Tecnicas Relaxamento

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    01-Dec-2014
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  • 1. 9. TCNICAS DE RELAXAMENTO M. Nieves Vera e Jaime Vila I. INTRODUO As tcnicas de relaxamento constituem um conjunto de procedimentos de Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br intervenes teis no s no mbito da psicologia clnica e da sade, como tambm no da psicologia aplicada em geral. Seu desenvolvimento histrico Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional relativamente recente, visto que as principais tcnicas de relaxamento, tal como utilizadas atualmente, tm suas origens formais nos primeiros anos de E-mail: [email protected] nosso sculo. As primeiras publicaes sobre o relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento autgeno de Schultz so de 1929 e 1932, respectivamente. Outras tcnicas de relaxamento, como as baseadas no biofeedback ou retroalimentao, so bem mais recentes, j que se desenvolveram formalmente a partir dos anos 60 e 70. Apesar das origens relativamente novas dos procedimentos de relaxamento, seus antecedentes histricos so antigos. Existem, por exemplo, importantes conexes histricas entre as tcnicas de relaxamento, baseadas na sugesto, e as primeiras tentativas de tratamento da doena mental, com base no magnetismo animal e na hipnose, tal como foram aplicadas nos sculos XVIII e XIX. Do mesmo modo, os avanos no conhecimento da anatomia e da eletrofisiologia dos sistemas neuromuscular e neurovegetativo ao longo dos sculos XVIII e XIX, descobrimento do carter eltrico das contraes musculares e das funes antagnicas dos ramos simpticos e parassimpticos do sistema nervoso autnomo, foram decisivos para o posterior desenvolvimento das tcnicas psicofisiolgicas de relaxamento. A evoluo das tcnicas de relaxamento ao longo do sculo XX e sua
  • 2. consolidao como procedimentos vlidos de interveno psicolgica, deveu-se em grande parte, ao forte impulso que receberam dentro da terapia e modificao do comportamento, ao serem consideradas como parte integrante de outras tcnicas - por exemplo, a dessensibilizao sistemtica - ou como tcnicas de modificao do comportamento em si mesmas. Este impulso inicial foi reforado pelo lugar relevante que continuaram tendo nos mbitos de aplicao mais recentes da medicina comportamental e na psicologia da sade. No entanto, uma parte importante do processo de consolidao das tcnicas de Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 relaxamento aconteceu devido existncia de marcos conceituais derivados da Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br investigao experimental sobre os processos emocionais e motivacionais, a Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional partir dos quais tem sido possvel entender a natureza e os mecanismos de ao de tais tcnicas. No presente captulo so descritos os fundamentos conceituais das tcnicas de relaxamento e so apresentados em detalhes os procedimentos E-mail: [email protected] para a aplicao das seguintes tcnicas: relaxamentos progressivo, passivo e autgeno, e a resposta de relaxamento. No decorrer do captulo, ressalta-se a necessidade de integrar tcnicas de relaxamento dentro das habilidades clnicas de interao paciente-terapeuta, adaptando-as s caractersticas individuais de cada pessoa. II. FUNDAMENTOS CONCEITUAIS Embora exista uma tendncia a definir o relaxamento referindo-se exclusivamente a seu correlato fisiolgico - por exemplo, ausncia de tenso muscular - o relaxamento, em sentido restrito, constitui um tpico processo psicofisiolgico de carter interativo, onde o fisiolgico e o psicolgico no so simples correlatos um do outro, mas ambos interagem sendo partes integrantes do processo, como causa e como produto (Turpin, 1989). Razo pela qual qualquer definio de relaxamento deva fazer referncia necessariamente a seus componentes fisiolgicos, padro reduzido de ativao somtica e
