber estar e saber fazer; Identificar necessidades das instituies de apoio comunidade; Compreender os direitos e deveres do animador enquanto vectores de mediao necessria aco colectiva de todos os intervenientes; Conhecer os diferentes modelos de organizao do trabalho no sector de actividade em que o animador se insere; Conhecer a evoluo das relaes de trabalho e a sua interaco com o meio envolvente.

4. Orientaes Metodolgicas / AvaliaoA progresso no plano curricular deve efectuar-se de acordo com um dos pilares fundamentais que rege o ensino profissional: respeito pelos diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos. com base neste pressuposto que se desenham metodologias adequadas aos alunos, a quem se dirige a misso de ajudar a construir o conhecimento relativo aos assuntos da disciplina: As prticas de ensino/ aprendizagem devem ajustar-se s necessidades dos alunos, e no, os alunos ajustarem-se ao ritmo imposto por uma progresso normativa.1 Assim, ser importante encontrar metodologias diversificadas e facilitadoras da aquisio de conhecimentos que permitam motivar os alunos para o trabalho a desenvolver no mbito da disciplina. Tambm o recurso a materiais didcticos de qualidade devem ser utilizados no sentido de rendibilizar as actividades a desenvolver no contexto de sala de aula. A interveno docente tem como finalidade proporcionar aos alunos capacidades de manejo de instrumentos orientados para a construo de conhecimentos teis para a profisso e desenvolver tambm a sua autonomia enquanto estudantes, profissionais e cidados. Deste modo, prev-se que a organizao do processo de ensino/ aprendizagem seja feita de forma flexvel, favorecendo o trabalho de equipa, disciplinar e interdisciplinar, e utilizando assuntos e exemplos prticos prximos do quotidiano dos alunos, dos seus contextos sociais, espaciais e relacionais de pertena. Neste sentido, torna-se conveniente a utilizao de diferentes instrumentos,1

Orvalho, Lusa, et al (1983) Estrutura Modular nas Escolas Profissionais - GETAP - Ministrio da Educao

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ao longo do percurso disciplinar que devero ser escolhidos mediante as caractersticas dos alunos e as disponibilidades da prpria escola. O leque variado, no entanto, em jeito de exemplo, deixamos aqui algumas sugestes, as quais podero tambm ser utilizadas na recolha e anlise de conhecimentos para processo avaliativo: teste escrito; trabalho escrito - individual ou em grupo; entrevista; apresentao oral de um trabalho; construo de um painel; organizao de debates orientados pelos alunos; dramatizaes alusivas s matrias dadas; fichas de leitura; fichas de diagnstico; jogos; organizao de aulas diferentes em termos espaciais ou com a colaborao de instituies da comunidade e seus profissionais no espao da escola; entre outras actividades que se venham a mostrar adequadas aos assuntos a desenvolver e aos formandos a quem se destinam. A avaliao deve ser encarada como um processo inerente prtica pedaggica da formao pois s assim poder deixar de ser entendida como um produto e passar a combinar a participao, reflexo e crtica dos intervenientes no processo de ensino/ aprendizagem. Desta feita, o processo de avaliao deve primar por ser flexvel, contnuo e no selectivo, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem, bem como a heterogeneidade sociocultural presente na escola. Face s competncias promovidas pela disciplina, nomeadamente o respeito pelo direito diferena, seria antagnico que a avaliao no espelhasse esse aspecto; deste modo, e, tendo em conta a diversidade sociocultural presente na escola, a avaliao no deve potenciar situaes de seleco, mas antes servir de guia orientador de programas individualizados de aquisio de conhecimentos, devidamente adequados s dificuldades e potencialidades identificadas para que, atravs de diferentes estratgias, se alcancem os mesmos objectivos. A avaliao deve ter em conta no s a aquisio de conhecimentos mediante os objectivos de aprendizagem definidos, mas tambm o desenvolvimento de competncias pessoais e sociais do aluno. Deste modo, a construo do processo de avaliao, a acontecer no final de cada mdulo, deve combinar, de forma equilibrada, a dimenso formativa e sumativa. Neste sentido, sugere-se que a avaliao sumativa resulte da ponderao de todos os elementos formais de avaliao utilizados no decorrer do modulo, e a avaliao formativa seja o resultado de uma cuidada apreciao continua e contextualizada. Este procedimento pretende valorizar os produtos e os processos, os saberes, as competncias e as atitudes tornando-se, assim, num poderoso agente regulador do processo de ensino/ aprendizagem. E porque a avaliao no pode ser entendida como o somatrio dos conhecimentos cientficos adquiridos, entende-se que o saber ser, o saber estar e o saber fazer assumem capital importncia para a formao global dos cidados que a escola pretende formar. Nesta ptica, urge optimizar toda a panplia de competncias, comportamentos e atitudes transversais adquiridas ao longo da formao do tcnico ao nvel pessoal, social, relacional e cientfico, pois s a aliana de saberes e condutas poder fazer do homem um indivduo social.

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5. Elenco ModularNmero Designao Durao de referncia (horas)

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A Comunidade: Partilha e Pertena A Famlia como Realidade Cultural Organizaes de Apoio Comunidade Projecto Comunitrio I A Escola no Desenvolvimento Pessoal e Social Juventude e Grupo de Pares O Trabalho como Factor de Desenvolvimento e Integrao Social Projecto Comunitrio II Representao Social da Diferena e Interveno Sociocultural Direito Social Cidadania e Globalizao Projecto Comunitrio III

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6. Bibliografia e Outros RecursosLivros:. Aguirre, . (Comp.) (1996).Etnografa: Mtodos cualitativos en la investigacin sociocultural. Barcelona: Boixareu - Marcombo. . Amaral, L. (1941). Direito Social. So Paulo: Editora Guara. . Ander-Egg, E. (1986). Metodologa e Prtica de la Animacin Sociocultural. Buenos Aires: Humanitas. . Ander-Egg, E. (1990).Repensando la Investigacin-Accin-Participativa, comentarios, crticas e sugerencias. Mxico: Editorial El Ateneo. . Ander-Egg, E. (1980). Metodologia y Prctica del Desarrollo de la Comunidad: Coleccin, poltica, servicios y trabajo social. Buenos Aires. Editorial Lumen S.R.L.. . Andolfi, M. (1981). A Terapia Familiar. Lisboa: Veja Universidade. . Andrade, J. V. (1992). Os Valores na Formao Pessoal e Social. Lisboa: Texto Editora.

