Solucao tri via para salvador

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  • APRESENTA Tri via expressa U m a S o l u o M l t i p l a I n t e g r a n d o t o d a S a l v a d o r e R M S

    Os problemas significativos que enfrentamos no podem ser resolvidos

    com o mesmo nvel de pensamento que tnhamos quando os criamos.

    Albert Einstein

  • 1940 290mil hab

    ASCENSORES

    1 Elevador Lacerda

    2 Plano Inclinado Gonalves

    3 Elevador do Taboo

    4 Plano Inclinado do Pilar

    5 Via Frrea

    O Sonho da Salvador Antiga e seu Sistema de Mobilidade

    At meados do Sculo XX, Salvador se resumia a Cidade Alta do Centro Histrico e seu entorno, e a Cidade Baixa, que comeava no Comrcio e ia at a Ribeira.

    Nessa Salvador Antiga moravam praticamente todos os soteropolitanos. Fora dela quase s havia o Subrbio Ferrovirio, que era uma espcie de extenso da Cidade Baixa.

    Na Cidade Alta moravam as famlias de maior renda e na Cidade Baixa, com exceo do Bonfim (onde tambm moravam famlias abastadas) ficavam as fbricas. Estas operavam com trabalhadores locais ou moradores do Subrbio Ferrovirio.

  • 1970 1milho hab.

    1980 1,683milho hab. 2011

    2,642milho hab.

    2011 2,642milho hab.

    Os Limites do Sonho, a RMS e as Avenidas de Vale

    Ao final dos anos 50 , a harmonia da Salvador Antiga atingia os seus limites.

    A Cidade Alta e suas cumeadas mostrava-se estrangulada, e a Baixa, alm de j no possuir espaos para mais indstrias, comeava a apresentar problemas ambientais.

    Para seguir crescendo, a partir dos anos 60, desloca-se a industrializao para os municpios do entorno, conformando a RMS.

    E com o mesmo objetivo, inicia-se a tambm a implantao das Avenidas de Vale, que possibilitaro a expanso da Cidade Alta em direo ao Litoral Norte.

  • Os problemas da RMS

    Salvador

    Camaari

    Simes Filho

    L. de Freitas

    Candeias

    So Francisco

    do Conde

    Vera Cruz

    RMS dcada de 70

    Itaparica

    Os Problemas da RMS

    A estratgia consistia em transformar o entorno de Salvador numa zona de prsperas cidades mdias industriais.

    Em que pesem os investimentos realizados, contudo, essa estratgia no se concretizou.

    Os municpios eram muito prximos de Salvador, e os novos trabalhadores, quase todos de salrios elevados, podiam optar por morar na capital, e assim o fizeram.

    Sem conseguir fixar essa nova classe mdia, os municpios do entorno no se tornaram cidades mdias, ao contrrio, tenderam a cidades marginais.

  • Centro / Orla Atlntico

    Miolo

    Subrbio

    Ferrovirio

    A Segmentao do Sonho

    Sendo a base da nova classe mdia, Salvador ir desenvolver todo um moderno tercirio, o qual ir garantir a expanso da mesma.

    Com essa dinmica, e valendo-se das Avenidas de Vale, reconfigura-se por completo a velha cidade.

    Salvador, porm, no viver apenas essa boa expanso. Com a estagnao do entorno, acaba atraindo, tambm, grande parte da populao expulsa pelo Semi-rido, bem como pela prpria industrializao.

    Vive-se, assim, tambm um intenso processo de inchamento, que se materializar na expanso vertiginosa de seus bairros populares e perifricos.

    Muito baixa

    Baixa/mdia

    Mdia/alta

    Faixas de renda

  • A Transformao no Pesadelo

    Enquanto na direo Iguatemi - Orla, numa dinmica que j incorpora Lauro de Freitas, tem-se o avano razoavelmente ordenado da classe mdia, nos bairros perifricos tem-se o avano das classes mais baixas.

    Localizados ao longo da Av. Suburbana e do chamado Miolo, esses bairros so caracterizados por conjuntos habitacionais de baixa renda e inmeras invases, quase sempre em reas de infra-estrutura muito precria ou mesmo inexistente.

    So nesses bairros, cada vez mais populosos e tendendo a se conurbarem com as cidades marginais, que esto os cernes dos grandes problemas sociais da cidade.

    Foto: Nilton Souza

  • Sem Lgica nem Economicidade

    Uma cidade segmentada, onde quase toda a populao, para conseguir trabalho e tambm servios sociais, tem que se deslocar at o Centro Antigo, e ou o novo centro do Iguatemi.

    Com isso se dando atravs de um arcaico sistema de transportes pblicos, engendra-se uma busca desenfreada por transportes privados.

    Naturalmente esse um modelo cidade com custos e tempos de locomoo muito elevados, o que a torna muito cara e complicada para se viver e trabalhar.

    No surpreende que seja uma das campes do desemprego no pas, e que apresente indicadores to elevados de favelizao, violncia e engarrafamentos.

    Fonte: Revista Movimento, ano2, n6

  • A Insuficincia da Paralela

    Claro que essa realidade insustentvel e precisa mudar.

    Assim, imperioso que se aproveite os recursos proporcionados pela Copa de 2014, para reconfigurar e retomar o desenvolvimento de Salvador.