  • 3. autnoma subjetivos - informes verbais de tranqilidade e sossego - e comportamentais-estado de quiescncia motora, assim como suas possveis vias de interao e influncia. Existem diferentes marcos conceituais, a partir dos quais se torna possvel abordar o estudo psicofisiolgico do relaxamento. Os principais derivam das investigaes sobre os processos emocionais, motivacionais e de aprendizagem. II. 1. Relaxamento e emoo Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional Do mbito da emoo, o relaxamento tem sido entendido como um estado com caractersticas fisiolgicas, subjetivas e comportamentais similares s dos estados emocionais, porm de sinal contrrio. As teorias sobre as emoes E-mail: [email protected] diferem no papel que atribuem s respostas corporais na evocao da experincia emocional. Uma das posturas tericas mais influentes, conhecida como teoria do arousal-cognio, prope que a emoo o produto de uma interao entre um estado de ativao fisiolgica e um processo cognitivo de percepo e atribuio causal de tal ativao, as craves emocionais do ambiente. A ativao fisiolgica ou arousal determinaria a qualidade emocional. Ambos os componentes so necessrios de forma interativa: se no houver ativao fisiolgica no h emoo, mas se no h cognio, tampouco haver emoo. A teoria do arousal-cognio supe que a ativao fisiolgica inespecfica - isto , semelhante nas diferentes emoes - sendo seu principal mecanismo de ao a ativao do sistema nervoso simptico. De acordo com a proposta inicial de Cannon, no princpio do sculo, supe-se que o ramo simptico do sistema nervoso autnomo seja o responsvel pelas alteraes fisiolgicas presentes nas emoes. Sua funo a de preparar o organismo de um ponto de vista energtico, proporcionando-lhe o suporte sanguneo necessrio para atuar de forma adaptativa ante as demandas ambientais. Pelo contrrio, nos estados de
  • 4. tranqilidade e quiescncia, como no caso do relaxamento, o nvel de ativao fisiolgica se supe mnimo, sendo seu principal mecanismo de ao a ativao do sistema nervoso parassimptico cuja funo de sinal contrrio: conservar a energia do organismo. Ambos os ramos atuariam segundo o princpio de inibio recproca: quando um se ativa, o outro se inibe, e vice versa. Diante dessa concepo da emoo e da ativao fisiolgica, existe uma alternativa terica que considera as emoes como o produto do feedback aferente dos padres corporais especficos. Existiriam diferentes emoes Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 caracterizadas por padres distintos de ativao tanto autnoma como Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br somtica, sendo um dos principais sistemas de expresso emocional o dos Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional msculos faciais: expresses de medo, ira, tristeza, alegria, etc. Partindo-se desta perspectiva, a ativao fisiolgica contribuiria tanto para a intensidade E-mail: [email protected] como para a qualidade emocional. Por outro lado, o relaxamento poderia ser entendido no como um estado geral caracterizado por um nvel de ativao fisiolgica mnima, mas como um estado especfico caracterizado por um padro de ativao fisiolgica diferente ou oposto ao das emoes intensas. A investigao atual parece favorecer a teoria da especificidade da ativao, mas sem que isso suponha aceitar uma interpretao periferalista ou no cognitiva das emoes. Reconhecer a importncia da ativao fisiolgica perifrica tambm compatvel com uma interpretao cognitiva de carter central, j que alteraes corporais podem ser a conseqncia da ativao de programas motores centrais, tal como postulam alguns modelos cognitivos da emoo baseados no paradigma do processamento da informao (Lang, 1985, Leventhal e Tomarken, 1986). II. 2. Relaxamento e stress Quanto aos processos motivacionais, a investigao sobre o stress tem sido, sem dvida, o marco conceitual mais relevante para o estudo do
  • 5. relaxamento. O stress tende a se conceitualizar atualmente como a resposta biolgica ante situaes percebidas e avaliadas como ameaadoras e as que o organismo no possui recursos para enfrentar adequadamente. Esta forma de entender o stress ressalta o componente biolgico da resposta, mas ao mesmo tempo, evidencia a importncia de duas variveis psicolgicas mediadoras: a avaliao cognitiva da situao e a capacidade do sujeito para enfrent-la. Por outro lado, aceita-se que a resposta biolgica inclua componentes dos sistemas neurofisiolgicos, neuroendcrino e neuroimunolgico, alm de acompanhar-se Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 de componentes subjetivos e comportamentais. Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br A resposta biolgica do stress tem sido investigada no contexto de outras Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional respostas que tm recebido diferentes denominaes: reflexo de defesa (Pavlov), reao de luta ou fuga (Cannon) ou reao de alarme (Selye). Estas E-mail: [email protected] denominaes sugerem que a resposta biolgica de stress tem, ao menos inicialmente, um carter adaptativo, j que facilita ao organismo o poder de defender-se diante das ameaas ambientais. Todavia, quando a resposta se repete com demasiada freqncia ou sua intensidade excede as demandas objetivas da situao, ento pode se converter em um importante fator de risco para a sade, comprometendo o funcionamento adaptativo dos trs sistemas biolgicos implicados: o neurofisiolgico, o neuroendcrilgico e o neuroimunolgico. Partindo-se desse conceito, o relaxamento considerado uma resposta biologicamente antagnica resposta de stress, que pode ser aprendida e convertida em um importante recurso pessoal para opor-se aos efeitos negativos do stress (Benson, 1975). Relaxamento e aprendizagem A aprendizagem de respostas biolgicas constitui outro marco de