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. Auloos, G. (1996). A Competncia das Famlias: Tempo, Caos, Processo. Lisboa: Climepsi Editores. . Benavente, A. et al (1991). Do Outro Lado da Escola. Lisboa: Editorial Teorema. . Benavente, A. (1993). Mudar a Escola, Mudar as Prticas: um Estudo de Caso em Educao Ambiental. Lisboa: Escolar Editora. . Borja J.; Castells, M. (1997). Local e Global: la gestin, las ciudades en la era de la informacin. Madrid: Tauros . Bourdieu, P. (1987). Propostas para o Ensino de Futuro. in Cadernos de Cincias Sociais. N 5, pp. 101-120. Porto: Edies Afrontamento. . Bronfenbrenner U. (1979). La ecologia del desarollo humano: experimentos en entornos naturales y diseados. Barcelona: Edicin Paids. . Burgess, E. W. (1926). The family as a unity of interacting personalities. In The Family,nr. 7, pp. 7-9. . Cabral, M. V. et al (2000).Trabalho e Cidadania. Lisboa: ICS. . Campanini, A.; Luppi, F. (1991). Servicio Social y Modelo Sistmico. Barcelona: Paids. . Canavarro, M.C. (1999). Relaes afectivas e sade mental: uma abordagem ao longo do ciclo de vida. Coimbra: Quarteto Editora. . Castells, M. (2002). A Era da informao: economia, sociedade e cultura. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian. . Claes, M. (1990). Os problemas da adolescncia. Lisboa: Editorial Verbo. . Conceio, A. J. B. (1999). Dicionrio de Segurana Social. Rei dos Livros: Lisboa. . Conceio, A. J. B. (1983). Direito da Segurana Social. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Conceio, A. J. B. (1997). Direito Internacional e Europeu de Segurana Social (Tomos 1 e 2). Lisboa: Edio Cosmos. . Costa, A. F. (1992). Sociologia. Lisboa: Difuso Cultural. . Costa, J. T. (2002). Sociedade Portuguesa Contempornea. Lisboa: Universidade Aberta. . Costa, M. E. (1994). Interveno Psicolgica em monoparentalidade e recasamento. Porto: Edies Asa. Transies Familiares: divrcio,

. Dubar, C. (1997). A Socializao: Construo das identidades sociais e profissionais. Porto: Porto Editora. . Espada, J. C.(1997). Direitos sociais de cidadania: uma crtica a F.A. Hayek e Raymond Plant. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Formosinho, J. (1988). Organizar a escola para o sucesso educativo. in CRSE. Lisboa: Ministrio da Educao. . Ferreira, M.(2000). Salvar os corpos, forjar a razo: contributos para a compreenso da infncia como construo social - Portugal, 1888-1930. Lisboa: Instituto de Inovao Educacional. . Fonseca, L. (2001). Culturas Juvenis, Percursos Femininos experincias e subjectividades na educao das raparigas. Lisboa: Celta. . Gabarrn L.; Hernndez, L. (1994). Investigacin Participativa. Madrid: CIS. . Gall, A. (1978). O insucesso escolar. Lisboa: Editorial Estampa. . Galtung, J. (1988). Os Direitos Humanos: uma nova perspectiva. trad. Margarida Fernandes. Lisboa: Instituto Piaget. . Giddens, A. (2002). O Mundo na Era da Globalizao. Queluz de Baixo: Presena.

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. Gomes, C. A. (1987). Interaco selectiva na escola de massas. in Revista Sociologia Problemas e Prticas, n. 3. Braga: Universidade do Minho. . Gury, G. (1997). Viver a Europa Social. Lisboa: Instituto Piaget. . Guerra, I. e Amorim, A. (2001). Construo de um projecto. Lisboa: PROFISSS. . Haarscher, G. (1997). Filosofia dos Direitos do Homem. trad. Armando Pereira da Silva. Lisboa: Instituto Piaget. . Iturra, R. (1990). A construo social do insucesso escolar: memria e aprendizagem em Vila Ruiva. Lisboa: Escher. . Jardim, J. (2002). O Mtodo da Animao: manual para o formador, Porto: AVE (Associao dos Valentes Empenhados). . Leite, E. et al (1991). Trabalho de projecto 1: aprender por projectos centrados em problemas. Porto: Edies Afrontamento. . Leite J., Fernandes, F. L.; Reis, J.(1998). Direito Social e Comunitrio. Lisboa: Edio Cosmos. . Lima, M. P. (1995). Inqurito Sociolgico: problemas de metodologia. Lisboa: Editorial Presena. . Lima, M. (1980). Introduo Sociologia. Lisboa: Editorial Presena. . Machado, F. A. (1995). Do perfil dos tempos ao perfil da escola: Portugal na viragem do milnio. Rio Tinto: Edies Asa. . Minuchin, S. (1979). Famlias: Funcionamento e Tratamento. Porto Alegre: Artes Mdicas. . Minuchin, S., Fishman, H.C. (1990). Tcnicas de terapia familiar. Porto Alegre: Artes Mdicas. . Mda, D. (1999). O trabalho um valor em vias de extino. Lisboa: Fim de Sculo. . Melo, A. (2002).Globalizao Cultural. Lisboa: Quimera. . Montagner, H. (1996). Acabar com o insucesso na escola: a criana, as suas competncias e os seus ritmos. Lisboa: Horizontes Pedaggicos. . Monteiro, A. R. (1998). O Direito Educao. Lisboa: Livros Horizonte. . Morgado, M. V. (1996). Direitos sociais e a aco social: breve reflexo e ponderao do seu contributo no combate e na preveno da excluso social. Lisboa: Direco Social da Aco Social. . Musgrave, P. W (1979). Sociologia da educao. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian. . Nogueira, C.(2001). Construcionismo Social: discurso e gnero. in Revista Psicologia XV. Lisboa: Associao Portuguesa de Psicologia. . Pais, J. M. (1996). Culturas juvenis. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Pais, J. M., (2001). Ganchos, Tachos e Biscates: jovens, trabalho e futuro. Porto: mbar. . Parrow, C. (1972). O desenvolvimento das organizaes: diagnstico e aco. S. Paulo: Ed. Bluch. . Pinto, C. A. (1995). Sociologia da Escola. Alfragide: McGraw Hill. . Pires, E. L. (1995). Lei de Bases do Sistema Educativo. Porto: Edies Asa. . Relvas, A. P. (1982). A famlia: introduo ao seu estudo numa perspectiva sistmica. in Revista Portuguesa de Pedagogia, XVI. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Cincias da Educao. . Relvas A. P. (1996). O Ciclo Vital da Famlia - perspectiva sistmica. Porto: Edies Afrontamento. . Rola, J. S. (1994). Do acesso ao (in)sucesso: a questo das (des)igualdades. Porto: Edies Asa. . Rosen, R. et al (2000). Exito Global y Estratgia Local. New York: Simon & Schuster. . Sampaio, D.; Gameiro, J. (1985). Terapia Familiar. Porto: Edies Afrontamento. . Santos, B. S. (2001). Globalizao: Fatalidade ou Utopia? Porto: Afrontamento. 8

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. Santos, S. M.; Santos, M. E. R. (2001). Diagnstico Social. Lisboa: PROFISSS. . Sarmento, M. J. (2000). Educao, Cidadania e Excluso Social. in Territrio Educativo, n 8. . Sennet, R. (1998). A corroso do carcter: consequncias pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record. . Serrano, M. G. P. (1996). Elaboracion de Proyectos sociales: casos prticos. Madrid: Narcea, S.A. Ediciones. . Silva, A. S. (1986). Metodologia das Cincias Sociais. Porto: Edies Afrontamento. . Silvestre, M.; Moinhos, M. (2004). Sociologia 12. Lisboa: Lisboa Editora. . Torres, C. A. (2001). Democracia, Educao e Multiculturalismo. Petrpolis: Vozes. . Valentim, J. P. (1997). Escola, Igualdade e Diferena. Porto: Campo das Letras Editores. . Vieira, R. (1998). Entre a Escola e o Lar: o curriculum e os saberes da infncia. Lisboa: Fim de Sculo. . Worsley, P. (1983). Introduo Sociologia. Lisboa: Publicaes D. Quixote.