    Isso sobretudo verdade no caso dos recursos que sero colocados, a fundo perdido pelo Governo Federal, para os problemas de mobilidade urbana.

    Superando os problemas de mobilidade, possvel reintegrar a cidade e a RMS, o que fundamental para a retomada de um efetivo desenvolvimento.

    Isso no se faz, no entanto, apenas colocando um Metr na Paralela, como muitos propem.

    1 a rea de influncia da Paralela restrita e no atinge o miolo de Salvador

    1

  • Preciso uma Soluo Mais Ampla

    Articular o Aeroporto a Nova Fonte Nova sem dvida importante, e no s para a Copa.

    Mas isso no significa que se possa resolver os problemas de Salvador com a simples colocao de um Metr na Paralela.

    Os problemas no so de modalidade na Paralela, mas sim de mobilidade em toda a cidade, e tambm na RMS.

    Assim, preciso pensar uma soluo que possa evoluir para integrar toda a cidade e os municpios vizinhos, viabilizando o desenvolvimento de regies problemticas como as do Miolo e do Subrbio Ferrovirio.

    Fotos: Nilton Souza

  • O Equvoco da Disputa entre os Modais

    Infelizmente a recente PMI acabou se transformando numa disputa entre modais, o que uma disputa que no precisa nem deveria existir.

    Tecnicamente, a escolha entre um modal ou outro uma simples questo de fluxo.

    Se o fluxo baixo, se opta por soluo pneu, tipo BRT; se alto, se opta por uma soluo trilho, tipo metr.

    E como o fluxo varia ao longo do tempo, o correto pensar um sistema progressivo, que possa operar com as duas solues.

    x

    BRT

    Metro

  • A Opo do Sistema Progressivo-Flexvel

    Na tecnologia antiga, de trilhos sobre dormentes adotada no Metr do Bonoc a progressividade no era vivel.

    Adotando-se, entretanto, os moderna tecnologia de trilhos embutidos, uma mesma via, adequadamente projetada, pode servir tanto ao BRT quanto ao Metr.

    Nesse sentido, pode se comear operando com BRT, e quando o fluxo, assim o demandar, evoluir para Metr.

    BRT

    Metro

  • +

    +

    BRT

    Metro

    Ciclistas

    Pedestres

    A Soluo Tri-Via: Incorporando Pedestres e Ciclistas

    Naturalmente, ainda que bem superior, o sistema evolutivo-flexvel para os modais, no resolve todas as questes de mobilidade.

    Uma soluo completa, precisa enfrentar tambm a locomoo a p, que em Salvador representa 30% dos fluxos, e a locomoo por bicicletas, que se expande em todo o mundo como grande alternativa ecolgica.

    Nesse sentido, no s na Paralela, a soluo que vier a ser adotada, deve ser Tri-Via, incorporando, simultaneamente, ciclovias e vias de pedestre.

  • Os Problemas da Opo Trrea

    Dada as Avenidas de Vale, intuitivamente se pensa que o mais adequado seria implantar o novo sistema diretamente sobre o solo, nos canteiros centrais.

    Essa viso, um equivoco. Os canteiros centrais, alm de constiturem um importante patrimnio ecolgico e paisagstico, so tambm canais de infra-estrutura, leitos de rio e sistemas de drenagem natural de vrias reas da cidade.

    Paralelamente, os canteiros no so, nem podem ser contnuos. Assim, uma opo trrea, alm de ter de ser murada, a todo momento teria de ser elevada, e ou interrompida, para possibilitar o cruzamento de pedestres e veculos

    Av. Centenrio:

    A beleza do canteiro central preservado.

    Av. Vasco da Gama:

    A degradao do canteiro central ocupado.

  • As Vantagens das Vias Elevadas

    Ainda que contra-intuitiva, a soluo aproveitar, sempre que possvel, o canteiro central, mas com vias elevadas.

    Como demonstram as belas Passarelas de Lel, vias elevadas no degradam o patrimnio ecolgico e paisagstico da cidade, e eliminam, por completo, a necessidade de cruzamentos.

    Se bem projetadas, tambm reduzem significativamente os, custos de desapropriao, tempo e transtornos de implantao, alm permitirem estaes melhor localizadas, e totalmente custeadas pela iniciativa privada.

    Fotos: Nilton Souza

  • Elevadas e Mais Baratas

    Mas as vias elevadas no so apenas ecolgicas e mais eficientes. Se bem projetadas, so tambm mais baratas por km implantado.

    Por causa dos custosos equvocos do Metr do Bonoc, isso parece no ser verdade, mas .

    Como tambm comprovam as Passarelas de Lle, vias elevadas no precisam ser de puro concreto.

    Ao contrrio, podem ser montadas, com grande praticidade, a partir de estruturas metlicas pr fabricadas, muito mais leves e baratas.

    com esse partido que se prope a Tri-Via Expressa.

  • Processo construtivo

  • INFRAESTRUTURA - Estaca metlicas, 9 unidades por bloco de fundao, profundidade mdia de 10m e capacidade de 320t por estaca. - Fundao para situao de implantao mais comum, com blocos de concreto com 3,30x3,30x1,50m.

    Processo construti