  • 6. referncia terica para entender as tcnicas de relaxamento. As diferentes tcnicas pretendem facilitar a aprendizagem do padro de resposta biolgica correspondente ao estado de relaxamento, utilizando procedimentos diversos. Em geral, as tcnicas de relaxamento no costumam explicitar os mecanismos de aprendizagem implicados. Contudo, na maioria delas, no difcil identificar possveis mecanismos investigados extensamente em outros contextos. Por exemplo, no caso do relaxamento progressivo de Jacobson - e em suas verses simplificadas - o principal mecanismo de aprendizagem poderia ser a Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 discriminao perceptiva dos nveis de tenso EMG em cada grupo muscular, Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br atravs dos exerccios sistemticos de tenso-distenso. No caso do Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional relaxamento autgeno de Schultz, o mecanismo poderia estar relacionado, segundo a teoria ideomotora de William James, com a representao mental das conseqncias motoras da resposta s sensaes de peso e calor - que E-mail: [email protected] disparariam as eferncias somticas e viscerais correspondentes. No caso das tcnicas de relaxamento baseadas na respirao, o principal mecanismo estaria baseado nas modificaes cardiorrespiratrias do controle vagal. Sabe-se que o treinamento de padres respiratrios caracterizados por taxas respiratrias baixas amplitudes altas e respiraes predominantemente abdominais incrementam o controle parassimptico sobre o funcionamento cardiovascular atravs do sinus arritmia - alteraes no ritmo cardaco associadas s fases inspiratria e expiratria de cada ciclo respiratrio. Ainda que no presente captulo no se incluam as tcnicas de relaxamento baseadas no biofeedback, importante ressaltar que tem sido precisamente estas tcnicas as primeiras a abordar explicitamente o estudo dos mecanismos de aprendizagem das respostas biolgicas de relaxamento, partindo do modelo de condicionamento instrumental ou operante. Por outro lado, tem-se considerado que a resposta de relaxamento, uma vez emitida ou evocada, pode ser condicionada a estmulos neutros do ambiente ou ser contra-condicionada a estmulos evocadores de ansiedade, de acordo com o modelo de condicionamento clssico ou pavloviano. Este ltimo mecanismo de aprendizagem o que se tem
  • 7. suposto como responsvel pelos efeitos teraputicos de tcnicas de modificao do comportamento como a dessensibilizao sistemtica e o treinamento assertivo (Wolpe, 1973). III. PROCEDIMENTO O procedimento de relaxamento que apresentamos a seguir, uma Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 adaptao da tcnica de relaxamento progressivo de Jacobson (1934), baseada Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br nas realizadas por Wolpe (1973) e Bernstein e Borkoveo (1973). A tcnica Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional original muito mais longa que a apresentada aqui, j que introduz maior variedade de exerccios para cada grupo muscular; em cada grupo se empregam de 7 a 12 dias. Os tipos de instrues so, no entanto, similares, com a ressalva E-mail: [email protected] de que foram elaboradas para serem auto-aplicadas. Para isso, ilustra-se com desenhos detalhados de forma que o sujeito possa compreender por si mesmo como realizar o exerccio. A maioria dos autores que utilizam a tcnica de relaxamento progressivo tem adaptado e simplificado a tcnica de Jacobson por duas razes: 1) pode-se obter o mesmo resultado com 8-10 sesses, mais as sesses prticas em casa, que com as 90 sesses originais de Jacobson (Bernstein e Borkovec, 1973; Mitchell, 1977; Wolpe, 1973); 2) parece que os sujeitos seguem melhor a tcnica quando, pelo menos no comeo, o prprio terapeuta quem os dirige nos exerccios de tensionar-relaxar (Rimm e Master, 1974). Antes de apresentar os elementos formais da tcnica, queremos ressaltar uma srie de aspectos necessrios para a aplicao da mesma. Concretamente, vamos considerar aspectos referentes avaliao, a relao paciente-terapeuta, ao ambiente fsico, a voz do terapeuta e a apresentao da tcnica. Aspectos referentes avaliao: Na clnica, importante levar em conta que nenhuma tcnica