Endereos na Internet:http://www.europa.eu.int/pol/socio/index_pt.htm Actividades da Unio Europeia: Emprego e assuntos sociais www.acime.gov.pt Alto Comissariado para a imigrao e minorias tnicas www.unicef.pt Unicef www.amnistia-internacional.pt Aministia Internacional www.aprendereuropa.pt Aprender a Europa Centro de Informao Europeia Jacques Delors (Cidadania europeia) http://civis.no.sapo.pt/ Associao para o aprofundamento da cidadania http://www.dgert.mtss.gov.pt/Conteudos%20de%20ambito%20geral/OIT/doc_oit/oit_convencoesratifi cadas.pdf Convenes da Organizao Internacional do Trabalho ratificadas por Portugal www.dgeep.mtss.gov.pt Direco-Geral de Estudos, Estatstica e Planeamento www.socialgest.pt Economia Social e Aco Social www.apagina.pt Jornal sobre Educao, Ensino, Sociedade e Culturas

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Filmes:. A Residncia Espanhola (comdia que envolve vrios jovens de diferentes pases europeus que esto em Programa Erasmus e que atravs das suas experincias nos conduzem a uma reflexo sobre a globalizao e as suas implicaes); . Cor Prpura; . Crash; . My Big Fat Greek Wedding; . Recursos humanos (dir. Laurent Cont, Frana, 1999) . Spanglish; . Teminal; . The Friend Green Tomatoes; . Filmes temticos que se venham a mostrar interessantes no mbito da criminalidade, toxicodependncia, alcoolismo, prostituio, e outros fenmenos sociais semelhantes.

Outros Recursos:. Declarao dos Direitos da Criana; . Declarao Universal dos Direitos Humanos; . Declarao sobre os Direitos das pessoas pertencentes a Minorias Nacionais ou tnicos, Religiosos e lingusticos; . Conveno sobre a Eliminao de Todas as Formas de Discriminao contra as Mulheres.

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Parte II

Mdulosndice:Pgina

Mdulo 1 Mdulo 2 Mdulo 3 Mdulo 4 Mdulo 5 Mdulo 6 Mdulo 7 Mdulo 8 Mdulo 9 Mdulo 10 Mdulo 11 Mdulo 12

A Comunidade: Partilha e Pertena A Famlia como Realidade Cultural Organizaes de Apoio Comunidade Projecto Comunitrio I A Escola no Desenvolvimento Pessoal e Social Juventude e Grupo de Pares O Trabalho como Factor de Desenvolvimento e Integrao Social Projecto Comunitrio II Representao Social da Diferena e Interveno Sociocultural Direito Social Cidadania e Globalizao Projecto Comunitrio III

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MDULO 1

A Comunidade: Partilha e PertenaDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoEste primeiro mdulo assume especial importncia na medida em que toda a interveno ter como palco a comunidade e as suas dimenses. Nesta perspectiva, destaca-se o conceito de comunidade e a sua evoluo decorrente das transformaes sociais. No que respeita a estas transformaes sociais, assumem especial relevo as implicaes prticas na vida social, nomeadamente, na famlia, na escola e no trabalho.

2. Objectivos de AprendizagemCaracterizar o conceito de comunidade. Reconhecer a dimenso das alteraes do conceito de acordo com as modificaes operadas na vida em sociedade, nomeadamente ao nvel da famlia da escola e do trabalho. Articular os conhecimentos sobre a realidade social e suas transformaes. Distinguir as diversas dimenses da participao na vida em sociedade que acompanham as mudanas sociais. Identificar o papel de pertena e partilha na construo da comunidade. Aplicar conhecimentos de outras reas de aprendizagem na anlise da sociedade portuguesa.

3. mbito dos Contedos1. Definio de comunidade e sua evoluo 2. Transformaes sociais e suas implicaes prticas na vida social 2.1. Ao nvel da famlia (conceito, organizao e estrutura) 2.2. Ao nvel da escola (da escola de elite massificao do ensino) 2.3. Ao nvel do trabalho (industrial e ps-industrial) 3. As diversas dimenses da participao em sociedade neste quadro de mudana

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Ander-Egg, E. (1980). Metodologia y prctica del desarrollo de la comunidad: Coleccin, poltica, servicios y trabajo social. Buenos Aires. Editorial Lumen S.R.L. . Worsley, P. (1983). Introduo sociologia. Lisboa: Publicaes D. Quixote.

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MDULO 2

A Famlia como Realidade CulturalDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoO presente mdulo foi estruturado de forma a permitir que o aluno, como indivduo, se compreenda como ser individual e social, integrado numa instituio dinmica. A importncia de se compreender o indivduo no contexto da famlia vem sendo reconhecida h muito (Burgess, 1926). Focalizar a singularidade e a complexidade da rede relacional da famlia permite vislumbrar um novo quadro de famlia como um grupo especfico em desenvolvimento, inserido em um contexto cultural tambm ele em desenvolvimento. primordial termos a noo de que a famlia e a cultura so contextos essenciais para a compreenso do indivduo na sua singularidade. Ao falarmos da famlia nas sociedades ocidentais primordial que se conhea e compreenda as mudanas culturais operadas ao longo dos tempos que, por sua vez, tm posto em causa o papel tradicional da famlia, nomeadamente ao nvel da estrutura familiar e ao nvel do desempenho dos papis parentais. O desaparecimento da famlia alargada deu origem ao aparecimento da famlia nuclear, na qual existe um espao relacional cada vez mais pequeno. Tendo em conta que a famlia um sistema em permanente mudana, esta ser analisada na perspectiva sistmica: um sistema aberto em permanente interaco com o seu meio ambiente interno e/ ou externo, organizado de maneira estvel, no rgida, em funo das suas necessidades bsicas e de um modus peculiar e compartilhado de ler e ordenar a realidade, construindo uma histria e tecendo um conjunto de cdigos (normas de convivncia, regras ou acordos relacionais, crenas ou mitos familiares) que lhe do singularidade (Nobre, 1987).

