ABC Nr 222 Compact

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  • 8/11/2019 ABC Nr 222 Compact

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    PORTUGUESE CANADIAN NEWSPAPER

    Segunda-feira, 15 Setembro 2014 Ano V N.222 www.pcnewsnetwork.com DISTRIBUIO GRATUITA

    PORTUGALMAIS PERTO

    JORNAL DE GRANDE CIRCULAO NO ONTRIO

    Rob Fordj no candidatoa Mayor*Avana o irmo Bonanza como o vinho...

    Houve de tudo...masaquelaculinria...

    Ana Bailo procurade novomandato

    As fotaindafalam

    Lus

    Ferraz:

    Oconcretizardo sonho

    17

    10

    5

    21

    Falou-se no 9/11

    Reescrevera HistriaL mais acima...

    Neve em Setembro64

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    Ficha tcnicaPropriedade:ABC Portuguese Canadian Newspaper Ltd

    Director:Fernando Cruz Gomes

    Conselho Empresarial: Fernando Cruz Gomes, Presidente; PauloFernando, Vice-Presidente; Carlo Miguel, Tesoureiro;

    e Lara Ingrid, Secretria.

    Redaco e Cronistas:

    Antnio Pedro Costa (Ponta Delgada), Antnio dos S antos

    Vicente, Carlo Miguel, Conceio Baptista, Cristina Alves(Lisboa), Custdio Antnio Barros, Edgar Quinquino(Hamilton), Fernando Cruz Gomes, Fernando Jorge,

    Filipe Ribeiro (ABC Turismo), Guida Micael, Helder Freire(Lisboa), Humberto Costa (Luanda), Lara Ingrid, Luis Esgio,

    Luky Pedro ,Maria Joo Rafael (Lisboa), Pedro Jorge CostaBaptista, Srgio Alexandre, Snia Catarina Micael.

    Secretria de Redaco:Lara Ingrid

    Chefe Grfico:Srgio Alexandre

    Telefones:416 995-9904 * 647 962-6568 * 416 828 6568.

    E-mail: admin@abcpcn.com director@abcpcn.com

    advertising@abcpcn.com725 College St. PO Box 31064 TORONTO ON M6G 1C0

    Um futuro incertoPedro Jorge Costa B. de Barros

    pedrojorgeri@gmail.com

    Este e um dos artigos mais difceis que j escrevi.No por ser di fc il, mas por que o fu tur o d if ci l ecomo tudo incerto. O ocidente no tem escolha.Tem de dar as mos ao oriente a pases como oIraque, o Iro, a Sria e outros e as consequncias...so terrveis. Contudo tem de ser feito e mesmo

    inevitvel mas a verdade que lutar contrao estado islmico o que se pode chamar umaper da de tempo. Pois como que se lut a contr auma ideia, ou contra um princpio? A resposta que no se pode lutar pois uma luta que no sevence. Se uns desaparecem outros tomam o seulugar. assim uma luta sem fim e que nenhumestado ou pas pode suportar.

    No con sigo pensa r num cenrio onde o oci den tesaia vitorioso. Para alm do mais, existe o riscobem r eal q ue os al iados de hoj e vo ser os inimigosde amanh; tal como aconteceu no Afeganistocom os os talibs e os mujaidins.

    Como disse na semana passada essencial quepa ses com o a Rssia e a ndia se env olv am, mastambm pases como o Paquisto. Assim, chegouo momento de se acabar com noes de ocidente e

    oriente. S se pode ser minimamente bem sucedidose todos trabalharem em conjunto.

    Contudo, vai ser mesmo muito difcil.As pessoas que esto a lutar pelo estado islmico,so motivadas por muitos pontos, mas h um quequase todos eles devem partilhar; e esse ponto a injustia, a desigualdade, a corrupo, e aconcentrao de poder e de riqueza que hoje temos.Nunca antes se obs ervou tamanh a des igu ald adeeconmica e social. So pontos como estes quefazem jovens que vivem vidas confortveis deixartudo para se juntarem a grupos como o estadoislmico.Nes ta per spect iva , tod os ns , somos respo nsve ispel o que est a aconte cer. Porque toleramo s ospol ti cos qu e to ler amos e porque tod os n s d e umaforma ou de outra contribumos para que tudo isto

    continue.AT PARA A SEMAN A!

    Falando num dos melhores - Jos Eduardo Monteiro

    A Informao comunitriaj foi (muito) mais rica

    15 Setembro 202 . Nossa gente

    H tempos tantos que j me nem lembro a Informaocomunitria cou, de facto, mais pobre. Quando Jos Eduardo

    Monteiro o meu irmo destas lides se foi embora, senti quetodos perderam algo. E eu, que de vez em quando dizia em crnicas(quase) pessoais... que amos deixar morrer o melhor de todosns sem tirarmos proveito de ter tido a sorte de o ter por c...referia-me, de facto, a este gigante da forma de fazer Informao

    pela Informao que em vida se chamou Jos Eduardo Monteiro.Mesmo entre os elementos de uma classe que temos por a, havermesmo agora muitos pigmeus a bancarem de gente grande e adizerem que exagero. Que ele era bom, sim, mas... no tanto.Que nunca quis entrar na onda dos que se alcandoraram a donosde Jornais ou de Rdios ou de Televises. Pois. Eu entendo. O Zestava acima disso tudo. Era grande. Pairava muito acima de todosns e deixmo-lo morrer sem querer aprender o muito que ele tinha

    para nos ensinar...Quando o Jos Eduardo Monteiro chegou ao Canad, nos primeirosmeses de 1975, j ele trazia, e bem evidentes, as esporas de cavaleiroda arte de saber fazer Jornalismo. Na Rdio, ele era, de facto, omelhor de todos ns. Se todos quisermos ser honestos... haveremosde entender que, no Canad, h uma Rdio antes do Z chegar eoutra depois. Depois de ele por c estar e comear a trabalhar, a