  • 8. aparentemente simples e boa para tudo pode ser aplicada diretamente sem avaliar primeiro o problema. Seria uma perda de tempo e um esforo intil lev-la adiante se no se estiver seguro de que um incremento na habilidade para relaxar vai ser um fator importante na resoluo do problema que o paciente apresenta. Poderia, inclusive, ser contraproducente. assim, porque se o paciente no perceber uma melhora progressiva perder a motivao para seguir trabalhando, no s com esse terapeuta como, provavelmente, com qualquer outro. Por isso, necessrio assegurar-se durante o perodo de Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 avaliao, mediante as distintas tcnicas de que dispomos - entrevistas, Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br autoregistros, questionrios, observao - que o principal, ou um dos principais Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional problemas do paciente a tenso excessiva qual se v submetido diariamente. E-mail: [email protected] Relao paciente-terapeuta: O psiclogo no um simples tcnico uma frase feita, amplamente conhecida, mas pouco aplicada. Tanto os aspectos anteriores concernentes avaliao, quanto os includos nesta parte, fazem referncia a ela. No suficiente conhecer e saber aplicar bem a tcnica de relaxamento; necessrio saber por que e quando, e no s que o terapeuta a conhea, mas que saiba comunicar isso ao paciente. Efetivamente, tanto o processo de avaliao como o teraputico devem pertencer ao paciente; este tem que se converter, em ltima instncia, em seu prprio psiclogo. Para isso, necessrio estabelecer uma boa relao de trabalho na qual esteja claro que o paciente quem vai aprender a resolver seus problemas com a ajuda do psiclogo. Por isso, o terapeuta deve esforar-se em no fomentar em nenhum momento a dependncia por exemplo, mediante o uso de frases implcitas de eu vou cur-lo, vou te fazer senti-se melhor com este mtodo, etc.. Pelo contrrio, fomentar continuamente a independncia - mediante frases especficas, como por exemplo: pode aprender algo que sirva para voc se sentir melhor, o que elimina a tenso, no h varinhas mgicas, etc.. Efetivamente, o xito do relaxamento no depende
  • 9. de que o terapeuta seja muito bom com a tcnica, mas que seja muito bom motivando e assegurando-se de que o paciente aprende a: 1) reconhecer e relaxar a tenso muscular, 2) praticar diariamente em casa, 3) aplicar o relaxamento em sua vida cotidiana e ante situaes estressantes especficas, e 4) convert-la num hbito. Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br Ambiente fsico: Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional O ambiente fsico se refere sobretudo sala de relaxamento e ao seu mobilirio, incluindo-se aqui tambm o aparato do paciente. E-mail: [email protected] H diversidade de opinies, embora muitos autores concordem em que a sala de relaxamento deva ser tranqila, mas no completamente sem sons, para que se assemelhe ao meio real (Bernstein e Borkovec, 1973; Jacobson e McGuigan, 1982). A temperatura deve permanecer constante, entre 22-25C, e a luz tnue, de forma que no incomode nem deixe o ambiente totalmente escuro. O mobilirio no qual pratica-se o relaxamento varia segundo os diversos autores. Assim. Jacobson (1961) utiliza um colchonete no princpio, passando logo o sujeito posio sentada, para a qual utiliza uma cadeira normal. Outros autores, a quem nos unimos (Bernstein e Borkovec, 1973; Cautela e Groden, 1978), utilizam poltronas reclinveis com suporte para os ps e a cabea. Quanto ao aparato do paciente ao aprender relaxamento, o importante que se encontre confortvel e que no esteja usando acessrios e roupas que o aperte e que dificultem a circulao. Ainda que alguns autores recomendem que se tirem os sapatos (Bernstein e Borkovec, 1973), ns no acreditamos que seja necessrio, e sim que pode ser motivo de mal estar, alm do que os ps