2. Objectivos de AprendizagemTomar conhecimento da realidade cultural dos grupos humanos. Identificar as transformaes operadas no seio da instituio familiar ao longo dos tempos. Relacionar os valores e a estrutura social na organizao familiar. Identificar e relacionar esses valores com a organizao social global. Analisar a estrutura dinmica, funcionalidades e crises da famlia. Distinguir cientificamente as causas dos problemas familiares actuais. Revelar capacidade de enquadramento dos diferentes tipos de famlia existentes na sociedade contempornea.

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 2: A Famlia como Realidade Cultural

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3. mbito dos Contedos1. Conceito de famlia 2. Os diversos tipos de famlia: famlia tradicional e famlia nuclear suas caractersticas 3. A famlia no mundo contemporneo 4. As questes da universalidade da famlia 5. A famlia enquanto sistema suas funes 6. O ciclo de vida familiar 7. Funcionamento e desenvolvimento da famlia 8. Momentos de crise e mudana 9. A comunicao na famlia

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Andolfi, M. (1981). A Terapia Familiar. Lisboa: Veja Universidade. . Auloos, G. (1996). A competncia das famlias: tempo, caos, processo. Lisboa: Climepsi Editores. . Bronfenbrenner U. (1979). La ecologia del desarollo humano: experimentos en entornos naturales y diseados. Barcelona: Edicin Paids. . Burgess, E. W. (1926). The family as a unity of interacting personalities. In The Family, no. 7, pp. 7-9. . Campanini, A.; Luppi, F. (1991). Servicio Social y Modelo Sistmico. Barcelona: Paids. . Canavarro, M.C. (1999). Relaes afectivas e sade mental: uma abordagem ao longo do ciclo de vida. Coimbra: Quarteto Editora. . Costa, M. E. (1994). Interveno Psicolgica monoparentalidade e recasamento. Porto: Edies Asa. em Transies Familiares: divrcio,

. Minuchin, S. (1979). Famlias: Funcionamento e Tratamento. Porto Alegre: Artes Mdicas. . Minuchin, S., Fishman, H.C. (1990). Tcnicas de terapia familiar. Porto Alegre: Artes Mdicas. . Relvas, A. P. (1982). A famlia: introduo ao seu estudo numa perspectiva sistmica. in Revista Portuguesa de Pedagogia, XVI. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Cincias da Educao. . Relvas A. P. (1996). O ciclo vital da famlia - perspectiva sistmica. Porto: Edies Afrontamento..

Sampaio, D.; Gameiro, J. (1985). Terapia Familiar. Porto: Edies Afrontamento.

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MDULO 3

Organizaes de Apoio ComunidadeDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoNeste mdulo, pretende-se que os alunos identifiquem e caracterizem as instituies e a sua tipologia de forma a terem uma viso global do sistema de trabalho da instituio. Nesta perspectiva, deve ser dada especial importncia organizao horizontal e vertical da instituio em estudo, bem como identificar tipos de liderana e hierarquia da mesma. Assume ainda especial relevo a tomada de conscincia por parte dos alunos das estruturas de apoio ao seu trabalho, quer sejam pblicas ou privadas.

2. Objectivos de AprendizagemIdentificar os diferentes tipos de tipologias das organizaes. Caracterizar o carcter ideolgico e simblico das organizaes sociais. Enumerar os diferentes tipos de liderana e deciso. Identificar a cultura organizacional da instituio. Identificar as relaes de uma instituio com o exterior.

3. mbito dos Contedos1. Estudo prvio das instituies 2. Identificao de estruturas da comunidade pertinentes ao trabalho do animador 3. Levantamento das necessidades institucionais 4. Tipos de liderana 5. Construo e anlise de um organigrama horizontal e vertical

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Jardim, J. (2002). O Mtodo da Animao: manual para o formador, Porto: AVE (Associao dos Valentes Empenhados)..

Silvestre, M.; Moinhos, M. (2004). Sociologia 12. Lisboa: Lisboa Editora.

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MDULO 4

Projecto Comunitrio IDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoEste mdulo pretende fornecer uma viso abrangente do que ser o mtodo de trabalho a utilizar no plano terico e emprico. Neste sentido, o estudo/ conhecimento prvio da comunidade, instituio e grupo alvo indica o ponto de partida para o desenho e construo do projecto e cria as bases slidas para uma interveno concertada. Assim, este conhecimento converge de forma a optimizar a anlise dos contributos tericos para a elaborao de um diagnstico social onde ir assentar a planificao e interveno do futuro animador sociocultural.

2. Objectivos de AprendizagemIdentificar e reconhecer a necessidade de eleger uma metodologia de trabalho. Distinguir o trabalho de projecto como um processo terico-prtico e participado. Caracterizar a instituio, a comunidade envolvente e o grupo com os quais vo trabalhar. Elaborar grelhas de caracterizao facilitadoras da organizao desse conhecimento. Reconhecer a importncia do conhecimento da instituio, do meio e do grupo na construo de projectos de interveno. Reconhecer a importncia da pesquisa bibliogrfica para a anlise da problemtica. Reconhecer os elementos a ter em considerao na elaborao de um diagnstico. Elaborar diagnsticos. Reconhecer a necessidade da avaliao inicial, de forma a evitar o enviesamento da interveno.

3. mbito dos Contedos1. Conceito de Trabalho de Projecto 2. O Trabalho de Projecto como um mtodo orientado para a resoluo de problemas 3. Fases do Trabalho de Projecto 4. Sistematizao de elementos a aplicar na caracterizao do meio social envolvente, da instituio e do grupo alvo construo de grelhas de caracterizao 5. O diagnstico como conhecimento cientfico dos fenmenos 6. A preparao terica e a recolha de informao 7. Os objectivos do diagnstico

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 4: Projecto Comunitrio I

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mbito dos Contedos (cont.)8. Identificao de problemas 9. Identificao das causas dos problemas 10. Identificao das potencialidades e obstculos 11. Estabelecimento de prioridades 12. A avaliao de diagnstico como garante de sucesso

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Ander-Egg, E. (1986). Metodologa e Prtica de la Animacin Sociocultural. Buenos Aires: Humanitas. . Ander-Egg, E. (1990).Repensando la Investigacin-Accin-Participativa, comentarios, crticas e sugerencias. Mxico: Editorial El Ateneo. . Ander-Egg, E. (1980). Metodologia y Prctica del Desarrollo de la Comunidad: Coleccin, Poltica, Servicios y Trabajo Social. Buenos Aires. Editorial Lumen S.R.L.. . Guerra, I. e Amorim, A. (2001). Construo de um Projecto. Lisboa: PROFISSS. . Leite, E. et al (1991). Trabalho de Projecto 1: Aprender por Projectos Centrados em Problemas. Porto: Edies Afrontamento. . Santos, S. M.; Santos, M. E. R. (2001). Diagnstico Social. Lisboa: PROFISSS. . Serrano, M. G. P. (1996). Elaboracion de Proyectos Sociales: Casos Prticos. Madrid: Narcea, S.A. Ediciones.