    Rdio nunca mais foi a mesma! O mesmo se pode dizer da artede apresentar espectculos e de ser mestre de cerimnias. A suaelegncia, os dotes de improviso, a sua forma s de se apresentarem palco multifacetado, e para todas as ocasies foi-se colandoa um ou outro que ainda hoje faz o mesmo que ele fazia. Tambma... ele deu lies. Que muitos aprenderam, embora hoje possam,eventualmente, dizer que no.O Z era, de facto, grande. To grande que nunca o ouvimos criticarningum. To grande que tratava por tu as naturais diculdadesdo microfone que, prticamente, desde 1946 trs ou quatroanos a aprender e, depois, em prosso que s largou quando sefoi abraou, beijou e dele se serviu. To grande que escrevia

    primorosamente bem, embora dissesse modesto que eleque no era tanto assim.Aquele meu irmo, que quando Angola se desconjuntamandou um telex a perguntar se eu queria vir para o Canad..senhor na arte de falar. J antes, na Angola grande, era consium dos grandes da Informao daquelas terras. Em improvisera mesmo o maior. Vi-o, uma e muitas vezes, a fazer repoque ningum faria. Vi-o, muitas vezes, a chorar para dentro ade no poder ir mais longe. Vi-o, muitas vezes, a tornar-se grande... para que outros brilhassem.Hoje... j no o vejo. Fenece-me a viso de ter um mulo aseguir. Tolda-se-me a vista por encontrar apenas sombras a quererem ser algum. Cala-se-me a voz... para no reben

    pranto.As lgrimas que me fez saltar dos olhos, quando o acom ltima morada, perderam-se na terra hmida deste Pas amava como se sempre tivesse sido o seu. As lgrimas... perse e no h forma de as conseguir encontrar.Z, meu Z. Entendamo-nos. Tu sabes falamos nisso quassim que se faz uma histria. Que a crnica tem de ser mane curta, sinttica e rasteira. Mas eu no sou capaz, Z, entendo que, se te foste, decerto que o zeste para me espe

    longe, na vasta amplido onde os sculos dormem. Para fajuntos, no tarda muito, a tal estao de Rdio que por conseguimos fazer. O tal Jornal que ainda ensaimos os dtal Televiso cujos meandros tu j entendias. O Homem Grquem tu amavas bem tua maneira, vai permitir o milagre

    juntarmos de novo. Bem vs, esta terra e esta prosso... j nnada sem ti.Adeus, Z. A minha or mstica. Afaga-te mais a alma docorpo que por a cou. Afaga-te mais a lembranca que, do Ha Lisboa, do Lobito a Toronto... nos juntou tantas vezes.

    No posso mais... sabes? Por isso, a minha or, Z! Guarda-amenos at nos encontrarmos de novo. L no assento etre

    O Governo vai oferecer este ano letivo menos 30 e poucoshorrios de ensino do portugus no estrangeiro, devido reduo de inscries, anunciou tera-feira o secretrio deEstado das Comunidades.O Executivo publicou em Dirio da Repblica um despachoconjunto dos secretrios de Estado das ComunidadesPortuguesas, Jos Cesrio, e do Ensino e da Administrao

    Escolar, Joo Casanova de Almeida, relativo rede de

    cursos do ensino portugus no estrangeiro para o ano letivode 2014/2015 e 2015.H um reajustamento da rede em funo do nmero dealunos que acabaram por car nalmente inscritos. Temos

    ali alguns desaparecimentos de horrios que correspondemefetivamente a turmas que no se conseguiram constituir,disse Lusa Jos Cesrio, que referiu estarem em causa 30

    e poucos horrios, sem especicar o nmero.

    PS e PCP, que querem ouvir no parlamento o secretrio deEstado das Comunidades sobre esta matria, e o Sindicatodos Professores das Comunidades Lusadas (SPCL) jtinham alertado para a reduo dos cursos no prximo anoeletivo.O sindicato estima em 39 os horrios a menos, uma medidaque considera que, a prazo, pode levar ao m do ensino de

    portugus no estrangeiro, alm de implicar o despedimentode outros tantos professores.J a oposio critica esta medida numa altura em que a

    emigrao portuguesa est a aumentar, mas o Governorejeita este argumento.Estes cursos, especicamente de lngua e cultura

    portuguesa, explicou o governante, so dirigidos a lhos

    de famlias portugueses que j residem no exterior h algumtempo e que pretendem aperfeioar ou mesmo aprender o

    portugus.

    Os midos que saem hoje de Portugal no vo logoum curso destes, porque j dominam a lngua e a cuO problema deles a integrao nas escolas locais

    prosseguir os estudos, explicou.

    Menos 30 e poucos cursosde portugus no estrangeiro

    Famlia Alvarez mais ric

    , por enquanto, uma coisa pequenina. ChamaAmadeo Alvarez. Veio ao mundo no primeiro dia dms de Setembro. O pai, o Frank Jnior, captou foto logo aps o nascimento. O av o Frank Alva

    apenas nos disse que era muito giro e robustodisse-nos ainda mais: Que bom! J so quatro.

    posso agradecer ao Criador pela sua bondade. pronto. O av Alvarez maila Lola, claro esto agmais ricos.E ns, c de longe ele nasceu em Lisboa apemandamos a todos um abrao de parabns.

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    EDITORIAL

    *Eleies porta...Multiplicam-se os sinais. Por toda a parte, as indic