  • 10. podem ficar frios durante o relaxamento. Como norma, melhor observar o paciente e pedir-lhe que retire somente aqueles objetos (exemplo: os culos) que possam ser obstculos na tenso-relaxamento de algum grupo muscular. Voz do terapeuta: O tom e a intensidade da voz que o terapeuta utiliza muda segundo o procedimento de relaxamento que emprega - relaxamento progressivo, passivo, Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 autgeno, hipnose, etc. Isto devido aos fundamentos e a lgica que h por trs Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br de cada tcnica. O relaxamento progressivo, ao fomentar o processo de discriminao tenso-relaxamento, onde menos se utilizam tons de voz Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional sugestivos. A voz segue um tom normal, um pouco baixo e pausado, mas no vai perdendo o volume nem se fazendo cada vez mais lento. Ao contrrio, as E-mail: [email protected] tcnicas de hipnose pretendem alcanar estados de relaxamento profundos mediante o uso de frases e palavras sugestivas. Apresentao da tcnica: A apresentao de qualquer tcnica de relaxamento deve conter os seguintes pontos: finalidade para a qual se vai ensinar e relao com o problema do paciente, em que consiste a tcnica em termos gerais, como se proceder nas sesses, importncia da prtica em casa e, por ltimo, em que consiste a sesso atual. Durante esta apresentao, e depois dela, o terapeuta deve assegurar-se que o paciente compreende e aceita a informao recebida. Quer dizer, tem que fazer sentido para ele o por que, para que, e como vai aprender a relaxar. Deve- se ter em conta que a apresentao da tcnica feita ao final do perodo de avaliao. Neste, tanto o terapeuta como o paciente foram observando e analisando os comportamentos problemticos, de forma que ambos j sabem que o componente, ou um dos componentes mais importantes de tais
  • 11. comportamentos, a tenso e, portanto, tem sentido aprender algo para fazer- lhe frente. Na continuao apresenta-se o tipo de informao que o terapeuta pode dar. No so instrues para memorizar e declamar ao paciente, mas um guia para ser adaptado a cada pessoa concreta. O terapeuta pode dizer: Como vimos, uma grande parte do seu problema reside na tenso que voc experimenta diariamente. Essa tenso a resposta que seu corpo d a uma srie de situaes que exigem que voc aja. A tenso Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br pode ser adaptativa (boa, benfica) se nos serve para enfrentar essa situao e resolv-la. Por exemplo, quando seu chefe diz que necessita Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional de uma informao importante em pouco tempo, voc tem de sentar-se mesa e datilografar, e isso requer tensionar certos msculos de seu E-mail: [email protected] corpo. No entanto, no necessita de tanta tenso que chegue a quebrar uma tecla, nem necessita enrugar a testa, tensionar os ombros, etc. Tambm no necessita continuar retesando seus msculos depois de concludo o trabalho. Qual seria ento, segundo sua tica, o ideal de tenso para esta situao?... Justo, s o necessrio para realizara tarefa, o excesso s vai causar mal-estar e dor de cabea. Isso o que voc pode aprender aqui: a distinguir a tenso desnecessria e elimin-la. A tcnica de relaxamento progressivo consiste em aprender a tensionar e logo relaxar os diversos grupos musculares de seu corpo, de forma que saiba o que sente quando o msculo est tenso e quando est relaxado. Assim, uma vez que tal aprendizagem se tenha convertido em hbito, voc identificar rapidamente, nas situaes de cada dia, quando est tensionando mais do que o necessrio. Esta identificao ser o sinal para automaticamente relaxar. Mas, atente que estamos falando de um hbito, e como qualquer hbito, necessita ser aprendido e praticado primeiro. Agora, gostaria de deixar de falar
  • 12. um momento para que me conte, segundo o que foi dito, em que consiste a tcnica de relaxamento e para que serve... Muito bem, vamos aprender a tcnica de forma progressiva, nas sesses, De maneira que hoje voc aprender a tensionar e relaxar os braos; na segunda sesso, a testa, os olhos e o nariz; na terceira, a boca e as mandbulas; na quarta, o pescoo; na quinta, os ombros, o peito e as costas; na sexta, o abdmen; na stima, os ps e as pernas; e na oitava, somente a relaxar, sem tensionar, todos os msculos. Cada Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 uma das sesses durar vinte minutos aproximadamente. Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br Muito mais importante que aprender a tensionar e relaxar bem Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional nas sesses praticar em casa. Sem esta prtica no se pode consolidar a aprendizagem e, portanto, no se pode aplicar vida E-mail: [email protected] real, assim seria absurda continuar com as sesses. necessrio que pratique no mnimo meia hora por dia. Na prtica h um mnimo, mas no um mximo; quanto mais melhor. O importante que reserve um horrio e um lugar tranqilo para praticar. Escolha um lugar onde ningum o incomode e no adormea (p. ex., no pratique imediatamente depois de comer nem antes de dormir). Se isso ocorrer, apenas um sinal de que voc relaxou bem, mas, enquanto dorme no pode aprender, e lembre-se que disto que estamos tratando. Como voc v a prtica em casa?... Bem, hoje vamos aprender como tensionar e relaxar os msculos dos braos. Vamos comear com os da mo dominante. Os msculos da mo e antebrao so tensionados apertando-se o punho. Assim, faa-o juntamente comigo... Nota a tenso na mo, nos ns dos dedos e no antebrao? Muito bem. Agora solte a mo completamente. Percebe a diferena entre a tenso anterior e o relaxamento de agora? Isso o que pedirei que faa quando estiver relaxando em uma poltrona. Quando tivermos relaxado os msculos da mo e do antebrao
  • 13. por duas vezes, passaremos aos msculos do bceps e faremos o mesmo. O exerccio para tensionar o de apertar fortemente o cotovelo contra o brao da poltrona. Faa voc... assim... muito bem. Quando tivermos relaxado um brao completamente, praticaremos os mesmos exerccios com o brao contrrio, o resto da sesso dedicaremos somente a relaxar. No se preocupe em lembrar de nada, pois irei dizendo passo a passo quando voc estiver na poltrona. Tem alguma dvida?... Bem, agora se sente na poltrona em posio reclinada. Reduzirei Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 a luz da sala... Fique confortvel, desaperte qualquer coisa que o esteja Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br prendendo, e tire pulseiras, culos ou qualquer objeto que possa Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional incomodar. Quando estiver em uma posio confortvel, procure se mexer o menos possvel e no falar durante a sesso. Tem alguma E-mail: [email protected] pergunta? Bem, vamos comear. III.1. A tcnica de relaxamento progressivo A ordem em que se tratam os grupos musculares, o nmero de sesses e o tipo de exerccio de tenso vm explicados no quadro 9.1. Antes de comear a seqncia de exerccios de tenso-relaxamento, pede- se ao paciente que deixe seus olhos irem se fechando, e que relaxe. Depois de 1 ou 2 minutos comea a seqncia de exerccios, para os quais se segue um guia relativamente padronizado. Por exemplo, pode-se comear com o primeiro grupo muscular dizendo: Est confortvel e relaxado. Agora gostaria que continuasse deixando seu corpo todo relaxado, enquanto concentra sua ateno em sua mo direita (ou esquerda, se for o brao dominante). Quando
  • 14. eu disser, feche a mo, muito, muito fortemente, to forte quanto possa. Agora! Perceba o que sente quando os msculos da mo e antebrao esto tensos. Concentre-se nesse sentimento de tenso e mal-estar que experimenta. Depois de aproximadamente 5 ou 7 segundos (praticamente o que demoram as palavras do terapeuta), este diz: Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br Agora quando eu disser solte quero que sua mo se abra Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional completamente e deixe-a cair sobre suas pernas; no o faa gradualmente, deixe-a cair de uma vez. Solte! E-mail: [email protected]
  • 15. Quadro 9.1. Tcnica de relaxamento progressiva: Sesses Grupos musculares Exerccios 1 Mo e antebrao Aperta-se o punho. dominantes Bceps dominante Empurra-se o cotovelo contra o brao da poltrona. Mo, antebrao e bceps Igual ao membro dominante. no-dominantes Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 2 Fronte e couro cabeludo Levantam-se a sobrancelha to alto Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br quanto possvel. Olhos e nariz Apertam-se os olhos e ao mesmo tempo Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional enruga-se o nariz. 3 Boca e mandbula Apertam-se os dentes enquanto se levam as comissuras da boca em direo s orelhas E-mail: [email protected] Aperta-se a boca para fora. Abre-se a boca. 4 Pescoo Dobra-se para a direita. Dobra-se para a esquerda. Dobra-se para diante. Dobra-se para trs. 5 Ombros, peito e costas Inspira-se profundamente, mantendo a respirao, ao mesmo tempo em que se levam os ombros para trs tentando juntar as omoplatas. 6 Estmago Encolhe-se, contendo a respirao. Solta-se, contendo a respirao. 7 Perna e msculo direito Tenta-se subir a perna com fora sem tirar o p do assento (ou cho). Panturrilha Dobra-se o p para cima estirando os dedos, sem tirar o calcanhar do assento (ou cho). P direito Estira-se a ponta do p e dobram-se os dedos para dentro. Perna, panturrilha e p Igual ao direito. esquerdo. 8 Seqncia completa de Somente relaxamento.