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MDULO 5

A Escola no Desenvolvimento Pessoal e SocialDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoO presente mdulo pretende dar uma viso alargada da instituio escolar e das suas dinmicas. Assim, a escola deve ser abordada como um espao de educao e instruo nem sempre preparado para lidar com a heterogeneidade sociocultural, caracterstica da populao escolar da actualidade. Nesta perspectiva, a escola ser analisada como um espao onde se desenvolvem processos de seleco que podem condicionar as trajectrias escolares e de vida dos alunos que a frequentam. Esta anlise reveste-se de especial importncia na medida em que deve ser considerada no trabalho de animao a desenvolver no seio da instituio escolar.

2. Objectivos de AprendizagemAplicar os conhecimentos obtidos no mbito de outros mdulos, para a compreenso da escola, no actual contexto. Identificar as alteraes operadas na instituio escolar, no que respeita sua filosofia e concepo. Tomar conhecimento das consequncias da no preparao da escola para lidar com a diversidade. Determinar os factores de sucesso e insucesso escolar no quadro da heterogeneidade estudantil.

3. mbito dos Contedos1. A funo da escola no processo de socializao e instruo 2. As consequncias da massificao do ensino da igualdade de acesso desigualdade de sucesso 3. A relao da heterogeneidade do pblico escolar face interaco selectiva operada na escola 4. Os conceitos de habitus cultural e aluno ideal, num pressuposto de selectividade 5. A escola num quadro de reproduo da cultura da classe dominante

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 4: A Escola no Desenvolvimento Pessoal e Social

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4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Benavente, A. et al (1991). Do Outro Lado da Escola. Lisboa: Editorial Teorema. . Benavente, A. (1993). Mudar a Escola, Mudar as Prticas: um Estudo de Caso em Educao Ambiental. Lisboa: Escolar Editora. . Bourdieu, P. (1987). Propostas para o Ensino de Futuro. in Cadernos de Cincias Sociais. N 5, pp. 101-120. Porto: Edies Afrontamento. . Costa, A. F. (1992). Sociologia. Lisboa: Difuso Cultural. . Formosinho, J. (1988). Organizar a Escola para o Sucesso Educativo. in CRSE. Lisboa: Ministrio da Educao. . Gall, A. (1978). O Insucesso Escolar. Lisboa: Editorial Estampa. . Gomes, C. A. (1987). Interaco Selectiva na Escola de Massas. in Revista Sociologia Problemas e Prticas, n. 3. Braga: Universidade do Minho. . Iturra, R. (1990). A Construo Social do Insucesso Escolar: Memria e Aprendizagem em Vila Ruiva. Lisboa: Escher. . Lima, M. (1980). Introduo Sociologia. Lisboa: Editorial Presena. . Machado, F. A. (1995). Do Perfil dos Tempos ao Perfil da Escola: Portugal na Viragem do Milnio. Rio Tinto: Edies Asa. . Montagner, H. (1996). Acabar com o Insucesso na Escola: a Criana, as suas Competncias e os seus Ritmos. Lisboa: Horizontes Pedaggicos. . Musgrave, P. W (1979). Sociologia da Educao. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian. . Pinto, C. A. (1995). Sociologia da Escola. Alfragide: McGraw Hill. . Pires, E. L. (1995). Lei de Bases do Sistema Educativo. Porto: Edies Asa. . Rola, J. S. (1994). Do Acesso ao (in)sucesso: a questo das (des)igualdades. Porto: Edies Asa. . Silva, A. S. (1986). Metodologia das Cincias Sociais. Porto: Edies Afrontamento. . Silvestre, M.; Moinhos, M. (2004). Sociologia 12. Lisboa: Lisboa Editora. . Valentim, J. P. (1997). Escola, Igualdade e Diferena. Porto: Campo das Letras Editores. . Vieira, R. (1998). Entre a Escola e o Lar: o Curriculum e os Saberes da Infncia. Lisboa: Fim de Sculo. . Worsley, P. (1983). Introduo Sociologia. Lisboa: Publicaes D. Quixote.

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MDULO 6

Juventude e Grupo de ParesDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoO presente mdulo pretende dar uma viso da dimenso da juventude no s ao nvel da sua aparente unidade, mas tambm e sobretudo como espao de identificao sociocultural. Far-se- uma breve anlise dos grupos juvenis e das problemticas mais prementes nas sociedades contemporneas.

2.

Objectivos de AprendizagemAnalisar o grupo como fenmeno social. Reconhecer a funo afectiva das relaes do grupo. Reconhecer a importncia da afirmao social do jovem no grupo de pares.

3. mbito dos Contedos1. A juventude enquanto construo social da aparente unidade diversidade 2. Redes grupais e identidades juvenis dos grupos juvenis aos grupos de classe 3. Anlise da funo dos grupos de jovens, nomeadamente os papis e estatutos dentro do grupo 4. Problemticas da juventude 4.1. Os jovens e o desemprego 4.2. A afirmao social, os comportamentos pr-delinquentes (criminalidade, toxicodependncia, alcoolismo, prostituio, etc.) e outros que se venham a revelar pertinentes

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Pais, J. M. (1996). Culturas Juvenis. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Claes, M. (1990). Os Problemas da Adolescncia. Lisboa: Editorial Verbo.

Filmes: Filmes temticos que se venham a mostrar interessantes do ponto de vista das matrias a leccionar

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MDULO 7

O Trabalho como Factor de Desenvolvimento e Integrao SocialDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoEste mdulo aborda o conceito de trabalho, dando alguma nfase sua evoluo ao longo dos tempos. Pretende-se ainda que os alunos percebam a importncia das novas tecnologias no trabalho, bem como apreendam uma perspectiva geral dos direitos e deveres dos trabalhadores e do trabalho, como factor de integrao social. Desta forma, ser importante salientar o papel da formao inicial, contnua e ao longo da vida na integrao profissional e social dos cidados.

2. Objectivos de AprendizagemPesquisar acerca do conceito de trabalho e sua evoluo. Tomar conhecimento da evoluo das relaes de trabalho e a sua interaco com a organizao social. Identificar as propostas clssicas do sc. XX sobre organizao do trabalho. Analisar direitos e deveres dos trabalhadores na perspectiva da formao cvica.