  • 16. msculos Freqentemente o paciente no deixa cair sua mo, mas a coloca sobre as pernas. Se isso ocorrer, o terapeuta o lembrar das instrues, suavemente, sem interromper o estado de relaxamento. A seguir, repetir o ciclo, segurando desta vez o brao e deixando-o cair quando disser: solte!. Se o paciente conseguir, diga-lhe que isso o que tem que ser feito; se no conseguir, o terapeuta ter que modelar. Uma vez que o paciente soltou a tenso, o Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 terapeuta continua enfatizando agora as novas sensaes de relaxamento em Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br contraste com as anteriores de tenso, como por exemplo: Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional Perceba agora como a tenso e o incmodo desapareceram de E-mail: [email protected] sua mo e antebrao. Fixe-se nas sensaes de relaxamento, de prazer, de tranqilidade que tem agora. Fixe-se no contraste, na diferena entre ter a mo tensa e t-la relaxada. Continue soltando esses msculos, deixando que se faam cada vez mais lisos, mais relaxados. No faa nada, s deixe-os soltos. Depois de 30-40 segundos de relaxamento, repete-se de novo o exerccio, e assim at completar os exerccios dos braos. O resto do tempo, at aproximadamente 20 minutos que dura cada sesso de relaxamento, dedica-se s a relaxar. Para isto, continuam-se repetindo as instrues anteriores de relaxamento. Tambm, pode-se intercalar com elas algumas de relaxamento passivo (ver o a parte seguinte). Em cada nova sesso, o terapeuta proceder o relaxamento, na mesma ordem, mas desta vez sem tensionar, dos grupos musculares aprendidos na sesso anterior e praticados em casa, acrescentando a isto os exerccios de tenso-relaxamento correspondentes sesso. importante que o paciente aprenda a manter relaxados todos os msculos, exceto os que estejam tensionando. Quer dizer, por exemplo, no tensione outra
  • 17. vez os olhos enquanto tensiona a boca. O terapeuta dever avisar antes de comear o relaxamento, quando apresentar os exerccios novos, e lembrar quando o paciente no agir assim. Esta aprendizagem de tensionar s os msculos que voluntariamente quer, o ajudar a generalizar a vida diria, praticando com ela o relaxamento diferencial, que veremos na parte sobre aplicaes. Estas sesses de relaxamento geralmente acontecem duas vezes por semana, praticando-se diariamente o que foi aprendido. Para a prtica em casa, Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 conveniente utilizar auto-registros onde o paciente anote a hora do dia, o grau Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br de relaxamento (escala de 0 a 10) antes e depois da prtica, e os problemas Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional encontrados durante ela (interrupes, no concentrao, adormecer, etc.). E-mail: [email protected] III. 1.1. Principais problemas na aplicao da tcnica Durante as sesses de relaxamento muito importante observar o paciente, com a finalidade de avaliar se est apresentando alguns dos problemas citados a seguir. Assim mesmo, ao final de cada sesso, pede-se ao paciente que comente a mesma. Isto , que assinala se houve alguma frase em especial que o ajudou ou, pelo contrrio, que despertou-lhe o relaxamento; se teve problemas com algum grupo muscular, etc. Em sntese, necessrio adequar a tcnica s necessidades individuais de cada pessoa. Por isso, as oito sesses padres podem ser estendidas, repetindo-se alguma delas, em funo do paciente no ter relaxado bem algum grupo muscular, etc. Se a dificuldade em relaxar os msculos persistir, o terapeuta pode modelar, ou ajudar fisicamente (exemplo: pegar o brao e deix-lo cair, etc.). Assim mesmo, se o exerccio apresentado no der resultado, pode-se substitu-lo por outro destinado tambm a tensionar-relaxar esse grupo muscular (ver Bernstein e Borkovec, 1973; e Jacobson e McGuigan, 1982). De qualquer
  • 18. maneira, necessrio ter em conta que algumas pessoas aprendem a relaxar melhor com outro mtodo (por exemplo, com o relaxamento passivo). Por isso, se os problemas com o procedimento que se est empregando persistirem, aconselhvel mudar a tcnica (ver aparte sobre as variaes, adiante). Dos diversos grupos musculares tratados, o que freqentemente apresenta problemas para ser relaxado o do pescoo. Quando o terapeuta diz Solte!, o pescoo dever voltar posio em que estava, isto , apoiado sobre a poltrona. Para facilitar, pode-se pedir ao paciente para imaginar que solta uma Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br mola que segurava o pescoo na direo em que esteja tensionando. Outros grupos musculares que apresentam problemas so os dos ps. Ao Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional tension-los, o paciente pode experimentar cimbras, se for propenso a elas. Se for assim, a durao da tenso dever ser mais curta e/ou menos intensa. E-mail: [email protected] O problema contrrio que o paciente relaxe tanto que adormea. Se isto ocorrer, o terapeuta o despertar suavemente e continuar relaxando a partir de onde parou. Se isto ocorrer com freqncia em casa, o paciente mudar o horrio, de forma que no pratique o relaxamento quando estiver cansado, ou seja, na hora de dormir. Tambm poderia fazer mais sesses dirias de menor durao. Os exerccios de respirao, introduzidos na sesso 5, tambm podem apresentar problemas. Embora geralmente ajudem a relaxar, e muitas tcnicas se baseiam neles (por exemplo, a meditao), h pessoas que tem obsesso com sua respirao. Se isto ocorrer, prefervel no continuar apresentando-os. Os melhores procedimentos so aqueles que melhor se adaptam a cada paciente. Talvez um dos problemas mais preocupantes consista em que o paciente verbalize que se encontra relaxado muscularmente mas no por dentro, na cabea, etc. Nesses casos, conveniente assegurar-lhe que, com a prtica, o relaxamento dos msculos externos levar ao relaxamento de fibras menos