3. mbito dos Contedos1. A evoluo do conceito de trabalho 2. As novas formas de organizao do trabalho 3. A evoluo das relaes de trabalho e a sua interaco com a organizao social 4. Contacto com as propostas clssicas do sc. XX sobre organizao do trabalho: Taylorismo, Fordismo e a crise dos modelos 5. As novas tecnologias no trabalho 6. Os direitos e deveres do trabalhador

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 7: O Trabalho como Factor de Desenvolvimento e Integrao Social

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4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Dubar, C. (1997). A Socializao: Construo das Identidades Sociais e Profissionais. Porto: Porto Editora. . Mda, D. (1999). O Trabalho um Valor em Vias de Extino. Lisboa: Fim de Sculo. . Pais, J. M., (2001). Ganchos, Tachos e Biscates: Jovens, Trabalho e Futuro. Porto: mbar. . Parrow, C. (1972). O Desenvolvimento das Organizaes: Diagnstico e Aco. S. Paulo: Ed. Bluch. . Sennet, R. (1998). A Corroso do Carter: Conseqncias Pessoais do Trabalho no novo Capitalismo. Rio de Janeiro: Record.

Filmes: . Recursos Humanos, dir. Laurent Cont, Frana, 1999.

Endereos na Internet: http://www.europa.eu.int/pol/socio/index_pt.htm Actividades da Unio Europeia: Emprego e assuntos sociais http://www.dgert.mtss.gov.pt/Conteudos%20de%20ambito%20geral/OIT/doc_oit/oit_convencoesratif icadas.pdf Convenes da Organizao Internacional do Trabalho ratificadas por Portugal

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MDULO 8

Projecto Comunitrio IIDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoA estrutura do mdulo prev uma breve anlise da metodologia a adoptar, apresentada como proposta de interveno transformadora. Neste sentido, assume carcter bsico o entendimento da necessidade da construo de um registo antecipado da interveno a desenvolver (plano de actividades), bem como o conhecimento e a anlise aprofundada dos componentes integrantes desse plano. O mdulo prev tambm a transmisso de conhecimentos na ptica da avaliao, no sentido da orientao eficaz da interveno.

2. Objectivos de AprendizagemIdentificar a funo fundamental da metodologia no desenvolvimento de qualquer projecto. Tomar conhecimento do alcance da metodologia de investigao/ aco/ participativa. Aplicar os conhecimentos obtidos no mbito de outras disciplinas na anlise metodolgica. Planificar a aco a desenvolver. Identificar a necessidade de organizar racionalmente a aco. Reconhecer a pertinncia da presena dos elementos a considerar na construo de um plano de actividades. Enunciar objectivos claros e operacionais, adaptados ao diagnstico. Identificar e fundamentar as estratgias a aplicar no processo de mudana. Definir actividades que se coadunem com os objectivos definidos. Identificar ritmos de interveno e recursos necessrios realizao de actividades previstas. Corrigir as prticas de actuao atravs do exerccio da avaliao. Caracterizar a avaliao de processo como forma de reajustar a aco. Efectuar a avaliao de actividades.

3. mbito dos Contedos1. Definio de Metodologia 2. A Metodologia como instrumento de transformao da realidade 3. A flexibilidade da aco metodolgica 3.1. A Investigao/ Aco/ Participativa como guia operativo capaz de se adaptar dinmica da realidade sociocultural 4. Conceito de Planificao;

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 8: Projecto Comunitrio II

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mbito dos Contedos (cont.)5. Caractersticas de um plano 6. Elementos a considerar num plano de actividades (objectivos, estratgias, metodologia, tempo e recursos 6.1. Definio de objectivos gerais e especficos 6.2. Construo adequada de objectivos gerais e objectivos especficos 6.3. Definio de estratgias de interveno 6.4. Definio de actividades 6.5. A importncia da calendarizao 6.6. A importncia dos recursos para o sucesso do projecto (recursos humanos, materiais e financeiros) 6.7. A execuo e a avaliao de processo como forma de redireccionar a interveno 6.8. A avaliao de processo (fase operacional) e a promoo eficaz da mudana 6.9. Identificao de critrios facilitadores da avaliao de processo

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Ander-Egg, E. (1986). Metodologa e Prtica de la Animacin Sociocultural. Buenos Aires: Humanitas. . Ander-Egg, E. (1990).Repensando la Investigacin-Accin-Participativa, comentarios, crticas e sugerencias. Mxico: Editorial El Ateneo. . Ander-Egg, E. (1980). Metodologia y prctica del desarrollo de la comunidad: Coleccin, poltica, servicios y trabajo social. Buenos Aires. Editorial Lumen S.R.L.. . Guerra, I. e Amorim, A. (2001). Construo de um projecto. Lisboa: PROFISSS. . Leite, E. et al (1991). Trabalho de projecto 1: aprender por projectos centrados em problemas. Porto: Edies Afrontamento. . Lima, M. P. (1995). Inqurito Sociolgico: problemas de metodologia. Lisboa: Editorial Presena. . Serrano, M. G. P. (1996). Elaboracion de proyectos sociales: casos prticos. Madrid: Narcea, S.A. Ediciones.

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MDULO 9

Representao Social da Diferena e Interveno SocioculturalDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoNum mundo caracterizado pela crescente interdependncia, as sociedades so cada vez mais multiculturais e cada vez mais numerosas as pessoas que so um produto de diversas culturas. Mas, para alm das nossas diferenas, todos aspiramos s mesmas coisas: ter uma vida digna e legar aos nossos filhos um mundo onde possam viver livres, ao abrigo da carncia e do medo. Para que esta esperana se torne realidade, preciso que pratiquemos a tolerncia e aprendamos a viver melhor juntos. (Koffi Anan, 2003). Na tentativa da prossecuo de tal tolerncia e no sentimento do saber que lhe est inerente, surge este mdulo que abordar a construo social das diferenas a partir dos padres de normalidade e desvio social. Iniciar-se- com uma discusso sobre a criao histrica dos anormais (a prostituta, o homossexual, o criminoso, o louco) e a forma como as cincias humanas se relacionam com prticas sociais normalizadas, ou seja, voltadas para o controlo e manuteno de comportamentos socialmente prescritos/aceites. A identidade singular tecida no interior de uma identidade social onde nem sempre reconhecido o direito diferena. A singularidade (diferena) expressa-se quando um indivduo conquista o seu reconhecimento, passando do indefinido e genrico para o definido e singular. Distingue-se dos demais com quem compartilha o mundo social. A diferena essencial para a tomada de conscincia de si e inerente prpria condio da vida social pois a diferena s aparece tomando como referncia o outro. No a conscincia dos homens que determina o seu ser, mas o contrrio; o seu ser social que determina a sua conscincia. (Marx & Engels, 1979 p.37). este reconhecimento da diferena e da forma mais adequada de lidar com essa singularidade que o presente mdulo deseja tratar, tendo em vista assuntos relacionados com as diferenas inerentes aos aspectos tnicos, culturais, fsicos e mentais e, de forma mais focalizada, a especificidade da pessoa idosa.