  • 19. perifricas que podem estar causando a tenso. medida que vai aprendendo a relaxar, aprender tambm a relaxar esses msculos. Se a tenso interna for causada por pensamentos perturbadores, alm da possvel necessidade de utilizar tcnicas cognitivas se esses pensamentos so muito persistentes, o terapeuta pode aumentar a parte falada para chamar, assim, a ateno do paciente. Na prtica em casa, pode-se estabelecer como alternativa a troca de pensamentos por imagens prazerosas. Tambm se pode proporcionar, pelo menos at que o paciente aprenda a relaxar, uma fita de relaxamento passivo Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 (ver a parte sobre as variaes), j que nela a voz do terapeuta est Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br continuamente controlando o comportamento do paciente. Para maior Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional aprofundamento destes e outros problemas, o leitor pode remeter-se aos manuais includos na epgrafe de leituras recomendadas. E-mail: [email protected] III. 1.2. Variaes Alm da verso adaptada de Jacobson, que apresentamos anteriormente, existem outras adaptaes. Em geral, pode-se dizer que no diferem substancialmente entre elas nem com a original. As diferenas so apenas de procedimento, e residem basicamente no seguinte: maior ou menor nmero de exerccios para tensionar os msculos; diferentes tipos de exerccios para conseguir tenso nos diversos msculos; repetio dos exerccios mais ou menos vezes (oscila entre 2 ou 3 vezes); aprendizagem de poucos msculos em cada sesso ou de todos juntos desde a primeira sesso; ordem que seguem os exerccios (dos braos cabea e da abaixando at os ps, ou dos braos aos ps e da subindo at a cabea); uso de auto-instrues, ou instrues dadas pelo terapeuta; e, por ltimo, possvel mescla de frases de relaxamento autgeno ou passivo. Nenhuma destas variaes tem demonstrado ser superior sobre qualquer outra (Mitchell, 1977; Rimm e Masters, 1974). Depois do relaxamento progressivo, talvez as tcnicas mais utilizadas em
  • 20. relaxamento sejam as de relaxamento passivo, relaxamento autgeno e a resposta de relaxamento, de Benson. Estas so as tcnicas que vamos ver na continuao. III. 2. A tcnica de relaxamento passivo Esta tcnica se diferencia do relaxamento progressivo por no utilizar Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 exerccios de tensionar, mas s de relaxar grupos musculares. Embora o Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br relaxamento progressivo permita perceber estados de tenso muscular de Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional forma muito especfica, a tcnica de relaxamento passivo tem alguma vantagem sobre a anterior. Assim, pode ser muito til nos seguintes casos: E-mail: [email protected] 1) com pessoas que encontram dificuldade em relaxar depois de haver tensionado os msculos; 2) com pessoas com quem no seja aconselhvel tensionar certos msculos, devido a problemas orgnicos ou tensionais; e 3) como ajuda inicial para pessoas que encontram dificuldade em relaxar em casa. Para isso, as instrues so gravadas em uma fita cassete com a qual o paciente pratica diariamente. As instrues que se especificam a seguir so uma adaptao da tcnica de relaxamento passivo utilizada por Schwartz e Haynes (1974). Estas instrues podem ser dadas na clnica ou gravadas em fita. Nelas, alm das frases prprias do relaxamento passivo, se intercalam tambm frases tpicas do relaxamento autgeno - frases que fazem referncia a sensaes de peso e calor - e breves indicaes focalizadas na respirao. As instrues so as seguintes: Voc est confortavelmente reclinado, com os olhos fechados, todas as partes do seu corpo esto comodamente apoiadas na
  • 21. poltrona de forma que no h necessidade de tensionar nenhum msculo. Deixe-se levar o mximo possvel pelo sentimento de relaxamento (pausa). Agora focalize a ateno em sua mo direita e deixe que desaparea dela qualquer tenso... Concentre-se nos msculos de sua mo direita... pode v-los... deixando-os soltos, mais e mais soltos. Deixe que estes msculos se tornem muito, muito relaxados; muito, muito calmos, muito, muito tranqilos... deixe-se levar... continue Rua Moacir Piza, 36, CONJ. 02. Cerqueira Cesar. Telefone: 3085-6931. CEP: 01421-030 concentrando-se nesses sentimentos e deixe que esses msculos se Ana Lcia Pereira - Psicloga- Homepage: http://www.alppsicologa.hpg.com.br soltem mais e mais... quando est relaxado seus msculos esto Atendimento Psicolgico, Orientao Vocacional e Profissional muito soltos, muito longos, muito calmos... deixe que se soltem mais e mais (pausa). E-mail: [email protected] Agora focalize sua ateno mais acima, no seu antebrao direito; pode senti-lo, concentre-se nesses msculos e deixe que sua ateno se focalize nesses sentimentos. Deixe