2. Objectivos de AprendizagemTomar conhecimento, de forma clara e consistente, dos estudos sobre normalidade, desvio e diferena e respeito pela diversidade. Caracterizar as questes de desigualdade e de diferena em relao ao gnero, idade, etnia, cultura, aos aspectos fsicos e aos comportamentos patolgicos decorrentes da doena mental. Opinar fundamentadamente sobre a interveno e integrao sociocultural dos mais diferentes.

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 9: Representao Social da Diferena e Interveno Sociocultural

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3. mbito dos Contedos1. Ser diferente versus normal 2. As questes tnicas e culturais 3. Os emigrantes e as suas culturas 4. A importncia da multiculturalidade e interculturalidade na sociedade actual 5. A sade mental e as suas implicaes no ser normal 6. O processo de envelhecimento 7. O papel do idoso na vida social, familiar, econmica e poltica o que ser velho 8. Os aspectos individuais e colectivos da vida - os factores genticos, biolgicos, fsicos, qumicos e nutricionais; e os aspectos psicolgicos, sociolgicos, econmicos, comportamentais, ambientais 9. As questes de gnero

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Aguirre, . (Comp.) (1996).Etnografa: Mtodos cualitativos en la investigacin sociocultural. Barcelona: Boixareu - Marcombo. . Ferreira, M.(2000). Salvar os corpos, forjar a razo: contributos para a compreenso da infncia como construo social - Portugal, 1888-1930. Lisboa: Instituto de Inovao Educacional. . Fonseca, L. (2001). Culturas Juvenis, Percursos Femininos experincias e subjectividades na educao das raparigas. Lisboa: Celta. . Gabarrn L.; Hernndez, L. (1994). Investigacin Participativa. Madrid: CIS. . Nogueira, C.(2001). Construcionismo Social: discurso e gnero. in Revista Psicologia XV. Lisboa: Associao Portuguesa de Psicologia. . Torres, C. A. (2001). Democracia, Educao e Multiculturalismo. Petrpolis: Vozes.

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MDULO 10

Direito SocialDurao de Referncia: 30 horas

1. ApresentaoA humanidade tem evoludo no sentido da procura dos seus direitos e vive-se agora a poca do Direito Social. Todos os grupos sociais procuram hoje liberdades e garantias que dizem respeito, designadamente, ao direito vida, sade, ao trabalho, educao, liberdade pessoal, segurana, liberdade de expresso e informao, entre outros. Neste mdulo, pretende-se que se entendam os direitos sociais como verdadeiros direitos fundamentais dos cidados aos quais correspondem obrigaes do Estado. Pretende-se ainda que se compreendam as limitaes a estes direitos uma vez que nem sempre as obrigaes do Estado obtm um elevado grau de eficcia e concretizao pois geralmente a realizao dos direitos sociais depende da disponibilidade de recursos econmicos e financeiros do pas, bem como do grau da relao de dominncia social entre os diferentes grupos. Neste mdulo, espera-se tambm que o aluno entenda que o direito dignidade humana deve ser traduzido no direito e dever de todos cidadania.

2. Objectivos de AprendizagemIdentificar o conceito de direito social. Reconhecer os direitos do homem como direitos, liberdades e garantias fundamentais. Analisar alguns documentos resultantes do desenvolvimento social da humanidade, tais como a declarao universal dos direitos humanos e a declarao dos direitos da criana. Reconhecer que o acesso a diferentes direitos sociais est consignado na constituio da repblica portuguesa, bem como na carta social europeia. Reconhecer que a unio europeia tem insistido na convergncia de valores e direitos sociais a serem adoptados pelos estados membros. Reconhecer que os direitos sociais com maior expresso so os que se encontram no domnio da economia. Tomar conhecimento de algumas funes sociais do estado portugus. Analisar os obstculos que limitam a concretizao dos direitos sociais em diferentes reas. Identificar alguns direitos de grupos sociais especficos. Reconhecer a importncia da existncia de instituies internacionais de solidariedade social como a amnistia internacional, a UNICEF, a AMI, a Cruz Vermelha, entre outras. Explicar a controvrsia que envolve temas como o aborto e a pena de morte, no mbito dos direitos sociais e humanos.

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 10: Direito Social

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Objectivos de Aprendizagem (cont.)Listar diferentes factos sociais que se colocam aos cidados e dos quais depende a qualidade de vida individual e da sociedade. Reconhecer a necessidade de utilizao dos direitos e deveres fundamentais, enquanto cidado portugus e europeu.

3. mbito dos Contedos1. Direitos sociais 1.1. Definio 1.2. Tipos de direitos sociais: 1.2.1.Direitos sociais de carcter universal (Direito ao trabalho, educao, segurana social, proteco na doena, habitao, ao ambiente, etc.) 1.2.2.Direitos sociais das instituies (Direitos da famlia, dos grupos religiosos, da escola, etc.) 1.2.3.Direitos sociais de certas classes (Direitos dos trabalhadores, da mulher, da criana, dos deficientes, dos idosos, das minorias tnicas, etc.) 1.3. O exerccio dos direitos sociais 1.4. As funes sociais do Estado 1.4.1.O Estado enquanto responsvel por assegurar a concretizao dos direitos sociais 1.5. A cidadania 1.5.1.O cidado enquanto co-responsvel pela concretizao dos direitos sociais 1.6. Limitaes ao exerccio dos direitos sociais 1.6.1.Limitaes face economia e poltica dos diferentes estados 2. Limitaes face dominncia social entre diferentes grupos

4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Amaral, L. (1941). Direito Social. So Paulo: Editora Guara. . Andrade, J. V. (1992). Os Valores na Formao Pessoal e Social. Lisboa: Texto Editora. . Cabral, M. V. et al (2000).Trabalho e Cidadania. Lisboa: ICS. . Claes, M. (1990). Os Problemas da Adolescncia. Lisboa: Editorial Verbo. . Conceio, A. J. B. (1999). Dicionrio de Segurana Social. Rei dos Livros: Lisboa. . Conceio, A. J. B. (1983). Direito da Segurana Social. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Conceio, A. J. B. (1997). Direito Internacional e Europeu de Segurana Social (Tomos 1 e 2). Lisboa: Edio Cosmos. 28

Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 10: Direito Social

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Bibliografia / Outros Recursos (cont.). Espada, J. C.(1997). Direitos Sociais de Cidadania: uma Crtica a F.A. Hayek e Raymond Plant. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. . Galtung, J. (1988). Os Direitos Humanos: uma nova perspectiva. trad. Margarida Fernandes. Lisboa: Instituto Piaget. . Gury, G. (1997). Viver a Europa Social. Lisboa: Instituto Piaget. . Haarscher, G. (1997). Filosofia dos Direitos do Homem. trad. Armando Pereira da Silva. Lisboa:Instituto Piaget. . Leite J., Fernandes, F. L.; Reis, J.(1998). Direito Social e Comunitrio. Lisboa: Edio Cosmos. . Monteiro, A. R. (1998). O Direito Educao. Lisboa: Livros Horizonte. . Morgado, M. V. (1996). Direitos Sociais e a Aco Social: breve reflexo e ponderao do seu contributo no combate e na preveno da excluso social. Lisboa: Direco Social da Aco Social. . Sarmento, M. J. (2000). Educao, Cidadania e Excluso Social. in Territrio Educativo, n 8. Endereos Electrnicos: www.acime.gov.pt Alto Comissariado para a imigrao e minorias tnicas www.unicef.pt Unicef www.amnistia-internacional.pt Aministia Internacional www.aprendereuropa.pt Aprender a Europa Centro de Informao Europeia Jacques Delors (Cidadania europeia) www.cvis.no.sapo.pt Associao para o aprofundamento da cidadania www.dgeep.mtss.gov.pt Direco-Geral de Estudos, Estatstica e Planeamento www.socialgest.pt Economia Social e Aco Social www.apagina.pt Jornal sobre Educao, Ensino, Sociedade e Culturas

Outros Recursos: . Declarao dos Direitos da Criana . Declarao Universal dos Direitos Humanos . Declarao sobre os Direitos das pessoas pertencentes a Minorias Nacionais ou tnicos, Religiosos e lingusticos.

Conveno sobre a Eliminao de Todas as Formas de Discriminao contra as Mulheres

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MDULO 11

Cidadania e GlobalizaoDurao de Referncia: 18 horas

1. ApresentaoA globalizao , porventura, o fenmeno mais marcante das sociedades contemporneas, visto que molda as nossas vivncias quotidianas e tem consequncias em todas as esferas da vida social. Assim, com este mdulo, pretende-se que os alunos compreendam a evoluo histrica deste fenmeno e reflictam sobre a sua dimenso cultural e consequentes implicaes nas dinmicas sociais. tambm objectivo desta unidade modular levar os alunos a analisar as implicaes da globalizao na cultura portuguesa. Finalmente, pretende-se sensibilizar os alunos para as consequncias que a globalizao acarreta ao nvel da cidadania e para a importncia do seu exerccio ao nvel local, nacional e internacional. Para tal, dever-se-o esboar um conjunto de actividades, sob orientao do professor e na modalidade de trabalho de grupo, na rea da animao sociocultural que vise estas atitudes.

2. Objectivos de AprendizagemDefinir o conceito de globalizao. Relacionar a globalizao da cultura com os fluxos transfronteirios das ltimas trs dcadas justificando, a partir da, o surgimento de culturas pluralistas. Reconhecer o impacto da globalizao sobre a estrutura social e espacial das cidades. Justificar como a cultura global pode reforar as especificidades da cultura local. Aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do mdulo em trabalhos de grupo com a finalidade de planificar actividades de animao sociocultural que incentivem a comunidade a exercer a sua cidadania.

3. mbito dos Contedos1. Conceito de globalizao 2. As consequncias da globalizao aos nveis cultural e social 3. Assimilao de valores e normas sociais que favoream a integrao social e profissional 4. A interveno sociocultural na sociedade com vista integrao das comunidades estrangeiras

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 11: Cidadania e Globalizao

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4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Borja J.; Castells, M. (1997). Local e Global: la Gestin, las Ciudades en la era de la Informacin. Madrid: Tauros . Castells, M. (2002). A Era da Informao: Economia, Sociedade e Cultura. Lisboa: Fundao Calouste Gulbenkian. . Costa, J. T. (2002). Sociedade Portuguesa Contempornea. Lisboa: Universidade Aberta. . Giddens, A. (2002). O Mundo na Era da Globalizao. Queluz de Baixo: Presena. . Melo, A. (2002). Globalizao Cultural. Lisboa: Quimera. . Santos, B. S. (2001). Globalizao: Fatalidade ou Utopia?. Porto: Afrontamento. . Rosen, R. et al (2000). Exito Global y Estratgia Local. New York: Simon & Schuster.

Filmes: A Residncia Espanhola (comdia que envolve vrios jovens de diferentes pases europeus que esto em Programa Erasmus e que atravs das suas experincias nos conduzem a uma reflexo sobre a globalizao e as suas implicaes). Cor Prpura Crash My Big Fat Greek Wedding Spanglish Terminal The Friend Green Tomatoes

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MDULO 12

Projecto Comunitrio IIIDurao de Referncia: 33 horas

1. ApresentaoO presente mdulo dedicado avaliao, entendida como actividade cientfica. Pretende fornecer ao formando uma viso alargada do processo de avaliao como um todo conjugado pelas diferentes etapas por onde se vai desenrolando qualquer projecto no mbito da animao sociocultural. Assume particular relevncia a avaliao de resultados e o estudo dos indicadores utilizados para a prossecuo dessa avaliao.

2. Objectivos de AprendizagemReconhecer a dimenso do processo avaliativo como algo que acompanha as vrias fases do projecto. Identificar e caracterizar os diferentes modelos de avaliao a estudar. Analisar cada um dos indicadores de avaliao. Aplicar tcnicas de avaliao, com base nos saberes transmitidos.

3. mbito dos Contedos1. Definies de avaliao 2. Funes da avaliao 3. A avaliao como um processo 4. A avaliao em funo do posicionamento do avaliador 5. A avaliao em funo dos objectivos ambicionados 6. A avaliao em funo do momento em que se realiza 7. A avaliao de resultados 8. A avaliao final como uma anlise comparativa entre os resultados obtidos e os resultados esperados 9. Aspectos a avaliar 10. Indicadores de avaliao

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Programa de rea de Estudo da Comunidade ANIMADOR SOCIOCULTURAL Mdulo 12: Projecto comunitrio III

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4. Bibliografia / Outros RecursosLivros: . Ander-Egg, E. (1986). Metodologa e Prtica de la Animacin Sociocultural. Buenos Aires: Humanitas. . Ander-Egg, E. (1990).Repensando la Investigacin-Accin-Participativa, comentarios, crticas e sugerencias. Mxico: Editorial El Ateneo. . Ander-Egg, E. (1980). Metodologia y prctica del desarrollo de la comunidad: Coleccin, poltica, servicios y trabajo social. Buenos Aires. Editorial Lumen S.R.L.. . Guerra, I. e Amorim, A. (2001). Construo de um projecto. Lisboa: PROFISSS. . Leite, E. et al (1991). Trabalho de Projecto 1: aprender por projectos centrados em problemas. Porto: Edies Afrontamento. . Lima, M. P. (1995). Inqurito Sociolgico: Problemas de Metodologia. Lisboa: Editorial Presena. . Serrano, M. G. P. (1996). Elaboracion de Proyectos Sociales: Casos Prticos. Madrid: Narcea, S.A. Ediciones.

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